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VIAGEM 22 DIAS - CHILE (SAN PEDRO DE ATACAMA E SANTIAGO), BOLÍVIA (UYUNI) E PERU (SALKANTAY, CUSCO E MP)


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Em 26/06/2017 em 23:00, Lívia Mara Silva disse:
Jenifferaraujo disse:

to e amando, estou planejando a algum tempo essa viagem também e se voce pudesse me ajudaria muito se pudesse me passar essa planilha de valores gastos para eu ja ter uma base e ir me planejando.

 

Grande abraço. :)

Oi, Livia!

Você pode enviar um email com a planilha? [email protected]

Brigada! =)

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  • 2 semanas depois...

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@rebeca_carvalho Rebeca,  enviei a planilha! Sim... Eles são ótimos! Você não vai precisar se preocupar com nada! Eu não fiz a tirolesa não. Confirme com eles, mas acho que a essa empresa nã

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@rebeca_carvalho Rebeca, 

enviei a planilha!

Sim... Eles são ótimos! Você não vai precisar se preocupar com nada! Eu não fiz a tirolesa não. Confirme com eles, mas acho que a essa empresa não permite a tirolesa. Você ainda vai pegar o novo acampamento deles, que deve ser mágico! Aproveite e depois conte para gente como foi! QQ duvida, só falar!

  • Gostei! 1
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58 minutos atrás, Lívia Mara Silva disse:

@rebeca_carvalho Rebeca, 

enviei a planilha!

Sim... Eles são ótimos! Você não vai precisar se preocupar com nada! Eu não fiz a tirolesa não. Confirme com eles, mas acho que a essa empresa não permite a tirolesa. Você ainda vai pegar o novo acampamento deles, que deve ser mágico! Aproveite e depois conte para gente como foi! QQ duvida, só falar!

Muito obrigada!!!! Recebi aqui! Depois vou dar uma olhada com calma! Pode deixar q depois conto como foi!!! E daqui a pouco tiro mais dúvidas!!🤣🤣🤣

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12 horas atrás, Lívia Mara Silva disse:

@amauryoliveirabatista Amaury,

Atacama é tudo de lindo! É bem diferente da parte que fui no Peru.. Na verdade, eu acho que é diferente de tudo que há no mundo. Vale muito a pena. Vou enviar a planilha... Se precisar de algo, tiver alguma duvida, pode falar....

 

 

Muito obrigado pela colaboração to muito afim de fazer esse roteiro de vocês no Peru, abraço.

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    • Por anselmoportes
      O deserto do Atacama foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Fiquei lá entre os dias 22 e 26 de Março de 2017.
      Aconselho ficar pelo menos 4 dias lá. É que tem muita coisa legal pra fazer e se ficar menos que isso vai deixar de ver o essencial, então não compensa.
      A cidade de San Pedro de Atacama é bem pequena e dá praticamente pra fazer tudo à pé nela.
       
      ONDE FICAR:
      O hostel que fiquei se chama LASKAR e os quartos compartilhados (3 beliches em cada quarto) custam em média 10.000 pesos chilenos por dia. Também possui quartos individuais, mas não sei o valor. Tem 2 banheiros compartilhados e sempre que usei estavam muito limpos. Tem tb uma cozinha com fogão, geladeira e talheres. Há duas vendinhas ao lado do hostel que dá pra comprar coisas básicas (água, pão, ovos, sucos, etc) e o hostel se encontra a 10min de caminhada do centro. Gostei muito do staff de lá! Um pessoal jovem e muito gente fina.
       
      A principal rua de San Pedro de Atacama se chama “CARACOLES” e a maioria dos bares, restaurantes e agências de turismo estão nela.
      PASSEIOS:
      A primeira coisa que você tem que marcar ao chegar lá é o TOUR ASTRONÔMICO. É um tour de observação do céu que vale muito a pena. Só que ele não sai em dias de lua cheia ou se houver nuvens. Então tente fazê-lo o quanto antes pq se deixar para o final é capaz de não conseguir. 
      Esse tour eu fiz com a agência SPACE (20.000 pesos chilenos) e foi maravilhoso. Como só havia brasileiros no tour o guia explicou tudo em português (muito bom, por sinal).
       Para os demais passeios a agência que escolhi foi a GRADO 10 (www.turismogrado10.com), que fica numa travessa da Caracoles, próximo à praça central.
       
      Como fui em baixa temporada (Março/2017) achei melhor não reservar antes os passeios e deixei pra marcar tudo quando chegasse. E deu certo. Pedi um orçamento antes por e-mail e os passeios que eu fiz ficavam em:
       
      GEYSERS DEL TATIO & POBLADO DE MACHUCA - 45.000 pesos chilenos
      VALLE DE LA LUNA Y MIRADOR DE KARI - 20.000 pesos chilenos
      LAGUNAS ALTIPLÁNICAS & SALAR DE ATACAMA - 50.000 pesos chilenos
      LAG. CEJAR, OJOS DEL SALAR, LAG. TEBENQUICHE - 30.000 pesos chilenos
      TOTAL: 145.000 pesos chilenos

      Lembrando que cada uma dessas atrações tem uma taxa de entrada que é pago na hora (consulte os valores)
      Havia um desconto se comprasse o pacote com os 4 passeios ficava tudo por 110.000 pesos chilenos
       
      Mas quando eu cheguei lá na agência fechei os 4 passeios por 80.000! 
       
