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O incrível começo por Bangkok, e um sonho chamado Koh Phi Phi.


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Viajei por 20 dias no Sudeste Asiático: Tailândia e Indonésia.

Escrevi sobre a Tailândia e estou escrevendo (bem detalhadamente) sobre a Indonésia. O início, vocês já encontram aqui! O restante (e mais fotos do relato abaixo), vocês encontram no blog que estou escrevendo! ::love::https://unstrocadospelomundo.blogspot.com.br ::love:: espero que gostem! ::mmm:

 

Bangkok

Dessa vez, terminei de arrumar as malas e falei pra minha mãe "caraca, que medinho, né?!". Por dentro eu estava um turbilhão. Continente do lado oposto ao meu. Comida diferente. Sem saber falar nem oi nas línguas de onde eu ia chegar. "É pouco dinheiro? Os quartos estão realmente certos? Eu sou doida. Ir sozinha pra esses lugares sem saber nada. Uma roleta russa! O que eu vou comer? Vai, Bárbara, vai. Não pensa muito e se joga". Eram essas vozes dentro de mim 24h por dia durante pelo menos um mês. Imaginem no dia...

 

Em novembro comecei a acessar o Mochileiros.com e acabei vendo bastante gente que estava pra viajar na mesma época que eu. Fiz um grupo de whatsapp para todos os viajantes à Ásia em fevereiro 2017. Chegou a ter 62 pessoas! Fiz uma planilha com locais e datas para vermos quem estaria onde e quando para facilitar o encontro.

 

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bagagem pronta no aeroporto!

 

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refeição do vôo da Ethipian Airlines

Já no aeroporto, encontrei o primeiro brasileiro que faria o mesmo começo que eu. Despachei minha mochila para poder levar repelente e protetor solar, porque eu havia lido que lá era caro. Meu vôo foi pela Ethiopian Airlines. Peguei uma ótima promoção em outubro e posso dizer que valeu muito a pena! O avião é grande, e foi um vôo super tranquilo. As refeições foram boas, e tinha comida a todo instante. Tiveram visores de pessoas que conheci que não funcionaram, mas comigo funcionou tudo certo.

 

Tivemos uma escala em Lomé de 1h apenas para abastecer o avião, e depois, uma conexão de 3h na Etiópia. Foram 3 horas no aeroporto mais sem pé nem cabeça que já estive:

 

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banheiros do aeroporto em containers! :o

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salas para reza e à direita, salas VIPs

 

Foi um total de 26h30min de vôo até chegar em Bangkok. Bem cansativo. O bom foi que dormi bastante durante o vôo.

 

Chegada em Bangkok.

Cheguei. Filas. Placas todas diferentes. Mais filas. Má comunicação. Péssima recepção no aeroporto.

A tal da história de primeiro ter que ir até o Health Control é pura verdade -- e economiza tempo.

Tudo nos aeroportos de Bkk é absurdamente demorado, cheio de filas e orientais furando-as.

Haja paciência. Sério!

 

Ao passar pela imigração, que é tranquila (eles nem perguntaram nada!), existem algumas opções para sairem do aeroporto:

- se você vai para o outro aeroporto, é um shuttle gratuito entre eles. é só apresentar o ticket do vôo que sai de lá. Demora mais ou menos uma hora, e é bem tranquilo.

- para o centro, tem taxi (que com taximetro ligado é EXTREMAMENTE barato), Uber ou Grab (lá usam muito esse! mas façam o cadastro antes de sair do Brasil!), skytrain e ônibus.

