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Trilha das Siriemas nas "Campinas" de Joaquim Egídio

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A Trilha das Seriemas, nas “Campinas” de Joaquim Egídio.

 

 

Campinas, cidade de mais de um milhão de habitantes. Pólo de tecnologia, ciência, pesquisa. ”Capital” de uma região metropolitana com um dos maiores IDH de todo o país, que em matéria de desenvolvimento não fica devendo em nada a qualquer outra região do Brasil. Mas em se tratando de belezas naturais, infelizmente é uma região praticamente imprestável. Não há cachoeiras, altas montanhas, cavernas, grandes florestas e nem qualquer coisa que valha a pena sair contando por ai, na esperança de angariar algum turista desavisado que passe pela nossa região. Até mesmo os moradores desta região, na sua maioria, não trocariam um dia de passeio no shoping por uma caminhada ao ar livre, inclusive muitos de gabão de terem na nossa região um dos maiores shoping do mundo. Dificilmente se consegue encontrar companhia ou formar algum grupo para trilhas e caminhadas. Parece que até o Clube de excursionistas de Campinas, infelizmente, não existe mais. Se alguém duvida do que estou falando, tente pesquisar no google e pouco encontrará, não só em Campinas como também em toda a região metropolitana.

 

Mas é claro que toda regra tem sua exceção, existe um lugar a uns 30 km de Campinas que acabou se tornando uma ilha de tranqüilidade no meio deste mar de mesmice. Joaquim Egídio acabou se tornando uma Meca para aqueles que, como nós, não acha nenhuma graça em passar o dia todo fazendo compras inúteis em shopings tão inúteis quanto. Para lá se dirigem a galera das motos, os jeepeiros e a galera dos pedais. Eu mesmo já estive lá por algumas vezes fingindo que sabia andar de bicicleta, na companhia de um amigo e foi em uma destas pedaladas que comecei a observar que a região poderia ter algum potencial para alguma pernada em um belo dia de sol.

 

Levantei cedo no domingo e na companhia do Rogério e da Val,partimos de Sumaré,no velho NIVA,em direção a este pequeno distrito de Campinas. Depois de meia hora rodando pela Rodovia D. Pedro, chegamos ao trevo de acesso ao vilarejo, passamos pela ponte sobre o Rio Atibaia, onde alguns pescadores já preparavam suas iscas e em mais dez minutos estacionamos no pequeno mercado do povoado, para comprar os lanches de trilha. Quem chega a Joaquim Egídio em um domingo bem cedo, vindo pela estradinha de terra, ficará surpreso com o abandono que encontrará. Quase nenhum carro estacionado em sua rua de paralelepípedos. O lugar é realmente pequeno, mas quando chegar lá pela hora do almoço estará lotado, é que o lugar está cercado de vários pequenos restaurantes sofisticados que fazem a cabeça dos ricos e abastados que para cá se dirigem.O bom é que esta gente mal passará da estradinha asfaltada , que liga o vilarejo ao observatório de Capricórnio, uns 15 km á frente. E é para esta direção que partimos e uns 300 metros depois viramos a esquerda no posto de gasolina, abandonando de vez o asfalto. Logo na frente encontramos uma bifurcação, que pegamos para esquerda seguindo a placa de “Usina do Jaguari”. A estrada vai subindo, passa pelo restaurante cachoeira e uns sete km depois passa por uma ponte. Estamos bem no meio entre dois vales:O do Rio Atibaia e o do Rio Jaguarí Estes dois rios correrão quase que paralelamente até desaguarem na Represa do Salto Grande, em Americana, onde formarão o Rio Piracicaba.Menos de 2 km é o que percorremos até chegarmos na Fazenda Santa Maria, com seu casarão histórico e sua igrejinha vermelha. Passamos pela igreja e viramos a esquerda, passando por uma lagoa a esquerda e então estacionamos no campinho de futebol gramado, que pertence a um empório e lanchonete.

 

Pegamos a estrada e seguimos no sentido leste ,em direção a usina. Uns 500 metros depois passamos pelo bar do Vicente,famoso point de encontro da galera e em mais uns 400 metros de caminhada chegamos ao início da nossa trilha. Mesmo antes de começarmos a trilha demos de cara com grupo de Seriemas, belos pássaros que para conseguir vê-los é preciso muita atenção, pois se camuflam entre a vegetação e são bem ariscas.

Nós não conheçamos a região. A minha intenção era a priori, entrar no caminho do oleoduto e depois que chegássemos ao alto da serra, procurar alguma trilha de conecção com outras montanhas e depois descer o vale até poder alcançar a própria Usina do Rio Jaguarí.

