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brunasscarvalho

De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017

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De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017

 

Relato fresquinho de quem voltou da Amazônia semana passada!

 

Em tempos de vacas magras, promoções escassas, dólar e euro nas alturas, o coração mochileiro sofre. Em especial, o coração daqueles que, como eu, têm na sua lista de próximos destinos de viagens o mundo inteiro. ::love::::mmm:

 

Enfim, este ano, não encontrei (ou não consegui chegar a tempo) de pegar nenhuma promoção bacana para o exterior. Sorte a nossa que o Brasil é um lugar incrível, fonte inesgotável de destinos surreais. Vergonhosamente, eu nunca tinha tido uma imersão verdadeira na Amazônia. Conhecia duas capitais do norte: Belém e Rio Branco. Sendo assim, defini que conheceria Manaus, que estava na minha lista de capitais a conhecer desde a infância.

 

Quando comecei a ler relatos vi que algumas pessoas viajavam de barco pelo rio Amazonas rumo a Belém ou a Santarém. Achei os relatos bem interessantes e resolvi imergir nessa parte da cultura popular da região norte, tão desconhecida para nós que estamos acostumados a carro, ônibus, avião. Comprei uma passagem de ida para Manaus e de volta para Santarém.

 

Descobri a iguana turismo por meio do site do local hostel e durante a troca de email com eles me apaixonei pelos pacotes de pernoite na selva. Outra decisão tomada! Três dias e duas noites na selva que relatarei com mais detalhes adiante.

 

Espero que eu possa ajudar mais pessoas com mais um relato e como sempre a minha recomendação é VÁ, com ou sem companhia, com ou sem dinheiro, com ou sem coragem... O mundo é lindo e grande demais pra ser contemplado apenas por telas...

 

Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.

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Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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Que bom que está ajudando!

O hostel e a iguana são excelentes!

O barco para Belém leva 5 dias, mas conheço quem fez e achou a experiência legal. Mas a questão de tempo realmente inviabiliza muita coisa. Em outubro Alter estará com praias perfeitas!

 

bjs

 

 

Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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04/06/2017 - Selva

 

Dia de fazer o passeio na selva. ::love::

Como já falei anteriormente fiz toda a negociação por e-mail, a equipe da empresa é super amigável, fornece todas as informações necessárias, pergunta se há alguma restrição alimentar como vegetarianismo, por exemplo.

 

O pacote para 3 dias e 2 noites saiu por R$ 510,00 (acomodação em dormitório coletivo. Acomodação individual sai por R$ 600,00. Pode parecer caro, mas colocando na ponta da caneta e levando em consideração que café da manhã, almoço e jantar estão inclusos, e que na selva não há muito com o que gastar (minto, na pousada tem caipirinha que quebra os gringos kkk) o custo-benefício é excelente. Depois de ter passado pela experiência posso dizer com propriedade que cada centavo desse dinheiro foi muito bem aplicado numa experiência INCRÍVEL.

 

 

 

Pois bem, era domingo de manhã e como a agência fica muito perto do hostel combinei que iria pra lá para seguir viagem. Lá conheci Mateus, que foi nosso guia e um grupo de pessoas muito gente fina de BH.

 

Embarcamos em uma kombi até um porto um pouco mais afastado do centro. Lá embarcamos em uma lancha de onde tivemos a oportunidade de ver o encontro das águas. Depois desembarcamos em um povoado, pegamos outra kombi até o rio. De lá fomos de barco até a pousada. Todo esse trajeto durou a manhã toda.

 

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Chegando na pousada almoçamos (e o almoço de lá é maravilhosamente surreal de bom), tomamos banho de rio, arrumamos nossas coisas e por volta das 16h fomos rumo à selva, onde passaríamos a noite. Nesse lindo caminho tivemos a oportunidade de apreciar árvores encantadoras, diversos tons de verde, botos, garças, macacos e bicho-preguiça.

 

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No fim da tarde chegamos ao nosso local de “hospedagem”.

