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Marcial Junior

Vulcão Poás - Costa Rica

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Olá pessoal, neste post eu vou falar só da minha visita ao Vulcão Poás, em Alajuela no dia 28/03/2017.

 

Há muitos tours particulares que partem de diversas cidades para lá, mas eu recomendo que vá até Alajuela, e pegue um ônibus que sai de lá e vai direto para o Vulcão. Se você for contratar um tour você irá pagar até $100 por pessoa, mas se você não estiver afim de despender de todo este dinheiro, faça como eu, vá de ônibus por 1090 colones (aprox. R$6,50).

Só há um ônibus durante todo o dia, se tu perder este, só no próximo dia, e ele sai exatamente às 9h10 (horário da CR), mas recomendo estar la uns 30 minutinhos antes para garantir seu lugar na fila, e a passagem tu compra direto com o motorista. A cor do ônibus é azul, e eu não me lembro o nome da companhia.

Tu pega o ônibus e ele vai andar mais ou menos uns 40 minutos até a parada no meio do caminho para tu ir ao banheiro e é neste momento que tu não podes deixar de comer o morango que o rapaz estará vendendo, por 2000 colones (aprox. R$12,50) tu levas um copo de morango com leite condensado ou pode levar na bandeja, mas esta eu não sei o preço porque não perguntei. NÃO SAIA DE LA SEM COMER O MORANGO, mas não cheiro o leite condensado, só o coma, hehehehehe. Depois mais 30 minutos e já estarás no parque.

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Chegando ao Vulcão o ônibus vai parar na portaria do parque do vulcão, tu desces e compras a entrada por $15, tu volta ao ônibus e ele entra no parque e estaciona, a partir daí já é contigo. O parque tem um café e uma lojinha de souvenires, mas recomendo ir ver o vulcão e o lago primeiro e na saída tu visita estes lugares.

Então iniciei a minha caminhada, no meio do caminho, ele se divide e tu pode ir ver o vulcão primeiro ou a Lagoa Botos, mas no final tu vai visitar os dois, pois o caminho é circular. Eu já tinha pesquisado antes na internet sobre este vulcão e vi que muitas pessoas não conseguiram ver a cratera por conta das nuvens que a cobriram então pensei: vou no vulcão primeiro, se ele estiver descoberto, ótimo, mas se ele estiver coberto eu vou à lagoa e depois volto para ver se a cratera do vulcão foi descoberta, mas para a minha sorte em momento algum ela foi coberta e consegui vê-la perfeitamente.

O lugar é muito bonito e totalmente diferente dos desenhos animados onde fica a lava vermelha borbulhando, hehehehe, a foto do vulcão e da lagoa está abaixo.

 

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Vulcão Poás

 

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Lagoa Botos

 

Um detalhe importante, durante a trilha tu sentirá muito, mas muito calor, mas depois que tu parar de andar o frio vai vir agressivo a ponto de tu colocar casaco e ainda sentir frio, então vá de calça e leve blusa de frio.

Se tiver um Drone pode levar também que, creio que vá conseguir fazer belas imagens. La eles não barram este tipo de equipamento, creio que não por enquanto, até o pessoal começar a derrubar drones dentro do vulcão, hehehehehe.

Na trilha é bem possível que tu encontrarás alguns animaizinhos também.

Lembra que eu disse para deixar para ir ao café e à lojinha no fim? Isto é porque tu, andando sem pressa, faz todo este percurso em coisa de 2h30, então depois tu ficarás de bobeira esperando a partida do ônibus, e é neste momento que tu aproveitas e vais visitar a lojinha e tomar um café.

Não perca o horário de volta do ônibus, porque tu só terás aquele para voltar. Na frente dele estará escrito o horário que volta, eu não vou nem arriscar a colocar o horário aqui porque não me lembro e posso escrever besteira, mas é entre 13h30 e 15h30 (horário da CR).

 

Então é isso pessoal, esta foi a minha visita ao Vulcão Poás, na Costa Rica.

Quem quiser ver o post completo da minha ida à Costa Rica é só pesquisar por 10 DIAS NA COSTA RICA.

Quem ainda tiver dúvida ou quiser alguma dica, é só escrever depois nos comentários que, se eu puder e/ou souber, eu vou ajudar sim.

Obrigado pessoal!

  • Gostei! 3

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@Marcial Junior Amigo.. vou fazer um mochilão por toda américa central, mas nao vou ficar 10 dias na costa rica, tanto pq ainda tem nicaragua, honduras e a grande Guatemala + Belize pra eu visitar, entao vou direto pros pontos mais importantes e interessantes.

Vou agora em Agosto com um amigo, e sobre o vulcão, vale mesmo a pena? qual hostel ficou? lembra de valores?

 

Chegou a ir a La Fortuna? Masaya?

 

O que puder me ajudar a montar meu roteiro na Costa Rica eu agradeço.

 

Obrigado.

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    • Por Duke
      ALÔ, galera mochileira!
      Lápis e papel na mão ou dedo a postos no CRtl+C/CRtl+V.
      Aqui vão dicas importantes, atualizadas e revisadas na versão 2018 sobre a dupla Costa Rica + Panamá.
       
      RESUMO:
      20 dias de viagem.
      Intinerário: 
      3 noites em San José/Costa Rica.
      4 noites em La Fortuna/Costa Rica.
      1 dia em Siquirres/Costa Rica.
      5 noites em Puerto Viejo/Costa Rica.
      5 noites em Bocas del Toro/Panamá.
      1 noite na Cidade do Panamá.
       
      Passagem Copa Airlines:
      R$ 2.300,00
       
      Custo total de hospedagem + alimentação:
      US$ 2.000,00
       
      Custo total com tours + entradas + shuttles:
      US$ 521
       
      Dica número 1:
      Costa Rica e Panamá não são países baratos para se fazer turismo. Esteja preparado(a) financeiramente mesmo que esteja determinado(a) a guardar dentro da mochila as bananas do café da manhã do hostel para economizar na alimentação.
       
      ========== SAN JOSÉ/COSTA RICA ==========
       
      O voo teve duração de 7:00h até a Cidade do Panamá. Depois de mais 1:30h de voo cheguei na capital da Costa Rica.
      É importante dizer que em San José fiquei hospedado na casa de amigos. Então não tive custos com hospedagem nesses primeiros dias de viagem.
       
      [ MITO ]
      Li em diversos relatos que era pra passar batido por San José devido a alta delinquência na cidade. Bobagem.
      Como todo centro urbano, a população convive com furtos e assaltos (infelizmente). Mas o que quero dizer é que se você tiver o devido cuidado de não usar objetos de valor à mostra (relógios, cordões, celular e câmeras fotográficas) pode circular tranquilamente da forma que fiz.
      Durante três dias caminhei pelas ruas, entrei no temido Mercado Municipal, Museu Nacional, Teatro Nacional (imperdível), almocei em restaurantes onde só haviam costarricenses e não fui incomodado.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Os táxis comuns têm cor vermelha.
      Táxis executivos têm cor laranja.
      Ambos usam taxímetro. Não é necessário negociar o valor da corrida.
      O UBER é amplamente usado pelos moradores de San José mas não é regulamentado no país. Por isso os motoristas do aplicativo sugerem aos passageiros para sentarem-se no banco da frente do carro para evitar problemas com os taxistas e não chamarem a atenção da fiscalização.
      Usei táxis vermelhos e o UBER. Confesso que não há diferença no valor final das corridas.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Os costarricenses são extremamente amáveis, cordiais, solícitos e amam nós, brasileiros.
      Facilmente surgiam conversas com vendedores do Mercado Municipal ou moradores da cidade que dividiam comigo alguma mesa compartilhada.
      Aliás, não deixem de tomar o sorvete “Helado Sorvetera” que existe dentro do Mercado Municipal. Há um único sabor: Creme de baunilha com canela. A textura é diferente do nosso sorvete. Parece um mousse. A “tienda” é fácil de ser localizada, o Mercado é pequeno.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Tanto na Costa Rica como no Panamá, as águas de garrafa não são águas minerais. São águas tratadas por algum método de filtração ou osmose. O Brasil é um dos poucos países no mundo com água mineral em abundância.
      O que isso quer dizer?
      As águas engarrafadas desses países não têm potássio, sódio e outros minerais que ajudam a regular a pressão e a circulação sanguínea.
      O calor e a umidade são intensos. Beba muita água. Mas dependendo do seu biotipo se hidratar apenas com água de garrafa não será suficiente. Lá pelo sétimo dia de viagem me deu uma moleza no corpo… Intercalei a hidratação entre água engarrafada e isotônicos e deu certo. (Exemplo: Gatorade, Powerade…) 
       
      Saindo de San José:
      Os ônibus para qualquer outro destino do seu roteiro saem do Terminal 7-10 (http://terminal7-10.com/es/). O terminal é novo, limpo, seguro e organizado. Foi construído em 2015. Compre a sua passagem com antecedência. A companhia que opera o trecho para La Fortuna é a Transportes San Jose Venecia (ônibus de cores rosa e branca). A bilheteria desta companhia abre às 10:00h da manhã e está localizada no último andar do terminal.
      Pedi um UBER para ir até o terminal. Existe uma alta concentração de táxis e às vezes uns “rateiros” (delinquentes) pelas redondezas do Terminal.
      A dica é pedir ao motorista do UBER ou táxi para ele te deixar dentro do estacionamento do terminal (subsolo). Há uma placa que indica “parqueo/encomendas” como entrada do estacionamento.
      O custo por 15 minutos de estacionamento é de 100 colones (R$ 0,60). Dei os 100 colones ao motorista para que ele pagasse o estacionamento e para que eu pudesse desembarcar e pegar minha mochila e minhas coisas tranquilamente.
       
