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Henrique_BR

Israel, Palestina e Jordânia - Out/2017 (com fotos e valores)

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Continuando.. Na Jordânia, (quase) tudo é festa. Primeiramente, para deixar Israel por via terrestre (fizemos a emigração em Eilat), tem que pagar NIS 100 na imigração israelense. Para entrar na Jordânia, teoricamente, se vc ficar até 3 noites tem que pagar a taxa rídicula de JOD60 pelo visto (caso fique mais de três noites, é dispensado o pagamento pelo visto) e todos (teoricamente) tem que pagar JOD10 para sair do país. Como iriamos ficar exatamente três noites na Jordânia, ninguém em Israel sabia falar com certeza se precisávamos pagar a taxa de JOD60 ou não. Na dúvida, trocamos o dinheiro que dava pra pagar a taxa, só que não precisou, acho que eles foram com a nossa cara e falaram que não precisava pagar. Quando descobriram que eramos brasileiros, ficaram perguntando de futebol e Neymar e rindo, aquela beleza (até fingi que gosto do Neymar só pra ser legal com eles :D). Então, é bom confirmar no consulado aqui no BR se precisa pagar ou não pra não ter que contar com a boa vontade dos agentes da imigração. Eles nos deram uma cópia de uma folha com nossos nomes e números de passaporte com um carimbo "3" que deveria ser apresentada na saída da Jordânia (só descobri quando estávamos saindo, abri a mochila e a mala e não consegui achar o papel de jeito nenhum, mas mais uma vez o agente da imigração foi legal e falou que não precisava mostrar). No lado israelense da fronteira, tem casa de câmbio onde é possível comprar dinares para pagar a taxa de imigração da Jordânia, mas o câmbio é muito ruim, então sugiro comprar dinares para pagar a taxa (se for necessário) e o táxi para Petra ou Wadi Rum em Tel Aviv ou Jerusalém, pq não consegui achar câmbio para dinares na cidade de Eilat. Para entrar na Jordânia, é exigido certificado de vacinação de febre amarela, mas ninguém pediu para mostrar. A lista atualizada dos países que exigem certificado está nesse link: http://www.who.int/ith/en/ . Tem versão em inglês e espanhol. Também não poderia entrar na Jordânia com água e alimentos, mas também liberaram (já gostei da Jordânia logo de cara :-)). Na volta para Israel, (TEORICAMENTE) todos tem que  pagar JOD10 de taxa de saída, mas, depois da confusão do papel, eu perguntei "And the tax?", eles responderam "it´s ok, you may go" e não precisamos pagar. Ok, peguei minhas coisas e voltei para Israel antes que  alguém mudasse de ideia :-D). 

Voltando para Israel, deu para perceber que o tratamento é bem diferente de quando chegamos pelo aeroporto: muitas perguntas, o que fomos fazer na Jordânia, se conhecemos ou temos parentes lá, se alguém pediu para trazer alguma coisa para Israel, etc. Me pediram para abrir a mala e ela foi revistada, só a minha, eu estava com uns livros de direito e a moça pegou e levou pra dentro para conferir o que era, quase que eu falei que ela podia ficar :D. Mesmo procedimento do aeroporto, sem carimbo no passaporte, tíquete à parte.

Segurança: Tanto Israel quanto a Jordânia são muito seguros, tanto em questão de terrorismo quanto de violência urbana. Cansei de escutar que ia morrer, que era louco, que ia ter um atentado, mas nada aconteceu. Os caixas eletrônicos ficam na rua, muita gente anda a pé de madrugada e não ouvimos relatos de problemas nem recomendações especiais quanto à segurança. Nas praias, deixávamos as coisas na areia e íamos nadar sem problema algum. Só achei bom ficar mais atento no shabbat, pq as ruas ficam mais vazias e no entorno da rodoviária de Tel Aviv. Fomos lá no shabbat e tinha umas pessoas mal encaradas e uns caras brigando numa praça próxima.

Temperaturas aproximadas : Tel Aviv 20-27º, Eilat 19-32º, Jerusalém 14-26º, Petra/Wadi Rum máximo 27º. Fez bastante frio no deserto à noite, não sei precisar a temperatura.

