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Oi Pessoal, descobri esse site por acaso e parece que vai me ajudar muito!!

Sou de Brasilia e To querendo ir pra Itacaré no dia 29/23, e mais ou menos no dia 05 ou 06, ir pra morro de SP!

Mas nao to nadandoooo no dinheiro e to indo mais na aventura mesmo, pois de repente tive essa vontade de viajar sozinha, colocar a mochila e ir pra Bahia claro!!

Ja fui em Itacaré em 2006, e acampei na praia mesmo, a cidade era bem diferente do que é hoje, pois era muito ROOTS! Como ja vi que as coisas mudaram por la, gostaria que me ajudassem com algumas dicas:

 

Quanto é o ONIBUS de Ilheus a Itacaré????

 

Quanto custa a média de Campings e Albergues hoje em dia???

 

Quanto é pra ir de Itacaré a Morro de São Paulo????

 

Espero que me ajudem, obrigada!!

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Tayla, a passagem de onibus de Itacaré ate a cidadizinha (q eu nao lembro o nome agora) que vc pega a lancha pra ir para o Morro é uns 36,00 e a lancha varia entre 10,00 a 15,00 (esses preços são so pra vc ter uma base, pode variar 2 ou 3 reai pra menos ou pra mais - acho q pra menos.. hehe) ..os albergues dependendo da epoca q vc vá, vc encontra ate de 30,00 ...estou indo na alta temporada (natal/ reveillon) e estou pagando uma media de 50,00 a diaria..

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as outras duvidas não sei te respondeu ..mas posso te dizer que acampar é sempre mais barato.. vc deve encontrar de 15,00 e no maximo de 25,00 (na baixa temporada).. na alta temporada acho q nao passa dos 30,00 ... e a passagem de ilheus a itacare nao sei te dizer.. mas sei q é perto..entao deve ser bem menos q os 36,00 reais q vc vai pagar pra ir pro Morro! ;)

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Bel, Pérola.. obrigada pelas dicas! ;) ..qnd voltar eu vou postar aqui meus relatos e vou ter o cuidado de anotar tudo durante a viagem!.. sempre prometo e nunca faço.. mas dessa vez vou cumprir a promessa.. rsrsr!

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Reveillon, alguém já passou em Itacaré? Me falaram que Barra Grande na virada é melhor, tem umas festas na praia etc. (*) Estou chegando em Salvador dia 25, depois irei a Itacaré e vou subir até Barra Grande, volto a SP dia 09.

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Reveillon, alguém já passou em Itacaré? Me falaram que Barra Grande na virada é melhor, tem umas festas na praia etc. (*) Estou chegando em Salvador dia 25, depois irei a Itacaré e vou subir até Barra Grande, volto a SP dia 09.

 

 

Já passei a virada nos dois lugares, e são vibes distintas... Barra Grande tem sim festas na praia e quase todas são fechadas e o ingresso não é nada barato, mas mesmo assim foi muito bom e consegui até entrar em alguns lugares sem pagar rs.

 

Já Itacaré faz muito tempo que não fico por lá na virada do ano, mas na minha época sempre tinha show de alguma banda de reggae

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Pessoal, rola um bate volta pra Marau e Barra Grande saindo de Itacaré? Dá pra fazer de carro ou combinar uma 4x4 fica melhor? Vou ficar 7 dias.

 

Lucas nao sei se ja havia te respondido, mas andei pesquisando e custa uma média de 70,00 pra peninsula com Taipus de fora. Varias agencias oferecem esse serviço!

Acho que vou fazer esse passeio tambem pois as fotos da peninsula sao extremamente atraentes, boa viagem!

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TaylaBsb e deiafranzoi, obrigado pelas respostas! Vou ter que fazer esse passeio, o lugar parece ser animal.

 

Galera, quanto ao reveillon, vai rolar uma festa na Cabana Corais (http://reveillonitacarecabanacorais.blogspot.com.br/). Parece que vai ser a festa da virada, na praia e com bandas boas pra escutar durante a noite. Compramos os ingressos online por 70 reais. Melhor adiantar agora do que pagar mais de 100 reais no dia/semana do evento. Quem estiver na vibe de curtir junto comigo, estou aberto a novas amizades! hahahhaa. Valeu mlkada!!

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TaylaBsb e deiafranzoi, obrigado pelas respostas! Vou ter que fazer esse passeio, o lugar parece ser animal.

 

Galera, quanto ao reveillon, vai rolar uma festa na Cabana Corais (http://reveillonitacarecabanacorais.blogspot.com.br/). Parece que vai ser a festa da virada, na praia e com bandas boas pra escutar durante a noite. Compramos os ingressos online por 70 reais. Melhor adiantar agora do que pagar mais de 100 reais no dia/semana do evento. Quem estiver na vibe de curtir junto comigo, estou aberto a novas amizades! hahahhaa. Valeu mlkada!!

 

Nossa, eu pensei que ia ta bem mais barato... Vai rolar Adao negro nessa festa ne, andei pesquisando... que pena.

