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Nana te Leva

Istambul: roteiro de 4 dias pela antiga Constantinopla

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Istambul é uma cidade tão cheia de vida, que é difcíl explicar em palavras. Com seus mais de 10 milhões de habitantes, temos opções muito diversificadas. É uma espécie de turismo para além dos museus, a história está na rua e em seus habitantes. Também é bem convidativa para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Islã e quebrar preconceitos. A Turquia é um país fascinante e Istambul é um pedacinho disso tudo.

 

Aonde ficar?

 

Para os turistas, existem dois pontos "cruciais" na cidade: Sultahnamet e Taksim. O primeiro bairro, que foi escolhido por nós, é aonde se concentram as principais atrações "históricas" da cidade, além de ter ótimas opções de parques para descansar durante o dia e um pouco da culinária local. Já Taksim remonta um lado mais metropolitano, permeado de restaurantes, lojas e até shoppings (com preços que valem muito a pena). Quem se hospeda lá fica mais próximo ao "point" noturno da cidade, à Gálata Tower e à praça taksim, que foi cenário dos protestos que levaram milhares de turcos às ruas em 2013.

 

Informações úteis

 

Brasileiros não precisam de visto no país.

 

Existem dois aeroportos principais na cidade: o internacional de Atatürk, que recebe os principais voos, e o Sabiha Gökcen, que fica longe para um cacete e costuma fazer os voôs internos da Turquia. Portanto, se forem fazer algum tipo de conexão ou pegar algum voô para outra cidade, fiquem atentos, pois o aeroporto de Sabiha é de difícil acesso, principalmente para quem está com pressa (até mesmo de taxi demora). Já o aeroporto internacional pode ser acessado de metrô. Detalhe: a maioria dos hoteis e hostels oferecem transfer, que, diga-se de passagem, não é um absurdo: 5 euros para Atatürk e 10 euros pro Sabiha.

 

Você pode, facilmente, se deslocar andando (caminha-se bastante) ou de ônibus, só precisa se informar bem - MUITO BEM! - com alguém que fale em inglês, já que se comunicar por mímicas no meio da rua não é uma tarefa fácil.

 

Quanto mais você se embrenha na Turquia ou se distancia dos pontos históricos,menos os turcos falam inglês (até nos hotéis), então baixem um daqueles apps tradutores ou se informem beeeem antes de saírem andano por aí (passamos alguns perrengues por causa disso).

 

A Guia Turca foi uma dica da querida Babi Cady, que já sigo no instagram desde o começo de sua jornada pelo mundo. A Gonca (guia turca) é uma brasileira residente em Istambul que sabe a história da cidade como a palma de sua mão. Infelizmente, a Babi só passou pela cidade em outubro, então só fiquei sabendo disso depois da minha estadia por lá, mas #fikdik pra vocês <3

 

O que é o Ramadan? É o nono mês do calendário lunar islâmico, um mês considerado festivo para os muçulmanos, que fazem jejum durante o dia como uma forma de respeito à Allah. Nossa passagem pela cidade se deu exatamente nesse período, em que o final do dia se enchia de pessoas e famílias nas praças para fazer a refeição. Além disso a Mesquita ficava totalmente iluminada e, durante o dia, tocava uma canção em determinados momentos para lembrar aos fiéis de rezar, muito interessante, diferente (para mim, claro) e bonita a prática.

 

O que fazer?

 

Vou fornecer essas informações com base no meu roteiro de 4 dias (sendo o primeiro de chegada no final da tarde) pela cidade e tentar falar mais algumas dicas que li e escutei. Lembrando que os preços são de junho de 2016.

 

Istambul tem suas principais atrações:

 

Hagia Sophia (ou Basílica de Santa Sofia): construída para ser, inicialmente, catedral de Constantinopla, ao longo da história ela foi igreja católica, mesquita até se tornar o museu que é hoje. Também passou por destruições e reconstruções. É de deixar o queixo caído. Sua entrada custou 40 LT.

 

Cisterna da Basílica: perto da hagia Sophia, foi utilizada para ser cisterna de água, mas hoje é outra atração turística, que ajuda a se esconder um pouco do verão ensolarado da Turquia e tem o grande atrativo das cabeças das Medusas, aonde voce pode jogar uma moeda e fazer aquele desejo. Entrada? 20 LT.

 

Mesquita Azul: uma das mesquitas mais imponentes de Istambul e também a mais visitada pelos turistas. Não se preocupe com a roupa, pois lá eles disponibilizam algo para você se vestir adequadamente para entrar numa mesquita. Entrada gratuita por ser um templo religioso.

 

Loja de Tapetes do Ridvan (El Rincón de Fehmi em Sultanahmet): apesar de não ser para o "bico" de mochileiros, vale a pena entrar e conhecer essa loja e o Ridvan, um turco (de etnia curda) muito simpático, que nos recebeu muito bem, nos explicou um pouco de cenário político do país e contou a linda história dos tapetes turcos que (pasmem) são mais trabalhados que os famosos tapetes persas (ou iranianos), já que são feitos com 2 nós e não apenas 1 como no país vizinho. Ah, o melhor? Isso tudo foi em português, já que ele costuma vir para o Brasil vender seus tapetes!

