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Nova Zelândia: Qual é a melhor época?

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3 horas atrás, Babi Brito disse:

@vangracinha, boa tarde!

 

Sei que este tópico é um pouco antigo.. mas estou pensando em ir p a NZ em Ago e estou tentando montar um roteiro, porém não encontrei muito sobre esta época do ano.

Você consegue me ajudar com algumas dicas do que pode-se ser feito neste período? Quantos dias, mais ou menos, você indicaria para ficar..?

 

 

Abraços.

No sul faz bastante frio, epoca da neve.. bom pra esquiar e tomar sorvete. Gostei muito de viajar pelas duas ilhas de trem. Nessa epoca eh mais lindo ainda. Recomendo. 

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@Babi Brito Planeje bem onde voce quer ir e o que fazer. Digo isso pois no meio do ano é uma das épocas mais frias da NZ. Tem locais em que as estradas podem até ficar fechadas devido à neve. 

Estive lá em Outubro e em algumas cidades fez frio pra caramba. Mas o normal é voce sempre estar de blusa o tempo todo, mesmo nas cidades da ilha norte.  

No país tudo é praticamente voltado para o turismo. Tanto na ilha norte quanto na sul tem inúmeras coisas pra se fazer, mas particularmente eu gostei mais da ilha sul. Não é um país barato, e facilmente você gasta 50 nzd - 100 nzd - 200 nzd ou mais com atraçoes, principalmente em Queenstown onde a cidade respira esportes radicais. 

Conseguindo planejar bem seus deslocamentos entre as cidades, se pretender fazer de ônibus, voce pode conseguir preços bem em conta. Tem empresa que a primeira passagem no determinado trecho pode custar 1nzd, e os preços vao aumentando à medida que as vagas vao diminuindo.

Ah! E até mesmo por causa da distancia pra se chegar la nao compensa ficar poucos dias (1 semana - 10 dias). O miiiiiiiinimo que eu sugiro seriam uns 15 - 20 dias pra voce poder conhecer vários locais com tranquilidade.

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Olá! :)

Estou pensando em ir para a NZ ano que vem, mas ainda não escolhi a época do ano.

Estou um pouco intrigada, porque a coisa que mais quero ver é o céu, que parece maravilhoso, mas acho pouquíssimas coisas sobre isso na internet. O céu não é tão bonito quanto parece nas fotos, ou é só que as pessoas não dão muita atenção para ele, mesmo? Vi cada foto de arrepiar... Dá pra ver até galáxia.

Se alguém tiver dicas e/ou sugestões sobre isso, agradeceria muito!

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Em 29/03/2018 em 11:53, lobo_solitário disse:

@Babi Brito Planeje bem onde voce quer ir e o que fazer. Digo isso pois no meio do ano é uma das épocas mais frias da NZ. Tem locais em que as estradas podem até ficar fechadas devido à neve. 

Estive lá em Outubro e em algumas cidades fez frio pra caramba. Mas o normal é voce sempre estar de blusa o tempo todo, mesmo nas cidades da ilha norte.  

No país tudo é praticamente voltado para o turismo. Tanto na ilha norte quanto na sul tem inúmeras coisas pra se fazer, mas particularmente eu gostei mais da ilha sul. Não é um país barato, e facilmente você gasta 50 nzd - 100 nzd - 200 nzd ou mais com atraçoes, principalmente em Queenstown onde a cidade respira esportes radicais. 

Conseguindo planejar bem seus deslocamentos entre as cidades, se pretender fazer de ônibus, voce pode conseguir preços bem em conta. Tem empresa que a primeira passagem no determinado trecho pode custar 1nzd, e os preços vao aumentando à medida que as vagas vao diminuindo.

Ah! E até mesmo por causa da distancia pra se chegar la nao compensa ficar poucos dias (1 semana - 10 dias). O miiiiiiiinimo que eu sugiro seriam uns 15 - 20 dias pra voce poder conhecer vários locais com tranquilidade.

Obrigada @lobo_solitário..

Pretendo ficar no mínimo uns 15 dias mesmo. Mas irei verificar mais sobre as atrações, pois não encontrei muitos relatos.. ainda mais neste período..

 

 

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Em 30/03/2018 em 03:53, lobo_solitário disse:

@Babi Brito Planeje bem onde voce quer ir e o que fazer. Digo isso pois no meio do ano é uma das épocas mais frias da NZ. Tem locais em que as estradas podem até ficar fechadas devido à neve. 

Estive lá em Outubro e em algumas cidades fez frio pra caramba. Mas o normal é voce sempre estar de blusa o tempo todo, mesmo nas cidades da ilha norte.  

No país tudo é praticamente voltado para o turismo. Tanto na ilha norte quanto na sul tem inúmeras coisas pra se fazer, mas particularmente eu gostei mais da ilha sul. Não é um país barato, e facilmente você gasta 50 nzd - 100 nzd - 200 nzd ou mais com atraçoes, principalmente em Queenstown onde a cidade respira esportes radicais. 

Conseguindo planejar bem seus deslocamentos entre as cidades, se pretender fazer de ônibus, voce pode conseguir preços bem em conta. Tem empresa que a primeira passagem no determinado trecho pode custar 1nzd, e os preços vao aumentando à medida que as vagas vao diminuindo.

Ah! E até mesmo por causa da distancia pra se chegar la nao compensa ficar poucos dias (1 semana - 10 dias). O miiiiiiiinimo que eu sugiro seriam uns 15 - 20 dias pra voce poder conhecer vários locais com tranquilidade.

Olá @lobo_solitário e @Babi Brito! 

Cheguei aqui em fevereiro e conto nos dedos os dias em que não precisei vestir um agasalho, mesmo quando o dia estava ensolarado (embora eu esteja beeeeeem ao sul da ilha sul!). Como já foi falado, tem diversos pontos turísticos que podem ficar com acesso restrito no inverno, o Milford Sound, um dos mais famosos, é um exemplo. A partir de Maio, se não me engano, já é obrigatório usar correntes nos pneus, e não é difícil a estrada ser interditada devido às condições climáticas. Depende muito do que você deseja fazer! 

Ainda não fui para a ilha norte, mas a ilha sul é incrivelmente linda. Fiz relatos falando um pouco sobre Catlins/Península Otago e sobre Queenstown, mas já estive em Dunedin também e próximo fds estou indo para o Milford. Acredito que carro é o melhor esquema para viajar (até porque geralmente você passa por lugares lindos nas estradas, e de carro você tem a liberdade de parar onde quiser!), mas alugar um carro o período todo não é tão barato. Tem alguns sites (como esse e esse, por exemplo) que oferecem "relocation" de um ponto a outro do país, te dá alguns dias grátis e em alguns casos você pode pagar pelos dias extras (nem todos disponibilizam esses dias extras!), mas o problema é que geralmente as disponibilidades são anunciadas 7, 10 dias antes. Sobre ônibus, posso dizer da minha experiência aqui em Invercargill e na ilha sul: os horários de saída geralmente são um tanto restritos (às vezes 1 ou 2 saídas no dia) e acho caro. Invercargill para Queenstown, por exemplo, sai $55 o trecho (esse valor é o mais barato, saindo um único horário ao dia, para uma viagem relativamente curta de 3h). A Intercity tem esse esquema de passagens a partir de NZD1 que o @lobo_solitario falou, mas eu particularmente nunca consegui chegar nem perto de comprar, mesmo quando procurei com bastante antecedência (mas não sei dizer se pelo fato de Queenstown ser extremamente turística e, talvez, muita procura!). 

O que vc tem em mente para a viagem, por enquanto?

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@Patricia Senatore Grillo NZ é um dos lugares mais lindos que eu acho, meu sonho poder morar ai rs. Na ilha norte tem muita coisa bonita mas nao tao quanto a ilha sul. Na minha viagem o ponto alto da ilha norte foi Tongariro.  Sobre o frio, fico pensando como seja no inverno, pq em outubro mesmo eu passei um frio danado em algumas cidades.  Ilha sul é difícil enumerar os lugares mais bonitos. Eu sempre preferia viajar durante o dia pra poder ver as paisagens, principalmente aqueles lagos enoooooormes refletindo as montanhas em volta. Quando voltar em Queenstown me envie pelo correio um sanduíche daquela hamburgueria que seeeeempre tem muuuuuita gnt na fila (esqueci o nome do local), fica bem proximo ao Base Backpackers hehehe. ô sanduíche gostoso! ::lol3::

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6 minutos atrás, lobo_solitário disse:

@Patricia Senatore Grillo NZ é um dos lugares mais lindos que eu acho, meu sonho poder morar ai rs. Na ilha norte tem muita coisa bonita mas nao tao quanto a ilha sul. Na minha viagem o ponto alto da ilha norte foi Tongariro.  Sobre o frio, fico pensando como seja no inverno, pq em outubro mesmo eu passei um frio danado em algumas cidades.  Ilha sul é difícil enumerar os lugares mais bonitos. Eu sempre preferia viajar durante o dia pra poder ver as paisagens, principalmente aqueles lagos enoooooormes refletindo as montanhas em volta. Quando voltar em Queenstown me envie pelo correio um sanduíche daquela hamburgueria que seeeeempre tem muuuuuita gnt na fila (esqueci o nome do local), fica bem proximo ao Base Backpackers hehehe. ô sanduíche gostoso! ::lol3::

Ferg Burger! ::lol3:: Ainda não comi lá, acredita?! Mas irei! Todo mundo fala daquele lugar!  Tongariro está em nossa lista... mas vamos pra ilha norte só algumas semanas antes de vir embora, que nosso vôo sai de Auckland. Somos os únicos por aqui com intenção de voltar para o Brasil... pelo menos por enquanto! 9_9 É que somos muito apegados à nossa família... se não fosse por eles, com certeza não voltaríamos também. Tudo aqui funciona, é limpo, organizado, simples... Nosso primeiro "choque" ao chegarmos foi ver as escolas sem muros e a criançada indo pra aula de patinete, muitas vezes sozinhas. Se tiver Instagram dá uma xeretada no @paty.grillo. Tenho postado fotos daqui diariamente! Um lugar mais incrível que o outro! ::love::

 

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Em 31/03/2018 em 15:25, jubertolli disse:

Olá! :)

Estou pensando em ir para a NZ ano que vem, mas ainda não escolhi a época do ano.

Estou um pouco intrigada, porque a coisa que mais quero ver é o céu, que parece maravilhoso, mas acho pouquíssimas coisas sobre isso na internet. O céu não é tão bonito quanto parece nas fotos, ou é só que as pessoas não dão muita atenção para ele, mesmo? Vi cada foto de arrepiar... Dá pra ver até galáxia.

Se alguém tiver dicas e/ou sugestões sobre isso, agradeceria muito!

Oi @jubertolli! Tem alguns lugares aqui que vc consegue ver a aurora austral, mas eu ainda não tive a oportunidade. Quanto à observação de estrelas, Tekapo é considerado o paraíso para isso, dizem que é um dos céus "mais escuros" do mundo, por isso a visão ser tão boa. Tem um tour bastante famoso (e caro) no observatório de lá, que você pode encontrar informações nesse site. Não vou fazer o tour, mas irei para Tekapo na segunda quinzena de abril. Vamos ver o que encontro por lá!

Quanto ao céu de dia, tudo depende. Por aqui chove, fica nublado, abre sol, tudo no mesmo dia. Quando o tempo abre pela manhã ou à tarde, vc tem oportunidades lindas. Essa foto é da porta de casa. ^_^

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Pessoal, preciso de ajuda!!! kkk

Comprei passagens para NZ, em uma das promoções recentes (muito barato!) que foram anunciadas, para o período de 26/8 a 12/9. 

Pesquisando alguns relatos e conversando com uma amiga que mora lá, estou considerando muito a ideia de alugar um campervan para conhecer as duas ilhas. Irei, até o momento, com mais um amigo. 

A ideia seria dividir uns 7 dias para Ilha Norte (auckland, rotorua, hobitton, waitomo caves, taupo e wellington) e o restante para ilha sul.

Nessa época será o final do inverno. Vocês acham viável/arriscado alugar o campervan e dirigir pelas estradas nessa época?

Aceito todos os tipos de dicas e sugestões, principalmente de quem mora na NZ, pois não estou achando quase nenhum relato de quem tenha ido nessa época! Valeu! =)

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@iaosp Quando estive lá fiz uma breve pesqua sobre uma melhor forma de se locomover nas ilhas e entre elas e acabei optando em ir de onibus mesmo. Apesar de nao ter certa liberdade de poder parar em qualquer lugar nao achei tao vantajoso o preço que se paga para alugar um carro ou campervan. Optando em fazer uma locaçao dessas não esqueça de colocar no papel que alugar numa cidade e devolver em outra fica mais caro, e se for pra devolver em outra ilha fica mais caro ainda. Se pensar em devolver em outra ilha já verifique tambem o preço que se cobra na travessia.

Pelo que li as campervans tem local proprio para voce passar a noite e voce nao pode parar em qualquer lugar ou em uma beira de estrada pra pernoitar. 

Para as pessoas que locam o carro em uma cidade e devolvem em outra a empresa precisa que o carro seja levado até o ponto de origem, com isso existe a possibilidade de voce ser esse motorista e para isso cobra-se um valor bem irrisório, mas pra isso vc tem que dar muuuuuita sorte de ta na cidade certa, pretender ir pra cidade certa na hora certa. 

Sendo assim, simule bem os seus gastos se pensar realmente em alugar em automóvel (aluguel + combustivel + seguro + taxas + possíveis avarias). uma vez que o país e muito bem servido de transportes . Planejando bem sua viagem voce pode comprar passagens de onibus com preços beeeem em conta.

