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Peru em Abril de 2017 - Lima - Cusco - Trilha Inca - Paracas - Huaraz - Lima


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Décimo Primeiro dia - 11/04/2017 (Terça-feira) – Reserva Nacional De Paracas

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Nesta manhã acordei empolgado, tomei o café da manhã e fui feliz em direção a agência para fazer o passeio de quadriciclo na reserva nacional. Ao chegar lá, decepção, o pessoal da agência me disse que não teve mais ninguém para fazer o passeio neste dia e o mesmo não iria acontecer... bah, um baita chute no saco, porque não disseram que isto poderia acontecer, assim procuraria outras alternativas. Tentei argumentar que eles tinham combinado mas me falaram que o guia nem estava mais lá visto que não tinha mais ninguém. Neste momento lembrei que li um relato de um brasileiro que pegou o quadriciclo e foi, com mais dois amigos sem guia e esta seria minha saída.

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Eles não queriam alugar apenas o quadriciclo sem guia, mas sou vendedor e não desisto nunca, além de ser brasileiro Hahahha ::otemo:: , argumentei tudo que podia e que não podia até que me liberaram. Mas o aviso foi dado, os guardas da entrada do parque não iam deixar eu entrar sem guia, mas eu podia tentar. Bom, parti rumo ao desconhecido, sem nem ter noção de onde ficava a entrada do parque hauahuahau, esta foi a melhor pois subi no quadriciclo e não sabia para onde ir, mas quem tem boca vai a roma, fui perguntando e também o lugar não é grande, foi fácil de achar.

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Ao pegar a reta final, já via a cancela que da entrada ao parque, comecei a pensar no que dizer para o guarda e até chegar lá, eu não tinha a mínima ideia, até achei que eles deixariam eu entrar, se eu não falasse nada. Na entrada o guarda que estava lá me parou e perguntou de onde eu era e o que estava fazendo ali. Disse que do Brasil e iria visitar o parque, entreguei um papel da agência (sim eles me deram um papel para informar que o quadriciclo era da agência e tal), paguei os 10 soles de entrada e aguardei. O guarda entrou no escritório e depois saiu com um colega, dai pensei, FUDEU. O colega dele perguntou onde estava meu guia e porque eu estava sozinho. Bom, partindo da afirmação da minha agência que não entra sem guia, se fala-se a verdade eu não entrava. Muitas agencias fazem este passeio todos os dias, dai disse: “o guia já entrou com os outros, eu estou atrasado” Um olhou para outro, conversaram um pouco e disseram, sim, eles foram naquela direção, pode entrar! ::hahaha::

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Bah, não tinha guri mais feliz, tão feliz que deixei a porra apagar e não sabia mais ligar hauhauahuah ::lol4::::mmm: um dos guardas veio até mim e me mostrou como fazer e fui ao mundo. Uma coisa que esqueci, na empolgação, era de pedir um mapa... foi meio ruim de se localizar lá dentro mas consegui ir em todos os lugares que eu queria. Resumindo, sucesso! Ao retornar, contei a história para o pessoal da agência e eles deram risada, tudo OK. 8)

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Fui comprar minha passagem de ônibus, para o outro dia, de Paracas para Lima, pois tinha um ônibus a noite que ia de Lima para Huaraz. Acabei comprando pela Cruz Del Sur, uma das melhores empresas, pensando que era a única que trabalhava na região. Mas descobri, mais tarde, que existem outras empresas locais que fazem esta viagem até Lima e são mais baratas, pergunte no seu hostel, eles vão lhe indicar onde procurar estas passagens. Meu time Grêmio iria jogar a libertadores neste dia, assim fui até o bar e pedi para colocar no jogo, eles colocaram de boa, assisti o jogo com os alemães, um cara da Nova Zelândia e uma canadense, 3X2 para o Grêmio, coisa linda.

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Jantei um hamburguer no hostel, participei de um campeonato de ping-pong, conheci mais dois australianos, um casal da inlgaterra e um sueco. Ficamos jogando sinuca até o bar fechar. O australiano nem era do nosso hostel, estava lá pois conhecia o cara da NZ, estava jogando ping-pong e a bolinha caiu atrás de uma cerquinha feita de bamboo, ele tentou pular para pegar a bola e derrubou a cerca toda... sério, o cara tinha uns dois metros de altura e era fortinho, tentou se apoiar naquela cerquinha de bamboo, porque? Os caras do hostel ficaram muito de cara, mas nada ocorreu, no outro dia estava colocando ela no lugar. Depois disto fui dormir.

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Gastos do dia:

60,00 – passeio quadriciclo

3,00 – empanada

4,00 – remédio estomago

68,00 – passagem para Lima

5,00 – torneio ping-pong

25,00 – cevas bar

20,00 – janta hostel

10,00 - entrada Parque

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Olá pessoal! Vim aqui falar a todos sobre minha viagem para o Peru em Abril de 2017!   Vocês não leram errado, mas calma, resolvi antecipar meu relato, estou indo para o Peru agora no dia primeiro d

Décimo Terceiro dia - 13/04/2017 (Quinta-feira) –Huaraz – CHAVIN DE HUANTAR Bah, esqueci de comentar, como iria ficar exatos 3 dias em Huaraz e queria fazer 3 passeios que duram o dia todo, contate

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Décimo Segundo dia - 12/04/2017 (Quarta-feira) – De Paracas para Lima e de Lima para Huaraz

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Acordei e fui para o café da manhã, depois parti para o museu que fica no centro, junto ao píer de onde sai o barco para Ballestas. O museu é bem pequeno, tem poucas coisas, mas tinha os crânios que eu tento queria ver. Paguei 4 soles para entrar então valeu muito a pena. Aconselho. Voltei para o hostel, fiquei na piscina um pouco e fui almoçar, comi novamente nos restaurantes ao lado do hostel, frango, arroz e batata. Depois arrumei minhas coisas e fui pegar o ônibus para Lima. 598de23290e8b_1cranios.jpg.b5212ef8dfd5e61198ca34fc1bd50fa8.jpg