O acampamento consiste em uma cobertura onde são instaladas as redes, uma fogueira, uma mesa e um banco de tronco de árvores. Coletamos gravetos para fazer o fogo, instalamos as redes e os mosqueteiros, alguns colegas tomaram um banho no rio antes do jacaré chegar. Nosso guia fez o jantar que foi frango assado com arroz. Enquanto não ficava pronto ouvimos as muitas histórias contadas por ele e sobre a vida dele…

 

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… O Mateus é um índio que veio de uma tribo localizada na fronteira do Amazonas com a Venezuela e com a Colômbia. Estudou agronomia, teve a oportunidade de estudar nos EUA e morou no México. Durante um ritual indígena no exterior, sob efeito de alguma coisa que eu não entendi muito bem o que era, teve uma revelação e teve que optar entre a carreira ou a família. Optou pela família. É um guia super qualificado, sabe muito da região, da floresta, da cultura…

 

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Com o anoitecer e a falta do que fazer fomos para as redes bem cedo. Eu tive dificuldade de dormir mais pela conversa do pessoal e pela falta de costume de dormir em rede do que pelo ambiente em que estava. Confesso que quando houve silêncio foi surreal ouvir os sons da floresta. Parece uma orquestra sinfônica muito bem regida. É lindo e dá uma paz!

 

 

 

No meio da madrugada choveu, mas como a cobertura do abrigo é muito boa não nos molhou nada.

No meio da madrugada também senti vontade de fazer xixi… Recorri o matinho com uma boa revista com uma lanterna.

 

Sou considerada por muitos uma pessoa extremamente corajosa, então não sei se sirvo como parâmetro. Mas não senti medo em momento algum, mesmo sabendo que havia jacarés no rio bem pertinho de nós (e ouvindo o barulho deles, vendo o reflexo dos olhos deles). A experiência foi bem interessante e eu recomendo desde que haja um mínimo de coragem possível, já que chegando lá não tem volta e talvez seja traumático para os mais sensíveis. Naquelas condições eu voltaria e passaria uma semana ali… O único porém são os mosquitos que são insaciáveis, não respeitam roupa ou repelente.

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[/b]05/06/2017[/b]

 

Mateus nos acordou bem cedo e já havia feito o café da manhã. Havia café, leite, ovos cozidos, biscoito, goiabada, bananas…

Logo após o desjejum, ele deu uma coroa de palha muito legal para cada um de nós.

 

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De lá fomos para a casa de uma família de ribeirinhos onde conhecemos algumas plantas locais, degustamos cana e abacaxi do pé (o abacaxi do Amazonas é o mais doce do mundo, é uma delícia), conhecemos o processo de produção de farinha e um pouco do artesanato feito pela família.

 

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Voltamos para a pousada para o delicioso almoço e conhecemos o restante do grupo que passaria esses dias conosco.

A tarde fomos observar mais árvores e animais da região e pescar. Pela primeira vez na vida consegui pescar!

 

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Contemplamos um lindo pôr-do-sol, um verdadeiro presente para aqueles dias tão maravilhosos.

 

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Jantamos e fomos atrás de um jacaré em uma parte do rio perto da pousada (de canoa). Nessa parte denominada “focagem do jacaré” o guia captura um jacaré, explica um pouco sobre as características dele e depois deixa quem quiser ficar um pouquinho de tempo com ele na mão. Embora eu considere que é uma crueldade amarrar a boca do bichinho para agradar turista, não resisti. Fiz uma oração para que aquele bichinho superasse aquele trauma.

 

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No fim da noite todos ficaram conversando no deck na pousada e curtindo aquela interação legal que quem é mochileiro entende bem… Diversão super saudável!

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06/06/2017

 

Fomos acordados as 5:20h pois iríamos observar o nascer do sol a bordo da canoa. Mas o tempo não colaborou muito e não vimos nada. ::lol3::

 

Voltamos para a pousada para o café da manhã e depois fomos para uma caminhada de aproximadamente duas horas no meio da floresta, para conhecermos plantas, animais, uma experiência extremamente rica. Tive a oportunidade de experimentar cascas de árvore com diferentes funções, comer o bichinho do coco, tomar água de um tronco.

