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Mochilão Peru - (Lima Cuzco Puno Arequipa Huacachina Trujillo Huaraz )


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Olá, eu sou Renan Nardo e estou fazendo esse relato pois assim como muitos outros mochileiros eu já me utilizei de diversas informações dos diversos fóruns desse site para planejar minhas viagens e sinto que esse é um relato que merece ser compartilhado com os demais mochileiros que tenham interesse.

 

O destino é um clássico, conhecer o Peru. No entanto vale a ressalva que meu desejo era ir um pouco mais além do clássico sitio arqueológico de Machu Picchu (sem deixar de fazê-lo, é claro). O objetivo era que em 22 dias conseguíssemos conhecer as principais atrações peruanas como: Cuzco e seus sítios arqueológicos nos arredores, Montanhas Coloradas (Rainbow Mountain), Puno com o lago Titicaca e as ilhas Uros, Arequipa e o Canion Del Colca, Huacachina, Trujillo com Huaca de la luna e Chan Chan, Huaraz com Nevado Pastoruri e Laguna 69 e por fim, Lima. Vale também acrescentar que, na medida do possível, optamos pelas opções mais baratas conhecidas.

 

Na época as casas de cambio ofereciam o dólar a aproximadamente 3,36 (valor esse, com baixa variação entre as casa de cambio) e o real a uma venda de 1 para 1 (com altíssima variação, chegando a até menos de 90 centavos). Como dica para os que estão planejando suas viagens: o valor do dólar se mantém mais ou menos constante de acordo com a cidade em que você se encontra, o mesmo não ocorre com o real que em cidades menores e menos turísticas é altamente desvalorizado. Vale ainda a dica de que no verão é a época chuvosa e de baixa temporada para turistas.Outra dica é com relação à carteirinha de estudante internacional que é bastante útil e traz muitos descontos.

 

Chegamos no dia 17 de dezembro de 2016 em Lima tarde da noite, o objetivo era deixar a cidade o mais rápido possível com o nosso dinheiro trocado para a moeda nacional, o sol. Trocamos uma pequena quantia ainda no aeroporto, onde se oferecia valores bem abaixo do das casas de cambio encontradas na cidade. Pegamos um taxi por um preço absurdo, em torno de 40 soles. Em virtude do horário e o nosso desejo por chegarmos logo aceitamos o preço mas recomendo mais negociação com os taxistas e tenho certeza absoluta que o valor poderia cair para bem mais da metade se tivéssemos saído da área do aeroporto. Arrependimentos a parte, ficamos no hostel 1900 Backpackers, de frente para a praça central. Ficamos nele por 27 soles; muito seguro, amigável, limpo e com uma cobertura que sem duvida vale a visita. Oferece ainda cozinha o que nos ajudou a economizar uma grana. Como dica, é interessante levar um cadeado próprio para o uso dos lockers.

 

No dia seguinte dia 18 fomos para a praça San Martin a pé, caminhando alguns minutos e trocamos apenas uma pequena parte do dinheiro, tendo em vista que por se tratar de um domingo havia poucas casas de cambio abertas o que implicava em valores mais baixos pela falta de concorrência. Em seguida compramos uma passagem para Cuzco no mesmo dia pela companhia flores (80 soles, sem nenhum luxo) que ficava a alguns minutos do nosso hostel junto a uma das praças centrais.

 

No dia 19 chegamos em Cuzco e aproveitamos para trocar o resto do nosso dinheiro, fechar passeios e conhecer um pouco da cidade. Nos hospedamos no Hostel Estrellita por 20 soles, valor bem em conta tendo em vista que apesar de extremamente simples o lugar foi aconchegante e simpático. {Vale aqui uma dica: O hostel em questão é muito em conta, porém é bastante tranquilo; eu recomendaria pelo menos uma noite no hostel Loki que apesar de mais caro é excelente para uma ótima festa}.