 

Internet no ônibus, uma coisa que quase todos diziam que tinham mas em nenhum tinha conseguido conectar, neste deu certo. A viagem dura cerca de 4 horas até Lima e mais uma hora e meia dentro de Lima... sério, transito um caos. Minha passagem de Lima para Huaraz era de outra empresa, Movil Tours, segundo o google ela ficava bem próxima da Rodoviária da Cruz Del Sur, que era a empresa que eu estava usando. Lembrem, no peru cada empresa possui a sua “rodoviária”. 598de232ca875_2gurizada.jpg.d40cd2cd873f148e60931df9012bd06e.jpg

 

Assim pensei que estava tudo em casa. Sai do ônibus e fui direto a Movil, mas quando cheguei lá a menina disse que meu ônibus saia de outra garagem da Movil, tive que pegar um taxi para chegar lá e esta foi a viagem mais louca de taxi que já fiz na minha vida, horário de pico, taxista locão, todo mundo louco, buzinas, gritos, criança chorando, tinha de tudo... lá se foi mais uma horinha mas cheguei inteiro. Nesta quarta-feira era o inicio do feriado de páscoa, por isso estava tudo uma loucura. A rodoviária estava lotada, não tinha espaço nem para sentar no chão. Fui até um restaurante próximo para jantar e ficar por lá até próximo do horário do ônibus.598de233327d3_4caminho.jpg.361011fbebfc1f9ed4268e0b9dad65ca.jpg

 

Durante a janta bateu uma saudade forte de casa... tive que deixar minha namorada em casa pois ela não tinha férias, viajar é tudo de bom, mas melhor ainda com a melhor parceira que eu tinha, logo fui falar com ela para ver como estava e como estavam as coisas. Mas vamos que vamos, mais aventuras me esperavam e saudade faz parte. Voltei para a rodoviária e comprei minha passagem de volta de Huaraz, antes de embarcar, na ida e na volta peguei a cama que fica embaixo, sério, melhor cama de todo Peru, o treco fica reto! Partiu Huaraz.

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Gastos do dia:

7,00 – Agua

20,00 – almoço

20,00 – taxi Lima

20,00 – Janta

140,00 – passagem de volta de Huaraz

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Décimo Terceiro dia - 13/04/2017 (Quinta-feira) –Huaraz – CHAVIN DE HUANTAR

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Bah, esqueci de comentar, como iria ficar exatos 3 dias em Huaraz e queria fazer 3 passeios que duram o dia todo, contatei o pessoal da Scheler Trekking Expediciones via facebook, indicação aqui do Mochileiros, e já fiz a reserva dos três passeios com eles. Não tive que pagar nada adiantado. Fiz isto também devido ao feriado de páscoa, que fez com que muita gente fosse para Huaraz, pessoas do próprio Peru. Indico a todos esta empresa, todos os passeios OK com tudo que foi prometido e bons guias.

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Cheguei em Huaraz com um pouco de dor de garganta, mas nada muito forte. Já tinha um passeio marcado para o dia, Chavín de Huantar, tinha que estar pronto no hostel as 8-30, cheguei em Huaraz as 7 da manhã. Peguei um Tuc-Tuc, uma moto para 3 pessoas, ou mais! Em 5 minutos estava no hostel, larguei minhas coisas lá e fui comprar comida e água. Comprei umas frutas e estava pronto. O Scheler passou no meu hostel as 8-15 e me levou até o local de onde sairia o ônibus.

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Sentei ao lado de um brasileiro que estava andando pela américa do sul de bicicleta, coisa de louco, disse que a aventura estava muito boa. Quase duas horas depois chegamos a nossa primeira parada Laguna Querococha, um lugar muito lindo quase 4 mil a cima do nível do mar. A altitude voltou a me pegar neste passeio, quando comecei a caminhar em direção a laguna comecei a ficar tonto, dei meia volta e fui comprar umas folhas de coca nos vendedores locais. Me sentei um pouco e fiquei apreciando o lugar, 100%, bora continuar.

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Próxima parada, o sitio arqueológico de Chavin, o lugar impressiona, ainda mais por ser uma construção que pode datar de 1500 anos antes de Cristo. Este povo era conhecido por outros povos pela habilidade de ver o futuro, assim outros povos iam lá para ver seu futuro e com isto deixavam oferendas, que era o que sustentava este povo mágico. Até que um dia, um terremoto destruiu quase todo o vilarejo e os outros povos pensaram, como estes caras não viram que isto iria acontecer? E a credibilidade se foi, junto com as oferendas e o povoado acabou desaparecendo.

Existem outras muitas histórias sobre o lugar, suas rotinas, técnicas de ver o futuro, especulações sobre algumas das construções e assim vai. Saímos do sitio arqueológico e fomos almoçar, um restaurante muito bonito, no meio de um vale. Mas é claro, um pouco caro, como não tinha muita opção, comi um frango, com arroz e batatas. Vocês já perceberam que esta refeição foi minha preferida? Hahahah, era mais o medo de comer algo diferente e ficar ruim do estomago.

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Por fim fomos ao museu que mostra toda a história da civilização Chavin, com muitas relíquias e peças históricas. Um grande museu que vale muito a pena visitar. E então voltamos a Huaraz. Particularmente eu não gostei muito deste passeio, primeiro porque ele dura 10 horas e isso cansa muito, a maioria dentro de um ônibus, para ver a história de uma civilização muito antiga onde a maioria dos dados informados não são verídicos, tudo é presumido. Pois bem, é uma imersão na história do povo Chavin, eu ia gostar mais se tivesse uma aventura envolvida nisto tudo, mas não tinha.

