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casal100

Serra da Canastra à pé  (324 kms) + Extrema - MG(+-60kms) + Ubatuba  (+-200 kms) -  Julho/Agosto de 2017.

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Mudei a ordem dos roteiros que fizemos (primeiro foi Ubatuba-SP, depois Extrema-MG e por último  Serra da Canastra-MG), acho que tem poucos relatos  da Serra da Canastra à pé.

Depois de ter concluído alguns caminhos em Extrema-MG, rumamos para São Carlos para visitar um parente.

Saímos de São Carlos-SP de carro, no dia 24.07, ainda sem definição por onde começaríamos a travessia(poderia ser por Delfinopolis, São Roque de Minas, vargem Bonita, onde íamos deixar o carro). Passamos em Ribeirão Preto para compra alguns mantimentos e resolvemos dormir em Delfinopolis-MG, passamos próximo a Franca e Cassia(entre São Carlos e Cassia tem 3 pedágios  $32),  antes de chegar tem que atravessar a balsa (na ida não paga, só na volta $23 por veículo leve).

OBS. : A gasolina nesta região de Minas Gerais é caríssima,  entre $4,20 e $4,40 o litro. Enquanto no estado de São Paulo estava na faixa dos $3,80.

Chegamos à noite em Delfinopolis,  resolvemos no outro dia ficar na cidade colhendo informações sobre os trechos seguintes,  acontece  que parece que tem um lobby dos guias para não dar informação. 

Depois de conversar com a gerente da pousada Rio Grande, ficamos confiantes que daria para chegar na pousada da Vanda sem grandes atropelos. E foi assim até o final,  chegamos num destino e ia atrás de informação sobre o próximo. Não encontramos mapas detalhados sobre os trechos, somente mapa geral.

 

SERRA DA CANASTRA - MG

1° dia - 26.07.2017 - Quarta-feira
De Delfinopolis a pousada da Vanda.
Uns 40 kms em aprox. 10:30hrs(erramos um entrocamento e andamos 6 kms( 3 pra ir e 3 pra voltar) à mais ), na realidade foram 46 kms neste dia)

Tempo: frio ao amanhecer,  sol forte o dia todo (nenhuma nuvem), frio intenso à noite.

ALERTA: nos finais de semana tem que ficar atento, pois tem muito tráfego de motocross,  UM PERIGO!  Cuidado!

O hotel(hotel JP em Delfinopolis -MG) informou que ia servir café da manhã,  o que não aconteceu,  sorte que sempre carregamos frutas, doces,  castanhas. ..
Saímos por volta das 05:30hrs, chegamos ao trevo e viramos à direita  e pegamos estrada de terra com pouco movimento de veículos mas com muita poeira.
A uns 6 kms atravessamos uma ponte de cimento sem guarda-corpo e uns 50 metros viramos a esquerda.
Pegamos uma estradinha de terra com muita sombra, pouco tempo depois passamos por um camping,  sempre subindo....chegamos a portaria do complexo Paraíso. ..lindo visual da região e do lago. Mais acima vimos uma antena a direita,  e à frente o condomínio de Pedras  (são formações rochosas, sem nenhuma casa por perto). Seguimos pela estradinha até um entrocamento e viramos à direita e seguimos numa estrada com muita areia, depois de uma descida fortíssima com muita valas e pedras chegamos em outra estrada e viramos à esquerda.
Passamos ao lado de uma ponte que ia para o complexo Bateia, logo chegamos à uma fazenda de gado,   batemos um papo com o dono que nos ofereceu água e bananas maçã deliciosas. OBS.: esse é praticamente o último ponto de água  (só vi água chegando na Vanda).
Logo a seguir começou uma subida fortíssima em pedra branca, tivemos que subir bem devagar. Após essa subida caminhamos na crista da montanha um bom tempo, com um visual FANTÁSTICO,  de um lado as montanhas da Gurita à esquerda e do lado direto as da Bateia, com lindo visual de toda região.
Do lado direito vimos uma antena,  e logo a seguir tem uma bifurcação, siga à esquerda para serra branca(para a direita vai pra "roça feia"  FOI AQUI QUE ERRAMOS..), logo a seguir começa uma descida fortíssima com muitas valas e pedras,  atravessamos um pequeno riacho e encontramos um vaqueiro que nos informou um atalho  (seguindo a trilha dos motoqueiros) para a pousada da Vanda,  entramos numa mata, atravessamos um riacho, pegamos uma subida fortíssima até o topo atravessamos duas porteiras e lá de cima um visual lindíssimo e a casa da Vanda laaaaaa embaixo,  descemos bem devagar pois era bem íngreme e com pedras soltas.

HOSPEDAGEM: Pousada da Vanda 035 99997-0057; quarto coletivo com ótimas camas, limpissimo, vários  cobertores,  ventilador, banheiro compartilhado limpo com chuveiro quente.  Ótima comida. Preço: R$80 por pessoa com café da manhã e almoço excelente  incluído.

Tem espaço para camping com banho quente, ela cobra $60 por pessoa com café da manhã e almoço ou jantar.

Somente almoço ou jantar $30 por pessoa à vontade. PODE ACREDITAR, VALE O PREÇO! 


RECOMENDO,  a Vanda e o pessoal nos atenderam muito bem.
Atende todos os dias  do dia 15 de dezembro a 15 de janeiro e na última quinzena de julho.
Nos outros meses somente de sexta a domingo.
Tem que fazer reserva antecipadamente.
Obs.: como  somos intolerantes  a Glutén/leite gentilmente a dona Vanda fez arroz, tutu, ovo e frango caipira ...maravilha, ISSO NO CAFÉ DA MANHà -  MARAVILHOSÓ! !!

Algumas fotos:

Dizem que existe na SERRA DA CANASTRA o "caminho do céu ", é verdade, se o céu não for ali, está bem próximo! 

Mapa da região :

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Caminho do céu, isso mesmo esse trecho é chamado assim.....e não é que é verdade. Ficamos bem próximos do céu, com certeza!

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Tem que virar à esquerda. 

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Mais caminho do céu 

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Descendo para a pousada da Vanda

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Pousada da Vanda:

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Dona Vanda, tentou entrar em contato com as outras pousadas mais à frente (da natureza - 17kms e a dois irmãos - 22 kms(próxima a Cachoeira Casca d'anta )), mas não conseguiu, esse é outro problema de algumas localidades da Serra da Canastra,  o celular não funcionar.
Saímos mesmo assim, segundo ela,  a pousada mirante da Natureza ela tinha certeza que estava funcionando, mas a Dois Irmãos ela não tinha tanta  certeza. Então seguimos com essa preocupação, chegamos na Pousada Mirante da natureza e estava funcionando, resolvemos dormir nela,  vai que a Dois Irmãos esteja  fechada,  aí teríamos que retornar uns 5 kms morro acima  (subida fortíssima).
FONE POUSADA 2 IRMÃOS(uns 3 kms da cachoeira Casca d'anta):
37 3433-2062
37 3433-2032
Não vi os chalés por dentro, mas parece bem conservados.
Preço: $110 por pessoa com café da manhã e almoço.
Mais à frente na entrada para a cachoeira tem um camping que fornece refeição.


