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MariaEmilia

Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia - Julho/2017

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Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia.

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Participantes da viagem : Maria Emília e Jailson César.

Período : 11 à 25 julho 2017.

Percurso : Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Santa Cruz de la Sierra > La Paz > Copacabana > Isla del Sol e retorno pelo mesmo caminho.

Transporte : Ônibus, trem, van, barco.

Dinheiro : Real e poucos dólares.

Valor : R$ 4.000,00 (para duas pessoas)


Depois de + de 2 anos longe, era hora de retornar à terras bolivianas. Como agora moramos em Campo Grande (MS) a viagem foi via Corumbá.


O melhor horário de saída de Campo Grande é às 23h59m, para chegar em Corumbá às 6h, a empresa Andorinha é única que faz esse trajeto (por isso a e$ploração). Em Corumbá, saindo da Rodoviária, ande seis quadras (caminhada tranquila em rua plana) até o Terminal Rodoviário Urbano, de onde saem ônibus para a Fronteira.


Desde Campo Grande, estava viajando no mesmo ônibus, um casal de mochileiros do interior de São Paulo (esqueci de anotar os nomes, perdão).


Chegando na fronteira, a imigração brasileira e boliviana ainda estarão fechadas, mais já terá fila, aguarde até 8 horas quando abrir, para dar saída do Brasil e entrada na Bolívia (além da fila imensa, ainda tem a concorrência de caminhoneiros que tem “direito” de furar a fila) Depois de cruzar a ponte que divide Brasil/Bolívia terá vários cambistas, sentados em banquinhas, na porta das lojas, faça uma pesquisa para saber qual oferece mais vantagem, agora em julho/2017 a variação estava entre 2,00 e 2,03 bolivianos para real. Importante : Se for cambiar, faça nesses locais, na Estação Ferroviária (na compra do bilhete aceita reais, em julho/2017 o câmbio era 1 x 2) e no Shopping China não tem câmbio.

 

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Procuramos um táxi para seguir até a Estação Ferroviária, não pague + que 10 bol. ou 5 reais pelo percurso, alguns querem cobrar até 30 bol. quando veem que é “turista”. Pagamos 10 bol. para duas pessoas.


Na estação compramos passagens no trem Expresso Oriental para as 13h, pelo valor de 100 bol., embora na placa na entrada da estação o preço seja de 70 bol. Aqui quero fazer um comentário, esse trem para mim foi o “trem da morte” por uma simples razão, pagamos 100 bol. por uma passagem que vale 70 bol. e todos os brasileiros que estavam no trem foram colocados no vagão 1, logo atrás da locomotiva, esse é um vagão com poltronas “comuns” e uma única televisão. O vagão estava praticamente vazio, além de nós e do casal de mochileiros do interior de SP, também um casal de Santos, que tinha deixado o carro em Corumbá e seguiria de trem e ônibus até Cuzco e MP, uma senhora com o filho de 12 anos, que ia passar férias em Santa Cruz de la Sierra, dois amigos do sul e mais algumas poucas pessoas. Bom, o trem saiu no horário estipulado e lá pelas tantas resolvi ir até o vagão-restaurante que é o último, nesse “passeio” descobrir que os vagões 2 e 3 são super, hiperconfortáveis, com várias telas de led, além de cortinas em todas as janelas e poltronas mais largas e mais reclináveis e aire condicionado e quem tava ocupando, tinha pago “apenas” 70 bol. e sabe quem estava viajando nesses vagões ? ? ? à grande maioria, “cambas”, que raiva, mais serve como experiência para próximas viagens e para futuros viajantes. Apesar desse “contratempo” a viagem foi tranquila, com várias paradas e chegamos em Santa Cruz de la Sierra às 6h30m. Em tempo : o trem saiu no horário estipulado.

 

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Ainda em Puerto Quijarro depois de comprar as passagens, caminhamos até o Shopping China, que fica na mesma avenida, cerca de 500 metros adiante. Tudo muito caro, mas lá tem um restaurante que vende uma isca de jacaré que é uma delícia, a porção supergenerosa custa R$ 30,00, depois de almoçar e comprar outra porção para viagem voltamos para a estação, pois já era quase hora do embarque. Jailson, voltou no centro de mototáxi (5 bol. a corrida) para cambiar mais reais e aproveitou para comprar dois chips bolivianos da Tigo (10 bol. cada) que tem cobertura nacional e funciona até nas estradas “longe da civilização”

 

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Chegamos em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira, as 6h30m, era dia de jogo Palmeiras x Corinthians e resolvemos ficar na cidade para assistir (na Pizzaria Net Pizza de nossa amiga Cristiane, brasileira que mora lá a muitos anos). Não tivemos sorte com nenhuma partida da Copa Sulamericana, na terça-feira (11/07), enquanto estamos no trem, jogou em Santa Cruz de la Sierra, Oriente Petrolero x Atlético Tucumán, no quarta-feira (12/07), dia do jogo do verdão, jogou em La Paz, Bolívar x Universidad de Quito e na quinta-feira (13/07) em Potosí, Nacional Potosí x Estudiantes.

Decepção total com o verdão, perdendo para os gambás, mas vamos em frete, nada nos abala (aqui é poooooorco)


Em Santa Cruz, fomos até a plaza 24 de Septiembre, em frente ao Banco de la Nación Argentina, fazer câmbio, lá ficam vários senhores, aqui cuidado, o valor do câmbio é bom, mais esses senhores são todos “malas”, eles fazem uma aglomeração, para distrair sua atenção na hora de contar o $$$$$$, troquei R$ 1.000,00 (mil reais) por 2,03 bolivianos, o que daria 2.030,00 bolivianos, o senhor me passou o valor, o primeiro lote de mil bolivianos, com as notas todas abertas, o segundo lote, com as notas dobradas e mais 30 bol. contei e estava certo, saímos de lá e entramos na sorveteria Picolo, meu esposo que é desconfiado, mandou eu contar outra vez o dinheiro, nota por nota, e “pimba” estava faltando 300 bolivianos. Voltamos lá e meu esposo já foi para cima do “mala” falando que tava faltando dinheiro, ele “sabia” desse “detalhe" e foi logo devolvendo os 300 bol. Então, muito cuidado na hora da contagem das notas, conte nota por nota.


Na quinta-feira cedo, seguimos rumo a Cochabamba pela Empresa Entre Rios, como sempre, o horário nunca é cumprindo, depois de rodar até quase a saída da cidade, o ônibus para e o motorista e o auxiliar tentam consertar a porta, conserto esse que não dá certo e o ônibus faz toda a viagem “sem porta”. Essa parada para conserto foi de quase uma hora, então começamos a ouvir ruídos de helicópteros voando baixo e pensei que era Evo Morales vistoriando as obras da double via de Montero, pois no dia anterior tinha acontecido uma inauguração de um trecho da via. Depois começou a “pipocar” as notícias de um assalto em uma joalheria no centro da cidade, com a participação de brasileiros do pcc, no qual morreram 5 pessoas.

 

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Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas e como sempre acontece nesse horário, devido a grande quantidade de ônibus, o “nosso” não conseguiu entra no Terminal e tivemos que descer na rua de acesso e caminhar até o Terminal. Compramos passagem para La Paz, no horário das 21h30. Flota Bolívar, ônibus panorâmico de três fileiras.


