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EUROTRIP – MARÇO/17 – MADRID – LISBOA – PARIS – ROMA – 15 DIAS

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Oi, gente!

 

Depois de ter feito diversas viagens pegando muitas dicas aqui no Mochileiros, tomei vergonha na cara para escrever o meu primeiro relato.

 

Eu já tinha definido que iria fazer uma Eurotrip em 2017 e, como sou autônoma, tenho uma boa flexibilidade de datas para viajar. Por isso, quando retornei da minha ultima trip pro Chile, comecei a monitorar as promoções de passagens até que, em agosto de 2016, encontrei uma promoção com voo Salvador – Madrid direito e com taxas por R$ 1533,00, pela AirEuropa para uma data que seria viável pra mim.

Vale dizer que esse valor ainda incluía as taxas do Viajanet, pq mesmo com a comissão deles ficava mais barato que comprando diretamente pelo site da companhia.

 

Assim, 07 meses antes da viagem, estava eu com as passagens em mãos para passar 15 dias viajando pelo velho continente!!!! ::hahaha::

 

Logo após a compra das passagens, surgiu uma promoção de seguro da Mondial para a Europa dando 50% de desconto! Assim, paguei R$ 197 pelo seguro por 15 dias.

Então comecei a pensar mais ou menos no roteiro: não abria mão de Paris e Roma e pensava em incluir Londres.

 

Foi ai que minha mãe, que sempre teve o sonho de viajar para a Europa e nunca pôde realizar, cerca de 01 mês depois da minha compra de passagem, decidiu que ia também já que ela não fala outra língua e sairia mais em conta do que ir pela CVC hahaha. Vale dizer que a passagem dela, comprada um mês depois, ficou cerca de R$ 350 mais cara para o mesmo vôo e que o seguro também, pois só consegui depois uma promoção de desconto de 30%.

 

Ai veio um porém: eu queria MUITO ficar em hostels. Prá mim, a integração que um hostel proporciona é um dos pontos mais altos da viagem. E claro que não dava pra ficar em quarto privado a viagem toda, pq sairia muito caro e seria até melhor ficar em um hotel pelo preço. Conversei direitinho com ela, expliquei meus motivos e falei que escolheria os hostels com carinho e que ficaríamos em quartos femininos e com menos camas.

 

Sobre os hostels, um parênteses: foram muito maravilhosooos! ::love::::love:: Recomendo todos os que fiquei. Vou colocando mais infos a medida que for escrevendo, mas vale dizer desde já que recomendo de olhos fechados: Ok Hostel Madrid, Home Lisbon Hostel, Generator Paris e The Yellow Roma. Minha mãe não cansa de repetir o quanto eu acertei em todas as escolhas.

Bom, sobre minha mãe, a única coisa que ela interferiu no roteiro foi me pedir pra incluir Lisboa, pois ela queria muito conhecer. Assim, fechei o roteiro da seguinte forma:

 

Dia 01 – Chegada em Madrid as 11h

Dias 02 e 03 – Madrid

Dia 04 – Ida para Lisboa com chegada as 14h

Dia 05 e 06 – Lisboa

Dia 07 – Ida para Paris com chegadas as 17h

Dias 08, 09, 10 – Paris

Dia 11- Ida para Roma com chegada as 19h

Dias 12, 13, 14 – Roma

Dia 15 – Ida para Madrid com chegada as 19h

Dia 16 – Retorno para o Brasil

 

Ainda na fase pré-viagem, vale dizer que em razão de eu não ter rendimentos fixos, preferi ir comprando tudo que podia comprar antecipadamente aqui do Brasil mesmo (ingressos das atrações), ainda que tivesse que pagar o IOF do cartão. Sério, foi a melhor coisa que fiz (no meu caso). Antes da viagem eu já estava com tudo praticamente pago, o que foi ótimo, além de ter conseguido tudo pros horários que ficariam melhor na minha programação, além de bons descontos (como na Disney Paris que comprei dois parques pelo preço de um). Também vale dizer que o euro sempre estava fechando abaixo no cartão do que os valores que encontrei nas casas de cambio da minha cidade, o que acabou compensando.

 

Como decidi fazer os deslocamentos de avião, também fui monitorando as passagens e consegui valores razoáveis, incluindo em todos eles o despacho de uma mala de porão para cada uma.

 

Outra observação é que tinha reservado sempre dormitórios em todos os hostels. No entanto em Roma consegui uma promoção no Booking para quarto privado por um preço que valia a pena. Como era o último destino da viagem, pensando no conforto de minha mãe, acabei pegando o privativo e foi ótimo (eu também estava bem cansada e todos os dias acabando dormindo até tarde hahaha). ::hãã::

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Abaixo seguem meus gastos de antes da viagem (gastos individuais):

 

Passagem aérea SSA – MADRID IDA E VOLTA: R$ 1533,00

Seguro viagem – R$ 196,47

Ok Hostel Madrid (quarto feminino, 03 noites, 06 camas com imposto incluído) - € 59

Ok Hostel Madrid (quarto feminino, 01 noite, 06 camas com imposto incluído) - € 18

Home Lisbon Hostel (quarto feminino, 03 noites, 06 camas, com café da manhã) - € 50 (em Lisboa tem um imposto de 1 euro por diária)

Generator Paris (quarto feminino, 04 noites, 08 camas) - € 106,20

The Yellow Roma (quarto privado com banheiro, 04 noites) - € 106,57 (Observação: em Roma tem um imposto de €3,50 por diária – mais caro que o quarto ::grr:: ).

 

Voo Madrid – Lisboa (já incluindo o valor da bagagem paga) – R$ 179,30

Voo Lisboa – Paris (Orly) (já incluindo o valor da bagagem paga) – R$ 182,61

Voo Paris (CDG) – Roma (FCO) (já incluindo o valor da bagagem paga) – R$ 208,34

Voo Roma (CIA) – Madrid (já incluindo o valor da bagagem paga) – 74,55 EUR

 

 

Scavi Tour - € 13,00 – Melhor coisa que eu fiz em toda a Europa. Se for pra Roma, tem que ir, independentemente de religião!!!!

Disney Paris - € 47,00 para os dois parques

Torre Eiffel - € 11,00

Louvre - € 17,00

Coliseu - € 14,00

 

Fora isso tive que comprar umas roupas de frio, pois a previsão estava bem tensa para uma baiana hahaha. Comprei um casaco em Madrid que me salvou, pois peguei bastante frio em Paris. ::Cold::

Enfim, essas são as informações gerais. Já começo o relato de verdade!

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Meu voo de Salvador para Madrid partiria as 22h30, então neste dia saí de minha cidade às 17h30.

Não canso de dizer quanto o aeroporto de Salvador está uma VERGONHA! Ar condicionado, elevadores, escadas rolantes: nada funciona. Esperamos abrir o embarque internacional e só havia dois policiais para fazer o controle de passaportes. Fila enorme. Na espera, duty free sem funcionar, quase nenhuma opção de alimentação e poucas cadeiras para todos que esperavam o voo. A cada dia que eu embarco em SSA sinto como se tudo estivesse pior..

 

Embarcamos no horário programado. O avião que fomos tinha configuração 2 – 4 – 2 e era bem apertadinho. Além disso, não tinha entretenimento a bordo. Quem quisesse, teria que alugar um Ipad que eu não me recordo agora o valor, mas obvio que não pagaria por isso.

Tomei meu remedinho, dormi por alguns momentos, acordando sempre pra comer, claro hahaha.

 

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Chegamos em Madrid antes do horário previsto e corri pra fila da imigração já tensa.

Sério, devo ter lido uns 1000 depoimentos sobre o quanto a imigração de Madrid é severa e tudo mais. Levei tanto papel para provar que eu era uma menina boazinha que não queria ser ilegal na europa que até pesava!

Peguei um agente bonitão que me fez várias perguntas e por vezes me olhou com cara desconfiada. Minha mãe estava comigo. Perguntou quantos dias eu ficaria na Europa, quantos em Madrid, pra onde eu iria, hospedagem em Madrid, se nós eramos parentes, se iriamos e voltaríamos juntas.. olhou meu passaporte página por página (parou na página da Colômbia, olhou nos meus olhos..) e depois carimbou. Ufa!

 

Desci no terminal 01 e para sair do aeroporto teria que ir até o 04 (o aeroporto de Madrid é enorme!!). Há ônibus gratuito entre os terminais. Entre o 01 e o 02 leva menos de 03 minutos de ônibus. Já até o 04 dura uns 08 minutos.

Tinha planejado a saída do aero de metrô. Teria que fazer apenas uma baldeação para chegar até o hostel. Um mês antes da viagem descobri que a linha do metrô que sai do aeroporto estaria fechada até abril para reformas.

Assim, optei por sair do aero usando a combinação Trem + metrô. O trem me custou €2,60 e o metrô €1,22 (explicação abaixo). Aqui vale uma observação: o sistema de transporte de Madrid é ótimo (trem e metrô, que foi o que usei). Limpo, vazio, pontual.

Para locomoção no metrô compramos um passe que se chama Metrôbus. Pode ser usado por mais de uma pessoa e dá direito a 10 viagens de metrô. Custou 12,20 euros e foi tranquilo comprar nas máquinas de autoatendimento.

 

Enfim chegamos ao Ok Hostel, antes do horário do check in. Grata surpresa nas aéreas comuns: o hostel parecia ser ótimo!

 

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Largamos nossas malas e partimos para bater perna.

Seguimos andando do hostel até a Plaza Mayor, depois Puerta del Sol e Grand Via. Andamos por todo o centro – é tudo muito perto.

Fomos até o terraço do El Corte Inglés, que oferece uma linda vista do centro da cidade, com uma pequena praça de alimentação. Lá tomei meu primeiro Amorino da viagem (de muitos). Aquele formato de flor acaba com meu emocional.

 

Para as meninas, vale um adendo sobre a Primark da Grand Via (gente, sério. Fiquei doida!!). Se não quiser gastar, nem passe lá. São cinco andares e é tudo MUITO BARATO! Ficamos meio surtadas pensando como poderíamos comprar a loja toda hahaha

 

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Na volta pro Hostel, passamos pela Plaza Mayor e nos deparamos com a torcida do Bayern Leverkusen. A Plaza Mayor de Madrid é fechada por construções e eles gritavam tanto que o barulho ficou ensurdecedor. Foi lindo de ver! Naquela noite o Bayern encararia o Atletico de Madrid pela Champions.

 

Voltamos para o hostel para tomarmos um banho e ocupar nosso quarto. Era um quarto feminino com 06 camas e banheiro interno. A cama era ótima e o locker enorme. Pagamos € 2 pelas toalhas e mais €5 pelas chaves, que foram devolvidos no check out.

 

A noite fomos ao mercado de San Miguel mas não jantamos por lá – tudo bem caro, apesar do lugar ser ótimo. Fomos a um restaurante próximo a Plaza Mayor e ficamos tomando umas cervejas e degustando umas tapas.

 

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Ainda a noite as ruas eram movimentadas e foi ótimo circular pelo centro de Madrid. Quando o cansaço bateu, voltamos pro hostel.

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Depois de um sono dos justos, acordamos para o nosso primeiro dia oficial em Madrid. Já tínhamos aproveitado muito o dia da chegada e percebi, inclusive, que o roteiro que fiz ficaria leve.

O Hostel não incluía café da manhã. Eles cobram €3 com buffet livre. Vale muuuuito a pena – sério!!! Tem frutas, pães, cereais, iogurte, queijo, presunto, geleias, máquina de crepe, nutella.. meu Deus, eu comia demais!!! ::hahaha::::hahaha::

 

Pegamos o metrô e seguimos para um passeio que eu e minha mãe estávamos ansiosas: o tour pelo Santiago Bernabéu. Sério, tem que ir, independentemente de gostar ou não de futebol!!! Nós amamos e era o passeio mais certo que faríamos em Madrid – e não decepcionou em nada!

 

O metrô para na porta do estádio e já é impactante a chegada junto a ele. O ingresso do tour custou €24 e levamos mais de 2 horas lá dentro, percorrendo todo o estádio.

 

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Você vai passando por um circuito que inclui museu, vestiários, etc até chegar no gramado.. é sensacional!

 

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Saindo do Bernabeu, almoçamos em um pequeno centro comercial ao lado que foi um ótimo custo benefício. Fomos num restaurante chamado Café e Tapas, que depois descobri ser uma rede espalhada por toda a cidade. Pegamos um menu do dia (entrada, prato principal e sobremesa) mais bebidas (refrigerantes e mojito), pagando no total €25,50 para eu e minha mãe.

Pegamos o metrô até a estação Banco de España. De lá seguimos andando até a Puerta de Alcalá, Fuente de Ciebeles, chegando até Parque de El Retiro.

 

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O parque é enorme e lindíssimo. Andamos por horas! Fico imaginando como seria no auge da primavera!

 

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Para completar, ainda abriga o Palácio de Cristal que é um encanto!

 

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Ficamos por horas e já estávamos bem cansadas de tanto andar, mas ainda assim, com muito fôlego neste primeiro dia de viagem. Resolvemos, então, pegar o metrô para ver o pôr do sol no Templo de Debod, o que só faríamos no dia seguinte.

Obs: O app do metrô de Madrid é ótimo e funciona off-line. Me ajudava muito nas mudanças de roteiro.

 

O templo estava fechado para visitas quando chegamos e já tinha muita gente à espera do por do sol na área externa. Olhei no celular e faltava algum tempinho para o sol se por. O que fizemos? Fomos atrás de um barzinho para tapear. Esse costume de ganhar petiscos ao beber já estava incorporado em nós hahaha.

 

A área do templo é linda e oferece uma ótima vista da cidade. Vale a pena pegar um por do sol por lá!!

 

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Após escurecer, resolvemos que íamos andar até onde aguentarmos. Assim passamos por Plaza de España, Grand Via, Plaza Mayor e quando vimos, já estávamos de volta ao hostel.

Vale ressaltar que nesse trajeto ai passamos na Chocolateria San Gines, comer o tradicional churros com chocolate quente! ::love::

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O dia anterior tinha sido bem puxado (o app do celular apontava que andamos mais de 15km) então acordamos um pouco mais tarde.

Fomos andando do hostel até o Palácio Real.

 

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Das 16h as 18h (outubro a março) e das 18h as 20h (abril a setembro) o palácio oferece visita gratuita para algumas pessoas (cidadãos da união europeia, ibero-americanos, etc – vale consultar o site, pois tem informações detalhadas). Fora isso, a visita custa 11 euros. A ideia seria voltarmos nesse horário para entrarmos gratuitamente (o que acabou não acontecendo hahaha). ::putz::

 

Toda a região do Palácio é linda e ele é cercado por jardins que merecem a visita (Jardins de Sabatine, Campo del Moro, Plaza de Oriente). Na sua frente está o Teatro Real e ao lado a Catedral de Madrid.

 

A Catedral tem visita gratuita no seu interior. Há também a possibilidade de subir na cúpula, mas preferimos não subir. A parte de dentro é bem bonita e, pra quem é católico, vale procurar pela Capela onde fica o Santíssimo. É linda!

 

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Saindo da Catedral e seguindo no sentido oposto ao Palácio há as ruinas da antiga Muralha Árabe. È uma área pequena, mal sinalizada.. poderia ser melhor explorada, até mesmo pela localização.

 

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De lá, seguimos andando, passamos pela Plaza de Espana e chegamos até a Grand Via novamente.

Fizemos um tour de compras e gastronomia nesta tarde :lol: por isso deu preguiça de retornar para a visita gratuita no Palácio.

 

Fomos para o Hostel para participarmos do jantar lá. Além do café da manhã caprichado, todas as noites o hostel oferece um jantar coletivo por €10, com direito a entrada, prato principal, sobremesa e OPEN BAR (sangria e cerveja)! Optamos por jantar nesta noite porque era a Noite da Paella!! ::love::

Eles também organizam Pubcrawl todas as noites por €15. Querendo jantar e ir para o pubcrawl na mesma noite fica tudo por €20.

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Nosso voo para Lisboa era no começo da tarde. Acordamos, arrumamos as malas, tomamos nosso café e fizemos o check out no hostel, seguindo de metrô + trem até o aeroporto.

 

Embarcamos às 14h20 e chegamos em Lisboa às 14h45 (Lisboa tem o fuso de 1h a menos). Voo pela TAP, super tranquilo.

 

Para locomoção em Lisboa compramos o cartão Viva Viagem (€0,50) – necessário um para cada uma – e recarregamos com €10 cada cartão (sobrou e perdemos dinheiro ::putz:: ) na modalidade Zapping. Fizemos a compra e recarga nas máquinas de autoatendimento no próprio aeroporto.

A recarga nessa modalidade permite que o cartão possa ser utilizado em qualquer tipo de transporte (ônibus, metrô ou bonde). O cartão é de papel e é bom ter cuidado, pois se estragar não há reembolso dos valores.

 

Fomos de metrô do aeroporto até bem próximo ao Hostel, na estação Baixa-Chiado. O Metrô de lisboa também é ótimo e tranquilo de usar.

A recepção no Home Lisbon Hostel foi com uma Ginginha, bebida típica portuguesa.

 

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O hostel é bem charmoso e super bem localizado, próximo à Rua Augusta.

 

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Já estavámos azuis de fome e fomos até o Armazens do Chiado, um shopping bem próximo ao hostel, pois queríamos comer rápido. Há boas opções de restaurantes com um precinho bacana. A partir daí, passamos a percorrer o centro de Lisboa.

 

No fim da tarde, achamos um barzinho que fica no canto esquerdo da Praça do Comércio com uma vista linda para o por do sol chamado Cais da Favorita. A estrutura do bar é em um barco e tem umas cadeiras de praia ao ar livre, voltadas para o Tejo (gostamos muito e acabamos voltando outro dia também!).

 

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A noite fomos até o Mercado da Ribeira onde funciona o Time Out Market. Assim como o Mercado de São Miguel em Madrid, eles revitalizaram o local, dando um ar mais gourmet e convocando grandes chefs para colocarem seus stands.

 

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Vale dizer que os preços não são dos melhores – gourmetizaram, né? Mas tem excelentes opções pra comer e tomar uns drinks.

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No roteiro que havia traçado para este dia estava previsto conhecer as atrações do centro de Lisboa e ir até o castelo de São Jorge.

Como havíamos chegado cedo ontem, já havíamos passado por vários lugares que estavam programados. O dia então ficou mais leve..

 

A diária do hostel incluía café da manhã. O café era muito bom: pães, iogurte, queijo e presunto, geleias, sucos, café, cereais, etc.

Assim como em Madrid, todas as noites ele fazem um jantar pelo custo de €10 que é feito pela mãe do dono do hostel, a Mama, com entrada, prato principal e sobremesa.

O Home Lisbon Hostel é um charme!

 

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De barriga cheia, saímos andando com destino ao Castelo de São Jorge. No caminho, passamos pela Catedral da Sé.

 

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O interior da Igreja não me conquistou – e olhe que sou fã delas, então não demoramos muito.

 

Seguimos para o Castelo. O ingresso custa €8,50 e a área é grande e muito agradável, com vários espaços bem arborizados, jardins, locais para tomar vinho..

 

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Lá dentro há banheiros, lanchonete, restaurante. Fizemos uma parada na lanchonete e os preços eram ok – ainda tivemos a companhia de muitos pavões durante nosso lanche (e pombos também :?).

 

As vistas lá de cima são lindas (e talvez por isso eu não tenha achado graça nos demais Miradouros por onde passei).

 

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Ainda estava cedo e eu e minha mãe cogitamos aproveitar pra passar a tarde em Belém (o que faríamos no dia seguinte). Por sorte, encontramos um casal que conhecemos no aeroporto de Salvador que nos informou que estava acontecendo a Maratona de Lisboa em Belém e que estava um caos por lá.

 

Assim, mantivemos a programação e seguimos andando em direção à Praça do Rossio e Elevador Santa Justa (€5,50 a viagem – caro demais!!!). Almoçamos nesta região, que oferece várias opções de restaurante por um preço bacana – pagamos €9 euros em um bacalhau com natas (gratinado com batatas).

 

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Passamos no hostel, tomamos um banho e fomos para o outro lado do bairro do Chiado, passando pelo Café a Brasileira e chegando até a Praça Luis de Camões. No Caminho, Amorino ::love::

 

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Voltamos andando para a Praça do Comércio para vermos o por do sol no mesmo local do dia anterior.

