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Viagem de carro para San Pedro de Atacama, passando por Salta, Tilcara e Antofagasta - março/2017


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Boa tarde, pessoal!

Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui.

Um abração!!!

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Preâmbulo.

 

            O pacato Flavinho era um adolescente e estava na escola, quando, numa aula de Geografia, ouviu falar pela primeira vez sobre o deserto mais seco do mundo: o Deserto do Atacama. E o que lhe chamou a atenção foi saber que esse lugar ficava no norte do Chile, ou seja, não ficava muito longe da nossa realidade. Considerando que esse rapaz já havia tido o privilégio de conhecer, junto com os seus pais, a região sul do Chile, ele acabou colocando na cabeça que agora era a hora de conhecer a região, até então desconhecida por ele, desse país tão surreal como é o Chile.

            Tempos depois, Flavinho acabou encontrando uma revista National Geografhic do seu pai, e nela viu com entusiasmo as fotos do Deserto do Atacama em uma determinada matéria. Agora ele estava determinado: “vou viajar e conhecer essa região!” A pergunta era: “mas quando?” O problema era sempre o mesmo: a falta de companheiros que quisessem empreitar essa aventura. “O que vamos fazer em um deserto??” – era o tipo de resposta que o insistente Flavinho mais ouvia.

            Passaram-se uns 10 anos. Flavinho ainda não tinha visitado o Atacama, mas o sonho tampouco teria acabado. Agora ele via imagens do Deserto pelo Google Earth, assim como as fotos que os viajantes postavam no mesmo programa. Ele já tinha colocado na cabeça uma idéia de viagem: ir de carro, cruzando a Argentina por Córdoba, Mendoza, cruzando a Cordilheira dos Andes e, ao chegar ao Chile, cruzar o deserto acima até chegar a uma tal cidade chamada San Pedro de Atacama.

            Passaram-se mais uns 2 anos e agora o pacato Flavinho já era um homem casado. Acabou passando uma lua de mel muito boa, diga-se de passagem: viajaram de carro de Goiás até San Carlos de Bariloche. Esse insistente rapaz agora sabia que tinha uma companheira de viagem à altura: a sua esposa.

            E quanto ao Atacama? Bem, o sonhador Flavinho acabou conhecendo o Mochileiros.com e, nele começou a ler e separar para si alguns relatos de viajantes que foram conhecer, de carro, esse deserto. Daí ele ficou sabendo que o caminho mais convencional e, que despendia menos tempo, era ir pelo norte da Argentina, passando por uma cidade chamada Salta (a mesma cidade que uma argentina tão bem falou para ele e para sua esposa em Bariloche) e cruzar a Cordilheira dos Andes rumo a San Pedro de Atacama. Então, estava concretizado: esse era o roteiro.

            Passaram-se mais ou menos uns 3 anos e as oportunidades de viajar para o Atacama acabavam escapando, as vezes por falta de tempo, de dinheiro e as vezes por causa de alguns imprevistos. Até que, numa determinada tarde do mês de outubro do ano de 2016, Flavinho conversou com a sua esposa (isso depois de anos de conversa sobre o mesmo tema), também com a sua cunhada, e decidiram marcar essa tão esperada viagem para o mês de março de 2017. O roteiro contendo as cidades que visitariam já estava pronto. Entraram no Booking.com e começaram a pesquisar os hotéis. O primeiro hotel foi escolhido e, por engano, não só reservaram o quarto como também acabaram pagando adiantado o estabelecimento. É, a viagem já estava marcada...

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            Preparativos necessários para a viagem.

 

            Assim como havia feito na minha lua de mel, decidi pesquisar e reservar os hotéis das cidades em que passaríamos e ficaríamos. Acho muito cansativo viajar o dia inteiro e, no final do dia, ter que ficar rodando uma cidade a procura de hotel. Com a tecnologia que temos hoje, acho isso desnecessário. Quem fazia isso eram os meus pais há 20 anos atrás, numa época que a internet brasileira estava nascendo e não existiam sites como Booking, Decolar, etc. A propósito, “viajante raiz” é quem viajava de carro pelo Nordeste brasileiro, com quatro crianças, sem internet e sem GPS – meus pais, por exemplo. Hoje, acredito, somos todos “viajantes Nutella” (rsrsrs).

            Para reservar os hotéis é necessário ter um roteiro detalhado em mãos contendo os dias de viagem e os dias de passeios. E, para conseguir isso, pesquisei exaustivamente muitos relatos aqui do Mochileiros.com. Tomei como ponto de partida a cidade de San Pedro de Atacama. Decidimos ficar três dias por lá (achava que era um tempo mais do que suficiente, mas depois vimos que a agenda ficou bem apertada). Pesquisamos e pesquisamos vários hotéis. Todos os estabelecimentos são bem rústicos. Um pouco de melhorias estéticas e o preço já sobe abruptamente. Depois de muitas pesquisas e debates, optamos pelo hotel e camping Takha Takha, situado na badalada calle Caracoles. Escolhemos dois quartos com banheiros privativos. A partir daí já tínhamos a data de partida e de volta. Agora tínhamos que pesquisar os hotéis das “cidades coadjuvantes”. Estávamos no mês de outubro de 2016 quando reservamos os primeiros hotéis.

           

            O roteiro ficou assim:

           

            1º dia: Caldas Novas-GO a Foz do Iguaçu-PR (1.320kms);

            2º dia: Foz do Iguaçu;

            3º dia: Foz do Iguaçu a Corrientes-ARG (621kms);

            4º dia: Corrientes a Salta (837kms);

            5º dia: Salta;

            6º dia: Salta a Tilcara (202kms);

            7º dia: Tilcara;

            8º dia: Tilcara a San Pedro de Atacama (436kms);

            9º dia: San Pedro de Atacama;

            10º dia: San Pedro de Atacama;

            11º dia: San Pedro de Atacama;

            12º dia: San Pedro de Atacama a Antofagasta (312kms);

            13º dia: Antofagasta;

            14º dia: Antofagasta a Salta (909kms);

            15º dia: Salta a Corrientes (837kms);

            16º dia: Corrientes a Foz do Iguaçu (621kms);

            17º dia: Foz do Iguaçu a Caldas Novas-GO (1.320kms).

 

            Com muito planejamento e, mais uma vez, com a ajuda do Mochileiros.com, conseguimos executar quase que perfeitamente esse cronograma. A exceção ficou por conta da volta, onde acabamos trocando algumas cidades. Detalhe: reservamos todos os hotéis até Antofagasta. Para o percurso de volta, não agendamos hotel nenhum.

            Esqueci de mencionar quem foi nessa viagem. Os integrantes originais foram eu, minha esposa Lidiane, minha cunhada Carolina e minha sogra Dionízia (que não sabia que iria). Nós quatro viajamos com o carro da Dionízia: um Toyota Corolla. Já com os hotéis reservados, ou seja, com a viagem marcada, andamos convidando um monte de gente. Entretanto, quem apenas aceitou a empreitada foram os nossos amigos de Itapema-SC: “Comissário” Alcivar e sua esposa Maria. Eles viajaram com o seu motorhome.

           

            E, por fim, acredito ser necessário informar sobre a documentação que levamos – algo que também pesquisei bastante no Mochileiros.com e na internet em geral.

 

- Documentos de carro financiado: era o nosso caso. Pesquisei na internet e li relatos de gente que pediu uma autorização da financiadora para viajar com o veículo no exterior. Fizemos isso – no nosso caso, pelo banco Itaú. Já vou adiantando que os funcionários do banco nem sabem o que é isso; você tem que explicar. E, se possível, peça para um funcionário de sua confiança, senão são grandes as chances de o seu pedido ser engavetado. No nosso caso, do pedido à entrega do documento, levou uma semana ou um pouquinho a mais. Daí, depois, você precisa ir a um cartório que faça o tal “apostilamento” no documento da autorização da financiadora – não são todos os cartórios que fazem, mas também não é nenhum suplício achar um que faça. Até a pouco tempo atrás, precisava-se de um carimbo da embaixada ou consulado nessa autorização. Hoje, não mais. O que vale é o tal do apostilamento. Então, pra resumir: primeiro, peça a autorização para viajar com o carro financiado no exterior para o banco que financiou o seu veículo. Depois que você tem em mãos esse documento, leve-o num cartório que faça o “apostilamento” (que nada mais é do que um “carimbasso” do cartório). Feito isso, você já está autorizado para viajar com o seu carro financiado.

            O mais engraçado vem agora: depois de toda essa explicação, de todos esses trâmites realizados, sabe o que nos aconteceu durante a viagem? Nada! Ninguém cogitou, ou sequer pensou em solicitar esse documento! Na verdade, o que eu acredito é o seguinte: as autoridades muito provavelmente solicitam esses documentos quando o carro está sob o leasing, situação em que “proprietário” do veículo é o banco, e não você. Quando é um financiamento normal, consta o seu nome como proprietário do veículo e apenas uma pequena observação no documento, algo que os guardas não percebem.

            Outro detalhe: o carro em que viajamos estava no nome da Carolina, o que não gerou problemas por obviamente ela estar junto conosco.

 

            - CNH: somente a normal serve. Ouvi alguma coisa dizendo que no Chile era necessário levar a PID – carteira internacional. Receoso, acabei fazendo. Pedi para minha irmã fazer em Santa Catarina, onde paguei menos do que cem reais. Em Goiás, onde temos um dos IPVAs mais caros do Brasil (isso se não for realmente o mais caro), a taxa era absurda, beirando uns quinhentos reais. Enfim: também não foi necessário. Ninguém solicitou esse documento, que nada mais é do que uma cadernetinha bem simples, contendo a sua habilitação impressa e algumas informações escritas em algumas línguas. Aliás, em todo o Chile, não fomos parados por nenhum guarda de trânsito.

           

            - Cambão: esse é um assunto polêmico. Ou seria “chato”??? Vou começar esse relato pelo final: ninguém solicitou a desgraça desse cambão! Mas, meus amigos, eu insisti em ter esse pedaço de ferro no nosso carro. E o motivo, eu lhes explico agora.

            O ano era 2012. Estava eu e minha esposa desfrutando de uma bela lua de mel pela Argentina. Entramos pelo país portenho por Foz do Iguaçu, de carro, e fomos até Bariloche, parando por algumas cidades. Eu já sabia da exigência do cambão, mas, como não havia achado para comprar, não levei. E assim seguimos a nossa viagem satisfeitos. Os guardas nos paravam, solicitavam os documentos muito cordialmente, e muito cordialmente nos liberavam. Estava tudo muito bem, muito lindo, literalmente uma lua de mel! Até que, na volta, passamos por aquela região próxima a Buenos Aires. Foi ali que um guarda “filho da mãe”, depois de verificar os documentos, começou a solicitar kit de primeiros socorros (que tínhamos), “mata-fuego” (tínhamos também), dois triângulos (tínhamos, mas daí eu comecei a estranhar...) e, por último (ele quaaaase nos libera, mas daí ele lembrou...) ... “Cambão, cambão” – solicitou o guarda corrupto, com um sorriso no rosto. Expliquei que havia viajado até Bariloche, diversos guardas nos haviam parado e ninguém havia solicitado. Não adiantou. Sem fazer rodeios, ele disse que a multa era 600 pesos (R$ 300,00 na época) ou poderia negociar a propina. Tremendamente assustado com aquela situação, acabamos pagando 300 pesos para o guarda corrupto que, como se não bastasse, me fez entregar o dinheiro escondido e ainda depois fez um sinal de positivo para os outros guardas corruptos, que abriram os seus salafrários sorrisos. Saindo dali, fomos parados por mais uns três guardas corruptos, que seguiram o mesmo script, esquecendo “apenas” do grand-finale: exigir o cambão. Só depois eu fiquei sabendo que naquela ruta em específico, perto de Buenos Aires, é que os policiais camineros são os mais corruptos e propineiros possíveis.

            Enfim... passei uma raiva e um medo do qual não queria passar de novo. Por isso, esforcei-me em ter esse cambão no carro. Não foi fácil achá-lo. Estávamos um dia em Goiânia e decidimos ligar para várias auto-peças solicitando o dito cujo. A maioria das reações eram: “O que é isso, moço?” Os poucos que sabiam o que eram nos alertavam: “Moço, isso é proibido de usar.” De uns 15 estabelecimentos que ligamos, somente um tinha o tal cambão: R$ 200,00. Já íamos pedindo para fazer a entrega, quando, a Lidiane decide pesquisar um pouco mais. Um senhor atencioso atendeu a ligação dela, ela perguntou do cambão, e o senhor respondeu: “Moça, eu tenho um aqui, mas não está a venda. Eu pedi pra um serralheiro fazer pra mim; porquê você não faz o mesmo?” Agora, a parte cômica: a Dionísia, que estava junto conosco, lembrou que era proprietária de uma loja de materiais de construção e que, no depósito da loja, havia vários canos de ferro galvanizado, de vários tamanhos. Ela também tinha o maquinário necessário para cortar os canos e mão de obra disponível. Pronto: estava resolvido o problema do cambão! Foram cortados três pedaços de 50 centímetros cada e colocados parafusos e correntes nos ferros.

 

            Kit de primeiros socorros, dois triângulos, extintor de incêndio: não pediram, mas, se um dia voltar, levarei outra vez.

 

            Seguros carta-verdes: obviamente, faça o seguro no nome do proprietário do veículo! Não fizemos isso (não por falta de insistência minha) e acabamos tendo um contra-tempo no terceiro dia de viagem, do qual explicarei mais adiante.

            Para a Argentina, o seguro carta-verde normal. Para o Chile, disseram por aqui que é necessário o seguro Soapex. Tentei fazer pelo site, como indicado também aqui pelo Mochileiros.com, mas dava erro na hora de efetuar o pagamento. A nossa seguradora acabou fazendo o seguro carta verde para o Chile também. Lá na aduana do Chile, não nos foi solicitado nenhum seguro. Também, como já mencionei, não fomos parados por nenhum guarda chileno durante a nossa viagem. Ainda na aduana, perguntei do seguro Soapex para um dos agentes, que respondeu-me sem titubear que não era necessário. Enfim, fiquei sem entender. O Alcivar, que gosta de fazer o seguro na aduana, acabou não encontrando ninguém que o fizesse e por fim entrou no Chile sem seguro nenhum.

 

            Outros detalhes: o Alcivar entrou com o motorhome contendo um engate traseiro (aquela bola), que parece que é proibido usar na Argentina. Como ele sempre andava atrás de nós, acabou sendo parado poucas vezes pela polícia (comparado com a nossa viagem de 2012, acredito que fomos parados bem menos vezes). Nas poucas vezes em que foi parado, os policiais não falaram nada sobre o tal engate.

            O seu motorhome já tinha também aquele indicador de velocidade máxima na traseira do veículo. Detalhe: o adesivo era bem pequeno em comparação com os que usualmente são usados nas camionetes argentinas. Também não teve problemas com isso.

 

            Moedas: para trocar os seus reais por pesos argentinos é melhor efetuar o câmbio em uma das diversas lojas de Foz do Iguaçú, onde são mais vantajosas. O melhor câmbio que eu achei foi na rede Scappini Câmbio (www.scappinicambio.com.br). Tem também uma loja pequena, a KM Câmbio e Turismo, em que o peso estava ainda mais barato do que na Scappini, mas não troquei lá pois eles não abrem aos domingos.

            Quanto aos pesos chilenos, a dica é levar dólares e trocá-los pela moeda local em San Pedro de Atacama, na famosa calle Toconao, rua transversal com a calle Caracoles, onde ali há diversas casas de câmbio. A que eu troquei chama-se Gambarte, que estava com a melhor cotação em nível disparado. Não teime: compensa trocar reais por dólares e dólares por pesos chilenos do que apenas trocar reais por pesos chilenos. Informações que li a respeito: http://www.viajenaviagem.com/2015/09/viagem-cambio-dicas

http://www.mochileiros.com/atacama-7-dias-out-2016-passeios-dicas-e-toda-informacao-que-voce-precisa-saber-fotos-t135115.html

            Informações a respeito dos valores eu passarei mais adiante.

 

            Enfim...,acho que foi isso.

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Dia 1 – Sábado, 11 de março de 2016.

            De Caldas Novas-GO a Foz do Iguaçu-PR.

