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Viagem de 42 dias, 15.500 km de Biz por 5 países gastando R$3.000,00

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Como você faz se der algum problema na moto? Você mesmo consegue consertar?

Boa pergunta!

Aproveito pra saber: e combustível, vc leva alguma reserva? Quanto?

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Também gostaria de saber como você fez com o combustível, já que a Biz roda muito, mas tem o tanque bem pequeno!

Fez o planejamento de todos os postos nas estradas antes?

 

Também tenho uma Biz 125 e morro de vontade de cair no mundo com ela, mas todo mundo me chama de louca! rsrs :roll:

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Como você faz se der algum problema na moto? Você mesmo consegue consertar?

Menos interno ao motor, do resto eu me viro.

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Também gostaria de saber como você fez com o combustível, já que a Biz roda muito, mas tem o tanque bem pequeno!

Fez o planejamento de todos os postos nas estradas antes?

 

Também tenho uma Biz 125 e morro de vontade de cair no mundo com ela, mas todo mundo me chama de louca! rsrs :roll:

 

Sabia já quanto eram as distancias sem posto, era no máximo 450 km, levei dois galões de 5 litros.

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Fiz boa parte deste trecho em um GOL 1.0, espetacular a viagem e recomendo muito a quem tiver oportunidade. Porém eu paguei mais que esses R$ 3.000,00 só de combustível, mas ainda assim fica perto do custo de ir de avião e se conhece bem mais locais.

 

Inclusive esses locais do seu 3º dia me são bem familiares.

 

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5º dia

11 de dezembro de 2016

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Trajeto do dia

 

Como no dia anterior o Edson demorou mais que eu pra desmontar a barraca e montar tudo na moto eu fiquei na barraca enquanto ele desmontava e depois de um tempo sai pra desmontar a minha, pegamos a estrada já passava de 8 da manhã. Seguimos para Purmamarca para fazer o Paseo de los colorados, umas montanhas coloridas que tem atrás da cidade, chegamos na cidade e depois de umas perdidas achei a rua, não tinha quase ninguém pelo caminho, com o sol da manhã batendo de frente nas rochas podemos apreciar as cores das rochas com mais vivacidade. Este é um lugar geralmente deixado de lado por que se dirige ao Atacama, mas se as pessoas soubessem que é tão bonito certamente não deixariam de visitar, são rochas de varias cores e formatos. Ficamos por ali por cerca de uma hora e seguimos para o passo Jama, nossa intenção era chegar em San Pedro de Atacama neste dia, logo na saída da cidade parei algumas vezes para fotos e numa dessas paradas o Edson deve ter passado por mim sem me ver e acabamos nos reencontrando no posto de gasolina perto da aduana, pois ele achava que eu estava na frente dele e tocou direto até lá e eu sempre achando que ia achar ele depois da próxima curva.

 

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Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

 

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Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

 

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Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

 

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Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

 

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Purmamarca-Arg

 

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Paseo Los Colorados - Purmamarca-Arg

 

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Cuesta Del Lipan-Arg

 

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Cuesta Del Lipan-Arg

 

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Cuesta Del Lipan-Arg

 

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Cuesta Del Lipan-Arg

 

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Cuesta Del Lipan-Arg

 

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Fui subindo a cordilheira sem pressa, tirando fotos e filmando, dessa vez achei o marco que indica a altitude logo depois de subir a Cuesta de Lipan-Arg. Em Salinas Grandes-Arg, um antigo lago de origem vulcânica que secou dando origem a um salar com profundidade média de 30 cm, localizado a 3450 msnm, entrei no salar, era domingo e não tinham máquinas trabalhando, tirei algumas fotos e na saída passei por um grupo de motociclistas, uns 5 com Harley Electra Glide muitos "simpáticos", tinham passado por nós na Ruta 16 dois dias antes. Achei que encontraria o Edson em Susques e nada, toquei em frente. Lá pelo meio dia parei no meio da cordilheira pra fazer meu almoço: Pão com sardinha e chocolate.

Encontrei o Edson quando cheguei no posto antes da aduana, ele estava lá há meia hora me esperando.

