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COLÔMBIA 2016 (Bogotá, Medellín, Cartagena e Santa Marta - Pq. Tayrona) - Histórias, fotos, gastos e alguns perrengues


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Salve, salve galera mochileira! Estou de volta aqui pra relatar mais uma viagem que fiz, eu já postei um relato aqui sobre meu primeiro mochilão em 2014 (http://www.mochileiros.com/bolivia-e-peru-setembro-outubro-2014-meu-primeiro-mochilao-historias-gastos-fotos-e-videos-t103803.html), depois fiz um entre Chile, Argentina e Uruguai em 2015, mas acabei esquecendo de fazer anotações para relatar aqui; mas no ano passado em resolvi não deixar passar em branco e fiz um diário para poder escrever aqui sobre o destino da vez: a Colômbia. Só peço desculpas por só postar agora, quase um ano depois, pois meu ano foi bem corrido e quase não tive tempo para poder escrever, mas antes tarde do que nunca!

A Colômbia já era pra ter sido meu destino no ano anterior, mas as passagens estavam muito caras. Aliás, elas continuavam caras, porém, eu participei de uma promoção da Avianca que acumulava milhas, e portanto consegui as passagens praticamente de graça, só tive que pagar as taxas, que me custaram singelos R$ 333,66. O problema é que promoção é daquele jeito, minhas férias eram entre setembro e outubro, e o único período disponível para adquirir as passagens pela oferta era de 10/09 a 08/10, ou seja, praticamente um mês de viagem. Além disso, o vôo não era direto, faria uma peregrinação tanto na ida quanto na volta: embarcaria em GRU às 5h da manhã, faria uma parada de meia hora em Juazeiro do Norte, depois uma conexão de 7h em Fortaleza e aí sim Bogotá; já na volta a única diferença é que a conexão em Fortaleza era só de 3h.

Passagens compradas, comecei a elaborar o roteiro, fazer as pesquisas sobre hospedagens, passeios, transportes, fazer uma estimativa de gastos, tudo isso me pouco mais de um mês.

A princípio, eu visitaria as cidades de Bogotá, Medelín, Cartagena e Santa Marta, e como teria que encher um pouco de linguiça, planejei passar uma semana em Quito, no Equador, no intervalo entre Bogotá e Medelín.

Como também sabia que real seria mais complicado de trocar na Colômbia, principalmente em Cartagena e Santa Marta, resolvi levar dólares para não ter dor de cabeça, levei no total US$ 1.200 baseado no cálculo de despesas que fiz.

Tudo certo e nada resolvido, bora começar o relato, que além de detalhar despesas, dar dicas, tem alguns perrengues interessantes (agora, claro).

 

 

DIA 01 – 09/09

 

Decidi começar o relato antes mesmo de chegar à Colômbia porque conforme disse, essa viagem teve alguns perrengues e o primeiro deles já começou na ida para o aeroporto. Eu havia comprado pela Internet as passagens de ônibus da Viação Cometa tanto da rodoviária de PG para Guarulhos quanto o caminho inverso e o ônibus sairia às 17h30, então terminei minha mochila com calma, fui cortar meu cabelo, tudo dentro do horário, tomei banho e resolvi até sair um pouco antes do horário que previ para pegar o ônibus. O problema é que estava chovendo, e choveu sabem como fica o trânsito né, e pra quem pega ônibus multiplica o B.O. por dois. Resultado: o busão demorou muito pra passar, o motorista foi igual uma tartaruga e perdi o Cometa por 5 minutos ::putz:: . E era o último que saia de PG (sexta à noite ninguém deve ir pra aeroporto pelo jeito), eu teria que ir até São Vicente pegar o que saia às 20h30. Chamei um UBER e corri pra lá. Comprei a passagem e fiquei aguardando até dar a hora, bora pra Guarulhos!

Mas a peregrinação só estava começando, cheguei no aeroporto por volta das 22h30, e o vôo era só às 5h. Fui fazer o check in no balcão e depois de passar um puta tempo na fila descubro que estava no lugar errado :x , ali era pra quem ia pra Bogotá direto, quem ia pra Fortaleza tinha que aguardar que ia abrir lá pra umas 2h, e eu louco pra despachar logo o mochilão.

A hora não passava, tomei acho que uns 2 ou 3 cafés daquelas máquinas (que por sinal só tinham de um tipo, não importava qual tu escolhia). Estava cansado e entediado, até conseguir despachar a mochila e tentar descansar um pouco nos bancos do aeroporto. ::essa::

 

 

 

Continua...

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Show! Seu relato tá muito bom, detalhado, tá me ajudando muito! To indo em dezembro e fechando os detalhes! O roteiro deve ser San Andres - Cartagena - Santa Marta - Medellin - Bogotá. 20 di

Muito bom o relato, parabéns!!!   Estou pensando em fazer uma viagem curta agora no meio do ano. Medellin e Bogotá... Talvez Quito, se achar alguma promoção.. Você curtiu mais Bogotá ou

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DIA 02 – 10/09

 

Após uma parada em Juazeiro do Norte, onde desceram e subiram alguns passageiros, o avião chegou em Fortaleza por voltar das 9h30, e quando foi buscar minha bagagem uma surpresa: antes da esteira começar a funcionar, havia duas enormes caixas de papelão uma em cada ponta da esteira, de repente começou alguém a cantar e do nada sai de dentro de uma das caixas uma moça com roupa típica e começa a dançar forró no salão ::otemo:: . Logo depois sai um rapaz de dentro da outra e logo o saguão vira um imenso salão de dança, alguns dançarinos, passageiros e até funcionários entraram na farra. Após a apresentação, o cantor deu as boas vindas e aí entendi a situação: estava tendo um congresso de contabilidade em Fortaleza e aquilo era pra recepcionar os participantes que estavam chegando naquele momento. Foi bem curioso!

Como teria 7h pra enrolar em Fortaleza, acabei, seguindo a indicação da moça do balcão de informações turísticas do aeroporto, indo conhecer a Praia de Iracema. Peguei um ônibus (66) até o Terminal Parangaba e de lá a linha 77 até Iracema.

Dei uma volta rápida pelo calçadão, louco de vontade de cair naquele marzão bonito, mas estava de calça e bota, então só caminhei, fui até o final de uma espécie de passarela que tem lá e vai bem dentro do mar. Almocei num restaurante próximo que era bem barato, passei num posto de gasolina para comprar um chip, pois havia bloqueado o meu para não pagar fatura do 3G mas acabei tendo que precisar de um para reabilitar meu Whatsapp (que deu pau e precisei reinstalar) e voltei para o aeroporto.

Enrolei por mais ou menos 1h30 até o check in e aguardei até o embarque. Estava cansado e ainda tinha mais umas 5h30 de vôo até Bogotá.

O avião pousou em Bogotá umas 20h25 mais ou menos, o vôo foi muito cansativo e desconfortável, não via a hora de chegar logo no hostel, mas ainda teria mais uns percalços.