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      06/05 - 16:45 →20:40
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      07/05  - 07:50 → 12:55
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      AKL → SCL (Latam)
      SCL → GRU (Latam)
      17/05 - 11:10 → 21:35
      GRU → SSA (Gol)
      18/05 - 08:25→10:40
      E, por todos os relatos que eu li, decidi por fazer uma road trip na Austrália (de Sydney até Brisbane, de onde eu pegarei um voo para Gladstone, e de lá um ferry para Heron Island, ponto alto da viagem), e outra road trip na Ilha Sul da Nova Zelândia, num roteiro circular saindo de e voltando para Christchurch.
      Aí vcs me perguntam: mas porque não ir de carro direto de Sydney pra Gladstone? Nera melhor que pegar o voo BNE - GLD? Em teoria sim, mas com a taxa de One Way (a taxa que vc paga pra pegar o carro num lugar e devolver em outro, muito usada na Austrália), e mais a impopularidade do destino (Gladstone), ficaria ainda mais caro deixar o carro lá do que deixar em Brisbane e ir de avião até Gladstone.
      Dica: Algumas locadoras fazem um acordo com os clientes que querem devolver o carro em um local diferente da retirada. Muitas cobram um valor irrisório (AUD 1,00/dia, AUD 5,00/dia) ou até alugam de graça por uns dias pra quem queria levar o carro de um canto a outro. É um ganha-ganha, já que eles teriam que pagar um motorista pra fazer esse serviço, e o locatário teria que pagar uma taxa absurda (em torno de AUD 300 na maioria das locadoras) no método convencional. Esse tipo de negócio vale muito à pena pra quem tem datas flexíveis, já que as oportunidades ficam disponíveis conforme a necessidade da locadora. Se tiver interesse nesse tipo de "deal" (acordo), pesquise por "car rental relocation" no Google e não esqueça de checar as condições de locação. No meu caso, não consegui fazer isso porque não tinha flexibilidade com as datas. Uma pena! Paguei uma grana com aluguel de carro na AU.
      Voltando ao relato, de passagens em mãos eu me senti mais segura pra solicitar o visto australiano (pra Nova Zelândia não precisa). Processo rápido, totalmente online e autoexplicativo na medida do possível. Custou AUD 140 e eu demorei mais tempo para preencher o formulário do que eles levaram pra me conceder o visto. Sem exageros, entre a submissão da solicitação e a aprovação, levou UM MINUTO! Mais rápido impossível.
      As hospedagens eu reservei quase todas pelo Booking.com e os passeios eu deixei pra comprar aqui mesmo.
      Agora vem a hora dos imprevistos, pq o que é um mochilão sem um perrengue básico, né? E os perrengues começaram antes mesmo da viagem kkkkkkkk. Primeiro, deixei pra solicitar a PID (permissão internacional para dirigir) muito em cima da hora. Olhava todos os dias no site do Detran e a impressão da PID ainda estava pendente na véspera da viagem! Dei uma de João-sem-braço e fui no SAC assim mesmo, pois dos dez dias úteis de prazo que me deram, nove já tinham se passado. Qual não foi a surpresa quando encontrei o meu documento lá? 🎊🎉🎊🎉🎊🎉 Ufa! Foi por pouco... Tava uma pilha de ansiedade por causa disso. Sem ele, provavelmente não ia conseguir alugar o carro e... adeus road trip. Precisaria de um plano B. Então aprendam do meu erro e não façam o mesmo, tá?
      Outro perrengue aconteceu apenas uma semana antes da viagem. Meu celular quebrou e eu comprei outro pela internet (sim, eu fiz isso faltando poucos dias pra decolar kkkkk) e o aparelho chegou duas horas antes de eu sair pro aeroporto 😱. Haja emoção! Quase abracei o carteiro.
      Voo pra Guarulhos foi tranquilinho. Hotel maneiro (Casa dos Gattos), dormi super bem. Cama confortabilíssima, deu trabalho acordar cedo pra ir pro aeroporto. Planejava sair às 06:00, mas só consegui sair às 06:30. Peguei Uber pro Terminal 3 de GRU, despachei a backpack e lá vamos pra Santiago, de onde sairia a conexão pra Sydney. Voo da Latam maneiro também (tava no avião, inclusive, escrevendo isso, com um pestinha gringo do lado e várias cotoveladas no meu braço direito. 😠 Se o pai não estivesse ali, eu dava um beliscão, kkkkkkk). O tempo de conexão era muito curto (55 minutos), então eu já tinha me informado se precisaria passar pela imigração em SCL. Resposta negativa, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não consegui fazer o check-in da Qantas pela internet. No site deles, informam que o check-in é no aeroporto de Santiago. Aguenta coração!
      Quase chegando no Chile, o piloto anunciou o sobrevoo pela Cordilheira dos Andes. Lindo até pra quem já viu.
      Desembarcando em SCL, fui direto pro balcão da Qantas. Segui as placas indicando conexão e cheguei até eles. Fiz o check-in no balcão e a atendente informou que o voo estava vinte minutos atrasado. Um tempo a mais pra mim. Eba! Mas alegria de pobre dura pouco, e ela logo apontou pra a fila que eu teria que pegar pra passar no raio-X na área de conexão. A maior da minha vida inteira! Sério. Todo o mundo revoltado por uma fila tão grande, dando voltas e voltas nos corredores, uma coisa inadmissível em se tratando de conexão. Mas vida que segue. Se é pra pegar fila, vamos pegar a fila, né?
       

      VID_20190423_140931.mp4 E a hora passava, o xixi apertava pra sair, e a fila seguia esplêndida. Às vezes uma funcionária passava avisando quem podia passar à frente pq o voo já ia sair. Simples assim. Não sabia se ria ou se chorava.
      Mas no fim tudo dá certo e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim, né? E não é que deu certo mesmo? O voo atrasou mais um pouco e deu tempo de superar a fila do SUS (digo, da conexão) e chegar no portão de embarque (looooooooooonge, no terminal novo... Prestem atenção se o seu portão começa com a letra C (ex. C1, C2 etc). Esses são os portões do terminal novo e vc vai ter que andar mais um bocadinho).
      Bem... Embarque efetuado, era hora de relaxar e esperar a decolagem. A partida, prevista para as 13:30, só ocorreu pouco mais de uma hora depois.
      O voo mais demorado da minha vida e provavelmente vai ser o da sua também, rsrsrs. Dormi, acordei, liguei a TV e ouvi música umas 48 vezes. Duas refeições, na primeira escolhi um frango que veio aguado parecendo sopa e com ranço de peixe 🤢. Na segunda, peguei um bife que já estava bem melhorzinho de sabor, mas tinha uns 10cm de largura e foi difícil de cortar com faca de plástico.
      O mousse de chocolate que veio na sobremesa não me caiu muito bem, e no final do voo o estômago já estava revirando.
      Vão te dar um formulário de praxe pra entregar na imigração. Tem em inglês e em espanhol. Peça o que você entende melhor, pra não ocorrer nenhum engano. São poucas perguntas, mas atente que é frente e verso. Perguntam o endereço em que você vai estar na Austrália (eu forneci o do primeiro hostel), qual o motivo da viagem, alguns dados pessoais e sobre alguns itens específicos na bagagem. Na dúvida, responda SIM. Evite multas desnecessárias.
      DIA 01: A CHEGADA EM SYDNEY
      Desembarquei e a fila da imigração estava razoável. O senhorzinho da minha frente era chileno e não falava nada em inglês. Tava sozinho. O agente da imigração não falava espanhol e eu me ofereci pra ajudar. Seja lá o que eu tinha respondido no formulário (coloquei uns três SIM), o agente desconsiderou por conta da ajuda que eu dei. Viva! Ah... Ele pediu pra ver a carteirinha internacional de vacinação para febre amarela. Mas nem abriu. Só viu a capa. Depois, peguei a mochila cargueira e então passei pela inspeção alfandegária Só fizeram olhar o formulário de novo, que ficou retido lá, e me liberaram. Na saída, simulei um Uber pro hostel e tava no valor de AUD 45. Achei um pouco caro e decidi ir de metrô. Tem uma estação na saída do aeroporto. Em vez de pegar a saída normal de pedestres, vire à direita e desça as escadas. Quando ainda estava olhando o mapa do metrô, um senhorzinho parou e me ofereceu ajuda. Desconfiei, mas como ele era velho, qqr coisa era só dar um soco ou um grito kkkkk. Ele insistiu pra comprar um Opal Card pra mim (tem um balcão de venda e recarga na estação do aeroporto) e pegou o primeiro trecho comigo. Depois saltamos na estação Central e ele me ensinou a chegar no hostel. Já fui praticando o inglês com ele, já que o meu estava bem enferrujado kkkkk. No final, ele só queria ajudar mesmo. Thank God!
      Dor de barriga seguia firme e forte. Fiz check-in no hostel (Mad Monkey Backpackers Kings Cross) e subi as escadas até o quarto, vários lances, de cargueira nas costas, e piriri. Gente, sejam mais inteligentes que eu e reservem um quarto individual pelo menos nos primeiros dias. O voo já é cansativo o suficiente; o que você vai precisar é paz e silêncio pra descansar bem, e não dividir o quarto com gringas mulambentas que vão ficar acordadas até tarde. Pronto, falei!
      Sobre o hostel, nada a reclamar. O quarto compartilhado feminino é pequeno, mas o banheiro é relativamente grande. Um banheiro por quarto. Café da manhã é servido num estabelecimento ao lado. Só vou poder opinar amanhã.
      Banho tomado, número 02 feito, fui comer alguma coisa nos arredores do hostel. Viajei com dólares americanos, porque deixei pra comprar dinheiro na última hora e não achei onde vendesse dólares australianos e neo-zelandeses. Não troquei dinheiro no aeroporto pq a cotação tava muito ruim (USD 1,00 = AUD 0,82), então tive que pagar o lanche (e o hostel tbm) com cartão, pq já era tarde e as casas de câmbio estavam fechadas. Um lanchinho simples, hambúrguer pequeno e coca pequena, saiu a AUD 9,50. Na maquininha do cartão, eu nem precisei digitar a senha! Alguém já viu isso? Tomei um susto quando saiu o comprovante. Tenho é medo dessa tecnologia.
      Andei uns dois quarteirões apenas e deu pra sentir o clima da cidade à noite. Muitas casas de festas e shows noturnos. Isso em dois quarteirões. De resto, pareceu uma cidade grande como outra qualquer. Amanhã conhecerei um pouco mais.
      See ya!
       
      DIA 2: SYDNEY (Coastal Walk)
      Dormi mal à noite. Tive cólica, acordei às 04:30h pra tomar remédio e não dormi mais. O hostel fica próximo a uma rua movimentada, então eu ouvi todos os carros, motos e caminhões que passaram na madrugada. Esperei clarear pra tomar banho. Peguei o café da manhã na esquina, bem basiquinho. Voltei pro hostel, escovei os dentes e fui trocar dinheiro. Tem uma casa de câmbio literalmente do lado do hostel. Troquei USD 1.500. Taxa melhor (USD 1,00 = AUD 0,75), e essa casa de câmbio não cobra comissão. É... Tem disso por aqui.
      Os planos para hoje eram fazer a Coastal Walk, uma caminhada bem famosinha da praia de Bondi (pronuncia-se "Bondai") até a praia de Coogee ("Cúdji") e depois visitar os animaizinhos característicos da Austrália no zoo Featherdale Wildlife Park.
      Fui até a estação do metrô de Kings Cross, coloquei um pouco mais de dinheiro no Opal Card e peguei o metrô até Bondi Junction, seguindo as instruções do Google Maps e da recepcionista do hostel. O povo australiano me pareceu mais reservado a princípio, mas se você pedir ajuda ou alguma informação, eles se mostram super prestativos. De Kings Cross até Bondi Junction são só duas estações. Saindo dela, peguei o buzu 333 na seção A e fui acompanhando pelo Maps até o ponto em que eu deveria descer. Lembre de passar o Opal Card no leitor na subida e na descida, pois a tarifa varia de acordo com o percurso. Isso tanto para ônibus como para o metrô. Na entrada, ele mostra seu saldo, e na saída ele mostra o valor gasto em cima e o saldo (balance) embaixo. Eu não olhei atentamente pro leitor, mas lembro de ter cobrado AUD 2 e fração nesse trecho. Transporte público em Sydney é muito eficiente. Rápido, limpo e leva a todo lugar.
      Ah... Recomendo um chip internacional com internet (eu comprei o da EasySim4You). Ajuda muito nos deslocamentos.
      Descendo em Bondi Beach, atravesse a pista e siga pra a direita. A trilha até Coogee Beach é toda sinalizada e bem estruturada. Se não quiser comprar água em Bondi, tem bebedouros no meio do caminho. Água potável a zero dólares. 

      O visual das praias durante a trilha é uma coisa linda! Águas transparentíssimas. E o movimento de gente, dentro e fora da água, era uma atração à parte. Parecia que a cidade toda estava na praia. Incrível a relação dos Aussies (é assim que o povo australiano gosta de ser chamado) com o mar! Era gente caminhando na praia, correndo na trilha, mergulhando no mar, surfando, pescando, de caiaque, de bote, uma loucura bonita de se ver. Biotipo? Loiros, sarados e bronzeados. T-o-d-o-s. Quem não era era turista, hehehehehe.


      Achei engraçado que em algumas praias eles levam pequenas barracas de acampamento pra se proteger do sol. Literalmente, os Aussies vivem na praia!

      Em Bondi, não pude apreciar a piscina à beira mar. Tava seca. Mas em outra praia ao longo da trilha também tem uma piscina, só que menor.
      Final da trilha acho que eu me perdi um pouco. Peguei o lado errado de uma bifurcação e fui parar numa zona residencial de alto padrão. Mas não voltei porque faltava pouco quase nada pra terminar. Procurei um ponto de ônibus no mapa da trilha (cada praia tem um totem com um mapa) e achei um restaurante perto do ponto. Gordons o nome. Aproveitei que tava com fome e fiquei lá mesmo. Comida deliciosa! Risoto de camarão de Itu, rsrsrs. Contei uns sete camarões gigantes que foram mais do que suficientes pra matar minha fome. Pra acompanhar, um kombucha (eca!) só porque não tinha suco.

      (Na foto não parecem tão grandes, mas eram enoooormes!)
      Paguei a conta, AUD 29,40, usei o banheiro e fui pro ponto de ônibus, esquecendo lá a garrafinha d'água ainda pelo meio. Dãããã. Ela seria meu refil pelos próximos dias.
      O caminho até o Featherdale seria longo, mais de uma hora. No ponto do outro lado do Gordons, peguei o buzu 339 até a Central Station e de lá, na plataforma 18, metrô até Doonside Station, de onde eu andaria mais vinte minutos voltando até o zoológico. Fiz como o Google Maps mandou, mas o trem seguiu em outra direção, não sei porquê. Talvez eu tenha pego o trem errado. Não tava atenta a isso. Então eu desci duas estações depois de perceber que ele desviou do meu caminho, peguei mais dois trens voltando e pegaria mais um ônibus até o parque. Ainda assim, pedi informação a uma moça na estação, pq a plataforma que o Google informava não batia com o trem que eu precisava pegar. Fiquem ligados nisso também.
      Desci na Blacktown Station e fui pra estação de ônibus esperar o que saía pro zoo, mas o próximo buzu saía aproximadamente meia hora antes de o parque fechar. Não ia dar tempo. Ou seja, tanta volta só serviu pra gastar os créditos que o senhorzinho colocou no meu Opal Card. Recarreguei o cartão e resolvi fazer o caminho de volta pro hostel e me aprontar pra reunião. Mas que reunião? Bem, eu sou Testemunha de Jeová e as nossas reuniões semanais acontecem do mesmo jeito em qualquer lugar do mundo. Assistir a elas é muito importante para mim e eu não deixo de fazer isso mesmo quando estou de férias. Já sabia o endereço de um Salão do Reino duma congregação em espanhol, então tomei banho, me preparei e fui.
      No caminho, enquanto eu ainda estava no metrô escrevendo isso, dois guardas surgiram sei lá de onde atrás dum cheiro de cigarro que eles tinham sentido. As meninas do meu lado apontaram pra o vagão aonde o cara tinha ido fumando e eles foram atrás. O negócio é sério aqui. Melhor não desobedecer as placas.
      Uma coisa que vocês vão notar é a quantidade de imigrantes em Sydney. Cada canto um idioma! Encontrei muitos indianos, falantes de espanhol, orientais e brazucas. Claro que, quando eles estão falando inglês, isso resulta numa mistura de sotaques no mínimo interessante, pra ser bem otimista. Na real, você terá que se esforçar um pouco mais pra entender todos eles.
      Pra amanhã, vou visitar o zoológico (tomara que dê certo) e a filial das Testemunhas de Jeová na Austrália.