 

Grande Bazar: ok, você pode ser o mochileiro que for, estar na estrada a meses ou ter ido só para uma viagem de férias, mas esse lugar é imperdível. Além da arquitetura incrível, o lugar é um dos maiores mercados fechados do mundo e era abastecedor para outras cidades ou pequenos produtores. O nome das ruas do mercado correspondem às atividades que aí se desenvolviam. Fora as lembrancinhas, dá vontade de comprar tudo (e olha que não sou de gastar!). Tinham várias porcelanas pintadas à mão, tapetes, souvenir,... Ah, e as casas de câmbio de lá tinham os melhores preços de Istambul.

 

Suleymaniye Mosque: uma mesquita no estilo da Blue Mosque, mas com menos turistas. Achei muito melhor para vivenciar um pouco a paz de uma Mesquita e entender um pouco melhor sobre o Islã. O preconceito, muitas vezes, vem da reprodução de um discurso de algo que não conhecemos, então é super importante mergulhar nessa experiência. Além de ser mais calmo, lá tinha uma mulher explicando um pouco sobre a religião, bem interessante. Não me lembro de emprestarem vestimentas adequadas, apenas o véu para tapar a cabeça ao entrar.

 

Bazar de Especiarias: bem próximo à Suleymaniye Mosque e essencial para quem quer ver os doces e temperos turcos. Apesar de serem vendidos por toda a cidade, lá eles são mais baratos. Confesso que me decepcionei um pouquinho, já que esperava algo diferente. Os doces pareciam com uma espécie de jujuba (eu juro, hahaha).

 

Estreito de Bósforo: a não ser que queiram aquelas breguices de barcos com músicas românticas com um preço bem salgado que começa em 15 euros, existe um barco público que faz esse roteiro (por apenas 12 LT).

 

Topkapi Palace: fica em Sultanahmet. Infelizmente, não posso descrever o quanto esse lugar (parece) é mágico, porque tive o azar dele estar fechado por um problema que não compreendi muito bem no dia que fui visitá-lo. Mas, com certeza, é parada obrigatória para quem vai à Istambul.

 

Parque Gulhäne: um lugar perfeito para dar uma relaxada depois do almoço ou para comprar uma frutas e tomar café da manhã. São flores para todos os lados, muita vida, crianças, pequenos animais. É para colorir seu dia!

Taksim Square: palco das manifestações, em 2013, que levaram 3 milhões de turcos às ruas. Essa região é conhecida como Istambul Moderna, aonde se concentram grandes centros comerciais, casas de câmbio. Lembra algo mais "ocidentalizado".

 

Gálata Tower: é uma das torres mais antigas do mundo, foi usada como forte e como ponto estratégico na cidade. Tem uma vista panorâmica, que vale muito a pena, apesar da entrada ser bem salgada (25 LT).

 

Museu da Inocência: apesar de não ter conseguido ir, é interessante e até uma forma de prestígio a um dos mais famosos escritores turcos, Orham Pamuk. O museu leva o nome de um de seus livros mais conhecidos. Além desse, ele tem clássicos como "Istambul" e "Meu nome é vermelho".

 

Ilhas no estreito de Bósforo (exemplo: Princess Islands): para quem curte andar de bike, vale a pena pegar um dos ferrys até essas ilhas e passar o dia relaxando (principalmente para quem tiver um roteiro menos corrido que o meu).

 

Lado asiático de Istambul: Kadikoy é o lugar do lado asiático mais conhecido, principalmente por suas ruas agradáveis e barzinhos (também não deu tempo de conhecer).

 

O que comer?

 

Sei que não sou a maior especialista em comida turca, já que foi muito pouco tempo para descobrir e me aprofundar mais nessa cultura tão rica, mas existem alguns pratos que, literalmente, são I-M-P-E-R-D-Í-V-E-IS! Ah, os restaurantes turcos tem uma tradição que eu simplesmente amo: servir entrada de pães com pastinhas (de graça <3).

 

-Kebab (bem famoso na culinária turca, no Grand Bazar era bem servido por um preço bem razoável de +- 7 liras por pessoa).

-Ali Nazic, uma espécie de Kabab com molho de alho e beringela (de lamber os beiços)

-Doces turcos. Apesar de não ter gostado, é uma experiência local prová-los.

-Chá turco, tem gosto de essências, como canela, mas é uma delícia. O único problema é a temperatura (você se queima real), que não é nada agradável, muito menos no calor do verão de Istambul.

 

Istambul, apaixonante

 

A verdade é que Istambul é uma cidade linda, cheia de vida e cultura. Apesar de todos os preconceitos que ouvimos diariamente acerca da Turquia, posso dizer que, em questão de segurança pública, Istambul ganha de 1000 a 0 do Rio. Chegamos a dormir numa praça com nossa câmera largada ao lad, andávamos feito "turistas" pelas ruas (com mapa na mão e câmera no pescoço). Não deixem de ir pelo "medo", que nada mais é que um desconhecimento sobre a verdadeira realidade do país e da cidade.

