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maria.alves

11 dias na Serra do Roncador e Chapada dos Guimarães - 2017 (Dicas,fotos e gastos!)

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Resolvi fazer um relato desta viagem, porque existem poucas informações sobre a serra do roncador, principalmente sobre valores e logísticas de passeios. Quando comecei as pesquisas encontrei muitas informações desatualizadas e não conseguia estabelecer algum tipo de roteiro. Então gostaria de ajudar os próximos mochileiros que forem para essa região incrível.

 

A ida para a chapada dos Guimarães foi um plus na viagem, porém acho que não custa nada falar sobre ela também, pois é um local incrível. ::otemo::

 

Mas, antes de qualquer coisa, eu queria agradecer a todas as pessoas que fizeram essa viagem ser mais especial e inesquecível e a todas as caronas que fizeram uma diferença enorme na vivência que tive pelos estados do Mato Grosso e de Goiás.

 

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________________________________________________________________________________________

 

DIA 01

 

Então vamos lá, a passagem aérea de SP-GOIÂNIA custou R$252,36 , ida e volta. Comprei com pouco mais de um mês de antecedência ;

A viagem começou no dia 23/02 do Aeroporto de Congonhas, e até o meu retorno dia 05/03, foram mais ou menos 3900 km rodados, sendo que 1970 km foram feitos via terrestre. ::lol3::::lol3::

 

Meu voo estava previsto para as 17h45, mas acabei decolando apenas as 19h20 e cheguei em Goiânia por volta das 20h30. ::hein:::hein:

 

Peguei um UBER do aeroporto para a rodoviária, com o Edimar (62.99204-4343), que me contou que Goiânia tem bares e baladas sertanejas OTEMAS, além de histórias engraçadas de cantores famosos! ::hahaha::::hahaha::

O trajeto durou mais ou menos 20 minutinhos e me custou apenas R$17,00.

Ao chegar na rodoviária, encontrei a Patrícia(Pat), uma carioca que também gosta de viajar e come bixcoito! Hahaha

::lol4::

Ela viu aqui no site que eu ia para lá e combinamos de nos encontrar e seguir viagem! Mas ela havia ido para Goiânia no dia anterior.

 

INFOS ADICIONAIS: Barra do Garças é a cidade chave e mais estruturada para ir para a Serra do Roncador, fica na divisa entre MT e GO. Você pode chegar até ela por Goiânia igual a mim, ou por Cuiabá (fica um pouco mais longe). Minha impressão, por ser uma cidade na divisa de dois estados, era que seria uma cidade sem muita estrutura e pequena, mas me enganei e muito! Barra do Garças é uma cidade bem grande e estruturada, tem mercados grandes, lojas, hotéis (mais do que tem no booking), várias agencias bancárias, farmácia 24hs, etc...

 

Lá você tem duas opções, se hospedar na própria cidade e contratar o guia para te levar nos passeios da Serra ou seguir viagem para o Vale dos Sonhos, este, que é um pequeno distrito que fica a mais ou menos 75km de Barra do Garças.

 

O vale dos sonhos, é bem pequeno e pouco estruturado, tem uma rodoviária pequena, um mercadinho pequeno, lanchonete, boteco, etc. Mas tem alguns hotéis bem simples, que é uma opção de hospedagem, caso você queira ficar perto da Serra e não depender da hospedagem no Maurinho (A figura mais conhecida da Serra do Roncador)

Eu não consegui pegar telefones para contato, mas quando eu fui pegar essa foto no street view, vi que tem uma plaquinha escrito: “POUSADA DOS SONHOS: (66) 3442-1051 / 3442-1109” , pode ser que esteja desatualizado, fica de dica.

 

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Prosseguindo com a história, após encontrar a Pat, fui ao guichê da companhia Xavante para pegar minha passagem, que nos levaria até Barra do Garças, ela custou R$ 65,00, com saída as 23hs.

Existem diversos horários, companhias e valores de ônibus para BG, mas comprei esse horário pois não queria chegarno meio da madrugada. Acompanhei a lotação dos ônibus pelo site da rodoviária (http://www.rodoviariadegoiania.com) , tentei comprar a passagem antecipada mas não consegui por esse site; Por sorte, eu pedi para a Pat e ela conseguiu comprar por outro site (talvez netviagens) , pois o ônibus já estava ficando lotado e eu desesperada. rs ::sos::::sos::

 

Como eram mais ou menos 21h30 e na rodoviária tem um shopping (shopping mesmo, tem lojas, praça de alimentação, boliche), resolvi comer , gastei R$25 reais no combo (lanche, batatas e refrigerante).

Após comer, fui atrás de tomada para carregar meu celular e adivinhem só, NÃO TEM UMA TOMADA na rodoviária. ::putz::::putz:: MAS, tem uma máquina que agente PAGA e carrega o celular. Estava com 0% e tinha a opção de R$2 por 20 minutos, então, deixei carregando um pouco.

Exatamente às 23hs o ônibus saiu e partimos em direção a Barra do Garças. Nossos acentos eram o 1 e 2 e por sorte no compartimento superior tinha uma tomada ::love::

Eu dormi praticamente a viagem toda, lembro que algumas chacoalhadas, mas nada demais.

 

No próximo post eu conto como continua essa viagem que já começa cheia de emoções. ::hãã2::

 

 

 

TOTAL DE GASTOS ANTES DA VIAGEM

PASSAGEM AÉREA = R$252,36

COMIDINHAS = R$ 46,32

-água de 1l, amendoin salgado e doce, 3 bolachas salgadas e 2 doces, cupnuddles, tapioca, suco em pó, etc

 

GASTOS DO DIA 01

UBER = R$17,00

PASSAGEM ÕNIBUS GOIANIA- BARRA = R$65,00

LANCHE= R$25,00

CARGA NO CELULAR = R$2,00

 

Total = R$407,68

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DIA 02 – 24/02

 

Como eu disse no post anterior, eu durmi a viagem toda, não quis nem descer na parada, então não posso opinar se ela é boa RS ::mmm:

 

Só sei que chegamos em Barra do Garças as 5h25, e descobrimos que o ônibus que estávamos ia até Vila Rica (divisa do MT com o Pará), ou seja, ele passaria pelo Vale dos Sonhos, mas como nossa passagem era até Barra, tínhamos que descer ali mesmo. ::putz::::putz::

 

Como ele só sairia as 5h30, corremos para o guichê para verificar se havia lugares disponíveis, e por nossa sorte a resposta foi SIM! Compramos a passagem, por R$19,50 reais e corremos para a plataforma novamente e então embarcamos sentido vale dos sonhos. Digo que foi sorte mesmo, pois o próximo ônibus para o Vale sairia por volta das 8hs. ::Ksimno:: Fica a dica, quem quiser ir direto para o Vale de Goiânia, consegue

 

***Além da xavante, existe outra viação que faz esse trajeto, não me lembro do nome (mas o Maurinho nos disse que ela custava cerca de R$15 reais).

Como era um trajeto curto fiquei acordada vendo o nascer do Sol de dentro do ônibus, e ele estava lindo. Após alguns quilômetros a formação rochosa da Serra do Roncador começou a aparecer.

 

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Ambas haviam conversado com o Maurinho no Whats (66 9653-9917 - Tem uma página no facebook chamada Portal do Roncador), o combinado era de R$150,00 reais por dia cada uma (hospedagem + passeios, sendo comida por nossa conta) e ele havia nos dado algumas instruções para chegar.

 

Inclusive pedir que o motorista nos deixasse no Portal do Roncador, mas o mesmo nos disse que não poderia parar fora da rodoviária, então tivemos que descer no Vale dos Sonhos mesmo. Eram por volta de 6h40, estava tudo fechado e não teria ônibus tão cedo, o portal do roncador estava a 9km de distância e nos estávamos com nossas mochilas pesadas para ir andando. Então resolvemos tentar pegar nossa primeira carona. ::mmm:::mmm:::mmm:

Acho que demorou uns 10 ou 15 minutos até que um caminhoneiro que estava indo para Água Boa, parou e nos deixou na entrada do Portal. ::otemo::

Ele não sabia exatamente aonde era, mas eu havia olhado no street view.

 

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Atravessamos a pista e entramos no caminho de terra, por um momento pensei que estávamos no local errado, mas logo avistamos uma casinha de madeira e algumas pessoas. Chamamos e fomos recepcionadas pelo próprio Maurinho, o guardião do Roncador, cheio de histórias de vida para contar. Logo conhecemos a Claudia, que é uma das irmãs do Maurinho e estava lá ajudando em tudo e um tempinho depois o Gabriel, que é sobrinho do Maurinho e também ajuda o tio como guia e na limpeza do local.

Tomamos café da manhã, nos acomodamos no chalé e então conhecemos nossos super companheiros de viagem: A Bruna, de Goiânia, o Lauro de Vilha Velha (ES) e o Carlos, meu conterrâneo de SP; eles estavam interessados na parte mística e ufológica da serra do roncador. Então combinamos o primeiro passeio que seria a trilha do “guardião”.

 

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Iniciamos a trilha quase 10hs, ela parte do próprio terreno do Maurinho, com uma leve subida, na qual o Carlos desistiu, porque ele fez algumas cirurgias na coluna e ficou com receio de se machucar. Chegamos à primeira parada, que é uma formação rochosa da própria serra, na qual desce água la do alto, Como era época de seca, não tinha muita água, mas mesmo assim o visual é muito bonito. CUIDADO: existem muitos marimbondos nesse local, aconselho a ir de calça comprida, pois dos 4 no grupo, 3 tomaram ao menos uma picada (todos estavam de calça comprida, mas não adiantou).

 

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Após algumas fotos prosseguimos a trilha, margeando a formação rochosa, até que enfim chegamos ao guardião, por volta das 12h30 . Visto de baixo é essa pontinha da direita, mas estando ao lado dele, é um paredão GIGANTESCO , sem contar da vista linda, o local ainda tem um “ar condicionado natural” , como chama o Gabriel. É uma delicia ficar lá em cima apreciando a paisagem e com aquele ventinho fresco no rosto.

 

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Ficamos lá um bom tempinho e descemos, chegamos à casa do Maurinho, almoçamos e descansamos um pouco. Então resolvemos fazer mais um passeio, que eu vou contar no próximo post, porque esse já esta enorme ::mmm:::mmm:::mmm:

 

Os gastos eu vou postar no próximo post

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DIA 02 – 24/02 (SEGUNDA PARTE)

 

Após almoçarmos, queríamos um passeio mais tranquilo. Então deram a ideia de irmos até o Rio do Ouro, que fica a mais ou menos 37km da Casa do Maurinho. Como a Bruna estava de carro, conseguimos ir com eles. A promessa era que íamos parar o carro na beirada do Rio, então era tranquilo ir de chinelo.

 

O Rio do Ouro fica em outra propriedade particular, para chegar até ele pegamos a estrada sentido Barra do Garças, andamos cerca de 4km e entramos na 1º direita, aonde tem uma placa indicando FAZENDA SERRA AZUL.

 

***Já vou deixar de DICA para vocês, que essa mesma entrada é a localização do ARCO DE PEDRA E DA GRUTA PÉZINHOS (não conseguimos visitar, mas não tem erro, ao entrar nessa estrada, vai ter uma parte da subida que é asfaltada, logo no final dessa entrada a direta fica essas atrações e vale a pena ver o nascer do sol dela ::love:: ).