A bagagem demorou mais de meia hora para ser liberada, e quando foi estava em operação tartaruga, minha mochila foi uma das últimas. Pelo menos uma coisa que achei legal é que as mochilas eles colocam numas bandejas plásticas, tipo aquelas onde se colocam as coisas quando passa pelo detector de metal do aeroporto.

Depois precisava fazer câmbio e a fila estava grande, mas precisava de dinheiro pro táxi e não iria pagar com nota de 50 dólares, e como era sábado sabia que domingo não abriria nenhuma casa de câmbio. Troquei 100 dólares e fui pegar um táxi.

A princípio o preço que uma moça que estava organizando os carros me passou seria de 30000 pesos, e após embarcar, passei o nome do hostel e o endereço ao motorista, que anotou no GPS e seguimos caminho. Durante todo o percurso, ele meio que fez as vezes de guia, pois por todo lugar que passava ele dizia o que era, falava algumas coisas sobre a cidade, e nesse momento eu começaria a ser apresentado ao meu maior pesadelo na Colômbia: a pronúncia deles. Eu falo bem espanhol, não perfeitamente mas me viro bem, pelo menos melhor que o Wagner Moura em Narcos (me disseram isso durante a viagem, sério kkkkk) e entendo bem também, mas os colombianos falam extremamente rápido e suprimem algumas sílabas.

A viagem durou entre 20 e 30 minutos, e quando chegamos o cara veio me cobrar 35000, discuti com ele que o preço que passaram era outro mas ele insistiu no valor, que era o preço padrão, e após alguns minutos de impasse acabei concordando em pagar porque o cara era meio estranho e como sabia onde eu estaria fiquei cabrero do cara fazer algo depois, não conhecia nada de lá e também estava tudo deserto.

Finalmente acreditei que iria tomar um bom banho e capotar, mas aí veio outra surpresa: estava no hostel errado. O que aconteceu foi o seguinte: o hostel que havia reservado ainda aqui no Brasil era o Sayta Hostel, acontece que são duas casas e eu fiz reserva para o Sayta 2, só que filho duma que ronca e fuça do motorista colocou no GPS o endereço do Sayta 1 (isso porque dei o endereço do Sayta 2, mas ele ao invés de escrever o endereço, escreveu o nome do hostel). A dona gentilmente ligou para o outro confirmando minha reserva e pediu para que um rapaz que estava lá me acompanhasse até o outro. Por sorte era umas 2 quadras, estava chovendo um pouco mas dispensei o guarda-chuva emprestado.

Finalmente no lugar certo, fiz o check in, tomei um belo banho e capotei no sono, estava podre, pois nem no avião havia conseguido dormir direito.

 

 

GASTOS DO DIA

 

Ônibus em Fortaleza = R$ 2,75 (2x)

Almoço + suco = R$ 13,00

Chip + crédito = R$ 18,00

Refrigerante + Halls no aeroporto = R$ 10,00

Câmbio no aeroporto = US$ 100,00 * COP 2.670 → COP 267.000

Táxi até hostel = COP 35.000

 

 

Continua...

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DIA 03 – 11/09

 

Como era domingo, pretendia visitar a tal feira de Usaquén, então não acordei muito tarde até porque o horário do café da manhã era entre 8h30 e 9h ou 9h30, não lembro, mas quando cheguei na cozinha não tinha nada pronto, só estava uma hóspede esquentando água para fazer um chá. No mínimo o Jhon (é escrito dessa forma mesmo), que era quem fazia o café, devia ter perdido a hora, mas preferi não esperar, qualquer coisa eu comeria algo na rua.

Caminhei até chegar na primeira estação de Transmilênio (ônibus articulado que anda em faixa própria e é o principal transporte de Bogotá) que avistei, mas ao perguntar como chegava até a feira, ninguém sabia me responder, até que alguém me disse para caminhar até uma outra estação que tinha na quadra de trás e que lá passava o ônibus que eu precisava. Era meio difícil entender o que eles diziam, fora que tomei uma surra até conseguir entender como funcionava o sistema, era bem confuso. Para usar o transporte, precisei comprar um cartão e após carregá-lo finalmente consegui pegar o ônibus. Eu teria que descer em uma estação no caminho e fazer baldeação com outra linha.

O rolê total demorou uns 30 ou 40 minutos, mas mal sabia que não seria só aquilo. Desci onde deveria (baseado no meu GPS) e comecei a caminhar. Pensa num lugar longe! Quanto mais andava, mais parecia longe, não chegava nunca, arrisco dizer que andei a pé quase o mesmo tempo que andei de ônibus. No caminho, notei que algumas ruas estavam fechadas para ciclistas, lá é meio que uma febre andar de bicicleta, tinha muitas, eram adultos, velhos, crianças. Inclusive sempre que passava em algum lugar que tinha TV ligada, notei que muita gente estava de olho nela, pois estava sendo transmitida uma prova de ciclismo e pelo que percebi, tinha um colombiano disputando e até acho que ele ganhou a prova.

Finalmente cheguei, um pouco cansado, não estava sol mas estava calor. A feira é realmente grande, tem bastante coisa pra se ver e comprar, desde roupa até artesanatos, lembrancinhas, coisas de comer, enfim, é bem grande e variada, ela começa na rua que fica ao lado de um centro comercial e se estende por várias quadras. Tinha um cara com um carrinho vendendo manga verde cortada e uma outra fruta que não sabia o que era (algo muito comum nas ruas colombianas), decidi experimentar, provei uma e até que era razoável, comprei um copo, vinha com sal e mel. O problema é que depois da terceira, ela começa a descer que nem gato vivo, era muito seca, e acabei jogando uma parte fora. Não lembro o nome da fruta, mas era bem ruim. Comprar eu não comprei nada, mas além da fruta experimentei a tal da arepa, e só passiei mesmo.

Na hora de ir embora, descobri que havia uma linha de ônibus da Transmilênio que passava na porta, e tomei um de volta até a região da Candelária.

Desci no Museu Nacional, e por ser domingo era de graça, então bora conhecer o lugar. O museu é bem grande e tem bastante coisa pra ver, achei bem legal.

De lá, fui caminhando e resolvi ir até o Cerro Monteserrate, pois domingo era mais barato para subir lá, no caminho passei pelo planetário, mas não entrei, era caro (não lembro o valor), e também não era uma atração que me chama-se a atenção. Já estava bastante sol, o que mais tarde me renderia quase uma insolação, e a caminhada até o Cerro foi bem cansativa, pois tive que pegar uma bela subida, e na altitude qualquer ladeira parece o Everest.

