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Quinze dias entre o Chile e Argentina [30/12~13/01]


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Amigos, depois de muito utilizar o site para obter informações, nada como retribuir postando as informações da viagem :-)

 

Sim, ocorreu quase 6 meses atrás, mas só agora consegui tempo de revisar pra postar, sorry!

 

Esclarecendo: foi uma viagem de lua de mel, mas decidimos em colocar o pé na estrada ao invés de fazer um pacotinho básico de alguma operadora de turismo. Eu planejei durante 6 meses, reservei todos os hotéis e a maioria dos passeios via internet, tudo com a ajuda da galera aqui do site.

 

O trajeto foi o seguinte:

 

29/12 - Saída de SP

30 - Santiago

31 - Santiago

01 - Santiago, viagem a noite para Pucon

02 - Pucon

03 - Pucon

04 - Pucon, viagem a tarde para Puerto Varas

05 - Puerto Varas e Frutillar

06 - Puerto Varas, travessia dos lagos, hospedagem em Bariloche

07 – Bariloche

08 – Bariloche

09 – Bariloche, viagem para Buenos Aires

10 - Buenos Aires

11 - Buenos Aires

12 - Buenos Aires

13/01 - Volta para SP

 

 

30/12 - Santiago

- Chegamos em Santiago lá pelas 03:00 do dia 30 e pegamos um taxi até o Hotel Vegas. O Táxi saiu US$26 contratado direto no balcão, mas existem alternativas mais baratas como vans. No Vegas a recepcionista nos recebeu me chamando pelo nome, já que o único quarto vago do local era o que eu havia reservado. O Vegas saiu US$66 por dia, reservado uns dois meses antes.

Pela manhã fomos direto ao metrô, queria ir até a rodoviária comprar passagens para Pucón e Vina del Mar. Por sorte na estação de metrô Universidad del Chile existem lojas da Pullman e Jac. Como estávamos em cima do ano novo as passagens para Vina estavam esgotadas! Para Pucón pegamos as duas últimas vagas do dia 01, em um ônibus semi-cama. Comparando as duas empresas, os preços da Pullman eram muito melhores e foi nela mesmo que compramos!

Da estação fomos subindo, vendo as atrações do centro de Santiago até chegar ao Mercado Municipal, onde fomos almoçar. Vale lembrar que o centro de Santiago é engraçado pois as calçadas se misturam com as ruas, então tomem cuidado para não serem atropelados (sim, achamos que estávamos na calçada e quando olhamos pra trás havia um carro vindo em nossa direção!). Ah nessa região existem também diversas casa de câmbio (Calle Augustinas e Moneda), então pesquisem em umas 3 ou 4 antes de trocar a grana por que realmente há diferença.

 

Preço da passagem para Pucón via Pullman, semi-cama: 15.000 pesos por pessoa.

 

O Mercado Municipal é muito bonito, o centro dele é repleto de restaurantes e muita gente. Fomos lá para comer a tal Centolla, a menor (para duas pessoas) saía 48000 pesos mas o garçom fez por 40000. Foi nossa refeição mais cara durante os 15 dias, mas valeu a pena por que é gostoso e diferente.

 

Na volta passamos no Café Havai, o famoso café onde as garçonetes usam mini-saia. Não é grande coisa e o expresso sai por 700 pesos.

 

No hotel solicitei um carro para o dia seguinte. A maioria das locadoras estavam sem veículos ou não permitiam a entrega dia 01, mas conseguimos achar uma. A idéia era ir para Viña passar o ano novo mesmo com diversas pessoas nos alertando do trânsito. Bem, decidimos encarar. O aluguel do carro saiu 29000 pesos.

 

No final da tarde pegamos o metrô e depois um taxi para chegar ao shopping Arauco. Lugar lindo, fantástico, deixa muito shopping de SP no chinelo, além de contar com uma área de alimentação ao ar livre de fazer inveja. O metrô no horário comum era 400 pesos, no horário de rush 460.

 

Na volta caímos nas mãos de um taxisita filha da p*ta. As 22:00 fomos embora, mas vacilamos e não verificamos que hora o metrô encerrava, então acreditamos no taxista quando ele nos disse que as estações já estavam fechando, quando na verdade elas fecham as 23 horas. Na hora de pagar, ainda cai na falcatrua que muitos avisaram aqui no fórum: eu entreguei uma nota de 10000 pesos e ele me devolveu uma de 1000 dizendo que eu havia dado a nota errada. No mesmo momento eu saquei a dele, mas não tinha como provar o contrário. Como não queria discutir engoli o prejuízo. Eu já havia tomado 2 táxis naquele dia e sempre mostrei a nota e falei o valor em alto som exatamente para evitar essa fraude, dessa vez acabei não fazendo e o cara aproveitou.