 

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Ali na praça mesmo fica o Museu da Cerveja – além de Museu, eles funcionam como bar. Decidimos encerrar nossa noite por lá, assistindo futebol português, tomando cerveja e comendo o delicioso Pastel de Bacalhau com Queijo Serra da Estrela (é o mesmo da famosa Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, vez que as empresas são do mesmo grupo). Os preços são salgados, mas achamos o lugar agradável.

 

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Logo ao lado do Museu tem um quiosque da famosa Ginginha do Carmo, onde você pode tomar a ginginha num copinho de chocolate (tirei foto mas não sei onde foi parar). Vale pela tradição – a ginginha do hostel era mais gostosa! hahaha ::otemo::

 

Uma coisa que notei em Lisboa é que mesmo nessa região da Rua Augusta e da Praça do Comércio as coisas encerram bem cedo. Por volta de 21h30 não tinha mais quase ninguém pelas ruas – e olha que estávamos por lá no fim de semana.

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Para chegarmos à parte mais moderna de Lisboa, pegamos o metrô na estação Baixa-Chiado e fomos até a estação Oriente.

A estação é interligada com o Centro Comercial Vasco da Gama, um shopping bem charmoso e com wi-fi grátis.

Atravessando o shopping, saímos de frente ao Parque das Nações com uma linda vista pra o Rio Tejo.

Demos uma volta pela região, que conta com restaurantes, espaços de eventos, teleférico (ou telecabine, como eles chamam - €3,95 só ida ou €5,90 ida e volta).

 

De lá fomos ao Oceanário. Li muitos relatos falando o quanto o passeio valia a pena – e realmente vale! O ingresso comprado na hora custa €15. Ficamos por umas 2h lá dentro.. eu tenho paixão pelo mar e não cansava de observar o grande aquário central. Indo com crianças, acredito ser indispensável na programação.

 

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No oceanário há um restaurante com preços acessíveis – não posso dizer o mesmo da loja de souvernirs. ::ahhhh::

Decidimos almoçar no shopping, pois tinha mais opções. Minha mãe acabou achando um restaurante que servia churrasco e vinha feijão, arroz e batata frita. O prato era enooorme e custou €8 com suco e cafezinho.

 

De lá, pegamos um ônibus até Belém (nº 728). O ônibus vai direto e você para em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. O local pra pegar é na lateral do shopping Vasco da Gama, onde tem um ponto mais escondido debaixo de um viaduto – ele não passa no terminal que fica no fundo do shopping.

 

Chegando ao Mosteiro, descobrimos que estava fechado. Olhaaa, quase me bato.. ::toma::

Eu pesquisei tanto sobre essa viagem e nem acreditei que não olhei os horários de funcionamento do Mosteiro. Então, segue a dica: o Mosteiro e a Torre de Belém não abrem às segundas.

 

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O ingresso custa €12 junto com a Torre e €10 só o Mosteiro ou €6 só a Torre.

 

Do Mosteiro, fomos até o melhor lugar de Belém: os Pastéis de Belém (fica ao lado do Mosteiro). Eu achava que era exagero quando falavam o quanto era bom: É MUITO BOM MESMOOO!!!! ::love::::love::

Quando você vê a frente da confeitaria, você acha que é pequeno e a fila te desanima a entrar. Pode entrar sem medo: o local é enoooooooorme. Você vai entrando e tem muitas salas, jardim interno e muitas mesas. Fora que você vai passando pela cozinha e vendo as fornadas de pastéis saindo bem quentinhos.

 

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Comemos até quando a barriga aguentou.

 

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Esta região tem muitos museus: Arqueologia, de Arte Popular, dos Combatentes, dos Coches.

Em frente ao Mosteiro, fica a linda Praça do Império, o Jardim de Belém e o Jardim Afonso Albuquerque. É uma região muito agradável.

 

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Seguimos até o Padrão dos Descobrimentos, que fica logo em frente (tem uma passagem subterrânea pra atravessar a avenida Brasília).

 

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O ingresso para subir custa €4.

De lá seguimos andando até a Torre de Belém. Tinha um artista de rua tocando violino e o clima estava uma delícia. Fica muita gente sentada curtindo a música e o visual.. ficamos um bom tempo por lá.

 

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Voltamos então para onde? Para os Pastéis. Decidimos que íamos fazer uma jantar típico com pastéis de bacalhau com queijo serra da estrela e de Belém de tomar ginginha no Hostel mesmo para celebrar nossa última noite em Lisboa. Compramos vários pasteis e assim fizemos.

 

O retorno para o Hostel também foi de ônibus (nº 714). Pegamos na frente dos Pastéis de Lisboa e descendo na Praça do Comércio (cuidados com os horários de pico - lotaaado!).

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Dia de embarcarmos pra Paris! O voo era no comecinho da tarde e foi só o tempo de tomarmos café e fazermos o checkout e seguirmos pro aeroporto.

 

Eis que na saída do hostel minha mãe cai da escada! Foi uma queda muuuuito feia, pq ela se embolou com as malas e tudo. Na minha cabeça só veio o relato que Tia Polly fez aqui contando da queda dela no Peru .. É aquela fração de segundo que vc pensa que a viagem acabou ali..

Felizmente a bicha deu um pulo, bateu o pé no chão (com medo de alguma lesão) e começou a se acabar na risada. Ufaaaa!

 

Seguimos pro aeroporto de metrô e o voo foi super tranquilo até o aeroporto de Orly, onde chegamos por volta das 16h55 (Paris tem 1h a mais que Lisboa). Houve uma demora absurda na entrega das malas e acabamos saindo tarde do aero.

 

Foi a partir de Paris que começamos a ver um esquema de segurança mais forte, com muitos policiais com fuzis em todos os lugares. No aeroporto já foi bem impactante.

Minha mãe estava bem reticente com a ida a Paris, com muito medo mesmo. Além disso, houve um atentado em Londres quando já estávamos na Europa, o que a deixou mais aflita ainda.

 

Quanto à saída do aeroporto, eu já cogitava em pegarmos um taxi. Com a queda de minha mãe (ela estava bem dolorida), optei pelo taxi mesmo.

Saindo de Orly em mais de uma pessoa, é vantajoso! A saída de taxi tem um preço fixo de €35 para o lado oposto do Rio Sena. Outra opção seria pegarmos o Trem Orly Val mais o RER B, o que nos custaria €12,05 cada uma. Ainda, teríamos que pegar o metrô para chegar até o hostel. Fomos pelo mais prático, já que a diferença de valor era mínima.

 

O caminho de táxi até o hostel tá até hoje gravado em minha memória.. Parecia que eu estava em um filme!

 

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A hospedagem foi no Generator Paris. O hostel é sensacional.. tem uma pegada de hotel, moderno, enorme (7 andares), bem equipado e tem uma estação do metrô bem em frente. O staff foi bem atencioso. Vale dizer que tem um restaurante/café muito bom no térreo, uma boite no subsolo e um bar rooftop com uma vista linda de Paris.

Os preços dos drinks são bem salgados, mas a comida tem um preço bacana e é muito gostosa (acabamos jantando lá todos os dias – recomendo a lasanha e o hambúrguer generator).

 

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Após o chekin, fomos até a estação do metrô para fazer o cartão NaviGo. Pesquisei um monte para ver qual opção de tickets do metrô seria melhor para o período que estaríamos lá e achei um post no blog Conexão Paris falando sobre este cartão e que o mesmo tinha sido dezonado, ou seja, comprando o cartão, valeria para ir a qualquer lugar de Paris.

O cartão custa €5 e a recarga semanal €22,15. Vale dizer que o cartão é vantajoso para quem chega em Paris no começo da semana, pq a recarga semanal tem validade fixa das segundas-feiras aos domingos. Ou seja, se vc chega numa sexta, o seu cartão só vale até o domingo mesmo. No meu caso, cheguei uma terça e fiquei até o sábado.

 

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Comprei no cartão de crédito e levei daqui do Brasil uma foto minha impressa (na impressora mesmo..) no tamanho 2,5 x 3cm. É um pouco menor que a 3x4, mas se tiver uma 3x4 da pra usar.. basta cortas as bordas.

 

Conhecemos umas brasileiras em nosso quarto e jantamos no hostel. Uma das meninas resolveu colar em nosso roteiro e combinamos a programação do dia seguinte antes de dormir.

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Havia comprado o ingresso do Louvre antecipado pro horário das 09h30. A brasileira que decidiu nos acompanhar não tinha ingresso. Eu queria ir bem cedo pra evitar a lotação e assim fizemos.

Fomos de metrô até a estação Palais-Royal Musee do Louvre. Chegamos pouco depois das 8h ao museu e havia uma pequena fila tanto pra quem estava com ingresso quanto pra quem não tinha.

 

Tiramos algumas fotos no exterior do museu e entendi quando as pessoas falavam que o museu é enorme: é mesmo! De fora já é bem impactante.

Nesta foto aqui embaixo dá pra ver o tamanho das filas: na esquerda quem tem ingresso, na direita quem ia comprar – a brasileira que estava conosco entrou uns 20 minutos depois da gente. Vale dizer que mesmo nosso ingresso sendo pras 09h30 entramos as 09h, quando o museu abriu.

 

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Entramos na fila por volta de 08h40 – já estava um pouco maior. O frio estava de lascar e os 20m na fila até a abertura do museu foram puxados.. ::Cold:: Mas sobrevivemos e depois de passar pelo detector de metais e pela conferencia dos ingressos, saímos correndo atrás da bendita Monalisa.

 

Se você, como eu, também quer ir logo atrás da bonitona, não se preocupe: o museu é todo sinalizado com a direção que você deve seguir até alcança-la.

Fomos quase correndo e quando chegamos na sala onde o quadro está exposto havia umas 10 pessoas, no máximo. Contemplamos, tiramos fotos, fizemos homenagem pra minha irmã que leva o seu nome e tudo mais.. alguns minutos depois, a sala foi enchendo e a nossa companheira brasileira chegou. Mas ainda estava suportável.

 

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Fomos em busca da ala egípcia (enorme e muito interessante) e ficamos um bom tempo nos perdendo no museu até que nós três decidimos que já tava bom de museu ... saímos por volta do meio dia e, gente do céu, que fila era aquela? Estava gigantescaaa!!!!

 

Do Louvre saímos andando com direção ao Arco do Triunfo, passando pelos Jardins de Tuileries, Praça da Concórdia e Champs Elysee. Lanchamos uma baguete numa feirinha que tem próximo da Roda Gigante na Praça da Concórdia – tudo muito caro por lá. Estavamos no iniciozinho da primavera e o caminho foi bem florido.

 

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Do Arco pegamos o metrô até o Hotel de Ville e seguimos andando até a Notre Dame que é linda, por fora e especialmente por dentro. Atravessamos a ponte Saint Michel e uma rua atrás encontramos diversos restaurantes com menu do dia por 10 euros (incluindo entrada, prato principal e sobremesa). Optamos por um com cardápio em português, wi-fi e aquecedor potente - parecia o paraíso. hahaha

 

De lá, pegamos o RER até a Torre. Eu e minha mãe tínhamos ingresso para as 17h30 – comprei com antecedência na esperança de ver o por do sol lá de cima, resultado: estava nublado. E frioooo! ::Cold:: Vida que segue...

Ao sair da estação do RER e me deparar com a torre meu pobre coração disparou! A primeira visão dela, bem de pertinho, é inesquecível. ::love::::love::

 

Tiramos muitas fotos no entorno até chegar próximo ao horário da nossa entrada. Pegamos uma filinha pra o detector de metais e seguimos para a fila dos que tinham ingresso, enquanto nossa amiga seguia para a dos sem ingresso. Entramos na fila uns 10 minutinhos antes das 17h30 e assim que deu o horário fomos liberadas pra subir (tinham 5 pessoas em nossa frente, bem tranquilo). Nossa amiga pegou cerca de meia hora de fila e nos encontramos lá em cima.

 

Nem preciso comentar sobre a vista.. É realmente estonteante! Ficamos lá em cima até as luzes da torre serem acesas e a cidade luz se iluminar!

 

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Começou uma chuva fina e fomos até o Trocadero. Estava muito frio e, sabe Deus porque, nós três esquecemos completamente de esperarmos para ver a torre piscando – só lembramos quando entramos no metrô com destino ao Hostel. Acho que o frio afetou os neuronios! :cry::cry: Arrasei! Prometemos voltar no dia seguinte só prá isso.

 

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No hostel, fomos ao bar que tem no terraço e passamos o resto da noite conversando entre brasileiros e tomando bons drinks com uma vista linda de Paris.

 

Eu já estava completamente apaixonada pela Cidade Luz! ::love::::love::

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ola monique tudo bem?

 

Seu relato foi um achado para mim, pois quero fazer esse mesmo roteiro para inicialmente Fevereiro de 2018.

E as dúvidas são várias né exemplo:

 

Para chegar até os aeroportos você achou dificil?

A passagem aérea de Salvador a Madri bem em conta, quero igual kkkkkk

 

Aguardo seu relato de Roma, pois é uma das principais que quero conhecer.

 

Obrigada desde já.

Bjs

Karla.

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Oi, Karla!

 

Pode deixar que até semana que vem eu termino o relato, incluindo Roma!!

 

Vamos a suas dúvidas:

 

Os traslados pros aeroportos foram super tranquilos.

Madrid eu usei trem + metro. Lisboa metrô.

Paris cheguei por Orly e usei táxi. Saí pelo CDG e usei metrô + RER.

Roma eu cheguei por CIA e sai por FCO e nos dois usei ônibus.

 

Os trechos internos eu monitorei os valores pelo skyscanner e comprei pelos sites das companhias oq tinham melhor valor e horário. Usei TAP (MAD-LIS e LIS-PARIS), Alitalia (PARIS-ROMA) e Ryanair (Roma - MAD).

 

Quanto aos hostels, todos foram ótimos. Em Madrid, Lisboa e Paris fiquei em quartos femininos com 6 ou 8 camas e foi tranquilo, inclusive banheiro (Lisboa o banheiro foi coletivo feminino fora do quarto).

 

Qualquer outra dúvida é só falar! Bjo

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Parabéns pela viagem e pelo detalhamento do relato ! Irá ajudar demais aqui.

 

Obrigada, Eric!

Já tinha passado da hora de eu contribuir com o site que tanto me ajudou!

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Acordamos bem mais tarde que o previsto e, por isso, tivemos que cortar alguns locais que pretendíamos visitar (culpa dos muitos quilômetros andados no dia anterior - e também dos mojitos da noite).

 

Perdemos o horário do café e acabamos seguindo a dica do funcionário da recepção super simpático que fala português (esqueci o nome dele!) e fomos até uma típica padaria francesa na rua de trás do hostel – SENSACIONAL! (não lembro o nome prá variar, mas fica atrás do Generator e tem a parede azul turquesa..) Nos acabamos em baguetes, croissants e macarrons que eram deliciosos!!

 

Pegamos o metrô até a estação Trocadero para: 1º: ver a Torre pelo Trocadero de dia. 2º pegar um barco para passearmos pelo Rio Sena.

 

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São várias empresas que fazem o passeio de barco com roteiros, preços e modalidades variadas. Já havíamos decidido pela Batobus tendo em vista que poderíamos subir e descer em qualquer um das 09 paradas ao longo do dia pelo preço de um único bilhete. As paradas estão no mapinha abaixo.

 

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O valor do passeio é €17. Na hora de pagar descobrimos que com o cartão Navigo sairia por €11 (mais um ponto pro Navigo!)

Começou a chover, o que atrapalhou um pouco nossas subidas e decidas. Vale dizer que neste barco não há aquele guia que fala sobre os lugares que estamos passando: ele apenas cita o ponto e quais as atrações turísticas próximas a eles. Para quem tem mais dias, o passeio em dois dias consecutivos sai por €19.

 

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Após a volta completa (dura umas duas horas e meia), no meio da tarde descemos próximo à Notre Dame para almoçarmos na mesma região do dia anterior, pois gostamos das opções e dos preços.

 

De lá, decidimos ir para Montmartre e a Sacre Coeur. A igreja é realmente linda e a vista é apaixonante!!

 

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Aqui vem mais um ponto pro Navigo: a subida do furnicular também está inclusa no passe. De lá de cima, enquanto apreciávamos a vista, vimos os golpistas na escadaria aplicando o famoso golpe da fitinha nos turistas.. Incrível como tudo acontece tão escancaradamente e ninguém faz nada!

Vale dizer que há uma escadaria lateral mais tranquila, no canto esquerdo de quem olha de baixo.

 

De lá fomos ao Marais, mas estava chovendo e não achamos nada demais no bairro.

Decidimos retornar aos locais que já tínhamos ido para vê-los iluminados – só não contávamos com o fato da chuva ficar quase que torrencial e o frio estar de lascar.

 

Só conseguimos mesmo ir à Champs Elysse e ao Arco, tudo de metrô, mesmo em distâncias curtas (ponto pro Navigo!) – estávamos congelando e o combo guarda-chuva e capa de chuva não estava dando conta mais Já se aproximava das 20h e fomos pra torre vê-la piscar.

 

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Retornamos felizes pro hostel. Tão felizes que paguei €9 euros numa TAÇA (sim, uma taça!) de espumante pra brindar esse dia! Ainda fizemos uma horinha na night club de lá antes de dormirmos.

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    • Por Vinícius Zanata
       
      Informações preliminares
       
      Fiz essa viagem entre 05/12/17 e 30/12/17. E visitei Punta Arenas, Puerto Natales (com Rota W no Torres del Paine), El calafate (com big ice), El Chalten, Ushuaia (+pinguinera) .Não postarei mtas fotos pq a idéia é ser um relato, para aguçar a imaginação. Sempre que leio relatos aqui configuro o navegador para não abrir imagens. Acho que às vezes vemos tantas fotos dos lugares que vamos visitar que quando chegamos lá parece que já estivemos lá. Então a idéia é só postar fotos do que for necessário para ajuda nas andanças. As paisagens vocês podem ver com uma googlada. Escrevi isso quase como diário, durante a viagem, mas pensando nas dificuldades que as pessoas aqui poderiam ter ao fazer esse roteiro. Respostas paras dúvidas que eu não encontrei por aqui de forma tão fácil.
       
      Um dólar nesse momento que viajo vale aproximadamente r$ 3,30. Cem reais equivalem a 500 pesos argentinos (ar$) ou 20.000 pesos chilenos (CHL). Vou colocar os preços em moeda local e dólar quando infornarem.
       
      Sobre mim, tenho 32 anos, 1,75m e 75kg. Sou praticamente sedentário, não faço exercícios nem acadêmia, apenas vou para o trabalho de bicicleta, 2 km da minha casa. Ou seja, sou um pessoa comum em termos atléticos. Nada demais.
       
      Levei para essa viagem um fleece, um corta vento, um casaco 3x1 impermeável, uma calça impermeável, duas calças segunda pele, 3 blusas segunda pele, três calças bermudas, um par de luvas, 4 pares de meias para trekking, um gorro peruano, uma bota cano alto impermeável. É importante ter roupas impermeáveis para essa viagem. Praticamente tudo o que levei usei, então não recomendo improvisar nas vestimentas e acessórios. Senti falta também de um poncho. Por mais que as roupas sejam impermeáveis, a capacidade de reter água não é ilimitada e a umidade passa um pouco. Só um poncho te deixa completamente seco. A região patagônica em geral é muito úmida e pode chover a qualquer momento. Sobre o calçado, importante ser impermeável tb, há lugares como Parque Torres del Paine e Ushuaia que há trilhas onde é preciso cruzar rios a toda hora, passar por lama, brejo, tudo. Ir de calça jeans ou outro tipo de roupa permeável pode te deixar numa pior, molhar meia é melhor caminho para formar bolhas.
       
      05/12 - Chegada em Punta Arenas e pernoite em Puerto Natales
       
      Cheguei na Patagônia por Punta Arenas, com escala em Santiago. Muita gente compra a passagem pela via argentina (aeroporto de El Calafate) mas achei a alternativa pela via chilena interessante por dois motivos. Primeiro pelo tempo de viagem, 12h ao todo o trecho mais longo, que é um duração muito boa. Via El Calafate dificilmente vc consegue vôo sem pernoite em Buenos Aires. Pela via chilena temos a LATAM opera mto vôos para a região sem necessidade de pernoite. Depois porque você pode começar a viagem por Punta Arenas ou Puerto Natales que, se vc planejar direitinho, pode ser o começo do seu roteiro. O preço é igual ou mais barato do que ida e volta por El Calafate. Então pode ser uma boa escolha começar pelo Chile, seja via Punta Arenas, seja via Puerto Natales com escala em Santiago.
       