Lá chegando, fui direto pra fila, mas só pra variar entrei na fila errada ::putz:: , achei que era a bilheteria mas já era onde embarcava, toca sair pra comprar o tíquete e voltar, nem tinha ficado muito tempo na fila mesmo, né... O tíquete dá direito tanto ao funicular quanto ao teleférico, resolvi subir pelo primeiro e descer pelo segundo. Lá do alto é possível ter uma bela vista de Bogotá. Lá no alto, tem uma escadaria que dá acesso à igreja, pensa no sacrifício pra subir aquilo, pois Bogotá fica há uns 2600 metros e o morro tem mais uns 1000 m, então estava há mais de 3000 m, haja fôlego. Ainda existe uma área de alimentação e algumas barracas de lembranças.

Na volta, passei num mercadinho pequeno pra fazer umas compras básicas e voltei para o hostel, estava cansado, afinal caminhei bastante e a altitude pegou um pouco.

No hostel percebi que havia me queimado bastante, estava com a testa vermelhaça e até tive dor de cabeça.

Na hora de carregar minha câmera, percebi que havia me esquecido de um detalhe do qual havia tomado conhecimento no Brasil: o tipo da tomada colombiana que era diferente do nosso e não comprei o adaptador. Por sorte, a moça que estava na recepção tinha um sobrando e me emprestou.

À noite, um casal alemão que estava lá nos presenteou com uma garrafa de rum cubano e um licor, ficamos bebendo, ouvindo música e dando risada. Eu era o único brasileiro lá, aliás, segundo o John, era raro ter brasileiros lá. Em compensação, parecia que eu estava na Coreia, nunca vi tanto coreano junto, costumam ficar muitos naquele hostel.

 

32119003511_154c1b53d8_z.jpgFeira de Usaquen

 

 

31396529114_93d2bfbcca_z.jpgFruta do demonho

 

 

31396528714_7417e443a1_z.jpgFeira de Usaquen

 

 

31861901690_056f5f40be_z.jpgEntrada do teleférico

 

 

31861898120_0e49126681_z.jpgIgreja do Cerro Montesserrate

 

 

32118996591_df530f3d20_z.jpgVista de Bogotá

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

 

Cartão do Transmlênio: COP 3.000

Trasmilênio: COP 2.000 (2x)

Fruta do mal: COP 3.000

Arepa: COP 2.500

Museu Nacional: grátis

Pizza: COP 1.000

Cerro: COP 10.000

Mercado: COP 33.100

 

 

Continua...

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DIA 04 – 12/09

 

O dia não estava muito bom, mas não estava chovendo, decidi fazer o Walk Tour que sairia ali pertinho, da Praça Chorro de Quevedo às 10h30. Já havia feito esse tipo de tour em outras cidades que visitei e sempre vale a pena, você conhece bastante lugar, ouve histórias e no final dá uma gorjeta pro guia.

Nesse dia o café da manhã rolou normal: dois pães, 1 banana, 1 ovo cozido, aí tem geléia e margarina e o próprio café, parece pouco, mas pra mim que não come tanto de manhã dava pro gasto. O café é preparado pelo John de forma individual, conforme vai chegando ele faz na hora.

Fui pra praça e aguardei um pouco, até que chegou o guia, em cada lugar eles se identificam de alguma forma, em Bogotá usam guarda-chuvas amarelos. O guia se chamava Juliano e enquanto aguardávamos ficamos conversando, e percebendo que eu era brasileiro, logo como começou a contar as histórias das namoradas brasileiras que tinha tido, o cara era uma figura.

No meu grupo tinha outra brasileira chamada Nara, uma família mexicana e um grupo de espanhóis, portanto para minha felicidade o tour foi em espanhol, já que meu inglês é bem fraco (pra não dizer sofrível). O tour começou e o guia foi explicando histórias da cidade, da fundação, mostrando ruas e lugares e sempre explicando algo histórico referente a elas; algumas paredes grafitadas; visitamos uma espécie de mercado a céu aberto, onde tinham várias barracas que vendiam frutas, verduras e legumes, inclusive experimentamos alguns sucos como o de lulo e o de guanabana (que nada mais é que a nossa graviola); entramos num lugar onde provamos a tal da chincha, uma bebida fermentada típica da época dos povos antigos de lá; visitamos o tal do Emerald Trend Center, onde foi dada uma pequena e rápida aula sobre as esmeraldas, tipos, como identificar verdadeira e falsa; toda a região da Candelária e terminou no Café Ibañez, onde rolou uma apresentação de como se prepara um café gourmet colombiano e uma degustação. Já eram umas 14h e a brasileira que estava no tour disse que havia um outro tour que saia do Parque dos Periodistas naquele mesmo horário, era um tour dos grafites, confesso que não havia tomado conhecimento desse, mas me interessou de cara.

Após a degustação do café, saímos rapidamente, vi pelo GPS que era há algumas quadras dali e em questão de minutos chegamos, vimos uma grande aglomeração e deduzimos que era lá. E era, o guia estava conversando com o povo usando aquelas caixinhas de som e microfone estilo Madona, tinha bastante gente, mas logo percebi que o tour seria em inglês, para miiiiinha tristeeeeezaaaaaaa :(:( .

O tour foi bem interessante, íamos caminhando pelas ruas de Bogotá e vendo vários grafites, no primeiro tour o guia havia explicado que existia um projeto em Bogotá que permitia que vários artistas grafitassem a cidade, inclusive comerciantes podiam solicitar que pintassem suas fachadas, e o resultado é que a cidade é repleta deles, e o mais interessante é que quase todos tem uma história que o guia ia contando, mas como era em inglês não entendi quase nada (na verdade, só teve um que entendi mais ou menos).

O tour terminou umas 16h30, me despedi da brasileira e aproveitei para dar mais uma circulada pelo centro, precisava fazer câmbio e comprar mais algumas coisas que não tinham no mercado de ontem. O valor pago era bem próximo em todas as casas, a que escolhi pagava pouca coisa a mais que as outras, inclusive que a do Emerald Trend Center, que tinha ouvido dizer que era a que tinha a melhor cotação.

Fiz as compras e voltei pro hostel, estava chovendo, aliás, durante todo o dia o tempo ficou de tiração comigo: começava a chover, eu colocava a capa, dava um tempo, parava, aí recomeçava e parava, de repente ameaçava abrir sol, eu tirava a capa, e em instantes chovia de novo. Bota a capa, tira a capa, bota a capa, tira a capa, até que decidi deixar de uma vez e pronto.

À noite ainda rolou um susto: após o banho, desci pra fazer minha janta e por algum motivo fui procurar minha doleira e não achava, comecei a ficar preocupado e revirar tudo, o John até perguntou o que eu procurava, e depois de um bom tempo achei, eu havia colocado numa sacola plástica e ela caiu no chão do quarto sem eu perceber, por sorte o pessoal que estava lá era de boa e ninguém mexeu, eu fiquei aliviado, afinal, pra quem leu meu relato da Bolívia vai ver que eu já tive um problema sério com perda de doleira, o que me rendeu uma baita dor de cabeça na ocasião.