      Gostei muito do serviço da GRADO 10! A Inês que me atendeu foi muito simpática e solícita. Os guias também são bem legais e muito informados. Mas eu acho que o diferencial deles é o veículo que nos leva aos passeios. Enquanto a maioria das agências te leva numa van, eles têm um caminhão IRADO e muito confortável. Dá pra até subir em cima dele pra tirar umas fotos e, dependendo do passeio, o motorista dá uma volta com a gente em cima.
      Nos passeios que levam o dia todo a GRADO 10 disponibiliza um café da manhã ou um lanche no final da tarde. O café da manhã é farto, com pão, presunto, queijo, panquecas, chá, café, leite e suco. Dá pra bater um café reforçado que vai te deixar sem fome até a volta do passeio. O lanche do final da tarde é só uns salgadinhos (chips, amendoim, etc) e umas bebidas (suco, água e pisco sour).
      Recomendo levar em todos os passeios ao menos 1,5 litros de água. Pode parecer muito mas o clima de lá é extremamente seco e vc vai precisar beber muita água. Nas vendas da cidade é possível comprar galões de 5 litros, que saem muito mais em conta. Daí é só colocar numa garrafa menor e levar nos passeios.
      ROUPAS
      Como em qualquer deserto do mundo, as temperaturas lá podem variar bastante. Pode fazer muito frio no começo da manhã e durante à noite e muito calor no meio do dia. O ideal é levar uma blusa tipo “fleece” e uma jaqueta corta vento. Aquelas calças que viram bermudas tb são muito boas e confortáveis. Sapato sempre fechado pq o terreno tem muitas pedras e é arenoso (esqueça chinelos, sandálias, papetes, etc). O passeio “Geysers del Tatio” saí muito cedo então faz muito frio. Reforce a vestimenta se for fazer ele - gorros e cachecóis podem ser muito úteis.
      Não esqueça também roupa de banho e toalhas. No passeio da Laguna Cejar é possível nadar na Laguna Tebenquiche, uma experiência única uma vez que devido à quantidade de sal na água é impossível afundar. Vale a pena!
      Protetor solar, boné e óculos de sol são INDISPENSÁVEIS.
      COMIDA e BEBIDA
      Na cidade há vários restaurantes. Comi num dia em um chamado “Delícias del Carmen” e pedi uma chuleta de porco com arroz e salada (8.000 pesos). Veio muito bem servido!
      Outro dia fui a um mais chique, chamado “Adobe”, comi um frango com batatas e salada de champignon (uns 15.000 pesos). Não veio muito bem servido como o anterior, mas o ambiente era bem melhor.
      Para economizar vale a pena comprar comida nas vendas e fazer o rango na cozinha do hostel ou hotel.
      A maioria dos bares vão exigir que você consuma alguma coisa além das bebidas. Isso mesmo! Para conseguir uma mesa você tem que pedir algo pra comer e eles não deixar você sentar sem pedir ao menos uma porção. No entanto há UM bar (esqueci o nome) que é possível apenas beber, sem ter que comer algo. O bar fica na rua Caracoles e tem um monte de bandeiras e camisas de time de futebol penduradas no teto. Não tem como errar.
      CONSIDERAÇÕES FINAIS:
      Aproveite ao máximo seu tempo em San Pedro do Atacama. Se tiver uma manhã ou tarde livres entre um passeio e outro, alugue uma bicicleta e saia para dar uns rolês por volta da cidade.
      Há muitos cachorros, na maioria de grande porte, pela cidade. Mas são todos mansos e não estranhe se eles entrarem nos bares e restaurantes.
      Se tiver sono leve, não esqueça os protetores auriculares. Pq se ficar em algum hostel com quarto compartilhado a “sinfonia” de roncos pode atrapalhar seu sono.
      Bom, acho que é isso! Deixo anexado nesse relado algumas fotos que tirei lá.
      Espero poder ter ajudado!
      Abraços e boa viagem!
      Anselmo
       







    • Por Camila Rubira
      Foram 15 dias de viagem pela terra dos nossos hermanos, Argentina e Chile passando pelo agito de Buenos Aires, pelas belezas naturais de Bariloche, pelas manifestações de Santiago e pelas paisagens indescritíveis de San Pedro do Atacama. Neste relato partilhamos alguns detalhes e passeios que realizamos nesta trip. (Quem se interessar compartilharmos com Mochileiros.com um relato da nossa viagem pela Europa https://www.mochileiros.com/topic/80418-colecionando-bandeirinhas-gaúchos-na-europa-portugal-espanha-frança-bélgica-holanda-alemanha-e-suíça/
       
      RESUMO DA VIAGEM
      Data
      Local
      Data
      Local
      01/12/19
      Rio Grande, Porto Alegre - Brasil/ Buenos Aires - Argentina
      09/12/19
      Santiago - Chile
      02/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      10/12/19
      Santiago - Chile
      03/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      11/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      04/12/19
      Bariloche - Argentina
      12/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      05/12/19
      Bariloche - Argentina
      13/12/19
      San Pedro do Atacama - Chile
      06/12/19
      Bariloche - Argentina
      14/12/19
      Santiago  - Chile
      07/12/19
      Buenos Aires - Argentina
      15/12/19
      Santiago - Chile/ Buenos Aires - Argentina/ Porto Alegre, Rio Grande/ Brasil
      08/12/19
      Santiago - Chile
      -
      -
       
