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Juliana Champi

RELATO: 3 SEMANAS FODÁSTICAS PELOS EMIRADOS (Dubai e Abu Dhabi) E JAPÃO (Osaka, Kyoto, Nara e Tokyo)

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DUBAI

26 de novembro (domingo): chegada!

O primeiro A380 a gente nunca esquece! (FOTO 1) Imeeenso, emocionante... queria ter subido depois do voo pra ver a primeira classe mas fiquei com preguiça, deixei pra quando voltasse. Nós tínhamos feito check in pela internet na esperança de conseguirmos marcar lugar antes juntos, pois não tínhamos reservado, era caro. Estávamos em 4 pessoas com 3 reservas... mas a seleção de assentos é aleatória, meu marido e filho que estavam na mesma reserva tinham sido colocados juntos, eu e o Lio em reservas separadas tínhamos ficado separados. No despacho de malas em GRU conseguimos remarcar juntos... ficamos em uma fileira de 4 assentos no meio da econômica! (FOTO 2)

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FOTO 1 - o primeiro A380 a gente nunca esquece!

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FOTO 2 - sentadinhos juntinhos, rs!

Comida boa, vinho bom, amenities bonitinhos, foto instantânea das crianças a bordo, super legal! Depois de sair de GRU 01h25, em um voo de pouco mais de 14 horas, chegamos em Dubai às 21h45 (hora local, 6h do horário de verão do Brasil).

Tinha reservado o carro pra pegar às 22h. Passamos pela imigração, que conferiu o visto e carimbou sem perguntar nada, pelos controles de bagagem, que nos chamou de canto e conferiu mais alguma coisa... e finalmente... entramos! Estávamos em Dubai!

Obs. Ouvi dizer que o controle de mala e detecção de metal em Dubai é super chato, então desconectei minha bomba de infusão de insulina para passar pelo controle. Sou diabética e uso este aparelho 24h conectado ao corpo por um cateter. Sempre que passei em outros aeroportos com meu pâncreas eletrônico, kkk, tomei geral e fui escaneada. Decidi que vou desconectar sempre, passar a bomba de infusão pelo raio-x mesmo na mala de mão e boa. Zero problema. Mas nem foram chatos tb.

Pegamos as malas que chegaram sãs e salvas, paramos pra alugar o pocket wifi conforme mencionado no início do relato e fomos buscar o carro. Alugamos pela Thrifty. Achamos a loja sem muito problema e depois de ter pago taxas extras e etc, saímos do aeroporto a caminho de casa!

Obs. Nunca tínhamos alugado carro antes, então na hora de alugar pelo www.rentalcars.com adicionamos GPS e seguro total. Acontece que este GPS tem que ser pago no local e o seguro total é do site... da rentalcars. Lá na Thrifty eles meio que forçam vc a contratar o seguro deles, que é realmente melhor. Então se vc for marinheiro de primeira viagem feito eu no aluguel do carro, não contrate o seguro da rentalcars... contrate só o da operadora. GPS tb não pegamos pq a própria moça da loja nos disse que tinha um aplicativo que operava muito bem em Dubai (esqueci o nome, sorry), mas nos viramos relativamente bem com o MAPS ME (mapas off-line) e Google Maps (com internet, quando o MAPS ME dava pau). Portanto não acho necessário GPS.

Nossa casa era distante uns 30km do aeroporto, se não me engano. Nos perdemos um pouco pq Dubai é uma loucura. Tem 7 pistas de cada lado e umas rotatórias gigantescas com vários andares, contornos, desvios e bifurcações (FOTO 3)!!

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FOTO 3 - Fala se essa rotatória não é locaaaa

Tanto o MAPS ME quanto o Google Maps as vezes mandavam a gente pegar a pista errada e o retorno era sempre há 5km, kkkkkk... mas nos últimos dias de viagem já estávamos craque e quase não nos perdíamos mais, hahahauaha!

