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Atacama, Tilcara, Salta, Tucuman e Córdoba - 16 a 31 julho/16 (ou: Como tudo pode dar certo mesmo algo dando errado!)


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Olá! Demorei quase 1 ano para postar esse relato, os preços devem estar defasados, desculpem! ::prestessao::

 

Esse relato da viagem que fiz com meu namorado nas férias de julho de 2016, é o mesmo do meu namorado, postado nesse link aqui (e ele teve paciência de postar as fotos da viagem): http://www.mochileiros.com/atacama-e-norte-da-argentina-jujuy-salta-tucuman-e-cordoba-em-15-dias-julho-de-2016-t140550.html

 

Então, por que estou postando o relato da mesma viagem, não seria redundância?

Cada mochileiro tem uma impressão diferente dos mesmos lugares e das mesmas viagens, e por isso gostaria de mostrar o meu olhar sobre essa viagem, pois foi muito marcante para nós! :)

 

Roteiro logístico

16/7/16 - voo Congonhas - Galeão - Santiago (Chile)

17/7/16 - voo Santiago - Calama (Chile)

20/7/16 - Ônibus San Pedro do Atacama - Purmamarca - Tilcara

24/7/16 - Ônibus Tilcara - Salta

26/7/16 - Ônibus Salta - Tucuman

29/7/16 - Ônibus Tucuman - Córdoba

31/7/16 - Voo Córdoba - Buenos Aires - Gurarulhos

 

Custos

Na nossa planilha de viagem, passagens + diárias + alimentação + presentes aproximadamente R$8.000, estava dentro do nosso orçamento. Porém na realidade nossa viagem custou cerca de R$700 a mais por causa de um problema que tivemos, quem tiver paciência de ler vai saber. Lembrando que somos 2 pessoas, e nos hostels demos preferencia a quartos duplos, e em locais que ficamos mais de 1 dia, compramos comida ao invés de comer em restaurantes. Em viagens longas de ônibus, escolhemos as poltronas leito e nas curtas, as poltronas mais baratas.

 

Aéreo Total para 2 pessoas: R$3.400

Deslocamentos de ônibus 2 pessoas e aluguel de carro: R$1.850 + R$700 reais com acidente (já explico)

Hospedagens total para 2 pessoas: R$2.000

 

Objetivo

O foco da nossa viagem foi o Atacama. Porém, devido aos altos preços de TUDO em julho, tivemos que fazer algumas alterações de percurso para baratear o roteiro:

 

São Paulo - Santiago

Compramos a passagem pelo Decolar.com com múltiplos destinos, pois o mais barato para ir para o Atacama era ir São Paulo - Santiago - Calama. Porém o voo de Santiago para Calama demoraria cerca de 12 hr para decolar, então pegamos um AirBnB em casa compartilhada, só para tomarmos banho e dormir. O anfitrião oferecia transfer e o apto dele tinha vista pra cordilheira dos Andes, lindo! E foi nosso primeiro desayuno com guacamole na viagem (estava incluso)

 

Transfer aeroporto - apto e apto - aeroporto: R$100

AirBnB casa compartilhada 1 diária com café: R$63

 

Santiago - Atacama

A melhor vista de todas, é incrível ver de avião, lá de cima, como de picos nevados branquinhos a paisagem torna-se laranja e plana! O aeroporto mais próximo do deserto fica a 1 hora de carro, em Calama, foi onde descemos e alugamos um carro na Europcar. Nosso hostel ficava bem longe da cidade, mas do lado da estrada, super fácil, mas a gente não sabia, e o gps nos confundiu, daí...

 

FATO 1: ...caímos num buraco. tínhamos pego o carro a 2 horas e estávamos a 5 minutos do hostel. e o carro ficou preso com as 2 rodas direitas em uma vala de 2 metros de profundidade. Praticamente no meio do deserto. No segundo dia de viagem.

 

Chamamos o guincho, que demorou das 16h às 21h pra encontrar nossa localização, pois nem o gps tava achando a gente. O carro ficou imprestável, pois o guincho teve que detonar com a frente dele pra reboca-lo, e por isso não podíamos ficar com o carro, então o motorista do guincho nos deixou no hostel para no dia seguinte e gente acionar o carro reserva... e nosso primeiro passeio foi pro beleléu.

 

No dia seguinte, íamos à cidade de San Pedro, a 30 minutos, onde havia uma filial da locadora de carro, para solicitar o carro reserva. quando estávamos saindo do hostel...

 

FATO 2: ... o Bruno percebeu que tinha esquecido a carteira dele dentro do carro levado pelo guincho. Metade do dinheiro que usaríamos na viagem inteira estava lá, reais, pesos, dólares, CNH. Só o passaporte que se salvou, pois estava no bolso dele. ::putz::

 

Daí terceiro dia de viagem, bora lá visitar a delegacia de San Pedro, fazer BO (na verdade tem que ir no tabelião, descobrimos que lá é diferente) e solicitar o carro reserva. A locadora de carros, a Europcar, é a única na cidade, e o funcionário trabalha também na outra unidade e sozinho, ou seja, metade do dia fica em Calama e a outra metade em San Pedro. Acontece que o carro reserva compatível com nosso pacote só tinha lá em Calama, então tivemos que esperar até o dia seguinte para que alguém trouxesse para nós.

 

Ah, e a carteira? Ah sim, foi entregue pela vistoria e estava no escritório... em Calama. Também trariam para nós.

 

Passamos o dia em San Pedro e a noite fomos ver as estrelas em um dos céus mais bonitos do mundo, pelo menos isso, né minha gente? Bom, no dia seguinte, pegamos o carro reserva na Europcar, mas a carteira tinha ficado em Calama e teríamos que buscar lá. ok... colocamos a minha CNH com condutora do carro e íamos fazer o passeio de fim de dia, colocamos no GPS e fomos saindo da cidade, e daí...

 

FATO 3: ... a polícia local parou o carro. Só que quem estava dirigindo era o Bruno, cuja CNH só seria resgatada no dia seguinte em Calama. O Bruno só estava com o passaporte como identificação, dirigindo um carro alugado, em outro país. Isso era nosso quarto dia de viagem.

 

Bom, depois de uma super escovada o policial deixou a gente sair, e voltamos pro hostel de fininho, pra nada mais acontecer...

 

No dia seguinte, fomos a Calama e pegamos a bendita carteira e a carteira do Bruno...

 

FATO 4: ... estava intacta, com todo o dinheiro dentro. (Esse fato foi bom, mas coloquei dessa forma para assustar quem está lendo rs)

 

Bom. Agora sim: Deserto do Atacama, bora lá! Fomos no Vale de la Luna. É um circuito no deserto com vistas de tirar o fôlego (literalmente, algumas você fica sem ar de verdade). O carro fica na frente de cada "mini passeio", e no primeiro deles...

 

FATO 5: ... a chave do carro emperrou na ignição. Gente, não ri. Era um Suzuki, e aqui no Brasil nunca vi um desses. Ficamos 1 hora tentando tirar a chave, no sol do meio dia na nossa cabeça.

 

Daí, descobrimos: a chave só sai se você empurra a ignição. ::putz::

 

Resolvido a questão de engenharia mecânica (rs), foram vistas uma mais linda que a outra! Lugares em que é só você e o deserto. Traz uma calma... uma tranquilidade...

 

Gente, vou ser sincera, não lembro de mais coisa do Atacama, e me entendam, vale a muito a pena, é lindo, é muito diferente dos cenários aqui do Brasil, e tudo mais. Por isso, o resto do meu relato vai ser sucinto.

 

Locação Europcar de carro por 3 dias - R$ 757

Franquia usada da locação - R$ 700

Estadia Hostel em quarto duplo por 3 dias - R$ 587

Paseos - R$40

Alimentação - R$ 200 (2 refeições para 2 em restaurante, o restante compramos e fizemos no hostel)

 

Atacama - Tilcara (Argentina)

Pegamos um ônibus leito em San Pedro com duração de 10 horas, passamos pela divisa Chile - Argetina, Cordilheira, pelo Salar... o destino do ônibus era Jujuy, mas compramos só até Purmamarca. Lá pegamos um taxi e fomos até a cidade do lado, Tílcara, onde ficamos por 3 dias.

Em Tilcara, visitamos a Pukará, que eram fortalezas dos povos antigos, também visitamos cachoeiras, fizemos trilhas, visitamos as cidades próximas como Jujuy, Humahuaca e a própria Purmamarca. Comemos muita empanada e ... carne de lhama.

Como são pueblos, povoados pequenos, foi ótimo comprar lembrancinhas nesses locais, pois eram baratas e eram vendidas pelos próprios artesãos locais.

 

Ônibus San Pedro - Purmamarca - R$ 487

AirBnB Tílcara em quarto duplo com banheiro compartilhado por 3 dias - R$ 657

Paseos - custo de passagens para as cidades visitadas nos 3 dias - R$ 50

 

Purmamarca - Salta

Salta é uma cidade grande, urbanizada, bem diferente das outras que visitamos. Os museus são grandes e a comida muito boa, porém cara e nada artesanal...

 

Ônibus Andesmar Tilcara - Salta - R$90

Hostel em quarto duplo e banheiro compartilhado por 2 dias - R$ 216

Paseos - visitamos museus e igrejas, então não lembro, mas não custou caro.

 

Salta - Tucuman

Tucuman é uma cidade com infraestrutura, museus, igrejas, parques, além de lanchonetes. Aqui foi o melhor AirBnB que já ficamos! Limpo, organizado, enorme, confortável, banheira, água super quentinha, cozinha confortável, e a dona deixou uma pasta com várias informações de locais de interesse e mapas!

 

Ônibus Flecha bus Salta - Tucuman - R$ 184

AirBnB apartamento inteiro por 3 dias - R$ 306

A alimentação foi muito barata, pois tinham várias mercearias próximas, e tínhamos uma cozinha inteira só pra gente!

 

Tucuman - Córdoba

Conhecemos Córdoba de outro rolês, então só paramos aqui para quebrar o trajeto e matar saudades dessa cidade linda! Passeamos de trem para cidades próximas e descansamos, além de comprar as últimas lembrancinhas de viagem.

 

Ônibus Tucuman - Córdoba - R$ 398

AirBnB apartamento inteiro por 2 dias - R$ 236

 

Córdoba - Brasil

Sobrevivemos! E estamos planejando o próximo rolê!

 

Conclusão e Dicas valiosas para quem vai fazer o rolê

  • Quem planeja roteiros de várias cidades e for incluir o Atacama, sugiro que deixe essa parte por último. Depois que você vê a paisagem do deserto, nada, mas nada mesmo, vai se igualar a essa vista.
    Se for alugar carro, pergunte se não tem nenhum "truque" no carro! Além do Suzuki ter que empurrar a chave da ignição para sair, sei de outros carros que tem macete para ligar também!
    Guardem todos os papeis que derem na entrada e saída dos países! Eu quase tive um "FATO 6" se o Bruno não guardasse todos os papéis, pois no Chile você precisa apresentar o papel da entrada da imigração na saída dela...
    Muita hidratação! - leve água para tomar a cada 30 minutos, além de colírio, soro nasal, hidratante e protetor facial e labial, óculos escuros.
    Muita folha de coca! - Na cordilheira, acabou com meu mal estar e com a falta de ar do Bruno.

 

Desculpem a falta de descrição na parte do norte da Argentina.... foi a melhor viagem que eu fiz, conheci pessoas muito diferentes e lugares incríveis, além de enfrentar obstáculos inusitados. Tenho tudo anotado aqui em uma planilha se alguém quiser.

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  • 3 meses depois...

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    • Por peter tofte
      Aproveitei o final de semana de 11 e 12/02, com previsão de tempo bom, para sair de BsAs e visitar o Parque Nacional Quebrada de Condorito, perto de Córdoba.
       
      A viagem, de 8 horas, fiz num confortável ônibus cama-suíte, onde a poltrona vira cama, permitindo dormir na horizontal. Com janta e café da manhã, custa 330 pesos argentinos (R$ 132). Não entendo porque o transporte rodoviário é muito melhor na Argentina, em relação ao Brasil. E os ônibus são de fabricação brasileira.
       
      Sábado, 11 de fevereiro de 2012.
       
      Cheguei 05:30 em Córdoba e comprei a passagem para Mina Clavero (50 pesos arg.) para as 06:30. O onibus saiu as 06:45 subindo para "la ruta de las altas cumbres" e chegou a La Pampilla, entrada do parque, as 08:25. Ao saltar do ônibus senti o vento frio das Sierras de Córdoba. De lá até o centro de visitantes, 2,5 km, fiz em meia hora caminhando.
       
      No centro preenchi uma ficha dizendo onde pretendia acampar. A Guardaparque Oli me pediu para mostrar o calentador (fogareiro), condição indispensável para acampar, já que não permitem fogueiras no parque. Não cobram ingresso. No Brasil normalmente cobrariam o ingresso e não checariam se o visitante tem fogareiro.
       
      A guardaparque, muito simpática, me passou informações, inclusive horário dos ônibus para a volta no domingo. O pessoal da APN (Administración de Parques Nacionales) trabalha uniformizada, é muito profissional e equipada. Já havia notado isto em el Chaltén y Bariloche.
       
      A trilha é muito bem sinalizada até o balcón Norte, ponto de avistagem de condores no canion do rio Condorito. Este canion, conhecido como Quebrada de Condorito, é um berçario natural para os condores, por reunir as condições ideais para os filhotes aprenderem a voar. É o ponto mais oriental da américa onde existem estas aves. Daí o nome Quebrada del Condorito.
       
      No caminho, olhando para o Norte avistei os Gigantes de Córdoba, formação rochosa bem característica, mas fora do parque nacional.
       
      As duas horas caminhando até o balcón Norte, a partir da sede do parque, são recompensadas pela avistagem dos condores, que passam muito rente ao mirante. Nunca os vi tão de perto. Isto acontece porque ficamos na beira do canion e as aves tem que subir a partir dos seus ninhos no paredão. Aproveitam as correntes de ar ascendentes. Praticamente não batem asas, apenas planam. Fazem a delícia de fotografos e filmadores.
       
      Depois de algum tempo desci para o rio Condorito por uma trilha bem feita. Na descida vi o tabaquillo, árvore que tem uma cortiça alaranjada-amarela formada por umas cascas muito finas, parecendo papel pergaminho. Já havia visto elas antes, no Peru, na Quebrada de Santa Cruz ( vide relato e foto).
       
      Alcancei o rio após descer 30 minutos, onde há uma bela e moderna ponte pênsil. O rio ruge embaixo. Logo depois cai em cascatas seguindo o canion. O medo de trombas dágua e da correnteza fizeram os guarda-parques proibirem o nado no rio. Uma pena. Na Chapada Diamantina nadaríamos tranquilamente num rio com este caudal. Como fazia muito calor entrei numa cacimba formada por um córrego afluente do rio. Assim tomei um banho sem desrespeitar a regra, pois não estava no rio Condorito.
       