 

Andando pelas proximidades da Praça de Armas encontramos uma enorme quantia de agencias que ofereciam os mesmos passeios. Através de um bom tempo de pesquisa e negociações, fechamos os seguintes passeios: um city tour para o dia 20; no dia 21 Maras e Moray pela manhã e um Tour para o Vale Sagrado; no dia 22 o transporte para Machu Picchu por Van com volta no dia 24; e no dia 25 fechamos as Montanhas Coloradas.

 

O city tour (20/12) foi um passeio bastante agradável e recomendável, nos empolgamos bastante com o que vimos sem saber que os próximos seriam cada vez mais incríveis. Trata-se de um passeio rápido que toma uma tarde e por isso sobrará tempo e energia para curtir um pouco da cidade no dia do passeio.

 

No dia seguinte (21/12) Maras muito nos impressionou com suas salineiras únicas e é um desses destinos únicos que valem muito a visita. Moray também muito impressiona no entanto devido às numerosas atividades em um mesmo dia não tivemos tempo suficiente para conhecer o local com o tempo que merecia, o mesmo serve para o passeio pelo Vale Sagrado no qual muitas partes das ruínas tiveram que simplesmente deixar de ser exploradas para que não perdêssemos o ônibus. Ainda assim essa combinação, Maras, Moray e Vale Sagrado é bastante valida se o seu tempo for escasso. Para os viajantes com mais tempo livre deixar Maras e Moray para um dia e o Vale Sagrado para outro é muito interessante.

 

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No dia 22 demos inicio á saga rumo a Machu Picchu. Uma van nos buscou bem cedo no hostel levando nos por estradas com muitas curvas, alguns penhascos e trechos de terra por penhascos por pouco mais de 6 horas. A van nos deixa próximo a uma hidrelétrica que é da onde partimos; de lá são aproximadamente 11 km até Águas Calientes, cidade base para a ida até Machu Picchu. O caminho apresenta algumas sinalizações e em sua maioria se resume em seguir os trilhos dos trens, valendo ressaltar a beleza dos rios e montanhas por onde caminhavamos. Na cidade nos hospedamos no hotel Eco Mapi por 50 soles para duas pessoas. No dia seguinte acordamos cedo, compramos nossa entrada para Machu Picchu ainda na cidade (obrigatório) e também adquirimos o passe subir a montanha Machu Picchu (uma das duas montanhas que rodeiam o sítio arqueológico). Pegamos um ônibus até a entrada do sitio arqueológico (40 soles-ida), tendo em vista que a subida na montanha de Machu Picchu seria muito cansativa. Chegamos no sitio arqueológico por volta das 9 horas e começamos a subir a montanha, a subida durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos e apesar de bastante cansativa não foi muito compensadora. O sitio arqueológico estava todo encoberto por uma neblina muito insistente que teimava em não se dispersar. Apesar disso, a vista dos arredores também impressionava. Ao descermos em direção ao sitio arqueológico por volta do meio dia começou a chover muito, o que não nos impediu em nenhum segundo de conhecer o local. Mais tarde, por volta das 4 horas, quando o parque estava perto de fechar, a maioria dos turistas deixou o local permitindo uma conexão ainda melhor com a montanha. Voltamos do sitio para Águas Calientes a pé por uma trilha com muitos degraus, mas por se tratar de uma descida nem tão cansativa. No dia seguinte retornamos a hidrelétrica pela mesma trilha da ida, onde a van nos pegou por volta das 3 horas e nos deixou em Cuzco as 9. Vale ressaltar aqui que a viagem de van é bastante cansativa e algumas pessoas passam mal, ainda assim, em minha opinião, ter feito a trilha para conhecer Machu Picchu enriqueceu e muito a experiência com o local, além disso, é MUITO mais barato que a viagem de trem. No entanto para os viajantes com pouco tempo e muito dinheiro a opção do trem é um grande facilitador.