Quando passei o reveillon la, curti nas ruas mesmo, tinha uma galera tocando percussao nas ruas e altos gringos indo atras, nunca vou esquecer disso! hahaha e no final um forrozinho... Eu tambem nao quero perder o passeio da peninsula, e vai ser em epoca de lua cheia, a galera diz que so da pra curtir as piscinas naturais nessa epoca ;)

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Itacaré é uma cidade praiana não tão pequeninha. Quando você chega, não dá nada por ela, parece um lugar feio, especialmente quem vem de Morro de São Paulo pela Rodoviária, que é o nosso caso. Depois, você só se surpreende. Chegando na orla, há a praia das conchas, praia bem feinha, com areia misturada com muitas conchinhas que torna difícil de caminhar. Ali, é a praia mais perto do centro, tem lugares onde as vezes rolam um shows (ia rolar mano chão por exemplo). É uma praia praticamente sem ondas, onde é legal curtir o por do sol. Caminhando mais a frente, há umas praias mais bonitas, bem pequenas, com ondas para surf. A primeira é Resende, que vale a pena só passar. Depois, vem a Tiririca, bem do lado, só andar um pouquinho, praia bem de surfista e tem uma barraca lá pra cima. Subindo umas pedras vem a praia da cosa e depois a Ribeira, outras praias bem pequenas, coladas uma na outra. Seguindo por uma trilha a partir da Ribeira, há a Prainha, que é considerada uma das praias mais bonitas do Brasil. Talvez seja um pouco de exagero, mas é uma praia bem bonita. No nosso caso, pagamos um guia (R$ 20 por pessoa) para nos levar. Há muitos relatos de que Itacaré não é seguro e tal, não sei até que ponto isso é verdade ou é feito para os turistas usarem os guias. Afinal, eles vivem disso. Há muita pressão para contrata-los, se quiser ir sozinho vá preparado para dizer não. A trilha para a prainha não é muiiiito difícil, é complicadinha só. Tem dois pontos onde há dois caminhos e pode haver erro, retornando ao início da trilha, que aliás é bem cansativa, com subidas, dá em torno de 1h30min de caminhada, tem que ter um pouco de preparo. A praia não tem infraestrutura, então o bom é ir cedo e sair para almoçar em algum lugar, perto da Ribeira tem vários. O caminho não tem nenhuma sinalização, acho que tudo lá é de propósito, obrigando você a contratar um guia. No outro dia, fizemos o passeio das 4 praias, Engenhoca, Havaizinho, Itacarezinho e Canoinha. Passeio bem legal, dá pra fazer tudo no mesmo dia bem tranquilo Itacarezinho é uma baita duma praia, mas só tem uma barraca e ela é bem cara! Então levem comida para o passeio. Além desses passeios, há o para Jeribucaçu que dizem ser bem bonito e o para Maraú, onde há piscinas naturais, o qual não fizemos devido à época de maré morta (a maré não fica boa para ver devido à fase da lua). De noite, Itacaré ferve! A noite de Itacaré é surpreendente, de dia parece um lugar deserto, de noite, borbulha! Há uma rua que tem toda a movimentação, a pituaçu. Lá você caminha caminha e caminha e há restaurantes e lojinhas para tudo que é lado. Não passa carro na rua. Vale muito a pena, lugar muito legal para ir de noite, cheio de comida boa e a um preço acessível. Ainda tem vários lugares para tomar drinks!

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    • Por gmussiluz
      Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html)
      Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas.
       
      PLANEJAMENTO

      Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição!
       
      ORGANIZAÇÃO
      De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L.
      (Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava . As fotos ficaram por conta do celular mesmo).
       
      CAMINHAR!

      A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha).

      Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco.

      Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado!

       
       
      Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar.

      Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ).

       
      O RIO!
      Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha .
      (link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar:
      )
      -Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar!
      -Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!).
       


       
      Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!).

      Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo.

      Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando!

      A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada.
      Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita.

      Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu.

       
      Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata!
       
      O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA:
      -Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia;
      -Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal;
      -Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo;

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Azteq Nepal 2 (não usei)
    • Por Marco Sobral
      Importante: Esse trekking apesar de parecer fácil (só andar pela praia) exige uma alta compreensão sobre marés e condições climáticas (todos os dias olhávamos o tábua de marés de noite e de manhã), pois qualquer mudança de tempo pode acarretar na abordagem do trekking.
      É recomendável fazê-lo na lua nova*
       
