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Amanda Sfair Gonçalves

Olha eu em Prudentópolis - A terra das Cachoeiras Gigantes

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Olar pessoal, venho aqui de novo trazer algumas dicas de viagem.

Como sempre meus relatos não são os mais detalhados e maravilhosos que vocês vão encontrar por aqui, mas informações nunca é demais! Como temos poucos textos sobre Prudentópolis no Mochileiros achei bacana relatar, então vamos lá! 

O feriado de N. S. Aparecida estava chegando e a grana curta não estava permitindo uma viagem muito longa, então eu e meu marido decidimos conhecer Prudentópolis, a terra das cachoieras gigantes no interior do Paraná.

1º Dia - 1ª Parada Recanto Rickli e Salto Manduri.

A cidade de Prudentópolis fica perto da Capital, são 200km em estrada pedagiada e é muito tranqüila e bem cuidada, mas com poucos km de pista dupla.(são 3 pedágios no caminho  totalizando R$ 32,50) Saímos de Curitiba cedinho, e perto das 9h00 da manhã já chegávamos na cidade. Como a reserva no hotel (Mayná) tinha check-in apenas ás 12h00 nem paramos fomos direto para a primeira cachoeira.

Foram 12km do centro da cidade sendo 8,5km em estrada asfaltada e 3,5km em estrada de chão.

Sobre as estrada, um comentário a parte. Tínhamos muito medo da estrada ser ruim, nosso carro é ótimo, mas não é um 4x4. Porém todos os trechos de estrada de chão que pegamos na viagem inteira estava ótimos (para estrada de terra). Há bastante cascalho na pista então creio que mesmo com chuva a estrada não fique escorregadia. A informação que recebemos é de que a prefeitura esta investindo e que pretende melhorar ainda mais os acessos com mais asfaltamento e pedra irregular. Então não se preocupem quanto a isso.. vão na fé! A estrada também é bem sinalizada, então não tem erro de se perder (e se precisar o GPS de celular te leva certinho em todos os lugares!)

Chegamos no Recanto Rickli e havia 1 único funcionário. Sinceramente, se não tivéssemos perguntado se tinha taxa de entrada provavelmente ele não teria nos cobrado. Foram R$ 5,00 por pessoa. Ainda compramos 2 garrafinhas de água por R$ 2,00 cada. O recando possui piscina (suja e desativada) e uma área com churrasqueiras onde havia 1 família. Andando uns 50 metros de onde estacionamos o carro já chegamos na vista para cachoeira; o Salto Manduri. Não existe acesso para a água, é uma queda só contemplativa mas já vai dando uma idéia do que teríamos para os próximos dias. São 100 metros de largura e 34 metros de altura! Ficamos lá um tempinho andando e tentando achar qual o lugar mais próximo da queda d´água que conseguiríamos ir. Tiramos mais algumas foto e seguimos para a segunda parada do dia! Ahhhhhhhh.. em todo o tempo que ficamos lá só encontramos com essa família que estava se organizando para fazer um churrasco e creio que iriam passar o dia inteiro lá, mas na área de cachoeira só estávamos eu e meu esposo.

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1º Dia - 2ª Parada Salto Barão do Rio Branco.

Nessa mesma estrada de terra, 1 km pra frente do Recanto Rickli fica o Salto Barão do Rio Branco. Essa é a cachoeira com maior volume de água da região e possui 64 metros de queda, por isso lá havia sido instalada uma pequena usina hidroelétrica que atualmente está desativada. O salto fica em uma propriedade privada, mas não encontramos ninguém cobrando entrada para a visitação. Com a existência da hidroelétrica o acesso para o salto é muito tranqüilo. De onde estacionamos o carro já vemos a escadaria que leva até a base da cachoeira. Segundo o que encontrei na internet são 478 degraus, eu contei 456, mas posso ter me perdido! A escada é de ferro e me pareceu bastante firme em quase toda sua totalidade, há uma parte apenas que está solta mas nada que nos impediria de chegar até a base. Depois de descer a escadaria chegamos na hidrelétrica, caminhando pelas pedras na beira do rio fomos o mais perto que conseguimos da queda d’água. Existem placas informando que o rio chega até 40 metros de profundidade e a correnteza é forte por ali, não fomos bobos de tentar tomar banho de rio não! Haha Ficamos um bom tempo tomando aquela “chuva” da cachoeira e decidimos encarar a subida das escadas. Em todo o tempo que ficamos lá em baixo só havia mais um casal com duas crianças, e enquanto subíamos cruzamos com 4 pessoas que estavam descendo. Super tranquilo para poder aproveitar a paisagem. Chegando lá em cima vimos um homem seguindo por outro caminho e decidimos seguir.. tava com cara de ser uma outra trilha haha. O caminho dava para o mirante na parte alta da queda. Lá, há uma grade de proteção que impede de nos aproximarmos muito do salto, obviamente por segurança.