Dia 1 (11/10)  - chegamos no Aeroporto Ben Gurion à noite, o aeroporto é bem novo, moderno e bonito. Tem wifi de graça, rápido, sem precisar fazer cadastro e sem limite de tempo. No saguão de entrada, tem uma casa de câmbio, que, como em todo aeroporto, é horrível, mas só trocar dinheiro do tx/trem dá pra encarar. Detalhe: eles fazem câmbio para real, então acredito que seja mais vantajoso levar real e trocar diretamente por shekel só pro dinheiro do transporte pra cidade que, assim, só uma conversão.

A minha sugestão para evitar a primeira das várias facadas que Israel vai te dar é pegar um vôo que chegue não chegue muito tarde no Ben Gurion, pois o último trem para Tel Aviv sai às perto de 23:30, leva menos de 15 minutos pro centro de Tel Aviv e custa módicos NIS 13,50. informações nesse link: https://www.rail.co.il/en . O táxi é no esquema de preço fechado e custa a bagatela de NIS 148 para Tel Aviv :-o. Os trens são novos, confortáveis e rápidos, então é melhor olhar qual a estação de trem mais próxima do seu destino e completar o resto do trajeto de tx, vai economizar uma boa grana. A estação de trem fica à esquerda da saída principal do aeroporto. Tem máquinas para comprar a passagem na estação e só passar o cartão de crédito que compra direto, sem digitar senha nem nada. As estações tem catraca.

Dia 2 (12/10) - tentamos ir free walking tour do hostel, mas o cansaço e o jet lag bateram forte e perdemos o horário. Fomos dar uma volta em Jaffa (antigo porto árabe localizado no fim da orla de Tel Aviv), almoçamos por lá (olha a facada NIS 65 almoço e cerveja) e depois fomos para a praia ali perto mesmo. Ir à praia em Tel Aviv é como ir no Rio, inclusive Tel Aviv me lembrou bastante o Rio, sem a violência é claro, tem muita gente de sunga e de biquíni bem pequeno, então é possível usar as mesmas roupas que usamos no BR sem parecer um alien. Aí começam as cenas-que-só-se-vê-em-Israel, em Jaffa tem uma mesquita e perto de 17hs eles chamam os muçulmanos para rezar, enquanto isso o pessoal ta na praia ali do lado, nadando, brincando com cachorro (o fim da praia próximo à Jaffa é a parte da praia indicada pros cachorros), etc., é engraçado ver isso tudo junto.

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Dia 3 (13/10) - ainda assimilando o cansaço e o jet lag, fomos novamente para a praia, dessa vez em Gordon Beach (ônibus 4, 104 ou 204) saindo de próximo ao Abraham. A praia é em Tel Aviv é muito boa, bonita, orla bacana e o mar tem uma temperatura agradável (no Rio é mais frio normalmente, para servir de referência). Na volta da praia, almoçamos no Shakshukia, que é lá perto e, apesar de estar na categoria popular do tripadvisor, não tem nada de popular. Almoço e cerveja custaram cerca de NIS 70.  À noite, compramos o combo do hostel (shabbat dinner + pub crawl por NIS100), só o pub crawl  é NIS80. Aí vem a maior tristeza da viagem: cervejas e bebidas alcoólicas em geral SÃO MUITO CARAS. Nunca vi nada parecido. Uma cerveja, long neck ou de 500ml, varia entre NIS 25-30 nos bares:-o:-o Em Tel Aviv, tudo é um pouco mais caro, mas o resto do país não foge muito disso não.

Esse dia era uma sexta-feira e o shabbat começa no fim da tarde e vai até o por do sol do sábado. Os ônibus e trens rodam até Às 15hs da sexta e só voltam Às 19hs do sábado, então é bom se programar pra não perder tempo à toa nem ir pra algum lugar e não ter como voltar ::lol3::. Dentro de Tel Aviv, tem umas vans (sheruts) que fazem o mesmo trajeto e tem os mesmos números dos ônibus, então é mais tranquilo. O ônibus custa NIS6 e a van NIS8.