 

O restante do caminho era boa parte de subida e de estrada de terra, demoramos cerca de 1h para chegar (foi cansativo pois estávamos em 6 no carro). Ao chegarmos, não caminhamos nem 5 minutos e chegamos o ponto inicial que as pessoas param, aonde tem uma entrada a Esquerda e uma “prainha”. Mas o Gabriel nos disse para ir mais adiante, pois havia alguns cânions.

 

Foi por isso que eu disse no começo que era a promessa, esse local dos cânions não era longe, porém eu não aconselho ir de chinelo, é um local muito preservado, passamos por uma região de mata que não tem movimento e tem animais peçonhentos. Graças a Deus não nos deparamos com ninguém, mas NÃO acreditem quando falarem que pode ir de chinelo. ::putz::::putz::::putz::

 

Chegamos por volta das 16h30 e o local é realmente incrível, lembra muito o vale da Lua da chapada dos Veadeiros, porém o tom das pedras é avermelhado (Vale de Marte? Poderia ser hehehe), tem algumas quedas de água enormes e piscinas naturais lindas. O Gabriel disse que que continuássemos um pouco, teria uma cachoeira bem bonita, mas era longe e já estava tarde. Eu ACONSELHO MUITO vocês há irem lá cedo, pois o sol refletido na água deixa ela bem verdinha e como ele já estava se pondo, não conseguimos ter essa visão dele. ::love::

 

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Esse passeio por ser de carro, saiu R$60,00 por pessoa. Caso não tenha ninguém de carro, o Maurinho “empresta” o carro dele, não lembro exatamente, mas ele disse que cobra cerca de R$2 reais o Km rodado + alguma coisa que eu não lembro (achei caro).

Retornamos para a casa do Maurinho, todos com as energias revigoradas e muito unidos. Foi aqui que perdemos a percepção espaço-temporal, estamos no primeiro dia de passeios, tínhamos nos conhecido pela manhã e parecia que éramos amigos a tempos e que todos estavam viajando juntos a vários dias.

 

Depois de fazermos a janta e conversamos, todos foram dormir. Eu e a Pat estávamos em um chalé de madeira bem simples e os nossos amigos estavam em uma casa que tem 4 quartos, todos com 3 camas.

Durante a noite a Pat me acordou assustada dizendo que alguém estava rodeando a casa, mas na verdade eram ratos no telhado e essa diária saiu R$75,00 reais

 

GASTOS DO DIA 02

 

PASSAGEM DE BARRA PARA VALE DOS SONHOS = R$19,50

TRILHA DO GUARDIÃO = R$ 75,00

TRILHA RIO DO OURO = R$ 60

DIÁRIA NO CHALÉ = R$ 75,00

 

TOTAL DO DIA = R$229,50

Total geral= R$637,18

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DIA 03 – 25/02

 

Acordamos cedo, mas estava chovendo muito. Haviam chegado mais algumas pessoas na casa do Maurinho, dentre eles um casal de São Paulo,outro casal ali da região do Araguaia e três amigos de Campo Grande. Decidimos fazer a trilha das TORRES GÊMEAS, mas íamos esperar a chuva diminuir e as pessoas novas se acomodarem.

 

 

Então, o Carlos, a Pat, o casal de SP e Eu, resolvemos ir até o Vale dos Sonhos com o Maurinho para comprar algumas coisas e comer o pão de queijo super famoso da rodoviária. ::otemo:: Ao lado da rodoviária, tem uma moça que vende vários tipos de raízes e uma castanha muito famosa na região, que é a castanha de Baru (a Pat comprou, R$10 reais um saquinho).

 

Passamos no Mercado, eu comprei um pão de forma caseiro, maionese, seleta de legumes e um espelhinho que o Lauro havia pedido para se barbear, gastei R$22,00.

 

O tempo abriu um pouco, retornamos para o portal do roncador e resolvemos fazer a trilha. Nesse momento, o Lauro ficou bravo pois eles estavam nos esperando para almoçar e como havíamos comido o pão de queijo não estávamos com fome. Ele quis desistir da trilha, mas conseguimos convencê-lo a ir, ele só iria comer algo antes. Nisso o Gabriel começou a nos apresar e resolveu ir com o grupo na frente. ::dãã2::ãã2::'>

 

Saimos por volta das 14h45 e o começo da trilha era o mesmo caminho para o guardião, porém ao chegar na cachoeira, pegaríamos para o lado esquerdo. Conseguimos chegar sem grandes problemas, porém passamos por aquelas abelhas que grudam no cabelo e foi um terror tirar todas elas de mim RS. ::mmm:::mmm:::mmm:

 

Seguimos por uma trilha bem fechada, margeando o paredão, passamos por inscrições rupestres e depois por uma colmeia de marimbondos enorme (tem que tomar cuidado para passar nesse local).

 

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Prosseguindo a trilha, chegamos em um local chamado PEDRA VERDE , que é uma fenda entre dois paredões enormes da serra do roncador com diversas pedras, plantas e árvores. Segundo o Maurinho, já foi capa do National Geografic (eu procurei mas não encontrei RS), mas o local é muito bonito e da a real dimensão que aquele lugar realmente já foi mar (pra mim seria um lago, mas quem sou para discordar ne?) .

 

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obs: Como estava nublado e nessa hora começou a chover, as fotos não ficaram tão boas.

 

Nesse ponto a trilha fica um pouco complicada, pois temos que subir pelas pedras escorregadias até o topo. Ao chegar no alto, não demorou muito até chegarmos nas torres gêmeas . Que nada mais é, do que duas formações rochosas que parecem duas torres. A tranquilidade lá de cima e a paz de simplesmente olhar a paisagem e escutar a natureza, foi realmente um momento muito único.

 

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Chegamos no local para contemplação das torres gêmeas por volta das 16hs, ou seja, demoramos cerca de 1h20. A volta é bem mais tranquila e tem um atalho (que é bem mais íngreme e escorregadio), mas que encurta bastante o caminho.

 

Ao chegarmos no Maurinho, a Claudia nos pediu para trocar de quarto pois um casal de Brasilia havia chego e eles queriam ficar no chalé, pela troca o valor da diária na casa sairia R$50,00 reais (inicialmente, ele nos disse que era o mesmo valor o chalé e a casa, por isso ficamos no chalé).

 

Nos próximos dias eu conto como foram os próximos dias, aguardem ::love::

 

GASTOS DO DIA 03

MERCADO = R$22,00

TRILHA DAS TORRES GÊMEAS = R$ 75,00

DIÁRIA NA CASA = R$ 50,00

 

TOTAL DO DIA = R$ 147,00

Total geral= R$784,18

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DIA 04 – 26/02

 

No dia anterior havíamos combinado de ir para Nova Xavantiva, pois um dos passeios que gostaríamos de ir - Lagoa Sagrada – não estava acontecendo, pois estavam tendo um problema com a tribo ::hein:

Algumas pessoas foram embora de manhã e chegaram outras, um casal de Brasília e o Jeter, um curitibano que estava fazendo um mochilão de carro, passou no Rocandor para seguir até a Chapada dos Veadeiros. Como era o primeiro dia deles, a programação deles foi fazer a trilha do guardião e o rio do ouro com o Gabriel, enquanto nós faríamos esse outro passeio com o Maurinho.

 

Confesso que fiquei um pouco “bodiada” nesse dia, porque combinamos de sair as 8h30 e só saímos às 11hs e o passeio é longe ::essa::

 

Nova Xavantina, fica a 70km, na região do Vale do Araguaia. É conhecida pelo rio das Mortes, na qual existe a ilha do Coco. Combinamos de ir à Cachoeira Azul, que também faz parte do rio das mortes, porém em outra parte.

Do centro da cidade para o início da trilha foram mais 30km de estrada de terra. A Cachoeira azul fica na propriedade do Ricardo (temos que pagar R$10,00 para ajudar + R$75,00reais do guia). Adianto que é um local que tem muito a ser explorado ::otemo::

 

Lembra que eu falei para NÃO acreditar se alguém falar para ir de chinelo, pois é! Nessa trilha foi a mesma história, mas eu não acreditei e fui com a minha botinha... ::mmm: Mas a Pat e a Bruna foram de chinelo, logo no inicio da trilha, passamos por uma vegetação em fechada e estreita que ultrapassava nossa altura, com grandes chances de sermos surpreendidos por cobras ::bad::::hein:

 

Já perto da cachoeira, existem diversas formações rochosas, porém tem muitas plantas com espinhos, muitos lugares bem fechados, que poderia ser um pouco melhor cuidado... enfim... Na minha opnião, para ser aberto ao público, deveria existir plano de manejo para que os visitantes não corressem riscos e que ao mesmo tempo não destruísse o local (mas eu acho que TODA a região da serra do roncador devia ter isso, e por ser um local menos conhecido e procurado o governo não faz nada) :roll::roll::roll:

 

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Prosseguindo o caminho, tivemos que atravessar algumas corredeiras pequenas e médias de água, sendo que em uma delas eu escorreguei e encharquei toda minha bota ::putz:: Enfim vida que segue, após uns 40 minutinhos de trilha finalmente chegamos a Cachoeira Azul, que não estava azul devido a chuva e ao tempo que permanecia nublado.

 

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Ela é bem rasa, dá para entrar debaixo da queda d'água, o fundo é de areia, tem pouquíssimas pedras; Levei o snorkel, mas não havia nada para ver. Ao redor da cachoeira não tem muito lugar para sentar e tem MUITA formiga. Então do mergulho, comemos nossos lanches e pegamos o caminho de volta.

 

Ao chegarmos próximo à formação rochosa, o Maurinho e o casal de SP foram explorar umas pedras e quedas de água que havia mais para cima, eu fui até uma parte olhar e era um local bem plano com algumas piscinas naturais, que seria UM ÓTIMO LOCAL para sentar, descansar e comer (aconselho a ir até a cachoeira e depois ficar nesse local ::otemo:: )

 

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Chegamos aos carros umas 17hs e pegamos a estrada de volta. Como a fome era bem grande paramos para jantar no centro da cidade na “Pizzaria do Gaucho”, local bem simples, mas tem uma pizza GRANDE, GOSTOSA E VEM RÁPIDO ::hahaha:: . Como estávamos em 8 pessoas, comemos 3 pizzas de tamanho normal (8pedaços), alguns tomaram refrigerante e alguns suco de laranja, e pasmem ficou R$16,00 para cada (dividimos em 7, para o Maurinho não pagar). ::otemo::::otemo::::otemo::

 

Eu tinha dúvidas se a cidade tinha hotéis, pois pensei em ficar nela alguns dias. E sim tem alguns hotéis e pousadinhas, caso alguém passe por lá para continuar subindo, podem ir tranquilos. Lá também tem bancos, mercados e padarias.

