Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
fesuemi

22 dias em Cuba - Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites)

Posts Recomendados


Oiii! Amei o relato! Tentei olhar a casa de Santa Clara, porém o link é da casa de Santiago! Você, por um acaso, lembra o nome do casal? 
Obrigada!!!

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

@fesuemi    Bem legal seu relato!! 

 Pretendo ir em janeiro para Cuba, estou vendo as passagens...em que site você comprou elas? Onde você ficou em Havana, Trinidad e Varadero? Estava lendo que é possível trocar o dinheiro no aeroporto...você trocou lá? e onde conseguiu a moeda nacional?

obrigada :D

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
1 hora atrás, JuliaSBorges disse:

@fesuemi    Bem legal seu relato!! 

 Pretendo ir em janeiro para Cuba, estou vendo as passagens...em que site você comprou elas? Onde você ficou em Havana, Trinidad e Varadero? Estava lendo que é possível trocar o dinheiro no aeroporto...você trocou lá? e onde conseguiu a moeda nacional?

obrigada :D

@JuliaSBorges Comprei pelo site da submarino.  Fizemos paradas em Lima e em Bogotá (48 horas em cada cidade).

 Em Havana, ficamos em uma casa/pousada, que encontramos caminhando pela cidade. Como fomos em baixa temporada, havia muitas opções livres. Em Trinidad: https://www.airbnb.com.br/rooms/16475742. Em Varadero: https://www.airbnb.com.br/rooms/9944566

 Dinheiro trocamos no aeroporto, porém, o câmbio no Banco ou em cadecas é muito melhor. Levamos euro. A moeda nacional você consegue nos bancos, também, porém, precisa pedir ao funcionário. Pegávamos metade em CUCs e a outra em CUPs. 

 

 

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
On 23/08/2017 at 3:05 PM, fesuemi said:

Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha.

Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). 

Fotos:  https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br


Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol

Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço.

Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato).

Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços).

 

1. HAVANA

19122090_309556726164000_4069074861161447424_n.jpg

Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias.

Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo.

Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina....

Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país.

 

PASSEIOS

Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo.

18949896_1801916383156037_8946387950963261440_n.jpg

 

MUSEUS

Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias.

Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito.

19932718_1947274388891038_6434819122122457088_n.jpg

MÚSICA

Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!!

Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços.

Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos.

Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo!

No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro.

18889067_229021624269534_7344330085442256896_n.jpg

 

 FREE WALKING TOUR

No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução.

 

LIVRARIAS

Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas.

 

Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil.

 

VARADERO

Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado.

 

DANÇA

Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda!

Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada.

 

COMO CHEGAR

Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa).

 

SANTA CLARA

 

Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba.

Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS!

Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos.


Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula.

 

HOSPEDAGEM

Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338

 

 

Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor.

 

COMO CHEGAR

Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem).

 

PASSEIOS

- Memorial e Museu do Che: imperdíveis.

 

Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. 
 (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/)


Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais...

 

- Monumento à Tomada do Trem Blindado

 

- Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro

 

Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba...

IMG_0710.JPG

 

SANTIAGO DE CUBA

 

HOSPEDAGEM

Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172

Casa grande, arejada e localização boa.

 

COMO CHEGAR

Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária.

 

ONDE COMER

Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs.

Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro!

https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html

 

PASSEIOS

- Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada.

- Centro Histórico de Santiago

- Plaza del Céspedes

- Museu Bacardi

- Casa Diego Velazquez

- Catedral Nossa Senhora da Assunção

 

- Museus

Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina.

Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia!

Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som!

 

- Cuartel Moncada y Hospital Militar

Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959.

IMG_0760.JPG

 

- Livrarias e Galerias de Arte

Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades.

 

Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa!

 

Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade.

Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. 

 

TRINIDAD

 

COMO IR

Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente.

 

PASSEIOS

Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música.

Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês.

 

MUSEUS

Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus:

 

- Museu Romântico:

Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época.

 

- Museu de Arqueologia:

Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba.

Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros!

 

- Casa de Rafael Ortiz

Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade.

 

IMG_0796.JPG

- Torre da Igreja de San Francisco

Bela vista da cidade.

 

- Museu da Lucha contra Bandidos

Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha.

 

MÚSICA

Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa.

Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova!

Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana.

E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica.

Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo!

 

IMG_0920.JPG

 

CIENFUEGOS

Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez.

IMG_0983.JPG

Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor.

 

ONDE FICAR

RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933

Esta é a casa de Gladys e Miriam:imageproxy.php?img=&key=eaf2ee9296aa936c

IMG_1003.JPG

COMO CHEGAR

Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente.

 

PASSEIOS

Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado.

Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes.

 

- Teatro Tomás Terry

Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita.

 

- Sorveteria Coppelia

Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP).

 

- Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos.

Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo!

Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana.

 

- Punta Gorda

A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa.