Dia 4 (14/10) - acordamos cedo destruídos do pub crawl e fomos à pé até rodoviária, pois a ideia era fazer uma day trip para Haifa e Acre (Akko), no norte de Israel. Mesmo não tendo ônibus, tem van para as principais cidades saindo da rodoviária. Fomos no jardins da fé Ba´hai em Haifa, os jardins são bonitos, tem um templo imponente no meio e uma vista legal da cidade de Haifa e do mar. Depois rachamos um tx pro Acre (sim, ele existe ::lol3::) por NIS120 (30 pra cada - juntamos com um polonês e um guatemalteco que estavam no nosso hostel em TLV). O Acre foi uma dica de última hora e foi uma boa surpresa, é uma cidade pequena de maioria árabe, no litoral, quase no Líbano. Ela existe desde a idade média e já houve diversas tentativas de invasão, tem muralhas, canhões, um árabes loucos pulando da muralha no mar, mesquitas, mercado árabe, cavernas da época dos cavaleiros templários, achei bem legal. No fim da tarde, fomos para a estação de trem do Acre pegar o trem para TLV (NIS 35).

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Dia 5 - trânsito para Eilat - a viagem de ônibs dura 4h30 e custa NIS70 (não tem opção de trem). site da empresa de ônibus Egged: http://www.egged.co.il/HomePage.aspx . O ônibus tem wifi, entrada USB e ar condicionado, mas não tem banheiro, então é bom fazer um planejamento ::lol3::

Dia 6 - Passamos o dia na praia, na Coral Beach Reserve, tem que pagar NIS 35 para entrar e o snorkel é alugado por NIS23. Tem uma barreira de corais e dá pra ver muitos peixes, é bem bonito, mas nada de muito diferente do que temos no BR. Fomos de ônibus (passa em frente ao shopping) e voltamos de carona (depois de tentar por 30 segundos) hahaha carona mais rápida da vida toda.

Dia 7 (17/10) - Rumo à Jordânia - Tx para fronteira Eilat-Aqaba NIS35-40 - cruzamos a fronteira - assim que sai da imigração, tem vários táxis esperando e o valor aproximado é JOD45 para Wadi Musa e JOD25 para Wadi Rum. Tem que barganhar, pq eles sempre jogam o preço para cima. Tenho contato de taxistas de lá que eu andei e são bons motoristas, daí dá pra combinar horário e preço. Jantamos e tomamos um refrigerante por JOD5 (que diferença pra Israel ::mmm:)

Dia 8 (18/10) - Petra! Esse dia foi dedicado para conhecer Petra e lá realmente impressionante, as "construções" são muito bonitas e imponentes, é muito louco pensar que tudo foi esculpido em pedra cerca de 2000 anos atrás. Para variar, falhamos miseravelmente em acordar cedo e quando chegamos lá já estava bem cheio. A entrada para um dia para quem fica pelo menos uma noite na Jordânia custa JOD50. informações aqui: http://visitpetra.jo/Pages/viewpage.aspx?pageID=138 . Do centro de Wadi Musa até a entrada de Petra, é uma descida de 1,5km aproximadamente. O tx sai entre JOD1,50-2 o trecho (tem que barganhar tb). Petra é uma "trilha" de 4km ida e 4 volta, as construções ficam espalhadas durantes este caminho e há trilhas secundárias (de níveis fácil a difícil) que levam a outras construções. O Treasury (o templo da foto clássica de Petra) fica no meio desse caminho, o Monastério fica no topo de um morro de 800 degraus que começam no fim da trilha principal de 4km. É possível alugar burros para subir a escadaria do monastério.

Apesar de nos terem alertado para não comprarmos souvenirs dentro de Petra pq iria ser muito caro, eu achei os preços bem razoáveis e não achei quase nada para comprar em Wadi Musa. Então, caso queria uma lembrança de Petra, melhor comprar lá dentro mesmo (nas barracas que existem na trilha e não próximo ao centro de visitantes).

