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Barbara Anjos

VIAGEM A MACHU PICCHU DE CARRO

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Boa tarde pessoal,

Gostaria de saber se alguém já realizou uma viagem de carro até Machu Picchu de carro e gostaria de algumas dicas por onde começar o que precisa?

Desde já grata.

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Uma observação:

Na verdade você não consegue ir até Machu Picchu de carro, no máximo você vai até Cusco ou Ollantaytambo, e lá segue de trem até Aguas Calientes e Machu Picchu, ou encarra 4 dias de caminhada pela trilha

Existe a possibilidade de ir até um lugar chamado Hidroeletrica, que fica literalmente no meio do mato, e as estradas são aterrorizantes não recomendado para quem não tem experiência dirigindo em locais assim, e de lá seguir caminhando pelo trilho por umas 3 ou 4 horas até Aguas Calientes.

Também tem que ter cuidado com a época do ano que você vai, a estação chuvosa vai de outubro até março, nesta época chove muito, são frequentes as inundações, deslizamentos de terra, etc que deixam as estradas e acessos a Machu Picchu fechados por dias ou mesmo semanas.

Sem contar que as estradas brasileiras Bolivianas e Peruanas até Cusco ficam horríveis na temporada de chuva.

Então é recomendável evitar a época de chuvas, tente viajar na época de seca, entre Abri e Setembro.

E o mais importante, na alta-temporada tem que comprar os ingressos com antecedências de pelo menos 2 ou 3 semanas, pois o número de visitantes em Machu Picchu é bem restrito, e na alta-temporada (junho e agosto), os ingressos esgotam várias semanas antes, obrigando você a pagar uma fortuna no cambio negro ou numa agência de turismo.

Este ano também mudou o esquema de visitação, agora você precisa contratar um guia local e a visita a Machu Picchu ocorre só  no período da manhã, ou só no período da tarde, não dá mais para ficar o dia inteiro lá, o que por sua vez obriga você a pernoitar pelo menos uma noite em Aguas Cailentes, pois é muito longe e você não consegue mais chegar e sair de lá no mesmo dia devido aos novos horários de visitação.

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Cheguei tarde,já estão avisadoos.É impossível chegar de carro a Águas Calientes ou Machu Pichu,simplesmente não existem estradas.

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    • Por belabrito
      Decidi começar o relato das viagens pelo final, a última e fascinante experiência que tive, saga Machu Picchu. Saga, quase epopéia pois a muito tempo eu, meu pai e minha irmã falamos em fazer essa viagem, de carro, de casa até um dos maiores cartões postais do mundo, Macchu Picchu.
      Não creio que nossa viagem caiba na categoria "mochilão", estávamos de carro e de mala, mas mesmo assim, as experiências digirindo pelo interior da Bolívia, do Peru e do Brasil creio eu são válidas para todo mundo. Quanto as fotos, não sei se estão funcionando direito, tentei tentei mas não estavam dando. Qualquer coisa as fotos e o relato estão todos em perfeitas condições no meu blog www.ladobela.com
       
      Destino: Chegar a cidade perdida dos Inkas, Machu Picchu, de carro.
      Acompanhantes: Papito "O muito prático e O motorista" e sister "Anda só mais um pouquinho que já estamos chegando"
      Meio de transporte: Hyundai Ix35 e GPS
      Tempo de viagem: 14 dias
      Trechos: Bonito-Corumbá-Santa Cruz de La Sierra-Cochabamba-La Paz-Cuzco-Puerto Maldonado-Rio Branco-Porto Velho-Cuiabá-Campo Grande
       
      Saindo do Brasil - começando devagar
      A viagem começou mesmo em Corumbá ao atravessarmos a fronteira Brasil-Bolivia. Acordamos as 6h e fomos para a fila da imigração dar saída no Brasil, primeira surpresa aos desavisados: a Polícia Federal não começa a trabalhar antes das 9h. Após uma boa espera, devidamente "expatriados", fomos cruzar a fronteira para carimbar passaportes na Bolivia, mal sabíamos..
       
      (Para quem sonha em se mudar para a Bolivia, ter filhos aqui, criar galinhas e votar no Evo Morales, pare de ler esse post agora, as impressões não vão ser das melhores e eu não quero acabar com seus sonhos)
      .. mal sabíamos nós mas a fila na Polícia de Imigração do lado boliviano já estava sendo feita desde as 6h da manhã, ou seja, final da fila e mais umas 2horas de espera. Não sei se pela dificuldade de registar os turistas, se pela corrupção ativa de pessoas vendendo lugar na fila ou policias que conversavam com o turistas e entravam no escritório pela porta dos fundos saindo minutos depois com passaportes carimbados, mas a desordem daquele país já se apresentava crônica.
       
