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Viajar é preciso.

 

Durante 19 dias ( 04/01/2006 e 23/01/2006) percorri 7864 km entre Joinville, Foz do Iguaçu, Buenos Aires, La Plata, San Carlos de Bariloche, Villa la Angostura e El Bolson.

O final do ano vai chegando e com ele as férias de verão, sinceramente não agüentava mais aquela mesmice de sempre: praia, era chegado o momento de fazer alguma coisa diferente.

Traçar um roteiro era difícil, pois minha conta bancária não estava muito propícia a gastos. Foi aí que descobri que a Argentina não é um país caro pra se visitar, aliado ao fato de eu sempre ter tido muita curiosidade em relação ao país vizinho, resolvi ir pra lá. Sozinho? Porque não?

De última hora um amigo (Roberto) resolveu ir junto, melhor! Coincidência ou não, acabei sabendo que um outro amigo meu (Giovani) estava indo pra Foz do Iguaçu e ficaria uns dias na casa de um outro amigo (Geovane, não vá se confundir) no mesmo dia que eu, resultado: fomos juntos até Foz e ficamos hospedados na casa do GEOVANE.

 

03/01/2006 terça-feira

É véspera de viagem e eu estava em Curitiba ainda resolvendo uns problemas no hospital! Doido pra que chegasse logo as 20:00 do dia seguinte pra eu entrar no ônibus da Catarinense e ir de vez pra longe de casa (é bom ficar longe de casa uns dias J)

Deu 19 horas, acabou o plantão, ônibus pra Joinville e vamu arrumá a mala!

 

04/01/2006 quarta-feira

Chegou o dia, últimas horas pra conferir o roteiro, uma última checada na mala, tudo certo!

As 20:00 saía meu ônibus com destino a Foz do Iguaçu (Catarinense R$ 81,00), cheguei um pouco antes, o Roberto não ia no mesmo dia que eu, pois estava trabalhando ainda (vida de assalariado é fogo!), iria somente no sábado. Chegando na rodoviária da maior cidade de Santa Catarina (olha eu fazendo propaganda da minha cidade...) encontrei o Giovani. Embarcamos. Viagem tranqüila até Foz do Iguaçu, 12 horas. Confesso que sou muito ruim de poltrona, não consigo dormir legal viajando de ônibus, mas deu pra tirar uns cochilos. O ônibus parou em várias cidades, mas só me recordo de Guarapuava, Cascavel e um MONTE de cidades próximas a Foz do Iguaçu, acho que levei azar e peguei o pinga-pinga, os valores eram todos iguais, mas depois fiquei sabendo que o ônibus que o Roberto veio no sábado não parou tanto, só em Cascavel.

Bom... até então eu achava os ônibus da Catarinense confortáveis... é que eu não conhecia ainda os ônibus argentinos. Muita conversa rolou até conseguirmos pegar no sono o Gigio e eu!

 

05/01/2006 quinta-feira

Chegada em Foz do Iguaçu as 8:00, exatamente 12 horas de viagem, eu estava ótimo, não tinha dormido muito mas impressionantemente estava ótimo, talvez excitado com o que viria pela frente ainda nos próximos dias.

Bom, como eu escrevi acima, fiquei hospedado na casa do Geovane, mas o Roberto ficou num hotel em Foz, chamado Hotel Rouver (www.hotelrouver.com.br) é muito bem localizado, perto do McDonald's, de farmácia, de restaurante, de tudo, fica na Shemelfeng (não sei como se escreve, mas é uma avenida super importante de lá), os valores começam em R$ 25,00 e o máximo é R$ 50,00, com ar-condicionado, banheiro, super limpo, recepção bem maneira, café da manhã, bem recomendado!!! Quem preferir existe um albergue lá também super conhecido chamado Hostel Paudimar ( www.paudimar.com.br ) que não sei quanto custa mas com certeza é menos hehehe mas é meio afastado. Da frente do Rouver passam ônibus pras Cataratas brasileiras, argentinas, Itaipu, Pq. Das Aves, etc...

Bom, chegando na casa do meu amigo, tomamos um café reforçado e descansamos um pouco, a tarde fizemos visita na Usina de Itaipu, indispensável e o melhor: grátis J

Você chega na Usina, vai até um guichê pega uma numeração que é a mesma numeração do ônibus que você vai usar pra dar um Itaipu tour (hehehe). Primeiro você assiste um vídeo de uns 15 minutos sobre a usina, como ela foi construída e tal, a parte mais legal foi quando o presidente Lula faz uma declaração no vídeo e foi vaiado pela platéia, acho que os turistas estrangeiros não entenderam muita coisa. Após o vídeo você sai por uma porta lateral que vai dar nos ônibus, você sobe e dá um tour pela usina, 1 hora mais ou menos. "Tudo de grátis".

A visita é bem legal, você passa pelos vertedouros, pelos pontos panorâmicos, o ônibus pára, o pessoal desce e tira um monte de foto... até hoje não entendi o que um grupo de chineses fazia tirando foto de árvores, era engraçado: todo mundo tirando foto da paisagem e eles tirando foto das árvores... doidera... Curioso também foi uma dupla de japonês que quiseram tirar fotos comigo e com meu amigo, acho que queriam mostrar no Japão que fizeram amizade com os nativos, o fato é que viramos internacionais huahuahua, se um dia virem uma foto minha numa revista japonesa, por favor, me avisem, vou cobrar royalty.

Demos sorte, tinha chovido muito em SP e uma das comportas estava aberta (fui no verão, lembre-se).

Voltando pra casa, só descanso...

 

06/01/2006 sexta-feira

Bom, como eu ia ficar muito tempo em Foz, a gente separou um dia pra fazer compras no Paraguai (ahuahuhauhu), aproveitei e comprei uns materiais pra faculdade. Mas acho que isso não tem muita importância pros mochileiros (Ciudad Del Leste). É uma bagunça geral, todo mundo atropelando todo mundo, muitas ofertas e muita procura hehehe. Mas é muito tranqüilo, é só você não ficar parando pra dar atenção pra qualquer um que te ofereça alguma coisa na rua!!!

O pior foi a temperatura mesmo: 43 graus... tirei até uma foto do termômetro.

Ah! Prometo ser breve: pra quem tiver interesse tem um ônibus que sai do lado de fora do terminal central de ônibus e que vai até Ciudad Del Leste e custa R$ 2,50. Ou você atravessa a ponte a pé hehehe, não vi problemas quanto isso, só não o fiz pq tava muito cansado.

 

07/01/2006 sábado

Sábado foi dia de conhecer outros pontos turísticos da cidade, repito: como ia ficar muito tempo em Foz, tratei de conhecer tudo...

Pela manha fomos ao Templo Budista e a Mesquita Árabe, ambos fechados, mas dava pra visitar por fora. O Templo budista é bem legal, maneiro mesmo, mas a Mesquita foi perda de tempo, começar pelo vigia que não queria deixar a gente entrar no pátio da mesquita... cara chato demais!!!!!

Fotos, fotos, fotos...

