Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Expedição Andes por aí - Curitiba a Machu Picchu -10200 km de carro.


Posts Recomendados

  • Membros

Dia 7 - 01/01/2018

Isla del Sol a Puno - 142 km

 

Acordamos naquela maravilhosa Ilha, naquele maravilhoso quarto e fomos tomar o café da manhã.

Após o café da manhã eu, o Edmar e a Isabel resolvemos fazer mais uma caminhada na ilha para conhecermos um mirante.

Antes de sabermos que a ilha estava com a trilha fechada, a ideia era ir até o lado norte da ilha pegar o barco para Copacabana de volta. Havia outras atrações da Ilha que infelizmente por causa da briga dos nativos não estavam acessíveis.

Os outros integrantes do nosso grupo não quiseram fazer mais dessa caminhada pois teríamos que subir mais um morro para chegar até o topo no Mirante.

Encaramos a jornada vagarosamente para não nos cansamos muito, mas a cada 80 metros tínhamos que dar uma parada para descansar.

Chegando lá em cima achamos um maravilhoso visual com as prainhas, com as casas do lado do Norte, com lago inteiro ao nosso redor.

Descemos para o hotel pegamos nossas coisas e seguimos para embarcadouro. Chegamos tarde, a barca das 11 horas já tinha saído, a próxima barca seria somente às 15 horas.

Logo que chegamos apareceu um grupo de mais umas 8 a 10 pessoas e fizemos uma pressão para ver se conseguimos um barco extra e fomos navegar em direção a Copacabana. Mais um trecho com lindos visuais para tirar foto.

Chegamos em Copacabana e almoçamos. Após isso pegamos uma van em direção a aduana. Fizemos os trâmites de saída da Bolívia que foram muito tranquilos. A seguir fizemos os trâmites de nova entrada no Peru que foram muito tranquilos também.

Pegamos uma nova van até a cidade de Yunguyo.

Ao chegar na praça central verificamos que havia uma grande festa de comemoração do ano novo. Haviam diversos grupos desfilando com fantasias típicas coloridas, pessoas em cima de caminhões jogando pães em forma de anéis que cabiam em volta do pescoço de uma pessoa.

Também jogavam cerveja pequenas peras e quem jogava tinha um capacete feito de pães também. Tudo muito exótico para o que nós estávamos acostumados. Inclusive o fato de que as pessoas tomavam cerveja quente e não gelada.

Pegamos os carros no hotel eles ainda queriam nos cobrar a mais alegando que chegamos depois do horário combinado quando na verdade nós tínhamos combinado de chegar perto das 18 horas e chegamos perto das 15 horas. Não pagamos mais nada.

Após mais esse estresse seguimos viagem até Puno.

Chegando lá fomos até um hotel com indicação do Booking. Ao chegar lá não gostamos do hotel e por acaso encontramos o senhor que nos indicou um outro hotel de excelente localização, o Grand Puno Inn.

Saímos jantar e depois voltamos para o hotel dormir pois no dia seguinte iríamos as ilhas de Uros.

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites

  • Respostas 87
  • Criado
  • Última resposta

Mais Ativos no Tópico

Mais Ativos no Tópico

Postagens Populares

1° dia  De Curitiba a Ita Ibaté, Argentina. 1080 km. Dia de deslocamento apenas, sem muito a relatar. De Curitiba a Ponta Grossa pista dupla em ótimo estado. De Ponta Grossa a Guarapuava pis

Pessoal, Me chamo Marcelo e eu, junto com mais 3 amigos(as), Edmar, Renata e Isabel,  vamos de Curitiba a Machu Picchu seguindo pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Serão 30 dias de viagem

3°  Dia  - 28/12/2017 de Salta a San Pedro De Atacama- 515 km Depois de uma noite bem dormida no hotel de Salta acordamos e fomos tomar o café da manhã. Depois disso carregamos as tralhas a mal

Posted Images

  • Membros

Dia 8 – 02/01/2018
Puno, Ilhas de Uros a Arequipa – 292 km
Acordamos cedo e logo após o café da manhã uma van veio nos buscar para irmos para as ilhas. O pessoal atrasou uns 5 minutinhos, porém logo partimos para o porto pegar um barco para fazermos o tour das ilhas de Uros no lago Titicaca.

