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Jairo Ludtke Jr

Rota das Emoções em 15 dias – JUNHO/2017

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ROTA DAS EMOÇÕES EM 15 DIAS – JUNHO/2017

 

(São Luís – Santo Amaro – Barreirinhas – Parnaíba – Barra Grande – Jericoacoara – Canoa Quebrada – Fortaleza)

 

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Saudações, amigos mochileiros!!

 

Farei aqui o relato da minha viagem pela Rota das Emoções (passando pelas cidades apontadas no subtítulo) que realizei entre 16/06 e 01/07/17. A viagem foi feita com Rogério, meu amigo de longa data. Há tempos desejávamos fazer algo do tipo e, enfim, neste ano conseguimos conciliar nossos planos e partir juntos nessa mochilada.

Contudo, antes gostaria de deixar claro algumas premissas:

1. O meu objetivo nesse relato é unicamente fornecer informações que possam auxiliar àqueles que as procuram para essa viagem. Eu pesquisei muito na internet antes de colocar o pé na estrada, e os dados que eu encontrei em minhas pesquisas me ajudaram bastante, contudo foi difícil obter todos referentes à Rota em um só lugar e, mais difícil ainda, encontrá-los atualizadas. Essa é uma forma que encontrei para retribuir ao ótimo conteúdo que encontrei pelos blogs e neste site.

2. Tentarei ser o mais detalhado possível, ignorando informações pouco úteis, a fim de tentar deixar o texto mais conciso.

3. O que vou escrever é baseado nas impressões que tive, das experiências que vivenciei e relacionado ao período em que viajei. Outros poderão ter realizado a mesma viagem, mas terem ido em período diferente, vivenciado outras experiências, e possuírem impressões divergentes.

4. Ao final detalharei os valores gastos e farei algumas considerações pontuais que podem ser úteis para outros;

 

Dito isso, vamos ao que interessa, rsrs.

 

A viagem foi planejada para a última quinzena de junho por dois motivos principais: ir no período após as chuvas na região, desfrutando assim das lagoas cheias; e ir antes da alta temporada, que tem o seu auge a partir de julho (período oficial nos Lençóis Maranhenses é de 20/06 a 20/09), além dos períodos tradicionais de fim de ano.

O período chuvoso nos Lençóis Maranhenses tem o seu auge entre março e maio, sendo que as lagoas geralmente atingem seu nível mais alto de água no início de junho, e encontram-se secas, em sua maioria, em outubro. Apenas algumas mantêm água o ano todo e, mesmo assim, em nível baixo.

 

DIA 1 e 2: Cheguei em São Luís/MA em 16/06, numa sexta-feira, no fim da tarde. Encontrei meu amigo no aeroporto e de lá fomos para o hotel Pestana, já previamente reservado (sem custo, meu amigo conseguiu uma cortesia). O hotel é bem localizado, perto da Avenida Litorânea, onde se encontra o calçadão, bom para se fazer uma caminhada e com várias opções de restaurantes, bares, pizzarias, etc. Como estava no período de festa junina, havia tempo para a trip, a saída para Santo Amaro era de madrugada e o tempo de voo para se chegar ao Maranhão foi longo (para ambos), achamos melhor passar duas noites na cidade. Na primeira fomos em um dos locais onde havia apresentação da festa folclórica da região, foi bem interessante. No dia seguinte ficamos na maior parte do tempo aproveitando a piscina do hotel. À noite fomos na Pizzaria Vignolli, localizada de frente para o mar na Avenida Litorânea. Além da pizza ser muito deliciosa, teve um atrativo a mais: todos comiam a pizza com a mão, utilizando uma espécie de “luva de plástico”. Achei bem interessante e diferente a peculiaridade do local. Valeu muito a pena tê-la escolhido para jantar.

 

Vi no Tripadvisor algumas outras coisas para se fazer em São Luís, porém não achei interessante ir no Centro Histórico, ou outros locais comumente visitados. A praia próxima ao hotel tinha a água escura e era imprópria para banho. De uma forma geral não vi muitos atrativos turísticos para a Cidade.

 

DIA 03: O transporte para Santo Amaro foi combinado diretamente com o Sr. Heitor, dono da Pousada Paraíso (98 98489-5598) na qual nos hospedamos. Foi cobrado o valor de R$ 90,00 por pessoa pelo transporte feito por uma Hilux, a qual levou 4 passageiros. O motorista foi o Assunção (98 98836-5687). Uns cinco minutos antes do horário combinado, 5h, o veículo já estava na recepção do hotel nos aguardando para iniciar o transporte.

 

Outra opção de transporte seria ir com Denilson (98 98808-9190), que pegaria de van no hotel, levaria até Sangue, e de lá tomaríamos o famoso “pau de arara” (caminhonete com bancos na carroceria coberta) que transportaria até Santo Amaro, pelo valor de R$ 60,00. Não achamos vantajosa a economia, tendo em vista a rapidez e o conforto do transporte acordado, mas é outra opção válida para chegar à região.

Para chegar a Santo Amaro percorre-se umas duas horas e meia na BR que liga São Luís a Barreirinhas, depois segue por aproximadamente mais uma hora na estrada que vai à Cidade. Desse trajeto apenas uns 10km não estão asfaltados, e, como essa parte da estrada é bem ruim e tem um rio raso que se atravessa perto da cidade, esse percurso geralmente é feito apenas por caminhonetes.

 

Aproximadamente às 8:30 chegamos em Santo Amaro. Fomos deixados na Pousada Paraíso (diária a R$ 189,00 reservada pelo booking), onde o Sr Heitor já nos aguardava. Deixamos as coisas no quarto e fomos logo para o passeio da manhã: Lagoa das Américas (já previamente arranjado pelo dono da pousada), ao preço de R$ 40,00 para cada. A caminhonete passou para nos buscar e em poucos minutos nos deixou no lago onde pegamos uma voadeira para chegar aos lençóis. Ao desembarcar, o grupo passou em uma casa de uma senhora que vendia água e água de coco e, após, fomos para a Lagoa das Américas. O primeiro contato com os Lençóis foi fantástico!! Dunas que sumiam de vista e lagoas com águas mornas e cristalinas.

 

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Ficamos por umas duas horas nos deliciando naquelas águas e, após, retornamos a Santo Amaro para almoçarmos e fazermos o passeio da tarde. Por volta das 14h novamente a caminhonete passou na pousada, para então partimos à incrível Lagoa das Andorinhas (R$ 65,00 por pessoa), uma das mais visitadas. Com menos de 5 minutos já se alcança os Lençóis, tornando o trajeto maravilhoso de se observar. No caminho há inúmeras lagoas embelezando a região, as mais bonitas, fundas e acessíveis são as comumente nomeadas e visitadas. A da Andorinha foi um espetáculo a parte! Havia várias pessoas nela, mas como é bem extensa, foi só caminhar um pouco para ter uma “margem privativa”, rsrsr. Logo o guia colocou cadeiras de praia e disponibilizou uma caixa de isopor com gelo para colocarmos nossas bebidas. As lagoas, em geral, não estavam muito fundas, dificilmente uma passava de 1,60m. Entretanto, a das Andorinhas chegava a mais de 2m na parte central, tornando-a ótima para nadar!

 

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Ao fim do dia o motorista e guia, Nilson (ótimo profissional, atencioso e proativo, recomendo-o fortemente), nos levou em um ponto pouco conhecido para admirar o pôr do sol: sobre uma duna na qual podiámos observar o grande astro se pondo atrás do lago em que navegamos pela manhã. Foi lindo! O primeiro pôr do sol nos Lençóis.

 

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A noite fomos à praça da cidade e lanchamos na barraquinha que estava atendendo por lá.

 

Santo Amaro é muito pequena, não possuindo oferta de entretenimento à noite. Há apenas umas 5 pousadas cadastradas no Booking e mais umas duas que vi por lá que não ofertam seu serviço pelo site (umas delas é a Pousada Cajueiro - 098 98749 4036-, nova e muito bem recomendada por um casal que conhecemos na viagem. Se retornasse provavelmente me hospedaria lá). Não há agência de turismo na cidade. A organização fica a cargo da cooperativa que padroniza os preços e serviços cobrados. Todos meus passeios foram muito simples de se combinar: os responsáveis pela pousada nos perguntavam o que desejávamos fazer e tentavam nos encaixar em algum grupo que estava sendo formado. Era possível contratar os guias com quadricíclo para personalizar mais os passeios, porém essa modalidade obviamente era mais cara.

Apesar de se ter pouca coisa para se fazer na cidade, ela possui pontos muito fortes e atrativos em relação a sua “concorrente” Barreirinhas: em menos de 5 minutos já se alcança os lençóis de caminhonete; muito mais confortável o trajeto dos passeios; há muito mais lagoas; e elas são mais belas.

O fato da cidade ser pacata pode ser visto como um ponto positivo: durante o dia os turistas passam as horas realizando os passeios pelas lagoas e, à noite, relaxam e descansam na pousada, recarregando as energias para as atividades do dia seguinte. As características marcantes da localidade é a tranquilidade vivenciada e os lençóis com inúmeras lagoas que ficam às portas da cidade.