 

VIÑALES

Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária.

Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos.

Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas!

IMG_1036.JPG

MÚSICA

Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música.

 

 

Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta.

O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs.

A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste.

Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão.

Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! 

 

Dicas finais:

- Cuba toda é muito segura!

 

- CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável.

 

- alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas.

 

- negocie tudo!

 

- ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional).

 

- se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais.

 

- procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.

 

 

Melhor relato de Cuba que já li, não foca apenas em trajetos e cidades, mas nas opções culturais, na vida do povo, na política, comparando com outros estilos de vida. Me deu água na boca. Parabéns pela sensibilidade e pelo cuidado!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
29 minutes ago, fesuemi said:

@JuliaSBorges Comprei pelo site da submarino.  Fizemos paradas em Lima e em Bogotá (48 horas em cada cidade).

 Em Havana, ficamos em uma casa/pousada, que encontramos caminhando pela cidade. Como fomos em baixa temporada, havia muitas opções livres. Em Trinidad: https://www.airbnb.com.br/rooms/16475742. Em Varadero: https://www.airbnb.com.br/rooms/9944566

 Dinheiro trocamos no aeroporto, porém, o câmbio no Banco ou em cadecas é muito melhor. Levamos euro. A moeda nacional você consegue nos bancos, também, porém, precisa pedir ao funcionário. Pegávamos metade em CUCs e a outra em CUPs. 

 

 

 

Qual companhia aérea era? Vc saiu então para conhecer Lima e Bogotá?  Vc teria o contato da casa em Havana? Obrigada 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

@Suzana Burnier Oi Suzana!

 Muito obrigada pelas palavras!!!

 Cuba é um sonho. Vivenciar a solidariedade e a riqueza cultural daquela sociedade é transformador. 

  Digo a todos que, se puderem, tentem ir logo! 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
9 minutos atrás, JuliaSBorges disse:

@fesuemi vc fez stopover? Como conseguiu 48 hrs em Lima e em Bogotá? 

@JuliaSBorges eram as conexões do voo mesmo! 

 Na ida, ficamos umas 3h em Bogotá e um dia e meio em Lima.

 Na volta, o contrário.

 Era um voo da Avianca-Taca.

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por Jana.AOl
      Olá!
      Embarcaremos rumo ao desconhecido no dia 11/fev/19, um amigo e eu!
      Retornaremos, cheios de histórias e encantos cubanos, no dia 28/fev.
      Ainda não montamos roteiro nem vimos as hospedagens.
      Se for nesse período, me deixa uma mensagem!
      Abraços.
    • Por manuelahm
      Olá!
      Esse é o relato da viagem que eu e mais duas amigas fizemos em Agosto e Setembro de 2013 para Cuba. Como nossa viagem começou aqui no mochileiros, nada mais justo que termine aqui mesmo. Qualquer ajuda, podem falar comigo! Botei o relato aqui em .doc com algumas imagens, etc, mas vou colocar aqui o texto corrido também. Alguns posts à frente aqui no tópico, tem fotos de Baracoa.
       
      Revisado em 25/11/2016.
       
      25 DIAS EM CUBA: DE PONTA À PONTA
       
      Havana – Matanzas – Cienfuegos – Trinidad – Santa Clara – Baracoa – Santiago - Viñales
       
      PRÉ VIAGEM
       
      Passagens
      Comprei pela Copa Airlines com 3 meses de antecedência em promoção! Rio – Havana, com escala em Panamá, ida e volta, saiu a R$1486,00 por pessoa. Pelo que vi, o preço normal varia de R$2000 a R$2200(melhor ter esse preço em mente ao fazer o orçamento). O serviço foi bem satisfatório! Na ida, houve atraso no embarque, mas o piloto compensou no trajeto e conseguimos pegar a conexão no Panamá.
       
      Seguro de saúde
      Obrigatório para entrada em Cuba desde 2010. Fiz pelo Sul-América(serviço da Mondial Assistance) e custou R$180,00 um plano simples(América Latina Compacto) com validade de 25 dias. Pesquisei bastante antes de comprar e, dos mais conhecidos, foi o mais barato que consegui. Na imigração, não pediram esse documento! Mas vou dar a primeira dica: comida em Cuba é um pouco complicado e a chance de você passar mal em algum momento da viagem é grande. Eu fui atendida em uma clínica internacional em Trinidad(tem em outras cidades também), e o atendimento foi excelente.
       
      Visto
      Apesar de já ter lido na internet sobre visto para Cuba, pode acreditar que não precisa! No próprio balcão da companhia aérea, já na hora do check-in, você compra a tarjeta de turista(válida por 45 dias, prorrogáveis por mais 45) por 20 dólares. Você mesmo preenche e apresenta na imigração. Eles carimbam(a tarjeta, não o passaporte) e, pronto, bem-vindo à Cuba!
       