 

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No dia 25 saímos bem cedo rumo às Montanhas Coloradas. A subida leva em torno de 2 horas e não sei deixe enganar pela manhã ensolarada de verão, o tempo pode fechar nesse período e começar a nevar, exatamente como aconteceu comigo. Apesar do grande cansaço e frio, todo o trecho é muito bonito e as montanhas coloradas merecem a visita como sendo um dos pontos altos da viagem. Para os mais fora de forma são oferecidos cavalos por 50 soles. Ainda no dia 25 pegamos um ônibus rumo a puno durante a noite o que nos ajudou a economizar uma estadia.

 

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No dia 26, em Puno pela manhã, compramos um passeio para conhecer as Ilhas de Uros e as Ilhas Taquille em um só dia ainda na rodoviária. As ilhas Uros apesar de interessantes não empolgam, ainda assim vale a visita. As ilhas Taquille, talvez em função do pouco tempo dedicado a elas, foram uma decepção em função do pouco a se ver e fazer. Compramos uma passagem para Arequipa e viajamos durante a noite.

 

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No dia 27 já em Arequipa fomos a Plaza de las Armas a procura de um hostel. Resolvemos ficar no La Reyna por 25 soles. Arequipa tem muito a oferecer como cidade com sua arquitetura nas regiões centrais, alem dos vulcões no seu horizonte. Fechamos o passeio do Vale Del Cola que foi muito bem recomendado. No dia seguinte (28/12) saímos cedo para o passeio, pela manhã avistamos condores que passaram muito perto de nós e com uma beleza e tamanho impressionantes. Conhecemos também o Vale durante a manhã. Ao longe avistamos um vulcão soltando muitas cinzas, não estou certo se o evento é frequente na região. Para os viajantes com pouco dinheiro eu deixaria de fazer o passeio em função do alto custo e seu beneficio não tão alto. {Dica: estávamos na cidade em dias da semana de pouca festa, no entanto para os viajantes que passarem por Arequipa na alta temporada, esse pode ser um ótimo lugar para boas festas}

 

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Saímos de Arequipa ainda pela noite e chegamos em Ica pela manhã do dia seguinte (29/12). Pegamos um taxi para Huacachina. O lugar é bastante agradável e relaxante. Fechamos um passeio de buggy pelas dunas que incluem descer algumas dunas deitado de peito sobre pranchas por algo em torno de 35 soles que considerei extremamente recomendável. Os motoristas costumam pedir propina (creio que por volta de 5 soles) para correr mais rápido pelas dunas e só são pagos depois do evento, então se você não quiser pagar não haverá muito o que ele poderá fazer. Vale a ressalva de que um protetor durante o dia e um repelente durante a noite fará da sua estadia aqui um lugar bem mais confortável.

 

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No dia seguinte (30/12) saímos rumo a Lima para em seguida ir a Trujillo. Chegamos a Trujillo pela manha do dia 31 de dezembro, véspera de ano novo. Ficamos no hostel El Mochileiro e fechamos o passeio para o dia seguinte. Passamos o réveillon em Huanchaco, local popular e badalado. No dia seguinte conhecemos algumas ruínas da região, dentre elas merece destaque a Huaca de La Luna já que além de muito grande é a única que é realmente original, pois as demais apresentam a maior parte de suas estruturas restauradas. Para o viajante com pouco tempo disponível eu dispensaria a visita a Trujillo.

 

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No dia primeiro saímos para Huaraz e chegando lá no dia 2. Hospedamos-nos no hostel Virgen Del Carmen por 50 soles no quarto privado para duas pessoas e por 15 soles no compartilhado. O local é bastante agradável com uma cobertura com uma boa vista da cidade. Conhecemos um pouco da cidade e fechamos o passeio para o Nevado Pastoruri para o dia seguinte por 30 soles, preço bastante invariável e praticamente inegociável por parte das agencias. No dia 3 fomos ao nevado com um tempo fechado, no pequeno caminho pelo qual temos que caminhar até chegar havia vento e um pouco de neve. O local merece a visita apesar do pouco tempo disponível para sua contemplação.