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Cheguei no hostel as 8 da noite, morto de cansado, com a garganta pior ainda. Só tomei um banho e fui dormir pois no outro dia teria que acordar cedo para mais um passeio.

 

Gastos do dia:

5,00 – frutas

2,00 – agua

82,00 – hostel (duas noites)

2,00 – Tuc Tuc para hostel

10,00 – entrada sitio Chavin

22,00 – almoço

7,00 – museu

35,00 - passeio

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Décimo Quarto dia - 14/04/2017 (Sexta-feira) –Huaraz – Pastoruri Glacier

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Sério, os asiáticos estavam de brincadeira nesta minha viagem, novamente um veio atordoar. ::toma:: Neste caso uma guria sozinha, estava em nosso quarto do hostel, acordou as 4 horas da manhã e foi tomar banho, até ai tranquilo, mas a anta deixou o celular na cama dela com o despertador ligado... sério, 4 da manhã, fui lá e desliguei mas dai 15 minutos depois, novamente começa a tocar, dava vontade de tocar na parede, tirando o fato da guria ter ficado uma meia hora no banho, quando voltou resolveu arrumar toda mochila. OK ok, hostel acontece, vamos que vamos. Detalhe, tinha um casal de israelenses no quarto, que pediram desculpas na noite anterior pois iriam acordar cedo e talvez fizessem algum barulho.

 

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Acordei pelas 7, novamente, comi umas frutas que tinha comprado no dia anterior e fui aguardar o pessoal me pegar, 8 horas já estávamos na estrada. Nossa primeira parada foi depois de uns 30 minutos de viagem, em um restaurante, para tomar um chá de coca e reservar os almoços. Depois que paramos eu fiquei pensando, para que reservar almoços aqui se estamos a 30 minutos de Huaraz, dai fui falar com a guia e ela disse que se ninguém comprar o almoço, não pararíamos na volta. Mas claro que isso ela só falou para mim, se tivesse dito dentro do ônibus aposto que todos concordariam que seria melhor comer na cidade, no final das contas apenas uma família comprou almoço e tivemos que ficar esperando eles comer, na volta isto.

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Seguimos para nossa primeira parada as Aguas Gaseificadas e uma explicação sobre as plantas chamadas de Puya Raymondi. As águas são bonitas mas o local é bem pequeno, só ir e tirar umas fotos, nada de mais, as alpacas fazem mais sucesso que a fonte. As plantas são bem interessantes por sua idade, querem sabem quanto? Vão visitar :D

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Então seguimos por mais umas duas horas até chegar no inicio da trilha que da na Glacier. Assim, o brasileiro que conheci no dia anterior me disse que não tinha muita graça esta Glacier e como eu estava ruim da garganta, que piorou muito durante a noite e neste dia acordei quase morrendo, pensei em desistir. Mas ainda bem que não o fiz, mesmo com muita tosse e dificuldade de respirar pelo naris, valeu muito a pena. A caminhada leva uma hora, aproximadamente, você sobre de 4900 a 5230 metros acima do mar, é muito pesado. Um gurizão que estava perto de mim fez muita força e começou a vomitar. Como alternativas eles tem cavalos lá, que te levam quase ao topo, não vi quanto era, mas muita gente estava utilizando.

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O lugar é muito bonito e é algo que temos que apreciar agora, pois ela está sumindo, assim como quase todas as glaciares que eu já visitei, acho que este é um dos principais pontos, da maneira que você viu ela, poucas pessoas verão. Fiquei lá em cima uns 30 minutos, e depois comecei a caminhada de volta. Onde os ônibus ficam estacionados tem algumas lojinhas e algumas mulheres vendendo comida. Comi ali uma empanada, um milho e tomei uma coca-cola. Este foi meu almoço.

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Este passeio é o mais rápido, chegamos no restaurante pelas 4, em Huaraz as 5 e fim de papo. Ainda consegui andar um pouco pelas ruas da cidade para tentar ver algo, visto que não tive a oportunidade de caminhar durante o dia, achei um mercado e comprei algumas coisas para janta e também para o dia seguinte que seria a tão esperada Laguna 69 onde você deve levar o almoço. Andei também pelo mercado público de Huaraz, deu para perder um pouco da fome, hahaha, o cheiro era bem forte. Tive que passar em uma farmácia e me encher de remédios, pois o que eu levei, para tirar os sintomas, estava acabando. Uma coisa que achei muito legal é que lá eles vendem remédios individuais, você não precisa comprar a caixa inteira de remédios. Retornei ao hostel, fiz minha janta e depois fui deixar as coisas prontas para o dia seguinte. Como tomei muitos remédios, estava me sentindo sonolento, fui dormir pelas 9 horas da noite.

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Gastos do dia:

40,00 – passeio

10,00 – entrada

15, 00 – chá de coca, empanada, coco-cola, milho, folhas de coca e balas de coca.

23,00 – janta + comidas para a laguna 69

12,00 - remédios

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Décimo Quinto dia - 15/04/2017 (Sábado) –Huaraz – Laguna 69

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Vou começar este dia com um draminha. Lembram da minha dor de garganta, quando cheguei a Huaraz, pois é, se transformou em uma gripe peruana, e todos sabem que estas são perigosas :P Tive que acordar 2 vezes durante a noite para trocar de camiseta pois estava todo suado, não parava de espirrar e a respiração estava mega complicada, mas tudo bem, este seria o dia da Laguna 69, o passeio mais tranquilo... Já que não conseguia dormir, levantei as 4-30 da manhã. Arrumei as coisas e fiquei esperando o pessoal me pegar. 5-30 partimos. Duas horas de van e paramos em um restaurante, para tomar café da manhã, muitos ônibus e vans pararam ali, juntou uma galera. Meia hora de pausa e seguimos.