 

 

Bom gente, como eu disse no começo do post, esse dia foi gostoso, mas eu estava já bodiada... Vou aproveitar e dizer algumas das opções de passeios e o motivo que não fizemos eles:

- Lagoa sagrada (contei lá em cima que estavam com problemas com as famílias da tribo) ::hein:

-Subir platô do roncador (demora 12 hs e necessita de barraca de camping para pernoite) ::putz::

-Dar a volta toda da formação rochosa do Maurinho porque demora 8 hs (só eu iria querer fazer isso ) ::putz::

- Cachoeira São Francisco (se não me engano) escutamos das pessoas que foram lá que viram filhotes de sucuri, então vamos combinar que era melhor não ir lá conferir! ::sos::

- Duas tribos indígenas, sendo uma “globalizada” e a outra era a Xavante (R$75 reais + R$50,00 em alimentos)

-Barra do Garças

 

Sinceramente, acho essa maneira de visitar qualquer tipo de povoado ruim, além disso iria ficar caro e ainda tinham muitos dias de viagem pela frente. Mas ai, sem conversar com TODOS, o Maurinho combinou com o Carlos de irmos para Barra do Garças, voltar e ir no próximo dia na tribo (porque não deu tempo de fazer as compras). Eu achei perda de tempo e dinheiro isso, afinal barra já seria o caminho de volta, então resolvi SEGUIR MEU CAMINHO. ::mmm:

 

 

Não queríamos nos desfazer do grupo, já que estávamos tão bem entrosados, então tentamos fechar algum roteiro diferente, mas acabou que não resolvemos nada, pois um queria ir na tribo, um achava ruim ir e voltar para barra... Então eles decidiram ficar e a Pat seguir viagem comigo.

 

Dormimos cedo pelo cansaço, enquanto o pessoal resolveu fazer vigília (tentar ver ETs) assim acabou o nosso quarto e último dia na Serra do Roncador. ::kiss::

 

 

GASTOS DO DIA 04

CACHOEIRA AZUL = R$ 60,00 (guia) + R$10,00 (propriedade)

PIZZARIA = R$ 16,00

DIÁRIA NA CASA = R$ 50,00

 

TOTAL DO DIA = R$ 136,00

Total geral= R$920,18

________________________________________________________________________________________________

 

Para encerrar esse capítulo, eu gostária de agradecer a toda hospitalidade que o Maurinho e Cia tiveram conosco! Esqueci algumas informações importantes ao longo do texto como:

 

-Água da torneira é limpa e natural, não se preocupem em levar água

-NÃO tem chuveiro aquecido ::Cold::

-Tem wi-fi na casa e não tem sinal nenhum de telefonia :lol:

-É PROIBIDO levar bebidas alcoólicas no Maurinho

-Não custa repetir, SEMPRE USEM SAPATOS FECHADOS ::mmm:

 

contato: MAURINHO - (66) 9653-9917 (responde no whats)

Facebook https://www.facebook.com/parkportaisdoroncador/?fref=ts

 

Fica como dica que também existem outras agências como Roncador Expedições (fazem pacotes com hotéis) e Eco trilhas Roncador (guia é o Durval, muito atencioso, falei com ele algumas vezes).

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DIA 05 – 27/02

 

Acordamos cedo, nossas mochilas já estavam prontas. Não tínhamos um plano de como seguir, pensamos em ir para a região do Xingú e até para a ilha do bananal, mas não era uma boa época. Então resolvemos voltar para Barra do Garças e ai decidir o próximo passo. ::mmm:

 

No café da manhã, eu vi o Jeter, aquele curitibano que eu comentei, arrumando as coisas dentro do carro para ir embora. Então pedimos uma carona para ele, já que ele teria que passar em Barra do Garças e seguimos viagem juntos. ::otemo::

 

Ele nós contou que havia passado em Prudentópolis, Bonito, Chapada dos Guimarães, Barra do Garças e do Roncador iria até a chapada dos Veadeiros. Juro que até cogitei ir com ele ::hahaha::

 

Ele nos deixou na Praça dos Garimpeiros, local no centro de Barra e aonde tem diversos hotéis.

Entramos no Hotel Serra Azul, a diária era de R$130,00 reias para as duas, quarto triplo com chuveiro quente e café da manhã. ::lol3::::lol3::::lol3:: Não pensamos duas vezes e fechamos ali mesmo. A placa no balcão mostrava uma diária mais cara, então perguntem sempre! ::otemo::

 

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Após acomodação, andamos até o Porto do Baé, local que tem muitos bares, restaurantes, etc. Mas como era segunda feira de carnaval e antes do almoço, não tinha quase nada aberto hahaha ::putz::

 

O rio Araguaia, divide os estados de Mato Grosso e Goiás, e nessa região de Barra do Garças ele se encontra com o Rio das Garças. Era época de cheia, então o Rio fica barroso e mais fundo. Mas pelas fotos que eu vi, compensa MUITO ir na época de seca e curtir as praias de água doce com areias branquinhas (tanto nessa região, quanto mais pra cima no Araguaia). ::otemo::

 

Resolvemos fazer um passeio de barco pelo Araguaia, com o Nilson. Ele tem várias opções de passeios, ficamos um tempinho conversando com ele, e conseguimos formar um grupo com 8 pessoas, e fazer o passeio de 1 hora descendo o rio, que custou R$45,00 reais para duas pessoas.

 

E mesmo com ele barroso foi sensacional, aquele ventinho no rosto e vendo aquele rio enorme correr bem debaixo dos nossos pés. Além disso, vimos botos, iguanas e diversos pássaros. ::otemo::

 

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Depois desse delicioso passeio a fome bateu. O Nilson indicou um restaurante perto do resort, mas estava fechado.

Voltamos ao porto, só tinha um quiosque com PF normal e o restaurante flutuante, como nós queríamos comer um peixinho arriscamos o restaurante flutuante. ::mmm: Olhamos o cardápio e tinha algumas coisas ok, sem contar que a vista dele é maravilhosa, dentro do rio Araguaia e da para as pontes que dividem os dois estados.

 

Comemos uma porção de isca de peixe (não lembro o nome) que saiu R$39,00 reais, como estávamos morrendo de calor e na seca de uma cerveja tomamos 3 stellinhas cada uma (que foi o que saiu mais caro ::lol3:: )R$7,00 reais cada e como tinha música ao vivo, cobraram o couvert artístico ( uma banda de MPB delicinha - R$10,00 cada). Totalizando nossa conta R$111,11... Tá bom não saiu tão barato, mais uma vez na viagem merecemos. ::hahaha::

 

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Após o almoço, passamos no hotel, eu deixei minhas câmeras e pegamos um taxi para o parque de ÁGUAS QUENTES, pois ele fica aberto até as 21hs, que saiu R$28,00. ::dãã2::ãã2::'>

 

A entrada do parque foi R$5,00 e o guarda volumes R$5,00 (tem que pagar R$20,00 e eles devolvem quando devolver a chave). O parque estava bem lotado, mas é bem arrumadinho, só tem piscinas de águas quentes (estava muito quente, não recomendo no calor ::dãã2::ãã2::'> ), mas ninguém nos avisou que TODAS as atrações do parque fecham as 17hs e só as piscinas ficam abertas até as 21hs. ::putz::

 

Ficamos um pouco mais de 1 hora por lá, acabei não tirando nenhuma foto, por causa da chuva e resolvemos voltar para o hotel. Seguimos uma parte a pé, mas vimos um ônibus vindo e resolvemos pega ló, a passagem custou R$3,50 (não lembro os centavos exatamente, mas foi algo assim), chegamos super rapidinho no local que íamos descer (cerca de 1 quadra da praça). Ou seja, se quiserem economizar, verifiquem os horários dos ônibus e esperem tranquilamente RS ::putz::::putz::

 

Após banho, saímos para jantar. Escolhemos um lugar que servia “JANTINHA”, ou seja, PF com arroz, feijão, mandioca, vinagrete e um espetinho da nossa escolha, cada jantinha saiu por R$ 16,00 e dividimos uma jarra de suco de laranja, R$13,00 reais (OBS: VEM BEM ADOÇADO se não pedir sem açúcar ::xiu:: ).

 

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Voltamos para o hotel para acordar cedo, pois já havíamos decidido que nosso próximo destino seria a CHAPADA DOS GUIMARÃES e que tentaríamos ir de carona.

 

GASTOS DO DIA 05

DIÁRIA NO HOTEL = R$65,00

PASSEIO DE BARCO = R$22,50

ALMOÇO = R$55,55

TAXI ATÉ ÁGUAS QUENTES = R$14,00

ENTRADA ÁGUAS QUENTES = R$5,00

GUARDA- VOLUMES ÁGUAS QUENTES = R$2,50

ÔNIBUS DO PARQUE PARA O HOTEL = R$3,50

JANTINHA + SUCO = R$22,50

 

TOTAL DO DIA = R$190,55

 

Total geral= 1110,55

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DIA 06 – 28/02

 

O café da manhã no hotel começava 6h30, então acordamos bem cedinho e tomamos um belo que um café da manhã com tudo que tínhamos direito kkkkk ::otemo::::otemo::::otemo::

 

Iamos seguir pela BR-070 que liga Brasília à divisa da fronteira com a Bolívia em Cáceres, passando por Cuiabá. Sendo que ela cruza Barra do Garças, então saímos do hotel e andamos cerca de 2km para tentar nos afastar da zona central. Porém, ali não era ainda o melhor local para tentarmos carona, só que havia uma subida imensa pela frente, então começamos a pedir carona ali mesmo. Não demorou muito até que um moço parou, ele ia até a saída da cidade, então topamos seguir com ele.

 

Rapidinho ele nos deixou em um posto de gasolina, logo depois da saída para a Serra do Roncador, então todo carro que passasse ali, iria prosseguir pela BR-070.

 

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Esquecemos que era terça feira de carnaval, e por issoo movimento na estrada não estava muito grande. Fora que estava um Sol de rachar ::mmm: . Cheguei a pensar em desistir, pois só tínhamos percorrido 6 dos 460km que faltavam até a Chapada dos Guimarães.

 

Maaaas pouco mais de 1 hora esperando, nosso primeiro “anjinho” parou. O Willian, um tatuador de campo verde, que estava voltando de um work shop em Goiânia. ::otemo::

 

Para quem não conhece, Campo Verde fica há 75km da Chapada dos Guimarães, ou seja, foi muito sorte nossa pois já estaríamos quase na chapada! ::love::

 

Só fizemos três paradas no caminho, uma para comer (gastei R$3,00 em um pedaço de bolo de cenoura), uma em Primavera do Leste para ele comprar um presente para a filha dele que havia feito aniversário e uma para abastecer.

Ainda para ajudar um pouco mais, ele nós deixou na entrada da rodovia que levava direto para a Chapada. ::otemo::

 

Não demorou nem 10 minutos e a nosso segundo anjinho e nosso guia turístico parou para nos ajudar. O nome dele era Tiago, original de Campo Verde, que morava em Cuiabá, por nossa sorte ele prefere ir para Cuiabá passando pela Chapada, pois a estrada não tem pedágio e não passa caminhão. ::lol4::

 

Bom, porque eu o chamei de guia turístico? :lol: Porque ele parou para conhecermos dois pontos turísticos, a Cachoeira da Martinha (cachoeira muito bonita, aberta para a visitação, a trilha é bem curta, porém devido a essas facilidades vimos muito lixo espalhado pelo lugar :x::bad:: ) e no Mirante do Centro Geodésico, que tem esse nome, porque é exatamente o ponto “central” entre os oceanos Atlântico e Pacífico ::love::::love::::love:: (não é muito amor gente?)

