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fernandobalm

Da Enseada do Brito (Palhoça-SC) a Balneário Camboriú a Pé pela Praia

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Considerações Gerais:

 

Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes.

 

Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.

 

Informações Gerais:

 

Em toda a viagem houve bastante sol, mas também alguns períodos de chuva. As temperaturas estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 30 C ao longo do dia e não caindo a menos de 18 C à noite nem nos períodos de chuva.

 

A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil ::cool:::'>. Em algumas ocasiões as pessoas se assustam com um mochileiro, vestido com roupas surradas, mas eu já me acostumei a isso. Talvez alguns hotéis tenham dito que estavam lotados por não quererem hospedar alguém com esta aparência.

 

As paisagens das praias e da costa agradaram-me muito, principalmente a vista a partir de morros e costões ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::. A cor do mar, com diversos tons de azul e verde foi um espetáculo à parte, principalmente quando vista bem de cima, abrangendo uma grande área ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::. Pude ver uma cobra, lagartos, aves e peixes. O comportamento do mar variava bastante de acordo com a praia e o tempo. De uma maneira geral achei o mar bastante interessante para se brincar, pois tinha bastante ondas, mas era bravo em muitos locais e tinha depressões formando zonas que não davam pé e tinham ondas e correnteza (recomendo cautela a quem não sabe nadar ou não está acostumado ao mar, principalmente nas praias mais bravas e próximas a costões ou quando o tempo estiver com muito vento). Havia algumas praias com muitas pedras, o que exigia cautela se fosse desejado entrar no mar. O espetáculo das ondas chocando-se contra os costões pareceu-me magnífico ::otemo:: ::otemo::. A água até que estava mais quente do que eu esperava.

 

A caminhada no geral foi tranquila. Os habitantes locais orientaram muito bem sobre como seguir as trilhas ::cool:::'>. Os maiores problemas foram os trechos de mangue e com costões íngremes. Houve um trecho em que acabei saindo numa propriedade privada e a mulher do caseiro disse que não poderia ter entrado ali de modo algum e que se seu marido lá estivesse iria pegar a espingarda para mim, mesmo após eu ter pedido desculpas. Em vários pontos precisei seguir pela estrada que costeava o litoral.

 

Durante muito tempo estive só nas praias, que em parte estavam desertas. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada), mesmo com a mochila nas costas. Houve um único ponto em São José em que achei que poderia haver algum problema, mas nada ocorreu.

 

Quase todos os estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (hotéis, supermercados, padarias e verdureiros) ::cool:::'>.

 

Gastei na viagem R$ 937,87, sendo R$ 90,08 com alimentação, R$ 735,00 com hospedagem, R$ R$ 10,40 com transporte durante a viagem, R$ 80,63 com a passagem de ida pelo BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br) e R$ 21,76 com a taxa de embarque aérea de volta. A passagem aérea paguei com pontos. Sem contar o custo da passagem de ida e da taxa de embarque o gasto foi de R$ 835,48 (média de R$ R$ 64,27 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (nesta viagem nem sempre consegui ser :lol:).

 

A Viagem:

 

Minha viagem foi de SP (minha casa, no Cambuci) a Enseada do Brito em 24/11/2016 através do aplicativo de caronas compartilhadas BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br). Rafael Honório (https://www.blablacar.com.br/user/show/v_q9gBHqq1ZH3YIjuse4Hw) veio me buscar na porta de casa perto de 6:30 com seu Sandero e me levou até lá, pegando depois mais 2 pessoas (Antônio e o argentino Ignácio) que desceram depois de mim. Paramos algumas vezes no caminho para comer. Desci do carro por volta de 18:15. Paguei R$ 80,63 pela passagem (ele publicou R$ 95,00, mas como iria cobrar dos outros R$ 80,00, pois os contatou num grupo de caronas do Facebook, decidiu fazer o mesmo preço para mim) com o cartão de crédito para o posto de gasolina Túlio em São José dos Pinhais, em que ele reabasteceu o carro durante o trajeto. A viagem foi agradável e conversamos sobre muitos assuntos, sendo que num dado momento, quando surgiu a questão do impedimento da Dilma, gerou polêmica e envolvimento e ficou um pouco emocional. A volta foi de Navegantes a SP (Congonhas) em 07/12/2016 pela Tam. O voo saía às 14:25 e chegava às 15:25. Paguei 5.000 pontos pela passagem e mais R$ 21,76 pela taxa de embarque usando cartão de crédito.

 

Ao chegar logo atravessei a estrada BR 101 pela passarela e fui procurar lugar para ficar. Tinha a referência que a Dilma da mercearia alugava quartos, mas decidi procurar também por outras opções. Tive alguma dificuldade, mas me disseram que eu acharia na Praia de Fora. Tentei algumas opções no caminho sem sucesso. Capixaba, que tinha quitinetes para alugar atrás de um templo da Igreja Universal disse que tinha vagas, mas preferia não me hospedar e sugeriu que eu fosse para um abrigo para pessoas necessitadas ou para um centro de recuperação dirigido por um padre :lol:. Fiquei na Pousada Lonas por R$ 50,00 a diária, com banheiro no quarto, TV, ventilador e vista para o mar a partir do corredor, mas sem café da manhã. Paguei com cartão de crédito. Tinha levado 2 sacos de sanduíches e 2 sacos de pães comigo, alguns dos quais comi durante a viagem e no jantar.

 

Para as atrações da Enseada do Brito e arredores veja http://www.praias-360.com.br/santa-catarina/palhoca/praia-da-enseada-do-brito, http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2016/04/no-aniversario-de-palhoca-conheca-a-historia-da-enseada-de-brito-contada-por-seus-moradores-5784446.html e http://www.litoraldesantacatarina.com/palhoca/pontos-turisticos-de-palhoca.php. Os pontos de que mais gostei foram as vistas de paisagens naturais ::otemo::, as praias ::cool:::'> e o Morro do Cambirela (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cambirela) ::otemo::.