      SAINDO DO RIO GRANDE DO SUL 
      Iniciamos nossa trip no dia 01 de dezembro de 2019 partindo da cidade do Rio Grande situada no estado do Rio Grande do Sul, extremo Sul do Brasil, percorrendo 369 Km de ônibus rumo a capital Porto Alegre. Em Porto Alegre iniciamos nossa trip internacional embarcando no voo da companhia área Aerolíneas, sobrevoando cerca de 849 Km com duração de 1 hora e 35 minutos até chegarmos ao destino de Buenos Aires, Argentina.
      CONHECENDO BUENOS AIRES 🇦🇷 
      Apesar de Buenos Aires estar situada a 1051 Km da nossa cidade (Rio Grande) foi a primeira vez que a visitamos. A capital porteña é também conhecida como a Paris da América do Sul, por ser uma das cidades com arquitetura e hábitos mais semelhantes aos trazidos pelos colonizadores europeus, além de ser considera uma cidade com alto custo de vida. Particularmente nós achamos a cidade bem mais econômica que as cidades do Chile. O idioma falado é o espanhol (super entendível) e a moeda (la plata) é o peso argentino. Nós ficamos hospedados em Buenos Aires em dois bairros diferentes, na primeira parte da viagem nossa residência foi na Villa Crespo próximo ao Palermo, já na segunda parte em La Boca. Nos dois bairros tivemos ótimas estádias e anfitriões. La Boca é um bairro periférico às margens do arroio Riachuelo que nos encantou pelas suas casas coloridas da Calle Caminito, pelos espetáculos de tango na rua e exposições de artesanato. Em La Boca também visitamos o estádio La Bombonera, famoso pelo seu formato semelhante a uma caixa de bombons. Já a Villa Crespo foi nosso preferido, especialmente, pelas áreas de lazer, parques e praças ao lar livre e os bares ao redor da Plazoleta Julio Cortazar.
      Lembrando que nós gostamos de explorar os lugares caminhando e tomando o nosso companheiro de viagem “chimarrão”, então todos os lugares que visitamos nesta cidade foram através do nosso melhor transporte “a pé”. Para quem quer assistir a um espetáculo de tango de forma gratuita a Plaza Dorrego no bairro San Telmo é o canal, o local ainda conta com diversos artísticas expondo seus trabalhos. A poucos metros da praça também está situado o Mercado San Telmo com diversas lancheirias. Além desses locais também visitamos o Obelisco e a Plaza Mayo onde estão concentrados alguns prédios históricos como a Casa Rosada, o Cabilto, o Banco de la Nación, o Palácio del Congreso e a Catedral Metropolitana. Na Recoleta visitamos a Floralis Genérica, situada na Plaza de las Naciones Unidas. Também realizamos um passeio um tanto quanto exótico no Cemitério de La Recoleta onde está localizado o tumulo de personalidades como da Eva Duarte de Perón e do casal cujo busto está posicionado um de costas para o outro devido a uma desavença entre os cônjuges. Para quem gosta do contato com a natureza, o pé no chão, ouvir os pássaros, praticar atividades ao ar livre e fazer um piquenique o Parque Centenário no Caballito é perfeito.
      Dentre os badalados locais que os porteños curtem a noite, vale uma caminhada pelo Puerto Madero conhecido pelos seus bares e pela Puente de la Mujer. Falando em curtir a noite, vai algumas dicas de delícias culinárias para serem apreciadas. A primeira delas é “La casa del dulce de leche”, lá você pode degustar diversos sabores do doce até escolher um para chamar de seu ou até enjoar de tanto experimentar. Também não dá para ir a Buenos Aires e deixar de provar o famoso choripan acompanhado com o chopp no “Chori”, tão recomendado pelo Somebody Feed Phil (assistam na Netiflix ele dá várias dicas de delícias para se comer ao redor do mundo). O Chori fica situado no bairro Palermo, o que dá para de quebra tirar umas fotos tri legais em alguns dos inúmeros grafites que colorem as ruas do bairro. Outra pedida é comer uma fugazzetta no restaurante Caracol próximo ao Mercado San Telmo, assim como uma medialuna e croissant em qualquer confeitaria ou cafeteria do Retiro. Já ia esquecendo de mencionar os alfajores Havana, ótima alternativa para dar aquela "energia" que só o chocolate nos proporciona. 
          
          
            
      SURPREENDIDOS POR BARILOCHE 🇦🇷
      A estrela desta trip foi sem dúvida San Carlos de Bariloche, um dos destinos preferidos dos brasileiros na Patagônia Argentina. Chegando em Bariloche alugamos um Nissan Versa, que facilitou nosso transporte do Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria até a cidade que fica cerca de 15 Km. Além disso, nos permitiu autonomia para fazer passeios em distâncias que levaríamos dias caminhando. Em Bariloche ficamos em uma cabana localizada em Posada del Camino em El Condor Dina Huapi. Essa era um verdadeiro luxo, situada em um local mais afastado da cidade, com uma vista da janela para uma montanha que era de tirar o fôlego, além de ser climatizada e com banheiro e cozinha privativos.
      Depois de nos instalarmos, preparamos uns comes e bebes e fomos para o nosso primeiro passeio, o circuito Chico. A rota desse circuito é repleta de lagos, montanhas, rios e mirantes, vale a pena visitar o local seja de automóvel, de bike ou caminhando como muitos mochileiros fazem. Nós ficamos tentados em realizar o trajeto de bike, mas como queríamos explorar outros lugares no mesmo dia, acabamos deixando para uma próxima oportunidade. Não somos fãs de pontos turísticos clichês, então em uma rápida caminhada pelo Centro Cívico de Bariloche passamos pelo Lago Nahuel Huapi que é visto por toda a cidade, pelo centro turístico, pela Diocese Bariloche, pelo comércio local com os seus encantadores chalés de madeira e pedra e pelo Museu Francisco P. da Patagônia, onde está situada a estátua em homenagem aos cães da raça São Bernardo, a qual é famosa pela capacidade de enfrentar a neve e os perigos dos Alpes. Mas o que nos encantou mesmo nesta cidade foi a vista do azul dos lagos que se mistura com branco dos alpes, com o azul do céu e com o verde da vegetação.
      A vantagem de ir de carro foi percorrer as paisagens que levam ao caminho dos 7 lagos (Espejo Chico, Correntoso, Escondido, Falkner, Villarino, Machónico, Lácar). Nós conhecemos os três primeiros lagos e decidimos parar na Playa do Lago Correntoso. A sorte de visitar a cidade no verão é que podemos nos banhar no azul do lago e nos deslumbrar com a imagem da neve ao fundo. Confesso que água não era das mais quentes, mas aquela cor azul nos convidava para um mergulho. Também subimos o Cerro Otto onde está situada a Confeitaria Giratória e o Teleférico. O caminho para este lugar é incrível enquanto você vai admirando a vista dos alpes e da cidade é tomado pela adrenalina de subir 1.405 metros de altitude. Outra pedida para os amantes de aventura na natureza é fazer a trilha da Cascata de los Duendes, assim como, aproveitar a prática de esportes náuticos na Playa Centenáro e na Playa las Bombas.
      Em Bariloche nossas refeições foram todas feitas na própria cabana, dentro do carro ou em um piquenique ao ar livre com a vista de um lago e uma montanha ao fundo. Dentre as nossas comidas preferidas estão as empanadas argentinas, e de sobremesa os alfajores e doce de leite. Apesar de sermos amantes de cerveja artesanal, também somos abertos a experimentar as cervejas locais Patagônia e Quilmes.
        