2° dia - dia 27.07.2017  -  Quinta-feira
Saída da pousada da Vanda e chegada a Pousada Mirante da natureza.
+-17 em aprox. 04:15hrs
Acumulado: 47 kms

Saímos depois das 07 da manhã,  depois de praticamente almoçar,( nenhuma nuvem no céu, tempo frio no início e sol forte durante todo o dia com vento gelado ) tem que passar muito protetor solar.
Uns 100 metros da pousada, depois de um mata-burro, viramos à esquerda e pegamos uma subida fortíssima com muitas pedras(Serra branca), no topo lindo visual de toda região, chegamos a uma bifurcação  (à direita vai para SJ do Barreiro), seguimos à esquerda.
Entre subidas e descidas médias chegamos a outra bifurcação  (tem um poste com um arado informando para seguir à direita) logo a seguir começa uma descida forte até uma mata,  depois começa uma forte subida até a pousada Mirante da Natureza.  Linda vista de toda região.
Resolvemos pernoitar aqui, mesmo sabendo que tem pousada próximo da cachoeira casca d'antas uns 5 kms depois(não sabíamos que a outra pousada estava funcionando).
Cometemos esse erro de dormir depois de 17 kms, pois no outro dia foi complicado.
Sugiro entrar em contato com a pousada 2 irmãos antes para verificar se está funcionando,  pois não compensa andar neste dia somente 17 kms,  os outros 5 kms é praticamente descida  (tem somente uma subida curta).

Hospedagem: Pousada Mirante da Natureza fone: 037 99919-0542 , wifi, quarto limpo,  camas boas, banheiro privado. Preço: R$100 por pessoa com café da manhã e uma refeição.  MUITO CARO PELO QUE OFERECE.
Obs.: Tem camping a $55 com jantar e café da manhã, banho quente.

Algumas fotos:

Talvez a pessoa mais conhecida e respeitada da SERRA DA CANASTRA: Dona Vanda.

O lugar onde vc verdadeiramente vai estar em casa. Pode acreditar! 

Na foto ela preparando nosso "café da manhã", só ela mesma para fazer isso. 

NOSSA SINGELA HOMENAGEM!!!

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Saindo tarde e deixando a Pousada da Dona Vanda.

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Subindo a serra Branca sem nenhuma nuvem no céu. 

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À frente a serra da canastra e a Cachoeira Casca d'anta 

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A última subida do dia,  e que subida.

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3° dia - 28.07.2017  -  Sexta-feira
Saída da pousada Mirante da Natureza e chegada após 2 kms da nascente do rio São Francisco  (PN SERRA CANASTRA) - MG
+- 32 kms em aprox. 08:15hrs
Acumulado: 89 kms

Fez frio forte à noite, acordamos às 06 horas,  tomamos o café da manhã  (tutu de feijão,  banana e maçã ) saímos depois das 7 da manhã.
Nossa intenção a principio, era descer até a entrada do PN e subir a trilha difícil da cachoeira Casca d'anta, descer e dormir na parte baixa do Parque.
Saímos da pousada e descemos 5 kms até a entrada do Parque +- 01:25hrs .
O parque abre às 08:00 horas.
Pagamos $10 cada,  deixamos nossos dados(o guarda ficou preocupado conosco, pois dizemos que se mudássemos de idéia, iríamos atravessar o parque até a portaria de São Roque de Minas) ele nos disse que seria impossível chegar antes do parque fechar às 18 horas.
Depois de alguns minutos chegamos ao início da trilha.
Obs.: a distância entre a parte alta da cachoeira Casca d'anta até SR De Minas é aprox. 37 kms, e até a portaria dava uns 32 kms.
Como já conhecíamos a Cachoeira de outra ocasião,  resolvemos não chegar até a queda d'água.
A DIFÍCIL SUBIDA: para nossa sorte o vento frio amenizada o forte calor (nenhuma nuvem no céu).
Começamos a trilha à esquerda de um quiosque,  no início a trilha é tranquila, com árvores e muita sombra, alguns mirantes para cachoeira do lado direito e do lado esquerdo lindo visual para a região,  até o meio a subida é tranquila,  depois ela desce um pouco, aí começa a parte difícil realmente.
Pedras escorregadias e grandes, passamos várias vezes perto de precipícios altíssimos, sempre com visual lindíssimo de toda região, essa parte merece atenção redobrada.
Depois de 01:15hrs chegamos ao topo, ficamos admirando aquele monumental visual e começamos uma curta descida até a parte alta da cachoeira, dessa vez passamos direto,  atravessamos um pequeno riacho e vislumbramos o início da primeira queda do pequeno Rio São Francisco, maravilha(não fomos até o mirante). 
Fomos ao banheiro, descansamos um pouco, conhecemos várias pessoas que estavam chegando de carro para conhecer o mirante, pedimos a um casal, se quando retornassem para SR de Minas poderiam nos dar carona, eles sinalizaram que sim.
Então partimos despreocupados, se não desse tempo de chegar a portaria à pé, pegaríamos carona com eles.
Nisso esquecemos de repor nossa água,  tínhamos somente 2 litros d'agua, só vimos depois de uns 2 kms, não dava pra voltar para buscar, a solução foi pedir água para os carros que passavam, logo passou um casal paulista e nos deram mais 1 litro  (muitos carros paravam e perguntavam se precisávamos de alguma coisa ).
O trecho dentro do parque é complicado: subidas e descidas  médias,  grandes retas, mas os maiores problemas são: falta de local para coleta de água e nenhuma sombra,  nossa sorte era o vento frio que soprava. Tivemos que usar muito protetor solar.
Não tem como se perder neste trecho, tem somente um entrocamento, eu particularmente não achei bonito essa parte do parque,  apesar do mirante da cachoeira, a nascente do rio São Francisco e o curral de pedras.
O visual na maioria do tempo se resume a algumas montanhas e muito mato rasteiro.
Tentamos chegar a portaria, mas às 17:10horas, a uns 3 kms depois da nascente do Rio SF uma caminhonete de Franca-SP (o jovem casal Jean e Marina e seu lindo filho Victor Hugo) parou e ofereceu carona, como já estava tarde resolvemos aceitar, mas se não parasse ninguém não teria problema,  os guardas da portaria disseram que não teria problema algum se saíssemos depois das 18 horas.
Pouco depois chegamos a portaria,  informei a eles que era para avisar ao guarda da portaria que entrei, que estávamos saindo do parque, o pessoal da portaria já sabiam que estávamos cruzando o parque.
Depois de algum tempo chegamos ao centro de SR de Minas,  gentilmente eles foram atrás de pousada na cidade para nós,  conseguimos uma depois de pedir informações a um morador.


Quanta generosidade desse lindo casal Francano, fica aqui o meu sincero agradecimento.
Eles estavam hospedados em Vargem Bonita, cidade próxima de SR de Minas.
Conversamos longamente com eles na pousada.
Depois nos despedimos trocamos telefones e à  noite eles entraram em contato conosco perguntando se estávamos precisando de alguma coisa.
SIM, ainda existem pessoas assim neste mundo.

À noite minha esposa e eu fomos a um restaurante Self-service e comemos um monte.... $20 por pessoa à vontade, comida ótima.

Hospedagem: Pousada Fazenda 037 3433-1242, centro SR de Minas,  camas ótimas,  ventilador, frigobar, wifi, tv, leite ao pé da vaca. Preço: $80 por pessoa com café da manhã.  RECOMENDO.
Obs.: é uma propriedade rural praticamente no centro da cidade.

Obs.: no final da descida do parque tem pousadas (deve dar uns 3 kms do centro de São Roque). Tem camping também.

SR de Minas: cidade pequena,  tem Bradesco (não sei se é agência ) lotérica,  e toda estrutura para atender os turistas.
Banco do Brasil e Caixa econômica Federal somente em Piumhim.

Base cachoeira casca d'anta: +-800 msnm
Topo cachoeira final da trilha no topo +-1200
Maior altitude no parque: 1400msnm

Alguma fotos :

Saindo da pousada Mirante da natureza com esse visual da Serra da Canastra  (nenhum nuvem no céu)

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Início da trilha para parte de cima da cachoeira Casca d'anta 

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Mirante 

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Trilha difícil (parte mais difícil no final do trecho)

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Longas retas sem somora e água. .