 

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Depois desse momento almoçamos e retornamos aos multitransportes com destino a Manaus e ao sinal de telefone… Ahhh o sinal de telefone que em um ambiente daquele não me fez a menor falta.

 

De volta a Manaus, consegui tomar um belo sorvete na Sorveteria Glacial (indico demais, tem sorvetes típicos deliciosos) e comer mais tambaqui no jantar...

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Adorei saber disso! Estou com a viagem marcada para esse mesmo roteiro agora em Julho. (Manaus - Santarém (alter do chão) - Belém - Ilha de Marajó). ::otemo::

De Manaus até Santarém, irei de barco. Enfim, quero saber se foi tranquila a rota de barco... pois vou sozinha e quero me sentir segura. Outra coisa a saber é se foi tranquilo conseguir o barco em Manaus. É só chegar no porto e comprar a passagem? levo a rede ou eles vendem lá bem bem em conta?

Ah! outra dúvida é sobre esses pacotes para "conhecer a floresta"... Vale realmente a pena. Já ouvi relatos de viajantes que acham um tanto quanto artificial (Tudo montado pra turista). Ajuda aí nas dúvidas que a eu fico grata! ::sos::

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07/06/2017

 

Destinei esse dia para conhecer o centrão de Manaus. Aproveitei a ida ao porto para fazer cotações do barco para Santarém.

 

::sos:: O esquema do barco é o seguinte… O preço da viagem varia conforme o dia da semana… Os dias que saem mais barcos fica mais em conta. No domingo não tem barco. Segunda-feira me parece que era R$80,00, terça, quarta e sábado R$100, quinta e sexta R$ 120. Como o preço no porto era o mesmo preço pelo qual estavam vendendo no hostel, preferi comprar no hostel porque a empresa de turismo manda um motorista te buscar lá e te deixar bonitinha no porto… Isso pra quem anda de mochila e quer economizar no transporte faz uma big diferença (mas do hostel para o porto dá pra ir andando de boas). ::sos::

 

Nessa ida ao porto já da pra sentir como é o centrão da cidade, o comércio… também é uma boa oportunidade para comprar a rede, que será sua companheira no barco!

 

::sos:: Só recomendo tomar cuidado com conversa de vendedor… Como eles sabem quem é turista e quem não é, eles querem empurrar as redes mais caras alegando que as redes mais baratas não dão conta do recado. Se você realmente quiser uma rede muito boa, tudo bem… Como eu nem tenho onde colocar a rede em casa e não estava disposta a carregar uma rede pesada no lombo, queria uma rede para cumprir sua função naquela noite (tanto é que transformei a minha numa coberta de cama). Não estava disposta a pagar R$50,00 numa rede, então dando mais umas voltinhas achei uma por R$28,00 e um par de cordas por R$5,00 (essa rede não caiu e eu dormi muito bem… e acho que se tivesse andado mais ainda teria economizado mais. ::sos::

 

Do lado do porto fica o mercado municipal que vale muito a visita.

 

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Lá tem uma infinidade de artigos regionais, ervas, pós, cascas, sabonetes (adooooooro). Uma lembrancinha muito legal pra quem quiser presentear a família são uns chocolates com cupuaçu. Comprei uma caixa com 50 unidades a R$12,00 e todo mundo gostou. Também achei mini sabonetes de açaí, guaraná, pupunha… que chorando consegui a R$4,00. Pechinchar é tudo nessa vida!

