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17/05/2017: voo de São Paulo para Lima (5h). Taxi (empresa taxi green, 50 soles) do aeroporto ao Terminal Los Olivos (empresa Movil Tours). A região em torno desse terminal é bem feia, fiquei dentro do terminal esperando até às 10h a saída do ônibus para Huaraz. O ônibus era convencional, foram cerca de 8h de viagem, com uma parada para almoço. Senti dor de cabeça e um pouco de enjoo no caminho, efeitos da mudança de altitude, mas nada insuportável. Em Huaraz, peguei táxi do terminal da Movil tours (4 soles) até o Hotel America onde eu havia reservado 3 noites. Após check in, saí para procurar agencias e decidir os passeios que faria. Ainda estava indecisa sobre o trekking Santa Cruz.

18/05/17: saída às 9h para o Glaciar Pastoruri. Fechei esse passeio com a agência Pablo Tours (35 soles). Na ida a van estava perdendo um pouco de óleo, motorista parou para olhar, mas deu tudo certo. Fomos e voltamos em segurança. Teve parada na zona de água gaseificada Pumapampa. Vimos as Puias Raymondis (árvores gigantes que vivem cerca de 100 anos e só florecem uma vez, morrem após florescer, possuem muitos espinhos e receberam esse nome em homenagem a um geógrafo italiano).

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Avistamos um pico nevado com imagem semelhante ao rosto de Cristo (Mururu). Finalmente a van parou onde se iniciaria a caminhada até o Glaciar Pastoruri. A caminhada é tranquila, cerca de 35 minutos. Mas a altitude mostra seus efeitos e por ser o primeiro dia, senti um pouco de cansaço. No final da caminhada estamos a mais de 5000 metros de altitude. O Glaciar Pastoruri é patrimônio natural da Humanidade desde 1985. Foi bom e necessário para aclimatação. A caminhada é sobre umas passarelas e no trajeto há fotos contando a história do Glaciar (“La ruta del cambio climático”), mostrando como ele está desaparecendo. Há cerca de 30 anos atrás era possível caminhar sobre a neve. Hoje só se pode avistá-lo de longe.

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Na volta paramos para almoçar: truta frita, arroz, batata e salada. Prato muito bem servido, lugar simples. Chegando em Huaraz, fui ao centro de informações turísticas e à casa de guias perguntar sobre o trekking Santa Cruz. A única agência que contraindicaram foi a Perudiamonds (fiquei curiosa, mas não descobri por que). Falaram que o preço razoável seria 250 dolares pelos 4 dias/3 noites. Empresas que cobram 350 soles provavelmente teriam equipamentos de má qualidade, guias que são mal pagos, não seriam confiáveis. E nas agencias por onde havia perguntado, os preços eram todos 350 ou 400 soles, mal sabiam informar sobre o trekking. Percebi que todas vendiam o mesmo “grupão”. Fiquei com receio de ficar 4 dias sem banheiro, de tomar chuva e passar muito frio.

19/05/17: ônibus passou às 5:30 no hotel para o passeio da Laguna 69. Fiz pela agencia Quechua Andes (35 soles). O ônibus foi lotado, parou no caminho para tomarmos café da manhã. Fui usar o banheiro e tinha um buraco na parede...só vi depois que estava lá dentro...quem estava lá fora poderia ver as pessoas ali, se prestasse atenção...abaixei a cabeça para que pelo menos não reconhecessem o rosto, kkkk....

O ônibus fez mais uma parada no caminho para tirarmos fotos na Laguna Chinancocha (lagoa mulher) que é linda! Há alguns passeios só até ali, eles chamam de Quebrada Llanganuco (onde estão as Lagunas Chinancocha e Orconcocha - lagoa homem). Avistamos o Huascarán, tiramos fotos e seguimos de ônibus até Cebollapampa (3900m de altitude), início da trilha para a Laguna 69 (esta fica a 4600m de altitude).  

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Foram cerca de 3h de caminhada na ida!!! Cansativo, mas muito bem recompensado pelas belas paisagens no caminho e na lagoa. O tempo estava frio, com períodos de chuva, mas estando com roupas adequadas dá para ir muito bem. Não é recomendável para o primeiro dia.

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No ônibus, fui ao lado de uma suíça que iria fazer o trekking sta Cruz. Ela havia reservado pela agencia ECO ICE, pela internet, cerca de 240 dol. Pensei em procurar essa agencia para ver se ainda haveria vaga...