 

 

 

32246300985_2a8f27571b_z.jpgPraça Chorro de Quevedo

 

 

32246300615_54682e3790_z.jpgPraça Chorro de Quevedo

 

 

32246300835_434bdcaf06_z.jpgChincha

 

 

32246300325_81947deff8_z.jpgCatedral de Bogotá

 

 

31870473150_3a183b319c_z.jpgSuprema Corte

 

 

31870472870_79128b18bf_z.jpgPlaza Bolívar

 

 

32246300205_c20cea5ba8_z.jpgPlaza Bolívar

 

 

31870472520_7ddb109336_z.jpgPlaza Bolivar

 

 

32246299875_9332463cb8_z.jpgLa Candelária

 

 

32118995001_824590e847_z.jpgTour dos grafites

 

 

32118993131_7269beabac_z.jpgTour dos grafites

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Propinas de tours: COP 14.000

Mercado: COP 46.489

Câmbio: US$ 500,00 * COP 2.780 → 1.390.000

 

 

Continua...

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DIA 05 – 13/09

 

 

Por sorte o tempo estava ensolarado e estava bastante calor, nesse dia iria conhecer a famosa Catedral de Sal em Zipaquirá, após o café parti rumo à estação de Transmilênio rumo ao Portal Norte (ônibus B74). Chegando lá, tem as saídas para o outro lado, tem placas indicando quais linhas passam, tem que pegar a saída onde está escrito Zipa e Chia, basta pegar um micro-ônibus escrito Zipa na frente e já era. A passagem é cobrada durante o caminho, aí você aproveita e pede pra avisarem quando chegar próximo da catedral.

A viagem dura mais ou menos 1h30, e quando chegou em Zipaquirá o motorista berrou avisando que era ali que descia, é a avenida principal da cidade, basta atravessar e seguir caminhando, achei que era “logo ali”, só que não. Segui por uma rua e no final dela parei pra me informar, tinha que seguir uma outra rua até o fim, virar em outra, resumindo, anda pra cacete até chegar na tal portaria, mas não acaba aí, você tem que subir uma escadas seguindo uma linha branca desenhada no chão, ela vai ter levar até o parque onde fica a gruta, não tem como errar.

O lugar impressiona pela estrutura, é um complexo onde fica não só a gruta como um museu temático, tem um parquinho infantil, um paredão de escalada, bastante coisa pra fazer, mas eu só tava na vibe mesmo de fazer a catedral, comprei o ingresso e na entrada o rapaz que pegava os bilhetes pediu para eu correr pois estava começando um tour em espanhol.

O tour consiste em percorrer todo o lugar ouvindo as histórias que o guia conta, e seguir uma reprodução da Via Sacra, onde cada umas das passagens é feita em pedra, realmente bem interessante. Existe também uma capela com uma grande nave e várias imagens de anjos. No final, passamos por um lugar chamado Espelho D'Água e depois todos vão assistir ao show de luzes, é uma sala onde são reproduzidas no teto uma espécie de história contada com jogos de luzes, eu achei bem interessante embora tenha visto muita gente criticar. Lá dentro ainda existem lojinhas para comprar lembranças (caro pra cacete), lanchonete, resumindo, o lugar é bem interessante e faz jus a fama que tem.

Pretendia ainda assisitir um filme em 3D que tinha numa outra sala, mas a exibição começaria só dali há uns 20 minutos (é a cada meia hora que funciona), então resolvi ir até o banheiro, digamos, “fazer um download” (já tava segurando o “arquivo” há um bom tempo), e quando voltei já havia acabado de começar outra sessão e a próxima era em uns 28 minutos (explicando: o banheiro era longe, por isso a demora, senão vão pensar que me dissolvi lá dentro). Ah, e não custa avisar, eu sempre ando com papel na mochila de ataque, e isso me salvou, porque no banheiro de lá, pelo menos no masculino, não tinha papel em nenhuma baia, então quando forem a catedral e se por acaso vocês fizeram do time “qualquer banheiro é a casa do Pedrinho”, levem papel!

Saindo de lá, dei um peão rápido pela cidade (que aliás, é bem pequena), e passei uma situação curiosa: quando cheguei na praça principal (nem sei se tinha outra), notei que a igreja estava bem movimentada, e fui até lá até pra tirar umas fotos dela, achei bem bonita, mas quando estou diante dela fotografando, percebo uma movimentação estranha e quando me dou conta vejo o pessoal saindo com um caixão da igreja, aí fui perceber que tava rolando um velório, e eu lá todo caiçara de bermuda, camisa de time, metendo selfie, todo nada a ver com o lugar e a situação kkkk.

O tempo estava bem estranho já e como não tinha mais nada a fazer lá vim embora, mas mal sabia que ia encarar outra Via Sacra. Peguei o micro-ônibus na mesma avenida onde desci, e no caminho estava tudo parado, um trânsito filho da mãe, levei bem mais tempo pra chegar em Bogotá, que por sinal estava debaixo de um dilúvio. Pensei comigo: “Bom, pelo menos o Translimenio tem faixa exclusiva, não pegarei trânsito (que em Bogotá é bem feio)”. Ledo engano! Pensa num trânsito, mas naquele trânsito, tipo São Paulo mesmo, inclusive no corredor de ônibus. Resultado: peguei o ônibus no Portal Norte às 18h20 mais ou menos e cheguei no hostel na região da Candelária umas 20h30 (quando deveria chegar por volta de 19h, pouco mais que isso no máximo), fora o pé d'água que tava.

Banho tomado, janta feita, o John resolveu fazer um rateio com a galera pra fazer um chocolate quente com queijo (estranhei, mas topei na hora) e enquanto esperávamos chegou um casal brasileiro (recorde quebrado kkkk), mas eles estavam igual eu no primeiro dia e foram logo dormir, nem ficaram pra degustar conosco, aliás, gostei bastante do troço: coloca um pedaço de queijo na xícara e põe o chocolate quente por cima, fica realmente bom (eu realmente nunca havia provado, me julguem kkkk).

Fui dormir preocupado com o tempo, pois no outro dia iria para a laguna de Guatavita e com aquela chuva que estava ia embaçar meu esquema.

 

 

32118991481_bd4157a61d_z.jpgSiga a linha branca

 

 

32118990351_1f00ab27cd_z.jpgCatedral de sal

 

 

32118988911_d80a849632_z.jpgCatedral de sal

 

 

32118987331_e29d1df856_z.jpgCatedral de sal

 

 

32088959272_cb4bcbb618_z.jpgCatedral de sal

 

 

32199489866_3e0f2557ba_z.jpgCatedral de sal

 

 

31861885100_fdec46e73c_z.jpgCatedral de sal

 

 

32199487916_9f69a65c03_z.jpgZipaquirá

 

 

32088953902_37018e55ba_z.jpgZipaquirá

 

 

31396517424_57c3a50f19_z.jpgZipaquirá

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Transmilênio: COP 2.000 (2x)

Van - Zipaquirá: COP 4.800 (2x)

Entrada na catedral: COP 50.000

Refrigerante: COP 2.500

Chocolate quente: COP 2.000

 

 

Continua...