Para quem não sabe as ilhas de Uros são ilhas flutuantes feitas de uma planta chamada totora, nelas vive um povo descendente dos índios Aymaras que fugiu da perseguição dos Incas a centenas de anos atrás.

Após uma curta navegação de 30 minutos descemos em uma das ilhas onde nos esperavam o chefe dela e as mulheres que ali habitavam. Depois de uma apresentação bem “pra turista ver” os nativos nos levaram a uma de suas cabanas e nos explicaram seu modo de vida e é claro que nos ofereceram muitas lembranças do lugar para comprarmos.

Após isso nos foi explicado como se constroem as ilhas. Em seguida fomos levados a um passeio que custava 10 soles (só avisaram depois) num dos barcos de totora deles que eles chamam de Mercedez Benz ou outro nome, não lembro bem.

No caminho, duas crianças da aldeia foram cantando várias canções em diversas línguas e na vez do português elas cantaram “Ai se eu te pego”, foi uma gargalhada só de todos do grupo.

A ilha seguinte era a principal, algo como a capital das ilhas, onde ficava o chefe geral (prefeito). Ali pudemos comprar mais artesanato, vimos um viveiro de trutas deles, tomamos uma cerveja gelada etc.

O custo do passeio foi de 40 soles, mais 10 soles para a comunidade e mais 10 para o passeio na Mercedes-Benz.

Mais tarde fomos chamados para voltar ao barco e retornar a Puno. No caminho decidimos que não iríamos ficar e dormir mais uma noite na cidade pois todos acharam a cidade muito feia e sem outras atrações. Assim pegamos nossas coisas no hotel e seguimos viagem para Arequipa.

O tempo estava nublado e choveu em alguns momentos. A estrada é ótima, porém a descida da cordilheira até a cidade é muito travada. Descemos de 3.800 m em Puno para 2.335 m. Em descidas de serra já viu né? Sempre tem caminhões e andando lentamente por causa do peso de sua carga. Então foi um caminho lento e cansativo.

Chegamos no fim da tarde na hora do transito pesado. Passamos por uma periferia bem feia, tinha inclusive um bairro chamado “Ciudad de Dios” que não ficava a dever nada para o do Brasil.

Pegamos o endereço de um hotel pelo Booking e colocamos no GPS de ambos os carros, porém eu que estava na frente, errei uma indicação e acabei me perdendo do André e seu filho que estavam no outro carro apesar de estarmos com rádio. Dei várias voltas no centro da cidade sem encontrá-los e por fim resolvemos parar e esperar para ver se nos localizávamos. Por fim depois de muito tempo conseguimos contato pelo rádio e nos encontramos. Achamos um hotel barato no centro com garagem, mas sem café da manhã. Quer dizer, tinha café solúvel e chá de coca.

Depois de nos acomodarmos fomos comer e dar uma volta na praça central da cidade. Mais tarde voltamos para o hotel dormir.

  • Gostei! 2
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Dia 9 – 03/01/2018

Arequipa – 0 km

Neste dia não acordamos cedo. Levantamos todos e fomos para a cidade ver se achávamos um café da manhã a bom preço. Encontramos o La Empanadita, na rua General Moran, 126, colado na Plaza de armas. Agora, empanadita é só o nome, pq as empanadas eram enormes.

Primeira parada na cidade foi no museu Santuários Andinos, que fica na rua La Merced 110, tbm colado na Plaza de Armas. O preço foi de 20 soles mais o valor que vc quiser dar para o guia lá dentro. Nós demos mais 5 soles cada um no total de 30 soles.