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Dia 31 - Santiago/Vina del Mar

 

Começamos o dia recebendo o carro alugado. Era um modelo Cherry, chines, bonitinho até. Um problema que eu precisava resolver é que meu gps do celular não estava funcionando. Como uso celular VIVO e não tinha sinal algum lá o gps me deixou na mão (mesmo sendo gps integrado e não agps). Parei então numa Fallabela e comprei um chip pré-pago da Claro (a Claro tá em todo lugar no Chile!) por 6000 pesos. O chip vinha com 2500 pesos de créditos, que usei pra contratar 25Mb de internet por uma semana. Celular com internet funcionando, e agora o gps funcionando também (uhuu!).

 

Com o gps apontando o caminho, abastecemos o carrinho e fomos pra estrada! Aliás as estradas e ruas do Chile são muito limpas e bem conservadas, mas os motoristas são péssimos! A seta praticamente não é usada rs.

A paisagem de ida para Viña del Mar é muito bonita, levamos umas 3 horas pra chegar pegando um trânsito bem pesado em determinados trechos, principalmente na entrada da cidade: tudo parado! Para ir a Viña existem dois pedágios: total de 3000 pesos.

Eu queria ir até o Museu Fonk para ver a estátua da Ilha da Páscoa. Com um pouco de sorte e com a ajuda do gps chegamos lá, foi fantástico tirar fotos com uma das poucas estátuas que estão fora da Ilha da Páscoa.

 

Deixamos o carro em frente ao museu e fomos andar. Descemos à praia pra bater perna. Almoçamos num ótimo restaurante mexicano (tomando Pisco Sauer!) e molhamos os pés nas águas geladas do Pacífico (a praia tava lotada). Fizemos um city tour bem básico (20 min) numa charrete que custava ridículos 20000 pesos, mas que conseguimos por também ridículos 10000. Tomamos sorvete no Bravissimo, 2 bolas (chamado de bicolor) saia 1350 pesos e é muito gostoso!

Demos um pulo no Cassino, gastamos 1000 pesos que acabamos ganhando de volta no final rs. Então pegamos o carro e fomos ver o relógio de flores criado para a Copa do Mundo de 62.

 

Era 20:00h e estávamos muito cansados então encostamos o carro numa ladeira. Iriamos ficar por ali pra ver os fogos da virada mas estávamos tão esgotados (fora que no outro dia teríamos que devolver o carro as 09:00h), que resolvemos voltar pra Santiago. Ficamos triste por que a ideia era passar a vidada lá pois dizem ser muito bonito, mas ter que dirigir e acordar cedo mudou nossos planos.

O problema na volta foi o nosso carrinho Chinês, que começou a ferver! Parei num posto e vi que não tinha água no radiador. Enchemos e continuamos por mais 5 minutos até o motor ferver de novo! Paramos, coloquei mais água, quase tombei o carrinho descendo errado com ele de uma calçada (tinha um policial perto, passei um aperto rs) mas seguimos embora.

O caminho de volta foi tranquilo, quase nada de trânsito. Chegamos em Santiago eram 22:30. O problema era que as ruas que meu gps insistia em apontar estavam fechadas para a festa de ano novo, pra piorar a bateria do gps estava no fim e o carrinho começou a ferver com força: Tinha fumaça saindo pelas grades de ventilação do carro!

Demos diversas voltas e com muita sorte chegamos no hotel. A bateria do gps acabou 1 quadra antes, só deu tempo de colocar o carro no estacionamento, chutá-lo, e ir embora. Ah o estacionamento era pago, 6900 pesos pela noite :(

 

Tomamos um banho e fomos atrás de algo pra comer. E quem disse que existia? Estávamos exatamente do lado das ruas onde aconteceria as comemorações da virada e não havia lugar pra comer! As lanchonetes não tinha mais o que servir, então acabamos num lugar muito zoado, sujo, feio, e caro! Só comemos algo rápido e saímos fora! No hotel, vimos as comemorações pela TV. Não era como planejamos, mas tudo bem, paciência.

