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FEVEREIRO/2016
 
Quando cogitamos ir para o Jalapão, as referências que tínhamos eram poucas. Nenhum amigo tinha ido, e alguns nem sequer sabiam onde ficava, muito embora o destino esteja ficando cada vez mais conhecido. 
No primeiro relato que li na internet um casal contava que alugou um carro em Palmas, e passou perrengue logo no primeiro dia, quando o carro atolou. 
Eles disseram que deram muita sorte com um caminhão que passava e os ajudou, e depois foram pro bar e comemoraram o resgate. Rs.
Chamou atenção o que motorista do caminhão disse pra ela durante a cena do socorro: O Jalapão é bruto!
Vi ainda esta frase estampada na camisa de uma empresa de turismo, é um slogan chamariz do turismo de aventura. 
Concordo em parte com a frase.
De fato o Jalapão não é para qualquer um. 
Eu diria que o Jalapão é um diamante bruto. Cada atrativo é um espetáculo incrível de delicadeza, são surpreendentes as cores, os formatos, as obras da natureza. E as pessoas, o povo jalapueiro, tem uma doçura rara. São acolhedores, tranquilos, tem sabedoria e conhecimento. 
No meio de um mato rasteiro chamado de cerrado alto estão leves depressões que não sao vistas claramente da estrada, e muitas escondem rios com cachoeiras e veredas de buritis, que só se revelam quando chegamos bem perto. No horizonte estão as chamadas serras, que são grandes chapadões onde é possível subir para assistir aos espetáculos do sol. 
No Jalapão você pode andar muitos quilômetros sem ver ninguém, e assim é o melhor jeito de conhecer. No entanto, isso só acontece fora de feriado.
 
Um parêntesis para ressaltar que o Tocantins é o estado caçula da federação. Foi criado em 1989, pós-Constituição Federal. O lema atual do Governo do Estado (2016) é "livre iniciativa e justiça social". De fato, o que se observa é um estado com planejamento e orçamento para fazer acontecer. Um estado criado no reflexo da constituição cidadã, onde a presença estatal é robusta inclusive no interior, em lugares de difícil acesso, com presença da escola e posto de saúde municipais em todas as cidades por onde passamos. Um morador contou que a presença de uma médica boliviana do Mais Médicos foi fundamental na cidade (isso não é uma propaganda pró-governo, apenas um relato). Muito embora a máquina estatal pareça ser extremamente inchada, há muito espaço para a livre iniciativa, principalmente no turismo.
Outra característica do estado recentemente criado é a ausência de influência robusta da Igreja Católica. Não se vê nas pequenas cidades a praça com uma igrejinha. O ponto central da cidade tem uma com o prédio da Prefeitura, e a religião que domina é a cristã evangélica.
 
Escrevi nosso roteiro para facilitar os aventureiros de plantão. 
 
Dia 04/02 - chegamos tarde no aeroporto e fomos direto pro hotel.
 
Dia 5/02 - sexta-feira
Demos uma volta pra conhecer Palmas. Depois seguimos na direção do Jalapão. No caminho, logo no início da estrada, paramos na Cachoeira dos Macacos/Cachoeira do Roncador. Simplesmente muito bonita a cachoeira, principalmente a segunda. Um paredão enorme. Dizem que lota no final de semana, e que a tapioca é uma delicia na entrada da trilha.
Seguimos viagem até Ponte Alta do Tocantins, onde paramos e almoçamos no Sabor de Minas, comida caseira.
Depois do almoço fomos ao Cânion do Sussuapara, um lugar no meio da estrada, diferente de tudo que já vi. Parece que o chão abriu e as raízes das árvores fazem chover no buraco aberto. É lindo, cena de filme, água limpa. O Chico (nosso guia) explicou que tinha um poço que dava pra tomar banho, mas que teve um desmatamento próximo que assoreou o tal poço, que atualmente é só um pequeno caminho de água. 
Depois, fizemos check in na Pousada Águas do Jalapao, e aproveitamos a tarde na piscina, tomando cerveja (que compramos em Palmas antes de sair).
No fim da tarde saímos pra ver o por do sol na Pedra Furada, que de fato é linda demais. Repelente é fundamental. 
Na volta, estávamos cansados demais, tomamos banho e dormimos cedo. 
 
Dia 06/02 - sábado 
Café da manhã delicia da pousada, e saímos pra tirar foto na entrada da cidade. 
Pegamos a estrada.
Depois de 30km, sob um juramento de que não íamos demorar, o Chico fez uma surpresa no roteiro e saiu da estrada pra gente conhecer a cachoeira do Lajeado. As cachoeiras e rios aqui passam pela parte baixa do terreno, então não dá pra ver da estrada. Ela era diferente, o solo vermelho, a água geladinha, e as pedras lisas e planas. Foi bom pra refrescar deitados na pedra e tirar fotos.  
Mais 70 km e chegamos na Cachoeira da Velha, que fica dentro de uma propriedade que foi do Pablo Escobar e o governo atualmente administra a estrutura. A queda d'Água é grande e o visual bem bonito com a Serra do Jalapinha ao fundo. Descemos a trilha da queda d'Água até uma praia de rio, onde o Chico esperava a gente com um saboroso picnic. Experimentamos a paçoca de carne seca. Descansamos um pouco batendo papo, tranquilos no rio, e pegamos estrada novamente. 
Mais 60km até chegar às Dunas, e os arbustos do cerrado alto impedem de ver os atrativos de longe, mesmo sendo planalto com o horizonte lindo. 
Já na reta final é possível ver ao fundo a Serra do Espírito Santo com o Sacatrapo à sua direita. 
Tiramos muitas fotos, e ficamos encantados com a beleza da formação da serra.
Subimos nas Dunas de areia bem dourada e de lá assistimos um lindo pôr-do-sol.
Voltando pro carro, criamos inimizade com o Amauri, que no atrativo anterior tinha entrado no meio das nossas fotos (tanto espaço vazio pra ele tirar foto...), e depois acabou ouvindo a gente sacaneando ele no meio da trilha. Foi difícil não rir daquela situação constrangedora. Quem não riu foi o Amauri. 
Mais alguns quilômetros e chegamos em Mateiros, jantamos no restaurante da Tia Rosa, que serviu frango com pequi (fruta famosa do cerrado), e macarrão com feijão!! Hum... 
Ausência de limite resultou numa passada na sorveteria mesmo depois de comer muito na tia Rosa. 
A animação era total pro carnaval da cidade, mas foi só tomar um banho quente que todos se aquietaram e apagaram.
Em tempo, o carnaval não passou de um apitaço no posto de gasolina. 
Dormimos no hotel Panela de Ferro. Hotel excelente, tudo novo, ar condicionado, cama boa, wi-fi e café da manhã simplesmente imperdível. 
 
Dia 07/02 - domingo
Acordamos às 03:40, e saímos às 04:00 pra subir a trilha e assistir o nascer do sol no Mirante da Serra do Espírito Santo. Céu estrelado, só a gente na trilha. No meio do caminho vimos um monte de carro chegando lá embaixo. 
A subida tem bastante pedra solta, mas não é difícil. Chegamos lá umas 05:50 e o céu já começou a ficar laranja. Aguardamos mais uma hora entre fotos e contemplação, e vimos aquele incrível espetáculo sem uma nuvem no céu. O sol nasceu por volta das 06:40. Todas as atrações foram diferentes e valeram muito a pena, mas sem dúvida esse nascer do sol foi meu preferido. 
Amauri chegou logo depois da gente e esteve presente neste momento crepuscular.
Depois pegamos uma trilha de 3km plana pra ver a erosão de cima e do outro lado da serra, toda a areia dessa erosão é depositada nas Dunas que vimos no dia anterior. 
Voltamos, descemos a trilha de volta, e as 8hs estávamos de volta na base da serra. 
Na pousada, esperaram a gente voltar pra tomar café, e mais uma vez eu vejo que não tenho maturidade pra comida gostosa à vontade. Tinha um pão caseiro, bolos e o mangulão (bolo de polvilho que parece bolo de pão de queijo). A gente só parou de comer quando não cabia mais. Tipo rodízio. 
Primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios.
Esse é o menor fervedouro, mas onde o efeito da água brotando e areia afundando é o mais divertido, até agora.
Demos sorte (ou o Chico escolheu bem), e não tinha ninguém lá. Porque tem um menininho que fica organizando e controlando a quantidade de pessoas que entram. Conseguimos ficar um bom tempo, tiramos fotos, brincamos de gravidade zero, depois de fazer redemoinho... Mas chegou um outro grupo e nossos 5 minutos começaram a contar. Aproveitamos esse tempo pra tirar a fralda de areia fina que acumulou no biquíni. 
Logo do lado tinha o encontro dos rios: rio sono (água escura) com rio formiga (água clara). Demos uns pulos na margem do rio pra brincar um pouco. 
Depois fomos pro boia cross no rio formiga, cheio de aventura e com direito a pular da árvore e cair desajeitado no rio no fim do percurso. 
No mesmo local tem o fervedouro do buritizinho, que tem uma água azul linda e inacreditável, no meio de um monte de bananeira, e com um fervedouro fundo no meio. Esse fervedouro pareceu o mais bonito, mas não tem a sensação diferente do fervedouro do encontro dos rios. 
Na saída, vimos mel sendo vendido numa garrafinha de caçulinha, junto ao artesanato. Era Mel de Tiúba, e segundo contaram é um mel super difícil de achar e bom pra gripe.
Almoçamos no fervedouro do buriti.
Logo em seguida fomos na Comunidade do Mumbuca, onde encontramos crianças lindas cantando assim que chegamos. Lá vende artesanato de capim dourado feito pela comunidade. Também experimentamos o sorvete dentro da comunidade. Tinham sabores super diferentes, de frutas típicas da região. Jatobá, coco catolé, mangaba, cagaita, murici. 
Ah, junto do artesanato também comprei um doce de caju caseiro bem gostoso. Tinha doce de banana e doce de buriti também.
No fim do dia fomos até a Cachoeira da Formiga. Nunca vi tanta gente. Muita mesmo. O ideal é ir bem no início do dia ou bem no final. Conforme a tarde ia caindo, o pessoal ia embora, até que ficou bem vazia e curtimos mais. 
Voltamos pra pousada, tomamos um banho e fomos atrás da pizzaria da cidade. Mas ela só abria depois do culto, porque o dono é o pastor, então fomos no único lugar que tinha gente, Pastelaria Tavares. Tomamos uma cervejinha, comemos um delicioso pastel de carne com queijo, e depois um espetinho (com acompanhado - mandioca cozida, feijão tropeiro, arroz, vinagrete). Bem bom. Mais uma vez foi pé na jaca. 
 