 

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Depois de algumas fotos, o Tiago nos levou para um restaurante japonês chamado Oishi de uma amiga dele, a Sandra. E gente SUPER RECOMENDO! Sério, o peixe estava bem fresquinho delicioso, melhor que muitos aqui de SP! Pedimos dois combinados, duas cervejas e um suco para o Tiago. Gente não faço ideia de quanto ficou a conta! Mas não eram caros os combinados e super compensa pela qualidade! ::otemo::::otemo::

 

https://www.facebook.com/OishiChapada.Uemura/

https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1600093-d2414634-Reviews-Oishi-Chapada_dos_Guimaraes_State_of_Mato_Grosso.html

 

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A Sandra nos indicou um hostel, que o Jeter havia ficado, o “Casa di Rose”. Então nos despedimos do nosso novo amigo e guia turístico, e seguimos para esse hostel. ::lol3::

 

Chegamos lá sem reserva, fomos bem recepcionadas pela Rose, Anderson e o cão Bilbo. A Rose e o Anderson são um casal, ela é designer e ele artista plástico e guia. Então imaginem, a casa é um charme, acho que pra ficar perfeita só faltou ter umas redes para descansar após os passeios ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

O hostel tem quarto compartilhado misto e feminino.e também individual, dois banheiros, sendo um só feminino, um lavabo, uma sala e uma geladeira de uso comum. Os quartos tem ventilador e cobertor. Só a cozinha que não é compartilhada, pois eles moram na casa. E além disso tudo eles emprestam bike! ::otemo::

 

https://www.facebook.com/casadirose/

 

O valor da diária era de R$60 reais, com café da manhã. Íamos pegar o quarto compartilhado, mas como o individual estava livre, ela deixou nos ficarmos nele. O hotel é bem pertinho do centro da cidade (5 minutinhos andando) e na rua dele tem um empório (cervejas geladas, diferentes e boas ::cool:::'> )

 

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Um detalhe básico, todo mundo fala do CALOR de cuiabá né? Pois é gente, a Chapada dos Guimarães, por estar a mais de 800 m do nível do mar é bem fresquinha, é bom estar com uma blusinha na mochila!

Enfim, estávamos cheias, só tomamos banho, nos acomodamos e conversamos com eles e com o Yoann, um Francês que é casado com uma cuiabana, ele é guia no pantanal, estava no hostel pois iria fazer um trabalho voluntário no dia seguinte no parque da chapada.

 

E acabou nosso sexto dia cheio de aventura! ::love::::love::::love::

 

GASTOS DO DIA 06

BOLO DE CENOURA = R$3,00

DIÁRIA DO HOSTEL = R$60,00

TOTAL DO DIA = R$63,00

Total geral = R$ 1.173,55

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Parabéns pelo o relato, Maria.

Tive a oportunidade de ir algumas vezes à Barra do Garças, e de brinde conheci várias cachoeiras, umas bem próximas e outras mais afastadas.

Inclusive, a minha última ida foi no carnaval, e por coincidência fui até a entrada do portal, ficando apenas na margem da BR, apenas para conhecer o dedo de Deus.

Que lugar é aquele?! Na verdade, que lugares lindos são esses que você foi! Achei que eu já conhecia bastante, mas não, vou tentar voltar para fazer essas trilhas e conhecer mais ainda dessa região.

No aguardo dos próximos relatos.

Grande abraço.

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Parabéns pelo o relato, Maria.

Tive a oportunidade de ir algumas vezes à Barra do Garças, e de brinde conheci várias cachoeiras, umas bem próximas e outras mais afastadas.

Inclusive, a minha última ida foi no carnaval, e por coincidência fui até a entrada do portal, ficando apenas na margem da BR, apenas para conhecer o dedo de Deus.

Que lugar é aquele?! Na verdade, que lugares lindos são esses que você foi! Achei que eu já conhecia bastante, mas não, vou tentar voltar para fazer essas trilhas e conhecer mais ainda dessa região.

No aguardo dos próximos relatos.

Grande abraço.

 

Obrigada pelo comentário Rodrigo! :)

Você chegou a subir também no dedo de Deus? Muito incrível né? Lá tem muitos lugares ainda para serem explorados, aproveita quando voltar lá!

Nós próximos dias, eu termino os posts!

Brande Abraço

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DIA 07 – 01/03

 

O café da amanhã no hostel começa as 7h30, então acordamos cedo. Nossa ideia era fazer o circuito dentro do parque nacional, pois não necessita de guia, a entrada é gratuita e poderíamos ir de carona com o Yoann (GENTE INFORMAÇÃO IMPORTANTE: talvez o parque será privatizado igual foz do Iguaçu, pode ser que melhore, ou pode ser que não, quem puder aproveitar como esta, eu recomendo!)

 

Então, o Anderson conseguiu nós juntar a um grupo que ia fazer o circuito das cavernas, então resolvemos mudar os planos e ir com ele.

Estávamos em 9 pessoas (4 era do interior de SP, 2 de Cuiabá e 1 de Santos), divididos em dois carros. A entrada das cavernas fica a mais ou menos 50km do centro da chapada, sendo boa parte de estrada de terra.

 

É um passeio caro, mas é um dos principais atrativos e queríamos conhecer ::essa:: . A trilha tem 11 km ida e volta, mas dão a opção fazer a ida, a volta ou ambos de trator. A escolha depende do grupo, já que temos um guia.

 

Nosso grupo resolveu fazer a ida de trator (dica do Anderson). Eu disse que é caro, pois por ser em uma propriedade particular o passeio custa R$65,00 reais, o trajeto do trator mais R$20,00 e a diária do guia R$50,00 reais, ou seja, o passeio todo custou R$135,00. ::hein: O local aceita cartão, desde de que o sinal esteja funcionando (é bom levar em dinheiro). ::mmm:

 

Para proteção contra cobras, é obrigatório usar umas caneleiras que eles fornecem.

 

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Após acertarmos tudo, subimos no trator e seguimos o caminho. Paramos em um mirante, com uma vista muito bonita.

 

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Descemos mais um pouco de trator, então nosso grupo parou antes do final para começar a trilha. Visitamos 3 cavernas, em uma delas existe a lagoa azul, a ponte de pedra e voltamos ao ponto inicial. A trilha tem um nível de dificuldade médio e passamos por alguns pontos de água. Se você foi para a chapada antes de novembro de 2016, foi em apenas duas cavernas, mas agora são três.

 

A primeira parada foi na Pobo-Jari, que é justamente a caverna mais recente, que foi aberta a visitação ano passado:

 

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Caminhamos mais um pouco e chegamos na Kiogo Brado, sério eu achei ela muito diferente e muito linda:

 

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Continuamos nossa trilha e começamos a ver algumas partes da Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil (não sei se existe alguma descoberta nova). Passamos por algumas partes externas dela, paramos para o lanche na lagoa azul e depois seguimos ate um ponto que pudêssemos entrar em uma parte da caverna (Nesse ponto haviam partes com bastante água, minha bota é impermeável, mas a maioria das pessoas molharam os pés)

 

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Começamos a voltar, e paramos apenas na ponte de pedra. Mas todo o trajeto da trilha é simplesmente lindo.

 

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Após uma pequena pausa, pegamos o carro e seguimos para a Cachoeira do Relógio, que fica a 3km de carro e tem uma trilha bem curtinha. Para dar aquela relaxada após a caminhada, foi ótimo.

 

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Ao retornarmos para a cidade, tomamos banho e saímos para jantar, por volta das 17h45. Andamos um pouco e pasmem, só tínhamos opções de lanches para comer. Subimos a rua do sushi e tinha um local chamado “Maloka espetos”, era simples, porém o preço ok e tinha aquela “jantinha” com espetinho. A Pat pediu file completo (R$24reais) e eu coração completo (R$15reais), e olha veio MUITO ARROZ, feijão, uma farofa de banana e uma normal e vinagrete. Ou seja, se você come razoavelmente bem, peça um completo e um simples, que talvez dê!

Também pedimos uma caipirinha de limão para mim (estava bem azeda) e para Pat uma long neck de Heineken, que foram R$6 e R$7 reais respectivamente.

 

E assim acabamos mais um dia pela chapada dos Guimarães.

 

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GASTOS DO DIA 07

CIRCUITO DAS CAVERNAS = R$135,00 (Entrada, ida de trator e guia)

JANTINHA + CAIPIRINHA = R$21,00

DIÁRIA NO HOTEL = R$60,00

 

TOTAL DO DIA = R$221,00

 

Total geral= R$ 1394,55

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    • Por Leandro Z
      Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes.
      Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro!  Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência.
      Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande,  peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites:
      http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp
      http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef
      Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça.
      No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)!

      No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara.
      Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros.

      Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa.  Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto.
      A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras,  Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
      https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/06/chapada-dos-guimaraes-mt.html
    • Por tati_o_
      Estarei indo para Cuiabá no dia 20 de setembro, e retorno pra Sao Paulo dia 30 de setembro... alguem interessado em ir pra Chapada dos Guimarães, Serra do Roncador, Nobres e Pantanal? Esse roteiro não está fechado! Podemos conversar e combinar um roteiro q seja bom para todos!
    • Por Gabriel Salles
      Agora em Janeiro de 2019 eu e mais dois amigos fomos nos aventurar pela Chapada e escolhemos fazer o passeio Circuito das Cachoeiras.

      Passa por 7 cachoeiras (fotos abaixo), cerca de 8 km de trilha (ida e volta), mas é uma trilha bem fácil e tranquila. É obrigatório a contratação de guia, fizemos o passeio com a Joana, muito simpática e que foi explicando sobre a vegetação, as cachoeiras, recomendo (contato no final do post). 
      Sem mais delongas, vamos as fotos
      * Véu da Noiva (contemplação) - 86 metros
      Cartão postal da Chapada e a mais linda do percurso. Não é possível mais descer até o poço desde 2008 quando houve um acidente.

       

       
      * Cachoeira 7 de setembro

       
      * Cachoeira do Pulo
      Tem locais para saltar, antigamente podia pular do topo da cachoeira, porém agora o poço não está tão profundo assim dai foi proibido

       
      * Cachoeira do Degrau
      O legal dessa cachoeira que tem um lugar na queda que forma uma hidromassagem natural, uma delicia 

       

       
      * Prainha

       
      * Piscininha (contemplação)
      Pelo o que entendi existe a possibilidades de ter galhos de árvores e etc, então quando a água está mais clara é liberada para entrar.

       
      * Cachoeira da Andorinha - 18 metros
      Linda e imponente, ela por si só faz a trilha valer a pena. Em determinada época do ano as andorinhas veem à região e fazem seus ninhos atrás da cortina de água, protegendo seus filhotes nas pedras.

