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CHINA - PEQUIM, XANGAI, MACAU E HONG KONG - Relato sobre meus 11 DIAS - e dicas que vocês precisam saber antes de ir!


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DIA 4 - 21.03.17 - Xangai

Nesse dia, despedi-me de Pequim, com aperto no coração, pois queria ficar mais dias, e segui pra Xangai, que era outra cidade que estava no meu imaginário há anos, principalmente pela arquitetura soberba. Para fazer o percurso Pequim - Xangai, cismei que tinha que ir de trem-bala. Paguei mais caro, lógico, mas quis ter essa experiência. Afinal, adoro trens e no Brasil fazer esse tipo de viagem é algo inexistente. Foi cerca de uns 260 reais (segunda classe), talvez. Ele fez em umas 3 horas e pouca, e ele corre mesmo porque a distância entre ambas muuuuita coisa.

Quando for comprar o bilhete, fique esperto. Dá para comprar com uns dias de antecedência, fiz isso assim que cheguei em Pequim. Fui à estação de trem e adquiri meu bilhete. O ponto é que achei que só podia fazer lá, visto que pela internet era um processo mais complicadinho. Depois vi que não precisava ir até a estação de trem, porque eles têm postos em pontos turísticos que vendem isso. Mas fique atento caso você goste de ficar na janela: o cara me jogou no corredor porque estava sozinha, sem me perguntar se era a minha preferência. Fiquei muita puta, porque, parte de querer fazer essa viagem, era ir na janela. ::dãã2::

Olha, os chineses são peculiares, mas algo os aproxima de hábitos dos brasileiros: aquela dificuldade de discernir sobre espaço público e privado. Jamais se esqueçam dos nossos arquétipos tão caros, os “DJs dos ônibus/metrô”. Lá vivenciei isso também, o “projetor de filmes do trem”, aquele que usou seu ipad para ver filmes a viagem INTEIRA (era um épico de 100 horas, só pode),e o volume estava alto, ainda por cima.

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Chegando em Xangai, descobri que meu pacote de dados estava minguando. Daí fui a um shopping perto do hostel para poder recarregar. Demorou, mas deu certo, por nem 24 horas, contudo. Aí desencanei e fiquei sem internet mesmo. Achei a da China, de longe, a pior de todas que já usei na vida - antes disso, tinha sido da Argentina. Depois, fui dar uma voltinha na Nanjing Rd que é uma rua enorme com diversas lojas e restaurantes. Mas o que chamou minha atenção nela mesmo foi à noite, tudo ficava tão iluminado. Era comercial? Sim. Mas uma interpretação bem própria deles de mostrar isso. Dava vontade de ir e voltar só para ficar vendo aquele efeito. :)  

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Meu hostel em Xangai: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Rock-and-Wood-International-Youth-Hostel/Shanghai/48590 Ele é daquela rede Hi Hostelling. Ele era beem mais limpo que o de Pequim, e melhor estruturado, mais cara de albergue mesmo. A localização era boa, ficava perto de metrô e shopping, porém era mais distante da Nanjing Rd e The Bund.

Uma coisa sobre Xangai é que ela é o coração financeiro da China, e também a cidade mais populosa do país. Seus portos foram obrigados a se abrir depois da primeira Guerra do Ópio, quando a China não pôde vender a Inglaterra (imperialistas) no conflito bélico. Graças a isso e à concessão à França, Xangai se tornou uma cidade com uma arquitetura mais moderna e, em alguns pontos, com influência ocidental, mesmo pertencendo ao território chinês (diferente de Hong Kong, mas esse é um ponto mais pra frente).

DIA 5 - 22.03.17 - Xangai

Esse dia foi mais complicated porque choveu o tempo TODO! Sem trégua. E eu sem guarda-chuva. Assim, não foi de todo perdido, porque fui a um museu bem interessante sobre a história da China. Daí, acabei focando em coisas que me fizessem proteger da chuva e do frio.