 

O povo é muito receptivo, sempre disposto a ajudar - um bom lugar para tentar fazer couchsurfing. Apesar que os hostels são bem baratos. Acredito que conhecer a cidade no inverno também deve ser incrível (vendo as ruas nevadas). Se tiverem qualquer dica para complementar o roteiro ou qualquer dúvida, podem entrar em contato!

 

 

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Sim! Essenroteiro foi so de Istambul, ainda pretendo postar sobre a Capadocia! Mas adiantando, a facada do passeio de balão foi 110 euros, mas valeu muuuito a pena

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Olá, vc foi quando? Como está a situação por lá? Ano passado cancelei minha ida a Turquia por conta dos atentados, crise política e a proximidade com a Síria ....

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Olá, vc foi quando? Como está a situação por lá? Ano passado cancelei minha ida a Turquia por conta dos atentados, crise política e a proximidade com a Síria ....

 

 

Eu fui em junho do ano passado, bem quando teve o atentado em Istambul. Mas, de verdade, não cancele sua viagem por isso. Os problemas fronteiriços são ao leste do país, lugares que são menos turísticos (ao menos atualmente). Tenho uma amiga que foi no final do ano passado e achou a mesma coisa que eu: o país é muiiiito seguro (no quesito de segurança pública), apesar de já ter sido alvo de atentados. A verdade é que fazer um auê enorme sobre a Turquia, o que acaba afastanto o turismo, porque a situação real não é como a mídia retrata (tiro porrada e bomba hahaha), pelo contrário. Sério, você não vai se arrepender! Além disso, o povo é muito simpático.

 

Se quiser saber mais sobre a Turquia em si, eu escrevi um post falando algumas infos básicas de lá:

 

https://www.nanateleva.com/single-post/2017/04/10/Dicas-pr%C3%A1ticas-sobre-a-Turquia

 

 

Espero ter te ajudado, remarque sua viage, não vai se arrepender ! <3

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    • Por fmoreira
      Eu poderia começar falando que 14 dias é pouco e que cometi o erro em ficar 3 dias em Paris na ida e 3 dias em Barcelona na volta, mas isso seria injusto porque Paris é Paris e a Espanha sempre tem vez! Mas a vida é feita de escolhas... e nessa viagem, mais acertamos que erramos e assim começamos e terminamos por Istambul, recheando com Izmir, Pamukkale, Capadócia e Konya.
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      A Mesquita Azul está localizada ao lado norte do Parque de Sultanahmet.  Azulejos azuis adornam o interior e dão ao prédio seu nome popular que não é o oficial. Foi construída pelo sultão Ahmet I com a intenção que superasse a grandiosidade da Aya Sofia (que era uma igreja quando Istambul ainda era Constantinopla). O arquiteto contratado conseguiu o feito ao usar as mesmas formas voluptuosas da igreja localizada do lado oposto.  Dizem que o sultão se empolgou tanto com a obra que trabalhou junto aos operários, inclusive os incentivando e recompensando pessoalmente. Para visitá-la os turistas devem entrar pelo portão lateral, pois somente os fiéis podem entrar pela porta principal. O interior é belíssimo!!! E mesmo com muitas partes em obra, foi possível ver os detalhes de boa parte da mesquita. Ao sair,  virando à esquerda, fica o túmulo de Ahmet I que subiu ao trono aos 13 anos e morreu aos 27 anos, um ano depois de finalizada a Mesquita Azul, o túmulo de sua esposa Kosem, que foi estrangulada no harém de Topkaki e de seus dois filhos Osman II (1618-1622) e Murat IV (1623-1640) e o príncipe Beyazit (assassinado por Murat) também estão lá. Os azulejos também são fantásticos.
      Se sair da mesquita e virar para o lado direito, encontrará o Bazar Arasta, com uma fileira de lojinhas interessantes e preços mais salgados que do Grand Bazar. Esse complexo também faz parte da mesquita e o dinheiro arrecadado com o aluguel das lojas contribui para a manutenção da mesquita. A entrada em todas as mesquitas é gratuita.
       