O museu tem uma grande coleção de artefatos incas e o ponto alto é a pequena múmia de Juanita, la niña de los hielos, que foi retirada perto do topo do Ampato, vulcão de 6288 m. A chamada Juanita  é uma múmia humana pertencente à cultura Inca . Acredita-se que foi parte de uma cerimônia de capac cocha , uma oferenda humana freqüente no Império Inca e possivelmente morreu durante o reinado do inca Pachacutec Inca Yupanqui Sapa . O passeio dura cerca de uma hora e termina com a sala da múmia que está realmente muito bem conservada. Não se pode tirar fotos lá dentro.

Depois disso fomos a Igreja matriz que tbm tem em seu interior um museu de artigos sacros. Em alguns lugares não se pode tirar fotos tbm. A igreja é lindíssima, ricamente adornada com o ouro e a prata que os espanhóis roubaram dos incas. Subimos também no teto da igreja e passamos por um dos campanários reformado e seus respectivos sinos. O campanário foi reformado em virtude de um terremoto que houve por lá há anos atrás. Lá em cima, apesar de sermos advertidos a não bater o sino, um turista italiano idiota bateu um dos sinos menores depois de passarmos com a guia. Não lembro os valores da entrada e guia.

Ainda era cedo e resolvemos, depois de muita pechincha, fazer o city tour de ônibus. Pagamos 20 soles cada. Não é uma maravilha, porém é muito interessante, principalmente porque você não precisa andar com seu carro naquele trânsito caótico e naquelas ruas estreitinhas.

Para não me estender no relato, vou postar um link de um relato de outra pessoa  que conta as atrações que passamos no city tour: https://www.viajesim.com/mochilao-peru-city-tour-arequipa.html . Alguns lugares nós não entramos, como na mansão do fundador e o museu do touro (o André e o Isaac foram). A diferença do passeio acima relatado é que no meio do roteiro paramos em um restaurante para o almoço. O restaurante é bem grande e deve ter um esquema com as operadoras turísticas da cidade pois dezenas de ônibus param lá para o almoço.

Terminado o tour fomos direto ao Monastério de Santa Catalina. Chegamos tarde, eram 17:30 h, entretanto o Monastério neste dia fecharia somente as 20 h. O Edmar não quis ir e foi para o hotel. Pagamos a entrada, 40 soles, e pegamos uma guia a 10 por pessoa. É muito interessante a história do lugar, a guia ia nos contando tudo de como era a vida no lugar desde o início. O Monastério é imenso, parece uma cidade dentro de uma cidade. E como estava anoitecendo ficou tudo muito mais sinistro e assustador, eu adorei. Outra coisa interessante é que eles acendiam os fornos das cozinhas das casas o que deixava tudo mais autêntico.  Ao terminar já era tarde, umas 20 h. A Renata, a Isabel, o André e o Isaac foram ainda ao centro jantar, eu voltei ao hotel pois estava com umas dores de barriga e não quis arriscar.

Fui dormir cedo e nem vi os outros chegarem a noite.

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Dia10 – 04/01/2018
Arequipa a Chivay, vale do Colca 162 km

Neste dia não fizemos questão de acordar cedo. Teríamos só estrada e só uma atração no caminho. Então levantamos lá pelas 8 pegamos as coisas no hotel e saímos lá pelas 9 h eu acredito, antes de sair da cidade tomamos café em uma cafeteria.

Na saída da cidade o GPS deu uma errada e nos mandou por uma via que estava sendo reformada com um novo viaduto. Porém logo depois achamos o caminho.

A estrada até um pedaço é a mesma que tínhamos pego na vinda e só a partir dos 120 km era caminho novo. Após esses kms já estávamos a 3500 m de altitude, todavia o restante da estrada tinha trechos ainda mais altos.

Começamos a subir e logo estávamos aos 4910 m de altitude no lugar chamado Mirador dos vulcões. Ali tem um lugar para vc parar o seu carro, van, ônibus e admirar o entorno onde se destacam diversos vulcões da região. Tem placas mostrando onde ficam e como são cada um dos vulcões dali. Tivemos a sorte que o tempo ao redor estava aberto e deu para ver quase todos os vulcões aquele dia. E tinha uma nuvem em cima da gente que despejou um tiquinho de neve enquanto estávamos lá, uma surpresa.