 

Porém depois de tantas horas de vôo, você jamais pensa em ir de ônibus. Você está exausto! Mesmo sem levar tanto dinheiro, não compensa. Aqui, a melhor opção é Uber ou Grab, e te explico agorinha o porquê. Chegar na Tailândia exige troca de moeda, certo? pois bem. Como já sabemos, no aeroporto é a pior cotação em qualquer lugar do mundo. Nas casas de câmbio, as notas grandes têm maiores cotações. E você não quer perdê-las. Se você tem uma nota pequena, até que tudo bem. Mas eu só viajo com notas de 50 e 100, então eu não queria trocar ali. Cada centavo faz toda diferença no final. O Uber e outros apps estão vinculado seu cartão. Você não troca dinheiro no aeroporto e já chega onde tem que chegar sem precisar perder $. Porém, uma dica. Fique num local do aeroporto que tenha wifi, senão chamar esses serviços ficam realmente complicado. A minha sorte era o meu amigo, que ele já saiu do gate, trocou uns 50 dollars e colocou um chip tailandês no celular.

Ah é, tirei foto do preços, olhem só:

 

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Ele ativou na hora e foi bem útil na hora de solicitar o Uber. São diversas companhias. Eu soube que essa cobriu todos os lugares que ele foi da Tailândia, que para ele, valeu bem a pena. Cada um que conheci colocou uma empresa diferente, e todas funcionaram bem pelo que me falaram. Eu preferi não colocar chip e ficar apenas com wifi. Baixei o app Maps.me assim que eu consegui wifi, que é um mapa que funciona offline. Dica: BAIXEM!!! é p-e-r-f-e-i-t-o e ajuda muito! Demoramos uns longos minutos até chegarmos no hostel.

 

Falando sobre o hostel.

Fiquei no Canale Hostel. No caminho próximo à ele, não tem um cheiro muito agradável, mas nele em si, é super tranquilo. Ele fica meio escondido, na beira do rio. Ele é um pouco diferente do website, mas quando você se dá conta, já está amando-o mesmo assim. Ele é pequeno, mas a cama do dormitório é uma delícia. O staff é bem amigável, e quem fica hospedado lá, é uma galera bem tranquila. Não é hostel de festa. Ele é muito bem centralizado! Pertinho da Rambuttri & Khaosan Road. Dica para hora da reserva: faça reserva diretamente com eles. Quando reserva com eles, o café da manhã é gratuito. Caso contrário, são 100 baht por dia. Eu ficaria lá novamente SIM e indico. Indico também o Rambuttri Village.

 

Sobre o câmbio e as finanças.

Assim que cheguei eu já queria trocar dinheiro. Descobri que a melhor casa de câmbio de Bangkok é a Super Rich Exchange. Eles tem a melhor cotação, e são várias agências espalhadas por toda a cidade. Valeu a pena. Troquei 500 dollars. Esse dinheiro era pra durar a minha viagem inteira pela Tailândia. Infelizmente, no dia, a cotação não estava tão boa. Troquei a 34,84 baht o dollar. Teve gente que conseguiu essa mesma cotação (ou até melhor) na própria Rambuttri dias depois. Mas são coisas que não dá pra prever, né? paciência. Foi bom já ficar com o dinheiro todo na mão.

 

Noite 1.

Era Tuk tuk para todo o lado. Tudo é completamente diferente de qualquer outro lugar do mundo. O trânsito é realmente sinônimo de caos.

 

Fui até o MBK, que é um shopping famoso da cidade, extremamente barato que contém tudo que você possa imaginar e mais um pouco. É um shopping gigante. Um andar para cada coisa, e tudo bem barato. Praticamente um camelô ao lado do outro dentro de um shopping. Comprei o que eu queria: uma SJCam 4000 já com memory card + todos acessórios possíveis por 3000bahts. Essa câmera é boa! É uma concorrente da Go Pro. Eu curti bastante! Mas olha, pra chegar nesse preço, haja pechincha. Sim, eles precisam desse tipo de coisa. Parece até que eles gostam disso!

 

Lá fora do shopping, tem barracas de comidas típicas. Um tipo de miojo com pedaços de carne de porco saiu 60 baht. Estava gostoso, até. Dá para encontrar de tudo (de comida local) nessa feira. Eu estava realmente exausta, e resolvi ir pro hostel. Porém assim que saí da feira, havia uma multidão em frente ao estádio: estava ocorrendo uma luta ao vivo de Muay Thai. Era um campeonato que estava sendo inclusive televisionado! Tinha uma "banda" tocando música típica durante as lutas. Uma experiência muito legal logo de cara! Adorei! :)

 

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Voltei de Tuk Tuk para o hostel. Aqueles caras são loucos, sério. É uma experiência/aventura que todos devem passar. Esse que peguei nessa hora chegou a dar medo. Eles costuram o trânsito em meio àquele caos. Mas não nego que foi divertido! haha.

