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EL NIDO, Palawan, Filipinas - 5 dias - Dicas de Tours, fotos e vídeos disponíveis !!! Paraíso na terra !!

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Existem alguns lugares que dispensam apresentações, todavia nem todos possuem a fama que merecem, este é o caso de EL NIDO na ilha da Palawan nas Filipinas.

 

A dificuldade de acesso a esse paraíso o mantém inatingível para muitos viajantes, digo isso porque existem duas formas de chegar a essa cidadezinha, a primeira é mais comum é pegando um avião para a cidade Puerto Princesa e de lá transitar por longas 5 a 6 horas de van em uma pista sinuosa nada convidativa. A segunda opção e mais cara, é pegar um voo da companhia Air Swift em aviões de pequeno porte para um resort nas proximidades de El Nido, isso pela "bagatela" de U$ 300,00, na baixa temporada, valor alto que foge do orçamento da maioria dos viajantes!

 

Não importa como se deseja chegar em EL NIDO, só acho que você deva fazer o possível para conseguir, e minha missão aqui é convencê-lo !!!

 

Todos os passeios da cidade são estruturados em Tours diferenciados por letras, de A ate D, assim são praticamente idênticos entre as agências, no que concerne a preços, duração, itinerários... desta forma optamos por realizar os nossos pela recepção do hotel.

 

Os preços tabelados são os seguintes:

 

Tour A = 1.200 pesos filipinos

Tour B = 1.300 pesos filipinos

Tour A = 1.400 pesos filipinos

Tour A = 1.200 pesos filipinos

 

Deve-se pagar uma taxa de 200 pesos filipinos para acesso ao parque nacional, a taxa vale para 10 dias consecutivos.

 

Todos os passeios partem do mesmo local, a praia do centro de EL Nido, geralmente algum funcionário ti chama no hotel no horário combinado e na praia você se junta ao grupo e lhe indicam o seu barco e guias.Os tours começam a partir às 08h30 - 9h00.

 

Se quiser ver fotos e vídeos, acesse a página a seguir: http://www.porondefui.com.br

 

O Tour A se inicia com o trajeto de barco até a Small Lagoon por cerca de 40 minutos, um lugar maravilhoso, tenha sorte de ir num dia de céu aberto, a luz do sol deixa as águas perfeitamente azuis, tivemos a sorte de pegar um dia perfeito. Veja nas fotos a seguir: http://www.porondefui.com.br/2017/05/74-el-nido-tour-small-lagoon-big-lagoon.htm

 

Neste link tem o vídeo do Youtube com a Small Lagoon, la você pode ver melhor o quanto esse lugar é fantástico! CLIQUE AQUI :

 

O caiaque não esta incluído no passeios, alguns nativos alugam por 300 pesos por 30 minutos, vale muito a pena, pois com o caiaque se atinge pontos mais afastados do que nadando, mas se quiser, vá a nado mesmo! Só não deixe de ir, pois o barco não acessa a lagoa, na verdade a abertura é tão pequena que só passa um caiaque por vez!

 

A Big Lagoon, diferente da Small, é acessada pelo barco grande mesmo, infelizmente não é um ponto de parada, mas somente de passagem, se entra, faz uma volta e sai. O lugar é extraordinário !!! Prepare sua câmera e coração !

 

A Secret Lagoon fica escondida atrás de rocha e é acessada por uma fenda onde se passa uma pessoa por vez, dentro a água fica mais turva mas não perde sua beleza. Em determinado momento ficamos sozinhos dentro dela, aí sim tivemos uma experiência mais interessante. Não há muito o que se fazer nesse ponto, somente visitá-la e voltar ao barco.

 

Em Shimizu Island foi onde paramos para o almoço, enquanto preparavam a refeição, nos indicaram um bom lugar para snorkel, fica entre as duas grandes rochas, foi muito bacana, porém o mar estava agitado naquele ponto, ficou complicado nadar, mesmo com a experiência que temos.

 

A faixa de areia é curta, mas suficiente para abrigar os vários barcos que a utilizam para servir o almoço, é muito peculiar ter uma refeição tão completa num paraíso tão remoto!

 

Já a praia 7 commandos fica na parte "continental" da ilha, ou seja, na própria ilha de Palawan, e foi um lugar muito divertido. Logo que aportamos, fomos avisados que tínhamos 1h30 minutos de permanência, e de cara já vi um pessoal jogando vôlei, e não podia perder a oportunidade de jogar. No início tinham times mistos de franceses e portugueses, mas logo foi chegando mais gente e só ficaram os homens, decidimos fazer um desafio internacional, Filipinos X Resto Mundo, o time dos filipinos era composto pelos barqueiros e o resto do mundo os turistas. O jogo tomou proporções altas, ninguém queria perder, cada ponto parecia gol em final de copa do mundo, o resultado foi vitória do resto do mundo por 2 sets a 1.

 

O jogo durou tanto tempo que logo que acabou já tivemos que ir embora ! Logo, eu, Marcos, nem conheci a praia !!!

 

Voltamos para El Nido por volta das 16h30, plenamente satisfeitos com o passeio !

 

DICAS IMPORTANTES:

 

 

1 - Compre ou alugue calçados que possam molhar. Caminhar pelas pedras pode ser um pouco desconfortável depois de muito tempo.

 

2 - Procure usar muito filtro solar e ficar na sombra enquanto navega, há que ficará muito tempo exposto nas praias, caiaques, snorkel... Era muito comum ver aqueles gringos vermelhos ao extremo!

 

3 - Leve snacks e lanches na mochila, o almoço pode demorar um pouco !

 

4 - Dry Bag é um item quase que essencial, pois o barco joga muita água pra cima e tem acessos nas praias que a água chega ao peito. Pode até mesmo comprar por lá, o preço não era nada exorbitante.

 

Assim que possível continuo relatos com as outras opções de TOURs !!! Até mais !!

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EL Nido - Tour B - O passeio da Snake Island

 

Durante nossa estadia em El Nido, tivemos a oportunidade de fazer três dos quatro tours. Nós fizemos o A, B e C e hoje vamos falar sobre o que menos gostamos dentre eles: o B.

 

Infelizmente não tivemos sorte com o clima nesse dia. Na verdade, nossa previsão era de chuva para todos os dias em El Nido, então não podemos reclamar de pegar só um dia nublado. Na verdade, foi até lucro! Haha Então provavelmente a nossa experiência seria bem melhor se estivéssemos em um dia com sol.

 

Assim como todos os outros, fechamos o passeio no nosso hotel que estava com o mesmo preço das lojinhas na rua (1.300 pesos filipinos) e também partimos da praia central da cidade.

 

Começamos nosso tour por volta das 9h00 da manhã e a primeira parada foi na praia Pinagbuyutan Island. A praia é bonita, com aquela água maravilhosa e muitas pedras. Mas a real atração para nós foram as crianças fofinhas que brincaram muito com a gente. No nosso vídeo no YouTube tem as imagens desse momento inesquecível!! Para acessar o vídeo clique aqui :

 

A segunda parada foi a caverna Cathedral. Como o barco não podia entrar na fenda e nós também não podíamos ir nadando, infelizmente não achamos muito bacana esse lugar.

 

Porém, nesse tour ainda tem uma outra caverna que é bem legal! A Cudugnon Cave é uma pequena abertura na rocha de uma praia que guarda um espaço de muitas pedras e areia, com uma luz natural que deixa ainda mais bonito!

 

A Snake Island é formada por duas ilhas ligadas por um banco de areia no formato de uma cobra (entendeu o porquê do nome? J ) Na ilha principal tem um mirante que você chega após uma pequena trilha e vale muito a pena: a vista é linda!!!

 

Por último paramos em na Entalula Island, onde foi servido o almoço e tivemos aproximadamente duas horas para ficar na praia e curtir o visual maravilhoso!

 

No nosso canal no Youtube colocamos um vídeo com mais informações.

 

Continuem acompanhando nossa postagem e nosso canal que iremos falar sobre o melhor tours de El Nido no próximo post!!

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Hoje vamos falar sobre O MELHOR passeio de El Nido: o Tour C. Ele é uma mistura de praias maravilhosas, snorkel inesquecível e muita aventura, do jeito que a gente gosta!

 

Assim como todos os outros, ele sai da praia central de El Nido por volta das 9h da manhã.

 

A primeira parada é a Helicoper Island, que de longe você vê facilmente o formato de um helicóptero.

 

A praia é bonita e lá você pode pegar um sol ou fazer snorkel.

 

Fotos neste link: http://www.porondefui.com.br/2017/05/76-el-nido-tour-c-o-melhor-de-todos.html

 

De lá, vamos para a Secret Beach, o lugar preferido do Marcos!! Largamos os coletes e fomos nadando até um paredão de rochas com uma abertura em uma das pedras. Por ela que você atravessa e dá de cara com uma praia maravilhosa com uma faixa de areia e uma água transparente!

 

Fizemos a travessia várias vezes porque é muito legal!!! Se você não nada muito bem, é só acompanhar o guia e ir de colete.

 

A terceira parada foi a Star Beach, onde é servido o almoço. Essa praia não tem sombra, então prepare o protetor solar!!! A água é linda, vai trocando o tom de azul que contrasta lindamente com a areia branquinha.

 

Depois fomos até Mantiloc, o lugar onde fizemos um dos snorkels mais lindos da vida! A água parecia que tinha filtro de tão azul que era!

 

Achamos vários peixes lindos, corais e até uma linda estrela do mar. Tiramos muitas fotos e fizemos vídeos!

 

Você pode conferir tudo no nosso vídeo o Youtube:

 

Canal Por Onde Fui !

 

Nessa altura do passeio já estávamos achando que nada mais poderia nos surpreender. Foi aí que chegamos a Hidden Beach.

 

O barco para um pouco longe e você precisa ir nadando até um espaço entre duas rochas. Quando você vira a direita dá de cara com uma praia MARAVILHOSA!

 

Esse esquema de praia escondida lembra um pouco Maya Bay na Tailândia, mas essa praia é bem mais vazia com a água clarinha! Linda e inesquecível!

 

Ficamos bastante tempo por lá. E daria pra ficar o dia todo! Hahaha

 

E foi assim que acabamos nosso dia preferido em El Nido!

 

Se você gostou dessas informações, se inscreve lá no nosso canal do Youtube e acompanhe nossas aventuras!!!

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Valeu Gi... se olhar o canal de youtube tem bastante coisa... vale a pena conferir...

 

La eh demais... pretende ir ?

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Então, tô quebrando a cabeça aqui, tentando montar um roteiro POSSÍVEL, de no máximo 3 semanas, englobando Malásia+Indonésia+Filipinas.