 

Abandonamos então a estrada de terra bem na placa do oleoduto, seguindo para o norte e nos guiando pela imensa trilha de uns 10 metros de largura. Não caminhamos nem 50 metros e já paramos para tomar nosso café,aproveitando uma pedra mais plana para banco.Enquanto tomávamos café , um grupo de bois Nelore nos fitava com uma curiosidade de dar medo e enquanto isso varias maritacas faziam um barulho tremendo em uma árvore junto a uma enorme pedra .Depois de degustarmos um sanduíche acompanhado com uma horrível gosma (opss... suco) de pêssego voltamos para trilha,que desceu até um riachinho de águas transparente mas de qualidade suspeita. Atravessamos o dito cujo nos valendo da lama seca que o cercava e então a trilha sobe pra valer e sem dó. Tentamos subir pela lateral, mas logo abandonamos a idéia e aproveitamos algumas canaletas de contenção de erosão até chegarmos no topo. No topo encontramos uma antiga estradinha que atravessa por cima do oleoduto e desce praticamente como trilha e parece que vai se perder vale abaixo até encontrar o próprio Rio Jaguarí. Poderíamos ter seguido por ela e talvez até seja um passeio interessante, mas ainda é cedo para abandonarmos nosso caminho e então resolvemos seguir em frente. Deixando então a estradinha para trás, seguimos até encontrarmos uma cerca de arame que nos fecha o caminho. Pulamos a cerca e a dez metros encontramos uma trilha bem batida a nossa direita. Desci pela trilha uns 50 metros até encontrar uma grande pedra,servindo de mirante. Esta trilha parece seguir morro abaixo e se juntar com a outra estradinha que havíamos acabado de deixar para trás. Mais uma vez nos recusamos a começar a perder altura, ainda mais porque avistamos um pico com pedras pontudas a um quilometro e meio de onde estávamos e achamos que seria legal explora-lo. Voltando então para o caminho do oleoduto, seguimos por uma estradinha abandonada que corria paralela a ele, depois de uns dez minutos ou menos voltamos para o nosso caminho e sem pensar muito enfrentamos um caminho cheio de mato até sairmos em outra estradinha. Passamos pela cerca, subimos um barranco de uns dois metros e reencontramos nosso amigo oleoduto,

 

De onde estamos já podemos avistar boa parte de Campinas. O horizonte se alargou muito e também já é possível ver toda a outra face desta cadeia de montanhas. Olhando e tendo um pouco de imaginação, parece estarmos nas bordas de um “vulcão”. O oleoduto continua seguindo para noroeste e deve ser legal continuar por ele, galgando seus ombros ondulados e suas formações rochosas.Mas seguir em frente significa ficar cada vez mais longe do nosso veículo e então resolvemos seguir mesmo para o pico parecendo uma sentinela de pedra, a trinta graus nordeste. Portanto depois de subirmos o barranco da estradinha, caminhamos mais uns 30 metros e pulamos a porteira a nossa direita. Junto a porteira encontramos um grande marco de concreto com as inscrições PMC-09. Não fazemos a menor idéia do que seja a não ser é claro que PMC se trata de Prefeitura Municipal de Campinas, mas isso é óbvio e qualquer idiota também saberia. Seguindo pelo caminho bem demarcado, depois de uns quinze minutos chegamos ao nosso pico. Um amontoado de pedras de uns cinco metros de altura, que escalamos com facilidade, menos a Val, que resolveu apreciar a paisagem e delicioso vento no rosto lá de baixo mesmo. No topo das pedras encontramos um pino de aço e uma marcação com o número 64.”Vá lá se saber que diabos de marcação é essa” . O certo é que o lugar é agradabilíssimo , com uma linda visão de toda a serra e matas verdejantes no vale logo abaixo de nós.

Descemos do pico e voltamos para a trilha, passamos pela porteira, que já estava aberta e começamos a perder altura até chegarmos a outra cerca de arame e a acompanhamos pela direita, descendo por um discreto carreiro que foi ziguezague ando até fazer uma curva de quase cento e oitenta graus para a esquerda e então desce pra direta em direção ao rio Jaguari, até acabar em uma cobertura para cocho, aonde as vaquinhas vem se alimentar de sal. No local existem vária formações rochosas, uma delas bem parecida com a Pedra do Segredo, no Canyon Fortaleza, na Serra Gaúcha.Ficamos por algum tempo jogando conversa fora e aproveitando para arrefecer a temperatura do corpo, descansando na sombra da cobertura do cocho.

 

Estamos bem as margens do Rio Jaguarí, procuramos uma trilha que pudesse nos levar sem maiores dificuldades até a usina,a uns 2 km daqui. Encontramos uma que saia justamente ao lado do cocho. Era meio suja e de vez enquando desaparecia para ser encontrada mais a frente. Logo outra trilha foi interceptada e pegamos sempre para a esquerda para não nos afastarmos do rio. A trilha desceu a um pequeno vale, passamos por uma enorme árvore com um local ideal para se montar uma barraca e então tropeçamos em um lindo córrego de águas transparentes. O sol estava quente, muito quente. Havíamos subestimado a trilha, não levamos nem maquina fotográfica e nem roupa de banho. O primeiro problema não havia como resolver, mas o segundo foi resolvido com o pulo de roupa e tudo dentro dos pocinhos que encontramos rio acima . Que delícia !!!! È uma recompensa estar emerso dentro desta água geladinha depois de horas torrando no sol. Encontrar este rio foi sem dúvida uma grata surpresa, que já fez valer a caminhada.