      Almocei uns sandubas de salame e segui. Um cartaz avisa que a subida do canion, do outro lado do rio, tem 500 metros de desnível e dura 45 minutos. Consegui fazer em trinta. No caminho um córrego desce a encosta e forma na margem da trilha uma banheira escondida na sombra de tabaquillos. Um pai brincava com o filho nesta banheira.
       
      A vista do balcón Sur é melhor que a do balcón Norte. Mais alto e a vista do canion é mais espetacular. De lá avistei de cima a pileta (piscina) dos condores. Um córrego que desce pela parede do canion forma uma pequena poça em uma estreita plataforma, uns 100 metros abaixo do balcón. Em seguida o filete dágua transborda da poça e escorre pelo paredão vertical.
       
      Nesta poça os condores fazem fila para banharem-se. Entram na água, se agitam e em seguida saem para secar ao sol, com as asas abertas.As três da tarde contei, com a ajuda de um monóculo, cerca de 30 condores ao redor da piscina.
       
      Um casal de namorados, de Cordoba, tirou umas fotos minhas na beira do abismo. A garota reconheceu logo que era brasileiro pois passa os verões em Bombinhas. Para os Cordobeses a distancia entre Cordoba e Mar del Plata ou Bombinhas é a mesma. Adivinha o que eles escolhem? Muitos já tem casa de praia em Santa Catarina.
       
      Depois de mais algumas fotos segui para o refúgio Gimenez, a apenas 20 minutos dali. Passaram uma roçadeira na trilha. Parecia um corredor num campo de trigo. O relevo e a vegetação, de campos de altitude (quase 2.000 metros) lembram muito as serras de Minas e do Rio de Contas, na Bahia. Eles chamam estes campos de pampa. Na Bahia chamaríamos de gerais.
       
      O refúgio fica numa pequena vereda do pampa, onde cresce um grupo de árvores ao redor de um córrego. Parece que foi uma sede de uma fazenda de ovelhas. Em torno das casas de pedra há vários currais feitos de cercas, também de pedra. Até o século passado milhares de ovelhas eram criadas aqui, antes de implantarem o parque nacional.
       
      Encontrei três trekkers, mas logo que cheguei eles sairam. Apenas visitavam o local. Fiquei sozinho naquela zona de acampe. No parque só se acampa nos locais designados pela APN.
       
      A Oli me recomendou não dormir dentro do refúgio pois há muitos ratos e cuys, o que atrai cobras. Há um aviso bem grande dizendo "Precaucion. Yarará Ñata" com uma cobra desenhada. A pronúncia é jarará nhata, o que lembra nossa jararaca. Deve ser a mesma espécie ou aparentada.
       
      Assim foi fácil decidir por dormir na barraca. Armei a tenda e comecei a preparar a janta. Eram cerca de 5 da tarde. Escurece apenas 08:30. Após, lavei a panela e tomei um banho sem sabão no córrego. Peguei o isolante, coloquei-o sobre uma pedra e comecei a ler "Saqueo" de Nadine Gordimer. Uma solidão e silêncio maravilhosos. Ao lado da laje de pedra, onde lia, havia uma macieira carregada. Pena que as maças ainda estavam meio verdes. Só faltava uma Yarará Ñata aparecer e me oferecer uma maça. E a Eva...
       
      Durante a noite fez 13 ºC. Fui obrigado a sair da barraca para urinar, pois não trouxe o penico (uma garrafa de Nalgene de 1 litro e boca grande). Foi ótimo, pois a noite estava bonita, meia lua minguante, mas muito iluminada. Ao longe consegui avistar as luzes de Córdoba bem nítidas. A Villa Carlos Paz estava oculta pela serra.
       
      Domingo, 12 de fevereiro.
       
      Acordei pouco antes das 8 horas. Verifiquei com muito cuidado minhas botas, que deixei no avanço da tenda, antes de calça-las. Café da manhã preguiçoso. Desarmei a tenda e aprontei a mochila. Mas fiquei até 10:30 na sombra de uma árvore, lendo. Se saisse mais cedo ficaria muito tempo esperando o ônibus (do refúgio Gimenez até a sede do parque são cerca de 3,5 horas). Queria pegar o busão de 17 horas para Córdoba.
       
      Cerca de 20 minutos depois estava novamente no balcón Sul. Na verdade fiquei um pouco acima, a direita. Os condores passavam num rasante sobre mim. Se quisessem me bombardear com cáca tenho certeza que teriam me acertado. Eles fazem questão de passar perto para nos observar. São curiosos. Não tirei nenhuma foto decente daqueles condores tão próximos. Minha maquina, uma point and shoot simples e a qualidade técnica do fotografo não permitiram. Ali era um lugar para uma boa camara com grande angular ou lentes de aproximação e tripé para tirar fotos de paisagem ou close ups excelentes.
       
      Também observei falcões e outras aves planando no canion.
       
      Os condores são aves magníficas. Abutres, tem uma importante função no ecosistema. Os nativos, inclusive os incas, a consideravam uma ave sagrada, que retira as impurezas do mundo. Coincidência ou não, no budismo tibetano mais tradicional são também venerados. Inclusive os mortos não são enterrados. São esquartejados e oferecidos aos abutres.
       
      Desci o canion para o rio Condorito e atravessei-o na ponte. Procurei uma sombra na outra margem. Comi sanduíches de salame. Depois de alguns minutos uns passaros me rodearam para comer as migalhas. Um deles tentava comer um pedaço de salame que caiu no chão.
       
      Voltei a subir. Decidi ir por um caminho paralelo a trilha que percorri na ida, passando por Pampa Pajosa, outro local de acampe. Neste local um casal acabava de levantar acampamento. Debaixo de uma pedra um cuy muito tranquilo (família dos hamsters). Pude tirar uma foto bem próximo. Se ele soubesse que comi um cuy num restaurante em Huaraz, Peru, talvez não estivesse tão calmo. Ô carne deliciosa!!!
       
      Tomei um banho de rio perto do Cento de Visitantes, para subir no ônibus limpo. Passei no Centro para devolver a minha via do registro se entrada (exigência para saber que vc voltou) e toquei para a estrada.
       
      Mal cheguei na pista consegui uma carona para Alta Gracia, perto de Córdoba. De lá peguei um ônibus urbano, 9 pesos, e cheguei na rodoviaria pouco antes das 19 hrs. Deixei a mochila num guarda volume e fui para o centro histórico, umas 10 quadras dali. Fazia muito calor, assim resolvi entrar num café com ar condicionado para tomar uma cerveja e comer algo. Sai do café quase 9 hrs e ainda estava fazendo cerca de 30 a 32 ºC. Como faz calor em Córdoba!
       
      O centro histórico de Cordoba é lindo e alguns monumentos dos jesuítas são patrimonio da humanidade. Vale um passeio.
       
      Peguei o ônibus as 22:15 para chegar em BsAs as 06:30 de segunda.
       
      Trekking muito tranquilo e fácil, para iniciantes, e vale muito a pena ver os condores em seu habitat natural, de um ponto privilegiado para admirá-los.
       
      Fica a sugestão se resolverem visitar Córdoba, Argentina. As fotos só conseguirei postar quando chegar no Brasil.
    • Por bruno.bortoloto-do-carmo
      Olá pessoas!
       
      Não costumo comentar muito, mas me utilizo sempre desse fórum para montar meus roteiros. Como os relatos de viagem são sempre os que mais me ajudam a pensar em locais, companhias aéreas/rodoviárias, etc. etc., penso que é um dever sempre depois de uma viagem feita postar aqui como rolou!
      Pois bem, primeiro a motivação da viagem: férias e rolezão Sulamerica. No ano anterior (2015) uma parte do Cone Sul (Brasil>Paraguai>Argentina>Uruguai>Brasil) em 32 dias. Esse ano (2016) fechei as férias com a Regina, minha namorada, em 15 dias mas queria aproveitá-los o máximo!
       
       
      Depois de muitos quebra cabeças, decidimos que iríamos ao Atacama e à pequenos pueblos no Norte da Argentina, descendo aos poucos até terminar a viagem em Cordoba (lugar com vôo mais barato de volta ao Brasil rs). O roteiro ficou assim mais ou menos assim:
       

      [Aéreo] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07)
      Santiago (dia 16/07)
      [Aéreo] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07)
      [Carro alugado] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07)
      San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07)
      [busão] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07)
      [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07)
      Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07) – aqui pude ir pra Purmamarca, Humahuaca e San Salvador de Jujuy
      [busão] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dia 24/07)
      Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07)
      [busão] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dia 26/07)
      Tucumán (dias 26/07 a 29/07)
      [busão] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07)
      Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07)
      [Aéreo] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07)

       
      Vamos aos detalhes!
       
      [Aéreo LATAM] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07)
      Vôo pela LATAM. Brasil TAM, Santiago LAN, sem maiores problemas ou intercorrências. Passamos o dia inteiro viajando e apesar de “perder” um dia (ainda com o fato de que apenas pernoitamos em Santiago para no dia seguinte pegar o vôo para Calama, preferimos assim para não ter correrias.
       
      Santiago (dia 16/07)
      Tínhamos já reservado um quarto em um apartamento pelo Airbnb. Já na reserva, o anfitrião nos ofereceu um transfer (feito por ele mesmo) do aeroporto até o apartamento por US$50. Pelas contas das calculadoras online de táxi o preço sairia mais ou menos esse, então aceitamos a oferta!
       
      Quando chegamos ao aeroporto de Santiago o anfitrião já nos esperava e fomos confortavelmente até o apartamento de carro. Fazia frio e estávamos cansados (saímos de São Paulo lá pelas 13h e chegamos quase 21h por lá).
       
      O apartamento é super recomendado. Super limpo, organizado, a cama MUITO confortável e o chuveiro quentíssimo. Não me lembro se tinha calefação, mas não passamos nem um pouco de frio.
       
      [Aéreo LATAM] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07)
      No dia seguinte fomos agraciados por um café da manhã reforçado (nem todos os Airbnb oferecem) e o anfitrião nos levou de carro até o aeroporto pela manhã. Nosso vôo para Calama (novamente pela LAN) sairia ao meio dia.
      Novamente voamos tranquilamente, apreciando a paisagem pela janela que foi mudando lentamente dos picos nevados dos Andes ao deserto do Atacama, simplesmente impressionante!
       

      Picos nevados saindo de Santiago/CHI
       

      Início da paisagem do deserto e o frio na barriga aumentando!
       
      [Carro Europcar] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07)
      O meio mais fácil de acessar o Atacama é indo de avião até Calama, uma cidade que fica a 100km de San Pedro de Atacama. Essa última fica na “boca” do deserto e é ponto de partida para todas as atrações do local. Decidimos que, para ter um pouco de liberdade, alugaríamos um carro.
       
      Portanto, chegando ao aeroporto de Calama fomos direto à Europcar e pegamos um carro para seguir viagem. A estrada para San Pedro é bem tranquila, apesar de ser somente uma pista ida/volta, porém se forem alugar carro fiquem atentos à cidade que tem ruas bem estreitas!
       

      Primeiro mirante que paramos o carro e nossa cara de:
       
      San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07)
      Dia 1 (17/07)
      Primeira coisa a se falar do Atacama: bebam água, muita água! A dica que nos deram e foi de ouro (quase não sentimos desidratação) foi de tomar um gole pequeno de d’água a cada 20 minutos. Portanto, não economizem nas garrafinhas!
       
      Alugamos um chalé que fica uns 3km de San Pedro em local chamado Altos de Quitor, próximo à Pukará de Quitor (mais pra frente eu descobriria o que são Pukarás, grande revelação cultural da viagem rs). Era lugar bem calmo, confortável. O quarto que pegamos é o único de casal privativo; pagamos uns US$120 pelos três dias. Mas se tiverem pensando nesse lugar, corram já pra fazer a reserva, pois tivemos muita sorte! Umas holandesas que conhecemos por lá tentaram agendar esse quarto com três meses de antecedência e já estava toma (por nós hehe).
       

      Vista da área comum dos Chalés
       
      Chegamos no fim da tarde, e queríamos aproveitar para ver o pôr do sol em algum lugar. Pegamos o carro e estávamos a caminho do Vale de la Luna. Numa entrada errada acabamos metendo o carro em um buraco e não conseguimos tirá-lo de lá. Ficamos das 17h até as 21h esperando o guincho. Nesse ponto pudemos constatar a grande amplitude térmica do Atacama, que pode variar dos 25ºC de dia até -10º a noite! Tivemos sorte de bater o carro próximo à cidade, pois poderíamos ter nos dado muito mal se fosse em algum ponto ermo do deserto. Portanto, se tiverem pensando em fazer como nós, leve em conta esse tipo de contratempo ou aluguem um carro alto 4x4.
       
      No fim, na correria e sobressaltos, mesmo com minha namorada dizendo para não esquecer de checar TUDO antes do guincho levar o carro, acabei deixando minha carteira dentro do carro o que deu uma dorzinha de cabeça extra, pois tivemos que ir até Calama novamente para conseguir resgatá-la nos dias seguintes.
       
      Chegando ao hotel, finalmente pudemos provar o quarto. É um chalé feito de madeira com banheiro dentro. Não tem calefação mas é muito bem construído, quase não se sente a friaca que tá rolando lá fora. A cama é muito confortável e munida de muitos cobertores. A internet, no entanto, quase não pega no quarto, então quando precisávamos mandar mensagens para familiares e fazer outras coisas tínhamos que ir até a área comum.
       
      Aliás, o local por ser afastado da cidade também é perfeito para ver as estrelas!
       
      Dia 2 (18/07)
      Bom, tínhamos um grande roteiro programado que foi por água abaixo por conta do contratempo do carro. Tínhamos planejado ir às Lagunas Altiplânicas, Laguna Cejar e Vale de la Luna. Só que nesse momento só tínhamos na cabeça ir à San Pedro de Atacama resolver o B.O. do carro, portanto esse dia foi exclusivamente voltado para isso e, de quebra, conhecer a cidadezinha.
       
      Quase não sentimos os 3km a pé dos Altos de Quitor até San Pedro, pois a paisagem é fantástica, além de muitas pessoas fazerem esse mesmo caminho, então você acaba fazendo várias amizades. O Atacama é um lugar bastante cosmopolita com pessoas do mundo inteiro, portanto prepare-se para usar o inglês mais até mesmo que o espanhol.
       