      Câmbio
      LEVAR EUROS! A cada transação de câmbio com dólar, é cobrada uma taxa adicional de 10%. A taxa de conversão para CUCs foi de aproximadamente 1,30 enquanto estive lá, com pequenas variações de um dia para o outro. Aliás, essa é uma vantagem da economia socialista. Os preços são estáveis e, via de regra, tabelados! Eu levei 800 euros para tudo e voltei com 100.
       
      Hospedagem
      Cara, um conselho: não fique em hotéis. Em Cuba tem uma grande oferta de casas particulares, que são baratas, confortáveis e a melhor forma de entrar em contato com a cultura local. Minha dica é: reserve apenas a primeira estadia. A partir daí, os donos das casas particulares indicam e até fazem a reserva por telefone para você para as próximas casas. Nas rodoviárias é muito comum, e irritante, terem muitas pessoas esperando a saída dos ônibus cheios de turistas com ofertas de casas. Mas eu acho melhor ter sempre alguma indicação.
       
       
      Transporte
       
      Entre as cidades, fomos de ônibus (Viazul o nome da empresa). Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Teve um dia que eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa importante é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi dividindo com outros viajantes. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias.
       
      Já para fazer os programas, combinávamos táxis não por frescura, mas porque na maioria das vezes é a “única”* forma de chegar nesses locais, já que o transporte público em Cuba é um grande problema. E o bom dos táxis é que eles ficam o dia inteiro à sua disposição, então dá pra combinar mais de um programa no mesmo dia e economizar tempo e dinheiro. Além disso, eles são como guias também, porque conhecem tudo e acabaram virando nossos amigos!
       
      OBS: por táxi, entenda qualquer carro particular que vira táxi pra eles ganharem um dinheirinho extra. Os cubanos são muito visionários, já faziam Airbnb e Uber MUITO antes do resto do mundo, hahaha.
       
      *Entre aspas porque já li alguns relatos de mochileiros que pegaram carona e outros meios mais alternativos pra chegar nos lugares, mas curiosamente eram todos de homens. Cuba é um país muito seguro, mas mal ou bem somos 3 meninas e não quisemos “arriscar”.
       
       
      VIAGEM
       
      Chegamos à parte boa! Farei o relato por cidade e não por dias, para ficar menos maçante. Caso falte alguma informação ou queira perguntar qualquer coisa, sinta-se à vontade. Até Santa Clara, fizemos a viagem em 3, então os preços citados normalmente são pra 3, e a partir dali fomos só 2.
       
      Vale lembrar também que gosto é uma coisa muito particular e várias circunstâncias fazem a diferença numa viagem, mas apenas para situar... Somos 3 meninas de 19 anos que fomos pra lá sozinhas e não queríamos conhecer apenas a parte óbvia de Cuba e passamos longe de resorts. Nos hospedamos apenas em casas particulares, usávamos o critério preço para muitas coisas e esse é o nosso estilo de viagem, espero que combine com o seu!
       
      HAVANA
       
      Chegamos em Havana de dia, perto da hora do almoço, e tinha um táxi nos aguardando. Reservamos com a dona da casa particular por e-mail, para nos dar uma segurança extra no momento da chegada. O táxi nos custou 25 CUC para nós 3 e o preço não varia muito, especialmente para a chegada. Trocamos algum dinheiro na casa de câmbio no aeroporto, mas apenas o suficiente para o táxi e os gastos do primeiro dia, pois a cotação não estava boa!
       
      No táxi, já deu para sentir o clima da capital cubana! Abrimos a janela (muito muito calor) e nos divertimos ao som da salsa que vinha das caixas de som do simpático taxista. Chegamos à Casa de Ania(Calle 27 de noviembre, 160, aptos 8 e 9), um dos únicos hostels de Cuba(10 CUC por cama), ótimo lugar pra conhecer outros viajantes! Fomos muito bem recebidas. A Ania nos informou que houve um problema com a reserva e que para a primeira noite só havia 2 camas disponíveis e não 3. Uma das camas era bem grande e decidimos dividir, e acabamos fazendo isso nas outras noites também, nos garantindo uma economia de 10 CUC por noite.
       
      Já na chegada fizemos dois amigos que já estavam viajando por Cuba há um tempo e nos deram dicas valiosas, inclusive de hospedagem em outras cidades! De noite, saímos todos para beber em um lugar frequentado por cubanos chamado Casa Balear e que se pagava tudo em moedas nacionais(!), ou seja, quase de graça. Ótimo para uma pré-night! O mojito era 10 pesos, que equivalia mais ou menos a 0,50 CUC, enquanto em qualquer lugar turístico um mojito custa 3. Endereço: Calle 23 esquina com Calle G(uma casa branca grande). Ali perto tem também um restaurante mexicano que vendia em MN(!), o El Burrito(Calle 23, 504). É bom para variar o cardápio e além disso é muito barato, tipo 40 ou no máximo 50 MN, que equivale a 2 CUC. O atendimento é bem simpático também.
       