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01/01 - Santiago

 

No Chile as coisas começam tarde, as lojas só começam a abrir depois da 10. Imagina então no dia primeiro do ano, que é feriado? Não havia nada aberto, nada, zero. Na rua apenas alguns bêbados. Como tínhamos que entregar o carro às 9:00 levantamos cedo e corremos pro lugar marcado pois era longe. Deixamos o carro no local combinado (após um stress pra conseguir achar o lugar) e fomos andando até a estação de metrô mais próxima que ficava a 2km de distância. Pensamos em pegar um ônibus mas em Santiago só se pega ônibus com uma espécie de cartão-passe, então fiquem espertos!

 

Voltamos para o hotel, fizemos o check-out e deixamos as malas lá mesmo pra poder passear, já que nossa viagem à Pucón era a noite. Ah, tinha um grupo de brasileiros meio nervosos com a recepcionista do Vegas por que ela não estava cobrando a diária combinada via e-mail. Rolou um stress lá e eles acabaram pagando o mesmo valor que eu. No meu caso tentaram cobrar a diária do dia (US$72) mas eu disse que havia combinado outro valor e a moça alterou sem reclamar.

 

Depois disso fomos a pé até o Cerro Santa Lucia que é muito bonito. De lá caminhamos até o Cerro San Cristóban. Este segundo Cerro é algo incrível, com funicular, teleférico, zoológico, jardins, piscinas! Quando chegamos o funicular estava quebrado e a fila enorme (inclusive devolveram o dinheiro de quem havia comprado a entrada)! Resolvemos então pagar um taxi pra nos levar até o topo (800 pesos por pessoa). A vista é fantástica, recomendo muito irem até lá! Existem barracas de lanches, artesanatos (caríssimos) e diversas coisas pra ver. Infelizmente o teleférico estava quebrado e não conseguimos ir até o Jardim Japonês (era 1 hora de caminhada!), mas dessa vez conseguimos descer via funicular (900 pesos por pessoa).

 

Voltamos ao hotel para pegar as malas e fomos de metrô até a estação Central, de onde sairia nosso ônibus. Na estação já estava tudo fechando por causa do horário (umas 20:00), mas conseguimos comer uma pizza em um fastfood e então pegamos o bus.

 

Sobre o Hotel Vegas, eu recomendo. É um hotel velho mas conservado. Possui computadores com internet e wifi, o café da manhã é básico mas atendeu nossas expectativas. O quarto e banheiro eram limpos e a janela do quarto dava para um corredor mas isso não nos incomodou.

 

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02/01 - Pucón

 

A viagem para Pucón foi ótima levando em consideração que estávamos em um ônibus. A poltrona semi-cama inclina bastante e é bem confortável. A noite serviram um lanchezinho (amendoim e balas) e pela manhã um sanduíche só pra enganar mesmo. O ônibus parecia ser novo, e o interessante é que havia um display mostrando a velocidade (limitada a 100km), o nome do condutor, quanto tempo ele estava dirigindo, coisas assim. Também ficou a noite toda tocando uma música ambiente que lembrava um hip hop rs, mas não atrapalhou muito.

 

Em Pucón, fomos até a JAC pra comprar as passagens à Puerto Varas, já que a Pullman não fazia o trajeto. Passagens compradas caminhamos até a agência de turismo Politur (indicada aqui no fórum). Contratamos rafting para a tarde e a subida ao Villarica para o dia seguinte. Após isso fomos até o hotel Pousada Plaza Pucon, que fica umas quatro quadras da rua principal. O hotel é simpático e os atendentes também. O único computador estava quebrado mas havia wifi, e o café novamente era básico mas atendia nossas expectativas. A diária ficou US$70. Ele não fica longe da avenida principal, fica próximo ao lago, à uma praça com feira de artesanato até tarde, e paralelo à uma charmosa rua com diversos restaurantes e bares (na minha opinião muito melhor que a avenida principal). Recomendo.

 

Agora o que dizer de Pucón? A cidade me lembrou Campos de Jordão mas tem o extra de possuir um belo lago e uma bela vista para o vulcão Villarica! E que vista! No dia que chegamos o céu estava claro o que facilitou a visão e as fotos do vulcão.

A cidade é pequenina, as coisas só abrem após as 10:00, sendo que fecham lá pelas 13:00h, voltam a abrir umas 17:00 e vão até +- 22:00h. A tarde os restaurantes fervem com os turistas e as agências de turismo funcionam a todo vapor. Eu fico imaginando como deve ser no inverno!

