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Boa tarde. Ontem pelas nove e meia cheguei em Huaraz, pensei que na cidade fosse frio como em Cusco, mas aqui é mais quente. A viagem de busão de Lima até aqui é muito cansativa, viajei pela Oltursa.

Oi!   Eu fechei com o cara do hotel. O nome do hotel é Hospedaje Casa Blanca. Recomendo demais o hotel inclusive, paguei 39 dolares em 3 diarias em quarto de casal, banheiro privado e com café da ma

Voltei de lá agora e pra mim valeu muito a pena ter ido. Não peguei chuva, só nevou no primeiro dia enquanto estávamos subindo o Pastoruri, mas foi rápido. Na minha opinião o que conta mais pra ir pra

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Fiz ontem o nevado pastoruri.. não tenho 100% de certeza, mas é bem complicado fazer sozinho.

Eles param o busão na entrada do parque, tem que pagar mais 10 soles.. o que você pode fazer é pagar um táxi e ir sozinho, mas deve sair mais caro.. outros trekkings maiores, como laguna 69, churup, precisa de guia..

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Olá!

 

Vou viajar para Huaraz e passar 4 dias, vi os comentarios sobre o Hostel HI Alpes Andes e não o encontro em lugar nenhum - só achei uma mensão no site da TripAdvisor mas com apenas 3 comentarios, sem fotos e sem valor.

 

Alguem sabe onde eu posso encontrar informações mais completas desse Albergue?

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  • 2 semanas depois...
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Bom dia! Estou indo ao Peru dia 12, dia 14 pego um carro e vou para Caral, Huaraz, Trujillo e Chiclayo. Gostaria de saber se há a possibilidade de fazer as lagunas em Huaraz com o carro, sem fechar com agências.

Obrigado.

 

Dá sim, a Llanganuco tem uma estrutura básica pra receber os turistas aonde dá pra deixar o carro, na 69 as vans ficam paradas na beira da estrada, não sei o quão seguro seria largar o carro sozinho lá. Mas se vc tem um carro vc não pode deixar de ir ao Vale de Ulta! Não tem nenhum tour que vai pra lá e o vale é lindo, no final dele tem o tunel mais alto do mundo e montanhas muito nevadas, com uma vista linda do Huascarán! Dizem que o cañon del Pato também é muito bonito pra se fazer de carro, mas este último eu não conheço.

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  • 2 semanas depois...
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Bom dia! Estou indo ao Peru dia 12, dia 14 pego um carro e vou para Caral, Huaraz, Trujillo e Chiclayo. Gostaria de saber se há a possibilidade de fazer as lagunas em Huaraz com o carro, sem fechar com agências.

Obrigado.

 

 

Sim, como disse a lucianeck , dá sim pra chegar de carro... a estrada é de terra e de Huaraz até Llanganuco deve dar umas duas horas entre rodovia pavimentada e estrada de terra .. há alguns vilarejos no caminho. Na Laguna 69, acho um pouco complicado deixar na estrada .. mas pode conversar com os motoristas que ficar aguardando e pedir para eles darem uma olhada.

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  • 2 semanas depois...
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Fala, Pessoal!

 

Em setembro e outubro estarei fazendo uma viagem pelo Peru e a ideia é passar os últimos dias da viagem em Huaraz, talvez 4 dias inteiros por lá.

 

O tempo costuma ser bom lá em outubro? Devemos estar em Huaraz na primeira semana de outubro.

 

A princípio a nossa ideia de programação é mais ou menos essa:

 

1º dia: sítios arqueológicos de Chavin

2º dia: Laguna Paron

3º dia: Glacial Pastoruri

4º dia: Laguna 69

 

Não pretendemos pegar muito pesado, pois já vamos estar um pouco cansados da Salkantay e, apesar de praticarmos esportes, ninguém chega a ser nenhum atleeeta. Muita coisa ainda pode mudar, pois a galera ainda está decidindo o roteiro, mas vocês acham esse roteiro inicial uma boa ideia?

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  • Silnei changed the title to Huaraz