       

       
      * Gastos:
      Guia - R$50.00  por pessoa
      Contato - Joana: 65 81162672
    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Porto Velho (RO) → Rio Branco (AC) → Xapuri (AC) → Sena Madureira (AC) → Ji-Paraná (RO) → Comodoro (MT) → Cuiabá (MT) → Chapada dos Guimarães (MT) → Poconé (MT) → Campo Grande (MS) → Aquidauana (MS) → Miranda (MS) → Passo do Lontra (MS) → Corumbá (MS) → Bonito (MS)
      Período: 03/01/2006 a 06/02/2006
      Ida: Voo de São Paulo (Congonhas) a Porto Velho em Rondônia. Acho que a companhia era a TAM e a passagem foi paga com pontos.
      Volta: Ônibus da Viação Cruzeiro do Sul de Bonito a Campo Grande no Mato Grosso do Sul e da Viação Motta, saindo de Campo Grande e indo até São Paulo
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Estava no período chuvoso, mas houve pouca chuva. Em 2005 tinha havido uma seca muito forte na região amazônica, mas os rios já estavam com seu volume recuperado. As temperaturas também estiveram altas, chegando a mais de 35 C ao longo do dia, principalmente em Cuiabá e no Pantanal.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por áreas de florestas, rios, cachoeiras, chapadas, áreas alagadas, montanhas e outros .
      Roubaram meu passaporte, provavelmente em Porto Velho 😧. Eu o deixei numa área visível dentro da mochila, não percebendo o valor que poderia ter para outros. Eu o havia levado para o caso de ir até a Bolívia na fronteira.
      Num dos trajetos de ônibus, pessoas que provavelmente estavam contrabandeando produtos, colocaram algo (acho que era um eletrônico) acima do assento em que estava. Mas pouco depois tiraram e desceram. Logo a seguir a polícia federal parou o ônibus, mas nada encontrou 😞.
      A viagem no geral foi tranquila. Houve duas companhias de ônibus que quiseram cobrar um pouco mais do que declarado na passagem, o que não me agradou e me fez fazer algumas reclamações a elas e a ANTT 😠.
      Alguns estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (principalmente companhias de ônibus, mercados e agências de turismo), mas a maioria não aceitou.
      Fui de SP a Porto Velho (acho que era pela TAM), com pontos de milhagem. Iria até Rio Branco ou Cruzeiro do Sul, mas a companhia não tinha voos para lá. Voltei de ônibus de Bonito até Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul e depois de Campo Grande até São Paulo pela Viação Motta.
      A Viagem:
      Esta foi minha primeira viagem após a morte do meu pai. Eu havia tido algum tipo de mal estar (queda abrupta de pressão e taquicardia) em São Paulo cerca de 1 mês antes e a última médica que me atendeu disse que poderia ser síndrome do pânico. Assim sendo, eu viajei um pouco preocupado que o quadro pudesse se repetir durante a viagem em locais que poderiam apresentar algum risco e em que eu poderia estar sozinho.
      Fui de SP (Congonhas) a Porto Velho em 03/01/2006 (acho que era pela TAM - http://www.tam.com.br), com pontos de milhagem. A saída estava prevista para às 8:30. Iria até Rio Branco ou Cruzeiro do Sul, mas a companhia não tinha voos para lá. Voltei de ônibus de Bonito até Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul (https://www.cruzeirodosultransportes.com.br) e depois de Campo Grande até São Paulo pela Viação Motta (http://www.motta.com.br).
      Em Porto Velho fiquei hospedado perto da rodoviária. É bem provável que meu passaporte tenha sido roubado nele 😧.
      Para as atrações de Porto Velho veja https://www.guiaviajarmelhor.com.br/lugares-para-conhecer-em-porto-velho e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/porto-velho. Os pontos de que eu mais gostei foram o Rio Madeira e o Museu Ferroviário, que incluía parte da história da construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, ponto emblemático da história do Brasil.
      No Rio Madeira perguntei a um homem que parecia trabalhar em algo referente a barcos se era seguro nadar e ele me disse que nunca é bom nadar em rios, pois sempre pode haver peixes que podem atacar. Ao perguntar a uma vendedora ambulante, ela me disse que qualquer lugar em Porto Velho a qualquer hora era perigoso em relação a assaltos. Eu não achei. Talvez a criminalidade estivesse crescendo e eles estivessem assustados por isso. Mas naquela época parecia bem mais tranquila do que São Paulo. Achei a cidade com características equatoriais, desde o clima até a aparência da terra. Fiz um passeio de barco pelo rio e fui a um povoado chamado Candeias, em que havia uma praia de rio.
      Fiquei lá até 5 feira 05/01 pela manhã, quando peguei um ônibus para Rio Branco pela Viação Jerontur (que nem sei se ainda existe). Paguei R$ 52,50 com cartão de crédito. A viagem durou boa parte do dia. Saí no início da manhã e cheguei do meio para o fim da tarde. Tivemos que fazer uma travessia de balsa em Abunã, em que se podia ver um braço de terra com a bandeira da Bolívia, mostrando que estávamos na fronteira. Conversei bastante com o ajudante do motorista ao longo da viagem.
      Em Rio Branco também não fiquei hospedado muito longe da rodoviária. Gostei bastante da cidade . Fiquei nela até domingo 08/01.
      Para as atrações de Rio Branco veja https://www.guiaviajarmelhor.com.br/lugares-para-conhecer-em-rio-branco e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/rio-branco-2. Os pontos de que mais gostei foram a orla do rio, os parques e os museus, com a história da região e com histórias de pessoas simples, como a da mulher cuja avó (ou bisavó) denunciou que a máfia havia matado seu marido em Nova Iorque no início do século passado (se não me falha a memória), fugiu para São Paulo e foi aconselhada por parentes ou conhecidos a ir mais para o interior, pois disseram que São Paulo era muito perto de Nova Iorque.
      Foi a única que vez que experimentei o Daime. Achei bastante interessante 👍, mas deixei a mente voar muito e acho que perdi a oportunidade de uma experiência espiritual mais profunda. De qualquer forma gostei da experiência, que se usada buscando expansão de consciência, pareceu-me ser um bom veículo para espiritualidade, embora sempre ache substâncias desnecessárias. Se bem me lembro isso ocorreu na Igreja São José, que disseram ser a sede e ser conhecida em outros lugares por quem segue aquela religião. No final fui até o líder da celebração dizer-lhe que me pareceu que eles eram do Bem.
      No domingo 08/01 fui para Xapuri, terra em que viveu Chico Mendes, Fui logo de manhã de ônibus pela Viação Jerontur, pagando R$ 18,20 com cartão de crédito. Cheguei pouco antes do almoço.
      Para as atrações de Xapuri veja https://viagemturismoaventura.blogspot.com/2017/12/xapuri-acre-segundo-organizacao-mundial.html. Os pontos de que mais gostei foram os rios, os seringais, a floresta, a Casa com a história de Chico Mendes, onde ele foi assassinado e a Intendência Boliviana, importante na época da disputa da região entre Brasil e Bolívia. Gostei também das oficinas de madeira, que produziam os mais diferentes objetos com a madeira extraída da floresta. Achei interessante a foto em que apareciam Lula, então Presidente da República e Márcio Tomás Bastos, então seu ministro da Justiça, com semblante sério e pensativo olhando para seu túmulo. Pareceu-me que Lula estava pensando que aquele poderia ter sido seu destino.
      Conversei com a cunhada (se bem me lembro era a cunhada) de Chico Mendes sobre o assassinato, o que aconteceu depois e a vida por lá. Ela me falou que os assassinos já estavam livres após cumprir pena, um deles havia se transformado em pastor e estavam bem de vida. Pareceu-me um pouco indignada com esta situação. Uma outra mulher que havia trabalhado com Chico Mendes falou-me de como ele era, de suas previsões para o futuro (como a falta de chuvas), de sua simplicidade de usar chinelos mesmo nas ocasiões mais solenes, de como Lula o ajudou na organização sindical e de como após sua morte foram criadas as reservas extrativistas e a situação dos trabalhadores rurais havia melhorado muito na região. Isso vários outros trabalhadores me confirmaram. Como já faz 13 anos, não sei se esta situação se mantém até hoje.
      Passeei pelas áreas naturais, florestais, seringais, atravessei o Rio Acre a nado para ir conhecer o outro lado 👍. Fui bastante picado por mosquitos durante o tempo que estive andando por lá (cerca de 2 horas), porque fui só de calção. Na volta, já um pouco escuro, iria atravessar a nado também, mas pessoas me sugeriram para não fazer, pois poderia haver cobras ou peixes que poderiam me atacar. Não achei uma possibilidade muito grande, mas como já era quase noite, achei melhor pagar alguns centavos pela travessia de barco. Antes fiquei um bom tempo tirando areia dos olhos devido à travessia de ida.
      No dia seguinte, 2.a feira 09/01, fui para Sena Madureira. Queria ir até Cruzeiro do Sul, mas a estrada estava intransitável nesta época, devido às chuvas, que nem estavam sendo tão intensas. A passagem aérea achei muito cara. Então voltei para Rio Branco pela manhã e logo a seguir peguei um ônibus para Sena Madureira por R$ 17,20 com cartão de crédito pela empresa Real Norte. Na viagem, já escurecendo, o motorista passou do ponto em que uma mulher havia pedido para descer e deu marchar ré na estrada por razoável distância, numa manobra que me pareceu temerária. Depois ouvi o motorista conversando com outros funcionários da empresa e me pareceu que riram bastante do episódio.
      Na 3.a feira 10/01, fui até a prefeitura de Sena Madureira, onde duas jovens atendentes informaram-me sobre os pontos a visitar. Riram bastante das minhas perguntas sobre poder nadar em rios e visitar comunidades indígenas 😃.
      Para as atrações de Sena Madureira veja http://mochileiro.tur.br/sena-madureira.htm e https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/AC/221/sena-madureira. Os pontos de que eu mais gostei foram o rio e a floresta. Fiquei um pouco decepcionado por não ter visitado tribos indígenas.
      Numa ocasião, em Xapuri ou Sena Madureira (acho que era Xapuri) eu estava andando pela mata e começou a chover. Isso criou barro e meu calçado ficou cheio de barro. Aí eu vi uma capela rural em que eu achei interessante entrar para conhecer. Estava trancada e eu pedi para a responsável abrir para mim. Ela abriu a porta e a capela estava limpíssima. Como estava com o calçado inteiro cheio de barro, ajoelhei, levantei os pés, numa posição quase acrobática, para não sujar o chão e fui caminhando ajoelhado até o altar 😃. A mulher disse repetidas vezes que eu não precisava fazer aquilo, mas eu teria considerado um enorme desrespeito meu sujar aquele chão tão limpo.
