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Relato Tailândia e Malásia - Fev/Mar 2017


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Comecei a escrever esse relato para futuramente me recordar dos detalhes da viagem. Como ando vendo que minha animação para continuar escrevendo está pequena, resolvi ir compartilhando no fórum à medida que o desenvolvo, talvez possa ter alguma informação que seja útil para alguém.

A viagem aconteceu do final de janeiro, até a primeira semana de março, num total de 41 dias. Inicialmente a intenção era conhecer apenas a Tailândia, mas no decorrer da viagem decidi ir à Malásia encontrar um amigo que estava mochilando pela região. A decisão de viajar ocorreu de supetão. No final do ano anterior, me deu na telha de viajar para algum lugar. Na mesma semana Tailândia me veio a cabeça e já comprei a passagem aérea. Detalhe: nunca havia feito nenhuma viagem internacional. Para a viagem usei as economias de muitos anos, que até então só estavam sendo usados para compra de coisas. Decidi que era hora de usa-las para propiciar a vivência de experiências.

 

Já antecipo como foi o roteiro, por ordem:

Bangkok

Ayutthaya

Ao Nang

Railey Beach

Koh Lanta

Khao Sok (* PONTO ALTO DA VIAGEM)

Koh Phan Ngan (Full Moon Party)

Koh Tao

Phuket

Kuala Lumpur

Kuala Terengganu

Phi Phi

Hua Hin

 

 

 

29/01/2017 – Saída do Brasil para Bangkok. Incrivelmente, a ansiedade não havia tomado conta, para quem estava fazendo sua primeira viagem internacional, para um destino do outro lado do mundo, a tranquilidade era impressionante. O primeiro voo saia de Goiânia pela manhã. Chegando em Guarulhos, onde aguardaria as mais de dez horas de conexão, me dirigi para o terminal de onde sairia o voo. Com o tempo livre, aproveitei para andar pelo aeroporto. Relembrando alguns fatos prévios à viagem, ainda no final de 2016, havia ingressado em um grupo de Whatsapp de viajantes com destino à Tailândia em Fevereiro/17. Encontrei o grupo por meio do Mochileiros.com, fórum destinado a viagens. Já no início de Janeiro os primeiros viajantes contavam suas experiências e arranjavam encontros, para maior integração durante a viagem. No dia da viagem, havia também um grupo de 03 amigos catarinenses em Guarulhos esperando para o voo. Como no grupo disseram estar em outro terminal, nem me manifestei sobre estar no aeroporto. Passado algum tempo, enquanto curtia o nada, ao som das músicas aleatórias do Spotify, de longe vi um grupo de três jovens que tive a impressão de serem familiares. Coincidentemente, eram os mesmos que disseram estar no outro terminal do aeroporto. Mais coincidentemente ainda, sentaram justamente ao meu lado. Logo, entrei no grupo para verificar as fotos, e lá estava. Eram realmente as mesmas pessoas. Logo perguntei: “Uai, vocês são os malucos lá do grupo da Tailândia ?” E assim, encontrei companhia para algumas das longas horas de espera até o voo. Era um grupo de amigos animados, estavam em uma formatura em Curitiba e saíram de lá direto para o aeroporto. Além da conversa, as inúmeras partidas de Uno ajudaram a fazer com que o tempo passasse mais rápido. Hora do voo. Tudo pronto, lá vamos nós.

Gastos:

R$38,00 - Almoço Aeroporto

R$18,00 - Lanche Aeroporto

 

30/01/2017 – Após as longas 11 horas de voo, estava em Paris. A conexão era de poucas horas, porém, foi possível perceber o primeiro choque cultural. A diversidade de pessoas totalmente diferentes umas das outras, reconhecíveis parisienses misturados com monges, muçulmanos e pessoas de incontáveis nacionalidades diferentes. Era uma pequena amostra do que estava por vir. Nesse momento a bateria do celular já não tinha muitas forças. Ao procurar uma tomada, a primeira decepção: precisaria de um adaptador. Como já havia dado sinal de vida para meus pais, fiquei sentado, apenas observando o que acontecia a minha volta... a viagem já havia começado. 

R$ 15,00 – Lanche Aeroporto

 

31/01 – Mais 12h de voo se foram, e após várias refeições recusadas no voo por não ter a menor ideia do que estaria comendo, cheguei. Ainda no aeroporto, logo procurei algum lugar para trocar dinheiro pela moeda local e em seguida comprar um adaptador de tomadas. A próxima missão seria encontrar uma tomada livre. Perambulando pelo aeroporto, vi algumas lojas vendendo chips para celular. Por pensar que seria bem mais caro do que na cidade, resolvi não comprar. Doce ilusão. Acredito ter sido o primeiro grande erro da viagem. A caminho da saída, encontrei uma estação de carregamento de bateria, logo a usei. Com o Wifi do aeroporto, me conectei e criei uma distração para os minutos que ficaria parado enquanto o aparelho não carregava. A essa hora, estava no fim da manhã. 20% de carga, missão cumprida. Como um bom desavisado, decidi pegar um taxi para o Hostel. Os preços eram tabelados, e foi a primeira grande facada da viagem. O motorista, como viria a ver ser uma característica dos tailandeses em geral, era super gentil e em momento nenhum parava de sorrir. O Inglês era péssimo, mas a comunicação foi estabelecida. Ao deixar o aeroporto a ficha caiu. Estava do outro lado do mundo. As placas de publicidade escritas em um alfabeto nunca antes visto. O transito caótico de Bangkok. As placas dos carros sem nenhum padrão reconhecível. O motorista falando ao telefone palavras indecifráveis. Estava na Tailândia.