 

DIA 04: Não havia a necessidade de acordar muito cedo, pois as lagoas não ficam tão distantes da Cidade. Levantamos, tomamos um bom café da manhã na pousada e, por volta das 8:40, a caminhonete passou para nos pegar. Nesse dia fizemos o passeio de um dia inteiro para a comunidade da Betânia (R$ 80,00 por pessoa), novamente – e felizmente – com o Nilson. O passeio foi arranjado pelo Heitor, que não ganhava nada com isso, apenas tentava auxiliar os hóspedes a conhecerem a região com bons guias. No caminho paramos na Lagoa da Serra e em outros pontos para fotos.

 

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Posteriormente seguimos até a Lagoa da Betânia onde nos deliciamos com uma linda vista e ótimo banho.

 

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Posteriormente fomos ao lago onde pegamos uma embarcação para acessar a comunidade, na qual fomos muito bem servidos por um farto almoço pelo valor individual de R$ 30,00. Após foi possível relaxar um pouco nas redes que havia no local. Posteriormente pegamos novamente a embarcação para atravessar o lago e fomos de caminhonete até uma extremidade dos lençóis, onde foi possível ver as dunas avançando sobre a vegetação e ter uma boa visão dos lençóis. Em seguida o grupo aceitou o convite de ir conhecer a casa de uns dos guias, que ficava próxima, para então fechar o dia com mais um esplêndido pôr do sol.

Nessa noite seguimos a sugestão de um casal que esteve no passeio conosco, e fomos comer uma pizza na Pousada Cajueiro, que possuía restaurante próprio. Também agendamos, por conta própria, o passeio de quadriciclo para a manhã seguinte com o Vinícius, apelidado de “branco”, para nos levar em direção à Lagoa das Emendadas por R$ 150,00. NÃO marquem nada com esse indíviduo!

 

DIA 05: Estávamos às 8:00 esperando o tal do Vinícius aparecer na pousada, e nada... Com 30 minutos de atraso começamos a ficar com o receio de perder o dia de passeio, pois à tarde viajaríamos para Barreirinhas. A recepcionista da pousada, Cátia (extremamente atenciosa), tinha o número dele – e vários outros que prestam serviço em Santo Amaro – na agenda. Ela fez o favor de ligar para ele inúmeras vezes, mas o telefone só dava fora de área. Disse que já o tinha visto passar pela rua mais cedo, então ele deveria estar por perto. Quando percebemos que não adiantaria mais esperar, pedimos indicação a ela de outro. Prontamente ela ligou para uns dois guias e um deles ofereceu o passeio por R$ 170 (total). Aceitamos de imediato e em poucos minutos Everaldo estava nos levando para dentro dos lençóis. A Lagoa das Emendadas fica bem distante, dentro dos lençóis, e parte do trajeto é proibido pelos órgãos ambientais de se transitar com veículos automotores. Há inúmeras lagoas pelo caminho, e ao fim, conhecemos a mais bela de todas as lagoas que visitamos nos Lençóis:

 

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Infelizmente já tínhamos perdido muito tempo no início da manhã e às 13:30 já partia nosso translado, previamente agendado, para Barreirinhas. Dessa forma ficamos um pouco na lagoa, passamos em outros pontos para tirarmos fotos e iniciamos o regresso para Santo Amaro. Perguntei ao Everaldo se podíamos pilotar um pouco o quadricíclo e de muita boa vontade ele deixou eu e o Rogério conduzi-lo por quase todo o trajeto de volta. Um bônus que valeu muito contratar aquela modalidade de transporte.

Ao chegarmos na Cidade fomos direto para o restaurante almoçar, após para a pousada e então ficamos de prontidão para o translado. Deu 13:45 e nada do Valdir aparecer (outro que NÃO deve ser contratado), pessoa com a qual combinamos, juntamente com um casal, de fazer o transfer privativo de caminhonete até Barreirinhas por R$ 300,00. Devido ao trauma da manhã, já pedimos socorro a Santa Cátia novamente. Ela não conseguiu falar com o Valdir. Pedimos para ligar para a pousada em que estava hospedado o casal, que também estava no aguardo como nós. Fomos na cooperativa para ver se dava tempo ainda para pegar a jardineira até Sangue, porém já tinha partido. A Cátia ligou para uns três motoristas, mas nenhum estava disposto a prestar o serviço por preço semelhante. Nesse meio tempo a outra pousada conseguiu uma caminhonete por R$ 450,00 (dividido para os quatro passageiros). Para não perdemos o dia seguinte, aceitamos. Porém o motorista não desejava atravessar o rio, limítrofe à Cidade, para nos buscar, pois a caminhonete em que estava não tinha suspiro elevado. A Cátia então pediu para um senhor que costumava prestar serviços a eles nos levar ao ponto de encontro, senhor que de muita boa vontade o fez. Assim alcançamos o transporte e seguimos para Barreirinhas, viagem de aproximadamente 3 horas.

 

O motorista era o Alex, dono da agência de Turismo Vale dos Lençóis (http://www.valedoslencois.com.br). Durante a viagem deu várias dicas e sanou todas as dúvidas que possuíamos. Perguntou se já tínhamos hotel reservado, e ao ouvir que não, ligou para sua secretária e pediu para orçar uns três hotéis de acordo com as características que queríamos. Após recebermos o retorno, pedimos para deixar pré-reservado duas noite na pousada Paraíso dos Lençóis (diária de R$ 165,00, a uns 8 min de caminhada da orla onde se concentra o movimento à noite). Antes de irmos para a pousada passamos na agência dele para pagarmos o translado e vermos os pacotes que vendia. Como o preço parecia justo e o Alex passou muita confiança na qualidade do serviço, fechamos o passeio do dia seguinte: boia cross pelo Rio Formiga (R$ 60,00) e circuito da Lagoa Bonita (R$ 70,00). Posteriormente um motorista da agência nos deixou na pousada, que, diga-se de passagem, valeu muito a pena: limpa, bem cuidada, aparência de nova e um ótimo café da manhã. À noite fomos à orla comer e passar o tempo.

 

DIA 06: pontualmente no horário combinado (8h, se não me engano) a caminhonete estava nos esperando. Fomos então para o local onde se iniciaria a descida do rio de boia. Demorou aproximadamente 1h15min para chegar lá, após “degustar” muita poeira na estrada de terra. No ponto de partida ficam vários moradores locais para fazerem o papel de guia, auxiliando na condução pelo rio. Nosso grupo tinha aproximadamente 12 pessoas, sendo providenciado para dois guias descerem conosco. A descida dura cerca de 1h30min. É bem relaxante e o rio possui uma boa profundidade, tendo mais de 1,6m em boa parte do percurso.

 

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Entretanto, não achei tão interessante esse passeio. A água era escura e a distância de Barreirinhas até o rio é bem extensa, sendo que ficamos expostos a muito vento na carroceria da caminhonete durante o trajeto (o carro anda em boa velocidade). Acho que só vale a pena se a pessoa não tiver outro passeio em mente para fazer.

 

Ao retornar para a Cidade almoçamos em um restaurante (não me recordo o nome) de frente para o rio perto da pousada por um preço muito bom (uns R$ 20,00 o prato individual).

Às 14h, pontualmente, mais uma vez estava a caminhonete nos aguardando para o passeio vespertino. Atravessamos o Rio Preguiça de balsa e iniciamos o percurso para se chegar aos Lençóis Maranhenses. Diferentemente de Santo Amaro, o caminho é muito mais extenso e bem mais desconfortável para chegar às dunas. Com aproximadamente 1 hora de viagem chegamos no ponto de acesso ao Circuito da Lagoa Bonita. Subimos uma enorme duna e no mesmo instante fomos recompensados pelo cansaço: inúmeras dunas enormes saudavam nossas vistas. Como Barreirinhas possui o turismo muito mais desenvolvido que Santo Amaro, havia muitos grupos fazendo o mesmo passeio naquele momento, porém nada que tornasse incômodo, frente à imensidão dos Lençóis.

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Fizemos uma leve caminhada até alcançarmos a Lagoa do Maçarico, primeira do circuito. Aquelas águas representavam um convite irrecusável para um mergulho. Após uns 30min iniciamos o caminho para a Lagoa Bonita, com direito a muitas paradas para fotos pelo trajeto. Ao chegarmos nela, constatamos o que já tínhamos ouvido: infelizmente o nome não representa mais a realidade. É uma lagoa, sim, bonita, mas os movimentos das dunas a diminuíram muito, tornando a lagoa que tínhamos ido anteriormente e todas as de Santo Amaro mais bonitas do que a detentora desse nome, rsrs.

 

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Após um período para banho, voltamos para o ponto de partida a fim de apreciar o pôr do sol.