      ========== LA FORTUNA/COSTA RICA ==========
       
      Fui para La Fortuna no ônibus das 10:00h de uma quarta-feira. A maioria dos passageiros eram turistas.
      Ao todo foram 5 horas de viagem à uma velocidade média de 60km/h.
       
      [ MITO ]
      É fácil você encontrar relatos dizendo que as estradas da Costa Rica estão em péssimo estado de conservação. Não mais.
      De fato as estradas são de pista de mão dupla em via única para cada um dos sentidos. Mas estão com uma nova pavimentação e sinalização em todos os trajetos em que percorri.
      Obedecendo os preceitos de preservação do país, as estradas não são retas ou com túneis e viadutos megalomaníacos. Elas contornam morros e muitas vezes cortam cidades pequenas. Por isso a velocidade média é baixa.
      Deve-se evitar viajar à noite.
      Regiões como Turrialba não são seguras à noite. 
       
      [ DICA INÉDITA ]
      A Costa Rica é conhecida internacionalmente pela alta qualidade do café e a melhor cidade para se comprar é em La Fortuna. Os preços estão mais baratos no Supermercado MegaSuper, ao lado do terminal rodoviário. Comprei dois pacotes do café Britt, a marca mais famosa no país.
      Se você tem interesse em fazer um tour para uma fazenda de café, de San José saem tours para diversos lotes, inclusive para a fazenda licenciada pela Starbucks.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Antes de embarcar para La Fortuna, comprei no Terminal 7-10 (San José) um chip da Claro para ter internet e poder me comunicar em caso de alguma emergência.
      Os planos pré-pagos são extremamente caros e a internet da operadora é muito deficiente.
      Além disso, os serviços são vendidos separadamente. Não há um combo telefonia + internet.
      Paguei R$ 60,00 para ter direito a 15 minutos de plano de telefonia em roaming para as Américas.
      Depois da Costa Rica fui para o Panamá, então imaginei que seria vantajoso comprar um plano de telefonia que funcionasse em toda a América.
      A internet custava mais R$ 90,00 adicionais para ter direito à 50MB durante 7 dias, apenas. Não comprei e me contentei com o Wi-Fi por onde eu passava.
      No aeroporto de San José há uma operadora oferecendo simcard com acesso ilimitado para turistas. Talvez valha à pena caso você queira estar 100% conectado.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Enquanto aguardava no Terminal 7-10 reparei que os ônibus das companhias não eram tão novos… Viajei em ônibus melhores no Brasil, Peru, Chile e Argentina. 
      Ri quando chegou o ônibus da Transportes San Jose Venecia em que eu faria o trajeto para La Fortuna.  Caindo aos pedaços.
      Não tinha ar-condicionado e acreditem: Faltavam assentos em determinados conjuntos de poltronas!
      Fui lá pro fundão do ônibus, procurei um lugar em que não havia um assento no corredor e sentei na janela. Assim pude colocar as minhas mochilas ao meu lado.
      Detalhe: Os assentos não reclinam. Todos são soldados. Os que não estão soldados caem para trás. Hahaha… Faz parte da experiência.
      Há a alternativa de você percorrer o país com shuttles turísticos (microvans). A Interbus (www.interbusonline.com) é uma das empresas que oferecem esse serviço. A diferença de preços entre as companhias de ônibus e os shuttles turísticos é muito grande. Paguei US$ 5,00 pela passagem para La Fortuna. A Interbus oferece o mesmo trajeto por US$ 50.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Em La Fortuna fiquei hospedado no Selina em um quarto para 4 pessoas. Hostel extremamente limpo e organizado. Todos os dias o quarto era limpo e as camas arrumadas.
      La Fortuna não é a cidade em que vi muitos mosquitos, mas eles estavam lá. É fundamental o uso do repelente concentrado tanto de dia quanto à noite. Procure por marcas que oferecem 10h - 12h horas de proteção. São fórmulas com icaridina. É fácil encontrar em boas farmácias de rede.
      Além do repelente levei barbante e um mosquiteiro da Quechua. Usei nas camas dos hostels em que me hospedei. Fácil de amarrar e proteger o seu sono durante a noite.
      Valor total da hospedagem por 4 noites: US$ 140.
      Fiz todos os tours no Sky Adventure (https://skyadventures.travel/)
      É uma empresa costarricense com 15 anos de tradição em La Fortuna. Eles instalaram um complexo de ecoturismo dentro da reserva florestal que está no entorno do vulcão Arenal. Também oferecem o transporte de ida e volta e almoço no complexo.
      São extremamente profissionais, cumprem à risca todas as normas de segurança e oferecem lockers e toalhas gratuitamente. As toalhas são oferecidas apenas para as atividades  aquáticas.
       
      Tours/Passeios:
      Combo Sky Walk + River Drift (Pontes suspensas + Descida das corredeiras em boia individual) = US$ 92 + US$ 16 (transporte de ida e volta) + US$ 18,00 (almoço). Total de US$ 126,00.
      Arenal Sky Trek (Percurso de 6 tirolesas por cima da floresta) = US$ 81,00 + US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 97,00.
      Sky Wild Kayaks (Passeio de Caiaque pelo lago Arenal) = US$ 47,00 +  US$ 16,00 (transporte de ida e volta). Total de US$ 63,00.
      Comprei todos os tours antecipadamente aqui no Brasil através do site. Compras pelo site têm 5% de desconto com o código promocional ADVENTURE5.
      Todos os tours valeram muito à pena. O passeio de caiaque não tem muita procura… no dia em que fiz só havia eu e o guia remando pelo lago Arenal com o vulcão ao fundo. Uma paz sensacional. Reservei no horário mais cedo, um visual incrível. No decorrer da manhã aparecem barcos dos cidadãos locais que saem para pescar, beber e escutar música alta. Principalmente aos finais de semana.
      O River Drift também foi sensacional, a decida é longa e o rio cruza diversos cânions de mata fechada. Para chegar até a cabeceira do rio é preciso encarar 2 tirolesas + trilha + passagem suspensa sobre um riacho. Bem completo. 2 guias acompanham todo o trajeto.
       
      ========== SIQUIRRES/COSTA RICA ==========
       
      Não há como ir para a Costa Rica, paraíso do ecoturismo, e não fazer o rafting pelo Rio Pacuaré (Lê-se: Pacuáre). Esse é o quarto melhor rio do mundo na prática de rafting.
      Eu era o único brasileiro de uma excursão de 40 pessoas e 15 botes. Nosso país é tetracampeão mundial em rafting. Impossível perder esse passeio.
      Não há nada para fazer em Siquirres a não ser esse rafting. A cidade está localizada no meio do caminho entre La Fortuna e a costa do Caribe, no estado de Turrialba. Costarricenses haviam me alertado a não sair às ruas caso passasse uma noite em Siquirres. Não foi o meu caso.
      Depois de longas pesquisas para incluir Siquirres em meu roteiro, descobri a agência Exploradores Outdoors (https://exploradoresoutdoors.com). A agência é muito bem recomendada aqui no Fórum e eu assino embaixo. São especialistas em rafting.
      Além disso, oferecem um pacote sensacional:
      Te buscam em La Fortuna às 6:00h da manhã, te levam até Siquirres, fazem a atividade de rafting com café da manhã e almoço incluído e depois te levam até Puerto Viejo (meu próximo destino). Também fazem o trajeto inverso.
      O rafting tem duração de 4 horas com uma parada para o almoço improvisado (sanduíches e wraps) no meio da mata. Em todo o percurso as paisagens são fenomenais.
      O custo é US$ 99,00. Há lockers gigantes em que é possível você guardar toda a sua bagagem enquanto faz a atividade.
      Consulte a agência antes de planejar sua viagem e decidir fazer o rafting. Em uma determinada época do ano está suspenso devido à grande vazante do rio (época das chuvas).
       
      ========== PUERTO VIEJO/COSTA RICA ==========
       
      Confesso que eu estava com certo receio da vibe de Puerto Viejo. Por tudo que li, havia imaginado um lugar abandonado e pouco turístico na costa caribenha. Me enganei redondamente. Foi uma surpresa tão boa que fez com que Puerto Viejo fosse o melhor destino de todo o meu roteiro. Puerto Viejo é praia, bicicleta, sunga/biquíni e chinelos. Só vida boa! Uma pequena estrada asfaltada e plana corta todo o vilarejo e faz com que as bicicletas sejam o principal meio de transporte de todos os turistas.
      [ MITO ]
      Por causa da influência Jamaicana o reggae está presente mas o lugar é uma verdadeira mistura de ritmos e de gente do mundo inteiro. Um lugar democrático e onde o tempo passa bem devagar.
       
