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VOLTEI, COLÔMBIA! 2ª vez no país: Uma semana entre Bogotá, Cartagena e San Andrés (e Stopover no Panamá) em setembro/2017.

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Uma coisa que notei entre as duas viagens foi que nesses dois anos as passagens internas ficaram bem mais caras.  Quando fui em 2015 consegui comprar trechos internos por 100 e poucos reais já com todas as taxas da Viva Colombia. Desta vez, não sei se foi a promoção, a proximidade das datas, ou se tudo subiu mesmo, mas achei as passagens por no mínimo o dobro.

Com relação à hospedagem (fiquei nos mesmos hostels e tipos de acomodações), os valores permaneceram basicamente os mesmos.

Pesquisei as passagens pelo skyscanner e pelo Google Flights.

Reservei as hospedagens pelo Booking.  

 

RESUMO GERAL DE GASTOS:

Voo GIG-BOG ida e volta com taxas: R$ 475,00 (nem eu acredito ainda...)

Voo SSA-GIG ida e volta com taxas e bagagem: R$ 403,11

Seguro Viagem Mondial: R$ 87,29

Hospedagem Bogotá: 80000 COPs (02 noites, quarto duplo privativo com banheiro compartilhado)

Hospedagem Cartagena: 115200 COPs (02 noites, dormitório compartilhado feminino, 08 camas)

Hospedagem San Andrés: 201000 COPs (03 noites, dormitório compartilhado misto, 08 camas)

Hospedagem Cidade do Panamá: US$14 (01 noite, dormitório compartilhado misto, 10 camas)

 

Voo Bogotá – Cartagena: R$ 288,77

Voo Cartagena – San Andrés: R$ 313,35

Voo San Andrés – Bogotá: R$ 216,36

 

Dinheiro:

Levei US$ 700,00 e deu pra pagar tudo e me sobrou US$12 e mais COP40000

Em 2015, quando fui a Colombia, pesquisei bastante e durante um bom tempo cotações para ver o que mais valia a pena. O dólar sempre valia mais, ainda que realizando duas trocas de moedas.

Dessa vez, como um amigo foi em julho e me atualizou de cotações, percebi que estava bem semelhante a de quando viajei, então levei dólar mesmo.

Vale dizer que em 2015 não consegui efetuar nenhum saque em caixas eletrônicos, mesmo com meu cartão habilitado para isso. Em algumas vezes que tentei, o dinheiro chegava inclusive a sair da conta, sendo estornado alguns dias depois. Dessa vez, preferi não arriscar. Sou correntista do Banco do Brasil e parece que é preciso uma autorização especial para fazer saques em alguns países da América do Sul (Colombia, Peru e Paraguai).

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Dra Nick,Acrescente El Salvador a sua listinha. 

Tive problemas uma vez no Peru,e apreendi que nesses 4 países é impossível sacar no BB,sem antes pedir para retirarem um filtro que pega tudo que fizerem com cartões do banco nesses países.

Tudo bem,o problema é que muito funcionário não sabem como proceder, pois brasileiro viajar para esses países com cartão é muito difícil. 

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13 horas atrás, D FABIANO disse:

Dra Nick,Acrescente El Salvador a sua listinha. 

Tive problemas uma vez no Peru,e apreendi que nesses 4 países é impossível sacar no BB,sem antes pedir para retirarem um filtro que pega tudo que fizerem com cartões do banco nesses países.

Tudo bem,o problema é que muito funcionário não sabem como proceder, pois brasileiro viajar para esses países com cartão é muito difícil. 

Valeu, Fabiano! Não sabia de El Salvador.

Realmente, bati muita cabeça na agencia até descobrir pq o dinheiro saia de minha conta, mas não saia na boca do caixa. Nem todos os funcionários sabem!

 

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Há dois perfis de viajantes que retornam à lugares que já foram: os que querem conhecer coisas novas e os que adorariam repetir exatamente tudo que fizeram. Nesta viagem, eu me encaixo na segunda opção – a graça de retornar à Colombia, para mim, estava em voltar aos mesmíssimos lugares onde amei estar, comer os mesmos pratos, contemplar as mesmas vistas..

E nessa de “fazer quase tudo igual” eu tive surpresas mais que agradáveis.

Ok, chega de bla bla bla e vamos ao relato.

 

Nunca tinha viajado com a Copa. Da primeira vez que fui a Colombia fui pela Avianca num avião grande 3-3-3. Desta vez fomos num de duas fileiras de três, sem nem uma mantinha..

A comida foi tranquila (duas refeições no primeiro trecho, mais uma no segundo). Boas opções de bebida (alcoolicas, então.. tinha de tudo!). Entretenimento ótimo.

 

Corona no avião.. melhor coisa hahaha

Cheguei a Bogotá por volta de 21h de um sábado.

Dá pra pegar uber já pra sair do aeroporto – inclusive informando o portão em que você estará esperando o veículo. (Aeroporto – Zona Rosa 24500COPs)

Caso opte pelo taxi, dispense as ofertas no saguão. Siga para fora do aeroporto e pegue a fila de taxis oficiais que fica logo na esquerda.

As diferenças de preço não são grandes, mas o uber te garante não receber notas falsas, o que eu li ser comum em Bogotá. Em 2015 não tinha uber e eu usei taxi em diversos trajetos – não tive nenhum problema, todos foram ótimos e super simpáticos e os taxis eram super baratos. Pegaria tranquilamente, se não precisasse jogar umas despesas pro cartão de crédito mesmo hahaha.

Vale dizer que o taxímetro não dá o valor que você vai pagar, como funciona aqui. Ele remete a uma tabelinha, que geralmente fica atrás do banco do passageiro que indicará o valor – não é tão complicado quanto parece. Fins de semana e feriados tem um acréscimo, tipo “bandeira dois”.

Se você chega de dia no aero, se joga no Transmilenio – é o BRT deles e funciona muito bem. É super simples de andar e usei muuuuito em 2015. O google maps e o Movit ajudam bastante para saber as linhas que pegar. Só precisa comprar um cartãozinho (pode ser usado por mais de uma pessoa) e abastecer com créditos. O transmilenio, inclusive, é ótimo para os horários de pico quando o transito fica caótico – há faixas exclusivas.