 

No dia seguinte, 6.a feira 25/11, comecei o dia com um banho de mar ::cool:::'> e depois fui fazer compras para juntar aos meus pães. Gastei R$ 6,50 em legumes e frutas no verdureiro Grigg e R$ 2,89 num pote de doce de abacaxi no mercado Dona Bella (http://www.guiamais.com.br/palhoca-sc/mercados-e-supermercados/supermercados/15161753-1/mercado-dona-bella). Paguei ambos com cartão de crédito. Depois do café da manhã rumei para o Morro do Cambirela. Fui perguntando para descobrir onde era a entrada da trilha. Encontrei 2 militares numa loja de conveniência na estrada BR 101, que imaginei que poderiam já ter subido lá. Perguntei-lhes e os 2 já haviam subido, sendo que o que havia mais recententemente o fez há cerca de 1 ano. Ele me deu orientações sobre como chegar ao começo da trilha e sobre a subida e disse que provavelmente eu iria arrebentar meu chinelo antes de chegar ao topo (como a viagem era uma caminhada por praias, eu não levei tênis). Algumas pessoas falaram-me de possíveis cobras no caminho. Quando cheguei à entrada da trilha pedi autorização ao caseiro da propriedade em que ela começava, que me atendeu muito bem, deu-me orientações e disse que como não estava muito quente, provavelmente não iria encontrar muitas cobras. Cruzei com alguns bois mansos, encontrei o início da trilha e fui. Achei a subida difícil. Entre a subida, o tempo que fiquei lá em cima e a descida demorei cerca de 5:30 horas. Provavelmente 2:30 para subir, 1:30 lá em cima e 1:30 para descer. No meio do trajeto houve chuva leve, o que tornou o solo escorregadio. Achei a subida também um pouco perigosa, sendo que havia vários trechos íngremes e em alguns havia cordas, escadas móveis e grampos nas pedras, sendo necessário quase que escalar. Levei vários tombos ::essa::, nenhum grave, mas o suficiente para me sujar um pouco e arranhar meus pés e partes das pernas. Durante o percurso vi lagartos e pássaros. A cerca de 80% da subida vi a única cobra do trajeto ::ahhhh::, que repousava ao lado da trilha e, quando me viu, esgueirou-se tranquilamente ainda mais para fora. Era bem fina, de cor cinza escura, com anéis pretos. Disseram-me posteriormente tratar-se de uma jararaca. Achei a vista espetacular ao longo da subida e lá de cima, dos vários pontos e morros ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::. Fiquei contemplando as várias faces por bastante tempo e depois andei entre os 3 possíveis morros para apreciar vistas diferentes. A trilha estava bem sinalizada até o antepenúltimo morro. Durante algum tempo houve nuvens, mas por várias vezes elas se dissiparam e pude ter a vista completa de todas as partes. Era possível ver as andorinhas abaixo e ao redor ::cool:::'>. Após descer voltei à pousada, paguei R$ 50,00 por mais 1 noite, ainda tomei outro banho de mar e voltei posteriormente para apreciar a visão noturna da praia. Ali a sensação térmica era de um pouco de frio, provavelmente devido à proximidade com a serra.

 

No sábado 26/11, depois do banho de mar matinal, do café e de saber da morte de Fidel, fui andando pela praia em direção ao Morro dos Cavalos, passando pela Praça da Enseada, sua igreja, suas casas açorianas e pela casa mais antiga da área ::cool:::'>, que me foi indicada por uma moça que já havia trabalho nela. Houve muitas pedras e costões em vários trechos do caminho e não consegui ir da Praia do Cedro para a Enseada do Brito, tendo que pegar a estrada. Ali um morador me permitiu passar pela sua casa para voltar à rua quando cheguei ao fim da praia e não tinha mais como ir adiante. Achei as paisagens muito bonitas ::otemo::. Por fim cheguei até a Praia de Nudismo de Pedras Altas, em que a responsável permitiu-me entrar, mesmo sem pagar a taxa de R$ 5,00 (não levei dinheiro para a praia) ::cool:::'>. Lá fui à área das pessoas com roupa, tomei banho de mar e depois perguntei a alguns que estavam nus se poderia ir até as pedras da praia de nudismo para apreciar a vista. Vários concordaram, mas quando estava descendo para passar perto de um trailer, um casal falou que não, que era exclusivo para nudistas. Como me pareceu que a vista não era muito boa e como já a havia apreciado em boa parte a partir da praia para pessoas com roupa, decidi voltar ao invés de tirar a roupa :lol:. Não pude ir além desta praia porque já começava o costão novamente. Acho que a próxima praia era após a reserva indígena, provavelmente a ponta da praia do Sonho, que havia sido meu último ponto em uma viagem anterior vindo de Jaguaruna (sc-de-jaguaruna-a-guarda-do-embau-a-pe-pela-praia-volta-pela-serra-por-sao-bonifacio-e-sao-martinho-t122507.html). Voltei, juntamente com alguns clientes do restaurante da pousada vi o finzinho dos jogos da rodada final da série B, eles me falaram da ausência de sol ali enquanto a TV mostrava sol na Ressacada a poucos quilômetros de distância na Ilha de Santa Catarina, brincaram com meu físico de palito em trajes de banho :lol:, tomei um banho de mar e fui comprar legumes (cebola, tomate, cenoura, beterraba, repolho e pepino), frutas (laranja e banana), doce de banana e um pedaço de bolo de coco ::otemo:: para juntar aos pães que ainda tinha. Gastei R$ 0,20 no verdureiro Grigg em dinheiro e R$ 10,49 no mercado Dona Bella com cartão de crédito . Paguei R$ 50,00 por mais uma diária na pousada.

 

No domingo 27/11 depois do banho de mar matinal e do café da manhã, comecei minha caminhada pelas praias rumo a Itajaí (meu destino previsto). Novamente as paisagens agradaram-me muito ::cool:::'>. Depois de cerca de 1 hora a praia começou a ficar deserta. Encontrei Jumar, que me deu informações sobre o caminho e me falou que precisaria atravessar um rio (acho que era o Rio Cubatão) logo a seguir, entrando um pouco mar a dentro para pegar uma área rasa, seguindo algumas estacas fincadas. Falou-me para pedir mais detalhes quando estivesse mais próximo das estacas, pois seu irmão estava lá perto. Quando lá cheguei, expliquei o que queria fazer e perguntei a seu irmão Gilmar por onde deveria ir, mas ele e Rose, irmã deles, disseram que iriam me atravessar. Disse-lhes que não era necessário e que não desejava atrapalhá-los, mas disseram que estavam indo para lá mesmo para algo relativo a pesca. Fomos caminhando e Gilmar atravessou-me de canoa ::cool:::'>. Agradeci, dispus-me a pagar, mas ele disse que aquele tipo de coisa não se pagava. Depois da travessia andei um bom trecho pela praia até chegar à Barra do Aririú, onde 2 pescadores que passavam pelo local atravessaram-me para o outro lado. Rodeei um pequeno morro e cheguei ao começo de uma área de mangue. Tentei procurar um caminho no mangue e logo na entrada encontrei um homem que me disse que era possível ir pelo mangue e que iria demorar cerca de 45 minutos para chegar ao centro de Palhoça. O Gilmar e o Jumar haviam-me dito que não era possível passar por ali. Tentei ir seguindo o que este último homem falou, mas depois de muito andar na lama, ficar sem saída várias vezes, entrar no mar para contornar trechos sem trilha e me espetar um bocado, desisti. Resolvi voltar e encontrei um barco passando pela margem enquanto voltava. Perguntei-lhes se havia caminho e me disseram que não. Voltei para o povoado e fui para o centro pela ruas da cidade. Pensei em ir direto à Pedra Branca, mas resolvi procurar primeiro um hotel para não subir com a mochila. Visitei a praça central e me hospedei no Hotel Pontal (http://hotelpontal.com.br), por R$ 65,00 a diária, com TV, banheiro interno, ventilador, sacada para a rua e café da manhã (buffet com várias opções). Paguei com cartão de crédito. Tentei ir à Pedra Branca, mas já estava tarde e deixei para o dia seguinte. Ainda passei no Supermercado Imperatriz (http://supermercadosimperatriz.com.br) para comprar um pacote de biscoito de maisena por R$ 3,39 com cartão de crédito e juntar ao que ainda tinha do dia anterior para o jantar.