 

Bem a tarde fomos para o rafting no rio Trancura, foi bem legal! A água é bem gelada e as corredeiras são fortes, o que traz um pouco de adrenalina. No final somos recepcionados com bolachas, cerveja e refrigerante, e com a oportunidade de comprar um vídeo e fotos da aventura (10000 pesos). Nesse momento percebi que haviam manchas brancas no céu próximo ao vulcão Villarica, então nos informaram que durante a tarde ocorreu uma avalanche e que haviam feridos!

 

Como haviam brasileiros na estória, a avalanche saiu em diversas sites brasileiros, como a folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u674040.shtml

 

Pior pra nós. A noite ligaram no hotel dizendo que a subida do dia seguinte estava cancelada.

 

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03/01 - Pucón

 

Pela manhã fomos na Politur, nos reembolsaram sem problema e explicaram que ficariam uns 3 ou 4 dias sem subidas por segurança. Infelizmente não tínhamos como esperar e desistimos. Com isso mudamos nossa viagem à Puerto Varas das 17:00h para as 11:00h já que teríamos um dia inteiro pra bater perna em Pucón (que seria o dia da escalada).

 

Andamos, fizemos compras, passeamos. Um revés é que fomos num restaurante e como vi a bandeira da Mastercard na porta nem perguntei se aceitava ou não cartão, comemos a vontade. Na hora de pagar eles não estavam aceitando "tarjeta de crédito"! Isso nos ferrou por que nossos pesos já estavam contados, depois daquilo ficou pior ainda!

 

Com isso aprendi que ao entrar num estabelecimento a primeira coisa que devia fazer é perguntar se aceitavam Mastercard e se estava funcionando! O pior, é que em outro restaurante onde almoçamos tivemos novamente esse problema! Perguntei se passava cartão e realmente passavam, o problema é que o sistema era antigo e não estava aceitando o cartão. Depois de várias tentativas não tive outra oportunidade a não ser pagar em dinheiro, um saco!

 

Enfim, Pucón é um lugar fantástico. Ainda voltaremos pra subir o vulcão e aproveitar mais uns dias, por que tem muitos restaurantes e cafés legais.

 

A noite jantamos uma pizza e foi muito engraçado na hora que pedimos um Pisco Sur. A garçonete olhou pra minha esposa com uma cara de espanto: "Você também vai tomar?" Só entendemos o espanto quando chegou as bebidas: O que pedimos foi o Pisco Sour original que é praticamente um wisky, enquanto o que havíamos tomado em todos os outros lugares era o Pisco Sauer, que é uma espécie de caipirinha feita com o Pisco, bem mais fraquinha. Realmente minha esposa não aguentou tomar, então acabei ficando com o dela e juntei refrigerante nos copos, criando o que eles chamam de Piscuela (Pisco+refrigerante, tomado pelos jovens nas festas). Interessante! rs

 

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04/01 - Puerto Varas

 

Após o café nos dirigimos até a JAC. Minha esposa foi na frente com as malas enquanto eu tentava falar com a operadora de cartão pra confirmar o estorno da subida ao vulcão. Eu acabei demorando demais e tive que sair correndo até a estação, quando cheguei lá aos tropeços minha esposa estava tentando segurar o ônibus (os Chilenos são bem pontuais) heheh. Bem, caras feias a parte pegamos o ônibus e seguimos à Puerto Varas.

 

As 5 horas de viagens foram bem cansativas. As poltronas eram comuns mas confortáveis, o problema é que o ônibus parava demais, irritava. Ah, quando mudamos o horário de nossas passagens acabamos pegando um ônibus que não entrava na cidade, apenas parava na entrada, e realmente era na entrada mesmo, sem civilização alguma rs. Junto da gente desceu um casal de Brasileiros que por coincidência estava no mesmo hotel que nós em Pucón, e que por incrível que pareça acabou se hospedando no mesmo hotel que nós em Puerto Varas (e não foi indicação nossa, encontramos eles lá depois)! Bem, pegamos uma vanzinha que ia ao centro da cidade (400 pesos por pessoa), de lá caminhamos até o Hotel Germânia.