Ao chegarmos em Barreirinhas, fomos na agência do Alex fechar o passeio do dia seguinte (na noite anterior tínhamos comparado o preço com outras agências, e a cobrança era semelhante). Como estávamos fechando outros passeios com a Vale dos Lençóis, conseguimos um desconto ao custo de muito choro, kkkk. Acertamos o valor de R$ 100,00 (preço normal era 120) para fazer o passeio até Canto de Atins, indo para duas lagoas na região. Desejávamos fazer esse passeio principalmente para conhecer um pouco de Atins, já que tinhámos ouvido muitos comentários positivos a respeito. Nesse dia o Alex nos auxiliou a conseguirmos o translado para Parnaíba, nosso próximo destino. A primeira opção seria ir pela Rota Combo (http://www.rotacombo.com.br), empresa em operação há pouco tempo, oferecendo opções de transporte a fim de ligar os destinos da Rota das Emoções. Contudo os dias de viagem de Barreirinhas X Parnaíba são apenas TER/QUI/SÁB, com saídas por volta das 10h, no valor de R$ 100,00. Como era quarta, desejávamos fazer o passeio do dia inteiro na quinta e viajar na sexta cedo, optamos pela opção menos confortável: pau de arara até Paulinho Neves (R$ 30,00) e de lá táxi coletivo até Parnaíba (R$ 30,00 por pessoa), com prorrogação da estadia do hotel em uma diária. O Alex agendou com o “Miau” (sim, esse é o apelido dele) para nos pegar na pousada às 4h (se não me engano) de sexta. Com passeio e transporte acertado, voltamos para o hotel e, após, fomos novamente à orla jantar. Há alguns bons lugares para comer lá, com música ao vivo e um ambiente fresco e descontraído. Inclusive há Subway também, destino de nossa janta um dia para economizar.

 

DIA 07: mais uma vez no horário combinado (8h, se não me engano) já estávamos embarcados iniciando nossa viagem para Atins. Depois de mais de uma hora de muito balança-balança na caminhonete, chegamos em algumas dunas. Paramos um pouco para fotos e seguimos viagem por mais uns 30min. Passamos por Atins e paramos num restaurante. Ficamos um tempo para tirar fotos e banhar na junção do deságue do Rio Preguiças com o mar. A água tinha cor meio barrenta, não estando muito convidativa para banho. Após seguimos mais um tempo até o Restaurante do Antônio, famoso pelos bons pratos de camarão. Encomendamos a comida e fomos nos banhar na Lagoa das Sete Mulheres, bem próxima, enquanto a comida era preparada.

 

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Voltamos, nos esbanjamos de comer (prato para 2 variava de R$60 a R$ 90), e descansamos um pouco nas redes disponíveis.

 

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Posteriormente fomos para a Lagoa da Capivara (acredito que esse era o nome), bem extensa, com água bem morna e profunda em umas partes (uns 3m).

 

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Por volta das 16:30 iniciamos o regresso, paramos nas dunas para apreciar o pôr do sol e seguimos viagem para Barreirinhas. Ao chegar perto do rio havia uma grande fila de veículos aguardando a balsa. Como ela transporta no máximo 6 caminhonetes por vez, e demorava uns 20 minutos para ir e voltar, tivemos que esperar mais de uma hora para irmos.

Obs.: o guia disse que na alta temporada os últimos veículos que chegam costumam atravessar o rio apenas perto das 21h :o

Fomos para o hotel, ligamos para o “Miau” (98 98706-4441), confirmamos o transporte do dia seguinte, fomos na orla comer e voltamos para dormir mais cedo, pois o cansaço imperava naquele momento.

 

Em Barreirinhas há os seguintes passeios:

- Boiacross pelo rio Formiga: meio período; R$ 60,00;

- Circuito Lagoa Azul: meio período; de R$ 60,00 a R$ 70,00;

- Circuito Lagoa Bonita: meio período; de R$ 70,00 a R$ 80,00 (todos dizem que é mais bonito esse passeio em relação ao da Lagoa Azul; ótimo de se fazer no período da tarde para aproveitar o pôr do sol);

- Toyota até Atins: dia inteiro; almoço no famoso restaurante do Sr. Antônio ou da Dona Luzia; duas lagoas para banho; de R$100,00 a R$ 120,00;

- Rio Preguiças:dia inteiro, descida de voadeira com parada em alguns pontos; R$ 120,00 (acho que esse era o valor cobrado);

- Sobrevoo nos Lençóis: 30min; pode-se agendar desde o início da manhã até o pôr do sol; R$ 270,00 a R$ 300,00 por pessoa; mais barato na agência que operacionaliza o voo (as outras revendem), o nome era “FLY” + alguma coisa, rsrs;

- Quadriciclo até os pequenos lençóis: dia inteiro; R$ 350,00, podendo ir duas pessoas;

 

DIA 08: Acordamos às 3:30, comemos um lanche que a recepcionista tinha preparado para nós (tínhamos perguntado/pedido na noite anterior) e um pouco antes das 4h já estávamos alojados na carroceria do pau de arara. Foram umas duas horas até Paulino Neves, tomando bastante vento, em banco bem apertado (4 pessoas) e sentindo um pouco de frio... mas isso é mole para mochileiro né?! Kkkkkk

Por volta das 6h chegamos na Cidade, e havia uns três táxis no ponto de parada da caminhonete. Um deles já tinha dois passageiros com destino à Parnaíba. Embarcamos e partimos. Paramos em alguma cidadezinha no meio do caminho para café (o lanche mais barato da viagem, café com leite mais um salgado e um bolo por R$ 5,00) e seguimos. Às 8h15min já estávamos chegando em Parnaíba. A idéia era tentar conciliar o passeio de Catamarã e ver a revoada dos guarás. No caminho o taxista deu muitas dicas, e disse que as agências e os locais de artesanatos e restaurantes, onde geralmente os turistas vão, ficavam no Porto das Barcas. Inclusive sugeriu o Hotel Delta, que era bem barato e ficava próximo. Pedimos para nos deixar logo na agência de turismo para reservarmos os passeios.

 

Descobrimos lá que o passeio de Catamarã em baixa temporada só saía aos sábados e domingos (era sexta-feira), sendo que o passeio compreendia o horário de 9h-15h, e acessava só uma parte próxima do Delta, não chegando na parte da revoada dos Guarás e muito menos permanecendo até o horário em que as aves pousam (ao entardecer). Já o passeio para ver a revoada era feito em “voadeiras” (de 14:30 a 18:30), bastando alugar uma para ir. Passamos em três agências e o discurso era o mesmo. A única que destoava positivamente era a CLIP TURISMO, com a que fechamos, que oferecia o passeio da voadeira com outros turistas pelo valor de R$ 112,50 + R$ 15,00 pelo translado (que valeu muito a pena pois a distância do hotel até o local onde saía a lancha era grande). As outras, principalmente a Eco Adventure, só oferecia a voadeira privativa pelo valor de R$ 600,00, se não me engano. Ficava subentendido que tentavam lucrar o máximo sobre o turista, mesmo se aparecesse mais gente antes ou posteriormente querendo compartilhar.

 

Passeio pago, fomos olhar o hotel sugerido pelo taxista. Era bem perto, bem localizado, e com diária para o quarto mais simples por R$ 127,00. Pagamos e fomos descansar um pouco (o hotel é bem antigo e simples, mas o custo benefício valeu à pena). Almoçamos no restaurante do SESC que fica no andar térreo do hotel: comida muito boa e diversificada, self service. Por volta das 14h o transporte nos buscou e iniciamos o passeio. Pegamos a voadeira com mais seis pessoas e iniciamos a navegação. O rio é muito extenso, cheio de “braços” e várias ilhas praticamente ao nível da água. No caminho paramos para o guia pegar uns caranguejos da região e nos mostrar, e depois fomos para umas dunas onde o rio deságua no mar. Ficamos aproximadamente 1 hora, tempo para se banhar e tirar fotos, e então seguimos para o local onde os Guarás vão dormir. Como chegamos bem antes do pôr do sol, só havia uma outra lancha e a árvore estava toda verde ainda.

 

É muito importante que os observadores permanecem em silêncio enquanto estiverem por lá. Dessa forma a admiração se torna mais prazerosa e permite ouvir e gravar os sons que os pássaros fazem na árvore.

 

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Aos poucos foram chegando outras voadeiras, assim como os lindos pássaros vermelhos começaram a pousar. Para não incomodá-los e não espantá-los, deve-se desligar o motor das embarcações e aguardar de uma distância razoável. Lentamente grupos de Guarás saiam das ilhas e iam para o seu poleiro predileto. Logo aquela ilhota de poucas árvores começou a adquirir a tonalidade avermelhada. Era impressionante como todas aquelas aves se dirigiam apenas para aquele local e apenas para o lado onde o sol refletia. Ao fim, a “ilha dos Guarás” ficou parecendo uma imensa árvore de natal adornada de enfeites vermelhos. Além dessa linda cena, éramos contemplados também com a visão do sol se pondo no rio.

 

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Findado aquele espetáculo da natureza, partimos para Parnaíba. Chegamos na cidade já à noite, por volta das 19h. Fomos para o hotel e, posteriormente, para o Porto das Barcas. O local possui uma variedade imensa de artesanato. Contudo o movimento estava muito fraco. Mesmo sendo uma sexta-feira à noite, havia poucas pessoas para o “point dos turistas”. Comemos uma pizza e voltamos para o hotel.

 

DIA 09: Nesse dia o objetivo era chegar à Barra Grande, outra cidade muito bem falada na internet. Quando fomos comprar a passagem, as pesquisas mostraram-se verdadeiras: só havia uma empresa de transporte (Damasceno/Fontenelli) de linha para nosso destino e, aos sábados, o ônibus só saía às 14h (SEG-SEX partem às 10h30, 14h e 16h30), pelo valor de R$ 13,00. Há também transporte da Rota Combo para lá, mas como o preço era R$ 65,00, não queríamos perder a chance de economizar.