 

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::sos:: Na volta para o hostel fiz compras no mercado porque sabia que não conseguiria comer no barco, já que sou muito chata com essas coisas (nutricionista que ama vigilância sanitária não come no barco mesmo…). Levei sucos, biscoitos, amendoins, frutas que salvaram minha pele. Como me conheço há três décadas levei frutas desidratadas e mix de castanhas de casa. Tudo isso me salvou muito no barco. Recomendo também levar água. Embora tenha bebedouro no barco, só Jesus sabe a procedência dessa água. Pode parecer frescura minha, mas a dona do hostel em Alter do Chão me disse que é bem comum chegar gente com problemas gastrintestinais depois da viagem de barco, principalmente os gringos (ela tem até um canteiro com boldo para oferecer…). ::sos::

 

Na tarde desse mesmo dia fui tentar ver o pôr-do-sol em ponta negra (vale muito a pena).

Isso porque peguei um ônibus com três bandidos declarados. Eles contavam histórias sobre os seus roubos, abordagens policiais, prisões e falaram que só não assaltariam o ônibus porque o cobrador era muito legal. E onde eles iam descer? No mesmo lugar que eu!!! Fiquei com medo e não desci… E acabou que a outra parada era muito longe, fui parar com o motorista e o cobrador no ponto final que era tipo uma favela bem esquisita… Mal estar desfeito, voltei nesse mesmo ônibus e cheguei em Ponta Negra a tempo de ver um pouquinho do resto do fim do pôr-do-sol. A orla é bem linda, bem cuidada, cheia de quiosques… Se tivesse mais tempo iria lá durante o dia para tomar um banho de rio!

 

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De volta à cidade deixo uma dica beeeem bacana… Toda quarta-feira tem um projeto em frente ao teatro amazonas onde uma banda interpreta algum cantor de MPB. O melhor, 0800. A praça lota, o ambiente é bem legal, a música também e nada mal tomar uma caipirinha de jambu ao som de Tim Maia!

 

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      Oi, sou de Manaus.
      E recentemente criei um site falando sobre:
      o que fazer em Manaus,
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      Além de outras dicas. Confere lá.
      E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)
    • Por Aprazzivel
      Oi, sou de Manaus.
      E criei um site recentemente falando sobre o que fazer em Manaus, e seus arredores. São várias dicas para incrementar nas suas viagens!
      Dicas sobre o Amazonas.
      E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)
    • Por Aprazzivel
      Criei um site sobre viagem, moro em Manaus e estou dando várias dicas sobre o que fazer em Manaus e no seus arredores.
      Acompanhem o site e qualquer dúvida é só me comunicar!!!
      Obs.: no instagram respondemos mais rápido!!!
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    • Por StanlleySantos
      Fala mochileiros!
      Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!!

      Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia
      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por Edson Leite
      Planejamento
      Comecei pesquisando os preços. Meus planos era chegar até Cali-CO onde tenho amigos. Passar alguns dias em Bogotá e conhecer a capital do país em alguns dias.
      ·         Os preços que encontrei de Manaus-Bogotá eram absurdos pois teria que fazer escala em São Paulo ou Panamá pra poder chegar a Bogotá. Teria que vender minha alma e ainda ficaria devendo. Algo em torno de R$ 8.000,00 as vezes chegando a R$12.000,00 e em raros caso com passagem de ultima hora chegando facilmente a R$ 25.000,00. Como assim? Os aviões passam toda hora aqui em cima de Manaus. Temos um aeroporto internacional. Voos para Miami que passam em cima de Bogotá. Estamos muito perto de Bogotá-CO e Lima-Perú. Não consigo entender isso.
      ·         Comecei então a buscar possibilidades. Então decidi atravessar a fronteira a pé literalmente. Kkk. Partir de avião ou barco até Tabatinga, atravessar a fronteira e em Leticia-CO pegar um voo doméstico até Bogotá-CO.
      ·         As opções por rio eram muito caras. De barco (5 Dias) e Ajato (36 horas) tem custo aproximado entre R$ 300,00 e R$ 600,00. Não eram uma boa opção, vai que o barco ou a lancha dar defeito e perco meus voos na sequência. Melhor não ariscar. Não tinha interesse na viagem de barco, já fiz muito à trabalho. Para quem nunca veio a Amazônia recomendo pelas paisagens naturais. Não era o meu caso.
      ·         Optei por um voo pela companhia aérea azul com custo entre R$400,00 a R$ 1.000,00 dependendo de quando com antecedência compra a passagem. Diga-se de passagem, que deveria ter concorrência pois ainda estão caras as passagens neste trecho.
      ·         Definido a passagem de ida e volta, faltavam as passagens dentro da Colômbia. Comecei a pesquisar passagem no site decolar. Encontrei muitas mais também a preços muito alto em companhias como LATAN e AVIANCA.  O trecho Leticia-Bogotá-Cali e voltando em torno de R$ 1.200,00. E aí uma luz me iluminou. Porque não pesquisar no site em espanhol? Então para minha surpresa os mesmos trechos e mesmos voos por COP 500.000, algo em torno de R$ 600,00. Para fazer isso já adianto que necessita ter um cartão de crédito internacional, pois a compra será feita em dólares americanos e convertido em Reais na sua fatura.
      ·         Os hotéis em Bogotá e Cali comprei pelo site Decolar.com. Comprei na Rede IBIS por serem baratos e bem localizados. Não são hotéis de luxo afinal ninguém vai de viagem pra ficar trancado em um quarto, mesmo se fosse de lua de mel. O hotel Ibis Museu Bogotá fica no centro da cidade perto de tudo e se for como eu que gosta de conhecer a cidade a pé, é uma boa opção pois pode chegar facilmente a maioria da atrações da cidade. Em Cali escolhi o Ibis granada pelo mesmo motivo, perto das principais atrações da cidade.
       
      Manaus/Tabatinga
       
      ·         Passagens compradas faltava a hospedagem. Meu voo Manaus-Tabatinga comprei pra um dia antes do voo Leticia-Bogotá porque teria que dar a saída na policia federal e chegar adiantado pra dar entrada na imigração na Colômbia. Peguei um taxi no aeroporto de Tabatinga e fui direto a PF em Tabatinga onde preenchi o formulário de saída do Brasil e continuei no mesmo taxi até o hotel TAKANA. Hotel que recomendo.
      ·         Tem café da manhã internacional e farto. Internacional entende-se que vai encontrar itens do café da manhã do Brasil e da Colômbia, tudo muito bem feito e farto, tipo tudo que possa comer, kkkk. Beto o Gerente é super atencioso bem como todos os funcionários. Recomendo e recomendo de novo.
      Sobrou um tempo a noite e resolvi dar uma volta em Leticia com uma amiga que estava no mesmo hotel.


      Hotel TAKANA
       
      Tabatinga/Leticia
      Depois do café da manhã reforçado segui até o aeroporto em Letícia. Sempre gosto de chegar antecipado para evitar qualquer transtorno. Cheguei e fui a imigração da Colômbia que fica dentro do aeroporto. Lá me pediram a identidade e o formulário de saída do Brasil, O funcionário da imigração me orientou que teria que ir a companhia aérea, imprimir o cartão de embarque e voltar com ele para autorizar o embarque carimbando a o cartão.
      Letícia/Bogotá
      Seguido todos os tramites. Embarquei na hora programada. A viagem foi tranquila, céu de brigadeiro.

      Decolando de Letícia-CO
       
      Bogotá
      Chegando em Bogotá tomei um tempo pra fazer o câmbio de dólar pra pesos colombianos e comprar um SIMCARD da TIGO que custou COP $ 40.000,00 para ter um numero de celular e internet durante a viagem. Aqui vale uma observação como em qualquer cidade do mundo existem pessoas mal-intencionada e deve ter cuidado com que fala e o que fala. Como viajante frequente dei conversa pra ver até onde ia. A pessoal que me abordou ofereceu um SIMCARD habilitado e condução até o hotel e me levou até a casa de câmbio. Depois desconversei e falei que um amigo de lá tinha me ligado e que ele viria me buscar no aeroporto. E sai a conhecer o aeroporto. Acabei comprando um SIMCARD mais barato em uma loja de conveniência. Peguei um taxi oficial pagando COP $ 35.000,00. O cara queria COP $ 80.0000,00. Na Colômbia UBER não é reconhecido e marginalizado pela maioria dos taxistas, tome por sua própria conta. O taxi oficial é da cor amarelo. Funciona por taxímetro e é muito barato, por isso recomendo este meio de condução. Na Colômbia não existe metrô, tem o MIO que é um sistema de ônibus bi-articulado e tri-articulado. Não cheguei a tomar nenhum pois como disse o taxi oficial é barato.