 

Para as atrações de Palhoça, que engloba a Enseada do Brito, veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/palhoca, http://www.guiasantacatarina.com.br/palhoca e http://www.litoraldesantacatarina.com/palhoca/pontos-turisticos-de-palhoca.php. Os pontos de que mais gostei, incluindo viagem anterior, foram as praias ::otemo::, as paisagens ::otemo::, principalmente do alto dos morros, e as trilhas ::cool:::'>.

 

Na 2.a feira 28/11, após o buffet do café da manhã ::cool:::'>, fui subir na Pedra Branca. No caminho encontrei um homem dono de um estabelecimento comercial que me disse para não ir pela vila, pois poderia haver algum problema de segurança. Fui pela Universidade e depois peguei uma rua de terra que me levou a uma estrada sendo construída (era uma espécie de caminho alternativo à BR 101 para ligar municípios da Grande Florianópolis). Nela pedi informação para os trabalhadores que me indicaram a entrada da trilha de subida ao lado de um galpão cinza claro e azul. A subida foi fácil e tranquila. Lá em cima encontrei um grupo de adolescentes que lá havia pernoitado e estava passeando. Achei a vista espetacular, tanto da costa, como da mata e da cidade ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::. Era uma altitude menor do que a do Cambirela, mas permitia ver por outros ângulos. O dia estava bem claro. Os meninos até comentaram que estavam vendo as águias voando abaixo de nós, mas acho que eram urubus :lol:. Depois que eles desceram fiz um pouco de meditação contemplando a paisagem ::cool:::'>. Desci e comecei a voltar para o hotel. Começou a ameaçar uma tempestade, mas só caiu uma leve chuva. Como cheguei de volta perto de 15 horas, decidi ir em frente na viagem rumo a São José. Pus a capa, pois chovia um pouco, cruzei a ponte que dividia Palhoça de São José e entrei numa imobiliária para perguntar se poderia dar a volta num morro que costeava o mar. Lá uma das atendentes era Cíntia Duarte, a mesma mulher que me permitiu entrar na Praia de Pedras Altas sem pagar, responsável por um bar lá. Ela me reconheceu. Como ela estava distante eu não a reconheci, mas depois que ela falou da minha visita à praia e eu olhei melhor, reconheci-a. Elas me informaram que eu poderia ir pelo morro sim, que foi o que eu fiz. No caminho havia uma estátua com traços orientais de Maria, com o menino Jesus no colo, e José, vestido de Monge Lama. Achei muito interessante ::cool:::'>. A chuva parou e recomeçou várias vezes, porém fraca. Continuando o percurso e apreciando a orla, cheguei ao Centro Histórico de São José, que estava preservado, tinha monumento aos açorianos para comemorar 250 anos da fundação, museu, igreja e construções históricas ::cool:::'>. Após rápida visita prossegui e fui sair na avenida da orla que tinha uma vista de que muito gostei ::otemo::. A chuva começou a apertar e perto do supermercado Bistek decidi sair da orla para procurar hotéis. Fui a um ali perto, havia vagas e o atendente me disse que dificilmente lotaria. Quando falei que iria pesquisar um pouco mais, gentilmente indicou-me aquele que achava ser o mais barato (postura comum na viagem e de que gostei ::cool:::'>). Acabei indo ver vários outros antes do mais barato e quando lá cheguei não havia mais vagas no preço mais barato. Voltei aos outros por ordem de menor preço e nenhum mais tinha vagas ::putz::. Restava-me tentar ver se havia vagas para o preço de casal (dobrado) do mais barato ou um de luxo. Decidi voltar para Palhoça e tentar ficar no mesmo hotel da noite anterior, que tinha preço bem menor. Peguei um ônibus por R$ 5,50 em dinheiro (poderia ter voltado a pé, mas como estava perto de escurecer e eu não sabia se encontraria vagas, decidi pegar o ônibus), voltei ao Hotel Pontal e, para minha sorte, ainda havia vagas. Fiquei no último andar (acho que estavam acabando as vagas) pagando os mesmos R$ 65,00. Como o café da manhã tinha sido muito bom e eu ainda tinha um pouco de biscoito de maisena e legumes, decidi comer o que tinha e fui dormir.

 

Para as atrações de São José veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/sao-jose, http://www.saojose.sc.gov.br/index.php/turista/pontos-turisticos e http://www.falaturista.com.br/blog/pontos-turisticos-sao-jose. Os pontos de que mais gostei foram o centro histórico ::otemo:: e as paisagens ::otemo::, principalmente da orla e da Ilha de Santa Catarina.

 