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    • Por Natália C. Santos
      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
      Eu quero dizer que viajar ao Peru era um sonho de infância. Não sei dizer exatamente quando isso começou, mas era o meu sonho de anos e anos.
      Até chegar ao roteiro de fato, por anos criei vários roteiros, onde a maioria incluía não só o Peru, mas como a Bolívia também e depois Chile... mas quanto mais eu pesquisava, mais adicionava lugares e/ou passeios e menos tempo dava de fazer tudo, então resolver dividir por países.
      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por Juliana Dassoler
      Pessoal, alguem ficou hospedado dentro do parque nacional huascaran no Peru ao inves de ficar em Huaraz? 
      Vale a pena? 
      Abs, 
    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por Matheus Buono
      Oi gente, tudo bem? Eu me chamo Matheus e faço umas trilhas de vez em quando, pretendo fazer minha primeira viagem/mochilão, e resolvi conhecer boa parte do Peru, ao invés de dividir entre Bolívia, Chile e Peru.
      Gostaria da opinião de vocês, o que pode ser alterado e o que não pode, o que posso adicionar, ou simplesmente o que acham kkk 😁 Aceito dicas do levar daqui também!
      Lembrando que EU SEI que isso não vai sair perfeito na hora H e que coisas podem mudar... E Ayacucho eu quase não acho na internet, vi que quase ninguém passa por lá, mas vi uma moça postando no face e me apaixonei e achei uma bela parada de Cusco para Huacachina.
      ROTEIRO PERU
      Dia 1 -->São Paulo/Cusco
      • Se aclimatar
      • Comprar chip de celular
      • Comprar Boleto Turístico
      Dia 2 --> Cusco
      • Plaza de Armas
      • Sítios Arqueológicos (circuito I)
      Dia 3 -->  Cusco
      • Centro histórico e Valle Sur (Circuito II)
      Dia 4 --> Cusco
      • Vale Sagrado ( Circuito III)
      Dia 5 ---> Águas Calientes
      •Van até hidrelétrica e depois trilha
      Dia 6 ---> Machu Picchu ❤️
      • Tentar Voltar direto pra Cusco
      Dia 7 --> Cusco
      •Laguna Humantay
      Dia 8 --> Cusco
      • Andar atoa e descansar
      Dia 9 --> Cusco
      • Montanhas Coloridas ❤️
      ** Tentar ir pra Arequipa
      Dia 10 e 11 --> Arequipa
      • Conhecer Cidade
      • Vale Del Colca
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      Dia 12 --> Cusco
      • Ir para Ayacucho
      Dia 13 --> Ayacucho
      • Piscinas de Milpu ❤️
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      ** Tenta Ir para Huacachina
      Dia 14 --> Huacachina
      • Passeio de buggy
      • Andar nas dunas
      ** Tentar ir pra Lima
      Dia 15 --> Lima
      • Museu Larco
      • Andar atoa ( sei la )
      Dia 16 --> Lima
      • Tour gratuito
      Dia 17 --> Huaraz
      • Ver hostel e marcar os passeios
      - Talvez já fazer passeio
      Dia 18 --> Huaraz
      • Laguna Paron
      Dia 19 --> Huaraz
      • Glaciar Pastouri
      Dia 20 --> Huaraz
      • Laguna Llanganuco e Yungai
      Dia 21 --> Huaraz
      • Laguna 69 ❤️
      Dias 22, 23 e 24 (FICA DE SOBRA PRA ENCAIXAR OU FAZER ALGO FORA DO PLANO)
      Dia 25 - Lima
      • Voltar pra São Paulo
      ** Lugares que faltaram: Chachapoyas, Trujillo, Paracas, *Canyon Huatuscalle* (Ayacucho), Puno...
      E ai o que acharam?? 😊
      Aceito dicas do levar daqui também!
      MUITO OBRIGADO DESDE JÁ, UM BEIJO E UM ABRAÇO VOCÊS SÃO INSPIRAÇÃO ❤️❤️
    • Por FlavioToc
      A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo.

      O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país.

      Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro.

      Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos).

      Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky.

      Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz.

      05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      Cusco e Machu Pichu

      -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar.

      -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio.

      -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias.  Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro.

      -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo.


       
      -1º dia (06/06): –       

       –City Tour (20 soles).  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado  45 soles com almoço incluído.

      pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika

      -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo

      -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m.  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast


       
      Puno

      -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles.

      pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas

      -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas


       
      Arequipa

      -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte

      -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal.

      -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte

      -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena.

      Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores


       
      Lima

      12ºdia (17/06): Dicas

      -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles

      -Usar Uber

      - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici.

      - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel;

      -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico


       
      -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor

      - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles

      -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión.

      A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas.

      -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Huaraz

      -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz  Mirador Andino

      -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz

      -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Lima

      Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação.

      -19º dia (24/06):

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

                 

      -20º dia (25/06): - dia livre

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

      (Este hotel não era bem localizado em função das atrações)


       
      Retorno Lima – São Paulo

      -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima

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      Nossas observações e outras generalidades

      - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros).

      - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora.

      - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso.

      - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico.

      - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja.

      - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade.

      - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca.

      -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar.

      - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles

      -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro.

          Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos.

      - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa.

      - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta.

      - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta.

      - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio.

      - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie.

      - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos.

      - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa:  https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA

      - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos.

      - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa.

      - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única  (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então...

      - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”.

      - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias.

      - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas.  Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza.

      - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo.

      -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito.

      - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio.

      - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante.

      - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão.

      - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco.

      - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro.

      - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil.

      - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local.

      - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta.

      - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem  bonitinhos.

      - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho.

      - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela.

      - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são:

      - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde).

      - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço.

      - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde.

      - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay.


       
      Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação.


       







      20190609_133509.mp4



















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