Dia 08/02 - segunda-feira
A ideia era acordar cedo pra correr e gastar os 3kg que adquirimos, mas o corpo já estava cansado, a cama e o ar condicionado estavam mais interessantes. 
A moça do café conseguiu limão pra mim, colhido do pé. Fofa.
Eu pulei da cama e arrumei a mala o mais rápido que pude pra sobrar mais tempo pro café da manhã. Deixo a dieta e a corrida pra quando voltarmos pro Rio. 
Os donos da pousada são ótimos. A Dona Josinete pareceu brava de início, mas tem um coração bom. Teve uma hora que eu fiquei com medo dela brigar que eu tava comendo muito, mas ela disse pra comer mesmo porque estávamos muito magrinhas. Rs.
Pegamos estrada pro rafting. 
No caminho encontramos não só expedições de caminhonete, mas também muitas expedições de moto e bike. A galera de bicicleta é muito guerreira, porque é muito sol e muita poeira. Impressionante que não tem só homens, as mulheres também são guerreironas. E vai um carro de apoio junto.
Chegamos no rafting.
Parágrafo especial rafting:
O rafting no Rio Sono é feito com a empresa Novaventura. Eles são super profissionais e se preocupam com a segurança dos turistas. Por isso, é necessário usar roupa adequada (calça comprida de ginástica, ou calça de taktel, blusa, quanto mais comprida melhor pra proteger do sol, e tênis ou papete - vale a pena investir numa papete antes de ir ou conferir se eles alugam no local). Além disso vale a pena usar viseira ou boné, muito protetor solar, e disposição. Quem quiser levar câmera, é bom tomar cuidado. São duas horas e meia descendo a cachoeira, e é uma descida na medida certa pra quem não tem experiência mas quer um pouco de aventura.
Fizemos a nossa descida com o Rafael, super gente boa, que nos deu muitas dicas e curiosidades da região. Vou tentar resumir:
Começo pelo nível do rafting, que nesse dia era nível 2. Mas ele oscila de acordo com a época do ano. Quanto mais chuva, mais forte fica.
Eles costumam dizer que o inverno é a época chuvosa, janeiro a maio, com temperaturas mais amenas. Enquanto o meio do ano é o verão, quando as temperaturas ficam mais altas durante o dia e frio a noite, e chove menos. De agosto e dezembro faz muito calor de dia e de noite, e não chove.
Quando chove menos, o rafting fica mais fácil. E ouvimos dizer que os rios ficam ainda mais bonitos. 
A mata ciliar vai crescendo ao longo do rio e ficando mais parecida com a Mata Atlântica. São poucos os bichos ao longo do rio, na grande maioria pássaros. 
 
Depois do rafting, passamos na cachoeira das araras, delicia. Só tinha a gente. Os carros particulares não costumam vir, e as agências só vem se fizer o rafting. 
O almoço foi no Fervedouro do Bela Vista. Pode parecer que não sou parâmento porque gosto de tudo, mas não é bem assim, a comida tocantinense é gostosa mesmo.  
E esse almoço foi o melhor da vida. Um casal que saiu antes da gente agendou o jantar. Pra quem se hospedar em São Félix é uma distância de 3km. Consegui o telefone deles, vale a pena agendar. Telefone: 63-9920-9914 (Dona Himelda e Sr. Gecimar. Mandioquinha frita e carne de panela melhores da vida. Eles serviram também frango caipira (típico da região), feijão delicia, arroz, bife de carne acebolado, e salada de tomate com repolho. O tal casal que reservou o jantar pediu escondidinho de carne de sol, e fiquei com muita vontade de experimentar, quem ler esse texto e for lá, depois me conta. Amo escondidinho.
Pra fechar fomos conhecer o fervedouro que tem lá, com peixinhos, onde conseguimos ficar sozinhos tirando fotos e curtindo. 
Depois desse fervedouro voltamos pra Mateiros, por questão de logística (dessa maneira é possível ficar 3 dias no mesmo hotel em mateiros), mas também é possível se hospedar nessa noite em São Félix do Tocantins (assim não precisa andar pra trás no roteiro). 
Perto de Mateiros tem o restaurante Rancho 21. Não tem nada demais. Mas tinha salada e mandioca cozida que já valeram a pena. 
Na verdade eu ainda estava pensando em toda a comida até aqui, e ainda no escondidinho, por isso dei uma controlada nesse jantar. 
Estávamos cansados, do jantar fomos pro hotel Dois Irmãos, simples e limpo, café da manhã simples.
 
Dia 09/02 - terça-feira
Nesse dia conseguimos acordar cedo pra correr. Foi bom pra conhecer a cidade toda, que não é grande, mas fora do carro temos uma visão diferente. Até aqui a gente saia de carro do hotel, ia e voltava do atrativo e descia no hotel.  Saímos a pé só à noite. 
Gastamos 1/10 do que comemos até agora, não porque corremos pouco, mas porque não temos educação com comida boa. 
Tomamos café que apesar de simples tinha um mangulão que era praticamente um bolo de pão de queijo, massa firmizinha. 
Depois pegamos estrada na direção de São Félix. 
Paramos na cachoeira do Prata, onde tomamos banho e ficamos conversando tomando uma cervejinha. 
O almoço foi depois de São Félix, onde termina o ponto do rafting, e é conhecido como cachoeira das araras. Bem diversificado o almoço ali, tinha tabule, salada, mandioca, além das comidas tradicionais como galinha e carne de panela. 
Mais uns 20km e chegamos na Catedral Ecolodge. 
Tinha visto essa pousada no booking. Me chamou a atenção a foto do bangalô principal que fica na parte alta da propriedade e interage diretamente com a natureza. É bem romântico. Mas chegando lá descobri que esse bangalô é um só e que na parte de baixo tem bangalôs menores, com banheiro fora do bangalô(na chamada casa de banho). De início eu fiquei de olho da suíte master, mas adorei ter ficado no bangalô de baixo. Confesso que tive medo dos bichos entrarem no bangalô de madrugada, mas depois me acostumei, entraram apenas os bichos de praxe, nada de lobos ou onças, e eu queria mesmo era ficar mais tempo hospedada lá. Dormimos de cortinas abertas e tudo (não existem portas), e de fato é uma experiência pra quem está acostumado com a cidade. 
Curtimos o banho de rio no fim da tarde, depois saímos pra fazer o passeio de bike (R$30,00), que valeu muito a pena.
Conseguimos gastar metade da comida que consumimos, e vimos dois casais de araras azuis. 
Não deu tempo de ver o por do sol do monte que tem dentro do acampamento. Vimos da estrada mesmo, de bicicleta.
Voltamos já escuro pro acampamento ecolodge.
O jantar foi simplesmente delicia, já recompondo em dobro o que gastamos mais cedo.
No fim do dia ficamos admirados com o céu todo iluminado ali no meio do cerrado.
Acordamos cedo pra ver o nascer do sol no monte perto do acampamento, mas não tivemos muito sucesso. O pessoal do ecolodge disse que a partir da semana santa (2016) ficará pronta a trilha pra Serra Catedral que é ali do lado, e com isso será possível subir a serra pra ver o nascer do sol, quero muito voltar pra fazer essa trilha!!!
O café da manhã parece ter sido especial pra gente, porque nunca vi tanta coisa gostosa, omelete, tapioca, pão de queijo feito em casa! Mais uma vez não nos controlamos. 
Só paramos de comer porque precisávamos pegar estrada.
E assim fomos, voltamos pela cidade de Novo Acordo e por fim Palmas. 
Ainda almoçamos um tucunaré delicioso na Praia do Prata (uma das diversas praias de rio de Palmas), onde tem uma cerca no rio pra proteger os banhistas das piranhas!!! Rs.
Depois do almoço e banho de rio deixamos o Zé no aeroporto e ficamos num hotel ali perto pra esperar o nosso que seria de madrugada.
Mas pra minha surpresa, uma amiga também estava em Palmas e saímos todas pra correr na praça das secretarias. Dirigir por Palmas sem gps é impossível, todas as ruas e rotatórias são iguais. Nos perdemos bastante. 
Depois da corrida resolvemos parar no primeiro lugar de comida, porque não queríamos mais nos perder. E, por sorte, encontramos uma lanchonete de comidas saudáveis. Comemos tapioca e tomamos suco verde. Deixo aqui o telefone de lá, porque vale a pena, 
 
 
 
 
Planejamento : dá pra ir no particular ou por empresa. No particular da pra alugar carro em Palmas. O ideal é alugar caminhonete, e mesmo assim é bom ter experiência em dirigir carro grande, usar a tração. E não vir sozinho de carro por causa dos atoleiros, principalmente no meio do ano quando ele aumentam. Além disso, o roteiro pode começar em mateiros ou em novo acordo. A diferença é que se começar por novo acordo, quando for ao por do sol nas Dunas, precisa voltar uma estrada longa e movimentada pra dormir em Mateiros, ao passo que se começar por Mateiros, o por do sol nas Dunas é caminho pra Mateiros e depois não precisa voltar muito na estrada, só pra subir a serra pra fazer a trilha. O gps tem todas as estradas e atrativos. 
 