Na 3.a feira 29/11, quando liguei a TV perto de 6 horas da manhã, fui surpreendido com a notícia de que o avião da Chapecoense havia caído, mas ainda não havia notícias sobre as pessoas :shock:. Logo a seguir, pouco antes de eu descer para o café, veio a notícia de pelo menos 25 mortos :cry:. Tomei o café ouvindo as notícias e saí. Refiz o caminho do dia anterior, só que desta vez sem chuva e sem dar a volta pelo morro. Em 1 hora e meia estava no mesmo ponto em que havia parado no dia anterior (até que o prejuízo não foi tão grande :lol:). Deveria ter feito o trajeto sem a mochila até o Centro histórico e ficado em Palhoça ::putz::. Andei por toda a orla pelo calçadão, com vista muito bela da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) e da Ponte Hercílio Luz, sob a qual passei. No final desviei para conhecer o estádio do Figueirense, Orlando Scarpelli. Lisiane acompanhou-me na visita gratuita, apresentou-me o estádio e falou da história do estádio e do Figueirense. Foi muito simpática e gentil. Lamentei não ver a flâmula do Santos no painel de flâmulas do Figueirense. Mas ela me falou que o costume da troca de flâmulas terminou e realmente faltavam as de muitos clubes. Ela perguntou-me se eu havia visto o ocorrido com a Chapecoense e comentou que era um competidor forte no disputado campeonato estadual. Após a visita voltei à orla e prossegui. Houve chuva fina e intermitente durante vários momentos daí em diante. Passou a existir praia, ou algo semelhante :lol:. Após alguns trechos de curta faixa de areia, precisei passar por pontos em que desaguavam esgotos ou havia obstáculos e lama :(. Várias vezes voltei para a rua. Ainda em São José, num trecho deserto, que logo a frente ficava sem saída devido ao mangue, encontrei 3 pessoas conversando e foi a única situação em que fiquei preocupado. 2 pareciam descontraídos, mas 1, que parecia morador local, de uma casa no mangue, pareceu tenso quando disse que pretendia ir pela praia. Disse-me que não era possível. Fui ver e realmente não parecia ser. Voltei, cruzei com eles novamente e ele me pareceu com o semblante ainda carregado. Retornei para a rua e prossegui por um longo trecho. Tive que ir para a BR 101 e cruzei a divisa com Biguaçu. Fiquei sabendo de hotéis na BR 101 e imaginei que poderiam ser os mais baratos. Passei num mercado de arte sacra e perguntei se poderia visitar. Eles estavam fazendo limpeza e não recebendo clientes, mas me permitiram visitá-lo com cuidado para não pisar na água. Gostei bastante, dos mais diferentes tipo de imagens, tamanhos e cores. No meio da minha visita chegou um cliente, que me viu e entrou. Na saída comentei com os donos que lhes havia trazido sorte, pois tinha chegado um cliente :lol:. Fiquei hospedado ao lado, no Hotel Carlinhos II (http://hotelcarlinhos2.blogspot.com.br) por R$ 40,00, com TV, ventilador, banheiro coletivo e buffet de café da manhã (o melhor de toda a viagem, pois provavelmente trazia alimentos da churrascaria coligada ::otemo::). Paguei com cartão de débito. Depois fui caminhando até o centro histórico, que achei bonito e preservado, incluindo a igreja e algumas casas preservadas ::cool:::'>, comprei meu jantar (pepino caipira, pepino japonês, beterraba, chuchu, pão francês, goiabada e cuca de pêssego) por R$ 8,03 no Supermercado Mercocentro (http://mercocentro.com.br) com cartão de crédito e voltei para o hotel. Ao voltar ao hotel ainda pude subir numa elevação de uma rua lateral para apreciar a vista noturna da Ilha de Santa Catarina, que me pareceu muito bela, incluindo a Ponte Hercílio Luz, lá ao longe ::cool:::'>. Antes e durante o jantar conversei com o atendente do hotel Fabiano, que me disse que outra pessoa não teria aberto a porta para mim, com a aparência de mochileiro e parte de uma das camisas rasgada :lol:. Conversamos sobre a viagem e estilo de vida. Ele me deu várias (e precisas) informações sobre o trajeto até Governador Celso Ramos, pois já o havia feito correndo há tempos atrás. E me alertou para algo que acabou se concretizando, que eu poderia ter dificuldade de encontrar local para dormir lá. Durante todo o dia estive com um grande sentimento de compaixão (não pena, mas compaixão no sentido budista do termo, identificando-se com a dor e tentando mentalizar para que seja minimizada) devido ao acidente com a Chapecoense, principalmente à medida em que fui sabendo, ao perguntar nos locais públicos com TV, sobre os novos fatos noticiados.

 

Para as atrações de Biguaçu veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/biguacu/ e http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/santa-catarina/biguacu/. Os pontos de que mais gostei foram as praias ::cool:::'>, as construções históricas ::cool:::'>, as paisagens ::otemo::, principalmente da Ilha de Santa Catarina, e o mercado de arte sacra ::cool:::'>.

 

Na 4.a feira 30/11, após um enorme buffet de café da manhã ::otemo::, com muitas opções (pena que parte delas tinha carne, que eu não como) rumei em direção a Governador Celso Ramos. Fabiano ainda me deixou levar uma banana e uma maçã adicionais, o que acabou se mostrando muito útil. Após conhecer uma pequena praia próxima que Fabiano havia me indicado, tentei seguir em frente pela costa, mas saí num lamaçal, voltei a BR 101 e segui novamente para o centro de Biguaçu. Entrei um pouco antes para poder ir ao máximo pela costa e por ruas locais, o que me fez dar uma volta maior, mas conhecer melhor o povoado. Passei pelo centro, atravessei um rio, passei por pequena praia e voltei para a BR 101. Daí por diante fui alternando entre a estrada e praias, pois houve vários trechos com costões, pedras e mangues que fizeram ser necessário caminhar pela estrada (tanto pela BR 101 como pela estrada estadual dentro de Governador Celso Ramos). Mais a frente houve uma longa faixa de areia, creio que era São Miguel, onde conheci Carlos, que tomava sua pinga de aperitivo na varanda e me deu informações precisas sobre o contorno de Governador Celso Ramos e por onde pegar o acesso a partir da BR 101. Depois de sair desta praia, voltando à BR conheci Paulo, que caminhava de Friburgo a Curitiba, passando as noites em postos de gasolina, voltando de um período de trabalho. Antes da estrada que dava acesso ao contorno de Governador Celso Ramos (que é uma espécie de península que vai mar a dentro), vi um pequeno aglomerado de casas em um pequeno trecho de areia e uma faixa litorânea que me faria cortar muito caminho. Desci lá, tentei perguntar a alguém se era viável seguir aquela faixa litorânea, mas não achei ninguém. Tentei segui-la, mas era mangue puro e a locomoção seria muito difícil. Achei que não valia a pena e resolvi dar a volta pela estrada. Peguei o acesso para Governador Celso Ramos, informei-me sobre o contorno no povoado de entrada e segui pela estrada. Passei pela Praia do Antenor, Fortaleza, Baía dos Golfinhos e da Fazenda Armação, além de outras menores. No começo da Fazenda Armação, perto de 18 horas, encontrei Miriam caminhando com seu cachorro, começamos a conversar e ela me disse que seria difícil achar locais para pernoitar ali, mas me deu informações para eu tentar. Depois de procurar bastante e somente achar preços de R$ 120,00 ou mais, indicaram-me um hotel na Armação da Piedade. Eu saí da praia e fui pela estrada até lá, pois já estava ficando tarde. Lá acabei ficando no Residencial Maremansa (ou do Haraldo), onde Marli, sua mulher, atendeu-me junto com seus 2 cachorros, Dora e Wilson. Fiquei lá em um apartamento mobiliado com cozinha, banheiro, quarto de casal, TV, ventilador e sem café da manhã por R$ 100,00 em dinheiro. O apartamento era bom, mas totalmente desnecessário para mim. Foi um desperdício de dinheiro :(, mas as outras opções eram mais caras. Já era tarde e lá só havia pequenos mercados com preços muito superiores aos dos anteriores nas cidades. Resolvi jantar e tomar café da manhã apenas com a banana, a maça, um pouco dos legumes que haviam sobrado e a goiabada. Foi suficiente :lol:. As paisagens ao longo do trecho deste dia foram espetaculares ::otemo::, incluindo a vista da Ilha de Santa Catarina, tanto diurna quanto noturna. Os banhos de mar foram deliciosos ::otemo::, anida mais porque estava quente.