 

O Germânia foi o primeiro lugar com cara de hotel executivo que pegamos na viagem. O quarto é apertado mas aconchegante e o banheiro não tinha problemas, tudo tinha cara de novo. A Televisão não funcionava, mas não nos importamos com isso. Tinha computadores disponíveis com internet e wifi, mas eu não consegui me conectar na rede sem fio deles. O café era bem pobre, beirando o ridículo, triste. A diária saiu US$70, mas o principal problema é a distância do centro: uns 10~15 minutos a pé. É um saco por que a essa altura da viagem estávamos começando a ficar cansados, por isso não recomendo o lugar (a não ser que vá pagar taxi toda hora).

 

Deixamos as coisas no hotel e fomos até o centro confirmar a travessia dos lagos andinos que eu havia contratado via e-mail. Fomos até a agência da Cruce Andinos e confirmamos a travessia. O valor ficou US$190 por cabeça, sendo que é US$230 pra estrangeiros e US$110 pra Chilenos e Argentinos (a nossa guia disse que esse valor era pra brasileiros, mas na agência me disseram que não). Aproveitamos pra contratar a ida até a estação de ski do vulcão Osorno.

 

Comemos um hotdog (que eles chamam de "completo", ou "italiano"), o meu veio até com repolho e abacate (!), conhecemos um pouco da cidade (o Cassino cobra pra entrar) e depois voltamos pro hotel.

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05/01 - Puerto Varas

 

Tiramos a manhã pra conhecer um pouco da cidade. Estava meio frio o que não ajudava, então batemos perna no centrinho, olhamos algumas lembranças pra levar e artesanatos, e almoçamos algumas empanadas. Lá pelas 14:00h uma minivan veio nos pegar para o passeio ao vulcão Osorno.

O passeio é legal, seguimos margeando o lago, paramos num café pra dar comida às Lhamas e então começa a subida ao vulcão. A subida é tranquila, paramos pra tirar fotos de uma cratera e vamos serpenteando pela montanha até chegar na estação de ski. A visão de lá é belíssima, principalmente do lago.

Não há ski nessa época, então alugamos roupas e compramos a subida via teleférico. O primeiro teleférico é tranquilo e leva uns 10 minutos. O segundo já leva uns 20 minutos e faz *muito* frio pois há muito gelo e neblina. Repito, *muito* frio MESMO! Lá em cima tivemos a oportunidade de brincar com o gelo e o pouco de neve que havia. Aquilo no inverno deve ser louco demais! E o pior ainda estava por vir: a descida! Muito mais frio rs.

De volta a estação de ski tomamos um chocolate quente, tiramos mais fotos e pegamos a van pra voltar. O resto do dia se resumiu a jantar no hotel e dormir.

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06/01 - Puerto Varas

 

Finalmente chegou o dia do Cruce Andino, um dos motivos de nossa viagem (junto do Villarica). Pegamos um taxi até o ponto de encontro pois o ônibus não passava no nosso hotel (mais um ponto negativo pro Germânia). Primeira parada do ônibus: Parque Nacional Vicente Perez Rosales. Um belo parque com fortes corredeiras, muito bonito mesmo. Depois fomos até onde o primeiro barco nos esperava.

Essa viagem de barco levou algo de 2 horas e era bem confortável inclusive com loja de souvenir e bebidas a bordo. O chato é que tudo lá é feito para que você feche passeios em Peulla. Desde os guias, até os televisores passando propaganda e até a pessoa que fala nos microfones, todos querem lhe empurrar os passeios, dizendo que está acabando ou que faltam poucas vagas. Enche o saco.

A paisagem é linda, com montanhas e vulcões ao fundo e a água dos lagos praticamente cristalinas, é inesquecível!

Lá pelas 13:00h chegamos em Peulla, lá o grupo se divide em 3: Quem vai passar a noite no único hotel do lugar, quem vai seguir adiante para Bariloche, quem vai voltar à Puerto Varas. Como não contratamos nenhum passeio, tinhamos apenas que aguardar o horário de saída do ônibus e aproveitamos para almoçar. O local possui dois restaurantes, ambos caros. Fomos no "menos caro", era um buffet bem ruim com 3 ou 4 variações, zoado *mesmo*, e custando absurdos 8000 pesos. Um dos maiores assaltos da viagem! (e pra piorar encontramos uma lesma na salada).