Depois fomos baixando numa estrada belíssima até Chivay com seus 3650 m. Logo na entrada de Chivay tem um posto de cobrança de entradas para aqueles que desejam ir ao Mirador de los Condores. O valor para entrar lá ficava em 40 soles por pessoa. Como pelas minhas pesquisas não era uma época boa para se avistar os majestosos pássaros e o pessoal não estava querendo passear pelo vale acabamos desistindo da ideia. Eu bem que queria, mas fui voto vencido.
Logo após entramos na cidade e buscamos um hotel para ficarmos. Achamos o Hostal Estrela de David, a duas quadras da praça central a um bom preço, 30 soles e com estacionamento.

No resto do dia fomos conhecer um pouco a cidade, seu mercado, sua praça central que parecia novinha em folha e descansamos. A noite fomos comer no Mc Elroy Irish Pub, o pub mais alto do mundo, kkkkk.

O grupo decidiu então que iríamos no dia seguinte apenas descansar da viagem, afinal foram 10 dias quase só de estrada. Decidimos passar o dia nas termas de La Calera.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Marcelo Manente changed the title to Expedição Andes por aí - Curitiba a Machu Picchu -10200 km de carro.

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-São Mateus/ES
      Dia 22 – São Mateus/Es
      Dia 23 – São Mateus/ES
      Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.
      Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 – Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

      Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 – Ilheus/Ba
      De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

      Dia 8 – Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 – Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

      Dia 12 – Praia do Forte
      Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.


      Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.


      Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 – Maceió/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 – Maceió/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 – Itacaré/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 – São Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.
      É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!
       




    • Por Felipao86
      Olá viajantes,
       
      Em junho de 2019 aproveitei um feriadão para conhecer uma belíssima região de MG, famosa pelos seus queijos artesanais fenomenais. Mas se engana quem pensa que só tem queijo pra ver aqui. O lugar também é muito famoso pelo parque nacional da serra da canastra, onde se encontra a nascente do fundamental Rio São Francisco, o rio da integração nacional.
      Hospedagem: ficamos na principal cidade da região, que é São Roque de Minas, neste airbnb:  https://www.airbnb.com.br/rooms/17631730, R$327 reais por 3 diárias; Casa simples, funcional, próximo a entrada da cidade, hospedagem sem frescura.
      Os principais atrativos do lugar são a visitação às fazendas produtoras de queijo e o passeio pelo parque nacional da serra da canastra. Além disso tem alguns lugares que tem cachoeiras e piscinass naturais deliciosas.
      Clima: seco e frio, frio demais! Em alguns momentos saia o sol mas só no máximo por 2 horas;
      Preço das atrações: vou ficar devendo, porque como já tem mais de 2 anos de viagem não lembro mesmo. DE qualquer modo estaria desatualizado.
      Carro: bem, li muito a respeito, pois o dilema era se a estrada do parque que  vai até  a parte alta da cachoeira casca d´anta  era possível fazer de carro normal ou somente veículo 4x4. Após estudar bastante, chegamos a conclusao que na época seca era possível fazer o trajeto de veículo normal. O meu carro (Renault logan), é um pouco mais alto, então é mais tranquilo, mas vimos muita gente fazendo o trajeto com carro mais baixo (vi gente com honda civic). Claro que não é um percurso tranquilo, tem que ir bem devagar e estar preparado para as sacolejadas, mas chegamos sãos e salvos. Com certeza em época de chuva só é possível para 4x4;
      Você gosta de queijo? Se sim, prepare o bolso para levar cada queijo mais delicioso que o outro pra casa. É incrível como cada fazenda, mesmo próximas umas das outras, tem o seu queijo próprio, com sabor e características próprias. Como vários produtores falam, cada “mão tem um tempero diferente”. Aconselho a todo assistirem um documentário chamado “O Mineiro e o Queijo”, do Helvécio Ratton. É lindo, poético e emocionante.
      Ah, e se você não gosta de queijo, está mentindo, né? rs
      Dia 1: Chegada em São Roque + Fazenda Roça da Cidade;
      Viagem muito tranquila de BH até São Roque, a partir de BH feita em torno de 5 horas. É praticamente o mesmo trajeto até Capitólio, em Piumhi vira-se a direita e pega a rodovia até o destino. Chegamos e fomos procurar um local para almoçar, achamos um restaurante honesto com self service 20 reais por pessoa, de lá seguimos para a fazenda roça da cidade, que é logo na saída da cidade em direção a entrada do Parque Nacional. Ficamos admirando a paisagem daquela natureza exuberante e provando os queijos deliciosos e já compramos um para casa, rs. A noite saímos para comer um lanche dar uma voltinha na  praça linda da cidade.

