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MuriloScarpa

23 dias na Nicarágua e na Costa Rica (e um pouco do Panamá!) - Relato com custos e muitas fotos!!

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Dalhe raça!!! Fiz um mochilão de 23 dias pela Costa Rica e Nicarágua em janeiro e feveiro de 2017 com mais dois amigos (Vitor e João). Segue abaixo o relato dessa viagem incrível, com custos parciais de deslocamento e passeios ao decorrer do texto, a soma dos custos totais (sem contar a passagem de avião) no final e muitas fotos!

 

Informações gerais:

 

Documentos necessários: Nenhum dos países necessita de visto, mas o cartão internacional de vacina da febre amarela é obrigatório (só pediram na saída do Brasil). Outra coisa importante é sua passagem de volta impressa para comprovar que você sairá da Costa Rica (nos pediram somente quando entramos na Costa Rica pela fronteira da Nicarágua).

Transporte: Fizemos todos os deslocamentos internos de ônibus. No geral eles funcionam bem (passamos apenas um perrengue), mas são relativamente desconfortáveis e as conexões podem ser lentas. Não sei se a gente deu muito azar, mas na maioria das vezes os motoristas não nos avisavam quando chegávamos ao nosso destino final, então, o melhor jeito é sempre ir perguntando para os locais que estão dentro do ônibus. De qualquer jeito não faríamos de outro jeito, pois se economiza MUITO dinheiro e ainda dá pra conhecer um pouco do dia-a-dia e da cultura dos locais.

Hospedagem: Só fizemos reserva dos hostels na Cidade do Panamá e em Rivas, pois chegaríamos um pouco tarde, e não tivemos grandes problemas. Acho que dá pra chutar uma média de 8-10 dólares na Nicarágua e 12-15 Costa Rica.

Dinheiro: Na Nicarágua tudo é mais barato, mas dá pra não gastar muito na Costa Rica também. Trocamos 300 dólares assim que chegamos na Costa Rica e foi suficiente para pagar os deslocamentos e alimentação (pagamos quase todos os hostels e passeios com dólares). Não trocamos dólares pela moeda local da Nicarágua, pois o câmbio feito diretamente nas compras do país é bem justo.

Alimentação: O prato típico da Costa Rica é o casado - arroz, feijão, uma proteína (carne, frango ou peixe, normalmente), salada (quase sempre com banana frita) e um carboidrato (normalmente algo com batatas). O prato sai algo em torno de 4-7 dólares e normalmente a bebida já está incluída (se não estiver, fale que não vai beber nada que eles sempre dão um copo com água com gelo).

 

ROTEIRO:

 

1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá

2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas

3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe

4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción)

5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday)

6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur

7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna

8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato)

9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste)

10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos

11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio)

12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo)

13º dia (23/01/2017) – Quepos -> Montezuma

14º dia (24/01/2017) – Montezuma (Isla Tortuga)

15º dia (25/01/2017) – Montezuma -> Santa Teresa

16º dia (26/01/2017) – Santa Teresa

17º dia (27/01/2017) – Santa Teresa

18º dia (28/01/2017) – Santa Teresa -> Jiracal

19º dia (29/01/2017) – Jiracal -> Sámara

20º dia (30/01/2017) – Sámara

21º dia (31/01/2017) – Sámara -> Playa del Coco

22º dia (01/02/2017) – Playa del Coco

23º dia (02/02/2017) – Playa del Coco -> Libéria -> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Florianópolis

 

 

1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá

 

Conseguimos um voo (Copa Airlines) muito mais barato indo para Libéria, mas com um problema, uma conexão gigante na Cidade do Panamá (17:07 até 09:42). Como ficamos pouco tempo, não tem muito o que falar. Ficamos no Luna’s Castle Hostel, localizado no Casco Viejo (centro histórico da cidade). Valeu a pena, deu pra conhecer um pouco do local e ainda curtir um pouco a noite, pois dentro do hostel tem um bar bem famoso da cidade.

 

2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas

 

Nosso primeiro destino de fato seria Ometepe, no entanto só chegaríamos em Rivas (cidade de onde saem os barcos para Ometepe) fim de tarde, então teríamos que dormir por lá mesmo. Antes de seguir para Nicarágua queriamos trocar colones para não precisar fazer isso depois. Perguntamos no balcão de informações do aeroporto onde teria um banco para fazermos a troca por dólares (fazer o câmbio no aeroporto sai sempre muito mais caro) e a moça nos falou que o ônibus que passava no aeroporto e ia em direção ao centro passaria por uns bancos e ainda ficava relativamente perto do terminal de onde pegaríamos o ônibus para a fronteira da Nicarágua. Pegamos o ônibus ($1 e 10min) e pedimos pro motorista nos avisar quando chegássemos. Paramos num centro comercial com dois bancos: Lafisa e Banco de Costa Rica. O primeiro fazia um câmbio de 1 dólar -> 548 colones, enquanto o segundo fazia por 550. Acabamos trocando no Lafisa porque o outro tinha muita gente e íamos nos atrasar. No final das contas não faz muita diferença, pois pela quantidade de colones perdemos pouco mais que 1 dólar. Vale ressaltar que todos os custos desse relato estão baseados ness câmbio.

Dali fomos andando a pé em direção ao terminal (Libéria tem dois terminais: Pulmitán e outro que aparentemente não tem nome. Um fica do lado do outro. Perguntem pelo primeiro, não é difícil de achar, mas vai uns 10min de caminhada) para pegarmos o ônibus com destino a fronteira. O ônibus para a fronteira custa aproximadamente 3 dólares e demora 1h e meia. Chegando lá deveríamos pagar 8 dólares para sair da Costa Rica (pra ser sincero não sei se realmente tem que pagar essa grana, vale dar uma conferida) e mais 13 para entrar na nicarágua (facada!!!!!). Apesar de ter muita gente tentando te passar a perna de algum jeito no lado nicaraguense (nunca paguem nada para ninguém que esteja fora dos prédios de imigração ou troquem dinheiro na fronteira) no geral foi tudo tranquilo. Dali pegamos um ônibus para Rivas (1/3 dólares e 25min). Descemos em Rivas umas 18:30 e pedimos informações para chegarmos no nosso hostel numa lanchonete próxima ao ponto. O dono disse que ficava um pouco longe e disse que nos levava até lá numa boa (gente boa!!). Ficamos no “hostel” Julieta (6 dólares sem café da manhã), digo “hostel” porque nada mais é do que uns quartos numa casa. De maneira geral valeu a pena, quartos e banheiros limpos e a Julieta é muito gente boa, o maior problema é que não podíamos usar a cozinha.

 

3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe

 

Pegamos um táxi (5 dólares no total e 10min) para o para o porto San Jorge, onde pegaríamos um ferry para Ometepe (5 dólares no total e 1h). Já em Ometepe trocamos uma ideia com dois turistas e eles disseram que era melhor ficar em Moyogalpa pois era o maior vilarejo, então tinha mais gente, era mais fácil de se locomover e era mais barato no geral também. Perguntamos sobre o que conhecer na ilha, eles disseram que o melhor lugar era o chaco verde, mas que não valeria ir naquele dia pois o clima não estava ajudando (tinha MUITO vento nessa dia). Perguntamos então sobre os vulcões da ilha e se eles tinha escalado algum, eles disseram que não porque era “pretty fucking insane”.

Ficamos no hostel El Jade por 4.5 dólares com café da manhã. Fica bem no centro de Moyogalpa e é o prédio mais antigo da ilha. O hostel não é dos melhores (o ponto mais fraco era a limpeza, que praticamente não existia), mas compensa pelo preço. Deixamos nossas coisas no hostel e seguimos em direção a punta Jesus y Maria. A nossa ideia era ir de ônibus mas quando chegamos no ponto os locais nos informaram que valia mais a pena ir a pé, pois era bem perto. Longe não era, mas também não era perto, andamos cerca de 1h. Paga-se 1 dólar para entrar e no local tem um restaurante e banheiros. Para aproveitar a punta de verdade o tempo tem que ajudar muito o que não aconteceu naquele dia. Acho que é a vista mais bonita do vulcão em toda ilha... se o vulcão estiver aparecendo, tinha muitas nuvens nesse dia então não tivemos uma visão das melhores.

 

33169099326_64dc8c3bf1_k.jpgEntrada de Punta Jesus y Maria by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

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Como provavelmente não conseguiríamos aproveitar o chaco verde decidimos ir para o Ojo de Agua, uma piscina de água cristalina natural formada com as águas de um rio subterrâneo que vem do vulcão Maderas. Pegamos um ônibus (0.5 dólares e 30min) que passa na saída de punta Jesus y Maria com direção ao Ojo. Turistas pagam 3 dólares para entrar e o local tem restaurante, banheiros e chuveiros. A piscina é irada! Há locais onde a profundidade chega a mais de 2 metros e tem uns lugares mais altos para pular, se não tiver muita gente (neste dia não tinha) pode-se aproveitar bastante tanto isso quanto um slack line.

 

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32366756164_626f3c4823_k.jpgOjo de água by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Vale muito a pena passar uma tarde aqui! Pegamos um ônibus para Moyogalpa (fiquem atento aos horários, não tem muitos ônibus na ilha; ≈0.7 dólares e 1h) e chegando lá fecharíamos o passeio para algum vulcão no próximo dia. No entanto, o tempo abriu e fomos ver o pôr do sol no porto e quando fomos procurar a agência UGO (lemos em algum lugar na internet que os caras são bons) ela estava fechada.

 

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32396129433_6fecaf7487_k.jpgOmetepe by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Chegamos no hostel e perguntamos se alguma agência ainda estava aberta para fechar o passeio amanhã, fomos informados que talvez conseguiríamos fechar o passeio através do contato do dono de outro hostel, o Hospedaje Central (não sei o preço mas acho que é o melhor hostel de Moyogalpa). Fomos até lá, trocamos uma ideia com o cara e fechamos o passeio no vulcão Concepción (há a possibilidade de subir o vulcão Maderas também, mas como choveu no dia anterior não era aconselhado, pois lá tem muito mais lama) com a empresa OTT por 20 dólares (rango para levar também incluído). Neste hostel também rola um bar com cerveja barata (e boa!! A cerveja da Nicarágua é muito melhor que as populares daqui e muito melhor que a da Costa Rica), litrão era algo como 1.7 dólares. Tomamos umas e voltamos pro hostel.