A tarde fomos fazer a visita técnica a Itaipu, que custa R$ 30,00, mas nós fizemos de graça porque o pai do meu amigo é funcionário de lá (V.I.P. aprende a soletrar uahuahuhua).

A visita é muito legal (melhor que a "de grátis", pois se vê tudo da grátis e mais hehe), você entra na usina, acessa por dentro, passa pela sala de controle, vê muita coisa, ouve histórias hehe, acende e descende pelos elevadores, entra em contato realmente com a usina, mas se tiver com grana contada, faça somente a gratuita mesmo que também é bem interessante!

 

08/01/2006 domingo

 

Dia de conhecer as Cataratas Argentinas: do centro sai um ônibus que vai pra lá (do centro de Foz, não me pergunte o preço pq eu fui de carro, não sei como funciona, mas no hostel/hotel se você precisar com certeza saberão te responder...)

A entrada do parque custa $ 18,00 (pesos argentinos), e a comida lá dentro é meio cara, especialmente bebidas. Bom, o parque é maneiro, melhor que o lado brasileiro, pelo menos eu achei. Chegamos lá por volta de 9 horas da manha, lembrando que lá é 1 hora a menos... saímos de lá as 17:00!!!! É muita coisa pra se ver e se fazer naquele parque (diferente do lado brasileiro), que também é muito organizado. No parque existe o circuito superior e o circuito inferior, eu recomendo fazer primeiro o circuito inferior, porque você caminha MUITO entre subidas e descidas no circuito inferior, ou seja, é melhor aproveitar quando você está mais descansado.

Entrando no parque tem um museu, acho que foi a hora que mais ri durante todo o passeio: estávamos dentro do museu e tinha uma janela, do lado de fora, tinha uns arco-flecha uns troço estranho e o Geovane gritou (dentro do museu): "Indians! Indians! Be Carefull,RUN! RUN!" entrei na brincadeira e comecei a correr. Foi divertido!

Voltando ao assunto, depois do museu você pega um trenzinho, e vai ou pro circuito superior ou pro circuito inferior, fomos pelo inferior primeiro, exatamente pelo que comentei anteriormente, ao contrário da maioria das pessoas que foram pro superior primeiro, coitadas... É no circuito inferior que você pega um barco que te leva até a Isla San Martin "de grátis", o percurso é curto, tem barco a cada 5 minutos. Vale a pena, é muito legal.

A hora de subir é o pior, subida, subida, subida, subida, subida, subida, subida que não acaba mais, mas vale a pena! Hehehe.

O circuito superior é super tranqüilo, mas é o mais atraente: é onde está La Garganta Del Diablo, MUITO LEGAL, você pega o trenzinho, vai até a ultima estação e desembarca, anda por uma passarela de mais ou menos 800 metros até chegar lá, sem cometários é emocionante.

 

Use protetor não só no rosto e no pescoço mas no braço tb! Palavras de quem se queimou feio!!!!

Depois de um dia cansativo você vai precisar de muito líquido, energia e descanso pra se recuperar pro dia seguinte.

 

09/01/2006 segunda-feira

Dia de visitar as Cataratas do lado brasileiro, o qual sou suspeito pra falar pois achei o lugar uma máquina de fazer dinheiro e só! Alguém escreveu no mochileiros.com que lá é o "Brasil que funciona, turismo levado a sério" pfff, além de CARISSIMO não funciona direito não, preferi as do lado argentino, que funcionam bem, e melhor: são mais baratas , mais atraentes, e te tratam muito melhor. Já havia estado lá antes de eles fazerem aquelas mudanças e começarem a cobrar entrada, eu acho que tem que cobrar sim, mas não o absurdo que cobram lá: R$ 9,90 de estacionamento ( o estacionamento do lado argentino é de graça e é igual, por esse preço deveria ser NO MÍNIMO coberto) R$ 13 a entrada, mesmo preço quase que do lado argentino, sendo que o lado argentino tem muito mais atrativos.

Você entra no parque, pega o cartão do estacionamento, pra depois pagar absurdos 10 reais, e vai comprar o ticket, ae começou a confusão: primeiro nos indicaram um lugar, depois indicaram outro, já fiquei "p" da vida, porque alem de caro ainda não sabem dar informação correta (sim, fiquei e estou ainda mto revoltado). Outra coisa, eu não tive problemas com isso, mas vi gente tendo e fiquei "p" da vida denovo: dizem nas propagandas que quem é da região paga somente R$ 3,00, mas não dizem que você tem que levar: identidade, conta de água, telefone, luz, carteira de trabalho e titulo de eleitor pra poder comprovar que você é da região mesmo. É mole? SEM COMENTARIOS, briguei com um monte de gente e me ameaçaram voz de prisão, pode? Ainda bem que não mandei o funcionário ir lá naquele lugar que todo mundo sabe onde fica... convenhamos: quem é que anda com carteira de trabalho na carteira? Fala sério meu...

Pra encerrar: pedi um folder do lugar: não tinha... mas eu não vou tecer nenhum comentário sobre isso porque acho que já demonstrei anteriormente todo o meu estado de revolta.

Embarquei no ônibus... encontrei outras pessoas revoltadas com a infra-estrutura e metemos o pau no parque até chegar na parada. Descemos... começamos uma trilha que levava até o ponto panorâmico principal, que é a única visão realmente impactante de todo o parque, não pretendo voltar lá!

Você entra numa passarela que leva direto a um mirante com uma belíssima visão do lugar, o lugar vale a pena, mas pelo preço que cobram... fala sério... acho que R$ 8,00 tava muito bem pago.

 

Depois desse estresse todo que passamos (não fui só eu não), fomos até o Parque das Aves, o qual também me estressei logo na entrada (e eu sou uma pessoa pacífica, não tive problemas em nenhum outro lugar esses, talvez eu estivesse meio azedo aquele dia): Fechava as 18:00 o parque, era 17:55 e eu estava tirando foto de umas araras azuis do lado externo do parque e a moça fechando a porta do parque dizendo que se eu não entrasse, eu ia ficar do lado de fora, é mole? Turismo nessa cidade me deixou péssimas impressões realmente. Só fui bem atendido em Itaipu, que, paradoxalmente, foi um passeio grátis.

Do parque em si eu gostei muito, a entrada custou R$ 6,00 e fica no caminho do Parque de Iguaçu. Você pode entrar em contato direto com as aves, elas vêm em cima de você, vc tira foto com elas... Fiz até amizade com um tucano. Tem tucano, arara, papagaio, uns bichos estranhos, cobra, aranha, jacaré... Enfim, muito legal MESMO, vale a pena.

 

Fechou mais um dia, no próximo é hora de deixar o Brasil e Buenos Aires que nos aguarde!!!

 

10/01/2006 terça-feira

Meu ônibus saía as 14:00, ou seja, eu tinha a manha inteira pra arrumar minhas coisas.

Muito bem, era 13:30 quando saímos de casa, passamos no Hotel, pegamos o Roberto e fomos pra rodoviária. Chegamos com um certo adiantamento.