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Ponte sobre o rio São Francisco,  a primeira. 

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4° dia - 29.07.2017  -  Sábado
Saída da matriz SR de Minas ida a nascente do rio São Francisco retorno à SR de Minas  ida para Vargem Bonita
+-27 kms em aprox. 06:25hrs

1° trecho: matriz de SR de Minas a nascente só Rio São Francisco.
+- 12 kms em aprox. 03:10hrs
Altitude: matriz 725 msnm
Nascente : +- 1250 msnm

2° Trecho: matriz de SR de Minas e chegada a Vargem Bonita -MG
+-15 kms em aprox. 03:15hrs
Vargem bonita : +- 700msnm

Acumulado: 116 kms

Primeiro trecho :
O café da manhã do hotel foi ótimo,  saímos depois das 07 da manhã. Tempo bem quente e sem nuvem no céu. 
A pousada ficava na parte baixa de SRM, tivemos que subir bastante até chegar a estrada de terra que leva ao PN.
A estrada tem muita poeira, até a portaria do parque, com muitas  subidas fortíssimas,  acessamos o parque e efetuamos o pagamento de $10 por pessoa,  pegamos outra subida forte e depois subidas e descidas leves até a nascente do rio São Francisco  (resolvemos ir até lá, pois ontem estávamos com pressa de chegar antes de fechar o parque e não revi a nascente). Pegamos carona até o centro de SR de Minas com um guia local.


Segundo trecho:
Saímos da igreja matriz, pegamos outra subida forte até o trevo da cidade  (tem 2 opções: estrada asfaltada com uns 25 kms ou de terra com 15 kms). No início sol forte e depois tempo encoberto mas quente. 
Viramos à direita no trevo e logo a seguir começou a estrada de terra.
Duas subidas fortíssimas neste trecho,  mas o resto é bem tranquila.
Sempre com o PN à nossa direita.
Vários carros paravam oferecendo carona.
A uns 2 kms de Vargem Bonita pegamos estrada asfaltada com uma descida fortíssima até o centro da cidade. Lindo visual do parque nacional. Na chegada reencontramos o casal de franca que nos deram carona ontem  (estavam indo embora).
À noite fomos a uma cafeteria e comemos biscoitos de polvilho com café e em frente comemos alguns churrasquinhos.

VARGEM BONITA: cidade bem pequena, tem algumas pousadas e restaurantes,  não tem banco.

Hospedagem: Pousada beija flor fone 037 3435-1153 ou 98822-6730, bem simples,  camas boas,  limpo, wifi, tv, ventilador, preço: $60 por pessoa com café da manhã razoável.

Algumas fotos:

Início subida para PN serra da Canastra - portaria SR de Minas

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Subida íngreme com sol forte 

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Maravilhoso visual de toda região 

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Estrada de terra entre SR de Minas e Vargem Bonita - Mg

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5° dia  -  30.07.2017  -  Domingo

Saída de Vargem Bonita e chegada a parte baixa da cachoeira Casca d'anta - retorno de carona para Vargem Bonita.
+- 27 kms em aprox. 05:40hrs
Acumulado: 143 kms

Tomamos café da manhã e partimos, o tempo estava encoberto e frio.
Pegamos a avenida principal e fomos até o fim  e viramos à direita, e logo a seguir à esquerda.
Entramos numa estrada de terra com muita poeira e fortes subidas/ descidas. Passamos ao lado de SJ do Barreiro, sempre com a serra da canastra à nossa direita.
A uns 2 kms lindo visual da cachoeira,  rapidamente chegamos a portaria do parque,  efetuamos o pagamento  $10 por pessoa.
Rumamos para a parte baixa da cachoeira Casca d'anta, lindo visual da queda d'água, ficamos um pouco curtindo e voltamos à portaria para conseguir carona pra retornar à Vargem Bonita.
Dois primos  (um de Paulinia e outro de Bauru-SP(pedro, que depois encontrei na rodoviária de Piumhi, que rapazes educados) nos deram carona no carro deles  até Vargem Bonita.
Pegamos o ônibus da viação Transimao às 17:45hrs ($17,10 cada) até a cidade Piumhi, para resolver alguns problemas .

PIUMHIN: cidade mais estruturada,  tem vários bancos, pousadas e hotéis. Comércio forte.

Hospedagem: pousada São Francisco, em frente a rodoviária de Piunhi, bem simples mas limpa , camas boas, ventilador, tv, wifi, preço  $50 por pessoa com café simples.

Algumas fotos:

Serra da Canastra à nossa direita

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Rio São Francisco....Vargem Bonita é o primeiro município que ele passa

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Até parece que ia chover. ..

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6° dia  -  31.07.2017 - Segunda-feira

Fomos a Piumhim de ônibus, comprar mais suprimentos, protetor solar, sacar dinheiro.
Decidimos não ir conhecer Capitólio,  apesar de ser próximo, nossa intenção era somente caminhar.
Tem dois horário entre Piumhim e Vargem Bonita  (06:00 e 15:00hrs ), com tudo resolvido Embarcamos as 15 horas para Vargem pela viação Transimao  ($18,20 cada).
Reencontramos o Pedro na rodoviária de Piunhim,  que nos deu carona no dia anterior  (como eh bom conversar com jovem educado e culto).

Quando chegamos fomos atrás de informação sobre o trecho entre Vargem Bonita e  SJB do Glória  (cerca de 60 kms), segundo o Miguel (ciclista experiente e funcionário do posto de combustível da cidade) esse trecho é muito complicado, devido a falta de sinalização e a grande quantidade de entrocamentos existentes neste percurso,  segundo ele, certa ocasião ele mesmo teve dificuldade em achar o caminho certo. Diante disso, mudamos tudo, resolvemos ir para SJB do Glória via Pousada da Vanda. Apesar de andar mais, seria mais seguro.

Almoçamos Self-service a  $33 no restaurante stalo em Piumhi.

Hospedagem: Pousada Savana, próximo a matriz de Vargem Bonita,  camas boas, ventilador, tv, wifi, geladeira na sala. Preço  $50 por pessoa sem café da manhã.
RECOMENDO.
Obs.: durante finas de semana e feriados o preço é mais elevado.


Foto de mais um mapa da região. Devido a falta de mapas mais detalhados tivemos que seguir esse (foi muito bom)

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7° dia - 01.08.2017  -  Terça-feira

Saída de Vargem Bonita e chegada a pousada da dona Vanda.
+- 39 kms em aprox. 09::00hrs
Acumulado: 182 Kms

Tempo muito frio sem nenhuma nuvem no céu ao amanhecer.
Depois sol forte com algumas nuvens e vento frio depois das pedras da serra do rolador.

Começamos o dia com problema:
Fomos abrir a porta da pousada e a fechadura estava com problema  (não abria), ligamos para proprietária e ela veio abrir.

Saímos bem cedo,  cruzamos toda cidade,  viramos à direita no final da avenida (na verdade uma rua antes do final) logo a seguir viramos à esquerda, pegamos estrada de terra para SJ do Barreiro(a mesma que vai para a parte baixa da cachoeira Casca d'anta), depois de algumas subidas/descidas viramos à esquerda, alguns quilometros antes de SJB, na placa indicativa da fazenda dos NEVES, pegamos subidas e descidas  forte até a fazenda Laurindo Bernardes (do lado esquerdo da estrada, com criação de gado e tem avestruz) depois de uns 200 metros chegamos noutra estradinha de terra, viramos à direita e atravessamos um mata burro,  seguimos morro acima,  num entrocamento viramos à esquerda e continuamos a fortíssima subida, encontramos 3 motociclistas no topo, conversamos bastante e seguimos. LINDO VISUAL de toda região,  inclusive do PN da Serra da Canastra.
No topo tem uma porteira à esquerda,  não entre,  siga à  direita  sempre reto não vire à esquerda  em lugar nenhum  (vc vai andar com a serra da canastra sempre a sua direita; em alguns lugares verá a Cachoeira Casca d'anta ) , passará por 3 porteiras, não tem erro.
Quando vc visualizar  uma estrada de terra cortando o horizonte vc estará perto do marco onde virará à esquerda e seguirá até a pousada da dona Vanda. Não esqueça que descerá uma serra forte antes de chegar a pousada.
Como somos intolerante a lactose e Glutén, dona Vanda, carinhosamente fez um ótimo bolo para nós(ligamos para ela no dia anterior informamos que iríamos pernoitar). Ela pegou nossa roupa suja e lavou(ela tem máquina de lavar roupas). PESSOA ÓTIMA.
Depois comemos uma ótima comida e fomos dormir cedo.