Aí aproveitei e fui à parte francesa da cidade:
 

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E depois à sede do primeiro Partido Comunista Chinês:

 

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Deixando os preconceitos de lado (para quem tem), é um local bem interessante para se visitar para quem se gosta de história, porque ele mostra como o partido surgiu dentro de um país afogado por uma monarquia que pouco acrescentava ao povo, deixando o país estagnado. Além das guerras contra a Inglaterra que fizeram a China perder parte de seu território, de forma forçada. E como intelectuais, influenciados pela Revolução Russa e o pensamento lênin-marxista, criaram o partido na ilegalidade, no seio da dominação estrangeira, e buscaram discutir as relações desiguais entre patrão-empregado presentes no país que estava em processo de industrialização. É interessante se permitir conhecer um pouco da história da China, afinal, eles ainda estão no poder até hoje, depois de mais de 50 anos da Revolução Chinesa.

 

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Depois, na parte da tarde, fiz mais uma imersão na cultura chinesa, no Museu de Xangai. Achei ele bem interessante, pois mostra com bastante detalhes como a arte percorreu ao longo dos séculos na China. Ele é bom para ir além do que já conhecemos sobre essa civilização tão antiga. A parte sobre a porcelana, como se começou e seu desenvolvimento, inclusive como artigo de luxo para a Europa é excelente. Afora isso, achei esse presente lá, uma moeda antiga do nosso Brasilzão:  

 

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Uma coisa engraçada foi ver as crianças no museu fazendo bagunça, tava me divertindo, e os seguranças irritadíssimos com as algazarra delas.

DIA 6 - 23.03.17 - Xangai

Meu último dia em Xangai (#sad), foi bem agitado, posto que ainda não tinha ido até a Pearl Tower, nem conhecido aquela região. De manhã, fui a Qibao, que parece quando você entra em um portal e está em um local completamente diferente, como se fosse uma cidade antiga dentro de uma mais moderna.

Ali você tem em contato com uma China mais antiga, que parou no tempo, com um canal dividindo a cidade (tipo uma “Veneza” chinesa), com os portais tão característicos da cultura asiática e ruas abarrotadas de comidas típicas. Era tanta opção de ingredientes para diversos paladares e aquele aroma de comida sendo feita na hora, fresquinha. Uma pena que não pude comer lá, só tomei um chá.

 

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Depois, segui para Pudong, que é a parte financeira da cidade, logo, grandes prédios espelhados de 7.000 andares, loja da Disney, grandes centros comerciais E a Pearl Tower (entrada aproximadamente 34 USD), aquela clássica, marca-registrada de Xangai. Na verdade, é mais uma torre de rádio e TV, que sempre me lembra The Jetsons, em todas que vejo. Eu não subi até o topo, porque achei carinho, e não tava esbanjando dinheiro. E acho que ela é daquelas que são bacanas de ver como estrutura em si, na sua plenitude (discurso de pobre que não pôde subir), e à noite, claro, quando ela vira a majestade da cidade.

 

Aí andando ao redor, você chega até o rio Huangpu que corta a cidade, e tem uma vista de frente do The Bund, que é tipo um passeio público defronte a esse rio. Nele, você pode caminhar, ver a paisagem e os prédios antigos ali situados.

 

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The Bund de frente:

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Depois (vida de mochileiro não é fácil: a gente não pára, não pára, não pára não), fui para um jardim chamado YuYuan, que também é mais uma mostra da cidade antiga dentro da moderna (essa já relativamente perto do The Bund - lembro que fui a pé depois). Eu fui de metrô, mas tem uma barca que cruza o rio. O interessante desse local não é apenas os jardins em si (já falo dele), mas que ele fica em um distrito onde, antes, era uma área de trocas comerciais à época das dinastias chinesas. É bem bacana trafegar pelas ruelas e ver como eram as antigas lojas, e os espaços construídos e como eles foram aproveitados em torno de uma pequena “urbis” bem única.

 

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O jardim Yuyan (40 CNY) fica no meio desta “citadela”. Ele foi construído na Dinastia Ming, então é antigo pra caramba. É possível ver não só as edificações históricas, mas lagos, pontes, templos. Tudo com uma esfera parecendo que se saiu de um conto de fadas. Como ele é hoje foi parte de um processo de restauração, em virtude de declínios ao longo do tempo e da Guerra do Ópio.