 
Dica quando chegar em Palmas: comprar cerveja e água mineral antes de sair; as empresas normalmente levam térmica e gelo; ensacar as mochilas com saco de lixo por causa da poeira; sair um dia antes do feriado para não pegar o galerão que chega no primeiro dia; viajar com empresa, o ideal são 3 pessoas por carro, cabem 4, mas 3 viajam mais confortáveis; pomada pra picada de bicho (carrapato, mosquito, mosca) - não vai necessariamente ser picado, mas pode acontecer e não tem farmácia; a noite normalmente estamos cansados e não tem muita coisa pra fazer, lanche ou janta, cervejinha, e dormir cedo. 
 
 
Comida: quem vai no particular precisa agendar os locais onde comer antes, ou então chegar cedo pra garantir o almoço ou o jantar.
 
Meninas: as águas do Jalapão deixam o cabelo super macio. Melhor que shampoo gringo. Vale o investimento. 
 
Roupa de banho: eu particularmente achei ótimo ter levado sunkini, porque me senti confortável em todas as atrações, desde o fervedouro até o rafting. Mas não é necessário. No fervedouro entra muita areia (muita mesmo) na calcinha/sunga. Se tiver forro grosso, a areia não sai nunca mais. Leva um reserva. 
 
Atrações: todas as atrações são pagas. Mas se você pagar o pacote com empresa, as atrações normalmente estão incluídas, inclusive refeições à vontade, com exceção da bebida. 
 
Filmes para inspirar: Deus é Brasileiro, Xingu, final da Novela Araguaia, Survivor Tocantins.
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    • Por Casal Fora da Casinha
      Olá, para quem ainda não nos conhece somos a Ivi e o Thiago do @casalforadacasinha. Um casal de Brasília, unidos pelo amor à aventura. Nossas viagens têm como base o baixo custo com a maior diversão possível, então se você gosta de viagens luxuosas, em all inclusives, com hotéis, comidas e transportes caros, já pode parar por aqui… Mentira, fazemos viagens assim também, na medida do possível
      Entrando no que realmente interessa: Como chegar? Onde ficar? O que fazer? Dicas sobre o Jalapão.
      O Parque Estadual do Jalapão é um lugar incrível de Tocantins famoso pelos Fervedouros e pelas águas transparentes e relativamente quentes. 
      Nossa primeira viagem ao Jalapão aconteceu no carnaval de 2019 (01/03 a 10/03/2019) com um casal de amigos. Quem quiser saber como foi e só deixar nos comentários que fazemos uma postagem só sobre essa viagem de desbravamento (digo desbravamento, pois viajar para o Jalapão sem agência e com as poucas informações disponíveis é quase um desbravar mesmo).
      Sem mais delongas, vamos ao que realmente importa: o Jalapão!!!
      CAPÍTULO 1 - PLANEJAMENTO Decidir viajar em meio à pandemia foi algo muito difícil, então depois de pensar muito, decidimos arriscar tomando todos os cuidados possíveis e impossíveis: máscara, muito álcool gel e o mais difícil de tudo, iríamos sem reservas, somente para acampar em locais vazios. (Sim, queríamos lugares vazios em pleno ano novo, e isso aconteceu.)
      Para você que pretende ir ao Jalapão, ter em mente o mapa do Parque ajuda muito para não se sentir perdido:

      Fonte: https://br.pinterest.com/pin/714946509572164017/
      São 4 cidades principais dentro do Parque: Ponte Alta do Tocantins, Mateiros, São Félix do Tocantins e Novo Acordo, seguimos o roteiro nessa direção, porém dá para fazer de vários jeitos, dependendo de onde vocês vão sair, nós saímos de Brasília. Os famosos fervedouros do Jalapão estão entre Mateiros e São Félix. 
      Traçamos o esboço do roteiro e selecionamos os principais atrativos, baseados em nossa primeira experiência e dicas da internet (valeu @serial_trippers) Lagoa da Serra (improviso acrescentado posteriormente), Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira Buritis (improviso acrescentado posteriormente), Cachoeira do Formiga (muito lotada, nem entramos), Dunas, Fervedouro Ceiça, Fervedouro Buriti, Fervedouro Borboleta (improviso acrescentado posteriormente), Fervedouro Buritizinho, Serra da Catedral, Trilha da Taboca e Natividade (cidade histórica).
       Como dissemos, foi só um esboço do roteiro mesmo:

      Parte importante de viajar nesse estilo “mochileiro sem reservas” é saber controlar a ansiedade e a vontade de ter tudo sobre controle, afinal, coisas darão errado para dar certo mais para frente, tudo é imprevisível Vocês entenderão do que estamos falando ao longo deste relato.
    • Por rafael.celeste
      **Esse relato ainda está em construção **
       
      A ideia inicial era fazer uma viagem apenas para o Jalapão. Após ver a diferença dos preços dos voos para Brasília e Palmas e também ver os atrativos das Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, decidimos ir por Brasília.
      Inicialmente iríamos em três pessoas, mas uma pessoa teve um imprevisto e fomos apenas eu e um amigo.
      Não queríamos contratar guias, então baixei os mapas do Tocantins e de Goiás no app Wikiloc, além de salvar várias trilhas das atrações que queríamos conhecer.
      Chegamos dia 20/11/20 em Brasília.
       
      O CARRO
      90% do material sobre o Jalapão que há na internet diz que um 4x4 é imprescindível para viajar pelo Jalapão. Acontece que alugar um 4x4 é caro e difícil, pois muitas locadoras não tem esse tipo de veículo. Li que na época das chuvas as estradas ficam melhores pois a areia fica mais compacta. Sendo assim, decidimos arriscar e ir com um SUV 4x2. Pegamos uma Duster automática e ela foi excelente. Para enfrentar a areia, é mais importante que o carro seja alto do que potente ou 4x4. Se as rodas não tocarem o chão, nada disso importa.
      O aluguel do carro foi na Unidas, mas feito através do serviço de concierge do mastercard (valeu, nubank). Conseguiram o melhor preço de todos e fechamos com eles. Dito isso, recomendo cautela com a Unidas. A reserva com eles parece não servir de nada. Cheguei na locadora e não havia nenhum SUV disponível, mesmo eu tendo feito a reserva com mais de um mês de antecedência. Chegaram a me oferecer um Uno. E eu não era o único nessa situação. Claramente um descaso.
      Depois de horas de espera, algum cliente devolveu a Duster que pegamos e pudemos seguir viagem.
       
      De forma resumida, o roteiro foi o seguinte: 

      Roteiro executado
       

      Trajeto de carro

       
      Dia 1: Brasília - Alto Paraíso de Goiás
      Perdemos tempo em Brasília esperando o carro da Unidas. Almoçamos no Coco Bambu do Park Shopping: camarão para duas pessoas por 50 reais. Comida excelente e bem servida, foi nosso jantar também.
      Pegando o carro, passamos num supermercado pra comprar água e algumas comidas. Depois fomos para Alto Paraíso, estrada boa até lá.
      Ficamos na pousada Espaço Naves Lunazen. Lugar bonito e bom café da manhã, mas o quarto estava um pouco sujo. Pode ser porque há muito tempo não recebiam hóspedes.
      Em Alto Paraíso curtimos o ambiente da Área 51.
      Gastos
      Aluguel do carro            R$990,00
      Pousada Espaço Naves Lunazen    R$230,00
      Almoço no Coco Bambu        R$85,27
          Supermercado             R$102,85
          Uber p/ o shopping:             R$30,00
          Área 51                R$19,90   
       
      Dia 2: Alto Paraíso de Goiás - Aurora do Tocantins
      O planejamento era fazer a trilha do Mirante da Janela e o Vale da Lua, depois seguir para Aurora.
       