Aproveitamos a manhã para comprar logo a passagem e conhecer um pouco Parnaíba, caminhando. Passamos em um dos mercados centrais e em uma praça. Surpreendeu-nos muito a cidade: bem limpa, organizada e com um comércio bem movimentado. Almoçamos mais uma vez no SESC, e fomos para o local onde sairia o ônibus. O senhor Fontenelli era uma comédia a parte, muito falador e dizia o que vinha a mente, kkkk. Partimos em direção à Barra Grande e, após umas 2h, chegamos na cidade (asfalto bem cuidado). O ônibus nos deixou próximo ao hotel que queríamos nos hospedar.

 

Passamos na pousada Casa do Velejador. A diária no Booking estava por R$ 200,00, pechinchando o responsável deixava por R$ 180,00. Decidimos passar na pousada Torre de Chocolate, que aparentava ser bem confortável pelas fotos no site de busca. Lá, a diária estava por R$229,00. No balcão foi informado preço menor, R$ 195,00. Choramos e deixaram duas pelo preço de R$ 160,00 cada. Valeu muito à pena, pois pessoalmente a pousada era ainda muito mais bonita e confortável do que as fotos do booking, toda bem rústica, com boa wi-fi, redes espalhadas, uma ótima piscina e um delicioso café da manhã. Essa foi sem dúvidas a melhor hospedagem que fizemos em toda a viagem.

Um fato interessante é que a pousada tem uma parte utilizada como hostel, na qual os hóspedes pagam bem mais barato e tem acesso a todos os benefícios dos hóspedes dos quartos “normais”.

Aproveitamos a tarde para rodar um pouco na cidade e ir na praia. Passamos na única “agência de turismo” e já deixamos acertado o passeio no dia seguinte para ver os cavalos marinhos (único passeio do local), pelo valor individual de R$ 50,00. À noite fomos comer uma pizza (há boas opções de lugares para comer/beber/lanchar lá) e voltamos para o hotel.

 

DIA 10: No dia seguinte o guia veio nos buscar no hotel, seguimos até o local onde pegaríamos a canoa de carroça (uns 10 min), e juntamente com um casal e uma criança iniciamos o passeio. Dois guias foram remando e dando informações sobre os mangues, animais e curiosidades locais. Parou-se num ponto para banho e depois fomos para o local onde se encontram os cavalos marinhos. Um guia mergulhou e logo trouxe o peixe, colocou-o na caixa de vidro para observação e cada um pode olhá-lo e fotografá-lo a vontade.

 

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Não era permitido tocá-lo (tudo em nome da preservação). Saímos na praia e, ao invés de voltar de charrete, preferimos caminhar pela areia até o hotel. Era fim de manhã e a maré tinha abaixado muito, estava ruim para banho no mar. À tarde deu para dar um mergulho no mar e arriscar um stand-up. Agendamos o transporte para Jericoacoara pela Rota Combo para o dia seguinte (falamos com a Fátima, 86 99993-0111), contato obtido a recepção do hotel, e acertamos o valor de R$ 100,00 (mesmo do site), com saída do hotel por volta das 7h15m (ônibus inicia viagem em Parnaíba).

Essa era a única opção para ir direto sem voltar para Parnaíba, e também se mostrou a mais interessante, pois o ônibus nos deixa na Lagoa do Paraíso, em Jijoca, onde tínhamos umas 3h para almoçar e aproveitar a linda Lagoa. Assim o translado compreende um “passeio”.

À noite degustamos um delicioso hambúrguer e a piscina do hotel.

 

Barra Grande apresenta uma característica interessante: ela é como uma vila, com ruas de paralelepípedo e bem tranquila, e quase toda a parte turística foi desenvolvida como um “bairro lateral”. As pousadas – praticamente todas muitas lindas e espaçosas -, os restaurantes, bares e lanchonetes se aglomeram em uma das adjacências. É um local em que essa parte turística é muito bonita, sempre com características rústicas, bem cuidada e com uma iluminação charmosa. Esse foi o principal atrativo do local, pois a praia considerei como “normal” - água morna, visibilidade média e muita sujeira do próprio mar (algas). No período em que fui não estava na época de vento ainda, então não vi ninguém praticando kite surf. A maioria dos turistas eram de Teresina, que desciam para o litoral no fim de semana (dia de semana em baixa temporada é bem parado por lá). A partir de julho os moradores locais falaram que a vila lota, principalmente gringos, para praticar o esporte.

 

DIA 11: às 7h a guia que foi junto na viagem para Jeri já tinha ido na recepção do hotel nos chamar. Foi feita uma parada no caminho para lanche/café e pouco antes de meio-dia estávamos em um dos locais de acesso a Lagoa do Paraíso (há alguns locais com infraestrutura para aproveitar a lagoa).

A Lagoa é espetacular! O dia estava ensolarado e podia-se admirar a água naquele degrade de cores belíssimo, partindo da tonalidade transparente, passando azul turquesa e findando no azul escuro.

 

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De toda a viagem, essa foi a lagoa com a água mais bela que apreciei (a beleza depende muito das condições climáticas também, e nesse dia tivemos muita sorte). Ficamos umas 3 horas lá, dando tempo para andar de caiaque, almoçar e descansar naquelas redes tão desejadas, srsrs

 

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Por volta das 15h fomos de caminhonete para Jeri demorando aproximadamente 1 hora. Praticamente todo esse trajeto é feito em estrada de areia. Na entrada da Cidade há um estacionamento para carros particulares, sendo permitido apenas os veículos que prestam serviço de turismo trafegar pelas ruas. Mesmo com a restrição, esse fluxo de veículo é intenso. Fomos na Pousada Hippopotamus, na Rua do Forró, negociarmos a estadia. No Booking a diária custava R$ 175,00, contudo no balcão estavam cobrando R$ 210,00 (único local que houve essa “inversão”). Tentamos pechinchar, mas o atendente falou que somente a gerente tinha autorização. Pedimos a senha do wi-fi então para reservarmos pelo site e nos hospedarmos lá, e ele veio com a história que demoraria para confirmar, etc (conversa mole), e ligou novamente para a gerente. Nesse meio tempo fomos olhar o quarto: ainda bem que fizemos isso! Quarto sem ventilação, pouco confortável, nada aconchegante à vista e com aspecto de mal cuidado. Nos despedimos e fomos olhar outra pousada, a Espaço Nova Era (na mesma rua). No Booking a diária estava no valor de R$ 200,00, mas com a cotidiana chorada conseguimos duas pelo valor de R$ 165,00 cada. Que sorte que tivemos o problema com a anterior, pois essa era uma pousada limpa, bem cuidada, espaçosa e aconchegante (só o quarto que estava com um leve cheiro de tinta, perceptível apenas quando entrava).

Tomamos um banho e fomos para a famosa Duna do Pôr do Sol, ponto de encontro de contemplação dos turistas. Ventava muito, muito mesmo (deveria ter levado um boné), mas valeu a pena ter ido lá para apreciar esse famoso espetáculo.

 

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Na volta fomos olhar as opções de passeios. Em Jeri tem apenas dois tradicionais: um para o lado leste da Vila (árvore da preguiça, Praia do Preá, Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso), com preço entre R$250,00 a R$ 300,00; e um para o oeste (cavalo marinho, travessia de balsa, mangue, dunas e Tatajuba), com preço variando de R$ 270,00 a R$ 350,00). Resolvemos fechar com a pousada que intermediava o passeio e ofereceu a R$ 130,00 para eu e meu amigo (já havia mais outras duas pessoas para dividir o buggy) o passeio leste.

Iríamos ficar apenas duas noites em Jeri (pois ainda desejávamos ir para Canoa Quebrada), dessa forma tínhamos que optar por apenas um dos passeios. O escolhido foi por querermos passar na árvore da preguiça e também voltarmos à Lagoa do Paraíso, acessando-a dessa vez pelo Alchymist, local que despertava o interesse por possuir ótima infraestrutura e ser bem bonito e conhecido. O passeio do lado oeste possuía muitas coisas que já tínhamos visto, e além disso a Lagoa de Tatajuba (pelo que tinha visto em fotos e lido a respeito) não possui água clara.

 

DIA 12: Logo após o café nos aprontamos e iniciamos a viagem. Após uns 25 minutos chegamos na árvore da preguiça... deu até vontade de deitar e tirar um cochilo por lá, kkkkkk.

 

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Depois chegamos no mar e o guia questionou se queríamos ir na Pedra Furada. Caso positivo, teríamos que fazer uma caminhada de ida e volta que, adicionada ao tempo que ficaríamos lá, totalizaria aproximadamente 1h30min. Como as outras duas pessoas já tinham conhecido o local e poderíamos ir até ele caminhando a partir da Vila ao fim do dia para observar o pôr do sol (ainda mais interessante), decidimos por continuar a viagem e aproveitar esse tempo nas lagoas. Passamos na Praia do Preá (nada muito interessante) e seguimos para a Lagoa Azul. Essa era bem menor do que a Lagoa do Paraíso, possuindo apenas um ponto com infraestrutura. Esse local também era mais desorganizado do que o que tínhamos conhecido no dia anterior. E para prejudicar ainda mais, o tempo estava nublado, impedindo assim a admiração das águas cristalinas. Ficamos um bom tempo lá, dando para arriscar outra vez o SUP (stand up paddle), nadar e relaxar. Após seguimos para o Alchymist Beach Club, na Lagoa do Paraíso. Lá a realidade foi outra: local muito espaçoso, bem organizado e limpo.