Hospedagem: Pousada da Vanda, ver dias anteriores.

Altimetria e tempo:
Fazenda avestruz: 03:30 hrs de caminhada. 870 msnm
Depois pedras topo rolador: 05:05 hrs -  1325msn
Trevinho (marcos velhos SJ barreiro x pousada Mirante da natureza ): 07:30hrs
1345 msnm
Pousada dona Vanda: 08:55horas 1100 msnm

Algumas fotos:

Praça na saída de Vargem Bonita 

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Portal de saída de Vargem Bonita 

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O mesmo caminho e visual 

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Aqui vira à esquerda 

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Fazenda com avestruz

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Logo após fazenda vira-se à direita, aqui inicia a subida forte até o topo

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Subida leve

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Mais subida

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Outra subida

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Visual maravilhoso de toda região 

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Quase no topo

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Mais subida

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Depois do topo pegamos esse caminho com grama, neste trecho tem 3 porteiras. LINDOS CAVALOS. 

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Mais à frente estrada de terra, mais à frente entrocamento para pousada dona Vanda/cachoeira casca d'anta. 

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Descida Serra branca, no final pousada da Vanda

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Que visual

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Lindas montanhas 

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Chegando, de novo, na pousada da dona Vanda. Sem palavras para agradecer o acolhimento dela! OBRIGADO

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8° dia - 02.08.2017 - Quarta-feira
Saída da pousada da dona Vanda e chegada ao centro de São João Batista da Glória - Mg
+-43 kms em aprox. 10:10hrs
Acumulado: 225 kms

Acordamos mais tarde, nossa intenção era dormir a uns 30 kms de distância,  na descida da serra.
Tomamos um excelente café da manhã preparado pela Dona Vanda. Saímos despreocupados e tranquilos,  o sol estava reinando com poucas nuvens no céu.
Passamos rapidamente na pousada Babilônia para conhecer($150 por pessoa com café da manhã e almoço, muito caro).
Até o término da vale da Babilônia(tem várias opções de hospedagem) foi rápido,  depois começou uma subida fortíssima,  logo a seguir descida forte, parte em pedras de cimentos, com lindo visual de montanhas. Chegamos num entrocamento onde tem uma casa com alguns bois, seguimos reto até o topo com linda vista de outro vale.
No topo visualizamos a pousada Boa Esperança abaixo  (lindo aquilo lá). A descida foi tranquila e chegamos numa ponte com um rio transparente e começou uma subida fortíssima novamente, paramos numa pousada que tem um bar na frente  (essa pousada cobra $120 por pessoa (café da manhã e almoço) - poderíamos dormir ali, mas achávamos que as outras pousadas estavam abertas.

Chegamos ao topo e na descida visualizamos algumas cidades abaixo  (Passos...). Pensamos, agora é só descer e arrumar uma pousada,  passamos em várias na estrada, e todas fechadas,  decidimos seguir até a cidade de SJB da Glória, pensamos que era somente descida.  Ledo engano,  muitas subidas e descidas fortes e para atrapalhar, muito movimento de caminhões e carros, comemos muita poeira. No final deu tudo certo,  chegamos a praça matriz e conseguimos uma ótima pousada,  como os restaurantes ficavam distantes, fui no supermercado e comprei uns petiscos e cama.

São João Batista do Glória , cidade pequena com algumas pousadas e Restaurante. +-750msnm.

Hospedagem: Pousada Manga Rosa 035 3524-1445 , atrás da igreja matriz, camas ótimas, ventilador, tv aberta, wifi, limpo e confortável.  Preço  $66 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO

Algumas fotos:

Pequeno trecho com sombra

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Um sobe e desce dentro do belo Vale da Babilônia 

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Desendo para outro vale,  pegaremos aquela estrada subindo 

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Subindo e sendo observada pelo bezerro

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Outra descida forte e abaixo a pousada Boa Esperança 

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Ponte sobre o rio de águas cristalinas 

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Chegamos ao topo e logo abaixo a cidade de Passos -MG,  agora é só descer. .ledo engano

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Olha a subida à frente e outra e outra...

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Subindo e comendo poeira 

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Entardecendo e ainda na estrada de terra, pelo menos o visual de brinde

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Árvore seca e com lindas flores.

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No nosso planejamento inicial era para somente ir de Delfinopolis a Cachoeira Casca d'anta, mas a região é muito bonita que resolvemos ir até SJB do Glória, terminando assim nossa estada na região. Até aqui,  pois quando chegamos em Delfinopolis-MG bateu uma vontade de conhecer outros caminhos, resolvemos algumas pendências em nossa cidade,  via fone, e conseguimos mais alguns dias. COMO É BOM VIAJAR.

Tudo resolvido,  fomos atrás de informação,  nisso o dono da sorveteria da praça da matriz de Delfinopolis  (recomendo,  ótimo sorvete. E gente muito boa),  falou sobre a Cachoeira do Ouro  e do Vale da Gurita (que vimos no primeiro dia de caminhada ). Pronto vamos conhecer! Negociamos com o hotel deixar o carro  no estacionamento de novo(pois ficaríamos um dia fora). No final não cobraram pelo estacionamentorno. 

 

 

9° e 10° dia -  03 e 04.08.2017 - Quinta-feira e Sexta-feira. 
Saída de SJB do Glória e chegada a Delfinopolis-Mg (de ônibus ) - e um dia para planejar outros caminhos na região. 

 

Deixamos nosso carro no estacionamento do hotel JP em Delfinopolis, tínhamos que buscá-lo.

Pensamos em ir à pé(mais 2 dias),  mas não compensava,  pois era somente estrada de terra com muita poeira e muito trânsito de caminhões grandes e, até ali, já íamos embora para casa.

Dia 03.08.2017 - Quinta-feira 
Acordamos e tomamos café,  saímos as 10 da manhã e conversamos na praça da matriz  com pessoal da cidade de SJB do Glória (até nos convidaram para almoçar nas casas deles). Em cidades pequenas o pessoal gosta de uma boa prosa.
Almoçamos Self-service à vontade na praça  $18 por pessoa. Como o ônibus só sairia as 15:30hrs,  tirei uma soneca num banco da praça onde tem uma parada de ônibus, que vai para Delfinopolis  (COMO É BOM A LIBERDADE).
Esperamos o ônibus que faz SJB DO GLÓRIA  a DELFINOPOLIS da empresa Cisne  (só tem um horário às 15:30hrs que saiu às 15:45hrs preço: $26,40 por pessoa).
Estrada com muita poeira e trânsito de caminhões enormes transportando cana-de-açucar.
Grandes plantações de banana, sorgo, milho, cana-de-açucar, e criações de gado de leite e corte.
Do lado esquerdo rio grande e do direito a serra da canastra.
A uns 25 kms tem Ponte Alta, lugar pequeno, vi propaganda de uma pousada.
Mais 17 kms chegamos ao distrito de olhos d'água,  bem pequeno, tem somente uma pousada.
Mais uns 23 kms e chegamos a Delfinopolis,  gentilmente o motorista do Ônibus nos deixou na porta do hotel, onde ficamos semana passada e o carro ficou estacionado. Esse trecho tem aprox. 63 kms e fizemos em 3 horas, estrada ruim.

