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maizanara

Torres del Paine, novas regras em 2017! Circuito W, 5 dias, 1 relato.

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Obrigado pelo relato!

Uma dúvida, é mais comum começar o trekking pelo Gray que pela base das torres?

Pode me ajudar com vantagens/desvantagens de começar por algum um dos lados?

Abraço!

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Oi 

2 hours ago, vinisilvaoliveira said:

Obrigado pelo relato!

Uma dúvida, é mais comum começar o trekking pelo Gray que pela base das torres?

Pode me ajudar com vantagens/desvantagens de começar por algum um dos lados?

Abraço!

oi Vini!! Tudo bem?

Antigamente quando não era necessário reservar com antecedência, esta escolha era muito influenciada pelo clima: caso vc chegasse lá e o tempo estivesse bom, era melhor correr para as Torres para garantir ver elas. Já se o tempo estivesse ruim, vc poderia fazer o chamado de W invertido, iniciando pelo Grey, ganhando assim alguns dias para o tempo abrir até vc chegar nas Torres (que é o auge do Circuito W). Hoje em dia como há necessidade de planejar, eu fortemente sugiro iniciar pelo Grey pois assim você caminha em direção à montanha Los Cuernos (que me encantou tanto quanto ou mais que as Torres), ou seja, Los Cuernos estará sempre na sua frente (e não nas suas costas, um desperdício rsrsr). Também tem um trecho chatinho que é descida para quem faz o W invertido e subida para quem faz o tradicional.

A desvantagem é o tempo que se perde com transporte: além dos ônibus vc tem que pegar um catamarã para atravessar o Lago Pehoe, e nisso você perde bastante tempo sim... Então para quem está na correria, é melhor pensar nisso. Nós fizemos em 5 dias e 4 noites, então foi bem de boa e super recomendo fazer assim e não na correria...

Está é a visão que vc terá caminhando sentido ao Los Cuernos, não dá para perder, dá?

No meu blog coloquei várias info super úteis como preço, roteiro e tudo mais www.calangosviajantes.com.br e mais fotos :) 

Bons ventos

DSC_8922.jpg

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Muito bom seu relato! estou indo em janeiro.. queria tirar uma duvida.. vc deixou sua mochila em alguns pontos? se sim, apenas onde ia acampar? eu vou fazer o percurso contrario ao seu... como vou ficar no refugio chileno no primeiro dia.. pensei em deixar a mochila la e subir p/ ver as torres... no terceiro dia vou ficar no camping frances.. pensei em deixar a mochila la e subir o vale, ja que dormirei no frances... e no quarto dia eu vou ao grey e pensei em deixar a mochila no paine, porem nao vou acampar la.. sera que permitem?

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15 hours ago, vinisilvaoliveira said:

Obrigado pelo relato!

Uma dúvida, é mais comum começar o trekking pelo Gray que pela base das torres?

Pode me ajudar com vantagens/desvantagens de começar por algum um dos lados?

Abraço!

Muita logica os argumentos da Maisa.. no meu caso vou fazer o contrario ao dela (o tradicional), pois nao quero perder a chance de ir ver as torres.. caso no primeiro dia esteja encoberto... eu penso em voltar p/ fazer so esse trecho (bate e volta apos o fim do circuito)... pelos meus calculos o unico dia que ficará bem corrido será o ultimo ja que decidi dormir no frances... e nao no paine como a maioria... mas acho que ate 18h eu consiga chegar para pegar o ferry que parte as 18h30... e quase 22h30 devo chegar em P. Natales... :)

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15 hours ago, maizanara said:

Oi 

oi Vini!! Tudo bem?

Antigamente quando não era necessário reservar com antecedência, esta escolha era muito influenciada pelo clima: caso vc chegasse lá e o tempo estivesse bom, era melhor correr para as Torres para garantir ver elas. Já se o tempo estivesse ruim, vc poderia fazer o chamado de W invertido, iniciando pelo Grey, ganhando assim alguns dias para o tempo abrir até vc chegar nas Torres (que é o auge do Circuito W). Hoje em dia como há necessidade de planejar, eu fortemente sugiro iniciar pelo Grey pois assim você caminha em direção à montanha Los Cuernos (que me encantou tanto quanto ou mais que as Torres), ou seja, Los Cuernos estará sempre na sua frente (e não nas suas costas, um desperdício rsrsr). Também tem um trecho chatinho que é descida para quem faz o W invertido e subida para quem faz o tradicional.