Chegando ao Hostel (Cocktail Hostel & Bar), na região de Silom, reparei que deveria melhorar o inglês na marra. Apesar de conseguir me comunicar bem, faltava fluência. A pronuncia deficitária também era perceptível a meus próprios ouvidos. Deveria aguardar quase 2 horas até que pudesse fazer o check-in. Perguntei a proprietária do Hostel onde poderia trocar dinheiro (no aeroporto só havia trocado 100 dólares). Claro, após muito andar na direção indicada, não encontrei o lugar. Durante a caminhada pude observar a grande quantidade de turistas, do mundo inteiro, andando nas ruas. Encontrei uma pequena casa de câmbio e retornei para o Hostel. A proprietária informou que já poderia fazer o check-in. Logo tratei de me banhar. Afinal, dois dias sem tomar banho não estava me fazendo muito bem. Com intenção de me prevenir daquele calor extremo, potencializado pelo caos generalizado que era o transito daquele local. QUE CAOS. Vesti logo uma bermuda e saí em busca de algum lugar para comprar um chip com internet. Andei bastante, coisa de 3km. Já havia perdido a referência de para onde era meu Hostel. Encontrei uma 7/11(seven eleven), mal sabia que seria o início de uma relação duradoura. A atendente não compreendia o que eu estava procurando. Chamou um rapaz que falava inglês, que junto comigo começou a procurar um chip que havia internet. Encontramos um. Na embalagem dizia internet ilimitada por 1 mês. Comprei. Parado na rua, segui os passos para instalar o chip, consegui. Agora com internet, chamei o Uber. Logo apareceu uma jovem tailandesa, bastante bonita (para uma tailandesa, fato de se admirar) em um sedã preto super luxuoso, bancos de couro, ar condicionado trincando. Estava à caminho da primeira atração naquele país desconhecido: Grand Palace. O celular já estava com a bateria no fim. Perguntei se havia algum problema em desligar o celular durante a corrida. Ela informou que não, e ainda ofereceu um carregador. Era de Iphone, vida que segue... Em um trajeto de aproximadamente 8km o aplicativo informava que a viagem custaria algo em torno de R$7,00. Estava feliz. Porém, não contava em como seria o transito até o destino. Foram incríveis 1 hora e meia até conseguir chegar. Estava impaciente. Ao observar que estava próximo do local, pedi para descer e ir andando. Com certeza seria mais rápido. Prontamente a motorista aceitou e encerrou a corrida. Foi possível perceber em sua feição que ela também agradeceu. Seriam mais longos minutos naquele carro até chegar no destino final.

Logo na entrada observei algo e me lembrei do que havia lido na internet sobre os templos: deveria estar com calças compridas. Perguntei ao segurança onde poderia comprar uma calça que várias pessoas estavam utilizando. Fui no caminho indicado, não era perto. Comprei. Voltando para a primeira entrada, reparei um grupo de tailandeses gigante, com centenas de pessoas, vestidas de preto. Fiquei sem entender do que se tratava, viria a descobrir apenas algum tempo depois. Fui passando pela revista e demais entradas. Estava no templo. No grupo do whatsapp tinham falado que a entrada do templo era paga. Achei estranho não terem me cobrado para acessar o templo em nenhuma das entradas que passei. Continuo achando estranho até hoje, meses depois, pois com certeza deveria ter pago. Andei pelo templo, grandioso, sua arquitetura era interessante, diferente de tudo o que havia visto. Achei estranho não ver nenhum budista rezando. Como em praticamente todos os outros templos que passei, eram feitos quase exclusivamente para apreciação dos turistas. Por não ser lá uma pessoa tão religiosa, não estava vendo muita graça. Vi algumas pessoas retirando os sapatos para adentrar em um dos templos. Não me dei ao trabalho, achei que não valeria o esforço. Continuo achando. Era hora de ir embora. Hora do rush. Bateu a tristeza. Fiz a infeliz escolha de pegar novamente um Uber. Dessa vez foi mais tranquilo, o sono me tomou e dormi durante praticamente toda a demorada viagem. Chegando ao Hostel fui procurar comida. Encontrei uma lanchonete próxima, e logo pude observar o marcante gosto por Chás e Leite daquele povo. Pedi um milk-shake, um dos únicos alimentos que consegui reconhecer. Voltei para o Hostel, aliás, precisava carregar o celular. Passado algum tempo, retornei para a rua à procura de mais comida. Encontrei um Subway. Com certeza, o melhor sanduiche do Subway que já comi. Fiquei um pouco na área comum do hostel, e logo fui dormir. Ao acordar no dia seguinte, não sentia mais nenhum efeito do jet lag.

R$ 26,50 - Adaptador de Tomada

R$ 78,00 – Taxi Aeroporto – Hostel

R$ 60,00 – Hostel BKK (3 diárias)

R$ 30,00 – Chip Internet

R$ 17,00 – Uber Grand Palace

R$ 18,50 – Uber Hostel

R$ 15,00 – Calça Templo

R$ 17,30 – Sanduíche Subway

R$ 11,00 – Lanche

 