      Obs.: Fora da praia, a água de 600 mL me custou AUD 2,00. Água de 1,5L, do lado do hostel, custou AUD 3,00. 
       
      DIA 03: BETEL E FEATHERDALE WILDLIFE PARK
      Hoje eu acordei mais cedo, tomei banho e saí rumo a Betel (a filial das Testemunhas de Jeová na Austrália). Quem quiser visitar, é só ligar e agendar a visita. Como eu não tinha plano de voz para usar aqui, pedi à recepcionista do hostel para usar o telefone. Muito gentilmente, ela aceitou. Tour agendado, peguei dois trens e caminhei o resto do percurso até lá. Vinte minutos. Não tem um caminho para pedestres, tu vai pelo acostamento. Deveria ter pego um Uber, mas insisti em ir no onze mesmo. Cheguei vinte minutos antes do horário agendado e deu tudo certo. Visita show de bola! Preferi o tour em espanhol e conheci uns irmãos muito gente boa.
      Terminado o tour guiado (dura 01h), aí sim peguei Uber de volta pra estação de trem (Edmondson Station) e de lá um trem até Blacktown Station, pra então pegar o ônibus até o Featherdale Wildlife Park. Cheguei na estação de ônibus às 13:30. Não sei o que acontece, mas aqui na AU o tempo parece passar bem mais depressa! Acho que o relógio oficial deles adianta sozinho, daí o porquê de eles estarem 13h à nossa frente kkkkkkkk.
      O Featherdale Wildlife é um zoo bem legal. Escolhi ele porque havia lido algumas avaliações de que lá se pode ter um contato mais direto com os animais. Mas programe bem o seu dia porque você vai querer demorar um pouco lá. A atmosfera é bem agradável e o tempo de deslocamento é longo. Ah... Tem ponto de ônibus bem na frente do zoológico. E pra quem estiver de carro alugado, tem um amplo estacionamento também.

      Os preços da entrada estavam nos seguintes valores:

      Se quiser tirar foto com coala mais de perto, vai desembolsar no mínimo AUD 25. Mas fica uma gracinha. Vc ganha três cópias impressas, sendo duas 10x15 e uma 15x21, e também uma cópia digital, que fica disponível no site deles para download.
      Eles vendem um copinho de comida pra canguru por AUD 3,00. Se comprar, deixe pra usar no final, onde vc pode ter contato mais direto com os bichinhos. Aproveite para tirar fotos ou gravar vídeos alimentando-os. Você vai querer essa recordação.






      Tem vários outros animais no Featherdale. Tem crocodilo, tem dingo (o cachorro do filme, lembram?), várias cobras, pinguins anões, uns bichinhos espinhosos etc. Divirta-se apreciando cada um deles.
      Na saída, há uma loja de souvenires. Vale à pena dar uma garimpada. Achei algumas promoções interessantes.
      Saí do zoo pra encarar mais 01h30 até o hostel. Já deu por hoje. Cansaço impera. 
      Chegaram umas meninas novas no hostel, mais simpáticas que as outras. Conversamos um pouco e fui dormir às 18:00 e pouquinho. 😴😯
       
       
       

      VID_20190423_140931.mp4
    • Por Andresa Wendt
      Olá, viajantes!
      Estou terminando a faculdade e tenho economizado dinheiro há algum tempo para realizar o sonho de desbravar o mundo. Para tanto, estou engatinhando nos primeiros passos de planejamento de uma viagem. A ideia, de início, seria tirar de quatro a seis meses para mochilar pelo menor custo possível (até porque não tenho muita grana) por países como Índia, Nepal, Tailândia, Indonésia, Austrália e Nova Zelândia. Vocês teriam algum buscador de passagens para buscar meios de transportes mais baratos na Ásia e na Oceania? A exemplo do GoEuro e da Rome2Rio...
      Qualquer dica é muito bem vinda. 
    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2017 fiz uma das melhores viagens da minha vida pela Nova Zelândia, que contou inclusive com companhias de pessoas que conheci através do Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      3 dias em Auckland
      1 semana de Campervan pela Ilha Norte
      4 dias na Great Walk Tongariro Northern Circuit
      5 dias na Great Walk Abel Tasman Coast Track
      3 dias na Great Walk Routeburn Track
      3 dias na Great Walk Kepler Track
      1 semana de carro pela Ilha Sul
      Roteiro Detalhado
      10/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland
      11/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland
      12/11/2017 - Auckland
      13/11/2017 - Auckland
      14/11/2017 - Auckland
      15/11/2017 - Auckland - Coromandel
      16/11/2017 - Coromandel - Tauranga
      17/11/2017 - Tauranga - Matamata - Rotorua
      18/11/2017 - Rotorua
      19/11/2017 - Rotorua - Taupo - Waitomo
      20/11/2017 - Waitomo - Auckland
      21/11/2017 - Auckland - Tongariro
      22/11/2017 - Tongariro
      23/11/2017 - Tongariro
      24/11/2017 - Tongariro - Wellington
      25/11/2017 - Wellington - Nelson
      26/11/2017 - Nelson - Abel Tasman
      27/11/2017 - Abel Tasman
      28/11/2017 - Abel Tasman
      29/11/2017 - Abel Tasman
      30/11/2017 - Abel Tasman - Nelson
      01/12/2017 - Nelson - Queenstown
      02/12/2017 - Queenstown - Routeburn
      03/12/2017 - Routeburn
      04/12/2017 - Routeburn - Te Anau
      05/12/2017 - Te Anau - Kepler
      06/12/2017 - Kepler
      07/12/2017 - Kepler - Te Anau - Milford Road
      08/12/2017 - Te Anau - Milford Sound - Queenstown
      09/12/2017 - Queenstown - Wanaka
      10/12/2017 - Wanaka
      11/12/2017 - Wanaka - Mt Cook
      12/12/2017 - Mt Cook
      13/12/2017 - Mt Cook
      14/12/2017 - Mt Cook - Arthur’s Pass
      15/12/2017 - Arthur’s Pass
      16/12/2017 - Arthur’s Pass - Christchurch - São Paulo
    • Por Schumacher
      Olá, colegas mochileiros! Segue o resumo de minha viagem pela Oceania. Caso queiram mais conteúdo, não deixem de conferir o meu blog Rediscovering the World
       
      Preparativos
       
      Estava no meio de uma viagem em Seicheles, quando o site Melhores Destinos anunciou a promoção que eu estava aguardando a tempos. Por 2,4 mil reais consegui que um amigo comprasse meu voo do Brasil para Austrália pela Qantas, com antecedência de meio ano.
       
      Tive muita sorte da data coincidir com o término do intercâmbio de minha prima Amanda na Austrália, o que fez com que ela pudesse me acompanhar por toda a jornada.
       
      Logo decidi que o trajeto iria incluir também Nova Zelândia, Tonga e Fiji. Então, fui atrás dos voos nas companhias de baixo custo.
       
      O que não tive sorte foi na hora de solicitar o visto australiano, o único que precisa ser feito antecipadamente, ainda que seja online. Estava já em outra viagem, num vilarejo do Gabão, quando uns 45 dias depois do pedido, recebi o temível email da negação do visto! Foi um baque, pois eu já havia comprado um monte de passagens não reembolsáveis com a certeza de que não teria problema na solicitação, já que nunca tinha passado por isso. Parece que eles não acreditaram na minha história de nômade...
       
      De volta ao Brasil e faltando um mês e meio pro embarque, juntei todos esforços numa segunda tentativa, já que desistir iria sair caro. Tive que pagar novamente os 140 dólares australianos (~379 reais), mas dessa vez escrevi uma baita carta e anexei uma montoeira de documentos, incluindo as páginas de todos os passaportes que já tive, comprovando as inúmeras viagens que venho realizando. Felizmente, uns 5 dias depois tive o visto aprovado!
       
      Dessa forma, continuamos a elaborar o roteiro, reservando hospedagens e os veículos onde dormiríamos em parte desse tempo. Dias antes do embarque preparamos as mochilas, que com certo desapego conseguiram praticamente atingir os míseros 7 kg permitidos pelas companhias de baixo custo oceânicas!
       
      Enquanto minha prima já estava em Melbourne, eu tomei um voo turbulento de Floripa até São Paulo pela Gol (160 reais).
       
      Dia 1
       
      Tive que passar a noite no aeroporto, já que a partida para a Austrália seria apenas às 8 da manhã, não havendo tempo viável para um voo anterior até Guarulhos.
       
      Depois de cochilar sentado, embarquei no voo operado pela LATAM até Santiago. Só que houve um imprevisto: o voo atrasou mais de uma hora. Isso fez com que eu e mais umas 20 pessoas que estavam no avião perdêssemos a conexão seguinte a Melbourne. Dá pra acreditar que eles preferiram não esperar uns 20 minutos para isso não acontecer?
       
      O resultado foi que tivemos que aguardar da tarde até a madrugada pro voo seguinte. Pelo menos nos enviaram a um hotel (Manquehue em meu caso) com direito às refeições. Conheci um pessoal brasileiro bacana nessa situação. Com um deles, saí pra dar uma caminhada nos arredores. Mas tirando as montanhas nevadas ao fundo, não havia mais o que ver próximo ao aeroporto.
       

       
      À noite quase que perdi outro dia no Chile, pois houve overbooking no voo e a companhia ofereceu uma grana boa pra quem quisesse ficar; pena que quando me voluntariei já era tarde. Então, embarquei no aviãozão moderno da LATAM por longas horas, sendo o trecho inteiro na escuridão. Ao menos o entretenimento e as refeições estavam boas, podendo até escolher entre algumas opções.
       
      Dia 2
       
      Por fim, eu e a cambada de brazucas aguardamos o voo final no aeroporto de Auckland para Melbourne pela Qantas, com um bom serviço de bordo. Desembarcamos às 9 e pouco da manhã.
       
      Passada a imigração, encontrei minha prima. Juntos, retiramos o carro alugado na Aucar um dia antes (por causa da mudança no voo), por 20 dólares australianos a cada dia.
       
      Conduzi o veículo diretamente à Great Ocean Road, estrada bastante cênica que passa pelo litoral sul do país, de Melbourne a Adelaide. Depois de comprarmos a comida num supermercado da rede Coles, paramos num dos muitos mirantes costeiros para fotografarmos um farol e a Eagle Rock, uma das rochas que sobressaem-se no mar. Vários chineses também faziam o mesmo.
       
      Almoçamos sanduíches e continuamos na rota, que estava passando por muitos reparos. Mais além, a próxima parada foi em Kenneth River. Lá vimos os fofos coalas no alto de eucaliptos, que são muitos na Great Ocean Road.
       

       
      Junto também havia uma porção de papagaios e cacatuas, que pousavam na gente mesmo sem termos comida, como o colorido periquito-rei-australiano (Alisterus scapularis). Também havia outras aves terrestres.
       

       
      Depois, subimos o mirante da longa cachoeira Carisbrook.
       
      Com o sol já se pondo, entramos na floresta morro acima do Parque Nacional Great Otway, caracterizado por muitos eucaliptos e samambaias. Até chegar no Lago Elizabeth, um pouco distante, um bocado de cangurus atravessaram nosso caminho.
       
      Na completa escuridão, caminhamos com nossas lanternas de cabeça pela trilha até o lago. Foi meio assustador, porque não havia ninguém acampando no parque, e no meio do caminho vimos uma fogueira distante e algo que parecia pessoas se mexendo. Receosos, continuamos até o lago propriamente dito. Não conseguimos ver os famosos habitantes ornitorrincos, mas de perto flagrei um tipo de marsupial noturno chamado de “possum” (Pseudocheirus peregrinus), semelhante ao nosso gambá, que ficou imóvel perante as lanternas.
       

       
      Ainda encontramos 3 ciclistas nesse trecho. Seguindo o conselho deles, descemos até o vilarejo mais próximo (Forrest) para dormirmos no carro, em frente a um parque de caravanas, onde havia um banheiro público.
       
      Dia 3
       
      Fez um frio desgraçado à noite; se não fosse pelo saco de dormir que levei eu passaria frio.
       
      Depois do café da manhã improvisado, seguimos a rota por uma estrada bem florestada, onde vi um roedor, um passarinho rosa e um “wallaby” (parente menor do canguru), até chegarmos a uma das duas trilhas que fizemos no dia. A primeira foi a da cachoeira Triplet Falls. Bonita, com algumas descrições.
       
      Entre a primeira e a segunda, muitas fazendas, sendo algumas com cenas inusitadas, incluindo lhamas e cavalos vestindo roupas!
       
      Melba Gully, a segunda trilha, fica numa floresta num penhasco. De dia não é tão interessante, mas à noite dá para se ver os “glow worms” - vermes brilhantes.
       
      Chegamos novamente à Great Ocean Road. Junto com um monte de chineses, admiramos as maravilhas geológicas do litoral, principalmente os 12 Apóstolos, que é uma coleção de Torres de calcário, e o Loch and Gorge, uma baía protegida e com estalactites. Além desses, há outras feições, mas não tivemos tempo de conhecer, pois tivemos que retornar ao aeroporto.
       

       
      Três horas depois, devolvemos o carro e pegamos o voo da JetStar para a Tasmânia (46 dólares cada trecho por cabeça). Lá, retiramos um mini carro na AVIS, por 23 dólares australianos por dia - 30 dólares americanos com um cupom de desconto na EasyRentCars. Meia hora depois, chegamos no centro de Hobart, capital do estado, onde fica o albergue The Pickled Frog, nosso sagrado banho, cama e estacionamento.
       
      Dia 4
       
      O albergue é bacana, tem jogos, TV e livros, além do básico. Mas no dormitório coletivo também tem gente que ronca. Isso por 21 dólares australianos a diária sem café.
       
      Andamos pelo centro de Hobart nessa manhã. Meu desjejum foi um pacote grande de KitKat que comprei na The Reject Shop, uma loja de descontos.
       
      Entramos brevemente no interessante Salamanca Fresh, mercado de comida natural na Salamanca Place, local onde ocorre nos sábados uma importante feira.
       
      Na área da marina, não tão bela quanto se esperaria, demos uma checada no centro de estudos antárticos da Universidade de Hobart. Lá conheci uma pesquisadora cujo trabalho de campo foi nada menos que ir à base Concordia no meio do continente gelado, sob -50 graus Celsius e nada além de gelo!
       
      À continuação, ingressamos no gratuito museu e galeria de arte da Tasmânia. São 3 andares, sendo que o museu conta com informações úteis e materiais sobre a natureza e a história do estado.
       

       
      Almoçamos no restaurante japonês Niji. Por 20 dólares tivemos direito a sushi ilimitado, além de sopa miso e uma bandeja com umas preparações de frango. Estava bastante bom, por isso saímos de lá estufados.
       