       
      No segundo dia, exploramos nossa capacidade de nos virar com o desconhecido como: com o mapa na mão e com Google maps baixado para uso off line. Não comprei chip local, em uma tentativa muito bem sucedida de desintoxicar da internet.  O café começava tarde no hotel, mas assim que terminamos, partimos para as ruas, tentando escapar da onda de chineses que domina o turismo europeu. Nada contra eles, mas só andam em bandos com 40 para cima e usam sombrinhas demais e roupas coloridas demais, o que interfere nas minhas fotos. Deveria ser proibido colocar blusas vermelhas nas malas. Às 8:30 da manhã não tinha um grupo sequer no Hipódromo.
      Começamos pela Cisterna da Basílica, onde tomei um piau muito educado do segurança por ter armado meu tripé. Mas o segurança poderia até ter me levado presa... foi o primeiro “nossaquehomemlindo” do dia. A construção data de 532 d.C. por encomenda do imperador Justiniano e hoje é a maior cisterna bizantina remanescente em Istambul. Tem seu nome por ficar localizada sob a Basílica Stoa e foi projetada para armazenar água para os palácios e redondezas com capacidade de 80.000 metros cúbicos distribuídas por 20 km de aquedutos. A visitação é possível desde 1987. Toda a cisterna tem 336 colunas: sendo 334 colunas lisas,  uma  esculpida com símbolos que os historiadores indicam ser as lágrimas por aqueles que morreram na construção e também a coluna que tem como base a cabeça invertida da medusa. Eu fiquei com a versão mais cética de que as colunas foram reutilizadas de outras construções e assim a cabeça foi aparecer por lá,  mas há quem acredite que ela esteja lá para livrar o local de espíritos malévolos.
      Em seguida fomos para a Aya Sofia. Compramos o ingresso individual, porque chegamos à conclusão que não teríamos tempo suficiente para fazer todos os locais incluídos no Museu Pass e não contratamos guia local, nos guiamos pelo espetacular Guia Istambul da Lonely Planet (no final, vou abrir um parágrafo inteirinho para falar de como o investimento nesses guias é imprescindível para uma viagem econômica e por conta própria).
      A Aya Sofia foi construída como igreja em 537 d.C por Justiniano, foi convertida em mesquita em 1453 por Mehmet (o Conquistador) e finalmente em 1935, Atatürk a transformou em museu.  A história da igreja em si já é um motivo para pagar as 72 liras para visitação. Foi construída sobre duas igrejas: uma destruída em um incêndio e a outra destruída na Revolta de Nika. Diz a história que quando Justiniano entrou pela primeira vez, disse: “Glória a Deus, que eu seja julgado digno de tão grandiosa obra. Ah Salomão, eu te superei!”. O cara nem era marrento. O destaque fica para a cúpula central, sustentada por pilares ocultos que a faz parece flutuar, o arquiteto responsável pela Suleymanynie ficou toda a vida estudando para reproduzir o mesmo efeito. Todos os mosaicos devem ser admirados com calma e no detalhe: são lindos e em um deles aparece Constantino ofertando a cidade de Constantinopla à Virgem Maria com Justiniano do outro lado ofertando a Aya Sofia.  Quanto aos discos caligráficos que foram introduzidos no século 19, concordo com os comentários dos guias, não têm nada a ver com construção. Uma última dica: não compre nem uma bala no café localizado nos jardins: é tão caro que chega a ser abusivo. Deixe para tomar um suco de romã (pomegranade, para os turcos) em uma das muitas lojinhas entre a igreja e o Topkaki, que foi nosso terceiro ponto do dia.
      O palácio Topkaki tinha tudo para que eu curtisse, mas que não foi bem assim. O lugar é gigante, com muitos pátios, jardins bem cuidados e os prédios estão espalhados em toda essa área que é enorme, mas ainda assim todos os cantos estavam lotados! Muita gente e muito calor, uma receita perfeita para a irritação. Hoje, sabendo disso, acho que seria o primeiro lugar do dia que o turista deveria ir.
      Mehmet, o Conquistador, aquele que tomou a Aya Sofia e a transformou em mesquita, construiu a primeira parte do palácio e lá viveu até sua morte em 1481. Os sultões subsequentes foram fazendo seus “puxadinhos” e viveram ali até o século 19, quando passaram a construir seus palácios em estilo europeu espalhados pelas margens do Bósforo. No auge, o Topkaki chegou a ter 4 mil moradores: esposas imperiais, seus filhos, as concubinas, eunucos e servos. Há uma visitação ao Tesouro Imperial (com fila, é claro!), que é bem legal, pois lá está a famosa adaga que em 1747 foi feita pelo sultão Mahmud I para presentear o xá Nadir da Pérsia, mas que nunca recebeu o presente porque foi assassinado antes.
      Das histórias do palácio, a mais interessante é sobre o harém. O islamismo proibia a escravização das muçulmanas e todas as concubinas do harém eram estrangeiras (muitas vendidas por seus pais) ou infiéis. O certo era: todas eram belas. A mais famosa foi Haseki Hurrem Sultan, a Jubilosa, a consorte do sultão Suleyman (o cara que construiu a minha mesquita favorita, a Suleymaynie), mais conhecida como Roxelana, era filha de um sacerdote ortodoxo ucraniano e foi capturada por tártaros da Crimeia e vendida no mercado de escravos.
      Almoçamos um kebab maravilhoso em uma barraca no Parque Sultanahmet e fomos andando para Eminöu à procura da mesquita Rustem Pasa, que estava fechada para os não muçulmanos, acabamos assim encontrando a New Mosque e entramos. Saí de lá emocionadíssima com a demonstração de fé, apesar de não ser vedada aos turistas, não havia nenhum. Em seguida fomos ao Mercado de Especiarias e só tenho uma palavra para ele: UAU!!!!  O nome desse bazar é na verdade Misir Çarsisi (traduzido: Mercado Egípicio), pois inicialmente o prédio foi sustentado pelos impostos sobre mercadorias importadas do Egito. Em seus tempos áureos, o local era o último ponto das caravanas de camelos que chegavam da India, Pérsia e China pelas Rotas da Seda. É menor que o Grand Bazar, mas eu o achei muito mais interessante.
      Com o sol se pondo, continuamos as andanças para atravessar a ponte sobre o Chifre de Ouro e chegar à Torre e achamos que estávamos sobre a Ponte Gálatas, até que descobrimos que estávamos na ponte do metrô e nesse momento começamos nossa jornada usando o espetacular transporte público turco. Com a ajuda de uma turca que estava perdendo a paciência com nossa lerdeza para entender a máquina automática, compramos um Istambul Card e abastecemos 50 liras, usamos as três o mesmo cartão que vale tanto para o metrô, quanto para o tran,  ônibus e até para os barcos, tudo pela barganha de 2,60 liras/viagem (a primeira viagem 1,85) ou seja R$ 1,80 (a passagem no Rio de Janeiro custa R$ 4,05). Tomamos um café ao redor da Torre, mas não ficamos muito. O bairro é bem balado,  mas estávamos bem cansadas.
      Finalizamos o dia vendo o sol sentadas na escadinha com as luzes acendendo nas mesquitas do outro lado do chifre, com aquela sensação de “putaqueopariu, que lugar lindo!” Voltamos na hora do rush, e adivinha? Metrô vazio e depois o tran também. Não sentamos, mas também não viemos como sardinhas em lata. Não vou cansar de falar sobre isso...
      À noite nos presenteamos com um jantar maneiro. O escolhido foi o Matbah, um restaurante com uma proposta diferenciada onde o chefe recriou receitas palacianas de origem otomana. Fantástico da entrada à sobremesa e o mais interessante: pagável.
       