Troquei pouco dinheiro no aero, só pq já ia direto pra night esse mesmo dia. A cotação era 2640 pesos por dólar. A casa de cambio de aero que conta com os melhores valores é uma que fica próximo ao guarda volumes do aeroporto (olhando para a saída, fica na direita, já no final do aero). Também era a melhor em 2015.

Procuramos um lugar para comprar um chip pro celular já no aero.. absurdamente caro: só o chip 15000COPs mais 20000COPs de crédito (comprei o mesmo chip no centro por 3000 no dia seguinte). No aero tem um bom wifi.

Me hospedei, nas duas vezes, na Zona Rosa. Pra mim, indiscutivelmente, o melhor lugar pra se hospedar em Bogotá. Amei a região, como podia andar a pé qualquer hora do dia ou da noite, os bares, restaurantes, baladas, lojas, shoppings. Muita gente recomenda se hospedar na Candelária, mas lá a noite é bem paradão e basta um dia pra conhecer a região de dia. Fora que a Zona Rosa oferece melhor acesso de saída para alguns passeios fora de Bogotá (como Zipaquirá e o Parque Jaime Duque, que fiz quando estive lá em 2015).

Fiquei no Los Andes Hostel – é um hostel super tranquilão, zero integração, mas que tem uma localização excepcional. Quarto duplo privativo com banheiro compartilhado. 40000 COPs por noite com café da manhã. Casais e famílias que não querem luxo, podem se jogar.

O hostel - foto do Booking

 

Depois do check in e do banho, seguimos a pé para o Andres Carne de Res (fica a umas duas quadras). Fiz reserva para esta noite, mas não me exigiram. Você faz direto pelo site deles.. Recomendo que seja feita nos fins de semana, pq lota.

O Andres é um bar/restaurante/balada/ponto turístico ... enfim.. se for pra Bogotá, tem que ir lá. É incrível!!! Dizem que o original, de Chia, é ainda mais espetacular.. nunca tive a coragem de pagar o taxi pra ir e voltar.. hahaha Adoro o da Zona Rosa e me contento com ele.

A noite bombou e fomos até o horário de fechamento de lá. Nem lembrava que já tinha quase 48h sem dormir.. hahaha

Se quiser balada, suba direto ao 5ª andar e se jogue na pista, mas não deixe de passar por todos os andares pra conferir a decoração.

01.JPG.30255e2c5200689fdf5d7de70527896a.JPG

 

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Estou indo e outubro e tb peguei uma promoção de 490,00.

Ainda não pesquisei nada e seu relato me ajudou bastante, pois vou sozinha...

Fiquei tão empolgada com seu relato, que achei que ainda faltou informação pq vc parou ali em San Andres, em que sugere pra subirmos pro 5° andar. Ou, eu não achei o restante rsrs... queria saber sobre Cartagena tb.

Vou ficar 10 dias e se possível queria ver se consigo fazer os 3 kkkkk.

Qual seu instagram???

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21 horas atrás, augustolliovett disse:

Adorando seu relato! estou indo dia 21 agora e vai me ajudar bastante!

 

Uma pergunta: Esse valor que gastou foi contando o voo entre as cidades ? 

Oi Augusto.. vou tentar agilizar e escrever o restante aqui. 

O valor dos voos eu paguei antes de viajar. O dinheiro que levei foi apenas para as despesas de lá, incluindo hospedagem que também paguei tudo na hora.

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14 horas atrás, lucianeyan disse:

Estou indo e outubro e tb peguei uma promoção de 490,00.

Ainda não pesquisei nada e seu relato me ajudou bastante, pois vou sozinha...

Fiquei tão empolgada com seu relato, que achei que ainda faltou informação pq vc parou ali em San Andres, em que sugere pra subirmos pro 5° andar. Ou, eu não achei o restante rsrs... queria saber sobre Cartagena tb.

Vou ficar 10 dias e se possível queria ver se consigo fazer os 3 kkkkk.

Qual seu instagram???

Oii!!

Ainda não conclui o relato.. vou tentar escrever mais esse fim de semana. Só coloquei ali a primeira noite em Bogotá. 

Como eu disse, fazer as três cidades em poucos dias fica corrido e caro.. Se vc tiver 10 dias inteiros, até dá (Colocaria 03 em Bogotá, 03 em Cartagena e 04 em San Andres, pq eu gosto de praia! Se vc não gosta tanto, já faria diferente..)

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 Foram poucas horas de sono até pular da cama pra aproveitar nosso único dia inteiro em Bogotá.

Pegamos um uber até a Plaza Bolivar. Em 2015 a Catedral estava em reforma e a Plaza era um canteiro de obras... acreditava eu que desta vez pegaria a praça bem linda para tirar boas fotos.. ow ilusão!

Minha vista à Colombia coincidia com a visita do Papa Francisco, que chegaria em poucos dias.. mas antes mesmo de ele chegar estavam sendo realizadas diversas atividades religiosas no país e neste dia estava havendo uma exposição de uma imagem da Virgem Maria vinda direto do Vaticano – havia uma fila gigantesca contornando toda a praça.

 04.JPG.bb92062caa1b91e16bb6e0fdebc86855.JPG

 

Da praça segui direto para o Museu Botero (fica na rua lateral da Catedral). Era um dia de domingo e a entrada do museu era gratuita. Vale a pena a visita: além de conhecer boa parte do acervo do maior artista plástico colombiano, há obras de Picasso, Monet e outros grandes artistas.

Fora que a área do museu é muito agradável!

 

05.JPG.ed28d4a05bbd6e590589ac1d5898878b.JPG 

 

 Do Museu seguimos direto pra Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Vale muito a visita! É uma igreja com a arquitetura bem diferente e o interior dela é lindo demais!