      De carro, seguimos ao jardim botânico. Também gratuito, contempla diversas espécies australianas, tasmanianas, subantárticas, entre outros. É bonito, mas achei o espaço subutilizado.
       
      Já que o Monte Wellington estava com uma névoa cobrindo seu mirante, depois das compras decidimos ir para o noroeste, enquanto o sol se punha.
       
      Com o National Parks Pass em mãos (comprado pela internet por 60 dólares australianos), acompanhando o mar que virou o Rio Tyenna, entramos no Parque Nacional Mount Field. Como já era noite, usei a lanterna de cabeça para focar vários animais que estavam nas árvores e brejo próximos à portaria. A maioria deles, na casa das dezenas, eram “pademelon”, saltador marsupial menor que o “wallaby”, mas havia outros, como o pequeno “bandicoot”, estrela da série de jogos Crash Bandicoot.
       
      O céu também estava especialmente iluminado com a Via Láctea, apesar de não termos visto uma aurora austral.
       
      Subimos de carro por quase 1 km até o ápice do monte que nomeia o parque. Ao chegarmos, do carro presenciamos uma cena inusitada: um helicóptero da polícia surgiu, e depois de muito procurar algo com um facho de luz, largou uma pessoa lá no topo, que sumiu instantes depois. Mistério no ar…
       
      Lá em cima estava tudo coberto de neve e gelo, dado que a temperatura chegou a -5 graus. Até o Lago Dobson, no qual fizemos uma trilha por conta própria nessa noite, estava parcialmente congelado.
       

       
      De vegetação só vi pinheiros e pândanos. Quanto aos animais, um que não sei qual é, pegadas estranhas e fezes.
       
      Descemos até a portaria para dormirmos no carro em temperatura levemente abaixo de zero.
       
      Dia 5
       
      Ao amanhecer, tentamos novamente sem sucesso achar um ornitorrinco nos lagos e rios do parque. Depois, percorremos o caminho pedestre para a cachoeira Russell Falls, uma beleza só. A trilha margeada por vegetação coberta de musgo, onde vimos dois “wallaby”, continua por eucaliptos enormes de até 80 metros na Tall Trees Walk. Voltamos ao centro de visitantes conversando com uma australiana que recém havia se mudado para a Tasmânia.
       

       
      À tarde, fomos em direção norte. Muitas fazendas, lagos e florestas no caminho.
       
      Almoçamos na área de piquenique das hidroelétricas Tarraleah. Como as demais, possui mesas e bancos, churrasqueiras grátis e banheiros limpos e completos.
       
      Um pouco além, ao passar algumas charnecas, entramos na área do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. A parte sul do parque fica ao redor do lago de mesmo nome.
       
      Começamos as trilhas já com o céu escurecendo. Percorremos a Platypus Bay, que atravessa um rio e passa pela margem do lago, outra que trata da etnografia aborígine, e a Watersmeet, onde vimos a maioria dos animais noturnos em meio a manchas grossas de neve e árvores de floresta temperada.
       
      Nas árvores, encontramos duas espécies de “possum”, o mais comum Trichosurus vulpecula e o Pseudocheirus peregrinus, ambos se alimentando. Próximo ao centro de visitantes, alguns “wallaby”.
       
      O mais inesperado e raro, todavia, foi uma equidna! Assim como o ornitorrinco, ela é um monotremado, grupo primitivo de mamíferos que põe ovos, além dela ter um pênis quádruplo! Ela até permitiu nossa aproximação, ainda que ao pressentir perigo armasse suas lanças como um porco-espinho (chegou a encostar em mim a certa hora).
       

       
      Fiquei muito satisfeito com esse encontro, retornando ao carro para guiar até alguns quilômetros adiante, onde dormimos no meio do nada. Tão nada que se passou várias horas até um carro cruzar com o nosso.
       
      Dia 6
       
      Somente na manhã que vimos que essa área era a trilha do Rio Franklin, que pertence ao Parque Nacional Franklin-Gordon Wild Rivers.
       
      Um pouco além, encaramos um pedaço de uma segunda trilha do parque, até a ponte pênsil Frenchman's Cap. A terceira trilha curta foi uma subida até a colina Donaghys. A vista do topo é muito bacana, mostrando a vastidão selvagem da Tasmânia.
       

       
      Próximo à única cidade da região (Queenstown), paramos na cachoeira Nelson Falls. Outra baita queda, mas com um mirante não tão bom.
       
      Almoçamos macarrão e feijão enlatados à beira do reservatório do Lago Burbury, dividindo a mesa com corvos destemidos.
       
      Num morro diante de Queenstown, fica um caminho por um paredão rosado com cachoeira e um mirante por cima da minha de cobre que desenvolveu a cidade no século 19 e 20, mas que deixou um rastro de destruição ambiental até hoje.
       
      A chuva apertou enquanto seguimos até o lado norte do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. Essa parte da unidade de conservação é mais desenvolvida, com uma dezena de estabelecimentos comerciais.
       
      Apesar de já ser quase a hora do pôr do sol quando finalmente chegamos, ao longo dos tablados que percorrem o Ronny Creek havia uma dezena de vombates (Vombatus ursinus)! Mais um marsupial fofo pra coleção. Enquanto os gordinhos pastavam no brejo, nem se preocuparam com nossa presença. Tanto foi que consegui até fazer carinho em um que se aproximou da trilha.
       

       
      Quando escureceu avistamos uma mãe e filhote de “wallaby”. Seguindo de carro até o Lago Dove, ouvimos um monte de sapos mas não vimos nenhum, então deixamos o parque.
       
      Na estrada escura e nebulosa, muitos “wallaby” cruzaram o asfalto, quase atingindo o veículo.
       
      Ao chegarmos em Devonport, cidade portuária no norte, tivemos certa dificuldade em localizar uma hospedagem em conta, pois um dos albergues estava fechado no inverno e no outro a recepção recém havia encerrado, apesar de ainda ser 9 e pouco da noite. Nos sobrou o Formby Hotel, que estava mais para bar e cassino. Pagamos 35 dólares por cabeça no quarto com banheiro e cozinha compartilhados, wi-fi e estacionamento. Foi meio caro, mas tomar um banho quente e dormir num colchão novamente foi bom demais.
       
      Dia 7
       
      Tivemos que abastecer o carro, mas aqui estava mais caro e tabelado: 1,57 o litro.
       
      Depois, tentamos ver uns pinguins na praia de Lilico. Lá, há plataformas e casas artificiais para os pinguins da menor espécie do mundo que ocorrem nesse litoral. Infelizmente, eles só aparecem em terra após o pôr do sol, então não vimos nenhum.
       
      Em seguida, guiei o carro para o interior, para visitarmos o Tasmanian Arboretum, mais um local com possibilidade de ver o ornitorrinco. A entrada custa 5 dólares mas é voluntária.
       
      Há alguns jardins temáticos, sem flores no inverno, e um lago central. Ao redor do corpo hídrico, uma espécie de passarinho azul e mais várias outras aves; na água, cisne negro e… finalmente ornitorrincos! Pequeninos, nadavam por alguns segundos com as costas e o bico acima do nível do lago, para depois deixarem apenas ondas e bolhas na água enquanto mergulhavam e voltavam pras suas tocas na vegetação das margens. Esses animais bizarros põe ovos, possuem bico e patas de pato, garras venenosas, mas são mamíferos!
       

       
      Levemente emocionado com a descoberta dos bichos, a próxima parada foi no Parque Nacional Mole Creek Karst. O maior interesse da área protegida está nos relevos cársticos, ou seja, cavernas. As duas principais (King Solomon e Marakoopa) possuem muito o que proteger da ação de invasores, por isso só é possível entrar nelas com um passeio guiado de 1 hora por 19 dólares.
       
      Eu e mais uns australianos fizemos o tour. O guia bacana explicou muito sobre as formações espeleológicas dessa caverna, que incluem incríveis estalactites, estalagmites, colunas, cortinas, canudos, escorrimentos, etc. Vimos alguns dos salões, o rio subterrâneo e, por fim, os “glow worms”, larvas de inseto que produzem bioluminescência e mais parecem um céu estrelado no teto da cavidade sem iluminação.
       

       
      Atravessamos o estado em seguida. Somente à noite chegamos no Parque Nacional Freycinet. Para não perder o pique das trilhas noturnas, deixei o carro no fim de Cape Tourville e demos uma caminhada em torno do farol estrelado, mas não vimos nenhum ser vivo, então retornamos ao centro de visitantes do parque e dormimos no carro no estacionamento.
       

       
      Dia 8
       
      Breve passada no centro de visitantes para obter umas informações. Em sequência, estacionamos no começo da trilha para Wineglass Bay, onde fomos caminhar um bocado, em companhia de algumas outras pessoas. Logo de cara há uma subida considerável, com mirantes pras baías de Coles e Wineglass, essa segunda uma beleza só.
       

       
      A trilha vai até essa praia, mas escolhemos continuar pelo istmo até Hazards Beach. É impressionante a quantidade de conchas grandes e algas kelps.
       
      Por fim, continuamos margeando o costão na vegetação de “heathland” até o ponto inicial, percorrendo o circuito em 4 horas e meia com as paradas.
       
      No estacionamento, três “wallaby” com seus filhotes na bolsa (marsúpio) fizeram a alegria da galera. Achei que as mães seriam agressivas nessa situação, mas elas no máximo fugiam lentamente.
       

       
      Voltamos ao centro de visitantes para tomar banho. Nos custou 1 moeda de 2 dólares para cada, para podermos tomar banho quente de 4 minutos, meio corrido.
       
      Ao escurecer dirigi até as praias amigáveis (Friendly Beaches), onde passamos a noite. Lá há um camping gratuito com estacionamento, banheiro seco e bastante espaço em meio às natureza com animais saltitantes pra lá e pra cá. Mas nada de diabos-da-Tasmânia.
       
      Dia 9
       
      Começamos o dia averiguando a bonita praia. À continuação, mudança de plano de última hora: em lugar do Parque Nacional Tasman, reservamos a balsa para o parque da Ilha Maria (45 ida e volta por pessoa).
       
      Chegamos ao píer de Triabunna a tempo de embarcar no barco do meio-dia, com apenas outro casal no barco. A duração é de meia hora até a ilha. Fomos recebidos com um bocado de aves marinhas e algumas das 11 espécies endêmicas da Tasmânia que ocorrem ali.
       
      Esse lugar foi uma penitenciária no passado, começando a operar em 1825. Parte das construções originais ainda estão de pé, o que dá uma ambientação legal. Fora essas, há bem pouca estrutura na ilha: apenas banheiros, quartos e cozinha; nada de comércio.
       

       
      Trilhamos a rota que passa por ruínas e floresta esclerófila seca até os “painted cliffs”, paredões de arenito alaranjado escavado sobre o mar. Bem cênico.
       

       
      Posteriormente, seguimos o caminho até os “fossil cliffs”, penhascos deslumbrantes com um gramado que parece de um campo de golfe. Nesses penhascos de calcário e siltito há uma quantidade quase infinita de conchas fósseis do período Terciário.
       
      Deixamos essa parte durante o pôr do sol, indescritível. Ao fundo, a coloração que passava de laranja pra roxo, ao meio, o mar e uma ilhota com farol, acima, as grandes aves marinhas, atrás desfiladeiros e montes, ao lado, floresta de eucaliptos e, à frente, pastando as ervas rasteiras, nada menos que vombates, gansos, “wallaby” e uma centena de cangurus! Essa cena não vai sair tão cedo da minha memória.
       
      De fato, o ponto forte dessa ilha é a quantidade de bichos selvagens soltos e que permitem certa aproximação e ótimas fotos.
       

       
      Depois de nossa janta de sanduíches, andamos por tudo quanto é lado com as lanternas atrás dos diabos-da-Tasmânia. Apesar do esforço, vimos apenas as mesmas criaturas de antes.
       
      Como último esforço na última noite da Tasmânia, armei uma armadilha com nosso lixo orgânico e fiquei ao relento à espera de algum intrometido. Infelizmente, o único que apareceu atrás de uma casca de banana foi o “possum”.
       
      Dia 10
       
      Durante a manhã andamos por outra trilha, a do reservatório. Não havia nada de muito interessante nela, exceto por umas ruínas.
       
      Tomamos o barco de volta na hora do almoço, e seguimos ao aeroporto de carro. No caminho vimos as únicas viaturas policiais desde Hobart. Ainda assim, a criminalidade da Tasmânia é baixíssima.
       
      Pegamos o voo para Melbourne pela JetStar. Por pouco escapamos de exceder o limite da pesagem da mochila.
       
      Do aeroporto, usamos o ônibus nº 901 até uma das estações de trem que seguem para Melbourne, onde chegamos um tempão depois. Por último, subimos num bonde até St. Kilda. Ao menos essa longa jornada de mais de 3 horas custou apenas 4,3 dólares, o preço de um trecho qualquer. Mas é obrigatório comprar o cartão “myki” que custa 6 dólares.
       
      Saint Kilda é uma bairro atrativo na baía de Melbourne, com vários bares e restaurantes, além de edifícios estilosos e um longo píer. Jantamos na rede Lentils as Anything, restaurante vegetariano indiano que se diferencia por utilizar mão de obra voluntária e não cobrar um valor fixo pela refeição, ou seja, você paga o que quiser. Entre as opções que incluem hambúrguer de tofu, como estava faminto pedi dois pratos com curry levemente apimentados. O primeiro estava bom, o segundo razoável.
       
      Posteriormente, fomos ao píer. Construído no meio do século passado, acabou involuntariamente se tornando uma colônia dos menores pinguins do mundo, os pinguins-azuis (Eudyptula minor). Hoje há mais de 1400 deles se abrigando entre as rochas durante à noite. Bem bacana vê-los bem de perto.
       

       
      Dormimos no apê do Bruno, um amigo da minha prima.
       
      Dia 11
       
      Com o SkyBus (18 dólares), seguimos nós 2 e mais Rafael, amigo de Amanda, ao aeroporto. Lá, voamos novamente com a low cost JetStar (138 dólares por trecho por pessoa), dessa vez para Ayers Rock, no meio do quente e seco deserto australiano.
       
      Três horas após, desembarcamos no vilarejo de Yulara. Retiramos o carro alugado, nada barato (250 dólares para 3 dias) e com a inevitável restrição de quilometragem (100 por dia). Como estávamos em 3, compensou mais do que pagar por tours.
       
      Próximo do aeroporto fica o Ayers Rock Resort, a base para exploração do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, e praticamente o único estabelecimento para se comer, dormir ou abastecer o carro num raio de 200 km. Ficamos hospedados no dormitório compartilhado menor (46 dólares por pessoa), chamado de Outback Pioneer Lodge. Também há um grande camping um pouco mais barato e hotéis luxuosos bem mais caros.
       
      No complexo há múltiplas opções de entretenimento, inclusive gratuitas, com horário marcado. Passamos a primeira tarde desfrutando delas: Mani Mani Indigenous Cultural Theatre (projeção em 3d misturada com atores aborígines que contam uma lenda), Ecology & Museum Tour (história natural do parque), Garden Walk (mostra das plantas do parque e seus usos).
       