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Uma hora de van depois, esta linda laguna:

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Mais uma horas de van para chegar ao inicio da trilha. Começamos a trilha em uma altitude de 3900 metros e vamos até 4600 onde está a Laguna. O caminho até lá já é um espetáculo, com cachoeiras, bosques, rios, animais e assim vai, tudo que a natureza poderia lhe oferecer. Eu fui para ver a laguna 69 pois não li nenhum relato que falava sobre o caminho mas posso dizer que ficou 50% lagua e 50% caminho, vale muito pelos dois.

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Agora sobre o caminho, quando você ver estas lindas e modernas casas, podem ter certeza que estão muito longe da laguna.

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Depois de andar umas duas horas e meia, quase morrer subindo umas montanhas verão finalmente este paredão, com um linda laguna a seus pés!!!! Eu vi aquilo e pensei, cheguei, ufa. Meu naris já estava assado de tanto assoar e a respiração nem se fala. Já ia mais tranquilo, caminhando pela planície em direção ao paredão quando de repente duas mulheres, caminhando na direção contrária, são paradas pelo grupo a minha frente e questionadas se aquela, a nossa frente, era a laguna 69 e as mulheres dão risada, ai me caiu os butia do bolso, e falam que não, a Laguna fica EM CIMA do paredão... As perninhas chegaram a tremer, e decepção tomou conta do corpinho e um espirro triste saiu, seguido de um pouco de catarro, coisa linda.

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Pois bem, cabeça levantada e vamos que vamos, ao chegar perto do paredão que o bicho pega, sério, ai sim vem a parte difícil. Ache o seu passo e comece a subir, pois o caminho é longo. Tente não fazer paradas, isto não faz bem, não tente acompanhar quem é mais rápido, no final vocês vão chegar ao mesmo lugar. Vá na sua velocidade e sempre olhando para o caminho a sua frente, pois se olhar para onde deve chegar, o desanimo pode acabar com você. E quando estava quase morrendo tive esta visão:

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Cheguei, naris podre, pulmão podre, suando muito, mas cheguei. E ela é linda, é uma visão única, um lugar que vai ficar marcado para sempre.

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Fui criado em uma família de nadadores, amo água, meu plano era chegar lá e entrar na Laguna, mas não dava... tenho certeza que se tivesse entrado naquela água, minha situação iria piorar 23573%. Assim fiquei ali sentado apreciando o lugar e vendo alguns aventureiros se jogarem naquela agua azul e límpida.

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Fiquei cerca de uma hora lá em cima e comecei o caminho de volta. Esta parte foi um pouco chata, pois como disse era feriado de páscoa, e tinha muita gente. O caminho pela montanha é estreito e muitas pessoas não sabem como se portar quando vem uma outra pessoa caminhando no sentido contrário. Mas passando esta primeira parte, descida do paredão, o resto do caminho foi tranquilo. Fui um dos primeiros a chegar na van, do meu grupo, assim fiquei descansando em baixo de uma árvore, tentando respirar... tenho certeza que caminhar quase 9 horas no sol, fazendo um esforço tremendo, não ajudou em nada minha saúde. Mas valeu a pena!

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A volta é um pouco chata, 4 horas direto dentro da van... e o pessoal que estava comigo era um grupo bem jovem, Peru, Colombia e Chile. Ficaram cantando músicas o tempo todo, sério, o tempo todo... até que enfim Huaraz. Sabe quando você está se sentindo um lixo? Tudo que quer é um banho para tentar dar uma renovada na alma, pois é era assim que estava me sentindo. Cheguei no hostel, tomei um banho o qual tive que pagar, detesto quando os hostels fazem isto, mas ok. Depois, jantei ao lado do hostel, frango, arroz e batata frita e parti para a rodoviária, meu ônibus saiu as 22-30 em direção a Lima, bora descansar!

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É, não consegui, peguei aquelas mesmas poltronas, em baixo, que inclinam tudo e mais um pouco mas meu estado de saúde não estava me permitindo dormir, tive que ir diversas vezes ao banheiro, nariz escorrendo, não conseguia respirar, suor. Até que lá pelas duas da manhã dei uma desmaiada. Aaaaaa que coisa boa, se você não passa por um acontecimento de quase morte. Ônibus sentando o pau no meio das montanhas e de repente, freio brusco, barulho de derrapando em asfalto e depois derrapando em terra, como estava dormindo, tive a impressão que o ônibus inclinou para frente, como se estivesse prestes a cair de uma ribanceira. Pronto, naquele momento eu estava com o nariz entupido, todo suado, ranhento e cagado. ::tchann::

 

 

Aparentemente não foi tanto quanto senti, pois assim que ele parou, deu umas buzinadas e partiu de novo, percebi que os ônibus estavam andando todos juntos, tinha uma fila de uns 5 ônibus a nossa frete, um deles deve ter freado e o resto teve que parar também. Mais umas duas horas acordado e desmaiei de novo.

 

Gastos do dia:

45,00 – passeio

10,00 – entrada

8,00 – café da manhã

5,00 – banho hostel

20,00 – janta

5,00 – papel higiênico

5,00 – taxi para o ônibus

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Décimo Sexto dia - 16/04/2017 (domingo) –Lima - Cama

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É tão legal planejar a viagem, pensar em tudo que você pode fazer e imaginar fazendo, para depois fazer de verdade e ver que é muito mais legal do que imaginou. Pois bem, Lima não foi assim para mim ::dãã2::ãã2::'> O ônibus chegou em Lima as 5-30 da manhã, peguei o primeiro taxi que vi e parti para o hostel, estava me sentindo bem ruim, dor no corpo, nariz entupido, tontura, e todo suado... ::xiu:: o taxista estava escutando um blues bem de boa, deu para relaxar um pouco com aquela música. Cheguei no hostel as 6-15 e a menina disse minha cama, em um quarto para 6 pessoas, estava ocupada e teria que esperar para entrar as 14 horas, neste momento liguei o foda-se. Perguntei se eles teriam um quadro individual e eles tinham um vago, peguei ele, como não tinha ninguém pude entrar na hora.