 

Nosso ônibus saiu as 15:30h em direção à Bariloche. O visual é bonito, montanhas ao fundo e muito mato, a estrada é de chão. Logo chegamos na aduana Chile-Argentina, fizemos fila, apresentamos o papel de entrada no Chile (não sabia que precisava, por sorte não perdemos ele!), carimbo aqui, carimbo ali, e seguimos viagem. Subimos as montanhas por +- uma hora e meia até Puerto Frias onde agora passamos pela fiscalização Argentina, numa estrada de chão razoavelmente boa mas que só cabe um veículo por ser estreita. Lá pegamos um barco em mais meia hora de navegação por belas paisagens (e frio!) até chegar em Puerto Alegre, onde pegamos uma van até Puerto Blest. De lá, mais um barco, mais lindas paisagens (já estávamos cansados nessa hora rs), até chegarmos em Puerto Panuelo. De Puerto Panuelo pegamos um ônibus que nos deixou na porta de nosso hotel em Bariloche.

 

Vale lembrar que todas as idas e vindas de ônibus e barcos estão inclusos no Cruce Andino, e eu achei tudo muito organizado, sem enrolação. No ônibus para o hotel a guia era muito simpática e nos deu diversas dicas da cidade, onde passear, câmbio, restaurantes e afins.

 

Chegamos então ao Hotel Premier Bariloche, e nosso martírio estava começando rs. A fachada do hotel engana demaaais! O quarto era inferior aos outros lugares que ficamos, tinha um cheiro estranho, mas o principal problema era o banheiro que era muito apertado. A área do chuveiro tinha 50cm no máximo, impossível tomar banho naquilo com um mínimo de comodidade. O vaso sanitário ficava de frente para pia, então para usá-lo somente se inclinando para o lado. Horrível! Rolou um certo stress entre nós dois por causa disso, então resolvemos que logo cedo iríamos atrás de outro hotel. Saímos pra comer algo e fomos até um restaurante alemão muito gostoso, aproveitamos também pra dar uma passeada rápida pois já era tarde.

 

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07/01 - Bariloche

 

Acordamos, tomamos café (fraco!) e saímos atrás de algum hotel. Para nosso azar era época de excursões escolares e todos os hotéis baratos estavam lotados de estudantes! Andando um pouco encontramos o Hotel Roma, com preço de 290 pesos (contra 200 do Premier), então fizemos check-out no outro hotel, pegamos nossas malas e partimos pro Roma. Só então eu me toquei de perguntar se aceitavam cartão de crédito, e pra minha surpresa não aceitavam! Como já estava com as malas no saguão, resolvemos ficar um dia, e pra ser sincero não me decepcionei. O Hotel Roma era bem arrumado, o quarto era bom e o banheiro também, não tivemos do que reclamar. O café era mais fraco que no Chile, mas tudo bem. Havia wifi no saguão e computadores a disposição.

 

Esse dia tiramos basicamente pra bater perna e fazer compras. Tudo lá gira mais ou menos ao redor da avenida principal chamada Bartolomeu Mitre, que estava próximo de nós. Também fomos atrás de um hotel que aceitasse cartão pra que pudéssemos mudar no dia seguinte, e logo achamos o Hotel Pacífico na mesma avenida.

 

Na praça principal da cidade ficam diversas pessoas com aqueles cães da raça São Bernardo (com direito a barrilzinho e tudo) pra tirar fotos com as pessoas. Há cães adultos e filhotes, uma graça, mas nem perguntei o preço. Minha esposa ficou indignada com a exploração dos animais rs.

 

Fora isso, muito chocolate e compras. Em Bariloche há lojas de chocolate em cada esquina e centenas de lojas vendendo moletons, camisetas, blusas, capuz e roupas variadas de toda qualidade e preços. Há muita coisa barata e vagabunda (muita mesma, eles estampam na hora), passando por itens de boa qualidade até chegar em roupas muito boas.

 

Aproveitamos também pra passar no escritório da Aerolineas Argentinas e confirmar nosso voo para Buenos Aires, pois eu havia comprado as passagens +- um mês antes via internet no site da própria companhia.

 

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08/01 - Bariloche

 

Nesse dia fizemos o check-in no Hotel Pacífico, que é um lugar meio sombrio por ser muito escuro. Aproveitamos uma promoção onde a diária vinha com jantar, por 310 pesos. O quarto não era tão bom quanto no Roma, mas era infinitamente superior ao Premier. O banheiro atendia bem também. O saguão tinha wifi mas não haviam computadores.

 

Aliás ao fazer o check-out no Roma o cara nos cobrou 60 dólares que era menos que os 290 pesos (que ele já havia mudado pra 260 quando conversei pra ele). Sei lá por que ele abaixou de novo, a impressão que tive era de desorganização.