 

Só sei que eu estava podre e precisava dormir, mas quem disse que eu conseguia?

 

Dia 2.

Sono. Muito! Mal dormi... o jetlag judia demais... Resolvemos andar do hostel até o primeiro templo. Era bem cedo, então dava tempo tranquilamente. Porém a distância real x distância do mapa é beeem diferente. Isso sem contar o delicioso e companheiro calor. Antes de chegar, eu já estava morta. E o dia mal havia começado. Pelas ruas havia muita gente de preto e muito preto: luto de um ano pela morte do presidente.

 

Fui primeiro no Wat Arun. Para chegar nele, temos que pegar um ferry para atravessar o rio. Como aquilo é confuso, meu Deus... mas agora eu vou contar a chave de ouro (dica): cada barquinho tem uma bandeira de uma cor que corresponde à linha que aquela barquinha faz. Então ao procurar onde você vai descer, se atente à cor da bandeira. Eu perdi quase uma hora por pegar barcas erradas e não conseguir descer no templo. Existe sim o dress code. É um sinao de respeito. Não tem como fugir disso! Eles alugam na porta caso você precise (média de 20 Baht).

 

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A entrada nesse templo foi 50 baht. Ele está em reforma. Andamos ali pelo meio, mas não tem muito a olhar por estar fechado.

 

Ou seja, não perca seu tempo nesse templo se ele ainda estiver fechado! Claro que a arquitetura dele, como todos os outros, é de tirar o fôlego, com pinturas maravilhosas. E outra né, esse templo é o cartão postal de Bangkok! Cada um tem sua beleza. Mas uma vez que esse está fechado, acaba perdendo um pouco a graça.

 

Porém, ao sair dele, passamos por um jardim para irmos até a barquinha para retornar ao outro lado, e andando ali, percebi uma outra "casa".

 

Era algo lindo e silencioso. Não tinha tantos visitantes como o Wat Arun, porque acredito que as pessoas atravessem, andem pelo templo e vão embora. Mas aquela estrutura linda me chamou atenção e fomos entrando. Fui olhando tudo e parecia que algo me puxava para dentro. Um jardim super gostoso... Cheguei numa sala onde havia um monge sentado. Eu não pude entrar por não estar vestida corretamente, mas apenas da porta, foi onde eu tive minha maior experiência espiritual que tive durante os meus dias na Ásia. Era uma paz que não sei explicar até agora. Meus olhos se encheram d'água, e só dava vontade de agradecer por estar ali, vendo tudo aquilo com meus próprios olhos e sentindo tudo aquilo com meu próprio coração. Eu nunca senti isso antes. Foi uma paz interior instantânea. Minha mente ficou vazia. Impressionante. Esse se tornou meu lugar preferido. Não deixem de ir! Espero que vocês tenham uma experiência tão maravilhosa quanto eu tive! :)

 

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Fui pegar o ferry para atravessar. Acreditem ou não: o transito é caótico até no rio! É bizarro. Mas são essas coisas que fazem Bangkok ser uma cidade única.

 

Finalmente, cheguei no Wat Pho. É famoso templo do Buda deitado com as digitais nos pés. É bem impressionante ver aquele Buda daquele tamanho. Vale muito a pena a visita! E não basta isso. Ao redor do templo tem jardins e templos recheados de detalhes. Nossa, como é lindo!!! Dá pra ficar umas horas passeando por ali. Dentre os templos mais famosos, esse foi meu preferido. Entrada: 100 Baht.