      E o terceiro dia foi o dia do famoso Bósforo!!! Um estreito que conecta o Mar Negro com o Mar de Mármara, separando Istambul em duas partes: a europeia e a asiática. O comprimento total do estreito é de 30 quilômetros e a largura vai dos 700 metros até quase 4 quilômetros da saída para o Mar Negro. Agora, definitivamente eu já posso colocar um pin  na Ásia.
      Justamente nesse dia, o tempo amanheceu um pouco nublado. Confesso que meu tesão fotográfico diminui bastante em dias assim, mas faz parte de qualquer viagem. Fomos cedinho para o porto em Eminöu e pegamos a barca local que sai do píer pertinho da Ponte Gálatas. Aceitamos as dicas da Lonely Planet e assim escapamos do cruzeiro turistão (pela bagatela de 15 liras/R$10,50). No caminho passamos pelos palácios construídos pelos otomanos, por algumas das pontes mais altas que eu já havia visto e pela Fortaleza de Rumeli Hisar, que foi construída para conter as invasões. Desembarcamos na última estação, Anadolu Kavagi e voltamos de busão (15A) pelo lado asiático, parando em Kanlica para experimentar o delicioso e famoso iogurte produzido lá e depois pegamos o 15F para ir ao Palácio Beylerbey. Foi uma experiência fantástica, pois a comunicação em turco era inexistente, mas o olhar, as risadas quando nos pegavam enroladas e aquela coisa da comunicação por olhar que só o viajante sabe entender. Me faltam as palavras corretas para descrever.
      O ápice mesmo foi a visita ao palácio, que não pode ter o interior fotografado. Foi construído entre 1861 e 1865 pelo sultão Abdulazize como casa de verão e para receber diplomatas estrangeiros. Conta uma história que Maria Eugênia, esposa de Napoleão III, tomou uma senhora bofetada da mãe do sultão, porque em um evento, entrou de braço dado com ele. Se fez isso com a visita, imagina o que fazia com as noras e com as concubinas, pois como se sabe, era a mãe do sultão que tocava a administração do harém. Tomara que eu não tenha passado por isso nas encarnações passadas!
      Almoçamos tarde em Uskadar, depois partimos para a famosa loja de doces Hakki Zade e nos rendemos a baklava (doce folheado com amêndoas). Para encerrar o dia, pegamos o barco de Uskadar para Eminöu (2,60 liras), cruzamos de volta para o lado europeu e seguimos para o final do roteiro do dia: Beyglou e a Taksim, a famosa e enorme praça que aparece na TV quando os turcos vão para as ruas fazer suas reinvindicações e que descobrimos que é o “point consumista”, as marcas famosas tem lojas na rua principal, onde um charmoso bonde sobe e desce, com várias sorveterias com atendentes engraçadinhos que fazem malabarismos com as casquinhas (encantando inclusive os adultos), bares e kebabs para todos os gostos e até uma igreja católica.  Paramos para beber uma cerveja em um local bem legal onde o “nossaquehomemlindo” foi entoado diversas vezes. Saímos fedendo a cigarro puro, pois os turcos fumam horrores!!!
      Quarto dia e último dia da primeira etapa em Istambul e a chuva chegou junto com nosso desespero em saber que não daria para fazer tudo que gostaríamos de fazer. Perdemos uma hora indo para a direção errada no tran e desistimos de Balat, o que foi ótimo, pois não é um lugar para fazer com chuva. Assim descemos na última estação do tran (Kabatas, onde o s com cedilha tem som de x – liiiindo!!!!)  Já na saída do tran tinha uma galera vendendo capas de chuvas (me senti no Brasil) e fizemos amizade com um libanês que estava no tran. Seguimos juntos a pé para o Palácio Dolmabahçe. Fofucho, professor de francês e não falava inglês e nós não falávamos nem francês nem árabe, foi uma conversa ótima em sinais e palavras soltas. Na bilheteria já sentimos o que nos esperava: chineses, muitos deles, tentando escapar da chuva como nós, fazendo um roteiro coberto!
       