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01/02/2017 – Na noite anterior, olhei no Google Maps, com mais detalhes, onde exatamente  estava. O que havia por perto, quais as distâncias entre os locais. Dessa vez seria mais esperto. Não queria passar a viagem dentro de carros. Acordei cedo, e decidi ir andando para um parque que estava na região do Silom, parecia ser grande. Bastava ir reto que chegaria até ele. Logo cedo, estranhei bastante os hábitos alimentares daquela população. O cheiro de comida recendia nas ruas. Frango frito, espetinhos de algo parecido com presunto, carne de porco, sopas, chás, leite, tudo aquilo era muito estranho. Resolvi comprar um isotônico em uma 7/11, no caminho também comprei uma fruta. Nós brasileiros deveríamos aprender a ser mais práticos com a comida de rua como os tailandeses. A fruta era cortada em pequenos pedaços, na hora, colocada em um saco plástico e acompanhada de um palito, para não precisar sujar as mãos. Também acompanhava à fruta um alimento não reconhecido, que resolvi não experimentar. Era uma espécie de doce com consistência porosa, rosa. Acredito ter sido uma sábia escolha. Após aproximadamente meia hora de caminhada cheguei ao meu destino: O Parque Lumpini. Bastante utilizado pelos locais para a prática de exercícios e contemplar o passar do tempo. Logo vi que tinha acertado na escolha do tipo de viagem queria fazer. Após dar algumas voltas no parque, decidi ir até um dos maiores shoppings da capital, que estava a poucos quilômetros de distância, o MBK Mall.  Seguindo pelo GPS, andei por diversas ruas que eram a real síntese do que era aquela cidade. Ruelas estreitas, pessoas se alimentando. No caminho até o shopping tive a feliz surpresa de passar por dentro de um campus de uma faculdade. O contraste arquitetônico que passeava pelo moderno na faculdade de artes visuais e ao mesmo tempo pelos contornos tradicionais dos templos tailandeses em outro dos prédios. Reparei que os alunos usavam uniformes e que possuem o mesmo conceito de hospitais universitários, como as santas casas no brasil. Chegando ao MBK era bem diferente do que tinha em mente. O local tinha vários andares, sendo que alguns deles eram dominados por quiosques, mais pareciam uma feira. Possuía uma lista de coisas para comprar e me preparar para o restante da viagem. Fui a procura. Após comprar o cortador de unha, fui a procura do Monopod (gasto completamente desnecessário, diga-se de passagem). Para o almoço, fui até um KFC próximo à entrada. Retornando para casa, com muito custo consegui encontrar uma farmácia que vendesse protetor labial (Lip balm - nunca mais esqueço!), também comprei um barbeador e um protetor solar. No caminho também comprei um chinelo, que iria durar até a Full Moon. Chegando em casa dei mais uma olhada no mapa e em recomendações da cidade, e decidi conhecer o templo What Po e na volta passar pela Khao San Road. Nas recomendações vi alguém falando sobre o transporte de barco pelo rio. Logo tratei de procurar no GPS para onde deveria seguir. Ao encontrar um Long Tail disponível, havia um casal no barco que estava indo na mesma direção. Falei o meu destino e o motorista logo tratou de me fazer uma proposta para também ir em outro lugar (o mesmo que o casal iria). Após repetir o local uma dezena de vezes, logo vi que não entenderia o que estava tentando dizer. Aceitei. Durante o passeio me veio uma luz e mentalmente decifrei que o “Camel” que meus ouvidos ouviam, eram na verdade “Canal”. Não me arrependo de ter aceitado, foi um bom passeio. Foi possível perceber como o rio é importante para boa parte da população. Chegando ao templo, o visitei em alguns minutos e me encaminhei a Khao San Road. Ao chegar, achei o local interessante, mas nada de mais. Dei algumas voltas e perguntei no grupo do whatsapp que reunia mochileiros que estavam no país se alguém iria até a rua naquele dia. Após algumas respostas positivas, sentei em um bar – precisava urinar – pedi uma cerveja Chang, fui ao banheiro e logo fui embora. Andei por uma rua que não me recordo o nome, paralela e muito semelhante a Khao San Road. Resolvi sentar em uma calçada, cruzar as pernas e descansar um pouco. Pouco tempo depois uma tailandesa que estava fumando, se sentou ao meu lado. Após poucos segundos, me olhou de forma bastante reprovativa. Estava sem entender o que acontecia. Após me encarar mais um tempo logo, logo apontou para os meus pés, virou a cara, se levantou e foi embora. Com o celular na mão, logo fui pesquisar o que podia ter feito para causar aquela situação. Eram meus benditos pés. As pessoas daquela região os consideram a parte mais suja do corpo. E apontar a sola dos pés para alguém é extremamente ofensivo. Desculpe moça(não tão moça assim)! A primeira pessoa do grupo que estava na rua para nos encontrar se chamava Fernanda. Nos encontramos em um barzinho bacana, bem espaçoso. De longe, quando a reconheci, vi que também havia uma mulher mais velha, na casa dos 50 anos, junto dela. Ao me apresentar, fiquei sabendo que era sua Mãe. A mãe vendeu seu carro para viajar, havia feito um intercambio nos EUA e logo em seguida outro na Nova Zelandia, de onde vinha para encontrar com a filha na Tailândia. Alguns chopes depois, vimos que as outras pessoas do grupo não iriam aparecer. Como as duas no dia seguinte acordariam cedo para ir para outra cidade, foram embora (mal podia imaginar que a próxima vez que conversaria em português de novo seria dali uns 10 dias) . Resolvi andar mais um pouco pela rua. Decidi fazer a tal Thai Massage. Era de fato, bem relaxante. Peguei um Uber para o Hostel e fui descansar (dessa vez, o uber saiu barato e foi rápido). Chegando ao Hostel tratei de utilizar o WIFI do hostel para planejar meu dia seguinte. Iria para Ayutthaya, mas como? Lendo relatos na internet, vi que seria fácil ir por conta própria, sem precisar contratar um tour.

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R$ 6,00 – Cortador de Unha

R$ 6,80 – Frutas e Suco

R$12,00 – Almoço

R$ 25,00 – Monopod (Bastão Selfie)

R$ 3,50 – Suco

R$ 6,00 – Barbeador

R$ 23,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 – Chinelo

R$ 30,00 – Passeio Barco Canal

R$ 59,00 – Bar

R$ 15,00 – Protetor Labial

R$ 10,00 – Entrada Templo

R$ 8,60 – Uber Hostel

R$ 16,00 – Massagem

 