      O hostel
       
      - Feira de artesanato na Calle 23: várias peças interessantes! Porém, não é tão barato assim. Como a moeda do turista é muito valorizada e há muitos vendedores vendendo quase a mesma coisa, a melhor dica é: BARGANHE! Nunca aceite o primeiro preço e se não conseguir um valor satisfatório, diga que não quer.
       
      - Sorveteria Coppelia: clássica rede de sorveterias de Cuba, a de Havana é a filial mais badalada! Era bem perto do nosso hostel. O sorvete em si é gostoso, mas nada demais, o interessante é observar por exemplo que há filas gigantescas para os cubanos, que pagam em moeda nacional, ou seja, 25 vezes menos, e NENHUMA fila para os turistas. Tem um policial que fica ali à paisana pronto para retirar turistas que tentem comprar em MN.
       
      - Museu da Revolução: em nossa opinião, bem frustrante! Os murais parecem trabalho de escola tipo Paint, hahaha, há várias salas interditadas quebrando a cronologia dos eventos e só alguns escritos foram traduzidos para inglês. MAAS... é o museu da Revolução e é uma boa maneira de iniciar a viagem adquirindo mais conhecimento sobre um tema que será tão recorrente na viagem. O prédio é bem bonito também! A entrada é 6 CUC e tem uma taxa para entrar com câmera(acho que 1 CUC).
       
      - Almoço no Paladar La Familia: terraço agradável e música ao vivo! Fomos parar lá depois de nos deixarmos cair no papo de um casal de cubanos, sempre muito simpáticos, que dizem que vão nos levar para o melhor restaurante da área, blá blá. Vão nos acompanhando e acabam sentando na mesa com você e esperando que você pague coisas para eles. Pagamos um mojito para cada, mas não gostamos da sensação de termos sido enganados, pois era um restaurante bem caro(entre 15 e 20 CUC). Ou seja, se não quer ter esse tipo de aborrecimento, corte o papo e nem responda à pergunta ''where are you from”. Por outro lado, sabendo disso e e mesmo assim querendo ter um papo com um cubano, não se reprima! Eles não irão te assaltar, pode ter certeza.
       
      - Show do Amaranto do Buena Vista Social Club de graça num bar em Havana! Esse tipo de acaso acontece muito em Havana e é uma sensação deliciosa. Tomamos uns bons drink e nos refrescamos do calor brutal.
       
      - Daiquiri no Floridita: Eu já li alguns livros do Hemingway e fiz questão de ir em um de seus bares preferidos (acabei não conseguindo ir no Bodeguita del Médio). Tem uma estátua dele e o ambiente remonta os cabarés dos anos 50, com decoração e música de bom gosto. Daiquiri custava 6 CUC, caro para os padrões cubanos, mas delicioso!
       
      - Capitólio e Gran Teatro La Habana: dois prédios lindos.
       
      - Noite no La Cuerva y lo Zorro Jazz: bem perto do hostel também. A entrada era 10 CUC com 2 drinks de brinde, mas conseguimos negociar(hahaha) e pagamos 5 CUC com 1 drink. Eu recomendo MUITO, o ambiente é muito agradável e a música de altíssimo nível.
       
      - Havana Bus Tour: 5 CUC pelo dia inteiro, quantas vezes quiser. Normalmente, eu odeio essas coisas mas em Havana vale a pena. O ônibus tem uma rota com pontos determinados e a ideia é que você salte e fique o tempo que quiser em cada atração, esperando o próximo, e não um tour que você vê cada coisa em 2 minutos só para tirar foto. Vale a pena, pois acabamos não precisando de táxi para ir pra Havana Velha e acabamos economizando dinheiro.
       
      - Plaza Vieja: parte de Havana que foi completamente reformada. É toda lindinha, de cima parece até uma maquete! Vários restaurantes e barzinhos agradáveis, ruas estreitas e prédios históricos. Bem gostoso de passear, mas é muito turístico e por isso era tudo caro! Pedimos informação na rua de onde comer barato e acabamos parando dentro da casa de uma pessoa, que nos serviu comida caseira a um preço bem honesto!
       
      - Câmara Oscura: um artefato ótico que permite ver em zoom Havana Velha em tempo real. O guia da atividade era uma simpatia, falava inglês e português fluentemente. Lá de cima, antes da atividade, pode-se apreciar a vista do alto da Plaza Vieja.
       
      - Calle Mercaderes e Calle Obispo: ruas para passear sem rumo, cheias de lojinhas de artesanato legais!
       