      O palácio é de deixar qualquer um boquiaberto, principalmente quando se chega ao salão cerimonial. Nada pode ser fotografado (se pudesse, o engarrafamento lá dentro seria ainda pior) e os ingressos são comprados separadamente se quiser ir ao harém, fomos e valeu a pena. Uma das coisas mais interessantes é que o palácio foi moradia do presidente Atatürk, o cara que proclamou a república e até hoje é reverenciado pela população. Ele faleceu em um dos aposentos e o relógio foi parado exatamente na hora da sua morte e ninguém mais mexeu.
      Conseguimos, antes de seguir para o aeroporto, ir à Pequena Aya Sofia, uma pequena joia que Justiniano e Teodora construíram entre 527 e 536, antes de construir a Aya Sofia. Era uma igreja batizada em homenagem a São Sergio e São Baco, os santos padroeiros do exército romano. As colunas de mármore verde ainda são originais, mas os mosaicos não sobreviveram. Foi convertida em mesquita aproximadamente no ano 1500, quando foram construídos os minaretes.
      Para Izmir, conseguimos uma tarifa ótima pela Turkish Airlines, a melhor companhia aérea da Turquia, saindo do aeroporto Sabiha Gokcen. Para chegar até ele, a melhor opção é usar o Havast, um ônibus arrumadinho que faz o trajeto a partir do parque de Sultanahmet. Utilizamos o mesmo serviço quando voltamos de Konya e para pegar o voo final para Barcelona, porém para o Aeroporto Atatürk, o Havast sai da Praça Taksim. Uma hora depois estávamos desembarcando em Izmir, cujo metrô está praticamente no pátio de desembarque (outro nível!). Um cara que estava no nosso voo puxou assunto na estação e nos ajudou com a compra dos bilhetes e em dicas para nossos dois dias na cidade. Os turcos são muito amáveis... esse não era lindo, mas tinha borogodó.
      Achar o hotel foi um pouco mais complicado. Escolhemos o hotel pela proximidade com a estação Bazmane, mas ao sair tinham várias bifurcações. Tentamos pedir informação quanto à direção, mas ninguém falava inglês, na linguagem dos sinais, um rapaz nos colocou na direção. Entramos na rua que, na verdade parecia um beco,  com casas de chá e vários homens jogando gamão (nenhuma frase “nossaquehomemlindo” saiu da minha boca), rolou um certo cagaço até que vislumbramos a placa do hotel (ufa!). Hotel honesto, preço ótimo, café da manhã básico e localização excelente já que a meta era ficar próximo ao trem pela mobilidade de ir para as demais cidades, mas teve sua parcela de susto.
      Izmir é a terceira maior cidade da Turquia e os turistas e base para ir à Éfeso, uma cidade construída no século X a.C e é uma das sete congregações citadas no Livro do Apocalipse. Há inclusive teorias que acham que o Evangelho de João pode ter sido escrito em Éfeso. O Templo de Artêmis, uma das sete maravilhas do mundo antigo, se encontrava ali (mas hoje tem apenas uma coluna), assim como a Biblioteca de Celso (ainda de pé). Hoje a cidade encontra-se em ruínas devido aos muitos terremotos. A história da cidade é muito bem contada no museu localizado no centro de Selçuk, cuja visita é importante para entender todo o contexto.
       
      Tanto para ir tanto à Éfeso quanto para ir à Casa da Virgem Maria, tivemos que pegar um trem na estação Bazmane para Selçuk, chegando lá pegamos um taxi que nos levou até a casa, nos esperou e depois nos deixou em Éfeso. Ao terminar Éfeso, pegamos outro táxi que nos deixou no centro.
      A casa foi descoberta no século XIX através das visões da beata Ana Catarina Emmerich (beatificada pelo Papa João Paulo II). A igreja católica nunca se pronunciou sobre a autenticidade da casa por falta de evidências aceitáveis. As visões indicaram que Maria, depois da morte de Cristo, foi perseguida e levada por São João à essa casa. Verdade ou não, o local recebe muitos peregrinos, inclusive foi visitada pelo papa Bento XVI.
      Voltamos de trem até Bazmane e usamos o metrô para chegar à Praça Konak, onde fica a Torre do Relógio e a Mesquita Yali e sentamos na Kordon Izmir, também chamado de calçadão para assistir ao pôr do sol.  
      Para ir à Pamukkale, o usual é se hospedar em Kusadasi, pois de lá saem tours. Como ficamos em Izmir a opção era ir de trem até Denizili (4 horas para ir e 4 para voltar) ou fazer de forma privada. Estávamos cansadas pacas e resolvemos nos presentear, ainda que o bolso tenha ficado ligeiramente impactado. O recepcionista do nosso hotel nos arrumou um motorista e às 8 da manhã, Omar estava nos aguardando e nos levou com tranquilidade pelos 240 quilômetros. De novo, nada de inglês, mas com o Google Tradutor ele nos contou todo o contexto político atual. Super gentil, parou quando pedimos para comprar frutas que ele prontamente escolheu.
       
