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Peru em 8 dias: Cusco + Trilha Inca ( 4 dias / 3 noites ) + Lima


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Peru em 8 dias: Cusco + Trilha Inca ( 4 dias / 3 noites ) + Lima

 

Em dezembro de 2016, depois de praticamente 6 meses planejando a viagem, finalmente fui para o Peru, para minha primeira viagem pra fora do Brasil.

A primeira coisa que tinha em mente quando comecei a planejar a viagem é que eu iria fazer a trilha Inca clássica (4 dias / 3 noites) e a partir disso fui encaixando o roteiro de outros lugares.

Primeiramente ia fazer a viagem sozinho pois sou o único dos meus amigos que trabalhava na época e que conseguiu guardar dinheiro para viajar mas meu irmão conseguiu tirar férias do trabalho na mesma época que eu então fomos juntos.

Então o roteiro ficou o seguinte:

2 dias em Cusco

4 dias na Trilha Inca

1 dia em Cusco

1 tarde em Lima (escala de voo de 11h)

 

 

Cusco – 10 e 11 de dezembro de 2016

 

Peguei o voo as 6:55 em Guarulhos com destino a Cusco com uma escala em Lima e as 12:15 do horário do Peru estava em Cusco.

Chegando no aeroporto e pegando nossos mochilões, trocamos 100 reais por soles, no aeroporto a cotação estava 1 real para 0,80 soles mais ou menos. 1ª dica: troque somente o necessário para pegar um taxi e deixe o resto para trocar no centro de Cusco, la a cotação é 1 real para 1 sol.

Após isso fomos procurar um taxi para o Hostel que tínhamos reservado um quarto. Logo ao sair do saguão do aeroporto um monte de taxistas já começam a te oferecer a corrida e acabamos caindo na mentira de um deles de que para chegar no local do nosso hostel em Cusco o taxista tinha que ter uma permissão especial que os outros fora do aeroporto não tinha. MENTIRA! ::grr::

Pagamos 40 soles pelo taxi, sendo que se tivéssemos saído do aeroporto dava para pagar uns 15 ou 20 soles, fica a dica e vida que segue.

Alugamos um quarto privado com duas camas no Wide Rover hostel para esses 2 primeiros dias em Cusco. O hostel é muito legal, tem café da manhã incluso, preços justos nas refeições que são muito boas, pessoas diferentes nacionalidades e um bar que tem festas malucas TODOS os dias! ::otemo:: Se você gosta disso esse hostel é o ideal.

Esses dois dias ficamos basicamente passeando em Cusco, compramos toucas e luvas nas feirinhas da cidade para usarmos na trilha e aqui vai outra dica: negocie tudo, sempre da pra negociar o preço :)

 

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Na noite dia 11 fomos para o bar do hostel com a promessa de comer alguma coisa, tomar uma Cusqueña e voltar para o quarto dormir cedo, pois no dia seguinte a van da agência iria passar as 5:30 no hostel para nos levar ao o começo da trilha, mas isso não aconteceu hahaha

Jantamos, tomamos uma cusqueña, depois tomamos outra e a festa começou a ficar mais agitada no bar. Conhecemos o gerente do bar do hostel que era muito gente boa e começou a conversar comigo e com meu irmão e após falarmos que eramos brasileiros, pagou 2 JagerBomb para nós.

Após umas doses de álcool pra cabeça, comecei a conversar com uma Irlandesa que depois de bêbada ligou o sotaque irlandês que eu não fui capaz de entender mais nada do seu inglês ::putz::

Resumindo, fui dormir por volta das 2:30h da manhã.

 

Trilha Inca – 12 a 15 de dezembro de 2016

 

Incrivelmente acordamos no dia seguinte e pegamos a van que nos levaria até a entrada da trilha, de onde seguiríamos 45km a pé até Machu Pichhu.

O nosso grupo era composto por 9 pessoas: Eu e meu irmão Felipe do Brasil, Alex da Alemanha, os irmãos Camilo e Maria Fernanda (Mafe) da Guatemala, Lorena e Julieta da Argentina e os guias Héctor e Roberto do Peru.

