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Peru em Abril de 2017 - Lima - Cusco - Trilha Inca - Paracas - Huaraz - Lima


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Terceiro Dia - 03/04/2017 (Segunda-feira) – Trailha Inca

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Saltei da cama as 6 da manhã, estava tão feliz que iria começar a Trilha Inca que nem sentia cansaço ou qualquer tipo de ressaca.

Banho tomado, paguei o hostel e deixei minha outra amochila lá com eles. Nesta outra mochila estavam roupas que não seriam usadas na trilha.

As 7:15 passaram no meu hostel para me pegar e partimos.

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Importantíssimo! Vou explicar melhor no último dia, mas quando fizerem a compra do pacote para a trilha Inca questionem qual será o horário do trem de volta de Aguas Calientes para Ollantaytambo, isto para quem voltar no mesmo dia que chega a Machu Picchu, eu não perguntei e me ferrei. Mas ainda melhor, aconselho a ficarem em Aguas Calientes no dia que chegam a Machu Picchu, assim podem aproveitar as piscinas e depois descansar para no outro dia de manhã retornar a Cusco.

 

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Continuando, depois de quase 3 horas de ônibus fizemos uma parada para comprar água e utensílios em geral em um mercadinho/restaurante. Algumas pessoas compraram até bastões para a caminhada, o que aconselho muito a levar, fizeram muita diferença. Estes bastões custam em média 25 reais em Cusco, vale muito a pena comprar lá, eu paguei 50 reais os mais baratos que achei, aqui no Brasil.

Depois desta parada levamos mais uns 20 minutos para chegar no inicio da trilha. Os carregadores se arrmam nesta hora e se preparam para o primeiro dia. Devemos ter ficado ali cerca de uma hora, era quase meio dia quando começamos a caminhar. Achei meio tarde, mas depois entedi, o primeiro dia são apenas 4 horas de trilha, não adianta muito sair cedo.

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Nosso grupo era composto por mim, duas gurias do Canada, uma família da Argentina (pai, mãe e filha), mais 3 mulheres da Argentina e dois holandeses. Além das duas guias do Peru. Nos apresentamos antes de sair para a trilha e partimos. Dos holandeses um estava estudando espanhol em Cusco, e a menina estava estudando português em Curitiba. Já no início fiz amizade com os dois pois ela queria treinar seu português.

 

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Atravessamos a ponte e começou a aventura. Caminhamos cerca de 2 horas e paramos para almoçar, uma das mulheres da Argentina era um pouco acima do peso e demorou bastante para chegar, estava bem cansada e sem ar, a altitude estava pegando ela... Almoçamos sopa de entrada, depois massa com molho vermelho e bife de frango. Tudo sempre acompanhado de muita água e chá.

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Descansamos um pouco e partimos para a segunda parte do dia, mais duas horas de caminhada, esta segunda parte foi um pouco mais puxada. Chegamos ao acampamento e já tinham outros grupos lá.

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Os acampamentos funcionam da seguinte maneira, famílias são donas destes acampamentos, que tem os espaços exatos e demarcadados para cada grupo. Então quando você chega já estão montadas as barracas uma próxima da outra, com a barraca de alimentação, uma grande barraca que você entra para comer e também uma barraca grande dos carregadores/cozinha. Em todos os acampamentos são encontrados banheiros, para 1 e 2, mas nem sempre são limpinhos. Chuveiro eu não vi nenhum, meus banhos eram feitos com paninhos húmidos de limpar bebe.

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Logo que chegamos ao acampamento ganhamos um lanche da tarde, depois fomos descansar um pouco e mais tarde a janta. Na janta uma das mulheres argentinas, a que estava acima do peso anunciou que iria desistir e no outro dia retornar para o inicio. Durante toda a caminhada fizemos várias paradas para receber explicações sobre o caminho, sobre plantas e animais e sobre as construções encontradas na trilha. Uma das coisas que a guia deixou bem clara é que neste primeiro dia não percorremos nenhuma parte do caminho Inca original, o mesmo começaria apenas no segundo dia.

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E assim acabou o primeiro dia, fiquei em uma barraca sozinho, pois estava viajando sozinho, o que foi bem cômodo. Dormi feito uma pedra.

 

Gastos do dia:

 

80,00 - duas noites hostel Paraiwana

5,00 - misto quente café da manhã

3,00 - água 1 litro

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Quarto Dia - 04/04/2017 (Terça-feira) – Trilha Inca

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Tinha ficado feliz que no dia anterior não tive nenhuma ressaca da festa que fiz com os brasileiros, mas as 3 da manhã deste dia tomei um susto. Acordei no susto com uma dor gigante de barriga e tive que correr para o banheiro, só tive tempo de pegar minha lanterna, papel higiencico e correr. Vocês viram a foto do banheiro, não tinha luz, eu só meio que mirei e veio uma diarreia que não estava no gibi, acabei com o banheiro... depois tive que ficar limpando o que eu errei... não foi bonito, mas vamos que vamos.

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Voltei para cama e meio que fiquei rolando na barraca até as 5 da manhã, quando o pessoal começou a levantar. Sempre de manhã eles levavam um chá de coca na barraca, tomei ele e me preparei psicologicamente para o dia mais difícil do caminho. Sim, este dia é puxado, mas no final das contas, todos conseguem! Até os carregadores com suas mochilas enormes, não sei como eles consegue...

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O dia estava lindo e o caminho é muito bonito também, fazer a trilha inca é ver muitas coisas legais, histórias e lugares lindos. Conforme falei, uma das Argentinas desistiu e uma de nossas guias teve que voltar com ela, assim nosso grupo ficou com um guia só para o resto da caminhada. Depois do café da manhã, partimos.