Ficamos por algum tempo imersos no riacho, mas logo tivemos que partir.Continuamos seguindo sempre bordejando o rio e ao passarmos por outra enorme árvore, avistamos mais um grupo de seriemas que ao nos ver, saíram sorrateiramente e desapareceram na capoeira. Sempre me surpreendo quando encontro animais silvestres em liberdade e é realmente um grande prazer avista-los. Pouco depois da grande árvore, decidi investigar a foz do riacho de águas cristalinas e encontrei uma linda prainha de pedras, local maravilhoso para um refrescante banho. Como já estávamos satisfeito com o banho anterior seguimos em frente sempre ás margens do Jaguarí. Deparamos-nos com vários excrementos (bosta !!) de capivaras e logo chegamos a uma cerca, de onde já avistamos uma pequena clareira.A nossa intenção era alcançar a usina hidrelétrica do Jaguari e poderíamos ter forçado passagem pela floresta e continuar seguindo o rio até chegarmos lá, acho que se tivéssemos procurado teríamos encontrado alguma trilha de conecção , mas o dia já chegou na metade e outros afazeres nos obrigou a tomar uma pequena estradinha estreita e subi-la por meia hora, até que ela nos devolveu novamente a estrada principal, onde saímos em frente ao sítio Conquista, junto a uma porteira de ferro. Pulamos a porteira e seguimos para a direita. Poderíamos descer a esquerda e alcançar a usina a uns 3 km, mas depois teríamos de voltar a subir tudo de novo e o nosso estômago venceu a nossas pernas e não nos deixou irmos até lá. Continuamos pela estrada e em menos de 15 minutos estávamos de novo no local aonde iniciamos nossa jornada. Mais 10 minutos de caminhada e reencontramos nosso jeep, que estava estacionado na lanchonete, onde aproveitamos para encher a cara de coca-cola gelada com limão e comemos umas gordurosas cochinhas. Não ficamos lá por muito tempo. Não deu para agüentar o “sertanojo” ao vivo e quando os cantores resolverão “assassinar um Raul Seixas”, resolvemos partir para não sermos pegos de testemunhas.

 

E assim foi a nossa exploração por estas montanhas que se mostraram muito promissora para outras caminhadas futuras.Muitos que conhecem a região dirão que caminhamos por caminhos onde nativos passam todos os dias, mas se pegarmos a maioria das grandes trilhas e travessias do Brasil veremos que não passam de vários caminhos que foram ligados entre si até formarem uma grande trilha passando por pontos interessantes. Talvez no futuro consigamos explorar a outra borda do “vulcão” e conecta-la a esta trilha, formando assim uma grande caminhada para um dia e meio ou dois, com direito a um acampamento em algum lugar legal. Mas esta caminhada do jeito que está e conseguindo conecta-la com a usina me parece bem legal., talvez sirva de incentivo para outros poderem vir para cá e ampliar as possibilidades. Se me perguntarem por que Trilha das Seriemas, direi que escolhi este nome devido as maravilhosas aves que encontramos pelo caminho, mas poderia ter chamado de trilha do oleoduto ou trilha dos marcos ou qualquer outro nome, alias os meus amigos de trilha não tem nada haver com a escolha do nome e talvez nem concorde com ele. Fico na torcida para que esta região continue como está para termos a opção de podermos aproveitar, sempre que quisermos, um lindo passeio em um belo dia de sol. Pelo menos enquanto não inventarem de construir um SHOPING lá também .

 

Divanei - abril-2010

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Pois é , como eu disse no relato , acabamos deixando as máquinas fotográficas em casa, infelizmente. Vai ficar pra quando nós explorarmos a outra variante da Serra.

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Bom , já que não tiramos nenhuma foto da caminhada, estou postando algumas fotos da região. Estas fotos foram tiradas em um passeio de bicicleta.

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Lugar bem bacana, em Divanei? já dei algumas exploradas "a la lôca", sem destino.. é bem interessante, mas tem que ser perseverante, porque vários caminhos levam para lugares sem atrativos...

Agora, se esquecer a cam novamente, juro que te negativo! ::carai::

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Fala Cacius !!!!!

Então cara , sabe aqueles fins de semana que você não tem nada pra fazer, não é feriado, você não tem grana e sai atoa pra sair do marasmo ? Foi o que aconteceu com a gente. Eu conhecia a região apenas por algumas estradinhas de terrra andando de bicicleta, mas não sabia que havia um potencial para belas caminhadas,. bem no quintal de casa. Agora vou ver se me dedico um pouco mais nas explorações futuras. ... Um abraço.

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Bela caminhada Divanei.

 

Vc chegou perto de Morungaba e das antenas da Embratel hein.

Ali é uma região muito boa também p/ um trekking ou uma pedalada.

É só passar do outro lado do Rio Jaguari ou seguir rio acima.

 

Numa dessa até dá p/ ir subindo o rio p/ aproveitar algumas cachoeiras e ir acampando junto às margens.

 

 

 

 

Abcs

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Augusto,

Agora você despertou minha curiosidade de vez . Eu já andei de bicicleta por aquelas estradas, margeando o Jaguarí até chegar lá nas antenas da Embratel. Mas não prestei atenção sobre possíveis caminhadas rio acima. Conta mais alguma coisa da região, de algumas dicas. Existe alguma trilha por lá . Um abraço.