A desvantagem é o tempo que se perde com transporte: além dos ônibus vc tem que pegar um catamarã para atravessar o Lago Pehoe, e nisso você perde bastante tempo sim... Então para quem está na correria, é melhor pensar nisso. Nós fizemos em 5 dias e 4 noites, então foi bem de boa e super recomendo fazer assim e não na correria...

Está é a visão que vc terá caminhando sentido ao Los Cuernos, não dá para perder, dá?

No meu blog coloquei várias info super úteis como preço, roteiro e tudo mais www.calangosviajantes.com.br e mais fotos :) 

Bons ventos

DSC_8922.jpg

Obrigado!! as fotos ficaram lindas!

Estou pensando em fazer este roteiro, oque vc acha? Pode dar sua opinião? 5 dias e 4 noites

1 - Catamarán Paine Grande  até Refugio Grey - Dormimos no Refugio Grey

2 - Refugio Grey até Paine Grande - Dormimos no Paine Grande

3 - Paine Grande até Camping Frances - Visitanos mirador britânico - Dormimos no Frances

4 - Vamos até Camping Torres - Dormimos la

5 - Visitamos a base e depois vamos embora

Obrigado! pelas infos no seu site

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1 minute ago, vinisilvaoliveira said:

Obrigado!! as fotos ficaram lindas!

Estou pensando em fazer este roteiro, oque vc acha? Pode dar sua opinião? 5 dias e 4 noites

1 - Catamarán Paine Grande  até Refugio Grey - Dormimos no Refugio Grey

2 - Refugio Grey até Paine Grande - Dormimos no Paine Grande

3 - Paine Grande até Camping Frances - Visitanos mirador britânico - Dormimos no Frances

4 - Vamos até Camping Torres - Dormimos la

5 - Visitamos a base e depois vamos embora

Obrigado! pelas infos no seu site

Obrigada :) Fico feliz por ter ajudado 

Um pergunta antes de eu te falar minha opinião: as reservas já estão feitas ou é flexível? Quando será a viagem?

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2 hours ago, maizanara said:

Obrigada :) Fico feliz por ter ajudado 

Um pergunta antes de eu te falar minha opinião: as reservas já estão feitas ou é flexível? Quando será a viagem?

Claro! Ainda nao fiz as reservas... mas estou de olho nos campings que sao mais baratinhos hehe (por volta de 10.000). Estamos querendi começar 16 de outubro

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    • Por nathaliarodriguesg13
      Em junho de 2018 resolvemos comprar nossas passagens e nos aventurarmos pelas terras geladas da patagônia em Janeiro.
      ANTES DE IR:
      Planeje! Pesquise e prepare os bolsos: a patagônia é realmente cara!
      Fomos em Janeiro de 2019 e pagamos mais ou menos o seguinte câmbio
      1 REAL = 10 PESOS ARGENTINOS
      1REAL = 168 PESOS CHILENOS
      Farei dois posts de relato: um da patagônia argentina (El Calafate, El Chaltén e Ushuaia) e um da patagônia chilena (circuito W do Parque Nacional Torres del Paine)
      Vou escrever nosso relato dia a dia do seguinte roteiro que fizemos:
      31/12- sp-el calafate + reveillon
      01/01- Passeio calafate
      02/01- Glaciar perito Moreno + ir pra el chalten
      03/01- Trilha maior el chalten
      04/01- Passeio por el chalten
      05/01- el chalten>puerto natales
      06/01- w torres del paine
      07/01- w torres del paine
      08/01- w torres del paine
      09/01- w torres del paine
      10/01- puerto natales>ushuaia (busão)
      11/01- Ushuaia
      12/01- Ushuaia
      13/01- retorno + buenos aires
      Para o relato sobre a Patagônia argentina: AQUI
      Aqui dou início a parte mais desafiadora da nossa viagem: realizar o circuito W do parque Torres del Paine. Pra início de conversa, pra iniciantes nessa arte, esse é um trekking que exige muito preparo e planejamento. Li muitos relatos e blogs de pessoas que realizaram o circuito e eu só consegui realmente compreender o parque e as trilhas fazendo. E a dica que sempre li e preciso dar é: apenas vá! O parque me surpreendeu de todas as maneiras possíveis! Nas belezas naturais, na conservação do local, no clima, na estrutura dos campings e eu mesma me surpreendi por ter conseguido fazer tanto, que é a melhor sensação! Neste relato sobre o Torres del Paine, vou colocar um pouco do nosso planejamento, dicas, considerações e depois o relato dia a dia.
       