      Deixei para conhecer Punta Arenas na volta, e cheguei indo direto para Puerto Natales para então chegar em El Calafate onde começa de fato meu roteiro. Um ônibus da BusSur passa pelo Aeroporto, na saída próxima do guichê de despacho de bagagem das cias aéreas. Os horários são programados, se informe pelo site da BusSur. Eu comprei pela Internet por 8 mil pesos chilenos (13 dólares) mas vendem na hora também. Passa por ali também  ônibus que leva até o centro de Punta Arenas, já que fica um pouco distante do Aeroporto. Há um caixa eletrônico lá caso precise tirar moeda local, mas há aquelas muitas taxas a pagar. A viagem até Puerto Natales dura 3 horas, num cenário repleto de estepe e estancias de ovelhas e cordeiros. A estrada é muito boa e o ônibus da Bus Sur é bem confortável.
       
      Puerto Natales é uma cidade bonita, limpa e cheia de pessoas se protegendo do vento gélido que faz nessa época. Ninguém tá na rua de bobeira. Os ventos patagônicos são tudo isso que dizem e mais um pouco. Aqui tudo começa com uma lapada fria e dolorosa na cara de quem chega. É o cartão de boas vindas da região. É bom já chegar preparado pros ventos, vá se vestindo em Santiago se tiver tempo
       
      Assim que desembarquei no terminal fui ver passagens para El Calafate. Tentei comprar pela Internet mas não consegui pela BusSur e não consegui contato com as demais que operam o trecho. Cheguei a ficar preocupado de não conseguir para o dia seguinte, pois dizem que em alta temporada é bom ter tudo reservado. Mas foi bem tranquilo. Assim como há mta gente nessa época, há maior oferta de transporte também. A principal empresa que faz o trecho é a Turismo Zaahj. Cada época do ano há mais ou menos saídas por semana e por dia. A empresa possui um site que parece velho e desatualizado, mas as informações estão corretas. A passagem custou 17 mil pesos chilenos.
       
      Cheguei em Puerto Natales e fiz um pernoite num hostel bem ao lado do Terminal chamado El Fiodor.  (Ao final do relato vou deixar minha avaliação das hospedagens que fiquei pra ficar mais organizado)
       
      Deixei as coisas o hostel e fui comer. Isso era próximo às 21h e ainda havia sol. Fui ao Picada del Carlitos. Um pouco longe do hostel, mas a comida é boa. Fazia um frio do diabo. Comi,  voltei pro hostel e dormi.
       
      Dia 06/12 - De Puerto Natales a El Calafate
       
      Como minha viagem foi programada muito em cima da hora não consegui reservas para a Circuito W no mesmo período em que desembarquei no Chile. Isso aumentou meu número de deslocamentos e custo da viagem. É importante sempre começar o planejamento desta viagem por Torres del Paine!! Tudo com boa antecedência, principalmente se estará por lá em alta temporada (Novembro a Março). Nesse período os passeios tb são mais caro. De tudo li, a conclusão é que Março é uma boa época para fazer esse roteiro. É final de alta temporada e o ventos reduzem bastante. Por outro lado, o frio aumenta um pouco e o dia encurta. O problema maior são chuvas, que aumentam um pouco pelo gráfico que vi. Meu primeiro dia em Torres del Paine estava programado pra 17/12, mas aproveitei minha passagem por Puerto Natales para acertar as estadias e atividades que pretendia fazer no parque TdP. A programação de estadia no parque TdP é complicada pq vc tem que agendar as reservas contínuas de 3 a 4 noites com refúgios ou campings de duas empresas diferentes que operam dentro do parque (no meu caso o circuito W e não fiquei nos campings gratuitos). E se vc não fizer todas essas reservas, vai fazer a rota pela metade, pois não pode permanecer no parque sem reservas. A primeira empresa chamada Fantástico Sur é até mto tranquila pois tem um booking online no site , então na mesma hora vc sabe o que tem disponibilidade e quando. A segunda empresa, Vértice Patagônia estava sem booking online e foi um martírio fazer as reservas. Tirei uma manhã deste dia para ir pessoalmente confirmar essas reservas nas lojas das duas empresas e para fechar passeio de Kayak pelo Lago Grey, dentro do parque, com uma empresa chamada BigFoot. Fiz tudo isso e fui conhecer a Avenida Costanera e o centro da cidade. Nada demais mas vale a pena conhecer. Acabou ficando em cima da hora pra pegar o ônibus e não consegui fazer câmbio. Deixei para fazer na volta, já que só ia precisar de pesos chilenos pra pagar a entrada no TdP. Malas prontas, fui para a Terminal Rodoviário pegar um ônibus que saía às 14h. O ônibus da Turismo Zaahj é muito bom e moderno. Até El calafate são 5h com parada nas aduanas de Chile e Argentina para registro de saída e entrada. A rodoviária de El Calafate não fica mais no Centro da cidade, e é preciso andar de 10-20 minutos se for a pé. Não tem caixas automáticos no terminal lá. Meu hostal é o America del Sur, que fica bem perto da rodoviária então fui a pé mesmo. Após check in e mensagens a família já era tarde mas fui dar uma volta pra conhecer o centro. Voltei ao hostel e dormi.
       
      07/12 - El calafate (1) - Museus e parques
       
      Reservei 4 dias em El Calafate. A cidade tem um ótima estrutura de restaurantes, lojas e hospedagens de todos os gostos, um bom supermercado (La Anonima, vc vai precisar dele). Não há casa de câmbio oficial, mas você pode cambiar em alguns estabelecimentos bancários. A melhor dele sem dúvidas é o Banco de La Nación, que faz a cotação oficial. Todos os outros locais vão fazer com algum desconto mas é bom saber deles pois o banco funciona em horário bem restrito (de 8h a13h) e principalmente porque há filas desalentadoras. O segundo lugar seguro para câmbio é a loja da western, na principal tb. A cotação é menor mas funciona até domingo. Há também um restaurante chamado Parrila e Assado (todo mundo chama de Casemiro) que faz câmbio, mas só qdo interessa a eles fazer. Fui lá duas vezes e não fizeram. Eu tinha dois planos para a manhã deste dia, a primeira era chegar bem cedo no Banco para fazer câmbio e fugir das filas e a segunda era ir na loja da Movistar conseguir um chip pré pago. Só não contava com uma surpresa: era feriado! Aniversário da cidade de El Calafate. Era uma quinta e como bons sul-americanos emedaram a sexta e só voltaria a funcionar na segunda feira, quando eu já não estaria por lá. Isso melou meus planos, pois em El Chalten - meu destino após El Calafate - não tem banco nem loja de celular. Enfim, acontece. Fui começar o roteiro programado pela Intendencia do Parque Nacional Los Glaciares. O espaço fica bem na rua principal e é dividido em dois espaços, o bosque com informações sobre plantas e árvores nativas e exóticas e o centro de exposição, com filme, totens digitais sobre a fauna e flora da região patagônica, sobre Francisco Moreno, os glaciares e uma exposição permanente sobre a história das estacias, do parque, etc. É interessante e de graça! Passei parte da manhã lá lendo sobre tudo. Depois fui na loja da Hielo e Aventura acertar minha reserva para fazer o Big Ice, o passeio que tinha maior expectativa lá.Dps almoçar fui ao Centro de Interpetación Museo. Recomendo muito! É um pequeno grande museu mantido por um professor de História. Além da exposição de réplicas idênticas de fósseis completos de espécies encontradas na região patagônica, é um museu crítico, questionador, que expõe com coragem o processo de genocídio de povos tradicionais da região, cometido pelo governo argentino e estancieiros para expansão da criação de gado e ovelhas (carne, couro e lã). O museu custa muito barato e tem desconto para estudantes. Vi todas as exposição e depois aproveitei a proximidade e passei na laguna Nimez. A laguna é um local de observação da fauna da região, especialmente de aves. Não é o melhor horário pra fazer o passeio, pois as aves estão mais à vontade pela manhã, mas aproveitei pra dar uma olhada já que havia uma promoção pelo aniversário da cidade. A entrada custa Ar$ 150 e o passeio é autoguiado. Vc recebe um guia em papel que explica os pontos numerados da caminhada em torno do lago. Vi bastante aves mesmo à tarde. Há, perto do mirante, uma passagem para o lindo  lago Argentino que vale a pena conhecer! Fiz o circuito mais curto por causa da hora. Voltei para a avenida principal e passei na Ovejitas de la Patagônia, loja de sorvetes e chocolates. É indispensável provar o sorvete de calafate, fruta típica do local e que dá nome à cidade. Finalizei o dia (a noite por lá só cai umas 23h) comendo as recomendadas empanadas da Dona Mecha. Acho que é a mais barata que vi por lá, custava apenas ar$20. A de cordeiro era mto boa. Fui dormir cedo e me preparar pro Big Ice.
       
      08/12 - El Calafate (2) - Big Ice
       
      Tudo preparado para fazer o Big Ice. Pra quem não sabe, esse é um dos passeios de trekking no glaciar Perito Moreno. Há apenas uma empresa autorizada a explorar esse tipo de passeio, chamada Hielo y Aventura, e ela vende bem caro os dois passeios: o Big Ice e o Mini Trekking. Basicamente a diferença entre os dois é o preço, o tempo do passeio e o esforço exigido. O Big Ice é uma experiência de trekking aprofundada no Glaciar, caminhando na parte mais interna do Glaciar. O Mini Trekking por sua vez é mais leve, apenas pra ter a experiência. O local é o mesmo, o glaciar perito moreno. Oque muda são os cenário, como vou descrever. O procedimento da empresa é: te buscar no hostel, levar todos para um ponto de encontro onde sai um ônibus até o parque, que fica a mais ou menos uma hora e meia de distância de El Calafate. Há um guia que explica várias coisas sobre o parque e os glaciares durante a ida. Chegando no parque temos a primeira visão do Glaciar ainda de dentro do ônibus. É incrível, das coisas mais lindas que já vi ! Depois descemos e temos 40 minutos pra observar o Glaciar das passarelas, de frente pro glaciar.. Voltamos e pegamos novamente o ônibus para descer para um porto, onde está nos esperando um catamarã que atravessa até o refúgio da Hielo.. De lá começamos uma trilha. Até aqui todos estão juntos. Só mais à frente há uma divisão de grupos em língua (inglês e espanhol). Aí sim começamos a trilha de 50 minutos beirando o glaciar pelo continente. Quem vai pro mini trekking não faz essa trilha, fica logo no começo. Passamos por paisagens lindas na trilha, no entorno do glaciar. É uma subida, mas achei tranquila. Até que em um momento paramos para medir os grampos (estruturas de ferro dentada que colocamos embaixo do calçado para andar no gelo sem escorregar) e logo mais a frente entramos no glaciar. Em cima do gelo mesmo paramos para colocar definitivamente os grampos e seguimos com eles o tempo todo. É uma experiência estranha. O meu estava amarrado com mta força na bota, mas achei que era assim mesmo. Nesse momento também eles pedem que coloquemos as luvas, pois cair e arrastar a mão no gelo é perigoso. Passadas as instruções começamos o trekking. Logo de início encontramos um túnel de gelo!! É inacreditável! Tiramos fotos cada uma uma vez em fila. Não pode atravessar pois é perigoso, podendo-se ceder a qualquer momento. Bom, todo o cenário a partir daqui é impressionante! Pequenos rios, lagoas azuis, sumidouros, fendas, são coisas que só no Big Ice você consegue ver. O túnel não é sempre, pois são formações temporárias e imprevisíveis. Depois de algumas horas de trekking, paramos para almoçar. Ali mesmo no glaciar. O trekking é cansativo principalmente porque não é fácil andar nos grampos. Preste bastante atenção nas instruções sobre subida, são muito importantes para evitar esforço desnecessário e lesões. Eu consegui uma bolha no calcanhar. No final estava incomodando bastante. Acho que tinha a ver com a amarração exageramente apertada fazendo meu calcanhar friccionar com a bota com mta força. Não sei. Mas dá uma canseira. No final tiramos os grampos (alívio!) retornamos pela trilha. Nessa hora, o dia que estava bem aberto e azul fechou bem e começou a chover pela região do parque. Voltamos ao refúgio já sob chuva. Aguardamos o barco para cruzar novamente o lago e pegar o ônibus. No barco eles dão umas lembranças e uma bebida para esquentar. Voltamos já no final do dia. Todos são unânimes em dizer que é um passeio muito caro. De fato, não é barato não. Além de pagar o tour, você paga a entrada do parque que é ar$ 500!!! Não tem refeição nenhuma. Eles são super profissionais, tem mta gente envolvida no passeio, mas ainda assim é bem caro. Daquele tipo de passeio que você paga pq sabe só vai fazer uma vez na vida. Se você não tem condições de fazer, vale muito a pena ir ao parque, explorar as passarelas e trilhas com calma . É um lugar incrível, mesmo sem fazer o trekking no gelo. Eu gostaria se ter tido mais tempo nas passarelas para poder ficar ali apenas escutando os estrondosos rompimentos do glaciar. Esse passeio sairá mais barato e será muito bom tb. Na volta nos deixam no hostel. Desci para comer um Chorizo Argentino e voltei já cansado.


       
      09/12 - El Calafate (3) - Glaciarium de bicicleta e Yeti Bar
       
      El calafate não tem mtas opções interessante de passeios além do Parque e trekking no glaciar.. Pelo menos não me interessaram tanto. Há opções de full day em Torres del Paine que podem ser interessantes para quem não pretende fazer a rota W no TdP. Há cavalgadas, passeios em 4x4. Apenas dois passeios me chamaram atenção : estancia Cristina e Rios de hielo. Mas o preço pesou na decisão de não fazer. Sem ter muito o que fazer decidi alugar um bike no hostel e ir até o museu glaciarium de bike. Fui margendo o lago Argentino pela Avenida Kichner até quando pude. É lindo! O museu fica num desnível alto da RP 11, então se for de bike se prepara pra ladeira. A visita ao museu valeria apenas pela vista incrível do Lago Argentino. Mas além da vista, é um museu super interessante. Ele trata mais especificamente da glaciologia, a ciência que estuda os glaciares. Pra mim não rolou, mas achei que seria uma boa visitá-lo antes de ir ao parque ou fazer o trekking no glaciar. Muita coisa explicada lá você vai entender na prática durante o passeio. O museu custa 360 pesos (sim, bem caro) mas tem desconto pra estudante brasileiro (ar$ 280). Além do museu, há o Glaciarium bar, que nada mais é do que um bar de gelo. Você paga 240 e fica alguns minutos lá bebendo e tirando fotos num ambiente a -20 graus. Achei caro e fui fazer essa experiência no Yeti Bar qdo voltei pro Centro. No Yeti é ar$190 pesos. Mas voltando ao Glaciarium Museo, não precisa ir de bike como eu fiz. O Museu tem um serviço de transporte gratuito que sai de hora em hora de frente à Secretaria de turismo, na principal. Eu gostei bastante do museu. De bicicleta ainda mais. Na volta parei para comprar alfajores pra família. Tem mtas lojas de doce em El Calafate, mas segui a recomendação de comprar na Koonek. Provei um antes e realmente era mto bom. Por fim comprei uns souveneris pois seria o último dia. Acabei indo, como disse, conecher o tal bar de gelo da Yeti bar.. Eu fui mais pela bebida mesmo rs Queria provar o tal fernet com coca cola, bebida típica de Córdoba mas que foi adotada em toda Argentina. Provei, achei uma porcaria. Dps pedi um outro drink, e tirei umas fotos. Deu pra ficar alegrinho, e é isso. O bar de gelo não tem nada demais, é apenas uma brincadeira mesmo. Penso que as crianças devem se divertir um monte. Custa ar$ 190. Por fim fui pro hostel devolver a bicicleta. Arrumar as coisas e dormir.
       
      Avaliação de El calafate:
       
      El Calafate é uma cidade com bastante passeios a fazer, mas tudo pago (e caro). Certamente o parque nacional Los Glaciares (onde fica o Glaciar Perito Moreno) e o trekking no glaciar são os grandes passeios da cidade. Os museus e restaurantes são bons complementos na sua estadia lá. De 3 a 4  dias é o suficiente para conhecer bem a cidade. O melhor mercado é o La Anonima, logo na entrada da cidade. A alimentação simples como um cordeiro patagônico pra uma pessoa por lá fica por volta de ar$230-300. Não é mto barato e não tem muito pra onde fugir, a não ser fazer sua própria comida no hostel. No geral eu curti a cidade e curti muito o Big Ice, certamente melhor recordação do lugar.
       
      10/12 - El Chaltén (1) - ida pra El Chaltén e trilha de los Miradores
       
      Há diversos formas de transporte e horários para chegar a El Chalten. O hostel fazia a reserva de vagas direto na recepção, como queria dar uma descansada dormi até mais tarde e fui no ônibus das 13h. Dei uma última volta pela cidade pela manhã e aguardei a hora de ir. Na ida, que dura 3h, há uma parada em um restaurante/hotel chamado La Leona. É um restaurante cheio de História pra contar, vale a pena descer e visitar. Na chegada à cidade o imponente Fitz Roy já dava as caras. O tempo estava mto bom aquele dia e fiquei um pouco frustrado de não ter ido cedo para já fazer uma trilha das de longa duração. Na entrada do parque todos somos obrigados a descer para escutar algumas recomendações e explicações sobre o parque. Qdo passar lá não esqueça de pedir um mapa. Cheguei em El Chaltén e fui direto pro hostel. Fiz check in e não sabia se fazia uma trilha curta ou ia almoçar. Um brasileiro que estava o meu quarto me convenceu a fazer as trilhas dos Miradores. São rápidas, mas com uma subida boa. Qdo subi, o Fitz Roy já tinha se encoberto e as nuvens já anunciavam o que ia ser o outro dia. Tirei umas fotos, desci e passei no mercado. As coisas em Chaltén são mais caras que em El calafate, desde o supermercado até restaurantes. Se você estiver economizando o máximo, cogite comprar sua alimentação em El calafate. Da mesma forma, vá de câmbio trocado. Comprei algumas coisas no mercado para não precisa comer na rua e dei uma volta na Av.San Martin para mapear o lugar. No hostel conversei com alguns brasileiros que conheci e fui dormir.
       
      11/12 - El Chaltén (2) - Laguna Torre com tempo nublado
       
      Bom, como estava anunciando o dia anterior, este dia o tempo não estava nem um pouco favorável.  E qdo o tempo não tá favorável em El Chatén é um saco. Passei no centro de informações para perguntar o que fazer tendo em vista o clima, ela sugeriu a Chorrillo del Salto, uma cachoeira bem pequena que fica perto da cidade. Não fiquei muito satisfeito com a sugestão e ao sair encontrei um brasileiro e fechamos de fazer a Laguna Torre mesmo com o tempo ruim. Não tinha idéia de como estaria, mas não queria fazer o mais simples. Pretendia guardar a cacocheira pro último dia pra descansar. Fomo nós então : 18km ida e volta, 6 horas ao total. A trilha começa no meio da Av San Martin. Tem uma grande placa indicando. A trilha é longa, mas tranquila. Sem muito desnível. Mas o tempo ruim desanimou bastante. E as moscas dessa região são um pé no saco tb. No primeiro mirador não dava pra ver nem o Cerro Torre, de onde há o degelo que forma a laguna. Frustração, mas segui mais algumas horas. No final da trilha, onde fica a laguna, dava pra ver só a laguna com sua cor meio acinzentada mesmo e um pouco do Glaciar Grande, que fica próximo. Parei para bater um marmitex na chegada e tirei algumas fotos só da laguna mesmo. Tudo bem a natureza quem manda por aqui. Encontrei alguns brasileiros por lá, conversamos um pouco e dps voltei pq o começou ventar e chover fininho. Na volta comecei a sentir meu calcanhar dolorido, já logo pensei que teria relação com a bolha que fiz no Big Ice. No final já nem tava aguentando mais, fui dando passadas mais curta, meio mancando, até chegar no hostal. No hostal vi que a coisa era tensa no meu calcanhar. A caminhada tinha piorado um tanto a ferida. Fui à farmácia comprar algo para passar e a  farmacêutica me indicou um cicatrizante + bandaid. Comprei. Aproveitei para passar no mercado e complementar as compras. Fiz um jantar, cuidei do pé e fui dormir. O próximo dia prometia ser o melhor possível pela previsão do tempo. Já estava ansioso.
       