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DIA 06 – 14/09

 

 

Para miiiiinhaaa alegriiiaaaa o sol brilhava e minha ida a Guatavita estava garantida, o esquema era o mesmo do dia anterior, ir até o Portal Norte e pegar outro transporte lá, a diferença é que o acesso para pegar ônibus para Guatavita era o último do terminal, mesma coisa, atravessa pro outro lado e espera ele lá. Também funciona da mesma forma, a cobrança é com o ônibus já em movimento. Não demora muito, tem bastante ônibus que para lá e vai pra Guatavita.

Inicialmente é a mesma estrada, o que diferencia é que ao invés de seguir até Zipaquirá o ônibus pega uma saída diferente no caminho. Na saída de Bogotá, o trânsito estava lento, quase parado, e logo descobri um motivo: um ônibus havia passado por cima de um ciclista e tava aquela roda de “urubus” em volta.

No caminho, passei por uma espécie de parque temático que tem como principal atração uma cópia do Taj Mahal, além de outras cópias de monumentos famosos. Ainda durante o percurso, antes de chegar a Guatavita, mais precisamente numa cidade chamada Sesquilé, eu avistei um enorme lago e achei que já fosse a laguna, mas na verdade era uma represa (nem lembro mais o nome), a laguna era bem mais longe.

Umas 2h mais ou menos de estrada cheguei na pequena cidade, o ônibus para meio que numa praça grande, lá tinha um guichê de informações da Laguna, e ao perguntar para o homem que lá estava sobre transporte para lá minha surpresa: durante a semana não tem ônibus pra Laguna, somente finais de semana e feriados. COMO ASSIIIIIIMMMM???? ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: Vim lá do raio que parta pra perder viagem?

O cara explicou que na verdade final de semana e feriado é quando enche de gente (fica a dica) e eles usam uns ônibus que cabem 20 pessoas, sai de hora em hora; durante a semana é mais morto, por isso só tem transporte particular, só que obviamente é mais caro: o ônibus saia 12.000, já o transporte particular em média de uns 60.000 a 80.000, o ideal era arrumar gente pra dividir. Eram meio dia e só tinha eu esperando ali, nem sinal de ninguém. Ele falou pra eu aguardar até às 13h mais ou menos que geralmente aparece gente. Aproveitei para dar um peão rápido por lá, mas não tinha muito pra se ver, então fui almoçar num restaurante que tinha ali perto. Enquanto aguardava, fiquei conversando com um casal colombiano, e a conversa perdurou durante o almoço (usar camisa do Brasil na Colômbia sempre rende uma conversa).

O menu era bom e não foi caro, só demorou um pouco pra chegar a comida, e por conta disso vieram me falar que estavam esperando por mim no guichê onde eu me informei do passeio. Engoli rápido a comida e fui pra lá, tinha três rapazes aguardando, os três eram brasileiros. No final sairia 80000, portanto 20000 pra cada, era uma minivan, como não tinha outro jeito topei e todos embarcaram.

Durante o caminho, fomos conversando e eles eram de Fortaleza, e acabei descobrindo que eles vieram no mesmo vôo que eu da Avianca, de Fortaleza para Bogotá, mas voltariam já no próximo sábado. Eles contaram que pagaram 300 mil para um tour guiado na Catedral de Sal e um City Tour em Bogotá, e quando disse quanto havia gasto pra fazer o mesmo passeio eles me olharam com uma cara que era um misto de espanto com decepção, tipo: “Fui feito de besta”. E a cada relato meu de quanto gastava pra comer, me hospedar, eles iam ficando mais pê da vida de estarem gastando tanto.

A viagem é meio longa, se não me falha a memória são 7 Km de Guatavita até lá, mas a estrada é estreita e bem sinuosa.

Chegamos umas 14h mais ou menos, a van nos deixou na portaria e explicou que umas 15h30 esperaria a gente na saída do outro lado, fomos a bilheteria e após isso aguardamos o guia por lá.

O tour leva mais ou menos 1h30, e além de nós tinha um casal de idosos da Itália bastante simpáticos. Você vai percorrendo o parque e eu guia vai falando sobre o povo que habitava lá, sobre o lugar, os tesouros achados no lago. O guia era bom, explicava com calma e bem detalhadamente, e logo começávamos uma longa subida, não é nada puxado em questão de dificuldade, a trilha é bem de boa, o que mata é a altitude, o fôlego vai pro saco. Paramos em um mirante com uma vista espetacular de todo o parque e caminhamos mais alguns metros até o primeiro mirante do lago. Mano do céu, que vista era aquela, realmente compensou toda a odisseia pra chegar até ali, é impressionante o tamanho daquilo.

Após muitas fotos, passamos por mais dois mirantes da lagoa e começamos a descida, até chegar no ponto onde a van nos esperava, retornamos até a mesma praça de onde partimos e ali mesmo já pegamos um transporte de volta à Bogotá. A passagem era 8500, mas trocado eu só tinha 8300 e uma nota alta (não lembro qual agora) então ele acabou deixando pelos 8300 mesmo.

Na estrada, o trânsito era bem puxado e demoramos pra chegar até o Portal Norte, e mal eu sabia que aquilo era só o começo. Ao chegar em Bogotá, começou um temporal, e já no terminal, que estava abarrotado de gente, foi uma odisseia conseguir pegar o ônibus de volta pro hostel. Finalmente no busão, repetiu-se a mesma ladainha do dia anterior: trânsito parado, faixa do Transmilênio parada, e novamente chegar no hostel 2h depois.

Como estava cansado, tomei banho e acabei fazendo uns sanduíches pra comer e aproveitei e fui pesquisar hospedagem em Medellín.

 

 

32199484046_cfcbbbfe7f_z.jpgLaguna de Guatavita

 

 

31427505703_2f87bb615f_z.jpgLaguna de Guatavita

 

 

32199479906_7d8aba6299_z.jpgLaguna de Guatavita

 

 

32237605445_bf8c420684_z.jpgLaguna de Guatavita

 

 

32237603995_b30e910ce6_z.jpgLaguna de Guatavita

 

 

32088944112_0d8a3c58b2_z.jpgLaguna de Guatavita por outro mirante

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Transmilênio: COP 2.000 (2x)

Van – Guatavita: COP 8.500 + COP 8.300

Transporte até Laguna: COP 20.000

Almoço com refrigerante: COP 11.000

Entrada no parque: COP 15.000

 

 

Continua...

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DIA 07 – 15/09

 

Decidi ir até a rodoviária para comprar passagens para Medellín, pois lá poderia ver as opções que tinha e arrumar um preço bom. Pra quem quiser ir de Transmilênio saindo da região da candelária, vai até a estação Universidades, pega o K6 e desce na estação Av. Rojas, é uma caminhadinha até lá.