        
      MOMENTO HISTÓRICO EM MEIO AS MANIFESTAÇÕES EM SANTIAGO 🇨🇱
      Os protestos em Santiago, capital do Chile, se intensificaram em outubro de 2019 devido a revolta dos cidadãos contra a crise econômica que o país vinha enfrentando e o autoritarismo do governo. Aqui no Brasil não tínhamos noção da dimensão dos problemas que o país vinha enfrentando e não imaginávamos que os manifestos perdurariam até a data da nossa viajem. Enfim, chegando em Santiago é que tomamos conhecimento de todos os acontecimentos e de como a população vinha sofrendo com os abusos do governo (não muito diferente do que temos vivido no Brasil nestes últimos anos). Presenciamos alguns confrontos entre os manifestantes e os carabineiros, como é chamada a polícia local. Infelizmente vimos uma Santiago com diversas praças, prédios e monumentos históricos depredados, com uma população desolada com as injustiças sociais e em luto pelas mortes provenientes dos confrontos. Por outro lado, também vimos algumas manifestações pacificas, como o manifesto feminista contra os abusos e a violência sofridas pelas mulheres. Foi lindo ver tantas pessoas lutando por uma sociedade mais justa, humana e igualitária, sem violência e com seus direitos reconhecidos. 
      Apesar de não encontramos uma Santiago organizada como era de costume, nossa experiência não foi menos significativa, pois entendemos que o fato de estarmos naquele tempo e lugar nos tornou parte daquela história. Ficamos hospedados na primeira parte da viagem na Região Metropolitana e na segunda parte em Cristóban Colon la Condes. Nossa estádia em ambos os bairros foi tranquila, mas era notável que o segundo bairro era bem mais elitizado, com prédios, casas e shopping luxuosos.  
      Devido as manifestações achamos mais prudente não alugar um carro, pois diariamente as vias eram fechadas e alguns automóveis incendiados. Dessa forma, nossos passeios foram basicamente caminhando. Em decorrência das manifestações fomos recomendados pelos nossos anfitriões a não andar nas ruas após 17 horas e evitar passar na Praça Itália. Mas por descuido nosso em um dos passeios ao Sky Costanera, prédio com 300 metros de altura que possibilita uma vista de 360° da Cidade, passamos nesta praça justamente no momento em que estava acontecendo uma manifestação. O registro desse momento ficou só em nossa memória, achamos que não era adequado pararmos em meio a manifestação para fotografarmos de um lado o cordão de isolamento feito pelo carabineiros e pelos tanques militares, e de outro os milhares de manifestantes mascarados que se estendiam por diversos quarteirões. Para nossa sorte não tivemos nenhum problema e conseguimos chegar ao nosso destino em segurança.
      Nem só de manifestações foi feita nossa viajem por Santiago, também passamos por alguns lugares icônicos como Cerro San Cristóban, Templo Bahá'í de Sudamérica e o famoso Cajón del Maipo. Como não estávamos de carro, fechamos o passeio de Cajón del Maipo com uma agência de turismo, cujo atendente era um baiano e o motorista da van e o guia uns chileno gente boa. A opção pelo transporte com a agência foi a melhor ideia, pois a estrada até o Cajón é de chão batido e durante o caminho aconteceram alguns deslizamentos de pedras. Esses deslizamentos são recorrentes na região, mas com o conhecimento sobre o trajeto do nosso motorista que sabia o momento exato de parar a van ou desviar a tempo, a viagem discorreu tranquilamente. O passeio com a agência engloba paradas: em um restaurante chamado Cumbres del Maipo, onde tem vários animais como lhama, alpaca, vicunha, guanaco, entre outros; no Tunel Ferroviario del Tinoco; na Animita de Willy Rojas; nas Termas Valle de Colina com um piquenique com frios e vinho chileno. Até o período de julho de 2019 o passeio incluía também o Embalse El Yeso, mas devido a um acidente trágico com uma família de brasileiros, justamente devido a um deslizamento de pedras neste local, a visita até lá está suspensa por tempo indeterminado.
      Vamos falar sobre algumas comidas que experimentamos em Santiago. Experimentamos mais de uma vez o completo com palta, é uma espécie de cachorro-quente com abacate, para os chilenos o abacate é considerado um alimento que acompanha as diversas refeições. Também provamos o pastel de choclo, que no caso não tem nada a ver com um pastel que estamos acostumados. Isso porque o pastel em espanhol quer dizer bolo ou torta, e choclo significa milho, logo pastel de choclo é uma espécie de bolo de milho recheado com carne moída e outros ingredientes. A diferença de idioma tem destas peças. Outro prato que comemos foi hambúrguer de salmão, para quem não sabe o salmão que comemos no Brasil tem quase sua totalidade de origem no Chile. Além disso, também apreciamos algumas cervejas como Kunstmann, Austral e Royal Guard.

        
            
           
       