      Na 4.a feira 11/01 voltei de ônibus para Rio Branco, almocei, conversei com uma comerciante sobre o clima da região e depois peguei um ônibus da empresa Real Norte para Ji-Paraná. Paguei R$ 90,00 com cartão de crédito. Desta vez atravessei a balsa à noite. Fiquei surpreso com a quantidade de cidades razoavelmente grandes existentes em Rondônia. Não tinha esta noção. Pareciam cidades médias do interior de São Paulo. Cheguei a Ji-Paraná no dia seguinte à tarde (5.a feira 12/01). Acho que foi neste trecho que houve o incidente com o possível contrabando e a polícia federal. Acomodei-me num hotel perto da rodoviária. No entardecer ainda fui dar uma volta pela cidade nas proximidades do hotel. Passei pela região central e por um museu, mas logo escureceu.
      Para as atrações de Ji-Paraná veja http://www.ji-parana.ro.gov.br/turismo.php e https://ecoviagem.com.br/brasil/rondonia/ji-parana. Os pontos de que mais gostei foram a história de Rondon e das comunicações na colonização inicial amazônica, a floresta, os rios e toda a vegetação. Ela fica dentro ou próxima da Chapada dos Parecis.
      Na 6.a feira 13/01 fui conhecer a parte histórica, principalmente referente ao Marechal Rondon e partes naturais relacionadas à floresta. Ao explorar uma área ao lado de um rio, passei por um ninho de marimbondos, que foram atrás de mim. Quando percebi saí correndo rapidamente e pulei no rio, de roupa e tudo 😃. Meu cabelo estava comprido e alguns ficaram grudados nele, mas os outros foram embora quando mergulhei. Levei só algumas poucas picadas.
      No fim do dia peguei um ônibus da Viação Andorinha (http://www.andorinha.com) para Comodoro no Mato Grosso, por R$ 48,85 com cartão de crédito. Cheguei no dia seguinte, sábado 14/01, no começo da manhã.
      Para as informações sobre Comodoro veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Comodoro_(Mato_Grosso) e http://www.coisasdematogrosso.com.br/cidades/cidade.asp?id=150&cidade=Comodoro. Os pontos de que mais gostei foram as áreas naturais. Acho que foi meu passeio mais autêntico na Chapada dos Parecis.
      Após acomodar-me num hotel fui visitar a área. Perguntando para um morador sobre o horário, percebi que ainda havia confusão devida ao horário de verão. Fui caminhando pela estrada e, após perguntar a habitantes locais, entrei numa área rural, meio pantanosa, cheia de buritizais, para conhecer melhor a região. Andei por terrenos pantanosos, por campos, por mata (não fechada) e por alguns morros não muito altos, mas que proporcionaram boa vista. Isso tomou o dia inteiro e me deu uma boa impressão de como era aquele local. Gostei muito . À noite jantei na praça em meio a som de bares.
      No domingo 15/01, logo de manhã peguei um ônibus para Cuiabá pela Viação Andorinha. Paguei R$ 60,00 no cartão, mas na passagem veio impresso R$ 57,70 e não me foi dado nenhum comprovante de taxa de embarque (nem existia rodoviária). Quando perguntei, o representante em Comodoro me disse sorrindo que era daquele jeito mesmo e estava correto. Posteriormente fiz uma reclamação sobre o fato para a Viação Andorinha, que me devolveu a diferença prontamente, e notifiquei a ANTT. Chamaram-me atenção as plantações laterais às rodovias durante as viagens de ônibus, principalmente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Cheguei a Cuiabá no fim da tarde. Hospedei-me no centro, perto da rodoviária. Algumas pessoas disseram-me que era uma área perigosa à noite e nos fins de semana e eu fiquei preocupado. O dono do hotel disse que era tranquilo. Depois de andar um pouco por ali, percebi que para os meus padrões de paulistano do que era uma área perigosa, ali até que era bem tranquilo.
      Para as atrações de Cuiabá veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/cuiaba, https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/MT/970/cuiaba e https://www.brasilturismo.com/mt/cuiaba. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas, os rios, as áreas verdes e as características regionais. Visitei também seus monumentos e construções.
      Na 2.a feira 16/01 fui conhecer Cuiabá. Gostei da cidade 👍, mas achei muito quente 😓. Talvez uma das cidades que eu conheci mais quentes do Brasil. Foi necessário bastante água ao longo do dia. Aproveitei para passar também por Várzea Grande, uma cidade também bastante grande, que ficava ao lado de Cuiabá.
      Na 3.a feira 17/01 de manhã fui para Chapada dos Guimarães de ônibus. Cheguei lá ainda pela manhã e me acomodei num hotel no centro. Fui pesquisar como fazer passeios e me convenci de que precisava de uma agência de turismo para alguns deles, em especial para a Caverna e Lagoa Aroe Jari. Escolhi a Agência Chapada dos Guimarães (http://www.chapadadosguimaraes.com), que ficava na praça central. Falei-lhes do meu interesse na Caverna Aroe Jari, caso conseguissem um grupo. No dia seguinte falaram que haveria a escalada do Morro São Jerônimo e eu disse que provavelmente iria.
      Para as atrações da Chapada dos Guimarães veja http://chapadadosguimaraes.tur.br, https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/chapada-dos-guimaraes, https://www.feriasbrasil.com.br/mt/chapadadosguimaraes e http://www.chapadadosguimaraes.com. Os pontos de que mais gostei foram as cachoeiras, as estruturas de pedra, a vegetação, as montanhas e o mirante do centro geodésico. Foi um dos locais de que mais gostei da viagem .
      Aproveitei a tarde para passear pela cidade, passei e nadei numa espécie de balneário público (disseram-me que como a água era corrente não havia risco de doenças) e depois fui a pé até o Mirante do Centro Geodésico da América do Sul (centro geográfico da América do Sul), que alguns exotéricos dizem ter um caminho direto para Machu Picchu. Não procurei nem me preocupei com isso. Eram cerca de 7 km de distância a partir da cidade. Achei a paisagem muito bela . Aproveitei e fiquei um bom tempo contemplando e fazendo meditação. À noite fui a um restaurante de espetos, mas como não como carne, fiquei só nos complementos. Perguntei ao dono se isso não lhe daria prejuízo e ele disse que não e me receberia nos outros dias sem problemas.
      Na 4.a feira 18/01 fui para a agência para fazer o passeio ao Morro São Jerônimo. Paguei R$ 45,00 com cartão de crédito pelo passeio. Ao chegar lá sem uma garrafa de água, o dono me falou que eu iria entrar na água dos outros durante o passeio e que precisaria ir comprar uma garrafa antes de partirmos. Disse a ele que achava que não precisaria, mas ele não concordou. Fui então rapidamente comprar uma. Se bem me lembro, o grupo que iria para o passeio era formado pelo guia Aílton, um casal de brasileiros com etnia japonesa, dois amigos alemães, um casal com um carioca e sua namorada, o filho do dono da agência, uma mulher de uns 50 anos e seu neto (ou sobrinho ou algo semelhante) adolescente. Andamos bastante sob um sol forte. O guia me pareceu muito bom, embora eu prefira fazer meus passeios sem guia. Mas naquele caso teria sido muito difícil achar a trilha. Paramos em algumas quedas de água e pudemos aproveitar para nos banhar nelas e eu aproveitei para beber um pouco de água. Vimos araras. Apreciamos a paisagem natural. O guia ajudou-nos nas escolhas dos melhores modos de subir na trilha que já se encontrava na montanha. No alto fez questão de me dar alguns amendoins para comer, mesmo após eu recusar, porque achou que eu poderia não aguentar a descida se não me alimentasse (talvez devido a algum problema de baixa de glicemia). Eu comi dada a ênfase com que me deu. No geral, gostei bastante . Voltamos no fim da tarde. Dei minha garrafa de água sem abrir para o filho do dono 😃.
      Na 5.a feira 19/01 voltei à agência para fazer o passeio pela Cidade de Pedra e alguns outros pontos da chapada. Paguei R$ 40,00 com cartão de crédito por ele. O dono disse-me que havia visto seu filho com minha garrafa na volta e me perguntou se eu seguia a forma de ser dos camelos, tomava muita água antes de sair e depois não precisava de água ao longo do passeio 😃. Eu disse que sim e que tinha avisado. Neste dia fizemos o passeio de carro, pois as distâncias eram maiores. No grupo estavam novamente o mesmo guia Aílton e o casal com etnia japonesa, além de mim. Os outros não estavam, mas juntou-se a nós uma britânica (acho que era do País de Gales). Os paredões pareceram-me espetaculares . Gostei também das cachoeiras e das paisagens. Este passeio foi mais curto, pois de carro os deslocamentos, apesar de maiores, foram mais rápidos. No início da tarde já estávamos de volta e eu aproveitei para ir novamente ao Mirante do Centro Geodésico da América do Sul. Passei depois por algumas agências procurando por grupos para a Caverna e Lagoa Aroe Jari, mas não encontrei nenhum. Para ir só, se bem me lembro, o preço mais baixo que encontrei era de cerca de R$ 360,00. Ainda fui à pousada do casal de etnia japonesa para ver se queriam ir no dia seguinte ao parque para conhecer o circuito das cachoeiras por conta própria. Mas ficou no ar e acabamos indo separados.
      Na 6.a feira 20/01 fui conhecer as cachoeiras do parque (http://www.icmbio.gov.br/parnaguimaraes). Naquela época era possível ir sem guia. A sinalização era precária, mas era possível encontrar as trilhas. Eu me perdi um pouco em alguns locais, mas acabei conseguindo fazer o circuito completo. Cheguei perto da hora do almoço e encontrei o casal de etnia japonesa terminando o passeio. Disseram-me que haviam gostado e que provavelmente eu gostaria, pelo que tinham visto eu apreciar nos dias anteriores. Mas ressaltaram que acharam o parque muito mal sinalizado. Gostei bastante , cada uma de um jeito, mas todas possíveis de serem aproveitadas e apreciadas. Para ir à última, já perto do fim da tarde, tive um pouco de dificuldade de achar a descida, mas acabei conseguindo. Após sair dela, peguei uma trilha errada e fui sair fora do caminho principal. Mas depois orientei-me pela paisagem e consegui voltar ao caminho principal e retornar à portaria, ainda dentro do horário de visitação, quase no pôr do sol.
      Aílton falou-me de um barqueiro que fazia a travessia de Porto Jofre, no fim da Rodovia Transpantaneira, até Corumbá, cruzando o Rio Paraguai. Ele me deu o número de telefone. Eu liguei, mas sua mulher falou que ele estava em Corumbá e demoraria vários dias para voltar. Então eu desisti de ir com ele, mas fiquei com a ideia de poder fazer esta travessia com algum outro barqueiro.