02/02/2017 – Ayutthaya – Acordei bem cedo, para pegar um dos primeiros trens para Ayutthaya. Fui até a estação de trem andando, vi pelo GPS que era perto, algo em torno de 2,5km de distância do meu hostel. Foi possível ver como é a rotina matutina fora do grande centro. Até então só havia observado o movimento durante a manhã no caminho para o Lumpink Park, era um cenário bem mais agitado, com mais carros, cheiros e pessoas. Indo para a estação pude observar os comerciantes começando a abrir seus negócios, os estudantes chegando até a escola, que ficava bem próximo à estação. Além disso, também via alguns poucos viajantes, com suas mochilas nas costas, praticamente as únicas pessoas na rua em alguns trechos do caminho. Comprei a passagem para Ayutthaya e fiquei na espera do trem, que ainda demoraria alguns minutos. Durante minha espera, teve um momento curioso. Começou a passar no telão uma espécie de homenagem à família real e ao rei morto, e todos os nativos ficaram de pé. Acredito ser uma tradição diária, assim como no brasil havia o hino nacional nas escolas. Peguei o trem, cheguei no destino. Durante minha pesquisa sobre a cidade, havia lido algum relato filho da puta, que dizia para não alugar bicicletas próximo à estação, pois eram caras comparadas aos lugares próximo dos monumentos turístico. Sendo assim, liguei o GPS e fui andando em direção ao parque. Depois de aproximadamente meia hora, e reparar que eu estava em um lugar sem nenhum tipo de negócio de veículos, com nenhum outro turista à vista e sem perspectiva de ver algum templo turístico, vi que estava numa latada. Avistei embaixo de uma árvore um ponto de moto-taxistas. Não pensei duas vezes, pedi que um deles me levasse até a estação de trem. E logo em frente, dei jeito de alugar uma bicicleta. Vivendo e aprendendo, não é mesmo? Junto com a bicicleta, recebi um mapa das principais atrações. Mas como o celular estava carregado, ele foi meu principal guia. Acho que ainda não mencionei nesse relato: QUE PUTA SINAL DE 4G, no país inteiro. Nas estradas, cidades pequenas, ilhas, todo lugar. Praticamente todos os templos que visitei na cidade eram bem semelhantes. Sua arquitetura, o desgaste das ruinas que remetiam a muitos anos, e por momentos, trazia a reflexão de quanto o mundo é antigo, e por quantas coisas já passou. Também era interessante reparar na fé das pessoas (que eram poucas, não turistas), que paravam em frente às estatuas centenárias de budas no meio das construções, deixavam suas flores amarelas e faziam suas orações. A caminho de um dos templos mais distante, parei em uma 7/11 para comprar algo para comer. Acho que foi a primeira vez que experimentei os pratos prontos, aquecidos por micro-ondas. Ainda bobo, peguei um prato apimentado, como quase todos. Também comprei um salgadinho com sabor de frutos do mar, que também era picante. Me sentei na calçada em frente a loja para comer. Não consegui terminar nenhum dos dois. Voltei até a loja para comprar doces, e tentar aliviar o ardor da pimenta. Pelo menos os doces eram normais. Joguei-os na cesta da bicicleta, junto com a garrafa de água, e pedalei. Que sol quente. Depois de chegar e encontrar uma árvore, descanei por alguns minutos na sua sombra. Fui ver o local e tirar algumas fotos, neste dia comecei a tentar usar o monopod que havia encontrado, logo vi que não seria de muita utilidade durante a viagem. Encontrei uma gringa branca, que estava da cor de um pimentão. Pedi que tirasse uma foto, e retribui; impressionante como a mesma foto ficou incrivelmente melhor tirada do Iphone dela; foi minha melhor foto dessa cidade. Na volta para a estação, resolvi pegar um caminho diferente daquele por qual tinha ido, para conhecer um pouco mais do lugar. Boa escolha. Como não via mais turistas pelas ruas (o que é difícil de acontecer naquele país), achei que estivesse indo pelo rumo errado. Mas as rotas do meu celular estavam claras, por ali eu também chegaria a meu destino. No caminho vi alguns turistas andando de elefante, dividindo as ruas com os pedestres e ciclistas. Vendo de perto: que animais imensos, que pegadas pesadas e que sensação de que ainda tenho muitas coisas para ver e conhecer no mundo. Voltei para a estação, esperei pelo próximo trem, me estranhei com uma comida parecida com umas palhas secas verdes que algumas pessoas vendiam, voltei para Bangkok, decidi meu próximo destino e comprei a passagem aérea. Meu voo saia de manhã bem cedo.

 

R$ 6,00 – Passagem de Trem Ayutthaya

R$ 165,00 – Passagem Avião Krabi

R$ 5,00 – Aluguel Bicicleta

R$ 10,00 – Entrada Templos

R$ 7,20 – Sucos

R$ 4,00 – Frutas

R$ 21,5 – Almojanta

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03/02/2017 - Ao Nang - Ainda de madrugada acordei, arrumei minhas coisas no banheiro do hostel, para não incomodar ninguém, fiz o checkout e peguei um uber para o aeroporto de voos domésticos de Bangkok. No dia anterior tinha visto que o trem para ayutthaia passava em frente ao aeroporto, porém, infelizmente o primeiro trem não chegava até o horário do meu voo. O translado até o aeroporto foi caro, pois era bem distante, mas bastante rápido, uma vez que durante a madrugada as vias de transito rápido não eram cheias. Enquanto aguardava o embarque, fui ao banheiro do aeroporto e comprei um lanche para matar a fome, algumas bolachas, tipo waffer e um suco industrializado. Alô Bauducco! O voo foi rápido, a empresa era a tão falada Air Asia, como não havia marcado assento, me sentei na última fila e tive que sofrer com a falta de espaço para reclinar a poltrona. Chegando em Ao Nang, o aeroporto era pequeno e logo na saída havia algumas vans fazendo os translados para Krabi e Ao Nang. Até chegar ao hostel foram cerca de 40 minutos. Durante todo o percurso já foi possível observar que eu estava em um local totalmente diferente da Tailândia que tinha visto até o momento. O mais impressionante são as formações rochosas, espalhadas por toda a costa. Seus formatos e cores variados são realmente impressionantes. Chegando ao centro da cidade, nas proximidades da orla, foi possível ver como aquele lugar era habitado por turistas, e como estes levavam vida para o local. Como era minha primeira cidade praiana, fui tratar de comprar algumas coisas que não havia levado para economizar espaço na mochila. Um óculos - que vi ser necessário após sair com os olhos fechados em quase todas as fotos por causa da luz do sol – que duraria até a última cidade da viagem, e uma toalha de areia que conseguiu sobreviver à viagem e voltar comigo para o Brasil. A quantidade de variedades de comida era incrível. Restaurantes de todos os tipos de culinária. Resolvi comer alguma coisa da cozinha tailandesa. Entrei em um restaurante, e fiz o pedido de uma comida que pude reconhecer alguns dos ingredientes, tais como arroz, frango, camarão, abacaxi, pepino e outros... Parece que não havia como ser ruim. E realmente não era. Apesar de não ter a forma que havia previamente imaginado – todos os ingredientes se juntavam em um prato único- o sabor de fato era bom. Foi minha primeira experiência comendo polvo e lula. Apesar de não possuírem uma consistência que me agrade, o sabor era bom. O que realmente não consegui ver lado positivo, era em uma espécie de fruto do mar, quase que como um inseto, que vinha inteiro no prato. Com olhos, pernas e tudo mais. Após comer, paguei e falei para a garçonete que poderia ficar com o troco, o equivalente a R$3,00 na época. A felicidade da moça ficou evidente em seu rosto. Resolvi que não queria gastar muito dinheiro naquele dia já fazendo passeios. Já achei aquele lugar o máximo, super bonito. Mal sabia que ainda não havia conhecido nada das belezas naturais da Tailândia. Peguei minha mochila de ataque e minha toalha e dei jeito de ir logo à praia. Procurei uma beirada de sombra, em uma das árvores na beira da areia – que eram muitas. Nas praias do brasil nunca tinha visto vegetação na orla, rente à areia. Aproveitei aquela tarde sozinho, sentindo a brisa no rosto e a calma que o lugar passava. Me dei conta que era disso que eu gostava. E durante toda a viagem esse sentimento sensacional de liberdade ao viajar sozinho me acompanharia. Também nesse primeiro dia, comecei a perceber alguns costumes dos turistas estrangeiros. Tais como quanto gostam de fumar e ler. Meu celular estava carregado. Deitado na orla, liguei o spotify e curti aquele momento ouvindo algumas músicas que me agradavam. Resolvi beber o suco da Dragon Fruit, que havia tanto ouvido falar. Não imaginava que por dentro ela possuía aquela coloração em preto e branco. Não achei lá aquela coisa toda. Dei alguns mergulhos no mar. Que água agradável. Sem ondas, uma temperatura super agradável, e mal dava para perceber o sal na água (quem diria que essa praia fica no mesmo país que abriga Hua Hin, um dos últimos destinos a ser conhecidos e com o mar completamente o oposto deste). No final da tarde decidi ir para o hostel tomar um banho. Ao Nang é pequena, dá para fazer tudo andando. No caminho, fui olhando as agências de viagem/passeio. Que eram centenas, encontradas a cada esquina. Logo percebi o quanto o potencial turístico daquele lugar era bem aproveitado. Um dos passeios que me chamou a atenção foi o Hong Island Tour, que passava por quatro lugares diferentes e tinha almoço incluso. Achei o preço pagável e comprei. Após chegar no hostel e tomar banho, fui novamente para a orla ver o pôr do sol. Um espetáculo à parte. Essa cena se repetiria por todos os dias de estadia nessa cidade. Para a janta, fui a um restaurante de comida ocidental, e comi algo que já estava acostumado. Voltando para o Hostel me atualizei nas redes sociais e noticias do Brasil antes de pegar no sono.