      - Plaza de Armas: um grande sebo a céu aberto! Imperdível.
       
      - Plaza de La Revolución: vários prédios oficiais que não se podia nem chegar na porta. Tava um calor absurdo e não tinha uma sombra pra se refrescar! Todas as sombras eram nas áreas oficiais e os guardinhas ficavam brigando com a gente, hahaha. Tiramos foto com os prédios com o rosto do Che e do Camilo, mas acabamos não entrando no Memorial a José Martí por causa do sol escaldante e de um vento esquisito. Estávamos exaustas e pegamos o ônibus no sentido errado, mas foi bom que deu pra dormir!
       
      - Internet no prédio Fucsa(o maior de Havana). Custou 4,50 CUC a hora (promocional, porque é 6 CUC) e, apesar das filas desorganizadas, não é lento como eu imaginava, quase uma velocidade normal! Edit: como fui em 2013, internet só assim... Mas hoje em dia a oferta de wi-fi é bem mais comum, só fica uma dica: aproveite para desconectar e viver uma viagem no tempo pros anos 50!
       
      - Almoço no restaurante estatal, chamado La Roca. Comemos um “combo”, que era prato principal + refrigerante + sorvete por só 3 CUCs: muito barato e muito bom. Não anotei o endereço!
       
      - US Interests Section: um prédio enorme dos EUA em pleno Malecón. No Lonely Planet, dizia que em torno do prédio havia um muro de grafites de provocação aos EUA, mas não vimos nada, apenas um grande “PÁTRIA O MUERTE” que parecia ter sido escrito pelo próprio governo. Nessa área não se pode andar na calçada deles e por isso não conseguimos pedir informações aos guardas.
       
      MATANZAS/VARADERO
      - Fomos de táxi(6 CUC) para a rodoviária, pois é longe para ir a pé! Foi nossa primeira experiência com a Viazul e vou dedicar algumas linhas para explicar pra vocês, já que não tem como fugir dela... Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Nesse dia, eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias e dá pra compartilhar com outros viajantes.
       
      - Hospedagem em Matanzas: Hostal Alma – junto com o hostal Azul, é um dos mais recomendados pelo LP, ficam na mesma rua. Fomos no Azul mas tava muito caro e aí fomos pro Alma (25 CUC para três, o mais caro da viagem). A dona, Mayra, é uma grossa! Ela separa o espaço da casa dela e do quarto dos hóspedes, aí de noite ela fecha a porta que une os dois e você fica sem acesso à cozinha e à sala. Ela também não te dá uma chave da casa, tem que ficar tocando interfone e ela ainda pergunta a que horas você vai sair ou vai chegar. Muito desconfortável! Teve um dia que saímos 7h pra ir fazer um passeio de barco e a porta tava fechada. Ficamos batendo desesperadamente para ela abrir por uns 10 minutos até que ela acorda, super mal-humorada, falando que deveríamos ter dito para ela no dia anterior que sairíamos cedo. Quase perdemos o passeio e ainda ouvimos bronca!
       
      - Playa Coral de táxi(15 CUC o dia inteiro). A praia é lindaaa, tem aluguel de snorkel(não usamos) e dá para curtir bastante o mar caribenho. Porém, dou duas dicas: levar fone de ouvido, pois o restaurante usa uma caixa de som alta que irrita bastante e levar um lanche de casa, pois esse restaurante (só tem um) serve uma comida ruim e cara.
       
      - Passeio para as Cuevas de Bellamar: fomos de ônibus local(1 MN = nada), por indicação da Mayra. Menos 1 ponto para ela, porque foi mó programa de índio. Só tinha famílias com crianças, a entrada para as cavernas era dentro de um museu(?) e tinha até escadas e lâmpadas no caminho. Zero aventura e também nem era bonito! O preço de entrada era 5 CUC por pessoa.
       
      - Passeio para Cayo Blanco, com parada para nado com golfinhos. Compramos na Cubatur por 100 CUC por pessoa(aceita cartão de crédito), com translado de Varadero (tivemos que pegar um táxi pra lá), barco open-bar(!!!), 40 minutos de interação com os golfinhos, dia na praia e almoço incluído com bebidas. Como era o sonho meu e da Giulia, aceitamos a facada e fomos! Foi incrível, mas admito que é triste ver os golfinhos treinados. Eu me recusei a ir num delfinário perto de Cienfuegos por causa disso e fui pra Matanzas só para poder fazer esse passeio, acreditando que era uma parada para nadar com golfinhos livres. Talvez eu tenha sido bem ingênua, mas fica o registro... Fora esse passeio, Matanzas não tem nada de especial! Achamos a cidade meio feia e com uma vibe meio pesada, sei lá.
       