      Cachoeira do Abismo

      Mirante da Janela
      Gastamos menos de 3h para ir e voltar na trilha do Mirante, que ainda tem uma cachoeira menor no meio do caminho. A queda d'água das cachoeiras era impressionante. Almoçamos no Restaurante Sabor do Cerrado e nesse momento pegamos chuva. Fomos até o Vale da Lua, mas não nos deixaram entrar por conta de ter chovido. O plano B foi seguir pra Aurora mas parando no Poço Encantado no meio do caminho. Lá pode-se tomar banho e a queda d'água era considerável. Seguimos pra Aurora, novamente em boa estrada.
       

      Poço Encantado
      Em Aurora eu havia reservado um quarto na Pousada 21 (falei com a Fernanda pelo WhatsApp). Na cidade de Aurora só vimos igrejas e um mercadinho abertos, nenhuma opção para jantar. A pousada fica perto do Rio Azuis e por sorte também tem um restaurante com o mesmo nome. Chegamos lá por volta das 21h e comemos muito bem. Por lá, não tínhamos sinal de celular e o wifi funcionava só às vezes. A pousada era simples mas boa.
          Gastos
      Pousada 21                R$160,00
          Almoço                 R$17,50
          Entrada no Poço Encantado         R$60,00
          Combustível                R$65,00
          Jantar no Restaurante 21        R$45,00
         
         
       
      Dia 3: Aurora do Tocantins - Dianópolis
      Pela manhã visitamos o Rio Azuis. Mesmo com a chuva durante a noite, a água estava cristalina. Da pousada até o rio são menos de 5 min a pé. Vale a pena chegar bem cedo, pois o lugar lota. O ponto ideal para banho fica dentro do Restaurante e Pousada Recanto dos Azuis. 
       

       

      Rio Azuis
      A ideia era conhecer a Praia do Pequizeiro em Aurora. Apesar de ter o caminho salvo no wikiloc, disseram que era necessário um guia para que a estrada até lá fosse liberada, por ficar numa propriedade privada. O local também não tem nenhuma infra estrutura. Acabamos indo pra Praia do Puçá, onde havia almoço e quiosques. O lugar é bem agradável, mas acredito que a Praia do Pequizeiro seja mais bonita.

       

      Praia do Puçá
      Ainda passamos pelas cachoeiras do Escorrega do Betim.  Boa parada no caminho pra Dianópolis, com alguma estrutura de comidas e bebidas, além das cachoeiras.

      Escorrega do Betim
      Finalmente seguimos pra Dianópolis. Estradas boas até lá. Ficamos no Mosaico Hotel, que foi ok. De lá dá pra ir a pé até o restaurante La Boca, que tem muitas opções no cardápio e boa comida.
          Gastos
          Moisaco Hotel             R$135,00
          Entrada no Recanto dos Azuis    R$30,00
          Combustível                 R$239,00   
          Entrada no Escorrega do Betim     R$30,00
          Restaurante La Boca            R$62,00   
         

       
      Dia 4: Dianópolis a Mateiros
      Acordamos e fomos para Lagoa da Serra. Cerca de 30 minutos, em boa estrada de asfalto,  separa Dianópolis de Rio da Conceição, cidade mais próxima da Lagoa da Serra. A ideia inicial era dormir em Rio da Conceição, mas não achei acomodação lá pela internet. É uma cidade bem pequena. A estrada pra Lagoa da Serra é de terra, com alguns trechos de areia. Com cuidado, qualquer carro passa. Na Lagoa da Serra é possível acampar, além de ter aluguel de stand up paddle. Vendem bebidas, mas não há comidas.
      Gostamos muito da Lagoa.
       

       

      Lagoa da Serra

       
      Voltamos à Dianópolis e almoçamos no Restaurante Bom Sabor. Self service por quilo com churrasco, muito bom.
      Depois do almoço, calibrei os pneus para 22 libras e seguimos rumo a Mateiros. Os primeiros 60 km de estrada são asfaltados. Nos últimos metros de asfalto, depois de uma fazenda, pegamos uma estrada de terra pra conhecer a Fortaleza dos Guardiões. Seguimos esse tracklog, mas é uma estrada sem grandes dificuldades. Dá pra enxergar o trajeto pela vista de satélite do Google Maps também. Na prática, chega-se à beira dos paredões de pedra que possuem essas 'torres' de pedra que são visíveis até da Lagoa da Serra. Estávamos com um pouco de pressa pra não pegar estrada com chuva ou a noite e não fomos até o fim da trilha, mas foi uma visita interessante. 

      Fortaleza dos Guardiões
      Voltamos pra estrada até Mateiros, agora sem asfalto. A estrada segue por uma via larga, de terra, com algumas poças d'água bem grandes. Os únicos veículos vistos eram os das fazendas de soja por ali. Passamos pela Vila Panambi (esse trecho da estrada é na Bahia), onde há a última mecânica antes do Jalapão e algumas pessoas deixam pra calibrar os pneus ali. Pouco depois a estrada piora. Longos trechos de areia, mas que pareciam ter sido recentemente melhorados por escavadeiras.
      O ponto de acesso à estrada pra Mateiros é bem importante e lá fizemos um grande erro. De repente havia uma cerca atravessando a estrada. Tentei um desvio pela esquerda, encontramos a cerca de novo. Pela direita conseguimos contornar a cerca e vimos até uma placa pra Mateiros. Tudo certo, seguimos em frente.
      Eu já havia lido que a estrada de acesso à Mateiros era péssima. Horrível. Os piores adjetivos possíveis. Chegamos então ao acesso da TO-247, que era o caminho que o Google Maps e os trajetos do wikiloc indicavam. Não havia placa e mais parecia o caminho da água da chuva. A estrada de terra onde estávamos era larga e plana. O Google mandava, a 'estrada' estava lá, entrei por aquele caminho. Claramente nenhum carro havia passado por ali nos últimos dias. O mato tomava conta da estrada e havia o risco real de uma das rodas ficar presa nos buracos da estrada. Era tão ruim quanto disseram e por isso parecia infelizmente ser o caminho certo. Conseguimos sair dali e chegar até Mateiros. Conversando com o pessoal de Mateiros, soubemos que ninguém passa por ali mais e nunca devíamos ter pego aquele acesso à TO-247. Era só ter continuado na estrada ‘boa’ onde estávamos.

      Trajeto no acesso à Mateiros. Fiz o caminho verde, o caminho bom é o azul
      Em Mateiros ficamos na Pousada Mãe e Filhas e jantamos espetinhos no animado MPA Tavares.
      A cidade é bem simples. 
      Gastos
      Pousada Mãe e Filhas            R$150,00
      Entrada + Stand up na Lagoa da Serra    R$50,00
      Almoço no Restaurante Bom Sabor        R$52,00
      Combustível                    R$260,65
      Espetinhos no MPA Tavares            R$61,00


       
      Dia 5: Mateiros
      Na pousada comentei da minha intenção de almoçar no Fervedouro do Rio do Sono e fomos alertados que precisaríamos reservar o almoço. A moça da pousada entrou em contato e fez a reserva pra nós.
      O primeiro fervedouro do dia foi o do Ceiça. Visitação em grupos de 6 pessoas, 20 min por grupo. Se não houver mais gente, esses 20 min se tornam tempo livre. Isso é padrão nos fervedouros, só muda o número de pessoas por vez, de acordo com o tamanho do fervedouro.
      O fervedouro é bonito, dá pra ver bem a água 'fervendo' e permite boa flutuação. Gostei bastante. Vale a pena chegar cedo pra fugir das agências de turismo, que chegam com bastante gente e acabam fazendo o tempo de espera ser grande. Vimos até uma agência chegar e desistir da visita, pois teriam que esperar demais pra que todos tomassem visitassem o lugar.

      Fervedouro do Ceiça
      Seguimos pra Cachoeira do Formiga. Lugar maravilhoso e por ser maior, não é tão ruim se houver bastante gente por lá.
      Depois fomos pro Fervedouro do Rio do Sono, onde tivemos o almoço com comida à vontade que reservamos. Comida boa, wifi e depois que as agências foram embora, o fervedouro vazio pra nós.

      Cachoeira do Prata
      Ali perto, na mesma estrada, seguimos pro Fervedouro do Buriti. Pra mim o mais bonito que visitamos. Água azul e muitos peixinhos na água. Se você 'desmanchar' um buriti, os peixinhos se aproximam pra comer. Boa estratégia pra eles pararem de dar mordidinhas no seu pé também.

       

      Fervedouro do Buriti

      Peixes comendo buriti
      De lá, seguimos pras dunas. Passamos novamente por Mateiros e a estrada tinha MUITAS costelas de vaca. São as ondinhas que ficam na estrada. Parecem inofensivas mas incomodam bastante.