       
      No pôr do sol, dirigimos até o ponto de observação dentro do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, com vista para o monólito. O que não sabíamos é que só era necessário um bilhete (25 dólares para até 5 dias) por carro, e não por pessoa. O belo e imponente Uluru mudava de tonalidade acompanhado por dezenas de turistas em seus veículos alugados num ponto, e dos ônibus dos tours em outro.
       

       
      De volta à hospedagem, compramos as comidas no supermercado IGA. Caro como esperado, mas seria a única opção fora os restaurantes.
       
      Depois do jantar auxiliado pelos utensílios fornecidos pela cozinha dos hóspedes, demos uma volta de carro para ver o belo céu estrelado com a Via Láctea e eu fui procurar animais. Pena que não achei nada que não fosse invertebrado - causa possível é a hibernação de vertebrados no inverno.
       
      Dia 12
       
      Tomamos calmamente o clássico café da manhã de iogurte com granola e fruta.
       
      À continuação, dirigi o carro para o grupamento de rochas de conglomerado conhecidas como Kata-Tjuta ou The Olgas. Esse fica a 50 km de Yulara.
       
      De um mirante tem-se a vista bacana das rochas. Um pouco adiante, fica o começo da trilha de 7,4 km chamada “Valley of the winds”, percorrida a pé.
       

       
      Era meio-dia quando iniciamos, o pior horário possível. Ao menos, naquele dia a temperatura máxima foi de 26 graus, bem abaixo do dia anterior. O pior não foi o sol, mas as moscas, que não deixavam o rosto de ninguém em paz!
       
      Em 3 horas circundamos algumas das rochas, numa vegetação adaptada à seca para resistir à insolação e capturar a água do lençol freático, que também fornece água aos visitantes. As principais espécies vegetais são a gramínea Spinifex, o arbusto acácia e a árvore carvalho. De animais, só vimos algumas espécies de aves.
       
      Depois batemos um rango na área de piquenique e atravessamos a trilha Walpa Gorge em pouco tempo. Ela é um caminho entre o desfiladeiro formado por 2 dos grandes montes.
       
      Vimos o sol se pôr em outro mirante e voltamos pro resort. Jantamos a comida do supermercado. Como não tínhamos que acordar cedo, fomos tomar umas cervejas (8 dólares por 425 ml, vish!) enquanto um cantor tocava ao vivo e uns jovens dançavam animados. Logo eu e Amanda nos juntamos a eles e ficamos curtindo até o toque de recolher da meia-noite...
       

       
      Dia 13
       
      Depois de uma boa noite de sono, com o mesmo guia de sempre fizemos outra atividade gratuita, que explicava sobre a manufatura e uso das armas tradicionais, como o bumerangue.
       
      O almoço foi à base dos restos de alimentos deixados pelos outros hóspedes na cozinha. Havia uma porção de comidas disponíveis. A atividade seguinte foi a explicação dos alimentos aborígines.
       
      Fomos em seguida ao Uluru, o principal atrativo da região. Muitos escalaminhavam o monte (proibido a partir de outubro por motivos culturais), enquanto nós 3 caminhamos pela trilha ao redor do monólito arenítico.
       
      O esforço físico dessa trilha não é tão grande, pois ela é plana, então há pessoas que percorrem de bicicleta ou Segway. Só que é mais longa que a dos montes Kata-Tjuta, e o sol não ajuda nada. As feições são diferentes; há muitas cavidades na parte de trás, mas é tão seco quanto. Também há algumas pinturas rupestres.
       

       
      Depois da caminhada, fiz uma breve visita ao centro cultural, que apresenta informações sobre o parque e seus moradores aborígines.
       
      Mais um pôr do sol pra conta, desse não dá pra cansar.
       
      Nessa noite a festa não foi tão animada, infelizmente. Então, antes do toque de recolher voltamos aos dormitórios.
       
      Dia 14
       
      Comemos até explodir para não desperdiçar nossa comida antes de embarcar na JetStar de volta a Melbourne. Antes disso, fomos obrigados a abastecer no monopolista posto de combustíveis do resort, com a absurda tarifa de 2,12 (~5,65 reais) por litro.
       
      A volta do aeroporto dessa vez foi menos demorada. Descemos em Docklands e caminhamos até Southbank no final do dia. Essa zona nas margens da água é bastante agradável para se passear, com um porção de implementos urbanos, prédios com arquitetura moderna, bares e tal.
       

       
      Passamos a noite no apê do Bruno, onde provamos carne de canguru, que é uma delícia.
       
      Dia 15
       
      Amanda me guiou pelo interessante centro de Melbourne o dia todo. Primeiro pegamos o bonde até a Bourke Street, onde vimos a loja de câmeras Michaels, que opera desde a década de 20 e possui um museu gratuito desses aparelhos ópticos dentro. Aproveitei pra comprar um cartão de memória.
       
      Em seguida, a State Library of Victoria, de edifício neoclássico e com salões de leitura internos impressionantes e ainda algumas exposições.
       
      Almoçamos com Bruno e João Paulo no restaurante italiano Universal, que oferece um prato com um colossal bife à parmegiana, batatas-fritas e salada por 14 pratas.
       

       
      À continuação, passamos pelo jardim Carlton Gardens, que inclui os edifícios da Royal Exhibition e do Melbourne Museum. Como teríamos pouco tempo para visitar o museu, não pagamos os 15 dólares de entrada.
       
      Com isso, seguimos de bonde até o outro lado do Rio Yarra, onde fica o teatro Arte Centre Melbourne e a galeria de arte National Gallery of Victoria, também pagos.
       
      Atravessamos a rua para entrar no memorial das guerras Stone of Remembrance. Além das informações sobre as guerras em que os australianos se meteram, há um mirante da cidade. Gratuito.
       

       
      Ao lado fica o também grátis Royal Botanic Gardens. Há vários jardins temáticos numa área verde de tamanho considerável.
       
      Por fim, ao escurecer nos preparamos para a partida do país. No aeroporto ao virar do dia, subimos no avião da JetStar para Christchurch (180 dólares australianos por pessoa), na Ilha Sul da Nova Zelândia.
       
      Dia 16
       
      Com o voo da madrugada e diferença de fuso horário, dormimos só umas 2 horas nessa noite. Desembarcamos, passamos a imigração e caminhamos num frio de 4 graus até a SpaceShips, empresa na qual havíamos reservado uma nave terrestre. Pagamos a bagatela de 19 dólares neozelandeses (cerca de 52 reais) na diária da campervan, que é uma van modificada pra conter cama, fogão, água e utensílios de cozinha. O veículo já estava bem rodado, mas foi um baita upgrade em relação a dormir e comer num carro.
       
      Fizemos o rancho pra semana no hipermercado Pak 'n Save, gastando um total de 220 dólares divididos por 2. Depois, enchemos o tanque de gasolina a 2,32 dólares neozelandeses (cotação menor que na Austrália) o litro.
       
      Dali em diante a direção ficou nas mãos da Amanda, já que minha parte eu havia feito na Austrália. Ela pegou o jeito do veículo comprido rapidamente, só que a perigosa falta de repouso nos obrigou a algumas paradas a mais.
       
      Em direção ao interior, passamos por um monte de fazendas de gado e ovinos. As cidades, todas bem pequenas.
       
      As coisas ficaram mais interessantes quando a cordilheira central da Ilha Sul se fez presente no fundo da paisagem, com seus picos brancos de neve. Junto a isso, as lagoas glaciais onde transbordam as águas de cor incrível das geleiras. Nós e um bocado de outros turistas em campervans e motorhomes, paramos nos lagos Tekapo e Pukaki.
       

       
      A muito custo cozinhamos nosso almoço tardio na traseira da van, devido ao vento forte que soprava. Com a luz diminuindo aos poucos nesse dia nublado, adentramos o Parque Nacional Mount Cook, Patrimônio Mundial da Humanidade. O último resto de dia nos foi visto no mirante que dá para pequenos lagos verdes e pros icebergs da geleira no Tasman Lake.
       

       
      Na tentativa de ver algum bicho à noite que não fosse um coelho, achei o weta alpino (Hemideina maori), espécie endêmica daqui. É um inseto preto parente dos grilos.
       
      A busca de um lugar para encostar a campervan para dormir foi uma luta. Todos os locais possíveis dentro do parque estavam sinalizados como proibidos para acampar, as hospedagens tradicionais são caras e o camping oficial do governo cobra 13 dólares por pessoa e não dá praticamente nada em retorno. Quase desistindo, achamos um lugar no aeroporto que opera voos de teco-teco e helicóptero e desligamos.
       
      Dia 17
       
      Acordamos ao som dos primeiros voos. O céu estava limpo, o que nos rendeu lindas paisagens nesse dia. Primeiro caminhamos até o mirante do Lago Mueller. Ali se vê os picos brancos das montanhas, incluindo o Monte Cook, despejando água turquesa na corredeira que atravessa uma ponte e segue adiante.
       

       
      Retornamos ao camping para percorrer uma segunda trilha curta, a do Kea Point. Infelizmente não vimos o papagaio alpino, mas a vista também é bela, com um paredão de detritos deixados pela retração da geleira.
       
      Pegamos a estrada, parando novamente só para reabastecer a van num posto sem atendentes e preparamos almoço de frango com arroz e salada num parque.
       
      Parada em Clay Cliffs, um terreno particular em Omarama, composto de picos cênicos de argila.
       

       
      Em Duntroon fica o Vanished World, uma série de paradas relacionadas a coisas antigas espalhadas por dezenas de km. Vimos 3 delas, sendo um sítio de arte rupestre Maori meio depredado, um sítio fossilífero com um crânio de baleia exposto, e um afloramento de rochas com formatos diferentes. Todos gratuitos.
       

       
      Já era escuro quando chegamos a Oamaru, cidade com arquitetura antiga. Tentei achar algum pinguim de olho amarelo na colônia deles, mas só consegui ver dois lobos-marinhos repousando na praia. Já no outro local, ficam os pequeninos pinguins azuis, mesma espécie que vi em St Kilda. O centro de visitantes acabara de fechar, mas tivemos sorte de encontrar uns indivíduos de pinguim gritando e caminhando pela rua.
       
      Com o wi-fi liberado no centro da cidade, procuramos um lugar para dormir. Não encontramos nada gratuito próximo, então escolhemos o camping Herbert Forest. São 12,5 dólares por pessoa, com direito a chuveiro quente, cozinha e o resto que os campings básicos fornecem. Tudo limpinho.
       
      Dia 18
       
      O exercício do dia foi uma trilha meio íngreme na floresta Herbert, a Swallows Track. Nada de mais nela.
       
      A praia de Moeraki, por sua vez, é bem interessante. Aqui jazem concreções rochosas redondas formadas há milhões de anos pela deposição de minerais em torno de restos orgânicos e a pressão da lama do fundo do mar. Com a erosão e diminuição do nível, elas estão sendo expostas. São dezenas delas, algumas rachadas e formando até aquários naturais.
       

       
      Na reserva histórica de Katiki Point, onde fica um farol numa pequena península, há uma abundância de vida selvagem que me interessou muito. Bandos de gaivotas vermelhas e cormorões voavam e nidificavam, lobos-marinhos neozelandeses pegavam um bronze, e algas gigantes se agitavam com as ondas.
       

       
      Almoçamos numa área de piquenique mais ao sul, com um vento frio soprando e gaivotas preguiçosas tentando abocanhar uns restos.
       
      No Shag Point, outro mirante costeiro, vimos outra espécie de cormorão, mas nada dos pinguins neste quase fim de tarde. Com isso, nos dirigimos através de Dunedin para a Península de Otago. A estrada que costeia os morros é bem bonita.
       
      Chegamos no Royal Albatross Centre no pôr do sol. É um centro de visitantes com bastante informações sobre os albatrozes e demais animais da região, mas para ver de perto essas aves de até 3 metros de envergadura é preciso pagar por um tour de 50 dólares. A espécie albatroz-real fez desse local seu único ponto de nidificação em terra firme no mundo. Não tivemos sorte de ver de longe, apenas uma infinidade impressionante de gaivotas e cormorões nos penhascos.
       
      Durante a noite caminhamos na agradável Dunedin. Fundada no século 18 por escoceses, é uma das mais importantes cidades do país, além de ter sua parcela de atrações. Começa pela arquitetura antiga vitoriana e seus edifícios históricos, como a prefeitura, igrejas, estação de trem, entre outros. E o centro ainda possui wi-fi grátis.
       

       
      Dormimos na última vaga restante do camping de veículos gratuito de Brighton, a uma curta distância da cidade. Aqui há água potável, lixeiras, mesa de piquenique e banheiros.
       
      Dia 19
       
      Esse foi o dia das cascatas. Fomos na Purakaunui Falls, seguido pela Horseshoe Falls e Matai Falls. Achei essas 3 cachoeiras meio fracas, em comparação com as da Tasmânia.
       
      Do mirante de Florence Hill, vimos a baita praia de Tautuku Bay, pra onde fomos em seguida. Há uma faixa de areia enorme e deserta, bem como falésias e costões rochosos de formas diferentes, que a certa altura formam uma cova.
       
      Com nossa comida quase estragando por falta de refrigeração, tivemos que cozinhar e misturar tudo nas refeições.
       
      Mais além, abastecemos o carro e eu andei pela bela trilha da McLean Falls enquanto a Amanda tirava uma sesta. Azar o dela, perdeu a melhor cachoeira do dia.
       

       
      Em Curio Bay fica uma floresta de troncos fossilizados por cinzas vulcânicas no Jurássico. A praia é acessível gratuitamente, assim como as outras atrações do dia.
       
      Rodamos por muitos campos de criação de ovinos e gado até chegarmos bem na hora do pôr do sol na cidade mais ao sul da Nova Zelândia. Da colina de Bluff, que também é o primeiro povoado do país de 1840 e poucos, tivemos aquela vista privilegiada espetacular.
       

       
      Paramos rapidamente no Pak 'n Save de Invercargill para comprar uns mantimentos e usar o wi-fi, antes de seguirmos para o acampamento de Monkey Island. A poucos metros do mar, mas sem água potável, luz ou sabão, além de ter um exército de insetos voadores só esperando que você deixe uma fresta em seu veículo para que eles possam fazer a festa. Tomei uma bira neozelandesa, que é mais barata que as australianas, e fui dormir.
       
      Dia 20
       
      Acordamos ao lado de senhores de idade neozelandeses em seu motorhome. Depois de um papo rápido, aproveitamos a maré baixa para acessar a Monkey Island, promontório da grande praia onde dormimos.
       
      Amanda guiou a campervan até Clifden Caves, onde fica uma longa caverna abertas ao público, sem taxa e sem necessidade de guia. Apesar de ser sinalizada por dentro, acho que deveria ter mais controle, pois é meio perigosa. Há diversos trechos estreitos e baixos, escorregadios e alagados. Mas foi uma aventura e tanto explorar os corredores com estalactites e outros poucos espeleotemas, aranhas e até mesmo as bioluminescentes “glow worms”.
       