 

Ao sair do templo, a fome estava gritando. Andando por ali procurando um restaurante, achei o melhor restaurante que poderia ter achado. (dica!) Chama The Sixth. Super pequeno, aconchegante e d e l i c i o s o. Melhor de tudo? Barato. Se eu pudesse comeria lá todos os dias! Nesse meio tempo chegou o meu amigo italiano do Couchsurfing. A gente estava mantendo contato há meses pelo CS falando sobre essa viagem e marcando de desbravar BKK juntos. A galera desse website é a melhor! (não é a toa que estou lá haha). Brincadeiras a parte, eu me identifico muito com as pessoas dessa comunidade. São pessoas desapegadas e cheias de coragem de viajar sozinhas por aí, se hospedando uns nas casas dos outros, conhecendo de perto a cultura local. Conheço o website desde 2011 mas comecei a hospedar e procurar hospedagem em 2014.

 

Após o almoço, fomos no Wat Phra Kaew. Ele fica num complexo com o Grand Palace, que é a antiga residência da monarquia tailandesa. É uma fila gigantesca para entrar. Não é a toa que dizem para fazer esse primeiro. É a entrada mais cara: 500 Baht. É lá que tem o Buda de esmeralda. Tudo é grandioso por ali. Rico em detalhes. É lindo, claro. Mas depois do Wat Pho, esse não vale a pena. Entendam que isso é uma opinião pessoal, okay? O Buda de esmeralda mal dá pra ver, de tão pequeno que é. O palácio é lindo por fora, com um jardim convidativo, maaas, não pode entrar. Na hora que paga, a gente recebe um monte de ingressos, mas no final das contas, só temos acesso ao templo para ver aquele mini Buda. Cheio de gente, orientais furando todas as filas possíveis. Um calor absurdo. E fila para tudo: para entrar, para comprar ingresso, para pegar sarong emprestado, para ver o mini Buda, para andar para lá e para cá, e até fila pra sair. Se ainda valesse tanto a pena assim esse monte de filas e os 500 Baht, okay, mas não, não vale. O Wat Pho vale mil vezes mais a pena.

 

De noite, fui até um restaurante na Rambuttri. Acho que essa rua é a minha favorita da cidade. São lanternas pela rua, árvore com luzinhas. Barzinhos tão gostosos... que delícia de lugar!!! Encontrei com o pessoal em um deles, que era super aconchegante, chamado Madame Musur Bar. Vale MUITO a visita!

 

Lá encontrei mais uma galera do grupo do whatsapp. Como foi incrível!!! Depois de tantos dias conversando no grupo, conhecer as pessoas é muito legal! A anfitriã tailandesa do italiano também estava com a gente. Que noite maravilhosa! Amei cada momento. Conversei muito com a tailandesa para absorver o máximo de cultura possível. Ela me explicou sobre o luto deles com a morte do presidente que era muito querido. Eles ficarão um ano de luto. Sim, um ano. O povo colorido ficará um ano vestindo apenas preto. Na verdade, 3 meses de preto e o restante de tons escuros. Achei realmente impressionante!!! Ela me contou sobre as ilhas do sul, que com tantas ilhas, o último destino deles são as que todos os turistas vão. Ela foi embora com o italiano, mas nós, brasileiros, ficamos lá no bar até fechar. De lá, fomos até a famosa Khaosan Road. Não é a toa que ela tem a fama que tem. É a rua mais louca que já vi na vida. Não dá pra explicar, só quem esteve lá é que entende. É um bar ao lado do outro e um na frente do outro. E cada um com uma música completamente diferente. Juro, é uma loucura!!! Fiquei lá pouco tempo porque estava exausta.

 

Dia 3.