 

            Acordamos um pouco antes das 4h00 da manhã. O dia seria longo: rodar mais de 1.300 quilômetros até a cidade fronteiriça Foz do Iguaçu-PR. Sabíamos que, mesmo saindo muito cedo, chegaríamos lá no início da noite.

            Deixamos todas as malas prontas no dia anterior, mas mesmo assim conseguimos partir de Caldas Novas somente as 4h30. A Dionísia foi dirigindo no começo, enquanto eu tentei dormir um pouco mais. Não deu: estava muito animado com a viagem! Já em Itumbiara-GO, assumi o volante.

            Entramos no Triângulo Mineiro e o cruzamos, passando pela região de Prata e Frutal. Impressionante como a BR-153 melhorou depois que se tornou pedagiada. Antigamente era virada num bagaço, cheia de enormes crateras e sem acostamentos. Brasil, né! Ou privatiza, ou não tem jeito...

            Atravessamos o Estado de São Paulo passando por São José do Rio Preto, Lins, Marília e Assis. Nessa última cidade paramos num posto onde tinha um restaurante e lanchonete muito bom (Tucuman é o nome do estabelecimento). A Lidiane comeu por quilo, que saiu por volta de R$ 20,00. Eu pedi um x-salada, que era uns R$ 11,00, mas acho que o chapeiro (que era um “véio” de bigode, provavelmente o dono do estabelecimento) fez um x-tudo, que sairia por uns R$ 15,00. A Dionísia acabou pagando a conta. Na saída, perguntei ao chapeiro quantos quilômetros tinha até Foz do Iguaçu. “600 quilômetros” – foi a resposta. Confesso que dei uma desanimadinha.

            Um detalhe: tem uma das tecnologias modernas da qual eu não faço uso corriqueiro, como a grande maioria o faz. É o uso do GPS. Prefiro os mapas, de papel mesmo, para o desespero do meu pai, que ama os GPS´s! Ano passado fizemos juntos uma viagem de motorhome, de Goiás até Natal-RN e de Natal-RN até Itapema-SC. A viagem foi toda guiada pelo GPS do motorhome. A cada vez que eu pegava o mapa Guia 4 Rodas, eu tomava uma “bronca” (rsrs). Referente a essa viagem, o que eu fiz foi o seguinte: nas rodovias, usei somente o mapa físico. Dentro das cidades, usava o mapa impresso do Google Maps (imprimi os trajetos necessários, como, por exemplo, da entrada da cidade até o hotel, do hotel até determinado ponto turístico e assim por diante) e, como auxílio, o aplicativo Waze, que funciona sem internet.

            Voltando a viagem do dia: rodamos o interior do Paraná, passando por Londrina, Maringá, Campo Mourão, Cascavel e, por fim, Foz do Iguaçu. O relógio marcava 20h00. Chegamos na cidade e facilmente achamos o nosso hotel escolhido: Vivaldi Cataratas, um hotel muito bom, novo, que fica na beira da rodovia, logo na entrada da cidade. Pagamos R$ 356,80 por um quarto com uma cama de casal e duas de solteiro, por duas pernoites. Não tivemos o que nos queixar do hotel.

            Chegando lá, já encontramos o motorhome do Alcivar estacionado na frente do hotel – eu havia previamente passado o endereço e foto do hotel para o Alcivar. Eles estavam lá já fazia uns dois dias, e estavam fazendo compras no Paraguai (sendo enganados pelos paraguaios rsrsrs). Achamos melhor fazer primeiro o check-in, colocar as malas para dentro do quarto, para depois cumprimentarmos o Alcivar e a Maria, que ficaram muito felizes de nos reencontrar.

            Cansados, apenas tomamos banho e fomos dormir. Antes, porém, já combinamos de ir passear no outro dia pela manhã para as Cataratas do Iguaçu. O Alcivarainda queria que fôssemos para o Paraguai. Ninguém animou – para a minha alegria.

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Dia 2 – Domingo, 12 de março de 2017.

            Passeio nas Cataratas do Iguaçu.

 

            Acordamos pela manhã e tomamos um gostoso café da manhã. O Alcivar não queria tirar o seu motorhome do local onde estava estacionado, logo decidimos ir para as Cataratas somente com o Corolla.

            Era um bonito domingo ensolarado. Quando chegamos ao parque, o cenário não poderia ser outro: estava cheio! Uma fila muito grande! Fiquei receoso com o tempo de espera na fila, mas não estressei, afinal eram férias. O estacionamento, próprio do parque, custou R$ 22,00. Quando chegamos na fila, tivemos a sorte de contar com a fila preferencial para pessoas com mais de 60 anos. O Alcivar entrou nela e comprou todas as nossas entradas: R$ 38,30 por pessoa.

            Agora, pegamos a fila – que não estava grande – para pegar o ônibus até as cataratas. Tivemos sorte mais uma vez: conseguimos pegar um ônibus com a parte de cima ao lar livre, onde escolhemos ficar. Durante esse trajeto, o veículo para poucas vezes para pessoas que vão fazer os passeios não convencionais, como trilhas, por exemplo.

            Chegando ao seu destino, o ônibus para em frente a um bonito hotel rosa e, em frente ao hotel, do lado em que descemos, fica o início do caminho para as cataratas. Assim que descemos, já somos recepcionados pelos engraçados quatis. Todo mundo fica encantando com esses bichinhos até que, chega outro ônibus qualquer, e eles vão “recepcionar” os agora novos visitantes. Na verdade, o que acontece é o seguinte: eles vêm atrás de nós em busca de comida; como ninguém dá nada (é até desaconselhável ou proibido fazer isso), eles – interesseiros – vão atrás dos novos turistas. E assim segue a rotina deles (rsrsrs).

            Assim que adentramos no caminho das cataratas, já somos agraciados com as belas paisagens. É muito gratificante vislumbrar aquele cenário criado por Deus. Conforme íamos seguindo o caminho, parávamos nos mirantes para tirar fotos e mais fotos. O parque estava cheio, mas nada que atrapalhasse o passeio. Eu já estava todo suado – a umidade era muito alta. Quando chegamos lá embaixo, nas passarelas que chegam mais perto das cataratas, já estava todo molhado de suor – parecia que eu tinha jogado intensivamente uma partida de futebol. Logo, passar por aquelas passarelas é uma boa pedida.

 

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Da esquerda para a direita: Dionízia, Maria, Alcivar, Lidiane e eu.

 

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Da esquerda para a direita: Carolina, Dionízia, Lidiane, eu e Alcivar.

 

Na saída, subimos umas poucas escadas e já estávamos no ponto de espera do ônibus de retorno. Parece que tem um elevador também, mas a fila para entrar nele estava muito enrolada.

            Durante o passeio, encontramos não poucos turistas argentinos, paraguaios, bolivianos, japoneses e uns mochileiros que não consegui identificar se eram norte-americanos ou europeus.

            Quando saímos do parque, o relógio já marcava um pouco mais de 13h00. Passamos em frente ao Museu de Cera, mas eu já havia olhado algumas fotos de quem tinha ido e não gostei do que vi. Estávamos todos com fome e por isso ninguém fez muita questão de visitá-lo. O clima havia mudado drasticamente: de um forte sol e céu limpo, passou para ventos fortes e nuvens escuras.

            Dali, seguimos direto para o Marco das Três Fronteiras, onde a intenção era, além de visitar o local, almoçar no restaurante Cabeza de La Vaca. Não deu. Chegamos lá e fomos informados pelo segurança que o local abriria as 14h00. Faltavam 20 minutos. Daí eu fui dar uma espiada e verifiquei que o restaurante estava vazio, sem nenhum funcionário trabalhando. Perguntei novamente ao segurança como é que funcionava o esquema. Então ele explicou que a visitação ali é forte nos finais da tarde, onde o pessoal visita o local para apreciar o por do sol e assistir a um espetáculo de danças tradicionais. Fomos embora dali com a intenção de voltar mais tarde.

            Como não achávamos restaurantes abertos e, o Alcivar querendo almoçar numa churrascaria e a Carolina sendo vegetariana, decidimos almoçar numa democrática praça de alimentação de shopping. Escolhemos o shopping do centro. Todos escolheram comida a quilo e eu encarei um sanduíche do Burger King.

            Depois do almoço, voltamos ao hotel e descansamos um pouco. As 18h00 eu e o Alcivar fomos fazer o câmbio. Eu já havia feito as cotações por telefone durante a semana que antecedeu a viagem e, a melhor cotação que encontrei foi na rede Scappini (www.scappinicambio.com.br), que possui várias lojas espalhadas pela cidade de Foz. A cotação deles era 1 Peso argentino = R$ 0,21. O peso argentino, no valor comercial, valia R$ 0,20. Escolhemos procurar um dos estabelecimentos da Scappini na Avenida Juscelino Kubitschek, e entramos na primeira que encontramos: uma loja dentro do Supermercado Muffato (tem uma no Big também, na mesma avenida). Pelas minhas pesquisas, julguei ser necessário trocar R$ 4.000,00 em pesos argentinos, o que acabou sendo muito e, só não sobrou bastante no final da viagem, pois os poucos pesos que o Alcivar trocou acabaram durante a viagem e eu tive que emprestar pra ele (o Alcivar confiou demais na “tarjeta”, que muitos lugares não aceitavam). Enfim, com os R$ 4.000,00 que eu troquei, mais com os R$ 3.000,00 da Dionísia e da Carol, gerou a bagatela de 33.333,33 pesos argentinos! A conferência do dinheiro ficou por conta de uma máquina de contar cédulas. Meu amigo, pense no montante de notas de 100,00 pesos (equivalentes a R$ 21,00) que eu coloquei na mochila! Parecia operação de tráfico de drogas (rsrsrs). Recebi também algumas poucas notas de 500 pesos, que são novas. A maluca da Cristina Kirchner não queria lançar essas notas para não admitir a forte inflação que assolou a Argentina...

            Com o câmbio realizado, aproveitamos e fizemos algumas compras no supermercado para a viagem de amanhã: chocolates, bolachas, salgadinhos, refrigerantes, águas e outras coisas desse tipo.

            Na volta para o hotel, parei num posto e enchi o tanque do carro, pois já sabia que a gasolina estava mais cara na Argentina. Chegamos ao hotel, encontramos o pessoal ainda com preguiça e então decidimos pedir uma pizza e jantar no quarto mesmo. E assim, dessa maneira pacata, acabou o nosso segundo dia de viagem.

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Dia 3 – segunda-feira, 13 de março de 2017.

De Foz do Iguaçu a Corrientes.

 

O objetivo do dia de hoje era fazer uma viagem curta até Corrientes, na Argentina: 621 quilômetros. Planejamos de antemão essa distância para a viagem não ficar muito cansativa.

Levantamos por volta das 7h00. Fazia um bonito dia de sol. Tomamos café e colocamos as malas no carro. O Alcivar ainda levou uma meia hora para consertar um cano que ficava abaixo do motorhome. Partimos rumo a fronteira, mas antes o Alcivar teve que parar numa borracharia para colocar um pino especial nos pneus traseiros do seu veículo, que são trucados. Levou mais uns 40 minutos. Dali retomamos o nosso rumo e, antes de entrar na aduana, o Alcivar encostou num estabelecimento, que fica ali perto da aduana mesmo, para fazer o seu seguro carta-verde. Nós já havíamos feito o nosso. O procedimento para fazer o seguro foi rápido.

Então, o que era para ser um começo de viagem tranqüila, virou um certo caos. Chegamos na aduana e, primeiro, o Alcivar parou onde não era necessário. Eu fiquei esperando e, como ele não vinha, fui atrás dele. Resolvido o mal entendido, continuamos a nossa jornada atrapalhada. O Alcivar entrou numa fila e eu entrei atrás dele. Quando estava chegando a nossa vez, um agente da aduana nos informou que eu havia pego a fila errada, que eram de veículos de grande porte. Lá fui eu novamente refazer o caminho. Entrei na fila correta, um agente perguntou para onde estávamos indo, carimbou os nossos passaportes e nos mandou seguir “adelante”.

Logo em seguida teria a vistoria dos veículos. O nosso agente estava estressado, talvez pelo fato de termos chegado ali logo na hora em que ele estava tomando o seu chimarrão. Perguntou para onde estávamos indo e mandou eu abrir o porta-malas. Deu uma olhada nas malas e pediu o seguro carta-verde. Entreguei o documento pra ele e, como eu temia, ele perguntou o por quê de o seguro estar no nome da Dionísia e não no nome da Carolina, que era a proprietária do carro. Nesse momento, eu tive vontade de me teletransportar até a agência de seguros e “grudar” no pescoço da corretora responsável pelo documento assim como o Homer Simpson faz com o Bart.

Voltemos há uns 15 dias atrás. Mandamos fazer o carta-verde com a mesma corretora que já faz o seguro normal do carro e da casa da Dionísia. Quando ela entregou o carta-verde no nome da Dionísia e não no nome da Carolina, eu questionei com as meninas. As meninas questionaram com ela. E ela veio com uma “conversinha” fiada de que o seguro normal do carro já estava no nome da Dionísia e por isso o carta verde tinha que sair no nome dela também. Eu não engoli essa conversa. Cheguei a dizer na época: “Não é ela que vai ter que lidar com a Polícia Caminera!” Mas daí, “é o Flavinho que é enjuado”, “o Flavinho é isso”, “o Flavinho é aquilo”. E, como eu já havia insistido com o cambão, não queria comprar outra briga. E assim deixamos. E agora estávamos com um pepino nas mãos.

Voltando ao agente estressado... Mantive a calma e expliquei com firmeza para ele o que a corretora explicou. Não adiantou. O cara levantou ainda mais a voz e começou a brigar comigo. Mas mesmo assim ele nos liberou, mas não parava de enfatizar que estávamos errados. Eu entrei no carro, reclamei o óbvio com a Lidiane e o agente bateu a minha porta. Nisso o Alcivar passou um rádio perguntando se havia dado algum problema. Eu respondi pra ele o que havia acontecido e ele falou para seguirmos a viagem. Ele seguiu com o seu motorhome e eu fiquei parado, perguntando para as meninas se voltávamos para fazer um seguro novo naquele mesmo local onde o Alcivar tinha feito o dele. Ficou todo mundo indeciso. E o Alcivar nos chamando pelo rádio... Decidimos seguir em frente.

Daí, sem sabermos o motivo, o Alcivar entrou em Puerto Iguazu! ::putz::::putz::::putz:: Eu, que já estava atordoado com toda aquela situação, indaguei-me por que motivos o Alcivar tinha entrado ali. Encostamos para esperar ele voltar e, inacreditavelmente, vimos ele adentrar mais ainda na cidade que não tinha nada a ver com o planejado do roteiro! Aquilo foi a deixa para eu decidir sozinho voltar e fazer um seguro carta verde novo. Psicologicamente, aquilo não foi fácil. Mas era necessário, afinal, se aquele agente já havia se estressado todo, imagina um policial caminero corrupto!!!

Voltamos e, por sorte, acabou não demorando. Explicamos para um policial que estávamos saindo para fazer o seguro e ele nos mandou por uma passagem onde não era necessário pegar fila. Chegamos ao estabelecimento em questão e, como não havia mais ninguém lá, fizemos rapidamente o seguro carta verde, ao custo de R$ 80,00. E, assim, voltamos novamente para a aduana. Mais uma vez não pegamos fila e, na hora da vistoria do veículo, pegamos uma mocinha tímida, que simplesmente perguntou para onde estávamos indo e se tínhamos o tal seguro. Respondemos que sim e ela nos mandou seguir, sem vistoriar carro e nem documentação. Conclusão que eu tirei? Toda uma dor de cabeça causada por PREGUIÇA da corretora que não quis trocar uma droga de nome no documento!!! Passado o imbróglio, a Carolina disse: “1 x 0 pro Flavinho.”

Chegamos então no mesmo local onde o Alcivar se perdeu de nós. Acreditávamos que ele estaria esperando por ali nas margens da rodovia, o que não aconteceu. Já era quase 11h00 e nem havíamos saído do lugar! Decidi sozinho, seguir viagem rumo a Ruta 12, acreditando que encontraria o Alcivar em algum ponto da viagem. As meninas estavam apreensivas. Eu, estava irritado com toda aquela situação. Rodamos uns 20 quilômetros. “Será que voltamos para procurar o Alcivar em Puerto Iguazu?” – perguntou uma das meninas. “Isso não faz sentido.” – respondi.