Neste dia começamos em 2800 metros e vamos até 4200, sem ar, cansado e com dores, hahahaha Este é um dia para você provar que pode, vai usar todas as energias que tem e que não tem, mas como eu disse, uma hora você chega. Cada um no seu ritmo, tinha um chinês de 68 anos fazendo a trilha...

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O holandês e eu tomamos a frete do grupo mas chegou uma hora que eu não conseguia mais acompanhar ele, primeiro que ele estava em Cusco a 3 meses e já estava acostumado com a altitude, segundo que ele era 10 anos mais novo que eu e por último ele não estava com diarreia... teve uma hora que eu quase fiz o 2 nas calças, estava fazendo muita força para continuar a subir e veio aquela pressão! Mas consegui segurar e mais tarde tive que soltar a boiada.

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O Holandes estava tentando me apoiar mas ele só dizia, vamos, não para, vamos não para, e eu só falando palavrões que ele não entendia. Em fim ele foi um pouco mais na frente e acabei me encontrando com ele na parte mais alta da trilha, Warmiwanusca, 4215 metros acima do nível do mar. Quando cheguei, cai de gostas em cima da minha mochila e fiquei ali uns 10 minutos, estava morto.

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Infelizmente o tempo não estava bom, estava choviscando um pouco, assim começamos a descida. Muitos acharam a descida bem pesada pois exige muito dos joelhos, eu não tive muitos problemas. Na metade do caminho se encontra o último lugar para comprar água, depois disto o pessoal fornece agua fervida para você no acampamento.

 

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Pulamos o almoço e fomos comer já no campamento final, pelas 4 horas da tarde. Logo depois café da tarde e então janta, foram muitas refeições em um período curto de tempo. Este acampamento foi um dos mais legai, ficava no meio de um vale, que em uma certa hora foi tomado por uma nuvem, experiência fantástica.

Estava morto e pelas 8 horas já estava na barraca pronto para dormir... amanhã o dia não seria tão puxado, mas é o dia com maior distância a ser percorrida.

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Gastos:

5,00 agua de 1 litro

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Quinto Dia - 05/04/2017 (Quarta-feira) – Trilha Inca

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Todo mundo fala que o segundo dia da trilha é o mais puxado, mas o terceiro dia é o dia com maior distância, somado ao cansaço do segundo dia e ainda com subidas e escadas que acabam com você definitivamente...

Começamos o dia com um belo chá na barraca, o dia não estava muito bonito, meio fechado mas por um lado era bom pois refrescava um pouco. A primeira parte do terceiro dia é a mais puxada pois começamos com duas horas de subida, meus pés estavam me matando e logo fiquei para trás de todos. Mas achei meu ritmo e acabei chegando ao ponto de almoço junto com o grupo.

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Almoçamos sopa de legumes, arroz com molho e bife de carne, muito boa a comida. Durante o almoço, estávamos todos dentro da tenda de refeição, começou a chover, muito.... Esperamos um tempo mas a chuva não parava e a guia disse que teríamos que partir, assim todos pegaram suas capas e partimos. Como ainda era um pouco de subida, eu estava todo suado pois a capa de chuva não deixa você transpirar, não foi uma sensação muito agradável, mas depois de aproximadamente 2 horas chegamos ao cume da montanha e o dia clareou.

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Neste pico seria o nosso acampamento, para o terceiro dia, muitos carregadores já estavam lá, arrumando as barracas e os lugares. Este seria um dos lugares mais legais para se acampar pois ficava no topo da montanha e o vale ao redor era impressionante, mas tinha um porém, este acampamento é o mais afastado do portão que dá acesso a Machu Picchu. Então, ao invés de acordarmos as 4 da manhã, teríamos que estar de pé pelas 2-30 da manhã.... E o caminho até o próximo acampamento, cerca de duas e meia horas, não era simples, fazer ele na escuridão deve ser uma aventura a parte. Bom, ainda bem que nossa guia conseguiu trocar nosso acampamento com outro grupo e ficamos bem próximos da entrada do parque.

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O resto do caminho até o acampamento era praticamente só descida, me empolguei e comecei a correr, parava para algumas fotos, e continuava descendo rapidamente ao ponto que ultrapassei nossos carregadores. O caminho que levaria normalmente 2 horas e meia eu fiz em 50 minutos. Para mim até foi bom, pois em vez de ir direto ao acampamento, que foi indicado pela guia utilizando um atalho, fiz o caminho normal e visitei Winaywayna, que o resto do grupo não foi.

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Até este ponto o caminho estava 10, sem problemas, pessoal legal, tudo 100%, mas dai uma coisa deixou todos meio para baixo. Logo quando você faz a reserva para a trilha, com certeza a agência que você fez a reserva irá lhe avisar que ao final da trilha você terá que dar uma propina, gorjeta. Que será dividida entre os carregadores e o cozinheiro. Minha agência me avisou sobre isto e eu já estava preparado, eles disseram que variava entre 10 e 20 soles por pessoa. Pois bem, nos serviram uma janta muito boa, a melhor da trilha, nos deram bolo de sobremesa e tudo mais. Até que chegou a hora de dar a propina, e para nossa surpresa a guia disse que o mínimo seria de 60 soles por pessoa. Ninguém gostou disto, visto que já pagamos por todo serviço prestado e na verdade não precisaríamos dar nada. Todos sabiam da propina e segundo suas agencias o valor seria de 20 soles por pessoa... Bom eu dei 50 soles mas com uma enorme dor no bolso, o restante deu um pouco menos que eu, ninguém deu 60. O pior foi quando a guia recebeu o dinheiro e disse, “só isso” sério, deu vontade de ir lá e tirar a minha parte e dizer que não iria dar nada. Mas pois bem, ficou um climão, fomos dormir com o sentimento de que parecia que estávamos devendo algo a alguém, com certeza não precisávamos disto quase no final de nossa trilha.