 

R$ 47,00 – Uber Aeroporto

R$ 6,50 – Café da Manhã

R$ 15,00 – Onibus Aeroporto – Ao Nang

R$ 90,00 – Hostel – 88 Ao Nang (3 diárias)

R$ 20,00 – Almoço

R$ 25,00 – Óculos de Sol

R$ 10,00 – Toalha Areia

R$ 4,00 – Suco

R$ 110,00 – Hong Island Tour

R$ 21,70 - Janta

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04/02/2017 - Hong Island – O dia amanhecia e já tinha programação para ele. Logo fui para a recepção do hostel aguardar a van que iria me buscar para o passeio. Inicialmente pensei que a saída seria próxima a orla, onde havia visto uma grande movimentação de long tail boats no dia anterior. Porém, após pegar todos os passageiros, o motorista foi saindo da cidade, e andando bastante, cerca de 30min. Chegamos em um píer, no meio do nada, de onde sairia o barco para o passeio. Não era um long tail, o barco era maior. Que dia foi esse. Saindo pelo mar, avistava várias ilhas, em formatos e tamanhos impressionantes. Eram milhares. As águas de uma cor que até então não havia visto. O passeio incluía quatro paradas diferentes, além do almoço em uma delas. Também era disponibilizado snorkels e coletes. A primeira parada era uma ilha com bem poucas pessoas. Era apenas o nosso barco e mais um. Logo quando chegamos os ‘guias’ auxiliavam quem quisesse subir em uma das rochas para tirar fotos. Gentil, um deles se ofereceu para tirar uma foto minha. Infelizmente, seu dedo saiu em todas as fotos. Nesse passeio foi a primeira vez que usei o monopod. Gostei do resultado das fotos.  Porém, até o final do dia chegaria a conclusão que era mais prático e o resultado das fotos não ficava tão diferente apenas segurando a câmera normalmente. Na segunda parada do passeio, fomos até um local chamado Hong Lagoon, é uma espécie de lagoa entre as enormes rochas características das praias do país. Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda....

Continua...

 