Depois de mais um tempo e mais muitas fotos pegamos a estrada e voltamos para a cidade para fazer check-in no hotel. O Mayná fica bem no centro de Prudentópolis e de super fácil acesso para a saída da cidade que nos leva para as cachoeiras. Na cidade pelo que encontrei na internet possui 4 hotéis. Não sei como são os outros mas pagamos 140 reais por dia para um quarto de casal com café da manhã incluso. Preço justo. O colchão e o chuveiro eram ótimos, os recepcionistas muito solícitos, estacionamento gratuito e um café da manhã bem bonzinho! Nesse dia não saímos para almoçar. Na noite anterior preparei 6 sanduiches de atum, maionese e milho para levarmos, como não sabia a condição das estradas de terra achei melhor estar preparada com uma comidinha – gordo tá sempre preocupado com comida haha - Almoçamos 2 sanduíches cada um com as bebidas que também trouxemos na viagem.

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1º Dia - 3ª Parada Salto São Francisco.

Ainda no primeiro dia nos programamos para ir no Salto São Francisco. Esse é o mais distante de todos e também o maior e mais famoso. Em teoria seriam 50km de estrada, sendo 35km em entrada de chão. O que a gente não previa, entretanto, é que com o aniversário da N. S. Aparecida a estrada estaria fechada para as festas em homenagem a santa. Haviam 2 caminhões atravessados na pista impedindo que seguíssemos pela estrada de acesso. Perguntamos para as pessoas que estavam lá na festa como faríamos para ir para o cachoeira e nos falaram “lá por cima”. Na nossa cabeça “lá por cima” era via Guarapuava, a cidade vizinha que também tem estrada para o Salto. Colocamos no GPS e de 50km o caminho dobrava para 108km, mas o tempo alterava em pouco mais de 20 minutos pois seriam muito menos km em estrada de terra. Não pensamos duas vezes e pegamos a estrada. Depois,  descobrimos que “lá por cima” era menos de 1km de distância de onde estávamos.. um desvio de nada, enfim.. acontece! Chegamos na entrada do Salto eram 16h00. E aqui já sentimos a diferença em função da popularidade dessa queda. Haviam muitos carros, vários com som alto e um pessoal bebendo, fazendo festa mesmo. A trilha da área do estacionamento até o mirante do salto é bem demarcada e bem estruturada, são não mais que 500 metros de distância quase sem desnível. De lá sai outra trilha de também uns 500 metros e também sem desnível para a beirada do Salto de onde pode ser feito Rapel (não cheguei a perguntar o valor). Seguindo mais um pouquinho essa trilha, talvez uns 200 metros chegamos a mais um salto: o Salto dos Cavalheiros, aqui sentamos e finalmente molhamos o pé na água. Esse salto deve ter uns 15 ou 20 metros mais ou menos.

O local estava cheio de gente, barulho, bebida alcoólica e várias pessoas fumando.. estragava um pouco o clima, tinha um grupo inclusive com um narguilé haha. Entendam que não sou uma pessoa chata, gosto de um fervo, mas não era o que estávamos buscando nesse feriado com um passeio nas cachoeiras.

Existe uma trilha que vai até a base do Salto São Francisco, são 8km em nível médio-difícil. A recomendação é não descer depois das 14h00 para que dê tempo de subir ainda com a luz do dia. Também é solicitado que, antes de descer informem na entrada do parque para que, havendo necessidade, sejam feitos os resgates.  Essa descida não estava nos nossos planos e, de qualquer forma não daria tempo de fazer naquele dia.

Tiramos mais alguma fotos e voltamos para a área de estacionamento. Compramos 1 Coca e 1 Gatorade na lanchonete por R$ 9,00 e foi ali que nos explicaram que daria para vir pela estrada de Prudentópolis e então voltamos por lá.

Na volta, ficamos atentos para encontrar o Mirante dos Saltos Gêmeos, (Salto Barra Grande e Salto Fazenda Velha) para esses dois saltos não existe trilha ou estrada para chegar. Pelo que pesquisei dá para ir de Motocross.. e leva 10 horas entre ida e volta. Encontramos o "mirante" mas vou falar para vocês que essa vista é BEEEEEEEEEEEEEEEEM de longe. Tem que se esforçar para conseguir ver as duas cacheiras lado a lado, tanto que nem fotografei.

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Chegamos no hotel perto das 19h00 tomamos banho, comemos o ultimo sanduiche que eu havia feito e não saímos mais. O dia foi longo e no dia seguinte teríamos varias outras trilhas para fazer!

Saldo do dia valores  para 2 pessoas.

Pedágios:            R$ 32,50

Rickli:                   R$ 10,00

Bebidas:              R$ 13,00

Hospedagem:   R$ 420,00 (3 diárias)

Total:                    R$ 475,50

 

2º Dia - 1ª Parada Salto São Sebastião.