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Explicando melhor a questão das agências, quando você escolhe uma agência para fechar o pacote, não quer dizer que seu grupo vai ser todo daquela agência, as agências formam grupos para otimizar os espaços que existe para a trilha ou passeio. Por isto, pode acontecer que em um passei, de você estar conversando com uma pessoa e acabar descobrindo que ela pagou mais, ou menos, para fazer o mesmo passei...

Então, outra dica importante é: questione sua agência em relação a propina, e já deixe este dinheiro separado. Aaaaaa, no final da noite eles fazem uma despedida pois na verdade os carregadores nem dormem, eles passam a noite arrumando as coisas e vão embora bem cedo, ficam só alguns para recolher as barracas e depois vão embora.

 

 

Gastos do dia:

 

50,00 – propina.

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Sexto Dia - 06/04/2017 (Quinta-feira) – Trilha Inca o Final ( Machu Picchu)

 

Acordamos as 3-30 da manhã, ainda meio de cara com o acontecimento da noite anterior, arrumamos as coisas, tomamos nosso chá e aguardamos até as 5-30 para ir até o portão que da acesso a Machu Picchu. Não tinha entendido muito bem porque aguardamos tanto tempo ali, mas no final era aguardar ali, ou em uma fila gigante na entrada que só abre as 6. E acordamos cedo assim pois os carregadores precisavam recolher as barracas para ir embora.

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Não sei se foi algo que comi, mas acordei com uma baita dor de barriga e bem enjoado, ao ponto de estar tonto. Por sorte uma das Canadenses era enfermeira e estava carregando muitos medicamentos e me de um que foi tiro e queda, em meia hora já estava bem.

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Depois de entrar no parque vamos em direção a Porta Do Sol, uma caminhada de uma hora e pouco, com uma parte final em formato de escadas bem íngremes. Não tivemos muita sorte pois o dia estava bem fechado e chovendo, não conseguimos ver Machu Picchu da Porta do Sol, ficamos lá cerca de uma hora esperando o tempo melhorar mas nada... então decidimos descer para chegar a tão esperada cidade de Machu Picchu.

 

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Não tem como descrever a sensação, e ainda quando chegamos o tempo ajudou um pouco e conseguimos ver toda cidade por uns instantes. Enfim chegamos, um caminho lindo com muitos desafios, muitas amizades feitas durante a aventura, dores, um pouco de sofrimento mas tudo vale a pena.

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Quando você chega da trilha inca você já está dentro da cidade, mas o guia lhe leva para fora, para então lhe entregar a entrada “oficial”. Esta entrada lhe da direito a entrar 2 vezes na cidade. Usamos os banheiros, e deixamos nossas mochilas nos guarda volumes e retornamos a cidade para o tour. Existe um caminho determinado na cidade que você segue para passar por todas as partes, e o guia fez este caminho, apresentando os detalhes e contando as histórias. Demorou cerca de uma hora e meia o tour e ao final eu estava exausto e com muita dor nos pés. Os outros estavam igual, então resolvemos caminhar mais um pouco pela cidade para tirar algumas fotos e ir embora. Detalhe, chuva quase o tempo inteiro...

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A idéia inicial era descer caminhando para a cidade de Aguas Calientes, um grande conjunto de escadas me esperava. Mas não tinha como, o corpo estava pedindo água, assim paguei os “roubados” 12 dólares para descer por 30 minutos de ônibus até a cidade de Aguas Calientes. Chegando lá nos reunimos mais uma vez em um restaurante, para pegar as passagens de trem com a guia, agora sim, lembrem que eu falei para ver sobre os hoários do seu trem? Pois bem, o trem dos Holandeses estava marcado para as 9-30 da noite, isto é, 2 horas de trem até Ollantaytambo e mais 2 horas de taxi até Cusco, eles iriam chegar em Cusco 1-30 da manhã... o meu estava para as 7-30 da noite, fomos direto na estação tentar antecipar as passagens visto que era apenas uma da tarde. Os holandeses conseguiram para as 4 mas a minha empresa de trem não tinha nenhum antes, assim eu não consegui alterar.

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Depois reunimos todo o pessoal em um restaurante e almoçamos juntos, tomamos uma cerveja e por fim nos despedimos. Como tinha que esperar o trem, fui tomar um banho nas piscinas de agua quente, ótima idéia. Quando cheguei lá não tinha quase ninguém, fiquei quase o tempo todo em uma piscina só para mim e deu para relaxar bastante, as Canadenses acabaram aparecendo lá também e ficamos conversando até a hora do trem.

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Já no trem sentei com outros dois Brasileiros, eles tinham subido na montanha em frente a machupichcu mas devido a chuva não conseguiram ver nada e não estavam muito contentes. Ficamos conversando quase todo caminho, gurizada gente boa, acabei encontrando eles no meu último dia em Cusco. Chegando em Ollantaytambo tinha uma van com meu nome, parte do pacote da trilha, entrei nela e apaguei, só acordei em Cusco nem vi o tempo passar. Quase deixei minha carteira no banco, sai da van e no meio do caminho percebi que estava sem ela, o pessoal tinha encontrado e me devolveram. Voltei para o hostel, tomei um banho e desabei na cama.