 07.JPG.4a6f2e6a8a309684d49229c577e9edd9.JPG06.JPG.f322078cdc2b81f9a8da74a50e99ee2d.JPG

  

Circulamos por esta região, voltando para a Praça, que estava ainda mais lotada. Seguindo a Carrera que passa em frente a Catedral, você chega numa região comercial bem movimentada, com muitos ambulantes e artistas de rua. Do lado esquerdo desta rua há um mercado de artesanato que tem preços muito bons (Bolsas colombianas por 55000COPs grande e 25000 pequenas). Por ela também você chega ao Museu do Ouro.

Nesta região entre a Plaza Bolivar e o museu é ótimo para você experimentar comidas típicas colombianas: obleas, arepas, boleños, etc.

Aproveitei pra trocar meu dinheiro nas proximidades do Museu – poucas casas de cambio estavam abertas no domingo. Consegui o valor de 2740 COPS por dólar.

Seguimos para almoçar na minha rede de restaurantes colombianos predileta, também pertinho do Museu do Ouro: Crepes&Waffles. Eu juro por Deus que não via a hora de chegar em Bogotá pra poder comer lá. Recomendo ABSURDAMENTE o crepe Serrano e a limonada de coco deles (no calor de Cartagena, é sensacional!). Os crepes e os waffles doces eu recomendo todos hahahaha. Eles tem uma unidade no aeroporto de Bogotá para quem for fazer hora por lá.

 Seguimos andando para a Plazoleta Chorro de Quevedo – é o local onde Bogotá nasceu e transformou-se numa área onde se realizam diversas atividades culturais. Neste dia, estava ocorrendo um show de palhaços.

Há um bequinho atrás da praça cheio de grafites e lojinhas, bares, etc.

  13.JPG.47bc131daf5501249ba417fc4e6fb36a.JPG

  

Para quem tiver mais tempo em Bogotá há um tour pelo centro histórico chamado Bogotá Graffitti Tour que é super interessante. No google em informações sobre horários e locais de saída. Há também Frre Walking Tours nessa região.

Continuamos a bater perna pela Candelária até chegar no meu achado da região nessa viagem: um barzinho chamado The Pub. Ambiente agradável, ao música e excelentes cervejas. Ficamos fazendo hora por lá (algumas muitas) até chamarmos um uber para o Monserrate (dá pra ir andando de boa, em 2015 fiz tudo andando).

 

 09.JPG.31ad94d7b30817a61cae13ff044d8a81.JPG

 

Recomendo fortemente que você suba ao Monserrate no horário do por do sol, caso o céu esteja limpo. É excepcional ver a cidade de dia e depois iluminada a noite.

 10.JPG.ad8529a08007477f7539c2dc9410596e.JPG

O valor da subida aos domingos é mais barato – custou 11000COPs subida e descida. No site deles tem todas as informações sobre horários e valores.

Vá agasalhado – lá em cima é ainda mais frio. Com relação a altitude (são mais de 3000 metros), como você não vai ficar muito tempo, os efeitos serão poucos.. das duas vezes eu só senti um cansaço nas caminhadas pela área.

No alto há lanchonetes, restaurantes, lojinhas de artesanato. Não fui ao restaurante, mas os preços das coisas não eram absurdamente caros não.

 11.JPG.5c43ae01642207c1d041a8ac6fb32a00.JPG

Seguimos para o hostel de uber.

Vale dizer que o domingo em Bogotá é super paradão. Muita coisa não funciona e até na fervilhante Zona Rosa praticamente tudo fica fechado. Já sabia disso após tomar um susto em 2015 quando acabei indo atrás de um shopping pra comer já que era a única opção aberta.

Por isso, já tinha reservado uma mesa no Andres Carne de Res de novo. Jantamos e bebemos por lá até tarde da noite, digo madrugada.

Estava deserto, mas fomos andando de boa até o hostel para nossas poucas horas de cochilo até a saída pro aeroporto.

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    • Por Sentiens Sapiens
      tenho Asperger (autismo), não tenho dinheiro, preciso chegar a Bogotá
      para audiências públicas da comissão interamericana de direitos humanos
      preciso de ajuda para chegar lá e levar o meu caso pessoalmente
      não estou a pedir dinheiro, peço apenas ajuda efetiva, preferencialmente pelo WhatsApp
      estou com dificuldades pelo autismo e violações graves que sofri / sofro
      agradeço a atenção
      (61) 9.8222-1938 
      WhatsApp apenas
    • Por takami
      Olá Pessoal, aqui vai meu relato da minha viagem feita no mês de março nas três principais ilhas caribenhas da Colômbia. Fiquei uma semana explorando, só tenho a agradecer pelas dicas que a galera deixou neste site. Meu gasto total incluindo as passagens foi em torno de R$ 3.000,00
      Dia 1
      Antes de entrar na ilha foi necessário pagar uma taxa de U$40 e preencher um formulário com 3 vias. Precisará guardar para apresentar no seu retorno.
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      Dia 3
      Fui  visitar a ilha de Providência. Como o lugar é distante, o ideal é dormir pelo menos 1 noite lá. Existem 2 meios de chegar lá, de avião ou de barco. Para ir de avião é preciso reservar com bastante antecedência, pois é bastante concorrido. Um vôo de apenas 20 min já é possível chegar em Providência.
      Acabei indo de catamarã. Deve-se chegar com pelo menos 45 min de antecedência do embarque, pois todas as mochilas são vistoriadas pelo policial. A ida foi com bastante marola, muita gente passou mal, ficaram com enjôo. Foram 3 horas de montanha russa no mar. Os catamarãs saem por volta das 8h da manhã e chega às 11h.
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      Um dos lugares imperdíveis de Providência é a visitação ao Cayo Cangrejo. É uma pequena ilha excelente para fazer snorkel. Tem várias tartarugas no local. O mar cristalino deixa a vista espetacular.
      Dia 4
      Para quem gosta de ver tubarões os mergulhos em Providência são imperdíveis. Fiz um mergulho num local chamado de confusion. Avistei vários tubarões, apesar de já ter visto em vários outros mergulhos, é sempre emocionante o encontro com eles. A visibilidade estava perfeita, a água estava transparente.
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      Alcancei o ponto mais alto da ilha. Tinha uma vista surpreendente.
      Em aproximadamente 2h de pedaladas é possível contornar toda ilha. As bikes não estão em bons estados devido a degradação da maresia. É difícil escolher alguma que preste.
      Dia 5
      No meu último dia nesta ilha de Providencia fiz mais 2 mergulhos. Novamente o encontro com belíssimos tubarões. O guia desta vez matou uns 4 peixes lions para alimentar os tubarões, fiquei com um pouco de dó, pq os peixes lions eram muito bonitos. Tem que tomar cuidado de não alongar muito o “pau de selfie” nas horas das filmagens com a gopro, pois muitas vezes os tubarões mordem porque confundem com os peixes lions.
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      Dia 7
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      San Andres agradaria todos os tipos de pessoas, para aqueles mais aventureiros tem os inúmeros mergulhos com os tubarões em Providência. Já para aqueles que querem apenas descansar e desfrutar a natureza, então podem escolher as diversas praias, ou ilhas, hotéis requintados, enfim, um investimento que será bem retribuído ao final de alguns dias.
      Editei as minhas filmagens, para quem quiser estou deixando o link abaixo
       