Hospedagem: hotel Jp em Delfinopolis. Ver dia anterior.
Obs.: quando deixei o carro estacionado negocie o preço a $20 por dia.
Depois percebi que estava pagando caro, então negociei o preço,  no final me cobraram $10 por dia.

Dia 04.08.2017 - Sexta-feira 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã, fomos ligar o carro e nada...a bateria arriou. 

Tentamos dar um tranco na descida e nada..pqp.

Nisso passou um rapaz e ofereceu ajuda, demos uma Chupeta e tudo resolveu.

Como atrasamos um pouco neste dia devido ao problema no carro, resolvemos conhecer mais alguns lugares na região,  então fomos atrás de informação. O dono da sorveteria da praça matriz sugeriu a Cachoeira do ouro.

Resolvemos algumas pendências na nossa cidade, via fone, compramos algumas coisas para levar na caminhada. Fomos até a balsa para preencher o tempo. Dormimos à tarde.

 

 

Balsa entre Delfinopolis e Cassia

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    • Por QUERUBA
      Prainhas do São Francisco
       
      O dia começou com um café da manhã daqueles! Tudo bem mineiro como o visitante espera encontrar. Nem dá pra descrever tudo que a família de dona Idelzuita, de 83 anos, tinha preparado para os hóspedes da Pousada. Mas logo me vem à memória e ao paladar o pão-de-queijo feito com ovo caipira e o tradicional queijo Canastra.
      Esse vale a pena trazer um. Você encontra tanto nas Pousadas, quanto nas fazendas e nos mercadinhos das cidades que ficam ao pé da Serra. Os preços que encontramos ficavam entre R$ 15 e R$ 25 o quilo de queijo. Comprei um por R$ 15 num mercadinho no centro do município de Vargem Bonita.
      Nosso café da manhã – estávamos em 5 pessoas – foi ainda mais especial porque da varanda era possível avistar o paredão de rocha da Canastra. Refeição observada por duas Siriemas que todos os dias aparecem no gramado perto do refeitório. Ali, uma coisa já ficou clara. A gente era a visita. Elas os primeiros moradores da Serra que iríamos conhecer. E naqueles três dias viriam outros animais, alguns ameaçados de extinção.

      Olho nas Siriemas e ouvidos atentos às histórias de dona Idelzuita, que cresceu ao pé da Serra. Ali ela soltou a primeira frase que fiz questão de anotar no bloquinho que eu carregava no bolso: “O garimpo não deixou ninguém rico. Valeu a ilusão”. A região da Serra da Canastra é uma das mais recentes zonas produtoras de diamantes de Minas Gerais. Foi descoberta na década de 1930.
      A Pousada de dona Idelzuita fica numa fazenda. São vários chalés. O nosso ficava bem perto de uma das curvas do São Francisco. Dali partimos para o primeiro encontro com o Velho Chico que – na parte baixa da Serra da Canastra - ainda parece ser uma criança perto do que ele se transformará adiante. O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra e percorre 2.700 quilômetros em 5 estados brasileiros – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas – até desembocar no Oceano Atlântico.
      Fomos a pé até uma prainha de água doce, claro. São várias espalhadas por todo o percurso do rio. Basta se aproximar de algum ponto da margem do São Francisco para você encontrar cenários como este:

      Como é comum com os mais antigos no interior de Minas pedimos a benção do Velho Chico tocando o leito do rio. Dali partimos de carro para a grande aventura do dia: conhecer a cachoeira Casca D’Anta.
       
       
      Cachoeira Casca D'Anta
       
       
      A explicação para o nome da cachoeira estaria numa árvore comum na região: a Casca D’Anta. A árvore ganhou esse nome porque tem propriedades medicinais cicatrizantes. Diz a lenda que quando a Anta está ferida ela vai até a árvore e se esfrega no tronco para curar ferimentos superficiais.
      Do município de Vargem Bonita até os pés da cachoeira Casca D’Anta são 23,5 quilômetros (22 Km de carro em estrada de terra + 1,5 Km de trilha a pé dentro da mata). Ainda no trecho de carro vale a pena ficar atento. De longe já é possível avistar a Casca D’Anta tamanha é a grandiosidade da queda d’água. Ela se forma 14 Km depois da nascente do São Francisco.

      Há placas indicando o caminho até a cachoeira, uma das principais atrações da Serra. Como é grande o trânsito de veículos 4x4 vale a pena fechar a janela do carro pra não ficar literalmente comendo poeira. Entre uma foto e outra vacilei e senti o gosto da terra na boca durante o percurso.
      A estrada termina numa casa de pedra. Está é uma das portarias do Parque Nacional da Serra da Canastra. É a Portaria 4. O visitante deixa o carro no estacionamento – um terreiro de terra bem em frente a casa. A partir deste ponto é preciso seguir a pé. Antes o visitante paga uma taxa de R$ 8 para ter acesso a trilha que leva até a Casca D’Anta.
      O pagamento é apenas em dinheiro. Estrangeiro paga R$ 16. A entrada é de graça para quem tem menos de 12 anos ou mais de 60 anos. Na portaria o visitante pode retirar um folheto com informações. O horário de entrada é das 8h às 16h horas. O visitante deve voltar e deixar o Parque até às 18h. No horário de verão, a entrada é estendida até às 17h e a saída até às 19h por conta da luz solar. É proibido entrar com bebida alcoólica e também com animais domésticos.
      O percurso da portaria até a cachoeira é de 1,5 quilômetros. A maior parte dele em estrada de terra. É bem tranquilo de fazer. Tanto que ao longo do caminho cruzamos com crianças e também idosos. Existe inclusive estrutura turística ao longo da estrada como área de camping, banheiro masculino e feminino e quiosques com mesas para o visitante descansar e fazer um piquenique.

      Mais próximo da cachoeira, a estrada dá lugar a uma trilha estreita em trecho de mata fechada. Vale a pena ficar atento porque alguns pontos são bastante altos. Esse percurso é às margens do rio São Francisco. Lá embaixo, as pedras formam piscinas naturais. Vimos grupos de pessoas se refrescando nas águas. Para chegar lá basta seguir por trilhas menores que levam até o leito do rio.
      Quem segue em frente pela trilha principal chega até um mirante com uma visão privilegiada da Casca D’Anta. O ponto é excelente para tirar umas fotos.

      Ali também construíram uma pequena arquibancada para o visitante descansar e já admirar a imensa queda d’água que vai encarar em instantes. E ela surge do nada em poucos minutos de caminhada.

      Interessante reparar na reação das pessoas nesta hora. Elas ficam mesmo de boca aberta e com a cabeça inclinada para o alto. A cachoeira impressiona. A Casca D’Anta é a primeira grande queda do São Francisco. O paredão de água tem 186 metros de altura. Cai com tanta força que o impacto no lago provoca uma chuva que é lançada em direção aos visitantes. Impossível não se molhar.
      Vale muito a pena levar uma capa de chuva para não ficar ensopado como eu fiquei. É tanta água que você tem a sensação de ter entrado na água com roupa e tudo. Vez ou outra é bom enxugar a lente da câmera. A água que acumula fica visível nas fotos...rs.
      Chegar até o lago lá embaixo é bem arriscado. A chuva que se forma deixa as pedras escorregadias. O risco de acidente é grande. Antes de chegar na cachoeira tem inclusive uma placa alertando para os riscos, entre eles o de afogamento. O folheto que entregam na portaria não recomenda o banho na parte baixa da Casca D’Anta. Eu até me arrisquei nas pedras mas não entrei na água.
      Importante usar uma calça comprida leve para não arranhar as pernas e um calçado com solado antiderrapante. Um repelente também é fundamental porque se você voltar no fim da tarde os mosquitos atacam mesmo. E funciona. Basta passar para eles se afastarem e dar sossêgo.