       
      CIENFUEGOS
       
      - A cidade: bem limpa, organizada e tranquila! Depois da efervescência de Havana e o clima meio down de Matanzas, Cienfuegos foi um poço de tranquilidade.
       
      - Hospedagem na casa de Arelys e Jesús: Calle 41, #5418, entre Calles 54 y 56. (20 CUC para 3)
      Opinião: os dois são muito simpáticos, o quarto e o banheiro são bons, tem frigobar para guardar as suas coisas e o café da manhã foi o melhor da viagem(3 CUC)! Eles são muito prestativos para dar dicas de turismo na região e agendar táxis.
       
      - Parque El Nicho (entrada 9 CUC e táxi 40 CUC). Apesar de termos gastado bastante, foi um dos melhores dias da viagem para mim! O parque é lindíssimo e tem 3 cachoeiras, sendo que uma delas é simplesmente incrível! Para chegar nas 3, tem que pegar uma trilha tranquila e bem rápida.
       
       
      TRINIDAD
       
      - Chegamos e já levamos um susto com a abordagem das pessoas na rodoviária. É difícil até ouvir os próprios pensamentos, com tanta gente oferecendo suas casas quase que aos berros! Mesmo com ofertas mais baratas, preferimos ir na indicação da Ania, o “La Juliana”. Fomos indo a pé, mas descobrimos que era muito longe e acabamos conseguindo uma carona de charrete, hahaha.
       
      - Opinião sobre a casa: a Marylin e a sua mãe, já bem velhinha, são duas pessoas muito gentis! Foi lá que eu passei muito mal e precisei ser atendida na clínica. Fiquei um dia de repouso enquanto as meninas foram à praia e a Marylin ficou sempre verificando se eu precisava de alguma coisa!
       
      O quarto ficava no terraço, em um andar superior, o que nos garantiu bastante privacidade. O preço foi o mesmo que vínhamos pagando, 20 CUC para as três, e o café da manhã 3 CUC. O café era bom também! O único lado negativo é que é relativamente longe do burburinho da cidade, que é o centro histórico. Endereço: Frank País, #41, entre Manuel Fajardo y Eliope Paz.
       
      - Playa Ancón: essa eu não fui, mas as meninas disseram que é linda! Dá pra ir de ônibus (1 CUC) ou alugar uma bicicleta (3 CUC pelo dia, na Cubatur) e ir pelo caminho de aproximadamente 15 km, com outras praias no caminho. Elas foram de bicicleta e acabaram levando bastante tempo por causa das paradas e do cansaço com um sol escaldante na cabeça, mas elas disseram que vale a pena.
       
      - Parque El Cubano: fechamos um táxi(sempre peça ajuda para a dona da casa), não anotei quanto foi, mas diria que foi uns 20 CUC. A entrada no parque custa 9 CUC e após uma trilha de 45 min a 1 hora, você chega a uma cachoeira! Ela é bem grande e forte, difícil de chegar na queda, mas com um bom poço para mergulhar.
       
      - Centro Histórico: as ruas são todas de pedra, com um ar colonial. As cores das casas são lindas e a temperatura mais agradável que no resto de Cuba. Tem a Plaza Mayor como ponto de referência. Não tem muito o que ver, mas simplesmente caminhar pelas ruas de Trinidad é um bom passeio! O problema é que é uma cidade muito turística e com poucas alternativas aos restaurantes para “gringo” e por isso são caros! Gastamos por refeição lá uma média de 8 a 10 CUC(caro para o que vínhamos pagando).
       
      - Casa de La Musica: restaurante no meio de uma escadaria com música ao vivo! O ambiente é uma delícia, mas é caro e as por Bem turistão mesmo. O atendimento foi ruim também... Mas, depois de um almo-janta, tomamos drinks e ficamos lá até o início da noite, quando eles começam a cobrar 1 CUC para entrada no show. A minha dica é ir lá para o show ou então para um drink depois de almoçar em outro lugar, pois o ambiente vale a pena, mas não a comida.
       
      SANTA CLARA
       
      - O horário do ônibus de Trinidad para Santa Clara era diferente do que anotamos para o planejamento dos dias. Era pra ter um pela manhã, mas quando fomos só tinha uma saída diária, sempre às 15h. Chegamos por volta de 18h30 embaixo de chuva e perdemos o último dia da Giulia com a gente na viagem por culpa da Viazul.
       
      - Hospedagem na casa da Soledad (Calle Alemán, 83). Opinião sobre a casa: ela e o filho são duas pessoas muito simpáticas e que estão sempre dispostos a ajudar com indicação de restaurantes e o que fazer na cidade. Ele, cavalheiro que era, inclusive nos acompanhou à noite até o restaurante, o La Casona Guevara(http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g671534-d2232473-Reviews-La_Casona_Guevara-Santa_Clara_Villa_Clara_Province_Cuba.html). A comida é ótima, conseguimos desconto e dividimos 2 pratos por 3, então saiu super em conta. O destaque, porém, é a música ao vivo e a banda que era super interativa. No final do jantar, ganhamos aula de salsa de graça com os músicos da banda. Teoricamente iríamos ensiná-los a dançar samba também, mas não deu muito certo, hahaha!
       