 

Veja só:

31/3 (Sabado) – Saída Voo GRU p/ Kuala Lumpur

1/4 (domingo) – Chegada Kuala Lumpur

2/4 (segunda) – Kuala Lumpur (passeio Petrona Towers)

3/4 (terça) – Kuala Lumpur (passeio Batu Caves)

4/4 (quarta) – Vôo Kuala Lumpur – Denpasar

5/4 (quinta) – Ubud

6/4 (sexta) – Ubud

7/4 (sábado) – Ubud – Nusa Dua

8/4 (domingo) – Nusa Dua

9/4 (segunda) – Nusa Dua

10/4 (terça) – Voo Bali pra Manila

11/4 (quarta) – Voo Manila pra El Nido Town

12/4 (quinta) – El nido

13/4 (sexta) – El Nido

14/4 (sábado) – El Nido

15/4 (domingo) – Voo El Nido para Manila

16/4 (segunda) – Manila

17/4 (terça) – Voo Manila – SP

18/4 (quarta) – Chegada SP

 

Algumas considerações:

- Indonésia me interessa Bali (Jakarta não tenho tanto interesse)....queria muiiiito conhecer as ilhas Gili, mas o deslocamento até lá por barco, me desanimou um pouco....além do que, em questão de praia eu prefiro as das Filipinas, que apesar de também serem bem isoladas, tem o aeroporto de El Nido perto.

- Queria conhecer a ilha Boracay também nas Filipinas, mas pelo curto espaço de tempo, eliminei e deu preferência a El Nido.

- Tô contando com o vôo de Manila para El Nido Town......mas se por acaso não der certo, vou via Puerto Princesa. É muito perrengue a estrada de Puerto Princesa até El Nido?

- Filipinas é barato, tipo Tailândia, ou as coisas lá são mais caras?

Qualquer ajuda, ou pitaco no roteiro será bem vinda :D

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Olá, muito bacana o seu roteiro, com exceção de Nusa Dua, fomos em todos os destinos do seu roteiro.

As datas estão legais, contudo Batu Caves e Petronas Towers voce pode fazer no mesmo dia se quiser, então pode procurar mais coisa pra fazer em Kuala Lumpur, nos fomos em templo chines muito bacana lá.

 

Sobre Kuala, não tem preferência por Singapura, na minha opinião é um destino muito mais atraente, contudo mais caro.

 

Sobre El NIdo, se conseguir bom preço pra desembarcar por lá ótimo, contudo era meio caro ! A van demora 5h de Puerto Princesa até El Nido, numa pista muito sinuosa, é chato, mas o preço compensava bastante. EL Nido é sensacional!

 

Filipinas é bem mais barato que Tailândia, exceto em El Nido, achei mais parelho os preços, por ser mais turístico. Contudo nada comparado com o Brasil, sem dúvidas. Oslob, por exemplo, as coisas eram beeeeem baratas!

 

espero ter ajudado, mande noticias de seus planos sempre que puder, daqui a um tempo falaremos sobre Kuala Lumpur, Bali, Singapura, Ubud la no canal do Youtube ( Por onde fui)

 

Ate mais !!!

 

 

Então, tô quebrando a cabeça aqui, tentando montar um roteiro POSSÍVEL, de no máximo 3 semanas, englobando Malásia+Indonésia+Filipinas.

 

Veja só:

31/3 (Sabado) – Saída Voo GRU p/ Kuala Lumpur

1/4 (domingo) – Chegada Kuala Lumpur

2/4 (segunda) – Kuala Lumpur (passeio Petrona Towers)

3/4 (terça) – Kuala Lumpur (passeio Batu Caves)

4/4 (quarta) – Vôo Kuala Lumpur – Denpasar

5/4 (quinta) – Ubud

6/4 (sexta) – Ubud

7/4 (sábado) – Ubud – Nusa Dua

8/4 (domingo) – Nusa Dua

9/4 (segunda) – Nusa Dua

10/4 (terça) – Voo Bali pra Manila

11/4 (quarta) – Voo Manila pra El Nido Town

12/4 (quinta) – El nido

13/4 (sexta) – El Nido

14/4 (sábado) – El Nido

15/4 (domingo) – Voo El Nido para Manila

16/4 (segunda) – Manila

17/4 (terça) – Voo Manila – SP

18/4 (quarta) – Chegada SP

 

Algumas considerações:

- Indonésia me interessa Bali (Jakarta não tenho tanto interesse)....queria muiiiito conhecer as ilhas Gili, mas o deslocamento até lá por barco, me desanimou um pouco....além do que, em questão de praia eu prefiro as das Filipinas, que apesar de também serem bem isoladas, tem o aeroporto de El Nido perto.

- Queria conhecer a ilha Boracay também nas Filipinas, mas pelo curto espaço de tempo, eliminei e deu preferência a El Nido.

- Tô contando com o vôo de Manila para El Nido Town......mas se por acaso não der certo, vou via Puerto Princesa. É muito perrengue a estrada de Puerto Princesa até El Nido?

- Filipinas é barato, tipo Tailândia, ou as coisas lá são mais caras?

Qualquer ajuda, ou pitaco no roteiro será bem vinda :D

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Então, eu vou dar preferência para Kuala Lumpur, em vez de Singapura, pois acabei de voltar de um périplo pela Ásia, que incluiu Chiang Mai, Luang Prabang, Hanói, Ha long Bay, Singapura, Koh Samui e Bangkok.

Das capitais de agora, Kuala Lumpur me pareceu a mais interessante, Jakarta e Manila não me apeteceram muito, apesar que terei que passar por Manila, para fazer o vôo de volta ao Brasil.

O X da questão é o aéreo SP-Kuala Lumpur ida, e volta Manila-SP, os preços tão surreais, acima dos 6mil reais. Não queria passar por Bangkok again, mas se for pra baratear, terá que ser :(

Show de bola, vou acompanhar o canal de vcs, já favoritei o blog! ::otemo::

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Então, eu vou dar preferência para Kuala Lumpur, em vez de Singapura, pois acabei de voltar de um périplo pela Ásia, que incluiu Chiang Mai, Luang Prabang, Hanói, Ha long Bay, Singapura, Koh Samui e Bangkok.

Das capitais de agora, Kuala Lumpur me pareceu a mais interessante, Jakarta e Manila não me apeteceram muito, apesar que terei que passar por Manila, para fazer o vôo de volta ao Brasil.

O X da questão é o aéreo SP-Kuala Lumpur ida, e volta Manila-SP, os preços tão surreais, acima dos 6mil reais. Não queria passar por Bangkok again, mas se for pra baratear, terá que ser :(

Show de bola, vou acompanhar o canal de vcs, já favoritei o blog! ::otemo::

 

Realmente 6 mil é fora de cogitação, pagamos 2.700,00 com stoppover nos Emirados por 4 dias... SP - Bangkoc... realmente é chato ficar fazendo conexão em BKK, mas é o jeito mais viável... acho q temos mais de 7 carimbos de entrada na Tailandia por conta disso !!!

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Muito legal o relato de vocês!
O canal é muito bacana, principalmente a Nati... Muito fofa!
Tenho algumas perguntas....
O aeroporto de Manila é muito desorganizado?
Tem muito mosquito em ele nido?
Conseguiram sinal de celular?
Alguma coisa vcs teriam feito diferente? Levado ou deixado de levar?


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      Grande abraço a todos e muito obrigado.
    • Por abc121212
      bom depois de muito pesquisar nesse site para me programar com meu mochilão no sudeste asiático, nada mais justo que deixar minha contribuição! Segue meu insta @uaiguimg até mesmo para contatos mais rápidos caso precise..
      Vamos lá, tudo começou em janeiro de 2017 quando teve um bug pela Turkish Airline com passagens de ida e volta a 670 reais ida e volta de sp a Bangcoc! Se acham que peguei esse bug? Não, fiquei com medo e esses valores eram apenas para os meses de junho e julho onde é temporada de chuva por lá, além do mais em fevereiro iria para Cancun, viagem que já estava deixando um Rim...
      Pois bem, fui pra Cancun em minha primeira viagem internacional com uma amiga, tudo perfeito dispensa comentários.... depois que cheguei de lá fiquei já imaginando a próxima viagem para onde seria, então fui pesquisar a Tailândia.
      Quando comecei a pesquisar vi um vídeo do festival das lanternas que acontecia sempre em novembro em uma cidade ao norte da Tailândia, Chiang Mai, logo que vi, já não deixou duvidas que a Tailândia seria meu próximo destino! Mas não ficaria por ai, já que quando vc começa pesquisar sobre o sudeste asiático vc vê que é possível colocar outros países que estão ali próximos e são incríveis tb!
      Dai comecei a pesquisar pesquisar e pesquisar, e descobrir o Full moon party, que é uma festa que sempre acontece na Lua cheia em uma das ilhas da Tailândia Ko Phagan, fiquei tentando ao ver um vídeo da festa do réveillon, foi então foi ai que mudei os planos e decidir que lá que eu queria passar o fim de ano.
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      Com muita pesquisa, vi que muitas pessoas se aventuravam sozinhas e deus, pra falar a verdade bem  mais do que eu imaginava. Pensei: se eles podem, eu tb posso. Depois de finalmente convencido, hora de comprar as passagens, foi o primeiro baque! preços altíssimos! coloquei alerta em todos buscadores Googleflights, Kaiak, skyscanner e nada de promoções tudo acima de 3 mil reais. Nessa altura já era julho e eu estava começando a ficar com medo de subirem ainda mais os preços. bem, depois de muita procura vi o menor valor indo de SP a Singapura por 3.100,00 só que a data para esse valor era para dia 10/12 a 17/01/2018 quase 40 dias!!! Meu deus 40 dias na Ásia sozinho e sem inglês, será se dou conta? Bom, depois de muito pesquisar sobre a Ásia eu já não me via viajando para outro lugar, logo então acabei comprando. Comprei no próprio site da Air China. Aí começou outro medo, gente vou viajar com um avião chinês??? Um chinguiling? Será se chego inteiro? Puro preconceito, pois era um dos aviões mais modernos que há, comida boa, bom atendimento sem reclamações... (comprei a 3.100, porém tem o bendito iof, e o cambio flutuante, que fecha o valor na data de fechamento da fatura, dois dias depois de comprar teve o escândalo do Temer com os áudios lá que fez o dólar disparar que quebrou minhas penas, de 3.100 para 3.550!!! começando bem a viagem...)
      Bom, o preço estava sendo um dos melhores, mas em contrapartida a viagem em si uma das mais demoradas! Quase 40 horas, pois faria escala em Madri e depois em Pequim e só depois Singapura.
      -Vamos lá então, tentarei postar tudo que eu lembrar pois minha memória não é das melhores 
      Pequim – Grande muralha
      1º dia - Bom, de toda a viagem para Ásia, sem dúvida Pequim foi minha maior frustração! Como faria escala por lá, procurei a escala mais demorada possível em Pequim para aproveitar a cidade, chegaria por lá 5:50 e voaria para Singapura as 00:10, ou seja, um dia inteiro para aproveitar a cidade. E nas pesquisas descubro que era possível ir na grande muralha da china um antigo sonho que jamais imaginei realizar!
      Quando comecei as pesquisas descubro que não seria nada fácil, ou nem tanto, descubro que todas redes sociais e apps da Google eram bloqueadas na china!! Ai que começa meu desespero pois eu uso muito o google maps off-line e oq iria fazer agora?
      -Depois de muita pesquisa acabei achando um site de turs que faria o percurso aeroporto – muralha, só que bem caro cerca de uns 110 US. Por mais que estava bem relutante em ir assim, acabei mandando um e-mail para a empresa para saber como funcionava. Porém, eles responderam falando que sairia um carro as 8 da manhã, mas que provavelmente eu n teria tempo,pois os tramites do visto no aeroporto não seria tão rápido e talvez eu não conseguiria sair antes da van partir. Bom depois de ver que não seria possível ir de taxi privado mas se não me engano seria mais de 200 dólares e não estava disposto a gastar tanto assim! Comecei a pesquisar se era possível ir de transporte público, e para minha felicidade tinha como ir sim. Parecia não ser complicado, mas ai vc para e  pensa vou usar transporte público em uma cidade com uma das maior populações do planeta??? Loucura mas já que está na chuva é pra se molhar...
      -Mais uma vez começa meu medo, e se eu me perder? Não vou ter como pedir ajuda a ninguém, não sei inglês não tem googlemaps e aí? Ai a gente pesquisa tudo para não se perder no caminho..rsrsrs
       