 

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Gatos do dia:

40,00 (12 dólares)- ônibus de Machu Picchu para Aguas Calientes

52,00 – Almoço e cervejas com o pessoal

20,00 – Entrada para piscinas

20,00 – Cerveja nas piscinas

11,00 - janta

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Sétimo dia - 07/04/2017 (Sexta-feira) – Cusco Com Muita Gastronomia

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Segundo meu roteiro, neste dia iria fazer um City Tour e tentaria fazer o passeio de Salinas e Maras, fechando o dia com uma viagem de 12 horas, noturno, até Arequipa. Pois bem, não fiz nada disto, estava morto de cansado, na verdade estava mais cansado de ter que ficar arrumando a mala e ter que me mexer, queria tirar um dia OFF para não fazer nada, hahaha, férias nas férias. Sendo assim, acabei cortando Arequipa do roteiro, fiquei um dia a mais em Cusco e depois iria direto a Paracas.

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Os holandeses ficaram com meu contato e pegaram o contato das Canadenses então resolveram reunir o pessoal para almoçar. Um dos holandeses estava morando em Cusco, assim nos levou em um restaurante típico onde os Peruanos vão, um pouco afastado do centro histórico, Lá Cusquenita, aconselho a todos pois além da comida eles fazem shows de danças. Comi o Cuy, porquinho da India, quase nada de carne, visualmente assustador e gosto de pato. Vale pela experiência, mas fiquei com fome.

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Depois fomos para o centro histórico, no Museu do Chocolate, aconselho também, as sobremesas lá são baratas e muito boas. Além de ter um tour que explica um pouco da história do chocolate e algumas provinhas. Combinamos de sair a noite para jantar e tomar umas cervejas, então nos despedimos e tirei a tarde para visitar Cusco sozinho. Andei pelo centro histórico e alguns pontos da cidade, mas nada de mais. Fiz algumas compras para a família e para mim, dica comprem roupas de alpaca em Cusco, é o lugar mais barato do Peru. Artesanias Asunta, uma das lojas mais baratas que achei em Cusco, fica em frete a pedra dos 12 lados, eles até me vestiram com algumas roupas de lá para tirar umas fotos.

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Como iria ficar mais um dia em Cusco, fui até uma das milhões empresas turísticas em Cusco e comprei um passeio para o dia seguinte de manhã, Maras e Moray feito de quadríciclo!!! Estava afim de faze algo diferente e foi isto que fiz, se tiver um dinheiro extra, aconselho e a minha aventura foi maior ainda pois foi abaixo de muito chuva, mas isto é história para o próximo dia. Também comprei minha passagem para ICA e de lá iria para Paracas, já aviso meu erro aqui, indo para ICA fique lá para o dia e só vá para Paracas a noite ou no dia seguinte, eu não fiz isto e acabei não voltando para ICA devido a distância e custos... perdi o passeio nas dunas e o oásis. Mas vamos que vamos.

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Com certeza este foi o dia que mais gastei dinheiro no Peru, disparado... mas tudo faz parte. Já com tudo comprado, voltei para o hostel, descansei um pouco, joguei ping pong com o pessoal e um pouco mais me encontrei novamente com o grupo para a janta. Fomos ao Restaurante Marcelo Batata, indico muito, inicialmente estava lotado para a noite, assim deixamos nossa reserva feita e fomos a um Irish Pub tomar uma cerveja para depois retornar ao restaurante. Voltamos lá e o restaurante já estava bem vazio, comi carne de Alpaca, muito bom, uma das melhores refeições que fiz no Peru e tomamos um vinho da casa. Jantamos no terraço do restaurante e eles nos dão uns cobertores devido ao frio, a vista é linda, realmente recomendo a todos.

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Este foi o único dia da viagem que posso dizer que me passei na bebida, pois depois da janta voltamos para o PUB e ficamos bebendo lá cervejas artesanais, uma melhor que a outra, ficamos lá até uma da manhã. O Holandes e eu fomos os últimos a ir embora e ainda comemos um Kebab na rua. Cheguei no hostel e desabei, esqueci de colocar o despertador para o passeio do dia seguinte que seria de manhã... ::putz::

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Gastos do dia:

60,00 – Almoço Cuy e Cerveja

10,00 – brownie Museu do Chocolate

60,00 – compras presentes

16,00 – lavanderia

180,00 – Passagem para ICA

120,00 – Passeio Maras e Moray quadrciclo

100,00 – Janta Com pessoal

120,00 – Cervejas no PUB

7,00 - Kebab

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Oitavo dia - 08/04/2017 (Sábado) – Maras e Moray – Viagem para Ica

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Como disse, esqueci de colocar o alarme para acordar cedo e depois de uma noite de muita cerveja, claro que isso não ia dar certo. Eu dormindo tranquilamente e do nada a porta do quarto do hostel abre e uma voz alta diz: “Ronald você tem 5 minutos para descer ou vai perder o passeio.” Na hora pulei da cama e disse: sem problemas. Fiquei com um pouco de remorso pois todos no quarto acabaram acordando... Arrumei minhas coisas, desci, fiz check out, guardei minhas mochilas no porta volumes do hostel e estava pronto, em 5 minutos, sério muito ninja. Na real já tinha deixado tudo arrumadinho, antes de sair para jantar na noite anterior... ::ahhhh::

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Só quando estava na van que fui perceber que estava chovendo, muito...50 minutos até o lugar onde estavam os quadriciclos e vamos que vamos. No inicio eles te passam como funciona o quadriciclo e deixam o pessoal andar em uma quadra de futebol por um tempo para ver as habilidades de cada um, todos 100% aprovados e partimos em direção a Moray. Estava usando meu casaco a prova de chuva mas era muita chuva, já estava muito molhado e minhas calças completamente encharcadas. Massss dai eu comecei a perceber a parte legal da aventura, as poças de agua e barro, entrava com tudo nelas e saia derrapando, ai começou minha diversão hahaha ::lol4::

 

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Chegando em Moray, se você tem o Boleto Turistico, poderá entrar sem pagar, caso contrário pode comprar o boleto parcial ou total ali mesmo. Eu tinha comprado o parcial, que da direito a Moray, no meu segundo dia em Cusco, como ele só tem validade por 2 dias, não consegui usar e não paguei para entrar. Eles até deixam você ver Moray de cima, sem pagar, mas como estava chovendo e tudo fechado, não dava para ver muita coisa. Em Moray quase todos comprara capas de chuva.