 

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12/12 – 1º Dia

 

Tivemos somente um problema, na entrada da trilha, você tem que mostrar o documento pelo qual fez a reserva. Meu irmão fez um passaporte novo e não estava com o antigo com o mesmo número que constava em seu ticket de entrada da trilha. Por a entrada ser muito controlada ele teve que pagar cerca de 260 soles para comprar um outro ticket de entrada. Então vale a pena ficar esperto com isso.

O primeiro dia é relativamente fácil se você tem algum preparo físico, o terreno é na maior parte plano, tem algumas subidas íngremes, mas são curtas.

Fizemos uma pausa para o almoço e por volta de umas 17h chegamos no lugar que iriamos acampar. Pelo que eu entendi, era um espaço cedido pela dona de um mercadinho que ficava do lado do local do acampamento para que em troca de ceder o lugar, os turistas comprassem mantimentos como água e outras coisas em seu comércio.

Mas não sabíamos disso hahaha O Camilo comprou umas Cusqueñas em uma outra vendinha que ficava um pouco mais abaixo da trilha e quando a senhora dona do comércio viu, começou a xingar e gritar com ele com uma rapidez que somente o espanhol permite Hahaha mas ficou somente nisso, tomamos nossas Cusqueñas e fomos dormir.

 

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13/12 – 2º Dia

 

O segundo dia tem a fama de ser o mais difícil de todos. Antes eu pensava: não deve ser tão difícil assim, eu corro, ando de bike, faço academia, não vai ser nada demais. Queimei a língua. É beem puxado, são umas 8h de caminhada, sendo que umas 5h é em uma subida íngreme, com degraus de pedra e constante, se você está fora sem condicionamento físico, tem como fazer, mas faça no seu ritmo e contrate um portador para levar seu mochilão.

No fim dessa subida que parece a que a personagem da Uma Thurman tem que subir carregando um balde de água em seu treinamento com Pei Mei em Kill Bill: volume 2, você chega ao topo da montanha Warmihuanusca, em uma passagem apelidada de Dead Woman Pass, à 4200 metros de altitude e um frio de lascar, mas todo o esforço que você faz é recompensando pelas paisagens que você passa durante a trilha inteira, é animal!

Os guias recomendam ficar pouco tempo, 20 minutos no máximo no topo, pois logo que você chega dá para perceber os efeitos da altitude, para mim deu apenas uma falta de ar, como se não entrasse ar suficiente nos pulmões como entrava a alguns metros abaixo.

 

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Então começamos a descer e após umas 2h chegamos no segundo acampamento. Almoçamos tarde esse dia, por volta de umas 15h e descansamos um pouco até a pipoca que sempre tinha a tarde e 1:30h depois a janta.

Os banheiros não são bons, longe disso. Somente no primeiro acampamento tinha um vaso sanitário, nos outros eram buracos no chão, então se está pensando em fazer a trilha inca, sugiro que treine agachamentos com isometria se é que me entende hahaha.

 

14/12 – 3º Dia

 

Em termos de tempo de caminhada, este é o mais longo dos dias, são bastante horas, se não me engano umas 10 ou 12 horas, boa parte do trajeto é composto de descidas, mas também as subidas não deixam de estar presentes.

No final de uma das subidas, os guias nos auxiliam a fazer uma oferenda à Pachamama, colocando três folhas de coca em baixo de uma pedra no topo da montanha e desejando coisas boas.

 

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Neste dia como no primeiro, há uma pausa para o almoço e 1:30h depois a caminhada continua.

É o dia mais bonito, paisagens e as ruínas Incas estão sempre presentes como o sítio de Runkuraqay e Wiñaywayna.

 

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Finalmente chegamos no ultimo acampamento e fizemos nossa última refeição juntos. No final há um agradecimento aos guias e aos portadores que estiveram com nós todos os dias.