      Iolanda me chamou para realizar esse trekking por volta de Setembro/2017 com previsão de realizarmos em Março/2018, como eu já estava no mochilão pelo Brasil eu não dei certeza, mas me programava para realizá-lo, pois depois de pesquisar sobre o trekking me encantei com a história.
      Em fevereiro consegui a passagem para Itamaraju para o dia 09/03 e estávamos marcando para iniciar o trekking no dia 12/03. Embarquei no dia 09/03 para Itamaraju para encontrar a Iolanda na casa da avó dela. Após 27hrs de viagem cheguei em Itamaraju na madrugada do dia 11/03.
      Ficamos o dia 11/03 inteiro atrás de mercado e lugares para comprar o que faltava, mas esquecemos que era domingo e cidade do interior não funciona igual Sampa rsrs
      1° Dia - Itamaraju a Barra do Cahy
      Percorridos: 11km.
      Tempo estimado: 4hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      (Ônibus Itamaraju x Prado: R$14
      Táxi Prado x Cumuruxatiba: R$15)
      Acordamos por volta das 6hrs da matina e fomos tomar café, nos despedimos de todos e corremos para rodoviária, chegando na rodoviária vimos o ônibus para Cumuruxatiba saindo e o próximo seria só às 14h30. Optamos pela opção de ir até Prado e de Prado tentar um táxi ou pegar o ônibus às 12hrs para Cumuruxatiba.
      Chegando em Prado nos deparamos com os primeiros oportunistas que encontraríamos no caminho dessas cidades que estão virando turísticas, o senhor queria cobrar R$200 (exatamente duzentos reais) para deixar a gente no trevo de Cumuruxatiba e assim tentarmos carona, nem fodendo que íamos pagar tudo isso em um táxi sendo que o ônibus não era nem R$15.
      Aproveitamos o intervalo para irmos no mercado para comprar o restante das coisas que comeríamos nos próximos dias. Voltando do mercado um senhor ofereceu para levar a gente por R$15 até Cumuruxatiba e nos deixaria onde quiséssemos, por esse preço não dá para recusar né...logo aceitamos!
      Chegamos em Cumuruxatiba por volta das 10h30 e junto conosco chegou uma puta de uma chuva! Como estava chovendo muito resolvemos parar em um restaurante para “encher a pança” antes de começar a caminhada.
      Encontramos PF há R$15 no Restaurante da EMA que fica atrás da igreja de Cumuruxatiba.
      Após comermos iniciamos o trajeto até Barra do Cahy era por volta das 12hrs.
      No começo da caminhada estava uma maravilha, tinha parado de chover, o sol estava entre nuvens, estava um vento agradável, a vista da praia era muito foda. Mas como nem tudo são flores o céu começou a fechar e logo começou a chover muito. Começou a ficar ruim para andar na areia com chuva e maré alta corremos para andar perto das vegetações.
      E foi desta forma que achamos o camping da Glória, onde decidimos entrar e ficar para esperar a chuva passar
      Pagamos R$ 30 pp, o camping é bem estruturado e tem uma “puta de uma vista”.

       
       
      2° dia - Barra do Cahy x Corumbau
      Percorrido: 16km
      Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
      Acordamos por volta das 5h para ver o Sol Nascer, mas o tempo não colaborou para um belo nascer do sol.
      Fizemos nosso café e enquanto comíamos olhavamos o site Tábua de Maré para saber o horário exato da maré morta, assim não teríamos surpresas ao chegar no Rio Cahy. Nesse dia a maré morta seria por volta das 9h portanto saímos do camping por volta das 9h já que estamos há uns 30min do Rio.
      Passamos pela tão famosa “placa do desembarque e pela Cruz do Marco do Descobrimento” (que cada um diz que foi em um lugar). Chegamos no Rio e ele estava realmente muito baixo e como diz os locais “a água berava o jueio”.
      A vista é espetacular, mas a maré estava subindo e isso dificultou a nossa passagem por um dos “cotovelos de falésias” onde atravessamos com a água “berando o jueio”, mas depois desse “cotovelo” já avistávamos a ponta de Corumbau que dizem que chega a 200m a dentro do mar (eu não tinha uma fita para medir, mas ia longe…).
      Após algumas horas de caminhada (até que tranquila já que o clima ajudou bastante), chegamos em Corumbau e fomos direto olhar o Rio para ter uma noção da maré no pico mais alto e ver se dava para atravessar na maré morta.
      Chegando perto do rio já fomos surpreendidos por um índio muito louco de cachaça que queria de todo jeito levar a gente para o outro lado, mas decidimos pernoitar em Corumbau e sair no dia seguinte.
      Encontramos o camping Ilha do Sossêgo do Seu Zé que nos cobrou R$10 pp.
      O camping não era tão estruturado, tinha banheiro e se quisesse usar a cozinha poderia usar a da casa do Seu Zé.
      Por volta das 18hrs a maré estaria quase morta então resolvemos ir no Rio Corumbau para ver a possibilidade de atravessar no dia seguinte. Mesmo a maré não estando morta dava para atravessar com a água na cintura, ou seja, na maré morta a gente passa com a água “berando o jueio”.



       
      3° dia - Corumbau x Caraíva
      Percorrido: 12km
      Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
      Acordamos por volta das 5hrs, mas novamente o tempo nublado não quis colaborar para vermos um belo nascer do sol.
      Enquanto preparavamos nosso café da manhã Seu Zé veio “trocar um dedinho de prosa” com a gente e tomar um cafezinho de mochileiro.
      Contou diversas histórias de quando era mais jovem e fazia esses caminhos a pé pois não tinha outra opção. Contou sobre como a vila e a aldeia vem crescendo nos últimos tempos e
      melhorando o acesso às cidades vizinhas. Contou mais um monte de histórias, típico de senhor do interior que já vivenciou muita coisa e  sempre tem bons "causos" pra contar.
      Depois de boa conversa com Seu Zé saímos para mais uma caminhada e já beirava as 9hrs onde passávamos tranquilamente pelo rio “berando o jueio”.
      Agora sim estávamos trilhando na Bahia o sol batia os 35° logo pela manhã e andar na areia fofa de Corumbau para Caraíva não estava sendo nada fácil. Pouco tempo andando na areia corremos para a estrada que liga Caraíva a Aldeia de Corumbau (onde passa muitos bugs), o chão ficou melhor para caminhar mas o sol e a ausência de vento continuava o mesmo. Cada sombra que encontrávamos tínhamos que parar para um descanso e em uma delas encontramos uma entrada de carro que dava para uma estupenda vista do mar esverdeado. Entramos e logo avistamos diversos coqueiros e o mar mais bonito visto até agora (Praia do Negro).
      Conversamos com dois senhores que estavam parados lá pegando coco e aproveitamos para pegar coco também pelo menos a água de coco para matar um pouco desse calor bahiano.
      Dali em diante seguimos pela areia até começarmos a avistar as aldeias de Caraíva e o calor nada de diminuir.
      Entramos no primeiro camping que vimos e negociamos um valor para ficarmos 2 noites já que estávamos com tempo e não tínhamos pressa de chegar em lugar algum.
      No camping do xando cobram R$15 pp e não é tão estruturado, os banheiros são compartilhado com a aldeia toda e a cozinha se quiser usar pode usar de uma das casas.
      Após fecharmos os dias no camping fomos conhecer a vila e realmente Caraíva é muito aconchegante, diversas casas coloridas e um povoado bem hospitaleiro, andamos bastante na vila e fomos para a barra para analisar o Rio e o nível da maré no seu pico máximo, aproveitando que estávamos lá ficamos para curtir o restante do dia.
      De noite fomos até a vila para conhecer o comércio e tudo é muito limpo e organizado, mas os preços são absurdos! Tudo é superfaturado (mesmo para um local de difícil acesso). Aproveitamos o horário para ver a maré morta para estudarmos uma forma de passar.
      Voltamos para a vila e curtir um pouco mais da noite e os poucos lugares abertos (talvez porque era uma quarta pós temporada).