      12/12 - El Chalten (3) - Laguna de los três com subida pela hosteria El Pillar
       
      A previsão do tempo se cumpriu, dia lindo e aberto, sem ventos, sem nuvens, Fitz Roy rindo pra gente. Nem tomei café da manhã direito, fui logo pro terminal de ônibus pegar o transfer para a Hosteria El Pilar para fazer a Laguna de los Tres. Explico: tem duas formas principais de chegar a essa laguna. A primeira delas é o pelo Sendero Fitz Roy, ao final da Av. San Martin, dentro da cidade. A segunda é pela famosa Hosteria El Pilar, um estabelecimento que fica no meio da estrada. Essa trilha começa a 6km do povoado de El Chalten. Qual a diferença? Pela Hosteria você tem acesso ao mirador Piedras Blancas, que tem vista pro glaciar de mesmo nome e dps vc volta pelo Sendero Fitz Roy. O contrário não é possível, ou seja, ir pelo Sendero Fitz Roy e voltar pela hosteria é desvantagem pq vc terminará trilha no meio da estrada e precisará andar mais 6km pra voltar a El Chalten. Então pela Hosteria vc consegue fazer o mesmo passeio com mais atrativos. Pra chegar na hosteria todos pegam um transfer com a  empresa Las Lengas, que tem um guichê na rodoviária. Ela sai em 3 horários programados. Peguei o primeiro, que sai 8h. Como meu calcanhar ainda estava ruim arrisquei fazer todo  percurso de havaianas! E coloquei a bota na mochila para urgências. Fui direto na rodoviária pegar a van da Las Lengas, pq era do lado do meu hostel. Mas se vc reservar com antecedência eles te buscam na porta do seu hostel. A trilha é super tranquila e relativamente bem marcada. No começo da trilha dá pra se confundir um pouco pq vai paralelo ao córrego do rio, mas cruzando-o de vez em quando. Dps que começa a subir fica bem fácil e bem traçado. A trilha é muito tranquila em 90% do trecho. O que pega nessa trilha é o último quilômetro. É meia hora de subida sem parar. Um pouco puxado, mas vi de tudo que era gente subindo: idoso, criança, cada um no seu tempo e todo mundo chega. E aí tem a recompensa. Se o dia está claro e aberto é um dos cenários mais lindo que você vai ver na vida. A imponência da cadeia do Fitz Roy é absurda. A água do lago é linda, extremamente convidativa. Pela margem direita do lago vc pode ter contato direto com neve acumulada, mesmo no verão. Dá até pra descer de skibunda!. Quando voltei  não resisti e mergulhei na laguna. O tempo estava bom, sem vento e mto sol, então fui. Não recomendo fazer isso, a água é congelante mas queria ter essa experiência. Sequei um pouco no sol  e fui pra na margem esquerda da laguna, onde há uma subida pro mirador Laguna Sucia, que é um super cenário tb. Enfim fiquei lá umas 3 ou 4 horas. O lugar tem uma paz incrível. Vale a pena se isolar em um canto e ficar ali só curtindo. Na volta passei um pouco de perrengue por causa das havaianas. É bastante escorregadio e só não cai algumas vezes por conta do bastão de trekking. A propósito minha melhor compra nessa viagem foi um par de bastão de trekking. É incrível a diferença em termos de equilíbrio e economia de joelho. Vi mta gente subindo a parte final da laguna quase engatinhando, sem qq postura de apoio. Com os bastões isso não era necessário. Eu subi o trecho final todo de uma vez só, e como disse no início não sou nenhum trilheiro habitual. Acredito que tenha a ver com a ajuda dos bastões pois ele ajuda mto na distribuição da força de subida. Na descida também. O caminho de volta te permite conhecer a Laguna Capri, ela fica no caminho de volta até El Chalten, via Sendero Fitz Roy. Não é tão bela, mas vale a pena conhecer. Também há alguns outros miradores no caminho do Sendero Fitz Roy. Desci feliz da vida, e aliviado de ter conseguido fazer a trilha de havaianas. Dia mais que especial. Passei no mercado mais uma vez, fiz janta e dormi cedo. Já apresentava bons sinais de cansaço no joelho e pernas. Foram quase 40km em dois dias.
       
      13/12 - El Chalten (3) - Pliege Tombado com tempo nublado
       
      A segunda trilha mais interessante por aqui é o Lomo del Pliege Tumbado. Basicamente se consegue uma vista panorâmica das cadeias de montanhas Fitz Roy, Torre e demais por um ângulo bem atípico. Claro, desde que o tempo esteja limpo. Não era o caso. Não tava totalmente coberto, mas havia muita nuvem por detrás do Fitz Roy, onde fica o Cerro Torre. Ali que mora o problema. Essa é a trilha mais puxada para quem não vai acampar. São 10km e 1.000 metros de desnível. Estimam 4h horas de caminhada de ida. Tinha olhado no WindGuru (app que a maioria dos trilheiros usam para prever o tempo de El Chalten) que o tempo ficaria pior mais à tarde. De manhã estaria relativamente ok. Para ter certeza que valia a pena passei no centro de informações e a atendente disse que sim, poderia se ver algo. Sai de lá olhando pro céu e achei que ela estava equivocada, mas paguei pra ver. Diferentemente da laguna de los três, essa tem uma subida constante, alternada por estepes plana e depois mais subida. É uma subida lenta e gradual, mas que exige bastante esforço. Ela tb não é muito procurada, talvez pela dificuldade ou desconhecimento, não sei, mas cruzei com poucas pessoas esse dia. É uma trilha bem traçada. Ela começa atrás da Intendência do Parque Nacional, assim como a trilha dos miradores. As paisagens alternam entre florestas de lengas e campos de estepe. Senti um pouco de cansaço na trilha, acumulado dos dias anteriores, mas segui em frente até o primeiro mirador. De lá já deu pra ter idéia de que a subida foi em vão. Não se podia ver nada no horizonte. E essa trilha é essencialmente de vista, não há lagunas. Depois deste mirador ela segue, porém já cansado e sem possibilidade de melhora do tempo voltei dali mesmo. Foi o suficiente. Na volta parei na Intendência do Parque Nacional pra ver uma pequena exposição que fica lá. Tem uma parte interessante sobre a história das expedições de escalada dos cerros Torre e Fitz Roy. Dali voltei pro hostel. O tempo então piorou bastante. Os ventos começaram a soprar muito forte e uma chuva fininha desceu e não parou mais. Fiz um almoço por lá e esperei até à noite pra ver o jogo da final da copa sul americana. Fui num bar bem legal chamado Caytaneo, na Av San Martin. Pedi uma pinta (copo de cerveja) e me diverti vendo o flamengo perder o título no junto dos hermanos. Voltei pro hostel, jantei e fui dormir.
       
      14/12 - El Chaltén (4) - Encontro com amigos do RJ e Chorillo del Salto
       
      O dia amanheceu tão ruim quanto terminou o anterior. Sem Fitz Roy, mto frio e chuva. Fiquei boa parte do dia no hostel lendo. Algumas pessoas do hostel impacientes com o tempo foram pra trilha assim e mesmo e voltaram com cara de arrependidos. Um coreano do meu quarto disse que foi apenas até a Laguna Capri e voltou. Para minha sorte um casal de amigos que moram no RJ e estão viajando pela América Latina chegaram  em Chatén na noite anterior. Sem clima para trilhas, fomos comer algo no Restaurante Ahonikenk, na Av. Miguel Martin. Todos falaram mto bem desse restaurante. Pedimos uma pizza e estava mto bom. Parece que o carro chefe é o Ravioli de Cordeiro. Bebemos um pouco animamos de fazer a trilha mais tranquila, a Chorrillo del Salto. É uma pequena cachoeira que fica na estrada ao final da Av. San Martin. Fica pouco mais de 3km do centro e é mto bem sinalizado. Apesar de fácil, o vento, a chuva e o frio tornaram essa trilha uma grande aventura. Confesso que esperava pouco da cachoeira, já que no Brasil temos cachoeiras incríveis, mas ela é linda e super valeu a pena enfrentar as intempéries. E salvamos um dia que tinha como perdido. Passamos um tempo lá admirando a bela queda d’água, passamos no mercado e me despedi deles,. Fui para o hostel fazer check out e me preparar para seguir caminhada no outro dia.
       
      Resumo de El Chaltén
       
      Em 5 dias que fiquei lá, apenas um dia perfeito. El Chaltén não é para amadores! Sem céu limpo e bom tempo para ver o Fitz Roy e Cerro Torre a cidade perde completamente o sentido. Vi gente indo embora sem nem conseguir ver por um momento sequer o Fitz Roy, ainda que de longe. Dias perdidos mesmo, mta frustração no hostel. Então vá se preparando para contar com a sorte. Para não precisar contar tanto com a sorte, você pode deixar a programação de ida para El Chaltén em aberto e acompanhar a previsão do tempo. Claro, para isso vc terá que arrumar o que fazer por El Calafate ou Puerto Natales para passar os dias. Acompanhar o windguru seria uma forma de evitar a frustração de ir para Chaltén e não ver nada. Olhou a previsão, viu que tem bom tempo para os próximos dias, faça check out de onde estiver e vá pra El Chaltén! Do contrário, vá fazendo hora nas demais cidades até que o tempo se abra. Se eu soubesse disso antes teria aproveitado um dia a mais de sol em Chaltén que perdi pq resolvi pegar o ônibus mais tarde. Isso é minha primeira conclusão. Depois, se vc tem dúvida sobre que trilha fazer, vou repetir a sugestão que ouvi de todas as pessoas que conheci. Na verdade tudo depende de qts dias vc tem. Se tiver um dia, faça laguna de los três, seja começando pela hosteria el pilar, seja pelo sendero Fitz Roy. Não só pq é incrível, mas pq é o cartão postal do lugar. Se tem dois dias, faça laguna do los três e Pliege tombado. Se tem três dias faça laguna torre. É o top 3 do lugar. O resto são complementares, nada supera a imponência do Fitz Roy. O ideal seria alternar trilhas difíceis com fáceis, mas como o tempo é imprevisível é difícil seguir isso. Para quem não tem tempo contado e dinheiro sobrando, há algumas trilhas fora de El Chalten, como Estancia Huemules e Laguna del Desierto, Piedra de Frade, etc, todas precisam de um transfer ( a Las Lengas faz quase todas). Acho que pode valer a pena se você fez as principais trilhas da cidade e não tem mais atividades.
       
      15/12 - Despedida de El Chaltén, volta para Puerto Natales e preparação para o Circuito W
       
      No meu roteiro original dia esse dia estava aberto para imprevistos climáticos. Como o clima estava ruim por todo canto, decidi voltar antes para Puerto Natales para me programar melhor para os 4 dias no Parque TdP. Confesso que essa é  parte do roteiro que mais me preocupa, seja porque é o momento que estarei mais exposto já que serão dois dias de camping, seja porque é a parte mais exigente fisicamente. Pra piorar a previsão do tempo também não era das melhores por lá. O dia em El Chaltén continuou péssimo com muita chuva, havia pessoas entediadas por todo canto no hostel. No dia anterior tinha ido comprar minha volta na rodoviária.Não há ônibus direto para Puerto Natales de El Chalten. É preciso ir para El Calafate. Fui para El Calafate com a van das La Lengas por Ar$ 450 + 20(taxa rodoviária), pegando no hostel e deixando onde você quiser em El Calafate. É provável que em El Calafate ou no seu hostel digam que não há diferença de preço para El Chaltén, mas não é verdade. Além da Las Lengas, a Taqsa tem um preço melhor. Acho que quando vendem por ar$600 alguém está ganhando uma comissão aí. Se informe qdo estiver na rodoviária. Chegando em El Calafate teria duas horas livres até embarcar no ônibus para Puerto Natales. Reservei esse tempo para ir até o centro comprar pesos argentinos (já pensando em Ushuaia, para onde iria dps de Torres Del Paine) e alguns souvenirs. Procurei algum lugar para deixar meu mochilão na rodoviária e fui informado que no guichê da empresa Taqsa era possível deixar, mediante pagamento de ar$ 30 pesos. Ok, não tinha muita opção. Deixei lá e segui. Acontece que nesse dia decidi botar a bota pela primeira vez desde a trilha para a Laguna Torre, quando a ferida no calcanhar incomodou muito. Durante todos os dias até então fiz tudo de chinelo para deixar cicatrizar mais rápido possível. Parece que não adiantou muito.  Andei alguns metros da Rodoviária em direção ao centro de El Calafate e a dor incômoda parecia que era a mesma. Achei melhor não insistir e fui pegar um táxi. Pegar táxi é sempre um problema em qualquer lugar do mundo, parece que todos eles querem te enganar de algum jeito. Eu precisei e não tinha pra onde fugir. Perguntei qto ficaria, ele disse que é taxímetro. Ok. Indiquei a parada no casemiro para fazer câmbio (aquele que não tinha conseguido duas vezes) pois o trajeto era o mais curto e dessa vez consegui rápido cambiar. Aproveitei e comprei um souvenir na loja em frente e pronto. Final da corrida: ar$180!! Detesto táxi, mas tudo bem esse pareceu honesto apesar de caro. Enfim tudo certo, a passagem para Puerto Natales foi mais uma vez pela Turismo Zaahj e custou ar$600. A volta foi bem chuvosa, Puerto Natales estava bem chuvosa e fria. A previsão do tempo para os próximos dias não era boa, mas não tinha muito o que fazer. Quando cheguei voltei para o El Fiodor hostel, que era muito próximo à rodoviária e barato. Depois vi que havia outras hospedagen boas por ali, mas na chuva foi o primeiro que recorri. Já eram quase 22h, fiz algo para comer e fui dormir  
       
      16/12 - Puerto Natales - Resolvendo pendências
       
      O dia estava livre para resolver tudo relativo ao Parque TdP.. Precisava de cambiar dólares para pagar o parque, de alguns itens de farmácia e informações sobre o parque em geral (como chegar e voltar, que horas ir, etc.). Sobre lugar para câmbio, segui conselhos de outros sites e fóruns e fui à Câmbio Sur. Enquanto a maioria dos lugares estava fazendo a CLP 600 por dólar, lá estava CLP 620. A Câmbio Sur, fica bem no centro, na rua Hermman Eberhard, rua da igreja principal. Os itens de farmácia comprei em um lugar farmácia do centro. As informações do parque e das hospedagens obtive na empresa Fantástico Sur, na Vértice Patagônia e na secretaria de turismo. Na secretaria te dão mapas e informações completas do parque, vale muito a pena pegá-los. Aproveitei e passei no mercado Unimarc, o maior da região e parei pra almoçar na rua. Por acaso vi restaurante dizendo que fazia comida caseira. Não resisti e fui conferir. Não me arrependi. Por 4 mil pesos comi entrada + prato principal, que é um ótimo preço. O Restaurante chama La Picada del Mercadito. Resolvido essas questões fui até à Rodoviária fechar as passagens para o Parque TdP. Observei que a rodoviária de Puerto Natales é muito bem estruturado. Tem local para câmbio (o câmbio tava $1/600CHP). Não é tão ruim numa situação de emergência. Lá também tem um local para guardar mala e mochilas por 1.500 ou 2.000 CHP por dia, dependendo do tamanho. Este serviço era algo que estava precisando pois não queria ir com mochilão inteiro para fazer o Circuito W. Comprei a passagem ida e volta por 13.000 CLP com uma empresa chamada Juan Ojeda. Na verdade errei o box, pois pretendia comprar da Buses Fernandez, uma empresa mais conhecida. Depois que comprei que vi o nome da empresa e o box errado. Em geral o preço de ida e volta é 15.000 CLP. Essa empresa fazia por 13.000 CLP. Desconfiei de princípio, mas desencanei e fui para o hostel. Conversei com o dono do hostel e ele liberou deixar meu mochilão lá até minha volta sem custo. Passei o resto do dia preparando o que ia ficar e o que ia levar, pois levaria uma mochila Deuter GoGo para passar os quatro dias. Tinha que caber tudo nela. No final das contas deu tudo certo, mas apertado. Tudo pronto, só esperar o grande dia.
       