      CONSIDERAÇÕES SOBRE O TORRES DEL PAINE
       
      Circuito W Fizemos o Circuito W no sentido Torres > Paine Grande em 4 dias e 3 noites
      Dessa maneira fica um pouco apertado no quesito tempo. O terceiro dia ficou MUITO pesado de forma que não conseguimos aproveitar tanto o 4º dia e nem finalizar o circuito propriamente dito. Se você for experiente em trekking e tiver em ótima forma física, dá pra fazer. Mas se você tiver um preparo mediano, quiser fazer com mais tranquilidade, curtindo bem o caminho (e as dores kkk) recomendo em 5 dias. Vi muitos relatos também sobre fazer o W invertido (começar em Paine grande e terminar nas Torres). A vista do W invertido realmente deve ser mais bonita, andando de frente pros Los Cuernos e para o lago Nordenskjold. Porém, novamente, se seu preparo físico não for excelente, você vai chegar inevitavelmente muito cansado no último dia e aí corre o risco de não chegar até as torres del paine ou chegar a base de muito sofrimento e remédios. Não me arrependo de termos feito da maneira que fizemos, mesmo sendo em 4 dias, devido ao nosso tempo e roteiro de viagem. A única coisa que poderia ter sido melhor é ter dormido no Acampamento Francês, pois reduziria uns 3km do terceiro dia, mas não achamos vaga neles quando fizemos nossas reservas. Ainda assim, amamos a hospedagem no Camping Los Cuernos!
      Resumo do nosso roteiro:
      Dia 1: Chegada, subida Torres del Paine. Dormimos: Campamento central
      Dia 2: Ir do Central para Campamento Los Cuernos
      Dia 3: Trilhas mirador francês e britânico e chegar ao Campamento Paine Grande
      Dia 4: Trilha glaciar Grey e ir embora do parque
      Acomodações No nosso caso, alugamos as barracas, colchãozinho e sacos de dormir, então não tivemos que levar nada disso. Esse “pacote” de hospedagem nos acampamentos custou cerca de 100 dólares por noite pra duas pessoas em uma barraca. Existem as opções em que você leva essas coisas, com a desvantagem de ter que carregar tudo por boa parte do percurso. Outra coisa: um bom saco de dormir -15 graus é grande e pesa! E com um saco menos ‘potente’ que isso você vai acabar passando frio! Existem também as opções mais ‘fancy’, nos hotéis, dormitórios e cabanas ou com refeições inclusas. Grande parte das refeições você tem que reservar antes. Esse pacote é BEM mais caro e não chegamos nem a cogitar. Se estiver com um dinheirinho sobrando, recomendo fazer uma reserva de jantar/almoço pro seu último dia.
      O que levar Vou postar a lista que fiz antes de ir com o que levei e comentar o que achei:
      - Mochila grande
      - Mochila de ataque (nós levamos um mochilão 50L e uma mochila 20L pro casal. Então nos dias que tinha que carregar o mochilão pela trilha o homi deu conta dele - uns 10kg- e eu com a outra - uns 3kg. Para as trilhas levávamos só a de 20L e fomos revezando. Funcionou bem pra nós!)
      - Capa impermeável para mochila (nem usamos, mas demos MUITA sorte com o clima. Pegamos umas gotinha de chuva no segundo dia e SÓ!)
      - Vestuário
      01 bota de trilha (usada e amaciada antes!)
      01 chinelo
      01 casaco corta-vento impermeável (ou aqueles fofinhos boneco-michellin. Foi o que usei e funcionou. O ruim é que as vezes ficava suada, mas tirava e sentia frio! Eterno poe casaco-tira casaco)
      01 fleece (quando não tava tão frio usava ele sem o casaco, quando muito frio ele por baixo do casaco)
      01 ou 02 blusas térmicas (Levei só uma e usei só pra dormir)
      02 blusas de manga/camiseta - tipo academia. (aqui errei! Levaria uma pra cada dia, dessas de tecido molinho que absorve suor e de manga ou manga comprida com proteção UV)
      02 calças (corta-vento, legging, fleece) (errei feio também! Levaria uma calça de trekking boa e uma legging, fim!)
      01 luva (não levei- achei que fez falta só em alguns trechos bem frios pra segurar o bastão de trekking)
      01 gorro (bem essencial!)
      01 cachecol/pescoceira/lenço (recomendo muito a pescoceira! Ela serve de faixa pro cabelo ou pra proteger o pescoço.)
      03 meias de trekking (se tiver problemas em reaproveitar meias, leve 4)
      01 pijama (dormi com a blusa e a calça térmica que levei)
      Higiene
      01 toalha microfibra
      01 sabonete
      01 protetor solar (rosto e corpo)
      01 hidratante (rosto e corpo – eu tenho a pele bem sensível e com o frio e sol que tava fazendo meu rosto ficou acabado! Antes de dormir estava passando um óleo de cabelo no rosto pq estava MUITO ressecado!)
      01 shampoo/condicionador pequeno
      01 protetor labial/bepantol (ESSENCIAL!!!)
      01 pacote lenço umedecido
      01 rolo de papel higiênico
      Remédios que achar necessário (os antiinflamatórios foram essenciais pros joelhos!)
      Utilitários
      Lanterna (o dia dura muito! Acabamos nem usando)
      Cantil/garrafa (bem essencial! Uma de 1L por pessoa)
      Boné/Chapéu (esqueci e me ferrei!)
      Óculos de sol
      Bastão de trekking (não levei e me ferrei MUITO! EXTREMAMENTE ESSENCIAL!)
      Fogareiro e gás
      Panela (levamos uma panelinha véia de casa mesmo. Tinha uma galera com umas panelas profissionais de camping!)
      Pratos, talheres e caneca/copo (também levamos o que tinha de plástico em casa)
      Canivete
      Cadeado (bom pra fechar a barraca em alguns momentos)
       - Alimentação
      Modéstia à parte, arrasamos muito no planejamento da alimentação! Podia ter sido melhor, mas nossas jantas ficaram bem confortantes! O Pedro (namorado) não queria comer miojo ou sopa pronta todos os dias, pq ele acha que não dá sustância. E realmente, depois de um dia inteiro andando, carregando peso, almoçando sanduíche, no fim do dia vc quer comida! Nos preocupamos e planejamos muito bem essa parte pra não estragar o passeio (ambos não são pessoas agradáveis quando com fome!)
      Vou descrever o que levamos por refeições:
      - Café da manhã:
      Levamos café solúvel (compramos em Chaltén, mas podia ter levado do brasil), chás e comíamos pão com manteiga e alguma outra coisa, tipo mortadela ou salaminho. No mercado que fizemos compras em Calafate tinham uns panetones em promoção e levamos também! Haha! Esses comemos logo nos primeiros dias pra diminuir o volume carregado. Nos primeiros dias tínhamos também frutas: maçã e bananas.
      - Lanche da Manhã/Tarde
      No brasil compramos em lojas a granel castanhas e frutas secas. Separamos essas porções em 4 saquinhos com um pouco de tudo, um para cada dia. Levamos também barrinhas de proteínas e um doce de amendoim (única coisa que não enjoamos de comer!). A vantagem dessa compra a granel também foi não gerar lixo durante a trilha. Isso tudo é muito gostoso e pareceu (e é!) uma boa ideia, mas deu uma enjoada. No terceiro dia já não aguentávamos ver as castanhas mais! (Até hoje, quase três meses depois ainda não consegui voltar a sentir vontade de comer castanhas, sos!)