 

Como estava de saco cheio com as surpresas dos hotéis, resolvi cancelar minha reserva no Hotel Europa em Buenos Aires (que era outra aposta no escuro). Aproveitei e reservei o Ibis via internet, através do celular, eles possuem um site só para dispositivos móveis o que facilitou muito.

 

Agora, passamos frio naquela cidade. Frio, muito frio! A partir desse dia começou a ventar muito! Ficando no sol o calor estava bom, mas na sombra fazia um frio congelador! Terrível! Tivemos que sair atrás de roupas de frio rs.

 

Também por causa dos ventos não conseguimos subir o Cerro Otto de teleférico, uma pena. Mas aproveitamos pra fazer um City Tour em um trenzinho muito bacana que roda não só o centro da cidade mas também diversas áreas afastadas (bairros pobres e ricos). Custou 400 pesos por pessoa e valeu a pena.

 

Aliás, ao contrário do Chile que multiplicávamos os valores 4, na Argentina começamos a dividir tudo por 2. Então 1 real era igual 2 pesos. Isso transformava tudo em pechinchas hahahaha. Comer então, ficou muito barato!

 

Ah nesse dia ainda passamos numa fábrica de chocolates, não foi nada demais, mas valeu o chocolate quente de graça :wink:

 

A noite comemos no hotel e valeu muito a pena, mesmo com a fila de espera. O jantar era composto de pratos frios a vontade, um prato quente e sobremesa. Ao pensar que saiu 20 reais pra cada um, pela variedade oferecida, foi ótimo!

 

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09/01 - Bariloche

 

Último dia em Bariloche e pra falar a verdade o cansaço da viagem já estava batendo. Tomamos café (finalmente um bom café em terras Argentinas) e fomos passar um tempo na rua rs. Passamos mais uma vez na chocolateria Rapa Nui (fantástica!) e terminamos as compras. No começo da tarde pedimos um táxi e partimos pro aeroporto.

 

A corrida de táxi ao aeroporto custou bons 50 pesos pois é distante. O voo saiu um pouco atrasado mas sem problemas.

 

A viagem até Buenos Aires foi tranquila, levou algo de 2 horas. A aeronave era velha mas o atendimento foi cordial com lanchinho e tal. Em BsAs, após uma longa espera pelas malas pegamos um táxi até o Hotel Ibis no Congresso, que custou 43 pesos. O Ibis é igual em todo lugar então não tivemos dor de cabeça.

 

A região do hotel é horrível, centrão mesmo, tão feio quanto o centro de SP. Aproveitamos pra dar uma voltinha e paramos em um boteco pra comer algo e tomar alguma coisa. Aproveitamos também para marcar uma visita a alguns outlets saindo do hotel.

 

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10/01 - Buenos Aires

 

Acordamos cedo e procuramos um lugar pra tomar café. O Ibis tem café (a 20 pesos por cabeça), mas resolvemos diversificar um pouco e fomos à uma padaria próxima, gastando menos de 20 pesos pros dois.

 

De volta ao hotel pegamos uma van para os tais outlets (serviço gratuito oferecido pelo hotel). Inicialmente paramos em uma fábrica de couro, com bastante peças interessantes. Depois fomos até uma loja de cachimir, e dalí até um outlet da Puma/Nike (e outras marcas). Os preços em todos os lugares eram bons, no outlet a variedade não era muito grande (normal) e ainda tivemos que aguentar o papinho da vendedora (brasileira) falando que lá é a loja referência e blá blá blá. Aliás o guia dessa excursão também é brasileiro e tinha o mesmo papinho mole, oferecendo serviços e tal.

 

De tarde demos um pulo no Shopping Abastos, um belo shopping com muitas lojas. No finalzinho do dia fomos para San Telmo, que é um dos bairros mais antigos da cidade. Lá acontece uma feira de antiguidades e é onde diversos "poetas" e artistas apresentam seus trabalhos. Quando a feira termina abre espaço para que as pessoas dancem tango na praça central, enquanto os bares montam mesas ao redor do lugar e ofereçam petiscos e bebidas. Uma ótima maneira de terminar o domingo!

 

De volta ao hotel, já a noite, marcamos um Show de Tango para o dia seguinte e um City Tour para dia 12.