      Paisagem do caminho à pé dos Altos de Quitor à San Pedro
       
      Fomos direto à Europcar e o único funcionário que trabalha lá, o Francisco, foi um amor conosco e nos confortou dizendo todos os detalhes das burocracias que deveríamos fazer. Tivemos que registrar a ocorrência em um Tabelião de Notas (lá não é a polícia que faz esse tipo de documento) e levá-lo para que a franquia do seguro fosse acionada. Tivemos que pagar 750 reais e nada mais, pois o estrago parece que foi grande e ultrapassou os R$8000 do seguro que contratamos (ufa!). Como só tem um funcionário por lá e ele por vezes tem que resolver coisas em Calama, quando retornamos tivemos que esperá-lo voltar para pegar o carro substituto.
       
      Almoçamos num lugar super legal chamado “Las delicias de Carmen”; era muito boa a comida a um preço justo! Esse restaurante fica na calle Caracoles, uma das principais ruas da cidade e onde tem os principais restaurantes e pontos para cambio, o que também aproveitamos para fazer depois de comer. Também tem os mercadinhos, onde se pode comprar regalos para conhecidos e as tão cobiçadas folhas de coca pros momentos de falta de ar por conta da altitude.
       
      O cambio foi bem fácil. Trocamos tudo em dólar aqui no Brasil e levamos um pouco de pesos chilenos. Real por lá é bem desvalorizado, então não valia a pena levar. Como tinham muitos locais que trocavam um do lado do outro foi possível fazer uma bela prospecção antes de bater o martelo. Também aproveitamos pra trocar um pouco de pesos argentinos pois a cotação estava muito boa e iríamos precisar quando fôssemos para Jujuy.
       
      Depois do rolê completo pela cidade em todos os lugares possíveis, voltamos para pegar o carro reserva e voltar pro hotel, pois já estava quase escurecendo. No caminho descobrimos um caminho MUITO mais fácil de chegar aos Altos de Quitor sem passar pelas ruas apertadas, mas agora já era tarde demais, né? haha
       

      Ruazinhas lindas de San Pedro com o não menos importante Vulcão Licancabur ao fundo
       
      Dia 3 (19/07)
      Nesse dia saímos bem cedinho para ir até Calama resgatar a carteira desse ser desmiolado. Vimos o sol nascer na estrada; aliás, a paisagem do Atacama diversas vezes nos fez esquecer o perrengue que passamos com o carro de tão lindo que é!
       
      Chegamos lá, resgatei a carteira e voltamos para nosso tão esperado primeiro paseo (uhul!). Fomos ao Vale de la Luna. Você paga uma taxa pra entrar de 2500 pesos por pessoa e tem um roteiro de vários locais que pode visitar. Como fomos de carro, muitos locais pegamos vazio sem muitos turistas, o que é incrível. O silêncio ali é uma das coisas mais impressionantes que já vivenciamos, além da paisagem de tirar o fôlego! São cavernas, mirantes e formações rochosas antiquíssimas. Muitas pessoas, inclusive, fazem esse caminho de bicicleta.
       

      Vale de la Luna lindíssimo!!!
       
      Tentamos ainda fazer a Laguna Cejar na volta, mas o caminho nos deu um pouco de medo por conta do nosso trauma do carro e acabamos voltando para San Pedro para devolvê-lo. Demos um último giro pela cidade e voltamos apreciando o pôr do sol no caminho a pé para os Altos de Quitor. Se forem ficar lá, façam isso a tempo de chegar antes do sol se pôr por completo, pois esse caminho no escuro é BEM complicado sem lanterna haha
       

      Não é só de perros que é feito o Atacama: apresento-vos el zorro, uma raposinha charmosíssima do deserto
       
      [busão - Andesmar] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07)
      Já tínhamos comprado a passagem com antecedência para Purmamarca que sairia às 7:30 da manhã. Pegamos assento um bem confortável, Executivo, por 1079 pesos argentinos cada lugar por uma viagem de umas 10 horas (sem contar a parada na imigração, que nos tomou mais umas 3h). Reservamos um táxi no dia anterior para nos levar ao terminal, pois o caminho seria bem complicado com malas e à pé. Chegando à rodoviária, praticamente deserta, descobrimos que o ônibus se atrasaria.
       
      Fizemos amizade nesse meio tempo com um cachorro, um casal de suíços e outro casal francês. Tirando o cachorro que só estava interessado em cafuné, todos estávamos esperando o mesmo ônibus, então acabamos fazendo companhia um para o outro até chegar o busão.
       

      As amizades que fazemos no caminho são as mais importantes
       
      Quando fomos embarcar, além do passaporte, o motorista solicita um papel que nos deram na entrada do país, pois ele é solicitado na migração. Tomamos um pequenos susto, pois não lembrávamos dele e tivemos que perder um tempinho procurando na mala. Portanto, lembrem-se deste bendito papel e deixem junto com os documentos de fácil acesso! Rs
       
      O caminho é bastante bonito, apesar de tortuoso e cheio de altos e baixo. Passamos por várias paisagens lindas, incluindo o vulcão Licancubur! Sugiro que separem um pouco de folhas de coca se forem fazer essa viagem, pois deu bastante dor de cabeça e falta de ar e as ojas são um santo remédio nessas horas!
       
      A migração, como disse, nos tomou umas 3h a mais, pois te fazem tirar todas as malas e passar numa inspeção. Caso dêem sorte de nenhum passageiro do ônibus cair na malha fina, pode ser bem rápido (coisa de 50 minutos), mas no nosso caso encrencaram com umas pessoas que estavam levando coisas que precisavam ser taxadas.
       
      Nosso ônibus tinha como destino final Salta, então nos deixaram em Purmamarca na autopista mesmo! Tivemos até que pular um guard rail pra chegar à cidade! Haha
       

      A paisagem é de tirar o fôlego no caminho (algumas vezes literalmente! rs prepare as ojas de coca!) ãã2::'> ãã2::'> ãã2::'>
       

      No caminho também existe as Salinas Grandes, que conhecemos apenas pela estrada pois não tivemos coragem de fazer o caminho de volta! rsrsrs
       
      [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07)
      O destino final era Tilcara, e então ainda tínhamos que procurar passagens para lá. Vimos em alguns relatos que existem ônibus a cada 20 minutos, então não nos preocupamos. O problema é que não existe lugar fixo e se pega esses ônibus na autopista, dando sinal para eles pararem. Se estiverem lotados você vai de pé mesmo hehe. Por isso, cotamos um táxi e vimos que não sairia muito caro, algo em torno de 200 pesos.
       
      O taxista era um senhorzinho muito simpático e humilde e veio papeando conosco falando um pouco da quebrada de Humahuaca, que é um destino turístico, porém só de argentinos no período de férias escolares. No resto do ano, segundo ele, é um lugar bem vazio.
       
      Em uns 30min estávamos no nosso Airbnb. Os anfitriões eram um casal muito amável, o Pila e sua esposa, que tinham uma casa próximo ao centrinho da cidade. O contato foi feito pelo Nicolas, que tem vários anúncios na região de Jujuy; esse infelizmente, pelo que vi não está mais disponível!
       
      Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07)
      Dia 1 (21/07)
      Antes de mais nada, é preciso deixar claro uma coisa sobre essa região da Argentina: eles levam a siesta muito a sério. Qualquer um dos paseos que fizemos daqui até Córdoba levaram em conta que entre as 13h até as 17h nada, absolutamente NADA comercial funciona. Lembrem-sem disso! Rs
       

      Até as tias que vendem empanadas (gostosíssimas por sinal) na rua empacotam e só voltam no fim da tarde!
       
      Pela manhã tínhamos dois objetivos: trocar mais pesos argentinos e encontrar um café com wifi, pois infelizmente não tínhamos no nosso quarto. Encontramos um café local charmosíssimo chamado Mama Koka que é uma mistura de cafeteria com livraria. Foi nosso ponto de partida de manhã para todos os passeios que fizemos por lá! Eles tem um café ótimo e, pra quem é de doce, um alfajor divino.
      Café tomado fomos procurar um lugar para cambio. Foi meio difícil encontrar e, como dissemos, real por lá não tem jogo. Enquanto o dólar trocamos a uma excelente cotação de 15 pesos o real estava algo como 2,20 pesos, muito abaixo da cotação oficial inclusive.
      Tilcara, além da cidade em si, tem duas atrações interessantíssimas: a Pukará de Tilcara e a Garganta del Diablo. A primeira é a cidade dos pueblos originarios pré-colombianos e até pré-incaicos; existe uma Pukará praticamente para cada cidade, pois era o ponto mais alto desses locais, usado para proteção dessas comunidades. Já o último é uma trilha longa (algo como 8km) que no fim tem uma cachoeira e o caminho é demais!
      Nesse dia decidimos fazer apenas a Pukará. É lugar impressionante e, apesar de existir várias delas na região, essa é a única explorada por arqueólogos e com bastante informações históricas. Ela foi totalmente restaurada
       

      Pukará de Tilcara, com a charmosa paisagem cravejada de cactus
       
      Dia 2 (22/07)
      Pela manhã, San Salvador de Jujuy. Como Tílcara é um pueblo pequeno, não há um terminal rodoviário: os ônibus “intermunicipais” passam na estrada e você sobe. As passagens são compradas em pequenas guaritas em frente da estrada mesmo.
      Jujuy, capital da Província, é uma cidade “grande” perto das outras que visitamos, com estradas modernas e prédios grandiosos. Existem 2 terminais, um antigo, que parece uma 25 de março de tanto camelô e produto pirata, e um terminal novo, mais afastado da cidade. Não sabíamos disso e demos um rolê grande na cidade.
      Acabamos chegando tarde, muito próximo do horário da siesta, então vimos poucas coisas antes das porcas começarem a baixar no centro inteiro. Começamos pela Basilica de San Francisco y Museo de Arte Sacro que pra quem curte história da igreja e arte sacra vale bastante a pena! Depois passamos na Casa de Gobierno de Jujuy; aqui pode ser um passeio meio frustrante se não tiver um pouco de contexto histórico, pois a única sala aberta à visitação é uma que reúne as bandeiras de todas as províncias e tem em exposição a primeira bandeira feita pra Argentina, logo após da da Independência lá na década de 1810. O norte argentino é cheio recheado de história, principalmente porque Buenos Aires foi uma capital “criada” pela ausência de saída para o mar, mas o centro econômico e militar na época da independência estava na região norte. Tendo isso em mente a experiência com certeza vai ser bem interessante!
       

      Bandeira oferecida pelo Gal. Belgrano à Jujuy
       
      Ao fim da tarde, pegamos um ônibus para Purmamarca. É um pueblo pequeno mas maravilhoso para comprar regalos, tirar fotos com alparcas e comer empanadas feitas na hora. Fomos até o ponto mais alto da cidade, de onde vimos um pôr do sol lindo, ao custo de 3 pesos por pessoa! Leve sua “termo” e sua yerba mate e curta a paisagem! É aqui que pode-se ver o Cerro de los Siete Colores, absolutamente "maravichooso".
       

      Cerro de los siete colores
       
      “Pegamos a manha” do trajeto e voltamos para Tílcara de bus mesmo, mais barato e divertido!
      Nesse dia comemos carne de LHAMA, prato típico! Além disso, uma coisa diferente que vimos é que o pessoal concentra muito os horários, então a cena começa muito tarde mas acaba muito cedo, então tudo fica cheio.
       
      Dia 3 (23/07)
      Pela manhã, pegamos a mochila, protetor solar, garrafas d’água, óculos e fomos na Garganta del Diablo! É uma subida na montanha bem intensa, porém segura. De carro, são 10km e a pé existe uma trilha menor (4km, eu acho). Há uma cachoeira linda e uma passeio muito tranquilo. Ótimo local para fotos e descansar e encarar os km de caminhada de volta. Não se esqueçam de levar tênis extras, pois nessa trilha é necessário cruzar o rio várias vezes e pode ser que se molhe um pouco!
      Voltamos à casa onde estávamos hospedados, tomamos um banho e fomos passear em Humahuaca, outro pueblo encantador!
       

      Companhia na subida para a Garganta
       
      Esse é o último lugar que compramos artesanias por preços justos e que ajudavam o sustento dos locais mesmo. Existe ainda a possibilidade, por meio de carro ou paseos agendados com companhias de turismo, de conhecer de perto a http://Serranía de Hornocal que conta com mais colores ainda que aquelas vistas em Purmamarca, dizem 14 no total. Da cidade de Humahuaca é possível vê-lo de longe, mas tem como chegar bem perto! hehe
       

      Humahuaca e a vista ao fundo da Serranía de Hornocal
       

      Este pueblo no se vende!
       
      [busão - Balut] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07)
      Novamente voltamos para a Ruta, mas dessa vez pegaríamos o busão que nos levaria para Salta. Compramos pela Balut um semi-cama, confortável porém com menos espaço pras pernas, o que significava ficar meio esmagado com as malas (preferíamos irmos com elas do que despachá-las, precaução por conta das tretas do começo da viagem rs). A viagem durou umas 4h sem qualquer intercorrência e nos custou um máximo de 200 pesos por pessoa.
       
      Dia 1 (25/07)
      Ficamos no hostel La Covacha, em um quarto de casal bem espaçoso e arejado, com banheiro coletivo no andar. O chuveiro tinha água complicada, mas o prédio tinha acesso ao topo do prédio, que era uma vista muito bonita da cidade. Pagamos cerca de 900 pesos por duas diárias, agendadas pelo booking e pagas quando fomos embora do hostel.
      A cidade lembra muito uma cidade de São Paulo de interior, porém grande. Tem um parque na cidade que parece o Ibirapuera, calçadões e zonas de comércio amplas e iluminadas.
      O grande destaque da cidade vai para o Museo de Arqueología de Alta Montaña onde é possível descobrir um pouco sobre cultura andina e ver as fantásticas 3 múmias Incas encontradas e impressionantemente bem conservadas. É de arrepiar!
       

      As famosas múmias de Salta. Infelizmente não se pode sacar fotos, então essa não é minha rs
       
      Não ficamos muito na cidade, que além do museu e alguns passeios em igrejas (tentamos ir em todas da cidade rs) não nos encantou tanto. Deixamos, no entanto, a dica de um restaurante chamado El Charrúa onde enchemos o bucho com uma parrillada espetacular!
       

      Aqui nesse ponto já não é tão necessário, mas se precisar da pra comprar um saco cheio!
       
      [busão - Andesmar] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dias 26/07 a 29/07)
      Fizemos o caminho até Tucumán pela Andesmar. Inicialmente iríamos ficar mais tempo em Salta, mas por conta da cidade em si e a perna muito longa dali até Córdoba, onde pegaríamos o avião de volta para o Brasil, decidimos quebrar a viagem.
      Viagem de 4:30 tranquila, um pouco mais cara que a anterior, apesar de pegarmos assentos comuns: em torno de 370 pesos para cada.
      Pegamos um AirBnb que consideramos a nossa melhor estadia de todos os tempos! O apartamento da Graciela tem sala conjugada com a cozinha, banheiro e quarto, num preço surpreendente! Hoje está R$83 a diária, o que ainda é um ótimo preço, mas na época pagamos um pouco menos por sermos praticamente seus primeiros hóspedes.
      O bairro fica bem próximo ao centro comercial, porém não no meio da “confusão”, com ótimas opções de comida, mas já no fim da viagem estávamos tentando economizar, então compramos comida no mercado e comemos no apartamento.
       