      - Almoço
      Em calafate compramos todos os tipos de pães (baguete, pão de forma e rap), aquelas bisnagas tipo de mortadela, salaminho (alguns levamos do Brasil também). O pessoal comprou também um patê de carne enlatado e atum, mas não foi uma ideia muito boa isso não... No último dia o almoço e café da manhã ficaram meio judiados, pq só tinha Rap, por isso planejaria melhor essa parte.
      - Jantar
      Como disse antes, essa foi a parte que planejamos bem, pois era nossa maior preocupação! Como os fogareiros eram pequenos, cada casal (éramos 3 casais) fez seu planejamento.
      Janta 1: única que não levamos do Brasil. Compramos um pacote de macarrão desidratado sabor 4 queijos em Chalten e cozinhamos com os legumes que levamos (beterraba e cenoura). Pedro esqueceu que já vinha temperado e tascou sal no negócio, mas tirando isso ficou bom!
      Janta 2: levamos do Brasil um pacote de frango cozido e desfiado à vácuo (Vazpa) (Pedro tinha essa exigência da proteína animal. Achamos a carne desfiada muito cara!) e levamos também um arroz de saquinho com “legumes” (esse pacote vem com dois saquinho e cada um dá tranquilamente pra duas pessoas). Nesse dia arrasamos no jantar com uma carne e dois acompanhamentos (arroz + legumes cozidos) feitos em uma panela e um fogareiro (e meu prato da barbie em formato de coração, é claro!)!