      -Bom lembram que falei que essa era a maior frustação de toda viagem? Então, depois de muito me programar, ver vídeos no youtube, prints de tela do maps e tudo mais.. meu mundo acabou no desembarque remoto, quando abriu as portas do avião começou a fazer frio, muito frio, bem eu havia viajado com uma mochila apenas, um moleton ( minha cidade é muito quente 35º graus aqui é fichinha, logo não tenho tantas roupas de frio, já que iria pra praia) tava com uma toca e um cachecol, estava frio mas suportável, mas quando cheguei na porta começou a sair fumaça da minha boca e comecei a tremer involuntariamente, fui descendo até entrar no ônibus para o aeroporto... serio nunca tinha passado tanto frio na minha vida! Quando fui checar a temperatura estava -7 Graus!!!! -7 Gente! Isso que a sensação térmica deveria estar uns -15 sério! Como eu nunca havia pego temperaturas negativas, acho q a menor temperatura que havia passado seria uns 12 graus. Dentro do ônibus já bateu um desespero, passando todo um filme na cabeça, pois havia visto que estaria frio, mas achei q seria suportável. Já no aeroporto, depois de passar por todos tramites, comecei a procurar por roupas de frio, mas só tinham roupas de marcas ( tommy, calvin Klein..) e eu não iria pagar 400 dólares em um casaco para depois descarta-lo. Pensei muito em desistir, mas cara, estou do outro lado mundo, cheguei muito longe para poder desistir aqui! Troquei um pouco de US p moeda chinesa e fui comprar o cartão de transporte público (serve para metro e ônibus), pensei que no centro acharia algo perto do metro para comprar roupas de frio! Pois bem, no caminho estava suportável o frio, cheguei na bendita estação. Cara, sou muito burro ou não sei oq, mas fiquei horas tentando sair dos inferno da estação! Rodava rodava e não achava a saída, depois de muito custo consegui sair e para minha alegria batia aquele vento gostoso que que fazia arrepiar até os cabelos que não tenho hahahha. Ao sair vi prédios gigantescos pra todo lado e não sabia para onde ir, estava fazendo muitooooo frio, parei em um lugar que tinha um solzinho pra tentar me esquentar um pouco e pensar no que fazer. Havia baixado o mapsme (offilne) mas como sempre usei o google mps n sabia muito me orientar por ele... vi uma galeria perto da estação, mas era mais uma praça de alimentação, cheio de comidas estranhas

       
      Bom, com muito pesar, depois de ter rodado um pouco perto da estação e não ter visto lugar algum para comprar roupas decidir voltar para o aeroporto arrasado, mas se no centro estava frio assim, faço ideia na muralha onde tudo era aberto... triste fim na china....voltei para o aeroporto, como tinha acesso a sala vip fiquei lá comendo e bebendo era oq tinha pra fazer....rsrs


      Depois de minha frustação com a china embarco para Singapura em ponto as 00:10 e chegando em Singapura as 6:30 da manhã... bom para definir o roteiro fiquei muito na duvida de como faria, mas como pesquisei e vi que Singapura era o pais mais caro da Ásia, resolvi deixa-la por último, já que teria mais noção de quanto iria gastar ou melhor, não gastar hahahah. Pensando assim, peguei outro voo as 13:00 para Phuket, minha entrada na Tailândia, voo pouco mais de 40 minutos tudo tranquilo pela Air Ásia.
      OBS: muitos devem achar que meu roteiro deu muitas voltas, e de fato realmente fiz muitas voltas como vcs irão perceber. Mas tudo isso foi devido minha intenção de gastar o mínimo possível nessa viagem para compensar o baque das passagens pela airchina... foi aí que encontrei um negócio chamado AsenPass. É uma espécie de programa de viagem da Air Ásia, nele vc compra 10 ou 20 créditos para viajar nos países pre-determinados descontando os créditos que vc comprou e pagando posteriormente as taxas de embarque. Dessa forma comprei 10 créditos por 116 US, (coloque na moeda da malasia ao comprar, sai mais barato que em próprio dólar) fui para Singapura – Pkuket (Tailândia) por 1 credito. Quanto mais longe a viagem, mais créditos....
      2º dia –SINGAPURA -TAILÂNDIA
      Chegando em Phuket a imigração foi super tranquila, exigiram o certificado de vacinação de febre amarela e mais nada...na hora de passar pelo scanners de malas os agentes simplimentes mandaram passar e já estava livre pra ir para onde quiser.... tão ta né..rsrs
      Saindo do aeroporto: já fora, vc vai encontrar varias pessoas oferecendo transfer... praticamente tudo tabelado, não lembro ao certo, mas acho que foi entre 150/300bath o transfer até o hotel..fiquei no hotel Poppa Palace (R$138),como chegaria morto de viagem, queria pegar um hotelzinho melhor, achei esse bem legal, perto de tudo e da praia... cheguei dei uma volta curta e apaguei não era nem 6 da tarde e acordei 5h da manhã hahaha... mas ai sem mais jatlag....
      No outro dia fechei um transfer no próprio hotel para Ko Phi Phi, (pronuncia com som de P mesmo ok) foi uns 700bath van( hotel píer +- 1:00h) + farry a viagem ( acho que 2h).
      3º dia – Ko phi phi
      Bom, optei por ficar apenas um dia na ilha, acredito que foi pouco, pois nesse dias ficaria só para curtir a ilha e não faria passeios algum... fiquei no Ibiza hostel mas em quarto privado (R$189) pois havia lido que o hostel era de muita farra e festa na piscina, que por sinal as pscinas são tops.. abertas para o público até das 14 às 22:00h.. na orla da praia todos os barzinhos tem festa tb com atrações de pular corda de fogo, malabarismo e coisas do tipo, bem legal...como sou chato pra comer sempre procurava algo mais abrasileirado rsrs... então minha dieta por lá foi muito fastfood hahah... comida barata e na praia tem um tal de bucket que são uns combos de bebidas( vodkcas, wisk, energéticos) uma espécie de baldinho q vc mistura tudo e chapa os cocos....rsrs.. nesse dia ainda estava meio grog por conta da viagem...então curti de leve a noite
      - no centrinho de phi phi tem tudo... restaurantes, lojas, estúdio de tatoo em todo canto.. cheio de ruelas que pra variar sempre me perdia...kkkk.. foi lá que comprei o transfer para ao nang por 250bt.
      4º dia - AO NANG
      -No outro dia fui para Ao Nanga, resolvi ficar lá, por nas pesquisas mostrarem que a praia teria mais estrututas de barzinhos, hospedagens, restaurantes e principalmente pelos passeios serem mais baratos
      - fiquei no hostel Moment (R$88 para 4 noites), achei ótimo, minha primeira experiência em hostel, curti muito... peguei um quarto de 4 camas, cheguei tinha um cara parecendo europeu, um vozinho q parecia morar lá cheio de livros e um oriental louco...
      - nesse mesmo dia já fechei um passeio de 7 ilhas no próprio hostel que sairia as 13:00 por 700bt
      O passeio percorreu várias essas ilhas famosas n lembro nome de nenhuma kkk, com várias paradas para mergulho com snorkel em áreas de coral com milhares de peixes coloridos, isso foi sensacional e na última ilha jantamos por lá... começou a chover nessa hora... o mar ficou agitado pensa no medo que fiquei. Mas logo ficou de boa e chegamos todos bem!
      -depois que cheguei fui dar uma volta a noite... muitas lojas e restaurantes, estruturas melhores que em phi phi
       
      5º dia – Ao nang
      -No outro dia, acordei cedo e fui tomar café que era incluído no hostel, torrada + café + banana..bem simples... mas acabei indo na 7/11 uma loja de conveniência que tem de tudo, acredite, vcs vão amar essa loja e vão querer sempre ficar perto dela! Os lanches lá são super baratos, então volta e meia estava lá comendo... eles preparam na hora lá no micro-ondas.
      -Nesse dia fechei o passeio de 4 ilhas, nesse que tinha a ilha de Maya Bay, cartão da Tailândia onde foi filmado o filme a praia com leornado de caprio... bom, pra ser sincero esperava mais dessa ilha pois todas as pesquisas sempre falam dela, e fui com grandes expectativas. De fato, é uma vista incrível com mar incrivelmente bonito, mas a ilha é bem pequena, os barcos chegam e podem ficar só 30m. e acredite todo canto tem um chinês! Brotam da profundeza dos infernos para atrapalhar suas fotos.... Me senti até celebridade lá com alguns me pedindo p tirar fotos.kkkk.. Nesse mesmo passeio fomos na bamboo island, nossa essa sim me surpreendeu com o mar! PERFEITO! No final do tour ainda podia nadar com os planctos, só q n quis pois já estava mais tarde e meio frio e eu sabia que iria fazer mais frio ainda...rsrs povo entrou e n ficaram nem 5m dentro d’água... mas o guia puxou um balde d’água e jogou no chão do barco e deu pra ver os planctos fluorescentes ....nada de extraordinário mas bacana.