       

      Dunas do Jalapão
      Por tudo que havíamos lido, não entraríamos no trecho de areia do acesso às dunas por não ter um carro 4x4. Estávamos preparados pra fazer essa parte a pé ou pegar uma carona. Acabaram nos deixando entrar de carro, disseram que a areia estava compactada e a Duster era alta o suficiente.
      As dunas ficam na área do Parque Estadual do Jalapão e não há cobrança para visitação. Entretanto, estão com a obrigação de ser acompanhado por um guia para entrar. Eles ficam na entrada esperando os turistas e cobram 150 reais por grupo. Achei caríssimo mas tivemos que pagar. Lá dentro, o guia pouco faz. Há um curto trajeto de carro e outro trajeto curtíssimo a pé. Sua maior função é cuidar para que os turistas não invadam uma parte das dunas que pode desmoronar.
      Na janta, pedimos um delivery do Malibu Burguer. Bom hambúrguer.
          Gastos
          Pousada Mãe e Filhas             R$150,00
          Entrada no Fervedouro do Ceiça        R$40,00
      Entrada na Cachoeira do Formiga        R$50,00
      Entrada no Fervedouro do Rio do Sono    R$40,00
      Almoço no Fervedouro do Rio do Sono    R$88,00
      Entrada no Fervedouro do Buriti        R$40,00   
      Guia pras Dunas                R$150,00
      Malibu Burguer                R$41,00
       
             
       
      Dia 6: Mateiros a São Félix do Tocantins
      Antes de sair de Mateiros, passamos na loja Sempre Viva, onde compramos lembranças de boa qualidade. Seguimos para o Fervedouro Encontro das Águas. A estrada de acesso possui alguns pontos de areia alta, acho que pode ser uma dificuldade pra veículos mais baixos. Como havia gente no fervedouro quando chegamos, aproveitamos o tempo de espera pra dar um mergulho no encontro dos rios ali perto, que é o que dá nome ao fervedouro. O Encontro das Águas é o fervedouro com mais flutuação entre os que visitamos, com águas bem rasas e cristalinas, mas não tem muito o visual da água ‘fervendo’.

      O Encontro das Águas

      Fervedouro do Encontro das Águas
      Em seguida fomos para o Fervedouro do Buritizinho. O acesso é bem fácil, fica a cerca de 300 metros da estrada que liga Mateiros a São Félix. O fervedouro é muito bonito, mas por ser mais profundo, não dá pra sentir muito a flutuação. Junto com o Fervedouro do Buriti, é um dos mais azuis que fomos. Além do fervedouro há um rio onde pode-se mergulhar e usar um balanço pra pular na água. Dali fomos a pé até o Restaurante e Camping Rota 110, que oferece almoço sem reserva, além de ter uma boa estrutura de camping, com redes, banheiros, uma pequena vendinha e wifi.

      Fervedouro do Buritizinho
      Depois seguimos para São Félix, que é ainda menor do que Mateiros. Ficamos na Pousada Encantos do Jalapão. Boa pousada, mas em São Félix acho que vale a pena procurar ficar na Pousada Bela Vista, pelo diferencial de ter o fervedouro dentro dela.
      Durante a noite não encontramos muitas opções para comer, mas o espetinho na praça nos satisfez.
          Gastos
          Pousada Encantos do Jalapão        R$180,00
      Combustível                    R$115,00
          Entrada no Fervedouro do Buritizinho    R$40,00
          Almoço no Restaurante Rota 110        R$95,00
          Espetinhos                    R$34,50

       
      DIA 7 - São Félix do Tocantins - Ponte Alta do Tocantins
       
      De manhã fomos aos fervedouros Bela Vista e Alecrim. São os maiores que visitamos. O do Bela Vista conta com uma torre ao lado do fervedouro, que permite tirar fotos do alto. Não sei se foi pelo tempo nublado, mas não achei nenhum dos dois fervedouros muito bonitos, apesar de grandes.

      Fervedouro Bela Vista

      Fervedouro do Alecrim
      Saindo do Alecrim, fomos almoçar em São Félix. Chegamos 12:05 no Restaurante e Petisco Bom Sabor, que disse que já não servia mais almoço naquele dia, só funcionou até meio dia. Nos recomendou ir ao Restaurante Dunas, que já estava guardando as panelas quando chegamos. A dona, simpática, nos serviu almoço mesmo assim. 35 reais por pessoa, comida caseira e boa conversa. Ela nos explicou que entre 12h e 14h a cidade toda fecha porque as pessoas dormem depois do almoço. De lá seguimos viagem pra Ponte Alta.
      Resolvemos pegar a Estrada da Taboca pra chegar até Ponte Alta. É uma espécie de atalho, mas sem sinalização e em condições não muito boas (pegamos alguns trechos com areia bem alta, por sorte eram descida no sentido em que fomos). Seguimos o caminho no wikiloc, passando pelo Restaurante da Dona Irani, onde conhecemos o Dindim, um veado filhote que vive por lá. Dona Irani serve almoço, vende bebidas e tem wifi (!). 

      Dindim
      A próxima parada foi no Cânion Sussuapara. Não achei nada imperdível, eu não desviaria meu roteiro pra passar por ali.
      Ao meu ver, o ideal seria dormir em Pindorama do Tocantins nesse dia, mas Pindorama é uma cidade bem pequena e não consegui encontrar acomodação por lá.

       

      Cânion Sussuapara
       
      Ponte Alta é uma cidade bem maior que Mateiros e São Félix, com maior oferta de comércio e restaurantes. Recomendo o Restaurante Tamboril. Ficamos na Pousada Bicudo, com boa estrutura e bom café da manhã.
          Gastos
          Pousada Bicudo            R$160,00
          Entrada no Fervedouro Bela Vista    R$50,00   
          Entrada no Fervedouro do Alecrim    R$40,00
          Almoço no Restaurante Dunas    R$90,00
          Entrada no Cânion Sussuapara    R$40,00
          Jantar no Restaurante Tamboril    R$48,00
         
       
      Dia 8: Ponte Alta
       
      De manhã, fomos pra Lagoa do Japonês. Há asfalto apenas entre Ponte Alta e Pindorama. O acesso pra Lagoa do Japonês tem uma parte de ‘serra’ bem ruim e que exige cuidado, mas qualquer carro passa. Na Lagoa do Japonês eu recomendo o aluguel de sapatilhas de mergulho por dois motivos: as pedras da lagoa são bem pontiagudas e há muitos peixinhos que ficam beliscando a pele do seu pé o tempo todo. O aluguel é logo na entrada e 10 reais é um preço ok pra evitar esses dois incômodos (pelos quais eu passei). Servem almoço por preços razoáveis lá também. No meio do caminho existem alguns restaurantes e almoçamos no Restaurante da Dona Minervina, por recomendação de amigos que fizemos no caminho.

       

      Lagoa do Japonês
      Na volta para Ponte Alta, pegamos a entrada pra Pedra Furada. O tempo nublado não deixou que pegássemos o por do sol na Pedra Furada, tornando a visita por lá bem rápida. Pagamos pelo roteiro ‘completo’, que inclui a visitação no topo de um morro chamado de Talhado das Araras. O Talhado fica há uns 2 ou 3 quilômetros do estacionamento da Pedra e o dono da propriedade vai como guia. Não é algo imperdível mas foi uma boa forma de preencher a tarde que estava livre. Acredito que gastamos mais de 1 hora no Talhado. Retornamos pra Ponte Alta, comi um pastel e visitei uma boa loja de capim dourado no centro.

      Pedra Furada

      Talhado das Araras
          Gastos   
          Pousada Bicudo                        R$160,00
          Combustível                             R$137,00
          Entrada na Lagoa do Japonês                R$60,00
          Almoço no Restaurante da Dona Minervina            R$70,00
          Entrada na Pedra Furada e no Talhado das Araras        R$60,00
       
         
       
      Dia 9: Ponte Alta a Alto Paraíso
      O planejamento do dia era acordar cedo pra passar no Arco do Sol e no Cânion Encantado, seguindo pra Chapada dos Veadeiros depois. Na Pedra Furada fomos informados da necessidade de guia pra conhecer o Cânion Encantado. Checamos no site deles e parece ser esse o caso. Teríamos que encontrar um guia em Ponte Alta que tivesse meio de locomoção próprio, pois não retornaríamos pra cidade depois da visita. Pela logística e pelo custo (e por achar que a obrigatoriedade do guia era desnecessária), optamos por não passar no Cânion Encantado, apesar de ser um lugar que eu queria conhecer. 
      Dessa forma, seguimos caminho pra Chapada dos Veadeiros passando por Chapada da Natividade e Conceição do Tocantins. Não escapamos de pegar alguns quilômetros de estrada de terra depois de Pindorama, mas depois disso as estradas eram boas. Almoçamos na Churrascaria Ribeiro e tivemos uma viagem tranquila até Alto Paraíso.
      Dessa vez, ficamos no Hostel Catavento. Boa recepção e quarto limpo. Jantamos um risoto no excelente Zu's Bistrô.
      Gastos   
          Hostel Catavento                    R$162,00
          Combustível                         R$221,00
          Almoço na Churrascaria Ribeiro            R$50,00
          Janta no Zu’s Bistrô                    R$93,00


       
      Dia 10: Alto Paraíso
      Com o tempo aberto, fomos pro Vale da Lua. Incrível. Imperdível. Tem uma prainha no final onde você pode passar um bom tempo se quiser. Era um dos pontos que eu mais queria conhecer e foi além das expectativas.