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Então Divanei.

 

Morungaba, p/ quem não conhece, é o paraiso dos bikers.

Um dos melhores lugares aqui perto de SP p/ MB.

A região tem competição direto.

 

Lá pelos anos 80 e 90 eu andava muito de bike. Cantareira e Serra do Mar já conheço bem.

 

Caminhada mesmo eu nunca fiz nessa região de Morungaba, mas as paisagens são bem semelhantes as que vc pegou nessa sua trip.

E tendo o Rio Jaguari próximo, cachoeiras e corredeiras têm aos montes.

 

 

Abcs

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Caro amigo.

Seu relato me deixou com muita vontade de explorar esse local. Hj mesmo estive em Joaquim Egídio e passei no restaurante mencionado no post, recanto das cachoeiras, se não me engano.

Bom gostaria de saber se vc pode me passar maiores informações sobre a trilha, pois eu desejo realiza-la com um grupo de escoteiros da regiao de campinas, GE Parque da Mata , 263.

São jovens de 11 a 14 anos.

Gostaria de saber como vc classifica a dificuldade da trilha para jovens dessa idade?

Qual a distância da mesma a partir do ponto de partida?

Quanto tempo vc levou para realiza-la?

Conhecer essa trilha pode ser de grande importância para futuros acampamentos da nossa tropa.

Grande abraço

André Casas

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    • Por bmotzk2
      Estou postando aqui o relato da minha viagem para Aracaju.
       
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      Acordei de madrugada um certo dia para assistir o treino de F-1, aproveitando a oportunidade entrei na internet para verificar as passagens promocionais da GOL, analisando N esquemas, acabei achando três locais possíveis para viajar pela promoção: Aracaju, Salvador e Porto Alegre. Acabei decidindo comprar a passagem para Aracaju, pois é um lugar que poucas pessoas conhecem, será?
       
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      Descobri uma empresa de turismo chamada NOZESTUR que fazia vários passeios em Aracaju e Canindé de São Francisco.
       
      No final de minhas pesquisas acabei reservando minha estádia na Pousada do Farol, a diária é R$ 50,00 com café da manhã, a pousada fica na praia da Atalaia e tem na área de lazer uma piscina maneira.
       
      Reservei dois passeios altamente conceituados pelos nativos da Aracaju: Canyon de São Francisco e Foz de São Francisco. Consegui pechinchar com a Sergipana e consegui um bom desconto.
       
      Dia 13:
       
      O vôo para Aracaju era 01:05 da manhã com previsão de chegada as 03:10. É um horário complicado, pois se chegasse nesse horário na pousada, iriam me cobrar o valor da diária, após uma conversa com o encarregado da pousada na hora da reserva, consegui entrar em um comum acordo que se chegasse as 6:30 não pagaria a diária, então tive que tirar um bom cochilo no aeroporto altamente desconfortável para dormir de Aracaju... Rssss... Minha primeira opção foi no banheiro... Mas fui atrapalhado pela mulher que faz a limpeza, saí a procura de um outro lugar e me deparei com uma cena muito engraçada, um cara dormindo no banco com um pano na cabeça, para acompanhá-lo sentei, coloquei o boné tampando meu rosto e dormi amarradão, fico imaginando as pessoas olhando essa cena tosca, de um lado um maluco com um pano tampando a cabeça dormindo e do outro lado eu com o boné... E vida mochileiro... Rss
       
      Obs.: No banheiro foi o momento que eu descobri que tinha esquecido a câmera digital no porta-luvas do meu carro... que RAIVA!!!
       
      Bom depois que acordei peguei um táxi e fui para pousada. O acordo estava de pé e fui para o quarto... Nesse dia fui à praia, fiquei em um quiosque perto da pousada, almocei e fiquei a tarde inteira bebendo uma cerveja. Olhava as ondas bater e viajava, imaginado que vida maravilhosa essa e quanto é bom viajar. A praia estava vazia, tinham poucas pessoas nesse quiosque, mas acabei conhecendo uma pessoa muito louca, que ao meu ver era gay, tenho sérias dúvidas, começou com uma papo que viajar sozinho é chato, que precisa conhecer alguém e bla bla bla... Me chamou para ir em um lugar chamado Parati, onde não passa ônibus, só dá para ir de carro... Meu amigo, ficava imaginando qual é desse cara. O idiota teve cara de pau de falar: - Nossa, você é o carioca mais mole que eu conheço, vamos logo para lá... Depois dessa conclui que esse cara tinha alguma intenção errada comigo. Ele foi ao banheiro e rapei fora correndo... Hahahaha.
       
      Como ainda estava cansado da viagem, fui para a pousada, fiquei na piscina e relaxei. Como disse anteriormente reservei dois passeios: Canyon de Xingó no sábado e foz de São Francisco no domingo. Tinha quer acordar cedo no sábado para o passeio, pois era bem longe.
       