 

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No dia 4 saimos rumo a laguna 69, onde iríamos acampar. Como não achamos empresa que oferecesse o transporte ao parque por um valor razoável para ir em um dia e voltar em outro, optei por pegar um transporte popular (5 soles) até a cidade de Yungay que saia as 5 da manhã. Chegando a Yungay você será rapidamente abordado pelas vans que fazem o transporte até a laguna por 15 soles. A van te deixará em uma estrada de terra, o cenário surreal também pode trazer a duvida quanto ao caminho a se seguir a partir daí. Uma trilha muito visível estará presente perto da beira da estrada, no entanto se a duvida aparecer em torno de 9 horas é muito provável que os primeiros turistas comecem a chegar e bastará segui-los. Carregando roupas, comidas, utensílios de cozinha, saco de dormir e uma barraca fiz o trecho em 3 horas e meia. O caminho que é tão bonito quanto cansativo pode ser um empecilho muito grande para os que não estão em forma ou não estão aclimatados, considere isso se cogitar acampar por lá. Ao chegar a beleza do lugar deixa claro que esse será um dos marcos notáveis da viagem. Em pouco tempo os turistas deixam o local deixando eu e meu amigo livres para curtir o local com exclusividade. Montamos acampamento de frente para o lago e também cozinhamos ali, compramos propileno e alugamos o bocal para ter uma refeição quente. O lago próximo a uma geleira é bastante frio mesmo durante o verão, muitas camadas de roupa foram necessárias para dormir com algum conforto. A vista pela manhã com o tempo claro e limpo é ainda mais impressionante. Retornamos pela manhã em direção á estrada, lá esperamos por algumas horas até encontrarmos uma van que nos levaria a Huaraz por 25 soles. {Dica: para os viajantes que não pretendem acampar no local e pretendem ir e voltar no mesmo dia, fechar com uma agencia deve sair mais em conta}.

 

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No dia 6 descansamos e compramos passagem para retornar a Lima com chegada no dia 7. Em Limas conhecemos um pouco da cidade, fomos à catacumbas de São Francisco que custou apenas 5 soles e achei bem recomendavel. Visitamos também Miraflores que não impressiona, mas pode interessar para se matar uma tarde. No dia 8 pegamos nosso voo de volta ao Brasil.

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Olá Renan! Tudo bom?

 

 

Você falou que levou 2 horas para subir as Montanhas Coloradas.. o passeio que você comprou te deixava no pé da Montanha? Tenho pesquisado pois é um dos passeios que pretendo fazer e vi que o caminho ida+volta tem 14km... tu subiu correndo? Hahahaha

 

Consegue clarear minhas idéias?

 

Obrigada!

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Boa noite, Renan!

Primeiramente, parabéns pelo relato!! Está ajudando na montagem do meu...rs

Uma dúvida: vc sabe me informar se aos domingos funciona algum passeio em Arequipa? Ou se alguma agência encontra-se aberta?

Estou preocupado em 'perder' um dia (domingo) da viagem.

Grande abraço!

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    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
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      La Paz
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      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
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      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

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      Foto: Plaza de Armas

       
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      Foto: Olaytaitambo


       
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      PERRENGUES
       
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      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
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      Me sigam no Facebook e Instagram
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
    • Por Paulonishi
      Apesar de ter dormido pouco desde que cheguei, até levantei bem disposto e também ansioso para explorar a cidade. Aí fui conhecer o centro com o Free Walking Tour saindo às 10h de Miraflores.


      Conhecer uma cidade tão grande e tão cheia de atrações não é uma tarefa muito fácil, mas dicas como essa do free walking tour ajudam bastante, principalmente para entender o funcionamento do transporte público (BRT 2,50 / ônibus comum 1,00).