Realmente deixar a casa do Geovane me deixou um pouco triste, deixar meus dois amigos, os novos amigos que fiz, fui muito bem recebido lá, muito bem tratado, espero não ter dado trabalho hehehe.

Fomos pra Buenos Aires de Crucero Del Norte, pelas histórias que li, a Pluma seria a última opção. Comprei as passagens (minha e do Roberto) somente de ida em Curitiba na LunaTur, por R$ 128,00 (coche cama), e se você vai viajar durante as férias, recomendo que compre com antecipação, os argentinos viajam muito, comprei com 1 mês de antecipação e metade do ônibus tava fechado.

No início do relato disse que considerava os ônibus da catarinense confortáveis... Pois bem, o ônibus da Crucero é muito, mas muito melhor: primeiro que reclina mais (mto importante em viagens longas hehe), tem mais espaço entre as poltronas, corredor mais largo, são todos double-deck, te servem jantar, te servem café da manha, almoço, tem "serviço de bordo", refri, café, água, cobertor, travesseiro...

O ônibus saiu com 5 minutos de atraso, mas tava ótimo, descobri mais tarde que na Argentina pontualidade não é um ponto forte.

Nos acomodamos (Roberto e eu) nas poltronas 33 e 34 (eu na janela hehe). A viagem foi super tranqüila, salvo a parte da aduana, onde perdemos muito tempo (2 horas). Foi numa dessas paradas (na aduana Argentina), que conheci meu novo amigo Bill (canadense), vinha do Rio indo pra Buenos Aires, conversamos um pouco, deu pra praticar meu inglês hehehe, me contou um pouco da vida dele e tal, foi massa. Tempo depois ele foi até minha poltrona me levar umas fotos do Canadá... Conversamos mais um pouco.

Ah! Se você está indo com identidade ela deve ter no máximo 10 anos, senão você corre o risco de ser barrado.

Passada a ponte e atravessado aduana, agora era só estrada pela frente... Que nada! Teve uma parada em Puerto Iguazu... foi a rodoviária mais miserável q eu já vi!

Agora sim, só estrada diante de nós... por volta de 19:30 chegamos a Posadas. O ônibus da Crucero parou num restaurante da própria empresa, onde descemos e nos serviram o jantar, é mole? Nunca vi disso no Brasil não!

Mas também a comida... pouquissima... detone o refrigerante, porque comida... hehehe, bom que tinha champagne, vinho, sorvete (helado).

De volta pro ônibus, assistimos uns filmes e fomos dormir (ou tentar, pq eu sou péssimo de poltrona, como já disse hehehe).

 

11/01/2006 quarta-feira

De fato, as 20 horas da Crucero foram mais tranqüilas que as 12 da Catarinense, chegamos na capital Argentina por volta das 9 horas (lembre-se que lá é uma hora a menos). Hora de pegar a mala e despedir-me do Bill ( o canadense).

O dia não estava muito convidativo pra passeios na cidade, tava nublado, querendo chover, tempo estranho!

Depois que desembarcarmos e pegarmos as malas a primeira coisa a se fazer era comprar passagens pra Bariloche ida-volta e a volta pra Foz do Iguaçu. Pois bem, fomos tão bem tratados pela Crucero del Norte que resolvemos comprar as passagens todas lá. O problema é que não tinham mais vagas pra Bariloche nem pra dali 10 dias!!! Tentamos a Fechabus, e nada. Começamos a entrar em desespero, a última alternativa: Via Bariloche. Chegamos meio sem esperanças mas: SIM! HAVIAM 2 VAGAS PRO DIA 15! Pasmem: as duas últimas vagas, e o melhor: poltronas 1 e 2 ($ 160,00 coche cama). Tratamos de comprar as de volta também: e pasmem denovo: restavam 3 vagas pro dia 20 e duas delas eram as poltronas 1 e 2, que tratamos de comprar de imediato, e o melhor: por algum motivo essa volta estava em promoção($ 125,00 o mesmo coche cama). BELEZA! Além de conseguir as passagens, conseguimos excelentes lugares e ainda por cima uma promoção! Agora era só comprar a passagem de volta pra Foz do Iguaçu na Crucero pro dia 21, restavam poucas vagas, pegamos a 4 e a 5 ($ 127,00).

Após essa maratona comercial, atravessamos toda a imensa rodoviária de Buenos Aires até um ponto de ônibus, pra pegar a linha 33. Se alguém um dia souber onde está esse ponto por favor nos informe, pois eu acho que não existe. O fato é que perdemos um tempão tentado achar esse ponto e nada! Pegamos o 35, mas não parou muito perto não. O transporte coletivo de Buenos Aires é show, os ônibus são meio velhos, mas são confortáveis!!! Além de baratos ($ 0,70). No caminho do Retiro até nosso Hostel podemos passar pelos principais pontos do centro de Buenos Aires, cidade que nos encantou desde o primeiro momento!

Desembarcamos na Praça Dorego, San Telmo, andamos umas quadras até achar o Sandanzas Hostel (www.sandanzas.com.ar) . Já de cara nos impressionou a segurança do lugar: você aperta a campainha, uma câmera de filma, você se identifica, eles destravam a porta, você entra, e ali há uma nova porta travada, que o cara da recepção destrava quando a outra porta se fecha e se asseguram que ninguém mais entrou.

Nos apresentamos fizemos o check-in, tomamos café da manhã (desayuno) e fomos pros nossos quartos, confesso que tava uma bagunça e de início não gostei do lugar, mas depois mudei completamente de idéia. O lugar é limpo, seguro e muito calmo (tudo o que eu queria, fazer turismo durante o dia, sair a noite e quando voltasse dormir tranquilinho, e foi isso que aconteceu todos os dias, ou melhor, noites). Além disso o pessoal do albergue é muito gente boa realmente, sempre muito solícitos.

Ao entrarmos na nossa "habitacion" vimos que estávamos sozinhos (Roberto e eu) no quarto pra quatro, o que significava que podíamos escolher o lugar que iríamos dormir, e isso era bom, porque no quarto havia um beliche e duas camas de solteiro, e eu não gosto de dormir em beliche... fresco né?

Bom, deixamos nossas coisas e fomos assistir a um DVD: Harry Potter e a Câmara Secreta, era o único que não tinha visto ainda e havia comprado o filme no Paraguai por 1 dolar!

Por volta de 1 da tarde fomos almoçar, e aí começou o problema: comida MESMO é caro na Argentina, passamos todos os dias da viagem ou com pizza ou com lanches, engordei 2 kilos, fiquei feliz pq eu sou magro J

Saímos em direção ao centro e lanchamos num botequim por lá, lanche mais refri saiu uns $ 7,00, o problema é o refri por lá, caro... e a água de lá é meio estranha, conseqüentemente os refris também!

O tempo tava meio estranho em Buenos Aires aquele dia, nubladasso (depois constataríamos que isso seria uma constante durante nossa passagem pela cidade, o tempo só melhorava pela tarde), mas continuamos visitando a cidade, fomos aos principais pontos do centro, incluindo Casa Rosada, Obelisco, Calle Florida, Banco de la Nacion, Catedral Metropolitana, enfim...