      Dia 14:
       
      O Telefone tocou e era o maluco da vã que iria fazer o passeio, desci e parti para o passeio... O destino era a cidade Canindé de São Francisco, fica +/- 3h de Aracaju. Fiz amizade com o motorista, dois cariocas e um mineiro durante o passeio... Fui passando por cidades muito pequenas, mas algumas delas muito interessantes. Passamos pela hidrelétrica de Xingó, é a segunda maior do Brasil, perdendo obviamente pela Itaipu. Sou engenheiro eletricista e essa é minha área, realmente fiquei encantado com a estrutura. Foto? O mineiro tirou e ficou de mandar por e-mail... Hahaha!!! Depois paramos em um museu arqueológico muito interessante, a entrada custa R$ 3,00.
       
      Andamos mais um pouco e chegamos. A saída seria em um restaurante flutuável, pegamos um catamarã (barco) e partimos. Para os que não sabem o Canyon de Xingo é o quinto maior do mundo, mas o maior do mundo navegável. Infelizmente água não estava tão verde como de costume, pois me Minas Gerais havia chovido muito, então a água do rio São Francisco estava um pouco escura, mais em nenhum momento diminuindo a beleza do local. A parada do passeio é mais bonita ainda, em uma gruta. Onde é liberado o mergulho. Foi avisado que era proibido passar da segunda bóia por segurança. A água é quente, muito agradável, fui nadando até a segunda bóia e fiquei muito curioso para saber o que havia depois, fui nadando devagar e comecei me afastar lentamente... Cheguei perto de uma entrada que tinha dezenas de morcegos, quando me aproximei realmente vi a quantidade enorme de kuano (fezes de morcego), mas houve um pequeno problema nessa aproximação, uma porrada de morcegos voou em minha direção e não tive muito escolha a não ser mergulhar, fiquei alguns segundos submerso na dúvida se aqueles animais ridículos estavam ali ainda... Depois que subi, não tinha mais nada para minha sorte, então decidi voltar, já estava muito longe e poderia dar algum problema. Fotos? O mineiro tirou várias!!! Hahahahaha... E mineiro salvador!!!
       
      Na volta, comemos no restaurante flutuável, comi um dourado frito maravilhoso e bem barato para ocasião. Retornando para Aracaju, conversando com os cariocas, sendo que um deles mora há dois em Aracaju, me convidaram para sair com eles pela cidade no domingo, então decidi cancelar o passeio para foz de São Francisco.
       
      Cheguei na pousada e desabei. Havia combinado com as cariocas 9:30 no dia seguinte lá na pousada. Detalhe: meu plano era achar um albergue ou um hotel/ pousada mais barato. Mas com a correria nem consegui.
       
      Uma dica muito importante: O transporte público em Aracaju é precário, muito ruim mesmo, quem não tem carro se ferra, então gastar uma grana de táxi para rodar a cidade estava fora de cogitação, isso que me desanimou para achar outro hotel.
       
      Dia 15:
       
      Acordei, encontrei os cariocas e carioca “nativo” me convidou para ir ao mesmo lugar que o gay de sexta-feira, PARATI... Rss... Que coincidência... Bom, passamos pela orla da praia de Atalaia, fiquei encantado, que infra-estruta e que natureza, vários coqueiros, quiosques muito bem estruturados, passei pela famosa Passarela do Caranguejo, muitos dizem que é orla mais bonita do Brasil, sou meio suspeito para dizer, pois não conheço muitas.
       
      Bom, Parati é o nome de um bar que fica na praia da Atalaia, mas fica bem longe (obs: que praia grande, Jesus!!!), como disse anteriormente o transporte público é muito ruim, então para essa área, vão os “nobres” de Aracaju... Rss... Chegando nesse bar, fiquei cabismado com a estrutura do quiosque, sinceramente muito foda, depois disso falo que os quiosque do Rio de Janeiro são uma MERDA, o preço um pouco caro. Uma skol R$ 3,50.
       
      Depois fui para o clube da AABB, entrei de graça, graças ao k.o de nós cariocas que é infalível... Tomei o famoso caldo de sururu... Que aconselho a todos... Muito gostoso e barato também, R$ 3,00.
       
      Após essas aventuras do dia, fomos para casa, ficamos conversando um pouco e depois fomos para o shopping jantar, fui para a pousada para me preparar para a depressão de ir embora, o vôo era 4:00 da manhã, chegaria 6:30 no rio e ainda teria que trabalhar, que beleza, né?
       
      --
       
      Essa foi minha aventura de 3 dias em Aracaju. É uma cidade muito bonita, limpa, o custo abaixo no normal. Os passeios são maravilhosos, então acho que seria ideal ficar 6 dias para conhecer bem a cidade.
       
      Para os mochileiros zuadores de plantão existem várias opções: Passarela do Caranguejo, onde têm vários bares com banda ao vivo, a maioria, bandas de forró, claro, né? Esperava o que? Banda de Rock? Existem duas boates chamadas: Colisseo e Live, fora os bares e as casas de forró pela cidade, então o que não falta são opções de zoeira.
       
      Para os homens, uma dica. Dizem por aí, ainda mais aqui no rio, que as mulheres nordestinas são feias... É mentira, as mulheres são muito bonitas!!! E são muito simpáticas por sinal.
       