      Dia 1 (27/07)
      A cidade em si também não tem lá muuuuitos atrativos turísticos, mas é um local bastante agradável e, somando ao apartamento da Graciela, nos sentimos como se estivéssemos em casa, comprando alguns vinhos e mate para rebater o frio do inverno.
       
      Tucumán foi a grande cidade da época da independência, então no primeiro dia fomos até à Casa de Tucumán, conhecida como o local onde rolou o Congresso de 1816 que oficializou a união de todas as províncias como independentes. Calhou inclusive de estarmos lá na época e no mês do bicentenário dessa data, então estavam rolando algumas atividades excepcionais. Nesse dia também aproveitamos para ir no Museo de Arte Sacro.
       

      A arte sacra pode ser muito assustadora também
       
      Também foi o único dia que fomos a um restaurante, por isso escolhemos a dedo (mentira, entramos no primeiro que pareceu legal). Definitivamente o El Portal foi uma das empanadas mais gostosas que comemos na viagem toda, feita em forno a lenha e na hora, além do aspecto do local, super rústico e “roceiro”; vale a pena separar um tempo pra passar lá!
       
      Dia 2 (28/07)
      No dia seguinte começamos bem lento, tanto que nem nos preocupamos em acordar cedo para não esbarrar com a siesta. Passeamos calmamente pela cidade, aproveitando inclusive que nunca tínhamos ido à um Cassino (decepcionante! rs), além de um passeio pelo parque e pelo Museo de la Industria Azucarera que fica no Parque 9 de Julio. Esse museu é pra gente lembrar que Argentina não é só gado e mate, tem presença forte dos engenhos de cana por essa região.
       

      Além disso tudo, a cidade tem lindos pés de mandarinas/tangerinas por todo lado!
       
      Terminamos o dia no Museo Folklorico Provincial, local bem simples mas com uma sala dedicada à Mercedes Sosa, cantante tucumana que adoramos e tivemos uma surpresa agradável com essa exposição.
       
      Aqui também é um bom lugar pra comprar regalos. O doce de leite tucumano é muito bom, eles tem cuias lindíssimas de mate e o alfajor de miel de caña, especialidade da cidade, é particularmente muito bom!
       

      Mas estávamos já bem lento nessa etapa da viagem, querendo descanso e mate quente
       

      Ni una menos!
       
      [busão - El Practico] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07)
      O último trecho de ônibus fizemos pela Companhia El Practico. Por ser a última perna, quisemos ir de Executivo, com mais conforto; foram 7 horas de viagem por aproximadamente 830 pesos por pessoa. Novamente, viajamos sem muitos sobressaltos uma estrada bastante tranquila.
      Como já estivemos em Córdoba uma vez, escolhemos o certeiro apê do Federico, que tem cozinha, quarto e banheiro e é super arrumadinho! O apartamento fica no bairo do Guemes, pertíssimo do centro, porém marcado pela vida noturna, barzinhos e shows pra todo lado.
      Quando chegamos estava rolando uma feirinha de artesanías na praça ao lado do apartamento e, apesar da canseira da viagem, descemos para jantar e demos uma volta por ali!
       
      Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07)
      Dia 1 (30/07)
      Ficamos um dia em Córdoba, que é uma cidade agitada, mas com seu charme bucólico, por ter diversas igrejas do período colonial e jesuítico; pra quem curte é um prato cheio! Como já conhecíamos os arredores (para mais detalhes, ver nosso rolê de 2015), decidimos pegar fazer o passeio do Tren de las Sierras que tem como destino final uma cidadadezinha chamada Cosquin. A cidade em si é bem pequena e não tem muitos atrativos, mas a viagem vale pela paisagem do caminho sendo o grande astro o trem.
       

      Paisagem do caminho para Cosquin!
       
      Saímos bem de manhãzinha (pegamos o primeiro trem) e voltamos ainda a tempo de uma última empanada. Como conhecíamos a cidade, já tínhamos destino certo: a Empanaderia La Alameda. A empanada de lá é simplesmente divina e, acompanhado com um jarro de Fernet-Cola (que é um insulto ir à Córdoba e não tomar rs) foi “até logo” perfeito para essa cidade que ganhou nosso coração.
       

      Ambiente agradável do La Alameda
       

      Última visão das charmosas ruas de Córdoba (pelo menos nessa viagem!)
       
      [Aéreo - LATAM] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07)
      Hora de, infelizmente, voltar. Existiam voos diretos da LAN que faziam o trajeto Córdoba - São Paulo, mas nós encontramos voos de mesmo valor que faziam escala no Aeroparque. Buenos Aires é linda, é cosmopolita, tem belíssimas atrações turísticas, mas como diria aquele filme, “Eu só vim pela comida”! O que queríamos não estava na Calle Florida, nem no passeio na Casa Morada… estava a 20 metros da entrada do aeroporto: CHORIPAN da Costanera! O lanche tradicional é vendido no trailer em frente do aeroporto e é um pão com linguiça e no balcão ficam disponíveis tigelas com chimichurri, pimentas, molho de queijo, cebola… sim, fizemos escala na cidade só pra passar numa barraquinha de comida. ¡Che, no tengo remordimientos! Porém, o Aeroparque estava sob forte neblina e o avião foi pro Ezeiza, do outro lado da cidade. Mas tínhamos umas 4 horas de sobra, então deu tudo certo (e sim, comemos nosso choripán!), voltando de barriga cheia e felizes!
       

      E um último "até logo" pra costanera cinza enquanto nos empanturrávamos com o Choripán!
    • Por marciog18
      Como eu já li vários relatos de viagem aqui no site do Mochileiros, resolvi também compartilhar um pequeno relato da última viagem que fiz.
      A viagem completa durou 17 dias no total. Sintam-se à vontade para comentar e perguntar. Sobre mim: tenho 30 anos, moro no Rio Grande do Sul e já fiz algumas viagens por aí.
      CLP significa pesos chilenos, BOL significa bolivianos e USD significa dólares.
       
      2/1/15 – Voo Porto Alegre – Guarulhos – Santiago
      3/1/15 – Voo Santiago – Calama e Transfer para San Pedro de Atacama
      4/1/15 – Passeio Vale de la Luna
      5/1/15 – Passeio Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas
      6/1/15 – Geisers El Tatio
      7/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 1
      8/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 2
      9/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 3
      10/1/15 – Travessia ao Salar de Uyuni – dia 4 – chegada em San Pedro de Atacama
      11/1/15 – Voo Calama – Santiago e Bus de Santiago a Valparaíso
      12/1/15 – Valparaíso
      13/1/15 – Passeio em Viña del Mar
      14/1/15 – Bus de Valparaíso a Santiago
      15/1/15 – Santiago
      16/1/15 – Santiago
      17/1/15 – Santiago
      18/1/15 – Voo Santiago – Guarulhos – Porto Alegre
       
      Saí no dia 2 de janeiro de 2015 de Porto Alegre. Como não deu pra encaixar o voo pra Calama no mesmo dia, passei uma noite no Don Santiago Hostel. É um hostel pequeno e simpático, só que não fica tão perto da Plaza de Armas, por isso, fiquei em outro hostel na semana seguinte. A vantagem é que fica próximo à Avenida principal de Santiago e ao ponto final do Centropuerto (bus do aeroporto) 1.500 CLP o trecho. Levei uns poucos pesos para o primeiro dia e o restante em dólares. Troquei na Rua Agustinas, cotação razoável. Vi que o real estava meio desvalorizado 1 R$ = 200 CLP. Por isso, acho que foi uma boa ideia levar USD: 1 USD = 608 CLP.
       
      No dia 3 continuei a viagem para San Pedro. O voo da Lan comprei direto no site chileno deles, que é mais barato do que comprar pelo site da Tam. Chegando em Calama, eu já havia reservado um Transfer com a TransLicancabur 20.000 CLP (ida e volta). Eu acho que foi a melhor escolha, porque às vezes vale a pena gastar um pouco a mais para ter mais praticidade, agilidade e conforto.
      Cheguei em San Pedro e logo percebi que a cidade estava cheia de brasileiros. Lotada mesmo. E muitos deles fazendo o primeiro mochilão ou primeira viagem internacional. Fiquei no Hostel Mamatierra e gostei bastante. Fica a 10 minutos a pé da rua principal Caracoles, tem um mercadinho ao lado (frutas, pão, frios, chocolate, cerveja etc). Eles fazem café da manhã para quem sai mais cedo para os passeios, mas é necessário solicitar. O único ponto negativo é que as paredes de barro são finas e é possível ouvir o pessoal saindo cedo (4h30, 6h ou 7h) para os passeios. Um casal de brasileiros (no hostel) me recomendou (pré) reservar logo o passeio do Salar de Uyuni. Acabei fazendo isso com a World White Travel e mais adiante contarei mais detalhes

    • Por Thalita Salgado
      Bom, muita gente já escreveu sobre esse mochilão... então nem vou detalhar mto, vou colocar só minha impressão, o que eu mudaria, e os valores referentes a Julho/Agosto 2017. Fiz algumas tabelas para resumir tudo:
      1.       Cronograma
      2.       O que comprei antes/gastos básicos médios (pq não lembro, nem anotei tudo, e também comprei muito artesanato, bebi, sai hehe). Não coloquei os gastos com alcool, nem artesanato;
      3.       Os passeios que fizemos, agências e valores;
      4.       Hosteis que ficamos;
      Levei em dólar tudo em dinheiro vivo espalhado pelo porta dolar e um sutia e short com bolsos internos. Levamos 1000 dólares cada um. Câmbio na data: Atacama (1 Dólar = 650 CLP); La Paz (1 dólar= 6.94 bol); Cusco ( 1 dólar = 3.24 soles); Lima (1 dólar = 3.23 soles). 
       
      Horário voo,bus
      DATA
      DIA
      LOCAL
      PROGRAMA
        avião (LATAM)
      21h50-01h10(STG);
      15/jul
      sabado
      SP-Santiago
      -
      CHILE
      avião  (LATAM)
      10h00- 12h00(CLM)
      16/jul
      domingo
      STG-Calama
      -
       
       
      16/jul
      domingo (tarde)
      San Pedro do Atacama
      Vale de La Luna
       
       
      17/jul
      segunda
      San Pedro do Atacama
      Cidade (manhã); Lagunas Escondidas (tarde); Tour Astronômico (noite)
       
       
      18/jul
      terça
      San Pedro do Atacama
      Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas
       
       
      19-21/07
      quarta, qui, sex
      Uyuni
      Tour Salar Uyuni
      BOLIVIA
      Onibus (Todo Turismo)
      20h
      21/jul
      sexta
      Cidade Uyuni/Indo para La Paz
      -
       
      5-6h
      22/jul
      sábado
      La Paz
      Mercado das Bruxas e arredores
       
       
      23/jul
      domingo
      Downhill
       
       
      24/jul
      segunda
      Mirador Kili Kili, Centro, Teleférico, Plazas, etc
      avião (Peruvian)
      10:29
      25/jul
      terça
      La Paz-Cusco
      "Free" Walking tour a tarde
      PERU
       
       
      26/jul
      quarta
      Cusco - Vale Sagrado
      Vale Sagrado (paramos em Ollantaytambo)
      trem (Inkarail)
      19h27
      26/jul
      quarta
      trem Ollantaytambo-MP (Águas Calientes)
      -
      trem (Perurail)
      16H22
      27/jul
      quinta
      Macchu Picchu+ trem volta Cusco
      MP
       
       
      28/jul
      sexta
      Cusco
      Ruínas Sacsayhuaman
       
       
      29/jul
      sabado
      Cusco
      Mercado San Pedro, Bairro San Blas, museu Inka
       
      Iríamos para Huaraz, mas voo foi cancelado 2x
      30/jul
      domingo
      Cusco
      Cidade  
       
      31/jul
      segunda
      Cusco
      Cidade
      avião (LCPeru)
      10h00
      01/ago
      terça
      Lima
      Shopping Larcomar e um pouco Miraflores
       
       
      02/ago
      quarta
      Lima
      "Free" Walking tour manhã (Centro Histórico) e tarde (Barranco); Circuito Mágico das Águas (noite)
       
       
      03/ago
      quinta
      Lima
      Igreja/Convento São Francisco, Parque do Amor, Miraflores
       
       
      04/ago
      sexta
      Lima
      Ruínas Huaca Puclana e artesanatos
      aviao (LATAM)
      00h00
      05/ago
      sabado
      Lima
      Cidade
          06/ago
      domingo
      Lima-SP
          2)
      O que?
      R$
      Comprei no Brasil?
      Passagem (GRU->STG->Calama; Lima->GRU)
      1500
      SIM
      Seguro Saúde (Mondial)
      225
      SIM
      Transfer Calama -> SPA (10.000 CLP)
      71
      NÃO
      Onibus Uyuni->La Paz (Todo Turismo)
      131
      SIM
      avião La Paz->Cusco
      515
      SIM
      Ingresso Macchu picchu
      158
      SIM
      Trem Macchu Picchu (ida e volta)
      541
      SIM
      Ônibus de Águas Calientes até entrada do parque MP (subida e descida- 24 DOLARES)
      82
      NÃO
      Avião Cusco->Lima (LCPeru)
      293
      SIM
      IOF cartão
      106
      -
      Hospedagem
      1000
      -
      Comida
      600
      -
      Total
      5222
      -
       