Chegamos então a um grande posto da Polícia Caminera. Um guarda nos parou, pediu os documentos e pediu que abrisse o porta malas. Deu uma olhada superficial na bagagem e nos liberou sem problemas. Resolvemos então encostar o carro (num local em que os mesmos policiais não causassem problemas) para perguntar a eles se haviam visto um motorhome, ou um trailer, passar por ali. Tive que perguntar para uns três policiais, até que teve um que disse que viu passar um motorhome por ali.

Retomamos o nosso rumo e, uns 20 quilômetros depois, encontramos de longe o motorhome do Alcivar na entrada de um posto Shell. Todos, de ambos os veículos, ficaram “emocionados”, ou aliviados. Nem fiz questão de parar o carro (pois senão ficaríamos mais tempo parados perguntando isso e aquilo, etc...) e fiz sinal para o Alcivar no seguir. E, agora sim, estávamos seguindo a nossa viagem tranquilamente, sempre pela Ruta 12.

Já na parte da parte, por volta de umas 15h00, passamos por Posadas e decidimos entrar em Ituazingó para almoçar no mesmo cassino que eu e a Lidiane havíamos almoçado em 2012. Entramos na cidade, achamos o cassino facilmente (Hotel Cassino Manantiales) e descobrimos que agora o restaurante do estabelecimento só funcionava a noite. O Alcivar disse que ele e a Maria já haviam lanchado um pouco antes e, como nós também estávamos petiscando alguma coisa, decidimos tocar direto até Corrientes.

De Foz do Iguaçu até Corrientes pegamos uns três pedágios, e o valor total que pagamos em todos eles foi menos do que uns vinte reais – preço de um único pedágio paranaense. Antes de chegar a Corrientes, paramos num posto para abastecer e comprar refrigerantes, croissants e alfajores. Paguei no litro da gasolina a quantia de 22,99 pesos argentinos, ou R$ 4,82 o litro – acredito que foi a gasolina mais cara que paguei durante toda a viagem.

Chegamos em Corrientes por volta das 18h00 e conseguimos encontrar facilmente o nosso hotel – com a ajuda dos meus mapas impressos do Google Maps e do aplicativo Waze. O hotel escolhido foi o Corrientes Plaza Hotel, mesmo hotel que já havíamos ficado em 2012 (não sei se vocês já perceberam, mas eu sou um cara nostálgico rsrs). Gostei dele por estar encravado bem no centro e no calçadão da cidade, podendo fazer assim tudo a pé mesmo. Dessa vez – e assim seria na maior parte da viagem – eu e a Lidiane ficamos num quarto e a Carol mais a Dionísia ficaram em outro. Cada dupla pagou pelo quarto a quantia de 1.125,00 pesos (R$ 236,25) e, o estacionamento, a quantia de 150,00 pesos (R$ 31,50). Havia esquecido de ver essa questão do estacionamento na hora de reservar o hotel, mas eles já haviam avisado de antemão por e-mail. O Alcivar demorou um pouco mais (umas 3 horas) para encontrar um local adequado para encostar o seu motorhome.

Fizemos mais algumas compras de suprimentos no supermercado e, depois que reencontramos o Alcivar (que havia pego um táxi), fomos jantar em algum restaurante ali do calçadão – já era umas 22h30. Estávamos cansados e não ficamos escolhendo muito o restaurante. Escolhemos um qualquer e jantamos razoavelmente por R$ 44,10 por casal. Depois fomos embora descansar, pois amanhã a viagem seria mais longa.

 

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Dia 4 – terça-feira, 14 de março de 2017.

De Corrientes a Salta.

 

O objetivo do dia seria rodar até Salta, uma viagem “mediana” que totalizaria 836 quilômetros. Sendo assim, acordamos mais cedo, por volta de umas 7h00. Tomamos o café da manhã – que não é farto como o café da manhã brasileiro – e deixamos o hotel para encontrar o Alcivar, a Maria e o motorhome deles. Fazia um bonito dia de sol.

Encontramos o Alcivar não tão longe dali e partimos rumo a saída da cidade. O relógio marcava umas 8h00 e, por isso, o trânsito estava um pouco intenso. Entramos numa “rotonda” e eu saí dela logo em seguida. O Alcivar, não. Encostei e liguei o pisca alerta para esperar ele sair de lá. De repente ouvimos buzinas e eu vi pelo retrovisor carros parando – inclusive o motorhome – e motoristas saindo dos seus veículos. “Ah não... o Alcivar bateu em alguém!” – pensei. A Carol saiu do nosso carro para auxiliar o Alcivar naquela situação tensa. Logo em seguida eu também fui lá, e por fim a Dionízia também foi. Quando cheguei ao local, vi um argentino batendo boca com o Alcivar. Quando perguntei pra Carol o que tinha acontecido, ela respondeu: - “Foi o argentino que bateu no Alcivar.” Fiquei aliviadíssimo. O problema era que o argentino queria chamar a polícia e, obviamente, o Alcivar não queria, pois (1) iria atrasar em muito a nossa viagem e (2) não aconteceu praticamente nada em nenhum dos dois veículos. Também entrei na briga, mas para evitar problemas maiores, fornecemos o número do seguro carta verde do Alcivar e mais o número dos seus documentos (o Alcivar obviamente não queria fazer isso, pois daí o argentino encrenqueiro poderia fazer o B.O. do jeito que ele queria. Mas decidimos correr esse risco, até porque não aconteceu praticamente nada! Provavelmente o argentino queria acionar o seguro dele... vai saber...). Enquanto isso, a Maria olhava desconsoladoramente para o farolzinho verde que ficava na lateral do motorhome, que foi a única coisa que estragou no acidente. E a Dionízia ficou conversando com a mulher do argentino, que também parecia estar com “preguiça” daquela situação. O carro do argentino deu uma leve amassada, ou arranhado, como vocês podem ver na foto. Tiramos fotos dos documentos do argentino, assim como também da placa do seu carro, e fomos embora dali.

 

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A esposa do argentino barbeiro apontando para o "estrago" do carro deles.

 

Pegamos um pouco de engarrafamento, cruzamos a ponte, passamos por Resistencia e entramos na Ruta 16 (ou já havíamos entrado, não sei). Passamos por Província de la Plaza, Quitilipi, Saenz Peña e, em Pampa del Infierno, abastecemos e paramos um pouco para o Alcivar descansar. Paguei no litro da gasolina a quantia de 22,15 pesos (R$ 4,65).

Durante esse percurso, “almoçamos” sanduíche de queijo e tomate, acompanhado de uma boa e gelada Coca-Cola.

Após o descanso do Alcivar, continuamos a viagem, cruzando Los Frentones, Los Pirpintos e Monte Quemado. Se não me engano, é após essa Monte Quemado que a rodovia dá uma boa piorada, contendo alguns buracos significativos.

Alguns quilômetros antes de Joaquín V. Gonzales – se não me engano, em El Quebrachal – abasteci o carro com a gasolina argentina mais barata da viagem: 19,50 pesos (R$ 4,09).

Rodamos mais alguns quilômetros e agora entramos na Ruta 9, e seguimos rumo ao Norte cruzando Rio Piedras, Palomitas e Cabeza de Buey. Daí entramos na rodovia que dá acesso a Salta (não lembro o número da Ruta) e, por fim, chegamos a cidade destino por volta das 19h45.

Eu já estava com os meus mapas “posicionados” e com o Waze acionado. Já havia caído a noite. O Alcivar parou e me disse que queria encontrar um camping para encostar o motorhome. Não concordei com a idéia dele e mandei ele me seguir, pois acreditava que ele pudesse deixar o seu veículo no estacionamento do hotel que ficaríamos, ou pelo menos ali perto.

Encontramos o nosso hotel sem problemas, até porque ele fica localizado bem perto do centro da cidade. O motorhome, por ser muito maior que um carro convencional, demorava um pouco em certas curvas da cidade, e isso resultava em “buzinassos” de motoristas argentinos. Obviamente, isso desgastou o Alcivar, que já estava cansado pelo dia de viagem.

O hotel escolhido para ficarmos em Salta foi o Posada de las Nubes, um simpático hotel familiar que fica situado na calle Balcarce nº 639. O custo, para duas diárias, ficou por volta de R$ 360,00 (havíamos pago adiantado pelo Booking, o que não é aconselhável, visto que praticamente todo hotel argentino dá desconto se o pagamento for em “efectivo”). O hotel é recomendadíssimo. Atendimento 10, localização 10, roupa de cama 10 (segundo a Lidiane, Carol e Dionízia, foi a melhor roupa de cama que pegamos em toda a viagem – e olha que ficamos num hotel muito mais caro em Tilcara. A roupa de cama é super macia e limpa). O estacionamento é pago separadamente: cerca de R$ 25,00 por dia. O café da manhã é super simples, mas achei algo normal tratando-se de Argentina.

O motorhome não passava pela entrada do estacionamento do hotel. A solução, então, foi deixá-lo em frente ao hotel. O único custo era o da “Área Azul”: cerca de R$ 30,00 para ficar estacionado o dia inteiro.

Cansado, acabei indo dormir sem jantar. A Lidiane ficou comigo. A Carol e Dionízia foram jantar num bom restaurante que fica ao lado do hotel.

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Dia 5 – quarta-feira, 15 de março de 2017.

Passeios em Salta.

 

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Entrada do Posada de Las Nubes, agradável hotel aonde ficamos hospedados em Salta.

 

Após uma ótima noite de descanso, nos levantamos e tomamos o café da manhã. O dia estava nublado e fazia um certo friozinho. Fomos tirar o Corolla do estacionamento para irmos até a Plaza 9 de Julio, porém um senhor nos disse que compensaria ir andando, visto que a praça era perto dali e que seria muito difícil acharmos uma vaga para estacionar. Decidimos seguir o conselho do prestativo senhor.

Com o meu mapa em mãos, fomos andando pela calle Bartolome Mitre, rua paralela a calle Balcarce, rumo a Plaza 9 de Julio. São apenas seis quadras até a praça e, por isso, chegamos rapidinho, caminhando sem pressa. A Carol ia tirando fotos das construções antigas.

Chegamos na simpática praça e, o primeiro local que fomos conhecer foi a Catedral Basílica, construída no século XIX. Depois passeamos pela Plaza 9 de Julio em si. Já se percebe que a população local tem traços indígenas mais marcantes. Em seguida, fomos até ao Museo de Arqueologia de Alta Montaña, que também fica ali, ao lado da praça. Como o museu só abriria às 11h00, decidimos passar o tempo passeando pelo comercio local: não compramos nada, só olhamos.

 

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Catedral Basílica da Plaza 9 de Julio.

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Interior da Catedral Basílica.

 

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Plaza 9 de Julio.

 

Assim que o relógio marcou 11h00, voltamos para o museu, que tem como o ponto alto da visita as exposições das múmias de crianças incas: são três, sendo expostas uma de cada vez, alternando-as de tempos em tempos. A que vimos foi a Niña de Rayo. Como é proibido tirar fotos das mesmas, tirei para vocês uma foto do informativo do museu contendo a foto e descrição de cada múmia. A entrada do museu custou 100 pesos por pessoa (R$ 21,00).

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Múmias de crianças do Museo Alta Montaña (é proibido tirar fotos da múmia que fica exposta no museu).

 

Quando saímos do museu, sentimos a mudança do clima: o tempo abriu e fazia um certo calor. Como a Carol tinha esquecido a sua Go Pro no hotel, decidimos voltar todos para o estabelecimento e aproveitamos para colocarmos roupas mais frescas.

Seguimos então – a pé novamente – para um restaurante muito bem conceituado pelo TripAdvisor: Él Charrua, situado na calle (ou avenida) Caseros, perto da Plaza 9 de Julio. Achamos facilmente o estabelecimento, mais uma vez com a ajuda do meu mapa impresso do Google Maps (rsrs). Eu e a Lidiane pedimos um bife de picanha com papas fritas, o Alcivar e a Maria idem, e a Carol mais a Dionízia pediram um macarrão de espinafre; bebemos água e mais uma garrafa de 1 litro da cerveza Salta. A conta da mesa ficou em 915,00 pesos, ou R$ 64,05 por casal. Achei barato – esperava uma conta bem mais salgada, até porque comemos muito bem.

Depois de comermos satisfatoriamente muita carne (com exceção da Carolina), seguimos até ao Teleférico San Bernardo, que fica há umas duas ou três quadras dali. Chegamos ao parque onde fica o teleférico e visitamos a feira local. A Lidiane e a Maria compraram alguns lenços.

Quando fomos comprar os tickets para o teleférico, a mulher perguntou para nós: “Ida e volta?” Eu e o Alcivar pensamos a mesma coisa e rimos da situação. Daí a mulher explicou que pode-se descer por uma trilha, que sai não sei aonde. Depois, quando chegamos lá em cima, também vi que algumas pessoas sobem de carro. O preço do teleférico, ida e volta, saiu a 150,00 pesos por pessoa (R$ 31,50).

Conforme subíamos, já podíamos visualizar uma boa paisagem da cidade. Particularmente, gosto muito de teleféricos – gosto mais daqueles de cadeirinhas. A paisagem em si não tem nada demais, pois é somente a visão da cidade. Lá em cima tem um pequeno parque com algumas cascatas. Tem também um mirante (ou mais, não lembro), uma lanchonete e umas barraquinhas de artesanatos. Aproveitei para comprar uma camisa nativa, que paguei 200,00 pesos (R$ 42,00), e uma touca, que paguei 75,00 pesos (R$ 15,75). Compramos também um presente para minha mãe e alguns imãs de geladeira. Quanto aos descontos, os vendedores não são muito afeitos a essa prática – o máximo que consegui foi dois imãs de geladeira que ganhei quando comprei a minha camisa.

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Na parte de cima do teleférico San Bernardo.

 

Escrevendo esse diário agora, me bateu um arrependimento de não ter comprado mais uma camisa nativa... Outra coisa que acho muito legal são aqueles jogos de xadrez com as peças personalizadas para a cultura local (algo muito comum no Nordeste brasileiro também): nas feirinhas de Salta tinham bastante desses jogos, assim como também em San Pedro de Atacama. Mas, como não sou um exímio xadrezista e, não tendo muito espaço para colocá-lo na nossa casa, acabei não comprando.

Passeio feito, compras feitas, hora de voltar para o hotel. As meninas ficaram com preguiça de voltar a pé; decidimos então pegar dois táxis, que saíram a um custo de 50,00 pesos (R$ 10,50) para cada carro. A Dionízia, que já estava intrigada com o comércio local que parecia estar sempre fechado, perguntou o motivo para o taxista. Ele respondeu que o costume local é trabalhar até as 11h00 ou 12h00 e, depois, aproveitar a “siesta” (aquele sono gostoso depois do almoço). O comércio, então, reabre a partir das 16h00, e funciona até umas 20h00. Eu, que sou adepto da sesta, gostei muito desse costume.

Ao chegar ao hotel, o pessoal foi dormir. Eu aproveitei para fazer algumas anotações e calcular os custos da viagem. Depois fui a um supermercado comprar alfajores e uma cerveza Salta litrão para um amigo. Já era noite e começou a chuviscar.

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Interior da Posada de Las Nubes.

 

Depois, fomos jantar no restaurante ao lado do hotel: Jovi Dos. Essa janta foi “engraçada”. Pedimos empolgados uma parrillada simples, pois tínhamos visto no almoço de hoje um grupo de argentinos comendo uma parrillada com a “boca boa”, que consiste em vários pedaços de carnes servidos na brasa. O problema era os tais pedaços de carne... Ao chegar o prato, peguei um pedaço de carne meio amarelada. Ao colocá-lo na boca, senti um gosto horrível. Pensei que era carne de porco mal passada. E acabei engolindo aquilo. Passei para a Lidiane experimentar, já que ela gosta de porco. Ela acabou cuspindo o pedaço de carne no seu prato. O Alcivar ficou curioso e também experimentou. Foi aí que ele diagnosticou que carne era aquela (o Alcivar trabalhou muitos anos no ramo frigorífico): “teta” de vaca. Na nossa parrillada tinha também tripas. O Alcivar, corajoso, experimentou uma e, muito discretamente, acabou cuspindo a tal tripa num guardanapo. E a nossa janta foi assim: a cada pedaço esquisito de carne, era uma emoção diferente ::lol4:: . O Alcivar queria reclamar com a garçonete pelo fato de ela não ter avisado que a parrillhada incluía tais pedaços exóticos para nós brasileiros. Desaconselhamos ele a fazer isso (rsrs). Ficamos imaginando se tivéssemos pedido uma “parrillada super”, e demos boas risadas da situação. Não lembrava de outra ocasião de ter pedido uma parrillada, mas então a Carol me recordou que uma vez, em Buenos Aires, pedi uma e, ao cortar uma morsilha (só pra ver como era, pois não comi), ela quase vomitou (rsrsrs). O total da janta ficou em 785,00 pesos, que incluiu, além da parrillada, um prato de nhoquis, papas fritas, purê de papas e água mineral = R$ 55,00 por casal. O restaurante é bom, nós é que pedimos o prato errado.