 

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11/01 - Buenos Aires

 

Acordamos cedo e fomos ao mesmo café do dia anterior. Caminhamos até a estação de metrô mais próxima e seguimos para os outlets da avenida Córdoba. O metrô de BsAs é horrível, coisa de filme de terror *mesmo*, tudo muito sujo e encardido. Ao menos é barato (1 peso se não me engano).

Descemos +- próximo a av. Córdoba e fomos caminhando até lá, de uma bela caminhada pra falar a verdade. Pra quem não conhece, a avenida é repleta de lojas dos dois lados, com muitos e muitos outlets. O problema é que ela é longa pra caramba (entramos nela lá pelo número 3500) e cansa um bocado andar embaixo daquele sol. Os preços nas lojas estavam bons mas não eram nada de excepcionais. Tênis e roupas de marcas esportivas tinham preços muito próximos do que vimos nas lojas do shopping Abastos, a diferença variava entre 20 ou 30 reais no máximo. Perdemos uma manhã toda nessa avenida e achamos que não valeu a pena, pois foi muito cansativo.

 

De lá pegamos um táxi e fomos ao "Siga La Vaca". Ah, vale falar que BsAs é um lugar fantástico para utilizar Táxis, pois eles estão por todo lugar. Nas avenidas vemos muito mais carros amarelos/pretos (que são as cores dos táxis convencionais) do que carros de passeio, é algo incrível. A explicação para isso deve ser o preço, que é muito baixo. Fazendo a conta por cima cada duzentos metros no Táxi equivalem a 0,23 centavos de real, o que é bem barato. Por outro lado a maioria dos carros é bem velha e acabada.

 

O "Siga La Vaca" é recomendado pela maioria das pessoas que vão à Buenos Aires. Também, com o valor a 45 pesos por pessoa incluindo buffet, sobremesa (uma bela sobremesa), 1 litro de cerveja (ou água, ou vinho, ou refrigerante) e carne a vontade, é difícil falar mal do local rs. A comida estava ótima e o local é bem arrumado, só o atendimento que vacilou com a gente no final mas tudo bem. Bem que os rodízios de carne aqui no Brasil podiam aprender algumas coisinhas com os argentinos rs.

 

Aproveitamos que estávamos em Porto Madero e demos uma volta pelo local. É um bairro novo e bonito, com um mini-porto e diversos restaurantes que parecem fantásticos. Vale a pena perder um tempo por lá.

 

Agora pegamos um táxi até a rua Florida, conhecido reduto de compras pelos Brasileiros. Já estávamos bastante cansados mas ainda andamos um bocado lá. Quase não fizemos compras (a grana já estava curta), mas aproveitamos pra re-contratar o show de tango e o city tour (ligamos para o hotel para cancelar a reserva com eles), pois os valores lá eram bem melhores. Táxi para o hotel, fomos descansar um pouco e nos prepararmos para o show de tango.

 

O show seria no Tango Porteño e a van deveria nos pegar as 21:00h. Resolvemos comer algo rápido no hotel mas nem deu tempo, a van chegou antes e tivemos que pedir para guardarem o omelete pra mais tarde hahaha. Éramos os primeiros na van, e após uma rápida volta pela cidade para pegar algumas pessoas chegamos ao Tango Porteño. O duro foi ter que esperar mais de uma hora pro show começar. O jantar não havia nem começado (pra quem pagou) e já estávamos lá aguardando, muito cansados, mas valeu a pena pois foi muito bonito. Ah, e nem dá pra brincar com os preços daquele local: uma água era quase 20 reais!

 

Van de volta para o hotel, comemos o omelete frio e cama! :)

 

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12/01 - Buenos Aires

 

Resolvemos fazer um city tour básico e o passeio pelo delta do rio Tigre. Muitas pessoas devem adorar o passeio de barco pelo Tigre e tal, mas foi muito cansativo e a impressão que tive é que estávamos perdendo tempo. Eu não recomendo esse passeio a não ser que você tenha muito tempo pra gastar, pois toma boa parte do dia.

 

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13/01 - Buenos Aires

 

No outro dia levantamos fizemos o checkout e fomos de taxi até o aeroporto internacional de Ezeiza, a corrida saiu uns 80 pesos. A passagem pela aduana foi tranquila e então ficamos nos divertindo no free shop (quase não deu tempo!).

 

A esta altura estávamos cansados, queríamos nossa casa hahahah.

 

Ah uma dica final: as coisas no free shop de Guarulhos são mais caros que nos outros países :|

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