      Aí, tudo fica mais fácil depois disso... Vou deixar o link do Free Walking Tour: https://freewalkingtoursperu.com/en/ . É preciso fazer o cadastro e é tudo gratuito (damos uma contribuição ao final, mas vai de cada um). No Peru, além de Lima, tem tour em Arequipa e Cusco. E vale muito a pena!
      E só andando mesmo no meio do povo, pegando ônibus, comendo nos mercados, é que dá pra ter uma noção melhor do dia a dia da cidade… e olha, fiquei bem impressionado com a empatia desse povo… sempre disposto a ajudar e bem receptivo com os turistas.
      Na Plaza de Armas, assistimos à troca da guarda presidencial, um grande espetáculo imperdível para quem estiver pela cidade. Depois, andando e conhecendo a história da cidade, com os guias contando as histórias e lendas de cada lugar... Uma verdadeira aula por entre ruas e construções seculares!

      Terminamos o passeio com uma deliciosa degustação de Pisco, a bebida típica do Peru, sendo uma aguardente de uvas. O Pisco Sauer é o mais saboroso!

      Depois do passeio guiado, fui andando pelas ruas orientado pelo Google Maps, que funcionou maravilhosamente bem no modo offline.
      A sensação de segurança que eu tive andando pela cidade  foi bem grande e não tive nenhum problema assim de ficar andando pelas ruas mesmo à noite. Claro que não pode abusar, né mas a impressão foi muito boa. Agora, o trânsito… Nossa… O que que é isso???  Todo cuidado é pouco! É uma loucura mesmo e como pedestre tem que ficar mais esperto ainda. Quanto à moeda local, troquei mais alguns dólares em uma casa de câmbio lá no centro e a cotação foi muito boa de 3,34 soles por dólar (out 2016)…  também é a maneira mais segura de trocar dinheiro, porque arriscar com cambistas na rua é sempre perigoso. 
      Me ofereceram um passeio em um ônibus panorâmico por somente 10 Soles 🤗 até o Cerro de San Cristóbal e, é claro que fui! Muito barato e bem interessante, dando uma visão mais abrangente da cidade e com direito a uma vista privilegiada do alto...



      Valeu muito a pena, ainda mais pelas emoções tanto na ida como na volta... Não deixe de assistir ao vídeo para conferir o que estou falando... 😅
      E depois de tanto andar, finalizei o meu passeio pela Capital Peruana com uma ótima impressão da cidade e seu povo. Cheguei no hostel, fiz um lanche e tratei de fazer o backup das imagens captadas, já imaginando como seria o passeio tão aguardado para o próximo dia... CARAL!!!
      Vou deixar o vídeo completo no link abaixo... Se interessar, inscreva-se no Canal, que sempre tem muitos relatos de viagem!
       
      É isso aí, espero ter ajudado. Não perca os próximos capítulos!!! 🤠✌️
       
    • Por Paulonishi
      Episódio 1: A Preparação
      Depois de tantos anos, muitos lugares visitados, experiências maravilhosas, resolvi tirar um tempo pra organizar as minhas memórias e contar sobre a maior e mais marcante aventura que já vivi: a primeira viagem ao Peru! 
      Ela foi planejada nos mínimos detalhes e cheia de expectativa…
      Afinal de contas, era pra um destino que sempre sonhei: Machu Picchu. 

      Quer saber como foi essa jornada inesquecível e acompanhar todos os detalhes?
      Eu sou @Paulonishi e esta é a história de uma aventura inesquecível: a primeira viagem ao Peru! 
      Neste capítulo vou falar de toda a preparação para essa façanha, desde a compra das passagens e todas as etapas do planejamento… tudo isso pra ajudar e até inspirar a quem quiser saber como montar a sua viagem para o Peru.
      E se puder ajudar, deixe o seu comentário ou perguntas sobre o assunto....
      Vamos lá?