Saímos para procurar um local para jantar e achamos uma loja de departamento com uma praça de alimentação no 3º andar, tinha pouca coisa aberta, mas, mesmo assim, comemos um pollo assado delicioso (será que foi a fome), na volta, compramos uma manta, pois o frio “prometia” e voltamos para o Terminal. Viagem tranquila, com chegada em La Paz por volta 6h30m.


La Paz tava gelada, na entrada do Terminal tinham duas moças oferecendo hospedagem em um hostel próximo por 130 bol. recusamos, pois ficaríamos longe do “fervo” Fomos de táxis até a calle Sarganaga, minha opção era pelo Hostel Fuentes, mas nesse horário tava “fechado”, Jailson foi até o Hotel Sagarnaga, não tinha vaga e a habitaccion matrimonial com baño privado era 290 bol. Subimos a Sagarnaga rumo a Illampu e entramos no Muzungu B & B (já ficamos hospedados lá), 140 bol. por uma habitaccion matrimonial, com baño privado e desayuno (perfeito) e já pudemos subir para o quarto (114 no primeiro andar).


Nesses dias em La Paz, quebrei alguns paradigmas, como não visitar o Mirador Killi Killi e Laikakota, não ir até a Mallasa e não tomar Pil (o Danone boliviano).

 

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Estávamos de férias das férias, sem planos e pressa.


Andamos de teleférico, linea amarilla e verde até Irpavi e caminhamos até o MegaCenter. Aliás foi no Factory do Megacenter, que dia 19.07 assistimos ao jogo Palmeiras x Flamengo, jogão de bola, empate de 2 x 2, gritamos tanto que chamamos a atenção de outros clientes. Esse bar e grill é cheio de televisores e telões onde só transmite esportes, é só chegar e pedir para a gerente sintonizar no seu preferido. Aqui quero agradecer a Mariana, proprietária do restaurante de comida brasileira, Paladar, liguei lá para saber se abria no período da noite e transmitia jogos do Brasileirão, então ela informou esse local. Não conheci nem a Mariana nem o restaurante, fica para a próxima.

 

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No MegaCenter, na parte externa, além do Factory, tem o The Dubliner (pub irlandês) e está em construção a Hard Rock Café – La Paz (a original, pois a pirata fica próximo do Muzungu e cliente desse tem entrada free)

 

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Também andamos na linea roja e azul do teleférico até El Alto, aqui vai uma dica, se tiver oportunidade, procure andar nessa linha no domingo, do alto, a imensa feira ao ar livre, em que se transformam as ruas, é uma loucura. Alias, o teleférico está com uma promoção, para os meses de julho e agosto, utilizando a tarjeta, pode ser feita a integração de duas linhas pelo valor de 4 bol. enquanto a viagem avulsa custa 3 bol. O valor da tarjeta é 15 bol. Comprei uma, já fica para as próximas viagens.

 

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O domingo dia 16.07 foi de comemoração por toda a cidade, em alusão aos 208 anos da Revolução de Julio. Festa desde o sábado pelas ruas, com o fechamento para os carros da Ave Mariscal Santa Cruz. Às 00 do domingo, teve uma queima de fogos de artifícios na plaza Mayor de San Francisco. Durante todo o dia várias apresentações de Entradas Folclóricas.

 

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Tínhamos planejado ir até El Alto, assistir ao Cholitas Wrestlig (70 bol. comprado diretamente com as lutadoras entre as 13 e 16 horas na plaza de San Francisco de onde saí o ônibus, também pode ir independente, pela linea roja do teleférico), mas desistimos.


Depois de vários dias em La Paz, na segunda-feira era hora de partir para Copacabana, arrumamos a mochila pequena para levar e guardamos as maiores no guarda-volume do hostel. Seguimos para a região do cemitério, por volta das 7h30m, chegando lá já tinha um ônibus pronto para partir. Viagem maravilhosa, chegamos em Copacabana por volta das 11h30m. Já compramos a passagem de barco para a Isla del Sol, com saída às 13h30m.

 

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Fomos procurar onde almoçar, pois já estava com “água na boca” por um trucha, as melhores, na minha opinião, são as vendidas nas barracas em frente a orla. Realmente não decepcionou, depois do almoço fomos comprar água e Jailson comprou um pack de Cusqueña para levar para a Isla.

 

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A travessia Copa x Isla nesse horário é melhor, devido não ter tantos barcos fazendo o percurso, então não tem tanta “marola”. A travessia está levando somente para a parte Sul (Yumani), devido uma briga com o povo do centro (Challa), quem quer ir para o lado Norte (Challapampa), alguns poucos barcos, no período da manhã levam do lado Sul para o Norte e também para a Isla de la Luna.


 

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Na chegada, pagamento de 10 bol. para a comunidade. Sempre tem comunitários oferecendo hospedagem, somos abordados por um senhor que ofereceu estadia em cabaña, com baño privado e água caliente (o chuveiro que é elétrico não dá conta de aquecer a água gelada), por 40 bol. por pessoa, é para o lado esquerdo de quem chega, subindo e subindo. Aceitamos e fomos olhar, gostamos e acertamos com a esposa. Pagamos + 15 bol. pelo desayuno. Guardamos as coisas e sentamos no pátio para tomar umas Cusqueñas e apreciar a paisagem do lago Titicaca e que paisagem. Depois saímos para fazer uma caminhada, fizemos uma trilha alternativa, que acho que é usada pelos pastores, subimos, subimos e subimos, mas a vista compensa. Já na parte “comercial” Jailson comprou uma blusa de alpaca e eu uma polaina, de uma menina que já visitou São Paulo e no próximo ano vai morar lá com a irmã e o cunhado para estudar, ela até conhece o Palmeiras. No final do passeio sentamos no terraço de uma pousada para tomar uma breja. A noite já caia e o frio aumentava. Voltamos para a cabana e fomos testar o chuveiro, tomamos um banho de “gato” rápido, pois a água estava geladíssima. Descansamos um pouco e por volta das 20 horas saímos para comer algo, procuramos e procuramos, quase tudo fechado, depois achamos um restaurante aberto, quase ao lado de nossa cabana, isso depois de ter descido e subido os caminhos. A Isla à noite é uma calmaria, silêncio e semi-escuridão, além do frio cortante. Onde estávamos o sinal da internet da Tigo era fraco, mas na praia e no topo, o sinal era “potente”, depois da janta, sem nada para fazer, era hora de dormir.

 

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Na manhã seguinte, depois do desayuno, resolvemos voltar para Copacabana e descemos ao porto para esperar os barcos. A passagem de volta é mais cara que a vinda, porque os barcos são da comunidade, que só levam os passageiros até Copacabana e voltam vazios.

 

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Entre San Pedro de Tiquina e San Pablo de Tiquina a travessia custa 2 bol.


Em Copacabana resolvemos almoçar em um restaurante “chick” também na orla, comemos trucha outra vez acompanhada de cusqueña.