      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Para aproveitar Puerto Viejo é preciso acordar cedo. Fiquei hospedado no Selina Puerto Viejo. Aqui peguei um quarto individual com banheiro compartilhado para ter mais sossego. 
      4 noites saíram por US$ 274,82. Os quartos individuais ficam longe da piscina, cozinha e bar do hostel. É uma boa pedida. O melhor almoço que tive foi no próprio Selina. Apesar de existirem bons restaurantes em Puerto Viejo, a maioria deles está nivelado ao poder aquisitivo dos norte-americanos e europeus.

      [ Prato servido no Selina Puerto Viejo ]
      O cardápio do Selina tem um excelente custo benefício e pratos saborosos que vão além do tradicional casado.
      Já o café da manhã não vale à pena. Na unidade Selina de Puerto Viejo o café da manhã é um buffet à quilo. 100g = US$ 1,00.
      Na unidade Selina La Fortuna o buffet é liberado (coma à vontade) por US$ 5,00.
      O espírito brasileiro “se vira nos 30” sempre presente fez com que eu fosse ao mercado comprar coisas para preparar o café da manhã na cozinha do hostel. Existem 2 geladeiras e 2 fogões e todos os equipamentos disponíveis. Foi a melhor opção para economizar uma grana.
       
      [ OBRIGADO, BRASIL! ]
      Nesta altura do campeonato eu já estava enjoado de comer sempre o mesmo prato no almoço, o casado. Em comparação ao Brasil e outros lugares do mundo, a Costa Rica não tem uma vasta variedade gastronômica.  O Selina Puerto Viejo foi uma boa opção para dar uma variada na mistura diária.
      Aproveitando o embalo do assunto “comida”, em Puerto Viejo não deixem de ir à loja de chocolates artesanais, a Cho.co (http://cho.co.cr/). Eles revendem os chocolates artesanais produzidos pelas cooperativas da região.  Puro cacau. E pode levar pra viagem porque não derrete, mesmo.
       
      Tours/Passeios:
      A caminhada pela Reserva de Cahuita é uma boa pedida. Tem a Playa Blanca e animais fáceis de serem avistados. Mas chegue cedo se a sua intenção é atravessar todo o parque. A trilha é fácil mas bem extensa.
      Os ônibus saem em horas partidas desde o centro de Puerto Viejo. Por exemplo: 8:30h / 9:30h / 10:30h… Esteja atento(a) ao horário do último ônibus.
      Para acessar o parque é preciso fazer uma contribuição voluntária em dinheiro.
      Manzanillo é bem bonito mas é uma pena que a reserva esteja abandonada. Foi neste lugar em que vi um bicho-preguiça mais de perto durante toda a viagem.

      [ Praia de Manzanillo ]
      O parque está sem sinalização, não há banheiros, segurança e as trilhas estão sendo engolidas pelo crescimento da mata. Também vi certa quantidade de lixo durante a caminhada pela reserva.
      Para chegar até Manzanillo, fui de bicicleta com um casal de chilenos + 1 canadense de Toronto. O trajeto de ida e volta somam 24 km. Não posso andar muito de bicicleta por conta de um problema no joelho. Principalmente subidas (tenho 35 anos). Mas não há dificuldades no trajeto. Em sua maioria é totalmente plano. Encontramos apenas uma leve subida em que precisei descer da bicicleta e subir caminhando.  Em Manzanillo há um bicicletário improvisado antes de atravessar a ponte suspensa para acessar o parque. Sempre use a trava/cadeado ao estacionar a sua bicicleta.
      Sobre as praias, estive em Cocles, Playa Chiquita e Punta Uva. Todas com temperatura muito boa para se passar horas dentro d’água. Playa Chiquita é a mais bonita de todas e pouco movimentada. O acesso se dá por uma trilha que está no meio da estrada.
      Em Puerto Viejo visitei o Centro de Resgate Jaguar Rescue. É uma ONG responsável por reabilitar animais que estão em estado crítico de saúde. Existem duas modalidades de tour. Paguei pela mais simples (US$ 20,00).
      Estava com a expectativa bem alta para fazer essa visitação. É uma excelente oportunidade para ver animais de perto, como o bicho-preguiça, mas confesso que achei o tour muito superficial. Tem duração aproximada de 40 minutos. Existem outros tours mais privativos que têm o valor de US$ 60,00. Informações sobre horários de funcionamento e outras modalidades de passeio estão neste link: http://www.jaguarrescue.foundation
       
      ========== BOCAS DEL TORO/PANAMÁ ==========
       
      Confesso que imaginar atravessar a fronteira por terra entre a Costa Rica e o Panamá me dava um certo frio na barriga.
      Eu já havia cruzado fronteiras terrestres entre o Chile e a Argentina e entre a Argentina e o Uruguai.
      Mas essa aqui estava no meu imaginário dias antes de começar a viagem.
      Antes que esse processo também se instale no seu imaginário gerando algum tipo de preocupação, tranquilize-se. É seguro, confuso e divertido.
      Não me atrevi a fazer essa aventura por conta própria. Por mais que a gente leia todas as informações possíveis no Google, o cagaço toma conta e a amnésia é efeito colateral.
      Contratei o shuttle da Caribean (US$ 35,00 www.caribeshuttle.com) para fazer a travessia. Esse valor inclui a passagem de lancha no Porto de Almirante para Bocas del Toro. Compre com dias de antecedência porque esta rota é disputada. É fácil localizar o quiosque da companhia no centro de Puerto Viejo.

      [ Fronteira entre a Costa Rica e o Panamá ]
      Programe-se para fazer essa travessia nos horários das 6:00h ou 8:00h. Dizem que no decorrer do dia o fluxo na fronteira aumenta e a sua passagem por lá pode demorar horas sob o sol escaldante.
      Quando entrei na mini-van e o guia informou que havia wi-fi gratuita, me senti no primeiro mundo. Foi como um abraço quando se está sozinho rumo à fronteira.
      Toda a região parece um gigante canteiro de obras. Estão ampliando uma das pontes que dá acesso ao Panamá. Atravessar a fronteira significa você cumprir 3 etapas:
      Ao chegar na fronteira, a van estaciona em frente a uma lojinha onde é preciso pagar US$ 7,00 para o Ministério da Fazenda da Costa Rica. O rapaz te entregará um recibo carimbado.  De porte deste recibo + seu passaporte é preciso caminhar cerca de 100 metros até um segundo posto de imigração da Costa Rica onde a Polícia Federal carimbará o seu passaporte. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE NESTA ETAPA VOCÊ PRECISARÁ APRESENTAR A SUA PASSAGEM AÉREA DE RETORNO AO BRASIL + CONFIRMAÇÃO DE RESERVA DE HOSPEDAGEM NO PANAMÁ. Sem esses papéis impressos a sua entrada não será liberada. Tickets de ônibus de saída do Panamá não são aceitos. Ao sair do posto da PF da Costa Rica, é preciso atravessar uma ponte à pé em direção ao Panamá em meio à constante passagem de caminhões de banana.
      Há muita gente por ali, logo na entrada do Panamá: Vendedores, guias, pessoas que não consegui identificar o propósito de estarem ali, exército… Ou seja, não dê sorte ao azar. Faça exatamente o que o guia da Caribbean orienta.
      Neste momento seja o brasileiro agilizado ou brasileira agilizada que todos nós somos. Não fique esperando amigos recém conhecidos durante a viagem, não pare para tirar fotos, não dê mole com as suas mochilas, não fique com medo de vir um caminhão buzinando… Trace uma reta, atravesse a ponte e quando chegar em terra firme no Panamá aviste no alto, do seu lado esquerdo, uma pequena placa amarela informando “imigración”, dentro de uma “galeria” coberta.
      Faça os trâmites e depois entre em outra van da Caribbean que estará esperando ali, do lado panamenho.
      Ao sair da fronteira e seguir pela estrada rumo à Bocas del Toro haverá no meio do caminho uma blitz do exército com parada obrigatória para verificar se todos os passageiros da van estão com o passaporte carimbado.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO ]
      Depois de cerca de 40 minutos de lancha você chegará à Bocas Town (Isla Colón), ilha principal de Bocas del Toro. Desta ilha partem todos os tours.
      Durante a fase de pesquisa da viagem, eu havia visto algumas fotos de Bocas Town em relatos antigos e sinceramente já esperava algo sujo e desordenado.
      Mas me surpreendi positivamente.
      As fotos mostravam entulhos e montanhas de lixo espalhadas pela rua.
      Percebi um melhoramento… Há lixeiras espalhadas pela cidade e propagandas de conscientização para os moradores da ilha. Também vi duas ruas interditadas porque estavam em obras para a instalação dos dutos de saneamento do esgoto.
      Mas ainda sim é fácil avistar lixo doméstico em certos pontos da cidade.

      [ O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO - PARTE II ]
      Bocas Town é um lugar muito bem policiado. Tanto de dia como à noite.
      Por volta das 22:00h desembarquei no cais retornando de um dos tours, caminhei em direção ao meu hostel de bermuda e com a camiseta pendurada no meu ombro. Em uma das mãos eu carregava uma pequena mochila.
      Há poucos metros do meu hostel fui abordado por uma dupla de policiais.
      Me perguntavam para onde eu estava indo… Expliquei que eu era turista e estava retornando para o meu hostel.
      Gentilmente me disseram que é proibido circular sem camisa pela ilha.
      Em um primeiro segundo fiquei estarrecido com a abordagem mas rapidamente pedi desculpas, disse que eu não sabia desta lei, coloquei a mochila no chão e vesti a camisa. Desejei boa noite e segui caminhando para o hostel.
      Há 5 dias atrás meus trajes em Puerto Viejo/Costa Rica eram sunga, chinelos e uma bicicleta. O fato de eu ser carioca e ter vivido muito tempo em uma cidade de praia provocou esse choque cultural. Fiquem atentos.