Chegamos em casa cerca de 23h30, fora do horário de check in tolerado pela anfitriã (até às 21h). Ela tinha nos oferecido check in presencial mediante pagamento de 100 Dirhans (cerca de 90 reais), ou self check in: entraríamos a pé no prédio, pegaríamos a chave embaixo do tapete da porta dela e dentro do ap pegaríamos o cartão pra entrar no estacionamento. Optamos pela segunda opção e deu tudo certo. Ela nos orientou a falar pro porteiro que éramos amigos dela e ele nem embaçou!

A casa era tal como descrita nas fotos, a anfitriã bacana, sempre respondendo dúvidas e dando dicas e embora não a tenhamos conhecido, recomendo o local, no entanto, SOMENTE se estiver com carro, pq é longe pacarai. Eu avaliei o apto dela mas ela não me avaliou, então não fui publicada. Tem anfitrião que faz destas, rs.

Naninha pra desbravar Dubai no dia seguinte! Estávamos exaustos.

27 de novembro (segunda): Madinat Jumeirah, Atlantis The Palm, Dubai Mall e Gi!

Antes de começar, apenas para facilitar a leitura, a moeda dos EAU é o Dirhan, e 1 dirhan vale mais ou menos 90 centavos de real. Então a conversão 1x1 facilita a interpretação dos preços, descritos sempre em dirhans!

Acordamos cerca de 8h, comemos alguma bobeira em casa trazida do avião e que a anfitriã deixou e saímos rumo ao Madinat Jumeirah. Nos perdemos um pouco, sempre, kkkk, mas chegamos. As placas indicativas podem parecer um pouco confusas no começo, mas com o tempo passam a ajudar muito (FOTO 4).

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FOTO 4 - as palcas indicativas que ajudaram muito!

O Madinat é um complexo de hotéis e um souk, mercado ao estilo árabe (FOTO 5), e os hotéis e mercado se conectam por canais, vc pode passear de barquinho por eles.

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FOTO 5 - entrada do mercado.

Eu achei este lugar LINDO! Se um dia fosse ryyyca e voltasse a Dubai me hospedaria neste complexo. Apesar de não termos entrado em nenhum hotel, acessível somente para hóspedes, o lugar é lindo demais. O mercado, apesar de chique para os meus padrões, é bem árabe e eu gostei bastante. Tem coisas de outros países além dos próprios EAU, especialmente Turquia (FOTO 6) e comida acessível. Comemos Shawarmas deliciosos e sobremesas fantáticas pelos preços da FOTO 7!

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FOTO 6 - lojinha turca, adoro estas luminárias.

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FOTO 7 - o preço acessível do rango no madinat souk

Se vc quiser gastar um rim num restaurante chiquérrimo pode tb! Tem opção pra todos os bolsos. E gente, não vende bebida alcóolica em praticamente nenhum lugar nos EAU, somente em parcos e refinados restaurantes. Se vc quiser pagar 50 pila numa long neck vc consegue beber. O legal é que estes restaurantes reconhecem ocidentais pinguços e chamam... hey... aqui tem álcool... hahahahauaha... sofremos! Se vc é alcóolatra, verifique se é possível levar na mala despachada, acho que pode.

Nós acabamos fazendo o passeio de barquinho pelos canais do Madinat apesar de caro (80 dirhans por pessoa se não me engano, João metade), mas sabe como é primeiro dia, muito deslumbramento, hahahauaha, mas não me arrependo não. Visual lindo! O Burj Al Arab, um dos hotelzões milhões de estrelas dos EAU é visto de vários pontos, tanto do chão quanto do passeio de barco (FOTOS 8, 9 e 10).

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FOTO 8 - pelos canais do madinat!

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FOTO 9 - vista do burj al arab dos canais do madinat

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FOTO 10 - o lenço é pra não cozinhar a moleira, mas sempre tenha um com vc! :)

Depois de passearmos e comermos no Madinat, não estava nos planos, mas resolvemos dar um rolê de carro até Atlantis, The Palm. Este é aquele outro hotel fodástico que fica na ponta da Ilha Artificial em forma de Palmeira. Nós iríamos visita-lo no dia seguinte de monotrilho, já que disseram que de carro não dá pra ver a forma da Palmeira, mas mesmo assim fomos de carro e foi legal. Passamos por um túnel embaixo d’água e chegamos ao Hotel... véi, que MARA (FOTO 11)!!! Dá pra caminhar pela “beira mar” em frente a ele, na verdade em um trecho imenso, mas o sol de 300 mil graus não ajuda muito!