 

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Era hora de retornar à La Paz, Jailson comprou dois packs de cusqueña para trazer ao Brasil e eu aproveitei para comprar Inka Cola. A passagem de ônibus, Copa x La Paz também é mais cara que a vinda, 25 bol. Saímos de Copacabana às 14h30m e as 17m estávamos chegando em El Alto e “aquele” trânsito, então resolvemos descer na Estação Wana Javira (Ex-Tranca Río Seco), a primeira ou última de El Alto e utilizar o teleférico até a Estação Central, a primeira ou última da linea roja, de lá descemos a pé até o Muzungu. Desta vez ficamos hospedados no 2º piso, habitaccion 217, vista maravilhosa para o Illimani, que nessa época do ano se tem uma visão maravilhosa de toda a cidade.


Quando estávamos no barco encontramos uma senhora de Aquidauana (MS) que estava viajando com a filha e um amigo e tiveram problemas na Imigração brasileira, pois a menina era menor de idade e estava sem a autorização do pai. Na realidade encontramos esse trio em vários locais da viagem, inclusive em Campo Grande, na chegada, haja coincidência.


Na quarta-feira, fomos até o Terminal de Buses comprar passagens para Santa Cruz de la Sierra para a quinta-feira, compramos na TransCopacabana, bus-cama panorâmico de 3 fileiras, com saída às 14h30m e previsão de chegada em Santa Cruz às 8h do outro dia.


Agora vem o “porém” na quinta-feira quando chegamos no Terminal, estava uma “calmaria”, então descobrimos que estava tendo um parô (bloqueio) da via em Colomi (depois de Cochabamba), realizado pelos plantadores de coca, que exigiam liberação para plantar coca dentro de um parque nacional, o que foi negado pelo presidente Evo Morales, estão não estava saindo ônibus para Santa Cruz, somente para Oruro, Potosi e algumas poucas empresas para Cochabamba, devolveram nosso dinheiro, então achamos passagem na El Dorado, ônibus panorâmico, semi-cama, 3 fileiras, para as 14 horas, compramos as passagens a aguardamos a partida. Na TransCopacabana a próxima saída para Cochabamba seria somente às 19h. Saímos às 14h30m, quando chegamos em El Alto, uma parada de + de 40 minutos. A double via La Paz x Oruro (para nós até Caracolo) está perfeita. Viagem sem contratempos, chegamos em Cochabamba às 22h. Como sempre o ônibus não conseguiu entra no pátio do terminal, então tivemos que descer na rua de acesso e fazer uma longa caminhada até a parte interna do terminal.

 

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No "caos" que é o Terminal, muitas empresas vendendo passagens para Santa Cruz de la Sierra, afirmando que o parô tinha sido suspenso. Bom, fazer o que, arriscamos, compramos as passagens, na Flota Carrasco, ônibus semi-cama, com saída às 23 horas. Partimos de Cochabamba com algum atraso (afinal aqui é Bolívia), ônibus lotado, depois de algum tempo dormimos e acordamos por volta das 2 horas já parados, tínhamos chegado no “bendito” parô em Colomi, que depois descobri, fica distante somente 52 km de Cochabamba. Ficamos parados até por volta de 6 horas, quando a estrada foi liberada, mas estava um caos, pois é descida e com trânsito pesado indo e vindo, então sem espaço para ultrapassagens. Gastamos cerca de 22 horas nesse trajeto de 480 km, tendo chegado em Santa Cruz de la Sierra por volta das 20h30m. Nossa sorte foi que em La Paz, tínhamos comprado muitas bolachas, batata frita e castanhas, além de água e sucos. Entre Santa Cruz e Cochabamba ou vice-versa, tem um paradero de ônibus, quando chegamos lá por volta das 14 horas, não tinha praticamente nada para comer, devido à quantidade de ônibus parados, pois com o parô, todos foram liberados no mesmo horário. O que encontramos foi um pollo “meio crú” que tinha acabado de ir para o carvão, quase nos agarramos a ele e comemos assim mesmo, para a nossa fome, estava “uma delícia”.


Nossos planos era parar em Vila Tunari, pois na ida, como foi durante o dia, pudemos vê como é bonito o lugar, muita água, corredeiras, mais depois de tantas horas dentro do ônibus, resolvemos seguir direto. Vila Tunari, fica no final da descida da serra, entre Cochabamba e Santa Cruz.


Em Santa Cruz, procuramos um hotel em frente ao Terminal Bimodal, ficamos no Hotel Ébano, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, por 160 bol. Era hora de tomar um banho, depois de praticamente 24 dentro de um ônibus. Depois, apesar do cansaço, seguimos até o Ventura Mall, para "almojantar" e tomar umas paceñas.

 

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Ficamos em Santa Cruz até o domingo pela manhã, quando partimos para Puerto Quijarro, pela empresa Pantanal, ônibus leiro, panorâmico, 3 fileiras. Estrada com pavimentação ótima (muito melhor que muita estrada brasileira), chegamos em Puerto Quijarro por volta das 20 horas.


Como a imigraccion já está fechada nesse horário, ficamos em um hotel próximo, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, aire condicionado e TV cable. Na segunda-feira, fomos até o Shopping China, outra vez, comer isca de jacaré. Jailson comprou uma caixa de pacenã, no centro. Depois seguimos até a fronteira, para dar saída na Bolívia e entrada no Brasil (fila rápida nas duas fronteiras) e seguimos de táxi até a rodoviária de Corumbá, era cerca de 14 horas e só tinha passagem para as 7 horas do dia seguinte, compramos e fomos procurar um hotel.


Na saída da rodoviária, para o lado direito, tem um hotel, que pela aparência é muito bom, mas está em reforma e com poucos quartos disponíveis, que estavam ocupados, seguimos para o lado esquerdo e encontramos o Hotel Corumbá, um “muquifo” de R$ 70,00, c/ ar, banheiro privado (que fedia mijo) e tv local, então fica a dica, só fique hospedado aí, se for muito, mais muito necessário, Jailson falou para o proprietário, que ia chamar a vigilância sanitária.


No outro dia cedo, seguimos para a rodoviária de onde saímos no horário, chegando em Miranda, tivemos a notícia de um bloqueio na rodovia, depois de Anastácio, por parte do MST e que se a pista não fosse liberada o ônibus ficaria na cidade, graças a Deus a PRF liberou a via e a viagem seguiu normal até Campo Grande, onde chegamos por volta das 13 horas.


Era hora de retornar ao "batente" pois só fã do lema "Trabalhar, trabalhar, trabalhar, viajar, viajar, viajar"

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Transporte :

 

Campo Grande x Corumbá x Campo Grande = Viação Andorinha = vários horários = R$ 119, 03

Ônibus urbano em Corumbá = R$3,55

Puerto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra = Trem Expresso Oriental (terça, quinta e domingo) = 13h = 100 bol.

Táxi = fronteira até Estação Ferroviária = 10 bol.

Mototáxis = fronteira até Estação Ferroviária = 5 bol.

Santa Cruz de la Sierra x Cochabamba = Flota Entre Rios = 7h = 40 bol.

Ônibus urbano em Santa Cruz de la Sierra = 2 bol.

Cochabamba x La Paz = Flota Bolívar = 21h30m = 90 bol.

Ônibus urbano em La Paz = entre 2 e 2,60 bol.

Teleférico = passe avulso = 3 bol. Na tarjeta = 2 bol.

La Paz x Copacabana = Sindicato Trans Tour 2 de Febrero (região do Cemitério) = vários horários entre as 5h30m e 18h30m = 20 bol.