      Hora vai, hora vem, passaporte carimbado e logo em seguida uma rápida vistoria de olho no carro ficamos sabendo (um brasileiro camarada) que ainda era preciso obter uma autorização da polícia local para trafegar no país, papel esse que seria apresentado em cada uma das blitz policiais. Tudo resolvido demos a entrada do carro e estávamos finalmente prontos para seguir viagem. Próximo destino: 658km até Santa Cruz de La Sierra.
       

      Puerto Soarez, primeira cidade Boliviana
       
      (Para dar entrada com o carro na Bolívia e conseguir essa autorização da polícia apenas foram solicitados o documento do carro em nome do motorista, carteira de motorista brasileira do condutor, ficha de entrada da imigração e 50 bolivianos, o posto para pegar a permissão do carro fica na fronteira, mas a de permissão para trafegar na cidade mais próxima).
       
      Espanto tivemos ao chegar no primeiro posto de abastecimento, carros estrangeiros pagavam mais caro, sim, só pelo fato da placa ser de fora os frentistas nos postos de gasolina no país todo cobravam mais que o dobro do valor local, de $R1,50 para digamos $R4 o litro, isso quando abasteciam seu carro, em alguns lugares os locais se diziam proibidos de abastecer carros estrangeiros. A principio pensamos que a gasolina poderia ser diferente, para carros nacionais de baixa qualidade por exemplo, contudo, em postos camarada conseguíamos abastecer a preços nacionais e o carro funcionava perfeitamente, levando nossa teoria ao descrédito. Mais para frente eu conto a façanha para driblar essa condição imposta pelo nosso amigo Evo.
       
      Por mais surpreendente que pareça, a rodovia até Santa Cruz estava em ótimas condições, mostrando um padrão que veríamos nas estradas do país todo, a vegetação quase um pantanal, muito água, lavouras, não se viam cidades, pessoas, buracos, polícia, nada.
       

      Primeiro posto de abastecimento

      Preço Internacional da Gasolina e Diesel
       
      Já era noite em Santa Cruz quando chegamos, já devidamente instalados, sairmos para dar voltas na cidade, jantamos e fomos dormir.
       
      Para cima e avante
      A viagem toda era destino Machu Picchu então não perdemos tempo e logo pela manhã caímos na estrada com destino a La Paz, seria nossa maior distância percorrida em 1 dia, 850km, entretanto, mais um vez a viagem nos pegou de surpresa. A cidade de Santa Cruz está a aproximadamente 450m de altitude, a cidade de La Paz ocupa nada mais nada menos que o título de uma das cidades mais altas do mundo, com o aeroporto sendo realmente o mais alto do mundo a 4060m. E como chegar então caro leitor, a 3640m de altitude em apenas 861km de estada? Subindo.
       

      Parados em obras morro a cima
       
      A paisagem muda drasticamente, logo na saída em direção a La Paz as subidas começaram, era muita floresta, floresta mesmo, já havíamos deixado o estado de Santa Cruz e estávamos no estado de Cochabamba. O número de caminhões, ônibus e carros morro a cima era absurda, a altimetria subia, as árvores iam desaparecendo, os primeiros 100km fizemos em 2horas e meia, naquelas alturas já sabíamos que, de forma alguma, chegaríamos em La Paz em 1dia, não deu outra.
       
      O trecho até Cochabamba nos trouxe a primeira experiência com a polícia local, ao ver a placa do carro brasileiro era automática a reação de "la polizia" em nos mandar encostar, pediam documentos, entregamos tudo mais a autorização da polícia para estar ali, minutos depois, o policial nos entrega os documentos e pede "una contribucion para la polizia local". Como manda quem pode obedece quem tem juízo, 20 bolivianos entregues e seguimos viagem sem maiores problemas.
      Mais uma surpresa não tão agradável foi a quantidade de lixo na estrada, claro que no Brasil temos um severo problema com depósito de lixo, mas na Bolívia a situação é calamitosa. Os lixões são a céu aberto, na maioria das vezes junto a estrada, com o aumento da altitude aumentava-se também os ventos, o que fazia com que o lixo se espalha-se por km e km de estrada a dentro.
       