      https://www.youtube.com/watch?v=leSIxKxCOq4&feature=youtu.be
       
    • Por mcm
      Planejando os feriados de 2018, reservamos os de 4 dias para uma possível volta a Bogotá. Dependeria, claro, de uma boa promoção da Avianca. Que rolou! Justamente para Corpus Christi, a aceitáveis 1,2 KBRL por cabeça. A ideia dessa vez seria explorar mais e melhor Bogotá. Sempre que retornamos a uma cidade, sobretudo a uma cidade com diversos atrativos como Bogotá, a ideia é passear, rever, e conhecer tudo com mais calma do que na 1a vez. Eventualmente com alguma escapada de 1 dia para os arredores, o que acabou nem rolando.
      Voos do Rio para Bogotá partem de manhã cedo pela Avianca e chegam por volta de 12:30. Ao chegarmos no Galeão, vimos que o voo estava atrasado por... 2 horas. Anticlimax total. Pra piorar, no fim das contas atrasou 2,5 horas. Isso acabou meio que matando nossa chegada e os planos de aproveitar alguns lugares que eu havia mapeado para conhecer na tarde da chegada.
      Em nossa viagem à Colômbia em 2012, ficamos hospedados no Ibis em Bogotá, na ida. Um dia antes de voltar, dormimos novamente em Bogotá e ficamos na Plaza Chorro de Quevedo. Dois ótimos lugares, eu diria. Dessa vez optei por ficarmos na Zona Rosa, para curtir as noites por lá. Também foi bacana, aquela área bomba toda noite. Ficamos num hostel, que na verdade me pareceu ser um apartamento que foi transformado. O preço, na faixa de 33 COP por noite, foi o diferencial. Naquela região não é fácil achar preço bom assim.
      Enfim pousamos em Bogotá às 2 da tarde. Até passar pelas longas filas da imigração, aduana, taxi, trânsito pesado, e chegar na Zona Rosa, chegamos no nosso hostel depois das 16:30. Matou a tarde praticamente. Saímos para fazer câmbio e dar um rolê nos arredores, rever a Zona Rosa e tal. E logo escureceu. Katia estava com um pouco de dor de cabeça, que logo se resolveu com uma pausa para recarga.
      Então decidimos dar uma esbanjada na chegada. Um dos planos possíveis para esta viagem era pegar um tour que levasse até o Andre Carne de Res em Chia, o original. Vi que alguns albergues organizam de levar a galera num determinado horário e voltar de madrugada. Deve ser meio que um party bus, ou party van provavelmente. Mas acabamos optando pela solução caseira, que era voltar ao Andre DC da Zona Rosa mesmo. E ficamos um longo tempo por lá bebendo, jantando e curtindo o lugar. Muito bom. Ainda esticamos para conhecer um lugar de cervas na área, mas que tinha poucas opções. Fomos então dormir.
      Na sexta-feira saímos de manhã para caminhar. Não era forca, nem quinta-feira tinha sido feriado na Colômbia (seria feriado na 2ª feira seguinte), era um dia normal de trabalho. Havia um café badalado na nossa esquina, mas tinha fila naquela hora da manhã. Fomos andando então até o Parque de La 93, curtindo as quadras daquele bairro/região abastado da cidade. O padrão de prédios de tijolinhos se espalha por toda a cidade. Demos uma pausa num Juan Valdez, aproveitamos o wifi (ainda não usamos chip em viagem internacional!) e chamamos um uber para a Candelária.
      Estava meio chuvoso naquela manhã (Bogotá é cidade de tempo instável). Minha ideia era fazer um tour chamado War and Peace tour, que eu havia pesquisado antes. Ponto de saída era o mesmo do Free Walking tour, em frente ao Museu do Ouro. Gosto muito desses Free Walking tours, os guias são sempre muito bons e vc paga o que achar que deve – embora agora felizmente tenha um valor sugerido (no caso de Bogotá, eles sugerem algo na faixa de 10 USD ~ 30 COP). Mas, com uma classe ímpar, em nenhum desses free walking tours que fiz pelo mundo eu vi o guia conferindo o quanto estava ganhando. Amem.
      Chegamos um pouco mais cedo, ficamos rodando e revendo um pouco a área, e lá fomos às 10hs para a frente do Museu do Ouro. Basta procurar os guarda chuvas vermelhos. Havia lá os dois tours, fomos no Free War and Peace tour. Que era em inglês, e com público bem mais restrito. O foco do tour é reviver esse aspecto mais recente da história colombiana, com sucessivos conflitos armados, narcotráfico, guerrilha, paramilitares, acordos de paz. Acho que a Colômbia (Medellin sobretudo, mas Bogotá também) é exemplo mundial de recuperação de imagem após criar e cultivar uma péssima fama mundial. O tour foi ótimo, recriando a origem do conflito, os seus vários capítulos e a discórdia recente quanto ao acordo de paz com a guerrilha. Ao longo do tour, vamos passando por determinados pontos da cidade que se ligam com a história que vem sendo contada. Para quem tem interesse na história colombiana, especificamente nesse capítulo conflitivo, achei excelente e recomendo. Durou cerca de 3 horas, com direito a uma pausa para café.
      Para tornar ainda mais interessante, na semana anterior teve o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Foram para o 2º turno dois candidatos claramente identificados como direita x esquerda, Duque x Petro (Duque venceria semanas depois – no dia do Brasil x Suíça na Copa). Achei bacana que o guia não se furtou a dar a opinião dele quando perguntado.
      Nossa ideia era emendar com o Graffitti tour, que sairia às 14hs da Plaza de los Periodistas. Tínhamos uma hora de folga. Mas... fomos dar uma pausa num Bogotá Beer Company, e aí essa hora se estendeu. Mas por vontade própria. A Colômbia fazia seu último amistoso antes da Copa (empatou com o Egito num jogo bem chinfrim), ficamos curtindo o jogo, com cervas, com a galera local.
      Depois da cerva, fomos rodar pelo centro histórico. Tinha um centro cultural mapeado, Estacion Odeon, mas nos pareceu meio estranho. Parecia não ter exposição alguma, sei lá. Seguimos adiante. Aproveitamos para rever a Plaza Chorro de Quevedo, local histórico de efervescência cultural, grafites sensacionais, e também da nossa última hospedagem no país, 6 anos antes. Nosso albergue estava lá, mas o lugar parecia ter muito mais vida agora. Aproveitamos para curtir um canelazo na área.
      Das igrejas mapeadas para conhecermos, acabou ficando muito tarde, caiu a noite e já estavam fechadas. Fomos então conferir o tal queijo com chocolate do La Puerta Falsa (achei grande coisa não), e aproveitamos para rever o Museu Botero, pouco antes de fechar. Acho Botero muito bacana. Pegamos o uber de volta, jantamos num food park da Zona Rosa. Ainda rodamos pela área antes de voltarmos para dormir.
        Sábado amanheceu com sol. Então decidimos não desperdiçar a chance e fomos para Montserrat. Dessa vez de funicular pra subir e descer (da outra descemos pela trilha). 10 COP cada trecho. Talvez seja a idade, talvez seja a idade e também a relativa altitude, mas a verdade é que nos achamos mais cansados lá em cima. Andamos para todos os lados, curtimos o visual do alto (dessa vez mais aberto que anos atrás), aproveitamos para tomar um café e uma arepa. Enfim, curtimos. E logo descemos, de funicular de novo. Novamente passamos na Quinta Bolivar, que da outra vez estava fechado. Agora aberto. É interessante, uma visita rápida. Depois duma breve pausa no Juan Valdez, fomos curtir a Cnadelaria novamente. Dessa vez não havia a mega feira que rolava no dia anterior na Plaza Bolivar. Já tinham desmontado tudo. Outro visual. Tentamos conhecer a espetacular igreja gótica de Nossa Senhora de Carmen, mas estava fechada. Descobri que as igrejas fecham ao meio-dia nos sábados.
      Fomos então para o Graffitti Tour, das 14hs. Maior galera para esse tour. Dezenas de pessoas, contei umas 70. Guia com amplificador de voz. Tour em inglês. Ele vai contando a história do grafite local, a interação com La Candelaria, mostra algumas áreas pesadamente grafitadas, técnicas de grafite, modos, artistas, etc. Muito bacana, muito interessante. Não se iluda: você não vai ver todos os grafite, e nem necessariamente os melhores. É apenas um apanhado – até porque os grafites eventualmente são apagados. Durou um pouco mais de 2hs.
      Encerramos e voltamos para a Zona Rosa ainda de dia. Ficamos de bobs por lá, pausamos na BBC para cervas e peoplewatching. Jantamos num restaurante local de comida colombiana, onde finalmente pude comer novamente a bandeja paisa, o prato pesadão que eu tanto havia gostado da outra vez. Nesse dia voltamos mais cedo, e a chuva bateu forte de noite.
       