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Dia 9 (19/10) - Tomamos café, fizemos check-out no hotel e partimos pro deserto do Wadi Rum (tx JOD 35). Para entrar na reservar do Wadi Rum, tem que pagar uma taxa de JOD5. Já tínhamos reservado o jeep tour + noite no acampamento com a agência Wadi Rum Nomads por email. info: https://www.wadirumnomads.com/ . Achei a agência muito boa, o passeio é simplesmente imperdível, os guias e funcionários são educados  e prestativos. O tour sai por JOD50 (inclui jeep tour, noite no acampamento, almoço, jantar e café da manhã). Andar de camelo é opcional e custa JOD20 (na manhã seguinte, vc salta do jeep um pouco antes do vilarejo e completa o trajeto de camelo). Quando chegamos no vilarejo do Wadi Rum, deixamos as malas com o pessoal da agência e só levamos uma mochila com o que íamos precisar pro passeio e pra passar a noite. No jipe, cabem 6 pessoas, então não dá pra levar mala grande. No dia seguinte, pegamos as malas de volta.

Para mim, o passeio no Wadi Rum foi uma das melhores coisas da viagem, o deserto é muito bonito, tem variações de cor: vermelho, amarelado, tem dunas, há vários lugares para escalar com vistas fantásticas do deserto (o filme "Perdido em Marte" foi filmado no Wadi Rum). No fim do passeio, voltamos ao acampamento para jantar e dormir. No acampamento, tem banheiro e chuveiro (água fria), uma tenda grande de convivência (onde são servidas as refeições), tendas para famílias (4 ou 5 pessoas) e tendas para duas pessoas. A cama é normal e tem cobertores, pq fez muito frio à noite. No manhã seguinte, após o café, retornamos pra vila do Wadi Rum pra pegar o tx pra fronteira Aqaba-Eilat (JOD25). Todas as refeições estavam boas e fartas. Considero o passeio de jipe e a noite no acampamento imperdíveis para quem vai na Jordânia. 

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Dia 10 (20/10) - após o café, voltamos para o vilarejo, pegamos o tx para fronteira (JOD25) e, depois de entrarmos novamente em Israel, pegamos um tx para a rodoviária (Nis35-40). Existem muitos horários de ônibus de Eilat para Tel Aviv, mas não há tantos para Jerusalém, então minha sugestão é comprar a passagem antes de ir para a Jordânia, especialmente se a viagem para Jerusalém for na sexta-feira igual a nossa (último ônibus sai por volta de 14h30 e só volta às 19hs do sábado). A viagem dura cerca de 4 horas e custa NIS70. Chegando em Jerusalém, shabbat, muitos judeus ortodoxos na rua, sem transporte público. Caminhamos por cerca de 15 minutos até o hostel (3 estações do tram). Há uma estação do Tram (central bus station - CBS) bem em frente à rodoviária.

Dia 11 (21/10) - Após o café, saímos para fazer o free walking tour do hostel que começa em frente o Jaffa Gate (um dos portões de acesso à cidade antiga) às 11hs. O tour passa pelos 4 quarteirões da cidade antiga (cristão, muçulmano, judaico e armênio) e dura cerca de duas horas e é tip-based (há uma sugestão de NIS 50 de gorjeta, mas isso é muito dinheiro. Pode dar menos sem problema nenhum). É bem completo e tem bastante informação, mas com a quantidade absurda de história que há em Jerusalém, nós só passamos pelos lugares. Não dá tempo de entrar. Sugiro fazer o tour em um dia e reservar mais um ou meio dia para entrar e ver os lugares com calma, fizemos assim e achei que ficou bom.

Depois do almoço, pegamos o ônibus 231 em frente ao Damascus Gate e fomos para Belém, que fica na Palestina (eles também chamam de West Bank [A Palestina e Israel ficam à esquerda do Rio Jordão, daí o nome]). Os ônibus que vão para a Palestina funcionam normalmente durante o shabbat, então é bem recomendável deixar para conhecer a Palestina no sábado, já que muitas coisas fecham em Jerusalém. Descemos no ponto final e achamos que seria perto da Igreja da Natividade, mas descobrimos que teria que andar uns 2km. Como estávamos sem mapa de Belém e sem muita noção da distância, barganhamos com um taxista que nos abordou para nos levar na igreja, num prédio com vista da região toda e no muro da Palestina por NIS100. 