Copacabana x Isla del Sol (parte Sul) = 8h30m > 10h e 13h30m > 15h = 30 bol. (ida e volta no mesmo dia)

Copacabana x Isla del Sol (parte Sul) = 8h30m > 10h e 13h30m > 15h = 20 bol. (somente ida)

Isla del Sol = Sul para Norte = pela manhã, em alguns barcos que chegam de Copacabana = 10 bol.

Isla del Sol (parte Sul) x Isla de la Luna = pela manhã, em alguns barcos que chegam de Copacabana = 20 bol.

Isla del Sol x Copacabana (parte Sul) = 10h30 > 12h ; 15h > 16h30m e 16h > 17h30m = 25 bol. (barco comunitário)

Copacabana x La Paz = Sindicato Trans Tour 2 de Febrero (plaza Sucre) = vários horários entre as 8h e 16h = 25 bol.

La Paz x Cochabamba = El Dorado = 14h = 30 bol.

Cochabamba x Santa Cruz de la Sierra = Flota Carrasco = 23h = 90 bol.

Santa Cruz de la Sierra x Puerto Quijarro = Cooperativa Pantanal = 11h e 20h = 80 bol.

Táxi = Terminal de Buses até próximo da fronteira = 10 bol.

Táxi no Brasil = fronteira até Estação Rodoviária de Corumbá = R$ 50,00

 

 

 

Hospedagem :

 

La Paz :

Muzungu B & B (calle Illampu esquina c/ Santa Cruz) = habitaccion matrimonial c/ baño privado e desayuno = 140 bol.

Bash Crash (calle Ingavi, próximo ave Montes) = habitaccion matrimonial c/ baño compartido = 130 bol.

Hotel Sagarnaga (calle Sagarnaga) = habitaccion matrimonial c/ baño privado = 290 bol.

Hotel Torino (calle Socabaya, próximo a plaza Murillo) = habitaccion matrimonial c/ baño privado = 140 bol.

 

Santa Cruz de la Sierra :

Residencial Bimodal (em frente ao Terminal Bimodal) = habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno = 120 bol.

Hotel Ébano (em frente ao Terminal Bimodal) = habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, c/ elevador = 160 bol.

 

Puerto Quijarro :

Hotel Vini (próximo da fronteira) = habitaccion matrimonial, c/ baño privado e tv cable = 100 bol.

 

Corumbá :

Hotel Corumbá (próximo da Rodoviária) “muquifo” cheio de mofo e banheiro fedido a mijo = R$ 70,00

 

 

Câmbio :

 

Puerto Quijarro :

Próximo da Imigraccion e no centro comercial = entre 2,00 e 2,03

 

Santa Cruz de la Sierra :

Terminal Bimodal = entre 2,00 e 2,01

Feria La Ramada = 2,00

Plaza 24 de Septiembre = entre 2,00 e 2,03

 

La Paz :

Plaza Mayor de San Francisco = real = entre 1,85 e 1,90 / dolár = entre 6,85 e 6,95

 

Alimentação :

 

Santa Cruz de la Sierra :

Net Pizza = proprietária Cristiane = Ave Ana Barba, 307, ao lado do Cine BellaVista, em frente ao Estádio Tahuichi, telefone 591 77029838

Adoro o bife acebolado, acompanhado com arroz, ovo e tomate, que é servido no setor de alimentação (parte superior) do Terminal Bimodal, é simplesmente delicioso.

Sorvetes, café e lanches da Heladeria Picolo, vários endereços.

Praça de Alimentação do Ventura Mall = KFC, Pollos Copacabana, Factory, Hard Rock Café

Vários bares e restaurante da Ave Monseñr Rivero

 

La Paz :

El Paladar = proprietária Mariana = calle Ferrecio, B-28 telefone 591 2 2774337 San Miguel

Praça de Alimentação do Megacenter (Irpavi)

Cebichón (restaurante de comida peruana) = calle Murillo esquina com calle Tarija

Ângelo Colonial, nos altos do prédio onde fica o Museo de la Coca = calle Linares

Banais Café, no Hostal Naira = calle Sagarnaga

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Algumas considerações

 

* A fronteira Brasil/Bolívia em Mato Grosso, no Destacamento de Corixa com San Matias é "trash" muitas vezes somos revistados pelo GEFRON na ida (acho que para saber se estamos contrabandeando dinheiro para compra de drogas e armas) e SEMPRE na volta, quando toda a bagagem é "revirada" (o que poderia ser evitado com a presença de cães farejadores), ao contrario da fronteira de Mato Grosso do Sul, em Corumbá com Puerto Quijarro, que é "linght", com abordagem por amostragem (apesar da apreensão recorde de drogas em MS)

 

* A estrada entre Santa Cruz de la Sierra e Puerto Quijarro é toda asfaltada, ao contrario da estrada San Matias e Santa Cruz, onde 80% é estrada de ripio.

 

* Os ônibus que partem de Santa Cruz de la Sierra no horário da manhã são (+) baratos, porem (-) confortáveis, a partir da 15/16 horas saem os ônibus (+) confortáveis e (+) caros.

 

* A altitude "judia" do corpo, seu nariz fica em "frangalhos" (por isso acho que Joaquin Law, técnico da seleção alemã deveria marcar amistosas para La Paz, assim ele teria bastante "caca" para comer) :o:D

 

* Estar em La Paz, sem nada para fazer, é tudo de bom.

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Maria, 

Adorei o relato, sua forma de escrever faz a gente ficar preso no texto.

As fotos são de encher os olhos. :o:o

Muito obrigado por compartilhar esse relato conosco.

Abraços ao casal, e sucesso na próxima trip. ;)