      476km percorridos e chegamos a cidade de Cochabamba, por sua vez uma surpresa agradabilíssima, cidade grande, universitária, a 2570m de altitude, de avenidas largas, bares e restaurantes para todo lado. A altitude tão comentada pelos viajantes que vem para esses lados foi sentida pela primeira vez, ao subir as escadas, se trocar, tudo parece mais pesado e ao fazer qualquer esforço já estávamos ofegantes (dito isso não tivemos fortes dores de cabeça, náuseas, nada mais grave). Chegamos, passeamos, comemos, dormimos, para o próximo dia que seria o top3 da viagem.
       
      Encontros inesperados - "É ele mesmo?"
       

      Rodovia, pista dupla no MS não tem.
       
      Os 383km de Cochabamba a La Paz foram feitos em quase 8horas, dessa vez por motivos mais que especiais, a medida que deixávamos o estado de Cochabamba entravamos nos altiplanos do estado de La Paz, sempre subindo chegamos a alcançar os quase 5000m de altitude pelo caminho, nos presenteando vistas deslumbrantes. Uma grande dificuldade para quem viaja para esses lados é encontrar pontos de apoio durante a viagem, como banheiros, restaurantes, postos de gasolina e hotéis, com exceção das grandes capitais do país, as cidades bolivianas são em sua grande maioria vilarejos agrícolas uns próximos aos outros sem nenhuma estrutura, a cada 5 ou 6 distritos havia um município maior, este as vezes nem possuindo restaurantes ou hotéis. A infra estrutura turística deixa a desejar visto o potencial do país.
       

      Altiplano Boliviano
       
      Certa vez li que existe uma grande diferença entre O viajante e O turista, creio que dependendo do destino e principalmente da companhia esses dois substantivos tomam forma e caracterizam sua viajem. No nosso caso, viajando com meu pai, viajante nato, não poderíamos deixar de ter uma das experiências mais fantásticas. A certa altura da rodovia reparamos que as casas nos distritos pequenos estavam sempre fechadas, muito vento para deixar as portas abertas? Muita poeira naquele deserto alto? Estavámos prestes a descobrir.
       
      Ao se aproximar do município de Ayo Ayo a 78km de La Paz, podíamos ver um grande número de ônibus, vans, taxis e carros, meu pai com seus instinto viajante já se pronunciou "-Vamos Parar! Está tendo festa, feira, alguma coisa", e não deu outra. Paramos o carro na rodovia, seguimos o fluxo de pessoas cidade a dentro e a cada passo podíamos perceber que ali naquela pequena cidade algo solene ou significativo estava acontecendo, as pessoas estavam caracterizadas, com adereços singulares, as mulheres vestiam coloridas saias e mantas, maquiadas de maneira distinta a tantas outras que já havíamos visto e não chamavam mais a atenção, quanto mais andávamos mais um batuque forte, música, comidas e o frenesi só aumentava.
       

      Entrada da cidade


      Peixinho frito com batatas, servidos?
       
      Alcançamos a praça central, o volume de pessoas já era tanto que quando vimos estávamos em fila andando em meio a multidão, uma grande quantidade de ambulâncias novas estavam a vista, como se estivessem sendo entregues aos distritos da região. O mais singular, o povo, suas fantasias e ornamentos eram fascinantes, fazia muito sol porém estava frio, afinal estavam a mais de 4000m de altitude, todos estavam bebendo, dançando e como num passe de mágica nos deparados em uma condição peculiar, o diferente naquela pequena cidade de nem 7000 hab no interior da Bolivia éramos nós, todos olhavam, nos ofereciam suas bebidas, música, coreografias e sorrisos tímidos.
       

       
      Quando achei que aquilo tudo não poderia ficar melhor eis que chegamos a frente do burburinho, avistamos um palco com figuras que pareciam oficias, já não escutávamos o batuque dos tambores ou cantorias, agora todos estavam voltados ao palco, lá em cima com uma voz forte e com o dom da palavra, o senhor Presidente da Bolívia, Juan Evo Morales Ayma.
      "- Eim? Mentira! Pai é Evo mesmo? Não pode. É muita coincidência!" E era. Depois de ouvir parte do discurso, nos esbaldarmos, comermos de tudo que ofereciam, folha de coca, sorvete, salgado, já havíamos ficado horas naquela pequena cidade e tinhamos que seguir viagem, estávamos próximos de La Paz e cada vez mais perto do nosso objetivo final, encontrar os Incas na cidade perdida.
       

      Palco com tio Evo presente

      Nos despedindo desse lugar fantástivo
       
       
       
      Continua..
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