 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e um Dorflex pras pernas (hahaha sedentários!) e fomos para a primeira cachoeira do dia, o Salto São Sebastião. Ele fica a 30km do hotel, sendo 15km em entrada de chão. Essa estrada, assim como as duas que pegamos ontem também é muito boa e bem sinalizada. Também em propriedade privada, essa trilha dá vista para duas cachoeiras, a São Sebastião e a Mlot. As quedas ficam uma de frente para a outra, literalmente. Há uma trilha que desce até a base das cachoeiras mas não fizemos. O dono do local falou que ela estava muito lisa em função das chuvas e que ele, particularmente, não recomendava a descida. A gente tinha a intensão de descer nessa mas não somos o tipo de pessoas que nos arriscaríamos e se o dono do lugar diz que é melhor não, a gente escuta! Além dessa trilha para a base existem mais três trilhas, uma que leva para uma área tranqüila do rio, boa para banho,  uma segunda trilha que leva para uma gruta e uma cachoeira menor, que também possui espaço para banho e a terceira trilha que leva para o topo da cachoeira. Conhecemos os 3 lugares e optamos por entrar na água na terceira, na cabeceira do São Sebastião. Ali o chão tem mais pedras deixando a água menos barrenta. A maior parte do tempo estávamos só eu e o Vini, depois apareceram mais 2 casais. Como a nossa intensão era fazer a trilha e acabamos não fazendo ficamos bastante tempo curtindo o banho de rio. Na volta compramos 2 águas (3 reais cada), pagamos a entrada (10 cada) e seguimos para o próximo destino, mas não sem antes de pegar mais uma trilhazinha para ir até o mirante do São Sebastião e vermos a cachoeira de frente!

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2º Dia - 2ª Parada Recanto Perehouski.

 

Seguindo na mesma estrada de chão no sentido Prudentópolis em 5km paramos no Recanto Perehouski para almoçar. Diferente do Rickli o Perehouski estava impecavelmente bem cuidado. O atendimento era de uma simpatia sem fim, e a comida maravilhosa. A região de Prudentópolis é de colônia Ucraniana então tivemos um almoço típico e caseiro! É importante ligar e reservar o almoço pois eles fazem sob demanda. Nós não ligamos e tivemos sorte, por ser feriado eles estava servindo e puderam nos atender. Além do almoço (que vou falar de novo, tava ótimo!) o recanto possui uma trilha circular tem várias quedas D’águas propícias para o banho, o trajeto todo tem um pouco menos de 1km. A entrada é de R$ 10,00 e o almoço é R$ 25,00, com bebidas a parte por R$ 5,00 a lata. Ficamos lá cerca de duas horas mas logo depois do almoço saímos para a terceira parada do dia! Ahhh, para que interessar lá existe área de camping!

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2º Dia - 3ª Parada RPPN Ninho do Corvo.

 

A RPNN Ninho do Corvo é uma propriedade que faz divisa com o Recanto Perehouski, a entrada de uma para a outra dista menos que meio km. No Ninho do Corvo são oferecidas atividades de turismo de aventura. Optamos pelo pacote completo com Tirolesa seca com 170 metros de extensão (realizada duas vezes) a Rapelesa um rapel de 70 metros sobre o Cânion Barra Bonita e a Cachoeira da Divisa e a Corvolesa, uma tirolesa de velocidade controlada feita dentro do Cânion com banho de cachoeira na decida e que termina com uma bundada daquelas na água haha Para essa atividade deixamos a câmera no carro e como ainda não compre uma Gopro =( não tenho registro pois não tinha como levar a câmera só para metade do trajeto para não molhar no final. Ao meu ver Ninho do Corvo é a propriedade privada mais bem estruturada das que visitamos, o pacote com as três atividades ficou R$ 180,00 por pessoa e do início até a volta (que é feita por uma trilha de nível fácil, com não mais que 1 km) dura aproximadamente 2 horas. A experiência é incrível, e super segura, recomendo! Ainda demos sorte de conhecer uma família sensacional que estava hospedada no Ninho do Corvo e que fez as atividades conosco, que já fariam valer o passeio!

 

Do Ninho do Corvo voltamos para Prudentópolis. Paramos em um posto de gasolina e compramos besteiras para comer (tipo amendoim e sorvete) e voltamos para o hotel. Não sei se era o cansaço ou o que mas não estávamos com fome então só beliscamos esses salgadinhos e fomos dormir.

 

Saldo do dia valores  para 2 pessoas.

São Sebastião:                 R$ 26,00 (2 entradas + 2 águas)

Perehouski:                       R$ 85,00 (2 entradas + 2 almoços + 3 bebidas)

Ninho do Corvo:              R$ 360,00 (2 circuitos completos com as três atividades)

Besteiras posto:              R$ 23,00

Total:                                    R$ 494,00

 

 

3º Dia - 1ª Parada Mirante Salto São João.