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    • Por wjsuellen
      Após as férias de 2017 em Fernando de Noronha, decidimos que 2018 seria Cancun e região.
      Fiquei entrando no site "Melhores Destinos" e "Submarino Viagens" todos os dias até que em janeiro consegui passagem por R$ 1,950 por pessoa  para maio. Em pesquisas, cheguei a conclusão que os melhores meses são abril e maio.
                           Próximo da viagem o dólar começou a subir devido as guerras comerciais que Trump estava disposto a iniciar. Então fiz transferência usando o Western Union. Vi explicações na internet e fiz. Compensou bastante. Tem bastante pontos de saque.  Ficou 5,19 pesos para cada 1 real.
                           Não uso agências e dessa vez não foi diferente. Cobram tudo em dólar. Um chip de celular as agências estavam vendendo por 20 dólares. Minha mãe comprou um com 500 Megas de internet por 100 pesos direto na lojinha da Telcel. Tem lojinhas de celular na rua, o próprio vendedor configura tudo e vc já sai da loja conectado.
                          Alugamos um carro. Fiz a reserva em janeiro logo depois de comprar o vôo. Pagamos 179 dólares por 10 dias com o carro, já com os seguros básicos inclusos. Aluguei na Alamo pois ninguém tinha reclamado e era a melhor avaliada nas pesquisas que fiz. A gasolina tem praticamente o mesmo preço que a do Brasil (só para ter noção, o litro custa aproximadamente 1 dólar). Pagamos uma média de 17, 50 pesos por litro. Só vi duas empresas de postos de gasolina: a Pemex, deve ser tipo a Petrobrás, mas com monopólio pois a grande maioria dos postos eram dessa marca. E a La  gás, em bem menos quantidade..
                           Saímos de São Paulo às 09:45 com a Aeroméxico. Não tenho nada a me queixar. Assim que o avião subiu, serviram um café da manhã. Tinha pão com presunto e queijo, salada, bebidas depois serviram café com "crema y azucar". O entretenimento era bom, com filmes e telas individuais. Por volta das 13:00 nos serviram almoço. "Pasta ou Pollo?" Tinha macarrão (que estava maravilhoso) ou arroz com frango. Salada de frutas e bebidas. Serviram até vinho.
      Após 09:30 horas de vôo chegamos na cidade do Mexico. Tinha trocado 200 dólares para usar até que eu sacasse o dinheiro no Western Union, mas esqueci o dinheiro em casa. O marido trocou 100 reais. A cotação do aeroporto foi 4,50 pesos por 1 real.
                            Chegamos!!! Ufaaaaa. Meia noite estávamos com o carro na mão. Baixei dois aplicativos que funcionam offline. Um é o Here we go (meia boca mas quebrou o galho) e o Offline Maps (foi melhor que o outro). Você tem que baixar o mapa do México (não esquece, caso contrário não vai funcionar!) Ou a região de Cancun, que é o Sudeste do México.
      Alugamos um hotel basiquinho só para dormir. O Blue Coconut, pelo booking. Nos custou 506 pesos. Ah, um detalhe, viajamos em 3 adultos e uma criança de 5 anos. O hotel foi ótimo. Com estacionamento, limpinho e chuveiro muito bom.

      Dia 2: fizemos um passeio pela zona hoteleira, tiramos fotos nos letreiros na praia Langosta e Delfines, depois seguimos para Puerto Morelos. Cheia de sargaço. Tirou toda a beleza do lugar.  Depois seguimos para Playa Del Carmem. Ficamos de tarde na Punta Esmeralda. É uma pontinha de praia, onde brota agua doce, muito lindo, frequentado pelos locais. Lugar lindíssimo e não estava afetado pelos sargaços. Depois de um tempão alí fomos sacar a grana. Sacamos dentro da loja "Mega Playa Del Carmem Elektra". Lá dentro tem o Banco Azeteca. A loja tem estacionamento na parte de trás, entrada pela Avenida 30.
      A suite reservada pelo booking furou conosco. Não atenderam a campainha e nem o telefone. Kika Studio.  Cansados, cheios de areia e frustrados, fomos jantar no Walmart. Tem comida por quilo. E tem mesinhas. Jantamos e compramos coisas essenciais, como aguá. Tentamos mais uma vez o Studio. Mas nada! Partimos para Valladolid (se pronuncia Valládôlí). Encontramos uma pousada novinha e bonitinha: Las Mestizas. Calle 39, pertinho da praça principal e mais perto ainda da rodoviária.  Ótima, com estacionamento, chuveiro maravilhoso, cama bacana. Wifi bom tb. Por 600 pesos a diária.

      Dia 3: Seguimos para o sítio arqueológico EK Balam. Custa 211 pesos por pessoa. Lindo. É um lugar que vc "sente", pois pode tocar, pode subir nas construções, se sentir fazendo parte do local. Imaginando a época vivida. De lá rumamos para Las Coloradas de Yucatán. Que lugar inimaginável!!! A lagoa rosa. Antes era tudo livre, mas devido o aumento de turistas, começaram a surgir erosões ( as ruas que dividem as lagoas são de areia), lixo e as pessoas entravam na lagoa (não pode). Agora tem um portão e os guias cobram 50 pesos por pessoa. Assim o lugar não fica mais sujo, não estragam a estrada e ninguém mais entra na água e trás o desenvolvimento sustentável, dando renda aos locais. O preço é pequeno, 10 reais convertidos. Voltamos para Valladolid, fomos ao mercado Super Che, fizemos nossos lanches na pousada e fomos dormir. 
      Na cidade tem Burguer King e Subway.

      Dia 4: Passeamos pela cidade pela manhã. Depois rumamos para o Cenote Suytun, 8 km do centro de Valladolid. Custa 70 pesos com colete salva vidas incluso. Local lindo. Depois demos uma passadinha em Uayma. Uma igreja com arquitetura diferenciada. Linda mas despedaçada. Está sendo restaurada desde 2003 mas está extremamente degavar, acho que eles arrumam um tijolo por ano. Depois fomos para Izamal, a cidade amarela. Quanta lindeza. Me senti na Espanha. Passeamos de charrete por 150 pesos todos. 
      Rumamos para Pisté, para chegarmos cedinho em Chichen no dia seguinte. Dormimos na pousada Dolores Alba, com um quarto bem confortável e piscina aquecida maravilhosa. Por 900 pesos e café da manhã incluído (não alugamos pelo Booking, vacilamos, por isso pagamos mais caro. No Booking estava 30 reais mais barato).

      Dia 5: Depois de 5 minutos na estrada (a pousada é pertinho de Chichen), pagamos 30 pesos pelo estacionamento e 254 pesos por pessoa para o sítio arqueológico de Chichén Itzá. Dispensa comentários. Só indo mesmo. Lugar bacana para comprar lembracinhas, preços muito bons. Não aceite o primeiro preço, eles abaixam mais duas vezes. De lá fomos para o Cenote Ik Kil. Lindo lindo lindo. Custa 80 pesos mais 30 pesos pelo aluguel do colete. Recomendo que aluguem o colete. O cenote tem 50 metros de profundidade. Coloque o colete e curta a paisagem numa boa. Só relex. De lá fomos para Tulum. Ficamos no Hotel Sun Caribbean Divine por 754 pesos a diária. Foi o melhor quarto. Espaçoso, com poltronas, mesinha. Porém, sem estacionamento. O carro ficou na rua. Local tranquilo.

      Dia 6: Acordamos e fomos direto para as ruínas de Tulum. Se vc puder, chegue às 08:00h, quando abre o sítio arqueológico pois chegamos às 09:00h em ponto e já estava movimentado. Saímos exatamente às 10:35h e a rua de acesso parecia a 25 de março em vésperas de Natal!!! Fomos direto para a área de estacionamento. Tem vários estacionamentos, desde 50 a 180 pesos. No estacionamento nos ofereceram passeio de barco para contemplar as ruínas vistas do mar,  snorkelling nos arrecifes e para ver tartarugas. Tudo por 20 dólares ou 400 pesos por pessoa, com colete e snorkel inclusos, ainda ofereceram uma bebida de cortesia (água ou suco) e ducha após o passeio. Claro que fizemos o passeio e valeu SUPER a pena. Vimos tartarugas, as fotos em frente as ruinas ficaram lindas e os arrecifes tinham vários peixinhos. Mas antes, passeamos pelas ruínas. A entrada ao sítio de Tulum custa 70 pesos por pessoa. NÃO ESQUECER DE LEVAR REPELENTE, POIS TEM MUITO MUITO MUITO PERNILONGO.  Depois disso fomos para a Playa Maya, de onde saiu o passeio de barco. Na volta, tiramos umas fotos na Playa Paraíso e fomos embora. A praia está cheia de sargaço e nem dá vontade de ficar na água. O chato desse dia foi que durante o snorkelling a nossa câmera a prova dágua (uma Olympus que muito nos serviu) parou de funcionar. Depois vimos que entrou água, apesar  de estar vedada corretamente. Nem reclamamos. Temos ela por muitos anos, foram muitas fotos lindas, muita água salgada. Ela foi muito boa mesmo, enquanto durou. Então sabia que não teria fotos aquáticas dessa viagem!