Obs.: é neste local que fica o "portal do paraíso", arco muito visualizado na internet ao se pesquisar sobre a Lagoa do Paraíso.

 

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Havia poucas mesas sobrando. Sentamo-nos em uma delas e aproveitamos aquele lindo local. Almoçamos (preço mais salgado) e aproveitamos aquelas águas com temperatura terapêuticas.

Não consegui/tentei deitar nas redes, pois, apesar te haver várias, a quantidade de pessoas interessadas por aquela mordomia era ainda maior, kkkkk.

 

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Infelizmente as nuvens deixaram o sol aparecer em raros e rápidos momentos, o que confirmou como esse fator influencia na beleza do local, pois no dia anterior tínhamos visitado a mesma lagoa em outro ponto e a experiência com a beleza da água foi bem diferente. Por volta das 15:30 voltamos para o estacionamento onde estava o buggy e retornamos para Jeri. O guia nos deixou no início da trilha que leva a Pedra Furada. Com uns 40min de caminhada chegamos em outro “cartão postal” da Vila.

 

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Foi uma pena o clima não ter colaborado, pois naquela época já estava sendo possível visualizar o sol se pondo no centro da Pedra. Retornamos para a pousada, descansamos e à noite fomos comer e comprar lembranças e souvenir nas lojas.

Fomos também reservar a passagem para Fortaleza, pela Fretcar, comprando para o primeiro horário do dia seguinte (R$ 81,00, apenas à vista).

 

Saídas de Jericoacoara: 6:15, 15:30, 16:55 e 22:30, com duração aproximada de 7h30min. Lá em Fortaleza o ônibus passa na Beira Mar, Aeroporto e Rodoviária. A Rota Combo também oferece esse translado, mas era um pouco mais caro.

 

Um ponto que merece destaque é o charme de Jericoacoara à noite! Durante o dia as ruas são um pouco barulhentas, com movimento frequente de buggys e caminhonetes, e surge aquela impressão: “tá, é bacana, com ruas de areias, mas parece meio desorganizado”. Contudo à noite parece que uma magia toma conta do local: nenhum veículo transita pelas ruas, não há postes, cabo de energia elétrica expostos ou iluminação pública; toda a claridade que se vê na rua é fornecida pela iluminação dos estabelecimentos da vila; sente-se aquele ambiente todo aconchegante, tranquilo e seguro, com uma imensa quantidade de opções de lugares para comer, beber, comprar lembranças, etc. Todas as ruas tem estabelecimentos comerciais, mas a maior concentração ocorre próximo à praça da vila. E, um fato curioso, é a quantidade de turistas que há no local! Mesmo nós tendo passado as noites de segunda e terça lá, as ruas estavam tomadas por turistas. Na verdade parece que a vila é “de turistas”. Mas em um nível tranquilo e agradável, pois ainda estávamos em baixa temporada, rsrs. Em relação aos preços, tanto para se alimentar como para se hospedar, há opções para todos os bolsos: desde padarias e lanchonetes com opções baratas até restaurantes chiques; desde pousadas com diária custando algumas dezenas de reais a aquelas valendo mais de R$ 2.000,00.

 

DIA 13: às 6horas fomos para o escritório da Fretcar, nos acomodamos em umas das três caminhonetes que transportaria os passageiros e seguimos para Jijoca. Depois de uma hora chegamos em um grande posto de gasolina, onde os ônibus ficam estacionados. Tivemos tempo suficiente para tomar café da manhã (há dois locais no posto que vendem lanches) e partimos. Houve uma parada de uns 30min para quem desejasse almoçar. Às 14h chegamos na rodoviária de Fortaleza. Lá há duas empresas que possuem linhas para Canoa Quebrada, a São Benedito e outra que não me recordo do nome (que não tinha mais viagem para aquele dia). O próximo ônibus sairia às 16:30. Almoçamos e esperamos.

 

Partimos no horário previsto e depois 3h30min chegamos à Canoa Quebrada. Queríamos ficar perto da Broadway (rua que é o “point” de Canoa Quebrada). Com já era tarde, não fomos ver outras opções de pousadas. Escolhemos o Il Nuraghe, que fica em frente ao início da citada rua (R$ 175,00 a diária, mesmo preço do booking – não adiantou chorar). A pousada era limpa, bem cuidada, com quartos espaçosos e um bom café da manhã. Mais tarde fomos comer e olhar as opções de passeios. Na Broadway havia umas três agências de turismos, mas tinha um assédio incômodo nas ruas com abordagens frequentes nos questionando se já tínhamos hotel, se desejávamos algum passeio, etc.

 

Gostamos mais da agência que fica logo no início da Broadway. Era ofertado uns quatro tipos de passeios, chamados de circuitos 1 a 4. Um era mais diferente, no qual contemplava: passeios nas esculturas de areia, no símbolo de Canoa, canion, mergulho com máscara e snorkel; os outros passavam nas dunas, tirolesa, torres de energia eólica, etc, variando principalmente o tamanho do percurso e tempo do passeio. Era possível fazê-los de buggy ou quadriciclo (opção escolhida para adicionar mais adrenalina no dia). Com muito choro conseguimos baixar um pouco só o preço: Ficou R$ 350,00 para eu e meu amigo, fazendo o passeio do mergulho pela manhã e depois um que ia nas dunas, tirolesa e permanecia para o pôr do sol.

O pessoal na rua oferecia os passeios um pouco mais barato (“clandestino”), porém gostamos do atendimento e confiança passada pelo responsável da agência.

 

DIA 14: Após o café fomos na agência da empresa de ônibus São Benedito comprar a passagem do dia seguinte para Fortaleza. Os horários disponíveis eram os seguintes:

 

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O passeio se iniciou mais tarde na manhã, por volta das 10h, pois era necessário esperar a maré baixar para passar em um determinado trecho. Fomos com o dono da agência e um guia em dois quadriciclos para o início do caminho que faríamos. Lá recebemos as orientações de condução do veículo e treinamos um pouco (é bem fácil de conduzir). Esperamos chegar outro guia no buggy com dois casais que fariam os mesmos passeios e então partimos (eu e meu amigo num quadriciclo, dois guias com os casais no buggy). Paramos no símbolo oficial de Canoa Quebrada (há mais de um esculpido nas falésias) para fotos e seguimos para o local onde estão esculpidas as imagens nas falésias (R$ 2,50 para entrar).

 

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Ficamos por lá quase uma hora, e o ponto alto dessa parada foi observar os artesãos fazendo aquelas imagens em recipientes de vidro com areia colorida.

Após paramos um pouco num pequeno cânion de falésias, paramos em um mirante quando saímos da praia, reservamos o almoço no único restaurante que havia na região (contudo bem estruturado, com ótima comida e por um preço justo), e nos dirigimos para o local onde faríamos o mergulho (R$ 15,00 por pessoa). Lá um senhor levava os turistas numa jangadinha para perto de uma pedra oca, onde se concentram os peixes. Como ele tinha acabado de sair com um grupo, tivemos um bom tempo para tirar fotos e relaxar. Após uns 40 minutos fomos apreciar um pouco a vida marinha. Próximo a pedra ele parou, deu tempo para todos colocarem as máscaras e snorkel (velhos e usados, mas eficientes ainda) e fomos para água (rasa). Ele colocava a mão mar segurando uma lagosta morta e aberta e logo inúmeros peixes vinham comer. Depois de um tempo fomos para a pedra, onde ele repetiu o procedimento e peixes maiores e mais diversos apareceram. A água tinha uma boa visibilidade, permitindo que esse passeio fosse bem interessante por variar um pouco o que vínhamos fazendo na viagem. Ficamos por aproximadamente uma hora e seguimos ao restaurante.

 

O almoço foi ótimo, contudo nem deu tempo de curtir uma preguiça, pois estávamos atrasados e precisávamos chegar a Canoa para fazer o passeio da tarde. Fomos direto para o local onde o dono da agência nos aguardava, perto da cidade mesmo (uns 40km pela praia). A escolha do quadricíclo foi perfeita (ainda mais o de 1.000cc que conduzíamos), tornou a viagem muito mais interessante. Ao chegarmos no ponto de encontro os dois casais também desejaram fazer o trajeto seguinte de quadricíclo. Conversaram com o responsável e logo estavam recebendo as instruções. O Rogério estava com dor de cabeça e o dono da agência o levou para pousada.

Logo o guia em uma moto, eu e os dois casais em três quadrículos partimos para as dunas, chegando logo na tirolesa.

 

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Havia opção de descer de esquibunda, tirolesa com caída na água e tirolesa mais extensa que termina depois do lago, com valores (se me recordo bem) por descida de 8, 10 e 15 reais, respectivamente. Para auxiliar os aventureiros, havia um “bondinho” puxado por cabo de aço através de um “trilho” para que a pessoa não precisasse escalar a duna.