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FOTO 11 - portal do Atlantis!

Do Atlantis seguimos para o Dubai Mall – o maior shopping do mundo. Gente, mesmo quem não liga pra shopping pode curtir este, foi meu caso. É gigantesco e tem muita coisa pra ver além de TODAS as lojas de grife do mundo. Tem até esqueleto completo de dinossauro de verdade servindo de decoração. Andamos muito, comemos no Tim Hortons, lanche bom, preço bom, apreciamos as vitrines ridiculamente ostentação das lojas e até patinei no gelo. Me julguem, adoro.

O engraçado é que aqui no Brasil tem trocentas mil regras de segurança pra isso... lembro no Snowland de Gramado que eles davam luvas, joelheira, cotoveleira, capacete, todas as proteções, dicas de segurança e até uma mini aula. Aqui eles perguntaram pra nós (eu e filho): sabem patinar? Sim. Nos deram os patins e foda-se. Se cair e alguém cortar seus dedos, quebrar a testa... problema é seu, kkkkk. Não lembro quanto foi mas não foi nada abusivo (FOTO 12).

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FOTO 12 - sem joelheira, sem capacete, sem cotoveleira, sem talento... kkkkkk

Neste shopping tb tem um aquário gigante com um túnel onde se passa “embaixo d’água”, mas conseguimos ver o aquário e o túnel do lado de fora e não achamos que valia a pena gastar 100 PILA cada um... não fomos não (FOTO 13).

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FOTO 13 - tunelzinho muito pequeno né não?

O que mais ele tem? Cachoeira? Sim! (FOTO 14 e 15). Um corredor inteiro com teto de guarda-chuva de efeito hiper legal? Sim! (FOTO 16), escadas rolantes infinitas? Sim! (FOTO 17), enfim... tem TUDO.

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FOTO 14 - cachoeira do dubai mall

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FOTO 15 - selfieeeee na cachu! kk

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FOTO 16 - rua linda de guarda-chuvas

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FOTO 17 - escadas infinitas, gente, cadê o TINDER??

Do portão 6 se não me engano o shopping dá acesso ao Burj Khalifa – o maior prédio do mundo, ao show das águas, que ocorre das 18:30 às 22:30 (confirmem, pode mudar) a cada meia hora e a um outro “souk”, mercado árabe. É tudo lindo, superlativo e fantástico. O Burj Khalifa mal cabe na foto! Ficamos nesta área por umas duas horas, pois marquei de encontrar com uma amigona que mora em Dubai (Gisele) na porta giratória deste portão 6 pra irmos jantar! Visitamos o souk, vimos o show das águas várias vezes (FOTO 18 e 19) e aproveitamos a vista do Burj Khalifa de dia e de noite (FOTO 20 e 21). Iríamos subir nele no último dia da viagem!

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FOTO 18 - esperando o show das águas

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FOTO 19 - show das águas

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FOTOS 20 e 21 - Burj Khalifa de dia e de noite!

A música a cada apresentação do show das águas muda, e não sei se foram os diferentes ângulos de visão dos quais assistimos, tive a impressão que existem shows diferentes.

Encontrei a parça e fomos jantar num restaurante indicado por ela, onde a comida foi lindamente deliciosa e com preço bom. Assim que achar meu caderninho de anotações que está perdido na minha casa atualmente em reforma, eu conto o nome dele e o preço! Pedimos uns pratos de carne, frango, falafel, e tava tudo gostoso. (FOTOS 22, 23 e 24).

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FOTO 22 - eu e a parça

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FOTO 23 - falafel delícia!

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FOTO 24 - carninhas apimentadas!