       

      Vale da Lua
      Em São Jorge almoçamos no Restaurante Buritis. Tem cardápio a la carte mas o diferencial é o macarrão no estilo Spoleto, montado por um simpático cozinheiro. Por 23,90 você pode até repetir. Nos demoramos no almoço e isso atrapalhou o planejamento da tarde. A maioria das cachoeiras não permite acesso depois das 15h. Acabamos na Cachoeira dos Cristais, que eu achei pouco interessante. 
      Em Alto Paraíso comemos na Vendinha 1961, bom ambiente e boa comida.
          Gastos
          Hostel Catavento            R$162,00
          Entrada no Vale da Lua        R$40,00
          Almoço no Restaurante Buritis    R$56,00
          Combustível                R$80,00
          Entrada na Cachoeira dos Cristais    R$40,00
          Janta na Vendinha 1961        R$59,10

       
      Dia 11: Alto Paraíso a Brasília
      De manhã fomos até a Catarata dos Couros. Seguimos um trajeto no Wikiloc mas dá pra seguir só pelo Google Maps. São alguns quilômetros em estrada de terra até chegar no estacionamento, depois uma trilha de cerca de 4km. Antes de chegar nas quedas principais, há a Cachoeira da Muralha. Recomendo fazer a trilha até o mirante final e só depois parar pra tirar fotos. Conforme você avança na trilha, vai pegando vistas cada vez melhores. Depois de chegar até o final, você pode escolher melhor onde parar. Pra chegar ao mirante, segui esse tracklog.

      Cachoeira da Muralha

       

       

      As várias (e enormes) quedas da Catarata dos Couros
       
      A Catarata dos Couros superou muito as minhas expectativas. As quedas são enormes e nessa época do ano o volume de água era bem impressionante.
      As pessoas costumam pular das pedras, mas como eu não sabia o local exato onde isso é feito, não me arrisquei.
      O estacionamento da Cachoeira não cobra nada, mas pedem uma contribuição. Na chegada, você pode pedir pra reservar o almoço num restaurante ali perto. Vendem sucos e refrigerantes também. Deixamos pra comer em algum restaurante na estrada mas só encontramos um lugar que vendia pastel muitos quilômetros a frente.
      Saindo da Catarata dos Couros, seguimos pra Brasília. 
      Dormimos na casa de amigos, limpamos e devolvemos o carro.
      Fim de viagem.
       
          Gastos
       
          Bebidas e contribuição no estacionamento da Catarata dos Couros    R$20,00
          Almoço na estrada                                R$21,00
          Limpeza do carro                                R$45,00
          Combustível                                    R$153,77   
         
         
       
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
       
      ROTEIRO
      O trajeto foi desenhado pra evitar a estrada entre Ponte Alta e Mateiros, pois li em vários relatos que era o pior trecho do Jalapão. De fato, pra quem eu perguntei sobre essa estrada por lá, disseram que estava bem ruim e que eu teria dificuldade pra passar lá de Duster. Também disseram que é mais fácil passar no sentido de Ponte Alta a Mateiros, pois pega mais descidas.
      Na Chapada dos Veadeiros, dormimos sempre em Alto Paraíso, mas acredito que seria melhor dormir em São Jorge. É uma vila simpática e fica mais perto da maioria das atrações da Chapada. 
      Vou deixar aqui a foto de um mapa com as principais atrações da região. Achei bem útil.


       
      FERVOUROS DO JALAPÃO
      No total visitamos 7 fervedouros. Acho que foi um exagero, os últimos fervedouros já não encantavam mais. Eu diria que visitar três fervedouros é suficiente. O do Ceiça é bonito e tem boa flutuação, o do Buriti é lindo e o do Encontro das Águas é o que tem mais flutuação entre todos. 
      Os fervedouros de São Félix são os maiores do Jalapão, mas não achei tão bonitos nem imperdíveis.
       
      ESTRADAS
      Foram muito boas fora do Jalapão. Lá dentro, muita areia,  costela de vaca e trepidação no carro. 
      Tivemos muita sorte com as condições das estradas. Choveu alguns dias antes de irmos e enquanto estávamos lá, o tempo ficou aberto. Uma chuva poderia complicar bastante o trajeto de Dianópolis até Mateiros, deixando a estrada bem lisa. Em relação à areia, os piores trechos foram no acesso às dunas, ao Fervedouro do Encontro das Águas, à Pedra Furada e na Estrada da Taboca. Em nenhum momento o carro chegou perto de atolar, mas era um pouco mais difícil manter o controle e eu tentei nunca perder o embalo nesses momentos. Deixava o carro numa marcha mais baixa pra manter o giro do motor sempre alto, também. 
       
      NECESSIDADE DE CARRO 4X4
      Como dito, não tive problemas em enfrentar o Jalapão num 4x2, mas faço ressalvas pra quem pensa em fazer o mesmo. Tive que adequar o roteiro e contar com o bom tempo, mesmo em época de chuvas. Lá dentro, só via carros maiores circulando, como L200 e Hilux. A Duster foi o modelo ideal por ser um carro alto e o câmbio automático foi bem conveniente. Voltando do Talhado das Araras ouvimos um cara dizendo que não quis arriscar passar por aquele trecho com um Renegade, por ser mais baixo. Então acredito que a Duster seja preferível em relação ao Renegade e também aos outros SUVs disponíveis nas locadoras.
      Acho melhor ir com carro alugado do que usar o carro próprio. As ondulações na estrada são realmente muitas e podem acabar causando algum dano mais sério no seu carro. Melhor alugar e ir mais tranquilo.
       
      GASTOS
      Anotei em cada dia todos os gastos que tivemos, só não incluí as lembranças que compramos. Todos os gastos são para duas pessoas. De fato no Jalapão só aceitam dinheiro na grande maioria dos lugares. 
      Os almoços dentro do Jalapão foram todos por pessoa, com comida à vontade. O preço por pessoa varia entre R$35 e R$40.
      A divisão dos gastos ficou assim:
      Acomodação
      R$ 1.649,00
      Combustível
      R$ 1.271,42
      Alimentação
      R$ 1.211,12
      Carro
      R$ 1.035,00
      Atrações
      R$ 860,00
      Uber
      R$ 30,00
      Total
      R$ 6.056,54
       
      Um preço final de cerca de R$3000,00 por pessoa, por uma viagem de 12 dias. Dá pra gastar menos economizando na alimentação, hospedagem e colocando mais pessoas no carro. 



       
       

       


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    • Por guilhermenavarro
      Duração: 7 dias, passando a primeira e a última noite em Palmas.
      Veículos: Duster 1.6 (Movida), Renegade 1.8 (Unidas). 09 pessoas.
      Acesso aos atrativos sem carro 4x4: Ao fim do texto há uma lista dos atrativos visitados e especificações sobre o acesso.
      Época do Ano: Fim da estação chuvosa, início da estação seca. Caíram apenas algumas gotas de chuva durante a semana.
      Roteiro básico: Palmas – Ponte Alta – Mateiros – cidade de Rio da Conceição – Pindorama do Tocantins – Palmas. Foram percorridos cerca de 1200 km.
      Custo por pessoa: cerca de 800 reais + passagem aérea. O valor total da viagem foi contabilizado e dividido entre as 09 pessoas do grupo pelo aplicativo Tricount. Nesses 800 reais considera-se quase tudo o que foi gasto, inclusive passeios, camping, hostel, almoços, aluguel de carro e combustível.
       
      Domingo, 29/04. Palmas, Praça dos Girassóis, Praia da Graciosa, Hostel Aconchego.
      Aluguel de Veículos
      Alugamos a Duster pela Movida. Foi pago 926 reais pelos 7 dias; a Movida não oferece franquia reduzida, sendo que o valor é de 1800 reais e caso o dado ao veículo seja menor do que esse, paga-se o valor do concerto. Me ofereceram seguro contra terceiros, seguro contra pneu furado e vidros, porém não achei nenhum deles vantajoso.
      O outro veículo foi alugado na Unidas, lá eles oferecem o Renegade. Há uma vantagem: a franquia reduzida, que aumenta o valor do aluguel, porém a franquia fica por 500 reais. O valor total pago pelos 7 dias foi de 1400 reais.
      Mas porquê a busca pela franquia reduzida? Já prevíamos que as estradas de terra, pedra e areia fossem danificar esses veículos, especialmente o Renegade, que é mais baixo e que não possui um local feito pra que se amarre a corda ou cinta pra viabilizar o reboque. A Duster possui um ferro com um furo no meio, tanto na dianteira como na traseira que facilita muito o reboque.
      Porquê não alugar uma 4x4? É simples, em Palmas o valor da 4x4 era quase 5 vezes maior que o da Duster e do Renegade, por volta de 4.500 reais durante o mesmo período de uma semana.
      Conhecendo Palmas
      Cheguei em Palmas cerca de 06 horas antes do resto do grupo, aproveitei pra conhecer a cidade, apesar de não achar muita coisa pra se fazer por lá.
      Conheci o Palácio do Araguaia, de fato bem bonito. Próximo a ele ficam dois monumentos em homenagem a Luis Carlos Prestes e à Coluna Prestes.
      Após o passeio cultural, achei legal ir conhecer as praias que margeiam o Rio Tocantins. Elas em geral são cercadas por uma rede que impede a entrada das Piranhas (ainda bem hahaha). Conheci a Praia da Graciosa, é simpática, mas não é grande coisa; pude me refrescar enquanto esperava o resto do pessoal.
      A cidade de Palmas parece uma USP gigante, pra quem conhece a Cidade Universitária... São inúmeras rotatórias e avenidas. As avenidas se estendem por muitos quilômetros, não há trânsito, é uma cidade planejada.
      Hospedagem
      Ao fim da tarde, fui atrás de um lugar pra ficarmos a primeira noite em Palmas. O primeiro lugar que fui, adorei! É o Hostel Aconchego (foto 1).
      Fiz o percurso entre o Aeroporto e o Hostel em cerca de 25 a 30 minutos. O lugar é bem bonito e aconchegante (hahaha é verdade), há uma rede do lado de fora, cadeiras e mesinhas. Do lado de dentro é muito limpo e organizado. Pagamos por volta de 40 reais por pessoas, com direito a um ótimo café da manhã – com uma série de ingredientes locais, um suco de Cajá maravilhoso, goiabada... meu deus hahahaha – e as ótimas dicas e conversas com a Ariela, moça que nos recepcionou no Hostel. Gostamos tanto do local que passamos nossa última noite lá, novamente

      Foto 1: Em frente ao Hostel Aconchego, com a Ariela (a esquerda).
      Feira Local
      A nossa janta foi numa feira local, pra mim o melhor lugar de Palmas. Pudemos encontrar muita comida boa e barata, além de artesanato feito com o capim dourado – num preço muito mais em conta do que se encontra no Jalapão.
      Na feira há muitos tipos de caldos, um que é muito bom e local é o Caldo de Chambari (R$ 7,50) (foto 2). Nós gostamos também de um prato que chama Jantinha, onde vem MUITA carne picada, arroz e feijão tropeiro (R$ 10,00).