      Apesar de ter sido em 2016, ainda a considero como a mais desafiadora que já fiz, não só por ter sido o primeiro mochilão no exterior, mas pela complexidade envolvida....
      Eu costumo dizer que a distância entre o sonho e a realidade é o planejamento que precisa ser feito para realizá-lo… Tudo precisa ser levado em conta e friamente calculado…  E não poderia ser diferente nesse caso né?
      Bom, eu não tinha dinheiro sobrando… atravessava uma verdadeira tempestade na minha vida pessoal, com uma separação complicada, mudança de cidade e trabalho… Esse era o meu quadro pessoal no final de 2015. Mas no início de 2016 prometi para mim mesmo que tudo mudaria e que me reergueria e faria a tão sonhada viagem. 
      E esse foi realmente o começo de tudo!
      Comecei a pesquisar tudo sobre o Peru, fazendo uma verdadeira imersão na sua cultura e principalmente na história, além de começar a estudar espanhol pela internet… tudo de graça!
      Procurei fazer pesquisas de passagens aéreas em promoção… só aguardando a oportunidade… e ela chegou em abril!
      Sempre busquei fazer todos os meus gastos no cartão de crédito pra acumular milhas e com isso já vinha acumulado uma boa quantidade delas até então… Às vezes tinha que trocar por uns eletrônicos pra evitar perder quando estavam vencendo... E foi aí que teve uma megapromoção da LATAM (LATÃO ), para transferência de milhas pro programa de fidelidade Multiplus (hoje LATAMPASS), onde consegui mais do que dobrar a quantidade de milhas que eu tinha e que estavam pra vencer!… Agora sim já poderia pegar essas milhas e trocar por passagens aéreas…Então a busca começou. 
      Fiquei por dias fazendo a simulação de passagens saindo de Florianópolis com destino ao Peru, mas a quantidade de milha era muito alta. Até dava pra trocar, mas resolvi esperar um pouco mais... Aí, numa das noites seguintes, consegui encaixar um intervalo de 18 dias, entre a saída do Brasil e o retorno. Chegaria em Lima no mesmo dia da partida, no dia 7 de outubro e estaria de volta em Florianópolis no dia 24 de outubro. Dias para aproveitar mesmo seriam 14. O resto perderia nos voos e conexões. 
      Agora sim, consegui as passagens aéreas eliminando o maior custo da viagem, praticamente de graça, e mesmo assim sobraram muitas milhas, que usaria pra viajar no ano seguinte.
      Com as datas já definidas, era só trabalhar no roteiro e no planejamento completo da viagem!
      A maior motivação em ir pro Peru sempre foi a de conhecer Machu Picchu... mas como sempre costumo fazer, não iria só pra conhecer esse lugar.  Procurei aproveitar a oportunidade pra otimizar a viagem e conhecer a melhores atrações no caminho entre Lima e Cusco, que percorrendo o caminho de ônibus. 
      A base de todo o roteiro foi o Google Maps. Consultava o mapa, via as atrações em potencial e ia marcando como favoritas… aí, partia pra pesquisar na internet, principalmente no site Mochileiros.com e no youtube, pegando as dicas do lugar: tipo se era realmente bom, o que tinha pra se ver e fazer, como chegar, os custos de ingressos e transportes… 
      E os valores que eu ia levantando já anotava na minha planilha de gastos.
      Assim, fui completando o roteiro e buscando agora os horários dos ônibus pra ver se dava pra conciliar o deslocamento e também as possíveis hospedagens. Resolvi escolher a empresa Cruz del Sur, pelas recomendações de outros viajantes no Mochileiros e também por ter linhas para todos os destinos do meu roteiro. 
      Apesar de ser mais cara, resolvi optar pela segurança. O site dela é bem completo e consegui excelentes descontos em promoções com compra antecipada. Assim, já comprei as passagens de ônibus no cartão ainda no Brasil e mesmo que pagando o IOF de 6,28% e a conversão do dólar, a economia foi de mais de 50% no valor normal… Porém, não permitia a troca e nem o reembolso da passagem em caso de necessidade… Mas é o custo da oportunidade!
       