      Janta 3: também do Brasil levamos esse pacote de risoto de funghi (pacote verde Vailigiana) e em calafate compramos o purê de batata em pó (só misturar água e manteiga e pronto), misturamos o frango a isso e pronto! Esse dia tava bem bom (ou estávamos muito cansados! Hahaha). Levamos um saquinho com sal e um com alho amassado (feito em El Chalten e que deixou um cheiro delicioso nos mochilões!) que ajudaram a dar um gostinho a mais nas comidas!

       
      RELATO DIA A DIA
       
      Chegando em Puerto Natales (05/01/19)
      Pegamos um ônibus pela Bus Sur de Calafate para Puerto Natales saindo às 16h30. Na fronteira da argentina-chile passamos um pequeno aperto pq eles falam que não poderia entrar no chile com alimentos. Tem uma lista específica, mas no ônibus não tínhamos acesso a ela e estávamos levando um bom carregamento de comida pra nos sustentar no parque. No papel que temos que preencher pra imigração vc deve marcar se está ou não entrando com alimentos e declarar. Ficamos naquela dúvida se declarávamos ou não e por fim o moço do nosso ônibus estava instruindo que todos marcassem NÃO. Marcamos o não e seguimos pra imigração onde eles colocam todos os mochilões no chão para um cão farejador analisar e nossas bagagens de mão passam num raio x. Deu tudo certo com os mochilões e uma mochila de mão que estava com mais comida foi vistoriada após o raio x, mas a moça falou que aquele tipo de comida não tinha problema! Ufla! Em Puerto Natales ficamos hospedados no Hostel Akrya, que era bem perto da rodoviária. Eram quartos pra dois com banheiro compartilhado. Tinha um café da manhã bem simples, mas que quebrou um galho pela nossa correria. Foi basicamente tudo que conhecemos de Puerto Natales, já que usamos a cidade apenas como base para ir para o Parque Torres del Paine. Dormimos nesse hostel nessa noite e na que voltamos do parque e deixamos boa parte da nossa bagagem nele, já que levamos só o essencial para o Parque.
      Dia 01 circuito W (06/01/19)
      Pegamos o ônibus em Puerto Natales às 7h da manhã pela empresa JB. Custou 10.000 pesos ida e volta. O preço de cada trecho separado seria 7.500 nessa empresa. Mais a frente digo se isso valeu a pena ou não. A ida foi tranquila, são cerca de 2h até a portaria da Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos tem que descer até a recepção do parque pra fazer o registro, pagar a entrada (21.000 pesos chilenos), recebemos mapas e orientações. Quem vai fazer o W invertido volta pro ônibus pra seguir pra portaria do Pudeto e quem vai começar pelas torres aguarda o ônibus preto que leva ao hotel las torres e camping central. Pra entrar nesse ônibus é um caos, não tem fila e a galera fica no maior desespero! Nos enfiamos lá e conseguimos entrar no primeiro ônibus. Na entrada do ônibus tem que pagar 3.000 pesos por pessoa. Chegando na região do central tem uma boa estrutura com uma cafeteria (a partir de agora pode preparar o bolso pq é tudo MUITO caro! Espertos e mão de vaca que somos levamos TODA a nossa comida pros 4 dias). Fomos ao banheiro e seguimos numa caminhada de 5min até o camping. Fizemos o check in deixamos os mochilões na barraca, preparamos a mochila pra subir, fizemos um lanche e seguimos pra trilha do mirador das torres, já que já estava bem tarde (11:20 da manhã).
      Sobre a trilha: é uma trilha de 11km de subida até a base das torres. O dia começou meio nublado e foi abrindo. Diferente do Fitz Roy, não temos muita visão das montanhas das torres no caminho ou mesmo do camping e a trilha em si não tem tantos miradores no caminho. Saindo do camping central percorremos uns 2km de planície até o início da subida que inicia mais inclinada e com pedra e cascalhos e dura por cerca de 3km. Chegamos ao Passo dos Vientos onde estava realmente ventando MUITO e tive até medo de parar pra tirar foto e ser empurrada pelo vento praquele precipício. Essa parte tem uma vista realmente bonita pro vale e o rio lá embaixo. É a única parte um pouco mais plana e sem cascalho. Depois tem uma descida até o Refugio Chileno. Tem um restaurante e café e banheiros pra usar. Fizemos um lanchinho (quando ainda gostávamos de frutas secas e castanhas! Haha) e seguimos!