      - de volta para o hostel, sai a noite com um brasileiro q conheci no passeio e q tb estava no mesmo hostel que tb estava viajando sozinho, morava na espanha e estava por lá.
      6º dia Ao nang – Railay Beach
      Nesse dia resolvi ir para Railay beach, considerada uma das praias mais bonita de toda Tailândia! Não achei a mais bonita mas estava sem dúvidas nas primeiras..rsr peguei o barco no porto não muito longe do hostel 200bt ida e volta... o ultimo barco de volta sai as 17:00
      -iria passar o dia todo por lá, é uma praia mais tranquila, muito calsalzinhos rsrs...mas tem muita coisa pra fazer...tem rapel pra quem gosta, trilhas, snorkel, caiaque.
      -aluguei um kaik por 300bt para 2/3h n lembro ao certo... nunca havia andado de caiaque antes hahah..passei uns micos mas logo dominei, super fácil... e foi incrível! Passar por aqueles cenários únicos daqueles paredões submergindo dentro d’água. Foi incrível!
      -nessa mesma praia que tem uma caverna com um tanto de piroca por lá, todos tamanhos..rsrs símbolo da fertilidade para os tailandeses.
      - como disse, Railay tem muita coisa a se fazer, mas acho que somente passar o dia por lá deve ser suficiente, visto que lá é mais um ambiente família e tranquilo, muitos casais e não vi muita opção noturna.
      - depois voltei para o hostel e iria sair novamente com o cleiton brasileiro que havia conhecido no dia anterior...

      7º dia –Ao Nang - Puket
      -Nesse dia iria voltar para dormir em phuket, já que pegaria o avião de lá para o próximo destino. Nesse dia conheci duas brasileiras lindas que tb estavam no hostel e estavam indo para Railay beach, como não iria fazer nada toquei ir com elas para voltar ao meio dia e foi ótimo. Almocei por lá não lembro oq, mas eu gostei..rsrs

      -indo para Railay já havia comprado o ferry + van para o aeroporto de phuket por 700bt... iria passar a noite em um hostel perto do aeroporto pois no outro dia iria viajar cedo para o Camboja.
      - a van deixou no aeroporto mesmo e fui andando de lá p hostel no maps parecia mais perto..rsrs mas fui andando a noite já, super tranquilo por sinal...passei em frente de uma espécie de quartel ai tinha um soldado na porta conversando no cel por vídeo ai ele mirou o celular pra mim e falou gringo com quem ele estava conversando eu sorri e ascenei...rs
      -o hostel em que fiquei foi o The luna (R$58 ) gostei muito dele, limpo e bem privativo.. jantei perto do hostel em um restaurante bem bonitinho primeira vez que comi o tal do Fried Rice  e comi dois cornetos depois... tudo bem barato...para minha felicidade não me caíram bem... vomitei e tive uma dor de barriga...hhaha
       
       continua...
       

    • Por Schumacher
      Dias 1 e 2
       
      Em 9 de março de 2017, comecei a viagem por Floripa. Como usaria muitas companhias de baixo custo, precisei fazer milagre para que tudo, incluindo meu equipamento de mergulho, coubesse numa mochila média. No final da tarde, saí de Guarulhos num voo da AirChina, comprado numa promoção com vários meses de antecedência. A empresa presta um serviço razoavelmente bom em relação à alimentação e entretenimento.
       

       
      Antes de chegar em Seul, os intermináveis voos tiveram conexões em Madri e também em Pequim, onde a imigração levou um tempão. Vi 2 noites passarem dentro do avião, devido ao sol ir na direção contrária.
       
      Dia 3
       
      Nesse dia, conheci a cidade de Incheon. Como não fica no Sudeste Asiático, contarei sobre essa parte na parte 2 do relato. À noite, passei com minha mochila na pesagem da AirAsia, pra voar a Cebu, nas Filipinas. O voo custou 132 mil wons, com taxas e refeição.
       
      Dia 4
       
      Cheguei morrendo de sono às 2h da madruga, peguei um táxi branco de 250 pesos (15,65 reais), mais barato que o amarelo, até o terminal norte de ônibus de Cebu, e logo depois, por 160 pesos fui num ônibus da Ceres por 4 horas até o norte da ilha, em Maya. Cerca de 1h depois da partida ele para pra usarmos o banheiro e comprar comida. Consegui uns pãezinhos doces por 5 pesos cada!
       
      Já em Maya, embarquei pouco depois num barco até Malapascua. Como não tinha passageiros suficientes, pois eles partem a cada meia hora estando cheios ou não, o total por pessoa ficou em 220 pesos.
       
      A orla onde os barcos atracam não é muito bonita, e o tempo também estava meio feio.
       
      Almocei um pouco adentro da ilha, pagando 210 pesos num arroz frito com vegetais e camarão e mais um suco de limão. Por sorte, uma funcionária da minha hospedagem estava no mesmo local, e me ofereceu uma carona de moto até o Thresher Cove Dive Resort, um tanto distante do embarcadouro.
       
      Ali fiquei em uma cabana individual na areia de uma praia particular por menos de 1400 pesos para 3 noites. A pousada e centro de mergulho é bem bacana, o maior problema é da água ser salobra, então meu filtro foi inútil.
       

       
      Caí na água para um pouco de snorkeling no jardim de corais na praia da hospedagem. No começo há apenas pastagem aquática, mas de uns 50m em diante vários corais dispersos se apresentam, embora parte deles branqueados.
       
      Ainda assim, vi muitos seres vivos de pequeno porte diferentes, coloridos e bem interessantes. Foi a estreia da minha GoPro 5 Black - por sinal, muito melhor que minha antiga 3 Silver.
       
      Já estava satisfeito quando do nada surgiu um monstro a minha frente. Uma serpente marinha (Laticauda colubrina) de uns 1,5m! Fiquei com medo no início, mas como percebi que ela não estava nem aí com minha presença, fiquei a acompanhando enquanto ela procurava comida e voltava à superfície para respirar. Antes de regressar à terra, vi mais 2, mas menores.
       

       
      Depois disso, fiquei relaxando na pousada no resto do tempo.
       
      Dia 5
       
      Teria tido uma ótima noite se o despertador da cabana vizinha não tivesse tocado às 4 e meia da madruga, hora que sai o primeiro mergulho do dia.
       
      Acordei de verdade às 7h, para me preparar pra pegar um barco (150 pesos) e mergulhar com meu snorkel no Evo Reef. Parte recife, onde vi um peixe-leão, parte areia, onde vi muitos seres pequenos e transparentes, entre águas-vivas, ctenóforos e tunicados, como um bizarro pirossomo (isso é um animal, e não lixo).
       

       
      Almocei adobo, um prato típico filipino com carne temperada.
       
      Digestão feita, resolvi fazer um mergulho com cilindro, o primeiro desde que tirei minha certificação há meio ano. O local foi a Chocolate Island, a sudoeste de Malapascua.
       
      Fomos em um grupo grande, incluindo meu dupla, o holandês Jasper. Cerca de meia hora depois chegamos. A profundidade máxima atingida foi de 18 m, mas havia um pouco de correnteza e a visibilidade estava ruim, além de meu ar só durar 33 min. Vimos corais moles, cavalos marinhos e alguns coloridos nudibrânquios pequeninos.
       
      Ao retornar, fui novamente no jardim de corais. Vi algumas coisas novas, mas pequenas. Seria bom se eu tivesse uma lente de macro. Como dessa vez estava com um traje de neoprene, alugado baratinho na hospedagem, fiquei até o sol se pôr na água.
       
      Jantamos pizza e tomamos a cerva filipina San Miguel Pale Pilsen. Não sou muito fã de pilsen, mas estava OK.
       
      Dia 6
       
      Um grupo de brasileiros que eu conheceria no destino seguinte resolveu vir conhecer Malapascua (Ingrid, Agatha, Thalita, Camila e Rafael). Depois do meu café da manhã eles já estavam entrando no meu hotel.
       
      Com a Agatha e a Ingrid caí na água de snorkel para mostrar a praia a elas. Vi outro pirossomo e uma moreia.
       
      Em sequência, todos almoçamos no restaurante do hotel, onde pedi o kinilaw, que é o ceviche filipino. Até que não é ruim, mas ainda prefiro o peruano.
       

       
      À tarde eles voltaram à ilha de Bantayan, enquanto eu fui de moto-táxi até a praia do Farol, onde mergulhei com snorkel em um naufrágio. No caminho, ocorria uma briga de galo.
       
      O naufrágio está dividido em vários pedaços, a partir de uns 3 m de profundidade. É comum o mergulho noturno ali. Além do que estava aderido à carcaça, vi um monte de ctenóforos.
       

       
      Vi o sol se pôr e voltei pagando 50 pesos pro cara dá motoca, a tarifa máxima da ilha, por ser noite e um pouco distante.
       
      Dia 7
       
      Tive minha última refeição no variado restaurante do hotel e deixei a ilha, dessa vez por 120 pesos. No caminho, bastante lixo flutuando. De fato, os filipinos não parecem se importar muito com a limpeza, pois os próprios barqueiros jogam suas bitucas de cigarro no mar.
       
      Como o ônibus levaria mais uma hora para sair, embarquei numa van com ar por 200 pesos. Mesmo na principal rodovia que corta o país, há apenas uma faixa de rodagem. Espere trânsito, especialmente de motos e de lentos tuk-tuks.
       
      Já vinha percebendo que o idioma oficial das Filipinas foi bastante influenciado pela ocupação espanhola. Tive certeza que os números são falados da mesma forma quando o cobrador do ônibus para Oslob me informou que a tarifa seria de “ciento y cuarenta y cinco”.
       
      Ao chegar, encontrei a mesma turma de brasileiros no Hotel Sebastian, e mais Caio. Ao redor da piscina, tomamos umas biras Red Horse por 60 pesos a garrafa de 500 ml.
       
      Pousei no Ocean View Lodging House, à beira-mar, por 1600 pesos a noite, um pouco caro pela localização, mas com um quarto de casal só pra mim.
       
      Dia 8
       
      Fechamos um passeio no hotel para sairmos em 6 brasileiros mais eu às 5 e meia para nadarmos com os tubarões-baleia e vermos as cachoeiras Tumalog em seguida. Isso por 1800 pesos, que poderia ter sido feito pagando menos, por conta própria.
       
      Chegando no estabelecimento dos tubarões, levamos um susto com a quantidade de turistas que já havia naquele momento. As canoas entram poucos metros na água até chegarem onde ficam os bichões, que permanecem ali enquanto são alimentados. Achei meio artificial por isso, mas mesmo assim não deixa de ser incrível observar de snorkel os maiores peixes do mundo. Ficamos por quase 30 min nadando ao redor dos bichos de cerca de 6 m (juvenis).
       

       
      Tumalog Falls é uma cachoeira que fica lá perto, onde de uma altura bem considerável escorre um bocado de água sobre um paredão verde, culminando num lago raso verde-azulado, coloração devida ao calcário.
       

       
      Kawasan Falls, por sua vez, é bem maior e bem mais distante, a mais de 1 hora e meia de Oslob, em Badian. Nos custou mais 1100 pesos para ir até lá e entrar no parque, que possui infraestrutura completa e uma série de cachoeiras, com trilhas para acessá-las. Um atrativo é uma balsa de bambu que te leva embaixo das quedas principais, dando aquele cachote na cabeça. Outra é o salto de uma das quedas superiores, com uns 10 m de altura, coisa que eu fiz (me borrando de medo, mas fiz).
       