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Que coisa boa, tomei um banho em meu próprio banheiro, água bem quente, pude deixar minhas coisas espalhadas por tudo, deitei na cama e descansei... O quarto individual deles custou 145 soles a noite, no Ibis, bem próximo ao hostel, o quarto saia 125 soles a noite, mas quando perguntei ao atendente do Ibis se eles tinham campeonato de ping-pong, festas temáticas e drinking games e ele disse não, nem tinha mais o que pensar HOSTEL IS LIFE :P

Não consegui fazer muito neste dia, tentei sair para caminhar um pouco em Miraflores mas não aguentei muito tempo, dor de cabeça e cansaço, não tinha como. Voltei ao hostel, dormi até umas oito da noite, acordei e fui caminhar um pouco, jantei na pizza hut, não senti o gosto de nada, subi para o bar do hostel tomei uma ceva e já capotei na cama...

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Gastos do dia:

20,00 – taxi

5,00 – agua

17,00 – almoço burguer king

290,00 – hostel

15,00 – pizza hut

7,00 - cerveja

 

Décimo Sétimo dia - 17/04/2017 (segunda-feira) –Lima – Melhorando, mas nem tanto

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Neste dia acordei determinado, ainda nada bem, mas tinha que ver a cidade pois iria ir embora no dia seguinte. Tomei um café da manhã reforçado e parti para o bairro barranco. Trata-se de um bairro conhecido por sua vida noturna, mas possui algumas atrações diurnas. Muito legal caminhar por lá, fui até a praia e resolvi parar para comer em uma choperia. Pedi uma rodada de chopes artesanais, 6 copos de 300 mls, com todos os tipos que eles tinham. Para comer um hamburguer, muito bom. O lugar é legal, infelizmente ainda não estava sentindo muito o gosto das coisas, e nem lembro o nome do lugar. Mas depois disto voltei a Miraflores, fui tomar um banho e descansar m pouco. Pessoal o transito de Lima é de outro mundo, andem de ônibus por lá, é muito legal, montanha russa para que???? A emoção é a mesma, peguei um motora com síndrome de motociclista, ele andava no meio dos carros, seguindo a linha pontilhada que divide as duas pistas.

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Pelas duas horas peguei um taxi para o centro histórico, comecei a andar por lá, sol batendo na cabeça e isso não me fez nada bem, uma hora depois peguei um taxi de volta pois não aguentava mais. Descansei novamente até umas 5 da tarde e parti para o Parque das Aguas, ele fica na mesma rua do hostel Paraiwana, mas um pouco longe. Peguei um ônibus que anda apenas em linha reta, Av Arequipa, e fui. Transito caótico de final de dia, desci algumas paradas antes pois o ônibus estava lotado e comecei a ficar tonto. Fui caminhando e ao chegar lá, decepção, o parque não abre em segundas  esta seria minha última noite, perdi esta atração... bora pegar o busão lotado para voltar. Banho de novo, descansar um pouco e parti para a rua das pizzarias, que na verdade é um calçadão com vários restaurantes. Comi o melhor Lomo Saltado do Peru, muito bom mesmo, com uma entrada de aipim frito e um molho muito gostoso, novamente não peguei o nome do lugar... não estava pensando direito. Voltei ao hostel, participei do campeonato de ping pong, perdi e fui dormir.

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Gastos do dia:

4,00 – ônibus (ida e volta barranco)

37,00 – almoço com cevas

4,00 – agua

5,00 – suco laranja

19,00 – café da manhã, sanduiche e suco

30,00 – taxi ida e volta centro histórico

3,00 – ônibus parque das aguas

80,00 – janta com choppe

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Décimo oitavo dia - 18/04/2017 (Terça-feira) –Lima – Último dia

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Chegamos ao último dia... que triste.

Ainda bem que nesta noite eu dormi bem, dormi a noite toda, sem problemas para respirar e sem uma gota de suor. Acordei determindado a aproveitar ao máximo meu dia antes do meu voo, a noite. O voo era as 22 horas, sendo tem deve estar lá 2 horas antes, então oito da noite. O transito de Lima é caótico e iria pegar o rush do final do dia, resolvi sair do hostel as 6 da tarde. Pois bem , já sabia o horário que deveria estar pronto, agora vamos ao dia.

Acordei as 7 da manhã, tomei o café da manhã e fui direto para a praia, queria fazer um stand-up. Como devem imaginar, neste horário não tinham muita barraquinhas de aluguéis de pranchas abertas, no meu caso, uma só e o cara queria 60 soles para alugar a prancha e me disse que eu poderia fiar o tempo que eu quisesse, disse que só queria por uma hora e perguntei se ele faria por menos, ele disse não, se virou de costas e foi falar com um outro cara, me deixando ali falando sozinho. Ele tinha um empregado junto, que estava ao lado, que ficou olhando sem saber o que dizer, não pode parecer aqui contando mas o cara foi extremamente grosso, o funcionário me pediu desculpas e eu fui embora.

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OK, esta parte não deu certo, mas tenho outras coisas a fazer, fui visitar Huaca Pucllana, que ficava bem próxima ao meu hostel, cheguei lá e acabei descobrindo que eles não abriam para visitação em terças-feiras, fica a dica. Bom, mais uma “atração” que não conseguiria ver, mas faz parte. Retornei ao hostel e me inscrevi para o walkin tour que eles tem. Não parece, mas esta caminhada na parte da manhã levou cerca de suas horas. Arrumei minhas coisas, me despedi do meu quarto e fui me reunir com o pessoal para o passeio.

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Partimos de ônibus em direção ao centro histórico, outra dica, de Miraflores até o centro histórico tem um ônibus que usa a “BR” deles, no corredor de ônibus, bem mais barato que taxi e mais rápido. O tour foi muito legal, esta é uma das coisas obrigatórias a se fazer, um tour guiado, muita informação legal. Almoçamos em um restaurante local por 9 soles, com suco a vontade. Retornamos ao hostel por volta das 3 da tarde, fiquei tomando cerveja com o pessoal do tour, até minha hora de partir.