Belém é uma cidade com população metade cristã e metade muçulmana e se parece com uma cidade do interior do Brasil, não é feia, bagunçada nem aparenta pobreza. Nos falaram que é uma das melhores cidades da Palestina, é uma cidade "normal", até toparmos com o muro, que é uma coisa grotesca de uns 9/10 metros de altura. É mais impactante que o Muro de Berlim, por ser construído recentemente e ser muito mais alto. Na parte do muro que fica Belém, há vários grafites e mensagens pela independência da Palestina.

A Igreja da Natividade, como esperado, tinha uma fila enorme para visitar o local onde esteve a manjedoura de Cristo e também estava em obras, com uns andaimes por dentro, o que atrapalhou um pouco a visitação.

Há muitas lojas de souvenirs nas proximidades da igreja da Natividade e os preços são muito bons. Vale a pena comprar as lembranças por lá. Terminado o passeio, voltamos pro ponto final (que também é o inicial) do ônibus 231 e voltamos para Jerusalém.

Na volta para Jerusalém, um momento daqueles em que você é lembrado que está em Israel. O ônibus é parado na estrada e militares pedem para mostrarmos os passaportes e os palestinos todos desceram do ônibus para serem "checados" no lado de fora.

À noite, fomos no pub crawl do hostel (NIS50). O Pub crawl passa por lugares mais alternativos que em Tel Aviv, um mercado de frutas  que é uma mistura de bares/baladas à noite, um bar russo underground com vodca artesanal, e por aí vai.

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Dia 12 (22/10) - Neste dia, fomos novamente à cidade antiga para visitar e ver os lugares pelos quais passamos no walking tour com mais calma. Fomos à via dolorosa, igreja do santo sepulcro, muro das lamentações e no monte das oliveiras, que fica fora e atrás da cidade antiga.

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Dia 13 (23/10) Reservamos o tour Masada Sunrise com a Abraham Tours (empresa da rede Abraham de hostels) por NIS252. O tour sai às 4hs da manhã de Jerusalém com destino ao Masada, montanha onde havia uma fortaleza e foi cenário de uma batalha entre judeus e romanos cerca de 2000 anos atrás. O local é um dos símbolos do nacionalismo judaico (o juramento de quem entra no exército israelense é "Masada não cairá nunca mais", em referência ao povo e ao Estado de Israel. 

Para entrar em Masada, paga-se uma taxa de NIS28 e a trilha dura cerca de 1hora de subida. A trilha é pesada, com muitos degraus, mas como é rápida, não precisa ter um condicionamento físico muito bom para chegar no topo. Há a opção do teleférico para subir ao topo, mas ele só abre às 8 horas. A reserva natural de Masada abre entre 5h30 e 6hs, dá tempo tranquilo de chegar no topo antes do nascer do sol. A vista lá de cima é muito bonita e o cansaço é recompensado. No topo, ainda existem ruínas das construções da época da fortaleza de Masada.

Depois de Masada, o tour segue para a reserva natural de Ein Gedi (NIS 28 para entrar) e depois pro Mar morto. Ficamos um tempo num dos resorts que existem à beira do mar morto e uma estrutura completa, com piscina, bar, etc. mas pelo tempo que podemos ficar só lá pelo tour só dá pra aproveitar o mar morto. Realmente, a experiência de flutuar no mar morto é única.

O Mar Morto é a mais profunda depressão da Terra e tem uma altitude de aproximadamente -400 metros e possui um grau de salinidade cerca de 10 vezes maior que a dos demais mares e oceanos. Os peixes que chegam do Rio Jordão morrem imediatamente ao cair no Mar Morto :(

Depois do Mar morto, voltamos para Jerusalém e chegamos na cidade por volta de 14hs da tarde.

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Olá Henrique!

Vou para Israel  em Março/2018 e farei Jerusalém (8 dias) - Haifa, Akko, Cesarea, Rosh Hanikra (6 dias) - Tel Aviv (6 dias). Também pretendo fazer esse tour do Abraham Hostel pra Massada, Ein Gedi e Mar Morto.

Gostei das dicas de transporte. Essa era a informação que mais me preocupava haha

Realmente, Israel é cara para comer :'(  Pretendo comprar comida de rua e nos supermercados, já que vou ficar em Airbnb. Vamos ver se dá pra economizar um pouquinho.