       
      4° dia - Caraíva
      Percorrido: 0km
      Tempo estimado: dia de descanso
       
      Novamente acordamos as 5hrs e a neblina não ajudou no nascer do sol, mas também não dava para ficar muito tempo na barraca afinal estamos na Bahia.
      Após o café da manhã fomos na barra ver o nível na maré morta e se realmente dava para passar.
      Depois ficamos o dia todo curtindo a praia, a vila e o rio.
      A noite fomos em um MPB que estava rolando em um dos bares e a maioria dos comércios estavam abertos (creio que porque era quinta) diferente do dia anterior que estavam todos fechados.

       
      5° dia - Caraíva x Curuipe (um pouco mais pra frente)
      Percorrido: 12km
      Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      Novamente acordamos as 5hrs para ver o sol nascer e o tempo nublado não ajudou, mas aproveitamos para tomar café e arrumar as coisas para sairmos.
      Após 10min de caminhada chegamos no Rio Caraíva no momento exato da maré morta e conseguimos passar com a água “berando o jueio”.
      Andamos aproximadamente 3km e chegamos na praia do Satu (homenagem ao antigo morador da praia) e, na minha opinião, o local é muito mais bonito que Caraíva e tem opção de camping agora.
      Seguindo pela praia de Satu passamos pela primeira lagoa que sabíamos que encontraríamos pelo caminho, mesmo estando vazia preferimos seguir pois sabíamos que havia outra logo a frente e que era ainda mais bonita. chegamos na segunda e paramos para admirar a paisagem e tomar um “banhão” naquela bela Lagoa esverdeada e de água morna.
      Para nossa surpresa pouco tempo depois da segunda lagoa encontramos uma terceira é essa terceira é bem agitada, mesmo na maré morta a água estava com um nível elevado e a correnteza forte pra caramba.
      Seguimos para a falésia onde subiríamos para chegar no espelho (e para bom um observador a trilha da falésia é vista de Caraíva). Subimos por uma escada que ajudou bastante, mesmo em construção, e logo avistamos a placa indicando a praia do espelho para esquerda, mas também tinha uma trilha para a direita que, aparentemente, iria para a ponta da falésia, claro que pegamos para a direita!
      E que bom que pegamos para a direita passamos por diversos mirantes com vistas de tirar o fôlego e conseguíamos avistar até Corumbau.
      Seguimos a trilha e encontramos as placas do espelho novamente, ou seja, devemos ter andado 1km a mais do que a trilha indicava.
      Descendo a falésia avistamos um mar surpreendente e a movimentação de turistas, deduzimos que estávamos bem perto da praia do espelho.
      Chegando na praia do espelho tava lotado de turistas, não tinha nem lugar para sentar mais portanto seguimos e Curuipe também não foi diferente. Lembramos que era sexta-feira e que a parte “tranquila” de praia tinha acabado.
      Andamos um pouco mais e decidimos parar para dormir do jeito que a gente gosta (no bivaque).

       
      6° dia - Curuipe x Trancoso
      Percorrido: 18km
      Tempo estimado: 4hrs
       
      Novamente acordamos as 5hrs e hoje sim valeu ter acordado cedo, que nascer do sol foda! Na nossa cara, saindo de dentro do mar.
      Tomamos café e saímos por volta das 7h30 para chegar no Rio dos Frades na maré morta.
      Após 1h de caminhada chegamos no Rio dos Frades e ele realmente é como falaram, largo e com muita correnteza. Mas como estávamos sempre atentos na tábua de maré sabíamos que estaria chegando a hora da maré morta e daria para passar, dessa vez a água chegou na cintura e foi um pouco mais trabalhoso a correnteza, mas passamos! Estamos firmes seguindo o plano de não pagar canoa proposto no início da trilha.
      Como estava bem cedo tinha muito pescador de polvo e de siri.
      Seguimos firmemente por todas as praias aproveitando o tapetão de areia firme formado pela maré morta e o sol entre nuvens também estava ajudando, tudo propício para andar mais de 15km.
      Após passar várias praias sem ninguém, começamos avistar muito, mas muito guarda sol e logo tivemos certeza que estávamos chegando em Trancoso pelas abordagens. Foram umas 5 abordagens de turistas perguntando onde estávamos, quantos km, se dormíamos (?) e essas coisas (até pediram para tirar foto com nossas cargueiras).
      Enfim, Trancoso e a muvuca de turistas e muita gente e sem paz nem Sossêgo. Fomos então para o famoso quadrado de trancoso, entramos na placa da associação, passamos por uma ponte de madeira que corta o mangue e já começamos avistar muitos carros principalmente subindo a estrada para o quadrado.
      Andamos pelo quadrado e lembra bastante Caraíva (só que 3x maior e mais cheio de gente), paramos no mercado pra comprar uma breja e brindar a caminhada.
      Enquanto conversávamos sobre como Trancoso estava cheio e como a cidade estava grande (tem de tudo por aqui mas para alta sociedade) uma senhora abordou a gente e perguntou se não queríamos ficar no camping dela que era R$15 pp e ficava bem próximo da praia.
      Aceitamos e fomos para a Casa Harmonia. O lugar está começando agora, mas a recepção foi bem boa e decidimos pernoitar nele mesmo.