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Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda. Durante todo este passeio, que caiu a ficha que estava na Tailândia, que tanto via por fotos. O mar, as praias e o clima do país são extremamente característicos. Durante a parada na ilha em que seria servido o almoço, fui experimentar a action cam que tinha comprado nas gravações aquáticas. Era uma Xiaomi Yi. Com o snorkel, fui nadando e observando os peixes e as rochas com coráis. Estava achando a visibilidade boa, porém, mal esperava o que estava por vir em Phi Phi. Após um dos mergulhos, fui tirar uma foto. Estava em uma região profunda, porém achei uma rocha para apoiar um dos pés enquanto tirava a foto. Tirei a máscara, e quanto fui posicionar a câmera... adeus snorkel. O bendito escorregou e afundou na água. Como não estava no raso, era impossível vê-lo de fora da água. Na minha mente, só conseguia imaginar a facada que iriam me cobrar para repô-lo. A maioria dos turistas estava na parte rasa. Marquei aproximadamente a área onde ele deveria estar, e nadei até o chinês mais próximo. Ele não falava muito bem inglês, não entendeu que eu estava pedindo sua máscara emprestada, porém, conseguiu compreender que havia perdido a minha. Assim sendo, começou a procurar no local que tinha apontado. Sem sucesso. Sua esposa se aproximou, e em mandarim, conversaram. Ele explicou que estava tentando encontrar minha máscara, e ela rapidamente também tratou de tentar encontrá-la. Sem sucesso. Após mais ou menos 10 minutos, falei que podiam deixar, que provavelmente não conseguiríamos encontrar. Foram para onde seu grupo de quase clones estava. Na mesma pedra que estava apoiado, ainda fiquei por cerca de 10 minutos sozinho. Olhando para a água tentando encontrar qualquer resquício daquele bendito óculos que me custaria o olho da cara. Depois de perder as esperanças, e me preparar para ir almoçar. Vi um pequeno reflexo laranja na água. Logo pensei na pequena listra avermelhada que havia na máscara, e sem titubear, mergulhei e tateei o chão, até sentir a imensa alegria de sentir aquele objeto plástico nas mãos. Subi feliz à superfície e fui para a praia almoçar. De almoço, aquele arroz sem sal e tempero, que já havia até acostumado, com um frango e algumas frutas. Acho que ainda não comentei nesse relato sobre as frutas. Como são boas e abundantes. Serviam sempre de reflexo positivo na consciência, para não pesar muito o fato de estar tendo uma alimentação totalmente desbalanceada. Quem dirá meus companheiros amendoins torrados, e sanduiches de queijo e presunto da 7/11, que eram as refeições matinais, vespertinas e noturnas. O almoço era logo atrás da praia, embaixo da sombra das grandes árvores que a cerceavam. Durante a refeição, um visitante apareceu para alegrar os turistas e ser o centro das fotos por alguns minutos. Um lagarto gigante, da mesma espécie do que havia visto circulando no Lumpini Park em Bangkok. Depois do almoço e das próximas paradas do passeio, fomos embora. Dentro do barco, voltando do alto mar, senti aquela sensação de realização e felicidade que sentiria na volta para os hostels todos os dias da viagem. Após tomar um banho, fui até a orla, que também era o centrinho de Ao nang, ver onde iria almoçar e aproveitar e curtir o pôr do sol. Sentei na mureta que separava a rua da praia, e apreciei por bons minutos aquele belo fim de dia. Voltei para o hostel, para descarregar as fotos da câmera e celular no Drive. Depois de alguns minutos, voltei ao centrinho para almoçar. Fui a um barzinho, pedi uma cerveja Chang, e curtindo o som da banda que estava tocando, num estilo que imagino ser o reggae tailandês, curti a noite sozinho. Chegando ao Hostel, tentei comprar as passagens para a Malásia, onde iria encontrar um grande amigo que estava mochilando pelo sudeste asiático há alguns meses. Tentei comprar as passagens, mas não consegui. Tentei tanto pela AirAsia quanto pela Malaysia Airlines. Após algumas tentativas, consegui  em uma delas comprar apenas a passagem de volta. Mandei mensagem no chat do Nubank, relatando o problema, e logo resolveram. Mas já estava tarde e deixaria para tentar comprar no dia seguinte.

 

R$ 39,50 – Jantar + Cervejas

R$ 95,00 – Passagem de Volta Malásia

 

05/02/2017 - Railey Beach – Acordei cedo, passaria o dia na famosa Railay Beach. Me dirigi a orla, de onde saiam os long tail boats para lá. O valor era tabelado em 200baths ida e volta. Em menos de 10 minutos o barco estava lá. Descendo no ponto de parada do barco, precisava atravessar a pequena vila de resorts, por dentro da mata, para chegar até a praia. Como não havia sinalização, fui seguindo o fluxo de pessoas, que naquele horário era bem pequeno. Em um ponto, por algum motivo, achei que deveria virar em lugar, e decidi não continuar os seguindo. Estava certo. Logo cheguei. Que visual. Andei por toda a praia, para reconhecer o local. Passei pelas rochas onde os aventureiros estavam escalando, passei pela Phranang Cave. Onde os locais depositavam seus objetos fálicos, em oferenda a uma princesa que não recordo o nome. Muitos turistas acendiam velas, para desejar fertilidade. Tirei apenas uma foto de longe, para mostrar para os amigos da minha cidade. Logo encontrei uma sombra embaixo de uma árvore, na praia, e tratei de estender minha toalha. Fiquei sentado um bom tempo, admirando o lugar. Próximo a mim, havia um senhor que alugava caiaques. Pedi para que ele olhasse minhas coisas, enquanto entrava na água com o caiaque. Fiquei apenas uma hora, parecia uma eternidade, e gostaria que tivesse durado para sempre. Que sensação fascinante, estar sozinho, do outro lado do mundo, dentro de um barquinho, no meio daquele mar fantástico, olhando de longe aquele visual de tirar o folego. Voltando para minha sombra, liguei o shuffle em minhas músicas no spotify, fechei os olhos e curti o som por algumas horas. Se não me engano, era em Railay beach que haviam vários barquinhos ancorados na praia, vendendo comidas. Fui em um deles e pedi um hambúrguer e um suco. Estavam dignos. Fiquei um bom tempo observando o pessoal fazendo escalada. Retornei para a praia de onde sairia o long tail para voltar à Ao Nang. Essa parte foi complicada. Precisava esperar juntar certa quantidade de pessoas, para que o barco voltasse. Porém, demorei a entender o porque de sempre ficar para trás. Cada ticket de volta tinha uma cor. E os barqueiros trabalhavam como em cooperativas. Só aceitavam passageiros com o ticket da cor daquela cooperativa. Depois de vários minutos, sem que nenhum dos benditos me avisasse, percebi que um casal que perambulava igual a mim de barqueiro em barqueiro, e também nunca eram aceitos, estavam com o ticket igual ao meu. Fiquei de longe observando sua busca. Quando encontraram um barqueiro que pediu que ficassem esperando ao seu lado, logo dei jeito de correr até o mesmo lugar, e também ficar esperando. Logo juntaram mais pessoas e saímos. Já em Ao Nang, no caminho para o hostel, comecei a perguntar em todas as bancas de venda de passeios/vans (são milhares por cidade, ainda bem que não me dei ao trabalho de fazer um roteiro ou reservar nada pela internet antes de sair do brasil) sobre os preços para vans com destino a Koh Lanta. Após perguntar em todas até chegar ao Hostel, tomei um banho, voltei para a cidade, procurando o 7/11 mais próximo para garantir a janta. Voltei a agencia que estava mais barata e comprei o ticket para a van. Retornei ao Hostel, consegui comprar a passagem de ida para a Malásia e lá fiquei até pegar no sono.