 

4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción)

 

Um dia antes nos avisaram que as únicas coisas necessárias eram um par de tênis, bastante água e um casaco. Eu não tinha o casaco mas decidi fazer mesmo assim. A empresa oferece dois horários: 05h ou 07h, resolvemos fazer o mais tarde pois havia mais possibilidade de o tempo melhorar.

Nos encontramos com o Roberto e o Alejandro, nossos guias, às 06:50 na frente da Hospedaje Central para pegarmos o ônibus que sai às 07h até a entrada do parque (2/3 de dólares e 10min). Chegando no parque e tivemos que pagar 3 dólares para entrar. A partir daí é que começa a brincadeira, são cerca de 4h pra subir e 3h30min pra descer. O trecho tem uma trilha bem sinalizada até certo ponto, o que te faz pensar se os guias eram realmente necessários, mas depois disso a trilha acaba e você fica subindo no meio do nada, fazendo-os imprescindíveis. Quando a trilha acaba, começa a cair um vento muito forte, por isso a necessidade de casaco. Nesse momento o Roberto me emprestou o dele (o cara é muito gente boa, recomendamos demais – [email protected] para agendar com o cara com antecedência). O negócio desse passeio é o desafio, tanto fisíco quanto mental, pois para se ter uma vista privilegiada é necessário uma condição de tempo muito favorável que até os locais concordam que é difícil de acontecer. Ou seja, é bem como os gringos do começo falaram: “pretty fucking insane”. Mas isso em nada diminui o passeio, sério, subir até o topo de um vulcão ainda ativo é uma experiência verdadeiramente única. Na volta, na entrada do parque alguns tuk-tuk (tem muitos na ilha fazendo um pouco o papel de táxis) esperam a raça para oferecer corridas até Moyogalpa. Não pensamos duas vezes, pois não aguentávamos mais caminhar, e fechamos por 3 dólares o total.

De noite saímos para tomar umas geladas com o Roberto e o Alejandro na Hospedaje Central.

 

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5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday)

 

Pegamos o primeiro ferry com destino a Rivas às 06h. Do porto San Jorge pegamos um táxi (3 dólares total) com direção ao terminal de ônibus da cidade. Dia 15 era um domingo e os locais nos informaram que por ser domingo íamos ter que esperar muito por um ônibus que fosse em direção ao terminal, por isso optamos pelo táxi. De lá pegamos um ônibus para San Juan del Sur (1 dólar e 45min). Fomos procurar hostels e a cidade tava bem lotada, o melhor que encontramos foi um quarto privado no hostel Casa Oro. Recomendamos muito o hostel; a cozinha é bem ampla, quartos e banheiros limpos e um ótimo café da manhã. A nossa ideia inicial era passar o dia inteiro no Sunday Funday, mas avaliamos melhor e decidimos que não era a melhor opção, pois há a possibilidade de entrar no último local da festa, às 20h, de graça. Sunday Funday é um circuito de festas que passa por 3 hotéis e termina no bar Arribas. Custa 30 dólares e as únicas coisas incluas são os transportes entre os locais e uma regata da festa. E a cerveja é algo como 2 dólares ainda.

Com a decisão tomada fomos conhecer alguma praia da região. Acho que o maior problema de San Juan del Sur é a conexão até as praias. Os ônibus te deixam muito longe da praia então a melhor opção é fechar o trajeto no próprio hostel, os preços variam de acordo com a praia, entre 5 e 15 dólares. Neste dia fomos à praia Remanso.

 

32396201983_12f4939f7d_k.jpgRemanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33083361411_1d925704fe_k.jpgRemanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Voltamos pro centro por volta das 16h. Comemos alguma coisa e já começamos a beber pois mais tarde tinha a finaleira do Sunday Funday. Opinião nossa: vale muito mais a pena fazer o que nós fizemos! Sai MUITO mais barato e ainda aproveita-se a festa com mochileiros de vários cantos do mundo. De um jeito ou de outro, não percam o Sunday Funday!!!!

 

6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur

 

Neste dia fomos conhecer duas praias: Maderas e Hermosa. Acho que a Maderas é mais bonita mas a Hermosa tem mais gente e mais coisas pra fazer. De qualquer jeito vale a pena conhecer qualquer praia da região.

 

33083377781_c540d212f3_k.jpgPraias em San Juan del Sur by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32828543820_f809b09202_k.jpgMaderas by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33054455172_d9953e8fba_k.jpgHermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32828561440_a99a8c3dd3_k.jpgHermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32396317143_38af4a9822_k.jpgHermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Depois fomos ver o famoso pôr do sol na praia de San Juan, a principal da cidade.

 

32396324083_17d4c2d81f_k.jpgPôr do sol em San Juan by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna

 

Acordamos meio tarde e acabamos pegando o ônibus de 08:40 com destino a Las Virgens ($1 e 40min), uma região na rodovia que vai pra fronteira. De lá não esperamos nem 5 minutos e o ônibus que vai pra fronteira (1/3 de dólar e 25min) passou no ponto. Chegamos na fronteira e a única coisa que tivemos que fazer foi pagar 3 dólares pra sair da Nicarágua. A parte da fronteira da Nicarágua é uma várzea, muito desorganizada, pessoas tentando fazer você pagar por coisas desnecessárias, entre outros problemas. Por isso, reforçamos, só paguem dentro dos prédios do governo! No lado da Costa Rica pegamos uma fila de uns 10 minutos para passar pelos trâmites (aqui foi a única hora que nos pediram a passagem de volta impressa) e depois pegamos um ônibus para Libéria (≈$3 e 1h30min). Depois mais um ônibus para Cañas (≈$3 e 1h), outro para Tilarán (≈$1.5 e 30min) e o último para La Fortuna (≈$5 e 2h).

Para resumir, fizemos San Juan del Sur -> Las Virgens -> fronteira Peñas Blancas -> Libéria -> Cañas -> Tilarán -> La Fortuna; saímos as 08:40 e chegmaos as 17:30 e gastamos algo em torno de $14 (um shuttle sairia uns 60).

 

33169666966_bab45f2ac5_k.jpgVulcão Arenal na estrada para La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Em La Fortuna ficamos no Gringo Pete’s Hostel, num quarto privado por 8 dólares cada. A ideia era ficar no quarto compartilhado, que custa 6 dólares, mas como não fizemos reserva e chegamos relativamente tarde, o privado era o único que tinha vaga. De qualquer jeito até o preço do quarto privado é inferior a qualquer outro hostel da região.

DICA: Em San Juan del Sur conhecemos duas americanas, uma delas tinha o roteiro parecido com o nosso e então acabou viajando conosco um pedaço dele. Encontramos ela em La Fortuna no dia seguinte e ela nos contou que se você pegar o primeiro ônibus de San Juan del Sur com destino a Las Virgens (acho que sai às 05:30), você consegue chegar na fronteira a tempo de pegar um ônibus que vai direto pra La Fortuna. Nós não sabíamos dá existência dessa linha de ônibus, mas vale dar uma conferida se alguém pretende fazer esse trajeto.

 

 

8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato)

 

Saímos do hostel umas 07:30 com destino ao Cerro Chato, uma trilha que dá num lago formado na cratera de um antigo vulcão. Esse passeio não precisa contratar nenhum tipo de guia, pois a trilha é muito bem sinalizada, e também não precisa se preocupar com transporte (só se você não se hospedar no centro da cidade) já que a entrada do parque fica uns 2 km do centro e é muito tranquilo conseguir carona (nós conseguimos com dois italianos depois de uns 5 min caminhando). O Cerro Chato fica na mesma rua da cascata Fortuna, é só seguir reto e virar a direita depois da segunda ponte. A entrada (e onde se paga o ticket, $12) é a direita antes da cascata no Green Lagoon Resort.

Todo mundo disse pra gente que a trilha era MUITO difícil, mas a gente achou bem tranquila (talvez porque fizemos a do vulcão e o nosso parâmetro de dificuldade pode ter aumentado). A pior parte é a descida até o lago, que segundo os locais, sempre tem muita lama. Independente da dificuldade da trilha o lugar é indispensável na Costa Rica, a sensação de saber que você está tomando banho numa cratera de um antigo vulcão é das melhores possíveis.

 

32828597650_e683b910e8_k.jpgAntes de começar a trilha do Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33211280715_b795d12b8a_k.jpgCerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32396395383_c6721121e8_k.jpgCerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33211295175_275d17198d_h.jpgRaça no Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Logo na saída já começamos a pedir carona e conseguimos com duas americanas. Elas não iam pro “centro” de La Fortuna em seguida, mas iam para um ponto do rio Fortuna (não temos certeza se o nome é esse mesmo, mas segundo elas era o mesmo rio da Cascata La Fortuna) onde dava pra se banhar e tinha até uns locais para salto. Não precisa pagar nada e é a pedida perfeita depois de um passeio que não dure o dia todo.

Uma coisa irada de La Fortuna é que de praticamente qualquer ponto é possível ver o vulcão Arenal.

 

33054611322_6db7355be9_k.jpgVulcão Arenal visto do nosso hostel by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32396429603_329ab672be_k.jpgVulcão Arenal no centro de La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste)

 

Neste dia fomos conhecer o rio Celeste. Se você fechar com alguma agência o passeio sairá por no mínimo $65 (preço do Gringo Pete’s, nas outras agência é de $85 pra cima) e o preço é assim caro pois o rio fica bem distante de La Fortuna. A trilha é muito fácil e não precisa de guia.

O rio Celeste é um rio com uma água de cor absurdamente azul que aparece num ponto conhecido como Teñidero. A coloração é formada pela mistura de dois outros rios: rio Buenavista e Quebrada Angria. A mudança do pH no ponto de mistura aumenta o tamanho de uma partícula específica de um mineral presente no rio Buenavista. O mineral conhecido como aluminosilicates (formado por alumínio, silício e oxigênio) aumenta seu tamanho de 184 nanometros para 570 nanometros (1 nanometro é equivalente a 10^-9 metros, ou 0.000000001 metros). Uma fração deste mineral alcança o fundo do rio e pode ser visto como um sedimento branco, enquanto a maioria do mineral fica suspenso no rio. Este mineral suspenso explica a coloração azul do rio.

Podemos fazer uma analogia com um arco-íris: gotas de água agem como um prisma decompondo a luz branca em cores diferentes. No rio Celeste, o tamanho específico das particulas do mineral faz com que apenas os tons azulados sejam dispersados. Na física este fenômeno é chado de dispersão de Mie.