 

Acordamos no terceiro dia com mais dores na panturrilha e mais vontade de conhecer cachoeiras! A primeira parada nesse dia foi no Mirante Salto São João. Aqui é o lugar onde a prefeitura está investindo mais, (ou primeiro). Está sendo montado uma estrutura digna de Foz do Iguaçu (dada obviamente as proporções) uma grande entrada, com estacionamento com vagas preferenciais, uma lanchonete e loja de conveniência, banheiros e um auditório para palestras. A trilha para o mirante é super curta, tem em torno de 100 metros e é toda feita em passarela elevada, novinha. Linda de se ver. Os funcionários que estavam lá, e me perdoem eu não lembrar os nomes, nos explicaram que está sendo concluído o acesso até a parte de cima do Salto São João, (inclusive que vai ser um a trilha com acessibilidade para cadeirantes e larga o suficiente para passar uma ambulância) e que nos próximos 1 ou 2 meses já deve estar pronta. Achei sensacional esse cuidado e atenção para tornar os atrativos acessíveis! Falaram também que existe um projeto que está sendo terminado para também ser feita uma trilha de passarela até a parte baixa do salto, permitindo a entrada na água. Eles nos explicaram que, até pouco tempo o acessa a parte de cima do salto São João era feita por uma propriedade privada, mas que a queda não faz parte dessa propriedade, nos contaram que o IAP proibiu a exploração por essa fazenda particular pois eles estavam cobrando entrada e que, no projeto inicial, a trilha se iniciaria ali no mirante e sairia por essa propriedade mas que o dono não gostou, queria continuar com a entrada e como quem muito quer nada tem ficou sem nada. As trilhas serão ida e volta e não mais circulares e não permitirão que ele explore o turismo na propriedade dele com uma lanchonete, por exemplo. Mas enfim, a questão é que, com a proibição do IAP não era permito chegar até o salto então tivemos que nos contentar com o Mirante, que tem uma vista maravilhosa, diga-se de passagem! Talvez essa seja a cachoeira mais bonita de todas, por sinal pena não estar tudo pronto ainda.

Por indicação dos funcionários pegamos uma estrada de terra secundária para chegarmos ao Salto Sete, a ultima cachoeira que visitamos!

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3º Dia - 2ª Parada Salto Sete

 

Rodamos 10km e chegamos a propriedade Salto Sete. Lá também é propriedade privada e cobram 10 reais de entrada. A trilha, com 1 km leva até a parte alta da queda. Nessa local também pode-se praticar rapel. (Não perguntamos o preço)

Atravessando o rio e seguimos pela continuação de trilha, com mais 1 km que leva até a base da cachoeira onde existe um fosso para mergulho. O salto possui 77 metros de queda livre, então a trilha é puxadinha e íngreme, mas nada impossível de ser feita. Descemos e quando chegamos fomos surpreendidos com um visual sensacional! Novamente demos muita sorte pois encontramos pessoas na trilha mas lá em baixo não havia ninguém, a cachoeira era todinha nossa! Ficamos um bom tempo lá curtindo o visual, tomando sol na pedra e nos refrescando na água do salto e só quando as nuvens começaram a dar sinal de chuva no céu foi que decidimos encarar a subida.

Lá estávamos nós, talvez a 5 minutos na trilha quando uma vespa (?) amarela horrível e sedenta de sangue me picou no joelho esquerdo, por cima da calça. A dor meus amigos, é insuportável.. aí o que que a espertona aqui fez? Bateu na vespa (?) que saiu de uma perna e fincou na outra hahaha é muito azar não? Dizem que assim como as abelhas as vespas - se é que aquele monstro horrível (hahahaha) era um vespa -morrem depois que picam alguém pois o ferrão fica na pessoa. Acho que, do jeito que eu bati nela e do jeito que sou sortuda consegui fazer com que o ferrão não soltasse e desse tempo de ela me ferroar uma segunda vez! Cara, queima até alma, e eu sou uma pessoa meio urbana demais para essas coisas. Já rola um medo do veneno ir por coração e eu morrer, do veneno maligno mutante mortal.. Enfim, meu marido, que sempre ia na frente na trilha fez com que eu passasse na frente e fosse ditando o ritmo da subida, porque afinal não tinha muito o que fazer. Era subir com dor, ou ficar ali com dor também. Dei uma chorada no caminho mas sobrevivi haha. Não bom o bastante, nos talvez últimos 10 metros de trilha apareceu uma cobra, que jamais saberemos se era verdadeira ou falsa coral. Mas é aquilo, 3 dias de trilha e nenhum tombo? Tinha que pelo menos ter uma picada de bicho estranho pra parecer que tínhamos saído da cidade. haha

No fim, compramos 2 águas e 1 coca (10 dinheiros) e voltamos para a cidade encerrando assim o ciclo de cachoeiras de Prudentópolis.

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Na volta paramos para comer no Chalé Costenaro e aproveitamos para comprar Cracóvias para levar para Curitiba, uma espécie de Salame produzida na região. Passamos em uma farmácia que a minha perna ainda tava doendo, compramos anti-alérgico e pomada e voltamos para o hotel. Banho tomado, demos uma dormida de tarde e saímos para jantar na cidade. Na quadra do hotel tinha uma pizzaria e foi ali mesmo que entramos, não tava conseguindo andar direito. Pegamos uma pizza grande uma coca de 1,5 litro, comemos até não poder mais, e voltamos para o hotel dormir.

 

Saldo do dia valores  para 2 pessoas.