      3)
      PASSEIOS
      LOCAL
      QUAL PASSEIO
      $$
      Agência
      Atacama (CLP)
      Vale de la Luna
      10.000 (agência)+ 3.000 (entrada)
      Towanda
      Lagunas Escondidas
      15.000 + 5.000 (entrada)
      Tani Tani (preço menor pq fizemos os 2 com eles)
      Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas
      28.000 + 3.000 (entrada)
      Tour Astronomico
      20.000
      Space Orbs (reservei por email antes, mas paguei lá)
      Salar Uyuni (CLP)
      Tour Uyuni saindo do Atacama (3 dias, 2 noites)
      100000 (CLP) + 230 bol (banheiros, entradas, snacks, banho quente)
      White Green
      La Paz (bolivianos)
      Downhill, bicicleta média. Tem uma por 400 e outra por 600
      480 + 50 (entrada)
      Xtreme
      Cusco (novos soles)
      "Free" walking tour
      10
      Sai em 3 horários da Plaza de Armas, o preço sugerido é 10 soles, mas você pode dar quanto quiser
      Vale Sagrado
      20 + 130 (boleto turístico completo, comprado no Ministério da Cultura)
      Uma na Av do Sol, em frente ao Minist da Cultura, mas qualquer uma é esse preço sem almoço
      Guia Macchu Picchu (acertei com 1 na entrada do parque, por 2 horas)
      20
      -
      Águas Termales (Águas Calientes)
      20
      Fácil de achar, mas não vale a pena.
      Ruínas Sacsayhuaman
      Incluso no boleto turístico
      Fiz sozinha, dá para ir a pé, assim como outras
      Museu Inka
      15
      Só ir
      Rainbow Mountain
      60-80
      NÃO FIZ
      Humantay
      100-120
      Maras e Moray
      20-25
      Lima (novos soles)
      "Free" walking tour de manhã pelo centro histórico, e de tarde pelo bairro Barranco
      10 (5 para cada período)  + 2.5 para ônibus (como são 2 idas e 2 voltas = 10 soles de ônibus)
      Saem da frente do Mc Donalds no Miraflores as 10/10h30; e de tarde saem do Centro (Plaza de Armas) as 15h e do Miraflores 14/14h30
      Ruínas Huaca Puclana
      12 ou 15
      Fui a pé mesmo e paguei a entrada com guia (obrigatoriamente)
      Igreja/Convento São Francisco
      15
      Fui a pé mesmo e paguei a entrada com guia (obrigatoriamente)
      Circuito Mágico de Águas no Parque da Reserva
      5 a 10 soles (não lembro)
      Fui de ônibus Metropolitano (2.5 soles trecho)
       
      4)
      LOCAL
      DIÁRIAS
      Hostel Casa Flores
      $$ (dólar)
      Quarto - tipo
      San Pedro do Atacama
      3
      Hostel Casa Flores
      189
      Quarto com duas camas, banheiro. Café bom incluso.
      La Paz
      3
      Hostal Iskanwaya
      120
      Quarto com duas camas, banheiro. Café excelente incluso.
      Cusco
      4
      Puriwasi Hostels
      318 soles
      Quarto misto 4 camas, banheiro compartilhado. Café bom incluso.
      Aguas Calientes
      1
      El Tambo Macchupicchu
      35
      Quarto com cama de casal, banheiro. Snack preparada de manhã inclusa.
      Cusco
      2
      Hostel Margarita
      100 soles
      Quarto com duas camas, banheiro compartilhado. Café meia boca incluso.
      Lima
      4
      Inca Life
      140
      Quarto com duas camas, banheiro. Café bom incluso.
      O que levar: bom, eu e meu irmão somos bem simples e econômicos, e lavanderia lá é muito barato (La Paz, 10 bol/Kg; Cusco 2,5 soles/Kg), então levamos coisas para 8 dias de uso (contamos que em ambos os desertos iria ser osso lavar roupa, mas se vc não for para algum dos desertos dá para levar menos ainda). Também pesamos antes para levar como bagagem de mão, para evitar extravio, e funcionou, o limite da LATAM é de 10Kg. Importante lembrar que fomos bem no inverno, então quem vai no verão não precisa levar várias coisas. As roupas térmicas etc comprei na Decathlon, e olha, passamos frio umas 3 vzes usando tudo, então não esperem coisas muito quentes com o preço que se paga lá hahaha.
      ·         1 casaco corta-vento;
      ·         1 casaco pluma para frio;
      ·         1 blusa fleece;
      ·         2 calças térmicas;
      ·         2 calças jeans;
      ·         1 calça corta vento e forrada para frio;
      ·         1 legging;
      ·         2 blusas térmicas (varia só 1);
      ·         7 camisetas de corrida (levaria umas 5 ou só 8 blusinhas no total);
      ·         4 blusinhas de algodão para sair (usei todas pq em Cusco eu não fiz mts passeios, curti como um Carnaval rs);
      ·         6 pares de meias normais (levaria uns 4);
      ·         2 pares de meias térmicas;
      ·         1 meia calça quente;
      ·         1 pijama quente;
      ·         1 luva quente;
      ·         1 cachecol (não usei);
      ·         1 viseira de corrida;
      ·         1 óculos escuros;
      ·         Kit higiene -todos com 100mL: shampoo, cond, creme de pentear, desodorante, hidratante, protetor solar (labial e corporal), soro fisiológico ( normal e em gel, usei muitooo o em gel nos desertos);
      ·         1 saco de dormir (não levaria, pois só usei no Uyuni e as empresas fornecem, se você pedir);
      ·         1 bota/tênis para trilha;
      ·         1 chinelo;
      ·         1 biquini;
      ·         1 toalha seca rápido;
      ·         Kit farmácia (vou por só o que usei): paracetamol (dor de cabeça), multigrip, imosec (dor de barriga), própolis, vitaminas (para evitar resfriados tomávamos esses 2 últimos todos os dias), 1 para enjoo de viagem (Não pode ser o Dramim, pq ele diminui a frequência cardíaca, eu fui num médico para falar da viagem); lenços umedecidos (muito úteis em banheiros, e no Uyuni).
      (editado) esqueci de mencionar que é realmente importante a Mochila de Ataque, levei uma pequena de escola mesmo, pq vários passeios são o dia todo, e a temperatura muda mt ao longo do dia, vc tem q levar protetor, água, lanches, casaco, etc etc. 
      Comentários sobre os hostel que ficamos: Reservei todos pelo booking.com e paguei lá e em dólar, pq não cobra imposto (exceto o Margarita de Cusco, pois foi devido ao cancelamento do voo). Não precisa mesmo reservar antes, mas eu acho muito chato chegar num lugar e procurar o lugar que  vc vai dormir. Todos eram muito bem localizados. Em Cusco e Lima há mais baratos, e o táxi em Cusco é mt barato, então até compensa ficar em um mais longe. Esse preço alto foi pq quase todos eram quartos privados, e isso encarece bastante o gasto com hospedagem. Dá para gastar bem menos, até mesmo pelo booking.com. Eu gostei de todos, e em Cusco eu me diverti tanto que me arrependi de não ter ficado em hostel badalado em Lima. 
      No geral: eu ficaria mais no Atacama, eu e meu irmão achamos maravilhoso, ficaríamos uns 5/6 dias cheios lá facilmente (foda que é o local mais caro); La Paz acho que é rota, não tem como fugir, mas não gostamos, 3 dias foram suficientes, e o Downhill é obrigatório para quem passa por lá (é muito legal); Cusco eu amei de paixão, adorei o voo ter sido cancelado (se forem de avião não peguem a empresa LCPeru, foi mt desorganizado, e o mesmo voo cancelado 2 vezes lá na hora, terrível), tem milhões de coisas para fazer na cidade, passeios, a comida é barata, tem muitas baladinhas e bares; Lima eu só ficaria 2 ou 3 dias (mas isso é pq eu não gosto de turismo em cidade grande). Eu queria muito ter ido para ICA e Paracas (mas a grana tinha acabado). O avião de La Paz para Cusco é um gasto necessário só se vc tiver pouco tempo e não quiser conhecer o lago Titicaca (dizem que é muito legal, eu se tivesse planejado mais dias na Bolívia, teria ido de bus nesse trajeto para conhecer Copacabana, Puno, etc). Lavanderia é mais barata nas ruas que nos hostel. Todos os passeios que eu fiz eu gostei, exceto Águas Termales em Águas Calientes. Todos os lugares vc vai precisar comprar água e levar aos passeios, uns lanches é bom também, só veja quais passeios já tem almoço ou snack para não levar à toa. Altitude: é bom planejar sua viagem com uma adaptação de 2 a 3 dias nas alturas hehe e de preferência crescente. Resumidamente as altitudes são: SPA (2300m, alguns passeios vão perto dos 5000m), Uyuni (perto do Chile chega a 5200m, perto da Bolivia é 3400m), La Paz (3600m), Cusco (3400m), Macchu Picchu (3000m acho).  
      Por local, resumidamente:
      Atacama: fomos de avião de Santiago a Calama, e lembro que ficou uns 150 reais mais caro só (já comprei na mesma passagem pela LATAM). O transfer não é necessário agendar. Fui de Moviltour, e no desembarque tem um tiozinho que fica oferecendo, esperei uns 10min para ir, são 2 horas até San Pedro do Atacama (SPA), e deixam no seu hostel. Assim que chegamos (16/7, 14h30) já fizemos o passeio Vale de la Luna (muitoooo legal), sai às 15h até umas 18h30. Depois jantamos nas Delicias da Carmen na Rua Caracoles (rua das agências, casas de câmbios, tudo), rest maravilhoso, mas meio carinho (por volta de 9.000 CLP o menu – entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho), dizem que tem um Delicias da Carmem para os locais com preços mais acessíveis, mas não fomos. Nos outros dias, comemos nas barraquinhas que os locais comem, e é mto maravilhosa a comida (é na rua da chegada dos ônibus, rua de trás do mercado de artesanato, inclusive aqui há loja para água beeeem mais barata), era 3.800 CLP entrada e prato principal mtooo bem servidos.


      17/7: de manhã conhecemos SPA, e de tarde fomos a Lagunas Escondidas (muito lindo, há um lanche no por do sol com Pisco rs), de noite fizemos o Tour Astronômico às 20h (tem dois horários, 20h e 22h, e dura 2 horas, mas como é muiiiitoo frio, aconselho ir no mais cedo e com todas as suas roupas hehe) pela Space Orbs (reservei por email antes, mas tem que pagar até 15h do mesmo dia), dizem que essa empresa é a que tem os melhores telescópios, e é a mais técnica nas explicações, e acho que é vdd, pq me senti numa faculdade de astronomia haha, só que ela não tira foto que nem outras empresas, ai vai de cada um; nós amamos, independente de qual empresa, esse é um passeio imperdível no Atacama (ele não ocorre nas noites de lua cheia).

       
      18/7: dia todo no Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas: uns dias antes havia tido uma nevasca, então as lagoas estavam congeladas haha mas achei muito legal andar sobre uma lagoa congelada, os lugares desse passeio são maravilhosos, e chega a altitudes de 4200m; desde o dia anterior já começamos a tomar chá de coca durante o dia, e comer a bala de coca e não sentimos nada além de dificuldade leve de respirar. No Atacama, como eu disse, há milhões de passeios nos arredores, cabe você elencar os que cabem no seu orçamento e cronograma; alguns que existem e não fizemos: Salar de Tara (50.000 CLP, o dia todo), Laguna Cejar (18.000 CLP, de tarde), Geisers del Tatio (não lembro qto, mas de manhã), Termas Puritana (1 período, manhã ou tarde), etc.


      Salar do Uyuni: conheci gente que saiu do Atacama de ônibus para a cidade de Uyuni (10.000 CLP) para fechar agência lá que é mais barato. Como não tínhamos esse tempo, e a diferença é em torno de 100/150 reais pelo que li nos relatos, nem cogitamos isso. Talvez para economizar, você pode fazer o roteiro inverso do que eu fiz, começar no Peru (eu fiz esse para ir acostumando com a altitude antes do Peru, mas não sei se foi a melhor escolha, pq depois de uns 2 dias vc se acostuma. Fato é que depois do 1 dia do Uyuni eu nem tomei mais coca, pq meu corpo realmente não sentia mais nada em relação a altitude, meu irmão também). Eles aconselham a levar 200 bolivianos para ingressos em parques dentro do Salar que não inclusos no pacote (acho que em 2, não lembro), e banheiros (todos são pagos com 1 ou 2 bol, leve trocado. Em SPA tem bol para vender.
      Fechamos com a empresa Cruz Andina o tour de 3 dias e 2 noites, mas fomos realocados (sem saber) para o grupo da empresa White Green. Dizem que empresas de bolivianos tem menos problema para fazer esse tour saindo do Chile, eu não vi nenhuma outra tendo problema, mas acreditei e escolhi uma boliviana (ambas eram). Bom, acho que todos sabem esse roteiro, mas importante falar que há 2 caminhos para atravessar o Uyuni: um com mais formações rochosas (o que fizemos, sem escolher, os outros gringos que nos contaram que eles escolheram esse caminho), e um com mais lagoas. Eu amei todo o passeio, lugares magníficos. O 1 dia passamos um pouco mal pq chegamos a 5200mts (dor de cabeça, e enjoo), mas nada que um Paracetamol e um de enjoo não melhorasse. No 1 dia, você passa por várias lagoas, e nada nas águas termais, de noite dormimos num abrigo malemá, e confesso que estava tão frio que eu nem quis testar como era o banho; esse foi o único dia que usei o saco de dormir, e como eu disse a empresa e o abrigo ofereciam também. No segundo dia, passamos por lugares com muitas pedras diferentes, surreal de lindo, e uma lagoa tb (eu até emocionei de tão linda, chamava Laguna Negra), e dormimos em um hotel de sal, confortável, com banho quente, e jantar excelente, até com vinho (isso eu reparei que outras empresas não tinham, mas gde coisa tb rs). No terceiro dia, saímos às 5h para ver o nascer do sol na Ilha de Cactos no meio do Salar, e meu irmão, que frio foi aquele¿¿¿ E olha que já morei nos EUA, mas aquele frio, nunca senti nada igual na vida. E ficamos no Salar de sal tirando fotos, brincando (o guia leva várias coisas haha) um bom tempo. O passeio termina com almoço na cidade de Uyuni umas 14h30, onde comi a carne de lhama (parece de vaca, mais macia). Os lugares mais altos são perto do Chile, então se você sai do Atacama, pegará as altitudes maiores no 1 dia, e o contrário se sair da Bolívia. Deixamos a mala no office da Todo Turismo (já tinha comprado pela internet passagem, há outras empresas mais baratas, mas essa é a mais requintada: janta, café da manhã, cobertor, calefação excelente, poltrona confortável, office com wifi e cadeiras e chá, café, bem turística rs), e fomos procurar um local pra descansar e tomar um banho na cidade de Uyuni: fechamos um quarto por 3 horas por 50 bolivianos, e o banho era só de 7min e desligava energia automaticamente kkkk nossa, nos arrependemos muito, pq só o banho é 15 bol e vc pode ficar no office da empresa, enfim, besteiras de viagem. Chegamos em La Paz umas 6h do dia seguinte, e nós tomamos o remédio pra enjoo e apagamos brutalmente.