 

32828684080_ea6db7be83_k.jpgPlaca na trilha do Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33054123762_3ee53de871_k.jpgRio Celeste e Rio Buenavista by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Agora vamos a parte que realmente importa, como fazer esse passeio sem fechar com nenhuma agência (sim, é possível, mas vai levar o dia inteiro). Lemos alguns relatos aqui no mochilerios explicando como fazer, mas nós fizemos de um jeito um pouco diferente. Pegamos o ônibus que vai para Upala às 06:30 e paramos no terminal de Guatuso (≈$4 e 1h30). De lá um ônibus para o rio celeste às 08:30 (≈$1.5 e 40min). Descemos na esquina da rua de terra que vai para a entrada do parque, que segundo o motorista ficava a 6 km de distância. Aí que está a diferença: nos outros relatos o pessoal descia do último ônibus a 9km de distância, acreditamos que eles desciam na entrada do povoado de Katira, que fica a uns 3km de onde nós descemos. Aparentemente o ônibus deles não entrava no povoado e o nosso entrou. Independente de onde você descer, já comece a pedir carona. Embora a maioria dos veículos que passam por você sejam vans de turismo (e essas não vão parar de jeito nenhum) a chance de conseguir uma carona com outros turistas é grande.

Andamos cerca de 1.5 km e conseguimos carona até a entrada do parque com um casal de australianos. Fizemos todas as trilhas do parque (que são curtas) e ficamos aproveitando o visual do rio. Lindo demais! Na volta pegamos uma carona logo na saída do parque com dois ingleses até o hotel que eles estavam hospedados (uns 2km do parque). Dali caminhamos cerca de 1 km e conseguimos mais uma carona até a saída do povoado com um casal francês. De lá pegamos um ônibus para Guatuso às 14:30 (≈$1 e 30min) e depois mais um para La Fortuna às 15h (≈$3 e 1h30min).

Ah, já ia esquecendo! A entrada do parque custa 12 dólares. Acordamos 05:45, voltamos às 16:30 e gastamos algo em torno de $21.5. O rio é sensacional, mas não sei se vale $90 para o bolso de um mochileiro. Façam o passeio por conta própria!!

 

33083081091_3692f4f3cc_k.jpgRio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33169286216_f068e8854a_k.jpgRio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33083104381_2343dcd186_k.jpgRio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos

Neste dia, nossa ideia era chegar em quepos e ainda aproveitar alguma praia da região, mas infelizmente tivemos uma eventualidade durante a viagem que fez com que chegássemos na cidade relativamente tarde, impossibilitando qualquer coisa do que conhecer o centro e ficar tranquilo no hostel. Ficamos no Wide Mouth Frog por $11.5 num quarto compartilhado. O hostel é muito bom, tem uma ótima cozinha, quartos arejados, banheiros limpos e até piscina! Não tem café da manhã, mas em qualquer parte do dia, ou noite, sempre tinha café preto ou chá gelado de graça.

Saímos de La Fortuna às 05:30 em direção a San Ramón (≈$4 e 2h30min). Segundo o dono do Gringo Pete’s os melhores horários de conexão com destino a Quepos são 05:30 e 09:00. De lá fomos para Puntarenas (≈$2 e 1h) e depois para Quepos (≈$4 e 3h). O tempo do trajeto Puntarenas -> Quepos foi o tempo que fizemos no sentido inverso (ou seja, Quepos -> Puntarenas), quando fomos pra Montezuma, pois foi nesse ponto do trajeto que aconteceu a eventualidade citada a cima: o motorista do nosso ônibus bateu na traseira de um outro carro. Isso atrasou muito a viagem.

O acidente não foi nada grave, só a incomodação mesmo. Para resumir, fizemos La Fortuna -> San Ramón -> Puntarenas -> Quepos. Saímos às 05:30, chegamos às 17h e gastamos uns $10. Nesse dia, o que valeu a pena foi ver o pôr do sol em Quepos.

 

33169294976_3fc7f62004_k.jpgPôr do sol em Quepos by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio)

 

O parque Manuel Antônio é o destino de praias mais famoso de toda a Costa Rica. Com muitos macacos, preguiças, guaxinins, aves e lagartos, além de três praias com águas tranquilas, quentes e cristalinas e ainda algumas trilhas com vários mirantes onde observa-se as praias da região de lugares privilegiados, o parque atrai turistas de todas as idades e tipos de viagem.

Apesar do local ser muito turístico, o dinheiro investido vale muito a pena ($16 dólares por pessoa para entrar). O parque abre às 07h, fecha às 16h e não abre nas segundas-feiras. A região de Manuel Antônio é muito mais desenvolvidade que a de Quepos, o que torna os preços muito mais caros (motivo que decidimos ficar em Quepos). Há vários bares e restaurantes em frente a praia de Manuel Antônio (praia de graça que fica um pouco antes da entrada do parque), com muitas opções de comida. Saem ônibus de Quepos para Manuel Antônio todos os dias, de 15 em 15 minutos, desde às 05:30 (≈$0.5 e 15min).

Chegamos no parque umas 08h e ficamos até 15h30min, deu tempo de sobra de visitar todas as praias e fazer todas as trilhas. Preferimos a segunda praia (na sequência do sentido entrada -> praias) por ter menos gente e a água ser um pouco mais gelada. Não se vende nada no parque, portanto levem bastante água e comida para este dia.

 

33169302716_d20c8513ec_z.jpgPrimeira praia do parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33054193102_ee004ed588_k.jpgMirante no parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Uma coisa que todo mundo fala, mas vale reforçar: cuidado com os macacos e guaxinins do parque! Um pequeno descuido e eles poderiam pegar alguma coisa da nossa mochila. Era até engraçado que parecia que um macaco do bando tentava desviar a atenção da raça que parava para observa-los enquanto os outros tentavam pegar alguma coisa da mochila da raça.

 

 

12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo)

Pelo nosso roteiro dá pra perceber que o surf não era o foco principal da viagem, mas queríamos tentar surfar em alguns dias mesmo assim (mesmo o surf não sendo o esporte principal de nenhum de nós). Perto de Quepos há uma praia bem famosa para a prática do esporte, a praia Matapalo, fica a uma hora de Quepos e o ônibus custa ≈$1.5. A previsão para o dia anterior era pior do que este, então decidimor ir dia 22 mesmo. Não sei se o dia anterior estava melhor e a previsão foi errônea, porque pior eu acho difícil. A praia tem 12 km de comprimento e não tinha onda em grande parte dela (por toda a parte que caminhamos, pelo menos). A praia nem é tão bonita e ficou devendo de surf aquele dia. Acabamos relaxando e jogando um futebol com uns nativos ali na praia mesmo.

Voltamos para o hostel umas 16h e ficamos jogados na piscina. Fomos dormir bem cedo neste dia, pois o próximo seria longo.

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13º dia (23/01/2017) – Quepos -> Montezuma

 

Decidimos pegar o primeiro ônibus para Puntarenas (≈$4 e 3h) para aproveitar o dia em Montezuma, saímos às 04:30 do terminal de Quepos. Chegando em Puntarenas pegamos um táxi para o porto que custou $3 dólares no total. O terminal de ônibus fica uns 3km de distância do porto. No porto, compramos as passagens de ferry para Paquera (≈$1.5 e 1h30min) e tomamos café da manhã num restaurante próximo. De Paquera pegamos um ônibus para Montezuma (≈$3 e 1h30min), que passou uns 10 minutos depois que descemos do Ferry.

Chegamos em Montezuma às 12h30min e deixamos nossas coisas no Hotel Monteczuma (≈$13 num quarto privado, sem café da manhã). Hotel com cozinha bem equipada, banheiros limpos e a menos de cinco passos da areia da praia. A nossa ideia era ficar no hostel Luz en el Cielo, mas o preço estava muito caro: $20 num quarto compartilhado. Depois de comer alguma coisa fomos conhecer as praias da região, há pelo menos duas para cada lado da praia de fácil acesso.

 

32367139704_629b7d7930_k.jpgVista da porta do nosso hostel em Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Um dia antes, em Matapalo, os locais nos disseram que Montezuma era uma cidade com muitos hippies e tinha uma vibe bem tranquila, muito diferente de outros lugares. Eu não sei exatamente o que é, mas a praia tem um clima que te deixa muito feliz por bem pouca coisa. A praia em si não tem nada: pouca infraestrutura, poucas pessoas, poucos restaurantes e poucas opções do que fazer a noite. Conhecemos uma francesa que morou um tempo no Brasil e estava fazendo voluntariado lá há um tempo, e ela disse que sexta e sábado as noites são bem agitadas por ali, mas vai saber, só ficamos até quarta.

 

32367154694_aa0b12ae80_k.jpgPraia de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

14º dia (24/01/2017) – Montezuma (Isla Tortuga)

 

Montezuma é a praia mais perto da Isla Tortuga, o que garante o preço mais barato entre os outros locais. Há várias empresas que realizam este passeio, a gente deu uma volta por todas elas no dia anterior e fechamos com a Cabo Blanco Travelers por $35 por pessoa (ele queria fazer por $45; depois baixou para $40, pois estávamos em três e fechou por $35 quando falamos que pagaríamos em dinheiro). O barco sai às 09:30 e volta às 16:00.

O passeio consiste na viagem de barco até a Ilha + snorkel em dois pontos diferentes + frutas e bebidas a vontade + almoço + um tempo pra ficar na ilha. A viagem de volta leva uns 45 minutos, mas a da ida é bem mais demorada, pois os guias vão nos explicando por quais outras praias estamos passando, vão parando para tirarmos fotos e também param cerca de 45 minutos em cada ponto de snorkel. A viagem é muito bonita, o ponto principal é a “Pedra Arco-Íris” (foto abaixo). Além de ter o formato de um arco-íris, a pedra também fica colorida com vários tipos de flores, mas infelizmente, só no período chuvoso da Costa Rica (entre abril e novembro, mais ou menos).

 

32828859410_451bc9176a_k.jpgPedra arco-íris perto da ilha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Sabe aquelas ilhas paradisíacas que a gente só ve em foto? Então, é isso. A ilha é bem pequena e oferece serviços de alimentação, mas não de hospedagem (também não pode acampar lá). Encontra-se várias espécies de peixes (e até tubarão) nos pontos de snorkel (a melhor parte do passeio), mas não vimos nenhuma tartaruga, apesar do nome da ilha. Na parada do primeiro ponto, um guia pegou outro barco e foi preparar nosso almoço: um casado típico da Costa Rica, o melhor que comemos na viagem na verdade. O passeio é algo que não dá pra perder pela beleza do lugar e tudo que ele oferece pelo preço bem em conta. Recomendamos!