A Casa Rosada, não sei, não é uma construção impactante, mas a história, o clima daquele lugar me deixou olhando estático ela durante alguns minutos apreciando cada detalhe do prédio. É fantástico!

Buenos Aires é incrível, não há nada assim aqui no Brasil, são muitos prédios históricos, tudo grande, cafés, locutórios, tudo bem cuidado, praças, linda, muito linda, o povo é fantástico: Quem tem boca vai a qualquer lugar de Buenos Aires, ê povo educado!!!

Bom, voltando pro Hostel (mais tarde...) adivinha quem eu encontro na Av. 9 de Julio ? Bill (aquele do ônibus, o canadense) muita coincidência, paramos e conversamos um pouco, coisas de turista, de onde vem, pra onde está indo, o que vai fazer, etc, etc, etc Nos despedimos e cada um seguiu prum canto!

Era quase noite e resolvemos comer algo na rua, pizza de mussarela: $ 10. Já a noite, resolvemos dar uma volta por Puerto Madero, lugar super tranqüilo e seguro, muito bonito a noite, vários restaurantes, muita gente caminhando (maioria turistas) e também vários casais.

A noite foi tranqüila no Hostel, como todos os dias, nada de barulho, muita calma.

 

12/01/2006 quinta-feira

 

O segundo dia na capital amanheceu com chuva e resolvemos ficar dormindo um pouco mais. O café da manha do hostel é ótimo, muitas coisas pra você experimentar.

A chuva deu uma trégua (é incrível a virada de tempo que deu na capital portena, na noite anterior o céu estava completamente estrelado), e saímos, no caminho... estourou uma chuvarada daquelas de encher a cidade, corremos pra dentro da Casa Rosada, um guarda se aproximou e falou que era proibido ficar alí, dissemos que era do Brasil e queríamos chegar no Subte (metro) E estação Catedral e foi aí que eu fiquei mais impressionado com o povo argentino: o guarda saiu na chuva (nós estávamos de guarda-chuvas [paraguas] e ele não) nos levou até a estação e depois voltou, acredita? O subte pass custa $ 0,70

Fomos até o Retiro e pegamos ônibus pra La Plata ($ 6,00), depois descobrimos que o trem é bem mais barato ($ 1,50). Chegamos no terminal e fomos direto pra banca de informações turísticas, conversamos com a moça uma meia hora, altos papos, e todo mundo querendo pegar um mapa, foi divertido!

O percurso até La Plata leva em torno de 1 hora, e pelo caminho fomos notando uma melhora no tempo (todos os dias era assim, no início da tarde melhorava o tempo, era bom pq não pegamos o calor infernal de Buenos Aires).

Fomos ao Palácio Municipal e a Catedral. La Plata é a capital da Província de Buenos Aires, antes que eu esqueça desse detalhe. O Palácio Municipal é bonitinho, mas a Catedral é muito bonita, ENORME e linda por dentro, vale muito a pena conhecer, é possível acender até o alto da Torre da Catedral e ter uma vista panorâmica da cidade por míseros $ 4,00. Fica pra próxima hehe.

Depois fomos até o Museo de la Plata, que é um museo de ciências naturais, segundo consta na internet, o segundo mais importante do gênero no mundo. A entrada custa $ 7 e + $ 2 se você quiser tirar fotos lá dentro. É só você não mostrar a câmera que eles não vão te cobrar, eu tirei fotos e não paguei os $ 2.

Na cidade há outros pontos turísticos como o Jd. Zoológico (que fica do lado do Museu) e a República de los Ninos, mas não deu tempo de visitar essa ultima porque ficava meio longe!!!

Fomos pra Estação de Trem e compramos o bilhete pra Buenos Aires, como eu escrevi acima, é mais barato, mas também é menos confortável. A estação de trem fica próxima da rodoviária e a ultima parada dele em Buenos Aires é na Estação de Constitución , bairro de San Telmo (próximo do Sandanzas).

Noite: jantar e nada de badalação!

 

13/01/2006 sexta-feira

 

O dia amanheceu como o de costume: nublado e com cara de chuva! Partindo do princípio que as tardes são mais convidativas que as manhas, não nos importamos muito com o tempo, acordamos cedo, tomamos café e seguimos pro bairro da Recoleta. Nosso destino? O Cemitério da Recoleta, programa indispensável pra quem está na cidade é conhecer o túmulo de Eva Perón: hoje nome de rua e muito mais!!! Já na entrada do lugar fomos abordados por uma jovem que vendia mapa do cemitério com os locais das principais "celebridades" do local a $ 4,00. Resolvemos seguir sem guia e sem mapa! O Cemitério é realmente muito bonito, com jazigos bem cuidados, limpos e o que não falta lá são turistas. Não foi difícil encontrar o jazigo da família Duarte, isso porque quando estávamos perdidos encontramos um jardineiro que de muita boa vontade nos levou até próximo do nosso destino (desafiador não?).

Muitos turistas parados de fronte a ele tirando muitas fotos (e eu também, é claro!).

Saímos do Cemitério e fomos para Praça Carlos Pellegrini, que fica mais ou menos próxima ao Obelisco. Lá estão as embaixadas do Brasil e da França e também a Nunciatura Apostólica, que é o lugar onde o Papa João Paulo II esteve hospedado durante sua visita a capital argentina. É uma região muito bonita, passando pela rua que dá acesso a essa praça, saindo do Cemitério da Recoleta (não recordo o nome) estão as griffes famosas (Prada, Versaci, Gucci...). Os prédios das embaixadas merecem ser visitados e merecem fotos, são em estilo francês, muito bonitos.

Bom, aí foi a manha inteira, demoramos pra achar o Cemitério e a rua que dava acesso a Pça. Carlos Pellegrini, mas não se preocupe, porque foi mais difícil por incompetência nossa do que por qualquer outra coisa!

Almoçamos na 9 de Julio, próxima ao Obelisco.

A tarde seguimos pra Palermo. Pegamos o Subte ali próximo com destino a estação Plaza Itália. E foi aí que ocorreu um fato curioso: lembra-se do Bill? O meu "amigo" canadense? Pois bem, encontrei-o em plena estação do Metro de Buenos Aires pegando o mesmo metro que nós!!! Soltei um sonoro "I can't belive it!" o qual foi repetido pelo dito cujo, agora uma camisa do Flamengo! Pensei de início que ele estava indo pra Palermo, visitar os jardins de Palermo e tal, que nada, foi aí que veio mais uma coincidência, o canadense me disse que tinha tido um problema com um dente e que estava indo a um dentista que alguém tinha indicado pra ele. Quando revelei que estava nos últimos 6 meses do curso de odontologia, já foi abrindo a boca e mostrando o dente que estava doendo, como se eu fosse resolver o problema dele ali mesmo no Subte hehehe! Coincidências a parte, ele desceu duas estações antes da nossa.

Descemos na Estação Plaza de Itália e seguimos para o Jardim Zoológico, o Jardim Japonês e o Planetário... O fato é que o dia não estava lá muito propício para esse tipo de turismo, estava bem nublado! Seguimos direto pro Jardim Japonês, não paramos no Jardim Zoológico, uma pena, já que é o segundo mais visitado do mundo, alguma coisa deve ter lá de tão interessante.