      Na volta, ficamos bebendo no hotel dos brasileiros. Apesar de eu já ter gastado bastante por lá, ainda quiseram me cobrar pra entrar na piscina por eu não ser hóspede, uma atitude ridícula.
       
      Azar o deles, porque saímos para procurar uma festa no pequeno centrinho. Como não achamos, jantamos numa pizzaria, compramos cervejas no 7Eleven por 85 pesos o litro, e tomamos no quarto do hotel dos brasileiros.
       

       
      Dia 9
       
      Deveríamos ir à ilha Sumilon, mas como a maré estava muita alta não haveria faixa de areia, e com isso teríamos que ficar no resort da ilha. Isso faria o passeio passar de 2500 pesos por todo o barco para 1500 pesos por pessoa.
       
      Como alternativa, a moça da agência de turismo nos indicou a praia da cidade de Alcoy, e para lá fomos, pegando um ônibus qualquer em sentido norte. Pagamos 25 pesos e chegamos uns 45 min depois.
       
      A praia bonita tem uma faixa de areia modesta, mas maior que as demais da região. Ficamos relaxando nas águas cristalinas até a hora do almoço, quando subimos no restaurante caro de um resort com uma baita vista da barreira de corais que fica a 200m em frente à praia. Fui lá logo depois, nadando por conta própria. Se quisesse pegar um barco, custaria 100 pesos.
       

       
      A maioria da zona é de pasto aquático, com recifes dispersos. Há certa variedade de vida, mas não tão grande quanto Malapascua. Vi uma serpente marinha novamente. Uma coisa que me incomodou foi as várias pontadas que levei na pele no caminho, apesar de só ter visto uma água-viva.
       
      Ao retornar, me despedi da galera e segui com um casal de brasileiros num ônibus e depois táxi pra ilha do aeroporto de Cebu, onde passaria a noite antes dos voos seguintes.
       
      Dormi num simples dormitório coletivo no Mactan District Budgetel, por 450 pesos, pois ele ficava a apenas 2 km do aeroporto.
       
      Dia 10
       
      Na madruga, voei de AirAsia por 3 mil pesos pra Kuala Lumpur, onde esperaria várias horas no aeroporto até o voo seguinte para Yangon, em Mianmar. O que eu não contava era com uma tarifa de 750 pesos que deve ser paga no embarque diretamente no terminal do aeroporto de Cebu, em dólares ou pesos.
       
      Tive o azar de molhar minha papelada quando vazou água que esqueci na garrafa do filtro durante o voo. Por sorte, o moderníssimo terminal KLIA2 da AirAsia, que inclui Wi-Fi grátis, dispunha de um serviço pago de impressão, no Sama Sama Lounge.
       
      O próximo voo, no fim da tarde, saiu por 197 ringgits. Ao desembarcar, bastou entregar à imigração a carta de recomendação do pedido de eVisa, feito antecipadamente pela internet por 50 dólares, para ingressar num dos países mais exóticos que já conheci.
       
      Até a Chinatown, onde iria me hospedar, o taxista queria me cobrar 10 mil kyats (23 reais), e não havia serviço de ônibus por lá. Encontrei um casal de brasileiros (Gleice e Renan) quando fui fazer o câmbio (necessário, já que cartão de crédito é inútil por lá, pois não é aceito em quase nenhum lugar), e por sorte eles ficariam próximos a mim; dessa forma, consegui dividir o carro.
       
      Mal cheguei e já saí pra caminhar pelas ruas movimentadas e um pouco escuras da maior cidade do país. Apesar de parecer um pouco amedrontador, a criminalidade contra turistas é baixíssima. Tentei ir a tempo ao templo que supostamente guarda um pedaço do cabelo de Buda (Botahtaung Pagoda), mas ele havia acabado de fechar.
       
      Na volta, passei pela praça da independência, onde fica a Sule Pagoda, além da prefeitura e vários prédios do período colonial britânico nas quadras ao redor. Já era 9 e meia; apenas barracas de comida de rua e alguns restaurantes chiques estavam abertos.
       
      Por apenas 8 dólares, incluindo café da manhã, hospedei-me no ótimo albergue Shwe Yo Vintage Hostel. Dormir no dormitório de 8 camas com ar condicionado foi um alívio pro calor que estaria fazendo durante os dias.
       
      Dia 11
       
      O café da manhã foi um estranho prato de sopa de macarrão de arroz com peixe e temperos, chamado mohinga. Apesar de ser extremamente inusual ingerir isso de manhã cedo, até que não tava ruim.
       

       
      Junto com um sueco do albergue, peguei o trem circular por 200 kyats na estação Lanmadaw. Foi um pouco difícil saber qual o trem certo, mas algumas dezenas de minutos depois embarcamos em um dos velhos vagões britânicos ao redor da cidade.
       
      No caminho se vê bastante sujeira e pobreza; essa é a Mianmar real.
       
      A certo ponto é preciso trocar de trem, prestem atenção. Quando chega na metade, você vê agricultores e suas plantações. Num dado momento, o corredor do vagão ficou completamente cheio de vegetais a serem vendidos no centro da cidade.
       

       
      Saltamos próximo ao Lago Inya, o maior reservatório da cidade. Compramos 2 cachos de bananas por apenas 400 kyats e caminhamos ao redor. Tentamos ver a residência da filha do líder revolucionário, mas o acesso era proibido.
       
      Como o lago não era muito interessante e já fazia um calor de mais de 35 graus, tomamos um táxi por 3500 kyats até 2 templos budistas com estátuas gigantes, ambos gratuitos. No primeiro, Chaukhtatgyi, a estátua é reclinada, enquanto que no Ngahtatgyi ela está sentada. Como todo templo budista, é preciso entrar sem calçados e com ombros e joelhos cobertos.
       

       
      Pela pressa e comodidade, por 300 kyats comi uns bolinhos fritos de feijão e outros vegetais na rua.
       
      O museu Bogyoke Aung San, também próximo, conta um pouco da história do general que levou o país à independência logo após o fim da 2ª Guerra Mundial. Fica em sua última casa antes de ser assassinado, mas há tão pouco para ver que não sei se os 5 mil kyats de entrada são justos.
       
      Continuei, agora sozinho, em direção ao sul, entrando nos jardins do belo Lago Kandawgyi. Contornei ele, subindo na Utopia Tower, onde tive uma bela vista por 200 kyats. Outro ponto de interesse é o Karaweik, restaurante em formato de um barco de dragões.
       
      Corri para chegar ao pôr do sol na maior atração de Yangon, a Shwedagon Pagoda. Por 8 mil kyats se tem acesso a um complexo budista lotado de turistas, cujo maior atrativo é uma stupa de 99 metros de puro ouro. A iluminação noturna dessa stupa, bem como das outras, é incrível, então vale a pena passear de dia e à noite.
       

       
      Tirei uma foto na Maha Vizaya Pagoda já caminhando de volta, me sentindo seguro. No meio do trajeto jantei um curry de bode por apenas 1500 kyats, num local frequentado apenas por locais.
       
      Dia 12
       
      Como o mercado de souvenires (Bokyoke Aung San Market) e o National Museum fecham nas segundas, tive que me contentar com o zoológico. Por 3 mil kyats peguei um táxi até lá.
       
      Paguei 3 mil também pela entrada. Para os padrões de Mianmar, até que é um zoológico decente. Há centenas de espécies de vários grupos animais, a maioria do próprio país. No entanto, à exceção da área dos veados, as outras jaulas são pequenas demais para os pobres bichos.
       

       
      Há também um museu de história natural, incluso no ingresso, que conta com vários animais empalhados, fósseis e rochas. Duas horas e meia foram suficientes para ver tudo.
       
      Voltei pelo trânsito caótico de Yangon, que possivelmente seria menor se motos não fossem proibidas nessa cidade.
       
      Dividi um táxi e fomos pro aeroporto, onde tomei um lanche e embarquei na Golden Myanmar Airlines. O voo foi bem salgado, 110 dólares. Fiquei apreensivo quando vi que o avião era um turbo-hélice, mas apesar das chacoalhadas cheguei a salvo. O serviço de bordo incluiu uma revista e um lanche.
       
      Ainda no aeroporto, paguei os 25 mil kyats pelo passe arqueológico dos templos da Bagan antiga. Há centenas deles, construídos ao redor do século 12, num complexo quase tão grandioso quanto o de Angkor, no Camboja.
       

       
      Por mais 5 mil kyats, peguei um táxi até o centro de Nyang U, no Royal Bagan Hotel. 14 dólares com café incluído, para o quarto compartilhado. É um hotel bastante bom e bonito.
       
      Caminhei aleatoriamente até a Shwezigon Pagoda, quando começou a chover. Com isso, depois de visitar brevemente o templo, parei para jantar no restaurante San Kabar. No menu havia enguias por 4500 kyats; não pude deixar de prová-las fritas em pedaços. E não é que estavam boas?
       

       
      Por fim, tomei um chope Myanmar com os brasileiros que havia conhecido no aeroporto de Yangon.
       
      Dia 13
       
      Acordei ainda noite para ver o nascer do sol com os brasileiros. Aluguei uma moto elétrica, principal e mais recomendado meio de transporte para essa cidade. Paguei 7 mil pelo dia e segui a no máximo 40 km/h, a velocidade que o veículo consegue chegar.
       
      Sozinhos, vimos o esplendoroso nascer logo após às 6 horas do topo do complexo Sule, vendo os balões acompanharem o movimento do sol logo depois de sua ascensão.
       

       
      Voltei ao hotel pra tomar um baita café da manhã em bufê livre, antes de retomar a jornada aos muitos templos. Danificados por invasões e terremotos, mas ainda assim impressionantes. Quando fui, os maiores estavam sendo restaurados. O comércio de souvenires e comida nos arredores é tão grande que descaracteriza um pouco a importância das ruínas.
       
      Depois de ver por fora e por dentro uma dezena de lugares, parei no museu arqueológico. Custa 5 mil de entrada para estrangeiros. A construção em si é incrível, um palácio antigo. Dentro, achados das ruínas, como pedras esculpidas, pinturas, joias e estátuas.
       

       
      Bati um rango esperto ali perto. Depois, me mostraram a preparação e me passaram thanaka, pasta de coloração amarelo clara que as nativas usam no rosto para proteção do sol e como cosmético, que é extraída de uma árvore e elaborada esfregando um toco numa pedra com água.
       
      Paguei mais 5 mil kyats pra entrar na Golden Pagoda, uma réplica sem graça do Mandalay Golden Palace, que eu acabei conhecendo na cidade seguinte.
       
      Rodei aleatoriamente mais um pouco, e para o pôr do sol achei o complexo Sin-byu-shin, afastado e alto, com uma baita vista de 360 graus. Escalei ele e apenas alguns jovens vieram juntos.
       