      [ O MITO QUE É VERDADE ]
      À primeira vista os panamenhos não são um povo simpático e receptivo.
      A diferença é grande no comparativo com os costarricenses.
      A maioria dos panamenhos caminham de cara amarrada pelas ruas e não são pró-ativos para ajudar os turistas. É claro que guias de turismo e funcionários do comércio dedicado ao turista não se aplicam de forma alguma à essa descrição.
      Enfim, é uma particularidade da cultura do país que deve ter alguma explicação histórica e deve ser respeitada.

      [ HOSPEDAGEM ]
      Fiquei hospedado no STAY Bocas (www.staybocas.com). É um Bad & Breakfast localizado próximo ao aeroporto de Bocas Town e a poucos metros da rua principal. Está longe de ser o point dos mochileiros ou mochileiras que querem/precisam economizar com estadia mas valeu cada centavo investido na reta final da minha jornada. Paguei US$ 390,00 por 5 diárias em uma suíte privada com ar-condicionado e um banheiro para chamar de meu.
      Esse valor inclui toalhas, café da manhã, bicicleta free e toalhas de praia.
      [ Restaurante flutuante na Ilha Solarte ]
      Tours/Passeios:
      Durante os 5 dias em que estive hospedado em Bocas del Toro, fiz apenas 2 passeios através de agência. Os demais dias desbravei praias em voo solo.
      O primeiro passeio que contratei desde o Brasil foi o tour noturno da bioluminescência (US$ 30,00). Sempre tive vontade de ver o plâncton que brilha à noite.
      Esse tour acontece somente durante a lua minguante. Ou seja, está disponível apenas durante uma semana a cada mês do ano.
      Inicialmente achei que seria uma furada. Embarquei na lancha já certo de que não veria muito coisa ou quase nada. Mas é realmente mágico!
      E ao final do tour eles fazem um mergulho em águas rasas onde você pode ver o plâncton iluminar à medida em que você mexe o corpo dentro d’água.
      O segundo tour que contratei foi o trivial que engloba: Ilha dos bicho-preguiça, Isla Solarte y Cayo Zapatilla (US$ 35,00).
      Contratei a Hello Travel Panama (https://hellotravelpanama.com) para fazer ambos os tours. Além de ser uma das poucas autorizadas a fazer o tour da bioluminescência, eles são os únicos que tem uma prancha de acrílico patenteada para fazer o Anfibia Board (A prancha fica amarrada à lancha e puxa você vagarosamente enquanto admira os corais no fundo do mar usando uma máscara de mergulho).
      Os valores dos passeios incluem bebidas (cervejas, água, sangria e refrigerantes).
       
      Playa de las Estrellas:
      Esqueçam as fotos que estão publicadas no Google sobre essa praia. Infelizmente o turismo predatório acabou com este lugar.
      Muitos panamenhos construíram quiosques de madeira na areia da orla que deveria ser a margem de um manguezal preservado.
      Você facilmente vê uma grande quantidade de lixo doméstico na trilha que dá acesso a esse lugar que é o cartão postal da ilha (latas de spray aerosol, desodorante, embalagem de óleo para barcos, fraldas usadas…). Catei algumas coisas que estavam ao alcance com um saco de lixo improvisado e ao retornar para o Centro despejei em uma lata de lixo da Praça Central.
      Além disso, a quantidade de estrelas não é a mesma que anos atrás. Avistei uma estrela do mar a cada 100 metros que caminhava dentro da água.
      O que ninguém conta é que as estrelas do mar se alimentam dos materiais vivos e orgânicos dos corais e fazem a filtragem da água. No fim do processo, elas excretam partículas muito finas de coral que “espetam” a nossa pele.
      Um argentina me havia alertado sobre isso no hostel. As partículas são invisíveis ao olho nú. Usei sapatilhas náuticas na praia. Não usei chinelos. Mas de nada adiantou. Em 20 minutos dentro da água eu já sentia algo “espetar” o meu corpo por toda parte. A dor não é absurda mas incomoda.
       
      [ DICA INÉDITA ]
      Uma feliz descoberta na Isla Colón foi a Playa Paunch.
      Peguei um táxi coletivo na Praça Principal (US$ 8,00) e pedi para que me deixasse no Paki Point que está localizado na Playa Paunch. Cheguei lá por volta das 10:00h da manhã achando que iria encontrar um point de badalação à beira-mar mas o lugar ainda estava fechado. Só abre às 11:00h!
      Notei no caminho um outro Beach Bar e resolvi caminhar até lá… Decisão acertada! Acabei descobrindo o Skully’s Beach Bar.


      Na verdade, o Skully’s é um hostel descolado com toda a infra de Beach Bar e o melhor: O acesso é gratuito mesmo para quem não está hospedado.
      Existem espreguiçadeiras, redes, mesas, bar, restaurante, mesa de Ping-pong, piscina… Chegue cedo caso queira assentar em uma espreguiçadeira acolchoada.
      Existe uma barreira de corais na extensão da Playa Paunch. Em muitos trechos os corais estão no raso e impedem até mesmo molhar as canelas… Mas justamente no trecho em frente ao Skully’s, os corais formam uma rasa piscina para você ficar ali em banho-maria tomando uma cerveja gelada. O bar/restaurante tem excelentes smothies e a comida e os preços são bem honestos. Não há taxa de consumação.

      [ Skully's / Playa Paunch ]
       
      ========== CIDADE DO PANAMÁ ==========
      A viagem de ônibus de Bocas del Toro até a Ciudad de Panamá pode durar 10 horas ou mais. Um casal de amigos chilenos fizeram esse trajeto e me disseram que a viagem é massacrante.
      Antes de sair do Brasil, investi em uma passagem de avião da AirPanamá (US$ 130) e fiz o trajeto em 1:00 hora. Existem preços mais baratos para esse voo mas decidi pagar pela tarifa cheia porque ela garante a remarcação ou reembolso total em caso de desistência.
      O fato de estar hospedado ao lado do aeroporto também facilitou a hora de carregar a mochila pesada até lá.
      É importante dizer que esse voo permite apenas despachar uma única bagagem de até 14kg. A aterrissagem é feita no aeroporto Albrook (em frente ao shopping Albrook), na capital.
      O UBER do aeroporto até o meu Hotel na Av. Cincuentenario custou US$ 6,61 (11km percorridos de distância).
      A capital definitivamente não é uma cidade para se explorar à pé. Prepare-se para alugar um carro ou rodar de UBER ou Cabify.
      No último dia de viagem pedi um Cabify para me levar ao Aeroporto Internacional Tocumen (US$ 20,61 para 20km percorridos). Assim como no Brasil, a qualidade do serviço e o carro do Cabify foram muito superiores às corridas de UBER que fiz pela Ciudad do Panamá.
       
      [ HOSPEDAGEM ]
      Passei apenas uma noite na “Casa Ramirez”, no bairro Coco del Mar. Um bairro nobre e seguro, próximo às ruínas de Panamá Viejo e aos melhores restaurantes da capital.
      Fiz a reserva pelo Booking. As fotos do site me deram a impressão de ser um lugar bacana e novo. Tem até piscina.
      Mas o valor que paguei pela diária (US$ 77,00) não fez jus às instalações. Vi alguns pontos de infiltração pelo quarto e o ar-condicionado era bem antigo. Demorava horas para gelar.
       
      Tours/Passeios:
      Costumo dedicar o último dia de viagem à um bom almoço ou jantar pra fechar a viagem com chave de ouro. Afinal, a gente merece depois de encarar perrengues mantendo o bom-humor das férias.
      Almocei no Botánica e jantei no famoso Maito (ranqueado em 2016 entre os 20 melhores restaurantes da América Latina). Esqueça o Maito. Atendimento fraco e comida sem novidades. Prefira o Botánica (http://www.botanicapanama.com/)
       
      CONCLUSÃO:
      Dois destinos pouco explorados pelos brasileiros e que valem o investimento de planejar uma viagem em modo slow motion, sem correrias.
      A decisão de viajar no período da seca é fundamental para que a sua viagem esteja garantida com praia e boas paisagens.
       
       
       
    • Por Murilo Pagani
      A Costa Rica é o país Latino Americano que mais cresceu nos últimos anos no setor do Ecoturismo, e esse é um tema levado muito a sério no país. Rodeado de vulcões, praias e florestas, os “ticos” sabem explorar muito bem essa área e o mais importante, de uma forma sustentável. Uma das cidades que ferve de viajantes em busca de aventura e contato com a natureza é La Fortuna. Os vulcões Arenal e Cerro Chato são as opções mais procuradas entre os turistas, porém a cidade oferece muitas outras atividades ao ar livre.
       