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Próxima parada, Maras, quando chegamos lá, descemos dos quadriciclos antes de chegar no parque, não é permitido entrar de quadriciclo lá. Nossa van estava nos esperando lá, embarcamos nela completamente molhados e embarrados, sério, foi triste de ver como a van ficou. O lugar é muito legal e impressionante, aconselho a todos a ir lá e entender o funcionamento. Ficamos cerca de meia hora lá e voltamos para os quadriciclos. Partimo então para uma lagoa, bem bonita mas nada de mais. Depois disto voltamos para a garagem e embarcamos na van de volta a Cusco. Ao chegarmos em Cusco, por volta das 13-30, sol...

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Retornei para o hostel, onde eles deixam você utilizar banheiros e tudo mais mesmo que já tenha feito check out naquele dia. Tomei um banho quente, troquei de roupa e fui comer. Depois ainda me encontrei mais uma vez com os holandeses, fiz uma amizade muito boa com eles, e fui pegar meu bus que partiria as 16 horas da tarde e chegaria em ICA as 9 da manhã. Peguei um taxi do hostel para a rodoviária, no Peru cada empresa possui o seu terminal de ônibus e as vezes mais de um, como é o caso de Lima. Tudo pronto, parti para Ica! ::otemo::

 

 

 

Gastos do Dia:

5,00 – capa de chuva

15,00 – entrada Maras

12,00 – Taxi Rodoviária

7,00 – agua e empanada na rodoviaria

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Olá Ronald.

Definitivamente deve ter sido uma experiencia incrível, estou acompanhando o tópico dês do inicio e me divertindo muito !!

Estou com viajem marcada para o Peru agora dia 17/05 e seus relatos detalhados me ajudaram muito.

Assim que voltar devo postar no fórum para que meus relatos ajudem também outros mochileiros.

Grande Abraço.

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Olá Ronald.

Definitivamente deve ter sido uma experiencia incrível, estou acompanhando o tópico dês do inicio e me divertindo muito !!

Estou com viajem marcada para o Peru agora dia 17/05 e seus relatos detalhados me ajudaram muito.

Assim que voltar devo postar no fórum para que meus relatos ajudem também outros mochileiros.

Grande Abraço.

 

Dai tchê! Poh que bom que ajudou um pouco, pena nã0 conseguir postar o resto da minha viagem antes de você ir, mas qualquer coisa pode perguntar.

 

Boa viagem!

 

Abração

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Nono dia - 09/04/2017 (Domingo) – ICA e Paracas

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Conforme comentei, errei em querer ir para Paracas diretamente, pensei que uma cidade fica-se próxima da outra, até é na verdade, mas os passeios em ICA ficam muito caros de contratados em Paracas. Queria muito fazer o passei nas dunas e ver o oásis, mas acabei não fazendo. Então, a dica é, fiquem um dia em ICA para fazer isto e depois paracas, quem sabe na próxima.

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As paisagens que vi da janela do ônibus foram impressionantes, o caminho no meio das montanhas é muito lindo. Pena que a maior parte foi a noite. Uma coisa que notei é que, devido as curvas e por ser uma estrada perigosa, o ônibus não passava de 50 KM por hora. Apesar de demorar bastante, o trajeto foi bem tranquilo. Cheguei bem descansado em ICA e já fui ver um bus para Paracas, consegui um que saia em uma hora. Em ICA já estava bem mais quente, troquei de roupa e fiquei apenas de bermuda e camiseta, já sentindo o cheirinho da praia.

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A viagem demorou cerca de uma hora e meia até Paracas. Paracas é uma pequena cidade costeira, foi bem tranquilo ir da rodoviária até o hostel a pé. Conheci dois alemães que estavam indo para o mesmo hostel, fomos conversando, eles já estavam viajando a quase 6 meses pela américa do sul e estavam chegando ao final de sua viagem, apenas mais Paracas e Lima. Escolhi Paracas para descansar um pouco, ficar em uma praia transquila, mas de novo, errei na parte de ICA, sim eu não me perdoo até agora.

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O hostel que fiquei foi Kokopelli Hostel, ele fica a beira mar, tem um deck que da direto na areia da praia. Possui piscina um bar bem grande com uma parte externa bem legal. A única coisa que não gostei muito foi o pessoal que trabalha lá, não eram muito solícitos e as informações passadas nem sempre eram as melhores. Deixei minhas coisas no meu quarto e fui explorar a cidade, que na verdade é quase só a beira mar pois não tem mais muito o que se ver.

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Logo no primeiro dia já meti o pé na jaca, financeiramente falando, aluguei um jet ski, nunca tinha andado e no Brasil, se você for em um lugar sério, eles só alugam jet ski com a carteira de motorista náutica. Pois bem, lá era só pagar e ser feliz, peguei meia hora e andei por toda costa, eu gostei, quem conseguir fazer aconselho. Depois retornei ao hostel e conheci o casal de que estava comigo no meu quarto, chilenos, não queriam muito papo então fui para a piscina e fiquei conversando com os alemães.