      O ATACAMA E SUAS PAISAGENS INDESCRITÍVEIS 🇨🇱
      A segunda estrela da viagem foi San Pedro do Atacama, considerado o deserto mais árido do mundo. Para chegar ao Atacama nós descemos no Aeroporto Internacional El Loa que fica em Calama a 101 Km do centro de San Pedro do Atacama e alugamos um carro pela Sixt Rent a Car. A dica é reservar com antecedência, pois além de melhores tarifas você não corre o risco de chegar lá e não ter nenhum carro disponível, como quase aconteceu conosco.
      O carro que nós alugamos foi um Gol que deu conta de nos levar pelas estradas desérticas mais lindas da América do Sul. A cidade é uma graça, com ruas de terra e casas de adobe. Caminhando nós conhecemos o centro da cidade que é formada basicamente por seis quarteirões sendo a rua principal a Caracoles. No centro nós conhecemos a Igreja de San Pedro de Atacama, Plaza San Pedro de Atacama, mercados, restaurantes e lojas com artesanato local. Para quem quer fazer umas comprinhas de lhamas, tecidos coloridos e balas ou folhas de coca o local certo é a Paseo Artesanal, uma rua coberta de palha na qual os expositores colocam a sua arte a venda.
      Estar de carro pelo Atacama nos possibilitou realizar diversos passeios sem precisar de agência de turismo. Nós pudemos nos encantar pelo azul das lagoas escondidas de Baltinache, ao todo são sete lagunas cada uma com um tom diferente de azul, sendo que em duas dessas (a primeira e a última) é permitido o banho. Apesar da água não ser das mais quentes, a experiência de flutuar nessas lagunas de sal é incrível. Para compensar o frio nós visitamos as Termas de Puritama, cerca 30 Km de distância da área central de San Pedro do Atacama. Composta por oito piscinas naturais que variam de temperatura entre 28°C e 35°C. Também vale um passeio pelo Valle de la Luna para prestigiar um digno sunset no deserto. A cidade vive do e para o turismo, então a entrada em todos estes passeios são pagos.
      A alimentação no Chile, especialmente, no Atacama não é das mais baratas, porém a comida é bem deliciosa. Alguns restaurantes servem prato do dia com entrada, prato principal e sobremesa com valor acessível, como o restaurante Ayullu. Vale também uma passada na heladeria Babalu para tomar um sorvete de folhas de coca ou quinoa, dois sabores caraterísticos da região. Por falar em quinoa diversos pratos levam este cereal, como o quinoto (risoto de quinoa) e o ceviche de quinoa, dentre outros. Para não esquecer, também vale comer a patasca, prato típico andino, que consiste em um caldo com trigo ou milho, temperos e carne.
         
       
          
                
       
      Sobre os transportes
      Nesta trip nós utilizamos basicamente quatro tipos de transporte avião, Uber, carro alugado e a caminhada. No trajeto de avião nós compramos um pacote multidestinos de ida e volta entre Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago pela Aerolíneas. A Aerolíneas é uma empresa área Argentina, que oferece um serviço básico com lanche que inclui uma barrinha de cereal, mix de oleaginosas e um café, chá e/ou água. Também compramos as passagens domésticas entre Buenos Aires e Bariloche e entre Santiago e San Pedro do Atacama ambas pela Jetsmart. Essa é uma empresa do tipo low cost que apesar de não oferecer nenhum um lanche, compensa pelos valores de voos baixíssimos. Nas cidades de Buenos Aires e Santiago nós utilizamos o Uber para fazer os deslocamentos entre os aeroportos e os locais de nossas estádias. Na Argentina apesar do Uber ser liberado existem muitos motoristas irregulares, já no Chile o Uber não é legalizado o que implica em alguns fatores como a solicitação e o embarque em pontos específicos da cidade e o pagamento, muitas vezes, exigido em dinheiro. Já em Bariloche e em San Pedro do Atacama nós alugamos carros. No primeiro destino um Nissan Versa e no segundo um Gol, ambos deram conta de subir os cerros ou percorrer as estradas de chão no deserto. Nestas quatro cidades sempre que possível utilizamos o nosso transporte favorito, a caminhada sempre com o nosso velho amigo o chimarrão.
         
       
            
                   
      Documentação
      Além dos passaportes, da carteira internacional de vacinação, da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Internacional para Dirigir, ainda montamos um dossiê com a cópia de todos documentos: seguro viagem contratado com a empresa Allianz, hospedagens reservadas no airbnb e no booking, comprovantes financeiros, cópia da reserva da passagem de volta para Brasil e comprovantes de residência no Brasil. Nos países da América do Sul os brasileiros podem viajar apenas com o documento de identidade, lembrando que a Carteira Nacional de Habilitação não substitui a identidade em viagens internacionais.
      Moeda
      Nós realizamos o câmbio nos próprios países e em apenas duas cidades, o primeiro foi em Buenos Aires trocando o real pelo peso argentino, na Avenida 9 de Julho. No segundo momento trocamos o real pelo peso chileno em Santiago, na Rua Agustinas. Em alguns momentos da viagem optamos por usar o cartão de crédito internacional pela praticidade em não carregar dinheiro espécie. Um perrengue que passamos foi tentar fazer compras nos mercados e o cartão não passar, por sorte descobrimos que o problema era um pedaço do plástico que estava solto e impedia a leitura do chip. Depois de duas tentativas de compras negadas e da descoberta do problema, cortamos o plástico e o cartão voltou a funcionar normalmente. Sabe aquele seu cartão que está velhinho, melhor trocar antes que você fique empenhado.  Esperamos que nosso relato possa contribuir e despertar o espírito mochileiro em outros viajantes!
      Partiu próximo destino?
    • Por rodrigovix
      Índice do Relato:
      [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem
      [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
      [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.
      [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.
      [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.
      [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.
      [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.
      [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.
      [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.
      [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!
      [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]
      [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.
      [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.
      [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.
      [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.
      [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.
      [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.
      [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.
      [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.
      [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.
      [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.
      [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.
      [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.
      [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.
      [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.
      [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.
       
      Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá:
      @queridopassaporte.
      Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe.
       
      Editado:
      Baixe o PDF com o relato completo:
      relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf
      (Edit em 29/06/2020: apaguei o pdf anterior e fiz novamente o upload, pois muitos disseram que o arquivo estava dando erro. Obrigado ao Enio Rezende por me reenviar).
      (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)
       
       
      Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!
       
      Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!
       
      Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?
       
      O ROTEIRO:
       
      O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.
       