 

32396678133_6bfc7816c2_k.jpgIlha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33211502555_8d3ac93fb9_k.jpgIlha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

15º dia (25/01/2017) – Montezuma -> Santa Teresa

 

Durante toda a nossa viagem a única praia que possível de ver o nascer do sol foi Montezuma. Neste dia acordamos bem cedo para vê-lo e depois fomos nas famosas cachoeiras da região.

 

33083575511_a19c296ee1_k.jpgNascer do sol em Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

O caminho para as cachoeira é bem fácil, só seguir na mesma estrada em que o ônibus passa, a entrada pra trilha é menos de 300m depois do ponto de ônibus, após a ponte é só virar a direita. São três cachoeiras na trilha, que é de dificuldade fácil (só tem um ponto difícil, pra chegar na última cachoeira). Do centro de Montezuma até a última cachoeira, sem parar, dá uns 40 minutos. A primeira cachoeira é onde a maioria do pessoal fica, por ser a maior e de mais fácil acesso.

 

33211369345_c037ee83a9_k.jpgInício da trilha para as cachoeiras de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33211379505_b3c66c6682_k.jpgChegando na primeira cachoeira by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33169817626_b40a104e49_k.jpgPrimeira cachoeira de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Nós ficamos a maior parte do tempo na última cachoeira, pois é a que tem um salto de 15 metros! Fomos muito cedo em direção a cachoeira, então não tinha ninguém na quando chegamos. Decidimos esperar algum local chegar porque né, todo mundo já ouviu de algum incidente em saltos em cachoeiras. O nativo não demorou muito pra chegar, conversamos com ele e ele disse que não há problema de saltar de nenhum lugar, pois o local é bem profundo. Antes de ele chegar nós quase concluímos isso no tempo que ficamos ali esperando, mas vai saber né, melhor não arriscar.

 

33211431005_8105bea5e4_k.jpgVista do salto da cachoeira de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Com essa informação decidimos saltar do ponto mais alto. Confesso que demoramos pra criar coragem, já que a altura é equivalente a um prédio de 4-5 andares!! A gente já era relativamente acostumado a saltar em cachoeiras, mas não de uma altura tão alta, mas mesmo quem não é acostumado TEM que ir. Na fração de segundos entre o salto e a queda você pensa que não deveria ter ido, rola aquele frio na barriga, mas depois percebe que não ir não deveria ser uma opção, devido a sensação única que se tem quando se salta!!!

 

 

Depois de vários saltos voltamos para o hostel para fazer o check-out e continuar a viagem com destino a Santa Teresa. Para ir para Santa Teresa saindo de Montezuma deve-se primeiro parar em Cóbano. Teoricamente, o ônibus deveria passar às 12:20pm, mas passou só perto das 13h (≈0.6 dólares e 20min). Chegando em Cóbano descobrimos que o próximo ônibus para Santa Teresa seria só às 15:30 (conexões lentas são típicas na península de Nicoya). Almoçamos um casado por ali e pegamos o ônibus (que saiu só as 16h) com destino a Santa Teresa (≈1.8 dólares e 30min).

Nessa parte da viagem aconteceu algo bem inusitado: o ônibus foi parado pela imigração da Costa Rica. Um policial entrou e pediu os documentos de todo mundo, muitos não tinham ou estavam irregulares (não era o nosso caso), mas nada aconteceu. Escutamos várias frases do tipo: “Você está irregular, da próxima vez vamos ter que te deportar”. Todos as pessoas irregulares eram de países menos desenvolvidos da região (como Honduras e Nicarágua). Mas enfim, isso atrasou a viagem um pouco.

Diferentemente de Montezuma, Santa Teresa não é concentrada num centrinho, ela é toda espalhada numa única rua (sério, só tem uma rua; em relatos antigos vimos muitas reclamações acerca da poeira, pois a estrada era de terra, mas não mais, hoje ela é totalmente asfaltada). Isso se deve, acreditamos, ao tamanho da praia, que é muito extensa. Descemos bem no começo da rua, pois recebemos uma dica de três alemãs que conhecemos em Montezuma sobre o hostel Slow Monkey, que ficava relativamente no começo. Nesse momento, um português (de Portugal) nos abordou dizendo que estava sozinho e perguntou se poderia viajar conosco aquele pedaço da viagem (ele iria para Monteverde em seguida). Não preciso nem dizer que concordamos. O cara era muito gente boa! Ele falou que já pesquisou sobre outras viagens aqui no site, então se por acaso ele acabar lendo esse relato: Manel, você é foda!!!

Chegamos no Slow Monkey às 17:30 e ficamos por ali mesmo. O preço do quarto compartilhado era de 15 dólares, mas o dono do hostel disse que se nós 4 ficássemos num quarto privado para 3 pessoas o preço seria o mesmo. Acabamos ficando, já que o privado tinha até ar-condicionado. Por esse e outros motivos, o Slow Monkey foi o melhor hostel da nossa viagem! Depois de deixar nossas coisas ali só restava tempo para ver o pôr do sol, o melhor de toda a viagem.

 

33170003986_55aa344e02_k.jpgPôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32828968410_4ff6d12d95_k.jpgPôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33170029736_4909405443_k.jpgPôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

16º dia (26/01/2017) e 17º dia (27/01/2017) – Santa Teresa

 

“A vibe de Santa Teresa é sensacional”. Frase clichê que possivelmente vamos ler em quase todos os outros relatos, mas sério, é bem isso mesmo. Eu não sei exatamente o porquê, mas Santa Teresa foi nosso lugar preferido de toda a viagem. Pode ser a praia, o pôr do sol, o hostel, a raça do hostel, as festas, ou alguma outra coisa.

A nossa rotina nesses dois dias foi bem parecida: Praia -> Futebol -> Gelada -> Pôr do sol -> Gelada -> Sonzeira -> Gelada -> Festa. De todas as praias que passamos, Santa Teresa é a com as melhores ondas e que atrai mais surfistas. Mas o Surf não é o único esporte presente na praia. A faixa de areia é relativamente grande, então em vários pontos da praia tem muita gente jogando futebol! Formamos um time nosso (nós 3 e o Manel) e jogamos nos dois dias com vários outros times durante bastante tempo. Rolou até um clássico Brasil x Argentina (vimos muitos turistas argentinos na praia), e ganhamos em ambas as vezes – fica o relato!

O pôr do sol da praia é único, o melhor de toda a viagem, e toda a experiência ficava ainda melhor com o Manel, que era músico, e sempre tocava várias sonzeiras na hora. O cara tocava várias sonzeiras praticamente o dia inteiro na real (segundo ele, ele toca de 10 a 12h diárias de violão!!!!!) e de noite (na hora do esquenta) juntava com a raça do hostel, que também tocavam muito (os donos do hostel tinham vários instrumentos ali, até uma bateria improvisada), era muito irado!!

 

32367292404_1b24782b5d_k.jpgPôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

No primeiro dia, uma quinta-feira, fomos no La Lora Amarilla e foi altas night! Bem aquele estilo de night latina, com reggaeton a noite inteira, e uma mistura de locais e turista. O preço para entrar era simbólico (não lembro bem, mas era tipo 3 dólares) e a cerveja não era barata, mas não era cara. De qualquer jeito era MUITO mais barato que quase todas as nights aqui em Floripa, por exemplo. Vale a pena mencionar também o bar Kika, que fica do lado da night. Ali rola uma concentração gigante de várias raças fazendo esquenta pra festa, mas o preço é superior a de outros lugares.

Já no segundo o dia, uma sexta-feira, a praia tava bem parada (?), mas até que foi bom, porque ficamos com a raça no hostel e foi tão irado quanto a noite anterior. A impressão que tivemos quanto a noite na Costa Rica e na Nicarágua é que cada cidade tem um dia específico de festa: domingo em San Juan del Sur, sexta ou sábado em Montezuma (aparentemente), quinta em Santa Teresa, etc. Pois no dia após a festa, não tinha mais nada rolando em nenhuma dessas cidades.

 

18º dia (28/01/2017) – Santa Teresa -> Jiracal

 

Lembram aquele perrengue que falamos lá no começo? Então, ele aconteceu aqui. Nosso planejamento inicial seria passar essa noite já em Sámara, faríamos Santa Teresa -> Cóbano -> Paquera -> Puntarenas -> Nicoya -> Sámara. O problema foi no trajeto Cóbano -> Paquera.

Acordamos meio tarde devido a noite anterior e pegamos o ônibus para Cóbano (≈$2 e 30min). Depois pegamos o ônibus para Paquera (≈$2.5 e 40min) com a ideia de ir até o porto para pegar o ferry com destino a Puntarenas, no entanto o motorista do ônibus parou no centro da cidade (o porto é um pouco mais longe) e disse que ali tinha um ônibus que ia para Nicoya. Parecia perfeito. Descemos do ônibus às 13h e confirmamos a informação com os locais, mas o problema é que esse ônibus só passaria ali às 16h45. O ônibus só chegou às 17h15 e o motorista falou que hoje ele não iria mais para Nicoya, pois já era muito tarde e ele ia apenas até Jiracal (≈$3.6 e 1h20min) (uma cidade pequena entra as duas). Fomos, dormimos em Jiracal (a única opção para continuar viagem naquele dia seria um táxi, que custaria $60, sem condições) e pegamos o ônibus para Nicoya no dia seguinte.

Mas nem tudo que aconteceu nessia dia foi ruim. A estrada foi a mais bonita que vimos na viagem. Era uma estrada que passava bem no interior do país, em grande parte de chão, e parecia ser uma estrada que cortava caminho através de uns morros. O visual que aparecia na estrada eu nunca vou esquecer. Pensem num visual de floresta bem densa, com vários animais nas árvores, e até na estrada, com o mar ao fundo, o pôr do sol rolando e tudo isso naquela coloração de fim de tarde. Também conhecemos um italiano que ia fazer todo o trajeto que nem nós até Nicoya, mas de lá iria para outra praia, e ele acabou descendo no centro de Paquera devido ao aviso do motorista. Acabos dividindo o quarto com ele em Jiracal (Restaurante y cabines central -> ≈$12) e saindo pra tomar uma gelada depois. O cara era cientista político de formação e tinha mestrado em como a internet ia mudar nossas vidas (ele fez esse mestrado bem na época de exansão da internet). Fechamos o dia trocando várias ideias sobre a situação (e possíveis conjecturas) social e política atual do brasil e de como outra tecnologia vai mudar nossas vidas, a inteligência artifical avançada. Não digo que compensou, mas essas são aquelas experiências bem ao estilo mochilão que fazem todo o sentido no final do dia.

