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Travessia Serra Grande/Praia da Engenhoca (Itacaré)

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Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html)

Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas.

 

PLANEJAMENTO

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Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição!

 

ORGANIZAÇÃO

De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L.

(Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava :( . As fotos ficaram por conta do celular mesmo).

 

CAMINHAR!

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A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé ::lol4:: . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha).

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Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco.

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Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado!

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Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar.

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Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ::otemo:: ).

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O RIO!

Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha :D .

(link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar:

)

-Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar!

-Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!).

 

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Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!).

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Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo.

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Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando!

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A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada.

Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita.

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Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu.

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Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata!

 

O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA:
-Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia;
-Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal;
-Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo;

EQUIPAMENTOS USADOS:
-Curtlo Highlander 35+5L
-Azteq Nepal 2 (não usei)

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Refiz a travessia com um amigo em dezembro de 2017 e só vim trazer algumas atualizações e fotos.

PLANEJAMENTO
O conhecimento prévio adquirido durante a primeira vez nessa travessia me permitiu modificar algumas coisas que fizeram a dificuldade do trecho diminuir ainda mais:
-Já sabia que não precisaria dormir no trecho, então não levei mochila com comida e barraca, por exemplo. Dessa vez, consegui levar tudo em uma pochete (protetor solar, 1 garrafa de água, barra de cereal, celular, etc.). Isso implica em muito menos peso pra carregar e, assim, maior mobilidade no trecho do costão rochoso, por exemplo, assim como menos esforço e desgaste na parte de areia fofa. Faz muita diferença! hahaha :D
-Por estar sem mochila e, consequentemente, com menos peso, dispensei bastões de caminhada.
-Dessa vez fomos de carro até o Pé de Serra e deixamos estacionado lá. Tem um espaço amplo, cercado e de graça. Ainda conseguimos uma sombra pra deixar o carro.

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CAMINHADA
Nesse dia, a maré seca seria em torno de 12h45. Me apeguei menos ao horário dessa vez, mas lembro de termos saído em torno de 11h, então tínhamos uma boa folga em relação à maré.
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Após o trecho do costão rochoso, tínhamos planejado parar na lagoa pra tomar um banho, mas um pouco antes de chegar, vimos um coqueiro baixo com alguns cocos chamando muita atenção. Não deu pra resistir haha foram 4 cocos pra cada um.
Depois, uma parada na lagoa e um banho pra refrescar!
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Seguindo a caminhada, a areia estava muito mais inclinada do que da outra vez, e nossa única alternativa era andar na parte mais acima da faixa de areia, onde ela é mais fofa.
Daí pra frente, sem muitas novidades. Estava só na curiosidade de como estaria a travessia do rio.

O RIO
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Chegando lá, me surpreendi bastante: dava pra atravessar com água pouco acima dos joelhos e o rio estava bem calmo, com pouca profundidade em toda a área que tinha água. Claro que o banho foi indispensável. O visual junto com a tranquilidade que estava ali nos fez passar mais de uma hora só curtindo o rio, meditando, observando tudo aquilo que estava ali, extasiados com tanta beleza e calmaria. Uma experiência transcendente!
O perfil do local havia se alterado totalmente. A saído do Rio se deslocou cerca de 400m a norte e vinha meandrando desde o local que vi da vez anterior até esse novo local, onde saía com um fluxo bem menos intenso.

No trecho seguinte também não tinha muitas novidades, praia extensa, menos inclinada e com areia bem branca o tempo todo. Paramos pra pegar mais cocos, mas dessa vez contamos com ajuda de um menino que surgiu de uma casa que inicialmente pensamos estar vazia. Com muita humildade e sem pedir nada em troca, ele subiu no coqueiro, tirou os cocos e ainda abriu com um facão.
20171222_142841.thumb.jpg.996901e488ffee4947f9ff9091f4160c.jpgTripé improvisado.
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TARTARUGAS
Seguimos em direção a Itacarezinho. Cerca de 100m após o resort Txai, tivemos uma surpresa imensa quando, durante nossa conversa, só percebemos a cerca de 4m um monte de filhotes de tartaruga que tinham acabado de nascer e estavam fazendo sua caminhada até a água. Ficamos surpresos, impressionados e, claro, passamos um bom tempo ali observando e registrando cada uma delas indo pra água com toda falta de jeito de quem acabou de nascer e nunca caminhou antes ::lol4::. 
Vídeo das tartarugas: 