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Existe um ônibus que vai para o aeroporto, vi ele mas não sei como funciona, eu peguei um taxi. Reservei duas horas para ir do hostel ao aeroporto, levamos duas horas e vinte... sério, cuidem com seus horários. Já dentro da área de embarque internacional comprei uma água de 15 soles e fiquei esperando a partida. Voo tranquilo, o avião não estava cheio.

 

Foi uma aventura e tanto, Peru vale a pena por isto, aventura, conheci muita gente legal e fiz grandes amigos. Pena que no final fiquei doente, mas acontece. Já estou pensando na próxima viagem, quem sabe para onde será? Vamos que vamos, ainda vou fazer uma comparação dos gastos projetados com o real.

 

Viva sua Vida Ao Máximo

 

Gastos do dia:

10,00 – café da manhã (fora do hostel)

4,00 – ônibus ida e volta centro histórico

9,00 – almoço

25,00 – cervejas hostel

60,00 – taxi aeroporto

15,00 - agua

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Nono dia - 09/04/2017 (Domingo) – ICA e Paracas

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Conforme comentei, errei em querer ir para Paracas diretamente, pensei que uma cidade fica-se próxima da outra, até é na verdade, mas os passeios em ICA ficam muito caros de contratados em Paracas. Queria muito fazer o passei nas dunas e ver o oásis, mas acabei não fazendo. Então, a dica é, fiquem um dia em ICA para fazer isto e depois paracas, quem sabe na próxima.

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As paisagens que vi da janela do ônibus foram impressionantes, o caminho no meio das montanhas é muito lindo. Pena que a maior parte foi a noite. Uma coisa que notei é que, devido as curvas e por ser uma estrada perigosa, o ônibus não passava de 50 KM por hora. Apesar de demorar bastante, o trajeto foi bem tranquilo. Cheguei bem descansado em ICA e já fui ver um bus para Paracas, consegui um que saia em uma hora. Em ICA já estava bem mais quente, troquei de roupa e fiquei apenas de bermuda e camiseta, já sentindo o cheirinho da praia.

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A viagem demorou cerca de uma hora e meia até Paracas. Paracas é uma pequena cidade costeira, foi bem tranquilo ir da rodoviária até o hostel a pé. Conheci dois alemães que estavam indo para o mesmo hostel, fomos conversando, eles já estavam viajando a quase 6 meses pela américa do sul e estavam chegando ao final de sua viagem, apenas mais Paracas e Lima. Escolhi Paracas para descansar um pouco, ficar em uma praia transquila, mas de novo, errei na parte de ICA, sim eu não me perdoo até agora.

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O hostel que fiquei foi Kokopelli Hostel, ele fica a beira mar, tem um deck que da direto na areia da praia. Possui piscina um bar bem grande com uma parte externa bem legal. A única coisa que não gostei muito foi o pessoal que trabalha lá, não eram muito solícitos e as informações passadas nem sempre eram as melhores. Deixei minhas coisas no meu quarto e fui explorar a cidade, que na verdade é quase só a beira mar pois não tem mais muito o que se ver.

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Logo no primeiro dia já meti o pé na jaca, financeiramente falando, aluguei um jet ski, nunca tinha andado e no Brasil, se você for em um lugar sério, eles só alugam jet ski com a carteira de motorista náutica. Pois bem, lá era só pagar e ser feliz, peguei meia hora e andei por toda costa, eu gostei, quem conseguir fazer aconselho. Depois retornei ao hostel e conheci o casal de que estava comigo no meu quarto, chilenos, não queriam muito papo então fui para a piscina e fiquei conversando com os alemães.

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A noite fui jantar em um dos restaurantes que ficam no calçadão a beira mar, peixe com verduras, batata frita e arroz, muito bom. Não lembro o nome do restaurante, mas é um com uma frente feita de bamboo. Depois retornei para o hostel, fiz a reserva do passeio das Ilhas Ballestas e fui para a cama. A dica é não fazer reservas de passeios no hostel, pois eles ficam mais caros, mas como era tarde fiz ali mesmo a reserva.

 

Gastos:

18,00 – passagem de ICA a Paracas

160,00 – Aluguel jet ski

43,00 – Janta

36,00 – passeio Islas Ballestas (incluindo 10,00 da entrada do passeio)

Foi bom ter falado sobre esse incoveniente. Dei sorte. Eu pesquisei a distância antes e acabei reservando o primeiro dia em ICA para fazer o tour em Huacachina, no dia seguinte, e a noite irei para Paracas para no dia seguinte fazer o tour Isla Ballestas + Reserva Nacional.

O mesmo o hotel em Paracas faz essas duas reservas por S/70 com os ingressos incluído. Agora só falta fechar o tour Huacachina. Minha viagem está marcada para o próximo mês.

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    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
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      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
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      Lima
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      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
      Me sigam no Facebook e Instagram
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    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
    • Por Paulonishi
      Apesar de ter dormido pouco desde que cheguei, até levantei bem disposto e também ansioso para explorar a cidade. Aí fui conhecer o centro com o Free Walking Tour saindo às 10h de Miraflores.


      Conhecer uma cidade tão grande e tão cheia de atrações não é uma tarefa muito fácil, mas dicas como essa do free walking tour ajudam bastante, principalmente para entender o funcionamento do transporte público (BRT 2,50 / ônibus comum 1,00).