Salto Sete:                          R$ 30,00 (2 entradas + 3 bebidas)

Chalé:                                  R$ 130,00 (2 almoços + 2 bebidas + 2 Cracóvias e 1 saquinho de doce de leite)

Farmácia:                            R$ 40,00 (antialérgicos + dorflex + bebidas)

Pizarria                                R$ 45,00 (pizza grande + bebida)

Total:                                    R$245,00

 

 

4º Dia – Volta para Curitiba

 

No dia seguinte só acordamos, tomamos café e pegamos a estrada para Curitiba. Se quiséssemos economizar poderíamos ter dormido um dia a menos na cidade, mas teríamos que pegar 3 horas de estrada depois de fazer as cachoeiras pela manhã e achamos que seria muito cansativo.

 

Saldo do dia valores  para 2 pessoas.

Pedágios:            R$ 32,50

 

 

Total da viagem R$ 1.247,00 gastos para duas pessoas.

 

Espero que esse meu relato incentive vocês a conhecer a região. É lindo demais e vale super a pena! Tirando uma ou outro atividade é tudo super barato então dá tranqüilo pra se programar e ir!

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Oi, @sirrosisca!

Pelo que pesquisei são 4km até a base do rio + 1km aproximadamente até chegar perto da queda.. (a descida te deixa na parte baixa o rio mas longe do salto) 

Ou seja no total ida e volta dão aproximadametne 10km.

Dizem também que até a base (os primeiros 4km) são mais tranquilos.. só esse final já lá em baixo que é pelas pedra que é mais difícil!

 

;)

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      Do Marujá até o Cambriú a viagem foi angustiante: cruzar a Praia da Lage se revelou o principal teste emocional da viagem. São cerca de 6 km apenas, mas o fato de conseguirmos enxergar a outra ponta torna essa praia deserta um "inferno".

      Parece não ter mais fim, some-se o fato de ser o início da travessia, então eu queria olhar o relógio a todo instante para saber do meu desempenho, ilusão, nada mudaria. Levei mais que 1h e 30min  de caminhada, tive de fazer algumas paradas e lutar constantemente com os pensamentos negativos. Alguns urubus sobrevoavam meu esqueleto trambaleante fazendo troça.

      Com muita luta cheguei no outro lado e depois na Praia do Fole, alcançando o Cambriú já depois das 15:00. Assustado, e preocupado devido à experiencia na Laje, resolvi dormir por ali mesmo. No finalzinho da tarde, conversando com moradores descobri que o seu Toninho (barqueiro) fez duas travessias de barco vindo de Cananeia naquele mesmo dia. No final eu tinha chegado também.

      SEGUNDO DIA - MAR IMPLACÁVEL ESPERA INFINDÁVEL
      Madruguei. Às 06:15 já me punha a caminhar, na esperança de ver o sol nascendo na Praia do Fole, de frente para a Ilha do Cambriú, nada mais que expectativa. O Astro só apareceu já alto umas 06:50 devido a quantidade de nuvens. Transpor a pequena Praia de Fole Pequeno é simples, a Praia do Fole também foi fácil, ou a ansiedade de chegar na aterradora Praia da Laje novamente fez com que as duas ficassem mais fáceis.

      De peito aberto me pus a caminhar e em menos de 1h cruzei aquela vastidão de areia liza. É curioso como ela parecia ainda maior, apesar de psicologicamente ter sido bem mais fácil. A faixa de areia estava com mais de 50 m de largura, a maré tinha recuado bastante.

      No trecho de pedras entre a Laje e o Marujá, fiz uma pausa para comer e beber água na bica que tem por ali.

      Logo que começa o costão um visual deslumbrante, a Praia do Marujá sumindo no horizonte como um traço reto entre a água azul e a mata verde. Depois de sair no Marujá e caminhar uns 2 km encontrei as primeiras pessoas desse trecho. Era um pequeno grupo, aproximadamente 15 pessoas tomando banho de mar. Pelos demais 14 km daquele dia não vi mais ninguém, apesar de ter encontrado até uma placa indicando um restaurante.


      Caminhei, caminhei, até tentei parar para descansar, mas além de não me sentir cansado, o sol de rachar e a falta de qualquer sombra desencorajam a pausa. Incrível que nesse dia, apesar de a praia ser bem mais extensa, quando me dei conta estava na antiga Vila da Baleia e já eram 12:00.
      A Vila, agora destruída, mostra o quão implacável as águas podem ser. Hoje nenhuma residência permanece no local. O mar cortou um braço de uns 500m por ali, e continua avançando. As pessoas saíram deixando tudo para trás. Inclusive muito lixo (roupas, plástico, fios, canos, etc.) que provavelmente vai acabar no Atlântico, que diga-se de passagem já tem muito lixo. Uma vergonha. Ainda mais sabendo que se trata de uma comunidade que vive do Mar.
      A parte boa é que no canal que se forma atrás da antiga Vila as águas além de limpas são muito calmas. Não resisti, tirei a roupa e dei alguns mergulhos. Arrumei minhas coisas como um travesseiro e tirei um bom cochilo, imaginando a pernada de volta até a nova Vila da Baleia ou Marujá pra conseguir um barco que me deixasse em Ararapira.