Seguimos pra Itacarezinho, e fomos direto pra trilha pra terminar a caminhada, sem passar na Engenhoca. Conseguimos uma carona até o Pé de Serra, onde estava o carro, e finalizamos o dia. :) Por mais que já tivesse feito o trecho antes, o deslumbramento não foi menor. As praias são muito bonitas, oferecem visuais incríveis e são sempre desertas.

EQUIPAMENTOS USADOS:
-Deuter Pulse Four EXP
-CamelBak Chute 750ml

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           Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! 

         
       
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           Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono.


      Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! 
       
          Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga.

           Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. 
          Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes  (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito!
           Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
       
       
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    • Por Marvin Correa
      Olá pessoal, minha primeira interação aqui no grupo, me perdoem por qualquer equívoco.
      Estou planejando realizar a travessia Petrópolis - Teresópolis em Junho, no feriadão de Corpus Christi (20-23/06). Como primeira experiência, pensei em realizar através de alguma empresa, tendo encontrado alguns pacotes que variam entre 500 e 800 reais. Um dos pacotes que me interessaram foi o da empresa Kmon Adventure no valor de R$ 560, abrigo bivaque, com transporte e despesas do parque inclusas. Seguem minhas questões: 
      1. Alguém conhece a empresa e/ou indica esse pacote? Caso não, indicariam alguma empresa específica, de confiança e com boa relação custo x benefício?
      2. Alguém com experiência pretende fazer a travessia nesses dias?
      Abraço a todos!
    • Por SanchezDuran
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      Pouco uso!!! Nunca pegou trilha!!! Fotos recentes!!! Ainda está na garantia de fábrica até abril/2019.

      Vem com as melhores tecnologias para manter o seus pés secos e protegidos. A membrana Outdry Extreme garante selamento total contra entrada de água, porém permite sair o vapor do suor dos pés. Pode atolar o pé na água, a quase 15 cm de profundidade e seus pés continuarão secos.

      O solado é o XS TREK, da reconhecida Vibram, adere em todo terreno e foi concebido para máxima estabilidade e conforto. Ele também foi desenvolvido para manter as mesmas características de suporte mesmo em clima muito frio, temperaturas congelantes, não se preocupe com gelo! A entresola de PU é feita para longa duração, amortece impacto e devolve energia, sem comprometer a estabilidade do calcanhar. 

      Passadores superiores em polímero ultra resistente. Cadarço tipo paracord. Palmilha Techlite Confort, faz toda a diferença em longas caminhadas. Biqueira muito reforçada, perfeita para escalaminhadas, não se preocupe com pedras! Calcanhar estruturado garante a sustentabilidade e estabilidade tão desejadas em uma bota de montanhismo de verdade. 

      Essa é a bota para qualquer aventura! Seja um Hiking ou Trekking Leve, seja para uma viagem ao Alaska. 

      Site da marca
      https://www.columbiasportswear.com.br/bota-daska-passt-ii-titanium-odx-eco-170/p

      Finalmente apresentamos a nossa bota para Hiking com uma membrana de impermeabilidade sustentável OutDRY™
      Extreme ECO, Impermeável e respirável para condições extremas.

      CABEDAL
      Cabedal sem costura com uma combinação de tecido sintético e membrana Impermeável (sem adição de PFC’s).
      Materiais feitos com menos água devido ao processo de fabricação.
      Cadarço feito com material reciclado.

      ENTRESSOLA
      Entressola com composto de PU para conforto prolongado, componente TPU na parte do calcanhar para estabilidade de torção.

      SOLADO
      Solado VIBRAM™ composto com material reciclado.


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