 

15/12 – 4º Dia (Machu Picchu)

 

Acordamos 3:30h da manhã como havíamos sido instruídos pelos guias na noite anterior pois há um posto de controle que temos que passar que faz uma fila gigantesca das pessoas que estão fazendo a trilha e para vermos o Sol nascendo em Machu Picchu

Nós ficamos esperando cerca de 1:30h na fila até a passagem ser liberada e aí começamos uma caminhada até a Porta do Sol, o momento que marca o fim da trilha Inca e de onde se pode ter a primeira vista de Machu Picchu.

A primeira vista das ruínas da cidade de Machu Picchu é indescritível, é inacreditável como uma cidade tão grande pode ser construída por uma civilização sem tecnologia e com instrumentos rudimentares.

 

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Após a primeira vista, seguimos descendo para entrar na cidade e logo chegamos na entrada, onde tem um local onde se pode carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, então leve seu passaporte.

 

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Entramos na cidade e fizemos um tour guiado pelas ruinas de Machu Picchu passando pelos principais pontos como Templo do Sol, Três Janelas, Palácio do Inca e a Intihuatana, uma pedra que aponta exatamente ao norte, e sim, testamos com uma bússola.

 

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Já ouvi muita gente falando que se arrependeu de ir a Machu Picchu, que tem muitos turistas, que não vale a pena, mas realmente, não tem como se arrepender, a cidade é incrível, muito bonita, tem muitos turistas? Claro, mas justamente por que é incrível!

 

15/12 – Águas Calientes

 

Depois do nosso tour por Machu Picchu, os guias combinaram com a gente de se encontrar em um restaurante chamado Machu Pisco (um trocadilho com o nome da bebida peruana destilada de uva) em Águas Calientes para almoçarmos e nos despedir oficialmente.

Existem duas opções de ir de Machu Picchu para Águas Calientes, a primeira é pegar um ônibus que custa 12 dólares e demora 25 minutos ou descer a pé por uma trilha de 2 horas que desce a montanha cruzando a estrada de terra que o ônibus pega.

Pensamos: Estamos cansados? Sim, mas dá pra usar esses 12 dólares em Cusqueñas em Águas Calientes pô! hahaha ::otemo:: e assim fomos eu, meu irmão, Alex, Camilo e Mafe em nossa última caminhada juntos acompanhados de 2 cachorros que nos seguiram o percurso inteiro que, hora ou outra corriam atrás dos ônibus que passavam na estradinha de terra em forma de serpente.

 

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Chegando em Águas Calientes passamos por um bar logo na entrada da cidade com uma placa escrita “Happy Hour”, mas seguimos ao restaurante combinado onde nos encontramos com nossos guias e com as argentinas que foram de ônibus. Almoçamos e tomamos umas Cusqueñas juntos e no fim nos despedimos dos nossos guias Roberto e Héctor.

Ainda eram umas 15:00h e nosso trem até Ollantaytambo sairia somente umas 17:50h, então o Camilo sugeriu para irmos para aquele happy hour, e assim fomos.

Não sei o que o guatemalteco falou com o dono do bar que a cada rodada de Pisco Sour, (um drink peruano tão importante quanto a caipirinha para nós brasileiros) que pedíamos, ganhávamos sempre uns a mais. Depois de umas dessas até Alex o alemão, estava tão extrovertido como brasileiro em carnaval hahaha e assim foi nossa despedida.

Gracias amigos!

 

15/12 – Parte 2

 

Eu e meu irmão chegamos no Wide Rover Hostel por voltas das 23:30 e fomos informados que o quarto que estávamos antes já estava ocupado e era o único com duas camas de solteiro e que o único disponível era um de 4 pessoas, mas tinham duas meninas la e ainda o recepcionista perguntou se tinha algum problema. Que situação triste em hahahaha :D

Conhecemos as meninas, uma de Zimbabwe e a outra do Canadá que nos convidaram a ir para o bar do Hostel. O cansaço de 4 dias de trilha era grande, mas não se recusa um convite desses, e assim fomos.