Ainda tinha em mente talvez ir a Quito antes de Medellín, havia uma empresa, a Ormeño, que fazia o trajeto, mas levava se não me engano 30h e custava 230.000, pensei bem e decidi que Equador fica pra próxima.

Após ir em alguns guichês e ver os preços, que giravam entre 55.000 e 65.000, parei na última pra comprar, viação Coonorte, e novamente por conta de troco (tinha 2 notas de 50.000) o rapaz me fez por 50.000.

Comprei a passagem pro sábado, saindo da rodoviária aproveitei que passei em frente a uma loja de ferragens e comprei o famigerado adaptador, depois voltei pro centro e resolvi visitar alguns museus que me chamaram a atenção: do Oro, das Esmeraldas, Botero e casa da Moeda, eles ficam mais ou menos próximos.

Primeiro fui ao do Oro, é um prédio onde em cada andar tem várias salas onde ficam expostas peças em ouro encontradas em sítios arqueológicos locais, além de peças de escultura, uma múmia, é bem interessante a visita.

Saindo, ainda na mesma praça onde fica o Museu do Oro, fica o Museu das Esmeraldas, único no mundo nesse assunto. Ele fica dentro de um prédio chamado Edifício Avianca, vai até a portaria e eles te dão um crachá, o museu fica no 23º andar. Lá, você aguarda na recepção até que mandam você entrar numa sala escura pra assistir a um vídeo, e depois de encerrado, um guia aparece para começar o tour. Ele exibe umas imitações de minas, faz explicações sobre tipo de jazidas, sobre tipos de esmeraldas, e depois entra no museu mesmo, onde tem várias amostras, conta algumas histórias. O passeio não é muito demorado e não pode tirar fotos de nada, mas ainda assim é bem interessante, eu recomendo.

Já na rua, estava muito calor, e no caminho passei por um mercado Exito (o Extra deles) bem próximo da praça Bolivar e vi que eles serviam menu econômico, custava 6732 (anotei isso, claro). Não estava com muita fome, mas subi pra conferir, porém já tinha acabado (eram umas 15h já) e então segui até os outros museus. No caminho, ainda encontrei o John enquanto parei pra comprar algumas lembrancinhas em umas galerias que tinha ali. Ainda pelos lados da Plaza Bolivar, tinha um pessoal fazendo campanha pro plebiscito que ocorreria na Colômbia sobre o acordo de paz com as FARC, mal sabia que mais adiante, durante a viagem, teria um pequeno contratempo por conta disso...

Cheguei ao prédio do Banco de la Republica onde ficam os museus Botero, da Casa de La Moneda e o de Arte Moderna, todos com entrada franca, comecei pelo Botero, que pra quem não conhece é um famoso artista colombiano que tem como característica pintar tudo com formas arredondadas (ou seja, tudo gordinho), no museu tem vários quadros, esculturas, é bem interessante.

Ao lado fica a Casa de la Moneda, que conta basicamente a história do dinheiro colombiano, tem todas as notas já usadas no país, e um setor onde fica o maquinário utilizado pra confeccioná-las (nesse setor, não pode tirar fotos).

Como o de Arte Moderna não me interessou muito, decidi voltar pro hostel, no caminho ainda degustei o mais famoso doce colombiano, a obléa, são dois discos de waffer com recheio dentro que você escolhe, geralmente doce de leite, eu pedi de doce de leite com Óreo, muito gostoso.

Cheguei até cedo no hostel, fiz novamente lanche na janta e fiquei de boa conversando com o povo, inclusive com as coreanas que passaram dois dias em Villa de Leyva e voltaram naquela noite.

 

 

32088942782_b028004525_z.jpgMuseu do Ouro

 

 

31396511154_8ccf9b68d5_z.jpgMuseu do Ouro

 

 

32088940072_904486dcde_z.jpgMuseu do Ouro

 

 

31427495373_9a59052f67_z.jpgMuseu do Ouro

 

 

31861870120_335f1fa160_z.jpgMuseu Botero

 

 

32088933112_427eec8f30_z.jpgMuseu Botero

 

 

31427484163_7bddf82000_z.jpgMuseu Botero

 

 

32088937752_7522c4581d_z.jpgCasa da Moeda

 

 

31427492603_b44c3aab58_z.jpgCasa da moeda

 

 

32088935392_ddd6fed000_z.jpgCasa da moeda

 

 

31861899730_92b46602ab_z.jpgObléa

 

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Transmilênio: COP 2.000 (2x)

Passagem para Medellín: COP 50.000

Adaptador: COP 3.000

Museu do Ouro: COP 3.000

Museu das Esmeraldas; COP 5.000

Museus Botero e Casa da Moeda: grátis

Oblea: COP 2.000

Cartões: COP 10.000

Lembranças: COP 20.000

 

 

Continua...

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DIA 08 – 16/09

 

 

Era meu último dia em Bogotá, estava meio sem roteiro, devia ter comprado a passagem pra Medellín para aquele dia, mas como não o fiz, fiquei um pouco mais no hostel e fechei a hospedagem para Medellín, aí depois fui pra rua dar umas voltas e ver se descobria algo a fazer. Estava sol e um calor pra cada. Próximo a praça Bolívar acabei descobrindo o Museu da Independência, vi que era barato e resolvi entrar. Obviamente contava a história da independência do país, quem eram os heróis, fotos das batalhas, até que é bem legal, vale a pena.

Estava sem rumo, então apenas caminhava pelo centro, atrás da prefeitura tinha uma espécie de boulevard onde encontrei alguns restaurantes bem baratos, na faixa de 5500 o almoço com suco, onde entrei o menu era sopa de bagre, bagre com molho, salada de macarrão frio e um suco estranho que tinha mais gosto de banana que outra coisa.

Nessa região tem muitas lojas de artigos militares, inclusive acabei achando uma bandeirinha da Colômbia pra costurar na mochila (tenho o hábito de costurar bandeiras dos países que visito na mochila).

Resolvi ir ao mercado comprar algo rápido pra comer à noite e aproveitei e comprei uma cerveja pra beber depois, mas na hora de pagar, aconteceu algo curioso: quando passei a cerveja, a moça do caixa me olhou, disse algo que não entendi (ainda apanhava um pouco da velocidade com que falavam), chamou a funcionária, perguntou as horas e depois passou a cerveja. Perguntei o que houve, ela disse que eram quase 15h e que por mais 2 minutos não poderia me vender a cerveja. Depois no hostel me explicaram o porquê: na Colômbia (ou só em Bogotá, não sei) é proibido vender bebida alcoólica entre às 15h e às 17h em até 200m próximo de escolas, pois esse é o horário que os alunos saem, ou algo assim.

Dali, resolvi ir até a Quinta de Bolívar, que foi a casa do Símon Bolívar em Bogotá, fica na direção de quem vai para o Cerro Montesserrate. Quando cheguei, vi a bilheteria fechada e achei que o lugar também estivesse, mas na verdade não estavam cobrando a entrada. É uma espécie de chácara no meio de Bogotá, um terreno enorme com um imenso jardim e uma casa bem grande, tem um guia que vai explicando a história do lugar e um pouco sobre o Bolívar também, o que mais me impressionou é que o cara tinha só 1.60 cm de altura, e libertou 5 países, baixinho porreta!

