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FEVEREIRO/2016
 
Quando cogitamos ir para o Jalapão, as referências que tínhamos eram poucas. Nenhum amigo tinha ido, e alguns nem sequer sabiam onde ficava, muito embora o destino esteja ficando cada vez mais conhecido. 
No primeiro relato que li na internet um casal contava que alugou um carro em Palmas, e passou perrengue logo no primeiro dia, quando o carro atolou. 
Eles disseram que deram muita sorte com um caminhão que passava e os ajudou, e depois foram pro bar e comemoraram o resgate. Rs.
Chamou atenção o que motorista do caminhão disse pra ela durante a cena do socorro: O Jalapão é bruto!
Vi ainda esta frase estampada na camisa de uma empresa de turismo, é um slogan chamariz do turismo de aventura. 
Concordo em parte com a frase.
De fato o Jalapão não é para qualquer um. 
Eu diria que o Jalapão é um diamante bruto. Cada atrativo é um espetáculo incrível de delicadeza, são surpreendentes as cores, os formatos, as obras da natureza. E as pessoas, o povo jalapueiro, tem uma doçura rara. São acolhedores, tranquilos, tem sabedoria e conhecimento. 
No meio de um mato rasteiro chamado de cerrado alto estão leves depressões que não sao vistas claramente da estrada, e muitas escondem rios com cachoeiras e veredas de buritis, que só se revelam quando chegamos bem perto. No horizonte estão as chamadas serras, que são grandes chapadões onde é possível subir para assistir aos espetáculos do sol. 
No Jalapão você pode andar muitos quilômetros sem ver ninguém, e assim é o melhor jeito de conhecer. No entanto, isso só acontece fora de feriado.
 
Um parêntesis para ressaltar que o Tocantins é o estado caçula da federação. Foi criado em 1989, pós-Constituição Federal. O lema atual do Governo do Estado (2016) é "livre iniciativa e justiça social". De fato, o que se observa é um estado com planejamento e orçamento para fazer acontecer. Um estado criado no reflexo da constituição cidadã, onde a presença estatal é robusta inclusive no interior, em lugares de difícil acesso, com presença da escola e posto de saúde municipais em todas as cidades por onde passamos. Um morador contou que a presença de uma médica boliviana do Mais Médicos foi fundamental na cidade (isso não é uma propaganda pró-governo, apenas um relato). Muito embora a máquina estatal pareça ser extremamente inchada, há muito espaço para a livre iniciativa, principalmente no turismo.
Outra característica do estado recentemente criado é a ausência de influência robusta da Igreja Católica. Não se vê nas pequenas cidades a praça com uma igrejinha. O ponto central da cidade tem uma com o prédio da Prefeitura, e a religião que domina é a cristã evangélica.
 
Escrevi nosso roteiro para facilitar os aventureiros de plantão. 
 
Dia 04/02 - chegamos tarde no aeroporto e fomos direto pro hotel.
 
Dia 5/02 - sexta-feira
Demos uma volta pra conhecer Palmas. Depois seguimos na direção do Jalapão. No caminho, logo no início da estrada, paramos na Cachoeira dos Macacos/Cachoeira do Roncador. Simplesmente muito bonita a cachoeira, principalmente a segunda. Um paredão enorme. Dizem que lota no final de semana, e que a tapioca é uma delicia na entrada da trilha.
Seguimos viagem até Ponte Alta do Tocantins, onde paramos e almoçamos no Sabor de Minas, comida caseira.
Depois do almoço fomos ao Cânion do Sussuapara, um lugar no meio da estrada, diferente de tudo que já vi. Parece que o chão abriu e as raízes das árvores fazem chover no buraco aberto. É lindo, cena de filme, água limpa. O Chico (nosso guia) explicou que tinha um poço que dava pra tomar banho, mas que teve um desmatamento próximo que assoreou o tal poço, que atualmente é só um pequeno caminho de água. 
Depois, fizemos check in na Pousada Águas do Jalapao, e aproveitamos a tarde na piscina, tomando cerveja (que compramos em Palmas antes de sair).
No fim da tarde saímos pra ver o por do sol na Pedra Furada, que de fato é linda demais. Repelente é fundamental. 
Na volta, estávamos cansados demais, tomamos banho e dormimos cedo. 
 