Ficamos no bar do hostel até as 2h da manhã e depois fomos nós quatro para o The Temple, uma balada de Cusco que ficamos até umas 4h. Que dia louco amigo!

 

16/02 – Cusco novamente

 

Neste dia basicamente demos uma volta em Cusco para comprar alguns presentes ou lembrancinhas para amigos e família e arrumamos nossas mochilas para pegar o voo com destino a Lima no dia seguinte.

Prometemos que íamos dormir cedo pra acordar bem e pegar o voo de manhã no dia seguinte e dessa vez cumprimos hahaha

 

17/02 – Uma tarde em Lima

 

Chegamos em Lima e só aí percebemos que não sabíamos nada do que conhecer por lá. A única coisa que já tinha ouvido falar era da Plaza Central ou Plaza Mayor e para lá fomos. O táxi dentro do aeroporto estava 60 soles e lá fora conseguimos um por 35 soles.

O transito em Lima é maluco! Na verdade, em Cusco também é, mas em Lima é uma desorganização generalizada, nos balões não tem faixa dividindo as pistas e nem semáforo, é no esquema de que vença o melhor. Rapidamente você percebe que os carros têm fita isolante pra todos os lados devido as batidas sofridas.

A Plaza Central é muito bonita, onde se encontra a Parroquia del Sagrario do ano de 1665. Demos uma volta por ali algumas horas.

Almoçamos em no restaurante El Passífico, recomendado por um segurança que estava na praça, pedi um Lomo Saltado que estava muito bom!

 

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Demos mais uma volta por ali perto, ficamos um pouco em um Starbucks para usar o Wifi e logo após isso pegamos um táxi de volta para o aeroporto.

Creio que há muito mais para conhecer em Lima, mas no curto período de tempo que tínhamos foi o que deu para conhecer, mas parece ser uma cidade muito bonita, quem sabe um dia eu volto.

 

Vídeo da viagem feito pelo meu irmão, Felipe Coelho:

 

Gracias Peru, que viagem incrível!

 

“Aos amigos de estrada, que a curiosidade do próximo destino seja sempre mais forte que você” (LAMMEL, Aldo)

Editado por Visitante
  • kkkkkkk 1
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Giovanni Coelho, Cara, simplesmente sensacional seu relato, também acompanho os videos do Aldo hahaha

 

Queria saber se vc fez algum tipo de reserva pra fazer a caminhada, já vi relatos de que algumas pessoas não conseguiram fazer essa caminhada saindo de cusco, devido a alta temporada, vc teve algum problema relacionado a isso? e quanto custou? to pensando em fazer a caminhada também

 

abraços.

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Giovanni Coelho, Cara, simplesmente sensacional seu relato, também acompanho os videos do Aldo

 

Queria saber se vc fez algum tipo de reserva pra fazer a caminhada, já vi relatos de que algumas pessoas não conseguiram fazer essa caminhada saindo de cusco, devido a alta temporada, vc teve algum problema relacionado a isso? e quanto custou? to pensando em fazer a caminhada também

 

abraços.

 

Fala André, muito obrigado cara! os videos do M&B são mt bons mesmo, perde quem não acompanha hahaha.

 

Sim, eu fiz uma reserva antecipadamente pela agencia Brasil de Mochilas citada algumas vezes aqui no mochileiros e deu tudo certo, as vezes você tem que correr um pouco atrás dos caras para perguntar como ta a reserva da trilha mas sempre me responderam.

Eu paguei USD 475,00 porque tenho a ISIC card (carteira internacional de estudante), o valor pra não estudando é USD 510,00.

Eu não sei que época você vai mas creio que se quiser ir em junho ou julho é recomendado fechar antecipadamente devido a alta temporada. Como eu fui em dezembro que não é alta temporada, dava pra eu ter fechado la no Peru e ter pagado bem mais barato, mas eu não sabia disso hahaha.

Nesse site oficial do Peru você pode ver como estão as reservas para cada dia http://www.machupicchu.gob.pe/

Espero ter ajudado, qualquer dúvida só falar.

Abraços!