      Nossa primeira visitação foi à Hierapolis, uma cidade fundada no século II a.C e que desmoronou durante um terremoto no ano 17, foi reconstruídas nos séculos II e III d.C e servia de casa de veraneio para os nobres que a visitavam pela águas termais, mas foi completamente destruída por um novo terremoto em 1354. A cidade é mencionada uma única vez na Bíblia, na Epístola de Colossenses. Pamukkale está no mesmo parque, inclusive o pagamento é feito por um ticket único. O lugar é lindo demais, mas era domingo e parecia o Piscinão de Ramos. Fotos sem pessoas? Só apagando no Photoshop.
      E para a Capadócia usamos uma companhia aérea lowcost chamada SunExpress, partindo de Izmir, parece nome de empresa de ônibus, mas o avião era novinho, não serviu nem água, mas para um pouco mais de uma hora de voo foi um excelente custo x benefício. Já tínhamos um transfer contratado pelo hotel e tudo correu entre o aeroporto de Keyseri e Goreme, a cidade que escolhemos como base. Passamos por Ugrup, que eu achei muito lindinha, apesar de ser menor. Foi o único local que não fizemos por conta própria, quando comecei a fazer o planejamento cotei os tours e o voo de balão, mas não fechei. Em alguns blogs havia a indicação de contratar na hora para baratear. Foi um erro dos grandes. Chegamos em uma segunda e não tinham mais voos para a terça e quarta, pois nos dias anteriores os balões não subiram, ou seja: a oferta estava bem menor que a demanda. Quase ficamos sem fazer o voo. Entramos em uma fila e só conseguimos fazer na quinta pela manhã, no dia da nossa ida para Konya. Essa brincadeira custou mais 100 euros.
       
      Entendendo mais o roteiro agora, faria um pouco diferente e assim sobraria um dia a mais em Istambul. Na Capadócia, as agências oferecem dois tours e com tudo organizado dá para fazer o Balão + Red + Goreme em um dia e o Green no outro. No dia da chegada, tiramos férias das férias e ficamos só rodando a cidadezinha e as lojinhas.
      O Red Tour é o mais interessante, na parte norte, com as paisagens típicas formadas por milhões de anos de erosão. Começamos com uma parada em Uçhisar Castle e Pasabag Valley, que  parece a terra dos Smurfs, os demais lugares são mirantes, mas ainda assim muito legais: Devrent Valley, Love Valley e para fechar com chave de ouro: O Goreme Open Air Museu que foi monastério e igrejas e as pinturas remanescentes estão muito desgastadas, resultado da tentativa dos otomanos em acabar com os resquícios cristãos. O mais impressionante é que focaram na retirada dos olhos.
      O Green Tour merece um dia ensolarado, o que não foi o caso e por isso tirou um pouca da graça. Começamos pelo Selime Valley, onde foi gravado Star Wars, em seguida fizemos um trekking de 5km no Ilahra Valley, caiu a maior chuva enquanto estávamos almoçando e cessou ao fim do almoço e seguimos para Derinkuyu, uma cidade subterrânea (eu odiei esse lugar, não dá para imaginar 100 mil habitantes vivendo tão produndamente), o último mirante foi o Pigeon Valley.
      Ambos tours são completos, te pegam e deixam no hotel, o almoço (ruim) está incluído, guia em turco e inglês e um monte de paradas em lojas “pega turistas”. A nossa sorte é que chegam relativamente cedo em Göreme e assim finalizamos as duas tardes com uma cervejinha marota e ainda saímos para jantar, uma das noites fomos ao Turkish Ravioli e claro comemos o carro chefe: o raviolli com molho de iogurte. No dia seguinte fomos encarar o tal cordeiro cozido no pote, mas é maneiro ver o negócio pegando fogo, mas o sabor não era lá essas coisas.
      E então, antes do amanhecer, uma van passa no hotel e te leva para a área onde os balões estão sendo inflados, a luz começa a aparecer por trás da montanha e sol aparece todo lindo lançando raios para cima dos balões que já estão no ar. Subimos na cesta e ficamos apertados (são 15 pessoas no total), mas o aperto é legal, o baloeiro gira algumas vezes para que todos dentro consigam ver as paisagens em 360 graus.  Só tenho uma reclamação a fazer: poderia ser menos caro! Voltamos para o hotel, tomamos café e tomamos o rumo para Konya (230Km) dessa vez de ônibus.
      Konya está localizada na Anatólia Central e que incluímos no roteiro para entender como surgiram os dervixes, cuja apresentação acabamos vendo em Istambul, já que em Konya somente se apresentam às sextas e sábados à noite e por lá ficamos apenas uma noite e duas metades de dia. O Museu e a Mesquita da Ordem Mevlana são dois dos maiores centros de peregrinação do mundo, pois ali encontra-se a sepultura de Celal el-din Rumi, um dos maiores pensadores sufistas da história.
      O sufismo é a corrente mística e contemplativa do Islamismo, os sufistas procuram desenvolver uma relação íntima, direta e contínua com Deus, através de cânticos, música e movimentos, por isso temos a impressão que os dervixes, ao rodopiar, estão em outro lugar, dá até para sentir e é lindo de se ver.
      Além do Museu e da Mesquita central, fomos ao maior borboletário da Europa, visitamos a vila de Sille e a Aya Elena, passeamos pelo parque, nos perdemos nos mercados, nos acabamos de comprar lenços (em Konya, todas as mulheres usam) e ainda fomos na Mesquita Azize, uma das mais bonitas da viagem. Antes do almoço,  tivemos a maravilhosa experiência de assistir aos fiéis orando ao lado de fora da mesquita, na praça, muitos deles. Konya foi um escolha ótima, até mesmo porque não é uma cidade turística.
      Ahhhh... já ia esquecendo... lá tem um prato típico chamado etlikmek que é tipo uma pizza, mas em formato diferenciado. Amei essa parada e o restaurante que provamos: o Sifa.
      http://www.sifarestaurant.com/menu
       