No trajeto de ônibus voltando para Huaraz estava chovendo e frio...acabei decidindo que não queria passar perrengue. Nessa época do ano não seria mais tempo de chuva, mas como o clima está louco...estava chovendo todos os dias...eu preciso de banheiro pelo menos dia sim dia não...decidi ficar mais 3 noites no mesmo hotel, com banheiro privativo e TV e desisti do trekking.

20/05/2017: tive uma noite péssima, acordei com barulho de hóspedes bêbados chegando no hotel de madrugada, além de música de alguma casa noturna que ficou com som alto até 5h da manhã!!! Conversei na recepção e me mudaram para o andar de cima que foi mais tranquilo nas outras noites. Nesse dia fui por conta própria para a Laguna Churup. Peguei van às 8:30h até Pitec. A van sai da esquina da Av. Prorrogação Augustin Gamarra com Av. Antonio Raimondi; passa por uns bairros bem simples. Passa por Llupa e até ali seriam 5 soles, mas como estávamos em 5 pessoas que iriam até Churup ele continuou por mais 5 soles até a entrada do Parque. Eu havia sido informada no Centro turístico que era possível fazer essa trilha sozinha, mas não achei fácil! Teve um trecho com cordas e que precisava cruzar a água, contei com ajuda de um grupo.

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Teria desistido se não fossem eles. Também exige bom condicionamento devido altitude (fica a 4480m) e trechos com pedras. Demorei 1h40 no trecho de ida. Estava nublado, mesmo assim a vista era linda! A Lagoa é verde, bem diferente da Laguna 69. Recomendo as duas igualmente. Mas a sensação de vencer desafio na Churup foi maior. Além de ter menos muvuca que na 69. Eu havia comprado o bilhete de 65 soles pois a princípio faria o trekking santa cruz. Esse bilhete valia para qualquer parte do parque Huascaran. Mas como só utilizei em 3 partes, teria sido mais vantajoso pagar os 10 soles de cada entrada.

Tinha horário para voltar, a van que nos levou ficaria esperando. Sem ela não havia outro tipo de transporte.

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Então comecei a fazer a trilha da volta sozinha, pois o grupo que me ajudou era de moradores de Huaraz que estavam fazendo picnic e iriam ficar mais tempo por lá. Na volta conheci uma brasileira que estava morando no Peru e faz escaladas e sua amiga peruana. Perguntei sobre o Nevado Mateo, que haviam me falado ser um local em que se podia caminhar na neve. A peruana me indicou a agencia Andeankingdom e fui me informar...seria uma experiência muito diferente. Na agencia disseram que faziam o passeio a partir de 2 pessoas, ainda não sabiam se teria mais uma pessoa para fazer comigo...fiquei na espera.

À noite jantei um ¼ monstrito no restaurante ao lado do hotel: era um prato muito grande, ¼ de frango assado, arroz chaufa (ovo, moyashi, pimentão), batatas e salada.

21/05/2017: fiz o passeio para Ruinas de Chavín com a agencia Pablo Tours (35 soles + 10 entrada no parque). Sai de Huaraz às 9h, a van foi lotada e eu era a única não peruana! Paramos no caminho para tirar fotos na laguna Querococha (3980m) que é linda também! No trajeto tem passagem por um túnel sob a cordilheira, incrível o caminho. Gostei muito. É o passeio que menos exige esforço físico. O Sítio Arqueológico de Chavín de Huántar é Patrimônio Histórico da Humanidade. O povo Chavín teve grande importância histórica para a civilização peruana, por isso tantos peruanos visitando o local. E quem entende de arqueologia fica mais fascinado ainda. Passamos também no Museu Nacional de Chavín, que foi uma doação do governo japonês em 2008, onde se conta de forma mais didática como funcionava a civilização Chavín. Algumas informações interessantes desse passeio: Estela de Raimondi é uma escultura pétrea, original está no museu em Lima; El Lánzon é uma escultura esculpida em granito irregular, mede 4,54m; Cabezas clavas eram esculturas de cabeças que ficavam na parede dos templos com feições de felinos. Xamãs tomavam chá do cacto de San Pedro, alucinógeno, e possivelmente a imagem das cabeças clavas poderiam ser as imagens formadas após o efeito do chá.

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22/05/2017: a agencia não conseguiu outra pessoa para o passeio do Nevado Mateo, mas me fez a proposta de fazer sozinha com o guia e eu aceitei! Foram 210 dol pelo passeio com alimentação e equipamentos. Caro, mas valeu por ser algo totalmente diferente e pela alegria que senti ao ver tanta beleza. Passei um pouco de medo também e muito frio, mas adorei!