      (Como estava tudo muito cheio, praticamente não tiramos fotos)
      7° dia - Trancoso x Porto Seguro
      Percorrido: 21km
      Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos)
       
      Como estávamos em um camping tranquilo, não tinha vista pro mar e era praticamente o último dia de trekking resolvemos aproveitar mais para dormir. Acordamos por volta das 7hrs, tomamos aquele café da manhã que acaba com tudo o que tem pra ficar mais leve e seguimos.
      A praia dos nativos é bem bonita e ainda não tinha muitos turistas, pois era bem cedo. O tempo, novamente, ajudou para mais esse dia de caminhada. Sol entre nuvens, areia firme, maré baixa e pé na areia!
      Pouco tempo de caminhada passamos pelo rio da barra que estava com a água “berando o jueio” e assim finalizamos nosso acordo de não pagar canoa para atravessar nenhum rio!
      A vista de Trancoso para Arraial é igual todas que estávamos vendo até hoje, mar azul, mar verde, falésia, areia grossa, areia fina e céu azul tudo muito foda como foram esses 7 dias.
      Após algumas horas de caminhada começamos ver a movimentação dos turistas andando pela praia e assim foi até chegar na Praia do Mucugê (uma das praias de Arraial d'ajuda). Entramos em uma ruazinha para conhecer a vila e me apaixonei por ela. De todos os lugares que passamos Arraial d'ajuda foi o que eu mais gostei. Casinhas coloridas, bares e restaurantes temáticos, ruas de pedras, nativos bem receptivos, preços não era tão abusivos...era praticamente uma cidade grande com cara de interior na praia (ótima denominação).
      Andamos bastante por arraial d'ajuda e seguimos pela praia até a balsa para passar para Porto Seguro e finalizarmos nosso trekking.
      A praia dos pescadores e Araçaipe nem se comparam com as praias que passamos tanto pela cor do mar como pela vista e a movimentação dos turistas.
      Chegamos na balsa e para atravessar para Porto Seguro não paga, mas para voltar para Arraial d'ajuda tem uma taxa de R$5.
      Descemos da balsa e fomos andando pela passarela do descobrimento para dar uma olhada na orla de Porto Seguro (e uma analisada nos preços das coisas) fomos até a ponta onde começa a praia e voltamos para finalizar nosso trekking com chave de ouro.
      Paramos em um bar para beber uma breja e comer porque ninguém é de ferro!