Depois caminhamos pela calle Balcarce no sentido contrário a Plaza 9 de Julio e acabamos descobrindo que ela tem um centro de barzinhos e restaurantes muito bacanas.

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Todos empolgados quando a parrillada foi servida - pelo semblante da Dionízia, parecia que ela já previa a cilada da qual entraríamos.

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      Dia 1 - Porto Alegre - Santa Fé
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      Dia 3 - Mendoza
      Finalmente acordamos em um horário "digno" e fomos conhecer a cidade, praças e afins. Como estávamos quase sem Pesos e as casas de câmbio estavam fechadas, resolvi ir sacar dinheiro em um caixa eletrônico, sempre libero meu cartão (débito e crédito) no exterior, assim qualquer aperto consigo dinheiro, eis que a máquina engole meu cartão que "nunca mais voltou" (nessa parte imagina o Tim Maia cantando), fiquei apavorado, era o cartão que levamos com limite mais alto, que seria fundamental em qualquer imprevisto mecãnico, médico ou sei lá o que. Bom, passado a frustração e depois de 10 chutes na máquina fui cancelar o cartão e pensar em plano B. Lembramos que o NuBank vc consegue gerar boletos sempre que quiser, assim poderíamos gerar, pagar e liberar mais crédito sempre que precisasse.
      Resolvido o drama fomos finalmente passear, fomos nas 5 praças menores e no parque da cidade, parque General San MArtin  tem inclusive um estádio de futebol no meio, muitas famílias fazendo assado e tentando diminuir o calor nas sombras do mesmo. Foi muito legal e nos divertimos conhecendo o gigante parque, apenas uma loja de conveniência estava aberta, então compramos vinho, água e alguns petiscos e curtimos o feriado.
      Nota: Numa viagem dessas abridor de garrafas sempre é útil.
       



    • Por anselmoportes
      O deserto do Atacama foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Fiquei lá entre os dias 22 e 26 de Março de 2017.
      Aconselho ficar pelo menos 4 dias lá. É que tem muita coisa legal pra fazer e se ficar menos que isso vai deixar de ver o essencial, então não compensa.
      A cidade de San Pedro de Atacama é bem pequena e dá praticamente pra fazer tudo à pé nela.
       
      ONDE FICAR:
      O hostel que fiquei se chama LASKAR e os quartos compartilhados (3 beliches em cada quarto) custam em média 10.000 pesos chilenos por dia. Também possui quartos individuais, mas não sei o valor. Tem 2 banheiros compartilhados e sempre que usei estavam muito limpos. Tem tb uma cozinha com fogão, geladeira e talheres. Há duas vendinhas ao lado do hostel que dá pra comprar coisas básicas (água, pão, ovos, sucos, etc) e o hostel se encontra a 10min de caminhada do centro. Gostei muito do staff de lá! Um pessoal jovem e muito gente fina.
       
      A principal rua de San Pedro de Atacama se chama “CARACOLES” e a maioria dos bares, restaurantes e agências de turismo estão nela.
      PASSEIOS:
      A primeira coisa que você tem que marcar ao chegar lá é o TOUR ASTRONÔMICO. É um tour de observação do céu que vale muito a pena. Só que ele não sai em dias de lua cheia ou se houver nuvens. Então tente fazê-lo o quanto antes pq se deixar para o final é capaz de não conseguir. 
      Esse tour eu fiz com a agência SPACE (20.000 pesos chilenos) e foi maravilhoso. Como só havia brasileiros no tour o guia explicou tudo em português (muito bom, por sinal).
       Para os demais passeios a agência que escolhi foi a GRADO 10 (www.turismogrado10.com), que fica numa travessa da Caracoles, próximo à praça central.
       
      Como fui em baixa temporada (Março/2017) achei melhor não reservar antes os passeios e deixei pra marcar tudo quando chegasse. E deu certo. Pedi um orçamento antes por e-mail e os passeios que eu fiz ficavam em:
       
      GEYSERS DEL TATIO & POBLADO DE MACHUCA - 45.000 pesos chilenos
      VALLE DE LA LUNA Y MIRADOR DE KARI - 20.000 pesos chilenos
      LAGUNAS ALTIPLÁNICAS & SALAR DE ATACAMA - 50.000 pesos chilenos
      LAG. CEJAR, OJOS DEL SALAR, LAG. TEBENQUICHE - 30.000 pesos chilenos
      TOTAL: 145.000 pesos chilenos

      Lembrando que cada uma dessas atrações tem uma taxa de entrada que é pago na hora (consulte os valores)
      Havia um desconto se comprasse o pacote com os 4 passeios ficava tudo por 110.000 pesos chilenos
       
      Mas quando eu cheguei lá na agência fechei os 4 passeios por 80.000! 
       
      Gostei muito do serviço da GRADO 10! A Inês que me atendeu foi muito simpática e solícita. Os guias também são bem legais e muito informados. Mas eu acho que o diferencial deles é o veículo que nos leva aos passeios. Enquanto a maioria das agências te leva numa van, eles têm um caminhão IRADO e muito confortável. Dá pra até subir em cima dele pra tirar umas fotos e, dependendo do passeio, o motorista dá uma volta com a gente em cima.
      Nos passeios que levam o dia todo a GRADO 10 disponibiliza um café da manhã ou um lanche no final da tarde. O café da manhã é farto, com pão, presunto, queijo, panquecas, chá, café, leite e suco. Dá pra bater um café reforçado que vai te deixar sem fome até a volta do passeio. O lanche do final da tarde é só uns salgadinhos (chips, amendoim, etc) e umas bebidas (suco, água e pisco sour).
      Recomendo levar em todos os passeios ao menos 1,5 litros de água. Pode parecer muito mas o clima de lá é extremamente seco e vc vai precisar beber muita água. Nas vendas da cidade é possível comprar galões de 5 litros, que saem muito mais em conta. Daí é só colocar numa garrafa menor e levar nos passeios.
      ROUPAS
      Como em qualquer deserto do mundo, as temperaturas lá podem variar bastante. Pode fazer muito frio no começo da manhã e durante à noite e muito calor no meio do dia. O ideal é levar uma blusa tipo “fleece” e uma jaqueta corta vento. Aquelas calças que viram bermudas tb são muito boas e confortáveis. Sapato sempre fechado pq o terreno tem muitas pedras e é arenoso (esqueça chinelos, sandálias, papetes, etc). O passeio “Geysers del Tatio” saí muito cedo então faz muito frio. Reforce a vestimenta se for fazer ele - gorros e cachecóis podem ser muito úteis.
      Não esqueça também roupa de banho e toalhas. No passeio da Laguna Cejar é possível nadar na Laguna Tebenquiche, uma experiência única uma vez que devido à quantidade de sal na água é impossível afundar. Vale a pena!
      Protetor solar, boné e óculos de sol são INDISPENSÁVEIS.
      COMIDA e BEBIDA
      Na cidade há vários restaurantes. Comi num dia em um chamado “Delícias del Carmen” e pedi uma chuleta de porco com arroz e salada (8.000 pesos). Veio muito bem servido!
      Outro dia fui a um mais chique, chamado “Adobe”, comi um frango com batatas e salada de champignon (uns 15.000 pesos). Não veio muito bem servido como o anterior, mas o ambiente era bem melhor.
      Para economizar vale a pena comprar comida nas vendas e fazer o rango na cozinha do hostel ou hotel.
      A maioria dos bares vão exigir que você consuma alguma coisa além das bebidas. Isso mesmo! Para conseguir uma mesa você tem que pedir algo pra comer e eles não deixar você sentar sem pedir ao menos uma porção. No entanto há UM bar (esqueci o nome) que é possível apenas beber, sem ter que comer algo. O bar fica na rua Caracoles e tem um monte de bandeiras e camisas de time de futebol penduradas no teto. Não tem como errar.
      CONSIDERAÇÕES FINAIS:
      Aproveite ao máximo seu tempo em San Pedro do Atacama. Se tiver uma manhã ou tarde livres entre um passeio e outro, alugue uma bicicleta e saia para dar uns rolês por volta da cidade.
      Há muitos cachorros, na maioria de grande porte, pela cidade. Mas são todos mansos e não estranhe se eles entrarem nos bares e restaurantes.
      Se tiver sono leve, não esqueça os protetores auriculares. Pq se ficar em algum hostel com quarto compartilhado a “sinfonia” de roncos pode atrapalhar seu sono.
      Bom, acho que é isso! Deixo anexado nesse relado algumas fotos que tirei lá.
      Espero poder ter ajudado!
      Abraços e boa viagem!
      Anselmo
       







    • Por Camila Rubira
      Foram 15 dias de viagem pela terra dos nossos hermanos, Argentina e Chile passando pelo agito de Buenos Aires, pelas belezas naturais de Bariloche, pelas manifestações de Santiago e pelas paisagens indescritíveis de San Pedro do Atacama. Neste relato partilhamos alguns detalhes e passeios que realizamos nesta trip. (Quem se interessar compartilharmos com Mochileiros.com um relato da nossa viagem pela Europa https://www.mochileiros.com/topic/80418-colecionando-bandeirinhas-gaúchos-na-europa-portugal-espanha-frança-bélgica-holanda-alemanha-e-suíça/
       
      RESUMO DA VIAGEM
      Data
      Local
      Data
      Local
      01/12/19
      Rio Grande, Porto Alegre - Brasil/ Buenos Aires - Argentina
      09/12/19
      Santiago - Chile
      02/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      10/12/19
      Santiago - Chile
      03/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      11/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      04/12/19
      Bariloche - Argentina
      12/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      05/12/19
      Bariloche - Argentina
      13/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      06/12/19
      Bariloche - Argentina
      14/12/19
      Santiago  - Chile
      07/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      15/12/19
      Santiago - Chile/ Buenos Aires - Argentina/ Porto Alegre, Rio Grande/ Brasil
      08/12/19
      Santiago - Chile
      -
      -
       
      SAINDO DO RIO GRANDE DO SUL 
      Iniciamos nossa trip no dia 01 de dezembro de 2019 partindo da cidade do Rio Grande situada no estado do Rio Grande do Sul, extremo Sul do Brasil, percorrendo 369 Km de ônibus rumo a capital Porto Alegre. Em Porto Alegre iniciamos nossa trip internacional embarcando no voo da companhia área Aerolíneas, sobrevoando cerca de 849 Km com duração de 1 hora e 35 minutos até chegarmos ao destino de Buenos Aires, Argentina.
      CONHECENDO BUENOS AIRES 🇦🇷 
      Apesar de Buenos Aires estar situada a 1051 Km da nossa cidade (Rio Grande) foi a primeira vez que a visitamos. A capital porteña é também conhecida como a Paris da América do Sul, por ser uma das cidades com arquitetura e hábitos mais semelhantes aos trazidos pelos colonizadores europeus, além de ser considera uma cidade com alto custo de vida. Particularmente nós achamos a cidade bem mais econômica que as cidades do Chile. O idioma falado é o espanhol (super entendível) e a moeda (la plata) é o peso argentino. Nós ficamos hospedados em Buenos Aires em dois bairros diferentes, na primeira parte da viagem nossa residência foi na Villa Crespo próximo ao Palermo, já na segunda parte em La Boca. Nos dois bairros tivemos ótimas estádias e anfitriões. La Boca é um bairro periférico às margens do arroio Riachuelo que nos encantou pelas suas casas coloridas da Calle Caminito, pelos espetáculos de tango na rua e exposições de artesanato. Em La Boca também visitamos o estádio La Bombonera, famoso pelo seu formato semelhante a uma caixa de bombons. Já a Villa Crespo foi nosso preferido, especialmente, pelas áreas de lazer, parques e praças ao lar livre e os bares ao redor da Plazoleta Julio Cortazar.
      Lembrando que nós gostamos de explorar os lugares caminhando e tomando o nosso companheiro de viagem “chimarrão”, então todos os lugares que visitamos nesta cidade foram através do nosso melhor transporte “a pé”. Para quem quer assistir a um espetáculo de tango de forma gratuita a Plaza Dorrego no bairro San Telmo é o canal, o local ainda conta com diversos artísticas expondo seus trabalhos. A poucos metros da praça também está situado o Mercado San Telmo com diversas lancheirias. Além desses locais também visitamos o Obelisco e a Plaza Mayo onde estão concentrados alguns prédios históricos como a Casa Rosada, o Cabilto, o Banco de la Nación, o Palácio del Congreso e a Catedral Metropolitana. Na Recoleta visitamos a Floralis Genérica, situada na Plaza de las Naciones Unidas. Também realizamos um passeio um tanto quanto exótico no Cemitério de La Recoleta onde está localizado o tumulo de personalidades como da Eva Duarte de Perón e do casal cujo busto está posicionado um de costas para o outro devido a uma desavença entre os cônjuges. Para quem gosta do contato com a natureza, o pé no chão, ouvir os pássaros, praticar atividades ao ar livre e fazer um piquenique o Parque Centenário no Caballito é perfeito.
      Dentre os badalados locais que os porteños curtem a noite, vale uma caminhada pelo Puerto Madero conhecido pelos seus bares e pela Puente de la Mujer. Falando em curtir a noite, vai algumas dicas de delícias culinárias para serem apreciadas. A primeira delas é “La casa del dulce de leche”, lá você pode degustar diversos sabores do doce até escolher um para chamar de seu ou até enjoar de tanto experimentar. Também não dá para ir a Buenos Aires e deixar de provar o famoso choripan acompanhado com o chopp no “Chori”, tão recomendado pelo Somebody Feed Phil (assistam na Netiflix ele dá várias dicas de delícias para se comer ao redor do mundo). O Chori fica situado no bairro Palermo, o que dá para de quebra tirar umas fotos tri legais em alguns dos inúmeros grafites que colorem as ruas do bairro. Outra pedida é comer uma fugazzetta no restaurante Caracol próximo ao Mercado San Telmo, assim como uma medialuna e croissant em qualquer confeitaria ou cafeteria do Retiro. Já ia esquecendo de mencionar os alfajores Havana, ótima alternativa para dar aquela "energia" que só o chocolate nos proporciona. 
          