 

19º dia (29/01/2017) – Jiracal -> Sámara e 20º dia (30/01/2017) – Sámara

 

Acordamos às 05h para pegar o ônibus com destino a Nicoya (≈$2.3 e 1h30min) às 05h30. De Nicoya fomos para Sámara (≈$3 e 1h). Chegamos em Sámara e percebemos que a cidade estava bem movimentada, tanto que só fomos achar vaga no terceiro hostel que visitamos, o Hostel Sámara. Pagamos $15 num quarto compartilhado, não tinha café da manhã (mas sempre tinha café preto disponível), os quartos eram relativamento abafados pra quem dormia na parte de baixo do beliche, o banheiro e a cozinha eram muito bons. No geral era um hostel bom, mas nada demais.

Relaxe e descanse. Isso basicamente define Sámara. Por mais que Montezuma tenha toda aquela vibe de hippies, Sámara é uma praia bem mais tranquila. No primeiro dia vimos um jogo de futebol no campo da cidade e aproveitamos a praia. Não lembro se escrevi, mas também vimos um jogo em Quepos (ambos de graça) e em Montezuam poderíamos ter visto, mas não fomos não lembro o porquê. Essa prática parece ser bem comum nas praias que passamos. De noite tentamos ir num bar, mas tava tão desanimado e com pouca gente que ficamos no hostel mesmo. Como eu falei, Sámara é uma praia bem parada. Ah, o pôr do sol de Sámara era muito bonito (pra variar, todo dia desde Quepos era tradição parar pra ver o pôr do sol). Fotos a seguir!

 

33211666435_41139653ae_k.jpgPôr do sol em Sámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

No segundo dia fomos fazer snorkel na ilha que fica em frente a praia. O passeio mais barato que achamos foi por $40 por pessoa. Decidimos ir por conta e economizar $25. Alugamos um caiaque (todos os passeios ofereciam o transporte de caiaque também) ($10) e os equipamentos ($5) por um dia inteiro. O mar de Sámara é muito tranquilo (até isso combina com a vibe do lugar), parece uma lagoa mesmo, o que facilitou muito pra gente que tinha experiência zero em caiaques. Tudo foi tranquilo, saímos umas 9h e voltamos por volta de 15h. Há muitas variedades de peixes na ilha, mas ainda assim preferimos o snorkel em Isla Tortuga.

 

33170112036_bbdcb19ea3_k.jpgSámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

33170121936_631fe46d94_k.jpgIlha na frente de Sámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Um último ponto sobre Sámara é o restaurante Las Perlas, comida simples e barata que descobrimos no canto direito da praia. O melhor casado de um restaurante de toda a viagem!

 

21º dia (31/01/2017) – Sámara -> Playa del Coco e 22º dia (01/02/2017) – Playa del Coco (Llanos de Cortez)

 

Playa del Coco é um destino bem pouco visitado por mochileiros (não vimos em nenhum relato, por exemplo), mas como todos sabemos há turismos e turismos. A praia foi o lugar mais turistíco que passamos, no sentido de infraestrutura. Muitos bares, restaurantes, hotéis, resorts e até cassinos, que atraem um pessoal bem mais velho. Decidimos incluir a praia do roteiro principalmente pelo sua proximidade com o aeroporto de Libéria.

Saímos de Sámara às 7h com destino a Nicoya (≈$2.5 e 1h). De Nicoya fomos para Santa Cruz (≈$0.7 e 30 min). O ônibus para Santa Cruz não sai do mesmo terminal que o ônibus que vem de Sámara para, o terminal fica uns 400m de distância e é só ir perguntando que é bem fácil de achar. Aqui rolou uma confusão: a gente achava que tinha um ônibus que ia direto de Santa Cruz para Play del Coco, mas não tem. Esse ônibus que vai para Santa Cruz, na verdade é um ônibus com destino final na Libéria mas que passa em Santa Cruz. Já em Santa Cruz, pegamos outro ônibus com destino a Libéria, mas de empresa diferente do anterior, e paramos em Comunidad (≈$1.7 e 1h), uma região que fica na rodovia principal e na frente da perpendicular com destino a Playa del Coco. Moral da história: é bem provável que dê pra ir direto de Nicoya até Comunidad no ônibus que vai pra Libéria. Esperamos cerca de 10min no ponto desta rua perpendicular pelo ônibus para Playa del Coco (≈$0.8 e 10min). Este ônibus saiu de Filadélfia (uma cidade entre Santa Cruz e Libéria), outra opção, talvez, seja descer em Filadélfia e ir direto para Coco.

Fomos procurar hostels e vimos que na cidade só existe um, que estava lotado. Acabamos ficando no Hotel M&M (da mesma rede do único hostel citado acima), e foi até bom, porque o Vitor ficou doente em Sámara e conseguir descansar melhor. Pagamos $20 num quarto privado. Como era um hotel, foi o melhor quarto, o melhor café da manhã e a melhor limpeza de toda a viagem.

 

33054825852_84628ec972_k.jpgVista do hotel em Playa del Coco by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

No primeiro dia apenas aproveitamos a praia. O mar da praia tem um tom diferente das demais, embora seja transparente, o mar tem um tom de azul mais escuro. Vale mencionar também que depois de muitos dias não vimos o pôr do sol, uma vez que aqui ele não se põe no oceano.

 

32828923190_dfa96ac714_k.jpgPlaya del Coco by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

Há outras duas praias na região, uma que é necessário apenas um ônibus para chegar e outra que dois ônibus são necessários. Não lembro o nome das praias, pois não fomos em nenhuma delas. No segundo dia fomos a cachoeira Llanos de Cortez. Conhecemos um local na praia que nos apresentou o passeio e ofereceu o translado até lá por 15 dólares por pessoa. A cachoeira fica a 1h de distância de Coco e eu não sei se é viável ir por conta, aparentemente não é, mas não nos informamos muito sobre isso já que o preço estava bem justo. Combinamos de ir a tarde, pois ele já tinha fechado um passeio para de manhã. A cachoeira é sensacional, muito mais bonita que as de Montezuma, mas não era aconselhável para saltar. Por inrível que pareça, infelizmente, tanto eu quanto o João (o Vitor ficou no hotel) esquecemos o celular no hotel esse dia, por isso vou botar umas fotos da internet só para vocês terem uma ideia de como é.

 

33083808251_1c48d9d3e7_b.jpgCachoeira Llanos de Cortez (foto da internet) by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

32828931640_d5e3c4b445_b.jpgCachoeira Llanos de Cortez (foto da internet) by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr

 

23º dia (02/02/2017) – Playa del Coco -> Libéria -> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Florianópolis

 

Ônibus saem de Playa del Coco com direção a Libéria todos os dias de 20 em 20 minutos desde às 06h até 20h. Como o aeroporto fica relativamente afastado do centro de Libéria, mas no sentido da praia, é muito tranquilo pegar um ônibus pro aeroporto (≈$1.2 e 20min). O ônibus não te deixa na porta do aeroporto, mas sim num lugar que tivemos que andar por cerca de 20 minutos, mas mesmo assim, muito tranquilo.

 

 

 

 

Então é isso aí, raça! Qualquer dúvida comentem embaixo! Escrever esse relato só fez a ideia de voltar pra Costa Rica numa futura viagem ficar ainda mais forte. Por último deixo aqui o quanto gastei na viagem (sem contar a passagem; quem quiser minha planilha de gastos, com muito mais detalhes, mande mensagem!). Abraços!!

 

CUSTO TOTAL DA VIAGEM SEM CONTAR A PASSAGEM -> $850

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Cara, sensacional o seu relato !!

 

Estou indo pra costa rica em maio, irei pra ometepe também e provavelmente pra bocas del toro ... mas irei fazer uns 70% do seu roteiro ...

 

Aluguei um carro e vou ficar 15 dias no total, indo e voltando por liberia

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Cara, muito dez seu relato.

 

Que achou da segurança nestes três países que passou? Como amo fotografar, tenho ideia de levar todos os equipamentos hehehehehehhe. É tranquilo para andar a noite e tal? Em algum momento se sentiram ameaçados?

 

Li alguns posts sobre San Jose e trata-se de uma cidade violenta e que não vale muito a pena. Vi também no seu relato que as áreas de fronteiras são críticas, mas nada demais para quem vive no Brasil creio rs.

 

Quanto ao cambio, pensei levar tudo em colón. Vocês optaram por usar dólar, há alguma razão especial?

 

Abraço

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Cara, muito dez seu relato.

 

Que achou da segurança nestes três países que passou? Como amo fotografar, tenho ideia de levar todos os equipamentos hehehehehehhe. É tranquilo para andar a noite e tal? Em algum momento se sentiram ameaçados?

 

Li alguns posts sobre San Jose e trata-se de uma cidade violenta e que não vale muito a pena. Vi também no seu relato que as áreas de fronteiras são críticas, mas nada demais para quem vive no Brasil creio rs.

 

Quanto ao cambio, pensei levar tudo em colón. Vocês optaram por usar dólar, há alguma razão especial?

 

Abraço

 

Boa tarde shark32brazil, desculpe a demora para responder, só vi agora sua mensagem.

 

Cara, não nos sentimos ameaçados em nenhum momento. Na cidade do Panamá que vimos uma grande concentração de policiais nos arredores do Casco Viejo, mas acreditamos que o motivo seja pela morada do presidente do país ser por ali. Bem tranquilo andar a noite em qualquer cidade que passamos.

 

Quanto a San José, li o mesmo que você em outros relatos e não sei afirmar se realmente é assim, pois não passamos por lá (nosso voo foi pra Libéria, mais ao norte da Costa Rica). As fronteiras são complicadas em relação a desorganização e tentativas de "passar a perna" (fazer com que você pague alguma taxa extra desnecessária, algum tipo de propina leve, etc.) nos turista, quanto a segurança nessas regiões, de novo, nenhum problema. Uma opção pra facilitar esse processo é viajar com ônibus de empresas que cruzam os países da América Central, como a TicaBus (https://www.ticabus.com/). Eles realizam os trâmites do processo e você só precisa descer para passar sua bagagem pelo raio-x (na verdade, não lembro se tinha raio-x, mas você tem que passar sua bagagem por algum tipo de revista).