      Dia 2: Cachoeira Casca D´Anta (Parte Baixa) + Piscinas Naturais do Tio Zezico
      Nesse dia fizemos a trilha da parte baixa da cachoeira casca d´anta, que é partir da portaria 4 do parque, em vargem bonita. De São Roque até lá são cerca de 35km em estrada de terra em ótima condições, com um belo mirante para apreciar a serra maravilhosa. A trilha é bem tranquila e a cachoeira é algo surreal de tão imponente, com um paredão majestoso e a fina queda d´agua num enorme piscinão natural. Não havia ninguém nadando, até estranhei um pouco, porque mesmo em dias frios é comum a gente ver alguém na água. Quando ia tirando a  blusa para entrar na água um grupo de turistas próximo olhou pra mim com uma cara espantada e perguntando se eu iria mesmo entrar. Claro, uai, vim até aqui pra que? Rsrs.
      Gente do céu, sem dúvida alguma foi a água mais gelada que já entrei na vida. Saí com o lábio quase roxo. E olha que estou bem acostumado com águas geladas de cachoeiras. Mas valeu a pena, posso me orgulhar de ter me banhado nas águas do Rio São Francisco!

      Após a trilha almoçamos num restaurante próximo a portaria do parque e fomos ao Morro do Carvão, cerca de 5 km a frente da portaria 4, que tem um belíssimo mirante da Serra da Canastra. Tiramos algumas fotos mas não ficamos muito tempo porque estava ventando demais.  De lá descemos até uma propriedade privada ao lado da portaria,  do Tio Zezico, onde corre um riacho que forma belas piscinas naturais, de água translúcida. Também aproveitamos para comprar mais um queijo que estava a venda por ali 😊 Voltamos para São Roque e a noite fizemos um churrasquinho no chalé que estávamos hospedados.


      Dia 3- Cachoeira Casca D´Anta – Parte Alta
       
      Dia inteirinho dedicado a rodar dentro do Parque a partir da portaria 1. Hora de por nosso carro a prova rs. Primeira parada é na famosa nascente do Rio São Francisco, onde há um monumento ao mesmo e visualizamos as primeiras águas do rio. Fica a 13 km do centro de São Roque.
      Seguimos pela estrada belíssima com vegetação extremamente fotogênica por mais 5km até um lugar chamado curral de pedras, que era um ponto de parada de tropeiros no período colonial.
      17km a frente chegamos à parte alta da cachoeira casca d´anta, onde somos agraciados com aguas translucidas, grandes piscinas naturais, um precipício enorme e um belo mirante de toda a região.  Um detalhe que não me agradou muito, achei o local um pouco inseguro, porque ali é muito alto e com um precipício enorme, acho que falta um pouco mais de sinalização.
      Na volta passamos em mais uma fazendo de queijo, que é uma mocinha de 13 anos (hoje deve estar já com uns 15-16, rs) a produtora.
      A noite saímos em um restaurante da cidade, que serve um contra-filé com queijo canastra( obvio, né?rs) delicioso.