      Daí pra frente é só subida, não é tão inclinada, mas dá uma canseira. Faltando cerca de 1,0 km pra chegar, um pouco depois da Área de Acampar Torres começa a subida de verdade! A intenção era parar nesse ponto, usar o banheiro, comer nossos sanduíches e refletir se iríamos subir ou não. Porém, passamos direto do campamento sem ver e quando percebemos já estávamos iniciando a subida! Haha! Paramos pro sanduíche mesmo assim e seguimos. Não é uma subida fácil! É realmente inclinado e por pedras, a trilha nem fica um caminho tão claro, mas sempre tem uns indicadores laranja do caminho. E finalmente chegamos ao mirador! Chegamos lá às 16:30 e o mirador “fecha” às 17h. Foi o tempo de apreciar a beleza do lugar, tirar umas fotinhas, passar muito frio, ver uns floquinhos de neve caindo e voltar. A descida foi foda! Os joelhos sentindo e como já estava tarde tentamos dar uma acelerada. Entre mortos e feridos, todos chegamos vivos ao camping (por volta de 21h)!

      Dia 02 circuito W (07/01/19)
      Na noite desse dia iriamos dormir no Los cuernos, então a programação era supostamente leve: 12km. Só que com mochilão nas costas. Como estávamos em casais e havíamos fechado o pacote full camping (barraca + colchãozinho + saco de dormir) nossas mochilas eram de comida, roupa contada pros dias e utensílios de cozinha. Os meninos foram levando o mochilão e as meninas a mochila menor (20L). O check out do camping central era as 8:00. Demos uma enrolada e acabamos saindo umas 9:30, não sem antes levar umas chamadas de atenção dos caras do camping, pedindo que nós liberássemos as barracas. Fomos andando tranquilamente, essa trilha tem algumas subidas e descidas, mas nenhuma MUITO pesada (tipo a das torres do dia anterior), e muitas vistas maravilhosas do lago Nordenskjold.

      Parávamos a cada 1,5km e assim chegamos lá às 15:30. Tiramos o resto da tarde pra descansar e fazer uma janta mais cedo. Achamos esse camping o que tinha a melhor infraestrutura. Os banheiros eram limpos e organizados, banho quente (até demais!), tinha shampoo e sabonete dentro dos boxes! O bar também era bem estruturado e a comida tinha uma cara boa. A área de cozinha pra quem estava no camping também era bem agradável. Além da vista do camping para o los cuernos! Não é permitido deixar lixo nesse camping, você deve levar TUDO com você. Esse foi um pequeno erro de planejamento nosso, já que fizemos alguns legumes nesse dia e tivemos que sair carregando todas as cascas, restos e embalagens. O resultado foi uma mochila bem fedida pelo próximo dia todo e por muitos dias subsequentes.
       
      Dia 03 circuito W (08/01/19)
      Sabíamos que esse seria o dia mais pesado, brace yourselves! Para fazer todo o caminho incluindo o mirador britânico seriam 27km, sendo 12km com o mochilão nas costas. Saímos do Los Cuernos às 7:45 e seguimos até o Camping Italiano. O caminho até lá foi tranquilo, com algumas subidinhas, uma vegetação mais fechada e belas vistas pro Lago Nordenskjold.