       
      01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
      02/04 Sucre x Uyuni
      03/04 Salar de Uyuni
      04/04 Salar de Uyuni
      05/04 Salar de Uyuni
      05/04 San Pedro de Atacama
      06/04 San Pedro de Atacama
      07/04 San Pedro de Atacama x Arica
      08/04 Arica x Tacna x Arequipa
      09/04 Arequipa
      10/04 Cañon del Colca
      11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
      12/04 Huacachina
      13/04 Islas Ballestas + Paracas
      13/04 Ica x Cusco
      14/04 Cusco
      15/04 Cusco (Vale Sagrado)
      16/04 Cusco x Aguas Calientes
      17/04 Machu Picchu
      18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
      19/04 Puno (Uros + Taquile)
      20/04 Puno x Copacabana
      21/04 Isla del Sol
      22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
      23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
      24/04 La Paz (Downhill)
      25/04 La Paz
      26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo  
      Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.
       
      De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:
       
      - Bota Timberland Flume Mid Waterproof
      http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html
       
      Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).
       
      - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.
      http://www.decathlon.com.br/
       
      - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II
      http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html
       
      - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6
      https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html
       
      - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.
       
      SOBRE AS MOCHILAS...
       
      Usei uma Forclaz 50L Quechua...
      http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478
       
      E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.
      http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us
       
      Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.
       
      Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.
       
      Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.
       
      Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:
      7 camisetas
      1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
      1 calça segunda pele (1ª camada)
      1 casaco fleece (2ª camada)
      1 casaco impermeável (3ª camada)
      1 calça-bermuda
      3 bermudas
      8 cuecas
      6 pares de meias grossas cano alto
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 saco-lençol de dormir
      1 money belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      2 cadeados
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 canivete suíço
      1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 pacote de lenços umedecidos
      1 celular
      1 carregador
      1 par de fones de ouvido
      1 máquina fotográfica
      1 lente 18-55mm
      1 lente 10-20mm
      2 cartões de memória 32GB
      1 tripé grande
      1 mini-tripé
      1 kit limpeza para câmera
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva para a mochila
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional  

       
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      Cartões de embarque
      Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
      Cartão internacional de vacina (ANVISA)
      Certificado do Seguro Viagem
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
      Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem  
      É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:
       
      - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.
       
      - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.
       
      - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.
       
      - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.
       
      - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.
       
      - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.
       
      NO MONEY BELT:
      Dólares
      Reais
      Passaporte
      Chave reserva do cadeado  
      O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.
       
      Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.
       
      PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:
       
      Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.
       
      As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.
       
      Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.
       
      Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.
       
      Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:
       

       
      Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”
      Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”
      Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”
      Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”
       
      Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?
       
      PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
    • Por Daniela Alvares
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por LuquinhasDeMochila
      Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros.
      - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe.
      Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆
      Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer.

      Créditos da foto ao Rodrigovix
       
      04/01 – Vitória X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni
      05/01 - Uyuni - Salar de Uyuni
      06/01 - Salar de Uyuni
      07/01 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama
      08/01 - San Pedro de Atacama
      09/01 - San Pedro de Atacama X Arica
      10/01 - Arica X Tacna X Arequipa 
      11/01 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica 
      12/01 – Huacachina
      13/01 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco
      14/01 - Cusco
      15/01 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas
      16/01 - Cusco X Águas Calientes 
      17/01 - Machu Picchu
      18/01 - Águas Calientes X Cusco X Puno
      19/01 – Puno (Uros) X Copacabana 
      20/01 – Copacabana x Isla Del Sol
      21/01 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz 
      22/01 - La Paz - Downhill
      23/01 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna 
      24/01 – Laz Paz – City tour
      25/01 – La Paz – Tiwanaku 
      26/01 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro
      A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente.
      Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 4 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita.
      Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou?
      Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUUUUUDO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. 
      Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí!
      Com antecedência:

      - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL

      - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE

      - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL)
      - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi  muito tranquilo.

      Antecedência Opcional:

      - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo.

      O que tinha dentro do meu mochilão:
      7 camisetas
      3 bermudas
      8 cuecas
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 Money Belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      1 cadeado
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 celular
      1 carregador 
      1 par de fones de ouvido
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional
      1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em San Pedro do Atacama 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00: os dois)

      1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!)
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      ·        Cartões de embarque
      ·        Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada!
      ·        Certificado do Seguro Viagem
      ·        Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!!
      NO MONEY BELT:
      1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano, bons tempos, saudades...)
      300 Reais
      Passaporte
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      03/01 Adiós Brasil!
      Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa logo cedo umas 6am, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.

      Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável.
      O nosso voo em São Paulo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA!
      Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.
                 
      Mas enfim, depois de um trecho não muito longo de SP x Santa Cruz: AGORA A PARADA VAI COMEÇAR DE VERDADE! HEHEH
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      04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria!
      E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação!
      Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito).

      Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa).
      Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável, vai na fé papai.
      Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man.
      Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH.
      (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.)
      Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Por um único momento fomos encarados como que estivéssemos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve.
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      05/01 - Chegando em Uyuni: aquele sobre o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva, o Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO!
      Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão).
      Mendigos  bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios.  



      O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆).
      Carregamos nossos celulares, compramos gorros na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar.
      Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual.
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      O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. 
      Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. 
      PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS!
      Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA.

      No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩
      Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 
      Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho:


      Marco das Bandeiras e eu achando o máximo fingindo que tava amarrando uma bandeira qualquer e a foto ia sair muito legal...

      Aqui já foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar aquela coisa de outro mundo. 


      Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. Não tem muito o que explicar com fotos, é só sentar e olhar aqui tudo! É foda!

      A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH
      Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. 
      Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! 

      Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK 
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      06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: aquele sobre lagunas e mais lagunas!
      [Pausa para o flashback: VOLTEI , CARAI! Depois de quase 1 ano e meio parado sem escrever isso aqui, foi necessário uma PANDEMIA e uma quarentena para eu me situar e refletir mais uma vez no quanto a vida é feita de MOMENTOS e principalmente de PESSOAS. Em meio a todo esse caos, cá estou eu visitando novamente está página e me deparando com algumas poucas pessoas que me motivaram a continuar e concluir esse relato (prometo, agora vai!).] 
      "Sabe aqueles cenários tipo fundo de tela do Windows, que você acha que não existe, de tão bonitos? Pois é, eles existem." E com essa frase eu ininio o segundo dia de viagem. Pensei aí numa laguna mais bonita que a outra, irmão!