      Dia 7: Primeiramente fomos para o Grand Cenote. O mais lindo de todos, vale os 180 pesos pagos para entrar. Tem parte aberta e tem caverna. Tem um túneo que você passa de um lado para o outro por dentro da caverna e não precisar mergulhar. Muito 10. Depois desse, nem quisemos mais conhecer o famoso Cenote dos Ojos. O Grand Cenote, para nós, foi super completo. Depois seguimos para a Laguna Kaan Luum. Um espetáculo da natureza. Ela é rasa porém no meio dela tem um cenote, que é de acesso proibido. O fundo da lagoa é de argila então a água é super azul. Custou 50 pesos para entrar. Não estava vazia como eu esperava. O povo vai para passar o dia, levam lanche e ficam lá. Passeio que super recomendo. De lá seguimos para Bacalar. Duas horas de estrada. Chegando em Bacalar, fomos almoçar no restaurante La Playta, que eu namorei bastante no face. Preço justo, comida ótima, pier com acesso para a lagoa. Imagens maravilhosas. O sol estava forte então a vista para a lagoa estava perfeita. Depois de comermos (gastamos 200 pesos por pessoa, uma bebida e um hambúrguer de camarão que vem acompanhado de fritas) pagamos a conta e fomos para o pier do restaurante nadar. O restaurante em sí é uma graça. O lugar é feito para você comer e ficar lá descansando, sem pressa nenhuma de ir embora. E assim fizemos. Depois fomos conhecer o forte e se hospedar. 
      Gente! Em Bacalar comemos Marquesitas, é tipo crepe. Mas é bom demais. Eles vendem em barraca, tipo barraca de hot dog, na rua. Não deixem de comer!!!

      Dia 8: Fomos procurar pelo passeio de barco pela lagoa. O preço é tabelado, 250 pesos por pessoa. Eles vendem em frente aos restaurante na lagoa. Passeio lindo lindo. Depois do passeio procuramos pelas Marquesitas, mas não encontramos.  Só vendem do final da tarde pela noite. Partimos rumo Cozumel. Atravessamos com o carro pelo ferry Boat Transcaribe, em Cálica (pertinho do Xcaret). Custou 500 pelo carro com todos os ocupantes.
       
      Dia 9: O dia começou com chatiação! Ficamos hospedados na Vila Flores em Cozumel. A estrutura do lugar é boa mas não tem estacionamento. Deixamos o carro na rua e amanheceu maldosamente  riscado. Com um prego ou algo do tipo, riscaram a porta do motorista. Fizeram 9 riscos profundos. Partimos para a Playa Palancar. A forma mais barata de você conhecer El Cielo (o principal atrativo de Cozumel). Na playa Palancar, ao lado do restaurante tem um quiosque que vende o passeio para El cielo e o arrecife Columbia, por 35 dólares por pessoa. Chegamos tinha acabado de partir um barco. O próximo  horário seria às 13:00h. Fomos passear, dar a volta na ilha - Nada de interessante para mim. Voltamos em Palancar às 12:40h mas ainda não tinha completado o mínimo de 6 pessoas para o barco sair. Quando o povo começou a chegar, caiu uma chuva torrencial. Brochei!!! Voltamos para o ferry para sair da ilha (mais 500 pesos). Definitivamente estávamos com azar em Cozumel. Para quem pretende ir, recomendo NÂO pernoitar em Cozumel. Pegue o ferry de passageiros logo cedo e alugue uma motinho - ou melhor, pois a volta a ilha não tem nada demais, compre o passeio assim que descer do barco. Tem o básico por 50 dólares ou um mais completo, que é all inclusive e para na playa Mia, por 70 dólares.

      Dia 10: Voltamos para Cancún. Agora iríamos curtir a zona hoteleira. Alugamos um apartamento no Booking por 3 dias. Chama-se "Departamento como en casa". Muito show. Tem tudo, é um apartamento montadinho, ar condicionado nos dois quartos e na sala, internet super boa, tv a cabo com muitos canais. O ônibus para a zona hoteleira passa em frente (R2-10) e na volta te deixa na porta do apartamento. A diária nos custou R$160,00 reais, uma pexincha por tudo que ofereceu e pela simpatia do proprietário. Tem piscina. Um taxi até a zona hoteleira por 100 a 120 pesos.

      Dia 11: Fomos conhecer o shopping La Isla. Coisas bonitas mas mais caro. É o tipo "pega turista". De lá fomos ao Mercado 28. Outro "pega turista". Eu sabia que o mercado 28 não é bom para compras, mas fomos conhecer.  E de fato. Meu esposo comprou uma camiseta da Seleção do México em Tulum por 170 pesos. Uma igualzinha, no mercado 28 estava 500 pesos (tudo falsa, claro! Porém bem feitas. Uma original estava 1.600 pesos). O vendedor baixou até 300. Meu esposo riu e fomos embora. De lá fomos ao Walmart. Um monte de gente comprando lembranças de Cancún no mercado. Por incrível que pareça, mais barato. Então os melhores lugares para lembrancinhas são: Chichén Itzá (lá dentro vc pode negociar e chegar a bons preços) e no Walmart. Dia de devolver o carro.... os riscos nos custaram R$ 380 reais.

      Dia 12: Playa Caracol. Ficamos curtindo a praia. Estava um sol bacana. Fui andando até o farol para tirar fotos. Os hotéis não podem te barrar, mas você tem que ir beirando a praia, não pode usar a estrutura deles. Em frente ao Hyatt Ziva, o segurança me abordou, perguntou onde eu ia. Disse que ia ao farol. Ele disse para eu ir beirando a praia e pediu para coletar uma foto no tablet. Segui em frente numa boa. 

      Dia 13: Choveu e ficamos de boa descansando pois o corpo pedia uma parada. A Noite fomos na Plaza de las Americas. Tem um shopping - Las Americas Cancun, se não me engano. Fomos de taxi e pagamos 40 pesos. Para voltar a mesma coisa.

      Dia 14: Fomos nos hospedar no Cancun Clipper Club. A 5 minutos a pé para a Playa Gaviotas. Não tinha datas suficientes para o apartamento, portanto tivemos que sair e resolvemos ficar pertinho da praia. Pagamos R$ 286 por dia para 3 adultos e uma criança. Devido à proximidade de tudo, da piscina e da comodidade, achei válido. A internet não vai ao quarto. Tem que ficar no Hall. O Chedraui que tem na esquina da pousada, tem comida no segundo andar.  Choveu de manhã mas a tarde o sol chegou forte. Ficamos na Playa Gaviotas curtindo até quase o sol se pôr.