      Centro de Bogotá
       
      Cerro Monserrate
      Como cheguei cedo a Bogotá tomei um banho, coloquei um agasalho pois faziam 16 Graus e prometia cair mais a temperatura. Tomei um taxi do hotel até a entrada do teleférico que paguei COP$ 6.800,00. Depois de meia hora de fila paguei um ingresso que custa COP$ 22.000,00 ida e volta. Se preferir pode subir a pé, coisa que não recomendo para nós que vivemos a 60 metros do nível do mar, na base do Monserrate você está a 3 mil e pouco metros chegando a quase 3 mil e seiscentos no topo. Mesmo chegando inteiro ao topo. Ainda tem que subir uma escadaria onde se pode ver a via cruzes. Cheguei com a língua no joelho e com falta de ar digno de um asmático, Kkk, De lá se tem a visão de toda Bogotá. Mas o que mais me foi a catedral de Monserrate. Tive o privilegio de chegar justamente quando estava começando a missa, e fiquei lá durante toda a celebração, bem mais perto de Deus.

      Centro de Bogotá
      No dia seguinte, domingo, resolvi caminhar. Depois de dar uma revisada no mapa, chequei o caminho e pé na estrada. Como era domingo as principais vias estavam fechadas e liberadas para a pratica de ciclismo. Muita gente caminhando, muitos policiais nas ruas, me senti confiante e segui a pé até a Praça Bolivar e de lá seguir a conhecer os lugares ao redor. Tudo muito perto. Encontrei um grupo de pessoas e perguntei ao policial o que estava acontecendo. Ele prontamente me falou que era uma caminhada turística guiada e me convidou a acompanhar o grupo. Nada melhor que isso não? E de graça além de tudo. Conheci muito do lugar. Um pouco da história da Colômbia, seus poetas, o dinheiro.

      Praça Bolivar

      Palácio do Governo. Onde fica o presidente da Colômbia


      Museo Botero

       
      Centro de Bogotá
       
       
      Cali-CO
      No dia seguinte fiz check-out cedo no hotel e tomei um taxi até o aeroporto onde peguei o voo até Cali. Tinha combinado com uma amiga de lá uma pessoa pra me buscar no aeroporto e me levar até o hotel o que não aconteceu devido a compromisso da pessoa. Acabei pegando um taxi oficial. Por coincidência o taxista era brasileiro e mineiro, embora não falasse quase nada de português por ter ido com a mãe para a Colômbia muito pequeno.
      Fiquei hospedado no Hotel Ibis Granada Cali. Como falei anteriormente, bem localizado, perto de restaurantes e boates e dos principais pontos turísticos.

      Iglesia La Ermita

      El gato del Rio

      Plazoleta Jairo Varela

      Las tres cruces
      Por motivos já esclarecidos e como gosto de caminhar pela cidade, é a melhor maneira de conhecer a cidade e seu povo. Sai a conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Alias esse é um ponto que recomendo, escolher um hotel perto de tudo se possível for. Vai pagar um pouco mais, mais vai ter mais conforto e menos despesas de locomoção.
      Espero com este relato, ajudar a viajantes que pretendem conhecer a Colômbia. Principal pra gente que vive no norte do Brasil e um pouco esquecidos do governo central. Ainda não entendo que estando tão perto dos Hermanos, temos que pegar um voo até o sul do Brasil pra viajar pra lugares aqui ao lado. Boa viagem a todos








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