 

Para as atrações de Governador Celso Ramos veja http://governadorcelsoramos.sc.gov.br/turismo e http://www.turcelsoramos.com.br/Turismo.html. Os pontos de que mais gostei foram as praias ::otemo::, as paisagens ::otemo::, as trilhas ::cool:::'>, as construções históricas ::cool:::'> e o mar ::otemo::.

 

Na 5.a feira 1/12, depois de um banho de mar e do café da manhã, seguindo informações da Marli, fui inicialmente sem a mochila fazer uma trilha até uma das pontas, de onde se podia ver Canasvieiras em Florianópolis e arredores. Wilson foi comigo durante todo o caminho ::cool:::'>. A distância em linha reta parecia tão pequena. A vista pareceu-me muito bela ::otemo::. Após voltar, Marli deu-me algumas informações de trilhas e acessos, peguei a mochila e fui circundar a área, incluindo os pontos que não havia visto no dia anterior. Comecei por uma praia que só tinha acesso por um condomínio, mas era permitido. Quando voltava do trapiche em que tinha andado para apreciar a vista, pisei numa pedra molhada, caí e me machuquei (ralei) um pouco ::essa::. Prossegui pela outras praias que se seguiam à do condomínio, conheci um gaúcho que estava na praia com seu filho e me disse que para ele aquele dia nublado estava ótimo, com o que concordei para mim também. Voltei para passar pelas praias que não havia conhecido no dia anterior, revi uma casa histórica feita com óleo de baleia e ossos de baleia na porta de um estabelecimento comercial na Praia da Fazenda da Armação, passei no Supermercado Sperandio (http://www.apontador.com.br/local/sc/governador_celso_ramos/supermercados/001392826000106/supermercado_sperandio.html) e comprei pães por R$ 3,12 com cartão de crédito, para não deixar a pressão nem a glicemia caírem muito. Daí fui em direção a Palmas pela estrada e, onde era possível, pela praia. Depois de sair da última praia e andar algum tempo pela estrada, achei uma trilha que saía da estrada e levava a uma praia quase deserta (havia um grupo de excursão de adolescentes lá). Após usufruir desta praia, achei uma trilha no meio da mata e resolvi segui-la. Embora bem mais difícil, as vistas a partir dela foram espetaculares ::otemo:: e me levaram a uma outra praia deserta. Nestas trilhas um dos pés do meu chinelo quebrou (mas eu estava prevenido e tinha outro) e o zíper da minha mochila também quebrou (mas também estava prevenido e tinha levado um saco por dentro que não deixava cair nada). Ao chegar a Palmas, embora ainda fosse cedo, procurei por lugar para dormir e descobri um camping por R$ 40,00, que tinha uma estrutura coberta e banheiro. Estavam em reforma. Alcino concordou em que eu dormisse lá, abrigado nos locais em construção, se não achasse outro local, mas acabou não sendo necessário (nem viável). Prossegui pelas praias em direção a Ganchos. Um provável militar disse-me que era possível ir pela praia, apesar de outros terem falado que não, bastava passar um pequeno trecho com costão. Eu resolvi seguir o que ele disse, mas achei o trecho bem maior e difícil do que esperava. Em todo caso consegui passá-lo, conheci mais uma praia deserta e pude desfrutar de mais vistas e mar espetaculares ::otemo::. No fim da praia deserta encontrei um homem que estava indo pescar, que me indicou uma trilha para sair de lá e cair na estrada. De lá rumei para o primeiro dos Ganchos (Gancho de Fora). Lá Zélio explicou-me a origem do nome "Ganchos", que se devia ao formato das enseadas do Canto dos Ganchos, Calheiros e dos Ganchos e que havia lendas, porém não dignas de credibilidade sobre o Capitão Gancho. A explicação dele condiz com uma das versões oficiais (http://www.governadorcelsoramos.sc.gov.br/municipio/index/codMapaItem/33829). No fim do dia, já perto do anoitecer cheguei a Calheiros, onde Marli havia dito que existia um hotel. Realmente havia, tentei opções mais baratas, mas não consegui. Não quis voltar para o camping, que já estava longe. Fiquei no Hotel Maranata (http://www.hotelmaranata.com.br) por R$ 90,00 com TV, banheiro privativo mas externo (ao lado), ventilador e buffet de café da manhã. Passei no Mercado Gago e comprei legumes, pães e frutas para o jantar por R$ 8,35. Paguei ambos com cartão de crédito. Ainda fui ver a vista da praia após escurecer. Ao longo do dia andei por muitas trilhas e costões. Achei as praias deste dia com vistas e mar espetaculares ::otemo::.

 

Na 6.a feira 2/12, após um banho de mar e o buffet de café da manhã ::cool:::'>, fui tentar subir no Morro do Pique, cujo acesso ficava bem perto do hotel. Porém os donos da propriedade que dava acesso a ele não estavam em casa. Conversei com os vizinhos e na ausência de autorização, preferi não subir para não entrar em propriedade privada sem estar autorizado. Então decidi começar minha caminhada rumo a Bombinhas. Logo no início um cachorro de rua que vagava na estrada aparentemente quis seguir-me, mas quando foi atravessar quase foi atropelado. Tive que sinalizar para o motorista e depois tentar espantar o cachorro da estrada. Mais a frente um pardal foi atingido pelo para-choque de um carro bem na minha frente ::essa::. Fui verificar e o pardal se debatia no chão. A princípio não queria que eu o pegasse, mas acho que cansou e aceitou. Coloquei-o na mão e o levei até uma loja de salgados, cujo nome era parecido com Dagnello. Perguntei para as jovens moças se sabiam cuidar de animais e pedi que colocassem água com açúcar no bico dele, algo que havia aprendido com minha prima Bernadeth. Perguntei à que o pegou e tomou a frente de ajudá-lo se podia contar com ela ou deveria procurar outros. Ela disse que sim, podia contar com ela. Perguntei se ela se responsabilizava pela vida dele e ela disse que sim, rindo. Achei que ela cuidaria bem dele e o deixei lá. Espero que tenha ficado bem e sido uma boa experiência para ela. Prossegui, voltei à BR 101 e lá conheci um homem que estava cumprindo condicional e levando metais para vender num ferro velho. Conversei um pouco com ele e depois apertei o passo para tentar chegar até onde pretendia naquele dia. Ao longo do caminho fui observando para ver se achava metais e, quando via algum, apontava para ele que vinha atrás de mim. Ao chegar em Tijucas começou uma fina garoa. Eram cerca de 16:30 e avaliei que não seria interessante prosseguir mais, pois até achar local para hospedagem em Bombinhas ainda teria que andar muito, sem considerar que proximamente o caminho seria por trilhas. Logo de cara vi casario antigo e comecei a apreciar. Vi o Casarão Bayer onde funcionava o Instituto Mathilde Bayer, que tinha algumas exposições públicas. Lá Márcia, seu filho Manoel e mais um menino, que tocava bem piano, deram-me informações sobre a continuação da viagem, locais onde me hospedar e pontos turísticos ::cool:::'>. Pediram para o morador da frente me mostrar sua coleção de carros antigos sendo restaurados, que achei interessante ::cool:::'>. Ainda me permitiram usar um computador para tentar falar com minha mãe por skype ::cool:::'>. Não consegui e quando cheguei em SP vim a saber que naquele dia e perto daquele horário havia tido uma tempestade que derrubou parte de uma árvore perto da casa dela, o que gerou curto circuito num transformador, fê-lo ficar fazendo estampidos de explosões, fez faltar energia e fazê-la ficar bastante agitada (ela tem Alzheimer). A chuva aumentou um pouco, fui procurar hotéis conforme eles tinham indicado e todos estavam lotados, menos o último, para minha sorte o mais barato ::cool:::'>, exatamente como haviam dito. Fiquei no Hotel Tijucas (http://www.guiamais.com.br/tijucas-sc/hospedagem/hoteis/12001746-2/hotel-tijucas) por R$ 50,00 pagos em dinheiro, com banheiro interno e ventilador, mas sem TV nem café da manhã. Depois fui dar um passeio pela cidade e parte da praia. Gostei dos vários casarões e construções históricas ::cool:::'>. Comprei pães por R$ 4,20 na Padaria Alesio (http://cnpj.info/ALESIO-BENEVENUTE-PANIFICADORA-ME-Av-Valerio-Gomes-361-Tijucas-SC-88200000/pe2C), frutas e legumes por 0,40 na Tiju Frutas e R$ 1,94 na Verdureira Sabor da Terra (https://www.facebook.com/Verdureira-Sabor-da-terra-192596467557762/), todos com cartão de crédito. À noite, antes de voltar para o hotel, 2 mulheres, aparentemente em situação de rua, pediram-me dinheiro. Como eu havia comprado alimentos para o jantar, ofereci-lhes pães, mas elas não quiseram. Após chegar no hotel conheci um casal de holandeses que estava indo para Buenos Aires de bicicleta. A dona do hotel falou-me que eles haviam vendido sua casa para fazer a viagem :o.