      - A casa fica pertinho do centro e a noite em Santa Clara é animada, pois é conhecida por ser uma cidade universitária e tem realmente muitos jovens na cidade. De noite, eles se reúnem na praça central da cidade para beber e conversar. Ao redor da praça tem bares e “boates”, mas tudo fecha mais ou menos cedo, mesmo aos sábados. De qualquer maneira, o clima é bem tranquilo, nós gostamos! Foi a última noite de nós 3 juntas :'(
       
      - O Mausoléu do Che é a grande atração da cidade. Se o tempo estiver curto e você fizer questão de conhecer, deixe apenas um dia para Santa Clara sem peso na consciência. Fomos a pé da casa e aproveitamos para conhecer a cidade, mas era um pouco longe(obs: é perto da rodoviária, então tem gente que deixa as coisas no guarda-malas do terminal, vai no memorial, volta e já parte para outra cidade!). Lá tem a estátua do Che, com vários escritos bonitos e o memorial para os outros combatentes resgatados na Bolívia em 1967. Mas o que eu mais gostei foi um pequeno museu que conta a história do Che. Além do ar-condicionado(<3), tinha um acervo bem interessante de fotos e artigos pessoais.
       
      - Como nosso ônibus para Baracoa só saía de noite e não compramos assim que chegamos(dica: compre), além desse dia ainda tivemos outro inteiro e realmente não tem muito o que fazer lá. Fomos na estátua Che y Niño e no Monumento do trem descarrilado, mas estava fechado..
       
      BARACOA (fotos de Baracoa alguns posts abaixo)
       
      - Antes de tudo, quero dizer que esse lugar está em pouquíssimos roteiros de viagem para Cuba. Sim, é longe. Sim, é meio fora de mão. Mas é um lugar MÁGICO! Para chegar, pegamos um ônibus de Santa Clara até Santiago(33 CUC) e depois de Santiago para Baracoa(10 CUCs, 5 horas). Já adianto que todas as horas de viagem mal-dormidas e os CUCs gastos valeram MUITO a pena, pois esse foi o nosso lugar preferido da viagem(sorry, Giulia!).
       
      - Hospedagem: Edda & Alexis. Endereço: Flor Crombet, 115, entre Frank País e Maravi.
      Opinião sobre a casa: o quarto é em cima e tem bastante privacidade, um terraço agradável, frigobar, cama de casal e de solteiro, banheiro, ar, etc... O café da manhã era bom e as refeições também(negociamos preço e ainda dividimos prato). O dono da casa nos ajudou bastante a organizar nossos dias em Baracoa e a casa era perto de tudo. Tudo bem que a cidade é muito pequenininha, então realmente é difícil ficar numa casa mal-localizada.
       
      - Playa Caribe: é a praia principal, que pega quase a cidade inteira. Tem uma parte que a areia é bem suja, mas fomos andando até mais ou menos a altura do estádio. Sim, tem um estádio de futebol meio abandonado no meio da praia, hahaha, coisas de Cuba.
       
      - Parque Natural Majayara: mais ou menos na altura do estádio, começa o caminho para chegar no Parque. Eu não sei explicar muito bem como chegar, porque contamos com a ajuda do Josué, um vendedor de artesanato que trabalha no parque e também tava indo pra lá, mas tem as explicações no guia do Lonely Planet. Lá dentro, tem a Playa Blanca, pequenininha e deserta, ótima pra nadar e boiar tranquilamente. Na entrada, pergunte sobre o tour pelo Balcão Arqueológico e Cuevas de Agua. Você vai passar por plantações de cacau, um balcão arqueológico que tem uma vista absurda e parar pra se refrescar com um banho num lago subterrâneo de águas cristalinas!
       
      -Playa Maguana: mais uma praia caribenha de areias brancas. Fomos de táxi (25 CUC o dia todo) e passamos um dia de mordomia. A praia é bem tranquila, almoçamos lá mesmo. Não tem nada de especial nessa praia, mas na região de Baracoa é uma das que mais nos recomendaram.
       
      - Parque El Yunque: fechamos um táxi de novo(20 CUC pelo dia) e mais 8 CUC pela entrada com guia. Enfim, lá no Yunque tem duas trilhas, a mais pesada, que dura mais de 5h até o topo da montanha e uma mais leve, que deve ter 1h, até os rios e cachoeiras. Escolhemos a segunda porque já estávamos mortas de cansaço e queríamos relaxar. Lá é muito lindo, ficamos um bom tempo nadando e relaxando nas pedras.
       