Logo depois fiz algo que tinha incluído no acordo do dia anterior na agência de turismo: descer a mesma duna de quadriciclo. Nossa, a duna é muito alta e inclinada, valeu muito adicionar essa adrenalina a mais no pacote fechado. Não deixem de fazer (pode ser feito de buggy também)!

Posteriormente passamos num local chamado de “oásis” (vendia comida, eu acho, e tinha um lago pequeno com peixes bem grandes), nada muito interessante, e seguimos para um ponto próximo às torres de energia eólica. Já estava bem tarde, então logo partimos para a duna de onde apreciaríamos o último pôr do sol nas areias da Rota das Emoções. Mais uma vez um espetáculo!!

 

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Voltamos para Canoa Quebrada, chegando à cidade já à noite. Mais tarde fomos na Broadway jantar para fechar o dia.

 

DIA 15: Às 9h30m iniciamos a viagem para Fortaleza. Próximo às 13 horas chegamos na rodoviária. Chamamos um Uber e fomos para a região da Avenida Beiramar.

 

Os hotéis se concentram em maior parte nessa região. Há alguns próximos à Praia do Futuro (praia mais bem estruturada na Cidade), porém várias pessoas disseram que não tem nada à noite nas redondezas e que é muito perigoso por lá nesse horário. Como o calçadão que possui o movimento de pessoas, artesanatos e lugares para comer é o que ficava na Avenida Beira Mar, optamos por nos hospedar próximo ao local.

 

Ficamos no Hotel Brasil Tropical, muito bem localizado, quarto bom e um ótimo café da manhã, entretanto foi o mais caro da viagem (diária a R$ 220,00) e praticamente não possuía área de lazer (a piscina parecia uma banheira). Almoçamos no hotel mesmo. À noite fomos caminhar no calçadão (bem movimentado), jantar e assistir a um show de humor (venda no próprio calçadão em uma banca própria), típico do Ceará.

 

DIA 16: pela manhã fomos para a Cocobeach, Praia do Futuro. O local é imenso, bem cuidado, bonito e com uma excelente infraestrutura. O mar estava ótimo também e a calmaria das inúmeras lagoas em que nos banhamos foi substituída pelas ondas agitadas do mar.

 

Voltamos para o hotel, almoçamos, fizemos o check out às 13h (foi autorizado fazê-lo uma hora mais tarde) e seguimos para o aeroporto (todos transportes em Fortaleza foram realizados via Uber), finalizando assim a viagem de 15 noites/16 dias pela adorável Rota das Emoções.

 

 

GASTOS:

 

Considerando todo o período da viagem, os meus gastos individuais foram:

- hospedagem: R$ 1.110,84;

- alimentação: R$ 1.176, 64;

- passeio: R$ 992,50;

- transporte: R$ 604,24;

- outro (souvenir, show de humor, etc): R$ 507,60;

- TOTAL (desconsiderando passagens aéreas): R$ 4.391,82;

 

Obs.: é possível economizar um pouco mais em cada um dos tópicos acima (ficar em hostel, comer mais lanches ao invés de refeições completas, evitar pegar translado privativo, não comprar souvenir, etc). Apenas na parte dos passeios que é mais difícil, pois os preços variam pouco. Para economizar nessa parte só se fizer menos coisas... e acredito que essa escolha não seja vantajosa, pois é difícil realizar uma viagem dessas, sendo mais benéfico tentar aproveitar o máximo enquanto estiver percorrendo a Rota (meu ponto de vista). A forma mais eficaz em cortar gastos seria também passar menos dias na viagem.

 

Barreirinhas x Santo Amaro

 

Acredito que esse é um dilema com que a maioria das pessoas que planeja a viagem se depara (e mais uma vez muito pessoal a análise). Cada local tem seus pontos fortes e fracos em relação ao outro.

- Santo Amaro:

(+) Lagoas muito mais acessíveis; Lagoas mais bonitas; várias opções personalizáveis de passeios (particular, principalmente de quadriciclo); ainda não há “excesso” de turistas por lá;

(-) Poucas opções de pousadas, possuindo ainda preços ligeiramente mais altos; sem opções de entretenimento à noite; turismo menos organizado;

- Barreirinhas:

(+) Muitas opções de hospedagens; turismo mais organizado; a orla é um bom lugar para comer e bater um papo à noite;

(-) passeios fechados; acesso aos lençóis distante, demorando aproximadamente 1h para se chegar nas dunas sobre as caminhonetes no “balança-balança”; poucas lagoas quando comparado à Santo Amaro;

 

No meu ponto de vista é muito interessante conciliar a ida as duas cidades, pois, apesar de as lagoas serem mais acessíveis e bonitas pelo lado de Santo Amaro, o Circuito da Lagoa Bonita é muito belo, possuindo dunas bem mais altas, complementando assim a admiração aos lençóis.

 

Tempo de viagem

 

A minha passagem pela Rota teve as seguintes estadias:

- São Luís: 2 noites;

- Santo Amaro: 2 noites;

- Barreirinhas: 3 noites;

- Parnaíba: 1 noite;

- Barra Grande: 2 noites;

- Jericoacoara: 2 noites;

- Canoa Quebrada: 2 noites;

- Fortaleza: 1 noite;

 

A escolha dos lugares que irá e quantos dias permanecerá é muito pessoal, cada um avalia o que valoriza mais para decidir essa questão. Entretanto devo enfatizar que as três “localidades comerciais” da Rota das Emoções (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacora) são essenciais para se visitar.

Mesmo assim deixarei o meu ponto de vista (rsrs): de todos lugares que passei, o mais dispensável foi São Luís, sendo interessante ficar apenas uma noite por lá, ou, se conciliar o horário de chegada do voo, ir no mesmo dia para Santo Amaro/Barreirinhas (porém essa opção é mais cansativa).

Na minha viagem eu retiraria um dia de São Luís e um de Barreirinhas (o passeio para atins não acrescentou muito), para poder acrescentá-los a Jericocoara (três noites lá acredito ser o ideal) e Fortaleza (para ir ao Beachpark). Se não tiver oportunidade de fazer passeio de quadriciclo em outro local, acredito ser muito interessante fazer o passeio para os Pequenos Lençóis em Barreirinhas (por sorte deu para encaixar o passeio nessa modalidade em Canoa Quebrada).

Se o viajante possuir menos dias e tiver que cortar algo, acredito ser mais interessante não ir a Canoa Quebrada do que diminuir a estadia nas outras localidades (já se gasta muito tempo nas locomoções e cortar dias significaria cortar passeios interessantes). Apesar de Barra Grande não possuir alguma beleza natural chamativa (como os Lençóis, o Delta ou Jeri), achei muito válido a passagem por lá, pois o local é muito calmo e aconchegante (depois de passar uns dias nos Lençóis subindo e descendo dunas, é bom ter um pouquinho de sossego, rsrs) e logisticamente fica muito bem localizado entre Parnaíba e Jeri, sendo fácil de intercalar no percurso. Se for em casal acho ainda mais apelativo passar por lá, pois o charme do local é encantador.

 

DICAS RÁPIDAS:

 

- Santo Amaro: há sinal telefônico apenas da Claro e Oi;

- Falta espaço na mochila? Descarte o tênis! Utilizei apenas nas viagens de avião. E apenas uma calça jeans é suficiente;

- Protetor solar e óculos escuro são essenciais! E de preferência um modelo de óculos mais fechado para evitar que o vento jogue areia nos olhos pelas laterais;

- Perfil principal dos turistas que observei na Rota: casais adultos. Apenas Jeri que distoava um pouco, tendo viajantes de todos perfis;

- As pousadas em Santo Amaro nos finais de semana e feriados prolongados lotam. Muitos moradores de São Luís vão passar esses dias lá. Dessa forma é aconselhável realizar as reservas com antecedência;

- Depois de Santo Amaro todas as hospedagens foram negociadas no balcão. Esse atitude permitiu economizar e tornou a viagem bem mais flexível, podendo estender ou encurtar a estadia de acordo com o gosto. Mas claro que em alta temporada pode ser mais arriscado adotar tal postura;

- Atente para os transportes entre cada cidade que irá. Esse é um dos pontos de maior desafio da viagem, pois muitas vezes será necessário alterar o que deseja fazer a fim de conciliar passeios com translados, evitando "perder" algum dia;

- É clichê mas merece ser falado: a beleza dos cenários presentes nessa viagem é muito maior do que a percebida nas fotografias capturadas;

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    • Por Nicollas Rangel
      Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.

      Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava.

      Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.

      É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.

      Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.

      A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.

      As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.

      Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
      saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
      completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.

      Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.

      Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.

      A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.

      A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
      E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.

      Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
      de tudo.
      - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas















    • Por Denisedella
      Sou do sexo feminino e tenho 50 anos, resolvi ir à Itália, mas não queria ir com excursão, entrei várias vezes aqui nesse site e outros, fiz várias pesquisas de hospedarias e planejei meu roteiro....queria conhecer a Itália inteira. Me dei um prazo para encontrar uma companhia, foi até dezembro de 2009 porque meu projeto era para abril ou maio de 2010.
      Embarcamos dia 26/abril e chegamos dia 27na hora do almoço em Roma, ficamos (04 noites)
      hospedagem: Orsa Maggiore Roma, Via S.Francesco di Sales, nº 01 – com café da manhã – 52, 00 euros por noite
      28/abril – Coliseu – Museu Capitolino – Pathernon – Piazza Navona – Fontana de Trevi
      29 /abril – Vaticano – Basílica de S.Pedro
      30/abril – Via Apia e Catacumbas
      01/maio – manhã trem para Nápoles - Hotel Casanova - Via Venezia n°2 Corso Garibaldi n°333 – 45 euros o quarto com banheiro e duas camas, café da manhã incluido e portaria 24 hs.
      dia 02/maio de manhã pegamos o trem e fomos a Pompéia e Ercolano
      dia 03 Costa Amalfitana e/ou Ilha de Capri ( de barco )
       
      dia 04 de manhã fomos a Sorrento e por volta de 16 horas pegamos o trem a Bari
      Cosy Rox - Via Imbriani, 91 (Residencial) - 44,50 euros o quarto com banheiro e 2 camas, sem café da manhã, que não recomendo, porque o check inn é até as 17 horas em outro endereço, no nosso caso chegamos a Bari por volta de 23 horas, pedimos ajuda ao taxista que foi muito gentil e ligou, conversou com o gerente e finalmente veio nos atender.
      dia 05 pegamos o trem e visitamos Monopóli e Alberobello
      dia 06 pela manhã pegamos o trem em Bari com destino a Ancona
      Casa per Ferie Colle Sereno Via IV Novembre 78 Montemarciano (AN) – 50 euros O QUARTO COM 2 CAMAS E BANHEIRO, café da manhã incluido.
      dia 07 de manhã rumo à Perugia
      Albergo Anna - via dei Priori 48 – 70 euros quarto com 2 camas, café da manhã incluido, localizado no centro histórico de Perugia.
      dia 08 manhã fomos a Assis
      dia 09 pela manhã fomos à Arezzo
      Residence Le Corniole - Viale Michelangelo, 142 – 70 euros quarto com banheiro e duas camas, café da manhã, localizado no centro de Arezzo.
      dia 10 de manhã fomos a Cortona, e a tarde seguimos para Firenze
      Aramis - Via Nazionale 22 – 44,00 euros, quarto com banheiro, 2 camas, localização central de florença, também não recomendo, a gerente uma grossa e pilantra...não recomendo.
      dia 11 de manhã fomos a Pisa e a tarde à Lucca
      dia 12 de manhã fomos a S.Germiniano e a tarde a Sienna, final de tarde visitamos uma vinicola
      dia 13 ficamos andando por Firenze
      dia 14 de manhã seguimos a Bologna - Hotel Due Torri - Via Degli Usberti, 4 – 120 euros o quarto com banheiro e 2 camas , localizado no centro historico, fizemos passeio local
      dia 15 de manhã vamos a Verona - B&B Rigoletto - Via Amatore Sciesa, 9 – 50 euros por quarto c/ duas camas, localização centro histórico.
      dia 16 fomos à Veneza, passamos o dia.
      dia 17 fomos a Vicenza e Pádova
      dia 18 fomos ao Lago de Garda, na cidade Malcesine, fica bem no norte do Lago, tem um teleférico que nos leva ao alto dos Alpes, muita neve.
      dia 19 fomos a Bolzano e Trento.
      dia 20 de manhã seguimos para Genova Hotel Assarotti - Via Assarotti 40c – 75 euros o quarto com banheiro e 2 camas, café da manhã, localização central da cidade
      dia 21 fomos a Cinqueterre o dia inteiro
      dia 22 ficamos em Genova
      dia 23 fomos a Sta.Margherita e Portofino
      dia 24 de manhã seguimos para Milão
      Eurohotel - Via Sirtori, 24 - 70 euros quarto com 2 camas, banheiro, café da manhã, localidade central.
      dias 25 conhecemos Milão
      dia 26 voo às 07hs retorno a São Paulo
    • Por Breno Pessoa
      Tocam os sinos quando subimos a torre. Estamos no alto e apesar de já pisar solos veroneses há 2 dias, é a primeira vez que meus olhos se dão conta da sua magnitude. Difícil não entender o porquê Shakespeare se apaixonou por Verona e nos deu Romeu e Julieta, para nos transformar em românticos anônimos, perdidos pelo mundo.
       
      A Torre de Lamberti fica no centro da área turísitica e por já passar das 7 horas, embora o Sol insista em não se pôr, nos vemos apenas na companhia de dois alemães. Trocamos a gentileza de tirar fotos uns dos outros, me escapole un Danke Scheon, e logo ganhamos de novo as ruas. A memória do tocar dos sinos continuam a agredir os meu ouvidos, mas a beleza da cidade faz os meus olhos sorrirem.
       
      Uma cidade cercada, que teve muralhas levantadas na época da grande guerra e que conserva a sua história em cada detalhe. Encanta-me saber que a Ponte Pietra, destruída pelos alemães durante a guerra, teve os seus materiais originais resgatados do fundo do rio para ser reconstruída em 1957. Quem me conta isso é um senhor italiano, que apesar de saber que não falo a sua língua, insiste em contar-me sobre a cidade.
       
      O italiano é fácil de entender. Porém, é como um conversa sem volta. Troco para o espanhol e pronucio tudo de forma mais lenta e de repente há um papo meio esquisito entre duas pessoas que devem soar insanas para outros, mas nos entendemos e aprendo a usar este idioma na Itália e engaveto o inglês.
       
      Seguimos até a casa de Julieta. Há inúmeras cartas na parede, dos dois lados. O que pedem os apaixonados? Resisto a ler as cartas, tiramos fotos distantes, e sorrimos. Vemos a sacada, a estátua de Julieta e não resisto a tocar um dos seus seios. Dizem que este ato nos traz sorte. Do lado de dentro da casa, as minhas indagações floreiam. Há um escrito que diz que a casa é tida como a casa de Julieta Capuleto. Será real?
       
      Nos arredores, fica a casa de Romeu, que é propriedade privada. Nos limitamos a observá-la de fora e caminhamos para a tumba de Julieta, num belo casarão, decorado com esculturas e quadros. Hoje, requinto de cerimônias de casamentos. O ápice do romantismo, não?
       
      Há um poço repleto de moedas, para fazer pedidos. Pegamos as menores e a deixamos cair. Não falamos sobre os desejos, mas corremos para o hotel e nos vemos de repente prontos para a Ópera.
       
      É a nossa primeira vez. Na Europa, em julho, o Sol banha as cidades até quase as 10 horas da noite. O ar da Arena é quente e as pedras que a compõem, guardam o calor dos dias. Construída antes do Coliseu, é o cenário perfeito para a nossa estréia.
       
      Escolhemos a Ópera mais clássica, Aida, escrita há quase 200 anos e encenada na Arena há quase cem. Os meus olhos e ouvidos se encantam, por fim, em conjunto e deixo as indagações de lado, e assisto a um espetáculo sem igual. Porém, estamos muito cansados para os seus quatro atos e o calor nos faz querer dormir.
       
      O cair da noite torna a Arena um palco ainda mais espetacular e ao final caminhamos leves pelas ruas quase desertas de Verona, para que outro dia possa de novo ter fim.
       
      Breno Pessoa mora em Londres, trabalha como produtor de conteúdo para uma empresa de intercâmbio, e adora viajar.
       
       

      Verona do alto

      A Arena pouco antes do espetáculo

      Amiga fazendo um pedido
    • Por Ettiene
      Pessoal com idéia de retribuir todas as ajudas que recebi desse blog em minhas viagens vou descrever como foi nossa MARAVILHOSA viagem pra Roma de 18 a 22 de novembro de 2010.
       