      17/12 - Torres del Paine (1) - mirador de las Torres e camping Chileno
       
      Como já devo ter dito, mas vale repetir. Nada foi mais trabalhoso no pré viagem do que preparar os dias que ficaria em TdP para fazendo o Circuito W . É preciso um estudo dedicado para escolher o que fazer, como fazer, onde pernoitar (se for dormir no parque) ,como chegar, como sair, fazer o Circuito ou não, reservar com quem, qto tempo tem cada trilha, calcular distância,etc. Tudo isso faz parte do planejamento. Eu vou escrever essa parte pensando que quem está lendo tem um mínimo de leitura e estudo do mapa e dos lugares para ficar, pois não tenho como partir do zero aqui. Ficaria muito grande. Para tanto recomendo ler o site oficial do parque, da Fantástico sur e da Vértice patagônia. É preciso dizer desde logo que não existe apenas uma forma de explorar o parque TdP. Por ser imenso, vc pode fazer de várias formas. Muita gente faz o Circuito W, o que fui fazer. Mas é possível fazer apenas o mirador de las Torres, o grande pico do lugar, e voltar no mesmo dia para Puerto Natales.  Há opção também de alugar um carro e percorrer diversos caminhos diferentes e igualmente belos. Tem passeios a cavalo tb. Enfim, uma infinidade de lugares e formas de explorar. Tudo depende do quanto você tá disposto a pagar em dinheiro e gastar fisicamente. A entrada no parque custa CLP 21.000 para estrangeiros na alta temporada e te dá direito de entrar no parque por três dias contínuos além do dia da entrada. O que vc vai fazer com esses três dias é com você. Por isso recomendo passar na secretaria de turismo de Puerto Natales. Se vc está na cidade e não sabe como explorar o parque, e não tem reservas para dormir no parque, vá lá que eles vão fazer um roteiro legal pra você. Para quem quer fazer qualquer dos circuitos, se prepare antes para fazer as reservas, principalmente se for alta temporada. Apenas para ter uma idéia, resolvi que faria esta viagem com apenas dois meses de antecedência. Qdo fui pesquisar as hospedagens na Fantástico Sur, empresa que administra duas das hospedagens que precisaria ficar para fazer o Circuito W, praticamente estava tudo esgotado para Dezembro. Consegui apenas camping e era o último. Quem vai fazer o Circuito W precisa de pelo menos 3-4 noites no parque. Em geral as pessoas ficam uma noite no Chileno ou Las Torres( pertencentes à Fantástico Sur), uma noite no Los Cuernos ou Francês (Fantástico Sur), uma noite em Paine Grande e um noite no Grey (pertencentes à Vértice Patagônia) e no quarto dia pega um catamarã de Paine Grande para Zona Pudeto, onde passa o ônibus de volta pra Puerto Natales. Estou falando aqui de mochileiro gourmet, ok? Mochileiro raiz, aquele que sobe morro durante 4 horas com barraca, isolante, saco de dormir, comida, fogareiro, panela, etc. tem outras opções de camping, inclusive gratuitos da Conaf (órgão que cuida do parque). Se vc se enquadra no raiz, esse relato não vai te ajudar muito. Pois bem, dizia que você precisaria de 3-4 noites pagas. E ]bem caras. Devo dizer. Você pode economizar levando sua barraca e comida, tudo depende do seu planejamento. Eu fui no esquema preciso de tudo, então paga-se pela barraca, pelo saco de dormir, pelo isolante, pela pensão completa (jantar, café da manhã e lunch box pra levar pra trilha no outro dia). Cada dia na barraca com tudo alugado + pensão completa foi 500 reais (+- 150 dólares). Camping mais caro da vida. Esse é o preço que paguei pra Fantástico Sur. Dps falo da Vértice Patagônia, a outra empresa. Comecei o dia bem cedo. Os ônibus para o Parque partem essencialmente em dois horários 7h30 e 14h30. Comi dois pães que tinha preparado no dia anterior e fui pra rodoviária. Há uma quantidade imensa de pessoas indo para o Parque no mesmo horário essa època. Acho que não é impossível conseguir passagem na hora pois há muitos ônibus, mas não precisa arriscar. Logo que vi meu ônibus entendi porque era mais barato : era um cacareco velhinho. Mas foi cheio e deu conta do recado. São aproximadamente duas horas até a entrada Laguna Amarga (uma das entradas do Parque TdP). Como disse o parque tem várias entradas e o ônibus passa em todas, mas essa é a principal. Quem está indo pela primeira vez para o parque desce nesta entrada, preenche um formulário de registro, paga a entrada e entrega o formulário. Se estiver fazendo algum circuito é pedido comprovante de reservas, porque não pode ficar no parque sem reserva. Eu levei as minhas impressas, mas vi que serve o comprovante digital to. Depois todos são reunidos numa sala para ver um vídeo de orientações do parque. Liberados, há duas possibilidades. A primeira é voltar para o seu ônibus e ir para alguma outra entrada (caso de quem está voltando ao parque pela segunda vez ou de quem vai começar o Circuito W por Paine Grande). A segunda, que foi meu caso, é pegar um ônibus ou van para começar o Circuito W pelas base Torres. Há uma empresa que faz esse transfer, chamada Las Torres. Eles ficam logo depois da entrada onde você se registra. Custa CLP 3.000.Não é obrigado pegar esse transfer, você pode ir andando da entrada até a base Torres, onde começa a trilha de fato para o mirador de las Torres e o camping e refúgio Chileno. O caminho porém é longo. São quase 8 km. Eu peguei e em 15 min estava num posto do Hotel Las Torres onde há banheiros, café, centro de informações. Descubro até que é possível ter Internet dentro do parque. Há um rede paga nos refúgios e por 10 dólares vc tem 8 horas de Internet, ou 5 dólares por uma hora. Muito gourmet! A trilha começa atrás deste posto do Hotel. São 400m de subida de dificuldade média até o camping e refúgio Chileno, da Fantástico Sur, passando pelo lindo valle ascencio. No caminho dava pra ver a cadeia de montanhas Torres, um pouco nublado Esse dia foi de muito vento e em alguns lugares ele é tão forte que você não consegue andar pra frente e trava pra não ser levado pro precípuo, pra onde ele sopra! É meio tenso, mas ninguém é levado rs. Depois de algumas horas e uma oa subida, cheguei no camping. Era muito cedo e ainda não dava pra fazer check in. O check in do camping é a partir das 14h, do refúgio é um pouco mais cedo, tipo 12h30. O Chileno é bem pequeno, fica num canto da mata à beira do rio ascencio. Contei no máximo uns 20 espaços para camping. Como não podia fazer o check in, pedi para deixar minha mochila na guardador do refúgio e fui subir para as Torres. Ver as Torres era meu principal plano esse dia. A minha idéia inicial era chegar cedo para subir para as Torres, e se o tempo não estivesse bom teria a manhã do outro dia para fazer de novo. Seriam duas chances. Só não contava com uma coisa : a subida para o mirador das Torres tem mais um desnível de 400m, dessa vez difícil. Muito parecida inclusive com a subida da Laguna de los tres, em El Chaltén. Só que a primeira parte até o Chileno já foi cansativa. Subir mais 400m seria cruel. Fui assim mesmo. O tempo estava piorando e apesar do cansaço segui até o final para ver apenas a laguna. Os Torres estavam encobertas, infelizmente. Mais uma frustração nessa terra. Fiquei por lá pouco tempo porque além do vento, o frio também pegando e já começava a chover. Tirei algumas fotos e voltei. Agora chovia em toda parte. Essa parte foi bem difícil porque fica tudo bem escorregadio na chuva. E o cansaço te ajuda a ficar vulnerável quedas e escorregões. Mais uma vez os bastões foram essenciais. Voltei pro Chileno morto de cansaço. Fiz check in e ocupei minha barraca que estava já montada me esperando. O local para barracas é em uma estrutura de madeira no alto como se fosse um deck e cada espaço tem um número de identificação. Isso me tirou um grande medo que era alagamento por causa de chuva. O frio estava forte e a umidade parecia que molhava tudo. Fui tomar um banho antes de jantar. Antes tomei uns goles de vinho que eu trouxe de Puerto Natales para esquentar, e foi uma excelente idéia. O banheiro do camping Chileno é fora do refúgio, mas é muito bom. A água não era tão quente quanto aquele frio merecia, mas o box tinha sabão e shampoo e suficiente suporte para as roupas. Esse dia esqueci que a primeira refeição do dia seria a janta, então estava faminto. Lembre de levar algo para comer se fizer o mesmo que eu fiz. Algumas pessoas só chegam no Chileno na parte da tarde jantam, dormem e fazem o mirador Torres no outro dia de manhã. Isso será uma escolha que você deverá fazer. O que posso concluir até agora do que vi é que se o dia tá ruim pela manhã dificilmente ele melhora a tarde. Pelo contrário, piora. Então fazer os passeios pela manhã é sempre uma boa idéia. Não é nada científico, apenas constatação que tive. Eu mesmo não segui isso, mas me arrependi um pouco. Enfim, o jantar no Chileno é por ordem de chegada à mesa e ocorre em dois intervalos de uma hora cada. Isso é informado na hora. Se tens muita fome chegue 10 ou 15 antes para garantir o seu. Comem todos juntos no refúgio, mesmo os acampados. A comida é sensacional, entrada prato principal e sobremesa. Muito bem servido e preparado. Há opções vegetarianas também, basta avisar. Aproveitei que cheguei cedo e coloquei algumas roupas para secar na calefação, pois peguei muita chuva e com a umidade que fazia não havia outro jeito de secar. Muita gente fica em pé perto do calor para secar roupa. Comprei um hora de Internet para conversar com minha namorada e abri alguns textos para ler, pois não tinha levado livros para não pesar mais na mochila. A Internet do camping é melhor que tive em toda patagônia rs deve ser via satélite. Foi 5 dólares. Voltei pra barraca já escuro, ainda chovendo e fazendo muito frio. Arrumei as coisas, tomei mais um gole de vinho e fui dormir.
       
      18/12 - Torres del Paine (2) - Das Torres a Los Cuernos
       
      Tenho impressão que no parque a manhã é a hora mais fria. No camping dentro da mata então… Parecia que tudo estava molhado, mas era apenas a umidade. Acordei cedo e já olhando pras Torres. Parecia menos nublado, mas ainda não justificativa uma subida pesada de duas horas. Fui pro refúgio onde é mais quentinho. Nesse dia o vento está bem forte mesmo. Aguardei o café da manhã bem quietinho lá. No Chileno não há qualquer tomada para você carregar celular. Na sala de refeições tem várias tomadas, todas desligada. Parte da energia elétrica vem de placas de energia solar e são acumuladas em baterias, portanto não podem oferecer energia aos clientes, nem do camping nem o refúgio. Vá provido de um bom carregador externo. Assim como o jantar, o café da manhã é muito bom. Você come à vontade dentro do turno, que também é por chegada. Comi e voltei ao camping pra arrumar as coisas. É recomendado começar as trilhas antes das 9 da manhã. Apesar do dia durar até muito tarde, a melhor parte do dia é o começo da manhã e tarde. Como eu dormia cedo todos os dias, antes das 6 da manhã já tava rolando no saco de dormir. Ajeitei as coisas e fui pegar o lunch box. Você pode pegar pra levar ou comer na volta da trilha ( para quem escolheu subir as Torres pela manhã). O lunch box é um pacote que eles entregam. Olhei para ver e tem um super sanduíche, uma maçã e cereais. Achei realmente incrível a qualidade da comida e do atendimento do Chileno. Tudo vem de longe e para chegar lá no meio do vale é preciso usar cavalos para transporte. A maçã que vai no lunch box vem de Santiago, percorre 8 mil quilômetros. É por isso que custa tão caro. Guardei o lanche e fiz o caminho de volta pelo vale Ascencio. A volta é tranquilo, descida firme. Eu fiquei atento para achar um tal atalho que existe entre o setor Chileno, onde estava, e o setor Cuernos, para onde ia. Os mapas mostram esse atalho, mas na descida não vi nenhuma sinalização. Acabei descendo até próximo da ponte sobre o Rio Ascencio quase no início da trilha e fazendo o caminho como quem chega pelo Hotel Las Torres. O dia esse estava bem aberto nessa parte. Após andar um pouco logo se alcança o imenso Lago Nordenskjold.A maior parte da trilha pelos Los Cuernos é beirando o lago, ainda que subindo e descendo o tempo todo. Los Cuernos em espanhol quer dizer “os chifres”. Assim são chamadas as cadeias montanhosas que nos acompanham nessa parte da trilha. Eles são imensos e incríveis no topo do maciço. A trilha até o camping e refúgio Los Cuernos, da Fantástico Sur, é longa e cansativa. São quase 5 horas de caminhada em 11km de trilha. Não é pesada mas cansa pela extensão. A principal barreira é o vento forte e constante que sopra do lago contra a trilha. Chega em certo momento que numa descida você solta o corpo que o vento te equilibra. Em determinado trecho da trilha vi uma placa de informações do tal atalho, mas era para quem vinha do setor Cuernos para o setor Chileno. O camping e refúgio Los Cuernos fica bem perto do lago e é bem maior do que o Chileno. Tem um bar além do salão de refeições e muito espaço para camping. Há outros tipos de hospedagens também, além do refúgio e do camping. Cheguei lá faminto e logo comi o lunch box. O sanduíche era se carne assada com tomate, alface e queijo. Tava bem seco, mas pelo tamanho foi um bom substituto pro almoço. Fiz check in, me levaram para minha barraca e dormi solenemente até que pudesse tomar banho. Segundo foi informado, só haveria água quente de 17h às 21h. Quando deu umas 17h acordei para tomar banho. O banheiro do camping também era fora do refúgio, e diferentemente do Chileno era uma porcaria. Sem ganchos para pendurar a roupa, não tinha dispenser de shampoo, e a água quente nunca senti. Fiquei puto com aquela merda. Queria ir pro banheiro do refúgio só pra ver se era ruim assim, mas já tava lá sem mil peças de roupas então tomei um banho de gato mesmo. Fiz hora para o jantar que começa às sete. O jantar estava ótimo mais uma vez. Terminei e fui dormir cedo. Dessa vez sem chuva.
       
      19/12 - Torres del Paine (3) - De Los Cuernos para Paine Grande com parada no Valle Del Francês
       
      Dormi melhor nessa noite, acordei bem cedo e fui ver o dia amanhecendo do lago. O dia tava começando bem bonito. Fui pro refúgio esperar o café e depois partir pra trilha. O café era bom mas no Chileno era melhor. Terminei o café, ajeitei as coisas pra fazer check out e fui pegar meu lunch box. Antes de partir fiz questão de reclamar do banheiro no formulário de opinião da empresa. A vantagem de sair é ter a trilha mais “só sua”. Detesto trilha cheia, grupos imensos, é um saco. Qdo vc deixa tudo arrumado e toma café na primeira hora tem grande chance de sair sozinho. A trilha por Los Cuernos até o camping italiano é bem fechada, dentro de floresta mesmo. Há uma passagem por uma praia linda formada pelo Lago Nordensjork. Ninguém se atreve a entrar. Logo depois passamos pelo camping francês, da Fantástico Sur. Eu tentei vaga nesse camping, mas tava esgotado. Eles também têm domos. Fica mais próximo do Valle del Francês. Mais pra frente chegamos no camping italiano. Esse é administrado pela Conaf, e é gratuito mas bem disputado. Tem que reservar com muito tempo de antecedência. Lá é a base para visitar o Valle del Francês e o Mirador Britânico. O britânico fica quase tão alto quanto as Torres. Ou seja, subida pesada. Não sei se estava preparado pra isso. São 400 m de desnível até o Valle del Francês e mais 400m de desnível até o mirador britânico. Quase 4h até o topo. O tempo nesse momento já não estava muito bom. Deixei minha mochila na camping italiano (todos fazem isso) e comecei a subir até o Valle del Francês. Lá pensaria se subiria até o Mirador Britânico. Foi bem cansativo até o Valle del Francês. O mirador dá vista para o Glaciar del Francês que fica como que colado nas montanhas.. Não é grande coisa para quem veio do Perito Moreno mas tem seu valor. Dentro do vale, para onde continuava a trilha, estava muito nublado. Ouvi um guia dizer que com este tempo não haveria muito o que ver no mirador britânico e decidi ficar por lá mesmo. Nesse momento também começou uma chuva fina. Vi poucas pessoas seguindo para o Mirador Britânico. Depois de um tempo desci para seguir a trilha até Paine Grande. Peguei minha mochila de volta e segui. Não sei se perdi algo, mas não estava triste pelos joelho poupado sem saber se haveria alguma recompensa da natureza. No caminho que segue há uma paisagem muito linda à beira do lago Skottsberg com o Cuerno Central ao fundo. Deslumbrante! Depois de muitas horas andando eis que aparece no horizonte, lá no final da trilha, à beira do lago Pehoé, o Refugio e camping Paine Grande. É imenso! A partir daqui entramos na área da empresa Vértice Patagônia. Abro um parênteses pra falar deles. Depois que reservei com certa antecedência as hospedagens na Fantástico Sur, ficou faltando as reservas com a Vértice. Não dá pra fazer o Circuito W sem ter reservas em datas consecutivas nas duas empresas. A Vértice foi um problema. Como eles estavam sem reserva online pelo site, era necessário mandar email para algo como [email protected] Mas nunca que respondiam as mensagens. Fui procurando no Google e várias pessoas estavam na mesma situação, quase desesperados sem saber o que fazer, achando que não iam ter reservas para o Circuito W por causa deles. Eu vi no fórum do Trip Advisor que era preciso mandar vários e-mails para [email protected], [email protected], [email protected] e por aí vai. Mandei todas e até que um belo dia resolveram responder. Disse as datas para ficar em refúgio e paguei. Mas depois percebi que ficou faltando incluir a pensão completa. Mandei email pra incluir e nada de resposta de novo. Bom, pelo menos uma cama eu teria. Fiquei um dia em Puerto Natales para resolver isso (vide dia 06/12). Lá inclui as refeições e o atendente me pediu para confirmar se ia ficar com cama simples. Nem tinha visto a diferença, mas ele disse que cama simples é para quem tem saco de dormir. Como não tinha, inclui tb. Só aí fiquei tranquilo em relação às reservas com a Vértice.  Ok, voltando para o dia do check-in então. Fiz check in no refúgio e apesar de cheio o refúgio tinha muitos quartos e camas vagas. Então logo percebi que dá pra chegar aqui e fechar uma cama na hora. Reservar é besteira para eles no Paine Grande, por isso não faziam questão de dar atenção aos e-mails. Bom, eu teria duas noites neste refúgio. Mas devo dizer que não é comum reservar dois dias aqui. Eu particularmente só o fiz pq a minha programação, além de ir até o Glaciar Grey (última perna do W)  era fazer o Kayak no lago Grey com a Bigfoot patagônia. Esse passeio não daria tempo pra pegar o catamarã que leva para Pudeto, onde passa o ônibus para Puerto Natales. Na verdade é aqui que vc decide se vai fazer o circuito W em 3 noites ou 4 noites. A última perna do W para quem iniciou pelas Torres (como eu) é terminar no Mirador Grey , perto do camping e refúgio Grey (administrado pela Vértice). Quem faz em 4 dias vai do refúgio Paine Grande para o Grey, dorme por lá e volta no outro dia para pegar o catamarã para Pudeto e o ônibus para Puerto Natales. No entanto há uma opção econômica, poupando uma noite, mas gastando bastante energia, que é ir de Paine Grande ao Mirador Grey e voltar no mesmo dia a tempo de pegar o catamarã das 18h35. São 22km, quase 9h de caminhada. Fica a critério de cada um. O refúgio é bem agradável. Havia água quente e forneciam toalha. Curti! Descansei um pouco para fazer hora para o jantar. O jantar foi bem diferente da Fantástico Sur. Funciona como se fosse um bandejão mas também tem uma entrada + prato principal + sobremesa e um copo de refresco por pessoa. A comida era razoável. Tomei um vinho para esquentar, conversei um pouco com a namorada (Internet paga) e fui dormir logo depois. Qdo fui dormir percebi que não tinha roupa de cama e logo lembrei dos 30 dólares a mais que tinha pago para ter a tal cama armada. Fui na recepção reclamar e eles voltaram com lençóis e edredon fofinhos e limpos. Aí sim descobri a diferença entre a tal cama armada e a cama simples. Essa é só um colchão e uma manta por cima.
       
      Dia 20/12 - Torres del Paine (4) - fechando o Circuito W no Mirador Grey
       
      Acordei pelas 5 da manhã com uns estrondos fortes, como se alguém arrastasse um armário super pesado. Achei super estranho. Quando vi era o vento batendo no refúgio com mta força e chovia muito também. Foi assustador! Só tinha agradecer por não estar em camping esse dia. O tempo tava bem fechado e o lago Pehoé de águas mansas de ontem, tava numa revolta só. Achei que não ia nem conseguir sair do refúgio. Mas como tudo na patagônia é temporário e imprevisível, o tempo melhorou um pouco até a hora do café. Arrumei as coisas para partir e fazer a última perna do W. Fazia muito vento ainda, mas dava para seguir. O caminho até o mirador Grey é bem tortuoso, num sobe e desce sem fim. É cansativo porque ainda tem a volta, já que não havia vagas no refúgio Grey, eu ia precisar voltar tudo no mesmo dia.. É também o caminho mais enlameado. Difícil sair limpo desta trilha, principalmente se choveu algumas horas ou dias antes. Passam dois lagos, um pequeno e depois o lago Grey, bem maior. O lago Grey tem alguns icebergs nas margens e é muito bonito. Caminha-se uma hora e meia até o mirador lago Grey de onde é possível ver o glaciar ao fundo. Para chegar perto do Glaciar mesmo é preciso mais duas horas e meia. Quando chegamos damos de cara com o Refúgio e Camping Grey, da Vértice patagônia. Ele parece com o Chileno, bem pequeno. Por isso acabam rápido as reservas. Entrei para consultar sobre o passeio de Kayak que tinha reservado e me informaram que a BigFoot tinha uma base logo depois do refúgio. Caminhei até lá mas primeiro fui ver o mirador do Glaciar Grey. O tempo estava péssimo, pouco se podia ver e a chuva apertava. Tirei umas fotos e voltei para ir à base da BigFoot. Um atendente me informou que o Kayak das 11h tinha sido cancelado por causa do vento e que deveríamos esperar até 15 min antes para ver se o das 14h iria rolar. Como eram 12h, fui fazer hora. Parei na praia que fica perto da guarderia Grey e fiz um lanche. O tempo abriu lindamente nessa hora e subi para ver o mirador Grey novamente, agora com o tempo melhor. No que subi para voltar ao mirador vi um pica-pau negro, típico da região de Magalhães, lindo!. Consegui tirar umas fotos e depois vi um filhotinho dentro do tronco da árvore. Muito fofo! Quando voltei ao mirador estava céu aberto. O glaciar tava lindão lá atrás e deu pra tirar umas fotos melhores. Tive esperança de que ia rolar o kayak. Estava sem vento e sem chuva. Voltei para a base do BigFoot e parecia que estava tudo confirmado, assinei os papéis de responsabilidade e já ia pagar. Em poucos minutos, quando olho o tempo pelo janela começa a fechar, está tudo nublado de novo. Mais um minutos mais e faz chuva e vento. Um minuto mais e muitas ondas começam a se formar. Pronto, acabou minha esperança. Logo chegam dois rapazes responsáveis por verificar as condições climáticas e dizem que não será possível realizar o passeio. Oferecem como alternativa um passeio em barco fechado. Não me interessou e fui embora frustrado. Así es la Patagônia. O pior é que à noite que fechei em Paine Grande só fazia sentido por causa do Kayak. Fiz o caminho de volta a tempo de tentar cancelar a noite a mais,ver se rolava o reembolso e ir embora no mesmo dia. Bem difícil mas queria tentar pois seria uma boa economia. A minha conclusão é que as atividades com a BigFoot fazem mais sentido para quem está no refúgio e camping Grey, pq não precisa fazer hora para aguardar sua reserva e pode tentar fazer o passeio em vários horários já que a base é bem póximo do refúgio . Não lembro se comentei, mas eles fazem um passeio de trekking sobre o Glaciar Grey também. É uma alternativa interessante e mais barata do que o Big Ice no Perito Moreno. Quando voltei pro hostel ainda dava pra pegar o catamarã das 18h30. Conversei com alguém da recepção e me disseram que teria que ver isso na loja em Puerto Natales, mas que havia grande chance de não ser reembolsado. Preferi gastar a noite a correr o risco de não ser reembolsado. Fui tomar banho e depois vi que a lareira estava acesa. Aproveitei pra lavar umas meias e coloquei pra secar perto pra secar. Jantei, encontrei uns brasileiros aqui e ficamos de papo até tarde. Os brasileiros começaram o Circuito W um dia depois de mim e conseguiram ver as Torres em tempo aberto. Talvez se tivesse subido no outro dia pela manhã pegaria tempo bom.Foda! =\ Isso só confirma minha tese do melhor tempo é pela manhã sempre. Depois uma guia brasileira que trabalha no parque juntou com a gente e contou várias estórias. Disse que naquele dia duas pessoas do grupo dela que estavam fazendo o circuito W desistiram por dor ou cansaço e quando isso acontece é preciso chamar o táxi, que é um cavalo, para te levar até o ponto de saída do parque mais rápido. E se tens uma mochila pesada precisa de dois cavalos. Não preciso nem dizer que isso custa uma pequena fortuna, né? Terminamos um vinho e fomos dormir.
       