Dia 06/02 - sábado 
Café da manhã delicia da pousada, e saímos pra tirar foto na entrada da cidade. 
Pegamos a estrada.
Depois de 30km, sob um juramento de que não íamos demorar, o Chico fez uma surpresa no roteiro e saiu da estrada pra gente conhecer a cachoeira do Lajeado. As cachoeiras e rios aqui passam pela parte baixa do terreno, então não dá pra ver da estrada. Ela era diferente, o solo vermelho, a água geladinha, e as pedras lisas e planas. Foi bom pra refrescar deitados na pedra e tirar fotos.  
Mais 70 km e chegamos na Cachoeira da Velha, que fica dentro de uma propriedade que foi do Pablo Escobar e o governo atualmente administra a estrutura. A queda d'Água é grande e o visual bem bonito com a Serra do Jalapinha ao fundo. Descemos a trilha da queda d'Água até uma praia de rio, onde o Chico esperava a gente com um saboroso picnic. Experimentamos a paçoca de carne seca. Descansamos um pouco batendo papo, tranquilos no rio, e pegamos estrada novamente. 
Mais 60km até chegar às Dunas, e os arbustos do cerrado alto impedem de ver os atrativos de longe, mesmo sendo planalto com o horizonte lindo. 
Já na reta final é possível ver ao fundo a Serra do Espírito Santo com o Sacatrapo à sua direita. 
Tiramos muitas fotos, e ficamos encantados com a beleza da formação da serra.
Subimos nas Dunas de areia bem dourada e de lá assistimos um lindo pôr-do-sol.
Voltando pro carro, criamos inimizade com o Amauri, que no atrativo anterior tinha entrado no meio das nossas fotos (tanto espaço vazio pra ele tirar foto...), e depois acabou ouvindo a gente sacaneando ele no meio da trilha. Foi difícil não rir daquela situação constrangedora. Quem não riu foi o Amauri. 
Mais alguns quilômetros e chegamos em Mateiros, jantamos no restaurante da Tia Rosa, que serviu frango com pequi (fruta famosa do cerrado), e macarrão com feijão!! Hum... 
Ausência de limite resultou numa passada na sorveteria mesmo depois de comer muito na tia Rosa. 
A animação era total pro carnaval da cidade, mas foi só tomar um banho quente que todos se aquietaram e apagaram.
Em tempo, o carnaval não passou de um apitaço no posto de gasolina. 
Dormimos no hotel Panela de Ferro. Hotel excelente, tudo novo, ar condicionado, cama boa, wi-fi e café da manhã simplesmente imperdível. 
 
Dia 07/02 - domingo
Acordamos às 03:40, e saímos às 04:00 pra subir a trilha e assistir o nascer do sol no Mirante da Serra do Espírito Santo. Céu estrelado, só a gente na trilha. No meio do caminho vimos um monte de carro chegando lá embaixo. 
A subida tem bastante pedra solta, mas não é difícil. Chegamos lá umas 05:50 e o céu já começou a ficar laranja. Aguardamos mais uma hora entre fotos e contemplação, e vimos aquele incrível espetáculo sem uma nuvem no céu. O sol nasceu por volta das 06:40. Todas as atrações foram diferentes e valeram muito a pena, mas sem dúvida esse nascer do sol foi meu preferido. 
Amauri chegou logo depois da gente e esteve presente neste momento crepuscular.
Depois pegamos uma trilha de 3km plana pra ver a erosão de cima e do outro lado da serra, toda a areia dessa erosão é depositada nas Dunas que vimos no dia anterior. 
Voltamos, descemos a trilha de volta, e as 8hs estávamos de volta na base da serra. 
Na pousada, esperaram a gente voltar pra tomar café, e mais uma vez eu vejo que não tenho maturidade pra comida gostosa à vontade. Tinha um pão caseiro, bolos e o mangulão (bolo de polvilho que parece bolo de pão de queijo). A gente só parou de comer quando não cabia mais. Tipo rodízio. 
Primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios.
Esse é o menor fervedouro, mas onde o efeito da água brotando e areia afundando é o mais divertido, até agora.
Demos sorte (ou o Chico escolheu bem), e não tinha ninguém lá. Porque tem um menininho que fica organizando e controlando a quantidade de pessoas que entram. Conseguimos ficar um bom tempo, tiramos fotos, brincamos de gravidade zero, depois de fazer redemoinho... Mas chegou um outro grupo e nossos 5 minutos começaram a contar. Aproveitamos esse tempo pra tirar a fralda de areia fina que acumulou no biquíni. 
Logo do lado tinha o encontro dos rios: rio sono (água escura) com rio formiga (água clara). Demos uns pulos na margem do rio pra brincar um pouco. 
Depois fomos pro boia cross no rio formiga, cheio de aventura e com direito a pular da árvore e cair desajeitado no rio no fim do percurso. 
No mesmo local tem o fervedouro do buritizinho, que tem uma água azul linda e inacreditável, no meio de um monte de bananeira, e com um fervedouro fundo no meio. Esse fervedouro pareceu o mais bonito, mas não tem a sensação diferente do fervedouro do encontro dos rios. 
Na saída, vimos mel sendo vendido numa garrafinha de caçulinha, junto ao artesanato. Era Mel de Tiúba, e segundo contaram é um mel super difícil de achar e bom pra gripe.
Almoçamos no fervedouro do buriti.
Logo em seguida fomos na Comunidade do Mumbuca, onde encontramos crianças lindas cantando assim que chegamos. Lá vende artesanato de capim dourado feito pela comunidade. Também experimentamos o sorvete dentro da comunidade. Tinham sabores super diferentes, de frutas típicas da região. Jatobá, coco catolé, mangaba, cagaita, murici. 
Ah, junto do artesanato também comprei um doce de caju caseiro bem gostoso. Tinha doce de banana e doce de buriti também.
No fim do dia fomos até a Cachoeira da Formiga. Nunca vi tanta gente. Muita mesmo. O ideal é ir bem no início do dia ou bem no final. Conforme a tarde ia caindo, o pessoal ia embora, até que ficou bem vazia e curtimos mais. 
Voltamos pra pousada, tomamos um banho e fomos atrás da pizzaria da cidade. Mas ela só abria depois do culto, porque o dono é o pastor, então fomos no único lugar que tinha gente, Pastelaria Tavares. Tomamos uma cervejinha, comemos um delicioso pastel de carne com queijo, e depois um espetinho (com acompanhado - mandioca cozida, feijão tropeiro, arroz, vinagrete). Bem bom. Mais uma vez foi pé na jaca. 
 