       
      No começo da tarde, almoçamos macarrão à beira do sereno Lago Manapouri, no vilarejo de mesmo nome.
       
      Em seguida, vimos dois locais de gravação de Senhor dos Anéis, o Rio Anduin e os Dead Marshes. Não se paga nada nesses lugares, que estão atualmente abandonados.
       
      Logo após fica a cidadezinha de Te Anau, a base para exploração do Parque Nacional Fiordland. Buscamos umas informações no centro de visitantes, vimos o “takahe” (grande ave terrestre endêmica da espécie Porphyrio hochstetteri) no aviário grátis e seguimos pela Milford Road.
       
      Essa rodovia é uma das estradas mais cênicas do país, que é quase todo cênico. Tivemos que correr um pouco porque já estava no meio da tarde, mas vale a pena passar um dia todo nela. São grandes vales escavados por ação glacial e eólica, rios quase congelados, lagos pristinos, florestas de abetos e faias, picos nevados e várias trilhas. Conforme se sobe em altitude aparece o “kea", único papagaio alpino do mundo, bem como um montão de cachoeiras e zonas de deslizamento de pedras e avalanches. Essa também é a parte mais bonita.
       
      Com o sol recém posto e o céu rosado chegamos ao final, Milford Sound. A baía com os fiores ao fundo é definitivamente um cartão postal, inclusive é a principal beleza natural do país. Dá pra se notar, com a quantidade de veículos que circulavam por lá durante a tarde. Com a escuridão, só nos restou tirar umas fotos de longa exposição e retornar.
       

       
      Tentamos tomar um banho pago e seguir pra um camping gratuito a uma hora de Te Anau, mas como não fomos bem-sucedidos na primeira tarefa, tivemos que ficar numa hospedagem nessa cidade. O Holiday Park Lakeside Resort é um complexo de acomodações e algumas atrações. Ficamos com a mais barata (18 dólares), para estacionar nosso veículo, usar o banheiro e cozinha.
       
      Dia 21
       
      Tomamos o café enquanto aproveitávamos a cozinha equipada pra cozinhar nosso almoço. Chegando no fim da reserva do combustível, abastecemos em Mossburn, com um preço bom.
       
      O Lago Wakatipu foi o primeiro de alguns lagos impressionantes que atravessamos nesse dia.
       
      Quase chegando em Queenstown, subimos a morreba até a estação de esqui Remarkables. A vista do meio do caminho foi bem bacana, assim como ver as pessoas se divertindo nas pistas de neve, mas não passamos disto, porque o mínimo que teríamos que pagar pra desfrutar seria de 150 dólares cada.
       

       
      Passamos rapidamente por Queenstown, famosa por seus esportes de aventura. A cidade em si fica espremida entre o lago e o morro, mas é bonita. Almoçamos num parque onde ciclistas passeavam em suas mountain bikes.
       
      Pegamos uma rota paisagística nos morros de Crown Range até a cidade seguinte. No meio da serra, nos chamou a atenção as sobras de um povoado de 1830, na época da febre do ouro neozelandês, que não durou muito. O que sobrou foi um hotel e restaurante com exterior e interior todo de época. O nome da vila é Cardrona.
       

       
      Em seguida, Wanaka e seu lago. Por fim, o Lago Hawea, enquanto o sol se punha.
       
      Tivemos que abrir mão de algumas vistas interessantes como cachoeiras, para ganhar terreno à noite.
       
      Como a Amanda já estava com sono e eu havia bebido, tivemos que parar. Dormimos num lugar meio sinistro junto a uma praia de seixos, com umas casas meio abandonadas. Ao menos não gastamos dinheiro com hospedagem, e sobrevivemos à noite.

       
      Dia 22
       
      Entramos no Parque Nacional Westland, caracterizado por florestas pluviais temperadas e geleiras. Conhecemos duas delas, sendo a primeira a Fox Glacier, nomeada em referência ao primeiro-ministro da Nova Zelândia que foi o 1° turista a visitá-la. Antes de chegar a sua trilha, o que chama a atenção é o quanto ela retrocedeu nos últimos séculos devido ao aquecimento global. Foram quilômetros, que atualmente são preenchidos pelos restos de rocha carregados pela geleira e pelo rio de degelo.
       
      A trilha é aberta sobre cascalho com umas subidas. Só que ao chegar ao observatório da geleira ficamos meio decepcionados, pois só se vê um pedaço pequeno dela, e que deve ficar ainda menor nos próximos anos. Não deixa de ser bonita, no entanto.
       

       
      Antes da seguinte, caminhei ao redor do Lago Matheson. A floresta é agradável, e o corpo hídrico abriga patos e uma espécie de enguia que vive 100 anos e viaja 5 mil km no oceano para desovar! A atração principal é o reflexo perfeito das montanhas ao fundo, mas que foi interrompido por uma chuva que começou a cair.
       

       
      Com o tempo desse jeito, tivemos que comer a refeição fria dentro do carro.
       
      Depois, passamos do povoado de Fox Glacier pro de Franz Josef, voltados exclusivamente ao turismo nessas geleiras, oferecendo passeios de helicóptero e caminhadas sobre as mesmas.
       
      A geleira de Franz Josef também retrocedeu um monte e só se vê de longe, mas o formato dela é diferente, então se tiver tempo vale a pena ir até ambas.
       
      No final da tarde, fui sozinho até o túneis de Tatare, escavados no século 19 para levar água do rio a outro lugar e, posteriormente, pra hidroeletricidade. Hoje são 330 metros de rochas com o chão inundado e “glow worms” da espécie Arachnocampa luminosa no outro lado dele. Eram tantos que parecia um céu estrelado. Consegui ver até seus filamentos, onde as presas ficam grudadas.
       

       
      Retornei com os tênis ensopados e seguimos viagem. Mais de 3 horas à noite, na serra e sob chuva. Dormimos num camping gratuito rústico na cia de motorhomes e até uma barraca.
       
      Dia 23
       
      Sob chuva leve, paramos em 2 mirantes de Arthur's Pass. Num deles, finalmente vimos um “kea” (Nestor notabilis), único no mundo por ser um papagaio alpino. Apesar da fama de destruidor de veículos, ele é bem manso e curioso.
       

       
      Depois do encontro, descemos a serra, parando em Castle Hill, uma colina cheia de grandes rochas, ideal para a escalada sem equipamentos (bouldering).
       

       
      Pegamos um trânsito leve na entrada de Christchurch. Almoçamos no parque Hagley, que fica bem no centro, com estacionamento gratuito. Estávamos bem no meio do cozimento do rango quando acabou nosso gás. Por sorte, havia uma chapa quente de churrasqueira próxima à mesa de piquenique, onde pudemos colocar a panela sem pagar nada.
       
      Para a digestão, conhecemos o Museu Canterbury. Apesar de ser grátis, possui um material riquíssimo sobre os maoris, os animais e ambientes neozelandeses, bem como a história da região de Canterbury, além de outras exposições. Apreciei bastante.
       
      Em sequência, passeamos pelo jardim botânico, mais uma atração gratuita situada no mesmo local. Não é tão grande, mas é bem cuidado, e mesmo no fim do inverno apresenta várias espécies floridas.
       
      Devolvemos a campervan e fomos a pé até o albergue Jucy Snooze, pertinho do aeroporto. O lugar é bem descolado, limpo, tem uma baita área comum e você dorme em uma cápsula. Não é dos mais baratos, no entanto (29 dólares). Adendo: acreditam que na estante de comidas grátis do albergue alguém deixou um pacote de KitKat quase inteiro? Surreal!
       

       
      Dia 24
       
      Nosso último voo pela JetStar, para Auckland (48 dólares neozelandeses por pessoa), atrasou. Chegando lá, uma coisa que nos chamou a atenção foi a distinção da população que é de etnia maori, que não reconhecemos na Ilha Sul, pois como descobrimos posteriormente eles se misturaram com os brancos lá.
       

       
      Nos dirigimos de ônibus e trem até a sede da SpaceShips, na periferia de Auckland. Retiramos o mesmo tipo de veículo da outra ilha e, depois de fazer o rancho na mesma rede de supermercados e abastecer o carro lá usando o cupom de desconto das compras, seguimos para Rotorua.
       
      Perdemos um tempo precioso no trânsito da região metropolitana de Auckland e Hamilton, então só conseguimos chegar em Rotorua ao anoitecer. O cheiro de enxofre e as nuvens de gás brotando do nada anunciaram a chegada na região geotermal. A cidade fica na margem sul do lago de mesmo nome que na verdade é uma cratera vulcânica.
       
      Como estava chovendo, não tivemos o que fazer além de passar pelas construções maoris e aproveitar o tempo pra cozinhar os alimentos e usar o wi-fi liberado do centro de visitantes.
       
      Dormimos num estacionamento aberto em frente ao lago e próximo a um banheiro, mesmo sem saber se era permitido ou não.
       
      Dia 25
       
      Acordamos cedo e nos encaminhamos pra vila maori Ohinemutu. Vimos por fora algumas construções no estilo tribal polinésio, como a igreja, cemitério e centro comunal, bem como totens espalhados. Entre as construções, muita fumaça saindo do lago. Dois senhores indígenas passaram pela gente e nos contaram um pouco dos costumes e história dos maoris dessa região.
       

       
      No centro da cidade, entramos em algumas das várias lojas de souvenires. Numa delas, comprei uma estátua por 10 dólares.
       
      O museu da cidade estava fechado para reformas, mas nem por isso deixamos de admirar a bela construção histórica dele e os jardins do governador que se situam ao redor, nos quais idosos jogavam cróquete.
       
      Em seguida, conhecemos a floresta Whakarewarewa, ou The Redwoods, pois é um plantio de sequoias californianas datado de 1901. Fizemos uma trilha curta agradável entre as gigantes, que estavam acompanhadas de samambaias arbóreas que mais pareciam coqueiros, de tão grandes que eram.
       

       
      Almoçamos lá mesmo e partimos pros outros lagos cênicos. Há um mirante no meio dos lagos azul (Tikitapu) e verde (Rotokakahi), mas a diferença entre eles é sutil e eles não são tão interessantes assim. O Tarawera é maior, mas dispensável.
       
      Muitas das áreas geotermais bacanas são pagas, mas deixamos essas de fora. Abastecemos o carro com a gasolina mais barata até então (2,07) e descemos até a montanha Rainbow. Lá vimos dois lagos menores mas verdadeiramente verdes esfumaçando.
       

       
      Mais a frente fica a Kerosene Falls. É um rio termal com pequenas quedas onde as pessoas vão para tomar um banho quente sem pagar nada. Fomos também. Quando caímos na água, por coincidência lá estava um casal de Brasília (Lorena e Italo), com quem ficamos conversando.
       
      Ao anoitecer, pegamos a estrada para a região do parque Tongariro. Dormimos no Waikoko, um dos 3 campings gratuitos.
       
      Dia 26
       
      Acordamos cedinho na tentativa de uma carona paga ou gratuita do ponto final pro inicial da trilha que faríamos, mas não havia nem uma mosca no local, então fomos até o estacionamento de Mangatepopo, onde aos poucos os turistas iam surgindo. No caminho até lá tivemos a primeira vista do impressionante trio vulcânico congelado do Parque Nacional Tongariro.
       

       
      Começamos a travessia alpina às 9 e meia, com os trajes e suplementos para encarar o desafio. Acontece que não fez o frio esperado, e logo eu já estava sem camisa de tanto calor que passava enquanto atravessava as plataformas sobre a vegetação rasteira e um riacho glacial.
       
      Alguns km depois, o tempo ficou nublado e tivemos que subir as escadarias do diabo, íngremes e com chance de avalanche. Passado o desafio, ficamos entre o belo cone regular do vulcão Ngauruoe (Monte Doom no Senhor dos Anéis), de 2291 m, e o não tão regular e nem tão alto Tongariro, que injustamente nomeia o parque.
       

       
      Nessa hora, a complicação foi outra, um campo de neve compacta para ser atravessado. Coloquei os grampos no meu tênis; ajudou um pouco na caminhada desengonçada, mas as pisadas eram tão fundas que entrou um bocado de gelo nos calçados, deixando os pés ensopados.
       
      O caminho ficou ainda pior quando o caminho de neve se tornou bastante íngreme. Essa hora o avanço foi lento e cauteloso, para não escorregar e despencar de uma altura considerável. Já havia uma meia dúzia de duplas no caminho a essa altura, além de um grupo orientado.
       
      Passamos mais essa etapa, chegando à metade do percurso e ao ponto mais alto atingido, a cratera vermelha (1868 m). Do alto de lá, vimos lagos verde-azulados e outras tantas montanhas. Eis que começou a chover de leve e uma neblina cobriu a bela paisagem longínqua, ficando frio a ponto de usarmos todas as roupas que levamos. Infelizmente todos os que chegavam ali retornavam ao mesmo estacionamento que iniciamos, então para não correr o risco de ficar sem carona e ter que caminhar os 21 km que separam os 2 estacionamentos, tivemos que retornar também.
       
      A descida pela neve inclinada foi mais difícil que a ascensão, pois foi bem difícil ficar em pé e não deslizar morro abaixo. Com trabalho e uns escorregões, passamos pro resto do caminho. Continuamos por muitos quilômetros mais, até chegarmos ao fim/início às 16h.
       
      Nos alongamos e partimos. No caminho até o sol se pôr, nada de muito excitante.
       
      Ao procurar um lugar pra tomar banho, descobri em Whanganui um clube aquático público que cobrava 5 dólares a diária para usar piscinas aquecidas, chuveiro, musculação e outras frescuras como a banheira de hidromassagem em que relaxamos. Foi um baita investimento.
       
      Jantamos no carro e continuamos até o camping gratuito Waikawa, mais ao sul.
       
      Dia 27
       
      Usamos a única facilidade disponível, o vaso, e seguimos o caminho.
       
      Em Porirua, parada rápida no museu e galeria de arte Pataka.
       
      Pouco tempo após, chegamos na capital Wellington. A Amanda foi resolver uma questão na embaixada brasileira, enquanto eu fui conhecer a orla revitalizada da cidade, com museus, parques e obras de arte. Só que pra isso tivemos que pagar o estacionamento público de rua, de mais de 4 dólares a hora.
       
      Depois da visita ao Museu Wellington, que conta a história da capital, fomos ao mirante do Monte Victoria, com bonita vista 360° para a Baía de Wellington. Lá almoçamos no carro.
       

       
      A próxima parada foi a Weta Cave, sede do estúdio de animação cuja principal obra foi a série Senhor dos Anéis, e que depois disso produziu a arte de dezenas de filmes de Hollywood. Não fizemos o tour pelas oficinas porque era caro, mas ainda assim pudemos assistir um vídeo com a história da empresa, folhear livros sobre os filmes, bem como admirar diversos itens em miniatura ou tamanho real das armas e seres fictícios criados pela Weta.
       