  • Gostei! 1
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Que bacana! Fiz a trilha clássica tb, em julho de 2016. Confesso que o segundo dia foi bem pesado, chorei ao chegar no Dead Woman Pass.....de emoção e dor nas pernas....hahahahha.....MAs vale MUITO a pena. Alem de Cusco e Lima fui a Arequipa, Vale de Colca e Puno (lago titicaca). Foi sensacional!

A trilha tem que ser reservada com antecedência sim....o governo tem um controle bem rigido da entrada na parque, e são apenas 400 pessoas por dia.....eu reservei em janeiro pra ir em julho, e já tinha algumas datas de junho/julho esgotadas! Vc pode acompanhar pelo site do governo a disponibilidade de vagas. Talvez em outras epocas seja mais tranquilo! Tb reservei pela Brasil de Mochila.

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Como algumas pessoas me pediram pra dar algumas dicas em relação a mochila, o que levar e valores, aqui vão elas:

 

Agência e valores:

 

Fechei a trilha antecipadamente com a agencia Brasil de Mochilas citada algumas vezes aqui no Mochileiros, não são assim o extremo de atenciosos, não te mandam e-mail toda hora, mas sempre respondem suas dúvidas e deu tudo certo, então recomendo.

Os valores eram:

Adulto não estudante - USD 510,00

Estudante com ISIC card - USD 475.00

 

O que eu levei:

 

- 1 mochila de 50L (FORCLAZ 50 QUECHUA)

http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/mochilas-de-trekking-de-varios-dias/mochilas-de-50-a-90-litros/mochila-forclaz-50-quechua?skuId=1809066

 

- saco de dormir para -3 graus que aluguei por USD 12,00 pela agencia

- 1 colchonete para por em baixo do saco de dormir que a agencia fornece (pode ser uma manta térmica)

- 6 camisetas de manga curta (usei 5 delas)

- 1 camiseta de manga comprida

- 3 shorts

- 2 calças

- 1 blusa corta vento

- 1 blusa de moletom

- 1 capa de chuva

- 1 bastão treking (muito util nas subidas e descidas)

- 1 capa de chuva para a mochila

- 1 gorro e luva

- 1 tênis de trekking da Timberland

- 1 chinelo

- Papel higiênico (não tem em nenhum dos banheiros)

- Lenços umedecidos que eram o banho

- 1 lanterna com tubo de acoplar para virar um abajur para usar dentro da barraca

- 1 toalha

- Remédios, protetor solar, repelente.

- Algumas coisas pra comer como frutas e barras de cereais.

 

Acho que foi isso. A mochila ficou com aproximadamente 8kg.

 

Você não leva barraca, isso fico com os portadores pois vão na frente para deixar montada para quando você chegar nos acampamentos, mas leva o saco de dormir e o colchonete.

 

Preparo físico

 

Esse é um tema um pouco pessoal, mas acredito que se você não é o extremo de sedentário da para fazer. É claro que se não estiver em um condicionamento muito bom, contrate pela sua agência um portador para levar seu mochilão e leve apenas uma mochila pequena com câmeras e etc. E faça no seu ritmo. :)

 

Clima:

 

Dezembro é considerado época de chuvas no Peru. Acho que todos os dias pegamos um pouco de chuva, mas por poucas horas do dia e não muito fortes.

Nessa época não é tão frio quanto junho/julho mas é um pouco frio, principalmente a noite e de manhã enquanto não tem Sol, mas logo que você começa a andar já esquenta. Usei basicamente só a blusa corta vento, a de moletom usava somente a noite e de manhã, mas acredito que se você for em uma época mais fria vai precisar de mais blusas que isso.

 

Gastos na Trilha

 

Você não gasta quase nada. Gastei basicamente para comprar água em alguns lugares que vendiam ao longo do caminho e para almoçar em Águas Caliente no ultimo dia, chuto uns 60 soles no máximo.

 

Se tiverem mais alguma dúvida só perguntar.

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  • 9 meses depois...

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      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
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      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
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