De pança cheia, me despedi da amiga que veria de novo e fomos pra casa... infelizmente sem o tradicional goró pra relaxar!

Próximo Post: passeio de monotrilho, mais shoppings, Abu Dhabi e Global Village

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Que maravilha de relato!

 

Adoro relatos bem detalhados como o teu! Estou iniciando o planejamento para ir ao Japão em janeiro de 2019 e vou seguir acompanhando tudinho por aqui.

 

Obrigada por compartilhar tua viagem! Abraço.

 

 

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Opa, cheguei por aqui para ler o seu relato, com um certo atraso, mas cheguei! Adoro suas viagens e seus relatos! Aguardando a continuação! Esse com certeza vai ajudar para minha futura viagem para Japão e também para EAU que também estão na minha interminável lista de lugares para conhecer! Hehehe. Beijos!

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Que maravilha de relato!
 
Adoro relatos bem detalhados como o teu! Estou iniciando o planejamento para ir ao Japão em janeiro de 2019 e vou seguir acompanhando tudinho por aqui.
 
Obrigada por compartilhar tua viagem! Abraço.
 
 

Oi Helen, que legal que está gostando, eu já continuo! Minha casa tá em reforma, kkkkk...

Japão tudo de bom!
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Opa, cheguei por aqui para ler o seu relato, com um certo atraso, mas cheguei! Adoro suas viagens e seus relatos! Aguardando a continuação! Esse com certeza vai ajudar para minha futura viagem para Japão e também para EAU que também estão na minha interminável lista de lugares para conhecer! Hehehe. Beijos!

Vc vai amar miga! :*
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Ah, achei meu caderninho de anotações, kk! Só pra não perder de vista, lá naquele Madinat Jumeirah eu comprei um sorvete pro meu filho que custou 28 dirhans!!!::dãã2:: Só vi o preço depois que já tinha pedido e fiquei com vergonha de devolver! A patinação no gelo foi 60 dirhans por pessoa, caro, mas podia ficar lá duas horas... ficamos uma! E a janta que fui com minha amiga foi no restaurante Shawarma Grill House. O prato custava em média de 30-40 por pessoa e as bebidas (água e refri, mas água Voss, kkk) de 12-15 dirhans. Bebida sempre quebra o rolê! Logo continuo!

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28 de novembro (terça): Dubai Marina, Monotrilho, Battuta Shopping, Oasis Shopping e mercado (de comida mesmo)

Neste dia tínhamos programado visitar a “Palm” de monotrilho, por isso fomos até o Marina Mall (mais um shopping) e estacionamos o carro lá (gratuito, como a maioria), de onde parte o tram laranja (10 dirhans ida e volta) que dá acesso ao monotrilho (30 dirhans. Demos uma voltinha no shopping e apesar de bem bonito ele é só um shopping de Dubai, enorme e com todas as lojas que eu nunca entrei na vida (FOTO 25).

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                                                                                                   FOTO 25: Entrada do Dubai Marina Mall

O passeio pelo monotrilho foi legal, mas não considero imperdível. Até dá pra ver uns pedaços da folha da palmeira (FOTO 26), hahauaha, mas não é tão sensacional e achei as passagens caras. Até pq me aconselharam a tentar sentar no primeiro vagão... eu até consegui... mas aí uma horda de gente se empilha em pé na sua frente pra tirar foto! Kkkkk (FOTO 27).

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                                                                                   FOTO 26: Pedaços da Palmeira vista do monotrilho.

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                                                                                 FOTO 27: pessoas que se aglomeraram no primeiro vagão.

Descemos no Atlantis novamente, vimos uns carros de milhões de dólares, demos uma andada e voltamos, pois afinal já tínhamos passeado por lá no dia anterior. Acho que se não tivéssemos ido no dia anterior de carro íamos ter curtido mais o monotrilho.