 

Para as atrações de Tijucas veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/tijucas e http://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/SC/921/tijucas. Os pontos de que mais gostei foram as construções históricas ::otemo::, as paisagens ::cool:::'> e as trilhas ::cool:::'>.

 

No sábado 3/12 após despedir-me dos holandeses e da recepcionista do hotel e tomar café da manhã, fui rumo a Bombinhas. Comecei indo até a praia e caminhando rumo a Santa Luzia, onde havia um rio que daria acesso a trilhas que levariam a Zimbros, já em Bombinhas, pela costa. Quando cheguei no rio, havia uma área prévia com lama. Andei cuidadosamente por ela para ver se achava um ponto de travessia e perguntei a pessoas numa pequena vila do outro lado se era possível atravessar. Um homem e uma mulher em diferentes casas responderam-me que não, que não dava pé, tinha correnteza e que eu precisava voltar e ir pela rua, o que seria uma volta enorme. Tentei perguntar mais detalhadamente a eles se não havia nenhum ponto e nenhum modo, eles começaram a ficar irritados e nervosos com a minha insistência. Acho que ficaram com medo de um acidente quando eu tentasse atravessar ou que eu estivesse mal intencionado. Apareceu uma moça, talvez filha da mulher, e se dispôs a pegar um barco e me atravessar, mas eu lhe disse que não desejava incomodá-la. Acho que ela achou que eu não tinha confiado nela ou se sentiu menosprezada e aí ficou irritada também. Dada a situação eu resolvi sair dali e tentar ver por mim mesmo se era possível atravessar. O homem e a mulher retiraram-se e a moça desistiu de me ajudar. Apareceu então uma menina, de uns 12 anos, e na maior calma me disse que se eu quisesse atravessar, era melhor ir perto do encontro com o mar, onde era mais raso e dava pé, além da correnteza não ser forte. Fui verificar e vagarosamente tentei fazer o que ela disse, mas envolvi minha mochila em plástico e estava preparado para nadar, caso não desse certo. Porém a menina tinha toda razão. A correnteza era fraca e a água não passou do meu peito (e eu só tenho 1,73 m) :lol:. Depois de atravessar, limpar-me um pouco e me recompor, vi uma trilha pela costa e decidi segui-la, pois a vista costuma ser mais bela e como as pessoas tinham ficado um pouco irritadas, preferi evitar a vila, para não gerar mais desgaste. Porém a trilha pela costa acabou e a única saída foi para uma propriedade privada. Tentei chamar pelos moradores, para pedir-lhes para sair para a estrada, mas eles não gostaram nada de me ver lá. A mulher me recebeu, disse que tomavam conta da casa para um juiz, os cachorros eram bravos e que se seu marido estivesse ali iria pegar a espingarda para mim. Eu expliquei que havia ficado sem saída, mas isso não lhes sensibilizou. Mesmo assim, depois de repetirem algumas vezes que eu não poderia ter feito aquilo (eu estava quase voltando, pois seriam só cerca 15 minutos para voltar e creio que mais 15 minutos para chegar ali pela estrada), disseram que iriam abrir o portão e me permitir sair para a estrada. Disseram que eu havia tido sorte de estarem lá, pois senão os cachorros ter-me-iam atacado. Depois de voltar para a estrada e andar com cuidado, pois era de terra e estava bastante escorregadia devido às chuvas anteriores, segui em frente e fui sair na última praia de Tijucas, em que havia algumas barracas de pessoas que pareciam estar querendo fixar moradia ali. A seguir encontrei a Praia Vermelha, quase deserta, onde só havia uma casa. Seu caseiro, Osnildo, quando me viu, fez um gesto como se estivesse surpreso e um pouco contrariado por um estranho ali estar. Com a memória do ocorrido antes, embora estivesse na praia, entrei parcialmente no mar para evitar qualquer problema com seus cachorros. Começamos a conversar e ele me falou de sua vida, como era feliz ali, no contato com a Natureza e fazendo aquilo de que gostava. Depois de quase meia hora de conversa e dele me explicar como eram as próxima trilhas, despedimo-nos e segui em frente. Passei por várias praias desertas que achei maravilhosas ::otemo::. Numa delas encontrei um jovem casal que me falou de uma cachoeira, que Osnildo havia dito não ser muito grande, por isso não fui conferir. Falaram-me também que existia um hostel em Bombas, que provavelmente seria a opção mais barata de hospedagem. Na sequência começou a chover fraco, porém nada que comprometesse a paisagem. Seguindo a trilha cheguei em Zimbros, mas como já estava além do meio da tarde e a chuva estava apertando, decidi procurar o hostel para me alojar. O hostel havia mudado de nome em relação ao que o casal me disse e ninguém o conhecia, nem com o nome velho, ainda mais com o novo. Entrei na loja G4 Pneus e perguntei se poderiam procurar na Internet pelo hostel para mim. Gentilmente procuraram e acharam o nome e o endereço ::cool:::'>, que era distante da zona de hotéis. Nunca teria encontrado sem a ajuda deles. Seguindo a indicação que me haviam dado, encontrei o hostel numa rua no interior de um bairro residencial, sem nenhuma placa, pois ainda estava sendo implantado. Lá conheci Tao, o dono, Amani, que creio que o ajudava, Luís Royal e Giovana, casal da zona leste de São Paulo que estava morando lá e pretendia fixar residência. O hostel se chamava Pasoka, pois eles pretendiam abrir uma paçocaria. Faziam paçocas com açúcar mascavo e sal marinho, diferente das com que eu estava acostumado, menos doce, mais encorpada, acho que mais substanciosa, parecia alimentar melhor, e de que muito gostei ::cool:::'>. Paguei R$ 35,00 em dinheiro pela diária em quarto coletivo, sem direito a café da manhã. Depois de instalado, ainda saí para dar uma volta na praia central de Bombas. Percorri a praia toda, com um pouco de chuva no começo e muita chuva no fim. Comprei pão, beterraba, cebola, abobrinha, cenoura, chuchu e pepino no Supermecado Schmit (http://superschmit.com.br) da Avenida Falcão, 637 por R$5,31, e doce no Veratoni Supermercado (https://www.facebook.com/pages/Supermercado-Veratoni/638180816197774) por R$ 2,55. À noite Tao emprestou-me celular para falar com a minha mãe por skype com imagem, e ela parecia bem. Ainda fiquei vendo-os fazer as paçocas com os moldes em forma de coração. Eles me deram uma gratuitamente para experimentar.