      Acordei com o ruído de um barco parando ali pertinho, fui logo perguntar sobre chegar do outro lado. O barqueiro, Pedro, se ofereceu me deixar na agora Vila da Baleia, aceitei. Na Vila consegui um transporte para o final da tarde. Precisei ficar 4h esperando, sentado ao pé de uma árvore, sendo paparicado por uma cachorra que apareceu ali.
      Cheguei em Ararapira quase noite. Lá fui informado que se tivesse parado na Pontal do Sul/SP poderia também chegar no Superagui caminhando: o antigo canal não existe mais, está todo assoreado pela areia e fica exposto, exceto em maré cheia.
      TERCEIRO DIA - A PÉ OU DE CAVALO
      Comecei cedo, e como não podia ser diferente larguei a tralha na ponta do Superagui e fui até o meio do antigo canal, marcar a divisa dos estados.

      Caminhando no Paraná, logo avistei o improvável; no meio do nada um cavalo branco observando o Oceano, cheguei pensar que fosse loucura da solidão na minha cabeça. No entanto, pude confirmar era um cavalo mesmo. Resisti a tentação de cavalgar até a Vila de Superagui.

      Caminhei, passei por alguns riachos, boias, quando encontrei gente, fui saber que já estava chegando na Vila. Eram 11:00 e meus planos de wild camping ficariam para outra oportunidade. Pleno, cheguei na Vila de Superagui. No entanto, um erro crasso me deixou preocupado, e não era o cansaço dos 20km e tanto. Em um dos riacho eu optei por não tirar a bota, resultado foi que era mais fundo que o planejado e entrou água nela, caminhei o resto do trecho, uns 10km, com o pé encharcado. Rendeu muita dor na sola do pé e o medo de aparecerem bolhas me obrigando a desistir no último trecho.

      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por Fernando L
      O bondinho de Telêmaco Borba é um raríssimo exemplo de meio de transporte que foi criado por uma empresa privada para o transporte de seus funcionários e que continua em atividade no Brasil. Mas o mais importante é a oportunidade de qualquer pessoa fazer este passeio, já que é aberto ao público por um valor simbólico e ainda permite conhecer um pouco da estrutura gigante da empresa caminhando por sua área até a portaria da mesma. É um belo passeio de mais de 1.300 metros atravessando o Rio Tibagi, descortinando a cidade e a fábrica. Mas atente para os horários fixados junto ao terminal, pois em dias úteis a última saída da manhã é as 11 mas a volta somente às 12:40.





    • Por Juliana Champi
      Olá pessoal, tudo bem?
      Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo!
      Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados.
      Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos!
      Bora lá!
       
      MORRO DA PEDRA BRANCA
      Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando.
      O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi.
      Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou.

      Localização do Morro da Pedra Branca
      Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe.
      São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas!
      Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando.
      Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada!

      Caminho pela estrada!

      Era tudo névoa!

      Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter!

      Só mais essa linda, rs!

      A torre de telefonia perdida na névoa!
       

      A imensidão verde ainda tímida!
       

      Abrindo!
       

      Descortinando!!

      Vento e descabelo!
       

      Vista bem bonita!
       

      Meu mini trilheiro!
       

      Fotinha da vista!
       

      Parece mais perigoso do que era ok? rs

      Céu azul!
       
      Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha.


      Linha férrea estilosa!
       
      Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. 
      FIM
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      O município de Faxinal no estado do Paraná, terra de várias belezas naturais que ainda não entraram no radar do ecoturismo nacional. À 100 km de Londrina, 145 km de Maringá e 330 km de Curitiba, geograficamente posicionado na transição do segundo para o terceiro planalto do Estado, é terra de aventuras apaixonantes, e gente receptiva.
      Muitas, ainda inacessíveis ao público comum. Para acessá-las é preciso de guias ou bom poder de convencimento para ganhar autorização de acesso dos proprietários e conhecimento de relevo para se locomover na região.
      Na cidade, interiorana, a infraestrutura turística é deficitária. Poucos hotéis e restaurantes, todos simples. Menos ainda são as informações acerca dos lugares, muitos dos moradores com que conversamos não sabiam e/ou não conhecem as cachoeiras e cânions.
      Vamos compartilhar um pouco da nossa visita a Faxinal e quem sabe encantá-lo para marcar sua próxima aventura no mapa.
      O Planejamento
      Faxinal já estava no radar a pelo menos uns 5 meses, mas como fica razoavelmente próximo da nossa casa, sempre que tínhamos um fim de semana prolongado íamos para locais um pouco mais distantes, Sapopema, PontaGrossa, Prudentópolis, entre outros.
      Ao ver que o ano de 2019 terá o calendário enxuto, não tive dúvidas “vamos para Faxinal logo no começo”, pensando, ingenuamente, que em um final de semana faria tudo o que já ouvira sobre Faxinal.
      Logo que comecei a organizar o roteiro percebi que teria deixar lugares para ver numa próxima oportunidade. Primeiro que em 20 dias só consegui informações sobre 5 cachoeiras, o nome de mais 6 quedas, de um cânion e de uma rota pelos túneis dos trilhos de ferro na região. Lá em Faxinal fui descobrir que as informações que levantei ainda eram poucas e que o município tem muito mais a oferecer.
      O roteiro
      Comecei com uma busca em blogs aqui na web de informações sobre os locais onde visitar. Apareceram logo dicas como cachoeira Chicão I e II, Hotel Fazenda Luar de Agosto, Cachoeira da Pedreira e da Fonte.
      A viagem
      Decidi começarmos pela Cachoeira da Fonte. Consegui o contato dos donos do Sítio Santo Antônio que é onde a cachoeira fica localizada, logo fiquei sabendo que os anfitriões forneciam um café de sítio aos visitantes.
      Chegamos às 10:00 no sítio e já fomos recebidos pela Silvana e o Edivaldo que nos trataram como velhos amigos, ela nos serviu  pão, doce e geléia de morango, um café de coador daqueles que cheiram a quilômetros e um queijo colonial furadinho, temperado e bem curado que conquistou nosso coração. Depois de uma hora de prosa, com sotaque bem paranaense, seguimos para a cachoeira nos fundos da propriedade. Uns 600 m de caminhada desde a sede do sítio, a trilha é toda bem demarcada possui degraus construídos e até guarda-corpo em algumas partes. Se divide em duas, uma leva até o topo da queda e a outra leva até a queda. Fomos primeiro para cima, afinal não teria problema com a preguiça de subir na volta.
      Lá de cima a vista é maravilhosa. O pequeno córrego salta sobre vazio por 54 m de altura. No leito, antes de cair da pedra o rio forma pequenas piscinas de água limpa convidando para o banho.