      As gotas d’água lançadas no ar formaram um belo arco-íris naquele fim de tarde. E pra quem acha que o espetáculo do dia termina ali vale a pena parar o carro na estrada durante o caminho de volta e observar o sol repousar atrás da Serra. É outra imagem que você não vai esquecer. O céu muda de cor. Fica laranja. Com o flash da câmera ativado, o céu fica avermelhado. Mas a maior surpresa da viagem aconteceria mesmo no dia seguinte, na parte alta da Serra da Canastra.

    • Por Marthon Luiz Garcia Livram
      INFORMAÇÕES DE: Fevereiro de 2017.
       
      HOSPEDAGEM: Airbnb – Aplicativo para hospedagem.
       
      ROTEIRO
       
      Planejamento
       

       
      Um feriado de Carnaval é preciso programar com pelo menos 2 ou 3 meses de antecedência devido a demanda e também para tentar correr dos preços exorbitantes que aparecem na época.
       
      Capitólio, como é turístico e anda na moda, não é diferente, e para reduzir o orçamento de uma viagem assim, uma das melhores alternativas que encontrei foi ficar em outra cidade nos arredores do lago de Furnas.
       
      Os hotéis e pousadas esta época do ano estavam com preços além do imaginável, por isso nesta viagem usei pela primeira vez o AirBnb, o aplicativo de alugueis de casas para férias e feriados, foi um teste, e agora virei cliente e recomendo.
       
      Eu e a turma pegamos um apartamento no centro de Piumhi para 5 noites e 4 dias por R$ 1.045 (com taxa de limpeza). Um imóvel de 3 quartos para até 8 pessoas, ou seja, o carnaval todo por R$ 130,63 / pessoa, bem em conta, não??
       
      O POST completo recheado de foto, contatos e demais informações esta no blog http://www.queromochilar.com.br.'>http://www.queromochilar.com.br.
       
      Sobre a hospedagem com AirBnb
       
      Foi a primeira experiência de muitas, após reservado o imóvel, entramos em contato com a proprietária, quem nos instruiu sobre passeios, recebeu os primeiros que chegaram no imóvel, apresentou o bairro e teve o cuidado de deixar um lanchinho para quando chegássemos. Não tivemos nenhum tipo de problema. Só tenho Elogios a Francisca.
       
      Sobre a escolha de Piumhi.
       
      A cidade fica a 20 km de Capitólio, é uma cidade bem estruturada e bem menos movimentada. Como os atrativos ficam afastados de Capitólio, você acabará andando 30 km a mais (ida e volta) para fazer os passeios, isso dará em torno de 10 reais a mais (R$ 2,50 por pessoa se dividir por todos do carro), e ira economizar até um terço do valor da hospedagem que pagaria na disputada Capitólio.
       
      Ah, outra coisa, tem um pedágio de R$ 5,50 de Piumhi à Capitólio, ida e volta, mas mesmo assim acaba compensando.
       
      Planejando os passeios
       
      Como saímos na sexta as 15h30 de Montes Claros e chegamos ás 00h40 – nove horas de viagem por causa do trânsito pesado – e acordamos no sábado cedo, tivemos o dia todo pela frente para curtir as atrações deste lugar.
       
      Como todos ainda estávamos cansados, fomos nos passeios mais “próximos” e planejamos Morro do Chapéu na parte da manhã e Cascata Ecopark na parte da tarde.
       
      Morro do Chapéu.
       
      Entrada: Gratuito.
       
      Horário: Sem horário de funcionamento.
       
      Duração do passeio: Umas 3 horas – Contando deslocamento e caminhada.
       


       
      O Morro do Chapéu é um mirante natural a 1.293 metros de altitude de onde podemos aproveitar um belo visual do”Mar de Minas”. A vista do lago de Furnas daqui é incrível.
       
      Como chegar:
       
      Para chegar ao Morro do Chapéu, peguei a MG-050, sentido Canyons e andei até a estrada do Dique. Você vai seguir as placas do Hotel Engenho da Serra.
       
      Após andar 24 km (de Piumhi), ou 12 km se sua referência for de Capitólio, você vai cruzar a pista e entrar sentido o hotel Engenho da Serra, esta entrada é em uma curva e péssima de visão, achei perigosa. Após entrar começa a estrada de terra de 10,1 km até o topo, você vai passar pela estrada do Dique, e vai seguindo. Há Placas, logo vai ver uma indicando a entrada para o Morro do Chapéu.
       
      Havia trechos muito ruins para o carro ainda mais por que havia chovido, não eram atoleiros, mas trechos com buracos e pedras, muito ruim mesmo. Achamos carros voltando, desistindo e nos alertando, mas teimosos que somos resolvemos seguir, fui de Uno, mas não indico carro baixo se não for habilidoso em estrada de terra.
       
      Uma hora de carro e chegamos a um ponto quase no mirante que preferimos não passar com o carro e seguimos a pé devido as mas condições da estrada.
       
      Mapas: Estão disponíveis no Blog: http://www.queromochilar.com.br
       
      Sobre o Trekking:
       
      Impossibilitados de subir o morro até o final com carro, resolvemos terminar a pé, pois estávamos bem próximos.
       
      Fomos cortar caminho, pois era mais curto que seguir a estrada e fomos por uma trilha bem íngreme no meio dos morros, andamos menos de 1 km, mas foi um pouco puxado devido a subida.
       
      Quando chegamos no topo o visual compensa tudo. Lá de cima temos uma visão privilegiada do lago de furnas com seu verde esmeralda incrível que rende excelentes foto.
       
      Cascata Ecopark.
       
      Entrada: R$ 35,00 – Preço do Carnaval; Preço normal R$ 30,00.
       
      Horário: 9h00 as 18h00.
       
      Duração do passeio: Recomendo 4 horas – Mas pode-se ficar lá o dia todo.
       
      Como Chegar:
       
      Após o Morro do Chapéu, voltamos para MG-050 sentido Passos andamos por mais 24 km (22 min) e chegamos na entrada do Ecopark. Aqui também temos que cruzar a pista, mas é mais tranquilo e a estrada de terra é bem curta, praticamente insignificante.
       
      Sobre a Cascata Ecopark
       
      No lugar há um restaurante que serve somente porções pequena a preços bem salgados (Ex: R$ 35,00 de filé de carne e R$25,00 de mandioca) e uma trilha curta de 1,2 km (ida e volta) com acesso ao mirante, cachoeiras e piscinas naturais.
       
      No Ecopark há uma trilha curta e de fácil acesso, onde começamos passando pela parte de cima das cachoeiras e chegamos a um mirante para os Canyons e depois vamos a duas quedas d´água onde é possível banho de cachoeira, o lado ruim é que não há poços com boa quantidade de água para banho.
       
      O começo da trilha é bem sinalizado, mas depois vamos seguindo a trilha rumo ao mirante e ficamos sem saber onde termina, então seguimos até ver que se andássemos mais não mudaria a paisagem.
       
      Depois dos Mirantes fomos rumo as cachoeiras, para chegar até lá temos algumas pedras escorregadias como obstáculos, mas nada perigoso, só ter cuidado. Em alguns trechos temos que passar por água, o que pode molhar o tênis. Como esta trilha é fácil, curta e com mais de três paradas, recomendo ir de chinelo.
       
      A primeira cachoeira é a melhor para banho, com uma queda d´água que termina no lago dos Canyons de furnas e é possível ver várias lanchas que fazem os tours chegando para apreciar a paisagem.
       