 

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Depois, fui dando em direção ao The Bund (acho que foram uns 20 minutos de caminhada), posto que queria ver o show de luzes que rolava às 18h, e, como queria muito assistir isso, cheguei com antecedência para pegar um lugar e ter uma visão privilegiada (até porque aquilo lota, todo mundo quer essa maravilha). Cheguei e fiquei esperando, ainda nem tinha anoitecido:

 

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E aí à noite:

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Primeiro, toca tipo um sino, e aí ela vai ligando, com uns movimentos sincronizados e os outros edifícios também. Fica tudo iluminado (se não me engano, rola esse espetáculo por uns 15 minutos, aí depois às 22h parece que ela desliga).

 

E assim acabou minha jornada em Xangai. :(Só um adendo: tomem cuidado com táxis que vocês pegam na cidade. O que me levou ao aeroporto, tenho quase certeza que ele deu uma volta maior para cobrar mais.

 

Editado por vanessa.carvalho1
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DIA 9 - 26.03.17 - Macau

Macau foi um dos locais mais interessantes que já tive o prazer de ir, seja pela identificação óbvia da colonização portuguesa (com certeza), dos largos às Sés que tanto povoam meu cotidiano, seja por ser em espaço único na Ásia onde podia me sentir lusófona lendo as placas, letreiros, o que fosse, na minha língua. Infelizmente, não pude falar, visto que ninguém lá (a não ser um grupo isolado de turistas portugueses) falava português, cuja recusa virou um código de resistência junto aos locais.

Macau, assim como Hong Kong, é uma região administrativa especial da China. Antes disso, ela contou com a presença dos lusitanos por mais de 400 anos. No início, seu território foi arrendado ao império português, visto sua importância nas negociações dos produtos orientais para levar ao ocidente. À época da Guerra do Ópio, ela acabou virando, de fato, uma colônia portuguesa.

Hoje, ela se tornou a Las Vegas do oriente, tendo muitos visitantes indo lá com este propósito, contando com diversos casinos (não fui a nenhum porque não me importo muito com essas coisas). Goza também de sua autonomia, tanto que, para entrar na região, é necessário passar pela polícia alfandegária. O dinheiro usado em HK é aceito aqui também, e muitas vezes você recebe notas e moedas macaenses mesmo.

Aí depois de semanas em um “lost in translations” absurdo, você sente algo familiar:

 

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Sim, o calçadão de Copacabana, ou do Largo do Rossio. As semelhanças não param por aí. Cada cidade tem que ter sua Sta Casa da Misericórdia (meus carnavais do RJ agradecem!).

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Ou sua farmácia popular:

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E toda cidade e/ou ex-colônia portuguesa que se preze tem que ter uma Sé só pra si:

 

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E azulejos:

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O encanto de Macau está justamente nessa mistura entre a presença colonial portuguesa com a cultura chinesa. Mesmo que seja algo indizível poder estar um local fincado no meio da Ásia que possamos nos relacionar de uma forma tão próxima, a língua portuguesa só está mesmo nos letreiros e placas. Poucos falam a língua, o que deu uma certa frustraçãozinha, porque queria poder falar minha língua, poder ter essa experiência, mas que não rolou. Os poucos que falam chamado patuá macaense, que é uma língua crioula de base portuguesa, são mais velhos. No fim, vai acabar sendo algo meio perdido.

Porém, vejamos outro lado também: a comida macaense é uma das mais aclamadas da Ásia, exatamente porque se permitiu essa mistura entre diferentes sabores e conhecimentos culinários. Pelo que li no museu da cidade, as esposas portuguesas dos marinheiros ou funcionários da corte, na falta de ter ingredientes ocidentais para usar em suas comidas (e confessemos a comida portuguesa é notória também) usava os que tinha em mãos, daí a história vai se desenvolvendo, né?

Por falar em comida, os pastéis de Belém são bastante populares lá inclusive dentre os turistas, vi-os comprando vários. Não pude me deleitar com isso, posto que não como essas iguarias (por motivos de: ovo). Mas me esbaldei em uns doces típicos da China e de Macau que eram maravilhosos.

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Aí vem o ponto turístico de Macau, as Ruínas de São Paulo (que vocês devem ter visto em fotos, tamanha sua imagem icônica):

 

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Tava cheio, né, non? Domingão + China, dá nisso mesmo!