      Domingo. Nesse dia teve café no hostel. Tomamos e saímos. Fomos andando até o Parque Chicó. O parque estava aberto, mas o museu só abriria às 10hs, dali a meia hora. Ficamos curtindo o lugar, e fomos conferir o museu às 10. Nada, o responsável ainda não havia chegado. Então partimos para a Candelária. Ideia era conhecer finalmente O Santuário de Nossa Senhora de Carmen.
      Chegando lá, estava rolando missa. Fico bem constrangido de turistar em igreja no meio de missa. Então fomos na de Santo Agostinho, ali perto. Também rolava missa. Ambas belíssimas por dentro, mas especialmente e de Carnen. Curtimos e voltamos para Carnen. E então a missa tinha acabado e ficamos curtindo toda aquela maravilha daquele interior. Dos mais belos que vi por lá.
      Fomos então caminhando pela Carrera 7, que fica fechada aos domingos. Somente pedestres e ciclistas. O problema é que em algumas áreas estavam rolando obras de reforma, o que restringia muito o espaço. Resultado era que estava difícil de andar. Ainda entramos em outras igrejas mapeadas pelo caminho, geralmente bem bonitas também. Fomos em direção ao Mambo.
      Mas... o Mambo estava sem exposições. Em meio a uma troca de eventos, sem qualquer atração. Paciência. Parque Independência era o destino ao lado. E começou a chover. A Plaza de Toros estava fechada para visitas. Fomos buscar abrigo da chuva no Museu Nacional, então. Lembro que tinha gostado bastante de lá, mas dessa vez acho que buscava mais sobre a história recente de Colômbia – e o museu não chega tão perto dessa época. O bom de domingo é que é grátis.
      Ainda chovia quando saímos, então fomos almoçar em La Macarena, uma região gastronômica ali perto. É a mesma região do Ibis, onde ficamos da primeira vez. Simpatizamos com um lugar de hambúrguer, e lá fomos. Com cervas artesanais que não conhecíamos, que bom.
      De lá ainda fomos no Parque Nacional. A lembrança que tínhamos era de quando passamos por ele de noite voltando da Zona Rosa e estava todo iluminado de azul que, sob chuva, dava um belíssimo efeito. O parque é bem grande. Caminhamos por ele e retornamos. Uber de volta para a Zona Rosa.
      Ficamos novamente de bobs na Zona Rosa, novamente BBC para saideiras, e logo embicamos de volta. Chamei um Easy taxi para o aeroporto. Nas simulações dava que sairia mais em conta que uber. De fato, deu 23, quando o uber dava na faixa de 25.
      Curtimos a sala vip da Avianca local e embarcamos novamente já com muito atraso. Nosso assento era no fundo do avião. Embarquei e dormi. Daqui a pouco acordo com o comandante avisando que o voo estava cancelado. PQP. Meio da madrugada. Fomos para um hotel, voo sairia no dia seguinte. Aí tem aquela coisa de sempre, pessoas revoltadas, alguns gritando, alguns tentando provocar revolta, outros tentando embarcar na revolta, etc. Mas eram somente um ou dois.
      Fomos para o hotel, dormimos poucas horas, e logo voltamos para o aeroporto. Voo partiria às 8 da manhã. Eu perderia o dia de trabalho. Ainda recebemos um bônus pelo atraso, um voucher para ser usado em voos internacionais da Avianca dentro de 1 ano. Chegamos ao Rio no meio da tarde de segunda-feira.
      Uber Zona Rosa – Candelária ficava na faixa de 10-15 COP por trecho. Numa das vezes, sexta de noite, bateu nos 20 COP. Considerando a má fama dos taxistas de Bogotá (idem à dos taxistas do Rio de Janeiro), é uma opção mais segura. Não somente e necessariamente o uber, mas qualquer aplicativo. Por exemplo, usei o Easy para o aeroporto (por alguma razão o uber para o aeroporto sai mais caro que taxi).
       