      Dia 15: Fomos para a praia mas tinha muito sargaço. Voltamos para o Clipper Club e ficamos na piscina. De tarde, fomos comprar mais lembrancinhas no Chedraui. Minha mãe comprou algumas coisas nas lojinhas, mas tem que ter paciência para ficar negociando. Dia de fazer as malas. Tivemos que comprar uma para trazer as coisas que compramos. Praticamente tudo mais barato que o Brasil.  Pagamos R$ 200 reais em uma grandona, no shopping Das Americas. Na loja Del Sol. Foi um achado.  Neste dia, o aplicativo mostrou uma compra que eu não havia feito! Por sorte, foi 0,12 centavos da TelCel... sei lá como arrumaram o número do meu cartão. Na dúvida, e depois de muito custo consegui cancelar. Tive que ligar para o número 018001230 e pedir para fazerem a ligação numero 11 2197-4005. Assim consegui falar com o Santander e bloquear o cartão.
      A volta foi bem tranquila. As bagagens que despachamos chegaram...uffaaaa!
      Se planejada, a viagem não sai cara. Em comparação com Fernando de Noronha, duas semanas em Cancun saiu 2.500, 00 a mais que uma semana em Noronha. 
      Não nos interessou fazer os parques X (xcaret, xplor, xel há) pois o que tem lá, nós vimos tudo de forma natural. De todo o roteiro planejado, não consegui fazer El Cielo por conta da chuva e Isla Mulheres pois dia 13 choveu e dia 15 a praia estava cheia de sargaço, então não deu vontade de atravessar pois imaginamos que a Playa Norte tb deveria estar com sargaço. Mas o custo da travessia é U$ 19 dólares ida e volta por pessoa.
      Nosso gasto, tirando as passagens aéreas, foi em média de 450 reais por dia, incluindo TUDO (alimentação, hospedagens, lembrancinhas, aluguel do carro, gasolina).
      Ainda voltamos com 1000 pesos e 200  dólares.

       




















    • Por Nicollas Rangel
      Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.

      Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava.

      Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.

      É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.

      Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.

      A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.

      As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.

      Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
      saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
      completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.

      Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.

      Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.

      A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.

      A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
      E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.

      Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
      de tudo.
      - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas















    • Por Denisedella
      Sou do sexo feminino e tenho 50 anos, resolvi ir à Itália, mas não queria ir com excursão, entrei várias vezes aqui nesse site e outros, fiz várias pesquisas de hospedarias e planejei meu roteiro....queria conhecer a Itália inteira. Me dei um prazo para encontrar uma companhia, foi até dezembro de 2009 porque meu projeto era para abril ou maio de 2010.
      Embarcamos dia 26/abril e chegamos dia 27na hora do almoço em Roma, ficamos (04 noites)
      hospedagem: Orsa Maggiore Roma, Via S.Francesco di Sales, nº 01 – com café da manhã – 52, 00 euros por noite
      28/abril – Coliseu – Museu Capitolino – Pathernon – Piazza Navona – Fontana de Trevi
      29 /abril – Vaticano – Basílica de S.Pedro
      30/abril – Via Apia e Catacumbas
      01/maio – manhã trem para Nápoles - Hotel Casanova - Via Venezia n°2 Corso Garibaldi n°333 – 45 euros o quarto com banheiro e duas camas, café da manhã incluido e portaria 24 hs.
      dia 02/maio de manhã pegamos o trem e fomos a Pompéia e Ercolano
      dia 03 Costa Amalfitana e/ou Ilha de Capri ( de barco )
       
      dia 04 de manhã fomos a Sorrento e por volta de 16 horas pegamos o trem a Bari
      Cosy Rox - Via Imbriani, 91 (Residencial) - 44,50 euros o quarto com banheiro e 2 camas, sem café da manhã, que não recomendo, porque o check inn é até as 17 horas em outro endereço, no nosso caso chegamos a Bari por volta de 23 horas, pedimos ajuda ao taxista que foi muito gentil e ligou, conversou com o gerente e finalmente veio nos atender.
      dia 05 pegamos o trem e visitamos Monopóli e Alberobello
      dia 06 pela manhã pegamos o trem em Bari com destino a Ancona
      Casa per Ferie Colle Sereno Via IV Novembre 78 Montemarciano (AN) – 50 euros O QUARTO COM 2 CAMAS E BANHEIRO, café da manhã incluido.
      dia 07 de manhã rumo à Perugia
      Albergo Anna - via dei Priori 48 – 70 euros quarto com 2 camas, café da manhã incluido, localizado no centro histórico de Perugia.
      dia 08 manhã fomos a Assis
      dia 09 pela manhã fomos à Arezzo
      Residence Le Corniole - Viale Michelangelo, 142 – 70 euros quarto com banheiro e duas camas, café da manhã, localizado no centro de Arezzo.
      dia 10 de manhã fomos a Cortona, e a tarde seguimos para Firenze
      Aramis - Via Nazionale 22 – 44,00 euros, quarto com banheiro, 2 camas, localização central de florença, também não recomendo, a gerente uma grossa e pilantra...não recomendo.
      dia 11 de manhã fomos a Pisa e a tarde à Lucca
      dia 12 de manhã fomos a S.Germiniano e a tarde a Sienna, final de tarde visitamos uma vinicola
      dia 13 ficamos andando por Firenze
      dia 14 de manhã seguimos a Bologna - Hotel Due Torri - Via Degli Usberti, 4 – 120 euros o quarto com banheiro e 2 camas , localizado no centro historico, fizemos passeio local
      dia 15 de manhã vamos a Verona - B&B Rigoletto - Via Amatore Sciesa, 9 – 50 euros por quarto c/ duas camas, localização centro histórico.
      dia 16 fomos à Veneza, passamos o dia.
      dia 17 fomos a Vicenza e Pádova
      dia 18 fomos ao Lago de Garda, na cidade Malcesine, fica bem no norte do Lago, tem um teleférico que nos leva ao alto dos Alpes, muita neve.
      dia 19 fomos a Bolzano e Trento.
      dia 20 de manhã seguimos para Genova Hotel Assarotti - Via Assarotti 40c – 75 euros o quarto com banheiro e 2 camas, café da manhã, localização central da cidade
      dia 21 fomos a Cinqueterre o dia inteiro
      dia 22 ficamos em Genova
      dia 23 fomos a Sta.Margherita e Portofino
      dia 24 de manhã seguimos para Milão
      Eurohotel - Via Sirtori, 24 - 70 euros quarto com 2 camas, banheiro, café da manhã, localidade central.
      dias 25 conhecemos Milão
      dia 26 voo às 07hs retorno a São Paulo
    • Por Breno Pessoa
      Tocam os sinos quando subimos a torre. Estamos no alto e apesar de já pisar solos veroneses há 2 dias, é a primeira vez que meus olhos se dão conta da sua magnitude. Difícil não entender o porquê Shakespeare se apaixonou por Verona e nos deu Romeu e Julieta, para nos transformar em românticos anônimos, perdidos pelo mundo.
       
      A Torre de Lamberti fica no centro da área turísitica e por já passar das 7 horas, embora o Sol insista em não se pôr, nos vemos apenas na companhia de dois alemães. Trocamos a gentileza de tirar fotos uns dos outros, me escapole un Danke Scheon, e logo ganhamos de novo as ruas. A memória do tocar dos sinos continuam a agredir os meu ouvidos, mas a beleza da cidade faz os meus olhos sorrirem.
       