De volta ao Marina Mall pegamos o carro e fomos para o Batutta Mall... sim, outro shopping. Tínhamos programado ir no Mall of Emirates esta tarde, o segundo maior do mundo, mas a Gi, minha amiga, disse que seria um shopping igual o Marina Mall... ostentação e só. Ela nos aconselhou a ir no Batutta pq lá cada “ala” do shopping tem uma decoração temática: Grécia, Egito, Deserto, Índia e por aí vai. O Shopping é de fato bem bonito e diferente, mas se vc estiver com roteiro apertado, não se mate pra ir lá.

Almoçamos no Extreme Shawarma e gostamos bastante, preço médio 30 dirhans por pessoa. Mas lá tem KFC, MacDonald, Pizza Hut, Subway... várias opções de lanches conhecidos.

Depois de andar um tanto (minhas fotos deste shopping não ficaram boas), pegamos o carro e fomos... pra outro shopping! Kkkkkkkk, mas calma, tem motivo!

Minha amiga trabalha no Oasis Center Mall, numa rede de academia chamada fitness first! Ela nos presenteou com uma massagem no Balance SPA, que fica no mesmo andar que ela trabalha! Fomos lá só pra isso! O shopping é menor e menos ostentação, mas bem bonito!

A massagem foi tipo shiatsu, bem boa. Fizemos massagem, sauna, banho, tomamos chá... meu marido se atrapalhou um pouco com o inglês do indiano que estava com ele e foi bem engraçado, ele não entendia que tinha que tirar toda a roupa e colocar tipo uma cueca descartável, rimos muito disso!

Depois do relax fomos a uns 3 mercados, incluindo um Carrefour, e nos divertimos vendo tanta coisa estranha aos olhos e prateleiras que pareciam repletas de cerveja só que não, kkkkkk, tudo sem álcool (FOTO 28). Compramos comida e café da manhã e fomos jantar em casa!

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                                                                                                 FOTO 28: kilos de cerveja, só que não.

29 de novembro (quarta): Abu Dhabi e Global Village

Acordamos bem cedinho, tomamos café em casa e seguimos para Abu Dhabi, cidade distante cerca de 140km de Dubai e capital dos EAU. Não tivemos problemas com a estrada, boa e sinalizada, mas não espere uma paisagem bonita... é bem monótona!

Abu Dhabi tem muita coisa pra fazer e dá pra ficar fácil mais de um dia, mas optamos por priorizar Dubai e fizemos só este bate-e-volta. Nossa principal atração era a Mesquita Sheik Zayed e fomos direto pra ela! MEO DEOS, que coisa linda!

Ela é toda branca, lindíssima e bem grande, ficamos umas duas horas lá. Vc já pode ir pra lá toda vestida sem mostrar nada, só o rosto, ou eles te emprestam as vestes! Isso vale principalmente para as mulheres mas homens de regata, bermuda curta ou muita tattoo tb tem que se cobrir.

As mulheres tb tem que cobrir bem os cabelos, se cai um pedacinho do lenço logo vem um guarda pedir pra arrumar, e são muitos guardas. Pode tirar foto a vontade mas não pode fazer pose, agachar, abrir os braços e estas coisas. Eles pegam a máquina e mandam apagar.

A mesquita é tão linda e tão grande que eu poderia ficar aqui o resto da vida postando foto, kkkk, mas nenhuma vai traduzir a beleza do lugar! VÁ! (FOTOS 29, 30, 31, 32)

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                                                                                     FOTO 29: eu tendo que pagar de muçulmana! :)

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                                                                                                        FOTO 30: Mesquita linda!

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                                                                                  FOTO 31: as colunas brancas cheias de flores!

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                                                                                         FOTO 32: teto sensacional de um dos salões!

Depois da Mesquita fomos almoçar. Paramos no caminho da nossa próxima atração, a Corniche Beach, e almoçamos num restaurante chamado Tripolis, muito bom, com pratos imensos, sobrou muita comida! E bom preço, cerca de 25 dirhans por pessoa.

Com a pança cheia fomos fazer digestão caminhando e olhando o fabuloso mar de Abu Dhabi, azul demais, lindo demais. João acabou entrando na água, nós ficamos só com os pezinhos mesmo (FOTO 33).