Parecia que ia cair outro pé d'água, voltei para o hostel mais cedo e fiquei conversando com o Gregorie (cunhado do Jhon) e a mulher dele (finalmente devolvi o adaptador emprestado), tomei meu latão, e depois o Gregorie comprou mais dois e me deu um, ficamos um bom tempo batendo papo.

Logo chegou o Jhon com um amigo, eles trouxeram mais cerveja e uma garrafa da tal Aguardente Antioqueña, é tipo a 51 deles, uma bebida com gosto de anis, que aliás mais adiante na viagem me proporcionará um belo de um porre.

Ficamos bebendo, conversando e ouvindo música, e nessa hora começaram alguém teve a ideia de colocar o raio da “Nossa, nossa, assim você e mata” e não bastasse tive que explicar pra gringaiada o que queria dizer a música. Confesso que foi engraçado. Aproveitei o embalo e fiquei ensinado algumas expressões para os dois, e nessa as coreanas resolveram tentar aprender português com um aplicativo de celular e passei o resto da noite fazendo as vezes de professor de português kkkkk

 

 

 

32088931072_2ed23a9ecd_z.jpgMuseu da Independência

 

 

31427480053_a724db9862_z.jpgMuseu da independência

 

 

31427478033_6f840bc0bf_z.jpgMuseu da independência

 

 

31427476263_07598fa8f0_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

31427474303_4175ca3bf8_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

31427472893_8d1f8bbfed_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

31861855710_d6426a30fb_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

32118962201_992470961e_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

32118961151_d697d71ed1_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

31427469293_6dcce12886_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

32118958891_678eff0e38_z.jpgQuinta de Bolívar

 

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

 

Museu da Independência: COP 3.000

Bandeira para mochila: COP 3.000

Almoço: COP 5.500

Mercado: COP 2.750

Oblea: COP 2.000

Latão: COP 2.500

Quinta de Bolívar: grátis

 

 

Continua...

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DIA 09 – 17/09

 

Como o ônibus para Medellín só sairia 12h10, pude terminar de arrumar minhas coisas com calma, tomar o café de boa, me despedir do povo e sair sem pressa até a rodoviária. Estava muito calor e andar com o mochilão pesado era cansativo, mas teria bastante tempo pra descansar, afinal seriam umas 9h de estrada. Antes de entrar no busão, aproveitei para experimentar um salgado chamado bonueño, uma espécie de pão de queijo colombiano, é uma bolona grande, parece um bolovo, só que o recheio é uma massa de queijo. Achei um pouco gorduroso, mas dá pra comer.

O ônibus era bom, novo, e tinha WiFi, embora eu não tenha conseguido entender a senha (mesmo perguntando novamente).

A estrada estava em boas condições, mas como era naquele esquema de uma faixa pra cada lado e tinha muitos caminhões, imaginei que a viagem seria mais longa. O visual compensava, pelo menos em boa parte do caminho, pelo menos enquanto estava claro ainda.

A viagem era lenta e cansativa, pois era difícil conseguir ultrapassar. No caminho, já de noite, o motorista ainda parou pra pegar uns passageiros de um ônibus que estava quebrado na estrada, e depois de um tempo ele fez uma parada pouco depois da entrada da fazenda Nápoles (a fazenda do Pablo Escobar), numa cidade chamada Doradal, onde alguns dos passageiros resgatados desceram. Ficamos parados um bom tempo, e aproveitei para pedir novamente a senha do WiFi, mas no final eu não conseguia acesso do mesmo jeito, não funcionava no meu celular. Um tempo depois de sair de lá, o ônibus começou a andar mais devagar que o normal, aparentando problemas, logo ele parou num posto, percebi que na verdade estava com pouco combustível e ele foi abastecer. Aproveitei a parada para ir no banheiro do ônibus, mas quando ia começar a mijar, ele saiu em disparada, metendo o pé fundo no acelerador, e passei apuros, pois estava no meio do processo, e acabei “lavando” o banheiro do ônibus, só não me mijei porque meu treinamento ninja tava em dia.

Àquela altura, a pista já era duplicada, e aí amigo, pensa num motorista que correu, parecia aquelas linhas depois da meia noite que o carro vai recolher, cheguei a achar que ia conhecer o Pablo Escobar pessoalmente no ritmo que estava.

Chegamos no Terminal Norte de Medellín às 23h20 (11h depois), peguei um táxi (que pelo menos tinha taxímetro) e fui para o hostel. Chegar até a rua foi rápido, complicado foi achar o hostel, pois a frente dele é bem discreta e só tem uma plaquinha na janela e o táxi passou umas duas vezes por ele. Era o Green Hill Hostel, fica na região de Los Colores, mais ou menos na região do estádio do Nacional de Medellín, é um bairro bem tranquilo e residencial, gostei bastante. O hostel é bem legal também, bem espaçoso, fiquei num quarto de 4 camas no térreo com banheiro privado, o quarto era bom e amplo, minha cama ficava na janela do lado da rua, mas o lugar era tão tranquilo que dormia de boa. A cozinha é boa e bem equipada, tem uma área comum com TV e uma pequena salinha de jogos, além de uma área com redes.

Um rapaz me atendeu e ficamos conversando um pouco, apesar de eu não entender muito o que ele falava, perguntou o que eu pretendia conhecer por lá, e começou a me falar sobre um lugar chamado Caño Cristales, é um rio todo colorido que é bem famoso. Eu já havia pesquisado sobre o lugar mas não inclui por ser muito contramão, e ele me confirmou que era bem difícil chegar lá, mas mesmo assim quase insistiu que eu conhecesse, mostrou fotos, falou muito, achei até que fosse chorar kkkkk

De repente, do nada, comecei a ter uma crise de tosse, parecia que minha garganta tava mega arranhada, tanto que o cara pegou um álcool gel que tinha na mesa e começou a se desinfetar achando que eu estava com gripe. O cara era realmente bem estranho!

Fui para o quarto, havia apenas uma moça que já estava dormindo. Tentei ser o mais silencioso possível pois era bem tarde e não queria acordá-la, mas é claro que com minha delicadeza “shrekista” nem sempre conseguia ser sutil.

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Hostel Sayta (check out): COP 175.000

Transmilênio: COP 2.000

Bonueño: COP 2.000

Táxi até hostel: COP 10.500

 

 

Continua...