      Chegando e saindo
       
      Para quem estiver em San José, há somente três saídas diárias para La Fortuna sendo que a ultima é ás 11 horas da manhã. O valor é três dólares e a viagem leva cerca de cinco horas. Uma opção que me pareceu bastante interessante, porém cara, é ir fazendo rafting desde San José até La fortuna. Para isso você terá que comprar algum tour e custa em torno de oitenta dólares.
       
      Meu próximo destino depois de La fortuna foi San Juan del Sur na Nicarágua. Para fazer esse trajeto você deve ir de La fortuna até El tanque, o trajeto demora apenas uns vinte minutos. Avise ao motorista que você quer descer exatamente na parada de ônibus para Peñas Blanca. De El tanque até Peñas Blancas são aproximadamente seis horas de viagem em um ônibus “comum”. Peñas Blanca é uma das fronteiras entre Costa Rica e Nicarágua, é lá que você fará todos os tramites de saída e entrada de um país para outro.
       
      Onde ficar
       
      Todos os itens básicos para um viajante são encontrados na parte central da pequena cidade – essa com certeza é a melhor área para se hospedar. Fiquei hospedado no Gringo Pete’s e recomendo o lugar. É um dos mais baratos da cidade (suspeito que seja o mais barato), os staffs são muito prestativos e simpáticos, a cozinha é bem equipada, e fica bem localizado – perto de supermercado e do terminal de ônibus. Outro ponto a favor do hostel é que ele organiza diversos passeios e os preços também são inferiores aos outros lugares. O quarto compartilhado custa cinco dólares por noite, um verdadeiro “achado” para o alto custo da Costa Rica.
       
      O que fazer
       
      Vulcão Arenal e Vulcão Cerro Chato – Se seu sonho é fazer um trekking em algum vulcão, essas são duas ótimas opções caso você esteja em La Fortuna. Enquanto o Arenal não requer muito esforço ou preparo físico o Cerro Chato é completamente o oposto. Para ambos, é recomendável que você vá com algum guia, pois as trilhas nem sempre são bem demarcadas.
       
      Rio Celeste – Para mim esse foi o lugar mais incrível durante meus dias em La Fortuna. Localizado no Parque Nacional Vulcan Tenorio, esse rio desperta a curiosidade de muitas pessoas. A cor azul celeste do rio, acontece devido a mudança de ph no encontro dos rios Buenavista e Quebrada Agria. Dentro do parque nacional você fará um pequeno trekking de aproximadamente duas horas para conhecer os diversos pontos do Rio.
       
      Como Chegar: A opção mais fácil é ir com algum tour. Você pode contratar apenas o transporte (aproximadamente trinta dólares) ou o tour completo que inclui a entrada do parque, almoço e o acompanhamento de um guia (sessenta dólares).
       
      Se você quer economizar essa grana, é possível ir por conta própria. Tenha em mente que você terá que acordar bem cedo, pois para realizar o trajeto você terá que pegar três ônibus. Outro detalhe, o ônibus não para na entrada do Parque Nacional- da parada de ônibus até o parque são aproximadamente oito quilômetros. Você pode ir caminhando e tentar alguma carona, provavelmente você encontrará uma boa alma pelo caminho.
       
      Hot Springs – Nada melhor do que relaxar nas águas quentes de um rio após um longo dia de trekking. Há diversos lugares onde você pode curtir essa atividade. Como fica um pouco afastado da cidade, a maioria dos hostels oferecem transporte até lá. Normalmente o passeio é feito durante a noite e o transporte de ida e volta custa cinco dólares com algum drink incluso.
       
      Cachoeiras – Para quem está interessado em lavar a alma em alguma cachoeira, há algumas opções perto do centro de La Fortuna. A mais próxima e menor, fica a um quilometro da cidade, você pode ir caminhando e não precisa pagar nada para entrar. Outra que é mais afastada e com uma queda d’água bem maior, é necessário pagar dez dólares para entrar.
       
      Rafting / Tirolesa – Para aqueles que estão em busca de aventura, diversas empresas oferecem passeios para rafting e tirolesa. Os preços variam de cinquenta a oitenta dólares.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/la-fortuna-ecoturismo-na-costa-rica/)
    • Por nandocota
      Meus amigos, em novembro de 2015 fiz minha primeira surf trip internacional, viajei para a Costa Rica e vou lhes contar por onde passei e o que considero dicas para uma viagem parecida.
       
      Primeiramente, passei 12 dias lá, poderia passar o resto da minha vida, o lugar é incrível.
       
      Primeira dica, consolidação do que já li por aqui: Não vale nada a pena ficar na capital, a capital tem um trânsito horrível, peguei essa dica nos relatos daqui e repasso a vocês. Comprem um chip e coloquem algum dinheiro, a internet lá é muito boa e funciona no país inteiro.
       
      Comecei a viagem decidindo para onde iria, afinal queria fazer uma surf trip e detinha duas coisas na minha cabeça: quero surfar com aquela grande pedra ao fundo (como no filme 'the endless summer') e também quero surfar pavones. O Problema é que são praias extremamente distantes entre si, uma ao norte do pacífico e outra no extremo sul. Optei por simplesmente descer o pacífico.
       
      Sobre alugar carro se for viajar sozinho: não me parece a melhor opção. O carro, para quem for fazer surf trip, é utilizado tão somente para se deslocar entre cidades, pois quando se hospeda, tudo é feito a pé. Dessa forma acredito que onibus deve ser melhor. Mas, para quem for alugar carro: o WAZE funciona em todo o país, a internet é incrível e também funciona em todo lugar (durante a estrada eu usava o waze e ainda fazia ligação pro whatzapp, e coloquei somente 10 doláres de crédito).
       
      Sobre a viagem mesmo: Fiz sem muitos planos, queria viver o momento e descobrir lugares, fiquei feliz com esse resultado, vamos a ele.
       
      Primeiramente, ao chegar na capital já fui buscar o carro (com transfer saindo do aeroporto) e me dirigi à cidade de Jacó (minha intenção era iniciar descendo o pacífico). Cidade legal, estava receoso de cair no mar pois seria a primeira vez.. fui junto dos instrutores do Hostel no qual me hospedei, foi tranquilo, ondas pequenas para iniciantes. Fiquei dois dias em Jacó, foi suficiente. Fiz uma pequena caminhada para chegar a um mirante, foi bacana.
       
      Em Jacó descobri sobre a cidade 'Dominical', com altas ondas, o swell indicava (baixar o MagicSeeWeed para achar as ondas) que rolaria onda lá. peguei mais 2h de estrada.
       
      No caminho para dominical resolvi que surfaria, então parei numa praia no meio do caminho, deixei o carro num resort (não me cobraram por isso e ainda tomei uma ducha antes de ir embora), surfei e continuei o caminho.
       
      Dominical é um lugar incrível. Tinha a opção de pagar 10 dólares para dormir em quarto comunitário ou pagar 11 dólares (um dólar a mais) para ficar em um quarto sozinho, com banheiro.
       
      Em dominical o surf é incrível. Em toda a Costa Rica a influência da maré é um fator muito importante a ser considerado, em questão de 10 minutos por conta da maré vi acontecer de uma praia sem onda alguma começar a quebrar um metro insano! Em dominical o surfe funciona de toda forma, com maré seca ou cheia, somente não funcionando com a maré no mais alto do dia. Com a maré seca ondas mais tubulares e com a maré cheia ondas um pouco mais gordas, sempre abrindo. O lugar é incrível, parecia que estava em woodstock, várias pessoas com barracas na praia, o astral de todo mundo é incrível. Tão legal lá que acabei ficando uns três dias.
       
      Em um dia sem onda fui a uma cachoeira ali da cidade, que coisa maravilhosa. Eram 60m de queda d'água, num lugar inóspito, incrível.
       
      Após isso continuei a viagem indo mais ainda par ao Sul do Pacífico para a tão esperada Pavones. Chegando lá me indicaram perguntar par ao cara da loja de surfe sobre as ondas e onde ficar. Fiz isso, o dono da loja de surfe é muito gente boa, assim como todas as outras pessoas que conheci lá.
       
      Me hospedei no "Cabinas Carol", quem cuida lá é o Pablo, um italiano gente boa que mora lá há uns 20 anos.
       
      Pavones é incrível, ia ficar pouco tempo (um ou dois dias) mas acabei ficando 5 dias. A vibe das pessoas é algo fora de série, me abalou muito voltar para essa vida maluca que levamos aqui. Lá o 'Pura Vida' realmente existe.
       
      Sobre o surf em pavones, ele acontece na frente do rio (nesse ri não tem crocodilos, em outros há, cuidado com isso). Fui em novembro e a temporada de altas ondas lá é em abril. Ainda assim consegui pegar um dia com quase dois metros de onda, e a onda nao acaba, 500m de extensão (nesse período que nao é o melhor, a onda chega a passar de quilometro). No dia que estava quase sem onda fomos para uma praia ao lado que recebe melhor a ondulação, Punta Banco, que tem ondas muito boas também.
       
      A natureza em toda a Costa Rica é exuberante, eu tinha vontade de parar a cada 5 minutos na estrada para tirar fotos. A energia do país é muito louca, te impacta mesmo vc se sente muito bem, abençoado.
       
      Espero poder ser vir de algo a vocês.
       