 

A gente optou levar dólar por dois motivos: Não precisaríamos trocar na Nicarágua (eles aceitam dólar pra tudo e o câmbio do troco é bem justo) e se levássemos outra moeda (Colón/Balboa/Cordoba) iríamos perder dinheiro no câmbio para moedas de outros países (se a gente tivesse Colón, perderíamos na hora de trocar para Cordoba e/ou Balboa e vice-versa). Eu falo isso de maneira geral, já que o dólar, normalmente, é mais valorizado em outros países (não fizemos uma pesquisa detalhada em cima desse assunto). Eu aconselharia levar dólar mesmo, mas se você vai ficar só na Costa Rica, seria interessante avaliar a possibilidade de levar Colón (nosso câmbio foi de US$ 1 -> 548 Colón).

 

Espero ter ajudado, qualquer dúvida mande outra mensagem. Abraço!

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      Tempo: 10 dias
      24/07 a 04/08/2017
      Pessoas 5 (Surfistas 3 - Bodyboarders 2)
      Carro
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      Chip local da kolbi com 10U$ de carga para internet..durou até o 8º dia depois coloquei mais 5U$ - só fiquei sem sinal em Ollies Point, nosso guia tinha um modem da claro que levávamos no carro e usamos muito também; comprei o meu no aeroporto com um agente autorizado ele fez tudo na hora e deu certo, meu amigo que comprou em uma banca de jornal teve de ligar para a kolbi para fazer o cadastro via telefone, demorou pra caramba. Então, compre o seu com o agente autorizado e não perca tempo com isso depois...
      Surf Guia
      Para o Surf na região de tamarindo foi essencial, contratamos o Augusto, instagram @gu_paty, um brasileiro muito gente boa, ele é guia e faz as fotos da trip também.
      Por que o guia foi essencial na trip? Com o guia conseguíamos surfar em uma praia durante a maré vazia e em outra com a maré cheia, a maré é muito importante para o surf, o guia nos levou em secrets incríveis com ondas de capa de revista que, com certeza, não acharíamos por conta. Surfávamos de manha em um pico incrível, a maré mudava, e íamos para outra praia mais incrível ainda..para ter uma ideia, existem praias extensas onde com a mare vazia quebra em um canto e com a mare cheia em outro....sem o guia teríamos passado reto por muitos acessos a praias que estavam rolando as ondas....que no GPS e waze não pareciam.
      Sobre GPS, no nosso caso o Waze funcionou perfeitamente na costa rica, não precisa alugar GPS na locadora de veículos eles tentam empurrar mas é só negar..quem quer pagar 10U$ por dia em um GPS??? Kkkkk
       
      Bagagem – apetrechos(acessórios)
      Leve: Protetor solar, repelente isso é obrigatório, lá é muito caro.
      O que levei: Repelente, protetor solar, um canivete suíço, uma lanterna pequena, fita tape, remédio para dor de cabeça e dor no corpo, Sorine (quem precisa sabe da importância dele..), kit primeiro socorros para suturas...surf em coral sempre corremos o risco de ter de fazer alguns pontos....
      Bagagem – Roupas
                      A única calça e moletom que levei foi porque sai do RS e aqui era frio pra caramba, 3 bermudas, 3 sungas, 5 cuecas, 6 camisetas, chinelos, toalha. Minha roupa eu acomodei naqueles sacos a vácuo e coloquei na capa da prancha...que foi uma das minhas bagagens despachadas, a outra foi uma mochila normal que coloquei alguns acessórios de surf e  na bagagem de mão foi o equipamento fotográfico;
       Obs1. Para a nova ida a CR (jun/18) vou levar menos roupas...
      Obs2. A roupa molhada seca em menos de 2 hs se estender na rua durante o dia, na noite ela custa a secar devido a umidade da estação verde;
      Equipamento de surf:
                      Levei capa sarcófago, capa toalha, uma prancha de bboard, pe de pato, lycra, parafina e leash
      Dica:      Acessórios de surf, leashs, parafina, chave de quilhas com catraca, lycra....da pra comprar la. Para terem ideia um leash da FCS premium custa 28u$, chave de quilha FCS com catraca 20U$, lycra 20U$, parafinas de 2 a 3U$, não se jogue na primeira surfshop e nem nas grandes..
      Detalhe: quando fui a primeira vez pude despachar duas malas (prancha e mochilão) e ainda levar uma bagagem de mão (mochila equipamentos fotográficos); Bodyboard, viajando AVIANCA, não paga taxa de prancha desde que ela suja uma das bagagens a ser despachadas....esse ano mudou, poderei despachar, sem custo, somente uma mala de até 23kg ou seja, levarei o sarcófago do bodyboard usando-o também como mala, dentro levarei as roupas e a mochila dobrada...a bagagem de mão continua sendo a dos equipamentos fotográficos...
      RESUMINDO: prancha de bodyboard não paga taxa desde que seja a única bagagem a ser despachada até 23kg
      Lembranças/souvenirs
      As lembranças são muito caras na costa rica, isso pq pagamos em dólares e temos a mania de converter para reais, sempre esquecendo que a realidade é sempre 1x1..mas vamos lá.. para ter ideia um imã de geladeira sai 5U$, uma placa sai 15U$, um crocodilo, raia manta ou perereca  de madeira sai 10U$ cada e são do tamanho da palma da mão.
      Alguém deu a dica de separar uns 50U$ para lembranças, é muito valido é o suficiente...
      Bebida:
                      Agua em garrafa é cara, as pets de 5 litros chegam a custar 15 dolares, o guia disse que esse preço é por causa dos americanos que não tomam água da torneira...também fui informado que a água da torneira pode ser tomada desde que não venha de cisternas, comprei uma garrafa pet de 1 litro e usei ela a viagem toda, enchendo em troneiras...não tive problemas....resumindo, não frequentei muito o banheiro...kkk
      Cervejas, la tem muita cerveja artesanal em quase todo local, cervejas são baratas, na faixa de 4 a 5 U$ a lata de 500ml de cervejas top...as mais comuns na faixa de 2 a 4 U$...consegue-se comprar pack de heineken por 5 dólares com u unidades;
      O café é um caso a parte, tu toma um ótimo café em qualquer soda, cafeteiras estilo americanas, aquelas que aparecem nos filmes nos restaurantes de beira de estrada, o valor é muito variável, uns não cobram, outros cobram míseros 250 colones(0.50 cents de dólar..) ahh..550, colones = 1 dolar, outros cobram 1 dólar e tu enche a caneca quantas vezes for necessário ( no meu caso é sempre necessário...kkk)
      O melhor café que tomei foi no Down Patrol em tamarindo....não tem explicação, quem toma café sem açúcar entenderá o que irei escrever, dependendo do sistema utilizado para moer o sabor, o cheiro e a textura mudam....sensacional
      Surf...ahhh o surf..
      Surfando na CR você se sentira em um filme de surf, ondas perfeitas, com pressão e muitos tubos....das praias que fui, as que peguei as melhores ondas foram Rivermouth, LitlleHawaii e Ollies poit.
      Avellanas river mouth e na saída de um rio, onda abre para os dois lados e indo até a beira...dependendo da maré é um tubo lindo...
      Avellanas Litlle hawaii  é uma direita forte  com tubo e parede, quebra em cima de uma bancada de corais...a direita tbm é surfavel para mais experientes pois quebra ceca em cima da bancada, se errar o drop é acidente certo...
      Ollies point é o sonho de qualquer surfista e bodyboarder, principalmente para aqueles que assistiram Endlles summer, é uma direita linda, lenta, que quebra na saída de um rio, quebrando sempre no mesmo lugar...tu dropa ela e vê aquela muralha de agua se formando, mas ela não vai fechar inteira...ela vai abrir..pedindo manobras, implorando para que tu atrase e pegue aquele tubo dos sonhos..a onda te espera...a onda é tua....se não errar vai até a ultima sessão que é um tubo seco na beira da praia.....sai da onda, rema por de tras do barco e vai pra fila no pico..
      Também surfamos Marbella (pequeno menos de meio metro), Hermosa (pequeno), Esterillos(pequeno).
      IMPORTANTE: respeite a fila, não rabeie ninguém.....se sair no meio da onda não atrapalhe quem vem na onda seguinte....não reme na linha da onda.....não tive estresse no surf, em alguns picos quando tu entra o pessoal já deixava tu pegar a primeira onda de boas-vindas (ollies e Avellanas)
      Lugares que tentarei surfar esse ano:
      boca Barranca, dona ana, Caldeira, el hoyo, roca bruja (vou de carro kkkkkk), Labirints; Playa Grande; Edys Point;
      Lugares a explorar que não fui na primeira vez
      La fortuna- vulcão arenal-Rio Celeste-parque Manuel Antonio-dominical-Roca Bruja
      Estadias.
      Fiquei a primeira e última noite no Room2board em Jacó, reservei pelo www.hostelworld.com (tem app) o que facilita para as reservas entre uma cidade e outra, muito conforto, segurança, higiene, estrutura de hotel...vale muito...sendo que essas são as noites de mais cansaço da viagem...
      Na playa negra montamos nosso QG no Almendro Surf Lounge, quarto simples mas com banheiro(agua fria), área externa com piscina e jacuzzi, 100 metros da beira da praia....
       