       
      Dia 4 – Complexo do Capão Forro + Queijo do Seu Ivair + Retorno para casa
      Nesse dia fomos conhecer um completo de cachoeiras, chamado Capão Forro, que fica próximo à portaria 1 do Parque. Chegamos antes das 09:00 e ficamos lá um tempão esperando o funcionário chegar para  abrir. O lugar é lindo, são varias cachoeiras no meio de uma vegetação verdinha maravilhosa. Se não me engano são 3 ou 4 cachoeiras e  2 poços, sendo um só acessado se você pular (rs) o que não encaramos.
      Ficamos neste local a manhã inteira e após o almoço fomos conhecer a fazenda do Seu Ivair, cujo queijo é famoso por se tratar de um queijo “mofado”, extremamente delicioso. Foi o melhor queijo que comi a viagem inteira e acabei comprando uns 2 ou 3 pra casa. Batemos um papo, ele foi muito solicito em nos explicar todo o funcionamento da produção, mostrou uma ala de queijos que já estão maturando há vários anos, inclusive já vendidos, os donos estão apenas esperando o queijo envelhecer mais alguns anos para buscar. Mostrou também com muita empolgação as obras de ampliação e melhoria que estavam em curso na fazenda para aumentar a produção.
      De lá rumamos pra casa felizes e satisfeitos por termos desbravado mais um cantinho do nosso estado e do nosso país.
      Até o próximo relato!


    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes.
      Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais.
      Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb.  620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal.
      Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia.
      Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum.
      Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura).
      Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca
      Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa.
      Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza.


      Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca
      Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural.

      Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou.

       
      Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque
      O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá.
      É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento  precisa atravessar  o rio contra a correnteza.
      Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele.
       
      Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha.

      VID-20190421-WA0019.mp4 VID-20190421-WA0019.mp4  
      Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa
      Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha.
      Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita.
      Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos.

       
      Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
       
       
       
    • Por Paulonishi
      Episódio 1: A Preparação
      Depois de tantos anos, muitos lugares visitados, experiências maravilhosas, resolvi tirar um tempo pra organizar as minhas memórias e contar sobre a maior e mais marcante aventura que já vivi: a primeira viagem ao Peru! 
      Ela foi planejada nos mínimos detalhes e cheia de expectativa…
      Afinal de contas, era pra um destino que sempre sonhei: Machu Picchu. 

      Quer saber como foi essa jornada inesquecível e acompanhar todos os detalhes?
      Eu sou @Paulonishi e esta é a história de uma aventura inesquecível: a primeira viagem ao Peru! 
      Neste capítulo vou falar de toda a preparação para essa façanha, desde a compra das passagens e todas as etapas do planejamento… tudo isso pra ajudar e até inspirar a quem quiser saber como montar a sua viagem para o Peru.
      E se puder ajudar, deixe o seu comentário ou perguntas sobre o assunto....
      Vamos lá?