Não posso negar que o estado arruinado disso conferiu um charme indizível à cidade. Na verdade, houve um incêndio bastante destrutivo na igreja e no colégio adjacente - deste não sobrou nada. Apenas a fachada de granito escapou intacta da tragédia. Alguns dizem que foi a Divina Providência que gerou esse milagre. Depois disso, por falta de verba, nunca mais reconstruíram. Mas, bora falar: ela tá maneira assim.

A fachada conta uma série de histórias, desde as Grandes Navegações (porque português não perde tempo pra falar do passado glorioso perdido), uma releitura da vida de Cristo e símbolos funestos do apocalipse.    

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Aí, vem o templo budista atrás dela, se não me engano era em adoração a um deus do mar, ou algo assim.

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Na rua adjacente à catedral, construções bem interessantes:

 

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Depois, ao lado, subindo um pouco, tem a Fortaleza do Monte. O legal dela é a possibilidade de ver Macau do alto, a vista é bem bonita. Além disso, existe um museu bem interessante sobre a história da região, falando dos chineses, das misturas com os portugueses. Achei que valeu a pena ter ido. ;)

 

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Depois uma caminhada pelas ruas de Macau:

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Acho que no fim, o que buscamos mesmo versa por isso aqui:

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Macau mora agora no meu coração <3

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10 hours ago, D FABIANO said:

Valeu por compartilhar a experiência, pena não ter coragem para repeti la,mesmo sendo um fanático comunista. 

Pois é! Pena que não teve nenhum desfile para eu ver isso de perto. Mas acho que as pessoas lá da China não enaltecem tanto o regime como na época do Mao, embora estejam satisfeitos com o governo. 

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@vanessa.carvalho1  muito obrigado por compartilhar sua experiência.... grande viagem!

Uma coisa que tenho procurado e as informações são conflitantes: certificado de vacinação contra febre amarela.

No site da embaixada chinesa diz que é RECOMENDÁVEL. No Itamaraty diz que é OBRIGATÓRIO. Outros lugares na internet se dividem a respeito...

E aí? Vc levou ou não? Foi pedido?

Para situar a resposta no tempo, me permita perguntar: - Sua viagem foi recente?

Obrigado desde já pela atenção.

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27 minutes ago, rvillg said:

@vanessa.carvalho1  muito obrigado por compartilhar sua experiência.... grande viagem!

Uma coisa que tenho procurado e as informações são conflitantes: certificado de vacinação contra febre amarela.

No site da embaixada chinesa diz que é RECOMENDÁVEL. No Itamaraty diz que é OBRIGATÓRIO. Outros lugares na internet se dividem a respeito...

E aí? Vc levou ou não? Foi pedido?

Para situar a resposta no tempo, me permita perguntar: - Sua viagem foi recente?

Obrigado desde já pela atenção.

@rvillg De nada! :) 

Então, eu acho que não precisa, mas eu já tinha esse certificado no meu passaporte porque na Tailândia você só entra se tiver com isso. Tanto que existe um local especial que você mostra isso antes de ir pra polícia alfandegária. Mas na China, não acredito que precise, porque não vi nada com um rigor parecido. Não me foi pedido não, respondendo à sua pergunta. 

Na dúvida, faz. A maioria dos postos oferece isso de graça e depois você só valida isso no aeroporto. Ou melhor ainda: no Hospital da Clínicas - se vc tiver em SP - faz esse combo, e você já sai de lá com o certificado.

Minha viagem foi em março deste ano. 

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  • 1 mês depois...

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      Conhecendo muitos expatriados, sendo eu um deles, sei que os primeiros passos para conseguir o seu visto de trabalho podem ser um tanto assustadores – especialmente em um local como a China que tem um dos idiomas mais difíceis do mundo!
      Pensando nisso, aqui está esse guia com um passo a passo das primeiras coisas que você deve pesquisar e providenciar para obter o seu visto de trabalho chinês.
      Os estrangeiros que trabalham na China e são pagos por seu trabalho devem obter uma autorização de trabalho e uma autorização de residência do tipo trabalho (juntos chamados de “visto de trabalho”) antes de poderem ser legalmente empregados no país.
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    • Por arielbrothers
      Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana.
      Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas
      De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil.
      Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados.
      SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016)
       
      Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre.
        Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai.
      Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco.
      Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia).
        Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos.
        Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...).
      Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia.
      No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo  arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town.



      Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town.
      Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!).



      Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz
      Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda.
      Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem.
        China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo.
      Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho.
      Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
       
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