          
            
      SURPREENDIDOS POR BARILOCHE 🇦🇷
      A estrela desta trip foi sem dúvida San Carlos de Bariloche, um dos destinos preferidos dos brasileiros na Patagônia Argentina. Chegando em Bariloche alugamos um Nissan Versa, que facilitou nosso transporte do Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria até a cidade que fica cerca de 15 Km. Além disso, nos permitiu autonomia para fazer passeios em distâncias que levaríamos dias caminhando. Em Bariloche ficamos em uma cabana localizada em Posada del Camino em El Condor Dina Huapi. Essa era um verdadeiro luxo, situada em um local mais afastado da cidade, com uma vista da janela para uma montanha que era de tirar o fôlego, além de ser climatizada e com banheiro e cozinha privativos.
      Depois de nos instalarmos, preparamos uns comes e bebes e fomos para o nosso primeiro passeio, o circuito Chico. A rota desse circuito é repleta de lagos, montanhas, rios e mirantes, vale a pena visitar o local seja de automóvel, de bike ou caminhando como muitos mochileiros fazem. Nós ficamos tentados em realizar o trajeto de bike, mas como queríamos explorar outros lugares no mesmo dia, acabamos deixando para uma próxima oportunidade. Não somos fãs de pontos turísticos clichês, então em uma rápida caminhada pelo Centro Cívico de Bariloche passamos pelo Lago Nahuel Huapi que é visto por toda a cidade, pelo centro turístico, pela Diocese Bariloche, pelo comércio local com os seus encantadores chalés de madeira e pedra e pelo Museu Francisco P. da Patagônia, onde está situada a estátua em homenagem aos cães da raça São Bernardo, a qual é famosa pela capacidade de enfrentar a neve e os perigos dos Alpes. Mas o que nos encantou mesmo nesta cidade foi a vista do azul dos lagos que se mistura com branco dos alpes, com o azul do céu e com o verde da vegetação.
      A vantagem de ir de carro foi percorrer as paisagens que levam ao caminho dos 7 lagos (Espejo Chico, Correntoso, Escondido, Falkner, Villarino, Machónico, Lácar). Nós conhecemos os três primeiros lagos e decidimos parar na Playa do Lago Correntoso. A sorte de visitar a cidade no verão é que podemos nos banhar no azul do lago e nos deslumbrar com a imagem da neve ao fundo. Confesso que água não era das mais quentes, mas aquela cor azul nos convidava para um mergulho. Também subimos o Cerro Otto onde está situada a Confeitaria Giratória e o Teleférico. O caminho para este lugar é incrível enquanto você vai admirando a vista dos alpes e da cidade é tomado pela adrenalina de subir 1.405 metros de altitude. Outra pedida para os amantes de aventura na natureza é fazer a trilha da Cascata de los Duendes, assim como, aproveitar a prática de esportes náuticos na Playa Centenáro e na Playa las Bombas.
      Em Bariloche nossas refeições foram todas feitas na própria cabana, dentro do carro ou em um piquenique ao ar livre com a vista de um lago e uma montanha ao fundo. Dentre as nossas comidas preferidas estão as empanadas argentinas, e de sobremesa os alfajores e doce de leite. Apesar de sermos amantes de cerveja artesanal, também somos abertos a experimentar as cervejas locais Patagônia e Quilmes.
        
        
      MOMENTO HISTÓRICO EM MEIO AS MANIFESTAÇÕES EM SANTIAGO 🇨🇱
      Os protestos em Santiago, capital do Chile, se intensificaram em outubro de 2019 devido a revolta dos cidadãos contra a crise econômica que o país vinha enfrentando e o autoritarismo do governo. Aqui no Brasil não tínhamos noção da dimensão dos problemas que o país vinha enfrentando e não imaginávamos que os manifestos perdurariam até a data da nossa viajem. Enfim, chegando em Santiago é que tomamos conhecimento de todos os acontecimentos e de como a população vinha sofrendo com os abusos do governo (não muito diferente do que temos vivido no Brasil nestes últimos anos). Presenciamos alguns confrontos entre os manifestantes e os carabineiros, como é chamada a polícia local. Infelizmente vimos uma Santiago com diversas praças, prédios e monumentos históricos depredados, com uma população desolada com as injustiças sociais e em luto pelas mortes provenientes dos confrontos. Por outro lado, também vimos algumas manifestações pacificas, como o manifesto feminista contra os abusos e a violência sofridas pelas mulheres. Foi lindo ver tantas pessoas lutando por uma sociedade mais justa, humana e igualitária, sem violência e com seus direitos reconhecidos. 
      Apesar de não encontramos uma Santiago organizada como era de costume, nossa experiência não foi menos significativa, pois entendemos que o fato de estarmos naquele tempo e lugar nos tornou parte daquela história. Ficamos hospedados na primeira parte da viagem na Região Metropolitana e na segunda parte em Cristóban Colon la Condes. Nossa estádia em ambos os bairros foi tranquila, mas era notável que o segundo bairro era bem mais elitizado, com prédios, casas e shopping luxuosos.  
      Devido as manifestações achamos mais prudente não alugar um carro, pois diariamente as vias eram fechadas e alguns automóveis incendiados. Dessa forma, nossos passeios foram basicamente caminhando. Em decorrência das manifestações fomos recomendados pelos nossos anfitriões a não andar nas ruas após 17 horas e evitar passar na Praça Itália. Mas por descuido nosso em um dos passeios ao Sky Costanera, prédio com 300 metros de altura que possibilita uma vista de 360° da Cidade, passamos nesta praça justamente no momento em que estava acontecendo uma manifestação. O registro desse momento ficou só em nossa memória, achamos que não era adequado pararmos em meio a manifestação para fotografarmos de um lado o cordão de isolamento feito pelo carabineiros e pelos tanques militares, e de outro os milhares de manifestantes mascarados que se estendiam por diversos quarteirões. Para nossa sorte não tivemos nenhum problema e conseguimos chegar ao nosso destino em segurança.
      Nem só de manifestações foi feita nossa viajem por Santiago, também passamos por alguns lugares icônicos como Cerro San Cristóban, Templo Bahá'í de Sudamérica e o famoso Cajón del Maipo. Como não estávamos de carro, fechamos o passeio de Cajón del Maipo com uma agência de turismo, cujo atendente era um baiano e o motorista da van e o guia uns chileno gente boa. A opção pelo transporte com a agência foi a melhor ideia, pois a estrada até o Cajón é de chão batido e durante o caminho aconteceram alguns deslizamentos de pedras. Esses deslizamentos são recorrentes na região, mas com o conhecimento sobre o trajeto do nosso motorista que sabia o momento exato de parar a van ou desviar a tempo, a viagem discorreu tranquilamente. O passeio com a agência engloba paradas: em um restaurante chamado Cumbres del Maipo, onde tem vários animais como lhama, alpaca, vicunha, guanaco, entre outros; no Tunel Ferroviario del Tinoco; na Animita de Willy Rojas; nas Termas Valle de Colina com um piquenique com frios e vinho chileno. Até o período de julho de 2019 o passeio incluía também o Embalse El Yeso, mas devido a um acidente trágico com uma família de brasileiros, justamente devido a um deslizamento de pedras neste local, a visita até lá está suspensa por tempo indeterminado.
      Vamos falar sobre algumas comidas que experimentamos em Santiago. Experimentamos mais de uma vez o completo com palta, é uma espécie de cachorro-quente com abacate, para os chilenos o abacate é considerado um alimento que acompanha as diversas refeições. Também provamos o pastel de choclo, que no caso não tem nada a ver com um pastel que estamos acostumados. Isso porque o pastel em espanhol quer dizer bolo ou torta, e choclo significa milho, logo pastel de choclo é uma espécie de bolo de milho recheado com carne moída e outros ingredientes. A diferença de idioma tem destas peças. Outro prato que comemos foi hambúrguer de salmão, para quem não sabe o salmão que comemos no Brasil tem quase sua totalidade de origem no Chile. Além disso, também apreciamos algumas cervejas como Kunstmann, Austral e Royal Guard.

        
            
           
       
      O ATACAMA E SUAS PAISAGENS INDESCRITÍVEIS 🇨🇱
      A segunda estrela da viagem foi San Pedro do Atacama, considerado o deserto mais árido do mundo. Para chegar ao Atacama nós descemos no Aeroporto Internacional El Loa que fica em Calama a 101 Km do centro de San Pedro do Atacama e alugamos um carro pela Sixt Rent a Car. A dica é reservar com antecedência, pois além de melhores tarifas você não corre o risco de chegar lá e não ter nenhum carro disponível, como quase aconteceu conosco.
      O carro que nós alugamos foi um Gol que deu conta de nos levar pelas estradas desérticas mais lindas da América do Sul. A cidade é uma graça, com ruas de terra e casas de adobe. Caminhando nós conhecemos o centro da cidade que é formada basicamente por seis quarteirões sendo a rua principal a Caracoles. No centro nós conhecemos a Igreja de San Pedro de Atacama, Plaza San Pedro de Atacama, mercados, restaurantes e lojas com artesanato local. Para quem quer fazer umas comprinhas de lhamas, tecidos coloridos e balas ou folhas de coca o local certo é a Paseo Artesanal, uma rua coberta de palha na qual os expositores colocam a sua arte a venda.
      Estar de carro pelo Atacama nos possibilitou realizar diversos passeios sem precisar de agência de turismo. Nós pudemos nos encantar pelo azul das lagoas escondidas de Baltinache, ao todo são sete lagunas cada uma com um tom diferente de azul, sendo que em duas dessas (a primeira e a última) é permitido o banho. Apesar da água não ser das mais quentes, a experiência de flutuar nessas lagunas de sal é incrível. Para compensar o frio nós visitamos as Termas de Puritama, cerca 30 Km de distância da área central de San Pedro do Atacama. Composta por oito piscinas naturais que variam de temperatura entre 28°C e 35°C. Também vale um passeio pelo Valle de la Luna para prestigiar um digno sunset no deserto. A cidade vive do e para o turismo, então a entrada em todos estes passeios são pagos.
      A alimentação no Chile, especialmente, no Atacama não é das mais baratas, porém a comida é bem deliciosa. Alguns restaurantes servem prato do dia com entrada, prato principal e sobremesa com valor acessível, como o restaurante Ayullu. Vale também uma passada na heladeria Babalu para tomar um sorvete de folhas de coca ou quinoa, dois sabores caraterísticos da região. Por falar em quinoa diversos pratos levam este cereal, como o quinoto (risoto de quinoa) e o ceviche de quinoa, dentre outros. Para não esquecer, também vale comer a patasca, prato típico andino, que consiste em um caldo com trigo ou milho, temperos e carne.
         
       
          
                
       
      Sobre os transportes
      Nesta trip nós utilizamos basicamente quatro tipos de transporte avião, Uber, carro alugado e a caminhada. No trajeto de avião nós compramos um pacote multidestinos de ida e volta entre Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago pela Aerolíneas. A Aerolíneas é uma empresa área Argentina, que oferece um serviço básico com lanche que inclui uma barrinha de cereal, mix de oleaginosas e um café, chá e/ou água. Também compramos as passagens domésticas entre Buenos Aires e Bariloche e entre Santiago e San Pedro do Atacama ambas pela Jetsmart. Essa é uma empresa do tipo low cost que apesar de não oferecer nenhum um lanche, compensa pelos valores de voos baixíssimos. Nas cidades de Buenos Aires e Santiago nós utilizamos o Uber para fazer os deslocamentos entre os aeroportos e os locais de nossas estádias. Na Argentina apesar do Uber ser liberado existem muitos motoristas irregulares, já no Chile o Uber não é legalizado o que implica em alguns fatores como a solicitação e o embarque em pontos específicos da cidade e o pagamento, muitas vezes, exigido em dinheiro. Já em Bariloche e em San Pedro do Atacama nós alugamos carros. No primeiro destino um Nissan Versa e no segundo um Gol, ambos deram conta de subir os cerros ou percorrer as estradas de chão no deserto. Nestas quatro cidades sempre que possível utilizamos o nosso transporte favorito, a caminhada sempre com o nosso velho amigo o chimarrão.
         
       
            
                   
      Documentação
      Além dos passaportes, da carteira internacional de vacinação, da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Internacional para Dirigir, ainda montamos um dossiê com a cópia de todos documentos: seguro viagem contratado com a empresa Allianz, hospedagens reservadas no airbnb e no booking, comprovantes financeiros, cópia da reserva da passagem de volta para Brasil e comprovantes de residência no Brasil. Nos países da América do Sul os brasileiros podem viajar apenas com o documento de identidade, lembrando que a Carteira Nacional de Habilitação não substitui a identidade em viagens internacionais.
      Moeda
      Nós realizamos o câmbio nos próprios países e em apenas duas cidades, o primeiro foi em Buenos Aires trocando o real pelo peso argentino, na Avenida 9 de Julho. No segundo momento trocamos o real pelo peso chileno em Santiago, na Rua Agustinas. Em alguns momentos da viagem optamos por usar o cartão de crédito internacional pela praticidade em não carregar dinheiro espécie. Um perrengue que passamos foi tentar fazer compras nos mercados e o cartão não passar, por sorte descobrimos que o problema era um pedaço do plástico que estava solto e impedia a leitura do chip. Depois de duas tentativas de compras negadas e da descoberta do problema, cortamos o plástico e o cartão voltou a funcionar normalmente. Sabe aquele seu cartão que está velhinho, melhor trocar antes que você fique empenhado.  Esperamos que nosso relato possa contribuir e despertar o espírito mochileiro em outros viajantes!
      Partiu próximo destino?
    • Por Ian Gon
      Saudações mochileiros, principalmente aqueles que querem viajar de carro.
      Não tive tempo de relatar minha viagem de carro de Belo Horizonte ao Atacama realizada em setembro de 2017, mas aqui vai minha contribuição.
      Após várias pesquisas aqui no site e com a ajuda de várias pessoas para o planejamento como o grande viajante de carro HLIRAJUNIOR e sua companheira (muito conhecimento e experiência), ao Alexandre  e Rosângela do blog VIAJANDO DE CARRO (no qual baseei meu roteiro e pelas dicas providenciais por email), o João Carlos Truppel (Facebook), grande viajante de carro da América do Sul, ao Guilherme Pegoraro (que me enviou uma planilha bacana de roteiro e gastos – descobri um relato dele no blog VIAJANDO DE CARRO), ao blog www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br onde peguei várias dicas e mapas dos passeios. Também à Marisa Belle Bertoldo (relato no blog FELIPEOPEQUENOVIAJANTE) pelas dicas e ao blog MOCHILA CRÔNICA pelas informações.
      No relato não vou me a ter a pequenos detalhes. Caso alguém tem interesse, pode entrar em contato ([email protected]).
      Agradeço a todos pela disponibilidade e me coloco também a disposição para ajudar a quem pretende realizar esta viagem espetacular.
      Para quem vai se aventurar de carro pelo NOA ARG e CHI em direção ao Atacama é sempre bom estar com as informações claras e atualizadas. Nesta viagem fomos eu e meu irmão de república da época da faculdade Rômulo. Para quem pretende, é melhor preparar o psicológico, pois a cada dia você está mais longe de casa – mas é muito longe mesmo.
      Todos os hotéis da ida foram reservados antecipadamente via Booking e a volta íamos escolhendo a cada destino (mas com algumas opções já pesquisadas).
      Qual carro nós fomos? Punto Essence 1.6 2013/14. Mas dá para ir? Tranquilamente.
      A viagem foi feita em 17 dias.
       
      DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ARG e CHI) – Dica: organizar pasta com documentos.
      •         Passaporte (agiliza o trâmite nas fronteiras) ou Identidade (com o RG o seu comprovante de entrada e saída dos países será um ticket estilo supermercado, logo se rasgar ou perder vai ter muita dor de cabeça. Com isso recomendo o passaporte).
      •         CNH e muito recomendado Permissão Internacional para dirigir (PID). Não me pediram mas preferi evitar problemas.
      •         CRLV do veículo.
      •         Seguro Carta Verde (Pedi via internet no site Luma Seguros - foi mais em conta do que na minha corretora).
      •         Seguro SOAPEX (comprei no site da HDI Seguros via cartão de crédito – para preencher os dados é necessário o número do motor do carro. Caso tenha dúvida, veja algum vídeo no youtube de como achar o número do motor do modelo do seu carro – lembrando: NÃO é número do Chassi)
      •         Extensão de perímetro do seguro do automóvel (Eu fiz com o corretor do meu seguro. Como o meu seguro cobria o Mercosul, estava tranquilo quanto à ARG, mas os 4 dias no CHI preferir pagar quase 400 reais, pois estaria no meio do deserto e sabe-se lá o que poderia acontecer – melhor prevenir).
       
      Dia 1 Belo Horizonte-MG a Marília-SP.
      Distância média: 880 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo de BH e fomos tranquilos até Marília – SP. O dia estava ensolarado, a pista era duplicada e em bom estado. Paramos para lanchar e almoçar no caminho.
      *No roteiro, defini que os primeiros dias da viagem seriam os mais extensos para poder curtir melhor na ARG e CHI. Com o ânimo de início de viagem e tendo alguém para conversar, ajuda a deixar o cansaço de lado.
      *Pedágios: Foram 13 pedágios entre BH e Marília com média de R$ 5 (total de R$ 65,70).
      Hotel em Marília: Almaru Flat Hotel (Muito confortável). Média R$ 150,00 a diária.
       

      Já na estrada ainda em Minas Gerais.

      Final de tarde chegando em Marília-SP.
       