    • Por FlavioToc
      Antes de mais nada, sobre mim e minha esposa, tenho 59 e minha esposa 55 anos, frequentamos academia e caminhamos diariamente. Buscamos destinos que tenham contato com a natureza envolvido, colecionar experiências e conhecer pessoas com sua cultura. Um ponto fundamental que buscamos é segurança, logo, destinos que sejam bastante seguros. No Panamá, com exceção de San Blas que não é necessário, em todas as ilhas tinham policiais bem alertas. Em Cartagena também pode ficar bem tranquilo e andar à noite.

                  Fiz esta viagem com minha esposa entre os dias 22/02 a 16/03/2018, ou seja, 23 dias. O caribe é um destino muito atraente com uma variedade de ilhas e de culturas, porém a dificuldade é de caber no bolso. Já tinha conhecido San Andrés e Providência, então procurava outro destino que não fosse à falência. Então encontrei no Panamá, Bocas del Toro e San Blás. Também desejava conhecer Cartagena. Então, fiz uma pesquisa de voos multidestinos que valeu muito a pena. Acrescentar Cartagena custou, pelo que lembro, apenas uns 100 a 150 reais a mais.

      O Panamá não é um destino de massa e também tem muito mais do que o Canal. É também o que chamam “hub de las Américas”, ou seja, é um lugar que permite a ligação ou conexão fácil com todas as três Américas e Caribe, e inclusive é saída de vários cruzeiros pelo Caribe. Mas além do óbvio Canal, também tem muito turismo de contato com a natureza. Nós passeamos bastante na capital Panamá City e também fomos à Bocas del Toro e San Blás. O Panamá é um destino um pouco caro para nós brasileiros mas economizando dá para encarar. O dólar oficial na época estava em torno de R$ 3,30.

                  Bocas del Toro também é pouco conhecida pelos brasileiros, é um arquipélago com várias praias e também muito procurada para mergulho e surf. A natureza é preservadíssima.  Sugiro pesquise em imagens no Google para San Blás e Bocas del Toro e tenho certeza que ficará de boca aberta e vão entrar na sua lista de desejos. Tanto San Blás como Bocas del Toro são muito frequentadas por europeus e americanos.

      Para quem nunca ouviu falar em San Blás, também um arquipélago com mais de 360 ilhas paradisíacas que parecem aquelas de desenhos animados com náufragos, tudo aquilo que imaginamos só haver na Polinésia Francesa. É uma região autônoma (como um país) administrada pelos índios Kuna Ayala. Muitas listas de viagem colocam como um dos destinos mais fantásticos do mundo, e eu também. Tinha visto um ótimo relato no Mochileiros anos atrás, mas tinha um pouco de receio de ser um pouco programa de índio, no caso, literalmente. Porém, não se preocupe com isso. Apesar de ter certa dificuldade de acesso, porque tem que ir de veículos 4x4 a viagem é dura e demorada, além de pegar uma lancha até a ilha desejada. Os índios só permitem 4x4. É um pouco cansativo, depois só alegria e paisagens que são tão lindas que até parecem falsas. Nós desfrutamos até do caminho até lá, foi a mais pura aventura.

      San Blás, como chegar:

                  Para mais informações veja o que diz no blog da Lala Rebelo, que é uma especialista em Panamá, escreve para a revista Viagem & Turismo e residia na época no Panamá. https://lalarebelo.com/country-cat/caribe/panama-caribe/. O site Melhores Destinos também tem ótimos guias para San Blás e Bocas del Toro. Também neste blog encontrará ótimas informações http://www.daninoce.com.br/viagem/san-blas-kuna-yala/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ir-a-san-blas/. Alguns hostéis também organizam os pacotes para San Blás. Você vai ter que usar uma agência. Pode se hospedar com sua barraca ou em cabanas muito básicas mesmo. É para quem não tem frescura.

      Tínhamos visto no blog da Lala Rebelo a opção de se hospedar em um veleiro e conhecer várias ilhas. Então, foi o que fizemos. Acreditamos que viajar é também colecionar experiências e que essa nós tínhamos que ter. Foi caro e valeu cada dólar. Fizemos a reserva pelo site http://www.sailinglifeexperience.com/home/ que é tipo um “Booking” de veleiros e é bem seguro. Reservamos pagando 5% do valor fazendo uma remessa pelo Pay Pal. A proprietária do site, Marina, nos colocou em contato com o proprietário do veleiro pelo WhatsApp  e combinamos tudo. O transporte terrestre de SUV 4x4 e de lancha até o veleiro foi organizado pelo capitão. Chegando ao porto, não se preocupe com a confusão, é bem caótico mesmo. Mas dá tudo certo. O motorista te coloca em contato com o índio responsável para te levar até o veleiro. Ou se for o caso, para as cabanas da ilha escolhida por você. Todos se comunicam via WhatsApp o tempo todo. Ah, escolhemos o veleiro Lycka, recomendado pela Lala, que agora foi vendido para outro casal. Ah, com a Marina pode escrever em português que ela gosta de praticar. No veleiro a comida e bebida estão incluídos no preço.