      Bom, é isso ae...
       
      Abraços e GODSPEED para todos nós mochileiros de plantão!!!!
    • Por Athenah
      E aee, galera! Fiz uma viagem em fevereiro desse ano à Aracaju e amei! Foram apenas 3 dias e não deu pra conhecer muita coisa, mas aproveitei muito! Então, vou deixar aqui meu relato pra, quem sabe, inspirar alguém... =)
      Vou começar desde o principio, desde à formulação da minha viagem... Eu tava querendo conhecer algum lugar que não fosse muito procurado, como Salvador, Fortaleza, Recife... Daí, fuçando na internet aqui e acolá, me decidi por Aracaju. A passagem foi mais ou menos R$220, pela TAM, mais uns R$40, de taxas, saindo do Rio. Fiquei hospedada no Aju Hostel, da rede Hi Hostel, pois tenho a carteirinha. Paguei R$ 40,00 a diária.
      Fiz um pacote pela Crystral Turismo para visitar o Parque dos Falcões e o Canion do Xingó, por R$ 200,00 e ganhei o transfer aeroporto – hostel – aeroporto (mas o aeroporto fica bem perto da orla de Aracaju, onde fica concentrada a maioria dos hotéis e pousadas).
      O vôo chegou quase meia-noite em Aracaju, então chegamos no albergue e dormimos. No dia seguinte já tinhamos passeio agendado.
       
      Dia 1:
      Fomos visitar o Parque dos Falcões, na cidade de Itabaiana. O parque é um santuário de aves de rapina, eles recebem e cuidam de falcões, corujas, águias com problemas. Um guia recebe o grupo e nos conduz à visita ao parque. Explica sobre cada espécie que tá lá e até conta algumas histórias de como a ave veio parar lá (muitas foram resgatadas do tráfico de animais). E no final, eles trazem algumas aves treinadas pros visitantes tirarem fotos tocando nelas. Adorei esse passeio! (A entrada pro parque custa R$ 20,00 e não estava incluída no pacote que eu fiz).




       
      Depois do parque dos falcões (o passeio é na parte da manhã e por volta das 14h já estávamos de volta em Aracaju), fomos visitar o mercado municipal. Achei o lugar ideal pra comprar souvenirs. Encontramos um restaurante/bar lá onde comemos por R$25, bem servido pra duas pessoas e com um refrigerante de 1L. Super em conta! Depois pegamos um ônibus e seguimos pro Museu da Gente Sergipana, que é gratuito.
      De noite, demos um passeio pelos bares da orla.



    • Por ess_elaine
      1 – O que é a passarela do caranguejo?
      Uma parte da Av. Santos Dumont onde estão localizados os restaurantes e bares. Aproveito para informar que toda a extensão desta avenida tem muitas opções de alimentação e é bem tranquila de caminhar, pelo menos até às dez da noite não vi nada de muito atípico.
      Obs. Fiquei próximo à passarela e achei a localização perfeita.
       
      2 – Hospedagem
      Fiquei na pousada do Ferreira e achei o custo beneficio fantástico. Bem próximo a Passarela do caranguejo e a Orla.
       
      3 – Passeios
      Achei todos de uma paisagem espetacular, porém.... A distancia entre a cidade e os passeios é bem grande, o que os torna cansativo para o tempo de permanência no local.
       
      A - Canion do Xingó.
      Lindíssimo... Mais vale deixar registrado que o caminho de Aracaju até o Canion é looongo, muito longo cerca de 4 horas e a permanência para visitação é de 1 hora, onde é possível fazer um curtíssimo passei de barco que leva até o miolo do Canion onde as embarcações não chegam.
      Dá para nadar em uma “piscina” no meio do rio (improvisada com rede para dar segurança) achei uma delicia, também tem uma plataforma para saltos.
      Valeu conhecer, inclusive o passeio que mais me interessava era este. Só que é desgastante, se não tiver disposto...Não vá, certamente lhe causara muita irritação.
      Custo – R$ 120,00 + almoço de 30,00 (só tem um restaurante) comida muito saborosa.
       
      B – Parque dos Falcões
      Super-recomendo o parque e a linda historia de amor do tratador com as aves. Lá todos podem ter contato e tirar fotos com as aves, achei sensacional e muito emocionante.
      Custo – Pela agência R$ 80,00, de taxi R$ 150,00 + R$ 20,00 do ingresso. Montamos um grupo e fomos de taxi.
      Duração: Cerca de 3 horas
       
      C – Mangue Seco
      Passeio de bugue que visita os locais onde foi gravada a novela Tiêta, com dunas e vista ao coqueiral, cenário perfeito para fotos e contemplação.
      Com poucas dunas de “emoção” o passeio é indicado para todas as idades. Depois tem uma parada em uma praia semi deserta com água limpíssima, onde paramos para almoçar (assim que chegar já peça o almoço, galera bem, bem tranquila) e aproveitar a praia.
      Custo – R$ 80,00 + Bugue que pode ser com trajeto: Curto R$ 90,00 (só faz a travessia), médio R$ 130,00 ( com algumas paradas, não lembro quantas), longo R$ 170,00 (um percurso maior). O valor do bugue pode ser dividido para 4 pessoas. O almoço é a La carte e o preço não é abusivo.
      Tem muita criança vendendo cocadas (deliciosas), lembrancinhas e cantando a musiquinha da cocada super rápido, que quase não dá para entender, bem típico do nordeste e engraçado.
      Duração: 07:30 as 17:30
       