      Abraços,
      Fernando
    • Por Maiara Guimarães
      1 º dia - Cidade do Panamá
       
      Escolhemos uma conexão longa no Panamá de propósito, para sairmos do aeroporto e conhecermos um pouquinho da Cidade do Panamá. O vôo foi da Copa Airlines ( Guarulhos - Cidade do Panamá - San José), mas acabamos não planejando nada para fazer lá e quando chegamos no país não tínhamos ideia de onde dormir, o que fazer, nada! Pegamos nossas bagagens, por causa da conexão longa elas são retiradas. Por sorte o aeroporto oferece 30 minutos de internet grátis, e começamos a procurar algum hostel para ficar. Nisso, chegou um taxista não oficial ao nosso lado Eduardo, ele disse que deveríamos ficar em Casco Viejo e ir ao shopping albrookz, o maior do Panamá e que cobrava 20 dólares por pessoa para nos levar a Casco Viejo. Disse que no Panamá não tem taxímetro, e que o preço original é 30 dólares por pessoa! Depois de eu pechinchar ele aceitou fazer 15 por pessoa. Chegamos a olhar também aluguel de carro, 40 dólares o dia mais 300 de caução. Tudo no Panamá é em dólar!!! Então, antes de fechar com Eduardo busquei mais informação. Fui até aqueles stands do aeroporto, e a moça me confirmou o que Eduardo disse, tanto sobre o preço do táxi, como sobre ficar em Casco Viejo como melhor opção. Perguntei a ela sobre transporte público, um ônibus para o aeroporto é USD 1,56, mas tem que sair da estação que fica na praça Cinco de Maio, e o ponto de ônibus não é na porta do aeroporto, então seria uma caminhada boa, nós decidimos que no dia seguinte resolveríamos isso. Fomos com Eduardo para Casco Viejo para ao chegar lá procurarmos um hostel.
       
      Telefone de Eduardo: +50765081315
       
      A cidade é linda! Do carro vimos o mar, prédios super altos e com arquitetura bem moderna, muitos carros de luxo e ônibus antigos que são um charme, contrastando com aquela modernidade toda!
       
      Chegamos a Casco Viejo, a cidade antiga da cidade do Panamá! Muito linda! Casarões muito conservados e alguns em reforma, chão de tijolinhos e uma vida noturna agitada, com muitos bares. Ficamos no Magnólia Inn, 15 dólares por pessoa sem café da manhã. Excelente opção!
       
      Funcionários muito simpáticos, e a arquitetura do lugar muito linda! Um casarão enorme, muito limpo, iluminado, com banho quente. Não tem ar condicionado, mas ao lado de cada cama tem um ventiladorzinho. A toalha eles alugam por 2 dólares, mas como nós tínhamos as nossas, não alugamos. Tem armários no quarto, mas eles não fornecem cadeados, então se quiser trancar suas coisas, leve um cadeado, nós não levamos, mas a moça da recepção disse que poderia guardar num cofre que fica na recepção o que tivéssemos de valor.
       
      O Panamá é muito quente! Pelo menos em maio, quando estivemos lá! Era noite, estávamos andando na beira da praia e ainda assim fazia muito calor. A região de Casco Viejo é bem turística e tem muito estrangeiro, fomos caminhando, caminhando, caminhando, descemos até a orla, e do lado contrário a Casco Viejo vimos uns toldos iluminados, ficamos curiosos e atravessamos a avenida, chegamos no Mercado de Mariscos. O lugar é bem popular e frequentado por nativos, com várias lanchonetes que vendem Ceviche. Valeu a pena conhecer, mas o cheiro forte de peixe e a música alta não nos faz querer ficar. Voltamos para Casco Viejo. Lá, tem muitos restaurantes com terraço e vista para o mar, decidimos ir no Central Panamá. Muito bonito! Tem a parte fechada, com ar condicionado, e o terraço com umas luzes de gambiarra. Ficamos no terraço, mas começou a chover e fomos para a área com ar condicionado. A chuva passou rápido, mas o friozinho do ar condicionado estava tão bom que ficamos lá mesmo. A cerveja foi 4 dólares, tomamos duas e fomos embora.



      2º dia - Cidade do Panamá
       
      Acordamos 8h e tomamos café em um mercadinho chamado Rey, o preço convertido é bem parecido ou mais barato que no Brasil, comemos de café da manhã um pratinho de ravioli de queijo que foi U$$3,40, bem servido e bem gostoso! Lá tem mesinhas e eles esquentam a comida e dão talher para você comer lá mesmo. Passeamos mais um pouco por Casco Viejo e 10h pegamos um táxi para o shopping Albrook, o maior da cidade. De Uber seria 3,50 dólares, mas vamos de táxi mesmo que foi 5. O shopping é giganteeee! Enorme, enorme, enorme! E é meio divido, tem a parte de lojas mais caras, Victoria's Secret, Tommy e outras, e das lojas populares Titan, Costo, onde você encontra blusinhas por um dólar. Eletrônico também é mais barato do que no Brasil. Voltamos para Casco Viejo por 5 dólares. Quando chegamos no hostel o moço da recepção avisou que o check out era as 11h, e já eram 13h, não tínhamos nos preocupado com isso, mas ele foi bem gentil e só afastou nossas malas da cama. Ajeitamos as coisas e fomos para o aeroporto de táxi. 25 dólares o preço total.


       
      3º dia - San José / Manuel Antonio - Costa Rica
       
      Na nossa primeira noite em San José dormimos na casa de um amigo Costa Riquenho, ele preparou um jantar com comidas típicas: torresmo frito, um picadinho de carne com batata, tortilla, porco assado e uma espécie de pamonha recheada, de sobremesa Torta Chilena. Não deixem de experimentar! É deliciosa!
       
      Na Costa Rica não tem rodoviária, então você precisa pesquisar antes qual empresa faz o trajeto para onde você vai e ir até a garagem da companhia. Como nosso primeiro destino foi Manuel Antonio pegamos o ônibus da TRACOPA http://www.tracopacr.com/rutas-y-horarios você diz o hostel que vai ficar ao motorista e ele te deixa no ponto mais próximo.
       
      Ficamos no Hostel Plínio, muito bom, com piscina, chuveiro com água quente, café da manhã incluso, cozinha e restaurante.
       
      Tem um ônibus que todo dia circula entre Quepos e Manuel Antonio a cada 15 minutos, são uns 300 colones. Quepos é uma cidade grande e muito mais barata que Manuel Antônio. Se quiser ir ao mercado ou comer fora, Quepos é uma opção mais em conta.
       
      4º dia - Manuel Antonio
       
      Seguimos a recomendação de Rebeca, recepcionista do hostel, e fomos para a Playa Macha, uma praia menos turística, mas muuuuito linda, que para chegar nela você faz uma trilha de uns 20 minutos. No caminho já vemos alguns bichinhos, moluscos com conchinhas nas costas, caranguejos infinitos, até que chegamos na praia, LINDA e só nossa! Vimos uns pássaros diferentes, uma iguana, e na trilha de volta, uma cobra!
       
       

       


       
      Depois do almoço fomos para a Praia Pública de Manuel Antonio. Muito linda também! Não dá para ver o sol se pôr no mar, mas ainda assim o efeito do fim de tarde é muito lindo lá!

       
       
      5º dia - Manuel Antonio
       
      O Parque Nacional não abre as segundas-feiras, então fomos na terça. O preço para estrangeiro é 16 dólares e vale muito a pena! É incrível!!! Mas lembre de levar lanche e água, pois lá dentro não vende nada. Outra coisa importante é que não são todos os alimentos que eles permitem o acesso, vi um pessoal com amendoim torrado sendo barrado. Não sei exatamente o que pode e não pode, mas nós levamos pão, queijo, banana, oreo e água e foi liberado!
       
      O Parque é MARAVILHOSO! Logo na entrada pegamos um desvio, em vez de seguirmos pelo caminho principal, e nos deparamos com dois veadinhos, mais a diante bichos preguiça, um formigueiro ENORME e quando chegamos na praia um guaxinim que tentou roubar nossas bananas kkkkk é preciso ter cuidado com os macacos também, um deles abriu o zíper da mochila de um amigo nosso e roubou um sanduíche.
       
       
      A praia é MARAVILHOSA, o parque tem três praias, mas a maior é a melhor mesmo, sem ondas, água cristalina, dá para ficar o dia todo na água, mas, como ainda tinha muito do parque para ver, seguimos caminhando. Vimos árvores enormes, cotias. aranhas. lagartas e borboletas super coloridas, os três tipos de macacos que tem no parque, iguanas, e um quati muito fofo que veio até mim, creio eu pelo cheiro da banana que estava na minha bolsa.
       
       
       

       


       
       
      6º dia - Manuel Antonio / Monteverde
       
      Uma coisa que nos preocupou enquanto planejávamos a viagem era como iríamos no locomover. Li muitos textos falando sobre como era difícil ir de um lugar a outro sem carro, que teríamos que ir a San José para de lá irmos a outro lugar ou alugar um carro, isso não é verdade. É possível rodar a Costa Rica de ônibus! É só pesquisar um pouquinho, pedir informação e se jogar! Alugar carro pode ter suas vantagens, mas na Costa Rica eu não acho que seja a melhor opção. Algumas estradas são beeeem ruins, e quando a gente é só passageiro não precisa se preocupar com essas coisas.
       