       
      Então descemos para a base, não é possível chegar bem no pé da queda, ou ao menos eu não recomendaria assim como não recomendo entrar no piscinão que se forma da queda - a turbulência da água é perigosa. Mas só de se aproximar já dá para tomar um belo banho com a névoa que se forma.
      Retornando ao o sítio e fomos colher morangos na estufa que havia no quintal, colhemos belas frutas vermelhas que se desmanchavam nas mãos e derretiam na boca. O casal trabalha com morangos sem agrotóxicos no estilo colha e pague. Na varanda tem um conjunto de redes esperando o viajante para uma soneca.

      Saindo da Fonte seguimos para a cachoeira do Chicão III, uma queda que ainda não está aberta para a visitação, mas fomos autorizados pelo proprietário, a visitá-la. Deu trabalho para encontrá-lo no telefone, mas só pudemos descer para lá depois que conseguimos contatá-lo, a porteira de acesso fica chaveada é preciso pegar a chave com o proprietário.

      Chegamos no terreno e com a chave entramos, mas não vimos o Sr. Paulo onde imaginávamos que estaria, em dúvida conferi no mapa e a cachoeira era por aqueles lados, deixei o carro no pasto e seguimos a pé pela estradinha de chão batido. Deixamos um bilhete no vidro do carro, vai que o dono chamasse a polícia. Uns 600 m abaixo encontramos uma casa em construção, uma palhoça e um senhor bem simpático abastecendo o bebedouro dos beija-flores, logo descobriríamos que era o Sr. Paulo. Fomos super bem recebidos o simpático senhor nos contou várias histórias do local inclusive seu planos para a propriedade. Quando descemos para ver o Cânion Cruzeiro do beiral, meu deus! um paredão de rochas cortadas 90º de uns 300 m de altura, é possível ver lá embaixo a cachoeira que mais parece um bica diante da imensidão dos seus vizinhos: Cânion Cruzeiro e Serra do Arreio no lado oposto.
      Pegamos a trilha pela direita e descemos, apesar de não ser tão longa a trilha é muito pesada devido a declividade, desce os 300 m em uns 700 m de trilha.

      Após uns 400 m chegamos na parte de cima da cachoeira. A queda impressiona, mas o Cânion e o rio chamam toda a atenção, é indescritível a sensação de estar imerso na natureza, cercado de verde e água. Descendo mais um pouco chegamos à frente da queda, numa coluna de pedra que serve como um banco para sentar e admirar, a Gaia Terra.
      Depois de um fôlego merecido partimos para a trilha dentro do Cruzeiro, rio acima subimos por 30 minutos serpenteando com oa água, saímos em uma pequena queda onde fizemos mais uma pausa antes de retornar a trilha para sair daquele buraco.

      Sair não foi fácil, já estávamos cansados e precisamos subir toda a ladeira e mais os 600 m até o carro, enfim saímos, e depois de beber uma água da bica que o Sr. Paulo nos ofereceu e agradecer pela oportunidade de conhecer uma paisagem tão singular, seguimos para o carro. Afinal ainda iríamos acampar a uns 17 km dali.

      Já eram 19 h quando chegamos. Rapidinho montamos a barraca e fomos para a Cachoeira Três Barras que fica nos fundos da propriedade. A Três Barras é uma sequência de pequenos saltos das águas mais limpas da região apenas terceira queda é maior tendo uns 5 m de altura.

      A parte que mais gostamos foi poder sentar debaixo das quedas e ficar ali curtindo a massagem natural feita pelas águas,Pra mim foi o banho do dia.