      Uma cidade cercada, que teve muralhas levantadas na época da grande guerra e que conserva a sua história em cada detalhe. Encanta-me saber que a Ponte Pietra, destruída pelos alemães durante a guerra, teve os seus materiais originais resgatados do fundo do rio para ser reconstruída em 1957. Quem me conta isso é um senhor italiano, que apesar de saber que não falo a sua língua, insiste em contar-me sobre a cidade.
       
      O italiano é fácil de entender. Porém, é como um conversa sem volta. Troco para o espanhol e pronucio tudo de forma mais lenta e de repente há um papo meio esquisito entre duas pessoas que devem soar insanas para outros, mas nos entendemos e aprendo a usar este idioma na Itália e engaveto o inglês.
       
      Seguimos até a casa de Julieta. Há inúmeras cartas na parede, dos dois lados. O que pedem os apaixonados? Resisto a ler as cartas, tiramos fotos distantes, e sorrimos. Vemos a sacada, a estátua de Julieta e não resisto a tocar um dos seus seios. Dizem que este ato nos traz sorte. Do lado de dentro da casa, as minhas indagações floreiam. Há um escrito que diz que a casa é tida como a casa de Julieta Capuleto. Será real?
       
      Nos arredores, fica a casa de Romeu, que é propriedade privada. Nos limitamos a observá-la de fora e caminhamos para a tumba de Julieta, num belo casarão, decorado com esculturas e quadros. Hoje, requinto de cerimônias de casamentos. O ápice do romantismo, não?
       
      Há um poço repleto de moedas, para fazer pedidos. Pegamos as menores e a deixamos cair. Não falamos sobre os desejos, mas corremos para o hotel e nos vemos de repente prontos para a Ópera.
       
      É a nossa primeira vez. Na Europa, em julho, o Sol banha as cidades até quase as 10 horas da noite. O ar da Arena é quente e as pedras que a compõem, guardam o calor dos dias. Construída antes do Coliseu, é o cenário perfeito para a nossa estréia.
       
      Escolhemos a Ópera mais clássica, Aida, escrita há quase 200 anos e encenada na Arena há quase cem. Os meus olhos e ouvidos se encantam, por fim, em conjunto e deixo as indagações de lado, e assisto a um espetáculo sem igual. Porém, estamos muito cansados para os seus quatro atos e o calor nos faz querer dormir.
       
      O cair da noite torna a Arena um palco ainda mais espetacular e ao final caminhamos leves pelas ruas quase desertas de Verona, para que outro dia possa de novo ter fim.
       
      Breno Pessoa mora em Londres, trabalha como produtor de conteúdo para uma empresa de intercâmbio, e adora viajar.
       
       

      Verona do alto

      A Arena pouco antes do espetáculo

      Amiga fazendo um pedido
    • Por Ettiene
      Pessoal com idéia de retribuir todas as ajudas que recebi desse blog em minhas viagens vou descrever como foi nossa MARAVILHOSA viagem pra Roma de 18 a 22 de novembro de 2010.
       
      Chegamos em Roma no aeroporto de Ciampino, pegamos um ônibus que leva à estação Termini (a maior de metrô e trem), esses ônibus existem aos montes, pois o aeroporto é pequeno e distante do centro, e parece que não existem ônibus municipais por alí. Custou 4,00 por pessoa.
      Bom, chegamos com chuva, conforme a previsão do tempo que era de chuva pra toda nossa estadia na cidade!
      O hotel (Hotel Colors) foi uma ótima surpresa, com preço de hostel (60 euros/dia pro casal), era muito limpo, tudo novinho, quarto bonito, com TV e água mineral a vontade...além de um bom café da manhã incluído na diária (obrigada pela dica Andressa). Fica muito perto do Vaticano, desce na estação Otaviano.
      Largamos as coisas e fomos em busca de comida, já eram 20h.
      Encontramos uma Cantina bem típica, onde comemos a melhor pizza de nossa viagem, com uma jarra de vinho da casa...comparado com a França a preço de banana...!Depois da janta caminhamos até a Basílica de São Pedro, chovia fraco, e a visão da basílica com aquelas fontes iluminadas no silêncio da noite é de emocionar até os não católicos (como eu), foi emocionante mesmo, muita grandiosidade e beleza...e pensar em tudo que já aconteceu alí, pro bem e pro mal...o lugar tem seu "peso".
      Sexta acordamos cedo e partimos pro Foro Romano, Coliseu, Monumento a Vittorio Emanuele, Pantheon, Fontana di Trevi (meu lugar preferido junto com a Basílica de São Pedro) Piazza di Spagna e ufa...hotel!Foram 11h caminhando, porque entramos no Coliseu e no Foro Romano.DICA: comprar os ingressos no Foro romano, lá a fila é bem pequena e dá direito ao Coliseu tb.No Coliseu, pra fazer a rota ao contrário tem uma fila de horas...as pessoas enxergam o Coliseu e vão direto, sem olhar em volta!
      Sábado tinhamos entradas já compradas pela internet pro Museu do Vaticano, as 09h (isso nos fez evitar uma fila de 3 quadras). O Museu é lindo, antiguidades de 3 mil anos atrás, pinturas nos tetos e nas paredes de cair o queixo...e a Capela Sistina (não pode fotografar) que é lindíssima, mas a semi escuridão não permite ver tão bem as pinturas...
      De lá fomos pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro, é de graça, mas a fila é tão grande quanto a do museu e do Coliseu, mas anda mais rápido. Ainda bem porque chovia o mundo!!!!
      A Capela é tão grandiosa que tu fica quinem uma formiguinha no meio daquelas obras de arte imensas...vale a pena!Vimos a Pietá de Michelangelo, é linda mesmo!
      Saimos da Capela com céu azul (foi sempre assim, chove/sol, sol/chove) e fomos ao Castel Sant Angelo (uma fortaleza dos papas construída no século II sobre os restos do mausoléo do imperador Adriano).Decidimos não pagar os 8 euros para entrar, pois já tinhamos ido a muitos museus.
      De lá pra Piazza Navona, uma das muitas praças de Roma, que na verdade são alargamentos das ruas com estátuas e fontes no meio, cercadas por restaurantes e lojas.Ainda percorremos toda a Via Veneto, com muitas lojas e restaurantes chiques. Comemos um tremezino com vinho (eu) e cerveja (Dani) e finalmente...hotel!
      Domingo era o dia de ir à Ercolano, mas a possibilidade de chuva e as 6 horas que iamos passar viajando ao todo nos desanimaram, também já estavamos cansados de museus...
      Fomos então ao Mercati de Porta Portense, um mercado de pulgas enorme, no bairro de Trastevere. Compramos quinquilharias e lembracinhas!Funciona todo domingo das 08-14h e é lotado de turistas.Olhem bem a carteira
      De lá pro Campo di Fiori e pro Pantheon novamente, pq quando fomos a primeira vez estava tão lotado que não pegamos a moral do lugar direito e pra Fontana do Trevi dar tchau pra ela tomando um sorvetinho (clássico).
      Um risoto e uma pizza num restaurante perto do Vaticano, e mais uma visita a Praça São Pedro à noite deram nosso até mais à Roma (não foi um adeus pq jogamos a moedinha na Fontana di Trevi)!!!
      Que bom que todos os caminhos levam à Roma!!!!!!!!!!!
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