      Dia 14
       
      Peguei um dos vários micro-ônibus disponíveis diariamente para Mandalay, no meu caso o das 9h. Com ar condicionado, saiu por 9 mil kyats. No caminho, vimos basicamente a área rural. Houve uma parada para usar o banheiro e outra para almoço rápido. Quase 5 horas depois chegamos.
       
      A hospedagem compartilhada do [email protected] saiu por 21 dólares para 2 noites, incluso café. Deixei minha mochila lá e peguei um táxi com o alemão Henning que havia recém chegado também, para o Mandalay Golden Palace. Numa área de 2km por 2km, cercada por um muro e um fosso, ficam os resquícios reconstituídos do palácio bombardeado na 2ª Guerra Mundial. A maior parte da área interna pertence ao exército. Os prédios do palácio estão praticamente vazios por dentro e com falta de informação em inglês, mas a arquitetura é interessante e a vista do alto da torre só é superada pelo Mandalay Hill, logo atrás do palácio.
       

       
      Pra entrar nessa atração e em muitas outras na região de Mandalay, é preciso pagar 10 mil kyats por um passe turístico válido por 5 dias.
       
      Com o sol se pondo, adentramos os templos próximos: Kyauktawgyi, San Dar Muni e Kuthodaw. Neste último, fica o maior livro do mundo de 729 páginas, mas diferentemente do que se pensa, ele fica dividido em lápides, cada página em uma pedra.
       
      Às 20:30h, diariamente há um show de marionetes, arte típica de Mianmar, no Myanmar Marionettes, bem na esquina sudeste do palácio. Pagamos 10 mil kyats pra assistir o espetáculo de 1 hora, onde histórias são contadas com os bonecos, incluindo a complementação sonora de uma banda com instrumentos. Foi legalzinho.
       

       
      Dia 15
       
      Comecei bem o dia com o café do albergue que incluía até Nutella! De fato, as hospedagens desse país me surpreenderam de uma forma positiva.
       
      Eu e o alemão fizemos um tour organizado pro dia todo por 18 dólares, incluso guia, transporte e refeição.
       
      A primeira parada foi a oficina e loja de carpintaria e tapeçaria. A arte da carpintaria é bem desenvolvida no país.
       
      Em seguida, Mahagandhayon Kloster, onde os monges e aprendizes moram e se alimentam. Pegamos o exato momento em que eles fazem fila com suas louças, dirigindo-se ao refeitório, para a última de suas únicas 2 refeições diárias!
       

       
      Depois, a fábrica de tecelagem de seda, onde se elaboram roupas com o auxílio de máquinas manuais.
       
      Sagaing, o destino seguinte, é uma cidade destinada à meditação no budismo. Há apenas templos de todos os tipos, além do comércio básico. A vista do Sagaing Hill, onde subimos, é bem bonita, podendo se ver os santuários e o rio e pontes que cortam com Mandalay. Almoçamos por ali.
       

       
      Continuando, visitamos diversas pagodas e mosteiros importantes, como Kyaung Lain Monastery, Bagaya Monastery, Mae Nu Oak Kyaung, Lar Hat Gyi, Pahtodawgyi e Yadana Hsemee. Os últimos são construções mais antigas em ruínas.
       

       
      Por fim, o pôr do sol foi na ponte de madeira U Bein Bridge. Totalmente lotada de turistas e locais, mas ainda assim com uma vista bastante interessante, tanto por cima da ponte quanto dos barquinhos que ficam à espera.
       
      Jantamos no Shan Ma Ma, um restaurante bem barato onde você pode escolher 3 entre vários pratos típicos diferentes, pagando 1500 kyats por tudo.
       
      Aproveitei o tempo livre pra lavar minhas roupas na pia. Com o ar ligado no quarto, já estavam secas antes de eu partir.
       
      Dia 16
       
      Depois do café, dividi um táxi para o voo de Mandalay a Bangkok pela AirAsia. Como o aeroporto fica um pouco longe da cidade, custou 7500 kyats pra cada.
       
      Em seguida, encontrei o outro grupo de brasileiros com o qual havia planejado a viagem junto. Tomamos o voo a Hanói, a capital do Vietnã. Diego, Renato, Fernando, Camila, Carol, Andreia e Thais foram meus companheiros nos 12 dias seguintes.
       
      Passando a imigração com nossas cartas de aprovação processadas antes da viagem, pagamos 500 mil dongs (68,4 reais) dividido por 8 numa van do aeroporto até o See You Lily’s Hostel. Em comparação aos albergues anteriores, esse deixou a desejar, principalmente no quesito limpeza.
       
      No próprio beco do albergue há alguns estabelecimentos para se comer e beber. Foi o que fizemos em seguida.
       
      Dia 17
       
      Saímos para conhecer a pé o centro da cidade. A quantidade de motos é absurda, sendo uma tarefa árdua atravessar as ruas. Ao menos os vendedores não são insistentes, então andar pelas calçadas é tranquilo.
       
      Passamos por construções do período colonial francês e pelo lago bem ao centro, onde os nativos relaxavam no fim de semana.
       
      Do outro lado fica o Presidential Mausoleum Park, um complexo de atrações voltadas à memória de Ho Chi Minh, o líder da independência vietnamita. Lá ficam o mausoléu, a casa, o museu, o palácio e os jardins.
       

       
      Depois de almoçarmos num caro restaurante na região, pagamos 40 mil dongs pelo próximo museu da história militar. A parte mais interessante são os artefatos históricos como armas, além dos veículos grandes capturados. No mais, as informações em inglês são escassas.
       

       
      Passamos numa loja da North Face. Os preços são ótimos, já que as roupas e mochilas são fabricadas lá mesmo. Por 89 dólares comprei um agasalho, uma calça e luvas, todos de goretex, o caro tecido que ao mesmo tempo é à prova d'água e respirável. O quão originais eles são eu nunca saberei, mas pelo menos parecem funcionar.
       
      Uma coisa interessante que notei é que, diferentemente dos países ao redor, o comércio de bens é feito em pequenas lojas, e não nas calçadas, deixando-as livres para pedestres e motos.
       
      Escolhemos assistir o espetáculo teatral tradicional Four Palaces Show no Viet Theatre. Com 2 sessões diárias (18h e 19:30h), os ingressos custam a partir de 125 mil dongs, mas como estava relativamente vazio e éramos 8, ganhamos um upgrade de assentos. A banda que toca é legal e as vestimentas bem elaboradas, mas é um pouco repetitivo e monótono.
       
      Em seguida ocorreria na frente do Opera House a Hora do Planeta, evento que ocorre anualmente em todo o mundo com o apagar de luzes por 1 hora, para alertar para a proteção de nosso planeta. Em Hanói ocorreram shows musicais e danças animadas.
       
      Quando saímos de lá, encontramos diversas rodas de música e dança espalhadas pelo centro. O que achamos estranho é que ninguém bebia nas ruas.
       
      Para terminar a noite entramos na balada animada Ball Bar. Éramos os mais velhos e os únicos gringos lá dentro, mas curtimos o som globalizado, nada vietnamita, mesmo assim.
       
      Dia 18
       
      Conseguimos um baita desconto em grupo para fazermos na Ha Long Cast Away Tour por 90 dólares o cruzeiro de 2 dias e 1 noite em Ha Long Bay. Um ônibus nos levou por umas 3 horas e meia até o terminal onde pegamos o barco. Este tinha 2 andares e a cobertura, mas a aparência e limpeza não eram das melhores.
       
      O cruzeiro adentrou a baía, passando pelos montes rochosos verticais e pelas águas esverdeadas, enquanto almoçávamos um rango bom.
       

       
      Certa hora o cruzeiro parou num local onde andamos de caiaque por entre cavernas e matas com macacos.
       

       
      Infelizmente o tempo esteve nublado e ventoso por todo o período em que estivemos no cruzeiro, chegando a fazer um friozinho à noite.
       
      Assim que terminarmos de jantar começou a melhor parte, as 3 horas de chope liberado. Na festa regada a bebida e música, rolou altas interações com o grupo de filipinos e o de suecos.
       
      Dia 19
       
      Com certa ressaca fizemos as refeições e voltamos, parando brevemente em Hanói antes de voar pela Vietjet Air até Da Nang por 409 mil dongs. Hachi Hostel foi a hospedagem da vez (127 mil dongs).
       
      O safado do taxista me roubou dinheiro, dizendo que não paguei quando ele tinha sacado a grana da minha mão; fiquei sabendo depois que não fui caso único, então fiquem atentos a isso.
       
      Fomos até a orla do rio para ver a Dragon Bridge. No caminho havia um monte de despachos no chão e ratos pelas ruas.
       
      Meia noite em ponto, no exato momento em que chegamos, as luzes das pontes iluminadas se apagaram. Achar comida decente aquela hora também foi bem difícil, então acabamos num mercadinho coreano.
       

       
      Dia 20
       
      Pegamos um transfer até Hoi An com uma parada em uma das Marble Mountains, ao custo de 100 mil dongs por pessoa (800 mil no total).
       
      Uma hora foi pouco para subi-la a pé e visitar suas cavernas e templos. É necessário pagar uma taxa de entrada e ela é bastante visitada.
       

       
      Chegando em Hoi An, considerada a cidade mais bonita do Sudeste Asiático (não por mim), ficamos no Horizon Homestay, onde tivemos com 2 quartos só para nós, pagando 132,5 mil dongs cada.
       
      O melhor é que havia bicicletas para todos e de graça! Aproveitamos para pedalar aos verdejantes arrozais e à praia, essa meio sem graça.
       

       
      Almoçamos e fizemos câmbio no pequeno restaurante Mót, no centro da cidade. Ali provamos o prato mais típico da cidade, chamado cao lầu. A deliciosa e barata (30 mil) refeição é servida em uma tigela com macarrão, porco, vegetais verdes e tempero.
       

       
      Depois, assistimos um espetáculo teatral de fantoches dançando na água, o tradicional Water Puppet Show, por 80 mil dongs. Durou uns 45 min, tendo a apresentação de várias histórias de lendas e cotidiano vietnamita.
       
      Já à noite, conhecemos a pé o centro antigo de Hoi An, patrimônio histórico da UNESCO. As construções antigas ao redor do Rio Song Thu Bon ficam com lanternas iluminadas, num cenário muito bonito. Se o rio não fosse sujo de esgoto e lixo seria ainda melhor. Nas construções ao redor há uma infinidade de souvenires e comidas.
       

       
      O melhor de tudo é a cerveja mais barata que já vi na vida. Por 4 mil dongs (algo como 57 centavos de real!!) tomamos várias no bar e restaurante Chips & Fish, à beira do rio.
       
      Dia 21
       
      Voltamos ao centrinho de Hoi An, zanzando aleatoriamente por suas ruas, alguns fazendo mais compras, outros comendo.
       