      Aí, tudo fica mais fácil depois disso... Vou deixar o link do Free Walking Tour: https://freewalkingtoursperu.com/en/ . É preciso fazer o cadastro e é tudo gratuito (damos uma contribuição ao final, mas vai de cada um). No Peru, além de Lima, tem tour em Arequipa e Cusco. E vale muito a pena!
      E só andando mesmo no meio do povo, pegando ônibus, comendo nos mercados, é que dá pra ter uma noção melhor do dia a dia da cidade… e olha, fiquei bem impressionado com a empatia desse povo… sempre disposto a ajudar e bem receptivo com os turistas.
      Na Plaza de Armas, assistimos à troca da guarda presidencial, um grande espetáculo imperdível para quem estiver pela cidade. Depois, andando e conhecendo a história da cidade, com os guias contando as histórias e lendas de cada lugar... Uma verdadeira aula por entre ruas e construções seculares!

      Terminamos o passeio com uma deliciosa degustação de Pisco, a bebida típica do Peru, sendo uma aguardente de uvas. O Pisco Sauer é o mais saboroso!

      Depois do passeio guiado, fui andando pelas ruas orientado pelo Google Maps, que funcionou maravilhosamente bem no modo offline.
      A sensação de segurança que eu tive andando pela cidade  foi bem grande e não tive nenhum problema assim de ficar andando pelas ruas mesmo à noite. Claro que não pode abusar, né mas a impressão foi muito boa. Agora, o trânsito… Nossa… O que que é isso???  Todo cuidado é pouco! É uma loucura mesmo e como pedestre tem que ficar mais esperto ainda. Quanto à moeda local, troquei mais alguns dólares em uma casa de câmbio lá no centro e a cotação foi muito boa de 3,34 soles por dólar (out 2016)…  também é a maneira mais segura de trocar dinheiro, porque arriscar com cambistas na rua é sempre perigoso. 
      Me ofereceram um passeio em um ônibus panorâmico por somente 10 Soles 🤗 até o Cerro de San Cristóbal e, é claro que fui! Muito barato e bem interessante, dando uma visão mais abrangente da cidade e com direito a uma vista privilegiada do alto...



      Valeu muito a pena, ainda mais pelas emoções tanto na ida como na volta... Não deixe de assistir ao vídeo para conferir o que estou falando... 😅
      E depois de tanto andar, finalizei o meu passeio pela Capital Peruana com uma ótima impressão da cidade e seu povo. Cheguei no hostel, fiz um lanche e tratei de fazer o backup das imagens captadas, já imaginando como seria o passeio tão aguardado para o próximo dia... CARAL!!!
      Vou deixar o vídeo completo no link abaixo... Se interessar, inscreva-se no Canal, que sempre tem muitos relatos de viagem!
       
      É isso aí, espero ter ajudado. Não perca os próximos capítulos!!! 🤠✌️
       
    • Por Paulonishi
      Episódio 1: A Preparação
      Depois de tantos anos, muitos lugares visitados, experiências maravilhosas, resolvi tirar um tempo pra organizar as minhas memórias e contar sobre a maior e mais marcante aventura que já vivi: a primeira viagem ao Peru! 
      Ela foi planejada nos mínimos detalhes e cheia de expectativa…
      Afinal de contas, era pra um destino que sempre sonhei: Machu Picchu. 

      Quer saber como foi essa jornada inesquecível e acompanhar todos os detalhes?
      Eu sou @Paulonishi e esta é a história de uma aventura inesquecível: a primeira viagem ao Peru! 
      Neste capítulo vou falar de toda a preparação para essa façanha, desde a compra das passagens e todas as etapas do planejamento… tudo isso pra ajudar e até inspirar a quem quiser saber como montar a sua viagem para o Peru.
      E se puder ajudar, deixe o seu comentário ou perguntas sobre o assunto....
      Vamos lá?

      Apesar de ter sido em 2016, ainda a considero como a mais desafiadora que já fiz, não só por ter sido o primeiro mochilão no exterior, mas pela complexidade envolvida....
      Eu costumo dizer que a distância entre o sonho e a realidade é o planejamento que precisa ser feito para realizá-lo… Tudo precisa ser levado em conta e friamente calculado…  E não poderia ser diferente nesse caso né?
      Bom, eu não tinha dinheiro sobrando… atravessava uma verdadeira tempestade na minha vida pessoal, com uma separação complicada, mudança de cidade e trabalho… Esse era o meu quadro pessoal no final de 2015. Mas no início de 2016 prometi para mim mesmo que tudo mudaria e que me reergueria e faria a tão sonhada viagem. 
      E esse foi realmente o começo de tudo!
      Comecei a pesquisar tudo sobre o Peru, fazendo uma verdadeira imersão na sua cultura e principalmente na história, além de começar a estudar espanhol pela internet… tudo de graça!
      Procurei fazer pesquisas de passagens aéreas em promoção… só aguardando a oportunidade… e ela chegou em abril!
      Sempre busquei fazer todos os meus gastos no cartão de crédito pra acumular milhas e com isso já vinha acumulado uma boa quantidade delas até então… Às vezes tinha que trocar por uns eletrônicos pra evitar perder quando estavam vencendo... E foi aí que teve uma megapromoção da LATAM (LATÃO ), para transferência de milhas pro programa de fidelidade Multiplus (hoje LATAMPASS), onde consegui mais do que dobrar a quantidade de milhas que eu tinha e que estavam pra vencer!… Agora sim já poderia pegar essas milhas e trocar por passagens aéreas…Então a busca começou. 
      Fiquei por dias fazendo a simulação de passagens saindo de Florianópolis com destino ao Peru, mas a quantidade de milha era muito alta. Até dava pra trocar, mas resolvi esperar um pouco mais... Aí, numa das noites seguintes, consegui encaixar um intervalo de 18 dias, entre a saída do Brasil e o retorno. Chegaria em Lima no mesmo dia da partida, no dia 7 de outubro e estaria de volta em Florianópolis no dia 24 de outubro. Dias para aproveitar mesmo seriam 14. O resto perderia nos voos e conexões. 
      Agora sim, consegui as passagens aéreas eliminando o maior custo da viagem, praticamente de graça, e mesmo assim sobraram muitas milhas, que usaria pra viajar no ano seguinte.
      Com as datas já definidas, era só trabalhar no roteiro e no planejamento completo da viagem!
      A maior motivação em ir pro Peru sempre foi a de conhecer Machu Picchu... mas como sempre costumo fazer, não iria só pra conhecer esse lugar.  Procurei aproveitar a oportunidade pra otimizar a viagem e conhecer a melhores atrações no caminho entre Lima e Cusco, que percorrendo o caminho de ônibus. 
      A base de todo o roteiro foi o Google Maps. Consultava o mapa, via as atrações em potencial e ia marcando como favoritas… aí, partia pra pesquisar na internet, principalmente no site Mochileiros.com e no youtube, pegando as dicas do lugar: tipo se era realmente bom, o que tinha pra se ver e fazer, como chegar, os custos de ingressos e transportes… 
      E os valores que eu ia levantando já anotava na minha planilha de gastos.
      Assim, fui completando o roteiro e buscando agora os horários dos ônibus pra ver se dava pra conciliar o deslocamento e também as possíveis hospedagens. Resolvi escolher a empresa Cruz del Sur, pelas recomendações de outros viajantes no Mochileiros e também por ter linhas para todos os destinos do meu roteiro. 
      Apesar de ser mais cara, resolvi optar pela segurança. O site dela é bem completo e consegui excelentes descontos em promoções com compra antecipada. Assim, já comprei as passagens de ônibus no cartão ainda no Brasil e mesmo que pagando o IOF de 6,28% e a conversão do dólar, a economia foi de mais de 50% no valor normal… Porém, não permitia a troca e nem o reembolso da passagem em caso de necessidade… Mas é o custo da oportunidade!
       