      Dia 2: Marília-SP a Puerto Iguazu-ARG
      Distância média: 710 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo. O dia estava ensolarado e a estrada era pedagiada e em bom estado. Fomos para Foz do Iguaçu, onde trocamos reais/dólares por pesos argentinos em um shopping. Abastecemos e depois cruzamos a fronteira no mesmo dia para Puerto Iguazu.
      Na travessia, geralmente tem uma pequena fila de carros (depende da época e horário que você estiver atravessando). Já separe os documentos (passaportes e do veículo, abaixe os vidros e acenda as luzes internas (se for noite) pois geralmente eles dão uma olhada geral nos passageiros para ver quantos são e se condizem com os documentos. Nossa travessia foi bem tranquila e rápida.
      Puerto Iguazu é muito legal de conhecer. Preferimos deixar o carro no hotel e sair para conhecer a pé.
      A cotação estava R$ 1 = PA$ 5. (A cotação que consegui em BH foi 1 dólar = R$ 3,28).
      *Pedágios: Foram 8 pedágios entre Marília e Foz do Iguaçú com média de R$ 12 (total de R$ 97,40).
      Hotel em Puerto Iguazu: Hotel Oxum (Simples mas limpo e confortável). Média PA$ 900,00. 

      Na estrada no Paraná.

      Ainda no Paraná sentido Puerto Iguazu.

      Atravessando a fronteira em Foz para ARG
       
      Dia 3: Puerto Iguazu – ARG a Corrientes - ARG
      Distância média: 625 Km
      Tempo (com paradas): 10h
      Saímos de Puerto Iguazu e o dia estava chuvoso. Seguimos com calma por causa da pista molhada.
      Na saída, ficamos um pouco perdidos com o GPS que estava indicando a rota pelo Paraguai (estava configurado para menor distância. Mudamos para menor tempo e colocamos a cidade de Posadas como destino).
      *Dica: De preferência, no GPS coloque sempre uma cidade próxima ao invés de colocar seu destino final do dia. Com isso, você diminui a chance de ficar perdido!
      Havia algumas barreiras policiais mas apenas uma nos parou (Gerdameria) e perguntou aonde iríamos *Dica: Mesmo indo para o Atacama, sempre falávamos que iríamos para a próxima cidade do nosso destino, pois evitava a suspeita de que estávamos com muito dinheiro e bagagem. Isto funcionou durante toda a viagem sem problemas. As vezes que fomos parados na ARG era apenas para perguntar onde iríamos ou conversar por sermos brasileiros. A maioria era bem receptivo.
      Não tivemos problemas com a corrupção. Independente disso, levamos o formulário de multa anti-corrupção do governo da ARG. Neste caso, deve ser o último recurso.
      Passamos por San Ignácio Mini para almoçar e acabou que não fomos às ruínas (vai ficar para uma próxima oportunidade).
      Nosso destino neste dia foi Corrientes. É uma boa cidade para pernoite. Vale a pena visitar o cassino e a região beira-rio.
      *Pedágios: Foram 3 pedágios entre Puerto Iguazu e Corrientes: Eldorado PA$ 20,00, Santa Ana PA$ 20,00 e Ituazingo PA$ 20,00 (total de 12 reais).
      Hotel em Corrientes: Hotel Orly (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 980,00. Hotel central com estacionamento a uma quadra).
      Em Corrientes abasteça e compre lanche reforçado e água: próximo dia de trecho sem muito atrativo para refeições.
      Observação: Nas cidades das províncias de Missiones, Chaco e Salta durante a tarde, mais ou menos a partir das 14h as cidades ficam vazias depois do almoço até às 17h, parecendo que é feriado (siesta). Após as 17h, tudo volta ao normal e o comércio (principalmente bares e restaurantes) fica aberto até tarde. Ir se acostumando com a rotina das siestas.
       
       
      Na estrada depois da saída de Puerto Iguazu.
       
      Na estrada sentido Corrientes.
         
      Na estrada sentido Corrientes.
       
      Passando por Ita Ibate sentido Corrientes.
       
       Fim de tarde sentido Corrientes.
       
      Chegando em Corrientes.
       
      Corrientes a noite.
       Dia 4: Corrientes – ARG  a Salta - ARG
      Distância média: 820 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Foi um dos percursos mais cansativos. Possui muitas retas e é monótono (pode dar sono). O dia estava nublado, o que ajudou por ser uma região que faz muito calor. Fique atento a animais como cabras atravessando a pista em alguns pontos próximos de cidades. A pista é simples mas boa (não possui acostamento asfaltado). Possui muitos insetos chocando contra o para-brisas (não esqueça de colocar solução de limpeza no reservatório do para-brisas para facilitar o uso).
      Apesar de ser quase tudo reto durante boa parte do trajeto, não abuse da velocidade. Vá curtindo a viagem e além disso não dê sorte para o azar (nem para a polícia).
      Saímos de Corrientes sentido Salta passando logo no início por Resistência. Andamos cerca de 700km pela RN 16 (cerca de 8h). É uma região com pouca estrutura e possui cidades pequenas na beira de estrada sem muitos atrativos para lanche (tente levar da cidade de origem).
      *Muito importante abastecer sempre que o tanque passar de ¾ cheio se seu carro tiver pouca autonomia ou metade se tiver uma boa autonomia (o meu tanque de 60L dava uma média de 750 km). Neste dia paramos em um posto YPF e tivemos que esperar cerca de 40 minutos até o caminhão abastecer o tanque. Os postos ficam mais nas proximidades de cidades, vilarejos (pueblos) e trevo de acesso ao último trecho de 45km para Salta.
      Quando chega próximo de Monte Quemado (Província de Santiago del Estero) o asfalto fica cheio de buracos e deve-se reduzir bem a velocidade. Tomar cuidado com os veículos contrários que invadem a contramão tentando desviar dos mesmos (você também terá que ir para a contramão, então cuidado ao atravessar para a outra pista e não foque apenas nos buracos).
      Antes de chegar no cruzamento com a Ruta 9 começa a ter mais curvas e no horizonte começa-se a ver as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes.
      Após entrar na ruta 9, a viagem já estava bem cansativa, logo redobre a atenção e tente parar um pouco mais para curtir esta região que é muito bonita. Neste momento estava próximo do pôr do sol e a paisagem ficou bem marcante.
      A chegada de Salta é bem bonita com uma descida espetacular. Chegamos cerca de 19:30.
      Durante o percurso passamos por alguns postos e blitz da polícia Caminera e Gerdameria. Não tivemos problemas em nenhum, inclusive no posto mais comentado e famoso de Pampa de Los Guanacos.
      *Pedágios: Foram 2 pedágios entre Corrientes e Salta: Resistência PA$ 15,00 e Makalle PA$ 30,00  (total 9 reais). Na chegada de Salta não havia pedágios (havia lido relatos de que tinha). Havia alguns trechos em obras, logo, no futuro podem haver outros pedágios ou pode ser algum pedágio que existia que estava em reforma.
      Salta: a cidade possui ótima estrutura turística, com diversos hotéis e restaurantes. A temperatura estava agradável. Achei a cidade tranquila e segura.
      A noite vale a pena conhecer as famosas peñas (por mais que seja pega-turista, como gosto da cultura, achei muito interessante).
      Compre folhas de coca seca para mascar ou fazer chá para tolerar melhor a altitude.
      Próximo dia: começa a melhor parte da viagem.
      Hotel: Hotel Samka (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 920,00. Hotel central com estacionamento.
        
      Saindo de Corrientes para cruzar a ponte sentido Resistência.
       
      Saindo de Corrientes para cruzar a Ponte sentido Resistência.
                                                      
              Reta do Chaco sentido Salta. Esquece, é só reta.
       
      Reta do Chaco.
       
      Reta do Chaco. 

      Animais na pista próximo a entrada de alguma cidadezinha no norte da ARG.
       
      Começam os buracos próximo a Monte Quemado.
       
      Primeiras montanhas da Cordilheira próximo ao cruzamento com a ruta 9 sentido Salta.
         

                                                                                 Na ruta 9 sentido Salta.
       
      Fim de tarde sentido Salta.

      Em Salta.
       Dia 5: Passeio Salta Cachi Cafayate
      Distância média: 360 Km (boa parte em rípio)
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos tarde de Salta (em torno de 11:30) em direção à Cafayate (rutas 68, 33 e 40), passando pela Cuesta del Obispo e Parque Nacional Los Cardones. O dia estava ensolarado e seco. A Cuesta del Obispo é muito linda, com paisagens bem diferentes das nossas (vale muito a pena). A estrada é de rípio e estava boa, com muitas subidas e curvas. Indo devagar, curtindo a paisagem e ouvindo uma boa música fica tudo tranquilo. Pegamos muitos ventos fortes que levantava muita poeira.
      Ao final do trecho de rípio pegamos um trecho de subida  asfaltado em bom estado (a esquerda tinha uma placa do Parque Los Cardones e uma estradinha mas deve-se seguir direto no asfalto (entramos a esquerda e saímos em um lugar que parecia ser de piquenique, muito legal e bonito mas acabou nos atrasando – se sair cedo de Salta vale a pena).
      Depois tem uma descida íngreme e sinuosa (nessa hora ficamos meio confusos com o GPS pois mandava sair do asfalto - pode continuar no asfalto que não tem erro) até chegar na reta del Tin Tin, onde paramos para tirar fotos dos cactos gigantes. A região também é muito bonita e diferente.
      Depois seguimos para Cachi e achamos tudo fechado por causa da siesta. Só conseguimos o restaurante de um clube que fez uns sanduiches de presunto e mussarela.  A cidade é muito tranquila.
      Seguimos para Cafayate (RN40) em estrada de rípio em estado regular. É uma região pouco habitada. Pegamos muito vento e poeira (parecia o fim do mundo, muito diferente). Atentar sempre para a direção que está seguindo no GPS pois as vezes tem alguma bifurcação e não tem placa indicando. Como saímos tarde de Salta, chegamos tarde em Quebrada las Flechas e já estava escuro e não aproveitamos (logo saia cedo de Salta e aproveite).
      Chegando em San Carlos, a estrada já é asfaltada. Log depois chega em Cafayate.
      Chegamos cansados no hostel e depois do descanso saímos para conhecer a cidade. É pequena mas muito boa e tranquila. Conhecida como a terra do bom vinho de altitude, onde as principais atrações são suas bodegas.
      Dicas
      Levar muita água, roupa corta vento, protetor solar e lanche muito reforçado. É uma região bem inóspita e a falta de água ou alimentação pode levar a uma desidratação ou hipoglicemia e o resgate pode ser muito demorado por ser uma região pouco habitada. Além disso, tem a siesta e caso chegue nestes horários, vai achar a cidade vazia e comércio em geral fechado. Parece cidade fantasma.
      Entre Cachi e Cafayate, dirija devagar.
      Não deixe de tomar o vinho Quara uva Torrontés em Cafayate.
      Ficar atento ao GPS se está configurado como menor distância, menor tempo ou fora de estrada. Quando íamos pegar estrada de rípio muitas vezes mudávamos para menor distância ou fora de estrada. Depende muito da hora, logo é importante estudar e conhecer muito bem todo o roteiro para evitar seguir o GPS e ir por um caminho não programado.
      Na saída de Salta, configure o GPS para menor distância e cidade: Cachi. Quando saímos configuramos para Cafayate e o GPS nos direcionou para a RN 68 (asfaltada e que não passaria por Cachi). Como já havia estudado o roteiro, ficou mais fácil perceber e corrigir.
      Vale a pena ficar 2 dias em Cafayate. Quando for embora, saia mais cedo para aproveitar as paisagens da Quebrada de Cafayate.
      Hotel: Hostel Andino (parece hotel mas é hostel, bem limpo e confortável). Média PA$ 900,00.
        
      Saída de Salta sentido Cuesta del Obispo. Por enquanto asfalto.
        
      Início da Cuesta del Obispo ainda asfalto.
      Ainda asfalto. 
      Início para a Cuesta del Obispo. Ainda asfalto mas depois começa o rípio.
        
      Início da Cuesta del Obispo já com rípio.
        
      Paisagem no início da Cuesta del Obispo.
       
       
      Rípio na Cuesta del Obispo.  
       
      Cuesta del Obispo. A estrada clara ao fundo é de onde viemos. 
       
      Cuesta del ObispoPercorre-se todo a estrada de rípio até em cima. Imensidão.
       
         
      Depois do rípio da Cuesta del Obispo nesta placa deve-se seguir direto no asfalto para chegar ao Parque Nacional Los Cardones. Na placa a esquerda tem uma estrada de rípio que dá em um lugar bem bonito no meio do nada chamado Valle Encantado - mas não é sentido Los Cardones – se sair cedo de Salta vale a pena conhecer). 
       
      Se virar a esquerda na placa vai conhecer o Valle Encantado (do asfalto, dá média 7 Km ida e volta). Ao final da estrada tem umas mesas para piquenique. 
       
      Seguindo no asfalto após a placa sentido Los Cardones.
       
       
      Seguindo no asfalto após a placa vai começar algumas curvas e depois uma descida sinuosa (onde foi tirada a foto). A fina faixa reta na foto é a reta del Tin Tin já em Los Cardones. O embaçado é poeira levantada pela ventania.

      Los Cardones. Aqui tem um local para estacionar o carro e curtir. Cuidado com outros carros ao atravessar o asfalto. Por mais que seja uma região pouco habitada as vezes passa algum carro. 
       
      Após Los Cardones, Payogasta sentido Cachi.
       
       
       Em Cachi. Parecia cidade fantasma por causa da siesta. 

      Vilarejo após Cachi sentido Cafayate. 

      Após Cachi pegamos estrada de rípio sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora, parecia o fim do mundo (veja ao fundo da imagem). 

      Sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora.
       

       Quebrada las Flechas a noite. Uma pena não ter saído mais cedo de Salta.
       
      Dia 6: Cafayate – ARG a Tilcara
      Distância média:  200 Km (até Salta) e 173 Km (até Tilcara passando por La Cornisa)
       Tempo (com paradas e engarrafamento de acidente): 10 h
      Cerca de 09:00 seguimos em direção a Salta pela Ruta 68 - asfaltada e em ótima condição. No início tem-se as formações rochosas da Quebrada de Cafayate (Los Castillos, El Obelisco, El Fraile, El Sapo, El Anfiteatro e Garganta del Diablo - todas identificadas). Vale a pena fazer este percurso com calma e apreciar as paisagens e as diferentes formações rochosas.
      Paramos no restaurante Posta de Las Cabras (ruta 68 - Km 88) para almoçar. É um lugar gostoso para descansar e curtir a calmaria. Cuidado ao pegar o volante após o almoço por causa do sono que pode vir.
      Seguimos em direção à Salta e de lá pegamos a estreita Estrada de La Cornisa sentido San Salvador de Jujuy para chegar em Tilcara.
      Em Salta, agarramos um pouco e saímos depois de 14hs. A estrada de La Cornisa é muito bonita e diferente, mas aviso que é muito estreita, logo tem que haver muito cuidado, uma certa perícia do motorista e cautela nas curvas. Tem uns mirantes que valem a pena parar. Pegamos a parte final já escuro. Recomendo sair de Salta no máximo entre 11-12h. Vá com calma para curtir cada detalhe.
      Depois de Jujuy houve um acidente na estrada e ficamos mais de 1 hora parados com isso chegamos a noite em Tilcara.
      Tilcara é muito legal de conhecer, um lugar alternativo no norte da ARG.
      Hotel em Tilcara: Villa del Cielo (muito bom, só fica um pouco distante do centro, mas vale a muito a pena). Média PA$ 950,00.
      Bônus: O hotel já havia sido eleito um dos melhores que ficamos, mas algo nos deixou ainda mais confiantes. Meu amigo esqueceu uma bolsa com dinheiro no hotel e só constatou no meio do caminho indo para o Atacama. Como conversei muito com a gerente Marisel por email antes da viagem não preocupei muito e fiquei de mandar um email para ela quando chegássemos ao deserto uma vez que iríamos passar por Tilcara na volta. Então, quando chegamos no hotel em SPA, ela já havia enviado um email informando do ocorrido e que a bolsa estava no cofre do hotel à disposição. Combinei que na volta pegaríamos e foi isso mesmo que aconteceu. O atendimento da Marisel é muito claro e honesto. Inclusive no primeiro dia, ao pagar, o meu cartão de crédito não estava passando, então o funcionário ligou para ela (que estava em Buenos Aires) e conversamos a melhor forma de resolver o problema e foi muito tranquilo. (Dica: tente manter um contato mais próximo com os hotéis que irá ficar para facilitar numa situação como esta).
       