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A noite fui jantar em um dos restaurantes que ficam no calçadão a beira mar, peixe com verduras, batata frita e arroz, muito bom. Não lembro o nome do restaurante, mas é um com uma frente feita de bamboo. Depois retornei para o hostel, fiz a reserva do passeio das Ilhas Ballestas e fui para a cama. A dica é não fazer reservas de passeios no hostel, pois eles ficam mais caros, mas como era tarde fiz ali mesmo a reserva.

 

Gastos:

18,00 – passagem de ICA a Paracas

160,00 – Aluguel jet ski

43,00 – Janta

36,00 – passeio Islas Ballestas (incluindo 10,00 da entrada do passeio)

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Décimo dia - 10/04/2017 (Segunda-feira) – Ilhas Ballestas

 

Acordei cedo, fui tomar o café da manhã e fiquei aguardando o pessoal do passeio passar no hostel. Esqueci de dizer que logo que você chega no hostel deve girar uma roleta que pode te dar um prêmio, incluindo até um dia de acomodação grátis. Eu girei e genhei um up grade no café da manhã, minha escolha foi nesta manhã, pedi ovos mexidos, ooww beleza. ::otemo::

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Ao chegarmos no barco um grupo de asiáticos já estava entrando, eles se dividiram para sentar nas laterais do barco, deixando apenas os assentos do meio do barco para o resto. Nossa guia começou a gritar com eles e mandar eles sentarem em dupla e não apenas nas laterais, foi engraçado mas também deu para ver que alguns não quiseram respeitar e continuaram sentados onde estavam sem se importar. Embarcamos e fomos em direção as ilhas.

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Leva cerca de 15 minutos para a primeira parada, o Candelabro, não se sabe exatamente o significado dele, mas é algo que impressiona por estar tanto tempo em uma montanha de areia sem desparecer, possui cerca de 170 metros de altura. Logo depois mais uns 20 minutos para chegar as ilhas, esse pequeno arquipélago abriga mais de 200 espécies de aves, incluindo o famoso pelicano peruano, que chega a medir mais de um metro de altura, e o pinguim de Humboldt, ameaçado de extinção no país. Aqui, também é fácil observar leões-marinhos descansando sobre os rochedos e brincando nas pequenas enseadas desse santuário da vida no Oceano Pacífico.

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Duas vezes por ano grandes navios atracam nestas ilhas para recolher os excrementos das aves, para serem utilizados como fertilizantes. O cheiro que vem das ilhas é muito ruim, existem guardas florestais que moram em uma das ilhas não sei como eles aguentam. Uma guria no nosso barco ficou bem enjoada. O passeio vale muito, belezas naturais e também para aprender sobre o lugar.

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Para retornar leva cerca de 25 minutos, tomei alguns banhos pois estava sentado bem na frente. Ao chegarmos fui pedir informações sobre o museu que tem junto ao píer, e me informaram que neste dia estava fechado. Neste museu tem alguns crânios alongados, queria muito ver. Acabei voltando para o hostel caminhando na beira mar, comprei uma cerveja e uma água e fiquei caminhando com os pés na água pensando na vida, hahaha ::lol4::598de2307c7bf_4animais.jpg.eaf430b1db6d07423e562f8ea2484a5f.jpg

 

No hostel fiz algumas atualizações na internet e descansei, almocei ao lado do hostel em um dos 20 restaurantes quet em ali, são mais baratos que os da beira mar, e se você chorar ainda consegue desconto. Comi frango com arroz e batata. Fui até uma agência de turismo e reservei um lugar para visitar o parque de Paracas de quadriciclo, para o dia seguinte. Voltei ao hostel, dormi um pouco e fiquei pela piscina, conversando com os alemães, tomamos umas cervejas e saímos para jantar. Comemos em um restaurante onde eles faziam uma espécie de churrasco na hora, com carnes e peixes, este eu não recomendo, não gostei muito e foi caro, pena que não lembro o nome do lugar... Ao retornar para o hostel fui direto dormir, vamos que vamos

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Gastos do dia:

7,00 - cerve

3,00 - agua

20,00 - Almoço

10,00 - cervejas

30,00 - Janta

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    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
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      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
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      Bogotá
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      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
    • Por Paulonishi
      Apesar de ter dormido pouco desde que cheguei, até levantei bem disposto e também ansioso para explorar a cidade. Aí fui conhecer o centro com o Free Walking Tour saindo às 10h de Miraflores.


      Conhecer uma cidade tão grande e tão cheia de atrações não é uma tarefa muito fácil, mas dicas como essa do free walking tour ajudam bastante, principalmente para entender o funcionamento do transporte público (BRT 2,50 / ônibus comum 1,00).

      Aí, tudo fica mais fácil depois disso... Vou deixar o link do Free Walking Tour: https://freewalkingtoursperu.com/en/ . É preciso fazer o cadastro e é tudo gratuito (damos uma contribuição ao final, mas vai de cada um). No Peru, além de Lima, tem tour em Arequipa e Cusco. E vale muito a pena!
      E só andando mesmo no meio do povo, pegando ônibus, comendo nos mercados, é que dá pra ter uma noção melhor do dia a dia da cidade… e olha, fiquei bem impressionado com a empatia desse povo… sempre disposto a ajudar e bem receptivo com os turistas.
      Na Plaza de Armas, assistimos à troca da guarda presidencial, um grande espetáculo imperdível para quem estiver pela cidade. Depois, andando e conhecendo a história da cidade, com os guias contando as histórias e lendas de cada lugar... Uma verdadeira aula por entre ruas e construções seculares!