Dia 08/02 - segunda-feira
A ideia era acordar cedo pra correr e gastar os 3kg que adquirimos, mas o corpo já estava cansado, a cama e o ar condicionado estavam mais interessantes. 
A moça do café conseguiu limão pra mim, colhido do pé. Fofa.
Eu pulei da cama e arrumei a mala o mais rápido que pude pra sobrar mais tempo pro café da manhã. Deixo a dieta e a corrida pra quando voltarmos pro Rio. 
Os donos da pousada são ótimos. A Dona Josinete pareceu brava de início, mas tem um coração bom. Teve uma hora que eu fiquei com medo dela brigar que eu tava comendo muito, mas ela disse pra comer mesmo porque estávamos muito magrinhas. Rs.
Pegamos estrada pro rafting. 
No caminho encontramos não só expedições de caminhonete, mas também muitas expedições de moto e bike. A galera de bicicleta é muito guerreira, porque é muito sol e muita poeira. Impressionante que não tem só homens, as mulheres também são guerreironas. E vai um carro de apoio junto.
Chegamos no rafting.
Parágrafo especial rafting:
O rafting no Rio Sono é feito com a empresa Novaventura. Eles são super profissionais e se preocupam com a segurança dos turistas. Por isso, é necessário usar roupa adequada (calça comprida de ginástica, ou calça de taktel, blusa, quanto mais comprida melhor pra proteger do sol, e tênis ou papete - vale a pena investir numa papete antes de ir ou conferir se eles alugam no local). Além disso vale a pena usar viseira ou boné, muito protetor solar, e disposição. Quem quiser levar câmera, é bom tomar cuidado. São duas horas e meia descendo a cachoeira, e é uma descida na medida certa pra quem não tem experiência mas quer um pouco de aventura.
Fizemos a nossa descida com o Rafael, super gente boa, que nos deu muitas dicas e curiosidades da região. Vou tentar resumir:
Começo pelo nível do rafting, que nesse dia era nível 2. Mas ele oscila de acordo com a época do ano. Quanto mais chuva, mais forte fica.
Eles costumam dizer que o inverno é a época chuvosa, janeiro a maio, com temperaturas mais amenas. Enquanto o meio do ano é o verão, quando as temperaturas ficam mais altas durante o dia e frio a noite, e chove menos. De agosto e dezembro faz muito calor de dia e de noite, e não chove.
Quando chove menos, o rafting fica mais fácil. E ouvimos dizer que os rios ficam ainda mais bonitos. 
A mata ciliar vai crescendo ao longo do rio e ficando mais parecida com a Mata Atlântica. São poucos os bichos ao longo do rio, na grande maioria pássaros. 
 