      Apesar de ter sido em 2016, ainda a considero como a mais desafiadora que já fiz, não só por ter sido o primeiro mochilão no exterior, mas pela complexidade envolvida....
      Eu costumo dizer que a distância entre o sonho e a realidade é o planejamento que precisa ser feito para realizá-lo… Tudo precisa ser levado em conta e friamente calculado…  E não poderia ser diferente nesse caso né?
      Bom, eu não tinha dinheiro sobrando… atravessava uma verdadeira tempestade na minha vida pessoal, com uma separação complicada, mudança de cidade e trabalho… Esse era o meu quadro pessoal no final de 2015. Mas no início de 2016 prometi para mim mesmo que tudo mudaria e que me reergueria e faria a tão sonhada viagem. 
      E esse foi realmente o começo de tudo!
      Comecei a pesquisar tudo sobre o Peru, fazendo uma verdadeira imersão na sua cultura e principalmente na história, além de começar a estudar espanhol pela internet… tudo de graça!
      Procurei fazer pesquisas de passagens aéreas em promoção… só aguardando a oportunidade… e ela chegou em abril!
      Sempre busquei fazer todos os meus gastos no cartão de crédito pra acumular milhas e com isso já vinha acumulado uma boa quantidade delas até então… Às vezes tinha que trocar por uns eletrônicos pra evitar perder quando estavam vencendo... E foi aí que teve uma megapromoção da LATAM (LATÃO ), para transferência de milhas pro programa de fidelidade Multiplus (hoje LATAMPASS), onde consegui mais do que dobrar a quantidade de milhas que eu tinha e que estavam pra vencer!… Agora sim já poderia pegar essas milhas e trocar por passagens aéreas…Então a busca começou. 
      Fiquei por dias fazendo a simulação de passagens saindo de Florianópolis com destino ao Peru, mas a quantidade de milha era muito alta. Até dava pra trocar, mas resolvi esperar um pouco mais... Aí, numa das noites seguintes, consegui encaixar um intervalo de 18 dias, entre a saída do Brasil e o retorno. Chegaria em Lima no mesmo dia da partida, no dia 7 de outubro e estaria de volta em Florianópolis no dia 24 de outubro. Dias para aproveitar mesmo seriam 14. O resto perderia nos voos e conexões. 
      Agora sim, consegui as passagens aéreas eliminando o maior custo da viagem, praticamente de graça, e mesmo assim sobraram muitas milhas, que usaria pra viajar no ano seguinte.
      Com as datas já definidas, era só trabalhar no roteiro e no planejamento completo da viagem!
      A maior motivação em ir pro Peru sempre foi a de conhecer Machu Picchu... mas como sempre costumo fazer, não iria só pra conhecer esse lugar.  Procurei aproveitar a oportunidade pra otimizar a viagem e conhecer a melhores atrações no caminho entre Lima e Cusco, que percorrendo o caminho de ônibus. 
      A base de todo o roteiro foi o Google Maps. Consultava o mapa, via as atrações em potencial e ia marcando como favoritas… aí, partia pra pesquisar na internet, principalmente no site Mochileiros.com e no youtube, pegando as dicas do lugar: tipo se era realmente bom, o que tinha pra se ver e fazer, como chegar, os custos de ingressos e transportes… 
      E os valores que eu ia levantando já anotava na minha planilha de gastos.
      Assim, fui completando o roteiro e buscando agora os horários dos ônibus pra ver se dava pra conciliar o deslocamento e também as possíveis hospedagens. Resolvi escolher a empresa Cruz del Sur, pelas recomendações de outros viajantes no Mochileiros e também por ter linhas para todos os destinos do meu roteiro. 
      Apesar de ser mais cara, resolvi optar pela segurança. O site dela é bem completo e consegui excelentes descontos em promoções com compra antecipada. Assim, já comprei as passagens de ônibus no cartão ainda no Brasil e mesmo que pagando o IOF de 6,28% e a conversão do dólar, a economia foi de mais de 50% no valor normal… Porém, não permitia a troca e nem o reembolso da passagem em caso de necessidade… Mas é o custo da oportunidade!
       