       
      Pelas 2 horas seguintes, conhecemos o Museu Nacional Te Papa Tongarewa. Como o museu anterior, não se paga entrada. Só que esse é de porte maior, e com exposições interativas e muito bem apresentadas. Destaque para a parte que conta sobre a história dos soldados neozelandeses na Primeira Guerra Mundial.
       
      Já no final da tarde, enfrentamos um pouco de trânsito para deixar o município. Passando um morro preservado, paramos em Featherston. Nesse ponto, encostamos nossa campervan num camping ao longo de um lago. Foi duro cozinhar com o vento que fazia. Tomamos uma e, por fim, descansamos.
       
      Dia 28
       
      Tomamos o café na mesa de piquenique tranquilos sem imaginar o que viria em seguida. Acreditam que deixar a ventilação e o som ligados acabaram com a bateria?
       
      Por sorte, nosso vizinho de camping tinha o mesmo carro que o nosso e um cabo para fazer a chupeta, então o casal francês acabou com nosso problema num instante.
       
      Retornamos a Porirua para encarar outro desafio. Dessa vez, praticamos arvorismo no Adventure Park Wellington. O ingresso não é barato (44 dólares), mas foi bem aproveitado durante as 3 horas permitidas. Quando chegamos havia uma montoeira de crianças, mas tinha espaço para todos nós nos diferentes níveis e circuitos.
       

       
      Depois das instruções, começamos pelo mais fácil. Conforme progredíamos, as passagens iam ficando mais altas, difíceis e cansativas. O nível 4, o último, testou nossos limites. A Amanda precisou ser resgatada no meio, mas eu segui até o final, mesmo que morrendo de medo da altura e com os músculos já esgotados.
       
      Almoçamos num parque ao lago, e depois viajamos a boa distância até uma das praias de areia negra da costa oeste. Foi em Waverley que vimos o sol se pôr no mar.
       

       
      Continuando, estacionamos o veículo no vilarejo de Kaponga para usar a internet, o banheiro e o estacionamento gratuito para dormir. Eis que quando me direciono ao banheiro, um grupo de adolescentes que estava numa festa ao lado vêm falar comigo, e um deles era brasileiro! Que coincidência, hein?
       
      Fiquei conversando com eles por um tempo e depois jantei e apaguei.
       
      Dia 29
       
      Seguimos ao vulcão Taranaki, no Parque Nacional Egmont, pela manhã. Coberto de neve e com um cone parasita, bastante impressionante. Paramos no centro de visitantes de Dawson Falls e caminhamos por uma pequena trilha para ver a cachoeira de 18 metros.
       

       
      Dirigimos ao redor do vulcão para vislumbrar sua paisagem. Almoçamos à beira do mar em New Plymouth. Era um domingo, e diversas famílias pararam no mesmo lugar e ficaram comendo BigMac’s e outras porcarias do mesmo gênero de dentro de seus carros.
       
      No caminho para o norte, mais adiante, vimos uma formação geológica interessante e paramos. As Three Little Sisters são monólitos de lamito e arenito que se desprenderam das falésias costeiras e aparecem atualmente isoladas entre o mar e um rio, sobre a areia mais escura que já vi.
       
      Ao final da tarde chegamos em Hamilton, uma das cidades mais populosas do país. Ali encontramos Luana, uma velha amiga minha brasileira, que já mora na Nova Zelândia há alguns anos. Ela e seu cônjuge pagaram uma saborosa janta num restaurante indiano e nos hospedaram em seu flat. Foi bem bacana o encontro.
       

       
      Dia 30
       
      Partimos, conhecendo durante a manhã o Hamilton Gardens. A princípio não parecia tão interessante, mas quando fomos a fundo, nos admiramos com os diversos pequenos jardins temáticos, como o japonês, indiano, sustentável, renascentista, entre outros.
       

       
      Dali partimos para o norte, na rodovia que liga Hamilton e Auckland. Não achamos nada de diferente, então retornamos o carro mais cedo que o previsto.
       
      Com isso, pude dar uma volta pelo centro de Auckland naquele final de tarde semi-chuvoso. O centro é bem movimentado, com prédios altos, diversas opções de compras e comidas, mas também conta com um número considerável de pedintes e as ruas não são tão limpas.
       
      Passamos a noite no Nomads Backpackers, um albergue bem localizado que nos custou 21 dólares cada pelo quarto de 12 camas. O lugar é tumultuado, o elevador não dá conta do público, a internet funciona razoavelmente e os quartos e banheiros não são muito limpos e organizados. E não se pode beber álcool dentro dele.
       

       
      Dia 31
       
      Acordei com roncos, barulhos da cidade e do secador de mãos no banheiro. Depois do café da manhã, segui para outra caminhada solo.
       
      Estava a caminhar aleatoriamente, quando uma passeata cruzou o meu caminho. Era a comemoração da formatura dos alunos da Universidade de Auckland, que contava com uma banda escocesa. Até me emocionei, lembrando da minha.
       

       
      Almoçamos os restos de comida (cogumelos, arroz, tomate e ovos) e pegamos os transportes até o aeroporto.
       
      No meio da tarde, decolamos com a Air New Zealand para Tonga, num avião de grande porte e com entretenimento de bordo. Custou 232 dólares neozelandeses por indivíduo.
       
      Junto da gente estava a seleção juvenil de rúgbi, que teve uma baita recepção no desembarque. Quanto ao visto, não foi preciso nem abrir a boca para recebê-lo gratuitamente.
       
      O transporte incluído para nosso alojamento Heilala Lodge estava a nossa espera; depois que trocamos o dinheiro no lado de fora do aeroporto (que tem a cotação melhor), ele nos levou até a hospedagem no noroeste da ilha principal, Tongatapu. Pagamos 98 pa’angas (177 reais) pelo quarto por noite.
       
      Como não tínhamos nada para comer, a van parou num dos vários pequenos comércios. Só que eles possuem apenas comida industrializada, então tivemos que nos contentar com pacotes de bolacha.
       
      Tomamos um banho morno e dormimos em nosso quarto arejado com o som das ondas do mar…
       

       
      Dia 32
       
      ...E das vacas, que começaram a mugir bem cedo. Às 8 levantamos pro café incluso, mas bem magro, de fruta, pão e embutido.
       
      Duas horas depois pegamos as bicicletas que a hospedagem disponibiliza sem custo, para darmos uma volta na ilha.
       
      Quando estávamos para sair, uma hóspede que iria deixar Tonga nos deu um chip de celular com 3 GB restantes de internet!
       
      A primeira parada do passeio na bicicleta que freava pelo pedal foi na Tsunami Rock, uma rocha enorme de coral atirada em terra firme por um evento desse há muito tempo… Tanto que já há até árvores em cima dela.
       

       
      Alguns km além, estacionamos no Mapu 'A Vaea Blowholes. São rochas no litoral onde a força das ondas faz com que orifícios soltem jatos de água de até quase 30 m de altura, um espetáculo só.
       
      Como é um lugar turístico, há umas barraquinhas com souvenires. Comprei 2 colares e 1 pulseira por 20 pa’angas.
       
      O caminho até a atração seguinte começou a ficar bem ruim, passando somente por plantações, que sempre era cultivadas entre coqueiros infinitos. Como a Amanda não estava conseguindo seguir num ritmo legal e já estava cansada, retornou.
       
      Azar o dela, pois logo depois encontrei a linda praia coralina de Vaitongo. Tirei umas fotos e segui adiante na estrada semi-esburacada.
       
      Do penhasco de Hufangalupe tive um cenário ainda mais belo da praia abaixo quase deserta.
       

       
      Dali em diante entrei numa porção mais urbana, começando a me acostumar com os cumprimentos de “Bye” (em vez de “Hi”) de quase todos que cruzavam meu caminho a pé.
       
      Estava faminto, mas até o momento não tinha localizado um lugar sequer para comer. Somente ao passar pelo aeroporto, encontrei o Airport Diner, um container que me serviu peixe com fritas por 12 dinheiros. Nem deu tempo de fazer a digestão, pois o dia estava passando rápido.
       
      Pedalei até uma das cavernas, mas ela fica fechada durante o dia, abrindo para uma encenação. Com isso, tive que seguir até a outra, a 'Anahulu. Particular, custa 15 pa’angas e tem iluminação interna. Apresenta estalactites e estalagmites, mas o principal é um poço azulado de água pluvial.
       

       
      Queria ter ido até o sítio arqueológico de Ha’amonga, mas o tempo tardio me fez parar de me afastar quando cheguei nos túmulos reais de Lapaha, a antiga capital do reino de origem dos polinésios. Aqui vai uma menção aos cemitérios de Tonga: em sua maioria são privados para uma família, com montes de areia sobre os túmulos precários.
       
      Regressei passando pelo local de desembarque do capitão Cook em 1777. Ainda comprei bananas a 1 real cada numa banca de rua. Por fim, acelerei o que pude no trecho final durante o pôr do sol.
       
      Somente às 19h que conclui o trajeto de 95 km na bicicleta retrógrada. Foi só o tempo de tomar banho para ir até o hotel Vakaloa, onde havíamos reservado um jantar musical. Quando chegamos o lugar estava cheio. Se ainda não estava claro que a grande maioria da população adulta de Tonga é obesa, depois desse jantar não teve como dizer que não.
       
      Nos servimos no buffet livre com deliciosas comidas típicas, enquanto ouvíamos uma banda tocar músicas animadas. Em seguida, teve uma apresentação de dança típica com os personagens fantasiados.
       

       
      Curtimos, regressamos e capotamos, eu mesmo bem cansado da longa pedalada de 95 km.
       
      Dia 33
       
      De manhã demos uma mergulhada na praia Ha’atafu, a que fica em frente ao hotel. Com o sol a água estava com uma boa visibilidade, mas um pouco fria. Ficamos o quanto aguentamos, vendo as maravilhas subaquáticas. Até que achei um número bom de espécies, mas pouca coisa nova. Já a Amanda amou, pois foi seu primeiro snorkeling na vida.
       

       
      Como na maioria dos recifes tropicais, há muitos corais mortos. Não deu pra seguir até o fim da barreira porque havia fortes ondas lá e estava muito raso.
       

       
      Depois de procurarmos em vão nas demais hospedagens vizinhas por um almoço, tivemos que nos contentar com o relativamente caro Vakaloa. Pedimos dois pratos com peixe, batata, salada e arroz por 25 pa'angas cada. Enquanto terminava, vi uma baleia longe ao fundo, como a Amanda já tinha visto na tarde anterior.
       
      Saquei umas fotos e depois que vi outra mais tarde, caí no mar com o caiaque da hospedagem para tentar ir até ela. Só que isso não deu muito certo, pois a maré estava baixíssima e as ondas viraram o barco que ficou preso, me lançando em cima dos recifes. Além de me cortar, perdi meu óculos de sol.
       
      A baleia se foi e o céu ficou nublado, desfavorecendo o snorkeling no raso. Com isso, pegamos as bicicletas para uma voltinha. Paramos no final da ilha, onde o navegador Abel Tasman aportou no século 17.
       
      Em seguida, compramos a janta enlatada num mercadinho. Quando regressávamos, vimos uma das famosas raposas voadoras (morcegos) de Kolovai.
       
      À noite, tomamos uma cerveja tranquilamente na beira do mar...
       
      Dia 34
       
      Passamos quase o dia todo pra ir de uma hospedagem a outra. Em primeiro lugar, o ônibus que deveria passar na avenida a cada 20 minutos no máximo, levou pelo menos 40. Mesmo tomando o café e deixando o Heilala Lodge cedo, chegamos na estação de ônibus sem tempo de conhecer o centro de Nucualofa, pois a balsa das 11 horas para a ilha de 'Eua já estava quase partindo.
       

       
      Caminhamos até o porto, pagamos 20 pa'angas cada e entramos na balsa velha. Não tínhamos tido tempo pra comprar comida, e a única à venda na embarcação era um desagradável “cup noodles” da Indonésia por 2,5 dinheiros.
       
      Enquanto olhamos para o mar na viagem de quase 3 horas, tivemos a sorte de cruzar o caminho de pelo menos 6 baleias, que deram um espetáculo.
       
      Na chegada a 'Eua, tentamos achar um lugar próximo para almoçar ou comprar comida - sem sucesso. Também não deu certo sacar dinheiro no único caixa eletrônico da ilha, pois estava quebrado. Só nos restou trocar os últimos dólares neozelandeses para não passarmos fome.
       
      Em seguida, pedimos auxílio na Ovava Tree Lodge, uma hospedagem e centro de mergulho, pois nossa carona não veio. Ao telefonar para lá, descobrimos que nossa reserva feita um mês antes havia desaparecido. Foi preciso insistir para que não virássemos sem-tetos por 3 noites, já que as outras hospedagens também estavam lotadas (Na verdade, eu também havia tentado reservar para o Ovava, mas nunca responderam meus emails).
       
      Não seria tão ruim assim, pois o Taina’s Place não é bem o que esperávamos. No meio do nada, por 30 pa'angas cada tivemos direito a um quarto, cozinha e banheiro compartilhado, chuveiro frio, barulho, bagunça, cheiro de cigarro e nada mais.
       

       
      A última hora de dia foi usada caminhando no meio do mato até o sumidouro de Matalanga a Maui, um buracão no meio da floresta.
       
      Quanto à comida para os próximos dias, nós a compramos num mercadinho no meio do caminho, mas não havia nada de natural por lá. Então nossa janta foi macarrão enlatado e atum enlatado.
       
      Conversamos um pouco com o outro casal hospedado no mesmo local e fomos dormir cedo por falta do que fazer.
       
      Dia 35
       
      Comemos biscoitos e goiabas, que abundam na ilha, caindo na estrada logo cedo. Na avenida, pedimos a primeira de várias caronas do dia, já que ficamos sabendo que essa era uma prática comum por aqui.
       

       
      Descemos na praia de Ha’aluma. A princípio não parecia muito interessante, apenas rochas num mar não tão calmo, mas investigando a fundo descobrimos que as rochas que se elevam acima do nível do mar são na verdade amontoados de fósseis de coral, das mais variadas espécies!
       
      Depois de um tempo investigando, caminhamos alguns km até a ponta sul da ilha. Nesse trecho de plantações e gado, vimos algumas das belas espécies nativas de aves. Destaque para um pombo com asas verdes e testa rosa (Ptilinopus perousii), e um papagaio de peito e cabeça vermelho e asas verdes e azuis (Prosopeia tabuensis).
       

       
      Ao chegar no jardim de rochas, nos deparamos com penhasco impressionantes. Além da vista, havia uma colônia de atobás-pardos (Sula leucogaster) nele, bem como trinta-réis e aves tropicais voando ao redor. Quando um grupo que estava fazendo um tour guiado apareceu junto, vislumbramos uma baleia-jubarte com seu filhote na água embaixo, numa exibição sensacional!
       

       
      Comi meus sanduíches apressado, pois conseguimos uma carona com o guia Kiko para retornar, logo após ver a outra atração natural do lugar, um arco de rocha sobre o oceano.
       