O taxi com o guia me pegou no hotel às 3:45!!!!  Foram 2 horas de estrada, passamos por Carhuaz e depois Ulta, até a base para subir o nevado. Dava para sentir que a estrada tinha muitas curvas, o tempo estava ruim, com chuva e o carro quase bateu numa vaca no caminho, não tinha quase nada de visibilidade! Ao chegarmos no alto, onde teríamos que começar a caminhar, estava nevando! Eram 6h da manhã...esperamos uma hora e como melhorou um pouco iniciamos a caminhada. Havia mais um turista com seu guia no local! Passeio super vip!!!! Desde o início fui ligada ao guia com equipamento de segurança. Tem uma parte em que se caminha por pedras e depois começa o trecho com neve (nessa parte coloquei os sapatos especiais e os grampos e óculos escuros). Senti até calor com a quantidade de roupa que estava usando, fui tirando as camadas conforme subia... Lá do alto consegui avistar 3 lagoas e estava em frente ao Huascaran! Fiquei um pouco até recuperar energias e descemos de volta. Cair na neve até era gostoso, mas fiquei imaginando como saber se naquele trecho não teria um buraco sem fim? O guia disse que a textura da neve indica por onde é possível caminhar e nos trechos mais íngremes a chance de avalanche é maior...correu tudo bem, voltei cansada, mas feliz!!! Os donos da agencia são também donos do Hostel e bar Campo Base e eu e o guia ganhamos uma porção de pasteis e um pisco sour cortesias por termos subido ao cume do nevado Mateo. Achei muito gentil! E gostei da região onde fica esse hostel, é um tipo de vila com vários restaurantes, agencias, hostels...O guia que me acompanhou é o Jack Sierralta, super gente boa.

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23/05/2017: dia de descanso para andar por Huaraz. Passei pela Praça Soledad onde está a igreja Soledad, padroeira de Huaraz. Caminhei até a Rua José Olaya, que foi a rua onde permaneceram intactas casas após o último terremoto em Huaraz. Aos domingos tem feira gastronômica ali. Como não era domingo, o mais interessante nessa rua foi ver 2 vacas andando soltas e um rebanho de ovelhas sendo tocadas por ali!!!

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Caminhei até a Igreja S. Francisco, fui ao mercado Central e fiquei horrorizada como eles deixam carnes expostas sem refrigeração e as cestas de pão no chão. Almocei no Bistro de Los Andes. Fica numa esquina na Praça das Armas, no andar superior, de onde se pode avistar a praça e as cordilheiras. Tomei Shacue (sopa de feijões andinos com ovo e queijo). Visitei o museu arqueológico de Ancash onde vi um resumo do que já havia visto em Chavín. Descansei um pouco no Hotel até o horário de jantar e pegar o ônibus para Trujillo. O jantar foi no Café Andino, que ficava próximo ao hotel e achei bem aconchegante. Comi quinaufa (parecido com arroz chaufa, mas com quinua no lugar do arroz). O ônibus para Trujillo saia do quarteirão atrás do hotel, era da companhia Linea (50 soles), executivo, consegui descansar. Apesar de um trecho cheio de curvas no início e não ter nenhuma parada, a viagem foi tranquila.

24/05/17: tomei taxi (5 soles) até o hostel Munay Wasi. Encontrei um casal de franceses que havia feito o trekking santa cruz, mas havia se queixado de terem tomado ônibus público!!! Não havia um transporte contratado para eles, então tiveram que esperar muito para chegar do fim da trilha em Huaraz. Além disso disseram que o guia não explicava nada no trajeto, só caminhava e os turistas iam cada um por si...não me arrependi de não ter feito, ao saber disso. Gostei dos passeios que fiz, mas se algum dia tiver companhia pretendo ir com alguma agencia melhor. Encontrei a suíça que também fez o trekking, mas pela eco ice e disse que foi melhor, era um grupo menor, os equipamentos eram ok, transporte real para o grupo.

No hostel me deram informações sobre os passeios que conseguiria fazer em Trujillo sem agencia. Fui para Huaca de La Luna, visitei o museu e depois visitei a Huaca. A visita guiada está inclusa no valor do ingresso e foi ótima. A Huaca del Sol está fechada para investigação, está bem destruída. As Huacas foram provavelmente pirâmides. Templos administrativos (Sol) e religioso (lua) da civilização Moche, que viveu de 100 a 600 dC. Viviam entre a montanha (pai) e rio (mãe). Cerro Branco: pessoas de Trujillo subiam no cerro, mas demorou para saberem que ali haviam as Huacas. Civilização fazia sacrifícios (sangue dos guerreiros em troca de água) pelos Deuses, quando demorava muito para chover faziam as oferendas. Huaca del sol: 11 andares. Desenhos simétricos, muitas aves, répteis, coloridos. Há uma teoria de que os Moches teriam se mudado e virado o povo de Chan Chan...