      Foram 7 dias de trekking, mais de 100km andados e 90km gravados, valeu cada esforço! Dava para ter feito em menos dias, mas não tínhamos pressa de nada e fomos aproveitando cada minuto desse pedacinho do Brasil de tirar o fôlego.
      O litoral Bahiano não deixa de ser uma bela atração para todos os gostos e nunca desanima.
      Quem sabe um dia a gente não segue subindo até onde der 😁
      Link do trekking no wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trekking-do-descobrimento-23334805
      Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio):
      https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
    • Por Hélio Jr1502432675
      Este post não é um relato de viagem, trata-se um roteiro de trekking fruto das minhas experiências no interior do vale. Como nem todos tem tempo e/ou dinheiro pra passar vários dias no interior do Pati, segue a sugestão de um roteiro "completo" - com todos os principais atrativos - que pode ser feito em 3 noites - um feriadão qualquer!
      Este trekking pode ser feito com a presença de um guia local ou de forma autônoma. Não há OBRIGATORIEDADE de contratar guia, tampouco não é obrigatório ficar nos pontos de apoio.
      QUEM PODE FAZER? Qualquer pessoa com um mínimo de condicionamento físico. Embora não seja uma trilha altamente exigente, é necessária alguma condição física para percorrer distâncias razoáveis (+10km) por trilhas em dias consecutivos.
      QUANDO FAZER? Qualquer época do ano, na Chapada não é comum chover por vários dias seguidos sem parar. Pesquise a previsão do tempo antes. Se puder, faça este trekking após um período de chuvas na região, assim contemplará o Cachoeirão a todo vapor.
      ONDE INICIAR? Como a ideia é encurtar as distâncias para aproveitar o máximo, a sugestão é começar nas entradas mais próximas ao Vale do Pati, que são: Trilha dos Aleixos e Beco do Guiné. Ambas entradas estão nas proximidades do povoado de Guiné, pertencente ao município de Mucugê. O caminho pela Trilha dos Aleixos é 1km mais curto que o do Beco do Guiné (distância do início até o Mirante do Pati). Se a opção do primeiro dia for o Cachoeirão, a trilha dos Aleixos é cerca de 2.5km mais curta.
      Para reduzir as distâncias de carro, sugiro da seguinte maneira: quem vem de Lençois ou Palmeiras, comece pelo Beco do Guiné; quem sai de Ibicoara, Andaraí ou Mucugê, comece pela Trilha dos Aleixos.
      1º DIA: GUINÉ X IGREJINHA: 8km
      Dia de entrada no Vale, seja pela Trilha dos Aleixos ou pelo Beco do Guiné. Quem sobe pelos Aleixos tem a opção de banho no Rio3h Preto após 4km de caminhada. Quem vem pelo Beco também passa pelo Rio Preto, mas em um local diferente. Adiante terá o Mirante do Pati, com visual clásssico do Vale. Descida pela Rampa do Pati e chegada à Igrejinha (casa de João Calixto).
      Tempo de movimento: cerca de 3h, descontando as paradas.
      Pernoite: Igrejinha como apoio (pensão ou camping) ou seguir a trilha em direção ao Rio Pati (Cachoeira dos Funis) até um descampado próximo ao rio.
      2º DIA: IGREJINHA X PREFEITURA: 11km (Funis e Castelo/Morro Branco)
      Saída da Igrejinha para o Rio Pati, pelo Cemitério. Na chegada ao leito do rio, a trilha segue pelas margens e, em alguns trechos, pelo leito. Neste ponto o Rio Pati possui diversas quedas, formando alguns poços interessantes para banho. A queda principal, que também forma um bom poço para banho, é conhecida como Cachoeira dos Funis, está a cerca de 40 minutos da Igrejinha (1.8km).
      Depois de aproveitar o rio, seguir descendo até encontrar a trilha de saída para casa de Sr. Wilson, onde finaliza a caminhada pelo leito. Após a casa de Sr. Wilson tomar um atalho à esquerda, para interceptar a trilha do Castelo. Caso esteja com cargueira, pode optar por escondê-la em algum canto, antes de iniciar a subida, ou deixá-la na casa de Sr. Wilson ou de Agnaldo. A subida é bem acentuada e pode ser escorregadia, caso tenha chovido recentemente, possui cerca de 2km.
      Entre Funis e topo do Castelo são aproximadamente 2h de caminhada. Castelo x Prefeitura também são cerca de 2h.
      Tempo de movimento: cerca de 5h, descontando as paradas.
      Pernoite: sugiro na Prefeitura (Casa de Jailson), para adiantar o dia seguinte. Porém são muitas as opções no caminho: Agnaldo, Dona Leia, Dona Raquel, João e André. Para camping natural sugiro uma área do outro lado do Rio Pati, próximo a Prefeitura.
      3º PREFEITURA X SR EDUARDO (CASA DO CACHOEIRÃO): 15km (Cachoeira do Calixto e Poço da Árvore)
      Saída da Prefeitura para a Mata do Calixto, atravessando o Rio Pati. São aproximadamente 4.5km (2h) até a Cachoeira do Calixto. Fazer o trajeto sem as cargueiras, deixando guardada na Prefeitura. Se a pernoite anterior for na casa de Agnaldo, pode seguir pela trilha da margem esquerda do Rio Pati (não passa na Prefeitura), deixando as mochilas escondidas no acesso à mata do Calixto.
      No retorno da Cachoeira do Calixto, passagem pela Prefeitura. Cerca de 1km após a Prefeitura está o Poço da Árvore, que é um opcional no trajeto.
      Tempo de movimento: cerca de 6h30, descontando as paradas.
      Pernoite: sugiro na casa de Sr. Eduardo, onde o filho Domingos toma conta. Para camping natural, sugiro uma área após a Casa de Seu Eduardo, próxima ao ao Rio Cachoeirão.
      4º SR EDUARDO X GUINÉ: 20km (Cachoeirão por baixo e por cima)
      Saída da casa de Sr. Eduardo sentido os poços do Cachoeirão, trilha com duração aproximada de 1h. Se estiver com cargueira, deixe ela no entroncamento com a trilha da fenda do Cachoeirão. O acesso aos poços é bem irregular e será mais difícil transportando uma cargueira. Sol no poço até o início da tarde, porém sugiro a saída do local até, no máximo, 12:00. No retorno do poço, subir pela trilha da fenda, que, apesar do nome, não possui tanta dificuldade técnica.
      São 2 a 3 horas de subida até o topo do Cachoeirão, onde será possível contemplar a vista da 4ª cachoeira mais alta do Brasil e nadar em um pocinho em meio a mata. Deixando o Cachoeirão, a trilha segue pelos gerais até iniciar a descida da Serra do Esbarrancado. São 10km até o final dos Aleixos e 12km até o fim do Beco do Guiné. Sugiro sair do topo até às 15h, para não trlhar no escuro.
      Tempo de movimento: aproximadamente 7h, descontando as paradas.
      Último dia de trekking, caso queira optar por mais uma pernoite, a opção é o topo do Cachoeirão ou em algum ponto viável do gerais.
      CONSIDERAÇÕES:
      Desta forma, o trekking proposto tem aproximadamente 55km. Sugiro fazer neste sentido pois, na maior parte do tempo, a caminhada terá o relevo favorável.
      Dos atrativos conhecidos do Vale do Pati, o único não contemplado neste roteiro é o cânion do Guariba, que fica próximo a Casa de Joia, na saída para Andaraí.Alguns locais possuem mercadinho (Igrejinha e Prefeitura), onde é possível comprar alguns produtos básicos. Preços bem superiores ao de mercado, cabe frisar.
      Se possível, utilize calçados impermeáveis, de preferência botas. Leve o mínimo de peso possível nas cargueiras.
       