      Para chegar até a sua ilha ou barco você pagará:

      -Transporte em SUV 4x4 - US$50 por pessoa

      -Taxa de entrada no território Kuna Ayala US$20 por pessoa

      -Taxa do porto US$2 por pessoa

      -Lancha até a ilha desejada ou veleiro US$35, por pessoa por trecho (depende da distância do porto até a ilha)

                  Combine com seu hotel de deixar parte da bagagem e leve apenas o mínimo como o que couber em uma mochila de ataque ou bagagem de mão e se não for impermeável (a prova de respingos) ponha na hora da lancha em um saco de lixo.

                  Você vai sair do hotel em torno das 5 da manhã. Então, leve um lanche e evite tomar leite, pois pode dar enjoo. A estrada é muito sinuosa e li sobre tomar Dramin antes e pensei que era bobagem, mas não. Nós não precisamos, mas tínhamos. Alguém em seu transporte provavelmente vai vomitar. As curvas e o sobe/desce são terríveis. O trecho de lancha, dependendo das condições do mar também pode ser com bastante emoção. No nosso caso foi. Sabe aqueles saltos que os caras fazem com jet-skis, é coisa fraquinha perto do nosso traslado de lancha. Mas foi bem legal, nem minha esposa sentiu medo.

      Nosso itinerário foi o seguinte:

      -São Paulo –22/02 Viajar as 12:00 (meio-dia) para Panamá City

      -Panamá City – dia 23 a 24/02 (Viajar à noite para Bocas)

      -Bocas del Toro – dia 25/02 a 04/03 (Viajar às 6 da manhão para Panamá City)

      -Panamá City – dia 05/03 a 06/03 Viajar pela madrugada para San Blás

      -San Blas – dia 06/03 a 09/03

      -Panamá City – dia 09/03 a 11/03 (Viajar as 7:25 para Cartagena)

      -Cartagena – dia 11/03 a 16/03

      -São Paulo – dia 16/03 a 17/03


       
      Panama City, o que fazer:
      -Albrook Mall – Shopping gigantesco. Você vai ter que passar por lá mesmo. Então aproveite.

      -Calçada Amador – andar de bicicleta. A vista parece com Miami ou Dubai.

      -Calle Uruguay – Bares, restaurantes e vida noturna

      -Canal do Panamá – É uma obra fantástica que mudou os rumos do mundo. Há uma segunda passagem mais moderna para navios maiores ao lado da turística que todos veem. Não deixe de ver o filme explicativo que é bem legal.

      -Casco Viejo –Catedral, o Palácio Presidencial (só é possível ver de fora e um pouco distante), Plaza de la Independencia, Teatro Nacional, Paseo de las Bovedas, Plaza Francia, Iglesia de San José, Plaza Bolívar, Ruínas da Companhia de Jesus, Teatro Nacional e o Convento Santo Domingo.

      -Cerro Ancon – morro com 200m de altura com vista da cidade e do canal

      -Cinta Costera – Calçadão a beira- mar

      -Ponte Las Americas – Mirante

      -Bio Museu – Não deixe de ir

      Dicas do Panamá

      -Se você tem alguma frescura San Blás e Bocas del Toro, então não vai ser a sua praia.

      -Procurei descrever como fomos e a logística. Mais informações sobre o Panamá veja no blog da Lala Rebelo.

      -Uso o site: https://www.numbeo.com/cost-of-living/ para ter uma estimativa de gastos. E é bem preciso.

      -Não se esqueça do Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela.

      -A moeda oficial do Panamá é o Balboa, mas o que é usado mesmo é o dólar. Então, não se preocupe em trocar.

      -Táxi Aeroporto Panamá. O valor é de US$30 até o hotel ou outros da zona costeira

      -Uber Aeroporto Panamá: Uber X: US$ 10-18; Uber XL US$ 14-22 (fiz um orçamento on-line) e dizem funcionar muito bem.

      -Os táxis não tem taxímetro, então pergunte no hotel para ter uma referência, quanto custa do ponto A ao B. Mas são bem baratos e vale pechinchar.

      -Compre um cartão (tarjeta) para o ônibus e outra para o metrô. As do metrô você compra em uma máquina. É bem simples, mas tem que pedir ajuda. E coloque uma pequena recarga. As do ônibus vendem na estação rodoviária que é junto ao shopping Albrook Mall. Você vai ter que ir lá mesmo, para comprar a passagem para viajar à noite para Bocas del Toro. Os ônibus saem entre 19:30 e 20:00h. Mas tem que comprar a passagem antecipada. Vá depois das 14:00 horas, dizem que antes não vendem. Não se preocupe, não é longe da zona hoteleira. Aproveite para dar uma volta no Albrook Mall que é enorme. Na rodoviária você vai comprar além da passagem, o táxi até o cais e o barco para Bocas Town, é tudo junto mesmo. Isso dá em torno de US$ 30.

      -O Albrook Mall é um shopping para todas as classes sociais e tem de tudo. Desde dentista até armas, de lojas populares até as de grifes caríssimas como Prada, etc. Tem duas enormes praças de alimentação e com preços que dão para pagar. São quase da metade de um campo de futebol cada. Localize-se pelos bichos em cada corredor, como o do pinguim, da girafa, do urso, etc. São estátuas enormes dos bichos, é bem prático para se guiar.

      -Você vai precisar da tarjeta do ônibus para acessar a plataforma dos ônibus na rodoviária para Bocas del Toro. E só vai saber disso na hora do embarque, então compre para evitar stress e aproveite para andar de ônibus que são muito envidraçados (vidros enormes).