      O transfer na van ao aeroporto nos custou 550 mil dongs, onde voaríamos a Ho Chi Minh City (anteriormente conhecida como Saigon) pela Vietjet Air novamente.
       
      Pegamos Uber do aeroporto até Saigon Charming Hostel, a hospedagem da vez. Custou 160 mil dongs pelo dormitório. Mas com o atraso do voo, só deu tempo de dormirmos.
       
      Dia 22
       
      Às 8 da manhã pegamos um confortável ônibus de 15 dólares a Phnom Penh no Camboja. Havia opções de até mesmo por 9 dólares em outros horários.
       
      Duas horas depois chegamos na fronteira. Ao contrário de relatos da internet, meus amigos que ainda não tinham o visto do Camboja tiveram que pagar apenas 35 dólares e não precisaram esperar tempo algum. Em uns 20 min todos cruzaram ambas fronteiras.
       
      Logo depois paramos para almoçar num restaurante estilo de caminhoneiro. Um prato com arroz, alguma carne e alguma salada saiu por 2 dólares. O gosto não tava ruim.
       
      4 horas depois já estávamos na capital do país. Nos hospedamos num hotel de verdade, o Orussey One Hotel & Apartment (14 dólares por cada noite).
       
      Caminhamos no final da tarde pela alameda que contém os prédios do governo e monumentos, como o da independência da França. É uma zona bonita e conservada, onde os locais praticam atividades como caminhadas, futebol e peteca.
       

       
      Na frente do colorido templo Wat Botum, o qual adentramos, achamos umas barracas de rua com comidas diferentes, como sapos e patas de galinha. Eu e Andreia comemos lulas, cogumelos e camarões.
       
      Nos reencontramos com o português Gonçalo, que estava com minha turma antes de eu conhecê-los. Para terminar o dia fomos à cobertura do hotel, onde fica uma piscina show de bola. Lá tomamos uma e jantamos, já que o tempo estava chuvoso para sair.
       
      Enquanto a maioria da turma pediu lok lak, um dos pratos carnívoros mais típicos do país, fiquei com grilos fritos. A hora que os bichinhos chegaram eu quase joguei a toalha, mas resolvi experimentar. E não é que temperados eles eram deliciosos? Tanto que os pedi novamente na noite seguinte.
       

       
      Dia 23
       
      O dia foi de tristeza. Primeiro, por 4 dólares por pessoa saímos os 9 de tuk-tuks até os campos de extermínio (Choeung Ek), resquício dos tempos do comunismo sanguinário do ditador Pol Pot.
       
      Pagamos 6 dólares para entrar nos Killing Fields. Esse local, um antigo cemitério chinês, serviu para a tortura, assassinato e desova de centenas de milhares de cidadãos cambojanos durante o regime comunista utópico de 1975 a 1979. Somando os outros campos de extermínio, foram quase 3 milhões de pessoas massacradas. Portar óculos era o suficiente para ter a pena de morte decretada, pois o regime visava abolir qualquer intelecto. Bebês e mulheres não sofreram qualquer distinção na hora de enfrentar suas penas.
       
      O passeio consiste em um caminho audio-guiado pelo antigo campo, onde se aprende sobre a triste história e se vê restos do que já esteve ali. Há também um memorial com os ossos das vítimas. Por fim, um pequeno museu com exibição de vídeo.
       

       
      Antes de continuarmos o passeio a pé, ficamos num mercado de souvenires e comidas, um tanto caro, assim como o restaurante que escolhemos em volta.
       
      Dali fomos ao passo anterior, a ex-escola que virou uma prisão, onde ocorria a triagem dos suspeitos. Mais 6 dólares para o caminho guiado por áudio no S21 Tuol Sleng Museum. Nesse local os edifícios continuam de pé, e há uma série de retratos e textos.
       
      O que me deixou mais indignado foi que Pol Pot, o fdp que fez tudo isso, viveu uma vida tranquila até os 82 anos, nunca tendo sido julgado, ao contrário de seu braço direito Duch, o responsável por essa cadeia, que está em prisão perpétua.
       
      Como estava tarde demais para ir ao Royal Palace e Silver Pagoda (10 dólares), pegamos um transporte até o templo erguido no monte artificial ao norte da cidade. Pagamos 1 dólar para entrar no Wat Phnom, achando que teríamos uma boa vista do pôr do sol. Ledo engano; olhamos a construção brevemente e descemos até a orla em direção sul, parando na sorveteria Gelatofix, que estava com uma promoção de compre um leve outro. Ali passamos o pôr olhando o Rio Tonle Sap, que se une ao famoso Mekong.
       
      Na volta, quebramos nosso recorde de pessoas num tuk-tuk, 7+motorista!
      À noite a galera foi pros bares, enquanto eu fiquei pela academia do hotel, já que meu voo seguinte seria bem antes do deles.
       
      Dia 24
       
      Não se deixem enganar pelos 10 a 11 km do centro da cidade até o aeroporto. Graças à chuva e ao trânsito intenso, levei uma hora, chegando no momento em que o check-in deveria encerrar. O tuk-tuk ate lá custou 8 dólares só para mim.
       
      O voo até Siem Reap pela Bassaka Air levou apenas 45 min e 24 dólares.
       
      Ao desembarcar o transfer gratuito do hotel me aguardava. Como aqui seria a metade da viagem de 7 semanas e a hospedagem era barata, resolvi esbanjar um pouco, escolhendo o hotel 5 estrelas Damrei, cuja diária custou 150 reais o quarto.
       
      O ambiente espaçoso e luxuoso incluía banheira, cama gigante e TV a cabo. Como chovia, tive que almoçar ali mesmo.
       

       
      Com o tempo melhorando, encontrei-me com a galera no hostel deles, que seria o meu também no próximo dia (Siem Reap Pub Hostel). Saímos à noite para o Night Market, um agrupado de pequenos camelôs que vendem todo tipo de souvenir a preços justos, ainda que mais caros que no Vietnã (mas mais baratos que em Phnom Penh). Trate de negociar bem para chegar num preço bom.
      Na janta experimentei o amok, outro dos pratos típicos que custa cerca de 3 dólares e inclui uma preparação de frango ou peixe com curry. Eu e metade do pessoal curtimos.
       
      Por fim, eu e minha companheira dividimos um vinho no nosso quarto de luxo.
       
      Dia 25
       
      Café da manhã incrível no hotel, com direito a pitaia, Nutella, granola e vários pratos quentes.
       
      Por 9 dólares por pessoa, negociamos um tour em Angkor com guia e van para 10 pessoas. No caminho, passamos na bilheteria para comprar o ingresso que recém havia inflacionado: 64 dólares para a entrada de 3 dias, que ao menos foi totalmente aproveitada. Há também opções de 1 ou 7 dias.
       
      O primeiro templo foi Angkor Thom, a capital murada do império Khmer, cercada também por um fosso de 3 por 3 km. No portão ficam as representativas cabeças de quatro faces.
       

       
      Dentro, prédios religiosos hindu-budistas construídos ao redor do século 12, como Bayon e Baphuon. Nas matas, macacos ficam à vontade.
       
      O almoço foi no caro restaurante Palmboo. Melhor levar uma marmita na próxima vez. Menções especiais: o inglês do Camboja é uma bosta e cartões de crédito raramente são aceitos, mesmo em restaurantes caros.
       
      Seguindo, paramos no mais famoso de todos, Angkor Wat. O maior monumento religioso do mundo é parecido em seu formato com Angkor Thom, mas apresenta 5 torres centrais que representam os picos do Monte Meru, montanha indiana sagrada no hinduísmo. Assim como nos demais templos, os artefatos religiosos foram retirados e parte das estruturas estão em reparação, mas isso não tira a beleza imponente da edificação sempre lotada de chineses, principalmente em frente ao espelho d'água ao nascer do sol.
       

       
      Já quanto ao pôr do sol, esse é mais interessante visto no morro próximo onde ficam as ruínas do século 10 de Phnom Bakheng, um dos primeiros da era Angkor. Ficamos uma hora e meia na fila até conseguirmos chegar ao topo e ver o final do pôr numa tonalidade incrível.
       
      Jantar no Khmer Taste, entre o Night Market e a Pub Street, com uma infinidade de refeições a 3 dólares, chope a 50 cents e coquetéis a 1 dólar. Voltamos lá algumas vezes, de tanto que gostamos.
       
      Por fim, conhecemos a tal Pub Street. É bastante agitada à noite com luzes, bebidas e música nas ruas. Assemelha-se à turística Khao San Road de Bangkok, mas ao contrário dela, há muitas crianças moradoras de rua pedindo dinheiro.
       

       
      Comidas exóticas também fazem parte da rua. Além do carrinho da fruta fedida durian, havia um com grilos, baratas d'água, aranhas, escorpiões e cobras. Fiquei com um espetinho da última, que tem o gosto de frango, mas é muito mais dura.
       
      Dia 26
       
      Eu e as garotas tomamos um brunch e dividimos tuk-tuks para os templos Banteay Kdei, Ta Prohm, Pre Rup e Angkor Wat durante a tarde.
       
      O segundo desses é o utilizado no filme Tomb Raider. O mais legal é a vegetação e as árvores invadindo as construções de pedra, o que ocorre nos dois primeiros desses templos. Ainda assim, achei os templos um tanto mal conservados, se considerada toda a grana arrecadada.
       

       
      Pre Rup tem uma forma diferente que o torna atraente para o pôr do sol de seu topo. Já Angkor Wat fecha antes do pôr do sol, além do astro estar no lado oposto.
       
      No Siem Reap Pub Hostel provamos fatias da “Happy” Pizza, feita com orégano de maconha. Aguardamos o tempo necessário, mas não teve efeito em ninguém.
       
      Dia 27
       
      Eu e Carol alugamos bicicletas por 2 dólares o dia cada. Durante a tarde atravessamos os cerca de 40 km do circuito grand tour. Apesar do calor de mais de 30 graus, a abundância de árvores altas ameniza o sofrimento.
       
      Paramos em Preah Khan, depois passamos por Krol Ko e Neak Pean, entramos também em Ta Som e por fim em East Mebon. Depois de tantos templos, as diferenças entre eles se tornam muito sutis para justificar a visita a outros.
       
      Para relaxar, aproveitamos outro dos atrativos bem baratos de Siem Reap, as massagens. Escolhemos a de corpo inteiro durante 30 min por 2,5 dólares. Minha massagista foi ótima, mas Carol não teve tanta sorte.
       
      Dia 28
       
      Tive que me despedir da galera bacana. Sozinho novamente, fui ao Angkor National Museum de tuk-tuk (1 dólar). A entrada no grande prédio custou 12 dólares, um pouco caro. Lá dentro há uma série de galerias de exposição, focadas nos temas civilização Khmer, religiões, grandes reis Khmer, Angkor Wat, Angkor Thom, vestimentas, etc. Descrições, maquetes, estátuas, quadros e vídeos compõem o arsenal. É interessante como um complemento do que é visto nos templos, mas desconsidere a visita se lhe faltar tempo e dinheiro.
       