      No escuro, já, voltamos para a barraca tomar um bom café e ouvir uma boa música antes de cair no sono.
      No dia seguinte acordamos antes de amanhecer ainda, fizemos nosso desjejum café, pão, linguiça e claro queijo do Sítio Santo Antônio. Levantamos acampamento e as 07:30 estávamos na estrada para a cachoeira Chicão I e II onde faríamos um rapel.
      Nos encontramos com o instrutor no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e seguimos no nosso carro até a cachoeira. Mais um casal foi junto, achamos que iriam fazer rapel também, mas parece que o instrutor estava sendo somente guia deles para a cachoeira. Demos uma breve parada no salto Chicão I que fica do lado da estrada na mesma trilha que leva até a segunda queda, paramos mais para o casal conhecer a primeira queda.
       

      Adrenalina lá em cima, descemos até Chicão II com seus 52 m de queda. Lá fomos, aproximando do penhasco e depois soltando o corpo na corda e deixando a gravidade fazer o trabalho. São 48 m de pura adrenalina, alguns escorregões e um belo banho de névoa da queda.

      A cachoeira é muito bonita e tem um volume grande de água. Na base forma-se um grande panelão de águas turbulentas. Porém, logo depois do poço tem uma faixa de areia formada pela água, e um canal raso por onde a água corre, aqui sim, ideal para um banho. Conhecemos um grupo de Bombeiros Civis que estavam fazendo treinamento, muito simpáticos eles, tanto que ficamos lá até o meio dia, mesmo depois que o nosso instrutor já tinha ido embora, posso dizer que fizemos amizade.
      Voltamos para o carro e almoçamos nossas saladas temperadas apenas com sal, junto com algumas conservas e biscoitos, rápido pois ainda queríamos curtir um pouco Chicão I. Chicão I é mais modesta que sua irmã mais velha, tem 15 m de queda divididos em dois saltos; uma queda livre, noutro as águas bailam sobre as pedra em vários filetes dando-lhe um gracejo único.

      Essa cachoeira geralmente está cheia de famílias com crianças tomando banho nas quedas ou onde a água se acumula. Queríamos ir para a Cachoeira Véu de Noiva mas nosso tempo estava se esgotando, então decidimos deixá-la para um próxima e fomos passar na Pedreira. Esta fica praticamente na cidade, é uma bela queda, quem passa da estrada nem imagina que ali tem algo tão maravilhoso. Deu trabalho para achar a entrada, tem um portão com uma placa bem grande dizendo “entrada proibida”, mais a frente uma trilha no pasto leva até o topo da queda, mas queríamos chegar na base. Perguntamos na estrada para duas pessoas que passavam como chegar na trilha que levava para a cachoeira, ela nos disse que poderíamos entrar no portão que lá dentro tinha a trilha, ainda desconfiados, lá fomos nós - imagina tivessem mentido só para  nos ver tomar uma corrida.

      Mas tudo bem achamos a trilha, é bem curta e chegamos no objetivo. A água é bem limpa, porém não se pode dizer o mesmo do entorno, tem bastante lixo jogado. É uma pena as pessoas não terem consciência ecológica, e às vezes nos faz pensar que é melhor que seja fechado mesmo o acesso ao público e cobrado taxa para entrar, quem sabe assim poluem menos. Tarde já, mas vamos ainda para o Hotel Luar de Agosto conhecer o Badalado Salto São Pedro.
      O Hotel Fazenda é bem estruturado, compete de igual com os grandes hotéis do ramo. Recebemos na entrada um folder (mapa) demonstrativo da propriedade, como não tínhamos tanto tempo para explorar toda a estrutura, escolhemos fazer a trilha mais longa que levaria até o Salto. Pegamos a trilha da Serra, logo se perdemos, o mapa é bem confuso, kkkk. Deixamos o mapa de lado e seguimos o faro mesmo. Encontramos de novo a trilha certa quando achamos o Mirante da Serra. Seguindo a trilha depois de bastante procura descobrimos o Mirante da Árvore, que foi construído sobre uma figueira e dá de vistas para o Salto São Pedro ao longe.

      De volta na trilha chegamos a Rio São Pedro e depois seguimos ele até o Salto. De tirar o fôlego, com 125 m de cortina de água caindo sobre pedras gigantescas, é possível avistá-lo de longe, bem antes de chegar na base. Para completar o charme uma ponte de madeira coberta de musgo sobre o rio completa o cenário de uma viagem incrível.

      Mas antes foi preciso voltar para o carro à 1800 m na sede, e ainda ficar com os olhos aguando de vontade de fazer a tirolesa de 500 m que sobrevoa o vale. Na próxima viagem à Faxinal já temos muita coisa em mente, com mais cachoeiras, tirolesa e trilhas.
      Dicas Extras
      Em todos os locais que estivemos nessa viagem é possível chegar com carro baixo, e para se localizar um bom faro de estrada e um GPS resolvem. É importante levar dinheiro em espécie, em muitos lugares não pega sinal de celular ou internet então você não encontrará maquininhas. Se tiver dúvidas poste aí nos comentários que ajudaremos com se puder.


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