Ayutthaya. Para ir até lá, existem algumas maneiras saindo de Bangkok. Tem excursões, tem vans, tem motoristas e tem trem. Claro que eu não escolheria um simples, né? Combinamos de nos encontrarmos (eu, o brasileiro e o italiano) na estação central de trem. Inclusive: que estação LINDA! eu amei hehe. O ticket para lá de trem são 15 baht (3ª classe). Absurdamente barato! Vale a experiência se você não tiver problemas com horários. Primeiro que eles não são pontuais. Segundo, é uma viagem longa, com várias paradas. Muita gente. E não é tão confortável assim. Mas não me arrependo da escolha! Ficar olhando a paisagem foi bem legal. Um local ficou conversando com a gente, e me deu um chaveiro de elefantinho para boa sorte. Chegando lá, a gente ia alugar uma bicicleta cada um. O calor estava tão forte que acabamos optando por Tuk Tuk. A cidade já foi a capital da Tailândia e já foi conhecida como capital do comércio por estar bem no meio do caminho entre Índia, Malásia e China. Porém os pontos turísticos são os templos. Uns restaurados e outros em ruínas devido à guerra dos tailandeses contra Myanmar, que acabaram com tudo. Conhecemos vários templos dali. Todos eram bem parecidos. O primeiro foi o Wat Ratchaburana (entrada: 50 Baht). Depois, fomos até o Buda reclinado de pedra.

 

Pelo caminho, vi pessoas fazendo turismo em cima de elefantes. Podem pensar "que lindo!" mas não. Arrisco dizer que um deles olhou para mim pedindo para tirá-lo dali com aquele olhar triste e cansado. É muito, mas MUITO calor. Dava para ver que não estavam sendo bem tratados... nessa hora fiquei triste. Por favor, não façam esse passeio! Quem quiser experiências com elefantes, vão até Chiang Mai (norte do país) que eles tem uns programas legais que vão te proporcionar uma experiência incrível, com certeza!

 

Um dos sufocos que passei nessa viagem foi no Wat Phrasisanphet. É um templo enorme e LINDO! Um dos mais famosos. Já serviu de moradia para reis tailandeses (entrada, 50 Baht). Dava vontade de tirar foto de tudo. O cenário era incrível! Mas nessas de ficar tirando fotos para lá e para cá, eu simplesmente esqueci minha bolsa em um dos pontos. Só me dei conta que havia deixado para trás quando já estava a caminho do próximo templo. O pior para mim não era ficar sem meu dinheiro, mas ficar sem meu passaporte. Que desespero, sério! Eles foram tentando me acalmar durante o caminho da volta. O tuk tuk estacionou, o brasileiro ficou de olho nas mochilas deles enquanto eu e o italiano saímos correndo naquele calor por todo o jardim até a entrada do templo. Para nossa surpresa, quando cheguei estavam sorrindo e gritando "a Bárbara chegou! É ela! Oi Bárbara!!!". Minha bolsa já estava na bilheteria INTACTA. Tive um minuto de fama na Tailândia haha. Tive que tirar foto com a bolsa para ficar comprovado que eu a retirei. (obrigada mais uma vez, meninos!).

 

Dentre todos, meu preferido é o Wat Mahathat. Ele tem a cabeça de um Buda numa árvore o que me remeteu imediatamente à Pocahontas. Foi uma emoção sem tamanho. Chorei, claro. Mas o templo é muito além disso. É l i n d o !!! Os arredores dele, nossa. Dava vontade de ficar andando por ali e ficar por lá durante um grande tempo. Por favor, se não tiverem muito tempo, não tirem esse do roteiro, e fiquem observando tudo por ali, vale a pena cada instante. 50 baht para entrar.

 

Voltamos para estação de trem. A volta é 20 Baht cada (terceira classe). No retorno, o trem foi mais pontual. Ele logo chegou. Fui olhando a janela, observando cada pedacinho de cada lugar que o trem passava. Como é lindo! Vi um pôr do sol maravilhoso... que experiência incrível!!! Estava exausta, mas valeu a pena cada instante e toda beleza que eu vi. Chegando em Bangkok, pelo caminho até o hostel, descobrimos outro templo: Wat Bowonniwet Wihan Ratchaworawihan. Foi o último que visitei na cidade. Bem pequeno, mas com um Buda de ouro gigantesco. LINDO!