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25/05/2017: fui a Chan Chan. Estava sozinha, então não paguei pelo guia. Comprei um folheto informativo. A grandiosidade do lugar é interessante, mas gostei mais das Huacas. Caminhei até o Museu de Chan Chan, mas não compensa, não tinha quase nada. Peguei o ônibus até Huanchaco, mas também não gostei dessa praia. Ela é cheia de pedras, não se pode caminhar molhando os pés na água, só pelo calçadão. O céu é cinza, deve ser boa para surfistas (tinha muitos). Caminhei um pouco, passei por uma igrejinha e peguei o ônibus de volta para almoçar em Trujillo. Fui ao restaurante que me recomendaram como tendo o melhor ceviche da cidade: El Rincón de Vallejo.  Foi gostoso, não sei se é realmente o melhor pois não comi em outros lugares. Mas gostei do ambiente. Depois do almoço caminhei pelo centro histórico, entrei na casa de la Emancipación e no Centro cultural de Trujillo. À noite voltei à Casa de la Emancipación pois havia um show gratuito de lançamento do cd de uma cantora de Trujillo.

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26/5/2017: Fui ao Palácio Iturregui que atualmente é um clube privado e abre das 8-10:30 para visitas ao seu interior. Cobram 5 soles. Não gostei. Em compensação, fui também na Casa Urquiaga, onde a entrada é gratuita e tem guia que explica cada cômodo, nessa Casa valeria pagar para entrar! Caminhando pela Calle Pizarro, vi uma apresentação de marinera na Plaza de la Merced. Teve um mini-aula também, mas não participei, só fiquei olhando como as pessoas se empolgam! Almocei e à noite peguei o ônibus para Lima.

 

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27/5/17: O ônibus da viação Cruz del Sur era o único que chegava na Javier Prado, em Lima. O hostel havia me dito que esse seria o local mais próximo deles. Mesmo assim precisei pegar um taxi (cerca de 20 min). O hostel ficava em Miraflores e saí para encontrar o tour a pé que sairia dali até o centro de Lima. Há mais de um grupo que realiza esse tour, eu fiz com o guia de colete amarelo e gostei muito. O tour foi pelo centro histórico e o guia contou um pouco sobre a história de Lima.

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Terminou com uma degustação de Pisco Sour e explicação sobre o Pisco. De lá fui ao bairro Barranco, onde almocei e à tarde fiz outro tour a pé. Eu já havia ido nesse bairro boêmio à noite, na minha outra viagem a Lima. Foi interessante vê-lo durante o dia e conhecer um pouco mais sobre sua história. Vi um cara pedindo a namorada em casamento na ponte!

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Não lembro o nome da ponte, mas dizem que as mulheres que atravessam a ponte com a respiração presa e fazendo pedido tem esse pedido realizado em 2 horas! Não consegui passar sem respirar, kkkk.  Nesse bairro fiz tour com pessoal de colete verde (disseram ser o primeiro grupo a fazer tour a pé em Lima), gostei muito também.

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28/5/17: Não gostei do hostel onde me hospedei em Lima, pior custo benefício da viagem. Fiquei num quarto individual, mas o banheiro só ficava no andar de cima. O hostel era uma casa grande, o quarto individual era a provável despensa onde colocaram uma cama. Tinha cheiro de mofo. Nesse local teria sido melhor ficar no quarto coletivo. Nesse dia caminhei por Miraflores, pela costa e fui até o Museu de Arqueologia e história do Peru (vi mais uma vez a Estela Raimondi, dessa vez a original). O museu fica no bairro Pueblo Livre, é muito bonito e didático. Fiquei com vontade de conhecer Ica e Nazca...Depois do museu fui à Huaca Pucllana, uma pirâmide. Lembro de passar por ela à noite e vê-la iluminada da outra vez que estive em Lima. Mas dessa vez fiz o passeio por dentro. Ela existe há 1500 anos, feita de adobitos, construção resistente a sismos (tem espaço entre as pedras). Vi as tumbas dos Wasi (crianças sacrificadas!!! Eram da família ou não? Mistério...).

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À noite fui ao Larcomar, comi lanche no Papachosperu.

No Peru, pelo menos em todas as cidades que visitei, não há um terminal rodoviário para todas as companhias, portanto é bom se assegurar do endereço do embarque e desembarque. A tarifa mais barata pode sair cara pelo tempo de deslocamento (e custo do taxi).