       
      O esquema de visita a essas lagunas é basicamente chegar, ficar uns minutos, partir pra outra, que costuma ficar a menos de uma hora de distância, ficar mais uns minutos, almoçar, partir pra outra, ficar mais uns minutos, e depois segue viagem.
      Neste dia do passeio além das lagunas visitamos também Él Arbol de Piedra no Deserto de Siloli. A essa altura, estamos praticamente na porta de entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa. É lá que pagamos a entrada de Bs.150 (preço fixo para estrangeiros). Lá fica a Laguna Colorada, lar daqueles trilhões de flamingos. E, ali mesmo, próximo à laguna, estava o hotel em que passaríamos nossa 2ª e última noite desse passeio. 
      Não tivemos boas experiências neste dia, dividimos o quarto com as outras 3 meninas brasileiras e praticamente todo mundo estava com o mal da altitude. Parece que cada dia um ia ficando pior que o outro, na noite anterior foi eu, neste dia foi João Paulo... Mas nada que um bom jantar a noite não melhorasse! Ganhamos um vinho de presente, abrimos, falamos da vida e aproveitamos para tomar um chá de coca para ver se ajudava a dormir bem, não funcionou muito não, mas ok. 

      Pasta, pollo, vinho e pão: uma das refeições mais sofisticada da viagem foi essa aí! HAHAHAHAHA

      O famoso chá de coca que não bate porra nenhuma (pelo menos em mim).
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      07/01 Salar do Uyuni 3º dia e SPA 1º dia: sobre acordar cheirando ovo podre em um país e terminar admirando o infinito em outro
      Levantamos muito cedo, ainda era escuro. O primeiro ponto de parada foram os Geisers que nada mais é do que uma [WIKIPEDIA ALERT] nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor de ar com cheio de ovo podre, sim, ovo podre! Ficamos pouco tempo, tiramos umas fotos e logo fomos para as Aguas Termales, o que mais aguardávamos. Apesar de estar um friiiiio da porra e ter sido muito difícil para entrar não sabíamos que o pior estava por vir: o mais difícil era sair.

      Geisers del Tatio - Sol de la Mañana

      Aguas Termales
      Ps.: Minha recomendação é: ENTRE, GRANDÃO, SEM MEDO DE NADA! Não pense muito antes de entrar senão você desiste, sério. E posso te garantir, com 100% de certeza, que é uma experiência foda e você não vai querer mais sair de dentro. As outras meninas que estavam com a gente no carro não quiseram entrar, respeito, mas acredito que em oportunidades como essas só vivemos uma única vez, então se joga! 
      Bom, saímos das Aguas Termales e seguimos em direção à fronteira. No caminho paramos para tirar uma foto com nosso guia (Ausguto) que foi muito brother e com certeza marcou esse início da viagem.

      Eu (em pé lá), João, David e Augusto (de vermelho, nosso guia).
      E o que acontece nessa fronteira? Então, você chega, tem uma filinha de pessoas que precisam passar por uma rápida vistoria. Basicamente você mostra seu passaporte, paga uma propina de Bs. 15 (não sabemos o porque disso, mas ele cobram) e estámos liberados para entrar no Bus e ir para o Chile.

      Fila para passar pela revista na fronteira Bolívia-Chile.
      CHI CHI CHI, LE LE LE! Meu amiiigo, logo nos primeiros passos já percebemos a diferença na organização do Chile. Estradas com um bom asfalto, toda sinalizada (talvez à "propina" seja para isso, não sei) e bem mais arrumada que a Bolívia. 
      - Rapaz, o dia está apenas na METADE. Pense em um dos melhores dia de minha vida? Esse foi esse que você está lendo eu relatar aqui agora. Você não sabe o que estar por vir. 
      Certo, voltando. Chegamos em San Pedro do Atacama por volta de 11h da manhã. A gente só sabia que tinha que achar logo um hostel para tomar um banho, deixar os mochilões, cambiar e aproveitar para ainda conseguir fazer mais um passei naquele dia. Passamos pela vistoria que tem no momento que chegamos na cidade e tínhamos a possibilidade de pegar um táxi ou ir andando para o centro. Você acha que 3 mochileiros vão escolher o que? Seguimos andando em direção ao centro da cidade (não era tão longe assim). 
      Aqui a gente tinha um plano. Pensávamos em seguir para o Hostel de uma tal de Dona Maria que já tínhamos visto na internet e visto boas recomendações. A questão é que a gente não sabia que essa dona Maria era uma FILHA DA PUUUUUTA! E eu vou te contar o por que agora. Chegamos no hostel dela e perguntamos quanto seria a estadia para os 3 dias: ela disse 10.000 pesos chilenos (o que realmente era bem barato, o mais barato da cidade por sinal... mas não sabíamos, a gente tinha acabdo de chegar ali). Em compensação o local era podre, toda acabado, tinha uma VALA, mano... era muito fudido, sério. Beleza, pedimos um desconto (de lei, né?!), ela não aceitou e ainda ficou nervosa... falamos com ela que a gente ia dar uma conferida em outros hostels pois tinha acabado de chegar e de repente essa Dona Maria firou um foi um BIXO, full pistola com a gente.
      - COMO É QUE PODE VOCÊ REJEITAR O MEU NEGÓCIO!!! TODOS SABEM QUE EU SOU O HOSTEL MAIS BARATO DE SAN PEDRO, ISSO É UMA AUDÁCIA. VÁ E VOCÊ NÃO ENCONTRARÁ MAIS NENHUM MELHOR QUE O MEU.
      Como o nosso orçamento não era dos maiores, tivemos que ouvir isso na maior paz. Eu e David fomos cambiar uns dólares e deixamos João Paulo de cobaia para reservar nosso lugar. E quando voltamos... O CORO COMEU! HAHAHAHA Encontramos João Paulo no meio do caminho PUUUUTO dizendo que Dona Maria continuava xingando a gente e dizendo que não era mais para a gente ficar lá, que ela não permitia esse tipo de situação. HAHAHA Eu ainda tentei voltar para conversar com ela na maior paz, porém lembra daquelas meninas que deram água para a gente no ônibus de Sucre para Uyuni? Então, coincidentemente elas já tinham escolhido nosso quarto HAHAHAHA. Enfim, sem mais delongas... resolvemos procurar um outro hostel e acabamos escolhendo um mais caro (14.000 pesos chilenos) mas que porém foi uma das melhores escolhes que fizemos na viagem: dormimos bem em quarto privativo, banho quente, comida boa... enfim! Recarregamos literalmente as energias. 
      Recomendação: Se eu não me engano foi o El Toconao.
      Vamos a parte boa do negócio logo então. Como funciona os passeios em SPA?
      Fechamos o Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia. Tem a possibilidade de ir para Uyuni no final também, depende de como você organiza sua trip. Como estávamos vindo de lá, fizemos os passeios clássicos saindo de lá, sem voltar. E para nossa felicidade, o Valle de La Luna + Valle de La Muerte saia por volta das 15h, tempo ideal para almoçarmos, tomarmos um banho, cambiar, e descansar um pouco.
      Seguindo em direção ao primeiro passeio eu realmente fiquei sem palavras. Era um plano de fundo do Windows atrás do outro...