Depois do rafting, passamos na cachoeira das araras, delicia. Só tinha a gente. Os carros particulares não costumam vir, e as agências só vem se fizer o rafting. 
O almoço foi no Fervedouro do Bela Vista. Pode parecer que não sou parâmento porque gosto de tudo, mas não é bem assim, a comida tocantinense é gostosa mesmo.  
E esse almoço foi o melhor da vida. Um casal que saiu antes da gente agendou o jantar. Pra quem se hospedar em São Félix é uma distância de 3km. Consegui o telefone deles, vale a pena agendar. Telefone: 63-9920-9914 (Dona Himelda e Sr. Gecimar. Mandioquinha frita e carne de panela melhores da vida. Eles serviram também frango caipira (típico da região), feijão delicia, arroz, bife de carne acebolado, e salada de tomate com repolho. O tal casal que reservou o jantar pediu escondidinho de carne de sol, e fiquei com muita vontade de experimentar, quem ler esse texto e for lá, depois me conta. Amo escondidinho.
Pra fechar fomos conhecer o fervedouro que tem lá, com peixinhos, onde conseguimos ficar sozinhos tirando fotos e curtindo. 
Depois desse fervedouro voltamos pra Mateiros, por questão de logística (dessa maneira é possível ficar 3 dias no mesmo hotel em mateiros), mas também é possível se hospedar nessa noite em São Félix do Tocantins (assim não precisa andar pra trás no roteiro). 
Perto de Mateiros tem o restaurante Rancho 21. Não tem nada demais. Mas tinha salada e mandioca cozida que já valeram a pena. 
Na verdade eu ainda estava pensando em toda a comida até aqui, e ainda no escondidinho, por isso dei uma controlada nesse jantar. 
Estávamos cansados, do jantar fomos pro hotel Dois Irmãos, simples e limpo, café da manhã simples.
 
Dia 09/02 - terça-feira
Nesse dia conseguimos acordar cedo pra correr. Foi bom pra conhecer a cidade toda, que não é grande, mas fora do carro temos uma visão diferente. Até aqui a gente saia de carro do hotel, ia e voltava do atrativo e descia no hotel.  Saímos a pé só à noite. 
Gastamos 1/10 do que comemos até agora, não porque corremos pouco, mas porque não temos educação com comida boa. 
Tomamos café que apesar de simples tinha um mangulão que era praticamente um bolo de pão de queijo, massa firmizinha. 
Depois pegamos estrada na direção de São Félix. 
Paramos na cachoeira do Prata, onde tomamos banho e ficamos conversando tomando uma cervejinha. 
O almoço foi depois de São Félix, onde termina o ponto do rafting, e é conhecido como cachoeira das araras. Bem diversificado o almoço ali, tinha tabule, salada, mandioca, além das comidas tradicionais como galinha e carne de panela. 
Mais uns 20km e chegamos na Catedral Ecolodge. 
Tinha visto essa pousada no booking. Me chamou a atenção a foto do bangalô principal que fica na parte alta da propriedade e interage diretamente com a natureza. É bem romântico. Mas chegando lá descobri que esse bangalô é um só e que na parte de baixo tem bangalôs menores, com banheiro fora do bangalô(na chamada casa de banho). De início eu fiquei de olho da suíte master, mas adorei ter ficado no bangalô de baixo. Confesso que tive medo dos bichos entrarem no bangalô de madrugada, mas depois me acostumei, entraram apenas os bichos de praxe, nada de lobos ou onças, e eu queria mesmo era ficar mais tempo hospedada lá. Dormimos de cortinas abertas e tudo (não existem portas), e de fato é uma experiência pra quem está acostumado com a cidade. 
Curtimos o banho de rio no fim da tarde, depois saímos pra fazer o passeio de bike (R$30,00), que valeu muito a pena.
Conseguimos gastar metade da comida que consumimos, e vimos dois casais de araras azuis. 
Não deu tempo de ver o por do sol do monte que tem dentro do acampamento. Vimos da estrada mesmo, de bicicleta.
Voltamos já escuro pro acampamento ecolodge.
O jantar foi simplesmente delicia, já recompondo em dobro o que gastamos mais cedo.
No fim do dia ficamos admirados com o céu todo iluminado ali no meio do cerrado.
Acordamos cedo pra ver o nascer do sol no monte perto do acampamento, mas não tivemos muito sucesso. O pessoal do ecolodge disse que a partir da semana santa (2016) ficará pronta a trilha pra Serra Catedral que é ali do lado, e com isso será possível subir a serra pra ver o nascer do sol, quero muito voltar pra fazer essa trilha!!!
O café da manhã parece ter sido especial pra gente, porque nunca vi tanta coisa gostosa, omelete, tapioca, pão de queijo feito em casa! Mais uma vez não nos controlamos. 
Só paramos de comer porque precisávamos pegar estrada.
E assim fomos, voltamos pela cidade de Novo Acordo e por fim Palmas. 
Ainda almoçamos um tucunaré delicioso na Praia do Prata (uma das diversas praias de rio de Palmas), onde tem uma cerca no rio pra proteger os banhistas das piranhas!!! Rs.
Depois do almoço e banho de rio deixamos o Zé no aeroporto e ficamos num hotel ali perto pra esperar o nosso que seria de madrugada.
Mas pra minha surpresa, uma amiga também estava em Palmas e saímos todas pra correr na praça das secretarias. Dirigir por Palmas sem gps é impossível, todas as ruas e rotatórias são iguais. Nos perdemos bastante. 
Depois da corrida resolvemos parar no primeiro lugar de comida, porque não queríamos mais nos perder. E, por sorte, encontramos uma lanchonete de comidas saudáveis. Comemos tapioca e tomamos suco verde. Deixo aqui o telefone de lá, porque vale a pena, 
 