    • Por Aloha.Eveline
      Nessa virada de ano, decidi passar em 2 cidades que mexem demais comigo: Itacaré e Caraiva. A primeira eu ja conhecia, a segunda nao.
       
      Cheguei no aeroporto de Ilhéus as 2hrs (malditos horarios de promocoes de aviao) da manha com mais uma amiga, e de início iríamos dormir no aeroporto até dar a hora de pegarmos o primeiro onibus para itacaré. Porém, logo no desembarque, vi grupinhos de 4 pessoas se formando na porta e negociando com os taxistas uma corrida até itacaré por 100 reiais. Bastou eu falar propositalmente em voz alta com minha parceira de viagem "NOSSA, SERA QUE A GENTE CONSEGUE MAIS GENTE PRA DIVIDIR UM DESSES ATÉ ITACARÉ" que mais uma menina se aproximou para se juntar a nós. Saiu 33 reias para cada numa viagem de aproximadamente 40 minutos, com a vantagem que o taxi te deixa bem no meio de itacaré, enquanto o ônibus para de 100 em 100 metros pela estrada para embarque de pessoas (sem exageros) e só o taxi do areporto até a rodoviária, com horarios de hora em hora bem atrasados, custaria 25 reais. Achei um ótimo custo-beneficio. Aproveite quando desembarcar do aviao em ilheus, muitas pessoas estarao indo para Itacaré e voce podera fazer facilmente essa jogada.
       
      Fui a pe mesmo para minha pousada localizada perto da praia das conchas, o lugar mais divertido que encontrei em itacaré: o Navio Pousada Albergue Camping POP! É um lugar totalmente alternativo, com um ambiente muito acolhedor, as donas te tratam como filho e tudo é muito simples, porém caprichado! As refeicoes tem um preco bem justo, e o café por 8 reais para que esta no camping, sustenta uma boa parte do dia! Como falei, é um lugar SIMPLES, ALTERNATIVO, porém com um astral ótimo. Porém aconselho a quem estiver indo sozinho para ficar nos Albergues. Tem 3 excelentes por lá: Che Lagarto, o Pharol e o novíssimo El mist. O Che é famoso, tá sempre agitado e é onde as noites de itacaré geralmente se iniciam. O Pharol é mais barato que o che, e considero a estrutura dele melhor, uma graca de lugar e mais sossegado. Quanto ao El mist eu nao tenho mto o que dizer, ainda nao o conheco e ele é bem mais afastado que os outros, porém eu sempre ouco falar MUITO BEM dessa rede em cidades como Rio e buzios. Acho que vale a pena arriscar. Para casais, principalmente fora de temporada, vale chegar e dar uma olhada nas pousadas por la mesmo. Voce escolhe o lugar e precos com chances de sucesso bem maiores, dada a grande oferta da cidade.