      Valle de La Luna

      Em direção ao Valle de La Muerte

      Valle de La Muerte

      Cara... sabe a sensação de você acordar em um país e admirar o infinito em outro que eu disse no título desse capítulo? Então, foi a sensação que eu senti nesse momento. 
      DICA: Esse lugar é realmente lindo. Quando você chega lá no alto e vê toda aquela imensidão, é difícil até descrever. A dica que eu quero dar é: APROVEITE o momento. VIVA a experiência. O que eu percebi foi uma imensidão de turistas fazendo fila para tirar foto na pedra e preocupado apenas se tinha ficado legal pra postar nas redes sociais, e com isso estavam perdendo o principal, que era aquele magnífico espetáculo do sol colorindo aquela imensidão toda do deserto. Então, tire as fotos que você quiser, mas reserve um bom momento para ficar ali parado, respirar fundo e admirar aquela beleza toda. Dificilmente você terá outra oportunidade dessas na sua vida, então não a desperdice preocupado com selfies. "Nesses pequenos momentos o mochilão vai nos ensinando muitas coisas, é algo muito além de uma imagem bonita... é sobre pessoas e todo o processo que você passou para chegar até ali" (parafraseando meu querido amigo David nessa frase que fez a gente se emocionar).  
      Voltamos revigorados, compramos mais uma águas, comemos em um lugar qualquer que infelizmente depois de 3 anos não lembro mais (HAHAHAH) e fomos descansar para o próximo dia. 
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      08/01 SPA 2º dia: aquele sobre Valentina e mais um plano de fundo do Windows
      Começamos o dia 8am. Seguimos em direção as Lagunas Antiplanicas e no meio do caminho uma pausa para admirar essa pintura: 



      Laguna Antiplanicas: parece foto do Google... Imagine ver isso com os próprios olhos? Era uma sensação muito louca todo santo dia, a gente ficava sem acreditar que aquilo existia tão perto da gente. 
      Uma pausa para fotos e seguimos para aquilo que era considerado um dos pontos turísticos mais fantásticos de San Pedro: Piedras Rojas. Nem vou falar muito, acho que as fotos falam por si só.

      Piedras Rojas
      Uma dica: JAMAIS deixem de incluir Piedras Rojas em seu roteiro de SPA. Infelizmente, no ano passado, eu soube que o local estava interditado por conta de vandalismo. Algumas pessoas picharam algumas das pedras e houve levantamento de Drones para a gravação de um comercial esportivo. Não sei como está a situação por agora, porém espero mesmo que eles tenham reaberto esse marco. 
      Como de costume em quase todos os passeios a dinâmica funciona o seguinte: vai de Bus, pausa, tira umas fotos, entra no Bus, segue para outra paisagem fantástica, mais uma pausa para mais fotos, volto pro Bus, pausa para refeição, volta pro Bus e segue adiante.
      A questão que eu queria compartilhar com vocês neste momento do relato é que: APROVEITEM ao máximo as pessoas que vão junto com vocês nesses caminhos. Tem gente de todo lugar do mundo. E foi assim que para alegrar ainda mais nosso dia, tivemos a sorte de se bater com Valentina, que morava no Chile e estava aproveitando as férias para conhecer sua cidade viszinha (é para poucos ter esse roteiro mais perto de casa ainda, né). Essa figuraça veio a viagem toda resenhando com a gente HAHHAHAHA.


      Chega de palhaçada, de volta para o hostel onde a gente precisava de um bom banho, se alimentar melhor e descansar para o segundo dia de viagem. Curiosamente neste noite eu comecei a sentir uma coceira debaixo do braço... meio como se fosse uma alergia. Aquilo me incomodava bastante, chegava a doer um pouco. Comecei a pensar que tinha pegado alguma alergia ao desodorante. Mas enfim, ignorei e segui adiante. O que esse incômodo era? Cena para os próximo capítulos
      Aproveitamos para conhecer um pouco da noite de SPA. A cidade estava cheia e aqui eu quero comentar um ponto com vocÊs... realmente o Chile é BASTAAAANTE caro. Gastamos em 3 dias no Chile o que não gastamos em 10 dias no Peru, acredite. Mesmo assim, como só iríamos passar poucos dias e depois de todo o stress passado com a desgraçada Dona Maria, resolvemos nos presentar com um vinho e uma pizza perto da pracinha da Igreja. Foi uma noite muito atípica, na volta pela casa João Paulo ainda pegou o violão de uns meninos na rua e aproveitou para tocar umas músicas e fazer um gruoove sacanaaaagem HEHEH. Sinto saudade desses momentos, de conhecer a verdadeira cultura local, saca? De sair pelos bairros mais distantes, ver como funciona a cidade em vários horários distintos.
      Chegamos em casa, dormimos BEM PARA O CARALHO (ó hostel que renovou a alma ein, meu caros amigos) e ficamos no aguardo do 3º e último dia. 
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