 

Cheguei no hostel, me troquei correndo, esperei mais uma brasileira do grupo para que a gente fosse no famoso roof top do filme "Se beber não case", o Sirocco. Fomos até lá de Uber. Dica: dress code. Tem que se vestir BEM para entrar. Se não, n-ã-o entra! A vista chega a tirar o ar. É maravilhoso! Mas extremamente caro. Um chopp é 600 Baht. Nem cheguei a olhar o resto do cardápio. Não paga para entrar, então é entrar, ver aquele visu, tirar todas as fotos possíveis e ir para outro lugar. Fizemos um encontro com vários do grupo, mais a tailandesa e o italiano. Foi demais!

 

Resolvemos ir até a Khaosan Road de novo como despedida. Nos divertimos muito, entramos em um dos bares. Dancei bastante! Fui andando pela rua com o italiano, dançando as músicas diferentes de cada bar. Foi realmente divertido e inesquecível! A exaustão chegou e era hora de ir embora. Uma parte do meu coração ficou ali, em cada abraço. Foi a hora do primeiro adeus... foram indo embora, um a um.

 

Dia 4.

Outros ficaram, mas agora, eu que tinha que partir. Fui até a estação de trem, deixei minha mochila no guarda volumes e fui andar pela cidade. Fui até a china "crazy" town de Bangkok, que tinha camelô ate de vibradores. Andei bastante por ali, olhando tudo que eu podia. Resolvi ir até o MBK de novo para comer no Mc Donald's e comprar um power bank para a viagem de trem. De volta à estação, fui até o trem. Esse foi pontual. Eu ia comprar primeira classe, mas estava esgotado. Acabei indo de segunda classe. E o moço da bilheteria me indicou com ventilador ao invés do ar condicionado. Resolvi confiar e comprei. Nossa, ainda bem. Eu cheguei a passar frio, de tanto vento que entrava pela janela. Então o preço compensou muito (ticket conjunto de trem + ônibus = 650 Baht)!!! Ver toda aquela paisagem, aquela lua pelos rios que passamos... nossa, que experiência incrível!!! Só que, claro, tiveram lados negativos. Não tinha como comprar comida pelo caminho: eu devia ter comprado antes, mas não pensei. Haviam uns vendedores ambulantes que subiam, mas não dava para entender o que eles diziam, e eu e minha frescura não me deixaram comprar nada. O banheiro, é igual de ônibus, porém, para mais gente, ou seja: n o j e n t o. Segurei o quanto eu pude. E claro, passei fome. O pior disso tudo? O frio. Eu fechei todas as janelas que pude para evitar o frio. Me cobri com manta que peguei do avião (sim, sou dessas haha, tenho várias!). Coloquei meia bem grossa e casaco. Foi bem difícil dormir.

 

Minha próxima parada foi aquela maravilha de Koh Phi Phi, que será meu próximo relato.

 

Bangkok é realmente uma coisa a parte desse mundo. Vale a pena todo sacrifício do võo. E fiquem por lá o máximo de tempo que puderem. Eu amei todos os lugares que eu passei, e já não vejo a hora de voltar lá para ir em lugares que não tive tempo de ver.

 

PS: Sobre os gastos.

Eu separei 1000 Baht por dia. E deu tranquilamente em Bangkok! (+/- 100 reais por dia)

O hostel eu já tinha pagado no cartão antes de sair do Brasil. Reservei pelo Hoteis.com, que permite até parcelar as hospedagens. Mas nem sempre são as tarifas mais baratas.

O Tuk Tuk era em média 150 Baht. Moto taxi, 100 Baht. (pechinchar SEMPRE!!!)

Barca, 20 Baht. Taxi com taxímetro ligado não chegou a 70 Baht (Sirocco até Khaosan road).

Refeições gastei em média 200 Baht por dia. Drinks eram de 150 a 200 Baht.

Água, 10 Baht no 7 eleven. (sim, vale a pena comprar tudo lá!). Pelos templos, 20 Baht.

Mc Donalds, um número do Mc Duplo, 250 Baht.

O bom, foi que os meios de transporte, eu sempre estava com alguém pra dividir, então ajudou bastante! A comida foi difícil para mim, o que acabou sendo uma alimentação restrita (e comi pouco!). Outro ponto foi que eu não bebo muito, então também gastei pouco com isso.

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