      C – Delta do São Francisco
      Passeio de catamarã que vai até o encontro do rio com o mar (obs... Não consegui ver nada desse encontro rsrsr) a paisagem é bonita e na parada tem um acho que lago para tomar (não gostei, a areia cheia de limo) mais distante tem dunas e coqueiros para fotos, só que a areia é muito quente. Para quem gosta de fotos como, eu valeu a pena o sacrifício.
      Lá tem feirinha de artesanato, venda de alimentos e bebidas. Dá também se refrescar ao lado das embarcações.
       
      Custo – R$ 120,00 (almoço incluído no valor) restaurante simples e com presença das detestáveis moscas.
      Duração: 07:30 as 18:00
       
      C – Catamarã do Forró
      Achei um pega turista rsrs. Além de não ter sido informada pela agente de viagens que se não tivesse um grupo de 25 pessoas não teria o forró. Então cuidado ao contratarem este passeio, se não me engano as quintas-feiras é certo que tenha musica ao vivo no barco.
      Paisagem bonita, mostrando do rio onde ficam alguns dos pontos turísticos da cidade. Tem uma parada para banho no rio...Em minha opinião nada demais ou imperdível.
      Custo – R$ 80,00 com almoço no restaurante Ramiro (comida muito boa e típica do nordeste) acho que o melhor que comi por lá.
      Duração: 13:30 as 18:00
       
      D – Croa do Goré
      Passeio de lancha ou catamarã com parada em uma ilha com barzinho navegante. Vista bonita, passeio agradável, bem para descansar a mente.
       
      Custo – pela agencia R$ 80,00 – De ônibus R$ 4,50 + R$ 20,00 da lancha ou R$ 50,00 do catamarã – De Taxi Ida e volta R$ 90,00
      Para quem ficar no Atalaia, o ônibus é o circular praia 2 (Custo beneficio espetacular!). Me arrependi de ter ido de taxi.
      Duração: Pela manha ou tarde . Fui à tarde, queria ver o por do sol, em contrapartida não peguei a ilha já alagada. Gostei! Ah voltei de ônibus foi muito tranquilo.
       
      E - Orla do Atalaia
      Melhor Orla que já fui.
      Bem ventilada, dá para andar de bicicleta, caminhar e correr, com lagos, passarelas e arvores. Muito bom para contemplar a linda paisagem.
      Também há uma feirinha de artesanato bem próximo ao restaurante Republica dos Camarões.
       
      4 - Bares e Baladas
      Minhas recomendações:
      * Restaurante Cariri, musica ao vivo e nos fundos casa noturna, comida boa, casa bem decorada e agradável. Bandas ótimas e vários estilos musicais.
      * Carne de Sol do Ramiro - Melhor comida nordestina que já comi!
      * Açai da Tia Augusta - Gostei!
      * Mags lanches - Opção de economia, com lanches e Buffet no almoço de no jantar. Local simples com comida saborosa e limpo.
      * Beer House - Ótima opção para quem gosta de dançar, bandas boas...Bem eclético.
      * Republica dos Camarões - Muito gostoso, local bem climatizado, preço justo.
       
      A experiência foi ótima! Recomendo a viagem. Não assustem com os comentários de que é pouco cotada para o turismo, pois a estrutura não deixa nada a desejar em comparação as demais cidades nordestinas.
    • Por rosanersc
      Relato mochileiros
      Decidi fazer esse relato pq percebi,quando pesquisei antes de vir, que tinha poucas coisas sobre a cidade.
      A cidade é apaixonante, limpa,organizada,tranquila e tem pessoas simpáticas.
      Onde ir
      Há o passeio que precisa de um dia inteiro para conhecer o Canion. Vc pode contratar com varias agencias; fui pelas nozestur que faz esse paseeio TODOS os dias e custou 130,00 à vista( cartão é mais caro-150,00). Se quiser conhecer a rota do cangaço, fica próximo,mas pela excursão tem que ir pra dormir, então se programe
       