      21/12 - Volta a Puerto Natales e ida a Punta Arenas
       
      Dessa vez dormi até mais tarde já que não tinha trilha a fazer e o horário do café ia até às 9 da manhã. O dia começou bem feio novamente. Parece que o vento que sobra do glaciar para refúgio leva sempre nuvens bem carregadas e o tempo é quase sempre chuvoso por ali. Arrumei as coisas primeiro e desci para tomar café da manhã. Para pegar o ônibus de volta a Puerto Natales há duas formas. Uma é econômica mas cansativa que é fazendo  trilha do Refúgio Paine Grande até a entrada Sede Administrativa. São 14km, entre 4 a 5 horas de caminhada e você precisa chegar lá às 13h para pegar o ônibus. A trilha começa do lado do píer. A segunda opção é fácil porém cara. É pelo catamarã que sai no píer ao lado do refúgio Paine Grande. O catamarã é operado pela empresa Hielos Patagônicos e custa absurdos CLP18.000 por uma travessia de 30 minutos!! A frequência de saída e chegada é diferente em cada época do ano. Na alta temporada são 4 horários de chegada e saída de Paine Grande, porém só há conexão com ônibus para Puerto Natales em dois horários (já explico). O catamarã nos leva até um local chamado Pudeto. Por lá  passa o ônibus de volta a Puerto Natales. Lembra que em Puerto Natales comprei ida e volta? Sim, a volta está paga! Porém, os ônibus só tem dois horários de saída do parque. Esses horários se integram com dois dos horários do catamarã. Meu horário era o primeiro com integração, às 11h30. Fiz hora até dar 11h20 e fui para o píer aguardar o catamarã. Ele é bem rápido e tem uma bela vista externa para os Los Cuernos. Você paga a passagem dentro  catamarã mesmo, não precisa reservar. Em 30 minutos estamos lá do outro lado do Lago Pehoé e alguns ônibus já estão aguardando. O meu cacareco não tava lá ainda rs. Fiz um tempo na cafeteria próxima até ele chegar. Demorou uns dez minutos mais. Embarquei e ele foi em direção à entrada da Laguna Amarga. Lá ficou aguardando mais meia hora por pessoas até sair umas 14h20. Chegamos na rodoviária de Puerto Natales umas 16h00. Havia um ônibus pra Punta Arenas às 17h15. Fui ao hostel El Fiodor buscar o resto da minha bagagem, organizei umas coisas na mala, voltei pra rodoviária e comprei minha passagem de ida para Punta Arenas pela Bus Sur. Enquanto estava esperando por lá reparei algumas coisas. Primeiro que havia ônibus direto para Ushuaia de Puerto Natales. Não lembro de ver isso na Internet quando consultei. Estava indo para Punta Arenas apenas para pegar ônibus pra Ushuaia que, pensava eu, só tinha por de lá. Pensei em conversar com a atendente para ver se tinha como fazer a troca, mas até explicar tudo ia ser cansativo e provavelmente não ia certo por questões de sistema deles. Outra coisa que observei é que a Bus Sur é a única empresa com ônibus pro Parque Torres del Paine às 7h da manhã. Isso é muito bom porque todas as outras saem às 7h30 e gera uma fila imensa na entrada. Além de poder começar a trilha cedo com pouca gente. FIcam as dicas! Peguei o ônibus e segui pra Punta Arenas. Tinha reservado uma noite em um hostel lá. Quando chegamos já era 20h20 por aí. Fui pro hostel chamado Sol de Invierno, mensagens a todos da família e depois fui no mercado. Comprei uma pizza para levar e foi tudo. Arrumei as coisas para acordar semi pronto no outro dia e pegar ônibus pra Ushuaia.
       
      22/12 - Ida para Ushuaia de ônibus (12h)
       
      O ônibus da Bus Sur sai da garagem da própria empresa, bem no centro de Punta Arenas. Acordei cedo já com tudo arrumado, tomei um café da manhã (pedi no hostel para adiantar o café naquele dia por conta do horário do meu ônibus) e parti umas 8h para pegar o ônibus para Ushuaia às 8h30. O ônibus da Bus Sur não era tão bom, parecia que estava desregulado, tremia muito. Bom, daí até chegada não tem muito o que falar. O ônibus vai direto, há uma travessia de balsa do Estreito de Magalhães já que a Tierra del Fuego é um ilha, metade pertencente ao Chile e outra metade à Argentina. Todos precisam descer do ônibus, há um lugar para os passageiros na balsa e o ônibus segue sozinho na mesma balsa junto com vários outros veículos. Paramos nas fronteiras depois e seguimos. Até chegar próximo a cidade de Ushuaia, a paisagem é a mesma, sempre estepe. Quando chegamos em Ushuaia começam a surgir vales, lagos,, florestas de lengas e ñires, etc. Há uma única parada para lanche em Tolhuin e nada mais. Prepare lanche ou algo pra comer porque é muito tempo de estrada. A chegada é pelo alto da cidade de Ushuaia e vamos descendo até o porto, onde é o ponto final, bem próximo ao centro de informações turísticas. Fazia um friozinho mas nada demais. Fui andando até o hostel, que não era muito longe do ponto final. No hostel fui recebido por um mineiro, o Marcelo. Ali comecei a ver  quantidade absurda de brasileiros em Ushuaia. Fiz o check in com ele, paguei e deixei as coisas no quarto. Mandei os salves pra família e fui no mercado comprar algo para fazer. Assim como em El calafate, o La Anonima é o principal mercado da região. Há um Carrefour também, mas é distante. Fiz uma massa, comi e fui dormir cedo.
       
      23/12 - Ushuaia (1) - Reconhecimento de território e museus
       
      O plano esse dia era fazer um reconhecimento do local que sempre faço, dar uma volta pelo entorno e ruas principais, passar nas agências de viagens para conferir os passeios reservados e ver outras opções. Acordei cedo, tomei café da manhã no hostel e fui bater perna. Tinha reservado um único passeio em Ushuaia até esse momento. Foi a navegação no Canal Beagle e caminhada com pinguins da Isla Martillo(tb conhecido como pinguinera) para o dia 24/12. Depois vou falar mais desse passeio. Comecei dando uma volta pela Av. Maipu, que é a rua do orla. Apesar de estar na orla, a Maipu não é a rua principal da cidade, mas ali ficam algumas coisas importantes como o centro de informações turísticas, os principais quiosques de venda de passeios de barco, o controle de passageiros, onde todos pagam uma taxa pra embarcar e as vans para diversos pontos como o parque nacional Tierra Del Fuego. Há alguns restaurantes e dois museus tb. Passei primeiro no centro de informações turísticas para pegar mapas e outras informações. Se estiver no seu roteiro ir ao parque, aproveite para pegar mapas e outras informações. Lá também carimbam seu passaporte com símbolos de Ushuaia. Peguei os mapas e informações e parti para a Av. San Martin. Essa é a principal rua do comércio da cidade. Praticamente em toda sua extensão você vai encontrar lojas e restaurantes. Fui até ao longe, na volta passei na agência Brasileiros em Ushuaia onde tinha reservado a pinguinera. Lá me apresentaram mil outros passeios, mas só olhei e deixei para decidir depois. Deixei as visitas dos museus para à tarde. Fui pro hostel, almocei a sobra da janta que tinha guardado e fiquei um tempo conversando com uma brasileira que tinha acabado de chegar no hostel. Em Usuhuia tem muito  brasileiro. Não sei explicar porque, mas foi o destino que mais vi brasileiros. Inclusive o turismo local entende isso e quase tudo lá com tradução para português. Comecei os museus pelo Museu do Fim do Mundo, que é grátis e fica na Av Maipu. É um museu bem pequeno mas interessante, principalmente os vídeos. O museu tem duas seções principais, uma que trata da história dos povos originários das Tierra del Fuego e outra da fauna com diversos animais empalhados. O item mais interessante do museu, no entanto, é a imensa imagem de uma rainha da Inglaterra talhada madeira e que foi retirada de uma embarcação que naufragou no século XIX na Península Mitre, lugar de difícil acesso na Terra do Fogo. O Museu do Fim do Mundo tem um anexo duas quadras depois da sede principal, mas que não é tão interessante. De lá parti pro Museu do Presídio. A cidade de Ushuaia surgiu a partir da necessidade de viabilizar o presídio para reincidentes criado no início do século XX. O antigo presídio foi fechado em meados do século passado e alguns anos mais tarde virou o museu. Na verdade, por ser imenso, baseado no modelo panóptico, com cinco pavilhões unidos por um pátio central de onde se pode ver todos os cinco pavilhões, existem lá diversos museus. Cada um em um pavilhão. Há alas temáticas de naufrágios, sobre embarcações da marinha, Argentina, missões na Antártida, além de uma galeria de arte, uma réplica do farol de San Juan do Salvamento (o verdadeiro farol do fim do mundo) e uma ala de exposição temporária. Além, claro, do museu do presídio que é o maior e tem uma visita guiada de hora em hora. Um dos pavilhão está completamente preservado tal era na época do presídio. É bem sombrio! O museu tem um custo de AR$ 300 por aí, dá pra conseguir desconto pra estudante. Não é tão barato, mas pra quem gosta de história é bem legal. Depois passei no mercado e comprei algumas coisas pra fazer lanche do passeio aos pinguins do outro dia. Preparei tudo e fui dormir.
       
      24/12 - Ushuaia (2) - Pinguinera e natal no Hard Rock Café
       
      A hora marcada no cais para pegar o catamarã era 9h. O passeio apesar de ser vendido na agência Brasileiros em Ushuaia, é operacionalizado pela Piratour. A agência apenas facilita a venda. Eles têm tem um bom site, parcela a compra e cobra em reais. Não cheguei a comparar a diferença de valores da compra direto pela Piratour e na Brasileiros, acho que eles colocam um lucro deles em cima mas não é muito. Como tem IOF na compra com a Piratour acaba ficando muito próximo. Esse passeio com a Brasileiros custou R$ 759,00. É importante dizer também que existem várias empresas fazendo diversos passeios pelo canal do Beagle. A maioria vai até as ilhas com comodores e leões marinhos, o farol de Ushuaia, fazem uma parada na estância Harberston (a primeira da região, de propriedade de um missionário inglês que veio converter nativos no final do século XIX) e isla martillo. É nesta ilha que ficam os pinguins. Apenas a Piratour tem autorização pra descer na ilha, que pertence aos herdeiros do missionário inglês. Fique atento a isso! O passeio deles é muito disputado e é preciso reservar com antecedência na alta temporada. Nos quiosques do porto há venda de passeios à ilha H, passagem a Puerto Williams (último povoado do continente, antes de Antártida, e que pertence ao Chile), passeios noturnos, e até ida pra Antártida! Vale a pena se informar. Bom, voltando então. Com o voucher em mãos, é preciso passar no quiosque da Piratour pra apresentá-lo e pegar um crachá de identificação da empresa. As crachás tem duas cores diferentes e cada cor forma grupos distintos por cor que fará sentido depois, já que há uma divisão do grupo. Antes de embarcar é necessário pagar a taxa portuária de AR$20. O passeio começa e deixamos para trás a Baía de Ushuaia. A saída rende fotos da cidade a partir do barco. A primeira parada é numa ilha cheia de comorones (espécie de ave que se parece muito com pinguins), depois vamos a uma ilha de leões marinhos próxima ao farol de Ushuaia. Nesses momentos há orientações e informações do guia que nos acompanha. Após isso há uma navegação de mais ou menos uma hora pelo canal do Beagle. Passamos pela Isla Navarino e Puerto Williams à nossa direita. Depois mais ao final passamos próximos à isla martillo, onde há a colônia de pinguins de magallanes, mas ainda não paramos nela. Antes aportarmos na estância Harberston. O guia estabelece um horário para ida à ilha de cada grupo.  Na estância há uma casa de chá, um restaurante e um museu de aves e mamíferos. Temos uma hora para percorrer a estância e almoçar ou lanchar, quem quiser. Como levei lanche, não almocei no restaurante da estância mas comi um doce de Ruibarbo com sorvete de creme que tava muito bom! Com os grupos divididos pela cor do crachá, é hora de visitar a Isla Martillo. Não podem ir mais do que 20 pessoas por vez na ilha, por isso a divisão. Um grupo vai à ilha e o outro aguarda na estância fazendo uma visita guiada ao museu de aves e mamíferos. Depois os grupos se revezam. O tempo na ilha é de no máximo uma hora. Embarcamos em um bote mais rápido que o catamarã e em dez minutos estamos na ilha e já somos recebidos por vários pinguins. Essa época de dezembro é o mês de procriação, então vários pinguins bebês estavam lá sendo protegidos e alimentados pelas mães. O guia vai nos conduzindo pelos lugares, e em vários momentos eles estão muito perto pois seus ninhos são bem próximos ao caminho traçado. É bem legal! Na ilha vivem dois tipos de pinguins: o pinguim de magalhães (a grande maioria) e o pinguins papua (há uma pequena colônia desses). Havia também um  belo pinguim-rei perdido entre os de magalhães. Finalizado o tempo, voltamos à estância para terminar o passeio. Agora de ônibus da Piratour que está aguardando na estancia. No caminho há uma breve parada para ver árvores bandeiras, que são esculpidas pelos fortes ventos da região. O dia foi muito bonito, demos muita sorte. É importante dizer que esse é um passeio de verão. Os pinguins não estão na ilha o ano todo. Eles são animais aquáticos, e apenas vêm ao continente para se reproduzir e se proteger de predadores. Então se quiser fazer, veja se é ainda é época. Quando cheguei no hostel não sabia se ia rolar algum tipo de ceia de natal coletiva. Era dia 24 de dezembro. O brasileiros que trabalham lá não falaram nada, então presumi que não teria. Resolvi me dar de presente uma centolla de ceia natalina.A centolla é o prato do mar mais típico da região da patagônia e Terra do Fogo. É uma espécie de caranguejo gigante. Ouvi dizer que num lugar chamado Cantina do Freddy, na Av. San Martin, tinha uma muito boa. Fui até lá e peguei uma mesa. Ao meu lado tinha duas mesas de brasileiros. Pedi a centolla a la cantina, que é a centolla com camarão e mariscos, especialidade da casa. É muito bom, mas um pouco caro AR$ 500. A centolla lembra muito a lagosta. Interagi um pouco com brasileiros do restaurante antes de ir pro hostel. Na volta encontrei a brasileira que tinha conhecido e ela junto com outros muitos brasileiros estavam planejando passar a virada do Natal no Hard Rock Café Ushuaia. O plano acabou vingando e fomos todos juntos para lá e foi bem legal.
       
      25/12 - Ushuaia (3) - Laguna Esmeralda
       
      No dia anterior o grupo que passou a virada de Natal no Hard Rock havia combinado de fazer o trekking para a laguna esmeralda. Há diversas opções de trekking em Ushuaia, a maioria deles sai de algum ponto da estrada (RN 3). Por isso é quase sempre necessário fechar um transfer ida e volta. O nosso hostel tinha um contato de uma van que nos cobrou 250 pesos por pessoa. Acho que é o preço que cobram. Acordamos todos pelas 9 e saímos umas 11h20 por aí. Na van juntaram outros brasileiros e fomos. A laguna esmeralda é o trekking mais tranquilo de Ushuaia. Estimam a ida e volta em 3h. Trilha majoritariamente plana. O grande inconveniente dessa trilha são os lamaçais, que ficam piores quando chove no dia anterior. Essencial ter uma bota fechada e preferencialmente impermeável. Quando chegamos no início da trilha estava nevando um pouco. No verão é bastante comum nevar na parte dos vales e montanhas, onde ficam as trilhas, e chover de leve na cidade. Pagamos, combinamos a volta com o motorista e fomos pra trilha. A trilha é muito bem sinalizada durante a maior parte do tempo, com sinalização de cor azul colada nas árvores. Fizemos a trilha em uma hora e vinte por aí. O lago é deslumbrante com sua cor esmeralda incrível. Fizemos um lanche na chegada e descansamos . Um dos brasileiros que foi conosco havia lido que haveria um glaciar no alto das montanhas atrás da lagoa. Ninguém tinha a trilha certa para lá, mas como tínhamos mto tempo até o transfer voltar  fomos ver o outro lado do lago. Chegamos em uma parte de floresta morta e seguimos um pequeno rio até uma uma parte meio alagadiça que molha bastante para quem tá de tênis simples. Passamos a uma floresta fechada e depois seguimos uns 30 minutos até começar a parte de subida, sempre seguindo o rio. Lá encontramos uma pessoa que estava descendo e ela nos confirmou que havia um pequeno lago e um pequeno glaciar, mas era subida forte. Alguns de nós desistimos ali, pq era mto íngreme a subida. Fui até um pouco mais acima e a vista da laguna com todo o vale estava incrível. Parei pra comer algo e resolvi ficar por ali mesmo. Um dos meninos seguiu em frente e disse que havia um lago congelado lá no topo. Enfim, depois descobri que esse lugar chama Glaciar Ojo del Albino. Voltamos para a lagoa pelo mesmo caminho e já estava ficando bem frio. Essa ida além da laguna tornou a caminhada um pouco cansativa. Voltamos e esperamos pelo carro até 19h, horário que marcamos. Fomos para o hostel e combinamos de jantar juntos naquele dia. Após um banho e descanso, fomos pra Cantina del Freddy novamente, algumas pessoas do grupo queriam provar a Centolla a la cantina. Aproveitei pra provar o outro prato típico, a merluza negra. Esse não me surpreendeu tanto. O peixe é bom, mas nada que justifique o preço. Depois fomos pro hostel, ficamos conversando lá e fomos dormir.
       
      26/12 - Ushuaia (4) - Parque Nacional Tierra Del Fuego e check in no airbnb
       
      O parque nacional Tierra Del Fuego era o passeio que menos me interessou em Ushuaiai. Era bonito, mas nada demais. Como o tempo amanheceu muito feio e tinha um brasileiro no hostel interessado em fazer também, acabei indo pra lá. Preparei toda minha mala antes de ir pois ia fazer check out do hostel. Quando planejei a viagem fiz uma reserva de dois dias numa casa de uma moradora de Ushuaia. Tava um preço quase igual ao cobrado pelo hostel e teria um quarto só para mim. Para chegar ao parque fui informado de que teríamos que tomar uma van próximo às informações turísticas, na Av Maipu. Elas saem de hora em hora e cobram um valor absurdo de AR$ 500 ida e volta. Muito caro por um trajeto de 12km, mas não tinha opção. Talvez táxi com muitas pessoas compense. Não tive mto tempo para pesquisar melhor então foi isso mesmo. Além do transporte, o parque cobra algo entorno de AR$ 340 para entrada. No centro de informações turísticas você pode pegar um mapa e planejar seu tour. Do mesmo lugar tb sai uma van que te leva até o trem do fim do mundo, parte do antigo trem usado pelos presos para levar a lenha que abastecia a calefação do presídio. O trem faz um pequeno percurso da entrada do parque até um ponto dentro do parque. Não achei nada demais não, parece mais interessante para crianças. Pegamos van das 12h e em 20 min chegamos no portão principal do parque e pagamos a entrada. Um pouco depois o motorista nos deixou no início da trilha que escolhemos. Há diversas trilhas dentro do parque, a maioria bem simples. Há apenas trilha puxada que vai ao Cerro Guanaco, estimam em 4 horas apenas ida, por isso pedem que não comecem a trilha depois das 12h. Como chegamos tarde, fizemos a Trilha Costeira, que se inicia no famoso correio do fim mundo. Sim, há há um correio postal lá, mas não consegui mandar um postal pra minha namorada pq não tinha o endereço de cabeça rs. Mas é possível, inclusive dá pra carimbar seu passaporte lá tb, pagando alguns pesos. A trilha tem 8km e uma duração de 3 horas em média. A maior parte do tempo ela vai beirando a orla e é bem bonita. Passa por várias praias. Ao final da trilha nos afastamos da orla e após alguns quilômetros chegamos na estrada principal do parque, onde placas nos indicam que a poucos metros há um centro de conveniência. Nessa hora começou a chover bastante e fomos ao centro para comer algo e nos abrigar. Lá há um restaurante e pequeno museu interpretativo. Aguardamos um pouco e seguimos a caminhada para o lago Roca, um dos lugares mais bonitos do parque . Não estava tão bonito por causa do tempo nublado, mas foi legal. Por último, voltamos e fizemos o caminho até baía Lapataia. Nesse caminho há diversas trilhas numeradas no mapa. Acabou que estávamos sem tempo e fizemos apenas a última, que passa pelo mirador Lapataia e termina próximo à baía. De lá sairia a última van (às 19h). Achei o mirador da baia Lapataia o lugar mais bonito do parque. A van parte pontualmente às 19h e passa em outros dois pontos para pegar mais pessoas. Voltei pro hostel pra pegar meu mochilão, e segui pra casa de meus anfitriões no airbnb. Ficava uns 15 minutos do hostel, um pouco mais afastado do centro. A casa deles (era um jovem casal) era bem aconchegante e o quarto também. Deixei as coisas lá e fui jantar. Escolhi um restaurante chamado bodegon fueguino. Recomendo! Pedi um cordeiro e uma cerveja, tava mto bom e foi barato. Voltei pra casa e fui dormir.
       