      Para irmos até Monteverde pegamos um ônibus saindo de Quepos às 9;30h, chegando em Puntarenas 13h, e, às 13:30h pegamos outro bus para Monteverde.
       
      Monteverde faz um friozinho, ficamos no Santa Elena Hostel Resort, muito bom! O gerente, Ro, é uma simpatia! Chegamos já no final da tarde, então tomamos chocolate quente e passeamos pela vila, Monteverde foi o lugar mais barato na Costa Rica para Souvernirs, tem uma loja que é a maior de todas, comprem lá, sabem aqueles copinhos de licor? Foi o único lugar que achei por 2 dólares, devia ter comprado vários! Nos outros lugares todos custavam pelo menos USD6!
       
      7º dia - Monteverde
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      Dia de aventura! Fechamos o passeio com a 100% aventura que nos pegou na porta do hostel. Foi 50 dólares por pessoa, que incluíram o translado (hostel - parque - hostel) 10 tirolesas, um rapel, uma ponte suspensa e um passeiozinho de bugre. Vale muuuuuuuuito a pena!
       
      O instrutor coloca um medinho na hora de passar as orientações, dizendo que você tem que saber frear senão pode se bater na árvore, mas é bem tranquilo e você sente muita segurança nos equipamentos. As tirolesas vão aumentando de "dificuldade" gradativamente, e se a pessoa achar que não dá conta, pode desistir, mas é muito legal! Valeu demais! Eles tem inclusive a tirolesa mais comprida da América Latina, 1590m.
       
      De tarde fomos no árbol hueco (árvore oca), é uma caminhada até chegar nessa árvore, um sobe ladeira infinito, até que você chega a uma trilha bem escondida que leva até a árvore oca. Eu não subi na árvore porque fui atacada por uns bichos que começaram a me picar, mas os meninos foram e adoraram. O tronco da árvore se entrelaça de um jeito que é possível subir por dentro dela.
       
      Nesse dia jantamos no hostel mesmo uma pizza, USD18, e na hora de dormir encontrei um escorpião no meu travesseiro! Joguei o travesseiro no chão e conseguimos matar o bicho. Eu acho que ele entrou por um buraco que tinha na parede bem na cabeceira da minha cama, então tapei esse e os outros buracos que tinha no quarto com papel higiênico para não ter mais sustos. Ro, o gerente, disse que é comum aparecer escorpião lá, pelo menos 3x no mês, que esse era o azul e que ele mesmo já foi picado umas 20 vezes!!! Que dói pra caramba mas que não mata. Eu aproveitei e perguntei logo que bichos na Costa Rica podem levar à morte, ele disse que tem uma aranha bem "peligrosa", mas que não é fatal, e serpentes e rãs que podem matar.
       

       
      8º dia - Monteverde / La Fortuna de San Carlos
       
      De Monteverde fomos para La Fortuna, e Ro nos deu duas opções, irmos de ônibus por 8h por 15 dólares, ou pagarmos 25 dólares numa viagem de 3 horas que iria pelo lago, escolhemos a segunda opção. Aventuras en el lago foi a empresa que fez o transfer, eles nos pegaram de van no hostel, nos deixaram no lago, que atravessamos com uma lanchinha, o que já é um passeio, e do outro lado do lago outra van nos pegou e nos deixou no hostel. Do lago já é possível ver o vulcão Arenal! Emocionante demais ver um vulcão assim!
       

       
       
      Ficamos no Hostel Arenal Backpackers Resort, ele tem uma estrutura muito boa, com piscina, slackline, rede de vôlei, ar condicionado nos quartos, chuveiro quente, maaaaaas, não é um hostel simpático. Não tem cozinha, e se você quiser comer algo que comprou tem que ir para o fundo do hostel porque eles não deixam comer nas mesas do bar, sinceramente eu NÃO recomendo esse lugar.
       
       
      9º e 10º dia - La Fortuna
       
      Fizemos o check-out no hostel, que inclusive é super cedo 10h da manhã, sendo que o check-in é as 15h, e fomos ao Baldi Hot Springs, um hotel que tem 25 piscinas com águas termais, quentes por causa do vulcão. Eles oferecem a opção de day use, em que você chega de manhã e fica até as 22h, ou você pode se hospedar e mesmo depois do check out continuar lá aproveitando o day use, nós nos hospedamos e foi uma delícia passar dois dias naquelas águas quentinhas, sem falar na vista do quarto que é pro vulcão.
       

       
      11º ao 15º dia - La Fortuna / Montezuma
       
      Nós só tínhamos roteiro até La Fortuna, decidimos que deixaríamos uns dias livres mesmo para decidir já na CR o que fazer e aí ficamos na dúvida entre Guanacaste e Montezuma, como Guanacaste é bem turística, bem movimentada, escolhemos ir pra Montezuma, que tem uma pegada mais hippie, mais tranquila. Acordamos cedinho e conseguimos pegar o ônibus para San Ramón que saiu às 4:30h, com chegada às 7h. Depois pegamos outro ônibus de San Ramón às 7:20h e chegamos em Puntarenas 10:15h. De lá, pegamos o ferry para Paquera 11h, e as 14h chegamos, aí mais um ônibus para Montezuma e enfim Hostel Lucy. Essa viagem foi beeeeeeeem cansativa, mas chegamos no lugar certo! O hostel Lucy fica de frente pra praia, que não é ideal para o banho porque tem muita pedra, mas com a maré baixa dá pra dar um mergulho.A dona do hostel é uma senhorinha que mora lá a vida toda, o hostel é simples, mas é limpo e bem silencioso. O único problema é que o banho não é quente, mas tem uma cachoeira a uns 15 minutos e o centro da cidade fica bem perto também. Resolvemos passar a última semana da viagem lá, só relaxando e curtindo a natureza.

       
       
      16º dia - Montezuma / San José
       
      Chegamos no ponto de ônibus 6h da manhã e de lá pegamos um ônibus para San José, paramos no ponto de Cabuyo e lá compramos a passagem para San José, o ônibus pega o ferry de Paquera e vai direto até San José, nessa noite ficamos na casa de um amigo e fomos ao Cassino do Sheraton.
       
      17º e 18º dias - San José
       
      Fomos para a CR para o casamento de um amigo costa riquenho, o casamento foi no Hotel Real Intercontinental, e como tinha desconto para os convidados ficamos lá nas duas últimas noites da viagem. O hotel é na frente do maior shopping da CR, o Multiplaza e tem um café da manhã maravilhoso! O restaurante de cozinha italiana do hotel , o Pimento, também é maravilhoso!
       

       


       
      Foram dias maravilhosos e a CR é um país lindíssimo!
      As pessoas são extremamente gentis e simpáticas, é realmente PURA VIDA!
    • Por Marcial Junior
      Olá pessoal, tenho 22 anos e sou do interior de São Paulo.
      Resolvi fazer a minha viagem há uns 2 meses atrás, e estava decidido que ficaria 10 dias na Costa Rica, escolhi sair de São Paulo no dia 21/03/2017 e voltar dia 30/03/2017, e logo já fui correndo atrás das passagens. Pesquisei primeiro no site Decolar.com para saber quais seriam as melhores companhias aéreas e então cheguei à COPA AIRLINES. Depois fui ao site da companhia e comprei direto deles, paguei aproximadamente R$2.200,00 com saída de Guarulhos, escala no Panamá e destino final Alajuela, na Costa Rica.
      Como eu queria conhecer alguns lugares que sempre tive vontade, decidi reservar 3 Hostels em lugares distintos, para eu não me sentir muito "preso", então meu itinerário ficou assim:
      Dia 01: BRA - Alajuela
      Dia 02: Alajuela – Jacó
      Dia 03: Jacó - Jacó
      Dia 04: Jacó - Jacó
      Dia 05: Jacó – San José
      Dia 06: San José – San José
      Dia 07: San José - Alajuela
      Dia 08: Alajuela - Alajuela
      Dia 09: Alajuela - Alajuela
      Dia 10: Alajuela – BRA
       
      - Escreverei todos os horários como se fossem o de Brasília, mas se vocês quiserem saber qual era o horário no Panamá subtraiam 2 horas, e na Costa Rica subtraiam 3 hora
      - Todos os quartos dos Hostels e Hotel que fiquei foram privativos com banheiro/chuveiro privativo.
       