 

 

DIA 10 – 18/09

 

Diferente do hostel de Bogotá, nesse não tinha café da manhã incluso, mas tem uma máquina de café abastecida e água quente pra quem quer fazer chá, então comi umas frutas que levei, bebi um café e sai pra desbravar Medellín. Estava um sol forte e muito calor, e comecei a caminhar pelo bairro que era tranquilo. Logo me deparei com meu maior problema em Medellín: atravessar as largas avenidas da cidade. Até você se adaptar aos sistemas de passarelas meio confuso e às avenidas largas e super movimentadas da cidade demora um pouco. Muitas vezes as passarelas são bem longe e tem que dar uma puta volta pra conseguir atravessar de uma parte a outra.

Passei por bastantes lugares: Plaza de Toros, uma espécie de arena de touradas mas que estava fechada e meio abandonada; o Parque de las Luces; Parque Berrio, que fica numa região com uma cara de centro de São Paulo, cheia de camelôs que ficam principalmente sob o viaduto do metrô (a maior parte do metrô de Medellín passa por viadutos) e um povo meio estranho que fica perambulando pelas ruas, fiquei meio cabreiro ali.

Logo cheguei a um lugar que queria muito conhecer: o Parque Botero, é uma grande praça que tem várias esculturas do Fernando Botero, que é de Medellín, espalhadas pelo lugar. Nela também fica o Palácio da Cultura, um prédio muito bonito e, claro, muitos ambulantes enchendo o saco.

Em frente à praça fica o Museu de Antióquia, resolvi entrar mas meio naquelas, nunca fui muito fã dessas paradas de quadros, artes, gosto de museu temático, tipo museu inca, museu do automóvel, sei lá, essas paradas, e achava que o museu era daquele naipe. Depois de pagar a entrada, sobe uma escadaria e começa a visita, existem várias salas e cada uma com um tema, tem sala do som, sala do Botero, sala de cerâmica dos ancestrais deles, enfim, resumindo, o museu me surpreendeu positivamente, devo ter ficado entre 1h30 a 2h lá, tem muita coisa pra ver, uns 3 andares de salas, vale bastante a pena a visita.

Sai de lá com fome mas como era domingo muita coisa estava fechada, era bem cara de centro de São Paulo mesmo aquela região e acabei entrando num desses lugares de comida rápida e mandei uma “pechugas” de frango frito mesmo.

Passei ainda pelo Parque Bolívar, onde fica a catedral de Medellín, estava tendo uma apresentação de uma orquestra de jovens, tava legal até, muita gente assistindo.

O sol era forte e eu, inteligente que sou, não perco a mania de usar bermuda jeans. Resultado: comecei a perceber que estava tendo assaduras. Mas mesmo assim segui andando e cheguei até o planetário, entrei, dei uma olhada, achei caro e não entrei (14.000), planetário é uma coisa que todo lugar tem então preferi deixar passar. Atravessando a avenida, entrei no Jardim Botânico, não sei se era por ser domingo, mas a entrada era grátis, estava cheio, e naquela semana era uma espécie de semana literária, então tinha muitos stands de livros e oficinas culturais dentro do lugar, e tinha também um carrinho que vendia cerveja artesanal, era bem gostosa.

A assadura já estava pegando mais e pra piorar, como havia resolvido sair de chinelo, comecei a ter bolha nos pés, mas ainda queria ir no Parque Explora e decidi seguir assim mesmo.

Explicando melhor, o Parque Explora é um grande complexo que tem várias salas com temas científicos e interativos, como sala da mente, sala do som, da imagem, além de um aquário que possui o maior tanque de água doce da América do Sul, estúdio de televisão, enfim, é um parque com muitas atrações. É um pouco caro, mas é uma experiência diferente, compensa bastante conhecer, é meio que obrigatório ir a Medellín e conhecer esse parque.

Como havia andado muito, estava com bolhas e assaduras, decidi experimentar o metrô, tinha uma estação bem na frente do Parque Explora. Achei bem eficiente, organizado e limpo, existe um aplicativo para Android com o mapa, onde fica cada estação, é bem fácil se localizar nele.

Precisei fazer baldeação com uma linha de ônibus, e é pago à parte, pois pra fazer sem custo precisa ter uma tal de Tarjeta Cívica, mas não procurei saber como fazer, pois depois descobri que não precisaria desse cartão.

Descendo na estação que precisava, avistei uma farmácia e como minha tosse tava muito forte (bolha, assadura, tosse, parecia aquela música dos Titãs: “E o pulso, ainda pulsa!” ::hahaha::::tchann::) parei pra comprar um xarope. Ela já estava fechada, mas o senhor de lá mesmo assim me atendeu por uma janelinha mesmo. Era um xarope de uma ervas loucas, quando fui tomar mais tarde, meu, pensa num trem ruim, nunca tomei algo tão horrível na minha vida, puta bagulho nojento da desgraça.

Como era um pouco tarde, domingo, não sabia bem onde tinha um mercado parei em um bem pequeno, mais com cara de vendinha, só pra comprar algo pra jantar àquela noite e voltei pro hostel,

passei pomada nas assaduras, jantei e fiquei conversando com a moça do meu quarto, era uma alemã que falava espanhol muito bom, o que facilitou a conversa.

 

 

35135040453_7d58d98d39_c.jpgPlaza de Toros

 

 

35773919132_93bb70f51d_c.jpgParque de las Luces

 

 

35555743080_14c74791de_c.jpgPalácio da Cultura

 

 

35555739420_c7f19bdc5a_c.jpgPraça Botero

 

 

35944341145_e2d5b4cd9f_c.jpgPraça Botero

 

 

35773905542_44294c25fb_c.jpgMuseu de Antioquia

 

 

35903270026_becd7c7e8c_c.jpgMuseu de Antioquia

 

 

35104201294_8b7a93c584_c.jpgMuseu de Antioquia

 

 

35134998043_a3565fa654_c.jpgMuseu de Antioquia

 

 

35811918461_2e302f05fc_c.jpgCatedral de Medellín

 

 

35134991623_2720bc0ba3_c.jpgJardim Botânico

 

 

35903232446_5b068de2f4_c.jpgJardim Botânico

 

 

35903327496_0a42799f40_c.jpgJardim Botânico

 

 

35104266304_b96ff28db9_c.jpgBreja artesanal

 

 

35903222556_af9feee238_c.jpgParque Explora

 

 

35134986363_8381da7fe4_c.jpgParque Explora

 

 

35903208556_a42c9d849d_c.jpgParque Explora

 

 

35811873681_5158c01b9d_c.jpgParque Explora

 

 

35811866321_bbaaf2c3eb_c.jpgParque Explora

 

 

35811859521_a6b1a48d29_c.jpgParque Explora

 

 

35555647160_4be33f8c02_c.jpgParque Explora

 

 

 

GASTOS DO DIA

 

Museu de Antióquia: COP 18.000

Almoço: COP 4.800

Parque Explora: COP 23.000

Metrô: COP 2.150 (2x)

Xarope: COP 16.500

Mercadinho: COP 5.300

Água: COP 1.600

Obléa: COP 2.000

Cerveja artesanal: COP 4.000

Jardim Botâncio: grátis

 

 

Continua...

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