       



       
      La Paz: assim como Cusco, o táxi lá vc negocia o preço antes. Pagamos 15 bol da rodoviária até o Hostel, que era bem do lado da Rua Sagarnaga. A Rua Sagarnaga é onde tem casas de câmbio, agências, e é perto dos artesanatos. Esse hostel que a gte ficou tem check-in as 8h, e ainda entramos antes, foi ótimo. La Paz é mto pobre, as pessoas são meio mal humoradas. É triste. Ao mesmo tempo é exótico. No primeiro dia, dormimos e depois fomos no Mercado de Bruxas e de Artesanatos (a perdição), e torramos uma grana lá (a qual eu não havia me planejado para torrar, ainda bem que a comida barata em toda a viagem deu folga para isso). Também andamos pelas plazas: Murilo, São Francisco, e fechamos o Donwhill para o dia seguinte na empresa Xtreme. Apesar de ser a melhor empresa (por tudo que li), a bicicleta do meu irmão quebrou, não sabemos se foi pq ele caiu ou se ele caiu pq quebrou, então ele realmente é um sobrevivente da Estrada da Morte haha. Enfim, eles tinham uma reserva na van mais simples e meu irmão disse que a média que pegamos realmente era mais confortável (480 bol). O segundo dia todo foi no passeio Downhill: vc vai na empresa às 7h, e de van vai até um topo (4.700m), tem café da manhã, veste as roupas apropriadas dadas pela empresa, testa a sua bike, e desce os primeiros 22Km numa estrada asfaltada (passando carro, caminhão hehe, mas eles estão acostumados e passam longe, devagar, etc); dps desce mais 33Km no Caminho da Morte propriamente dito, que é de terra e com pedras (alguns trechos com mais, outros bem de leve). Dizem que não passa mais carro lá, mas passa sim, eu inclusive cruzei vans 3 vezes, e os guias nos disseram que estava tranquilo o movimento pq era domingo. São 2 guias + a van que vai seguindo, 1 guia smp na frente, o outro smp atrás da última pessoa (isso é bom, ngm te apressa, vc vai no seu ritmo). Eu achei bem adrenalina haha e olha que eu fui devagar, só tirava a mão do freio qnd não tinha precipício do meu lado. Mas a paisagem e essa adrenalina vale a pena demais, eu faria de novo, com ctza. Eles vão parando, tirando foto, tem um lanche no caminho, e dps vc acaba a estrada num hotel com buffet livre, piscina, a 1300m, calor, é maior delícia. Volta na van e chega em La Paz umas 18h/19h, ganha uma camiseta de sobrevivente haha e um CD com fotos e vídeos que um dos guias fica fazendo durante o trajeto. No terceiro dia, decidimos conhecer a cidade por conta, e por transporte público. Foi bem fácil e legal conhecer a loucura do dia a dia de lá. Conhecemos Mirador Kili Kili, andamos de Teleférico (como turismo mesmo), umas plazas lá, compramos mais artesanatos kkk. No dia seguinte, voamos para Cusco com a empresa Peruvian (ótima, deveria ter ido de Cusco a Lima com ela).


       
      Cusco: primeiro dia, fomos no Free Walking Tour com um cusquenho, foi mto legal, ele até ensinou um pouco de quéchua pra gte, mostrou umas ruelas bem legais, fora o básico de um tour da cidade a pé. Sai da Plaza de Armas, acho que era 16h, e pagamos 10 soles. O tour de carro/van conhece umas ruínas um pouco mais longes, mas 1 delas inclusive eu fui sozinha hehe então optei por não fazer esse tour, mas é cerca de 30 soles + Boleto turístico (o mesmo). Perto da Av do Sol, do lado da Plaza de Armas, onde há o Ministério da Cultura (para comprar boleto turístico e ingresso Macchu Picchu, caso não tenha comprado), há diversos restaurantes com menus de 6 a 15 soles. Fechamos o passeio do Vale Sagrado por 20 soles sem almoço para o dia seguinte, com uma agência na Av del Sol (qual agência vc fecha tanto faz, pq elas se juntam nos passeios).
       

      Segundo dia: Ás 9h (ou 8h rs) estávamos na frente da agência, e fomos num micro-onibus para o Vale Sagrado. Nesse passeio vc vai precisar do boleto turístico, quem não comprou antes, dá pra comprar na primeira parada. Enfim, é bem legal, se conhece diversas ruínas incas, almoça no buffet combinado com sua agência ou como nós (choramos com o restaurante por 15 soles buffet livre onde os outros turistas almoçaram). A penúltima parada é Ollantaytambo, e de lá vai pode ir pra Chincero (as pessoas que retornam a Cusco), ou você fica nesse parque até o horário do seu trem (como nós), e olha, valeu muito a pena ter ficado, pois li que esse Chincero não é nada demais, e quem retorna a Cusco fica só uns 40/50min em Ollantaytambo, o que é um desperdício, pois o local é grande, super lindo. Bom, às 19h30 pegamos o trem para Águas Calientes, trem confortável, nada demais pelo preço, demora quase 2 horas até Águas Calientes, a cidade chave para ir a Macchu Picchu. Chegamos, comemos uma pizza, e dormimos.
      Especificamente sobre Macchu Picchu e Águas Calientes (terceiro dia): tinha lido que a nova regra era somente meio período no parque, e obrigatoriamente com guia. Como fui no período ápice de gringos europeus e norte-americanos, comprei o ingresso para o parque antes, mas não precisava (apesar que é o mesmo preço, então não custa nada garantir se você tem certeza do seu cronograma). Quem quer subir a Huaynapicchu ou Montana Macchu Picchu realmente tem que comprar muito antes, pois quando comprei não havia mais vaga para toda a semana que estaria no Peru (comprei com 3 meses de antecedência); e quem quer subir alguma dessas duas obrigatoriamente tem de ir pela manhã ao parque, e pode ficar até 7 horas oficialmente. São dois horários: 6-12h, e 12h-17h30. Na prática, ninguém estava no parque olhando os ingressos pedindo para quem deveria sair 12h, sair. É meio impossível, o parque é enorme, e há muita gente entrando e saindo em diferentes horários. OBS: só há banheiro e um restaurante caro na entrada (não esqueça de levar lanches e água), e você tem direito de sair e entrar de novo no parque 1 vez. A obrigatoriedade do guia também não existe na prática, mas MP sem guia é bem estranho, pq é um monte de ruína maravilhosa. Pagamos na entrada mesmo uma guia, 20 soles cada, um grupo de 5 pessoas, por umas 2 horas. Nós fomos de manhã, e por isso dormimos em Águas Calientes. Hoje, eu iria de tarde, pq de manhã o tempo é mais instável (pegamos uns 40min de chuva até, nada que tenha atrapalhado), e a fila é terrivelmente grande, pois há as pessoas que irão subir as 2 montanhas. Para ter uma ideia, fomos para a fila do ônibus às 4h30, e só chegamos no parque 6h30 (o ônibus leva só meia hora). Esqueci de mencionar que para ir até a entrada do Parque de Águas Calientes tem o senhor morro, você pode ir a pé (acho que são 2000 ou 3000 degraus) ou por ônibus por 12 dólares o trecho (a cabine de venda em Águas Calientes é do lado do rio, bem aonde saem os ônibus e fica aberta das 4h até 21h30). Dentro do Parque ainda tem um caminho até a ponte Inca, bem legal e bonito. Ficaria dia todo lá tranquilamente, é uma energia maravilhosa. Saímos 12h30 mais ou menos (não pq alguém nos expulsou), mas pq queríamos ir nas Águas Termales. As passagens de trem comprei no Brasil, e achei bom pq os horários mais baratos se esgotam rápido; eles servem um lanchinho no trem, nada demais, e quem viaja de dia é mto bonito o caminho, o trem é todo cheio de janela, até o teto, é mto lindo.

      Comemos uma empanada num local, e fomos a pé mesmo para as Águas Termales, que segundo eles são águas subterrâneas quentes naturalmente. Mas pensa num piscinão sujo kkkkk detestamos, e olha que não somos frescos. É quente mesmo, mas nossa, preferia ter ficado mais em MP. Pegamos o trem de volta até Ollantaytambo às 16h30 (tem a possibilidade de ir até a estação Poroy, mais perto de Cusco, mas estava quase o dobro do preço), e de lá uma van por 10 soles até a Plaza de Armas de Cusco (leva quase 2 horas). Detalhe: os trens são pontuais.
      Outras maneiras de ir a MP: trilha Inca (2, 4 e 5 dias. Em Cusco você fecha isso ou do Brasil); Van + trilha da Hidrelétrica (um casal conhecido fez por 60-70 soles, bem mais barato que trem): tem vários relatos sobre essa maneira, eu não fiz pq queria aproveitar mais de Cusco (leva 1 dia pra ir, dorme em Águas Calientes, vai a MP de manhã e dps volta à tarde); mas quem quer economizar, essa maneira economiza muito.
      Em Cusco, fiquei no Puriwasi, é um hostel médio badalado. Tem o Puriwana (acho) e o Lokki que dizem que são bem badalados. Esse eu gostei, pq tinha um bar até 1h, dps não tinha barulho de som, e o staff era bem massa, eu sai com eles todos os dias dps que fechavam o bar. Nesse dia, estava rolando um som ao vivo quando chegamos de MP, e dps ainda tive pique para ir em duas baladas: Mama África e Chango (segundo eles, as que smp enchem). Não é nada típico, é DJ, toca de td e mt reggaton; mas me diverti bastante. Em Cusco, tem muitos bares, restaurantes, baladas, por isso minha estadia lá foi mais um Carnaval do que os passeios em si, hehe. Saia, acordava tarde, e aproveitava a tarde na cidade.
      Outros 4 dias: Fiz várias coisas aleatórias na cidade a tarde. Fui no Mercado San Pedro (bem mais barato que Lima e que as lojas de artesanato perto da Plaza de Armas, aliás, mais barato que La Paz), tem uns sucos divinos também; fui no mirador do bairro San Blas, nas Ruínas Sacsayhuaman (dá pra ir a pé ou de táxi; ingresso está incluso no Boleto Turístico), no museu Inca (lá tem milhares de museus, o único que quis ir, e gostei, foi esse). Bom, tive voo cancelado 2 vezes seguidas, e isso quebrou qualquer possibilidade de fazer passeio nos 2 últimos dias, pq meio período desses 2 dias eu estava no aeroporto. Por isso, recomendo fortemente NAÕ IR DE AVIÃO COM A EMPRESA LCPERU. Na segunda vez, eles pelo menos pagaram hotel, mas na primeira não, baixou até polícia no aeroporto de tanta confusão; vi pessoas que tinham conexão em Lima ter que comprar de outra cia (por uma fortuna) para não perder o voo de lá, uma doidera. Pior que de ônibus são 22horas. Enfim, eu se soubesse que ia ficar mais 2 dias em Cusco, teria feito a trilha Humantay e o passeio Maras e Moray.
       
      Lima: é uma São Paulo com mta buzina. O bairro mais seguro de ficar é o Miraflores. Acho que 2 dias inteiros em Lima está ótimo. Nós ficamos 4, e fizemos tudo com mta calma, deu até um certo tédio no último. O free walking tour é bem legal, e resume bastante os principais pontos turísticos. O bairro Barranco de noite é mt legal, tem banda ao vivo na rua toda hora, e tem inúmeros bares com música local, e baladas também. O sistema de ônibus metropolitano (2,5 soles) lá é bem fácil, tem mapa nas estações; além de ter os outros ônibus que são mais baratos. Os pontos que fomos: Shopping Larcomar (é aberto, dá para ver a costa, bem bonito), Parque do Amor, Circuito das Águas (são em 3 horários a noite – acho que 19h15 é o primeiro, dura uns 20minutos só, mas o parque é lindo, vale a pena), Igreja/Convento São Francisco (mto loco, vale mt a pena, tem catacumbas, dá pra andar nelas, ver os restos de ossos,); Plaza de Armas; Ruínas Huaca Puclana (fui a pé do Miraflores). Comida em Lima é mais cara que em Cusco (o mais barato no Centro e Miraflores que achamos estava 10 e 13 soles, respectivamente). Mas em compensação fomos 2 vezes no restaurante Punto Azul, no Miraflores - pratos de 35 a 50 soles, maravilhosos, coisa de chef mesmo.


      É isso, como eu disse, dá para gastar menos:
      ·         Indo pela Hidrelétrica a Macchu Picchu;
      ·         Se hospedando em quartos compartilhados ou locais mais distantes;
      ·         Não perdendo o controle nos mercados de artesanatos;
      ·         Fazendo o trecho La Paz-Cusco de ônibus (o de Cusco- Lima quando olhei não era tão mais caro de avião, mas tb dá pra ser mais barato);
      ·         Se não fizer questão do Atacama, a passagem aérea do Brasil também sai mais barata, e o Chile tb foi o país mais caro dos 3;
      ·         Se estiver em mais de 3, cozinhando se economiza também.
       
      É uma viagem que vale muito a pena. As pessoas acham que vão passar perrengue, mas achamos muito tranquilo. Só tive dor de barriga braba 2 dias (justo em MP e Vale Sagrado), mas tomei o Imosec, e foi sucesso, segura só por 1 dia. Achamos a comida de todos os lugares maravilhosa e mt bem servida. O portunhol rolou total (apesar que eu e meu irmão já estudamos espanhol). As tomadas em todos os locais eram de 2 pinos, então nem precisamos de adaptador internacional. Protetor de ouvido ajudou bastante em várias ocasiões. As paisagens são realmente surreais! Qualquer dúvida, estamos ai.
       