      À tarde peguei um tuk-tuk ao aeroporto (5 dólares), onde embarquei em seguida ao Laos, com a Vietnam Airlines. O custo do voo foi 135 dólares até Luang Prabang num turbo-hélice.
       
      Ao chegar fiz o visto. O preço varia entre 20 e 42 dólares dependendo do país, e fica pronto rapidinho. No caso do Brasil são 30 dólares + 1 de taxa e, caso não tenha foto, acrescente outro dólar.
       
      Como o táxi até a cidade custava 50 mil kip (19 reais), decidi ir caminhando os 4,5 km até o Downtown Backpackers Hostel. Só não contava com a falta de iluminação na rua, já que o sol havia ido embora.
       
      O albergue fica bem no meio do mercado de comidas de rua, que à noite continua aberto. Sem saber qual o preço normal, paguei 15 mil kip pra encher uma tigela grande de comida variada + 10 mil pra uma carne e 10 mil pra uma cerveja.
       
      A cidade é mais tranquila e limpa do que suas correspondentes da Indochina, e suas atrações estão concentradas numa área suficientemente pequena para ser percorrida a pé.
       
      Fiquei conversando um pouco com Liam, um japa de Singapura da hospedagem, e depois fui dormir no quarto refrigerado.
       
      Dia 29
       
      Tomei um café da manhã reforçado e fui ao jardim botânico Pha Tad Ke, o primeiro do Laos. Como fica do outro lado do Rio Mekong, é necessário pegar um barco (incluso no ingresso). Esse, por sinal, é caro para os padrões do Sudeste Asiático, além do jardim ter apenas alguns meses de funcionamento e não estar completo. Ainda assim, achei bastante interessante. O paisagismo, a quantidade de informações e de espécies é suficientemente boa, e ainda inclui atividades como aula de artesanato com palmeiras, degustação de chás e caminhada até uma caverna de calcário.
       

       
      Apesar de ser recomendado com guia, escolhi fazer a caminhada sozinho, já que o trajeto é sinalizado e acessível. Só é um pouco cansativo pela subidas e descidas constantes. A caverna simples possui uns cristais de calcita e contém uma estátua de Buda dentro. No caminho vi apenas aves, lagartos e borboletas.
       
      Na volta do jardim passei num restaurante aleatório e provei da culinária do Laos: 15 mil kip no khao soy, uma sopa de miojo com pedaços de carne de porco e uma tigela de vegetais verde-folhosos.
       
      À tarde tomei um susto grande quando percebi que meu cartão de crédito não estava na carteira; provavelmente havia esquecido na máquina de sacar dinheiro do aeroporto! Fui correndo pra lá e tive a felicidade de eles o terem guardado!
       
      Caminhei em seguida pelas margens do Rio Mekong e o Old French Quarter, que fica entre. Essa porção apresenta arquitetura colonial francesa, além de vários templos budistas, restaurantes, hotéis, lojas e agências de turismo. A maioria dos templos da cidade são pagos, ainda que em valores simbólicos.
       

       
      No meio da rua abundam barraquinhas de suco natural e algumas de crepe a 10 mil kip - o de Nutella com banana é uma delícia!
       
      Com o pôr do sol chegando, subi a Phousi Mountain, morro cravado bem no centro de Luang Prabang, que inclui um santuário religioso e a melhor vista da cidade em todas as direções e principalmente para o pôr, hora em que os turistas se aglomeram em busca do melhor posto. Custa 20 mil kip o ingresso.
       

       
      Para o jantar, descobri um local ainda mais barato, mas ainda assim saboroso. Por apenas 10 mil kip (4 reais!) você pode encher um prato escolhendo vários tipos diferentes de comidas vegetarianas, incluso cogumelos. Fica num beco bem no meio do Night Market, mercado montado a partir do fim do dia na Sisavangvong Road.
       

      Dia 30
       
      Ao sair do albergue, dei de cara com o mercado matutino e suas carnes expostas às moscas. Fui ao museu nacional, localizado dentro do Royal Palace. A entrada vale 30 mil kip. O museu nada mais é do que os aposentos da família real, incluindo as mobílias e artefatos. Uma hora é mais que suficiente pra ver tudo.
       
      No terreno do palácio também ficam outros prédios, inclusive o templo que guarda a estátua de Buda mais sagrada do Laos, que deu nome ao município.
       
      De lá, fui a outro museu, o Traditional Arts and Ethnology Centre. Custa 25 mil kip, e é uma pequena antiga construção francesa, que atualmente comporta informações, vestimentas e objetos das diversas etnias do Laos. Aqui também não é necessário mais que uma hora para a visita.
       
      Almocei em algum lugar no meio do caminho e em seguida fui ao último museu, o UXO Visitor’s Center, situado ao lado da praça do monumento do ex-presidente Souphanouvong. Aqui fiquei outra hora.
       
      O centro de visitantes é gratuito, mostrando de forma didática através de filmes, pôsteres e artefatos reais a tragédia causada pelas milhões de bombas lançadas principalmente pelos EUA durante a Guerra do Vietnã, apesar do Laos ser um país neutro. Isso fez com que seja a nação mais bombeada do mundo e ainda hoje tenha quase uma fatalidade por dia devido ao armamento não desarmado que continua no solo, impedindo um dos países mais pobres da Ásia de se desenvolver. A UXO LAO, detentora desse museu, é a organização que atua na educação, identificação, remoção e detonação dos explosivos, principalmente bombas de fragmentos.
       

       
      Continuei a caminhada pela cidade sob “agradáveis” 35 graus, fechando numa agência um passeio com elefantes e cachoeiras para o dia seguinte por 30 dólares. Foi a única vez que consegui usar cartão de crédito para pagar algo no país.
       
      Depois disso jantei e fui com o singapurense Liam ao bar Utopia, o preferido dos mochileiros. Havia bastante gente lá interagindo em um ambiente agradável, com música boa e cerveja, à beira do rio.
       

      Por lei o local tem que ser fechado quando está em seu melhor momento, às 23:30h. De lá, a galera vai em peso pro boliche (Bowling Alley), aparentemente o único lugar que fica aberto depois dessa hora. Nessa fuga em massa foi a primeira vez que vi os exageradamente grandes tuk-tuks de Luang Prabang ficarem cheios. Como tinha que acordar cedo, acabei indo embora.
       
      Dia 31
       
      Às 8 e meia parti com a Treasure Travel para o Luang Prabang Elephant Camp, um dos sítios com elefantes, onde alimentei, passeei e banhei os bichões de pele dura. O triste é que eles ficam acorrentados boa parte do tempo. Uma vez conhecida como a terra dos milhões de elefantes, Laos perdeu quase todos durante os bombardeios das guerras recentes, quando estes fugiram para a Tailândia, ou morreram. A maior parte dos restantes está em campos como esse.
       

       
      Continuando, fomos até a Kuang Si Falls, um dos principais atrativos de Luang Prabang.
       
      Há alguns restaurantes no lado da portaria do parque, onde almoçamos. Um prato padrão custa 30 mil kip.
       
      Kuang Si é uma série de quedas d'água e piscinas turquesas naturais de calcário. A água geladíssima ao menos refresca o calor infernal fora das sombras. Dentro do parque fica também um centro de resgate de ursos-lua, o relativamente pequeno urso negro asiático, ameaçado devido a extração de sua bile para fins medicinais.
       

       
      Pelas 15h já estávamos de volta, mas não fiz nada de diferente no resto do dia quente.
       
      Dia 32
       
      Peguei um tuk-tuk até o aeroporto por 35 mil kip. Meu voo seguinte pela AirAsia saiu às 10 e meia da noite rumo a Osaka, no Japão. No entanto, precisei fazer uma conexão interminável em Kuala Lumpur até a noite. Aproveitei para botar a leitura em dia, lendo o livro Vagabonding.
       
      Continua em filipinas-mianmar-vietna-camboja-laos-japao-e-coreia-do-sul-50-dias-em-marco-abril-de-2017-parte-2-2-t143952.html
       
      Curtiram? Então não deixem de conferir outros relatos mais detalhados no meu blog: http://rediscoveringtheworld.com
       
       
       
    • Por takami
      Estive em Abril em Filipinas durante 30 dias, foi uma excelente temporada, muito sol e calor. Evite os meses de junho a dezembro devido ao risco de monções e das intensas chuvas.

      Iniciei passando por Puerto Galeras onde fiz um mergulho num local conhecido por Monkey beach. Depois fui para Boracay onde realizei os mergulhos em Diniwid Wall.

      Fui para Ilo Ilo pegar um barco para Cebu. Fiz um snorkel com os tubarões baleias em Oslob, simplesmente sensacional.

      Cheguei a tarde em Moalboal e aproveitei para fazer um snorkel na costeira repleto de corais. Também fiz mergulhos em Panagsama Reef e Pescador Island

      Depois fui para Apo Island onde mergulhei em Chapel, Katipanan, Largahan.

      Conheci Alona Beach, linda praia e  belos hotéis em sua orla.

      Fui para Panglao Island onde mergulhei em Marine Santuary e Black First.

      Dali peguei um circular e fui até Malapascua onde dormem os temíveis tubarões trescher de cauda longa. O mergulho para visitar os tubarões é as 5h da manhã, praticamente ainda no escuro. Também mergulhei em Cathedral e Tunel em Gato Island. Fiz um mergulho noturno em Sunset para encontrar os raros peixes mandarins. No dia seguinte fiz 2 mergulhos na região de Lapus em Malapascua.

      De Cebu peguei um vôo para Puerto Princesa e depois um ônibus até El Nido, onde fiz passeios de barco. El Nido é imperdível, é extremamente exótico devido as lindas praias e a formação das rochas. Me arrependo de não ter feito todos os passeios, mas acredito que fiz os principais.

      De El Nido peguei um barco de manhã e cheguei em Coron no final da tarde. Coron tem dezenas de naufrágios de navios de guerra japoneses, além de lugares incríveis que lembram El Nido. São verdadeiros postais de Filipinas. Fiz mergulhos nos seguintes naufrágios: Akitsushima Wreck, Okikawa Maru Wreck, Morazan Wreck e Olympia Wreck. Também mergulhei em coral Garden e barracuda lake em Coron.

      De Coron peguei um navio a noite onde cheguei de manhã em Manila. Visitei Rizal Park e Manila Ocean Park. Depois fui para Banaue visitar as montanhas de plantações de arroz, que deixam o cenário incrível. Em Banaue tem cavernas, cachoeiras e um cemitério de túmulos suspensos na rocha.

      Foi uma viagem sensacional. Não fiz reservas. Chegava na hora e negociava os valores dos serviços. Quem quiser conferir como foi a minha saga, editei uns vídeos no youtube, e estou deixando disponível abaixo:


       
       
       
       
       
       
       
       


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