 

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Salinas Grandes-Arg

 

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Salinas Grandes-Arg

 

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Susques-Arg

 

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Ruta 52-Arg

 

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Salar no Passo Jama

 

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Divisa Argentina/Chile

 

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Salar no Passo Jama

 

Fomos pra aduana, ficamos uma hora e pouco na fila, eu de capa de chuva porque lá fora estava frio, mas lá dentro estava quente e eu passando calor com preguiça de tirar. Depois de fazer os tramites de entrada no Chile dois agentes pediram pra que eu fosse com eles até uma salinha, pensei que fosse algo tipo uma propina ou coisa do tipo, mas eram chilenos e isso não condiz com eles, então foram me revistar, afinal de contas o cara deve ser meio louco pra estar vestido como eu estava, não era certo. kkkk

Após a revista fomos ver as motos, abri meus baús e o Edson teve que desamarrar todos os elásticos e abrir as malas. Depois da revista seguimos para o ponto onde deixaríamos o asfalto e seguiríamos pelo deserto por umas trilhas de veículos que levam turistas para fazer o passeio pelo salar de Tara-Chi. Este caminho não tem no GPS e também não tem no Google Earth, eu tinha pego uma foto de satélite e traçado uma rota, a entrada era pelos Monges de Pedra-Chi, formações rochosas que podem ser vistas da rodovia que parecem monges.

 

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Monges de Pedra- Chile

 

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Monges de Pedra- Chile

 

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Monges de Pedra- Chile

 

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Monges de Pedra- Chile

 

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Monges de Pedra- Chile

 

Chegamos aos Monges de pedra e entramos, no inicio eram vários caminhos bons por entre os Monges e conforme fomos entrando no deserto descemos alguns morros e subimos outros, ali a altitude esta perto de 4300 metros e a Biz já perde bastante potência, tive que descer e ajudar o motor empurrando a moto, em alguns deles eu tive que fazer em 5 prestações, empurrava um pouco, parava e descansava e voltava a empurrar. Depois do sobe e desce chegamos a uma planície, ali seria o teste para a moto do Edson e para ele, pois com toda a bagagem dele a frente poderia ficar muito leve e deixar a pilotagem difícil, a planície era coberta por uma camada de cascalho, tipo pedra brita bem fininha com uma espessura que variava entre 5 e 10 cm com alguns pontos que chegavam até uns 30 cm. Era um lugar amplo e por todos os lados tinham trilhos de carros, eramos obrigados a andar neles, estes trilhos tinham costelas de vacas grandes que nos forçavam a andar acima de 60 km/h para não sentir tanto elas. Literalmente eu pilotava com os nervos, firmava tudo que dava os braços pra não sair do trilho, do contrario era pacote certo, pois entre os trilhos tinha um monte de brita solto e alto. Eram 25 km desde o asfalto até o salar. Adentramos no deserto faltavam umas duas horas para escurecer, eu pensava que daria tempo de ir e voltar. Como eu estava enganado...

Depois de mais de uma hora andando pela brita e já escurecendo, eu estava a uns 40/50 km/h quando do nada eu estava deitado na frente da moto. Entrei em uma caixa de brita funda que fez a frente da moto afundar e nem tive tempo de fazer nada. Foi meu primeiro tombo em viagem. Levantei, comigo não aconteceu nada, fui ver a moto e nela apenas riscos, o suporte da GoPobre quebrado e uns risquinhos na lente dela. Daqui pra frente videos só com ela na mão.

Sacudi a poeira e pau na máquina novamente, tínhamos que achar um lugar pra acampar, chegamos a uns 3 km do salar e entramos em um trilho que levava para umas pedras, no céu a lua cheia tornava a noite quase dia, então não foi difícil achar um bom lugar pra montar as barracas, uma fenda nas pedras protegida do vento. Deixamos as moto no meio da trilha, não ia passar ninguém até o amanhecer mesmo.

 

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Estradinha mais ou menos. hehehe

 

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Primeiro tombo

 

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Barracas montadas lá no fundo

 

Esta noite pegamos temperaturas negativas, a água que o Edson tinha dentro da barraca dele congelou e ele quase não dormiu por conta do frio, estávamos a mais de 4500 metros de altitude.

Quilomentragem do dia: 360 km

Quilometragem acumuladada: 2820 km

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