R$ 11,00 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Barco Railay Beach

R$ 20,00 – Aluguel Caiaque

R$ 17,00 – Almoço

R$ 280,00 – Passagem de Ida Malásia

R$ 35,00 – Van para Koh Lanta

R$ 7,60 – Janta

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06/02/2017 - Koh Lanta (Long Beach) – Acordei bem cedo, fiz o checkout no hostel, e fiquei aguardando na área comum. Como ainda faltava algum tempo, resolvi ir ao 7/11 comprar algo para comer. Deixei minha mochila lá mesmo e saí (durante toda a viagem, minha mochila ficou jogada pelos cantos, nunca senti apreensão de roubo ou algo do tipo...) comprei um misto e um suco e voltei para a área comum externa do hostel aguardando minha van. Aliás, o misto da seven eleven foi o meu arroz com feijão da Tailândia. Peguei minha condução e parti. Koh Lanta é uma ilha bem grande, praticamente colada no continente. E ali havia paz. Fiquei no hostel mais barato de toda a viagem (Sonya Guesthouse)... O equivalente a R$16,00 a diária (sempre reservava no dia anterior, pelo booking ou hostelworld... quase sempre encontrava o mesmo hostel mais barato em algum deles), era um lugar peculiar, na parte de baixo ficava um restaurante e subindo as escadas ficava o hostel. O lugar era todo de madeira, as camas tinham mosquiteiros (bem úteis, aliás) e logo nos fundos ficavam os bungalows. A pior parte era o banho, frio... mas pelo preço, não dava para se queixar. O local ficava a cerca de 2-3 km da principal praia da ilha, Long Beach.  Como a ilha era bem grande, a localização das pousadas, hotéis e hostels era bem privilegiada. Do caminho de meu hostel até long beach, praticamente todas as pousadas tinham sua própria praia particular... pois ficavam logo após a orla. Outra coisa que achei curioso na ilha foi a vegetação. Que cobre grande parte de seu território. Mesmo na orla das praias, e entre os hotéis, a vegetação era densa. O que ajudava a deixar o lugar com uma vibe ainda mais relaxante. No primeiro dia, apesar de ter lido relatos falando que a ilha era bem grande, e andar a pé seria cansativo, resolvi ir até Long Beach andando (andar sempre foi a primeira opção nessa viagem, e com certeza foi uma escolha sábia). Não foi uma caminhada fácil. Afinal, estava sob o sol tailandês das 15:00h. O visual da praia de cara era diferente de todas as que havia passado pelo país. O que havia entre a estrada e a areia da praia era uma espécie de reserva florestal. Com pinheiros gigantes (isso mesmo, pinheiros gigantes na areia). Estendi minha toalha na sombra de um destes pinheiros e fiquei. Ocasionalmente dava um mergulho no mar, e voltava para minha sombra. Era um momento de calma, contemplação e reflexão. Taí, essa tríade resume bem o sentimento de viajar sozinho na maior parte do tempo: CALMA, CONTEMPLAÇÃO E REFLEXÃO. Aquele visual diferenciado, proporcionou uma visão do pôr do sol bem dahora. Quando começou a anoitecer, marchei em direção ao hostel. Agora sim a caminhada foi tranquila, sem que o sol travasse uma batalha comigo a fim de derreter minha pele. Tomei meu banho gelado no hostel, fui a 7/11 comprar comida e escolhi duas variações de refeições congeladas. Como nunca dou sorte, mesmo escolhendo aquelas sem os dizeres de “apimentado” na embalagem, todas tinham pimenta. Dá-lhe refrigerante gelado.

R$ 4,00 – Café da Manhã

R$ 8,10 – Almoço

R$ 9,30 – Janta

R$ 48,00 – Hostel Koh Lanta (3 diárias)

 

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07/02/2017 - Koh Lanta (Old Town/ Au Nuy Beach ) – Acordei, e fui comprar meu misto sagrado na 7/11. Saindo da loja, tive uma surpresa que seria meu martírio pelo resto da viagem... Recebi uma mensagem no celular, e adivinhe só? Minha internet ilimitada por 1 mês havia acabado depois de 7 dias. Sim, esse é o resultado de querer economizar e não comprar logo no aeroporto um chip, com pessoas que falam inglês melhor do que os caixas do mercadinho de rua. Perguntei na recepção do hostel onde e como poderia colocar créditos no celular... Me dirigi à 7/11 novamente. Como pode-se esperar, a atendente do supermercado não entendia bulhufas do que eu estava tentando dizer. Precisei mostrar a mensagem no celular (que estava tanto em inglês quanto tailandês) para que ela compreendesse. E agora me diga... quem é que disse que eu sabia qual o meu número? Havia jogado a embalagem do chip fora. Depois da tensão, rolei as milhares de mensagens que recebi quando fui ativar o chip e encontrei entre aquele alfabeto estranho para mim, algo que achei que pudesse ser meu número. E era, felizmente. Passado o drama e o gasto inesperado (que se repetiria mais vezes na viagem) decidi que iria alugar uma moto para rodar a ilha. Lojinhas de aluguel de moto nunca serão uma dificuldade na Tailândia. Estão por todo lugar e a burocracia é zero. Ao lado da 7/11 havia uma. Até então me preocupação era só uma: a última vez que havia sentado em uma moto tinha sido na prova do Detran, 7-8 anos antes. Porém, por toda parte se via idosos e crianças andando tranquilamente pelas ruas pilotando (sim, ver crianças de 9-10 anos pilotando motos vai ser uma imagem normal na Tailândia)  e imaginava que não seria possível que eu também não conseguiria. Meu pensamento estava certo... qualquer pessoa que ande de bicicleta pode pilotar aquelas motos. E não, não é uma preocupação do dono da loja que você irá alugar, se você sabe ou não pilotar o veículo. As dicas para alugar moto são as mesmas que todos os relatos já trazem... se a moto estiver mais nova, confira se não há nenhum amassado ou risco e mostre para o cara da lojinha. Quanto mais fudida estiver a moto, melhor... quando você entrega-la não vão nem se dar ao trabalho de conferir. Nas duas ocasiões que aluguei moto, não tive problema algum. Deixei meu passaporte com os carinhas da loja, e ao devolver o veículo, me devolveram o passaporte. Porém, um amigo que encontrei na Malásia e que também tinha alugado moto na Tailândia passou por um perrengue. Em Koh Tao, alugou uma moto mais nova e não conferiu direito quando a retirou. Na hora de devolver, o cara da loja disse que ele a tinha riscado e que deveria pagar $100. Meu amigo ficou puto e falou que não iria pagar (até por que, com $100 você praticamente compra uma moto nova por lá). O cara da loja disse que só iria devolver o passaporte dele quando pagasse. O problema só foi resolvido quando ele chamou a polícia. Então a dica é: vá na moto mais fudida. Ter alugado a moto foi a melhor decisão que poderia ter tomado em Koh Lanta. Inicialmente fui até Old Town, que fica quase do outro lado da ilha. Chegando por lá, estacionei e fui andando pelas redondezas a pé. Nessa parte da ilha foi possível ver um pouco da rotina dos nativos... as crianças indo para a escola, os adultos para o trabalho. Em uma parte mais afastada havia um museu aparentemente abandonado, um templo onde as pessoas da região frequentavam e no início de uma estrada com floresta mais densa, as placas indicando a rota de fuga no caso de tsunamis. Voltei até a moto, e fui seguindo sem rota pelas estradas. Percebi o início de um pequeno trieiro na beira da estrada. Parei a moto, e fui descendo o barranco, seguindo a trilha, para ver onde daria. E desembocou em uma pequena praia. Fiquei curtindo o lugar por um tempo. Depois de alguns mergulhos, voltei para a moto e segui viagem. Em todos os trieiros que via pelo caminho, sempre parava e os seguia. Não dava outra: sempre tinha uma pequena praia deserta no final. A medida que ia ficando mais tarde, já passava a encontrar mais pessoas nessas praias. Esse dia me dei ao luxo de almoçar em um restaurante bacana, que estava próximo de uma das praias da ilha. O lugar visivelmente era caro... mas se tratando de Tailândia, ainda assim seria barato. Pedi um prato com peixe e um suco de manga. Mal sabia que o bendito curry continuaria me seguindo nas refeições da viagem. Mesmo assim valeu a pena. O garfo foi meu aliado na tentativa de separar o molho picante do peixe. Enquanto estava em uma das praias, resolvi olhar no maps os lugares próximos de Koh Lanta, a fim de decidir para onde seguiria viagem. Quando avistei o parque nacional de Khao Sok senti uma identificação muito grande à primeira vista. Resolvi pesquisar o que havia sobre aquele lugar na internet. Não encontrei muita coisa, praticamente nada. Mesmo assim decidi que aquele seria o próximo destino.