      Depois disso, com os lugares mapeados e as passagens de ônibus compradas, me concentrei nas hospedagens, fazendo buscas entre o booking e o airbnb. Novamente, a busca foi baseada no Google Maps, levando em conta a localização do hostel, a distância da rodoviária pra evitar pagar táxi, se tinha café da manhã, avaliações positivas e é claro, o preço.  Outra coisa bem legal pra se olhar é se tem cozinha compartilhada, pra poder fazer uma comida à noite e economizar um pouco mais. Visto tudo isso, já fui fazendo as reservas, mas sem ter que pagar nada antecipadamente… Só quando chegasse pagaria em dinheiro… Lá não aceitavam cartões ou cobravam uma taxa muito alta e não compensava.
      Tirando as passagens de ônibus, a única coisa que comprei antecipado foi o acesso à Machu Picchu, porque tem um limite diário de visitantes. Esse detalhe é essencial e deve ser muito bem observado! Por isso ter certinho a data de ir é tão importante, principalmente agora que também ter que escolher se vai ser no período da manhã ou da tarde! 
      Para não correr nenhum risco, fiz a compra para garantir que no dia 21 de outubro pudesse conhecer o local… Melhor do que contar com a sorte! Imagina só chegar lá em Machu Picchu e não poder entrar por estar lotado… Parece incrível, mas eu vi acontecer lá… O custo do ingresso foi de 133 nuevos soles, aproximadamente 39 dólares.
      Como viajar MAIS gastando POUCO!
      O roteiro ficou o seguinte:
      07/10 - Florianópolis x Guarulhos x Lima .
      08 a 10 - Lima
      11/10 - Lima x Ica
      12/10 - passeios em Paracas
      13/10 - Viagem a Nasca e sobrevoo
      14/10 - Arequipa
      15/10 - Vale do Colca
      16/10 - Arequipa x Cusco
      17/10 - Cusco
      18/10 - Trilha Salkantay
      21/10 - Machu Picchu
      22/10 - Cusco x Lima
      23/10 -Lima x Guarulhos
      24/10 - Guarulhos x Florianópolis
      O maior desafio da viagem seria a trilha Salkantay, uma trilha inca em grande altitude, chegando a mais de 4200 metros, percorrida por entre as montanhas mais sagradas da região de Cusco e com o final em Machu Picchu, com o diferencial que não precisa de guia e nenhuma taxa pra pagar. A previsão mais otimista de terminar a trilha era de 3 dias, segundo os relatos que encontrei.


      Assim, durante essa viagem, enfrentaria vários climas e uma grande variação de altitude, aumentando de intensidade bem na parte final da viagem.
      Para tudo isso, resolvi comprar uma boa mochila de 60 litros da Trilhas e Rumos… Achei um bom tamanho pra levar tudo e também era bem resistente e com várias regulagens nas alças pra deixar bem confortável mesmo quando cheia.
      Tive que comprar também roupas adequadas ao calor e ao frio. Pra isso, passei na Decathlon e comprei 3 camisas de manga comprida com proteção solar, uma calça e jaqueta impermeáveis e também calça e blusas térmicas, além de uma toalha de microfibra que seca bem rapidinho… E isso fez diferença, porque na maioria dos hostels não forneceram toalha de banho. 
      Na internet, comprei ainda um par de bastões de caminhada e 2 power banks. Separei para levar um par de tênis, chinelos, botas de cano médio impermeável, luvas, cachecol, gorro, boné e chapéu, além de uma série de câmeras fotográficas, gopro, celular e um tripé… 
      Pra a viagem, comprei dólares no câmbio de R$3,42… ô saudade desse valor! 
      Levei um total de $400 dólares só pra garantir, além do cartão de crédito internacional por segurança.
      Agora, com tudo reunido, roteiro pronto e planejamento completo, estava tudo pronto para iniciar a épica aventura… 
      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Espero você na continuação dessa viagem, acompanhando a partida do Brasil e a chegada na capital peruana!
      Deixarei 2 vídeos aqui do meu canal no youtube para inspirar outros viajantes...

      É isso aí... Até o próximo capítulo!  ✌️🤠
      Partindo de Florianópolis em direção à Lima!
       

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