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                                                                             FOTO 33: O mar azul da Corniche Beach e meu baby!

A praia em que “paramos” era delimitada por uma cordinha e era exclusivamente ocidental, árabes não podiam “entrar” nem passar por aquela faixa de areia. O salva-vidas mandava os que se aproximavam sair... mas vi mulheres de biquíni fora desta área cercada tb!

Pertinho de onde estávamos fica o Emirates Palace Hotel (FOTO 34), o mais luxuoso dos EAU e acho que do mundo... dizem ser sete estrelas, embora não haja esta classificação oficial. Vc pode entrar nele se for a algum dos restaurantes... vc pode tomar café com ouro até, kkkk! Mas a gente só queria dar um rolê e tomar o que fosse mais barato. Mas olha, tava tão calor, a gente tava tão de boa de bermuda que ficamos com preguiça de por calça e tênis (sim, homens não podem entrar de bermuda e garanto que o shorts que eu tava tb era considerado indecente embora fosse quase nos joelhos)... passamos por perto e não entramos.

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                                                                                                  FOTO 34: Emirates Palace Hotel lá no fundo!

Era quase 4 da tarde e resolvemos voltar pra Dubai e ir a um local pouco frequente em roteiros tradicionais ocidentais, talvez por ser longe a beça! Global Village! Lugar IMENSO, sério, muito grande, com muitos pavilhões... alguns representando regiões, outros países, continentes, aglomerado de países, enfim! O foco é arte, artesanato, produtos e comidas típicas de cada região/país/etc. (FOTOS 35, 36, 37, 38)

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                                                                                                        FOTO 35: Entrada do Global Village

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                                                                                                    FOTO 36: Entrada do Global Village

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                                                                                                               FOTO 37: Pavilhão Egípcio

                                                               38.JPG.f8fa2c8b15a36c8426d8a9e7e41e5443.JPG

                                                                                      FOTO 38: Pavilhão Europeu, legal só por fora.

Quase que só tinha árabe nesta feira gigante, não sei como eles não se confundem com as roupas todas iguais, rs! Comemos várias porcarias (pizza, churros, panqueca, pipoca, etc) e compramos várias bugigangas! Acho que conseguimos entrar em todos os pavilhões, mas ficamos mais de cinco horas lá dentro, alguns olhamos bem rapidinho e no final estávamos mortos!

Os pavilhões da África e Irã foram os melhores... o da África foi o mais interessante pra compra de coisinhas, o do Irã pelo show de bonecos gigantes... muito BOM! (FOTO 39). Todos os pavilhões tem apresentações artísticas!

                                                          39.jpg.1744638cd321de5c4d47da46a2e83492.jpg

                                                                               FOTO 39: Apresentação do pavilhão do Irã, muito legal!

O TOP bosta do Global Village vai pra China, cheia de tranqueira de quinta categoria, Europa... sofrível com nada típico ou cultural, e Américas... ai que desgosto. Nem uma barraquinha de espetinho brasileiro, kkkkk, só baboseira do Tio Sam e umas tranqueiras forçadas do México. #vergonha

Gente que canseira. Partiu Carrefour express perto de casa e cama!

Próximo post: mercado de especiarias, mercado do ouro, rally no deserto e muito mais!

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Juliana, que viagem memorável! Lugares lindos!!!

Rachei de rir com a epopeia pra tirar o visto e todos os perrengues! ahhahahaha

São partes da história que depois que termina a viagem a gente cai na gargalhada pq vê que tudo deu certo ne? risos

Delicia de viagem! Parabéns!!

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    • Por Philippe Matheus
      Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar!
      O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en
      Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? 

      Entrada da cidade velha no portão de Jaffa.
      Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz!

      A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto.

      A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. 
      Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo!
      Igreja do santo sepulcro:

       
      Jardim do túmulo:

      O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. 

      O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte.

      Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. 


      Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx
      Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável.

      Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender!
      No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma.

      Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. 
      No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. 
      Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. 
      Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. 

      Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado.

      Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo.

      No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível!


      Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. 

      Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. 
      Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso.
      No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. 

      Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções.

      Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante.

      Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né?

      É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. 

      No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. 

      Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês:
      Ser mochileiro é sair da zona de conforto;
      É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece;
      É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar.
      Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal.
      Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um.
      Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes.
      Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros.
      Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena.
      Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares.
      Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar.
      Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar!
      Um grande abraço a todos e muitas viagens!
       
       
       


    • Por Guimg12
      Vamos lá, mais um relato, perdi minha outra conta então vamos lá
      Bom, essa viagem foi decidida meio que na sorte, eu tinha alguns pontos no programa da LATAM, e como para mim é melhor viajar final do ano por conta do recesso forense.
      Comecei a pesquisar possíveis destinos, como eu gosto de praia e sol me restringia um pouco.
      No final do ano poderia ir para a região da américa central, que até então era minha primeira opção, mas estava com receio de ir sozinho por conta da “má fama” da região por ser um pouco violenta.
      Com isso decidi ir para a África do Sul, achei a passagem de ida por apenas 28k milhas e dei a loca de ir. Como meu inglês é bem ruim, resolvi incluir um pequeno intercâmbio na África do sul.
      Fechei pelo site Intercambio direto, foi a melhor cotação que achei, era o mesmo preço da escola se eu pagasse por lá. Entrei em contato com a escola para saber se realmente eles faziam parceria com o site, pois iria pagar todo curso no brasil, então não poderia correr o risco de ser falso. Tudo certo, paguei o valor de 2.600 reais para 3 semanas de aula.
      Se tem intenção de fazer um intercâmbio faça por mais tempo, e não sei se na África do sul é uma boa, minha sala só tinha árabes então era muito difícil entende-los, havia alguns brasileiros também por lá.
      qualquer coisa só chamar no insta uaiguilhermee
    • Por donita
      olá mochileiros!
      no próximo inverno, pretendo realizar uma viagem de moto pela américa do sul (salar de uyuni, atacama e machu picchu). pelo frio e ventos constantes (acredito que pegarei temperaturas negativas), estou um pouco preocupada com a qualidade do fleece que comprarei. já li e reli os tópicos do fórum relacionados a fleece e proteções contra o frio no geral, mas ainda estou muito indecisa quanto ao modelo. listarei a seguir os produtos que mais me despertaram interesse até o momento. estou aberta a novas sugestões e opiniões. deixo claro que pretendo usar esses produtos em conjunto com segunda pele, além da jaqueta de moto propriamente. 
      acham necessário um produto com uma gramatura mais alta? como esses: 
      https://www.fieroshop.com.br/fleece-termico-feminino-para-neve-frio-extremo/p - fiero 
      https://loja.solo.ind.br/jaqueta-termica-wooly-feminina-solo-mescla-navy - solo 
       ou um intermediário já dá conta? como esses: 
      https://loja.solo.ind.br/jaqueta-de-isolamento-termico-microfleece-ii-feminina-solo-PRETA - solo
      https://loja.solo.ind.br/blusa-ziper-de-isolamento-termico-microfleece-ii-solo-preta - solo 
      https://www.decathlon.com.br/blusa-fleece-feminina-de-trilha-mh520/p - quechua
      https://www.decathlon.com.br/blusa-fleece-de-trilha-mh120-integral-feminina-quechua/p - quechua
      grata! 
    • Por pedritamix
      Oi, gente!
      Quão frio faz em Halong Bay (Vietnã) em dezembro/janeiro? É inverno, ok, a previsão diz que é frio, tal, mas gostaria do relato de quem foi, para dizer se vale a pena ir nessa época ou se fica impossível curtir a natureza ou entrar na água sem congelar rs
      Pensei em ficar na Castways Island, então a preocupação com o frio à noite tb é uma questão importante.
      Alguém foi nessa época e pode contar um pouco mais? 

    • Por Angela moniz
      Chego a Paris 30/12 a 18/01, considerado que é inverno, seria melhor seguir para Suíça/Itália, ou Bélgica-Holanda? Qual teria mais bonitas paisagens de trem?


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