      Para finalizar a trilha temos uma pequena escaladas em pedras para passar por outro poço de banho e outra cachoeira, a da entrada do Ecopark, na primeira foto.
       
      Acabou que ficamos das 12h30min até as 17h curtindo este belo lugar até retornarmos para Piumhí.
       
      Acordamos cedo e às 9h00 fomos direto para o Paraíso Perdido.
       
      Paraíso Perdido.
       
      Entrada: R$ 40,00 (carnaval) – Normalmente R$ 35,00.
       
      Horário: 8h00 as 18h00.
       
      Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.
       
      Como chegar:
       
      Para chegar no Paraíso Perdido, pegamos novamente a MG-O50 sentido Passos, e andamos por 53 km (vindo de Piumhi) até chegarmos a estrada de terra que está em boas condições e são somente mais 4,6 km até a portaria da propriedade.
       
      O acesso é fácil, não se preocupe, pois é bem sinalizado e daqui podemos ver a hidrelétrica de furnas.
       
      Quando chegamos a fila de carros para entrar estava enorme, e esperamos em torno de uns 30 min para conseguir chegar a portaria.
       
      Na portaria, recebemos as instruções de funcionamento do lugar e segurança e seguimos rumo as cachoeiras.
       
      Sobre o Paraíso Perdido
       
      O Paraíso perdido tem uma excelente estrutura, com um ótimo restaurante e instrutores para todo lado para alertarmos de perigo, só que juro, esperava mais.
       
      Havia lido que aqui havia 18 piscinas naturais e 8 quedas, eu paguei 40 reais e vi 3 quedas (eu considerei, não sei como contam 8 ). Pelo que eu vi, as quedas estão todas no mesmo percurso e não são grandes, é uma quase grudada na outra e também considerei só dois poços naturais, confesso que fiquei decepcionado com este lugar e pelo que lia achava que seria o melhor de todos, mas não foi.
       
      Nossa sorte foi ter chegado cedo e curtido a cachoeira e o poço, pois próximo ao meio dia os instrutores começaram a retirar todo mundo por risco de tromba d´água, e para sair foi bem chato, pois só tem um caminho e estava lotado.
       
      Sobre a trilha:
       
      Para fazer a trilha não é permitido levar comida, nem garrafas descartáveis, mas como não revistam a mochila todo mundo acaba levando. Só não deixar lá, né pessoal?? Acho que vocês não fariam isso…
       
      A trilha é bem curta, mas quase 100% sobre as pedras, o que pode deixá-la um pouco perigosa, principalmente em dias de chuvas. Há três quedas pelo caminho, onde podemos tomar banho, e também há travessia na água. Eu recomendo ir de chinelo nesta trilha ou sapatilha aquática.
       
      A trilha é bem sinalizada e por ser um caminho único de ida e volta se for temporada fica lotada e um caos para subir e descer, mesmo com a equipe do lugar orientando o povo.
       
      Acabamos almoçando por aqui, pois há um restaurante ótimo com comida a quilo (R$ 38,00 / kg).
       
      Saindo daqui fomos curtir a cachoeira do Filó que estava próxima e no caminho de volta para Capitólio.

       
      Cachoeira do Filó
       
      Entrada: Gratuita.
       
      Horário: Sem horário de funcionamento.
       
      Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.
       
      Como chegar:
       
      A Cachoeira do Filó fica nas margens da MG-050, vindo de Capitólio está do lado direito, mas como estávamos voltando do paraíso perdido ela está ao lado esquerdo há 1,1 km.
       
      Não tem placa sinalizando o local, mas não tem erro, é cheio de carros parados no acostamento, ônibus, assim viu a muvuca fique sabendo que é lá.
       
      Sobre a Cachoeira do Filó
       
      A cachoeira do Filó é top!
       
      Uma bela queda d´água com um poço enorme excelente para banho. Como é gratuita e bonita está sempre lotada.
       
      Parando na rodovia é só andar 100 m. Há a possibilidade de subir até o mirante, só ir contornando a queda dá água e subir pela mata, mais uns 100 m e você estará no topo da cachu, além de ter acesso ao poço atrás da mesma.
       
      O lado ruim é que ninguém cuida deste lugar, uma pena. E por estar assim ao Deus dará o pessoal MAL EDUCADO deixa lixo, e ouvi dizer até que estava tendo assaltos lá, por isso, cuidado.
       
      Trilha do Sol.
       
      Entrada: R$ 40,00 (Carnaval) – Normalmente R$ 35,00.
       
      Horário: 8h00 as 18h00.
       
      Duração do passeio: Um período (Manha ou tarde) é o recomendado.
       
      Como chegar:
       
      Como quase todos passeios, a trilha do sol também fica na MG-050, no Km 304, há 38,1 km de Piumhi. Há sinalizações na estrada indicando a entrada da estrada de terra onde temos que entrar. A estrada de terra é ótima e somente 1 km.
       

      Sobre a Trilha do Sol
       
      Recomendo ir no primeiro horário, principalmente em véspera de feriado, pois a portaria estava lotada e uma bagunça no inicio da manhã.
       
      Neste dia fiquei feliz, pois realmente fiz uma trilha. E achei o melhor dos passeios pagos, sério, é imperdível este lugar.
       
      Há três atrativos principais na trilha do sol:
       
      1- Cachoeira no Limite.
       
      2- Cachoeira do Grito.
       
      3- Poço Dourado.
       
      Ah, e a parte naturista se não tiver acanhado…rs.
       
      Sobre a Trilha – Passando pelos 3 atrativos.
       
      Primeiro fomos em direção a Cachoeira no Limite e penso que é por onde devemos começar a trilha. Uma caminhada de apenas uns 25 minutos e estamos no lugar.
       
      A trilha é show, pelo cerrado florido e rodeado de paisagens incríveis, poucas subidas e descidas e a mais fácil das 3.
       
      Depois da cachoeira e do banho de chuva, voltamos o caminho até a bifurcação inicial com as placas e agora vamos rumo a cachoeira do Grito.
       
      A trilha para o grito também é bem tranquila, com subidas pouco íngremes e paisagens incríveis. Somente para descer até a cachoeira que os mais sedentários sofrem um pouco, pois tem uma escada com 69 degraus que na volta cansa um pouco as pernas rsrs….
       
      Após subir a escada para o retorno vamos seguindo as placas rumo ao poço dourado, que é o mais top de todos os atrativos na minha opinião. Como eu não tinha lido nada sobre este lugar, esse poço foi uma bela surpresa.
       
      Para chegar até lá temos uma descida íngreme, e chegamos em um poço, na hora não achei nada demais, mas então descobri que as pessoas estavam entrando em uma abertura na mata seguindo o córrego e descobrimos que o poço na verdade era lá dentro.
       
      Entrei no córrego e fui seguindo, tem horas que a água chega quase na cintura (minha cintura de uma pessoa de 1,67 m…rs), mas a maior parte do trajeto a água fica no joelho.
       
      O caminho dentro do córrego no meio da mata é espetacular, ainda mais que durante a trilha temos paredes com muitas pedrinhas empilhadas que deixam o lugar ainda mais interessante.
       
      No final da trilha temos uma cachu que é impossível resistir, ainda mais você estando todo suado da caminhada.
       
      Mesmo com travessia em água, recomendo na trilha do sol ir de tênis, pois são 4 km. O lugar tem estrutura com restaurante, que apesar de não ter comido por lá, parece ser bom.
       
      Daqui fomos direto para o lugar onde saem os passeios de lancha que já estava agendado. No local ficam dois restaurantes, entre eles, o do Turvo que estava saindo pessoas para fora. Então resolvemos almoçar no Águas Minas (R$ 40,00 / kg), fila menor e comida ótima.
       