      Vinícola em Cafayate

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate e formações rochosas. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      El Fraile. Quebrada de Cafayate.
       

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.
       

      Dique - La Cornisa

      Paisagem na Estrada de La Cornisa

      Parador Posta de las Cabras sentido Salta

      Praça em Tilcara
       Dia 7: Tilcara (ARG) a San Pedro de Atacama (SPA) - CHI
      Distância média:  436 Km
      Tempo (com paradas): 8 h (considere o tempo que pode ficar na aduana, ficamos quase 1:30. Melhor é estimar em 10 horas para ir com calma.
      Esta parte é um dos lugares mais bonitos da viagem (coisa que quem só vai de avião nunca vai conhecer).
      De Tilcara até SPA:  asfalto em bom estado e não há pedágio (apenas algumas curvas da Cuesta de Lipán que estão sem asfalto).
      Tomamos café da manhã e saímos cerca de 8h. Reservamos o dia para a travessia da Cordilheira dos Andes via Paso Jama. Enchemos o tanque um dia antes no posto YPF na saída de Tilcara.
      Saímos de Tilcara e seguimos sentido Purmamarca. Subimos a Cuesta de Lipán com uma visão sem igual. Depois da subida começa uma descida também sinuosa.
      Embora o trecho do dia não seja tão longo, reserve o dia todo pois possui muitos atrativos com lugares bonitos, além disso, possui grande altitude (logo o carro perde potência e vai mais lentamente) além de trechos de subidas e descidas sinuosos. Todo o trajeto é tranquilo mas deve-se tomar cuidado (curvas, subidas, descidas e altitude).
      Quase ao chegar no topo da Cuesta de Lipán (depois de Abra de Porterillos) começa-se a descer uma região bem bonita (todas são).
      Quando acabam as descidas mais ingrímes começa-se uma parte mais reta e chega-se ao salar Salinas Grandes (não tem como não parar e ver a beleza). A RN52 corta o salar e fica bem interessante. Seguindo adiante, passa-se pelo Salar de Olaroz e de Jama, que também são magníficos (ainda na ARG).
      Depois vem Susques (um vilarejo bem diferente; na entrada tem um centro de informação ao turista com muitos mapas e catálogos de turismo grátis). Abastecemos para garantir e seguimos em direção à aduana ARG/CHI.
      Já na aduana, primeiro paramos no posto para completar o tanque e depois loja de conveniência. Depois fomos aos guichês com a documentação, onde faz-se a burocracia de saída da ARG/entrada no CHI (migração).
      Depois você continua os trâmites em várias cabines ao lado (sanitário onde declara que não leva itens proibidos como vegetais e etc. e para verificar a documentação do carro).
      Depois um agente vai vistoriar o carro. O nosso apenas pediu para abrir o porta-malas, deu uma olhada e nos liberou (mas vimos carros que tiveram que tirar a bagagem – aí demora bem mais).
      Depois que você é liberado e recebe o recibo validado, vai com o carro até uma cancela na estrada onde um agente vistoria os recibos de migração e abre a cancela para poder continuar sentido CHI. Aí é uma paisagem mais diferente e impressionante atrás da outra. Sem explicação.
      Após ver paisagens que mais parece outro planeta por um longo tempo começa-se a descida já próximo a SPA (de 4200m para 2200m em 42Km). Tem que ir com o carro sempre engrenado e não deixar embalar muito (ir freando aos poucos para os discos de freio não esquentarem e perderem o atrito). Por segurança mantenha baixa velocidade durante a descida. NÃO UTILIZE O FREIO CONSTANTEMENTE EVITANDO O SUPERAQUECIMENTO.
      Observação: *Com as altas altitudes você vai perceber o carro perdendo potência, mas é normal.  Fique atento também quanto aos sintomas da altitude.
      *Agasalhe bem pois nos pontos mais altos do percurso a temperatura pode chegar a temperaturas negativas.
      *Nos lanches que são levados, se tiver frutas e vegetais terá que jogar fora antes da fronteira; inclusive você consegue ver várias coisas jogadas antes da fronteira. Água e refrigerante fechado não tivemos problema.
      *Na parte de documentação pegamos agentes educados e prestativos mas também pegamos um sem paciência. Então sempre esteja com a sua documentação e a do carro em mãos para agilizar.
      Seguimos sentido SPA pois tínhamos que chegar antes das 16h para pagar o Tour astronômico da Space Orbs. Chegamos um pouco antes e fomos direto acertar e depois procurar o hotel. (É necessário fazer o pagamento até as 15h00 do dia para confirmar o tour, porém combinei antes por email a necessidade de um prazo um pouco maior justificando a travessia da fronteira neste dia e a agência aceitou).
       
      SPA é uma cidadezinha diferente, parecendo o velho oeste moderno em outro planeta. Não vou me ater aos detalhes pois aqui nos mochileiros já tem muitos relatos e informações sobre a cidade. Acho importante dizer que no início você fica meio perdido sem saber como funciona o trânsito. Então, antes de entrar em alguma rua, veja se já tem carros e qual o sentido que eles estão para evitar maiores problemas com os Carabineros do Chile. Sempre via carros da polícia na cidade e região.
      Depois achamos o hotel que havia reservado (Geisers del Tatio). Arranjamos as coisas para cerca de 20h encontrar a van da agência para irmos ao Tour. Vale muito a pena. O céu é muito diferente lá no Atacama. Experiência única estar lá no meio do nada e ver o firmamento. (Fizemos a opção em espanhol).
      Hotel em SPA: Geisers del Tatio (muito bom, cerca de 8 minutos andando do centro de SPA. Boa estrutura. Valeu a pena, embora queria ter reservado o Pueblo de Tierra - melhor custo benefício). Média R$ 1500 as 4 diárias.
      Tour Astronômico: Agência PC$ 20000 (cerca de R$ 105,00 cada).
      Dicas
      *Para o dia da travessia do Passo Jama saia com o tanque cheio pois o consumo de combustível aumenta devido a altitude. De preferência abasteça em Susques e complete o tanque na fronteira.
      *Conselho: NÃO LEVAR NADA REFERENTE A ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL pois pode atrasar e muito! Além disso podem revistar o carro todo ou multar.
      *Pesquise ao menos 3 lugares de câmbio na Calle Toconao e faça o câmbio de pesos chilenos (calcule a  necessidade média para alimentação, passeios e gasolina de acordo com os dias que vai ficar em SPA).
      *Importante atentar que o pagamento do hotel em moeda forte (dólar ou euro) pois isenta os turistas estrangeiros (menos de 60 dias no país) do pagamento do imposto IVA, que tem alíquota de 19% no CHI. Paguei no cartão de crédito e obtive o desconto.(Apesar do IOF, é muito mais tranquilo e seguro do que ficar viajando com uma grande quantidade de dinheiro em espécie, uma vez que o hotel tende a ser o seu maior gasto em SPA).
      Para a isenção tem que apresentar o passaporte ou cartão de entrada no CHI (tarjeta migratória). Veja no site do hotel ou confirme se ele está registrado ano Serviço de Impuestos Internos (SII).
      *Antes dos passeios em altas altitudes: bastante líquido, refeição leve e evitar excesso de bebida alcoólica.
      *Pagamento da entrada dos passeios deve ser em pesos chilenos. De preferência, o de restaurantes também, pois com a conversão que eles aplicam  você pode ficar em desvantagem.
      *Recuse troco de notas de dólares velhas ou rasgadas.
      Tente reservar hotéis ou hostels que possuam estacionamento (algumas ruas não é permitido estacionar).
      Leve no mínimo 2 L de água por pessoa a cada passeio.
      *Restaurantes: por volta das 22h00 já começam a fechar as portas. Adição de 10% de propina (gorjeta).
      *Leve lanche para café da manhã/tarde para os passeios independentes  e para os mais longos levar um lanche mais reforçado ou programe um almoço em algum ponto de apoio (Toconao ou Socaire por exemplo).
      O nosso cronograma básico foi este (a parte de descanso ficou entre descanso e conhecer a cidade):
      Cronograma Atacama
      Manhã
      Tarde
      Noite
      Tilcara
      SPA
      Tour astronômico
      Descanso
      Laguna Chaxa/Ojos del Salar/ Laguna Tebinquiche
      Descanso
      Geisers del Tatio
      Almoço/ Vale de la Luna
      Descanso
      Piedras Rojas/Lagunas Altiplânicas
      Altiplânicas/Socaire
      Descanso
      SPA
      Tilcara
      Descanso
       

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

       Cuesta del Lipán.

      No alto da Cuesta del Lipán em Abra de Porterillos.

      Após Abra de Porterillos. Este local também é muito bonito.

      Sentido Paso Jama.

      Faixa branca ao fundo - Salinas Grandes

      Susques

      Susques

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Fronteira ARG/CHI Paso Jama.

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Gelo na beira da estrada.

      Vulcão Licancabur. Quando avistar está próximo de SPA.

      Descida de 42 Km sentido SPA

      SPA

      SPA

      Hotel Geisers del Tatio
      Dia 8: SPA (CHI)
      A cotação em SPA estava US$ 1 = PC$ 620 (Como comprei o dólar a R$3,28, R$ 1 = PC$ 189).
      De manhã resolvemos descansar, conhecer a cidade, fazer o câmbio (Calle Toconao), almoçar e fechar o passeio de Geisers del Tatio para a manhã do próximo dia.
      À tarde pegamos o carro e fomos para Toconao, Laguna Chaxa, Ojos de Salar e por último ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. É tranquilo de ir seguindo as orientações (www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br) e placas indicativas. Não fomos à Laguna Cejar pois achei que não justificava o preço absurdo que estão cobrando.
      Para chegar na Laguna Chaxa é bem tranquilo (cerca de 30 min de SPA). Passa se por Toconao e depois tem a placa indicativa para virar à direita numa estrada de rípio e sal em bom estado.
      Da Chaxa, também é simples ir aos Ojos del Salar que já é caminho para Tebinquiche, onde o pôr do sol é um espetáculo.
      De Tebinquiche, volta-se já escurecendo mas fica fácil ao seguir os carros das agências.
      Os passeios valeram muito a pena e é inesquecível o pôr do sol na Laguna Tebinquiche.
      A noite descasamos para o outro dia de manhã (para os Geisers tem que acordar bem cedo, a van passou no hotel cerca de 05:00).
      Ingresso Laguna Chaxa: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00). Ingresso Laguna Tebinquiche: $4000,00 (cerca R$ 21,00).  Em nenhuma da lagunas pode entrar na água.
       

      Toconao

      Rípio sentido Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.
       
      Laguna Chaxa

      Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.

      Ojos del Salar

      Laguna Tebinquiche

      Mudança das cores na Laguna Tebinquiche com o pôr do Sol
       
      Dia 9: SPA Geisers del Tatio e Valle de la Luna
      Resumo do dia: a manhã toda: passeio Geisers del Tatio/povoado Machuca. Almoço em SPA. A tarde: descanso e saída cerca de 15:00 para Valle de la Luna.
      O horário que a agência agendou para a van nos pegar foi próximo de 05:00.
      No dia anterior avisamos no hotel que precisaríamos do café com antecedência e eles deixaram tudo pronto e um funcionário inclusive levantou para nos atender no que pedíssemos. Tomamos pouco café no hotel e levamos um lanche (não deixe de levar água também - ao longo do dia vai fazendo muito calor).
      Estava bem frio e o deslocamento foi um pouco mais de 1 hora até o parque. Leve muita roupa de frio inclusive luvas boas pois as mãos quase congelam e é muito ruim (fui com calça térmica e outra calça por cima além de blusa térmica, uma normal e uma corta vento, duas meias para trilha e luvas - mesmo assim sente um pouco de frio. O pior mesmo foram as mãos). De qualquer forma você faz um sacrifício mas vale muito a pena.
      O lugar é diferente do que estamos acostumados e te faz lembrar os desenhos animados de infância. Foi muito bom conhecer este lugar.
      O frio incomoda mesmo só até o sol aparecer (naquele dia foi cerca de 06:40). Depois ficou muito tranquilo (depende da época que você vai).
      Tomamos um café da agência quando chegamos lá cerca de 06:10 e a temperatura era cerca de 7 graus negativos.
      Na volta, passamos pelo povoado de Machuca que tinha muitos turistas.
      *Cuidados: Os poços são demarcados mas evite chegar muito perto. Nunca coloque a mão diretamente nos poços e nem chegue muito perto. Segundo informações do guia já aconteceram acidentes fatais.  A temperatura da água pode chegar a 85°C.
      Geisers del tatio: Agência PC$ 19000 (cerca de R$ 100,00 cada) e ingresso para entrada: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00 cada).
      Chegamos cerca de 12:00 em SPA e fomos almoçar em algum restaurante. Depois descansamos um pouco no hotel e pegamos o carro e fomos ao Valle de la Luna.
      .
      Valle de la Luna
      É bem perto de SPA. Cerca de 15-20 minutos de carro.
      Para este passeio leve boné, passe protetor solar, óculos de sol, algo para comer, muita água, roupa leve, bota de trilha ou tênis.
      Antes passamos na entrada do Valle de la Muerte mas não entramos pois este dia foi cansativo e não daria para fazer os 3 passeios.
      Seguindo pelo GPS e as placas é bem fácil. O acesso é muito próximo de SPA - cerca de 3km. Depois pega-se uma estrada de rípio.
      Chega-se na entrada do parque e paga-se o ingresso. Eles dão um mapa e explicam o tempo médio entre cada ponto. Depois de pagar a entrada, com o carro, anda-se uma parte de rípio até ter a parada para as Cuevas de sal.
      Estacionamos o carro e seguimos um grupo de turistas com guia nas cavernas. É bem legal mas quem não gosta de lugar fechado não vale muito a pena. Eu não tenho problema com isso, mas como tem gente na frente e atrás, você fica um pouco apreensivo.
      Depois de visitar as Cuevas , pegamos o carro e seguimos até as Tres Marias (cerca de 8 minutos), mas é bem bonito o caminho então paramos muito. Antes de chegar às Tres Marias, do lado direito tem o Anfiteatro. Depois voltamos e paramos em um estacionamento e subimos a pé para a Grande Duna. É uma caminhada de cerca de 10 minutos. Lá em cima cuidado ao ficar nas beiradas dos paredões. Subimos antes do pôr do sol para aproveitar bem a paisagem. Vale muito a pena este passeio. Retornamos para o Hotel antes do escurecer e a cor do ceu é indescritível.
      Valle de la Luna: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
       
       
      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      SentidoMachuca

      Povoado de Machuca

      Entrada do Valle de la Muerte

      Valle de la Luna

      Cuevas de sal

      Anfiteatro

      Três Marias

      Valle de la Luna no topo da Grande Duna - a esquerda o Anfiteatro sentido Três Marias

      Pôr do sol no Valle de la Luna

      Retorno do passeio do Valle de la Luna
      Dia 10: Piedras Rojas (PR) / Lagunas Altiplânicas (Lagunas Miscanti y Miñiques) e Socaire (nesta ordem).
       Distância média: 300 Km ida e volta
      Tempo (com paradas): 9h.
       Piedras Rojas (PR): Acordamos cerca de 05:00, tomamos café no hotel (avisamos um dia antes o horário) e pegamos estrada. Ainda escuro e frio fomos tranquilo sentido Toconao, Socaire. Após Socaire seguimos sentido Lagunas Altiplânicas. Passamos pela entrada das Aliplânicas (bem sinalizado) e seguimos a estrada direto, sentido Paso Sico. Após a entrada das Lagunas, a estrada de asfalto, após um tempo,  vira uma estrada de rípio. Toda a paisagem da região é também indescritível.
      Não tinha nenhum carro ou van de agência então ficou um pouco estranho, mas uma hora passou uma van de agência e vimos que estávamos no caminho certo. A estrada de rípio estava transitável e não era ruim. Apenas vá com calma e aprecie.
      Após a entrada das Altiplânicas foi cerca de 35 Km até chegar em Piedras Rojas (GPS -23.91180, -67.69249).
      Antes da entrada das PR havia umas curvas sinuosas e até passei direto (não vi nenhuma placa, apesar de falarem que tem uma placa a direita com o dizer Salar de Águas Calientes). Então fiquei sem saber onde era, mas como uma van havia nos passado, com o zoom da câmera ficamos procurando e a vimos bem de longe (da entrada até o local é cerca de 1,5Km). O caminho até lá é um pouco ruim mas nada demais, só ir devagar. Não conseguimos parar onde a van estava, então paramos antes e fomos andando até o local.
      Obs: A entrada para as PR é gratuita. Não tem banheiros.
      O local estava tão frio que o computador do carro acusou “9 graus negativos. Possível gelo na estrada”!
       