      Chegamos em Roma no aeroporto de Ciampino, pegamos um ônibus que leva à estação Termini (a maior de metrô e trem), esses ônibus existem aos montes, pois o aeroporto é pequeno e distante do centro, e parece que não existem ônibus municipais por alí. Custou 4,00 por pessoa.
      Bom, chegamos com chuva, conforme a previsão do tempo que era de chuva pra toda nossa estadia na cidade!
      O hotel (Hotel Colors) foi uma ótima surpresa, com preço de hostel (60 euros/dia pro casal), era muito limpo, tudo novinho, quarto bonito, com TV e água mineral a vontade...além de um bom café da manhã incluído na diária (obrigada pela dica Andressa). Fica muito perto do Vaticano, desce na estação Otaviano.
      Largamos as coisas e fomos em busca de comida, já eram 20h.
      Encontramos uma Cantina bem típica, onde comemos a melhor pizza de nossa viagem, com uma jarra de vinho da casa...comparado com a França a preço de banana...!Depois da janta caminhamos até a Basílica de São Pedro, chovia fraco, e a visão da basílica com aquelas fontes iluminadas no silêncio da noite é de emocionar até os não católicos (como eu), foi emocionante mesmo, muita grandiosidade e beleza...e pensar em tudo que já aconteceu alí, pro bem e pro mal...o lugar tem seu "peso".
      Sexta acordamos cedo e partimos pro Foro Romano, Coliseu, Monumento a Vittorio Emanuele, Pantheon, Fontana di Trevi (meu lugar preferido junto com a Basílica de São Pedro) Piazza di Spagna e ufa...hotel!Foram 11h caminhando, porque entramos no Coliseu e no Foro Romano.DICA: comprar os ingressos no Foro romano, lá a fila é bem pequena e dá direito ao Coliseu tb.No Coliseu, pra fazer a rota ao contrário tem uma fila de horas...as pessoas enxergam o Coliseu e vão direto, sem olhar em volta!
      Sábado tinhamos entradas já compradas pela internet pro Museu do Vaticano, as 09h (isso nos fez evitar uma fila de 3 quadras). O Museu é lindo, antiguidades de 3 mil anos atrás, pinturas nos tetos e nas paredes de cair o queixo...e a Capela Sistina (não pode fotografar) que é lindíssima, mas a semi escuridão não permite ver tão bem as pinturas...
      De lá fomos pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro, é de graça, mas a fila é tão grande quanto a do museu e do Coliseu, mas anda mais rápido. Ainda bem porque chovia o mundo!!!!
      A Capela é tão grandiosa que tu fica quinem uma formiguinha no meio daquelas obras de arte imensas...vale a pena!Vimos a Pietá de Michelangelo, é linda mesmo!
      Saimos da Capela com céu azul (foi sempre assim, chove/sol, sol/chove) e fomos ao Castel Sant Angelo (uma fortaleza dos papas construída no século II sobre os restos do mausoléo do imperador Adriano).Decidimos não pagar os 8 euros para entrar, pois já tinhamos ido a muitos museus.
      De lá pra Piazza Navona, uma das muitas praças de Roma, que na verdade são alargamentos das ruas com estátuas e fontes no meio, cercadas por restaurantes e lojas.Ainda percorremos toda a Via Veneto, com muitas lojas e restaurantes chiques. Comemos um tremezino com vinho (eu) e cerveja (Dani) e finalmente...hotel!
      Domingo era o dia de ir à Ercolano, mas a possibilidade de chuva e as 6 horas que iamos passar viajando ao todo nos desanimaram, também já estavamos cansados de museus...
      Fomos então ao Mercati de Porta Portense, um mercado de pulgas enorme, no bairro de Trastevere. Compramos quinquilharias e lembracinhas!Funciona todo domingo das 08-14h e é lotado de turistas.Olhem bem a carteira
      De lá pro Campo di Fiori e pro Pantheon novamente, pq quando fomos a primeira vez estava tão lotado que não pegamos a moral do lugar direito e pra Fontana do Trevi dar tchau pra ela tomando um sorvetinho (clássico).
      Um risoto e uma pizza num restaurante perto do Vaticano, e mais uma visita a Praça São Pedro à noite deram nosso até mais à Roma (não foi um adeus pq jogamos a moedinha na Fontana di Trevi)!!!
      Que bom que todos os caminhos levam à Roma!!!!!!!!!!!
    • Por Mochila da Juli
      Bologna, ou La Grassa (a Gorda) está sendo nossa morada por seis meses(minha e de meu marido). O apelido não é por acaso, perchè qui si mangia troppo e si mangia bene!!! Ah! E che cosa mangiano? Pizza, naturalmente!
       
      Quando chegamos, já no primeiro dia, a impressão que tivemos foi a melhor. Cidade mediana, mas muito movimentada e com muita gente jovem pelas ruas. A parte central é toda ornamentada por arcos e pórticos que se espalham por todo centro, dando um toque elegante e clássico.
       
      Bem, o que mais falar de Bologna, além dos jovens, da università mais antiga do ocidente e das pizzas? Vale a pena falar da arquitetura, da arte sacra, do comércio interiorano, dos cantinhos pitorescos, da gastronomia em geral.... das pessoas... Vamos contando aos poucos e em partes. Bologna transpira arte. Palácios medievais, igrejas, praças, monumentos... a todos os lugares vale a pena uma visita. Por isso, neste post, vou contar um pouquinho do lado Cult dos nossos passeios e visitas.
       
      Igrejas
       
      Começando pelas igrejas, nos encantamos com a Chiesa San Petrônio (Piazza Maggiore), fundada em 1390 em homenagem ao bispo de Bologna (de mesmo nome). A igreja foi construída para ser maior que a Basílica de São Pedro, mas o projeto não foi finalizado, o que resultou em uma arquitetura interessante: metade da sua fachada é construída em mármore, metade em tijolos. Dizem os historiadores, que o desperdício de dinheiro ocorrido na construção dessa igreja teria sido a gota d’água para a revolta de Martin Lutero. Mesmo sendo a igreja mais famosa de Bologna, na minha opinião, não é a mais bonita.
       
      Além desta, outras igrejas legais para conhecer:
      Abbazia di Santo Stefano (Via Santo Stefano, 24)
      San Domênico (Piazza San Domênico, 13)
      San Giacomo Maggiore (Piazza Rossini)
      Chiesa San Maria Della Vita (Via Clavature, 10)
       
      Mesmo para quem não é católico, vale a pena visitar esses locais. Através delas, é possível entender parte da história que move o mundo e as religiões... Entende-se, por exemplo, a construção da concepção humana sobre Deus. São igrejas com muita pompa e imponência em todos os detalhes. A arte sacra é de derrubar o queixo. Tudo é grande: a nave, os altares, os pilares... Como se cada detalhe, tivesse sido pensado para provocar no ser humano a idéia de ser pequeno perante o “poder divino” (que não tem nada de divino). A primeira coisa que pensei foi: Deus não precisa de tudo isso para estar presente, certamente não!
      Praças
       
      As praças de Bologna são outro ponto alto da cidade.
      A Piazza Maggiore (também conhecida como Piazza del Nettuno), com certeza, é a mais conhecida. Ela abriga ao seu redor, além da Igreja San Petrônio, a sede da Prefeitura, a Estátua Del Nettuno e a Biblioteca Borsa (sim, deve ser de algum parente; será que tenho direito a algum livro de herança? Hehe). É comum encontrar jovens e turistas comendo panini (sanduíches) sentados nas calçadas, sobretudo em dias ensolarados. Na Maggiore, você encontra um Centro de Informações para Turistas, onde pode-se solicitar um mapinha da cidade (super útil pra você não se perder).
       
      Piazza di Porta Ravegnana: Onde ficam as duas torres (due torri), chamadas Garisenda e Asinelli. Você vai ouvir falar muito destas torres, pois elas são altas e servem de referência para qualquer lugar que você desejar ir. Os nomes das torres referem-se aos sobrenomes das famílias que as construíram. Detalhe: Na Idade Média, as torres simbolizavam status e poder. Quanto maior a torre, maior a riqueza da família. Vai entender essa gente! (Acho deve ser mais ou menos como as BMWs e as Louis Vuitton de hoje em dia).
       
      Piazza di Santo Stefano: Onde fica a Chiesa di Santo Stefano, sobre a qual você poderá conferir detalhes neste link (e nos sucessivos comentários).
       
      Piazza Medaglie D’Oro: Local onde fica a Estação de Trem de Bologna. A cidade é um “nó ferroviário” que permite viagem de trens para diversas cidades, de modo rápido e barato. Para título de referência: Milão (+- 2h), Veneza (+- 2h30), Verona (2h), Roma (3h), Ancona (3h). Bom, a praça não tem nada de especial, a não ser a estação de trem e um outro centro de informações pra turistas...
       
      Ruas
       
      Bologna possui ruas estreitíssimas, com quebradinhas pra lá e pra cá. Dentro dos muros (ou seja, na parte central, contornada pelos pórticos que antigamente davam acesso à cidade), é tudo muito confuso. Cuidado com as lambretas, bicicletas, ônibus, carros, etc. Você não sabe onde é calçada e onde é rua... Tome cuidado, olhe para os lados, respire fundo e corra!
       
      Algumas vie de Bologna são clássicas porque concentram alguns principais atrativos.
      Uma delas é a Via Zamboni – na sua extensão, estão grande parte dos prédios da Università di Bologna. Então você vai ver muito estudante por ali, comendo uma pizza, batendo um papo, ouvindo algum artista de rua (aqui tem muitos) ou, sobretudo, fumando.
      Obs: aqui todo mundo fuma, sobretudo os jovens. Fumam em locais abertos, fechados, dentro dos bancos... Muito chato, pois você vira fumante passivo, obrigatoriamente. Eu gostaria de saber o índice de enfisema por aqui.
       
      Via Rizzoli/Via Ugo Bassi: Avenida central onde tem ponto para vários ônibus que levam a diferentes locais da cidade. Concentra vários serviços, como lojas, bancos, etc.
       
      Via Independenza: Assim como a anterior, funciona como uma espécie de Carlos Gomes de Poa ou uma Av. Paulista. Ali tem bancos, lojas de departamento, hotéis, restaurantes, cafés, mercadinhos, etc. É uma avenida que concentra muitos serviços e que liga a Piazza Maggiore à Estação Central.
       
      ============================
      Buenas, pra não deixar este post muito extenso, vamos ficando por aqui. Em breve voltamos contando um pouco mais de Bologna (A Gorda). Afinal, per sei mesi qui sara la casa nostra. Avremo molte cose da raccontare!
       
      Baci, pace e amore a tutti!
      Ciao!
      Juli
      http://juntosnomundo.blogspot.com
      http://porminhaslentes.blogspot.com
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