 

Para as atrações de Bombinhas veja http://turismo.bombinhas.sc.gov.br, http://www.turismobombinhas.com.br e http://www.bombinhas.com. Os pontos de que mais gostei foram as praias (principalmente as desertas) ::otemo::, o mar batendo nas rochas ::otemo::, as paisagens (principalmente do alto dos morros) ::otemo:: e as trilhas ::cool:::'>.

 

O domingo 4/12 começou com chuva, mas a chuva contínua parou antes das 9 horas da manhã e a chuva intermitente parou logo depois e não retornou. Fui conhecer parte da península ou enseada que formava Bombinhas. Comecei por Zimbros. No final da praia peguei a trilha e subi o Morro do Macaco. Achei a vista lá de cima espetacular ::otemo::. Depois peguei a trilha para a Praia da Tainha. No fim da trilha havia um índio com a cabeça abaixada dentro de um barco :o. Perguntei a moradores locais se estava passando mal e me disseram que ele costumava fazer isso, mas depois ia embora. Gostei da praia, mas preferi as outras no caminho do dia anterior. O mar era bravo. Lá perto havia uma casa em que havia um morro com uma vista que parecia boa. Chamei pelos moradores, mas saiu repentinamente um homem de uma espécie de galpão na entrada, parecendo estar com consciência alterada e me disse gritando que eu podia entrar :o. Não entrei, esquivei-me e fui embora. Peguei a estrada e dei a volta pelo outro lado em direção a Bombinhas, passando antes por Conceição, Mariscal e 4 Ilhas. As vistas a partir de pontos altos pareceram-me espetaculares ::otemo::. Passei pela praia do centro de Bombinhas e pelas outras mais afastadas do Retiro dos Padres e Sepultura e ao término do circuito fui parar em Bombas. As trilhas no geral estavam em bom estado, mesmo após a chuva. Ao longo do dia as vistas do mar batendo nas rochas também muito me agradaram ::otemo::. No fim da tarde comprei pão, chuchu, cenoura, beterraba, cebola, pepino, abobrinha e uma cuca no Supermercado Schmit (http://superschmit.com.br) da Avenida Falcão, 637 por R$8,44, doce no Veratoni Supermercado (https://www.facebook.com/pages/Supermercado-Veratoni/638180816197774) por R$ 2,55 e tomate em um verdureiro por R$ 0,50. Tirei um pequeno pedaço para experimentar e depois dei a cuca de presente para Tao. Ele compartilhou com seus amigos que o estavam visitando. Nos 2 dias eu havia pego um pouquinho da comida que eles faziam para experimentar. Depois do jantar eu paguei a 2.a diária e Tao me deu um pacotinho com 4 paçocas de presentes ::cool:::'>. Disse que eu era um bom andarilho :lol:. Despedi-me dele e fui dormir, pois no dia seguinte provavelmente sairia antes deles acordarem, o que realmente aconteceu. Houve alguns pernilongos durante as 2 noites, mas nada que cobrir o rosto não resolvesse.

 

Na 2.a feira 5/12 logo depois do café da manhã despedi-me de Luís Royal, que já havia acordado, e rumei para Itapema. Logo que saí do hostel, encontrei Marcelo Alexandre trabalhando no jardim para fazer um bico. Ele era músico e me disse que havia enfrentado tempos difíceis no inverno, quase passando fome, pois o movimento caía muito. Ele me deu informações precisas sobre a trilha para a Praia da Galheta e a passagem para Porto Belo do outro lado. Na Praia de Bombas salva-vidas informaram-me detalhes sobre a trilha também. Achei a trilha de dificuldade média, sem nenhum ponto de passagem muito difícil, porém requeria bastante atenção, pois um erro poderia ser fatal, dado que havia quedas para mar bem bravo chocando-se contra as rochas. Achei as vistas ao longo da trilha espetaculares ::otemo::, incluindo os pontos em que se visualizava desfiladeiros com mar batendo com força nas rochas. Em um dado ponto da trilha, bem perto do fim, achei que não era viável prosseguir pelo costão e peguei uma trilha até a rua. De lá caminhei um pouco e logo achei outra trilha que saía diretamente na Praia da Galheta. Porém, antes da praia, ainda tinha uma bifurcação que levava à ponta de uma entrância no mar, de onde achei a vista espetacular ::otemo::. Depois de apreciar a praia fui explorar a região e encontrei bastante lixo na trilha :(. Peguei e depois dei para um homem que estava cortando a grama de sua casa, que aceitou colocar em seu lixo ::cool:::'>. Daí rumei para Itapema através de Porto Belo pela costa. Boa parte do trajeto foi pela estrada, pois só havia costões. Mas pude descer em algumas poucas praias para apreciá-las. Elas tinham muitas pedras. Ao chegar perto do centro de Porto Belo havia uma espécie de área turística, com vista para a orla de Itapema ::cool:::'>. Parei lá e fiquei apreciando a vista enquanto comia algumas fatias de pão e paçocas. Um casal chegou e me desejou boa viagem quando saí. Entrei então numa longa faixa de areia que começava em Porto Belo e se estendia por Itapema. No meio havia um rio que pude atravessar com água pela cintura. Acho que era a divisa entre Porto Belo e Itapema. Andei ainda vários quilômetros até um shopping que haviam me indicado como local onde acharia hotéis baratos. Não os encontrei, mas ao entrar numa loja e perguntar se o atendente poderia procurar por hostels na internet, ele gentilmente localizou 2 ::cool:::'>. Porém quando cheguei aos endereços indicados, eles estavam fechados ou desativados. Aí fui procurar hotéis na BR 101 de que me falaram, começando em um Posto Petrobras, onde achei o preço aceitável, mas após perguntar ao atendente, ele me falou que havia um mais barato no Posto Ipiranga a seguir. Fui até lá e era verdade. Fiquei ao lado do Posto Ipiranga na Pousada Sol e Mar por R$ 50,00 pago com cartão de crédito. Voltei, avisei o atendente do outro hotel que não ficaria ali e lhe agradeci pela indicação. Comprei pães, pepino, cenoura, abobrinha e cebola no koch Supermercado (http://www.superkoch.com.br) por R$ 5,74, tomate e laranja no Supermercado Sandi (https://www.facebook.com/supermercadosandi) por R$ 1,15 e doce no Supermercado Vilson (http://www.odovo.com.br/br/sc/itapema/vilson-martendal/a/) por R$ 2,80, tudo pago com cartão de crédito. Ainda fui dar um passeio noturno na praia para apreciar a vista da orla iluminada ::cool:::'>.