      No sábado 21/01, voltei à agência para ver se existia algum grupo para a Caverna e Lagoa Aroe Jari. Em todos os dias eu perguntei e em nenhum houve nenhum grupo interessado 😞. Aí eu desisti, agradeci e peguei um ônibus para Cuiabá para começar minha visita ao Pantanal. Em Cuiabá peguei um ônibus para Poconé pela Tut Transportes (http://www.tut.com.br) por R$ 15,85 com cartão de crédito. Poconé ficava na borda norte do Pantanal e dava acesso à Rodovia Transpantaneira. Cheguei em Poconé no início da tarde e me hospedei no Hotel Tuiuiú (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g1191961-d2657293-Reviews-Hotel_Tuiuiu-Pocone_State_of_Mato_Grosso.html). Depois fui procurar por uma bicicleta para alugar no dia seguinte e ir pedalando até a Transpantaneira. Mas não consegui 😞. Não fazia parte da cultura das pessoas e elas até aceitavam alugar, porém o preço que pediam era de venda da bicicleta. Como a bicicletaria estava fechada, não tive sucesso. Mas obtive bastante informações sobre o passeio a fazer, com os moradores locais e com o rapaz do hotel. Algumas pessoas disseram-me para não ir a pé até Porto Jofre, que era no fim da Transpantaneira, às margens do Rio Paraguai, pois poderia haver onças no caminho depois de um determinado ponto. Falaram-me que um rapaz havia ido atravessar o Rio Paraguai de carona em troca de trabalho com um barqueiro mascate desconhecido e foi morto. Disseram-me também que não sabiam se seria possível achar uma acomodação em Porto Jofre com valores baixos para pernoitar. À noite fui a uma festa na praça e conversei com um vendedor de itens infantis estrangeiro de origem hispânica sobre a região. Explicou-me sobre a cidade e as pessoas. Falou de como havia gostado das mulheres de lá. Porém quando perguntei sobre o Pantanal, disse que lá no meio do mato não conhecia e poderia ser perigoso.
      No domingo 22/01 fui fazer um passeio na Transpantaneira. Fui sem a mochila, o que significava que tinha decidido não fazer a travessia do Rio Paraguai. Saí de manhã até um ponto no início da estrada que ia para lá e fiquei esperando carona com alguém que fosse. Após cerca de meia hora passou o dono de uma pousada e me deu carona. No caminho conversamos sobre hospedagem e ele me disse que R$ 100 a R$ 150 eram valores normais para aquela área e que eu tinha visto o mais caro que era o Hotel Porto Jofre, por mais de R$ 300. Mas mesmo R$ 100 era mais do que o triplo do que eu estava pagando em média. De qualquer modo ele me falou do pagamento pelo uso de um dia, se eu estivesse interessado, que saía por um preço próximo a R$ 20 e que seus empregados levavam os turistas para ver vários pontos, incluindo a “cobra”. Disse que se eu tinha ido até ali e não iria fazer este tipo de passeio era como se tivesse ficado em casa e visse um documentário. Deu-me um folheto da sua pousada, que eu peguei, mas após o dia que passei resolvi não visitar, pois achei desnecessário. Após eu perguntar sobre perigos, ele me falou para ter cuidado com abelhas na margem da estrada. Chegamos, eu agradeci e me despedi. Comecei a caminhada até o ponto mais distante que eu conseguisse, imaginando voltar ainda com claridade. Logo no início passei pelo pórtico de entrada da Transpantaneira e pouco à frente por uma estátua de São Francisco. Ao perguntar a pessoas que estavam se banhando como fazia para encontrá-la, indicaram-me e depois eu os ouvi comentando “Pode ser alguém fazendo promessa” 😃. Tentei algumas caronas para ir até um ponto mais distante, mas não tive sucesso. Vi muitos jacarés pequenos. Até avisei os banhistas para tomarem cuidado, mas eles disseram gargalhando que sua carne era ruim 😃, e portanto os jacarés não iriam gostar. Eu não entrei na água. Havia também araras, tuiuius e outras aves. A planície pantaneira pareceu-me muito bela . Pedi informações em vários estabelecimentos e me surpreendi com o número de estrangeiros nas pousadas. Passou um caminhão indo para Porto Jofre. Lamentei pois tinha decidido não ir para lá e uma possível carona até um ponto mais à frente já não era relevante. Perto do ponto de retorno, pois pelos meus cálculos se fosse além iria pegar parte do caminho na escuridão, o que poderia ser muito perigoso devido às onças, vi um cervo do pantanal bem perto da estrada. Ele não me viu e eu pude contemplá-lo bastante . Pena que depois de algum tempo em que eu estava parado, como eu estava suando muito, os mosquitos começaram a me atacar e eu tirei o boné para espantá-los, o que assustou o cervo e o fez correr para longe. Ainda assim deu para admirá-lo mais um pouco. Satisfeito após este avistamento retornei pelo mesmo caminho. Num determinado ponto parei para descansar um pouco e dois rapazes que estavam por ali me ofereceram cerveja. Educadamente eu recusei e começamos a conversar. Perguntaram se São Paulo, com todo seu asfalto, não era mais quente do que ali, ao que eu respondi decididamente que não (pelo menos até aquele ano). Disseram-me para voltar mais tarde, na época da cheia, pois teria maiores chances de ver animais. Despedi-me e continuei voltando. Perto já do ponto de fim, pouco antes do pórtico, vi árvores dormitório . Como estava anoitecendo, a vista dos pássaros na árvore pareceu mais bela ainda. Ali perto numa área alagada, um cavaleiro estava laçando um boi, numa cena típica da região. Parei para acompanhar, principalmente quando entraram na água . Ao chegar ao portal, fiquei esperando por carona, mas tive dificuldades de conseguir. Então, o guarda da guarita disse que iria pedir a um caminhão (ou caminhonete) que vinha com muitas pessoas para me levarem e que não teriam como recusar. Pediu e realmente concordaram. O pequeno e antigo caminhão estava lotado. Acho que era um passeio de vizinhos. Num determinado ponto o caminhão parou. Ficou sem combustível. Aí o motorista foi pegar na carroceria. Uma das integrantes disse gargalhando “Vamos aproveitar para fumar maconha”. O motorista, com um cigarro aceso numa das mãos, pegou o galão de gasolina com a outra. Ele não estava enxergando bem devido à escuridão e aproximou o galão e o cigarro do rosto 😲. Eu saí de perto, pois estava vendo o desastre acontecer, mas não quis falar nada, pois achei que não seria entendido, posto que ele parecia um pouco fora do estado de alerta. Ele conseguiu colocar o combustível. Continuamos um pouco mais, eu saltei (até um pouco antes do que pretendia), agradeci e voltei para o hotel. Contei ao rapaz do hotel que não tinha conseguido alugar a bicicleta e sobre os animais que tinha visto. No jantar contei ao dono do restaurante como tinha sido o dia e como tinha conseguido a carona para ir.
      Na 2.a feira 23/01 peguei um ônibus de manhã para Cuiabá. Lá estava um dos integrantes do caminhão do dia anterior, que me reconheceu e me cumprimentou. Eu sorri e achei interessante ele, que fazia parte daquela turma do dia anterior que parecia não se preocupar com o amanhã, estar no ônibus tão cedo, provavelmente para ir trabalhar ou estudar. De Cuiabá peguei um ônibus para Campo Grande (MS) pela Viação Medianeira por R$ 72,00 com cartão de crédito. Somando a passagem e a taxa de embarque deram-me comprovante de R$ 71,85. Em Campo Grande, mais pelo desaforo do que pelo dinheiro, reclamei no guichê, já que estava na rodoviária mesmo, e recebi a diferença. Cheguei no fim do dia e fiquei hospedado numa pousada ou pensão perto da rodoviária.
      Para as atrações de Campo Grande veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/campo-grande-2/ e http://campogrande.net/turismo. Os pontos de que mais gostei foram os parques, as áreas verdes, os museus da região, principalmente referentes a índios, o artesanato e as mangas.
      Na 3.a feira 24/01 e 4.a feira dia 25/01 fui conhecer a cidade. Já tinha estado nela em 1994 e 1995 a trabalho, mas não tinha tido oportunidade de conhecer tudo que queria. Desta vez pude ir ao vários parques, praças, centros de artesanato e museus temáticos, principalmente regionais e indígenas. Até repeti alguns museus e locais que já conhecia e de que havia gostado quando das viagens a trabalho. Num dos parques havia uma mangueira carregada e fiquei um bom tempo comendo mangas. O sabor natural, sem aditivos artificais, pareceu-me sem igual, muito melhor do que as frutas que eu conhecia das feiras e supermercados 😋. Passeei também pela área urbana, incluindo a região central e algumas áreas periféricas. Chamaram-me atenção a terra vermelha de cor forte, o grande espaço existente e as áreas verdes.
      Na 5.a feira 26/01 fui para Aquidauana, no início do Pantanal do Mato Grosso do Sul pela empresa Expresso Mato Grosso, pagando R$ 21,00 com cartão de crédito. Saí de manhã e cheguei lá na hora do almoço. Após me instalar fui procurar informações sobre como conhecer o Pantanal. Um homem de uma agência me disse que naquela região eu teria dificuldade em encontrar atrações naturais a preços baixos. Porém existia uma vila de pescadores chamada Passo do Lontra, na Estrada Parque, que era local de mochileiros, em que eu poderia encontrar hospedagem barata e ter acesso às áreas naturais por conta própria. Disse que existia inclusive um hotel barato lá em que eu poderia ficar. Guardei estas informações, que se revelaram utilíssimas 👍. Referente a Aquidauana então, fiquei um pouco decepcionado com as perspectivas, mas me preparei para caminhar por estradas rurais e tentar ver o que conseguisse. Neste dia ainda caminhei um pouco pela cidade para conhecer seus atrativos e resolver algumas questões burocráticas (se bem me lembro era algum pagamento).
      Na 6.a feira 27/01 saí cedo e peguei uma estrada rural que me indicaram. Novamente vi a vegetação pantaneira, tuiuius, garças, outras aves e jacarés, porém sem a exuberância que havia visto na Transpantaneira. Não consegui carona para poder chegar até um ponto mais distante e ter a chance de ver mais. Perto do meu ponto de retorno, vi um veado mateiro pequeno 👍, que não tinha visto ainda na viagem. Muito belo, porém bem menor que o cervo visto na Transpantaneira. Esta área me pareceu menos selvagem que a da Transpantaneira, mais ocupada pelo ser humano. Talvez por isso a vista de animais foi menor, mas mesmo assim houve vários.
      Não me lembro se foi aqui ou em Miranda, no começo do meu caminhar pela estrada rural cruzei com uma enorme boiada, que tomava a estrada toda. Fui para o canto para poder passar. Como parei por algum tempo, os mosquitos começaram a me atacar. Aí tirei o boné para espantá-los. No primeiro movimento brusco que fiz os bois se assustaram e começaram a querer correr. parei imediatamente. Os peões se assustaram e logo foram para cima dos bois para acalmá-los. Quase estourei a boiada sem querer 😲. Lamento pelo ocorrido. Ao passar a boiada levantou muita poeira e até me fez cantar a música da Ivete Sangalo (poeira, poeira, levantou poeira) 😃
      No sábado 28/01 fui de manhã para Miranda. Fui pela mesma empresa Expresso Mato Grosso, pagando R$ 7,00 com cartão de crédito. Após me acomodar em Miranda fui me informar sobre como conhecer o Pantanal naquela área. Entrei numa agência de turismo procurando por um mapa, atenderam-me muito bem, mas como acho que não estavam acostumados a mochileiros, não conheciam detalhes de baixo custo. As informações acabaram sendo imprecisas. As do homem de Aquidauana foram mais fiéis à realidade. A dona disse que estava acostumada, mesmo nas viagens de ônibus, a observar animais pela janela. Falou-me que para a exuberância maior, realmente precisaria ir a fazendas ou pousadas que eram caras. Sugeriu-me pegar estradas de terra e observar a paisagem, as aves e tudo, como eu havia feito antes e lhe dito. Foi o que fiz ao sair dali, porém como já estava no meio da tarde, resolvi pegar um caminho pela estrada principal de asfalto e deixar a caminhada por estradas rurais mais longas para o dia seguinte. Após já ter andado um pouco, senti que não tinha me hidratado bem e estava começando a sentir um pouco de mal estar pela falta de água, quando caiu repentinamente uma chuva 🌧️, que usei para me hidratar, bebendo diretamente um pouco da sua água. Pude ver bastante garças e tuiuius e peguei um pouco mais de chuva na volta.