    • Por AneVM
      Pessoal, uma amiga e eu fomos à Itacaré em fevereiro deste ano e ficamos 10 dias, gostaria então de relatar nossa viagem e dar dicas.
      Saímos do Rio num vôo para o Aeroporto de Ilhéus (o mais próximo) o vôo foi tranquilo, fez escala em Campinas, então demorou um pouco mais, porém fomos cedinho, as 9 já estávamos em Ilheus.
      Chegando lá tratamos de pensar numa maneira de ir até Itacaré, as pousadas oferecem translado, mas pra variar com preços altos e eu desconfiada achei melhor deixar pra ver na hora qual seria a melhor opção. Na hora de pegar as malas vi um casal que esperava além da bagagem, uma prancha, logo desconfiei que iam pra Itacaré, pois lá é point de surfistas. Observei um pouco mais e logo vi que o rapaz foi até um taxista para negociar a viagem, me aproximei da menina e perguntei se ia pra Itacaré, confirmado! Beleza! Taxi rachado pra 4, beeem mais em conta. 25,00 por cabeça. A experiência com o taxi não foi legal, o cara correu muito e passamos muito susto, não sei como indicar para minimizar este risco, então preparem-se!rs
      Chegando em Itacaré, tem a rua principal, chamada Pituba onde se concentra o comércio e boa parte das pousadas, fica também os barezinhos mais badalados da noite, na minha opinião o melhor lugar pra ficar, embora em Itacaré seja tudo bem pertinho.
      Chegamos na pousada, ficamos na Lanai (pagamos 80,00 a diária quarto simples, ventilador de teto e café da manhã), o dono é um Argentino casado com uma Baiana e moram alí mesmo, na pousada, o café da manhã é bom, mas confesso que do 4º dia em diante já tava enjoada da mesma coisa, todo dia!rs
      Então, tirando os meses de dezembro e janeiro que lá fica muito cheio, vale a pena chegar lá e escolher onde ficar ou então só reservar pros primeiros dias e depois decidir se mantém, aí vai de cada um.
      Na secura por praia tratamos de colocar o biquini e ir pra uma das praias próximas, a mais "badalada" Tiririca, pelo caminho vc já fica desnumbrada, pois passa pela praia do Rezende. As águas lá são rasas e mornas, em TODAS as praias, mas os surfistas conseguem pegar onda e adoram(não entendo do assunto).
      Tiramos algumas fotos e aproveitamos o fim de tarde lá, tem um bar nessa praia chamado MAHALO que é bem legal, muito estiloso.
      Puxei assunto com 2 mineiras que estavam ao lado que logo me informaram que a noite tava muito devagar e tava mesmo, voltamos pra pousada, descansamos um pouco, a noitinha o comércio abre, lojinhas de artesanato, restaurantes e bares e a gente percebeu que as mineiras estavam certas, não havia nada pra fazer (era terça feira, tudo bem, a gente entende). Voltamos pra pousada depois de comer um crepe no Tio Gu creperia (indico, muito legal, atendimento muito bom).
      Os dias que se seguiram fomos conhecendo as outras praias. Praia da Concha fica no centro também, água mais escura, sem ondas, vários quiosques tentando atrair você.
      Engenhoca - precisa de carro pra chegar até um determinado ponto e de lá pega-se uma trilha, sempre tem grupos com guia então você segue um, lá tem agência pra alugar carro, não aluguei, neste dia pegamos carona com o mesmo casal que alugou e rachamos a despesa. Neste mesmo dia que você vai a engenhoca dá pra ir à praia do Havaizinho
      Nestas praias não há muito o que fazer a menos que você seja surfista!rs
      Não tem muita área de sompra e a areia fica quente, ou seja, não é um lugar pra passar o dia, tem 1 ou 2 barraquinhas vendendo água de coco e cocada, isso lá se encontra muito...rs
      Fomos à praia da Ribeira, dá pra ir a pé e para a cessá-la vc passa por uma espécie de riozinho, nada demais, nesta praia as ondas são mais fortes, mas tem um restaurante simples com espreguiçadeiras e área de sombra, dá pra ficar tranquilo, mas nesse dia começou a chover. Isso! Em Itacaré choveu um bocado, porém são chuvas rápidas e fortes.
      Toda noite tem atração em bares como Favela, Jungle e Café Brasil, especialistas em drinks onde a moçada fica, porém a cidade estava um pouco vazia, quando vai se aproximando o fim de semana chega mais gente de cidades vizinhas e rola uma organização de uma boate chamada dedo de moça que é bem legal, lá tem muuuito gringo (normal), mas de todos os lugares que possam imaginar.
      Num outro dia pagamos um passeio pra Itacarezinho (van + guia) saiu por 40 reais por pessoa,mas o roteiro entra engenhoca, havaizinho e Itacarezinho (sim fomos lá de novo), a praia de Itacarezinho tem um restaurante, bem grande e bem estruturado, mas é monopólio!
      Neste passeio, para chegar nesses lugares sempre fazíamos trilhas, não são muito complicadas não, mas tem que ter disposição.
      No final da tarde você está de volta ao centro e descansa um pouco antes de ir pra noite, terça, quinta, sábado e domingo, tem forró de 9 à 0h, no Mar e Mel e foi lá que a gente fez bastante amizade, pela assiduidade (rs), nos dias que seguiam já estávamos cumprimentando várias pessoas pelas ruas...rs
      Fizemos outro passeio com guia (que já tava nosso amigo) até Jeribucaçu, antes disso eles levam numa cachoeira bem legal, acho que esse passeio saiu por 35 (apesar de ser amigo, era funcionário de agencia...rs). Foi o passeio mais cansativo e mais legal entre os que tem que fazer trilha, Jeribucaçu é linda, também tem um rio que se encontra com o mar, mas esse rio fica com uma cor que eu não sei explicar, só indo lá ver, mas tem um grande problema: o passeio é de um dia inteiro e na praia NÃO TEM BANHEIRO disponível!!! Imagina o perrengue?rs
      Então, se for até lá vai ser uma boa oportunidade pra fazer dieta...rs
      Mas vale o sacrifíciozinho.
      Conhecemos um outro casal e mais um Japa, todos de São Paulo e ao invés de pagar 70 por cabeça pra fazer passeio à Maraú (cidade vizinha com praias muito lindas tb), fomos no carro do japa e rachamos, foi um dia muito agradável, passamos por Maraú e Barra grande, vale a pena passar uns 2 dias lá se puder.
      Pra finalizar fizemos a trilha até a prainha, a essa altura (9o. dia) já estávamos "locais", nada de guia fomos sozinhas, a trilha é traks, a prainha é linda, tem um barzinho lá que faz queijinho e vende bebidas. Além do mais você sempre encontra os grupos com guia no caminho.
      Lá todo mundo indica ir com guia (claro, vamos incentivar a economia local), mas se vc for desenrolado, dá pra economizar mais.
      Bom, espero ter ajudado, fui falando o que lembrei, se tiverem dúvidas eu respondo.
      No geral, Itacaré é lindo demais, mas dá pra fazer tudo tranks em 7 dias (se o tempo ajudar), acho que ir de casal deve ser mais perfeito ainda, mas se for solteiro os nativos de lá são gente boníssima e se vc tiver boa vontade se integra logo e ainda sai dançando forró que é uma beleza!rs
      Se vc ama praia, é o lugar.
      A música que se ouve lá, além do forrozim estilo pé de serra, é reggae e o samba rock. Dizem que dezembro e janeiro é badaladíssimo, bom pra ver e ser visto.
      Pretendo voltar lá e super indico!
      Ah! Na volta pegamos busão 12 reais, mas não deixa no aeroporto, tem que pegar um taxi, porém saia com tempo hábil, Ilheus tem uma ponte só q liga 2 lados da cidade, creio que basta atropelarem um cachorro na ponte, que dá engarrafamento na certa!rs
       
      Ane.
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