      Dia 1
      ·         Porto Alegre - San Jose -  Jaco
      Aluguel carro: Toyota Fortune 4x4 7 lugares + Seguro total 1.100U$
      o   Pernoite em Jacó – Room2board 18U$ p/ pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
      Jacó é Surf City, muitas Surfshops, restaurantes (Soda), bares e bem movimentada.
      AGUARDANDO CARRO NA ALAMO
      https://goo.gl/maps/ygVbQrds6J52
      Na ida pra Jaco vale a parada na ponte do rio Tarcoles para ver os Crocks
      https://goo.gl/maps/w33RRbuMck52
      https://goo.gl/maps/ujCG6omiex82
      HOSTEL ROOM2BOARD
      https://goo.gl/maps/4MBjyF62AkQ2
      https://goo.gl/maps/XjGYFLrKvAN2
      Dia 2
      ·         Jaco - Esterillos Este, Centro e Oeste - Playa Hermosa
      o   Pernoite em Jacó – Room2board 18U$ p/ pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
      FOTO ESTERILLOS
      https://goo.gl/maps/9zQrcQhiePL2
      FOTOS HERMOSA
      https://goo.gl/maps/zXJegM5setR2
      https://goo.gl/maps/tfTcmed47Q52
       
       
      Dia 3
      ·         Playa Hermosa – Estrada ate Playa Negra – Playa Negra e Lagartillos
      o   Pernoite na Negra – Almendro Louge 10U$ p/pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
      Na ida passamos por Boca barranca estava minúscula mas suas linhas eram lindas. Esquerdas longas....
      Nosso QG foi na Negra, de lá íamos a qualquer praia da região de tamarindo, tiros rápidos de 1 hora, salvo a ida a Playa de Coco dois dias seguidos para surfarmos Ollies...
      ALMENDRO LOUNGE
       https://goo.gl/maps/ZQWHgSGRV7t
      https://goo.gl/maps/XFvWCg16sw42
      PLAYA LAGARTILLOS
      https://goo.gl/maps/KxdLaEsSpU92
      https://goo.gl/maps/yuvGd3hvaNK2
       
      Dia 4
      Marbella – Bahia de los Piratas – Avellanas
      o   Pernoite na Negra – Almendro Louge 10U$ p/pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
       AVELLANAS
      https://goo.gl/maps/dbUAcGoHcnF2
      https://goo.gl/maps/Ssa6ueFHAVB2
      https://goo.gl/maps/keFCpbN97P62
      https://goo.gl/maps/yNKfVSNM6582
      RIVER MOUTH
      https://goo.gl/maps/PUt4XChyJdo
       
      FOTO BAHIA DE LOS PIRATAS
      https://goo.gl/maps/mVuA6qfieyG2
      https://goo.gl/maps/frKVfTbKxKk
      https://goo.gl/maps/deikPw98Bom
      MARBELLA
      https://goo.gl/maps/vfnRFtFt9F32
      https://goo.gl/maps/dGbNu1YWYf72
      https://goo.gl/maps/hoAA6Edhv2R2
       
      Dia 5
      Avellanas River Mouth – Litlle Hawaii
      o   Pernoite na Negra – Almendro Louge 10U$ p/pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
      FOTOS LITLLE HAWAII
      https://goo.gl/maps/JT3k195UhJF2
      https://goo.gl/maps/mwu2kZxpAZU2
       
      Dia 06 e 07
      ·         Ollies point – Gasto Barco + taxa + lanche 75U$ p/ pessoa p/ dia
      o   Pernoite na Negra – Almendro Louge 10U$ p/pessoa p/ dia
      o   Alimentação: +/- 10U$ p/ pessoa p/dia
       
      Esses dois dias foram corridos mas totalmente alucinantes ou auge da Trip
      No primero saímos da Negra as 5 horas da manhã ruma a Playa del Coco para pegarmos o barco com destino a ollies, muita adrenalina para conhecer e surfar essa onda, swell marcando 1.5m e intervalo de 13 segundos...na ida passamos ao longe por Rocca, da pra ver no horizonte a pedra gigante e a nevoa do lip das ondas quebrado..só nesse visual já percebemos que as ondas estava entrando e o terral soprando.....chegamos em ollies e tinham 2 barcos, um catamarã que pernoitou ali e outro com um grupo de paulistas....mal o barco tinha ancorado nós já nos jogamos na agua...altas ondas....a ond quebra no mesmo local....vem com força, abre aquela muralha a tua frente e o tubo....emoção, adrenalina e sorriso no rosto....tu surfa até cansar..volta pro barco, come algo e volta pra agua...ficamos umas 8 horas surfando...estava bom demais para ir pra Roca....mas prometemos voltar no dia seguinte...
      No segundo dia saímos ainda mais cedo, swell prometendo e queríamos ser os primeiros a chegar no pico..saímos da Negra umas 4hs da manhã..chegamos na playa del Coco e o barco já nos esperava, desta vez um barco um pouco maior com 2 motores. Muito mais rápido e nosso capitão era o Wilber..local gente boa e no mar nos mostrou ser baita surfer...
      Chegamos em ollies e só tinham 2 na agua, era o pessoal do catamarã que estava passando o final de semana na região...imagine a cena..chegar no paraiso, ondas clássicas quebrando, 2 na agua?? É de chorar...caímos e fomos pro pico, ao chegarmos os surfistas que já estavam la, desde as 5 hs da manhã segundo eles, falaram que pegariam mais duas ondas e iriam embora....como prometido, foram para o bote e depois rumo ao catamarã...surfamos sozinhos até o meio dia..quando chegaram dois barcos um com uma equipe americana e outro com uma família do RJ...mais tarde chegou um barco com uma família japonesa com dois guris que entraram e quebraram no surf....
      Mais uma vez, estava tão bom e clássico que nem pensamos em arriscar ir pra Roca..surfamos ollies até não aguentar mais, não ter  mais braço para a remada...
      Na volta ao continente passamos em Roca para curtir aquele visual, energizante, emocionante. Sem explicação....
      Ao chegarmos no continente descobrimos pq ollies estava vazia, naquele mesmo dia entrou swell em Pavones e a costa rica toda desceu....hehehe
      Quem nos atendeu na Boat trip foi a equipe Go South Adventures CR insta @gosuuthadventurescr solicite o capitão Wilber
      Fotos Ollies
      https://goo.gl/maps/P8YF8rMkEy12
      https://goo.gl/maps/M4VzFUHuyk52
      https://goo.gl/maps/igBwhf39QeP2
      https://goo.gl/maps/8DTtSfoP5hu

      FOTOS Roca BRUJA

      Dia 8
      Avellanas – Bahia de los Piratas
      o   Pernoite na Negra – Almendro Louge 10U$ p/pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa




      Dia 9
      Playa Negra – Estrada para Jacó – Playa Hermosa
      o   Pernoite em Jacó – Room2board 18U$ p/ pessoa
      o   Alimentação: +/- 15U$ p/ pessoa
       
      Dia 10
      Jacó -  San Jose – Porto Alegre
       
    • Por raquelmorgado
      Europe/Lisbon Abril 17Europe/Lisbon 2018 MANÁGUA, A MARCA DO QUE SE DESMORONA QUANDO O CHÃO TREME (NICARÁGUA)
      Nicarágua não estava no nosso roteiro inicial, em que o plano era seguir da Costa Rica para o México. Depois de conhecermos viajantes que tinham passado três meses no México, percebemos que ficar só uns dias, e numa época de chuvas, nos ia saber a pouco, então desistimos, ou melhor, adiámos. A escolha de incluir Manágua nestes cinco meses teve a ver com a ligação mais barata a Miami, cidade de onde regressaríamos a Portugal. Quando decidimos ir sabíamos que havia zonas muitos mais interessantes, como Granada, San Juan del Sur (tínhamos visto um hostel ótimo), a ilha de Ometepe, as Ilhas del Maíz, Léon, entre outras, mas Manágua era a cidade de onde partiríamos e nesta altura não queríamos arriscar grandes aventuras.
      Chegámos a Manágua cedo, cansados, e sem muita vontade de aturar taxistas. O terminal era a 800m do hostel, mas os taxistas começaram a dizer que o bairro é perigoso e não recomendam a caminhada. O que se faz? Arrisca-se? Epá, não chegámos até à última semana de viagem pela América para algo correr mal agora. Negociou-se com o taxista (1 USD cada um de nós) e ele lá nos deixou à porta do hostel.
      A viagem foi curta e a paisagem é a de uma pequena cidade, com prédios baixos, muito comércio de rua, não a típica capital que estamos habituados.
      Depois de descansarmos (já não temos vida para aguentar palmilhar uma cidade quando não descansamos convenientemente), vamos então passear pela cidade. Caminhámos, de dia é seguro, de noite deve-se regressar de táxi. Temos de confessar que a cidade não nos impressionou, não como capital do país. A cidade até tem potencial, fica junto a um lago gigante, onde encontramos alguma vida, mas muito cara para o que oferece. Parece estranho, não é? É cara, estávamos à espera de outros preços.
      Manágua fica na margem sul do lago Manágua e dizem que é a capital por ficar entre León e Granada. Foi criada por indígenas como vila de pescadores e o seu nome deriva de mana-ahuac, ou seja, cercado de água. Durante todo o período colonial foi tratada pelos espanhóis com desinteresse. Após a independência do país, em 1821, houve intenções de a tornar capital, mas, só em 1846 é que se tornou cidade e em 1852 finamente foi nomeada capital.
      O que fazer?

      Para ter uma vista panorâmica da cidade tem que se entrar no Parque Histórico Nacional “Loma de Tiscapa”. Para estrangeiros custa 1 USD, pode-se entrar de carro/autocarro, mas cada opção tem um preço diferente. Sobe-se a encosta e vai-se até à zona onde era o Palácio Presidencial, inaugurado em janeiro de 1931. Onde era e já não é, porque após o primeiro terramoto (1931) ficou parcialmente destruído, mas foi reconstruído. Após o segundo terramoto (1972) decidiu-se deixar assim e não voltar a reconstruir. Este palácio faz parte da história do país, não só por ter sido usado como palácio, mas porque a sua cave foi utilizada para torturar pessoas. No edifício conhecido como “La Curva” morava o chefe da Guarda Nacional. Também ficava na mesma zona, junto à cratera do vulcão, o lago de Tiscapa.

      Os calabouços onde eram torturados e mantidos os presos eram chamados de “El Chipote”. Em julho de 2017 estavam duas exposições nos calabouços, um pouco confusas para quem não conhece a historia do país. Uma sobre as noites de tortura, outra sobre a história da cidade, principalmente a destruição causada pelo último terramoto.


      O Puerto Salvador Allende é uma zona moderna, junto ao lago, onde cobram 2 USD de entrada, dando acesso a uma zona de restauração, espaço de eventos e pista de karts. É das zonas mais caras para jantar.

      O Tiago pediu uma mechilada em vez de só cerveja e sentiu que tinha estragado a cerveja. Se não sabem o que é, um dia explicamos.

      Passear pela cidade de noite de táxi, passar nas principais ruas para ver as iluminações. Na praça Hugo Chavez há um busto desta personagem, iluminado, e umas árvores gigantes coloridas, também iluminadas, que vão até à margem do lago, dando um efeito engraçado à cidade.

      A Catedral de Santiago, em ruínas desde o terramoto de 1972.

      O Palacio Nacional tem agora no primeiro andar um museu onde exibe a cultura nahuatl. A biblioteca é grátis e o museu custa 5 USD. Fica na mesma praça que a Catedral, a Plaza de La Revolución.

      Junto ao Palácio está La Glorieta (Templo de la Musica) e a estátua homenagem a Ruben Dario, poeta.