      Terminamos o passeio com uma deliciosa degustação de Pisco, a bebida típica do Peru, sendo uma aguardente de uvas. O Pisco Sauer é o mais saboroso!

      Depois do passeio guiado, fui andando pelas ruas orientado pelo Google Maps, que funcionou maravilhosamente bem no modo offline.
      A sensação de segurança que eu tive andando pela cidade  foi bem grande e não tive nenhum problema assim de ficar andando pelas ruas mesmo à noite. Claro que não pode abusar, né mas a impressão foi muito boa. Agora, o trânsito… Nossa… O que que é isso???  Todo cuidado é pouco! É uma loucura mesmo e como pedestre tem que ficar mais esperto ainda. Quanto à moeda local, troquei mais alguns dólares em uma casa de câmbio lá no centro e a cotação foi muito boa de 3,34 soles por dólar (out 2016)…  também é a maneira mais segura de trocar dinheiro, porque arriscar com cambistas na rua é sempre perigoso. 
      Me ofereceram um passeio em um ônibus panorâmico por somente 10 Soles 🤗 até o Cerro de San Cristóbal e, é claro que fui! Muito barato e bem interessante, dando uma visão mais abrangente da cidade e com direito a uma vista privilegiada do alto...



      Valeu muito a pena, ainda mais pelas emoções tanto na ida como na volta... Não deixe de assistir ao vídeo para conferir o que estou falando... 😅
      E depois de tanto andar, finalizei o meu passeio pela Capital Peruana com uma ótima impressão da cidade e seu povo. Cheguei no hostel, fiz um lanche e tratei de fazer o backup das imagens captadas, já imaginando como seria o passeio tão aguardado para o próximo dia... CARAL!!!
      Vou deixar o vídeo completo no link abaixo... Se interessar, inscreva-se no Canal, que sempre tem muitos relatos de viagem!
       
      É isso aí, espero ter ajudado. Não perca os próximos capítulos!!! 🤠✌️
       
    • Por Paulonishi
      Episódio 1: A Preparação
      Depois de tantos anos, muitos lugares visitados, experiências maravilhosas, resolvi tirar um tempo pra organizar as minhas memórias e contar sobre a maior e mais marcante aventura que já vivi: a primeira viagem ao Peru! 
      Ela foi planejada nos mínimos detalhes e cheia de expectativa…
      Afinal de contas, era pra um destino que sempre sonhei: Machu Picchu. 

      Quer saber como foi essa jornada inesquecível e acompanhar todos os detalhes?
      Eu sou @Paulonishi e esta é a história de uma aventura inesquecível: a primeira viagem ao Peru! 
      Neste capítulo vou falar de toda a preparação para essa façanha, desde a compra das passagens e todas as etapas do planejamento… tudo isso pra ajudar e até inspirar a quem quiser saber como montar a sua viagem para o Peru.
      E se puder ajudar, deixe o seu comentário ou perguntas sobre o assunto....
      Vamos lá?

      Apesar de ter sido em 2016, ainda a considero como a mais desafiadora que já fiz, não só por ter sido o primeiro mochilão no exterior, mas pela complexidade envolvida....
      Eu costumo dizer que a distância entre o sonho e a realidade é o planejamento que precisa ser feito para realizá-lo… Tudo precisa ser levado em conta e friamente calculado…  E não poderia ser diferente nesse caso né?
      Bom, eu não tinha dinheiro sobrando… atravessava uma verdadeira tempestade na minha vida pessoal, com uma separação complicada, mudança de cidade e trabalho… Esse era o meu quadro pessoal no final de 2015. Mas no início de 2016 prometi para mim mesmo que tudo mudaria e que me reergueria e faria a tão sonhada viagem. 
      E esse foi realmente o começo de tudo!
      Comecei a pesquisar tudo sobre o Peru, fazendo uma verdadeira imersão na sua cultura e principalmente na história, além de começar a estudar espanhol pela internet… tudo de graça!
      Procurei fazer pesquisas de passagens aéreas em promoção… só aguardando a oportunidade… e ela chegou em abril!
      Sempre busquei fazer todos os meus gastos no cartão de crédito pra acumular milhas e com isso já vinha acumulado uma boa quantidade delas até então… Às vezes tinha que trocar por uns eletrônicos pra evitar perder quando estavam vencendo... E foi aí que teve uma megapromoção da LATAM (LATÃO ), para transferência de milhas pro programa de fidelidade Multiplus (hoje LATAMPASS), onde consegui mais do que dobrar a quantidade de milhas que eu tinha e que estavam pra vencer!… Agora sim já poderia pegar essas milhas e trocar por passagens aéreas…Então a busca começou. 
      Fiquei por dias fazendo a simulação de passagens saindo de Florianópolis com destino ao Peru, mas a quantidade de milha era muito alta. Até dava pra trocar, mas resolvi esperar um pouco mais... Aí, numa das noites seguintes, consegui encaixar um intervalo de 18 dias, entre a saída do Brasil e o retorno. Chegaria em Lima no mesmo dia da partida, no dia 7 de outubro e estaria de volta em Florianópolis no dia 24 de outubro. Dias para aproveitar mesmo seriam 14. O resto perderia nos voos e conexões. 
      Agora sim, consegui as passagens aéreas eliminando o maior custo da viagem, praticamente de graça, e mesmo assim sobraram muitas milhas, que usaria pra viajar no ano seguinte.
      Com as datas já definidas, era só trabalhar no roteiro e no planejamento completo da viagem!
      A maior motivação em ir pro Peru sempre foi a de conhecer Machu Picchu... mas como sempre costumo fazer, não iria só pra conhecer esse lugar.  Procurei aproveitar a oportunidade pra otimizar a viagem e conhecer a melhores atrações no caminho entre Lima e Cusco, que percorrendo o caminho de ônibus. 
      A base de todo o roteiro foi o Google Maps. Consultava o mapa, via as atrações em potencial e ia marcando como favoritas… aí, partia pra pesquisar na internet, principalmente no site Mochileiros.com e no youtube, pegando as dicas do lugar: tipo se era realmente bom, o que tinha pra se ver e fazer, como chegar, os custos de ingressos e transportes… 
      E os valores que eu ia levantando já anotava na minha planilha de gastos.
      Assim, fui completando o roteiro e buscando agora os horários dos ônibus pra ver se dava pra conciliar o deslocamento e também as possíveis hospedagens. Resolvi escolher a empresa Cruz del Sur, pelas recomendações de outros viajantes no Mochileiros e também por ter linhas para todos os destinos do meu roteiro. 
      Apesar de ser mais cara, resolvi optar pela segurança. O site dela é bem completo e consegui excelentes descontos em promoções com compra antecipada. Assim, já comprei as passagens de ônibus no cartão ainda no Brasil e mesmo que pagando o IOF de 6,28% e a conversão do dólar, a economia foi de mais de 50% no valor normal… Porém, não permitia a troca e nem o reembolso da passagem em caso de necessidade… Mas é o custo da oportunidade!
       