O Jardim Japonês é um lugar bonito e a entrada custa $ 4. Apesar de interessante, bonito, etc... prefiro a Praça do Japão de Curitiba, que tem entrada gratuita, e é mais interessante, porque tem mais cara de Japão do que esse jardim aí... de qualquer forma vale a pena!

Já que estávamos próximo, decidimos dar uma passada no Planetário Galileu Galilei... Lá dentro funciona um museu muito interessante e que vale a pena ser visitado, principalmente se você estiver com tempo sobrando hehehe, se não me falha a memória, a entrada custava $ 4.

A noite, como de costume, foi de tempo bom (céu estrelado), aproveitamos para dar mais uma passada (a última) em Puerto Madero, realmente gostamos muito do lugar. Jantamos por lá.

Ah! A comida na Argentina é muito gordurosa, tudo leva muito óleo e as papas fritas estão sempre presentes.

 

14/01/2006 sábado.

 

Acordamos tarde, havia um casal sueco em nosso quarto, nada amigável hehehe, nem olhavam pra nós, tão pouco conversavam conosco.

Era o último dia inteiro que passaríamos em Buenos Aires, tomamos café no hostel e seguimos para a Calle Florida, onde o Roberto "fazer câmbio" (dólares por pesos) conseguiu trocar $ 1 por US$ 3,02.

Na Florida encontramos uma "tal de" Livraria Ateneu, que a princípio me pareceu ser a famosa livraria da cidade, e realmente era, só que era uma filial, entramos, furuscamos por tudo e não encontramos o café da Ateneu, de fato não era o "teatro/livraria" Ateneu que ouvimos falar! Perguntamos para uma funcionária, que foi bem simpática com a gente, ela falou que a Livraria Ateneu que procurávamos ficava um pouco longe dali, na Avenida Callao. Fomos até lá de subte, descendo na estação Callao. De fato o lugar é muito bonito, nem parece uma livraria, tem um café num palco e me senti numa ópera hehe.

Saindo do Ateneu uma surpresa: o sol raiava em Buenos Aires, no início da tarde, normalmente ele dava as caras somente no final da tarde! Passamos no Palácio de las Águas Currientes, fica próximo dali e é LINDO, vale a pena!

Pegamos o subte novamente e fomos pro centro tirar umas fotos aproveitar o sol, perdemos aí a tarde inteira (ou ganhamos...)! Hehehe.

Como nosso ônibus só saía no final da tarde do dia 15 (domingo) nos programamos para acordar no dia seguinte, conhecer a feira de San Telmo e a tarde ir até La Boca.

 

15/01/2006 domingo.

 

Mais uma manha de tempo ruim em Buenos Aires, mas foi a pior das manhas, nem pensar em ir pra feira! Muita chuva mesmo! Ficamos no hostel e por volta de meio-dia fomos almoçar. Vimos a linha 33 passar (lembra da línea 33?) e marcamos bem o ponto que ele parava para que mais tarde pudéssemos pegar esse mesmo ônibus e ir até o Retiro.

O que houve foi que passamos nosso último dia em Buenos Aires o tempo todo no hostel (a não ser quando saímos para almoçar), mas não nos preocupamos, pois no dia 21 quando chegaríamos de Bariloche, teríamos "somente" 8 horas de intervalo até a chegada do ônibus da Crucero del Norte que nos levaria pra Foz do Iguaçu!

Tivemos que desocupar o quarto as 11 horas da manha, porém pudemos utilizar os outros serviços do hostel normalmente até sairmos pro Retiro: internet, café, chá, banheiro... aproveitamos e tomamos um banho antes de entrar no ônibus da Via Bariloche.

Nos despedimos de todos do hostel (gostamos muito do serviço de lá e recomendamos!).

Saímos do hostel e fomos direto pra parada da línea 33, porém bem na hora que fomos atravessar a rua, ele passou. Parece que nossa sina era não entrar naquele ônibus. Tudo bem, pegamos o 35 que nos deixou no mesmo lugar: Rodoviária de Buenos Aires (Terminal de ômnibus de Retiro).

Chegamos 1 hora antes do ônibus sair, o Roberto não tem muita noção de tempo, quis sair quase duas horas antes do hostel temendo perdermos o ônibus! Imagine...

Uma confusão generalizada na rodoviária, eu nunca vi tanta gente num terminal, nem em São Paulo, nem em nenhum lugar!!! Era muita gente, pelo jeito argentino viaja muito realmente...

O ônibus da Via Bariloche estacionou na plataforma 39, deixamos nossas coisas com o pessoal da empresa e subimos no ônibus: de cara 2 funcionários nos receberam e nos levaram até nossas poltronas (não precisava, mas já que queria fazer ginástica... tudo bem). Poltronas 1 e 2, visão panorâmica, muito bom, porque quando eu viajo eu gosto de ver as placas, pra ver por onde estou indo, por onde estou passando.

Ao nosso lado, uma adolescente de uns 17 anos, cheia de piercings, acenando insistentemente pros pais lá embaixo. Acenamos também e o Roberto soltou um comentário que prefiro omitir nesse relato! Assim que saímos do terminal um dos funcionários nos trouxe balas, muito boas por sinal.

Estava muito cansado, apesar de não ter feito nada o dia inteiro, me sentia quebrado, tínhamos andado muito aquela semana, 2 horas depois de estarmos viajando eu já roncava, mas fui acordado pelo Roberto: jantar. Achei o jantar da Via Bariloche melhor que da Crucero: tinha pollo, e eu adoro pollo, principalmente peito!

Voltei a dormir (logo eu que não costumo dormir em viajens!), mas fui acordado por uma senhora atrás de mim que não parava de soltar gargalhadas um minuto: quem diabos escolheu uma comédia ?

Esperei o filme terminar e voltei a dormir.

 

16/01/2006 segunda-feira

 

Depois de tantos dias nublados e chuvosos em Buenos Aires, o que eu mais queria ver era um amanhecer daquele que eu vi da janela do ônibus: mereceu uma foto, sequer uma nuvenzinha no céu. Já estávamos próximo de San Carlos de Bariloche.

Eram por volta de 7 da manha quando nos serviram o café da manha. Eu, tomando café da manha com vista pra uma carrada de montanha com gelo no topo, sem palavras.

Por volta de 10 horas chegamos a Bariloche. A paisagem até a cidade, não é muito interessante, exceto na parte final, quando começam a aparecer as montanhas e tal. Quando o ônibus fez a curva para direita e saiu de detrás das montanhas, e a cidade de Bariloche se descortinou diante de nós, a senhora (aquela das gargalhadas) atrás de mim soltou um suspiro bateu palmas e falou alto (quase gritando): "Bariloche!". Foi cômico.