      Depois disso, com os lugares mapeados e as passagens de ônibus compradas, me concentrei nas hospedagens, fazendo buscas entre o booking e o airbnb. Novamente, a busca foi baseada no Google Maps, levando em conta a localização do hostel, a distância da rodoviária pra evitar pagar táxi, se tinha café da manhã, avaliações positivas e é claro, o preço.  Outra coisa bem legal pra se olhar é se tem cozinha compartilhada, pra poder fazer uma comida à noite e economizar um pouco mais. Visto tudo isso, já fui fazendo as reservas, mas sem ter que pagar nada antecipadamente… Só quando chegasse pagaria em dinheiro… Lá não aceitavam cartões ou cobravam uma taxa muito alta e não compensava.
      Tirando as passagens de ônibus, a única coisa que comprei antecipado foi o acesso à Machu Picchu, porque tem um limite diário de visitantes. Esse detalhe é essencial e deve ser muito bem observado! Por isso ter certinho a data de ir é tão importante, principalmente agora que também ter que escolher se vai ser no período da manhã ou da tarde! 
      Para não correr nenhum risco, fiz a compra para garantir que no dia 21 de outubro pudesse conhecer o local… Melhor do que contar com a sorte! Imagina só chegar lá em Machu Picchu e não poder entrar por estar lotado… Parece incrível, mas eu vi acontecer lá… O custo do ingresso foi de 133 nuevos soles, aproximadamente 39 dólares.
      Como viajar MAIS gastando POUCO!
      O roteiro ficou o seguinte:
      07/10 - Florianópolis x Guarulhos x Lima .
      08 a 10 - Lima
      11/10 - Lima x Ica
      12/10 - passeios em Paracas
      13/10 - Viagem a Nasca e sobrevoo
      14/10 - Arequipa
      15/10 - Vale do Colca
      16/10 - Arequipa x Cusco
      17/10 - Cusco
      18/10 - Trilha Salkantay
      21/10 - Machu Picchu
      22/10 - Cusco x Lima
      23/10 -Lima x Guarulhos
      24/10 - Guarulhos x Florianópolis
      O maior desafio da viagem seria a trilha Salkantay, uma trilha inca em grande altitude, chegando a mais de 4200 metros, percorrida por entre as montanhas mais sagradas da região de Cusco e com o final em Machu Picchu, com o diferencial que não precisa de guia e nenhuma taxa pra pagar. A previsão mais otimista de terminar a trilha era de 3 dias, segundo os relatos que encontrei.


      Assim, durante essa viagem, enfrentaria vários climas e uma grande variação de altitude, aumentando de intensidade bem na parte final da viagem.
      Para tudo isso, resolvi comprar uma boa mochila de 60 litros da Trilhas e Rumos… Achei um bom tamanho pra levar tudo e também era bem resistente e com várias regulagens nas alças pra deixar bem confortável mesmo quando cheia.
      Tive que comprar também roupas adequadas ao calor e ao frio. Pra isso, passei na Decathlon e comprei 3 camisas de manga comprida com proteção solar, uma calça e jaqueta impermeáveis e também calça e blusas térmicas, além de uma toalha de microfibra que seca bem rapidinho… E isso fez diferença, porque na maioria dos hostels não forneceram toalha de banho. 
      Na internet, comprei ainda um par de bastões de caminhada e 2 power banks. Separei para levar um par de tênis, chinelos, botas de cano médio impermeável, luvas, cachecol, gorro, boné e chapéu, além de uma série de câmeras fotográficas, gopro, celular e um tripé… 
      Pra a viagem, comprei dólares no câmbio de R$3,42… ô saudade desse valor! 
      Levei um total de $400 dólares só pra garantir, além do cartão de crédito internacional por segurança.
      Agora, com tudo reunido, roteiro pronto e planejamento completo, estava tudo pronto para iniciar a épica aventura… 
      Mas isso é assunto para o próximo capítulo!
      Espero você na continuação dessa viagem, acompanhando a partida do Brasil e a chegada na capital peruana!
      Deixarei 2 vídeos aqui do meu canal no youtube para inspirar outros viajantes...

      É isso aí... Até o próximo capítulo!  ✌️🤠
      Partindo de Florianópolis em direção à Lima!
       
    • Por edufehrer
      esse foi nosso roteiro, ordem dos passeios:
       
      ·        Cusco
       
      ·        Valle Sagrado
      (Pisac, Salinas de Maras, Moray, Chinchero,  Ollantaytambo)
       
      ·        Valle Sul
      (Tipon e Pikillaqta, Andahuaylillas)
       
      ·        Macchu Pichu + Wayna Picchu
       
      ·        Banhos Termais de Colcamayo (Santa Teresa)
       
      ·        Laguna Humantay
       
      ·        Cerro Colorado/Montañas de Colores/Rainbow Mountain
       
       
       

×
×
  • Criar Novo...