 
 
 
Planejamento : dá pra ir no particular ou por empresa. No particular da pra alugar carro em Palmas. O ideal é alugar caminhonete, e mesmo assim é bom ter experiência em dirigir carro grande, usar a tração. E não vir sozinho de carro por causa dos atoleiros, principalmente no meio do ano quando ele aumentam. Além disso, o roteiro pode começar em mateiros ou em novo acordo. A diferença é que se começar por novo acordo, quando for ao por do sol nas Dunas, precisa voltar uma estrada longa e movimentada pra dormir em Mateiros, ao passo que se começar por Mateiros, o por do sol nas Dunas é caminho pra Mateiros e depois não precisa voltar muito na estrada, só pra subir a serra pra fazer a trilha. O gps tem todas as estradas e atrativos. 
 
 
Dica quando chegar em Palmas: comprar cerveja e água mineral antes de sair; as empresas normalmente levam térmica e gelo; ensacar as mochilas com saco de lixo por causa da poeira; sair um dia antes do feriado para não pegar o galerão que chega no primeiro dia; viajar com empresa, o ideal são 3 pessoas por carro, cabem 4, mas 3 viajam mais confortáveis; pomada pra picada de bicho (carrapato, mosquito, mosca) - não vai necessariamente ser picado, mas pode acontecer e não tem farmácia; a noite normalmente estamos cansados e não tem muita coisa pra fazer, lanche ou janta, cervejinha, e dormir cedo. 
 
 
Comida: quem vai no particular precisa agendar os locais onde comer antes, ou então chegar cedo pra garantir o almoço ou o jantar.
 
Meninas: as águas do Jalapão deixam o cabelo super macio. Melhor que shampoo gringo. Vale o investimento. 
 
Roupa de banho: eu particularmente achei ótimo ter levado sunkini, porque me senti confortável em todas as atrações, desde o fervedouro até o rafting. Mas não é necessário. No fervedouro entra muita areia (muita mesmo) na calcinha/sunga. Se tiver forro grosso, a areia não sai nunca mais. Leva um reserva. 
 
Atrações: todas as atrações são pagas. Mas se você pagar o pacote com empresa, as atrações normalmente estão incluídas, inclusive refeições à vontade, com exceção da bebida. 
 
Filmes para inspirar: Deus é Brasileiro, Xingu, final da Novela Araguaia, Survivor Tocantins.
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      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por brunacth
      Olá pessoal!!
      Estou buscando pessoas interessadas em fazer Jalapão e Chapada dos Mesas. Saio de férias no final de Agosto. Apartir de 26/08.
      Estou montando o roteiro ainda e sugestões são bem-vindas! 😛
       
       
    • Por rafa_con
      Então pessoal, já agradeço desde já se uma boa alma conseguir dar uma luz. 
      Estou ensaiando montar um roteiro de 15 dias que saia do Jalapão e vá até os Lençóis Maranhenses passando (ou não) pela Chapada das Mesas. Seria uma passagem de São Paulo > Palmas e volta São Luís > São Paulo. O obstáculo: não dirijo. 
      A vasta maioria dos roteiros que vejo aqui por essa região envolve locar um carro ao menos para ir de Palmas até Carolina. Gostaria de saber se é tão fim do mundo assim usar transporte público entre Palmas x Carolina e depois Carolina x São Luís. Alguém da região sabe dar informações atuais sobre isso? Por favor, tudo no preço mochileiro de ser, estou pulando fora de transfers VIP (mas também não estou na aventura de pedir carona). Na verdade acho que é mais ajuda pra ver se é possível concretizar esse roteiro sem carro sem perder tanto tempo. 
      Valeu! 


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