Descemos do ônibus, fomos até o ponto de ônibus para pegar a línea 10, 20 ou 21. Esperamos ali 20 minutos, mas tudo bem, deu tempo de pegar umas dicas e conversar com uma moradora da cidade, que adorou saber que éramos de Florianópolis. Na verdade não somos de Florianópolis, mas como a cidade é muito conhecida por lá, resolvemos dizer que éramos... Apesar de Joinville ser a maior cidade do estado, não é conhecida pelas suas riquezas naturais! Ela nos falou que foi pra Florianópolis quando se formara no colégio.

O céu estava sem uma nuvem, céu de brigadeiro realmente.

Pegamos o ônibus ($ 0,70) e descemos próximo do nosso hostel, que ficava perto do Hotel PanAmericano ( 4 estrelas). Ficamos hospedados no Hostel Bariloche, que por sinal é muito limpo, organizado e bonito, tem vista pro Lago Nahuel Huapi. Os únicos inconvenientes eram que a internet não era grátis (como no Sandanzas) e que não poderíamos tomar banho antes de sairmos do Hostel no último dia.

Deixamos nossas coisas no quarto e fomos dar uma circulada na cidade. Fomos até o Centro Cívico, fotos na prefeitura de pedra e no Museu, Catedral e Lago. Estávamos passando tranqüilamente pela rua costeira ao lago (palavras de um morador), quando vi uma coisa que me chamou a atenção: uma piscina pública dessas que não se vê no Brasil não. Era mais bonita que do clube daqui!

Continuamos andando e tirando fotos do lugar.

Voltamos pro hostel, tomamos um banho, descansamos um pouco, e fomos jantar. Durante o dia fazia muito calor por lá, mas a noite a temperatura caiu bastante, mas não o suficiente pra me fazer andar de moletom!

Andar pela Calle Mitre é uma boa pedida: 10 horas da noite e o movimento parecia de 3 horas da tarde, muita gente andando nas ruas, 90% turistas. Ah! O sol se pôs por volta de 9 e 40 ( e lá não tem horário de verão não ehehe).

Fomos dormir aquele dia, torcendo pro dia seguinte ser igual: muito sol!

 

17/01/2006 terça-feira

 

E não foi diferente! Dia lindo em Bariloche, muito sol.

No dia anterior tínhamos ido a algumas agencias tentar fazer alguns passeios, mas só tinha vaga pro Tronador e pra Puerto Blest pra dali 5 dias, e daí não estaríamos mais em Bariloche L

Combinamos de que se desse sol iríamos até o Cerro Catedral. E fomos.

Você pode fazer esse passeio por uma agencia, que te cobra mais ou menos $ 60, ou sozinho gastando $ 41. Basta você ir até a Calle Moreno, entre a Palácios e a Beschted. De lá passa um ônibus a cada 30 minutos com destino ao Cerro Catedral ($ 4,80 ida e volta). Você pode comprar a passagem antecipada num guichê que fica a uns 20 metros do ponto: tem uma placa indicando.

Eram 9:35, e tínhamos perdido o ônibus das 9:30, teoricamente o próximo só as 10! Por sorte nossa, ou por não cumprimento de horário mesmo (acho que foi bem por isso, porque os ônibus de Bariloche não respeitam horários), 9:45 passou outro...

Meia hora depois estávamos ao pé do Cerro Catedral. Pagamos o acesso ($ 36) e subimos nas aerosillas (teleférico). Você pode subir de graça, mas não recomendo, é muita subida, algumas partes com gelo, o que dificulta ainda mais.

Chegando lá tomamos um energético e esperamos a saída do trekking. Não demorou muito e nossa guia (Florência) apareceu. Montamos um grupo de mais ou menos umas 20 pessoas e seguimos um percurso de mais ou menos 1 hora, em meio a pedra e gelo. Estávamos tão empolgados (Roberto e eu) que íamos na frente, acho que a guia ficou um pouco braba com a gente por irmos mais rápido, mas expliquei pra ela que éramos do Brasil, e que aqui só neva 2 dias no ano, em uma cidade do país (São Joaquim) e são alguns centímetros, agora estávamos com 60 centímetros de gelo abaixo de nós em pleno verão (tudo bem, não é só São Joaquim mas também nem é todo ano que neva!!!). Ela entendeu e nos promoveu a guias mirim (hahahahaha tirando maior sarro da nossa cara!), mas ela era muito gente fina.

A cada 20 minutos ela parava pra reunir todo o pessoal, e ia contando histórias do cerro e mostrando a região, eu não queria saber de nada, só de brincar na neve e tirar fotos, o Roberto concordou e me fez companhia.

Na ultima parada ela avisou: Preparem as máquinas fotográficas, vocês estão prestes a ter uma visão linda. E não foi diferente, atrás da montanha descortinou o Andes, o Tronador e o Lanin (Chile), foi uma das visões mais impressionante que já havia presenciado na minha vida!

FOTOS!

Enquanto a Florência divagava sobre os Andes, o Roberto e eu descemos um pouco mais, numa região que tinha bastante gelo e que dava um outro panorama do lugar, e mais FOTOS.

Era hora de retornar, mas eu poderia ficar ali olhando tudo por mais 2 horas.

Na volta viemos mais pelo gelo que na ida, e foi a volta que nos proporcionou o momento mais divertido: o ski-bunda. Pensei duas vezes antes de descer de bunda mais fui, e posso dizer que foi muito engraçado. O Roberto relutou muito, mas desceu também (foi o último).

Já era a tarde e perguntei pra Florência como poderia fazer o Rappel e ela me indicou o lugar, perdemos muito tempo até fazermos realmente o rappel, porque tínhamos que esperar um voltar pra outro ir, e a fila tava grande, enquanto esperava, eu brincava no gelo!

Chegando no alto da pedra, não tinha retorno, fui, e confesso: É MUITO DIVERTIDO. Quase me quebrei, mas foi divertido mesmo assim. O Roberto pra variar veio no fim.

Mais umas brincadeiras no gelo e fomos almoçar, era quase 3 da tarde. O nosso pedido demorou tanto quanto a fila do rappel, mas veio, não é tão caro quanto pensamos, mas o refrigerante era um roubo: $ 5 a latinha!

Descansamos um pouco, brincamos mais um pouco no gelo e descemos o Catedral.

Chegamos no hostel mortos, mas com energia suficiente pra noite andarmos na Mitre e comprar lembrancinhas e postais. Aproveitamos e fomos até uma "filial" da Via Bariloche na Mitre comprar passagens pra Villa la Angostura e El Bolson, mas só conseguimos pra segunda opção porque o cara não tinha o papel de Villa Angostura (pelo que entendi são papeis diferentes pra cada trajeto, confuso!), tivemos que ir até a rodoviária e comprar em outra empresa os bilhetes. Foi engraçado, porque a empresa tava fechada, mas o cara vendo que éramos turistas e do Brasil, resolveu vender adiantado pra gente, cara engraçado pra caram... dedel. Voltamos pro hostel e fomos dormir.

Ah! O rappel e o trekking são incluídos no acesso do Catedral, faz quem quer e é "de grátis".