      DIA 01: No primeiro dia sem novidades. Cheguei no Aeroporto e logo vi uma fila gigantesca nos guichês da Copa, mas vi que tinha um senhor dando informações e ele me perguntou se já tinha feito o check-in online e se estava com o meu cartão de embarque impresso, e respondi que sim, logo ele me indicou uma outra fila com apenas 1 casal na minha frente. Então já fica a primeira dica para vocês: façam o check-in online, além de já escolherem o assento, na hora de despachar a mala, tu terás preferência.
      Como tenho conta no Banco do Brasil eu fiz o saque em dólar direto no caixa eletrônico, paguei mais ou menos R$ 3,14.
      Como tenho facilidade de dormir, eu fui dormindo nos dois voos e não consegui pegar nenhuma das refeições.
      Tive que esperar umas 2 horas no Panamá, a partir daqui recomendo a desligarem a chave do Português e ligarem a chave do Espanhol. Eu, que nunca tinha viajado para nenhum país de fora, fui testar o meu espanhol de vídeo game comprando, no próprio aeroporto do Panamá, aqueles travesseiros de pescoço, e até que fui bem, consegui comprar por $10 um belo de um travesseiro de pescoço que tornou as minhas sonecas muito mais confortáveis (segunda dica).
      O avião do Brasil para Panamá tem uma televisão onde tu consegue escolher alguns filmes (dublados) para ir assistindo, ou músicas para ir ouvindo, e você também consegue reproduzir fotos, músicas e vídeos que você tem em seu pendrive.
      Em Alajuela fiquei em um Hostel que foi projetado para Estadunidenses, mas como tinha gostado das fotos, preço e localização, resolvi ficar la, até porque eles não iriam impedir a minha estadia porque sou BR né! Reservei por e-mail, e paguei $200 pelas 4 noites.
      HOSTEL: Alajuela Backpackers ([email protected])
       

       
      DIA 02: No meu segundo dia, fui para Jacó, uma cidade litorânea que é banhada pelo Oceano Pacífico. Fui de ônibus mesmo, paguei uns 1000 colones (a conversão grosseira pode ser feita 500 colones=1 dolar). Neste dia visitei só a praia da própria cidade mesmo, que tem uma areia grossa e água um pouco mais escura do que estamos acostumados. Em Jácó fiquei em um outro Hostel chamado El Crucero, reservei pelo chat do Facebook, que paguei $130 pelas 3 noites.
      HOSTEL: El Crucero (https://www.facebook.com/elcrucerolodge/)
       

       
      DIA 03: No outro dia acordei cedo e fui para o Parque Manuel Antônio. Peguei o ônibus em frente a uma loja chamada EKONO, é um ônibus verde que passa a cada hora ímpar, que vai para a cidade de Quepos, de lá tu pega um circular e vai para o Parque Manuel Antônio. O ônibus para Quepos vai LOTADO, então tente pegar o mais cedo possível. Quem visitar a Costa Rica e não for visitar este parque, certamente perdeu uma grande oportunidade, inclua este local no seu roteiro! Estrangeiros pagam $16 para entrar, no parque. No caminho encontra-se vários animais, como bicho preguiça, uns macaquinhos, ..., mas não vá lá com o intuito de ver animais, pois este é só um “bônus”, o principal mesmo é a praia de Manuel Antônio.
      Praia lindíssima, e com uma bela trilha para se fazer, onde, no meio do percurso, tu encontras alguns mirantes para o mar, não perca a oportunidade de tirar várias fotos nestes mirantes.
      Neste parque não se pode entrar com alimento, o guarda faz uma vistoria na sua bolsa antes de tu entrar, mas pode-se, e deve levar maquinas fotográficas.
      Em frente ao local onde compra-se as entradas ficam vários guias oferecendo serviços, mas eu fui sem nenhum guia e consegui ver todos os animais, fazer as trilhas e ir à praia tranquilamente, então eu não recomendo guia não.
      Além disso o parque é super bem estruturado, tem local para você se banhar depois de sair da praia.
      Tome cuidado pois na praia há muitas pedras e tu pode se machucar, além disto, a praia é funda, então se não souber nadar, fique bem no cantinho.
       

       

       

       

       
      DIA 04: Fiquei só na praia de Jacó mesmo, sem inventar muita coisa.
      O que tem para jantar que já conhecemos la é KFC, Pizza Hut e McDonalds. Como não sou muito fã de McDonalds eu acabei comendo mais no Pizza Hut e no Pollolandia, que é um concorrente direto do KFC, e eu o gostei mais do frango da Pollolandia.
       
      DIA 05: Neste dia eu saí de Jacó para a capital San José, neste dia eu fui ao Castros’s Bar. Este é outro lugar que também recomendo para terem uma ideia dos ritmos e das danças da Costa Rica. Neste lugar rola um DJ todo sábado, então se for, vá em algum sábado. La vão pessoas sozinhas também, e creio que, se tu pedir para elas te ensinarem um passinho ou outro, creio que elas te ensinarão, eu não tentei, hehehehehe.
      Para se locomover dentro da própria cidade, qualquer cidade, vá de Uber, é muito barato e eficiente (Dica 03).
      Hotel: Hotel Novo ([email protected])
       
      DIA 06: Acordei cedo mais uma vez e fui para o Parque Diversiones, fica em San José também e dá para ir de Uber, tu paga para entrar 8mil colones e desfruta de todas as atrações do parque. Recomendo irem com roupa leve e que seca rápido, porque la tem brinquedos que são na água, brinquedos mais tranquilos e também alguns com mais adrenalina. Tem como você alugar um guarda volumes la também. Dentro do parque também tem uma praça de alimentação muito boa com opções de frango, pizza e lanches. Vá cedo para que não pegue muita fila nos brinquedos, então tu vais em todos os brinquedos que queira de manhã, almoça, dá uma descansada, e a tarde vai mais uma vez.
      No parque há também uma mini fazenda com alguns animais, nada muito diferente da nossa realidade: vacas, galinhas, cabritos, ...
       

       

       

       
       
      DIA 07: Fiz isto também para que ficasse fácil para que eu fosse ao aeroporto no meu último dia também. Voltando para Alajuela, neste dia estava programado para eu ir visitar a Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, mas acabei chegando tarde em Alajuela e perdi o horário do trem que ia para Cartago, cidade que fica a Basilica, então resolvi deixar para o dia 09.
       
      DIA 08: Talvez este tenha sido o segundo dia mais aguardado por mim (depois de Manuel Antônio), o dia de conhecer o tão famoso Vulcão Poás. Aqui não vou detalhar muito, mas neste outro post (vulcao-poas-costa-rica-t142506.html) eu conto os detalhes só deste dia. Mas adiantando: coloque este destino também na sua lista.
      Acabei jantando no Subway perto do Hostel mesmo.
       
      DIA 09: Como dito acima, no dia 08 eu jantei um lanche do Subway, foi a pior coisa que fiz em toda esta minha viagem. Eu peguei uma intoxicação alimentar que não saía do banheiro! Fiquei todo o dia tomando soro e comendo banana e maçã no Hostel e, por conta disto, não consegui visitar a Basílica em Cartago.
       
      DIA 10: Depois de 2 litros de soro ingerido, 1 cacho de banana e algumas maçãs no dia anterior acordei melhor para pegar o meu voo para o Brasil.
      Como já tinha feito o check-in online e já tinha impresso o cartão de embarque foi só despachar a minha mala, mas desta vez sem fila preferencial porque tinham pouquíssimas pessoas na fila.
      Cheguei na minha escala no Panamá e fui direto ao meu portão de embarque para o Brasil, e, para minha surpresa, só estava faltando eu. Mas não foi culpa minha o atraso, é que o avião que eu estava vindo da CR tinha pousado mas não tinha finger para que nós pudéssemos desembarcar, então tivemos que ficar esperando uns 20 minutos dentro do avião.
      No avião do Panamá para o Brasil você já começa a se sentir mais familiarizado com as pessoas, porque a maioria são brasileiras e estão vindo dos EUA, México, República Dominicana e também fizeram escala no Panamá, mas mesmo assim é melhor tu não desligar a chavezinha do Espanhol para tu se comunicar com as aeromoças.
      Nestes voos, diferentemente dos da ida, eu consegui ficar acordado e pegar as refeições que eles serviram. De CR para Panamá eles serviram um pão com uma salada este da foto abaixo; e do Panamá para BR eles serviram uma macarronada que você podia escolher o molho, de carne moída ou frango, eu peguei de frango e uma CocaCola, mas tinham várias outras opções como Schweppes, vinho, vodka, água, CocaZero.
      Depois eles passam mais umas duas vezes oferecendo bebidas.
      Chegando em GRU, peguei a minha mala despachada e na primeira andada já percebi que tinha algo errado, então sentei e fui conferir se não tinha enroscado nenhum plástico ou nada nas rodinhas, foi aí que vi que a companhia tinha quebrado a rodinha da minha mala.
       

       

      • Eles são muito patriotas; nos dias que eu fiquei lá a seleção de futebol deles iria jogar, e muitos homens e mulheres só andavam com a camiseta da seleção deles.
      • A comida deles é um pouco diferente das nossas, eles gostam muito de frango e mariscos. Eu que não gosto muito de mariscos resolvi ficar só no frango e pizza mesmo.
      • Eu me identifiquei mais com o reggaeton deles, com a salsa, merengue, bachata, eu não gostei muito não.
      • Acostume-se em fazer contas rapidamente para tu converter de colones para dólar e depois para Real. A maioria dos lugares fazer a seguinte conversão: 500 colones = 1 dólar = R$ 3,14 (em março/2017).
      • As coisas são muito caras lá, vá preparado!
      • Há muitos ATM e ATH para você realizar saques em todas as cidades, pelo menos nas que eu passei: San José, Alajuela e Jacó.
      • Ande de Uber tranquilamente.
      • Lá eles gostam muito de brasileiros, porque creio que uns 70% dos visitantes de lá são estadunidenses, então tu falas que é do Brasil, eles piram.
      • Respeite a cultura deles, pois o estranho lá é você.
       
      Então é isto pessoal, esta foi a minha visita à Costa Rica.
      Quem ainda tiver dúvida ou quiser alguma dica, é só escrever depois nos comentários que, se eu puder e/ou souber, eu vou ajudar sim.
      Obrigado pessoal!


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