    • Por ferpaisrael
      Fala mochileiros, como vão?? 
      Então galera, vim aqui para mostrar pra vocês como foi nossa primeira aventura como mochileiros... caronas, perrengues e tudo mais.
      Enquanto planejávamos nosso mochilão, buscamos relatos acerca de viajar de carona, como dicas e dificuldades, porém não encontramos muita coisa aqui no site. Então esse post é direcionado principalmente a pessoas que tem o interesse ou curiosidade de viajar de carona, por isso não vou focar muito nos lugares que conhecemos, mas sim no nosso dia-a-dia pedindo carona e como foi essa aventura. Os lugares que conhecemos tem bastante coisa aqui no site e o TripAdvisor salva todo mundo.
      Quando começamos a planejar o mochilão buscamos três principais coisas: a distância que iriamos percorrer diariamente, o lugar que passaríamos a noite e o custo envolvido. Nossos planos eram de certa forma ousados, pelo fato de nenhum dos dois já ter saído do país, nenhum dos dois saber falar espanhol e mesmo assim já nos jogamos em um mochilão de 5.000 quilômetros assim pedindo carona... nunca fui chamado de louco tantas vezes rsrsrs
      No final do post vou fazer um tópico com dicas valiosas na hora de pegar a estrada e pedir carona.
      Tempo esperado de viagem: 30 dias (leia e descubra o porque da nossa volta antecipada)
      Dinheiro: R$2.000 por pessoa
      Principais cidades percorridas: Lages, Porto Alegre, Cabo Polônio, Punta del Este, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu.
      Nosso roteiro:
      Urubici - Lages
      Lages - Pelotas
      Pelotas - Fortaleza Santa Teresa
      Fortaleza Santa Teresa - Cabo Polonio
      Cabo Polonio - Punta del Este
      Punta del Este - Montevidéu
      Montevidéu - Buenos Aires
      Buenos Aires - Rosário
      Rosário - Cordoba
      Cordoba - Foz do Iguaçu
      Foz do Iguaçu - Ciudad del Este
      Ciudad del Este - Urubici
      19/12/2017 – Lages
      Saímos de Urubici rumo a Lages de carona com um amigo no final da tarde, nossa intenção era ir para Porto Alegre no ônibus das 23:30 para viajar a noite e ganhar tempo para pedir carona no outro dia, porém chegamos na rodoviária e já demos de cara com o primeiro perrengue, NÃO TINHA MAIS VAGA NO ÔNIBUS. Esse ônibus era indispensável, pois faríamos cerca de 500km e nosso roteiro estava com tempo programado. Acabamos passando a noite na casa de um amigo que mora em Lages e conseguimos uma carona pelo Blablacar para Caxias do Sul no outro dia as 7:00h.
      20/12/2017 – Pelotas
      Caxias não estava no nosso trajeto, porém era a única carona para o Rio Grande do Sul naquele dia, nos obrigamos a ir assim mesmo. Pegamos nossa carona até Caxias do Sul logo cedo, dormimos praticamente a viagem toda, pois em Lages na noite anterior nós saímos para beber e fomos dormir tarde. O cara nos deixou próximo a um shopping que era na rota para Porto Alegre, sacamos dinheiro e fomos para a estrada pedir carona. Caminhamos um pouco até um lugar onde havia um pequeno acostamento e começamos a pedir carona.
      1ª CARONA – 4 minutos depois
      Empresário super gente boa de Caxias do Sul que também já viajou de carona viu que nós estávamos em um lugar muito ruim e resolveu nos dar uma carona até um trecho mais para frente, até saiu da sua rota original para nos deixar em um ligar bom. Ficamos em um trevo próximo a cidade de Carlos Barbosa e começamos novamente a pedir carona. O tempo ameaçava chover.
      2ª CARONA – 9 minutos depois
      Viajamos com um mineiro muito calmo e sangue bom que trabalhava com detonação de rochas, nos deu várias dicas sobre Porto Alegre, também saiu da sua rota para nos deixar em um lugar seguro, pois disse que o lugar onde a gente queria ficar era muito perigoso. Nos levou para Gravataí até um ponto de ônibus. Pegamos um ônibus metropolitano e paramos no centro de Porto Alegre. Uma das dicas desse mineiro era não passar a noite dentro da região metropolitana de Porto Alegre, pois a criminalidade na região está muito alta. Com isso acabamos decidindo pegar um ônibus até Pelotas, que era um trecho bom e o custo não era muito alto (cerca de R$60,00 por pessoa). Entramos no ônibus as 18h e ainda não tínhamos lugar para ficar em Pelotas, então começamos a mandar mensagens no couchsurfing e a segunda pessoa já nos aceitou. Arrumamos uma mãe pela estrada, Dona Marli, mulher super gente fina que nos acolheu com muito carinho. Fizemos uma janta e ficamos jogando conversa fora até tarde. Fomos dormir.
      21/12/2017 – Fortaleza Santa Teresa
      Acordamos bem cedo e já fomos para a estrada começar a pedir carona. Ficamos em um posto cerca de 15 minutos pedindo carona, mas sem sucesso. Logo em frente havia uma rótula onde o fluxo de carros era bem maior, resolvemos ir para lá.
      3º CARONA – 17 minutos depois (15 no posto + 2 na rótula)
      Carona com um representante da Petrobrás que passava por essa estrada quase todos os dias. Demos sorte, pois havia 2 pessoas um pouco a frente também pedindo carona. Ele nos deixou em um trevo próximo a cidade de Rio Grande, caminhamos até a saída que ia em direção ao Chuí, paramos em uma sombra e já começamos a pedir carona.
      4ª CARONA – 12 minutos depois
      Viajamos com um senhor gaúcho que transportava fertilizante e ia até uma parte do trecho onde queríamos chegar. O caminhão andava a 60 km/h, foi uma viagem que exigiu paciência, mas não tem problema, o que importa é progredir no roteiro. Ficamos em um posto de beira de estrada no meio do nada, devia estar uns 35 graus, fomos para a BR pedir carona. Ficamos um tempo pedindo carona, porém demorava uma eternidade para passar algum carro ou caminhão, então voltamos ao posto e tentamos outra forma de carona, abordando pessoalmente as pessoas que paravam ali.
      5ª CARONA – 35 minutos depois
      Era um caminhoneiro de Blumenau que tinha família em Ibirama (cidade onde estudamos), mundo pequeno esse em! Conversamos a viagem toda e ele nos deixou em um posto policial desativado em Santa Vitória do Palmar, ficamos ali por um tempo mas não conseguimos nada. Caminhamos uns 800 metros até um trevo mais para a frente e voltamos a pedir carona.
      6ª CARONA – 10 minutos depois
      Carona com um homem que estava indo ao Chuy comprar peça para seu carro que estava quebrado em Santa Vitória. O carro que ele estava usando para ir buscar a peça era um gol 89 caindo aos pedaços que ele havia conseguido emprestado. Dessa vez deu medo, mas nossa meta era chegar no Chuy, então não temos escolha. Chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai, primeira meta atingida. Mandamos um sinal de vida para a família e já começamos a pedir carona novamente. Ficamos um tempo na divisa pedindo carona, porém não tivemos sucesso. Um casal que passava por ali disse que seria mais fácil conseguir se nós estivéssemos para frente da Aduana, local onde é feita a imigração. Então caminhamos cerca de 1km até lá (o sol estava insuportável), fizemos nossos papéis e fomos em direção a saída da Aduana.
      7ª CARONA – zero minutos depois
      Nem precisamos pedir e um Uruguaio parou em nosso lado oferecendo carona. Perguntamos até aonde ele iria, e por sorte ele estava indo para a Fortaleza Santa Teresa, mesmo local onde também iríamos acampar. Essa até então foi a carona de ouro. Chegamos na fortaleza e fomos arrumar um lugar para armar a barraca. Após estarmos com o acampamento montado saímos para conhecer o lugar, caminhamos até a praia e ficamos lá por um bom tempo jogando conversa fora. Voltamos ao acampamento, organizamos tudo e fomos procurar um lugar para comer e beber algo. Já era noite e não fazíamos ideia de onde tinha algum bar por lá, até que encontramos duas argentinas que foram muito queridas e nos levaram até o bar (que por sinal era bastante longe). Chegamos lá e comemos uma pizza de tamanho médio, cerca de R$25,00 e tomamos uma Heineken 1L por R$21,00. Preparem-se, Uruguai é um país extremamente caro para brasileiros. Voltamos ao acampamento e fomos dormir.
      22/12/2017 – Cabo Polônio
      Acordamos não muito cedo nesse dia, arrumamos nossas coisas com bastante calma e depois fomos para a praça dos mochileiros tirar algumas fotos. Feito isso, caminhamos até a saída da fortaleza (essa caminhada foi tensa, muito longa) e quando chegamos até o asfalto para pedir carona demos de cara com aquelas duas argentinas que nos ajudaram a achar o bar na noite anterior pedindo carona também, ferrou, concorrência. Ficamos um pouco a frente delas onde tinha um ponto de ônibus (sombra, amém) porém não tivemos sucesso por um bom tempo, assim como elas. Deu um tempinho e elas conseguiram carona, então agora era a nossa vez. Fomos para onde elas estavam e continuamos pedindo, mas o dia não tava sendo muito bom pra nós. Ficamos mais um tempo ali e resolvemos caminhar para mudar de lugar. Nós estávamos no meio do nada, não sabíamos o que tinha a frente, mas novos ares trazem novas oportunidades. Enquanto caminhávamos em direção ao nada, uma camionete com 3 mulheres que tinham ido até o Chuy fazer compras pararam.
      8ª CARONA – 2 horas e meia depois
      As mulheres estavam indo até um acampamento 10 km para frente de onde estávamos e nos deixaram novamente na beira do asfalto. Faltavam 3 km para chegar até Punta del Diablo, resolvemos caminhar essa distância, pois carona nesse trecho estava quase impossível. Com certeza foi a caminhada mais desgastante e longa que fizemos em toda a viagem, mas fomos guerreiros e chegamos até o trevo de acesso a Punta del Diablo. Paramos em uma venda, compramos água e algumas frutas e descansamos um pouco, lá tinha wifi. Nosso destino do dia seria Valizas, onde iríamos acampar e fazer um bate – volta até Cabo Polônio. Na estrada principal para Valizas já havia dois rapazes pedindo carona também (concorrência novamente). Nossa ideia era esperar eles conseguirem e depois ir para o lugar deles, porém também não estavam conseguindo e resolvemos ficar em uma das estradas que davam acesso ao trevo. Pedimos carona cerca de uma hora até o primeiro carro parar, ficamos extremamente felizes, mas ao perguntar para onde iriam, responderam que estavam indo para o Chuy, detalhe, nossas coisas já estavam todas no carro. Mas tudo bem, voltamos ao lugar de origem. Estava arrumando as coisas que havia tirado da mochila para poder entrar no outro carro enquanto minha amiga pedia carona.
      9ª CARONA – 1 hora e meia depois
      Dois uruguaios malucos (Sebas e Russo) que iam para Cabo Polônio nos deram carona, fomos tão apertados no carro que mal dava para se mexer, pois eles carregavam muitas coisas também. Ao conversar com eles durante o caminho, nos recomendaram ficar em Cabo Polônio, que era muito melhor que Valizas. Conseguiram uma casa para ficarmos por 300 pesos (cerca de R$38,00) pois em Cabo Polônio não pode acampar. Aceitamos a dica e resolvemos ir para lá então. Os dois eram donos de um bar em Cabo Polônio e passavam todos os verões lá, conheciam todo mundo. Cabo Polônio é uma reserva ambiental e o único acesso ao vilarejo é com caminhão 4x4, pagamos cerca R$14,00 para chegar até la. Nossos planos eram ficar apenas um dia e no outro seguir para Punta del Este, porém nos apaixonamos pelo lugar e acabamos ficando 4 dias. Tivemos que cancelar nosso hostel em Punta e pagamos 30 dólares por isso. Prejuízo, mas tudo bem.
      PS: Não recomendo Cabo Polônio para pessoas que são contra a cultura da maconha, pois o lugar é bastante hippie e todos fumam.
      26/12/2018 – Punta del Este
      Para irmos a Punta del Este acordamos muito cedo para pegarmos o primeiro 4x4 de volta para a Puerta del Polônio, mas dessa vez decidimos ir de ônibus para Punta del Este pelo fato de termos apenas 1 dia para conhecer Punta, e se dependêssemos de carona talvez a gente chegasse muito tarde na cidade e nem pudesse conhecer os principais lugares pelo menos. Pegamos um ônibus até San Carlos e outro até Punta del Este, custou no máximo R$50,00 (não lembro exatamente). Reservamos o hostel no caminho para Punta, escolhemos o Hostel del Barcito, mas não recomendo muito, os banheiros não eram muito limpos e o café da manhã é super fraco. Turistamos o dia todo e a noite fomos para uma balada, e o detalhe, fomos de carona na caçamba de uma saveiro para essa festa rsrsrs a noite foi doida.
      27/12/2018 – Montevidéu
      Acordamos não muito cedo, tomamos um café bem tranquilos e saímos para trocar dinheiro já com todas as mochilas. Depois de feito o que tinha para fazer, fomos até um ponto de ônibus para pegar um para fora da cidade. Conseguimos um que nos deixou numa distância bem boa e que saiu barata, uns R$10,00. Mais uma vez estávamos em um trevo no meio do nada pedindo carona, e o sol infernal nos acompanhando novamente. Paramos em um ponto de ônibus para aproveitar a sombra enquanto pedimos carona. Mas não tivemos sucesso nesse lugar, então resolvemos caminhar até um viaduto que unia mais duas estradas, cerca de 600m para frente de onde estávamos. Algum tempo depois passou um carro com 3 rapazes olhando muito para nós e pararam o carro, porém pararam muito longe, e por se tratar de um trevo, pensamos que poderiam ter parado para entrar em uma das vias. NÃO ERA, estavam esperando a gente, porém como não nos mexemos eles arrancaram e seguiram viagem. DROGA, perdemos nossa carona. Mas não tem problema, continuamos na batalha.
      10ª CARONA – mais de uma hora depois
      Um senhor que amava o Brasil nos deu carona, o cara era meio maluco, mas salvou nossas vidas. Nos mostrou todos os seus filhos, todos os amigos do Brasil (me fez até conversar com um deles), até o cachorro que ele ia comprar para usar de cão de guarda em sua oficina ele mostrou, e o mais engraçado, fazia tudo isso dirigindo e mexendo no celular. Loucura. Esse senhor nos deixou bem na entrada de Montevidéu, pegamos apenas um ônibus e chegamos em nosso hostel. Isso já era final do dia. Estávamos exaustos, arrumamos nossas coisas no hostel, tomamos banho e saímos para dar apenas uma caminhada pelo bairro. Fomos dormir.
      28/12/2017 – Montevidéu
      Caminhamos por todo o centro antigo de Motevidéu, pela rambla (um tipo de beira-mar, mas para quem conhece cidades tipo Florianópolis ou Balneário Camboriu não vai se surpreender) e depois fomos ao Mercado Agrícola. A cidade é bonita, mas não me encantou como as outras. Aqui no site tem bastante coisa falando sobre, e no TripAdvisor também, então não comentarei a respeito dos pontos turísticos aqui.
      29/12/2017 – Buenos Aires
      Preparem-se, esse dia vai ser longo rsrsrs