      E assim voltamos para mais um só dia em Istambul, que confirmo mais uma vez, merecia mais uns dois dias. Acordamos cedinho, tomamos café no porto e pegamos a barca local para fazer o Chifre de Ouro (que é uma península que divide Istambul no lado europeu). Descemos em Ayvansaray e fomos a pé até o Museu Kariye (Igreja de Chora), uma construção bizantina repleta de mosaicos conservadíssimos, que datam de 1312 e representam a vida de Cristo e da Virgem Maria, incluindo a genealogia de Cristo. Eu fiquei tão encantada que comprei até o livro.
      Continuamos a pé, descendo até Balat, o bairro badalado dos cafés e da galera alternativa e seguimos em direção à Igreja Búlgara de São Estevão (a cúpula acabou nos chamando a atenção), pegamos um taxi e descemos logo a frente, pois perdemos a paciência com o trânsito caótico, já era hora do almoço e fechamos o roteiro comendo o famoso (e delicioso mesmo!) sanduíche de peixe em um dos restaurantes sob a Ponte Gálatas. Estava tudo super movimentado, um monte dos “nossaquehomemlindo” passando de um lado para outro vestidos com a camisa do Gálata Saray (onde o Felipe Mello jogou e ainda é rei). Passamos para o outro lado do Chifre e seguimos para Orkatoy, uma mesquita pequena mas lindamente decorada. Ao redor, feirinha de artesanato e bares, um fervo! Ficamos pouco tempo, porque ainda tínhamos o chá com por do sol do lado asiático (ufa!). Voltamos pra Eminöu, pegamos a barca, andamos mais um tanto a pé e chegamos às escadas em frente ao Kiz Kulesi (também chamada de Torre da Donzela), que foi construída em 408 a.C para controle do movimento dos navios persas no Bósforo.
      Há lendas sobre a construção dessa torre. Uma delas conta que um sultão tinha uma filha e um dia, um oráculo profetizou sua morte depois da picada de uma cobra venenosa aos 18 anos e assim mandou construir a torre para que ela se mantivesse longe da terra. No aniversário de 18 anos, o sultão levou um cesto de frutos de presente e adivinha o que tinha dentro do cesto? Uma cobra! E assim se concretizou a profecia. Por isso, é também chamada de Torre da Donzela.
       
       
      E assim nos despedimos da Turquia...
       
       
      Onde ficamos:
      Istambul: Hotel Sultahill – Colado no Hipódromo e na Mesquita Azul. A localização é fantástica, mas os quartos são pequenos e o café da manhã básico. Custo x Benefício nota 10.
      Izmir:  Hotel Baylan Basmane – Próximo a estação de trem. Basicão, mas camas confortáveis e pessoal muito atencioso e um preço muito bom!
      Konya: Bera Konya Hotel -  Para uma noite foi ótimo. Boa localização, quarto enorme e confortável. Café da manhã farto, mas não saboroso.
      Göreme: Blue Moon Cave Hotel – Quarto ótimo, localizado na rua principal (sem precisar subir ladeira!!!), café da manhã espetacular. Custo x Benefício nota 1000.
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Se você é da Europa (ou está viajando por ela), provavelmente acredita que o Chipre possa ser um destino potencial para suas próximas férias de praia.
      E se você é de fora da Europa, pode ser que você não saiba muito sobre essa linda e estranha ilha dividida!
      Porém, há muito mais no Chipre do que você possa imaginar.
      Sim, o Chipre é o lar de praias imaculadas, águas cor de esmeralda turquesa e um lindo litoral rochoso.
      Mas e além disso? Uma visita a Chipre também lhe dá a chance de….
       
      Explorar as ruínas da Grécia antiga ou um dos muitos imponentes castelos e fortes das “cruzadas” espalhados pelo país. Continue lendo: Viagem de carro pelo Chipre – Roteiro de 5, 7 e 10 dias (com Chipre do Norte)

    • Por rapazvr
      Aqui fica o meu último Post sobre a Turquia: 25 factos interessantes sobre o país. Espero que gostem
      https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/04/14/turquia-25-factos-interessantes-turkey-25-interesting-facts/
      https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt
       
       
    • Por rapazvr
      Aqui fica o meu último post de análise da minha viagem à Turquia, este centrando-se na cidade de Amásia. Espero que gostem
      https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2019/04/07/turquia-amasia-turkey-amasya/
      https://www.instagram.com/ruiadamasioalvites_/?hl=pt


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