      Foto 2
      Vale lembrar que passamos em um supermercado e garantimos mantimentos pra quase toda a viagem... muita água, miojo e pão! Hahahahah
       
      30/04 Ponte Alta – Dunas do Jalapão (Antes de Mateiros), via TO-255.
      Passeios do Dia: Cachoeira do Lajeado.
      O café da manhã no Hostel começava as 07. Saímos um pouco tarde, por volta das 09 horas de Palmas, uma vez que paramos numa loja de pesca pra comprar fogareiro.
      Fomos em direção a Ponte Alta, lá abastecemos o carro e seguimos sentido Mateiros pela TO-255. Quando falo o nome das estradas, não é porque está indicado, mas só pra vocês acharem elas no Google haahha
      A ideia inicial era ir para a Cachoeira da Velha, a 30 km da estrada principal, e terminar o dia nas Dunas, a 6 km da estrada principal. Não sabemos se carro sem ser 4x4 chega a Cachoeira da Velha, por ser muito longe deixamos de ir. Em relação as dunas, os 6 km seriam feitos a pé, não fosse a pick up que nos ofereceu carona na caçamba.
      Há um camping em frente à entrada das Dunas, cuja diária é 25 reais por pessoa. Passamos a noite por lá. Eles servem almoço, deve ser em torno de 30 a 35 reais, porém ficamos com o nosso miojo... o moço disse que seria complicado fazer a janta, pois não havíamos avisado que iríamos jantar lá, e então ele teria que matar a galinha ainda... ok né
      De fato, o que fizemos foi ir a Cachoeira do Lajeado (Foto 3), chegamos lá com certa tranquilidade sem carro traçado, além do fato do caminho até ela ser curto. A cachoeira é mais legal do que as fotos que vimos pela internet, talvez as pessoas tenham ficado apenas nas primeiras quedas.... Há uma pequena trilha, que qualquer pessoa com básico preparo físico consegue fazer e chegar no poço da cachoeira, onde há a maior queda.

      Foto 3
      Terminamos o dia na frente das dunas, porém chegamos após o anoitecer. Atolamos algumas vezes, a maioria delas bastava alguém empurrar pra desatolar. Em um dos casos, um guia que passou com turistas numa caminhonete 4x4 nos salvou! 😃
      O camping em questão era o da Dona Benita (Foto 4). Senhora muito simpática, com uma ótima cachaça 51 com Jalapa, uma batata da região.

      Foto 4: A cachaça fez efeito
      Tempo de Viagem Palmas-Ponte Alta-Dunas
      Não consigo lembrar exatamente quanto tempo demoramos no percurso Palmas-Ponte Alta-Dunas, o que é certo é que curtimos uma cachoeira ótima (por cerca de 2 horas) no meio do caminho, e que saímos de Palmas as 09 horas da manhã e chegamos nas dunas por volta das 19 horas da noite.
      Condição das estradas
      A estrada de asfalto que liga Palmas a Ponte Alta é ruim. Por vezes é um tapete, do nada há tantos buracos que você tem que escolher o menor e passar por cima. Tem que ir de vagar.
      A estrada que liga Ponte Alta a Mateiros passa pelo acesso a Cachoeira da Velha, pela Cachoeira do Lajeado, e pelas dunas é a pior do Jalapão, complicadíssimo para carros não traçados.
      Apenas pra explicar o que torna essa estrada (TO-255) complicadíssima: Os carros atolam quando passam pela Areia (foto X), pelo menos na época seca o problema não é lama. Além disso há inúmeras pedras e verdadeiros blocos na pista. Em um dos trechos, há um morro, onde passar por ele é tão complicado que colocaram um pouco de asfalto nesse trecho; o problema é que há tantos blocos antes do asfalto, e um degrau tão grande entre o asfalto e a pista de “terra” que tivemos que fazer uma força tarefa pra melhorar a pista e os carros passarem (fotos 5 e 6).

      Foto 5

      Foto 6: Haviam blocos de pedra muitos grandes logo antes de um pequeno trecho asfaltado, exatamente pelo relevo ser íngreme nessa porção da rodovia que liga Ponte Alta a Mateiros.
       
      01/05 Ponte Alta – Mateiros, via TO-255.
      Passeios do dia: Mirante do Espírito Santo, Cachoeira do Formiga.
      Para ver o nascer do sol no Mirante do Espírito Santo, saindo das dunas, acordamos 03:30, desmontamos as barracas, e saímos do Camping as 04:00.. 04:20. Atolamos algumas vezes logo após a saída do camping hahahaha, chegamos rapidamente ao acesso da trilha.
      Sem carro 4x4 não vale a pena pegar essa acesso, mas sim estacionar na própria estrada principal e percorrê-lo a pé, é muito curto.
      Não sabíamos disso, fomos de carro e a Duster atolou (foto 7); o Renegade conseguiu voltar e ficou pela rodovia.

      Foto 7: Duster atolada no acesso à partir da estrada principal para a Trilha do Mirante do Espírito Santo.
      Abandonamos o carro (Foto 8 ) no acesso. A trilha é bem pesada, porém curta. É pesada pois é muito íngreme.

      Foto 8: O carro acima, na rodovia principal é o Renegade. No meio do caminho é a Duster, atolada. Na parte inferior da imagem, estão os carros das agências de turismo. Um moço nos salvou ao nos desatolar! 😃 
      Suponho que a tenha subido em cerca de 30 minutos, parei pra descansar algumas vezes. É importante levar lanterna. É possível demorar muito mais do que 30 minutos pra fazer essa subida, é necessário estar em boa forma.

      Foto 9: O nascer do sol é mais bonito pra quem tá atolado ahahahha não nos rendemos à mafia da 4x4

      Foto 10: descida do Mirante do Espírito Santo

      Foto 11: Outra vista da mesma trilha... parece que a descida da Serra do Espírito Santo é mais bonita do que a vista do mirante em si...
      Lá em cima há a possibilidade de fazer uma outra trilha, de mais 3 km, onde se tem acesso a outra vista – das dunas e a erosão que dá origem às dunas. Não sabemos se é legal ou não, descemos rapidinho pra pedir ajuda a alguma caminhonete 4x4!
      Após desatolar, fomos rapidinho pra Mateiros, reabastecemos o tanque (gasolina por R$ 5,60, em Palmas é R$ 4,60). Fizemos breves reparos no parachoque, com enforca gato... pois descobrimos que alguns parafusos caíram, e um pedaço quebrou – isso nos custou ao fim da viagem R$ 500,00.
      Em Mateiros achamos uma Padaria, lá comemos demais, e gastamos de menos! O pão na chapa era 1 real, café 1 real... coisa assim... tinha suco de laranja, bolo, tudo muito ótimo!
      Partimos pra Cachoeira do Formiga, sentido São Felix, que fica mais a norte. A estrada (TO-247) que liga Mateiros a São Felix é, como quase todas, de terra. Seu estado é incomparavelmente melhor do que a que liga Mateiros a Ponte Alta.
      Na Cachoeira do Formiga o esquema é R$ 30,00 camping + cachoeira. Só a cachoeira fica por R$20,00. Acampamos por lá mesmo. Curtimos a Cachoeira o resto do dia... almoçamos por lá, mas isso não vale a pena: R$ 35 reais por pessoa, não veio tanta comida assim.
      O legal dessa cachoeira é que não há limite de tempo, nem de pessoas. Boa parte do tempo ficamos lá sem ninguém mais. Pudemos inclusive aproveita-la de noite, pois há uma luz no local!
      O camping é meio precário, mas foi tranquilo. Não tivemos coragem de usar o chuveiro com shampoo e sabonete, pois isso iria diretamente para um córrego. O som da cachoeira durante a noite é ótimo.