      Chegamos ao Italiano umas 10:30, seguindo o tempo previsto no planejamento. Daí sentamos pra decidir se iriamos encarar o mirador francês. Uma pessoa do grupo estava sentindo dores no joelho e decidiu seguir direto com a esposa pro Camping Paine Grande. Nós, os outros 4, deixamos o mochilão no italiano e decidimos subir o mirador. Sobre o camping italiano: ele é um camping público sem muita conservação, então nem tente usar o seu banheiro!

      Seguimos então rumo ao mirador francês, com limites de horário e sem almejar muito o britânico. O caminho é bem de subida de pedra (como a primeira parte das torres) por 2km. No meio do caminho fomos presenteados com um avalanche inacreditável do monte francês que fez todos ficarem de queixo caído! Chegamos ao mirador francês com 1h10 (o tempo previsto é de 1h30), ficamos admirando aquela montanha com todo seu gelo, o dia estava muito lindo, bem limpo! Essa foi uma das minhas vistas preferidas de todo o parque!

      E tomamos a ousada decisão de seguir para o mirador britânico. São mais 4,5km, mas achei o caminho bem mais tranquilo que a primeira subida. A trilha é toda por dentro dos bosques, com uma inclinação bem mais amigável. Somente os últimos 300m são bem íngrimes (como o último trecho das torres) mas subimos essa última parte com 10min. Por fim, após 1h30 (tempo previsto era de 2h), chegamos ao britânico onde se tem uma vista 360o de várias montanhas do parque e do lago. É realmente impressionante, ainda mais com o dia limpo e claro que pegamos, mas acho que ainda gostei mais da vista do francês. In the end, it’s all about the journey!

      Começamos a nossa jornada de volta, demos uma última parada no francês que conseguiu ficar mais ensolarado e belo e chegamos ao italiano com quase 2h. Demos aquele pequeno descanso e recuperada do fôlego, afinal, ainda tínhamos mais 7,5km pra andar até o camping de mochilão. Saímos do italiano às 17:30. O caminho até paine grande é bem tranquilo, com pouquíssimas subidas e descidas. Mas a essa altura do campeonato, qualquer subidinha pra nós já era um Everest! Hahaha (o riso era de desespero!)! Nesse trecho passamos pela parte do parque que sofreu uma queimada em 2011/2012. Alguns acharam a paisagem bonita, eu achei de uma beleza meio triste, só conseguia pensar que tudo que o homem toca ele destrói... Reflexões à parte, as costas dessa trilha dá bem pros Los Cuernos e com o dia maravilhoso que estava fazendo a vista estava privilegiada. Mas dado nosso cansaço mal conseguimos aproveitar. Paine grande parecia cada vez mais distante e chegar lá nesse dia não foi fácil... mas chegamos com 2h30! E nada se compara a essa sensação de vitória.

      Sobre o camping Paine Grande: ele tem uma ótima infraestrutura! O hotel com restaurante e bar fica bem acessível pra quem está no camping (diferente do las torres, que é mais distante), a estrutura de cozinha e banheiro pro camping é boa. Porém temos algumas reclamações: o staff é muito mal educado e desorganizado! Chegamos mortos e demoramos muito pra fazer o check in e o cara que foi nos levar pra nossa barraca saiu abrindo várias barracas pra ver onde iria nos colocar. Tivemos que deixar um documento como garantia pros sacos de dormir. As barracas eram colocadas no chão mesmo, não tinha um tablado como nos outros campings, o que fez MUITA diferença na hora de dormir, pois o chão não era muito nivelado, então foi tipo dormir numa inclinação negativa. Tinha horário pra usar a cozinha e para o banho (18h às 22h). Chegamos 20h, o check in demorou e tivemos que fazer todo o resto correndo. Quando estávamos terminando de fazer a comida deu o horário da cozinha fechar e fomos expulsos do lugar. Parte do  grupo teve que comer no frio, nas mesinhas de fora. Por fim fomos ao bar e pagamos 26 reais (4000 pesos chilenos) numa latinha de cerveja austral!!! E quando deu 23h fomos expulsos do bar! Não gostamos muito do tratamento dos funcionários com as pessoas que estavam no camping. O que nos surpreendeu é que nada disso aconteceu nos campings da Fantastico Sur (o Paine Grande é da Vertice)!