      Depois disso, com os lugares mapeados e as passagens de ônibus compradas, me concentrei nas hospedagens, fazendo buscas entre o booking e o airbnb. Novamente, a busca foi baseada no Google Maps, levando em conta a localização do hostel, a distância da rodoviária pra evitar pagar táxi, se tinha café da manhã, avaliações positivas e é claro, o preço.  Outra coisa bem legal pra se olhar é se tem cozinha compartilhada, pra poder fazer uma comida à noite e economizar um pouco mais. Visto tudo isso, já fui fazendo as reservas, mas sem ter que pagar nada antecipadamente… Só quando chegasse pagaria em dinheiro… Lá não aceitavam cartões ou cobravam uma taxa muito alta e não compensava.
      Tirando as passagens de ônibus, a única coisa que comprei antecipado foi o acesso à Machu Picchu, porque tem um limite diário de visitantes. Esse detalhe é essencial e deve ser muito bem observado! Por isso ter certinho a data de ir é tão importante, principalmente agora que também ter que escolher se vai ser no período da manhã ou da tarde! 
      Para não correr nenhum risco, fiz a compra para garantir que no dia 21 de outubro pudesse conhecer o local… Melhor do que contar com a sorte! Imagina só chegar lá em Machu Picchu e não poder entrar por estar lotado… Parece incrível, mas eu vi acontecer lá… O custo do ingresso foi de 133 nuevos soles, aproximadamente 39 dólares.
      Como viajar MAIS gastando POUCO!
      O roteiro ficou o seguinte:
      07/10 - Florianópolis x Guarulhos x Lima .
      08 a 10 - Lima
      11/10 - Lima x Ica
      12/10 - passeios em Paracas
      13/10 - Viagem a Nasca e sobrevoo
      14/10 - Arequipa
      15/10 - Vale do Colca
      16/10 - Arequipa x Cusco
      17/10 - Cusco
      18/10 - Trilha Salkantay
      21/10 - Machu Picchu
      22/10 - Cusco x Lima
      23/10 -Lima x Guarulhos
      24/10 - Guarulhos x Florianópolis
      O maior desafio da viagem seria a trilha Salkantay, uma trilha inca em grande altitude, chegando a mais de 4200 metros, percorrida por entre as montanhas mais sagradas da região de Cusco e com o final em Machu Picchu, com o diferencial que não precisa de guia e nenhuma taxa pra pagar. A previsão mais otimista de terminar a trilha era de 3 dias, segundo os relatos que encontrei.


      Assim, durante essa viagem, enfrentaria vários climas e uma grande variação de altitude, aumentando de intensidade bem na parte final da viagem.
      Para tudo isso, resolvi comprar uma boa mochila de 60 litros da Trilhas e Rumos… Achei um bom tamanho pra levar tudo e também era bem resistente e com várias regulagens nas alças pra deixar bem confortável mesmo quando cheia.
      Tive que comprar também roupas adequadas ao calor e ao frio. Pra isso, passei na Decathlon e comprei 3 camisas de manga comprida com proteção solar, uma calça e jaqueta impermeáveis e também calça e blusas térmicas, além de uma toalha de microfibra que seca bem rapidinho… E isso fez diferença, porque na maioria dos hostels não forneceram toalha de banho. 
      Na internet, comprei ainda um par de bastões de caminhada e 2 power banks. Separei para levar um par de tênis, chinelos, botas de cano médio impermeável, luvas, cachecol, gorro, boné e chapéu, além de uma série de câmeras fotográficas, gopro, celular e um tripé… 
      Pra a viagem, comprei dólares no câmbio de R$3,42… ô saudade desse valor! 
      Levei um total de $400 dólares só pra garantir, além do cartão de crédito internacional por segurança.
      Agora, com tudo reunido, roteiro pronto e planejamento completo, estava tudo pronto para iniciar a épica aventura… 
      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Espero você na continuação dessa viagem, acompanhando a partida do Brasil e a chegada na capital peruana!
      Deixarei 2 vídeos aqui do meu canal no youtube para inspirar outros viajantes...

      É isso aí... Até o próximo capítulo!  ✌️🤠
      Partindo de Florianópolis em direção à Lima!
       

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