      Foto 12: Cachoeira do Formiga

      Foto 13: Cachoeira do Formiga

      Foto 14: Cachoeira do Formiga
      02/05 Nascente(“fervedouro”) Buritizinho, Ceiça e Dunas.
      Acordamos ainda na Cachoeira do Formiga, desmontamos nossas barracas e partimos pro Buritizinho, posteriormente para o Ceiça e terminaríamos o dia nas dunas. O acesso aos dois fervedouros é tranquilo sem carro 4x4.
      O fervedouro do buritizinho é pequeno, a água é muito transparente. Vê-se ao fundo a água “ferver”. Paga-se R$ 15 ou 20,00... pudemos ficar lá um bom tempo, só tinha um casal fora o nosso grupo. Tem um rio bem legal lá também, a água é bem límpida.
      Minha opinião pessoal em relação aos “fervedouros” é que eles na verdade são nascentes, muitas vezes devem cavar pra que se faça essas piscinas – apenar de chamarem por fervedouros, na verdade a água não é quente, é apenas uma nascente. O do buritizinho é pequeno, mas dá pra nadar um pouco e rende boas fotos.
      Partimos pra nascente do Ceiça, é mais legal que o Buritizinho, porém bem mais cheia. R$ 20 reais, 15 minutos... Parte do grupo nadou lá, parte do grupo nadou no riozinho do lado de grátis ahahhaha
      Acho que vale muito a pena quando vazio!
      Almoçamos em Mateiros, num restaurante logo ao lado de um mercadinho! Foi bem barato... algo em torno de 15 reais, foi ótimo.
      Partimos pras dunas umas 15:00, chegamos ao final da tarde, nenhum atolamento no caminho ahahha.
      Fomos começar nossa jornada de 6 km pra ir a pé, 6 km pra voltar. Parte do nosso grupo conseguiu uma carona numa caminhonete de um guia muito simpático, o passeio na caçamba foi muito melhor do que dentro de qualquer carro... que visual (foto 15).

      Foto 15: Eunuco e Juru divando da caçamba... nem precisou descer pra tirar foto
       
      Pra voltar das dunas, os guardas do parque deram carona pra todo mundo!
      As dunas (foto 16) devem ser visitadas mais cedo, desde o começo da tarde até o final da tarde. Há uma série de lagoas ao fundo que podem ser visitadas, não tivemos tempo. Além do que, as próprias dunas já são muito impressionantes!

      Foto 16: Pinga divando nas dunas. Serra do Espírito Santo ao fundo.
      Descemos das dunas e pensamos se íamos dormir novamente no camping em frente. Decidimos ir pra Mateiros e acampar na pousada e camping Toinha. O preço foi R$ 20,00 por pessoa.
      03/05 Serras Gerais: Viagem para Dianópolis e Rio da Conceição. Passeios: Lagoa da Serra
      Partindo de Mateiros, saímos pela TO-247 sentido Pedra da Baliza, já na fronteira com a Bahia. Ao chegar lá viramos a direita na BA-458 sentido Panambi. Passamos por um infinito latifúndio, monocultura: soja.
      Uma estrada não assinalada no mapa do Google, perfeitamente asfaltada, nos levou diretamente para Dianópolis. Em Dianópolis deve-se abastecer o carro, pois não há posto de gasolina em Rio da Conceição. Entre Dianópolis e Rio da Conceição é cerca de 30 minutos. De Rio da Conceição a Lagoa da Serra, mais 1 hora. Apesar de termos saído cerca de 08:00 da manhã de Mateiros, só chegamos na Lagoa da Serra 15:00.
      Uma grande confusão foi criada na internet, em vários lugares a Lagoa da Serra foi citada como sendo a mesma que a Lagoa Bonita. Deixo claro que são lugares diferentes. Vale-se ressaltar que a Lagoa Bonita está fechada.
       A Lagoa da Serra (Foto 17) fica na cidade de Rio da Conceição, seu acesso é possível sem carro 4x4, e em seu estacionamento vimos vários carros de passeio comuns.
      O lugar é muito bonito. A água é bem transparente, e a visão da serra é impressionante.

      Foto 17: Galerinha na Lagoa da Serra. O Stand-Up foi emprestado por uma moça muito legal, dona do Restaurante Quintal da Serra e de uma agência de turismo em Rio da Conceição. Ela aluga Stand Up, e acho que vale muito a pena!

      Foto 18: Capa de disco
      Por fim, apesar de não haver nenhuma placa em nenhum lugar, tivemos que pagar 20 reais por pessoa por ficar na Lagoa da Serra.
      Achamos um PF de 12 reais em Rio da Conceição, ótimo. Ao lado dele ficamos na Pousada Brandão, o dono chama Márcio e me deu várias dicas. Negociamos o valor por estarmos em 9... queríamos acampar exatamente pra abaixar o valor, ele nos fez um desconto e pagamos 35 reais ao invés de 40!
      04/05 Viagem pra Pindorama do Tocantins, Passeios: Cachoeira da Fumaça e Lagoa do Japonês
      Partimos de Rio da Conceição por volta das 09 da manhã. Tomamos café da manhã numa padaria onde tudo era muito barato... café 1 real, pão na chapa 1,50...
      Após uma hora de viagem em estrada de chão, chegamos à Cachoeira da Fumaça (foto 19); pra achar o local exato perguntamos numa casa, antes de uma ponte. Não há placas.
       
      Foto 19: A cachoeira da Fumaça tem uma queda bem alta, muito forte. Não é possível nadar nela, apenas em partes do rio um pouco mais acima. É bem bonita, tem um arco-íris permanente. É uma parada rápida durante a viagem.
      Voltamos à estrada em direção a Pindorama, numa única bifurcação pegamos a esquerda, não há placa. Chegamos lá por volta das 14:30. Comemos um PF barato de 12 reais, partimos pra Lagoa do Japonês.
      O caminho entre Pindorama do Tocantins e a Lagoa do Japonês é relativamente bem sinalizado e simples. Todo mundo conhece, basta perguntar caso seja necessário.
      É um caminho de 30 km entre a cidade e a lagoa. A partir de certo momento a estrada passa por uma pequena serra, muito íngreme.
      Alguns córregos são cortados no meio do caminho, tanto a Duster quanto o Renegade desceram sem maiores dificuldades.
      Durante a descida me questionei se os carros subiriam, mas subiram tranquilamente. Inclusive no estacionamento da Lagoa do Japonês havia: HB-20, Civic, uma Mercedez esportiva. Não me perguntem como esses carros chegaram lá, eu não sei... ahahhaha

      Foto 20: Lagoa do Japonês

      Foto 21: Lagoa do Japonês

      Foto 22: Lagoa do Japonês

      Foto 23: Há uma caverna na Lagoa do Japonês

      Foto 24: Júlio dentro da Caverna; é possível entrar em partes que não estão submersas.
      Atrativos e Acessos sem 4x4 (não traçados):
      A ordem é de acordo com o nosso roteiro;
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Cachoeira do Lajeado
      Chegamos sem maiores problemas até a cachoeira, é um acesso a partir da rodovia principal. É sinalizado.
      Há um córrego que passa em terreno bem arenoso, fui andando antes do veículo para saber se afundava; não afundava.
      Na época das chuvas as condições de acesso podem mudar.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Serra do Espírito Santo
      Não entre na estradinha de acesso à trilha sem veículo 4x4. Estacione na estrada principal que liga Ponte Alta a Mateiros e ande até o início da trilha, deve ser cerca de 300 metros.
      Estrada Mateiros São Felix: Cachoeira do Formiga
      Chega sem veículo 4x4 pois há uma parte da estrada mais recente, onde os veículos passam com tranquilidade.
      Não vá pelas partes onde há areia, é possível evita-las com tranquilidade.
       
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Buritizinho
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Ceiça
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Dunas
      Estacione na entrada da rodovia de acesso. Só chegam até as dunas veículos 4x4. Você pode dar a sorte de pegar carona em algum  veículo 4x4 que passe pelo caminho.
      São cerca de 4 km para ir, 4 km para voltar.
      Na volta é quase certeza que os guardas do parque forneçam carona.
      Cidade Rio da Conceição: Lagoa da Serra
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade, ao menos na época seca.
      Cidade Pindorama do Tocantins: Lagoa do Japonês
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade. Porém é ideal que o veículo seja alto, é necessário cruzar alguns córregos no caminho.
      Vi um HB 20, um civic, e uma Mercedez esportiva no estacionamento do local, eu não sei como eles chegaram, mas sei que é possível.
      Estrada entre Pindorama do Tocantins e Ponte Alta: Pedra Furada
      Há uma estrada de acesso, sinalizada, para a pedra furada. Tem bastante areia e é preciso tomar cuidado para não atolar.
       
    • Por dudavalenca
      Oi gente,
      Estou deixando meu relato sobre uma experiência incrivelmente vibrativa que tivemos no Jalapão. O lugar é repleto de maravilhas, limpo, e com uma energia sem igual!
      Quero também expressar nossa gratidão ao Marcos Tinoco.. sério, guardem esse nome pois tenho certeza que ainda vão ouvir muito por aí, muita confiança e parceria. Nos proporcionou momentos tão únicos, melhor viagem de nossas vidas. Guia que se torna um membro da família, me senti em casa, ele planeja toda a viagem de uma maneira exclusiva e especial! só tenho a agradecer, e INDICO DE OLHOS FECHADOS. 
      Deixo aqui o meu até breve, de coração ❤️🌻🍀✨ @maduvalenc








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