Muito legal seu relato. Realmente, não tem muitas informações sobre Israel por aqui. Obrigada por compartilhar!

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    • Por Alex DF
      Dia1
      Voo: Guarulhos - Tel Aviv.
      Trem: Tel Aviv - Jerusalém.
      Van: Jerusalém (Portão de Damascus) - Fronteira Allenby/King Hussein Bridge.
      Ônibus: Fronteira Cisjordânia - Fronteira Jordânia
      Táxi: Fronteira Jordânia - Amã

       
      Dia 2
      Amã

       
      Anfiteatro Romano

       
      Templo Romano de Hércules

       
      Mesquita Rei Hussein

       
      Mil e uma noites...



       
       
    • Por Anne RJ
      Ir para Israel sempre foi um grande desejo nosso. Apesar de não sermos religiosos, aliás de não termos religião conhecer um lugar com tanta história religiosa, com crises políticas tão atuais nos deixava fascinados.
       
      Conseguimos uma grande promoção e voamos para Tel Aviv, na conexão em Nova York já percebemos o quanto seria diferente a nossa ida a Terra Santa. Já no terminal em Nova York, mesmo já temos feito todo o procedimento de segurança, como nosso voo iria pra Israel, existia dentro do gate mais um procedimento de segurança, com maquinas de raixo x e revistas pessoais.
       
      O novo procedimento para entrada em Israel mudou, não é mais necessário pedir para que não carimbem o passaporte, caso você pretenda viajar para algum país muçulmano futuramente. Hoje em dia a imigração nos entrega um papel a parte, evitando assim problemas futuros.
       
      A imigração em Tel Aviv foi muito tranquila, todos muito educados e solícitos.
       
      Dentro do aeroporto pegamos a estação de metrô para irmos para o apartamento que alugamos. Alugamos pelo airbnb.com um studio a uma quadra da praia, que saiu muito mais em conta do que ficar hospedado em um hotel.
       
      Após descermos do metrô precisávamos pegar um ônibus, e ai começaram os problemas.
       

       
      Absolutamente nada em Israel está escrito ou traduzido para o inglês, tudo está em hebraico. Sofremos e pegamos o ônibus errado e foi uma luta de sinais para eu explicar aonde queria ir e eles tentando me ensinar em hebraico como ir.
       
      Chegamos no nosso studio super arrumadinho e limpinho e de excelente localização, e ali começou meu amor por Israel e pelos israelenses.
       
      Na mesma noite saímos para jantar e tomarmos vinho em um restaurante super charmoso com uma comida maravilhosa. Porém, nada em Israel é barato, na verdade achei tudo muito caro. Por exemplo, um prato de massa custou uns USD 30 e uma garrafa de vinho mais barata era USD 40.
       
      Como já era tarde fomos dormir, porque o turismo começaria no dia seguinte.
       
      No dia seguinte decidimos fazer toda Tel Aviv a pé. E começamos pela orla e íamos entrando nos lugares.
       
      E foi assim que comi o primeiro de muitos falafels. E foi uma experiência única, num local tipicamente de locais e a gente fazendo mímica e ela respondendo apontando para as comidas.
       
      Dali seguimos para conhecer os pontos turísticos. A praia é bonita, limpa e bem organizada. Famílias inteiras passeando, gente correndo, muita gente andando de bicicleta.
       
      E como era meu aniversário, nada como parar em um lindo restaurante na beira da praia e beber uma garrafa de vinho branco apreciando a linda vista do mar Mediterâneo.
       

       
      Uma coisa me deixou impressionada na cidade, eles amam cachorros e tem muitos deles. Outra, eram os gatos lindos e bem tratados que vivam na rua e a população os alimentava.
       
      Eles também não jogam comida como os pães no lixo, eles deixam em cima do muro da porta de casa para que outros possam pegar e comer, tudo embaladinho.
       
      Continuando nosso passeio acabamos parando e passeando por um bairro muçulmano e descobrimos a vodka da maconha. Bom, até hoje não sei se tem algum cannabis na sua formula.
       
      A noite para comemorar meu aniversário, fomos jantar no Mexicana, um restaurante super bacana. E lá conhecemos duas pessoas fantásticas. Um israelense e outro era do Uzbequistão, passamos a noite bebendo e conversando com eles. Descobrindo um pouco da culturas local, bebendo mais ainda e ali nos despedimos.
       