      27/12 - Ushuaia (5) - Dia de compras
       
      Nesse dia tinha deixado para fazer umas das trilha mais pesada de Ushuaia, que é a Laguna de los Tempanos e Glaciar Vinciguerra. Mas acordei com aquela preguiça de fazer qualquer coisa e já um pouco cansado de fazer trilhas. Afinal, estava há 22 dias só fazendo isso praticamente. Resolvi me dar um day off. O dia tava bem quente pra Ushuaia. Dormi até um pouco mais tarde e fiz tudo bem tranquilo. Andei um pouco pela orla, almocei e depois fui no Museu Temático, que havia esquecido de ir. É um museu bem legal, moderno. A história da região é contada por meio de cenários modelados com bonecos e objetos. Ao entrar recebemos um mp3player em que cada faixa explica a cena que estamos vendo. Custa algo como AR$ 280 com desconto de estudante sai a AR$ 220. Depois passei no Freddo, a famosa sorveteria de Buenos Aires. Comprei lembranças para família. Tem muitas lojas na Av. San Martin. Comprei doce de leite artesanal, cerveja regional, um pinguin de pelúcia e alfajor no mercado. Por fim comi numa pizzaria próxima à casa dos meus anfitriões. Deixei tudo pronto mais uma vez para voltar a Punta Arenas no outro dia.
       
      Resumo de Ushuaia :
      A  cidade não é lá algo que se chame de bonita, é um grande porto com uma cidade que se vai ladeira acima. A primeira impressão não é boa. Mas há muita coisa legal para se fazer lá, no verão e no inverno (pelo que li). É uma cidade grande, muito turística principalmente para brasileiros, então você não terá problemas com câmbio, transporte, mercado, língua, etc. O tempo por lá é muito parecido com o resto da patagônia: muda rapidamente e está sempre instável. Nessa época a temperatura média é de 10 graus, mas com chuva e vento pode ficar abaixo disso. O preço das coisas em geral é próximo ao dos outros países da região. É possível um almoço completo com entrada + prato principal + sobremesa por uns AR$ 190. Como há mto o que fazer, é importante fazer um roteiro. As agências oferecem muitos passeios, vários deles podem ser feitos sem agências. Os principais são Glaciar Martial, Laguna Esmeralda, laguna de Los tempanos e glaciar vinciguerra, os passeios no canal do Beagle e os museus. A Brasileiros em Ushuaia tem um caderninho de passeios interessante. Nem tudo que tem lá você precisa da agência pra fazer, por isso vale a pena pegar esse caderninho. Pelo site tb é possível ver alguns deles. Acho que 4-5 dias é suficiente para Ushuaia.
       
      28/12 - Volta a Punta Arenas
       
      A volta para Punta Arenas, assim como a ida, foi cansativa. O ônibus sai igualmente do porto, próximo ao controle de passageiros do cais. A volta foi bem mais cheia do que a ida. Acho que por isso colocaram um ônibus extra, com saída alguns minutos depois. Depois de mais 12 horas , estou de volta a Punta Arenas para fazer meus dois últimos dias antes de voltar ao Brasil. Antes de ir para minha estadia, procurei saber sobre ônibus para o aeroporto e descobri que não existe. Há uma linha da BusSur que vai do aeroporto para o centro de Punta Arenas, mas não há o contrário.Para passar esses dois dias, reservei um Airbnb bem barato e me lasquei. Barato demais pra ser verdade. O problema já começou pra achar o lugar. O endereço no Google Maps era um e na prática era outro. Como reservei no dia anterior, não deu tempo de ver a mensagem que o anfitrião me mandou indicando o endereço correto. Por sorte, no mesmo ônibus que o meu havia um casal que tinha locado um outro quarto com o mesmo anfitrião que eu. Reparei que eles estavam indo pro mesmo lugar que eu e questionei se era um quarto no Airbnb. Acabou que encontrei o local graças a eles, pois não tinha internet para ver a localização exata. Bom, de todo modo, o local era muito ruim, muito mesmo. O anfitrião se chamava Peter (guarde esse nome se for fechar algum airbnb em Punta Arenas) e era um bom guia da região. Mas o local era ruim, cama ruim, cozinha péssima, tudo muito improvisado. Realmente não vale a pena, apesar de ser muito barato. Fui o roteiro do próximo dia e fui dormir.
       
      29/12 - Cemitério Municipal, Museus e city tour
       
      Como só teria esse dia para conhecer a cidade, fui fazer o passeio geral pelo centro da cidade. Comecei pelo Museu Salesiano Marggiorino Borgatello e devo dizer: de longe o melhor museu que conheci em toda região. Muito recomendável! É um museu muito rico, com muitas peças e exposições. Realmente incrível. Custa um valor simbólico. Sai de lá e fui até o maior atrativo da cidade: o cemitério municipal ! Pode parecer curioso, mas o cemitério de lá é um charme. Centenas de ciprestes podados dão um tão bem diferente ao cemitério e fez com que o local virasse atração turística. Fui até o mausoléu da família Braun (importante na cidade) e depois fui almoçar. Escolhi almoçar no restaurante famosinho chamado La Marmita. O local é mto bonito, decoração de ótimo bom gosto. Queria comer o guanaco, mas não tinha então fui de cordeiro novamente. A comida não é farta, mas é boa. Custo benefício é mediano. De lá fui até a Av Costanera ver os monumentos e sentir a brisa que vem do Estreito de Magalhães. Na verdade não fiquei muito pq o vento frio não permite ficar de bobeira. Na volta passei na praça Municipal e no palacio Sara Braun. Antes de voltar de vez, verifiquei a possibilidade de um transfer para o aeroporto. Encontrei a agência Fin del Mundo, no centro, e fechei com eles. Algo como CLP 5.000. Voltei para a estadia e arrumei as coisas. Tentei fazer o check in antecipado e tive problemas. Depois de muito tempo, resolvi que teria que cancelar o transfer e pegar um táxi para o aeroporto, pois achei que sem o check in pronto seria arriscado ir no transfer, já que o horário deles estava mto em cima do limite do voo. O anfitrião me indicou um taxista que cobrava CPL 7.000 para me levar até o aeroporto. Fechei com ele. Logo depois consegui fazer o check in pelo aplicativo, mas já havia cancelado o transfer então manti o combinado com o taxista. Dormi cedo já ansioso para voltar ao Brasil.
       
      30/12 - Volta pra casa
       
      Vinte e cinco dias depois de pisar na patagônia, voltei para o aeroporto que havia chegado à Patagônia. O voo de volta foi tudo bem, sem maiores problemas, e assim me despedi da Patagônia, lugar incrível.
       
      Resumo de Punta Arenas:
      parece um pouco de cidade grande, muito táxi, pessoas estranhas, pichações. Punta Arenas é uma cidade passagem a meu ver. Há passeios por lá, como a ida à ilha Monumento Natural dos Pinguins, ir ao antigo Puerto del hambre ou cruzar o canal e ir até à histórica cidade Porvernir. Além disso, não vi nada muito interessante. Se meu voo não fosse por Punta Arenas, talvez não tivesse passado por lá. Mas se vc passar, vale o que fiz no roteiro.

       
      FIM!
    • Por Carol Ninow
      Fiz essa viagem no feriadão do dia 01 de maio de 2017, com duas amigas, uma de São Paulo e a outra Americana. Como moro em Goiânia, peguei as meninas no aeroporto em Brasília, e seguimos rumo a São Jorge, isso na quinta-feira.
      Chegamos lá por volta das 18h, e fomos direto para nossa linda Pousada Raízes, que fica na rua principal. A noite fomos na Santo Cerrado Risoteria, comemos muito bem e tomamos alguns drinks.
       
      Para a sexta-feira tínhamos programado ir até a cidade de Cavalcante, para visitar a Cachoeira Santa Bárbara. Então saímos por voltas das 6:30 e a viagem levou 1h, a estrada está muito boa. Fomos direto ao CAT ( Centro de Atendimento ao Turista ) e pedimos por uma guia mulher. Já com a guia, paramos numa padaria e também num posto de gasolina, e seguimos rumo a Comunidade Kalunga, que é onde se paga entrar na cachoeira, R$20,00. A estrada de chão está muito ruim com muitos buracos e erosões, meu carro é baixo e batia toda hora. Como chegamos na Santa Barbara por volta de 11h, já tinham muitas pessoas, mas nada que atrapalhasse a contemplar aquela água maravilhosa. Detalhe: há uns 5km antes da entrada da cachoeira, tem um estacionamento para quem não quer arriscar a ir de carro, devido a estrada estar muito ruim, então tinha uma camionete fazendo o transfer por R$5,00 o trecho.
       
      De lá seguimos para o Restaurante Rancho Kalunga, onde comemos uma deliciosa comida caseira, e tomamos suco de mangaba. Por R$35,00 o almoço + R$12,00 do suco.
      Descemos para a Cachoeira da Capivara, que não paga para entrar. Como o sol já estava baixando, ficamos somente no primeiro poço, e amamos! A melhor parte do dia foi tomar banho na jacuzzi natural e tirar muitas fotos da borda infinita. Voltamos para a cidade, deixamos a guia e fomos para São Jorge, chegamos lá às 20h. Tomamos banho e fomos comer no Papalua, onde tinha um casal bem simpático tocando ao vivo.
       
      No sábado tomamos café da manhã cedo e já seguimos para o Parque Nacional, para fazer a Trilha dos Cânions. Cheguem cedo, pois tem um número de visitantes por dia. Não paga para entrar no parque, porém o estacionamento custa R$15,00, por ser área particular. Saímos do parque e fomos para o Vale da Lua, não entramos na água, apenas tiramos fotos, R$20,00. De lá fomos “almoçar” no Rancho do Waldomiro, comida sertaneja deliciosa! O PF gigante por R$35,00. Vale muito a pena. A noite comemos tapioca no Tapioca do Cerrado, R$10,00. Tomamos umas cervejas no Bar do Pelé e seguimos para o forró, R$20,00.
       
      Domingo tomamos café da manhã e fomos conhecer o Mirante da Janela, no caminho vimos muitos carros voltando do parque, pois já estava cheio e não estavam permitindo mais a entrada. Pagamos R$15,00 para entrar na propriedade onde fica a Cachoeira do Abismo, que estava vazia e sem queda d’água e o Mirante da Janela. A trilha é meio puxada, estava muito quente e não tem rio ou água para se refrescar, então levem muita água de beber, e lanches de trilha. Muita descida no começo e muita subida no final, para ver o que em minha opinião, é a paisagem mais espetacular da Chapada. Que lugar lindo!!!! Fiquei tão encantada com a beleza, que nem me importei de ficar na “fila” para tirar foto na janela.
      Passamos em São Jorge para um almoço rápido e seguimos para a Fazenda São Bento, já era umas 15:30. Fomos direto para a Cachoeira Almécegas 2, onde a trilha é menor e o poço é maravilhoso! Pagamos R$30,00. A noite fomos comer pizza na Pizzaria Lua Nova, onde aquele mesmo casal de sexta, estava tocando ao vivo. Bebemos um vinho e fomos dormir.
       
      Na segunda cedo tomamos café da manhã e nos despedimos desse lugar incrível e inesquecível.
    • Por Diego.Fernandes
      Cordisburgo é um município mineiro localizado a 86 km de Belo Horizonte (aproximadamente), com uma população com cerca de 8.981habitantes (2014), a pequena cidade é palco de importantes fatos científicos e literários do país. A importância científica da cidade é devido ao fato de Cordisburgo fazer da “Rota das Grutas Peter Lund”, a qual começa em Belo Horizonte no Museu da PUC e se estende por várias cidades de Minas. A rota recebe esse nome em homenagem ao importante naturalista dinamarquês, Peter Lund, que fez grandes descobertas em Minas no século XIX.
       
      “Desde ali, o ocre da estrada, como de costume, é um S, que começa grande frase. E iam, serra-acima, cinco homens, pelo espigão divisor. Dia a muito menos de meio dia, solene sol, as sombras deles davam para o lado esquerdo.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       

       

       

       

       

       
      Em Cordisburgo a maioria das descobertas foi feita na Gruta do Maquiné, onde Lund encontrou muitos fósseis de animais do período Quaternário.
       
      “E nas grutas se achavam ossadas, passadas de velhice, de bichos sem estatura de regra, assombração deles – o megatério, o tigre-dente-de-sabre, a protopantera, a monstra hiena espélea, o páleo-cão, o lobo espéleo, o urso-das-cavernas-, e homenzarros, duns que não há mais. Era só cavacar o duro chão, de laje branca e terra vermelha e sal. Monte de ossos, de bichos [...]” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       
      A Gruta do Maquiné muito me impressionou pelo tamanho e pela beleza, mas antes de entrar vale muito a pena ir ao museu que tem onde se compra o ingresso para a gruta, é um museu interativo e tem exemplares de animais que vivem e viveram naquela região.
       
      “Pelas abas das serras, quantidade de cavernas – do teto de umas poreja, solta do tempo, a aguinha estilando salobra, minando sem-fim num gotejo, que vira pedra no ar, se endurece e dependura, por toda a vida, que nem renda de torrõezinhos de amêndoa [...]; enquanto do chão sobem outras, como crescidos dentes, como que aquelas sejam goelas da terra, com boca para morder. Criptas onde o ar tem corpo de idade e a água forma pele muito fria, e a escuridão se pega como uma coisa.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       

       

       

       
      A cidade é berço de João Guimarães Rosa, escritor consagrado da literatura nacional, e esse feito faz da cidade um verdadeiro atrativo literário regional e nacional. Por quase toda a cidade é possível encontrar algo fazendo referência ao escritor. Aqui irei colocar os lugares que estive:
       
      Capela Patriarca São José
      Como chegar: Seguir até o final da Rua São José, saída para a rodovia LMG 754, o destino fica na Praça Miguilim.
       

       
      Portal Grande Sertão
      Como chegar: Seguir até o final da Rua São José, saída para a rodovia LMG 754. Fica na Praça Miguilim.
       

       
      Zoológico de Pedra “Peter Lund”
      Como chegar: Siga na Rua São José, vire a direita na rua Governador Valadares, o destino se encontra na Praça Octacílio Negrão de Lima.
       
      Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa e Grupo Estrelas do Sertão
      Como chegar: Siga em frente na Rua São José, vire a direita na Rua Governador Valadares, vire a esquerda na Avenida Padre João.
       
      Museu Guimarães Rosa
      Como Chegar: Avenida Padre João, 744 (Centro)
       
      Casa Elefante
      Como Chegar: Avenida São José, 1552
       

       
      Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
      Como chegar: Rua Frei Estevam
       

       
      Ps.: Vale a pena visitar a estação ferroviária e também na rua do Museu Casa Guimarães Rosa tem uma "lojinha" que na verdade não é uma loja, mas uma coleção de diversos tipos de objetos e cada tem uma história é outro lugar com uma delicadeza incrível.
       

       

       
      Lugares para comer (super recomendo):
       
      Restaurante Sarapalha: comida maravilhosa, ambiente limpo e agradável. (cheio de ações poéticas)
       
      Restaurante um conto e cem: Pizza muito boa, bom atendimento e local agradável.
       
      Enfim, Cordisburgo me encantou, espero que desperte um pouco do interesse em vocês também, pois a cidade merece ser visitada.
       
      “Ele sabia – para isso qualquer um tinha alcance – que Cordisburgo era o lugar mais formoso, devido ao ar e ao céu, e pelo arranjo que Deus caprichara em seus morros e suas vargens; por isso mesmo, lá, de primeiro, se chamara Vista-Alegre. E, mais do que tudo, a Gruta do Maquiné – tão inesperada de grande, com seus sete salões encobertos, diversos, seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos na luz – ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais gloria resplandecente do que uma festa, do que uma igreja.
      Não, bronco ele não era, como o Ivo, que nem tinha querido entrar, esperara cá fora: disse que já estava cansado de conhecer a Lapa. Mas, aquilo, daquela, ninguém não podia se cansar. Ah, e as estrelas de Cordisburgo, também – o seo Olquiste falou – eram as que brilhavam, talvez no mundo todo, com mais agarre de alegria.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
    • Por Fernanda Marcelino
      - 1º dia:
      Cheguei no aeroporto de Curitiba numa 3ªf, por volta das 9:30h. De lá, eu e meu marido pegamos um ônibus próprio do aeroporto, para seguir até o Centro Cívico de Curitiba, a passagem foi 3,80 por pessoa. Levamos em torno de 50 min para chegar até lá;
      Ao chegar no Centro, paramos para tomar um café e logo seguimos para o hotel Rochelle. Fizemos o check-in, deixamos as malas lá e partimos para os passeios do dia.
      De primeira, fomos ao Jardim Botânico, pensamos que ele fosse perto e por isso fomos a pé, levamos quase 1 hora para chegar até lá, mas até que valeu, pois conhecemos os bairros e percebemos o quando a cidade é bem cuidada, limpa, com belíssimas residências e muitas lindas flores por todos os lados.
      Bem, após o passeio no jardim, fomos almoçar ali por perto mesmo, no restaurante Mãos Mineira, com comida caseira e preço acessível. Depois do almoço, solicitamos um transporte do uber e voltamos para o hotel.
      Como a caminhada até o jardim foi um pouco cansativa, ficamos bem exaustos na parte da tarde, e acabamos dormindo à tarde para recarregar as energias. Para aproveitar a noite, fomos até o Shopping Estação, onde tem o Museu Ferroviário, porém estava fechado. Vimos somente algumas coisas pelo lado de fora e paramos para jantar no “Das Arábias”, super recomendo as esfirras e o Beirute. Para fechar a noite, passamos na Lojas Americanas, dentro do shopping mesmo, para comprar algumas garrafas de água e deixar no frigobar do quarto, no hotel. Voltamos mais uma vez de uber, pois apesar do shopping estar próximo do hotel, estava um pouco tarde para andar a noite em uma cidade desconhecida.
       
      - 2º dia:
      Seguimos para a Praça Tiradentes e de lá fechamos o passeio do dia seguinte para Morretes, com um guia de uma agência que estava na praça, e compramos no transporte de turismo da cidade, uma passagem de ônibus que passa por 25 pontos turísticos, o valor foi de 40,00 por pessoa, e dava direito a um embarque e mais 4 reembarques. Olhamos o roteiro e escolhemos as descidas que faríamos neste passeio.
      Subimos no primeiro ponto, Pça Tiradentes e as descidas foram as seguintes: Museu Oscar Niemeyer (não sabíamos, mas neste dia da semana a entrada é gratuita – toda 4ªf); Bosque do Alemão (onde tem a trilha do conto de João e Maria); Parque Tanguá (sendo que antes de entrar, paramos para almoçar no bar Viva Curitiba, em frente ao parque, (comida caseira e preço acessível); depois do parque voltamos o caminho a pé até a Ópera do Arame (fizemos o caminho inverso, porque da ópera até o parque é uma subida, fazendo desta forma, apenas descemos invés de subir); e por último, Santa Felicidade, lá tomamos um sorvete, passamos numa loja para comprar lembrancinhas e fomos na vinícola Vinhos Durigan (lá, experimentamos vinhos, queijos, suco de uva e salames).
      Após o último reembarque, descemos na Pça Tiradentes e voltamos para o hotel. Por volta das 19hs fomos até Shopping Itália, próximo ao hotel, parece uma galeria, e neste horário muitas das lojas estavam fechadas já. Compramos um lanche e voltamos para o hotel para se preparar para o próximo dia.
       