      Acordamos cedo para tomar café no hostel e logo já fomos pegar o ônibus para fora da cidade. Dessa vez pegamos um até um pouco mais longe, Vila Maria se não me engano. Como sempre, ficamos no meio do nada. Encontramos uma venda, pedimos para usar o banheiro e se nos davam um pedaço de papelão para escrever nosso próximo destino: Colônia del Sacramento. Nossa ideia inicial era chegar o quanto antes em Colônia para podermos visitar a cidade e a noite pegar o barco para Buenos Aires. Porém nossos planos não deram muito certo, acabamos demorando um pouco para conseguir a primeira carona. Era com certeza o dia mais calor que já havíamos enfrentado, então caminhamos um pouco pela estada até encontrar uma sombra. Revezamos um pouco, cada um ficava um tempo pedindo carona enquanto o outro ficava na sombra. Em um momento eu tive que ir “ao banheiro” e deixei minha amiga sozinha pedindo carona, foi nesse espaço de tempo que um caminhão resolveu parar para dar carona, quando eu vi isso saí correndo do meio do mato em direção ao caminhão, e adivinhem?!?! O caminhão arrancou ao me ver. De duas, uma: ou ficou com medo de ser um assalto, ou interessava ao caminhoneiro apenas a presença feminina em seu caminhão. Mas tudo bem, continuamos na luta. Em um momento eu resolvi ir para sombra com minha amiga e ficar um pouco ali, nisso aponta um caminhão e eu falo, “nem vou pedir carona para mais um caminhoneiro, esses pelo tipo não são carona aqui”, porém minha amiga insistiu que eu fosse para estrada e levantasse a plaquinha.
      11ª CARONA – inúmeros minutos depois
      Graças a Deus eu ouvi minha amiga e fui para a estrada, um caminhoneiro muito querido resolveu nos ajudar. Carregava madeira para uma fábrica de papel. Falamos para ele que estava difícil conseguir carona e ele nos explicou que as empresas proíbem os motoristas de dar carona, pelo fato de que se houver algum acidente, não poderíamos estar dentro do caminhão, e quem responderia por isso era o próprio caminhoneiro. O mesmo nos deixou em um trevo a uns 70 km de Colônia del Secramento. Fomos caminhando alguns metros em direção ao ponto de ônibus e minha amiga resolveu levantar a plaquinha enquanto caminhávamos.
      12ª CARONA- 1 minuto depois
      Era um senhor, com um carro japonês super compacto que ia para Colônia e resolveu nos dar uma carona. Muito simpático, porém não conversava muito. Ele nos deixou exatamente na frente do local onde é feita a compra das passagens do barco para Buenos Aires, muito bom. Era umas 16:30h quando chegamos lá, minha amiga não estava bem, provavelmente todo aquele sol a deixou fraca. Então por isso acabamos não saindo para conhecer Colônia e compramos a passagem para Buenos Aires o quanto antes. Fizemos a travessia com a empresa Colônia Express, custou R$90,00, muito mais barato e rápido que as outras empresas que fazem a travessia com a Buquebus e a Seacat. Durou cerca de 1h e 15min e chagamos no final do dia em Buenos Aires. Tínhamos um lugar para dormir fora de Buenos Aires e só teríamos que pegar um ônibus para chegar la. Porém nos demos conta de uma coisa muito importante que complicou bastante nossa vida: não tínhamos NEM UM PESO ARGENTINO na carteira, e como já era tarde não havia nenhuma casa de câmbio aberta. Fomos em um mercado para ver se trocavam dinheiro, porém não nos ajudaram. Nosso principal problema era que em Buenos Aires os ônibus funcionam com o cartão SUBE, e não aceitam dinheiro de forma alguma. Tentamos falar com outras pessoas para eles pagarem para a gente, porém como não tínhamos pesos argentinos para pagar dar de volta, ninguém aceitou. Entramos em um ônibus rápido meio que para tentar andar um pouco sem pagar, porém, o motorista nos mandou descer cerca de 3 quadras para frente. Havia uma casa lotérica próximo de onde descemos e resolvemos ir lá tentar trocar dinheiro. O cara que trabalhava lá era MUITO, mas quando eu digo MUITO, é porque ele era MUITO gente boa rsrsrs vocês vão entender o porquê. Explicamos nossa situação para ele, que não tínhamos nem cartão SUBE nem pesos argentinos, e que precisávamos trocar dinheiro. Ele nos explicou que na lotérica não fazem câmbio, porém como nossa vida dependia disso, ele nos ajudou e trocou 20 reais. Deu 125 pesos. Porém ainda não tínhamos o cartão para andar de ônibus, então o cara da lotérica deixou um cliente lá esperando e nos acompanhou até o lugar onde vendiam o carão SUBE, mas...... NÃO TINHAM O CARTÃO, apenas para a outra semana. FUDEU. Mas a cordialidade do cara não parou por aí, ele nos deu seu cartão, isso mesmo, NOS DEU seu cartão para que pudéssemos andar por lá e ainda recarregou ele para nós. O cartão dele custava 50 pesos e ainda pode ser usado mesmo sem créditos, ou seja, caso acabasse nosso limite, poderíamos usar mais 25 pesos no “crédito”.  Com certeza esse cara foi um anjo. Vamos lá, parte do nosso problema foi resolvido. Ao nos informarmos qual ônibus pegar, descobrimos que onde iríamos ficar era bastante perigoso e longe, muito longe. Levamos quase 1 hora de ônibus para chegar lá, já era quase 22h. Ao descer do ônibus e pegar o celular para procurar a casa, um homem nos aborda rapidamente perguntando se precisávamos de ajudar para nos localizar, porque onde estávamos era muito perigoso, então ele colocou o endereço no seu celular e nos levou exatamente até aonde iríamos ficar. Outro anjo, pois estávamos indo para o lado errado e não tínhamos internet. Chegamos na casa na menina, comprei uma coca bem gelada, conversamos um pouco e fomos dormir.
      30/12/2017 – Buenos Aires
      Acordamos e fomos para a rua procurar um ônibus que nos levasse até o bairro Palermo, onde tínhamos nosso hostel reservado. Perguntamos a algumas pessoas e finalmente achamos um que ia para onde queríamos. Havia um casal la esperando outro ônibus e conversamos bastante, até que o ônibus deles chegou e a mulher embarcou, o homem não. Ele veio e continuou nos acompanhando no ponto porque disse que o lugar era muito perigoso (mais um) e ficou conversando com a gente até nosso ônibus chegar. Nossa estadia em Buenos Aires apesar de curta, já nos mostrava a cordialidade da população. Chegamos ao centro, procuramos onde trocar dinheiro, porém não tínhamos mais reais para trocar e tivemos que achar um banco que aceitasse a bandeira no nosso cartão. Sacamos 2.500 pesos e pagamos 191 de taxa (cerca de R$30,00) e a cotação no banco foi de 4,7 pesos por real, ou seja, NOS FERRAMOS nesse câmbio. Fomos ao hostel, arrumamos tudo e saímos tomar uma cerveja. Nesse dia teria a noche de los tragos no hostel, quando voltamos do rolê fomos para onde tava rolando as bebidas. A noite foi longa, ficamos bebendo e conversando com o pessoal do hostel até 6 da manhã. Eram pessoas da Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Brasil, valeu a pena.
      Ficamos até dia 02/01/2018 em Buenos Aires, mas como falei anteriormente, não vou focar no que fizemos nas cidades, mas sim nas caronas.
      02/01/2018 – Rosário
      Nosso mochilão só tinha um roteiro até Buenos Aires, dali para frente, decidiríamos para onde ir a partir do dinheiro que nos restou e das dicas que pediríamos as pessoas. Tínhamos duas opões: Chile ou Salta, no norte da Argentina, acabamos decidindo ir para Salta, porque para o Chile a distância seria um pouco maior e ao conversar com alguns viajantes, nos falaram que está tudo MUITO caro lá, então tiramos do nosso caminho. Acordamos cedo um Buenos Aires e saímos em direção a rodoviária. Caminhamos um bom trecho até chegar lá e descobrimos que os horários dos ônibus para fora da cidade iam demorar muito e atrasaria demais a gente. Então caminhamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus que nos levaria até outra estação que teria ônibus em outros horários. Porém ao chegarmos la, descobrimos que tinha um metro que nos levaria até um ótimo lugar, bastante afastado da cidade, rodamos 60km por R$5,00, muito bom. Chegamos de trem até Zárate e de lá pegamos um ônibus circular até a estrada, paramos em um pedágio. Lá começamos a pedir carona em direção a Rosário.
      13ª CARONA – 5 minutos depois
      Caminhoneiro gente boa, tomamos vários mates com ele durante a viagem e conversamos bastante. Ele nos deixou a uns 80 km de Rosário em um trevo, caminhamos uns 800m até a estrada principal e começamos a pedir carona novamente. Não estava muito fácil, os carros passavam em alta velocidade por onde estávamos, o que acabou complicando bastante, mas fé que dá certo.
      14ª CARONA – não sei quanto tempo depois, mas demorou
      Era um homem que viajava a trabalho pela região e estava indo para Rosário, deu boa. Nos deixou no centro, próximo a casa do couchsufing onde iríamos passar dois dias. Caminhamos até a casa do nosso couch, arrumamos tudo e saímos para jantar e tomar um chope a note. Fomos dormir.
      Passamos mais um dia em Rosário, cidade muito agradável, muitos parques e famílias fazendo piquenique por todos os lados. Vale a visita.
      04/01/2018 – Córdoba
      Aqui começa um dia bastante difícil. Acordamos cedo e fomos para o centro em busca de um ônibus para a saída da cidade, mas acabamos pegando um tipo de táxi intermunicipal por um preço bom e nos deixou 60km de rosário. Ficamos em um posto, comemos algo, usamos o wifi e voltamos a estrada para pedir carona. Coloquei uma música no celular porque sabia que seria um dia difícil e esperamos.
      15ª CARONA – muitos minutos depois
      Era um senhor em uma carreta caindo aos pedaços e carregava fertilizante. O caminhão não importa, queremos mesmo é rodar. Porém talvez não tenha sido uma boa escolha. Levamos 4 horas para percorrer cerca de 200km, foi uma carona tensa. E para piorar, ao estarmos chegando no local onde o caminhoneiro nos deixaria, comecei a procurar meu celular e adivinhem: NÃO ACHEI. Eu tinha usado ele dentro do caminhão, então tinha que estar ali, porém eu e o caminhoneiro reviramos o caminhão de ponta cabeça, mas não achamos. Coisa sinistra. Tudo bem, bola pra frente e sem celular. Entramos no posto, tomamos uma água e voltamos para a estrada.
      16ª CARONA – 5 minutos depois
      O caminhoneiro iria até próximo a Córdoba e nos deu uma carona. Ele carregava uma colheitadeira monstruosa e também andava bastante devagar. Durante o trecho, o homem recebeu uma ligação: era seu patrão dizendo que vendeu a máquina. FERROU, ele teve que nos deixar no meio do caminho pois teria que fazer outra rota. Ficamos em uma cidade no meio do nada, de 8 mil habitantes, parecia uma cidade deserta. O calor era infernal, não tinha nenhum vento e não tínhamos água. Fomos até a rodoviária, esperamos uma hora e pegamos um ônibus para Córdoba, carona ali seria impossível. Chegamos em Córdoba e não tínhamos onde ficar, sabíamos que isso ia acontecer e já estávamos preparados para passar a noite na rodoviária. Foi uma noite longa e cansativa. Eu dormir 30 min, minha amiga não dormiu.
      05/01/2018 – Córdoba
      Saímos cedo da rodoviária e fomos para o hostel que tínhamos reservado para aquele dia. Caminhamos muito, muito mesmo. Chegamos no hostel umas 9 horas, porém o check-in era apenas as 12:30, pedimos para entrar e ficamos no sofá, dormi em 5 minutos que cheguei a roncar rsrsrs até que minha amiga me acorda falando que tínhamos um problema, ela havia se confundido nas datas e fez a reserva para a noite do dia 04, aquela que passamos na rodoviária. Ela não gostou do hostel que estávamos, então conversamos com o dono e o mesmo não nos cobrou nada por ter feito essa reserva errada. UFA!  Como ela não tinha gostado, acabamos encontrando outro no booking e fomos caminhando, longe pra [email protected]#$&%. Chegamos lá, tomamos banho, dormimos um pouco e saímos caminhar pela cidade. Voltamos ao hostel, comemos e fomos dormir. Estávamos destruídos.
      06/01/2018 – Córdoba
      O dia começou com minha amiga perguntando até que hora queríamos dormir, era 8:30, falei para dormirmos até as 9:30. Dormimos, e um tempo depois ela acordou novamente e falou comigo:
      “Ferpa, tais com meu celular? “
      “Não, usei ele ontem e deixei na tua cama”
      CARALHO, CADÊ O CELULAR DA MINHA AMIGA
      Pois não é que o filho da mãe que estava no mesmo quarto que a gente (era a única pessoa no quarto) roubou o celular dela enquanto dormia?!?! Ferrou, ferrou e ferrou.
      Eu já tinha perdido meu celular, agora era ela sem celular também. Para quem viaja de carona, é impossível andar sem um GPS. Ou seja, nossa viagem se encerrou mais cedo, não tinha como continuar viajando de carona assim. DROGA. Tentamos resolver tudo com nossa família, saímos do hostel e fomos para a rodoviária. Pegamos dois ônibus para chegar em Puerto Iguazu, custou R$450,00 por pessoa e durou 22 horas.
      07/01/2018 – Foz do Iguaçu
      Chegamos em Foz do Iguaçu no final do dia e não tinha mais como irmos ao Paraguai. Temos um amigo que mora la e ia nos receber em sua casa, porém não tínhamos como ir naquele dia. Então tá, mais uma noite na rodoviária. Porém dessa vez a barra foi pesada, a rodoviária fechada as 23:30, ou seja, tivemos que passar a noite na rua. Estavamos com um argentino que conhecemos na rodoviária e depois apareceu mais um irlandês por la. Agora vem a parte foda da noite, esse irlandês foi dormir em um banco um pouco afastado de onde estávamos e pediu para nós o acordarmos as 4:00h da manhã. No relógio da rodoviária mostrava 3:57h, eu estava pronto para ir acordá-lo, até que um moleque de bike passa e rouba a mala do irlandês, olha que loucura. O coitado tinha tudo naquela mala, TUDO MESMO... roupas, celular, PASSAPORTE, documentos e MIL EUROS. Pra ele a noite foi pior que a nossa. Fomos para Ciudad del Este e ficamos por lá 3 dias fazendo compras.
      10/01/2018 – Lages
      Pegamos um ônibus de volta para lages e assim encerra antecipadamente nosso mochilão.
       
      AGORA VOU DEIXAR ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR DE CARONA
      1 - Andem sempre bem arrumados, vários pessoas que nos deram carona falaram que a roupa conta bastante
      2 - Usem sempre uma placa para indicar o lugar onde querem ir
      3 - Procurem sempre vias movimentadas 
      4 - Trevos são os melhores lugares para conseguir carona
      5 - Sombra é a melhor saída para pedir carona, por algumas podem demorar horas
      6 - Mudar de lugar quando não conseguem carona é uma boa ideia, sempre que fizemos isso ajudou bastante
      7 - No Brasil é mais fácil do que vocês imaginam andar de carona
      8 - Mulheres, não andem com roupas atraentes na hora de pedir carona
      9 - Protetor solar é seu melhor amigo na hora de pedir carona
      10 - Se forem fazer viagem de curta duração, levem sempre em reais todo seu dinheiro, a cotação é muito melhor do que se for sacar no banco.
       
      Espero que vocês gostem dessa aventura que fizemos, boa noite a todos. 
       


































       












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