      Como era cedo, fomos para um bar bem badalado e muito caro. Fiquei impressionada com o preço das bebidas. Como fizemos amizade e contei que era meu aniversário, eu ganhei muitos “Mazel Tov” do bar inteiro aos berros e de quebra meu presente foi bebida de graça a noite toda. Me diz, tem como não amar um povo assim, que te dá bebida de graça e passa a noite toda te desejando felicitações?
       
      Conhecemos muitas pessoas legais neste dia.
       
      No dia seguinte decidimos andar de bicicleta e fazer Tel Aviv de bike. Fizemos desta vez a parte norte. Vimos uma praia totalmente fechada que era exclusiva para judeus ultra ortodoxos. Somente eles podem entrar e não conseguimos ver o que se passa lá dentro.
       

       
      A noite fomos em um grande shopping da cidade. Na porta, havia seguranças revistando as pessoas, mas nós não fomos para a revista.
       
      Tel Aviv é moderna, com pessoas modernas e se você acabar indo para Israel durante o Shabat, tudo lá estará funcionado.
       
      Antes de irmos embora de Tel Aviv, decidimos fazer uma tattoo em hebraico para eternizar o momento.
       
      Escolhemos o estúdio Urban Ink, e tivemos uma incrível experiência de nos tatuarmos com um russo, que odeia religião e seu pai é da máfia russa. Foram muitas historias que ouvimos do tatuador.
       
      De lá seguimos para a rodoviária, e como era Shabat os ônibus iriam parar de funcionar as 17:00.
       
      Ao chegar na rodoviária as 16:30, nos deparamos com a rodoviária vazia e alguns membros do exército patrulhando o local.
       
      E ali tivemos uma experiência desagradável. Pedimos ajuda ao militar e como ele não falava inglês nos mandou ir conversar com dois judeus ultra ortodoxos que ali estavam pois aqueles falariam inglês.
       
      Ao pedir informação de onde pegaríamos o ônibus, eles fingiram que não falavam inglês. Fingiram, pois logo que ele se negou a nos dar informação, um israelense veio e nos informou em inglês onde seria o local. E então, os dois ultra ortodoxos, vieram indagar ao Rodrigo, em um inglês perfeito, se por um acaso ele era judeu. Rodrigo disse que não e falei pra nem dar trela e saímos andando deixando eles falando sozinhos.
       
      O problema aqui é que sou aversa a qualquer tipo de fanatismo, inclusive o religioso. Não consigo imaginar o por que de sermos ou não judeus implicaria em algo para recebermos uma informação. Eles olhavam de cara feia as tatuagens do Rodrigo e foi algo desagradável de se passar.
       
      Sou uma pessoa que gosta de aprender com o diferente, de respeitar aquilo que é diverso. E ainda no avião vi muitos ultra ortodoxos discutindo e sendo grosseiros com as comissárias e isso me incomodou.
       
      Vi muitos documentários sobre o comportamento dos judeus ultra ortodoxos e fiquei muito receosa. Documentários onde eles, muito extremistas, não aceitam o Estado de Israel, subjugam as mulheres, se recusam a andar na mesma calçada em que elas, um onde uma criança americana foi chamada de vadia por estar indo para escola de bermuda e coisas piores.
       
      Já no ônibus, o trajeto para Jerusalém durou uma hora e o buzão ainda tinha wifi de graça.
       









    • Por fucim
      A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. 
      No meu planejamento, decidi:
       comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix.
       levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas.
       definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. 
       E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria.
      Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato).
      Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena!
      A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros.
      Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia.
      A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí.
      Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!).
      Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura.
      Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. 
      A minha trip foi basicamente:
      Tel aviv  

       
      Haifa (Akko) 

       Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba)  

       
       Amã  
       Petra 


      Aqaba 


      Dahab  (Monte Sinai)


      Eilat  


      Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó).

       
      Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut.
      De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos  a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station.
      Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem  quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades.
      Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações.
      Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar!
      Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito.
      A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas.  Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. 
      A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido.
      A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum.
      Shalom,
      Fábio
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