      -Supermercado Riba Smith, bem próximo do hotel Ojos del Río (550m). Para comprar frutas e lanches.

      -Canal do Panamá- ingresso US$15. Táxi US$$10. Ônibus US$0,50. Os ônibus custam $0,25, mas tem que passar o cartão na entrada e na saída. O mesmo no metrô.

      -Compras no Panamá. Verificar se o preço inclui o imposto de 6%

      -Táxi do Hotel Ojos del Río Casco Viejo US$ 2 (ida) $5 na volta sim todos os taxistas pedem mais na volta, pechinche.

      -Escolhemos o Hotel Ojos del Río no Booking por estar localizado perto de uma estação do metrô e valeu a pena.

      -Jantar no Hotel Ojos del Río US$ $ 8. Massa caseira à bolonhesa, uma delícia.

      -Para ir ao canal do Panamá, compre um cartão para usar nos ônibus e metrô. Entre na estação de metrô mais próxima e compre o cartão nas máquinas automáticas,   carregue-o com alguns dólares. Apanhe o metro para a estação Albrook (US$ 0,35). Tanto nos ônibus quanto o metrô tem-se que passar o cartão na entrada e na saída. É estranho.

      Do outro lado da avenida fica o terminal de autocarros de Albrook. Atravesse a passagem superior e chegará facilmente ao terminal. Atravesse o hall do terminal e, do outro lado, caminhe para a direita. É provável que veja uma fila com muita gente à espera dos ônibus que param lá ao fundo. O ônibus que precisa pegar diz Miraflores. O destino final é o em frente ao Centro de Visitas do Canal do Panamá (US$ 0,25) é bem fácil. Gostamos dos ônibus porque eles têm uma ótima vista panorâmica.

      -Para voltar de Bocas del Toro compre a passagem no mesmo lugar onde desembarcou. Outros lugares também vendem, porém na hora de embarcar está sujeito à confusão, nós vimos acontecer. Umas meninas tiveram que comprar outra passagem entre choro e falta de lugar.

      -Em Bocas del Toro procure se hospedar em Bocas Town, pois é onde tudo acontece e cada travessia para outras ilhas custa US$ 2. Então, faça as contas.


       
      O que fazer em Bocas Del Toro:
      -Bahia de los Delfines

      -Cayo Coral

      -Cayo Zapatilla. Estes costumam ser um pacote.

      -Bocas Del Drago

      -Playa Estrella (evitar sábado e domingo porque fica muito cheia) Na Isla Colón. Ir de ônibus (16 km) descer em Bocas del Drago e caminhar no sentido de volta pela praia. Comida cara.

      -Isla Carenero. Tem aluguel de caiaques.

      -Isla de los Pájaros. Linda, mas de difícil acesso, depende das condições do mar.

      -Paki Point (ou Playa Paunch) praia de surf.

      -Playa Bluff. Na Isla Colón. Ir de ônibus, a playa Paunch é na metade do caminho. Lindas playas para surf.

      -Isla Bastimentos. Red Frog Beach (surf) Ir de barco. E Praias: Playa Larga, Playa Polo, Playa Wizzard, Turtle Beach, e Cayman Beach.

      Cartagena

       
      -Castillo de San Felipe

      -Plaza San Domingo (Point à noite)

      -Palacio de la Inquisición

      -Museu del Oro Zenú

      -Museu das Esmeraldas

      -Museu Naval

      -Torre del Reloj

      -Los Zapatos Viejos

      -Convento de Santa Cruz de La Popa

      -Iglezia de San Pedro Claver

      -Iglezia de San Domingo

      -Plaza de San Pedro Claver (Point à noite)

      -Avenida San Martin o Carretera 2 (Bocagrande)

      -Café Havana (bar, música e agito)

      -La Vitrola (Restaurante, bar e agito)

      -Café del Mar

      -La Cocina de Pepina (comida típica e barata) fica no Getsemani

      -Playa Blanca (nós não fomos decidimos curtir mais da cidade)

      -Islas del Rosário – Também não fomos


       
      Dicas de Cartagena
      -Táxi Aeroporto Cartagena – COP 10.000–15.000

      -Trocar alguns dólares por COP ao chegar ao Aeroporto de Cartagena e depois dentro da Cidade Amuralhada pode pesquisar em várias casas de câmbio. Passando pela Torre do Relógio é a segunda rua à direita.

      -Aproveite para comprar livros usados em espanhol e inglês nos inúmeros “sebos” junto da praça antes da Torre do Relógio.

      -Ficamos no bairro Getsemani no Hotel Boutique Casa Isabel. Recomendo, pois fomos super mimados. Tudo é bem perto, tem vários lugares mais econômicos e é cheio de mochileiros. Dentro da Cidade Amuralhada os hotéis em geral são mais caros.


       
               ORÇAMENTO (dólares) US$
      PANAMÁ

      -San Blás:                            1.142 (total)

                  Taxa dique:              4

                  Taxa Kuna:               40

                  Lycka:                                    918 (+170 já pagos como sinal) Total 1088

                  Jipe:                           100

                  Lancha:                     80

      -Hotéis Panamá:                 600

      -Compras Panamá:            250

      -Ônibus p/ Bocas                120

      -Ingressos e Passeios

      Panamá:                               100

      -Táxi Panamá:                     120

      -Alimentação Panamá:      780

                  Panamá total:           3.112


       
      CARTAGENA

      -Hotel Cartagena:               325 (pago)

      -Alimentação Cartagena:  170

      -Táxi Cartagena:                 20

      -Passeios Cartagena:        50

                  Cartagena total:       565


       
      Total geral:                          3.677


       
      Os preços em Cartagena foram convertidos para dólares, mas tem que trocar por pesos colombianos (COP) e como era pouco (o hotel já estava pago), eu troquei tudo no aeroporto mesmo.


       
      Abaixo as fotos em sequência:
      -Canal do Panamá

      -Bio Museu

      -Calzada Amador

      -Bocas del Toro – Playa Estrella

      -San Blás – vista do veleiro

      -Vista do veleiro, também

      -Cartagena. Torre del Reloj à noite

      -Cartagena. Ruas










    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/










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