      O Museo Sítio Huellas de Acahualinca exibe as marcas deixadas por povos ancestrais na região do lago preservadas por uma erupção (4 USD).
      A Catedral Metropolitana de la Puríssima Concepción foi concluída em setembro de 1993 e a visita é gratuita. Agrada a alguns pela diferença.
      O Parque La Paz e o Parque Luis Alfonso Velasquez, onde procurámos sombra e descansámos.
      Junto aos parques encontra-se o Centro de Convenciones Olof Palme.
      Como circular:
       Os táxis não têm taxímetro. Até ao aeroporto são 120 NIO (3,1€) e para sair do centro até ao hostel custou-nos 60 NIO.
      De dia percorremos a cidade a pé, ao anoitecer sempre de táxi, os privados. Os collectivos são tipo autocarros, param para apanhar clientes até não haver mais lugares, ou melhor, até não caber mais uma alma lá dentro.
      Onde comer:
      Comemos a maioria das refeições no Centro Comercial Managua, mesmo o pequeno-almoço. Também fomos ao porto, mas achámos caro, como já referimos. Não temos nenhum sítio que se tenha evidenciado.
      Onde dormir:
      Casa Liz, era um hostel limpinho, simpático, barato, com quarto particular. Tem um terraço com umas hamacas que dão belas sestas.

      Vale a pena?
      É uma cidade nostálgica, onde é evidente a destruição dos terramotos de 1931 e 1972, porque muita coisa não foi reconstruída. Não é das cidades mais seguras onde estivemos, sendo recomendado não abrir os vidros dos táxis, mas não temos razão de queixa, tomando todas as medidas necessárias.
       
      365 dias no mundo estiveram 3 dias em Manágua, de 2 a 4 de julho de 2017
      Classificação: ♥ ♥
      Preços: médio
      Categorias: cidade, cultura
      Essencial: Catedral, Loma de Tiscapa, Puerto Salvador Allende
      Estadia Recomendada: 2 dias

      Nota: Já sabem que estamos nomeados nos Open World Awards da Momondo? Votem em nós nestes links: 
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    • Por Duke
      ALÔ, galera mochileira!
      Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V.
      Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá.
       
      RESUMO:
      20 dias de viagem.
      Intinerário: 
      3 noites em San José/Costa Rica.
      4 noites em La Fortuna/Costa Rica.
      1 dia em Siquirres/Costa Rica.
      5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica.
      5 noites em Bocas del Toro/Panamá.
      1 noite na Cidade do Panamá.
       
      Passagem Copa Airlines:
      R$ 2.300,00
       
      Custo total de hospedagem + alimentação:
      US$ 2.000,00
       
      Custo total com tours + entradas + shuttles:
      US$ 521
       
      Dica número 1:
      Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação.
       
      ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ==========
       
      O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica.
      É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem.
       
      [ MITO ]
      Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem.
      Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz.
      Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Os táxis comuns têm cor vermelha.
      Táxis executivos têm cor laranja.
      Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida.
      O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização.
      Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros.
      Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada.
      Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância.
      O que isso quer dizer?
      As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea.
      O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) 
       
      Saindo de San José:
      Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal.
      Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal.
      A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento.
      O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente.
       
      ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ==========
       
      Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas.
      Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h.
       
      [ MITO ]
      É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais.
      De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri.
      Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa.
      Deve-se evitar viajar à noite.
      Regiões como Turrialba não são seguras à noite. 
       
      [ DICA INÉDITA ]
      A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país.
      Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência.
      Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente.
      Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet.
      Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas.
      Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América.
      A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava.
      No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. 
      Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna.  Caindo aos pedaços.
      Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas!
      Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado.
      Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência.
      Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas.
      La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede.
      Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite.
      Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140.
      Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/)
      É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo.
      São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades  aquáticas.
       
      Tours/Passeios:
      Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00.
      Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00.
      Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 +  US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00.
      Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5.
      Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana.
      O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto.
       
      ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ==========
       
      Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting.
      Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio.
      Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso.
      Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting.
      Além disso, oferecem um pacote sensacional:
      Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso.
      O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais.
      O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade.
      Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas).
       
      ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ==========
       
      Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas.
      [ MITO ]
      Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 
      4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus.

      [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ]
      O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado.
      Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00.
      Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00.
      O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica.  O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária.
      Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região.  Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo.
       
      Tours/Passeios:
      A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa.
      Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus.
      Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro.
      Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem.

      [ Praia de Manzanillo ]
      O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva.
      Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando.  Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta.
      Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada.
      Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00).
      Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation
       
      ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ==========
       
      Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga.
      Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai.
      Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem.
      Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido.
      Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral.
      Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo.

      [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ]
      Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante.
      Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira.
      Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas:
      Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado.  De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana.
      Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta.
      Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta.
      Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho.
      Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours.
      Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado.
      Mas me surpreendi positivamente.
      As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua.
      Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto.
      Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ]
      Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite.
      Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila.
      Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais.
      Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel.
      Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha.
      Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel.
      Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos.


      [ O MITO QUE É VERDADE ]
      À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo.
      A diferença é grande no comparativo com os costarricenses.
      A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição.
      Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada.

      [ HOSPEDAGEM ]
      Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu.
      Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia.
      [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ]
      Tours/Passeios:
      Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo.
      O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite.
      Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano.
      Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico!
      E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água.
      O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00).
      Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho).
      Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes).
       
      Playa de las Estrellas:
      Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar.
      Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado.
      Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central.
      Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água.
      O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele.
      Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch.
      Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h!
      Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar.


      Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado.
      Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada.
      Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação.

      [ Skully's / Playa Paunch ]
       
      ========== CIDADE DO PANAMÁ ==========
      A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante.
      Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência.
      O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá.
      É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital.
      O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância).
      A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify.
      No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital.
      Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina.
      Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar.
       
      Tours/Passeios:
      Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias.
      Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/)
       
      CONCLUSÃO:
      Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias.
      A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
       
       
       
    • Por Murilo Pagani
      A Costa Rica é o país Latino Americano que mais cresceu nos últimos anos no setor do Ecoturismo, e esse é um tema levado muito a sério no país. Rodeado de vulcões, praias e florestas, os “ticos” sabem explorar muito bem essa área e o mais importante, de uma forma sustentável. Uma das cidades que ferve de viajantes em busca de aventura e contato com a natureza é La Fortuna. Os vulcões Arenal e Cerro Chato são as opções mais procuradas entre os turistas, porém a cidade oferece muitas outras atividades ao ar livre.
       
      Chegando e saindo
       
      Para quem estiver em San José, há somente três saídas diárias para La Fortuna sendo que a ultima é ás 11 horas da manhã. O valor é três dólares e a viagem leva cerca de cinco horas. Uma opção que me pareceu bastante interessante, porém cara, é ir fazendo rafting desde San José até La fortuna. Para isso você terá que comprar algum tour e custa em torno de oitenta dólares.
       
      Meu próximo destino depois de La fortuna foi San Juan del Sur na Nicarágua. Para fazer esse trajeto você deve ir de La fortuna até El tanque, o trajeto demora apenas uns vinte minutos. Avise ao motorista que você quer descer exatamente na parada de ônibus para Peñas Blanca. De El tanque até Peñas Blancas são aproximadamente seis horas de viagem em um ônibus “comum”. Peñas Blanca é uma das fronteiras entre Costa Rica e Nicarágua, é lá que você fará todos os tramites de saída e entrada de um país para outro.
       
      Onde ficar
       
      Todos os itens básicos para um viajante são encontrados na parte central da pequena cidade – essa com certeza é a melhor área para se hospedar. Fiquei hospedado no Gringo Pete’s e recomendo o lugar. É um dos mais baratos da cidade (suspeito que seja o mais barato), os staffs são muito prestativos e simpáticos, a cozinha é bem equipada, e fica bem localizado – perto de supermercado e do terminal de ônibus. Outro ponto a favor do hostel é que ele organiza diversos passeios e os preços também são inferiores aos outros lugares. O quarto compartilhado custa cinco dólares por noite, um verdadeiro “achado” para o alto custo da Costa Rica.
       
      O que fazer
       
      Vulcão Arenal e Vulcão Cerro Chato – Se seu sonho é fazer um trekking em algum vulcão, essas são duas ótimas opções caso você esteja em La Fortuna. Enquanto o Arenal não requer muito esforço ou preparo físico o Cerro Chato é completamente o oposto. Para ambos, é recomendável que você vá com algum guia, pois as trilhas nem sempre são bem demarcadas.
       
      Rio Celeste – Para mim esse foi o lugar mais incrível durante meus dias em La Fortuna. Localizado no Parque Nacional Vulcan Tenorio, esse rio desperta a curiosidade de muitas pessoas. A cor azul celeste do rio, acontece devido a mudança de ph no encontro dos rios Buenavista e Quebrada Agria. Dentro do parque nacional você fará um pequeno trekking de aproximadamente duas horas para conhecer os diversos pontos do Rio.
       
      Como Chegar: A opção mais fácil é ir com algum tour. Você pode contratar apenas o transporte (aproximadamente trinta dólares) ou o tour completo que inclui a entrada do parque, almoço e o acompanhamento de um guia (sessenta dólares).
       
      Se você quer economizar essa grana, é possível ir por conta própria. Tenha em mente que você terá que acordar bem cedo, pois para realizar o trajeto você terá que pegar três ônibus. Outro detalhe, o ônibus não para na entrada do Parque Nacional- da parada de ônibus até o parque são aproximadamente oito quilômetros. Você pode ir caminhando e tentar alguma carona, provavelmente você encontrará uma boa alma pelo caminho.
       
      Hot Springs – Nada melhor do que relaxar nas águas quentes de um rio após um longo dia de trekking. Há diversos lugares onde você pode curtir essa atividade. Como fica um pouco afastado da cidade, a maioria dos hostels oferecem transporte até lá. Normalmente o passeio é feito durante a noite e o transporte de ida e volta custa cinco dólares com algum drink incluso.
       
      Cachoeiras – Para quem está interessado em lavar a alma em alguma cachoeira, há algumas opções perto do centro de La Fortuna. A mais próxima e menor, fica a um quilometro da cidade, você pode ir caminhando e não precisa pagar nada para entrar. Outra que é mais afastada e com uma queda d’água bem maior, é necessário pagar dez dólares para entrar.
       
      Rafting / Tirolesa – Para aqueles que estão em busca de aventura, diversas empresas oferecem passeios para rafting e tirolesa. Os preços variam de cinquenta a oitenta dólares.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/la-fortuna-ecoturismo-na-costa-rica/)


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