      Após curtir e comtemplar muito aquele local magnífico (não faça como muitos que vi por lá, chegam, tiram fotos e saem – sente e curta por muito tempo aquele local inesquecível).
      Antes de sair, conversei com um guia para saber se as Lagunas Altiplânicas estavam abertas (por causa do gelo, no dia que chegamos houve relatos que estava fechado – logo o local que mais queria conhecer), mas aí o guia falou que estava liberado o acesso.
       Dica: se for em época de muito frio tem grande chance de não conhecer as Altiplânicas por causa da neve, pois o acesso é de subida até chegar no guarda parque e descida mais íngreme para chegar às lagunas).
      Lagunas Altiplânicas
      Voltamos das PR pelo mesmo caminho e viramos à direita no acesso às  Altiplânicas.
      Depois de sair da estrada principal, a estrada de acesso até o guarda parque é muito tranquila (cerca de 8 minutos). Chegando lá, pagamos a entrada e recebemos as instruções. Depois descemos até as lagunas (lá tem estacionamentos e banheiros).
      A descida estava um pouco molhada e com barro por causa do derretimento do gelo, com isso tinha que ir com mais cuidado.
      O local é magnífico. Se Deus quiser eu vou voltar (de carro).
      Depois de parar na Miscanti e contemplar, seguimos para Miñiques (parece um quadro)!
      Acabei perdendo algumas fotos, mas na minha memória ainda estão as paisagens.
      Saímos cerca de 13:00 e fomos em direção a Socaire para almoçar. Não me lembro muito bem o nome do restaurante mas fica na estrada que corta a cidade.
      Lagunas Altiplânicas: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
      Dica: este dia você vai para um lugar que não tem estrutura, então leve muita água, protetor solar, protetor labial, casaco corta vento, luvas, gorro, chapéu, óculos de sol e muito lanche. Faz bastante frio (e venta muito).
      Saia cedo para aproveitar melhor o local pois a medida que o tempo vai passando vai chegando mais turistas e fica difícil de aproveitar (como fomos bem cedo teve momentos bem tranquilos sem turistas).
      Como saí bem cedo ainda está escuro, então tome cuidado na estrada pois acaba sendo mais perigoso.
      De preferência, leve folhas de coca para mastigar pois o passeio está a quase 5000 metros de altitude.
      Não ultrapasse as demarcações das trilhas. Respeite a cultura e a preservação do local.
       
      Socaire: cidadezinha interessante, povoado pré-colombiano. Paramos na volta para almoçar uma comida típica atacamenha.
      Depois voltamos para SPA (mais uns 45 minutos). É um dia cansativo mas que vale muito a pena.
      Piedras Rojas: recomendo colocar as coordenadas no GPS antes de sair para garantir que vai achar.
      Sobre os Carabineros de Chile
      Os Carabineros de Chile são muito honestos. Relato duas experiências com eles.
      Uma foi no dia da volta da Laguna Chaxa, já a noite e na chegada, já dentro da cidade encostei o carro para verificar o GPS para ver qual caminho seguir. Como estávamos vindo da estrada, o farol estava alto e esqueci de abaixar o farol. Logo, vem um carro no sentido contrário e quando fui ver uma caminhonete verde dos Carabineros e o policial já foi logo falando em tom forte: Baja la luz! Baja la luz! Um pequeno detalhe, mas que para eles pode influenciar na segurança dos demais motoristas. Só fiquei com certo medo de querer multar, mas abaixei a luz e disse que tinha abaixado e eles foram embora.
      Em outro episódio, voltando das Lagunas Altiplânicas, iria parar em Socaire para almoçar e havia uma blitz na estrada principal que corta a cidadela. O policial veio e solicitou a documentação do veículo e motorista. Entreguei logo a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para não ter problema e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Ele verificou e começou a anotar algumas coisas num caderninho dele (aí eu fiquei pensando: será que ele vai me multar?). Já fui perguntando: ¿Que eres esto? Aí ele falou que era apenas para controle deles (me pareceu mais alguma coisa sobre estatística - talvez sobre veículos estrangeiros - ou evitar parar um carro mais de uma vez, pois quando fui embora ele já acenou para passar direto). Nesta abordagem, pedi para tirar uma foto do carro dos Carabineros e ele autorizou (é bem diferente), mas acabei perdendo a foto mas não a memória. Se tiver interesse veja no google como são.
       
       Estrada asfaltada para Piedras Rojas/Altiplânicas

      Estrada de rípio após a entrada das Altiplânicas sentido Piedras Rojas

      Piedras Rojas. Lá na frente fica a estrada de rípio sentido Paso Sico

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Lagunas Altiplânicas

      Lagunas Altiplânicas (perdi muitas fotos da Lagunas)
       
      Retorno das Lagunas Altiplânicas sentido Socaire
      Dia 11: SPA (CHI) a Maimará (ARG)
      Aqui termina nossa estadia no deserto, mas não a aventura.
      Retornamos de SPA para Maimará apreciando as paisagens. Foram muitas paisagens diferentes .
      No caminho demos carona para um casal de mochileiros argentinos. Foi muito legal a troca de experiência e poder treinar um pouco o espanhol.
      Paramos muito pois na ida paramos menos por causa que tínhamos que chegar em SPA a tempo de pagar o Tour Astronômico.
      Na fronteira foi bem tranquilo. Inclusive meu amigo foi atendido e tomou oxigênio no centro médico. Atendimento bem rápido e prestativo.
      Chegamos em Maimará e fomos ao hospital da cidade pois meu amigo estava sentindo um pouco de mal por causa da altitude. Embora tínhamos o seguro viagem, resolvemos ir no hospital da cidade (público). O atendimento também foi bem prestativo e mediram a oxigenação dele que estava um pouco baixa.
      A noite fomos a Tilcara para distrair pois Maimará não tem opção a noite.
      Hotel em Maimará: Posta de Gherard (simples mas o quarto que ficamos estava com um pouco de cheiro de mofo, o que para mim é muito ruim por causa de rinite).
      No mais atendimento muito atencioso. Sem café da manhã. Média PA$ 600,00. Estacionamento na frente do hotel.

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG
       
      Paletas del Pintor – Maimará

      Cierro Siete Colores - Pumamarca

      Pumamarca

      Tilcara
      Dia 12: Maimará (ARG) a Joaquín Victor Gonzales (ARG) 490 km 08h-17h
      Distância média:  490 Km
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos cedo de Maimará para conhecer as Paletas del Pintor e depois fomos para Pumamarca conhecer o Cierro Siete Colores e passamos a manhã por lá e almoçamos. Possui muitas feiras de artesanato e é bem diferente.
      Havia decidido que não iríamos em Humahuaca e Iruya desta vez por falta de tempo (vai ficar apara a proxima). Em Humahuaca tem o Cierro Cuatorze Colores que parece valer muito a pena.
      Depois do almoço seguimos sentido joaquín Vicotr Gonzales (JVG) onde havíamos decidido que seria nossa pernoite. Na volta da viagem não reservamos nenhumlocal para ficar e achamos uma pousada de um português na beira da estrada principal que corta a cidade.
      JVG não tem muito atrativo, acho que vale mais como ponto de apoio para pernoite.
       Sem fotos. 
      Dia 13: Joaquín Victor Gonzales a Resistência
      Continuação do retorno da viagem. Reta do Chaco sem muito atrativo. Manter autonomia de gasolina e comprar lanche.
      Resistência é uma cidade melhor estruturada do que Corrientes. Gostei muito de conhecer. Lá vale a pena tomar um chope na Choperia Mosto e tomar café da manhã na lanchonete Cascanueces.
        Sem fotos. 
      Dia 14: Resistência a Foz do Iguaçu
      Retorno ao BRA por Foz do Iguaçu.
      Dia também cansativo mas tudo tranquilo. Demos carona para um venezuelano mochileiro que mora em Bariloche e estava indo para o Rio de Janeiro e nos ensinou muito o espanhol.
      Antes da travessia da fronteira passamos em Puerto Iguazu para comprar uns vinhos pode vale a pena.
      Jogar fora qualquer vestígio de folhas de coca antes de atravessar a fronteira pois é proibido no Brasil. A travessia da fronteira foi tranquila.
      A noite no Brasil te traz uma certa tranquilidade de saber que está em casa. A noite o venezuelano saiu para tomar uma cerveja gelada conosco.
      Hotel em Foz: Hotel Coroados (simples e preço justo). Média de 135,00 a diária.
        Sem fotos. 
      Dia 15: Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu)
      Resolvi deixar mais um dia em Foz no roteiro devido a previsão do cansaço acumulado da viagem. É uma boa opção tendo em vista que você pode conhecer as Cataratas do Iguaçú. Já conhecia mas vale muito a pena o passeio.
      Neste dia também fomos no Free Shop na ARG pois vale a pena para muitos produtos (tente ter uma noção dos preços no BRA mas as promoções de bebidas estavam com preço bom).
      Ingressos Cataratas: R$ 37,00 mais R$ 20,00 de estacionamento.
      Próximo dia preparar para pegar estrada.

      Cataratas do iguaçú. Por mais que seja apenas uma foto vale muito a pena conhecer.
      Dia 16: Foz do Iguaçu a Marília
      Neste dia na saída de Foz a Polícia Rodoviária Federal nos parou e deu uma revistada básica no carro, inclusive pedindo para abrir bagagem. Como há um grande contrabando de mercadorias do Paraguai para o Brasil é normal eles pararem neste posto. Não é proibido levar bebida só não vá levar todo o bagageiro de bebidas.
      O retorno fica mais cansativo com o passar dos dias da viagem. Logo tem que descansar bem e distrair relembrando cada detalhe de uma aventura e experiência que você vai poder contar para as pessoas mais próximas e se Deus quiser para os filhos e netos!
        Sem fotos. 
      Dia 17: Marília a BH
      Este percurso foi bem longo e cansativo mas chegamos bem em BH, quase 22:00. Fica aqui o nosso relato e que possa ajudar muito mochileiros que desejam fazer uma aventura dessas.
      Abraço a todos.

      Último registro da viagem
       
      Dicas gerais  da viagem
      *A média do preço da gasolina na  ARG e CHI não estavam muito diferentes do Brasil, porém a gasolina lá é mais pura e rendia mais, logo acho que estava valendo o preço.
      *De preferência  para roupas fáceis de lavar, pois uma viagem longa requer que você constantemente lave algumas peças de roupa para economizar espaço no carro.
      *Conhça bem o carro que vai e mantenha sempre revisado.
      *Na nossa saída de Belo Horizonte levamos 2 fardos de 12 garrafas de 500 mL e 1 fardo de 6 garrafas de 1L. Vale muito mais a pena você comprar antes da viagem e levar. Durante toda a viagem no carro há um grande consumo de água. Se for comprar toda essa água no caminho fica no mínimo 4 vezes mais caro. Essa água deu até o segundo dia em SPA sendo que em alguns hotéis a gente reabastecia. Se coubesse tinha levado no mínimo mais um fardo de 6 de 1 L. Logo, tente levar mais.
      *Segundo a legislação não pode levar bagagem no banco de trás do carro, então tente se programar com um carro que caiba toda a bagagem no porta malas de acordo com o número de pessoas. Algumas coisas levávamos embaixo e atrás dos bancos (motorista e passageiro – cuidado para não rolar para os pés do motorista podendo causar acidentes). Evitávamos colocar mochilas no banco de trás para não ter problemas com a polícia.
      *Tente prever uma média de gastos em cada país com alimentação, hospedagem e combustível para facilitar a média de dinheiro que será convertido em outra moeda. Caso tenha maior interesse entre em contato.
      *O carro fica todo empoeirado se for na época de seca, então tem que parar um dia para tentar passar uma pano úmido por dentro para facilitar a viagem (lavar não adianta muito).
      *Viajei de carro próprio então se for de veículo financiado procure maiores informações.
      *Na ARG, veículo não pode ter engate traseiro.
      *De preferência todos os passageiros adultos devem ter uma noção do roteiro e outros detalhes importantes da viagem.
      *Ande sempre com um galão de água no carro.
      *Tente reduzir o custo da viagem pegando promoção em sites de reserva de hoteís, levando água e lanches já da sua cidade de origem ou comprando em supermercados.
      *O preço médio das refeições não estavam muito diferentes do Brasil (embora a maioria dos lugares que comemos você pedia um prato e dava para duas pessoas.
      *Agende e/ou pague as contas/compromissos (Cemig, Condomínio, Net e outros) do período antes da viagem.
       
      Site pesquisados:
      www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br
      http://mydestinationanywhere.com/
      http://www.fragatasurprise.com/2016/03/San-Ignacio-Mini.html
      http://www.meumapamundi.com.br
      https://www.viagemdigital.com.br
      http://www.phototravel360.com/
      http://www.estrangeira.com.br/
      http://www.maiorviagem.net/
      http://www.portao02.comi
      http://viajarintenso.com.br
      http://estradaseuvou.com.br/
      http://queimandoasfalto.com.br/
      http://www.abrainternacional.com.br/servicos/paises-signatarios/
      https://weather.comHYPERLINK "https://weather.com/"/
      https://weatherspark.com/
      http://maladeaventuras.com/
      www.viaggiando.com.br
      http://apureguria.com/tag/atacama/
      https://viajento.com/
      https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-qHYPERLINK "https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-que-voce-precisa-saber/"ue-voce-precisa-saber/
      http://www.ruta0.com/
      http://www.guiaviagem.org/argentina-clima/
      https://www.welcomeargentina.com/purmamarca/caminata_cerroscolorados.html
      http://viajandodecarro.com.br/
      http://www.360meridianos.com/2015/02/purmamarca-e-o-cerro-de-los-siete-colores.html
      http://mundosemfim.com
      http://HYPERLINK "http://www.cabostral.com/clima-argentina.php"www.cabostral.com/clima-argentina.php#
      http://www.pasosfronterizos.gov.cl/complejos_pais.html
      http://chile.travel/donde-ir/norte-desierto-atacama/san-pedro-atacama/
      http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagHYPERLINK "http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagem/"em/
      http://aurelio.net/viagem/atacama/
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atHYPERLINK "http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atacama/"acama/
      http://www.terraadentro.com/2015/02/21/deserto-do-atacama-de-carro/
      https://atacamadecarro.wordpress.com/2015/06/14/trajeto-de-san-pedro-de-atacama-as-lagunas-antiplanicas-e-laguna-chaxa/
      Tem muitos mais sites que pesquisei não salvei.
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/sete-motivos-para-voce-conhecer-o-deserto-no-atacama/
      http://www.vidavivida.com.br/2010/12/24/deserto-do-atacama-cidades-e-passeios/comment-page-1/ (Cidades norte ARG)
      http://viajandodeHYPERLINK "http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/"carro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/ COMBUSTÍVEL
      http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoesHYPERLINK "http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoes-de-assistencia"-de-assistencia CENTROS DE AJUDA AO TURISTA EM CASO DE NECESSIDADE
      MAPAS DE COMO CHEGAR EM ALGUNS LUGARES NO ATACAMA
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/2013/08/deserto-do-atacama-mapas-e-gps-viajando.html
      http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicHYPERLINK "http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicas"as
      http://www.rbbv.com.br/americas/america-do-sul/chile/
      Postos YPF
      http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicioHYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"&HYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"filtro=ProvinciaES
      COTAÇÕES
      http://brl.pt.fxexchangerate.com/ars/
      http://www.oanda.com/lang/pt/currency/HYPERLINK "http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/"historical-rates/
      http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=HYPERLINK "http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=mundodeviajante"mundodeviajante
      http://www.cambiosantiago.cl/?page_id=17
      http://g1.globo.com/economia/mercados/cotacoes/moedas/index.html
      http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-vacinas-necessarias-para-viajar-pela-america-do-sul/ (VACINAS)
      Pesquisa de notas falsas: Blog Viajeibonito e Descortinando horizontes
       














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