 

18/01/2006 quarta-feira

 

O dia 18 tínhamos reservado pra ir até Puerto Blest, num catamarã, mas não foi possível, pois todos os lugares estavam esgotados, parece que somente há 1 barco pra fazer o trajeto em toda a cidade e o passeio leva um dia inteiro ($ 75 +/-).

Acordamos cedo, por volta de 8 horas, que é o horário que o café da manhã era sempre servido lá no hostel pela Blanca. Grande Blanca! Durante o café conversei com uma argentina que estava indo pra Villa Angostura no mesmo ônibus que a gente. O ônibus partia as 9 e meia. Eram 15 pras 9 e elas estavam saindo, falei que íamos só lá pelas 9 porque o Roberto estava atrasado (pra variar), elas me disseram que perderíamos o ônibus. E quase foi isso que aconteceu mesmo, tivemos que pegar um táxi na Mitre, que os levou a tempo pra embarcar no ônibus, mas sinceramente acho que teríamos chegado a tempo mesmo de ônibus, porque os horários de ônibus lá em Bariloche não funcionam muito. O fato é que pegamos o tal táxi ($ 8) e chegamos antes das meninas, que soltara um sonoro: "Olha, ainda chegaram antes de nós!" olhei pro Roberto e falei: "Fica quieto, deixa elas pensarem que a gente veio de ônibus" (sou mau).

A viagem de Bariloche até Villa Angostura ($ 6) é muito tranqüila e leva 1 hora em média, e o trajeto é feito por microônibus que saem direto de Bariloche.

Chegamos na rodoviária de Villa la Angostura e fomos ao centro de informações turísticas, que nos deu uma informação errada e nos fez perder o ônibus pro parque de Arrayanes. Sem comentários, aproveitamos pra almoçar um pouco mais cedo e tirar umas fotos na região. Pegamos então o dito cujo ônibus e fomos até o ponto final, é o ônibus BARRIOS e não o línea 1 como ela tinha dito, mas tudo bem, a região lá eh lindíssima e tiramos muitas fotos, claro hehe. Ficamos por lá umas duas horas caminhando e apreciando hehe. De lá fomos até o centro onde pegamos outro ônibus que não lembro o nome, mas que nos levou a um lugar LINDISSIMO chamado Lago Correntoso e Espejo, vale MUITO a pena, porém os ônibus pra lá são a cada 1 hora, e a volta a cada 1 hora e meia! A passagem lá em Villa la Angostura tem um valor variado, depende até onde você vai, pode variar de $1 até $2,50.

Voltamos pra rodoviária, compramos a passagem de volta, tem ônibus direto tanto voltando quanto indo pra Bariloche e você pode comprar numa boa na hora...

Foi uma viagem muito proveitosa, principalmente porque deu pra dormir muito, estava bem cansadão. Quando estava quase chegando em Bariloche dei uma espreitada pela janela do microônibus e vi que o tempo estava mudando e rápido. Ao descer do latão tava bem frio, vento e com cara de chuva.

E choveu. Mesmo assim aproveitamos a noite pra baixar umas fotos, ligar pra casa denovo, dar uma espiada no orkut, etc hehe. Ah! Os locutórios cobram $ 0,89 por minuto pra chamada internacional pro Brasil, e $ 2 por hora de internet.

Voltamos pro hostel. Próxima parada: El Bolson.

 

19/01/2006 quinta-feira.

 

Como de costume acordei antes de todo mundo (não importa a hora que vou dormir sempre acordo cedo!), dei uma olhada pela janela, estava bem frio e muito nublado, mas sem chuva.

Desci, falei com a Blanca e perguntei se ela já havia estado em El Bolson, ela disse que sim e que era LINDO. Mas não dava pra levar mto em conta o que a Blanca diz, pra ela tudo é lindo!

Tomamos café o fomos pra rodoviária. Quando chegamos na rodoviária, estava garoando e estávamos meio tristes: o que fazer em El Bolson com chuva? Na verdade eu não sabia o que fazer lá nem com sol! Foi aí que um "cara" tirou o celular do bolso e perguntou: "Como está o tempo aí?" silêncio... "Que sorte! Porque estou em Bariloche e está chovendo", olhei pro Roberto, o Roberto olhou pra mim, não precisa dizer mais nada. De Bariloche até El Bolson são quase 2 horas, mas a viagem é muito bonita, muitas montanhas, vales, lagos no caminho, pena que não dava pra parar na estrada pra tirar fotos, porque era muito lindo mesmo!

Chegamos a El Bolson, o tempo estava bom realmente, bem melhor que Bariloche...como era quinta-feira estava acontecendo a Feira de Artesanatos de El Bolson, bonitinha... mas gostei mesmo foi da comida boa e barata. Apesar de achar uma tachinha no meu pedaço de bolo, achei tudo muito bom! Juro que pensei que era um pedaço de dente que havia quebrado!

Foto na praça principal da cidade pra confirmar que fomos pra cidade. Próximo passo procurar um centro de infos turísticas. Falei que tínhamos pouco tempo e que queríamos um lugar não muito longe pra se ir a pé ou que tivesse ônibus coletivo até lá. Pois bem, não conte com os coletivos, eles quase não existem em El Bolson, é um de manhã e outro a noite (exagero!). Fomos a pé até o Cerro Amigo, a moça da informações turísticas falou que era bonito, não vi nada demais, aliás, não recomendo El Bolson, preferia ter ido denovo pra Villa La Angostura e ver mais coisas.

A viagem pra El Bolson custa $ 30 ida e volta, e aconselho comprar com antecedência, pelo que vi o pessoal vai bastante pra lá. Mas reafirmo: não voltaria lá nem de graça, a não ser se fosse pra ir parando no caminho pra apreciar a paisagem.

Na volta, como de costume dormi gostoso, coisa difícil de fazer em ônibus... mas eu estava muito cansado, subir o cerro Amigo me deixou pregado.

Quando voltamos, Bariloche não era a mesma... hehehe, isso porque o tempo havia melhorado, muito bom porque no último dia tínhamos que conhecer o Campanário e o Punto Panorâmico.

 

20/01/2006 sexta-feira.

 

Acordei como de costume: CEDO, tomei banho (o último até chegar em casa, eca...), tomei café, acordei o Roberto e arrumei minhas coisas enquanto o Roberto fazia seu desjejum J

Entregamos as chaves, e fomos pro Punto Panorâmico, o problema é que quando saímos do hostel o bendito passou! O próximo seria somente dali 30 minutos, e a volta só tem ônibus de 1 em 1 hora. Resolvemos conhecer o Lago Gutierrez e depois voltar pelo Campanário. Deu certo.

O Lago Gutierrez é um lago bastante bonito, mas dispensável, já o Campanário, posso afirmar com certeza que foi uma das paisagens mais lindas que já tive diante de mim.

O acesso pelas aerosillas custa $ 15 (lembrando que os valores são de temporada de verão, eles se elevam bastante no inverno), e em 8 minutos você está lá em cima, tem um restaurantezinho, mas não ficamos muito tempo lá em cima não, tempo suficiente somente pra tirar várias, muitas fotos! Não ficamos mais porque nosso ônibus saia as 4 e meia, e já eram 3 e meia, sendo que tínhamos que descer, passar no hostel e ir pra rodoviária.