      No domingo dia 29/01 fui caminhar por uma estrada rural. Se bem me lembro, desta vez consegui carona mas já depois de haver andado bastante, o que aumentou um pouco a distância até onde pude ir. Vi novamente bastante aves, tuiuius, garças e jacarés (provavelmente caimans). A área parecia menos tomada pelo homem que Aquidauana, mas menos selvagem que a Transpantaneira. Foi um passeio agradável, mas esperava poder ver mais tipos diferentes de animais.
      Na 2.a feira 30/01 resolvi ir até onde o homem da agência de Aquidauana havia recomendado. Já perto do almoço, devido às restrições de horário, peguei um ônibus para o Buraco das Piranhas, que era o ponto da estrada em que se descia para ir até o Passo do Lontra. Chegando lá, ao dizer para o policial do posto de guarda que eu era de São Paulo, ele me perguntou se eu estava ali para fugir de algo 😮. Eu me surpreendi e disse que não, só tinha vindo conhecer as atrações naturais. Ele me perguntou se iria fazer um safári e logo completou “fotográfico” e eu disse que não tinha câmera e iria guardar tudo na memória. Falou-me para tomar cuidado com alguns animais e me mostrou um ferimento de jaguatirica que tinha sofrido na mão. Esperei um pouco por transporte e depois resolvi ir a pé os cerca de 8 km. O chão de terra estava meio pesado, provavelmente devido a alguma chuva anterior. Com isso, num dado ponto minha calça de moletom rasgou. Não dava para trocar ali no meio da estrada e fui com ela até a vila. Após chegar fui procurar um local para ficar e o caseiro de uma cabana de pescadores me disse que o preço era R$ 20,00 (ou R$ 15,00), mas que para mim faria por R$ 15,00 (ou R$ 10,00). Acho que isso foi devido ao estado em que cheguei, com barro e com a calça daquele jeito 😃. Após estar estabelecido procurei uma costureira que me emprestasse linha e agulha para consertá-la e consegui. Dei uma pequena volta pelos arredores, conheci o hotel que lá havia, que realmente tinha quartos não tão caros (acho que eram cerca de R$ 40,00) comparados aos outros e me informei sobre as refeições que serviam. A mulher do caseiro disse que o patrão só lhes dava dinheiro para a comida deles, então não poderia vender-me refeições. Informei-me sobre o caminho a seguir no dia seguinte para andar pela Estrada Parque.
      Na 3.a feira 31/01, após café da manhã no hotel e encher 2 garrafas de 1,5 litros de água saí caminhando pela estrada Parque em direção à Pousada Arara Azul, que me pareceu ser o ponto viável de retorno. Após caminhar um pouco, encontrei alguns habitantes locais que me disseram que as pegadas que víamos na estrada eram de onça e estavam frescas, talvez fossem do amanhecer. Pouco à frente consegui uma carona de uns 20 km, o que aumentou minha autonomia para ir mais longe. Acabei passando pela Pousada Arara Azul e fui quase até a Curva do Leque. Estava muito calor 😓. Pude ver muitos animais. Junto com a Transpantaneira, este foi o melhor trecho do Pantanal . Vi muitas aves, tuiuius, garças, araras e outras, vi uma comunidade de quatis, entocada em uma árvore. Pude chegar bem perto, mas procurei ficar pouco tempo muito perto (a menos de 1 metro de distância) para não assustá-los. Uma família de capivaras cruzou a minha frente na estrada. Não me viram e eu me aproximei vagarosamente. Quando o líder me viu eu já estava bem perto e ele começou a emitir sons e todos saíram correndo em fila para a área alagada. Tentei assustá-los o mínimo possível. Já perto da chegada, passou um homem com um pequeno caminhão e me falou "Olha a hora da onça!". Eu fiquei um pouco alarmado, mas como já estava perto da vila não me preocupei muito. Quando cheguei de volta, ouvi a mulher do caseiro falar, provavelmente para o marido, que eu estava chegando e parecia muito cansado. Realmente estava, pelo chão pesado e principalmente pelo calor. Ao chegar perto da cabana, um policial federal, pensando que eu era habitante local, perguntou-me se ele poderia estacionar seu carro ali. Aparentemente estava perseguindo alguém (talvez um contrabandista) que conseguiu escapar. Falou sarcasticamente que esperava que a onça o comesse. Disseram-me que havia um jacaré grande na lagoa do outro lado. Apesar de muito cansado eu fui ver. E valeu a pena. Talvez fosse um jacaré-açu ou um caiman enorme . Foi o único jacaré selvagem daquele tamanho que eu vi na viagem inteira. Ele estava do outro lado da lagoa e percebeu que eu tinha chegado. Só revirou o olho levemente na minha direção como quem diz “Mantenha distância”. Eu respondi para ele telepaticamente “Não precisava nem ter dito Seu Jacaré. Eu não atravesso esta lagoa por dinheiro nenhum” 😃. Depois retornei, fui jantar, admirar o céu estrelado e dormir.
      Lá não havia iluminação artificial nas ruas. Num dos dias à noite, ao sair para jantar, vi algo brilhante no chão refletindo a luz da minha lanterna. Ao iluminar melhor percebi que era uma cobra e desviei . Ainda bem que a vi, pois senão teria pisado nela e poderia ter ocorrido um acidente. Num dos dias, após o entardecer, já em boa parte no escuro, tomei banho no Rio Miranda. Antes perguntei a um morador local se não havia piranhas ou outros peixes que atacassem e ele me disse que não. Adorei a água 👍.
      Na 4.a feira 01/02, saí rumo a Corumbá. Antes tomei café da manhã no hotel, despedi-me e agradeci o casal de caseiros e fui procurar alguém para quem dar uma rede de deitar, que havia comprado em 2002 na minha primeira viagem pela Amazônia, e que levei por achar que iria precisar no Pantanal também, o que não aconteceu. Fui até a casa da mulher que havia me emprestado a linha e a agulha para a costura e lhe dei. Ela agradeceu e seu marido, que havia me indicado a casa dela quando eu tinha chegado procurando pela linha e agulha 2 dias antes, desejou-me boa viagem e me disse para ir com a Virgem Maria e todos os anjos ou santos. Fiquei impressionado como uma simples rede tinha impactado aquela gente tão simples e generosa 😊. Novamente caminhei pela estrada e fui até o Buraco das Piranhas pegar o ônibus para Corumbá. Não reencontrei o mesmo policial para falar das aventuras. Peguei o ônibus, cheguei em Corumbá, hospedei-me e ainda pude passear pela cidade.
      Para as atrações de Corumbá veja http://www.corumba.com.br/turismo/tur_ponto.htm, https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/MS/444/corumba e https://www.feriasbrasil.com.br/ms/corumba/. Os pontos de que mais gostei foram o Rio Paraguai, a história, os marcos e as ilustrações da Guerra do Paraguai.
      Num dos dias fui até a zona de comércio de Puerto Suarez na Bolívia para tentar comprar um tênis. Não precisei de passaporte. Após escolher um bem barato, antes de comprar pedi para experimentar. Quando experimentei vi que ficava muito apertado, embora o número fosse maior do que costumo calçar. Disse então que não iria levar e a dona da loja ficou muito brava. Como a cidade ficava a cerca de 6 km de distância e eu não tinha notícia de nenhuma atração de antemão, decidi não ir até lá.
      Um dos pontos de que mais gostei de Corumbá foram azulejos ou muros em ruas que ilustravam a Guerra do Paraguai. Havia várias cenas retratando a época e o conflito. Alguns detalhes específicos da guerra como violência contra mulheres eu não conhecia .
      A vista do Rio Paraguai, principalmente na ida e volta da Bolívia, pois se passava por uma via elevada, pareceu-me muito bela . O rio parecia grandioso e ainda relativamente mantendo suas características naturais, apesar do ambiente urbano próximo.
      Fiquei em Corumbá 5.a feira 02/02 e na 6.a feira 03/02 fui para Bonito. Antes ainda dei mais um pequeno passeio pela cidade, fui ao galpão regulamentado do comércio de ambulantes e comprei o tênis que queria. Peguei o ônibus perto da hora do almoço e cheguei em Bonito após o meio da tarde.
      Chegando em Bonito procurei informar-me sobre as atrações. Quase todos os pontos a visitar eram pagos. Boa parte exigiam guias. A maioria era distante e precisava de transporte. Não era exatamente o tipo de local que eu prefiro.
      Para as atrações de Bonito veja http://www.turismo.bonito.ms.gov.br/bonito/atrativos-turisticos e https://www.bonitour.com.br/bonito?lang=pt-br.
      No sábado 04/02 aluguei uma bicicleta e fui até o Parque das Cachoeiras conhecer as 7 quedas. Como fazia tempo que não pedalava, sofri um pouco para chegar lá, principalmente porque havia estradas de terra com pedrinhas que dificultavam a situação. Mas cheguei após algum tempo. Havia contratado o passeio sem almoço e cheguei já perto da hora do início. Gostei das cachoeiras . Fomos num grupo de várias pessoas que me pareceu animado, principalmente porque várias pessoas pareciam ser familiares ou amigos. Na tirolesa, após saltar, senti o impacto na água, mas ficou tudo bem. Uma menina chorou após cair 😢, pois acho que não estava preparada para o impacto. Na volta, duas moças que haviam ido sem carro pegaram carona com os outros participantes. Como eu estava de bicicleta, voltei pedalando. No meio do caminho parou um carro com algumas pessoas do grupo, onde estavam as moças de carona, e me deram um certificado por ter feito o passeio. Nunca tinha recebido algo assim e fiquei surpreso 😮. Voltei e devolvi a bicicleta.
      No domingo 05/02 novamente aluguei a bicicleta 🚲 e fui até a Gruta do Lago Azul. Gostei bastante da gruta . Compensou a que não conheci na Chapada dos Guimarães. Só achei que o guia ficou muito tempo dando instruções, o que reduziu o tempo de passeio e contemplação efetivos. O grupo era bem grande, muito maior do que o do dia anterior. O passeio durou bem menos também. Não se podia entrar na água para não se causar impactos. O aspecto da lagoa pareceu-me lindo. Após voltar de bicicleta à cidade ainda fui ao balneário municipal, onde pude nadar, mergulhar, ver peixes, principalmente dourados, contemplar a paisagem e descansar 👍. Não quis fazer mais passeios em Bonito porque pareceram-me caros 💰 e eu já havia visto quase tudo o que era oferecido lá ao longo da viagem de graça. Só a lagoa que realmente foi única.
      Na 2.a feira 06/02 de manhã peguei um ônibus para Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul (https://www.cruzeirodosultransportes.com.br), pagando R$ 42,00 com cartão de crédito. Em uma parada na viagem ainda ajudei um grupo de estrangeiros que estava com dificuldades de se comunicar com os empregados da empresa de ônibus. De Campo Grande peguei outro ônibus para São Paulo pela Viação Motta (http://www.motta.com.br) por R$ 118,00 pago com cartão de crédito. A viagem foi pelo oeste paulista, chegando em São Paulo no início da manhã do dia seguinte.
    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.


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