       
      Há o mercado municipal com venda de lembrancinhas (souvenirs) com preços bons e próximo tem o museu da gente sergipana, bem interativo e divertido; recomendo. ( entrada gratuita). Atenção: todos os museus e igrejas são fechados na segunda-feira.
      Não cheguei a ir,mas fiquei com vontadede conhecer o parque dos falcões.
      Se vc gosta de animação, há o shoptime( ao lado da UNIT) e o restaurante cariri( na orla); o último tem música ao vivo e é muiiiito animado.
      Se vc está vindo para um congresso no CIC(centro internacional de convenções), tem um terminal próximo e em frente tem um extra supermercado com duas opções de comida no peso (o king's kilo é 14,90 o kg!!!)
      A orla é extensa,mas vc tem que conhecer de ponta a ponta, é linda,tem espaço para bike,corrida, voleyball, etc... e tem muita atividade gratuita para crianças.
      Tem tb o oceanário, bem pequeno e custa 7,00 a meia(professor tb paga meia), porém tem uma loja em anexo do projeto tamar que dá pra ver uma parte-a loja abre todos os dias).
      Perto do oceanário tem a feira do turista, tb é legal para comprar presentes, comidas locais.
      Se gosta de shopping,tem o riomar e o jardins.
      Ônibus custa 2,35 a passagem. Táxi é bem servido.
      Comer na orla pode ser caro,mas tem opções baratas.
      Locais bons(de comida muito boa) para comer: torta alemã, rei da sopa, pastel da Jane, badagrill, cantina d'italia, pitu com pirão da Eliane-Imperdivel e fica perto do oceanário).
      Fiquei hospedada a uma quadra da orla, na pousada raio de sol, fica a uma quadra do cariri. Otima localização, café da manhã bem servido, funcionários atenciosos,limpeza e preço ótimos, copa funciona 24hs-vc pode pedir algo pra comer e tem vaga para carro.

    • Por MICHRIS
      Olá mochileiros, como forma de agradecimento de tantas dicas que aproveito nas minhas poucas viagens, segue um resuminho do que fizemos nestas férias.
       
      Período total: 06/04 a 16/04/14
      Cidades visitadas: Canindé de São Francisco, Piranhas, Paulo Afonso, Aracaju, Mangue Seco.
      Carro alugado (R$75/dia) por 4 dias para os passeios mais distantes, demais passeios fizemos a pé ou de transporte coletivo (R$2,35).
      Pousada dos Caminhos em Aracaju (R$110/dia com café da manhã)
      Pousada Mariha em Piranhas (R$140/dia com café da manhã)
       
      Domingo chegamos a Piranhas no final do dia, nos hospedamos e não saímos mais.
      Segunda feira já fomos conhecer o centro histórico de Piranhas e em seguida partimos para Canindé para fazer o passeio ao Cânion Xingó (R$70,00/pessoa, sem almoço). O passeio sai do restaurante Karrancas, total de 3 horas de passeio: 1 h para ir, 1 h voltar, e 1 h para aproveitar a piscina do Rio. Na minha opinião poderia ficar mais tempo, porque é fantástico. http://www.karrancas.com.br/
      Terça feira como havíamos agendado, partimos para a Fazenda Mundo Novo (R$70/pessoa): trilha, banho de rio, refeição (divina) e soneca na rede. Este passeio vale muito a pena, mais do que o do Karrancas. É necessário agendar. http://ecofazendamundonovo.com.br/banho-real/destaque-banho-real/
      Quarta feira rumo a Aracaju paramos no Parque dos Falcões (R$20/pessoa) e na cidade de Laranjeiras. http://www.parquedosfalcoes.com.br/
      Quinta feira fomos a Mangue Seco-Ba: passeio caro e TOTALMENTE DESNECESSÁRIO, lancha para travessia R$100 comporta 4 pessoas, passeio de Buggy R$130 comporta 4 pessoas. O buggeiro para num pontos estratégicos para fotos, se ele ficou 10 minutos com o motor ligado foi muito, na verdade uma roubalheira, sugiro não irem, não tem nada de mais, nem na praia, nem na duna.
      Sexta feira Parque da Cidade, longe da Orla de Atalaia, mas é bem legal...tem um zoológico dentro do parque, dá para fazer umas caminhadas, tem um mirante, tem teleférico. Só se paga se quiser andar no teleférico o restante de graça. Após este passeio devolvemos o veículo na locadora próximo ao Aeroporto, e voltamos caminhando até a pousada. A tarde fomos a pé até a praia de Aruanda, fica um pouco antes de Aruanã, é muito bom...o barzinho não é caro, mar de água limpa e morna, uma delícia e bom atendimento.
      Sábado Centro Histórico, Museu da Gente Sergipana, Catedral, Praças, Mercadão, Palácio do Governador, dia muito proveitoso. Pegamos o transporte público na Orla de Atalaia e descemos em frente ao Museu. Nenhum destes lugares paga-se para entrar. Almoçamos dentro do centro de artesanato, comida boa e barato. Após almoço comprinhas básicas de artesanato.
      Domingo praia Aruanã, barraca enorme, preços altos. Sem contar que chovia e parava toda hora. Foi legal. Fomos e voltamos de bus.
      Segunda feira fomos para o Shopping dar uma volta, fomos em uma praça próxima do Shopping, assistimos um filme e voltamos felizes.
      Terça feira: dia do retorno, massss...o voo foi cancelado, hehehe, voltamos para um hotel...com piscina, aproveitamos claro, depois jantamos lá mesmo no hotel e saímos dar uma última voltinha na Orla.
      Quarta feira: voo direto da madrugada, tranquilo.
       
      Enfim, foi isso que fizemos nas nossas férias. Espero que possa ajudar alguém com o meu relato.
      Abraço a todos.
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