Retorno a dizer: é indispensável o Campanário, não ir ao Campanário em Bariloche é como não ir ao Corcovado do Rio de Janeiro! Talvez mais que isso. São vários lagos cercados por cadeias de montanhas com gelo no topo, indo, muito lindo, e o céu azul de brigadeiro que estava fazendo completava o visual.

Chegamos 4 horas no hostel, ir de ônibus pra rodoviária, nem pensar, chamamos um remis, que saiu mais barato que o táxi ($ 7 nos buscando no hostel!!!).

Me bateu uma certa tristeza de deixar Bariloche, precisava de mais uns 2 ou 3 dias pra fazer tudo o que eu queria, mas tudo bem, um dia eu volto!

Como sempre fomos muito bem recebidos pelo pessoal da Via Bariloche, poltronas 1 e 2 denovo. Viagem tranqüila, só me estressava pensar que ia ficar 3 dias sem tomar banho!

 

21/01/2006 sábado

 

Chegamos em Buenos Aires novamente, e o tempo, pra variar, nublado, não tivemos sorte mesmo naquela cidade, mas devo dizer que achei tudo muito legal lá também.

Como chegamos pela manha (depois de 19 horas de viagem desde Bariloche), e nosso ônibus só saia as 20:00, deixamos nossas coisas nos lockers ($ 2 bem grande) e fomos dar um giro na cidade pela última vez.

Saímos do terminal e fomos pra La Boca, que não havíamos conhecido ainda. É um porto e eu não sabia disso, apesar de ter pesquisado bastante coisa sobre Buenos Aires, não sabia, olha que ignorante! Bom, fomos pro Caminito, que é isso mesmo, um caminho, uma ruazinha cheia de casas coloridas e muito souveniers, achei meio caros inclusive.

Vale a pena conhecer. Vale mesmo.

Voltamos até Puerto Madero (sim, denovo, adoramos lá), comemos e tiramos fotos no centro. Voltamos pra Rodoviária e comemos denovo! Apesar de não ter gostado da comida de lá, comemos muito, basicamente lanche, mas comemos!

É hora de deixar Buenos Aires pra trás, me deixou saudades a Argentina.

 

22/01/2006 domingo

 

Estávamos quase no Brasil, mas ainda faltava passar a maldita aduana Argentina, maldita porque é muito lerda! Demoramos mais de uma hora pra atravessar!

Finalmente atravessamos, estávamos na ponte atravessando o Rio Paraná quando o Roberto soltou um comentário infeliz: "Menti! Soy brasileno pentacampeon mundial y no me gusta Maradonna!" sem comentários...

Finalmente em terras brasileiras, a aduana daqui foi muito mais rápida: 15 minutos pra registrar todos.

Mais um tempinho e estávamos em Foz do Iguaçu novamente, e eu só torcia pra ter ônibus pra Joinville. E tinha. Só tivemos que esperar 4 horas... tranqüilo hehe

Devo dizer que prefiro andar 30 horas nos ônibus argentinos que 12 nos brasileiros. Que viagem horrível que foi essa, a pior que eu já fiz, com certeza, talvez porque já estivesse exausto de tanto ficar sentado.

 

Dia 23/01/2006 segunda feira

 

As 7 da manha estávamos em Joinville, liguei pra minha mãe e ela foi me buscar, finalmente em casa , conforto do lar.

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Mas é claro que permito, imagina! hehe

 

Não sei de onde você vem, se vai de ônibus ou avião, mas eu iria para Buenos Aires, Bariloche, voltaria pra Buenos Aires, depois pegaria o Buquebus pra Montevideo (ou Colonia del Sacramento), e subiria para o RS a partir daí (Rivera, Santana del Livramento), e daí pra PoA, e de PoA pra Gramado/Canela. Como vc vai no verão, não custa passar em Punta del Leste (apesar de terem me dito que nem é muito legal lá)

Se vc vai de aviao é mais fácil, de Buenos Aires tem voos pra PoA e de PoA pegue um ônibus até Gramado/Canela.

Existem ônibus na gigantesca rodoviária de Buenos Aires que saem pra PoA tb, direto, vai do seu gosto hehe, eu iria de Buquebus até Montevideo ( www.buquebus.com.ar) não estou certo mas acho que custa em torno de a$ 110,00 e é quase o mesmo preço que se fosse de ônibus, mas é BEM MAIS rápido que de latão.

Devo dizer que se vc optar de ir de ônibus, pelo menos na Argentina, é muitissimo tranquilo! Você não sente a viagem (eu não senti e olha que tô sempre reclamando hehe).

Gramado e Canela realmente são muito bonitas (estive lá já faz algum tempo e pretendo voltar)

 

Boa Viagem, qq coisa estou aqui!

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O gasto total foi na ordem de R$ 1.200,00, lembrando que eu não fiquei hospedado em HOTEL em Foz do Iguaçú nem gastei com comida praticamente nessa cidade.

 

Os valores na ARGENTINA estão orçados em PESOS ARGENTINOS, lembrando, ainda, que quando eu comprei pesos aqui no Brasil, paguei R$ 0,69 = a$ 1. Hoje a cotação não é a mesma! Aumentou. Fique atento a isso! Mas nada que dê um valor mto diferente disso...

Levei 1000 pesos pra lá (paguei total de 700 reais portanto) e deu certo!

 

Espero ter ajudado, qualquer dúvida, só perguntar

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  • 2 semanas depois...
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Pierre eu li toda a sua saga pois pretendo ir a Bariloche.

A dúvida é se de ônibus ou jipe...

Parabéns pelo tópico, curti pacas e pretendo relê-lo quando estiver organizando a viagem. Confesso que fiquei quase 1 hora lendo entrando nos sites, procurando os nomes no google... heheh

Se não for pedir muito, você poderia organizar os pontos turísticos da viagem de cada lugar com algum comentário e dicas ao lado ?

Por exemplo:

 

--Foz do Iguaçu - BR

*Cataratas R$13,00 Comentário: não vale a pena, bonito mas desorganizado, etc.. O melhor meio para se chegar é pegando o ônibus "cataratas" no centro (estou supondo)...

*Parque das Aves R$6,00 Comentário: vale a pena, etc..

 

--Buenos Aires - AR

*Calle Florida P$ de graça Comentário: ....

 

--Bariloche

* e assim vai

 

E onde encontro as fotos que você tirou dessa viagem?

Abraço

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  • 3 semanas depois...
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Olá...

Show o seu tópico..

Desculpe invadir o seu tópico, mas estou em busca de informaçoes sobre Foz e Bariloche...

Estou com a intensão de fazer uma viagem com a minha namorada de Botucatu a Foz(vou buscar opçoes, pq acho q não tem direto), depois de Foz a Bariloche e quem sabe na ida ou na volta passar por curitiba??? rss

Gostaria de informaçoes sobre a empresa, o ônibus e valores de Foz a Bariloche. (tanto a ida como a volta) Vc teria estas informaçoes??

Grato desde já...

RAfa

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