      Passeio de Lancha nos Canyons.
       
      Entrada: R$ 100,00 (Carnaval) – Normalmente R$ 80,00.
       
      Horário: Agendado – das 8h00 as 16h00.
       
      Duração do passeio: 2 horas.
       
      Após o almoço fomos procurar o Furnas Aventura, a empresa que nos levaria para fazer o Canyon de lancha, o passeio foi incrível, mas a empresa uma decepção. Umas duas semanas antes do passeio liguei e reservei o mesmo para 6 pessoas, na data que liguei me informaram o preço de R$ 80,00 por pessoa, informei todos meus amigos e na hora que chegamos lá estavam cobrando R$ 100,00, ok, entendo que aumentam o preço do carnaval, mas deviam informar seus clientes, pois combinar uma coisa e fazer outra para mim é falta de respeito.
       
      Questionamos a situação e a única alternativa que nos deram foi desistir do passeio, disseram claramente que não precisavam da gente e que a fila de espera era grande, se quiséssemos desistir podíamos ficar à vontade. Sem outra opção e sem vontade de ficar sem fazer o principal de Capitólio, acabamos indo e curtindo muito, mas nunca mais uso esta empresa e nem recomendo.
       
      Nosso passeio de lancha saiu as 14h00 de frente ao restaurante do Turvo e teve duração de 2 horas. Pedem para não levar garrafas de vidros, destilados e caixas térmicas grandes, pois o espaço é pequeno.
       
      Mapa do passeio de lancha no Aplicativo Wikiloc.
      Fomos direto nos Canyons com as duas cachoeiras, cuada e de cuadinha, quando vamos chegando a paisagem é fantástica e ver aquelas duas quedas de água no meio daquele Canyon com águas verde esmeralda com certeza é uma cena para se gravar na mente para vida toda. Este lugar é o cartão postal de Capitólio e Lago de Furnas.
       
      O lugar estava lotado demais e não atrapalhou o bom banho no rio e as fotos.
       
      Depois daqui fomos conhecer o Vale dos Tucanos, onde nosso motorista explicou sobre a história do lago de furnas e esclareceu várias dúvidas. Este vale tem pontos de 80 até 190 metros de profundidade. Não paramos para nadar, pois o tráfego de lanchas e jets estava grande, sendo nadar perigoso.
       
      Fomos então na cachoeira do Ecopark pelo Canyon – onde fomos no nosso primeiro dia – e a vista deste angulo foi demais.
       
      Depois fomos para frente da Lagoa Azul, que estava bem cheia e ruim descer para nadar, penso que nem azul estaria….rs.
       
      Tinha que pagar R$ 20,00 para acessar e como é possível fazer por terra este passeio, o nosso piloto nos levou para finalizar o passeio em um lugar desconhecido, o Vale das esmeraldas, lá estava bem tranqüilo e finalizamos nosso passeio com um banho delicioso aqui.
       
      Mais paisagens incríveis na volta e ao som do Bob Marley tocando na lancha retornamos, foi um passeio incrível, com certeza imperdível.
       
      Aproveitando que ainda era 16h00 fomos conhecer outro lugar muito procurado – o Mirante do Canyon.
       
      Sobre o Mirante do Canyon
       
      Entrada: Gratuita.
       
      Horário: Aberto.
       
      Duração do passeio: Em torno de 40 min.
       
      Como Chegar:
       
      Após o restaurante do Turvo, andei sentido Passos mais 5,4 km e cheguei a entrada do mirante. Você irá ver muitos carros estacionados no acostamento. Neste dia, paramos um pouco mais afastado, uns 100 m, em uma entrada de estrada de terra, pois tínhamos escutado que a polícia estava multando os carros estacionados irregularmente no acostamento.
       
      O acesso ao mirante é supertranquilo, apenas 300 metros da rodovia e plano, lá temos uma visão incrível das duas cachoeiras que desaguam no Canyon. Por ser gratuito e de fácil acesso nem preciso dizer que lá está sempre lotado, né?
       
      Em frente ao mirante há uma outra cachoeira gratuita e bem bonita, a Diquadinha.
       
      E DAÍ, QUANTO FICOU A BRINCADEIRA??
       
      1- Orçamento minha viagem: R$ 249,75 / dia / pessoa.
       
      Considerado: Gastos com carro (14 km /l) e pedágio dividido por 4 passageiros + Passeios + Compras + Alimentação fora Hospedagem Airbnb + Viagem de Montes Claros a Piumhi.
       
      2- Orçamento sem hospedagem e combustível do deslocamento MOC – Piumhi: R$ 122,98/ dia / pessoa.
       
      Muito mais dicas e informações no http://www.queromochilar.com.br

    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
    • Por casal100
      ROTEIRO À PÉ:
       
      RIO GRANDE DO SUL:
      Portão
      Bom Princípio
      Carlos Barbosa
      Garibaldi
      Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos
      Bento Gonçalves - Pinto Bandeira
      Bento Gonçalves - pela cidade
      Bento Gonçalves - caminho de Pedras
      Caxias do Sul - flores da Cunha
      Caxias do Sul - estrada dos imigrantes
      Nova Petropolis
      Gramado - Natal de Luz
      Canela - Cachoeira do Caracol
      Gramado - pela cidade (parques, centro)
      Santa Maria Herval
      Picada Café
      Ivoti
      Sapiranga
      Três Coroas
      São Francisco de Paula
      São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)
      Tainhas
      Cambará do Sul
      Cambará do Sul - Canyon Itambezinho
      Cambará do sul - canyon Fortaleza
      Torres - praia
       
      SANTA CATARINA:
      Praia Grande - descida Serra do faxinal
      Balneário Gaivota - Praia
      Balneário arroio do Silva - Praia
      Balneário Rincão - Praia
      Balneário corrente - Praia
      Farol de Santa Marta - Praia
      Laguna - cidade histórica + Praia
      Orleans
      Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro
      Bom Jardim da Serra
      ROTEIRO DE ÔNIBUS :
      São Joaquim
      Urubici
      Bom Retiro
      Lages
      Fraiburgo
      CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:
      Videira
      Treze Tílias
      Água Doce
      Jaborá
      Concórdia
      Seara
      Chapecó
       
      PARANÁ (ÔNIBUS):
      Curitiba
      Paranagua
      Morretes
       
      QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias
       
      PESSOAS:
      No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.
      Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).
      Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.
      Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.
       
      CIDADES:
      Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).
       
      ESTRADAS:
      Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.
       
      COBRAS:
      Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.
      Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).
       
      ANIMAIS SELVAGENS:
      Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.
       
      PRECONCEITO:
      Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.
      O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.
      O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.
      Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.
       
      PREÇOS HOTÉIS:
      Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,
      Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.
      Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.
       
      PREÇOS REFEIÇÕES:
      variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.
      Peso : de $20 a $44 o quilo.
      Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.
       
      ABUSO CONTRA TURISTA:
      Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:
      Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.
      Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!
      Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.
       
      CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.
      .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.
      .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).
      .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.
       
      SEGURANÇA:
      Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.
      .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.
       
      NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:
      Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.
    • Por casal100
      Realizamos no período de 19 a 28 de julho de 2015, o circuito completo do Vale europeu em Santa Catarina. Foram 10 dias contemplando e vivienciando lugares, pessoas maravilhosas.
      Destaco alguns locais incriveis: Pomerode, blumemau, fazenda campo do zinco e sua maravilhosa cachoeira, lindos mirantes, estradas encantadoras, pessoas hospitaleiras e cordiais. Nāo tivemos nenhum incidente.
       
      Começamos antes do circuito, fazendo o caminho entre blumenau e pomerode a pé, e no final fizemos do mesmo modo a rota enxaimel em Pomerode, por isso o roteiro foi concluido em 10 dias.
       
      Brevemente relato completo.


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