      Mal deixamos um carro e já embarcamos noutro até o aeroporto, pois havíamos tentado comprar passagens pela internet mas não tivemos confirmação. Lá ficamos sabendo que precisaríamos sacar dinheiro no caixa automático da cidade, que havia sido consertado há algumas horas. Meus dois cartões de crédito não funcionaram, mas o de débito sim, então fomos salvos de última hora, quando o menor aeroporto que já vi na vida estava para fechar. Pagamos 107 pa'angas cada.
       
      Depois disso, nos enfiamos no mato de novo para conhecer as Hafu Pools, que não são nada mais que fontes canalizadas de água doce do morro.
       
      Como já estávamos por aquelas bandas, entramos num dos pouco comércios chineses para comprar mais comida industrializada.
       
      Nosso jantar foi à base de “vermicelli”, um troço oriental que parece macarrão transparente, mas quase não tem gosto, pois é feito de broto de feijão.
       
      Assim terminou nosso dia com 20 km de caminhada.
       
      Dia 36
       
      Achamos que não andaríamos tanto quanto no dia anterior, mas acabamos indo mais além. Depois do café, começamos a subir o morro em direção ao leste.
       
      A primeira atração é uma figueira enorme de mais de 800 anos na beira de um buraco.
       

       
      Perto dali, fica outro sumidouro onde flui uma cascata e é produzida uma nuvem de vapor (ambas fracas quando fomos) que dá o nome do lugar de 'Ana 'Ahu (Smoking Cave).
       
      Mais acima, entramos no Parque Nacional de 'Eua. As trilhas que seguimos são sobre rastros de veículos 4x4, mas há muitos caminhos, e nem sempre os mais marcados são os corretos. Por isso, um guia ou bom GPS são fundamentais.
       
      Alguns quilômetros após, chegamos ao extremo leste da ilha, no mirante Lokupo. Fica do alto de um penhasco, com vista para o mar azul, outros penhascos, a floresta e a praia com um baita recife de corais abaixo.
       

       
      Entre esse mirante e o seguinte, há uma cavidade apertada chamada de 'Ana Kuma (Rat's Cave), mas nada especial.
       
      Algumas centenas de metros ao norte fica Funga Te’emoa, o pico mais alto da ilha, com apenas 312 m. Almoçamos nesse ponto.
       
      A ideia era regressar a partir dali, mas como ainda havia muito tempo restante no dia, prosseguimos rumo ao norte de 'Eua. A única porção realmente preservada com mata nativa foi a que fica entre os penhascos e o mar, pois o resto está parcialmente desmatado para retirada de madeira, agricultura e pecuária.
       

       
      Algumas horas depois, tivemos outro vislumbre no mirante Anokula. Em seguida, trilhamos o resto do caminho até o norte, descendo no vilarejo mais boreal, Houma.
       
      Não vimos um ser humano sequer durante o caminho, apenas animais domésticos, os dois cães que nos seguiram e aves.
       
      Tivemos que caminhar um pouco mais até conseguimos uma carona milagrosa que nos levou pelos 9 km finais até nossa hospedagem sem cobrar nada!
       
      O total caminhado no dia foi de 26 km! Como esperado, me cortei um bocado na trilha ao usar roupas curtas, e um dedo do pé criou uma bolha quase do tamanho dele.
       
      Dia 37
       
      Descansamos o suficiente à noite. Deixamos Taina's Place cedo para caminhar (no meu caso, mancar) até o aeroporto. Fizemos o procedimento de check-in e ficamos torcendo pro voo não atrasar.
       
      Antes da hora o avião minúsculo de 7 passageiros decolou. Chacoalhando um monte, passamos um dos voos mais curtos do mundo (7 minutos no ar!) num medo só. Felizmente, nada aconteceu.
       

       
      Com a chance de perdermos o check-in do voo seguinte, pagamos 10 granas pra um táxi nos levar até o terminal internacional, que fica a 2,1 km dali.
       
      Pegamos alguma comida e aguardamos o voo atrasado da Fiji Airways, onde seguimos num turboélice sobre ilhas paradisíacas até Nadi (Fiji). O voo de mais de 2 horas contou somente com um lanchinho e uma revista. Contando com o trecho seguinte até Sydney, pois a parada em Fiji é só uma longa conexão, esses voos custaram 554 pa’angas para mim.
       
      Tudo certo com a imigração (brasileiros não precisam de visto), compramos no terminal os cartões para usar nos ônibus, alguns salgados e doces indianos (que são quase metade da população) por 50 centavos de dólar fijiano (1 dólar de lá é equivalente a 1,75 reais), e partimos no ônibus que vai do aeroporto de Nadi até Suva, a capital que fica do outro lado da ilha. O valor até nossa parada (Coral Coast) foi de menos de 9 dólares (doravante fijianos) por pessoa, levando umas 2 horas e 20 para chegar em nosso ponto de descida. Nesse trecho deu pra notar que o país não é tão subdesenvolvido como Tonga.
       
      Saltamos na Beachouse, um quase resort maneiro na praia que conta com uma diversidade de atrações e hospedagens diferentes, sendo que ficamos num dormitório novo só pra gente, com um exótico banheiro ao ar livre. Com wi-fi liberado, é um pouco melhor que o “resort” de Tonga; mesmo assim, com um preço levemente menor de 40 dólares.
       
      Curtimos um aprazível pôr do sol no mar, deitados em redes e bebericando bebidas locais (750 ml de cerva custa a partir de 10 dólares). Depois, trocamos umas ideias com uns gringos, como o belga Nicolas. Por fim, jantamos um prato típico mas meio pequeno de peixe em coco e batata por 23 dólares.
       

       
      Dia 38
       
      O único ponto negativo foi os mosquitos que nos devoraram à noite, entrando por buracos na tela. Essa questão eu resolvi no dia seguinte, preenchendo as falhas com papel higiênico.
       
      Já o café da manhã foi um pouco melhor que os anteriores, e se podia repetir.
       
      Depois da digestão feita numa das redes na beira do mar, eu, Amanda e duas europeias subimos num barco. Por 20 dólares fomos levados até um recife de corais no vilarejo de Naboutini. O caminho já foi uma aventura.
       
      Chegando lá, ficamos submersos por umas duas horas, nos maravilhando com a diversidade dos corais e peixes.
       

       
      Vi até uma moreia gigante (Gymnothorax javanicus), um tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus) e uma serpente-marinha (Laticauda colubrina), um dos animais mais venenosos do mundo!
       

       
      Ao retornar, pedimos o almoço. Eu fiquei com curry. Como havia uma feirinha de artesanato aqui mesmo e com preço acessível, aproveitei pra comprar uma máscara de souvenir por 10 dólares.
       

       
      Às 3 rolou um lanchinho gratuito. Já às 4, aula de ioga. Só havia feito uma vez antes, mas não deixei de aproveitar já que não se pagava. Foi duro, mas curti os 100 minutos de ioga.
       
      Em sequência, pôr do sol, happy hour, jantar e cama.
       
      Dia 39
       
      Acordamos cedo novamente com a claridade, mesmo sem querer.
       
      Após o café da manhã em marcha lenta, enquanto conversávamos com dois australianos, pegamos os caiaques gratuitos para dar uma volta. A água é bem tranquila por ali, então a Amanda, que nunca tinha remado antes, pegou a manha. Eu fiquei um pouco mais tempo, indo pra lá e pra cá, ainda que tivesse um pouco dolorido da ioga.
       

       
      Almoçamos hambúrgueres (16 dólares no meu vegetariano e 20 no carnívoro dela). De sobremesa, milkshakes (7,5 cada).
       
      Logo em seguida, participamos duma oficina de artesanato com folha de coqueiro, apenas para descobrirmos que somos um fracasso nessa arte. Pelo menos pudemos levar uma lembrança pra casa.
       
      Comemos o último lanche, acertamos as contas, nos despedimos e pegamos o ônibus de volta ao aeroporto. Dentro do busão refrigerado estava passando o filme Megalodon.
       
      No terminal do aeroporto, jantamos na lanchonete indiana. Um prato de comida custa 8 dólares.
       
      Caminhamos os 1,5 km até a Westfield Homestay, hospedaria familiar onde dormimos num quarto privado duplo por 64 dólares no total.
       
      Dia 40
       
      Finalmente me despedi da minha companheira de viagem, que seguiu para Auckland enquanto eu fui até Sydney, ambos pela Fiji Airways. Para embarcar eu precisei esconder meus mini-frascos de higiene pessoal no corpo, pois as várias revistas não deixavam passar nada líquido que não estivesse dentro de um Ziploc.
       
      Ao menos o voo de mais de 4 horas correu bem. Comi e vi dois filmes.
       
      Passei pela imigração sem nem abrir a boca. No terminal do aeroporto, me dirigi à estação de metrô (cujos vagões são de 2 andares) e peguei o cartão Opal, usado nos meios de transporte público da região metropolitana. Com ele, fiz uma outra viagem: um trajeto curto até a estação central, seguido por mais 2 horas até Katoomba, ao custo de 20 dólares australianos, já que há uma taxa para entrar ou sair do aeroporto.
       

       
      O tempo chuvoso e nebuloso não facilitou a visita, mas depois do check-in no Blue Mountains Backpackers Hostel (20 doletas a noite), dei uma caminhada pela pequena e antiga cidade. De arquitetura interessante, possui diversas lojas de equipamentos de aventura. Comprei uns acessórios, antes de entrar no supermercado mais barato, da rede alemã Aldi. Ali peguei meu rango.
       
      Passei a noite no albergue, relaxando na agradável área comum, jogando sinuca e pebolim com um canadense.
       

       
      Dia 41
       
      Acordei, comi uns bolinhos com mirtilo e saí. Em frente ao Carrington Hotel, inaugurado em 1883, peguei o ônibus nº 686 até o Scenic World, por uns 2 dólares. O tempo não estava nada bom: chuva, frio e muito nevoeiro.
       
      O empreendimento Scenic World oferece meios de transporte alternativos entre o topo das montanhas e o vale abaixo, como teleféricos e o funicular mais inclinado do mundo. Desci as escadarias Furber Steps nos penhascos e cachoeiras (destaque para Katoomba Falls) para não precisar pagar, e dei uma passeada na única atração que é aberta ao público, a Scenic Walkway. Em meio a um enxame de chineses, caminhei na área de uma antiga mina de carvão e floresta pluvial temperada. Essa passagem é bem informativa e bem mantida.
       

       
      Me livrei dos chineses quando peguei a trilha Federal Pass em sentido leste. Tive uma breve chance de ver as montanhas azuis (por causa da emissão do óleo dos eucaliptos) e os picos das Three Sisters, antes do tempo fechar de novo.
       
      Sozinho, trilhei a rota na borda dos penhascos de arenito por um lado, e eucaliptos do outro. Vi e ouvi uns pássaros, como o papagaio vermelho rosela.
       
      Quilômetros depois, voltei pra floresta cheia de samambaias e quedas d'água, no trecho em que começa uma subida bem íngreme. A mais bonita das cascatas é a Leura Falls, acessada por uma trilha meio oculta.
       

       
      Já passava do meio da tarde quando deixei a trilha pelo Fern Bower. Ainda sem uma vista boa, passei rapidamente no centro da cidade e regressei ao albergue, onde fiquei o resto da noite.
       
      Dia 42
       
      Que bom que decidi não ir embora pra Sydney ao amanhecer, pois ao caminhar até Echo Point, o centro turístico das Blue Mountains, finalmente pude contemplar a paisagem tão almejada das montanhas azuis. Sem o nevoeiro, deu para ver de longe todo o ambiente selvagem das montanhas e florestas em frente, incluindo a formação geológica Three Sisters.
       

       
      Achei que isso seria tudo, mas a vista ficou ainda melhor quando segui pela trilha Prince Henry Cliff Walk, na borda superior dos penhascos. No cenário, as quedas da Katoomba Falls, os veículos do Scenic World e um bando de cacatuas.
       

       
      Retornei à cidade, almocei a comida do Aldi, peguei minhas coisas e parti pra Sydney.
       
      Ao chegar, já era do meio pro final da tarde, então só deu para conhecer o belo Royal Botanic Gardens, que se estende até Macquaries Point, de onde vislumbrei o sol se pôr por trás da Baía de Sydney, acompanhado da Opera House e Harbour Bridge. Fiquei impressionado com o que vi.
       

       
      À noite, só jantei e vi um filme na sala de estar do apertado albergue Ady's Place Backpackers. Dormi num quartinho de 4 beliches por 23 dólares australianos.
       
      Dia 43
       
      Além do café da manhã fraco incluído, no domingo também são servidas panquecas. Peguei quantas couberam na minha barriga, enchi de Nutella e saí para conhecer o resto do centro.
       
      Entrei por uns instantes na galeria de arte de Nova Gales do Sul, bem como no museu The Rocks e na Customs House, todos gratuitos. Também parei para fotografar o patrimônio arquitetônico da UNESCO Opera House, ainda que estivesse chovendo. Outras atrações fotografáveis que vi foram as catedrais de St Mary e St Andrews, a prefeitura e a Queen Victoria Building, que contrastam com modernos arranha-céus.
       

       
      Peguei uns sanduíches quase vencidos em promoção num mercado Woolworths Metro e segui até o aeroporto. Foi então que a encrenca começou…
       
      Meu voo pela Tigerair e quase todos os seguintes para Melbourne haviam sido cancelados devido ao mau tempo. Com isso, eu não conseguiria chegar a tempo de fazer o check-in e embarcar nos voos da Qantas até o Brasil!
       
      Durante 4 horas eu tentei de tudo: voos em outras cias, mudar minha reserva na Qantas, ir de trem, ônibus, carona ou até alugar um carro e dirigir por 8 horas até Melbourne. Até então era a opção menos pior, já que as outras não estavam disponíveis ou a má vontade das cias aéreas não me ajudava em nada.
       
      Tentei uma última vez tentar convencer a Tigerair que era imprescindível que eu embarcasse no último voo da noite, que não tinha sido cancelado. Por um milagre, me passaram na frente da lista de espera de 11 passageiros!
       
      O voo atrasou e foi um terror de turbulência, mas cheguei com sucesso no aeroporto de Melbourne, a tempo de pegar as malas da minha prima e aguardar a madrugada passar para fazer o check-in.
       
      Dia 44
       
      Como um zumbi, passei pelas poucas horas de Melbourne até Auckland pela Qantas. Serviço e avião muito bons, bem como no longo trecho seguinte algumas horas depois pela LATAM até Santiago.
       
      Em seguida, novamente LATAM, dessa vez até Guarulhos, mas nem tela de vídeo o avião tinha. Ao desembarcar, tive que correr bastante pra chegar no check-in no exato instante que o despacho de bagagens pra Floripa estava encerrando.
       

       
      Assim pude pegar o último dessa maratona de voos. Devido ao fuso horário, cheguei em Floripa no mesmo dia em que saí de Melbourne. E enfim cheguei em meu lar, doce lar, cheio de histórias pra contar!
       
      Quer mais histórias? Chega mais: http://rediscoveringtheworld.com/ 
    • Por Paty Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       


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