      - 3º dia:
      No dia anterior, tínhamos fechado com o Henrique da Gálatas Tour (que estava na Pça Tiradentes), o passeio para a cidade de Morretes, ida e volta + translado 160,00 por pessoa (ida de trem e volta de van). A ida dura 4hs, a partir da saída da ferrovia (30km/h). Neste valor, já estão inclusos: a passagem do trem, a busca e o retorno do hotel, o lanche dentro do trem e o guia com ótimas histórias ao longo do roteiro feito pelo trem. Este passeio é incrível, e com o tempo bom, é possível admirar toda a paisagem, não da para perceber a hora passando.
      Morretes é uma cidade pequena e bonita, lá vende lembrancinhas da cidade, tem feira e muitos restaurantes que oferecem o prato típico da região para o almoço, o famoso Barreado (carne picada feita na panela de barro, com pirão de farinha e banana flamada). Nós escolhemos almoçar no Estação Barreado (em frente a estação ferroviária de Morretes), mesmo conceito de todos os dias, comida caseira e preço acessível. Experimentamos o barreado e também tinha a opção de peixe. Após, fomos na sorveteria Bola de Neve, compramos umas lembrancinhas, andamos um pouco pela cidade e fizemos o regresso de van. Ao longo do caminho de volta, o motorista passa em mais alguns pontos turísticos e por isso o retorno pode levar de duas à três horas.
      Como eu gostei muito do Jardim Botânico, aproveitamos a volta de van, e pedimos ao motorista para nos deixar lá, já que passaríamos ali por perto, invés de ir para o hotel. Assim, mais uma vez passeamos no jardim, aquele lugar é belíssimo. E depois de aproveitar mais um pouquinho, voltamos de uber para o hotel.
      A noite, solicitamos um serviço turístico e gratuito da cidade de Curitiba, que busca a pessoa no hotel, leva para jantar e regressa com a pessoa (descobrimos isso no último dia). Site http://www.levaetrazgratis.com.br/, basta verificar os restaurantes e hotéis conveniados para este serviço. Fomos para o restaurante Madalosso, em Santa Felicidade, lá você entra e come a vontade, em torno de 50,00 por pessoa.
       
      - 4º dia:
      Saímos bem cedo do hotel, pois o vôo era logo pela manhã. Combinamos com o rapaz do uber que conhecemos no primeiro dia, e ele nos buscou no hotel e levou para o aeroporto, cobrou apenas 30,00 pelo serviço e favor, já que ele morava próximo ao hotel.
      O custo total desta viagem foi em torno de R$ 2.100,00, incluindo passagem e hotel.
    • Por lukasmauro
      10 Porquês de Pernambuco Ser Tão Foda – Recife, Olinda, Nazaré da Mata, Itamaracá
       

       
      Introdução
       
      Olá, Meu nome é Lucas, meu parça é Marcelo.
      A última vez que escrevi um relato nesse site foi do mochilão em Cuba:
      http://www.mochileiros.com/cuba-mochilao-mulambo-ponta-ponta-havana-cienfuegos-trinidad-baracoa-santiago-cayo-guilhermo-vinales-t117960.html
      Naquele contexto éramos dois mulambos.
      As condições financeiras, tanto minha, quanto de Marcelo, melhoram muito desde então.
      Daí que essa trip pra Pernambuco não foi tãao rootzera quanto aquela pra Cuba.
      Pudemos viajar com mais conforto, se alimentar melhor e etc.
      Ainda assim, esse relato traz algumas dicas daquele que foi, disparado, O MELHOR CARNAVAL DE NOSSAS VIDAS.
       

       
      10 Constatações:
       
      1- É O MELHOR CARNAVAL DO MUNDO
      Simplesmente.
      Frevo, maracatu, afoxé, samba, marchas líricas, caboclinhos....
      A lista de tradições carnavalescas de pernambuco parece não ter fim.
      Não tem nenhuma região no mundo que viva tão intensamente o carnaval.
      É uma energia incrível!
      É de arrepiar e faz a terra tremer.
       

       
      2- ELES “BRINCAM” O CARNAVAL
      Brincar é comumente uma coisa associada a crianças, mas não para os pernambucanos.
      Crianças, adolescentes, adultos e senhores brincam o carnaval.
      Essa palavra maravilhosa: BRINCAR!
      Quem dera brincássemos mais, lamentaríamos menos.
      Vestiríamos mais cores e menos cinza.
      Mais urucum e menos gravata.
       
      3- MEO DEOS DO CÉU OQ É O CARNAVAL DE NAZARÉ DA MATA?
      Essa talvez tenha sido o momento mais incrível da viagem.
       

       
      Pegamos um Uber e fomos pra essa cidade que fica a 1h30 de recife.
      Lá tem o maior encontro de maracatu de baque solto (maracatu rural) de Pernambuco.
      É muito difícil tentar usar palavras para descrever momentos que nos enchem os olhos só de lembrar.
      Meu amigo, minha amiga: NÃO DEIXE DE IR PARA NAZARÉ DA MATA!
      Os brincantes de todas cidades próximas vem para Nazaré pra esse grande encontro de maracatu.
      São senhores e senhoras que em grande parte trabalham no corte de cana-de-açúcar e que ralam o ano inteiro para que “um dia, afinal, tenham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chama carnaval”.
      Enquanto os mestres fazem seus repentes, a cidade inteira escuta, compenetrada.
       

       
      Quando o mestre pausa, a banda retoma o baque e os caboclos de lança dão seu show.
      Incrivel. Fabuloso. Inesquecivel. Indescritivel.
       
      4- DESFILAR POR UMA NAÇÃO DE MARACATU É MUITO MASSA
      Somos dois aficionados pelo maracatu de baque virado.
      Em São Paulo participamos das oficinas do Bloco de Pedra aos sábados (todas/os convidadas/os).
      Por aqui cantamos e tocamos as loas das nações do maracatu de Recife.
      Pois que se não admirá-las ao vivo foi muito emocionante.
      Como se não bastasse fomos convidados para desfilar pelas nações do maracatu Encanto do Pina e Porto Rico.
       

       
      Para coroar, Porto Rico se sagrou campeã do carnaval 2017.
      Demais!
       
      5- FOI ÓTIMO FICAR NO BAIRRO DO PINA
      As duas nações de maracatu pelas quais desfilamos ficam no bairro do Pina.
      Mais precisamente na favela do Bode.
      Ficar nesse bairro nos facilitou para estarmos próximos das nações.
      Foi muito bacana conhecer a história e a reverência que os batuqueiros de recife têm pelos orixás, pelos ancestrais, pela história do maracatu, pelos reis, rainhas e mestres de suas nações.
      O Pina também é um bairro que tem acesso fácil para o recife antigo, em que tem os festejos tudo.
      Além disso é perto do shopping Riomar que dá bastante opção pra comer.
      E, por não ser uma região muito valorizada, o aluguel da casa ficou relativamente barato.
      É uma boa pedida.
       
      6- HÁ GRANDE RIVALIDADE ENTRE AS NAÇÕES DE MARACATU
      Esteja atento para não cantarolar, inadvertidamente, uma toada do Estrela Brilhante quando você estiver em um ônibus do Porto Rico.
      Sim, eu fiz isso.
      Bem, me perdoaram, mas não curtiram não.
      O baguio é Corinthians x Palmeiras.
      Não brinque com isso.
       
      7- O IDIOMA SERÁ NORDESTINENSE
      To até agora procurando no google:
      “como me livrar do sotaque recifense”
      É um jeito muito gostoso de falar
      Um diálogo convencional faz parecer um eterno recital de poesia.
       

       
      Caso um dia o nordeste se torne independente, realizando o sonho de Bráulio Tavares, o idioma será nordestinense, a bandeira de renda cearense e “Asa Branca" será o hino nacional.

       
      8- BEBA AXÉ
      É uma cachacinha com canela, mel e mais umas ervas misteriosas que os rastafári vendem no carnaval.
      Não tenha medo de beber.
      É gostoso e dá um barato
       
      9- NOITE DOS TAMBORES SILECIOSOS É MUITO EMOCIONANTE
      pqp chorei demais vei
      Não vou estragar a surpresa do que rola, mas pelamor não deixe de ir.
       

       
      É na segunda feira de carnaval
      #descubra
       
      10- NÃO PERCA O GRUPO BONGAR NA COMUNIDADE XAMBÁ
      O grupo Bongar é o mais famoso grupo de coco do Brasil
      Se vc nunca sentiu a energia dos cara dá uma chegada nesse vídeo:

      Eles são provenientes da favela Xambá em Olinda e todo carnaval se apresentam num palco instalado lá.
      O trabalho que eles desenvolvem lá vai muito além da música e da dança.
      É todo um trabalho de desenvolvimento social, aliado a preservação do patrimônio cultural.
      Trabalho com crianças e tudo mais.
      Bem bacana.
      Vale demais conferir.
      Ocorre na quarta feira de cinzas.

       
      Day by Day
       
      *Os gastos mencionados são relativos a uma pessoa.
      *Os uber dividíamos em dois, salvo nas viagens para Nazaré da Mata e pras praias, que dividimos em quatro. Então qd vc ler “uber.. R$ 12” é pq o preço total da viagem é R$24.
      *Ida e volta de avião: R$ 900, de Avianca.
      *Alugamos uma casa com amigos, deu R$ 270 por dez dias.
      *R$ 250 com alimentação e outros R$ 300 entre cervejas, uber e passeios.
      *custo total: R$ 1820/pessoa – 11 dias
       
      Dia 1: CHEGADA – 22.02
      “volteeeei recifee”
      Mentira.
      Não voltei pq nunca tinha ido.
      Mas já vai se acostumando com essa música pq ela vai tocar móinto em seu carnaval

      Ao chegar no aeroporto já fomos recebidos com caipirinha de Pitú e frevo. (emoji)
      Deixamos as malas na casa e saímos para um rolê no Recife Antigo chamado “Tambores de Ogum”
      Já deu pra sentir o gostinho
      Teve Afoxé, teve maracatu de baque virado e muita cerveja.
       
      uber do aeroporto até o bairro do pina: R$13
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$20
       
      Dia 2: TURISTAS + CABOCLINHOS + BAQUE MULHER – 23.02
      Dia de caminhada para conhecer a cidade.
      O Paço do Frevo - Durante muitas décadas, o carnaval de recife e Olinda eram o frevo e o frevo era o carnaval.
      O “fervo”...
      A sombrinha que hoje usamos para dançar o frevo é apenas uma metáfora dos verdadeiros guarda-chuvas com os quais se dançava em outros tempos.
      O frevo nasceu da capoeira, até então proibida, e o guarda-chuva era uma verdadeira ferramenta de luta disfarçada.
      No Paço do Frevo você vê as fotografias, estandartes e relatos que trazem toda essa história.
      Além disso dê um bizoi na programação de lá porque sempre tem umas apresentações de frevo e musica erudita.
      Casa de Cultura – é um presídio abandonado que se tornou pólo de artesanato. É interessante brisar na arquitetura do local, as lojinhas são mais ou meno.
      Casa dos bonecos gigantes – a gente se divertiu pacas com os bonecos.
      Mas é um pico estilo “madame trousseau”, saca? Um role meio pra gringo ver. Se vc tiver com pouca grana dexa no gelo.
      É um espaço pequeno, com cerca de 100 bonecos gigantes das mais diferentes áreas – política, artes, folclore e etc..
       

       
      Teatro Mamulengos – esse é mais interessante, mas é o mesmo estilo do anterior. É legal, mas só se vc tiver tranquilo de tempo e grana.
      É pequeno, mas tem representações de figuras clássicas do carnaval de Pernambuco – como a dama de passo, o caboclo de lança e etc.
      De noite fomos pra recife antigo porque tava tendo encontro de caboclinhos
      Caboclinhos é uma dança folclórica em que índios e grupos fantasiados de índios, com cocares, adornos de pena, colares, representam cenas de caça e combate.
      Foi muito massa.
      Durante o carnaval vêm grupos do estado inteiro para recife apresentar suas danças.
       

       
      Depois disso acompanhamos o “Baque Mulher”, um grupo de maracatu formado apenas por mulheres e que mandam benzão.
      Começou a chover forte e enquanto todos se abrigavam, eu e Marcelo jogávamos capoeira na chuva.
       
      uber do pina ao recife antigo: R$6
      Paço do Frevo – R$ 4 (a meia)
      Casa de Cultura – regata R$ 10
      Casa dos bonecos gigantes - R$ 10
      Teatro Mamulengos - R$ 10
      “três latão é dez”: R$20
       
      Dia 3: COMEÇOU – 24.02
       
      Nesse dia conhecemos as duas nações de maracatu do bairro do Pina e providenciamos todos os preparativos para o desfile de domingo.
      De noite no marco zero teve a abertura oficial do carnaval 2017, com mais de 600 batuqueiros de 13 nações de maracatu de baque virado.
      O homenageado foi Naná Vasconcelos que faleceu em 2016.
      Eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat e ganhador de oito prêmios Grammy (brasileiro com mais prêmio Grammy).
      Só.
      Olha o que esse homem e vê se ele não merece 600 batuqueiros:

      Lenine e Virgínia Rodrigues, acompanhados do Coral Voz Nagô, deram um show e a abertura do carnaval ficou tão grandiosa que mais parecia a noite da virada de ano.
       
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 10
       
      Dia 4: OLINDA– 25.02
      Enfim, o carnaval de Olinda.
      Muito frevo, muita ladeira, muita cerveja.
      Chegamos as 15h e saímos de madrugada.
      Muitos nos deram a dica de fugir pra Olinda durante o Galo da Madrugada em Recife.
      Isso porque Olinda fica intimista enquanto recife fica tumultuado demais.
      Seguimos a recomendação e não nos arrependemos.
      Vimos o Homem da Meia Noite, que é bastante tradicional e dançamos um forrózim de uma banda familiar.
      uber do pina e a Olinda e volta: R$24
      “três latão é dez”: R$30
      Caipirinha de pitu: R$ 8
       
      Dia 5: DESFILE– 26.02
      Passamos o dia ajudando às nações de maracatu do Pina a se preparar para o desfile da noite.
      Pela noite vestimos as fantasia e saímos pela passarela.
      Foi mágico.
       

       
      Nesse dia também foi muito emocionante assistir, dançar e cantar enquanto desfilavam outras nações como Estrela Brilhante de Recife, Leão da Cambinda e Aurora Africana.
      Ainda deu tempo pra dançar um forrózinho com a dupla Caju e Castanha.
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
       
      Dia 6: NAZARÉ DA MATA + TAMBORES SILENCIOSOS – 27.02
      Esse dia foi louco.
      Já contei como foi nos itens 3 e 10 das constatações.
      uber do pina a Nazaré da Mata: R$40 (total R$ 160)
      ônibus de Nazaré da Mata a recife antigo: R$ 11
      “três latão é dez”: R$30
       

       
      Dia 7: SHOWS – 28.02
      Dormimos a tarde toda pq a viagem até aqui foi realmente muito intensa
      No fim da tarde fomos pro marco zero.
      Desfile das campeãs do carnaval de 2016: Sóbrios
      Show do Geraldo Azevedo: Altos
      Show do Lenine: Beubos
      Show da Elba Ramalho: Dormindo de boca aberta na cabine de uma pick-up estacionada na rua.
       
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 20
      Ganjah: R$ 10
       
      Dia 8: XAMBÁ – 01.03
      Esse dia eu também já contei no item 10.
      uber do pina ao xambá: R$24
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 15
       
      Dia 9: COROA DO AVIÃO + PRAIA DO SOSSEGO + FESTA NA NAÇÃO – 02.03
       
      Visitamos pouquíssimas praias nessa viagem.
      Mas, também, com o carnaval batendo forte em Recife, quem quer saber de praia?
      Quero voltar pra Pernambuco pra conhecer Porto de Galinhas, Carneiros e Cabo de Santo Agostinho.
      Conversamos com um motorista de Uber que fechou o dia pra nos levar a conhecer dois tesourosna ilha de Itamaracá.
      A praia do forte Orange é uma praia belíssima com uma relativa estrutura pra receber turistas.
      O destaque dessa praia é mesmo as ruínas de um forte construído pelos holandeses na época da colonização.
      Depois disso nosso motorista nos levou a Praia do Sossego que é uma praia quase deserta.
      Lindissima.
       

       
      Conhecemos o “mozão” e a “mozona” que mantém um barzinho lá e choramos de rir com as histórias deles.
      Voltando de lá recebemos a notícia de que Porto Rico tinha sido campeã.
      Fomos pra sede da nação, tava tendo open de cerveja.
      Bebemos, dançamos e bebemos mais ainda. Selok
      Pina às praias e volta – R$ 40 (R$ 160 no total)
       
      Dia 10: CINEMA SÃO LUIZ + BARES DA AURORA – 03.03
      O cinema de Recife é muito foda.
      Pra quem ainda não manja, aí vai algumas recomendações:
      - Boi Neon, Amarelo Manga, A Febre do Rato, o Som ao Redor e Tatuagem.
      O cinema São Luiz é tradicionalzão em Recife, tombado como monumento histórico e tudo mais.
      Assistir um filme pernambucano (Redemoinho) naquele lugar foi muito massa.
      Depois fomos beber nos famosos bares da Aurora onde os “alternativos” da cidade se reúnem (Rua Mamede Simões).
       

       
      uber do bairro do pina até o são luiz: R$8
      Heinekens: R$ 40
       
      Dia 11: ATÉ BREVE – 04.03
      uber do bairro do pina até o aeroporto: R$13
       
      CONCLUSÃO
      Marcelo: Às vezes nós que moramos em outros Estados e regiões temos um contato muito distante com a cultura popular e o que esta representa.
      Quando a nós chega algo que faça referencia a ela logo caricaturamos e pensamos aquilo como algo pitoresco e folclórico, algo que ficou no passado e nada tem a ver com nossa vida.
      Porém quando pisar em Pernambuco propomos que você esteja disposto a romper com essa visão e mergulhar em toda a beleza e cor, infância e calor, todo sabor e grandiosidade desta cultura.
      Lá você irá se compreender e enxergar suas raízes e perceber que toda essa herança permanece até os dias de hoje!
      Vai se apaixonar pelo movimento sincero da dança dos caboclinhos, pelo baque forte dos batuqueiros de Maracatu, pela leveza e frenesi dos passos do frevo, pela expressão sincera e majestosamente colorida e bela dos Maracatu Rural, do sorriso negro estampado nas faces de cada pessoa do afoxé, pela alma sertaneja em cada nota tocada em uma rabeca, sanfona, triangulo e zabumba, pela alegria sincera dos blocos líricos.
       

       
      Com certeza depois desta experiência temos o desejo sincero de gritar para o mundo inteiro ouvir o quanto nos orgulhamos do nosso povo e o quanto hoje fazemos de nossas vidas também uma busca por conservar e espalhar as belezas que tanto são marginalizadas!
       
      O nome dos poetas populares.
      (Antônio Vieira)
       
      A nossa poesia é uma só
      Eu não vejo razão pra separar
      Todo o conhecimento que está cá
      Foi trazido dentro de um só mocó
      E ao chegar aqui abriram o nó
      E foi como se ela saísse do ovo
      A poesia recebeu sangue novo
      Elementos deveras salutares
      Os nomes dos poetas populares
      Deveriam estar na boca do povo
       
      Os livros que vieram para cá
      O Lunário e a Missão Abreviada
      A donzela Teodora e a fábula
      Obrigaram o sertão a estudar
      De repente começaram a rimar
      A criar um sistema todo novo
      O diabo deixou de ser um estorvo
      E o boi ocupou outros lugares
      Os nomes dos poetas populares
      Deveriam estar na boca do povo
       
      No contexto de uma sala de aula
      Não estarem esses nomes me dá pena
      A escola devia ensinar
      Pro aluno não me achar um bobo
      Sem saber que os nomes que eu louvo
      São vates de muitas qualidades
      O aluno devia bater palma
      Saber de cada um o nome todo
      Se sentir satisfeito e orgulhoso
      E falar deles para os de menor idade
      O nomes dos poetas populares.
       

       
      Lucas e Marcelo
       
      Lucas: (11) 993380033 https://www.facebook.com/Lukasmauro10?ref=bookmarks
      Marcelo: (11) 98899-2391https://www.facebook.com/marcelo.guglielmi?fref=ts
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