      Depois disso, com os lugares mapeados e as passagens de ônibus compradas, me concentrei nas hospedagens, fazendo buscas entre o booking e o airbnb. Novamente, a busca foi baseada no Google Maps, levando em conta a localização do hostel, a distância da rodoviária pra evitar pagar táxi, se tinha café da manhã, avaliações positivas e é claro, o preço.  Outra coisa bem legal pra se olhar é se tem cozinha compartilhada, pra poder fazer uma comida à noite e economizar um pouco mais. Visto tudo isso, já fui fazendo as reservas, mas sem ter que pagar nada antecipadamente… Só quando chegasse pagaria em dinheiro… Lá não aceitavam cartões ou cobravam uma taxa muito alta e não compensava.
      Tirando as passagens de ônibus, a única coisa que comprei antecipado foi o acesso à Machu Picchu, porque tem um limite diário de visitantes. Esse detalhe é essencial e deve ser muito bem observado! Por isso ter certinho a data de ir é tão importante, principalmente agora que também ter que escolher se vai ser no período da manhã ou da tarde! 
      Para não correr nenhum risco, fiz a compra para garantir que no dia 21 de outubro pudesse conhecer o local… Melhor do que contar com a sorte! Imagina só chegar lá em Machu Picchu e não poder entrar por estar lotado… Parece incrível, mas eu vi acontecer lá… O custo do ingresso foi de 133 nuevos soles, aproximadamente 39 dólares.
      Como viajar MAIS gastando POUCO!
      O roteiro ficou o seguinte:
      07/10 - Florianópolis x Guarulhos x Lima .
      08 a 10 - Lima
      11/10 - Lima x Ica
      12/10 - passeios em Paracas
      13/10 - Viagem a Nasca e sobrevoo
      14/10 - Arequipa
      15/10 - Vale do Colca
      16/10 - Arequipa x Cusco
      17/10 - Cusco
      18/10 - Trilha Salkantay
      21/10 - Machu Picchu
      22/10 - Cusco x Lima
      23/10 -Lima x Guarulhos
      24/10 - Guarulhos x Florianópolis
      O maior desafio da viagem seria a trilha Salkantay, uma trilha inca em grande altitude, chegando a mais de 4200 metros, percorrida por entre as montanhas mais sagradas da região de Cusco e com o final em Machu Picchu, com o diferencial que não precisa de guia e nenhuma taxa pra pagar. A previsão mais otimista de terminar a trilha era de 3 dias, segundo os relatos que encontrei.


      Assim, durante essa viagem, enfrentaria vários climas e uma grande variação de altitude, aumentando de intensidade bem na parte final da viagem.
      Para tudo isso, resolvi comprar uma boa mochila de 60 litros da Trilhas e Rumos… Achei um bom tamanho pra levar tudo e também era bem resistente e com várias regulagens nas alças pra deixar bem confortável mesmo quando cheia.
      Tive que comprar também roupas adequadas ao calor e ao frio. Pra isso, passei na Decathlon e comprei 3 camisas de manga comprida com proteção solar, uma calça e jaqueta impermeáveis e também calça e blusas térmicas, além de uma toalha de microfibra que seca bem rapidinho… E isso fez diferença, porque na maioria dos hostels não forneceram toalha de banho. 
      Na internet, comprei ainda um par de bastões de caminhada e 2 power banks. Separei para levar um par de tênis, chinelos, botas de cano médio impermeável, luvas, cachecol, gorro, boné e chapéu, além de uma série de câmeras fotográficas, gopro, celular e um tripé… 
      Pra a viagem, comprei dólares no câmbio de R$3,42… ô saudade desse valor! 
      Levei um total de $400 dólares só pra garantir, além do cartão de crédito internacional por segurança.
      Agora, com tudo reunido, roteiro pronto e planejamento completo, estava tudo pronto para iniciar a épica aventura… 
      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Espero você na continuação dessa viagem, acompanhando a partida do Brasil e a chegada na capital peruana!
      Deixarei 2 vídeos aqui do meu canal no youtube para inspirar outros viajantes...

      É isso aí... Até o próximo capítulo!  ✌️🤠
      Partindo de Florianópolis em direção à Lima!
       
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