      Dia 04 circuito W (09/01/19)
      Enfim, pelo menos a vista da barraca pro Los Cuernos pela manhã estava espetacular! Acordamos bem cedo e ficamos fazendo o café da manhã nas mesinhas de fora (já que a cozinha só abria as 7h!). A pretensão do dia era chegar no refúgio Grey e voltar (22km total) pra pegar o barco e ir embora. Sobre o barco: no fim da tarde tem dois horários na alta temporada, às 17:00 e às 18:35. Existem 90 vagas no barco (teoricamente) e a fila começa a se formar uns 40min a 1h antes. Como havíamos comprado o ônibus das 19h, estávamos planejando pegar o barco das 18:35.

      Poréeeem, quando começamos a caminhar o cansaço do dia anterior bateu forte! Com algum sacrifício e falta de motivação fomos até o mirante do glaciar Grey, comemos aquelas castanhas e uva passas (que já não aguentávamos ver mais! Haha) e decidimos fazer o caminho de volta na tentativa de pegar um barco mais cedo.

      Chegamos no Paine Grande 12:30 e aí descobrimos que só teria o barco de 17:00 mesmo. O que nos restou então foi adentrar as dependências do hotel e nos estirar nos sofás de um lounge e dormir com uma bela vista até a hora do barco! Uns 40min antes fomos pra fila, o vento estava muito forte, apesar do sol. Esse ticket custa 20.000 pesos por pessoa e vc pode pagar no barco.

      Pegamos o barco de 17:00 e demora uns 30min até a portaria. E quando chegamos lá o ônibus da nossa empresa só sairia mesmo as 19:00. Teve um ônibus da Bus Sur que saiu antes, às 18:00. Por isso disse que não sei se vale a pena comprar os tickets do ônibus antes. Pq no estado que estávamos, daríamos tudo pra ter ido embora mais cedo! Mas enfim, ficamos numa cafeteria que tem lá e comemos os ovos mexidos com pão mais caro da vida (5000 pesos = 30 reais) até dar a hora de entrar no ônibus, que saiu atrasado. Esse ônibus demora uns 30min até a portaria das torres e nesse trajeto tivemos uma das melhores surpresas: vimos uma puma!!! Seguimos então até Puerto Natales onde chegamos umas 22:00, famintos por comida de verdade! Seguindo a recomendação de alguém da rodoviária, fomos ao restaurante mais próximo de lá. Fomos muito bem atendidos, tiramos a barriga da miséria e ainda fizemos a maior bagunça no karaokê! Haha! O prato com entrada custou 4.000 pesos (o mesmo valor de uma lata de cerveja no torres 😑). Voltamos pro nosso hostel, refizemos nossos mochilões, dormimos bem pouco, pra pegar nosso ônibus pra Ushuaia na manhã seguinte (continuação do relato dessa viagem).

      Enfim, assim terminou nossa aventura pelo Chile e no parque Torres del Paine! Sinceramente, foi um dos lugares mais incríveis que já vi na vida! Além de toda a experiência de superação e realização! Se tiver a oportunidade, apenas vá!
      (Todas as fotos desse relato são minhas - instagram @nathalia.rg - ou do casal que viajou conosco - instagram @a2sobrerodas)

    • Por beatrizz
      Queridos mochileiros. 

      É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. 
      A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. 
      Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. 
      Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). 
      Coisas importantes:
      * Imprimir suas reservas,
      * Ter comida suficiente. 
      * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva.
      * Uma bota que seja sua amiga.
      * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. 
      Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine:
      1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. 
      Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). 
      Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus).
      Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou.
      2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus.
      3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso?
      4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar.
      5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico.
      6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve.
      7 dia: ida até o Central.
      8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido.
      Resumo :
      1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas.
      2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas.
      3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas.
      4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas.
      5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas.
      6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas.
      7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas
      8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas
      Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não.
      Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil.
      Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui.
      Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine. 













       











       








    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Jasmine Rosa
      TORRES DEL PAINE 
      15 A 24 DE NOVEMBRO 2018

      Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. 
      Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos.
      Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo.
      DIA 1 
      HOSTEL – TORRES DEL PAINE
      GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN
      Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) 
      Distância: 13 km
      Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. 
      Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. 
      Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. 
      Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. 
      Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. 
      Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano.
      Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. 
      Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei  6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! 
      No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h!
      Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! 
      Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder. 



    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
      *Outras duvidas:
      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
      3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia?
      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
      5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy??
      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera


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