 

Para as atrações de Itapema veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/itapema, http://www.portalitapema.com/turismo-em-itapema e http://www.guiasantacatarina.com.br/itapema/atrativos.php3. Os pontos de que mais gostei foram as praias ::cool:::'> e o mirante ::otemo::.

 

Na 3.a feira 6/12 depois de tomar café fui conhecer as atrações urbanas de Itapema. Passei pela Praça da Paz, Igreja, Mercado, Lojas de Artesanato e Ponte dos Suspiros. No Centro de Informações Turísticas da Praça da Paz, Luciana deu-me informações turísticas e sobre o trajeto ::cool:::'>. Ela conhecia bem São Paulo, pois tinha tido câncer e feito tratamento em hospital no Bairro da Liberdade. Depois fui para o Mirante do Encanto, que era gratuito e tinha um elevador para subir. Achei a vista lá de cima espetacular ::otemo::. Dali rumei para as praias. Comecei pela Praia Grossa, depois precisei voltar para a BR 101 para ir até a praia onde havia um resort em obras e a Praia da Ilhota, onde pude ver a Pedra que Bole de longe. Segui pela rodovia Interpraias em direção a Balneário Camboriú. Durante muito tempo tive que andar pela estrada porque havia muitos trechos com costões. As praias possuíam uma areia em que era um pouco difícil de caminhar, tinham grandes caídas devido ao mar e o pé afundava na areia. Mas as achei muito bonitas ::cool:::'>. Um homem falou-me que havia presenciado um ataque de tubarão no raso na Praia do Estaleiro ::ahhhh::. Fiquei mais atento a partir daí. Fui na área para vestidos da Praia de Nudismo do Pinho. Havia uma mulher com quem conversei praticando nudismo em cima de uma pedra na divisa. Eu não passei para o outro lado (dos sem roupa). Na Praia da Taquara tive uma queda, mas nada grave. Tomei um delicioso banho de mar ::cool:::'>. Um caseiro disse que poderia dormir na casa de onde tomava conta, caso não encontrasse hotéis. Tatu, dono de um restaurante, indicou-me a Pousada do Rio como provavelmente sendo a mais barata ::cool:::'>. Ao chegar na entrada da área central de Camboriú, logo de cara havia um hostel por R$ 50,00. mas resolvi ir adiante para procurar algo mais central. Peguei o elevador, apreciei a vista a partir dele e cheguei ao início da praia central. Luís Fernando, para quem eu pedi informações sobre hotéis, quando me viu seguir caminhando pela praia pensou que eu não tinha dinheiro para a passagem de ônibus e foi atrás de mim para me oferecer ::cool:::'>. Eu agradeci, educadamente recusei, disse que caminhava para apreciar a praia e prossegui. Aproveitei para ver o entardecer da praia ::cool:::'>. Fui atrás de um hostel que me haviam informado, mas estava desativado. Lá, numa loja, disseram-me que havia outro e fui atrás dele. Depois de muito procurar, encontrei-o. Fiquei no Hostel Luccas Philipps (Rua 2850, 453) por R$ 55,00 com cartão de crédito em quarto compartilhado, sem direito a café da manhã. Por fim fui comprar manga, cebola, pão caseiro e uma pizza de mussarela por R$ 11,53 com cartão de crédito no Supermercado Big (http://www.bigsupermercados.com.br) para o jantar e o café da manhã.

 

Na 4.a feira 7/12, perdi a hora e acordei perto de 9:20 ::putz::. Pretendia dar um grande passeio na praia, mas como perdi a hora, informei-me com o atendente e a faxineira como pegar um ônibus para a balsa de Itajaí, calculei o tempo necessário com pequena folga e fui à praia, para pelo menos um banho de mar, que foi delicioso ::cool:::'>. Ao perguntar ao salva-vidas se poderia ir no fundo, em profundidade além da minha altura, ele me disse que sim, mas que iria ficar prestando atenção em mim, pois estavam acontecendo muitas coisas estranhas. E ainda me disse para colocar os braços cruzados acima da cabeça caso ocorresse algum problema, como um mal súbito. Após voltar da praia e tomar café, saí para pegar o ônibus em direção à balsa por volta de 11:20 (um pouco atrasado). Levei 15 minutos a pé até o ponto, o ônibus demorou cerca de 15 minutos para chegar e custou R$ 3,50 (comprei num vendedor que ficava no ponto, disse que era legal e por alguma razão tinha preço menor). Um homem e o cobrador informaram-me onde descer e como ir até a balsa. Cheguei na balsa perto de 12:30 (atrasado). Não consegui pegar uma que estava saindo e ainda tive esperar alguns minutos. Paguei R$ 1,40 pela passagem. Achei a vista da travessia do alto da balsa muito boa ::cool:::'>. Cheguei em Navegantes do outro lado perto de 12:50 e rumei para o aeroporto a pé. Cheguei lá perto de 13:15 e aí descobri que o voo tinha tido seu horário alterado para 14:25 (não no dia, mas previamente aqueles voos haviam tido seu horário de 14:00 para 14:25 :o - não me lembro da Tam ter-me avisado disso). Bem, ao descobrir que na realidade não estava atrasado :lol:, fiz um balanço da viagem e o planejamento da chegada. A aterrissagem em São Paulo permitiu apreciar bastante a cidade, mesmo sem reconhecer alguns trechos :lol:.

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Cara, que aventura...tô pensando em fazer algo assim. Moro em Barra Velha, próximo a Navegantes e penso em ir caminhando até a Guarda do Embaú.. 

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@joaobr então você pode se interessar por estas 2 outras viagens que eu fiz na sua terra referente a este trajeto que você pretende fazer:

Qualquer questão basta falar.

Boa viagem!

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