      - Passeio de bote no Rio Tôa: aproveitamos o táxi e paramos no Tôa, que é tipo um rancho. Tem plantações e eu vi também uns quartos que eles alugam para turistas(para quem gosta de hospedagem em lugares inusitados, acho válida uma pesquisa). O passeio de bote custa 3 CUC por pessoa ao longo de todo o rio. Não estávamos levando muita fé no passeio, mas acabou sendo um dos melhores da viagem. Marina que o diga, que dispensou o bote e fez quase todo o caminho nadando, hahaha.
       
      - Centro de Cultura Yorubá: fica bem no centrinho e é um centro todo mantido pelo Estado, ou seja, é de graça. Como Baracoa está no extremo oriente de Cuba, acaba recebendo maiores influências do Haiti e da Jamaica, então a cultura negra lá é bem forte. Assistimos uma apresentação a convite do nosso amigo que fez um dread na Marina, hahaha. Não tem relação com religião, é música e dança. Eu achei a apresentação muito bonita e emocionante, vale a pena.
       
      - Mirante do Hotel El Castillo: dá pra ver a cidade inteira. Lindo!
       
      SANTIAGO
       
      - Voltamos de Baracoa e passamos 1 dia e meio em Santiago, até para descansar da viagem. Nada do que lemos nos deixou muito animada, mas era a rota. Não achei o endereço da casa que a gente ficou, mas era bem ruim de qualquer jeito, haha. Santiago é outra grande cidade, como Havana, mas não tem o mesmo clima pitoresco. Nós nos sentimos um pouco inseguras lá, até porque a iluminação é ruim e tem um clima de gangue hahaha. Mas logo vimos que não tinha motivo pra preocupação, aliás, em lugar nenhum de Cuba.
       
      - Restaurante La Juliana, endereço: calle Padre Pico, 359, entre São Basílio e Santa Lucia. A comida tava uma delícia e, novidade, negociamos o preço! Dois meninos nos levaram lá e eles ganham comissão por isso. Isso é comum e normalmente são honestos e falam como é o esquema, então se você quiser comer no restaurante indicado, ótimo, se não eles podem te levar em outro que te agrade e também vão ganhar algo por isso. Não vemos nada de ruim nisso, pelo contrário.
       
      - Livraria La Escalera: Calle Heredia, 265. A pérola de Santiago! Entramos despretensiosamente nesse pequeno sebo e só saímos de lá quase 3 horas depois, com muitas histórias do senhor Conrado, que viveu antes da revolução e é extremamente culto e politizado, além de muito simpático. No alto da escada, músicos se reúnem à noite e as pessoas se amontoam na escada para ouvi-los. Infelizmente não tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação, mas o sebo é imperdível pelo acervo mas principalmente pelo sr Conrado.
       
      - Museu Quartel Moncada(2 CUC) O alvo do primeiro ataque da Revolução Cubana é hoje um museu que conta a história da primeira fase da Revolução e ainda conserva os buracos das balas na entrada(Batista cobriu e o Fidel mandou tirar a cobertura depois que assumiu o poder). Nós gostamos! É mais organizado que o museu da Revolução de Havana, haha.
       
      VIÑALES
       
      Voltamos de Santiago para Havana no ônibus noturno(51 CUC, facada!) e da rodoviária mesmo fomos pra Viñales, a outra ponta, por mais 12 CUC. Ficamos hospedadas na casa da Tita, endereço: Calle Salvador Cisnero Interior, 9. Desde que ficamos em 2, estávamos pagando 15 CUC pelo quarto, mas em Viñales conseguimos por 10 CUC. A casa é boa e todos são simpáticos. O quarto é enorme!
       
      Só tínhamos um dia e escolhemos ir numa cachoeira, mas demos azar e como tinha chovido nos últimos dias tava tudo marrom. Já estávamos bem cansadas da viagem e a Marina tava passando mal, então Viñales acabou sendo um pouco dispensável pra gente. A paisagem da cidade é linda e todo mundo fala bem, mas realmente não tivemos sorte.
       
      A VOLTA
       
      Voltamos para Havana e passamos mais uma noite na Casa da Ania. Conhecemos pessoas que estavam começando a viagem e passamos todas essas dicas para eles, assim como nos foram passadas muitas. Esse é o espírito, e por isso fiz questão de escrever esse relato, já que foram os relatos daqui que nos inspiraram e ajudaram a tornar tudo isso realidade. <3
       
      Qualquer dúvida adicional, pode falar comigo por e-mail [email protected] (mais rápido) ou comentando aqui no post. Também vou adorar saber como foi a sua viagem e se o meu relato foi útil pra você de alguma forma!
      Meu relato Cuba.doc


×