Essa foi minha segunda vez no país (na primeira fui a Puno, Cusco e Machu Pichu e Lima) e com certeza voltarei. Ancash me encantou com a Cordillera Blanca, ainda há muito que ver por lá. E conversando com outras pessoas fiquei com vontade de conhecer Ica, Arequipa, Nazca...

 

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As únicas cidades que tem terminal em Peru são Lima,Arequipa,Ica,Cuzco e Puerto Maldonado. 

Errou em não ir com guia em Chan Chan,ia gostar mais que a Huaca de la Luna.

Mas deve ter sido muito bom,como quando fui achei.Parabéns pelo relato!

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    • Por Natália C. Santos
      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
      Eu quero dizer que viajar ao Peru era um sonho de infância. Não sei dizer exatamente quando isso começou, mas era o meu sonho de anos e anos.
      Até chegar ao roteiro de fato, por anos criei vários roteiros, onde a maioria incluía não só o Peru, mas como a Bolívia também e depois Chile... mas quanto mais eu pesquisava, mais adicionava lugares e/ou passeios e menos tempo dava de fazer tudo, então resolver dividir por países.
      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
    • Por Paulonishi
      Apesar de ter dormido pouco desde que cheguei, até levantei bem disposto e também ansioso para explorar a cidade. Aí fui conhecer o centro com o Free Walking Tour saindo às 10h de Miraflores.


      Conhecer uma cidade tão grande e tão cheia de atrações não é uma tarefa muito fácil, mas dicas como essa do free walking tour ajudam bastante, principalmente para entender o funcionamento do transporte público (BRT 2,50 / ônibus comum 1,00).

      Aí, tudo fica mais fácil depois disso... Vou deixar o link do Free Walking Tour: https://freewalkingtoursperu.com/en/ . É preciso fazer o cadastro e é tudo gratuito (damos uma contribuição ao final, mas vai de cada um). No Peru, além de Lima, tem tour em Arequipa e Cusco. E vale muito a pena!
      E só andando mesmo no meio do povo, pegando ônibus, comendo nos mercados, é que dá pra ter uma noção melhor do dia a dia da cidade… e olha, fiquei bem impressionado com a empatia desse povo… sempre disposto a ajudar e bem receptivo com os turistas.
      Na Plaza de Armas, assistimos à troca da guarda presidencial, um grande espetáculo imperdível para quem estiver pela cidade. Depois, andando e conhecendo a história da cidade, com os guias contando as histórias e lendas de cada lugar... Uma verdadeira aula por entre ruas e construções seculares!

      Terminamos o passeio com uma deliciosa degustação de Pisco, a bebida típica do Peru, sendo uma aguardente de uvas. O Pisco Sauer é o mais saboroso!

      Depois do passeio guiado, fui andando pelas ruas orientado pelo Google Maps, que funcionou maravilhosamente bem no modo offline.
      A sensação de segurança que eu tive andando pela cidade  foi bem grande e não tive nenhum problema assim de ficar andando pelas ruas mesmo à noite. Claro que não pode abusar, né mas a impressão foi muito boa. Agora, o trânsito… Nossa… O que que é isso???  Todo cuidado é pouco! É uma loucura mesmo e como pedestre tem que ficar mais esperto ainda. Quanto à moeda local, troquei mais alguns dólares em uma casa de câmbio lá no centro e a cotação foi muito boa de 3,34 soles por dólar (out 2016)…  também é a maneira mais segura de trocar dinheiro, porque arriscar com cambistas na rua é sempre perigoso. 
      Me ofereceram um passeio em um ônibus panorâmico por somente 10 Soles 🤗 até o Cerro de San Cristóbal e, é claro que fui! Muito barato e bem interessante, dando uma visão mais abrangente da cidade e com direito a uma vista privilegiada do alto...



      Valeu muito a pena, ainda mais pelas emoções tanto na ida como na volta... Não deixe de assistir ao vídeo para conferir o que estou falando... 😅
      E depois de tanto andar, finalizei o meu passeio pela Capital Peruana com uma ótima impressão da cidade e seu povo. Cheguei no hostel, fiz um lanche e tratei de fazer o backup das imagens captadas, já imaginando como seria o passeio tão aguardado para o próximo dia... CARAL!!!
      Vou deixar o vídeo completo no link abaixo... Se interessar, inscreva-se no Canal, que sempre tem muitos relatos de viagem!
       
      É isso aí, espero ter ajudado. Não perca os próximos capítulos!!! 🤠✌️
       
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