R$ 4,60 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Crédito Celular

R$ 31,00 – Aluguel Moto (2 dias)

R$ 34,00 – Almoço

R$ 11,80 – Janta

 

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08/02/2017 - Koh Lanta (Ócio) – O último dia em Koh Lanta foi basicamente um dia de ócio. Curtindo o vento na cara, ao andar pelas estradas com várias decidas e subidas pelo caminho. Parando nas praias que tinha curtindo e fazendo simplesmente nada. A parte mais movimentada do dia, foi quando da procura por uma van que me levasse ao próximo destino. No fim do dia devolvi minha moto, peguei o passaporte e fui para o hostel, me atualizar sobre o que acontecia no Brasil.

R$ 3,70 – Café da Manhã

R$ 9,90 – Fone de Ouvido

R$ 60,00 – Van para Khao Sok

R$ 9,20 – Almoço

R$ 3,00 – Picolé

R$ 10,70 – Janta

 

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09/02/2017 - Khao Sok – Acordei, tomei meu café da manhã e esperei pela van. Quando chegou, nos levou para uma outra cidade, esperando a baldeação que seria feita para as pessoas que iriam para Khao Sok. Aguardei um bom tempo – realmente não eram muitas as pessoas que procuravam esse destino – até que a van que nos levaria chegou. Partimos rumo à Khao Sok, chegamos já estava tarde... aproximadamente 15:30h. A vila de Khao Sok era minúscula. Só havia uma rua, que poderia ser atravessada em 20min. Quando desci da van, senti que tinha feito a escolha mais certa possível. Apenas de respirar aquele ar, me sentia mais vivo. Como meu protetor solar estava acabando, procurei algum supermercado. Essa vila foi o único lugar em toda a viagem que não encontrei uma 7/11. No único mercadinho do lugar, comprei um protetor solar maior, que durasse para o restante da viagem (Muito estúpido, uma vez que logo iria para a Malásia, e só estava com bagagem de mão). Andei um pouco pela entrada do parque e logo voltei para o hostel. Lá também havia a venda de passeios e todos propiciavam uma imersão diferente no parque (além de possuírem um preço bem salgado). Resolvi escolher o passeio do lago de um dia (também havia as opções de passar dois, três dias no parque), pois deveria estar em Koh PhanNgan no outro dia.

Nesse hostel, não havia beliches. O quarto tinha formato de L e era composto por 8 camas simples. No meu, misto, só havia eu e mais duas inglesas. Como o local não tinha muito o que se fazer após o fim dos passeios, ao entardecer, logo ficamos amigos. Jantei no próprio hostel, havia uma sorveteria/restaurante na recepção. Os pratos eram fartos e baratos. Foi um belo achado para estadia nesses dias.

 

 R$ 6,00 – Café da Manhã

R$ 40,00 – Hostel Khao Sok (2 diárias)

R$ 150,00 – Passeio Lago

R$ 19,00 – Repelente e Sabonete

R$ 52,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 - Janta

 

10/02/2017 - Khao Sok (Day Lake Tour) – Logo no início do dia peguei a van para o passeio. Nossa primeira parada foi em uma cidade um pouco maior, paramos para fazer compras em um mercado popular. Aproveitei e comprei uma capa a prova d’agua para o celular... afinal, estava indo para um lago. Chegamos no píer de onde saiam os barcos para o lago. No passeio estava incluso água e frutas à vontade, além do almoço. Ajudei o guia a leva-los da van para o barco. Me sentei na proa do barco, único lugar sem sombra, porém com a visão mais fantástica possível. Partimos. Logo que o barco desatracou, tive a certeza que aquele seria o ponto alto da viagem. Poucos minutos depois, veio a confirmação. Que lugar espetacular. Como pode um lago tão grande possuir uma cor daquelas? E as montanhas rodeando todo o lugar?! Fiquei todo o passeio com um sorriso de criança na cara, de orelha a orelha. Só quem esteve naquele lugar e sentiu a magia daquela vibe, consegue partilhar do sentimento que toma conta de todo o corpo. Depois de quase uma hora navegando pelo lago, chegamos ao local onde iriamos almoçar. É também naquele lugar que dormem as pessoas que escolhem os passeios de maior duração. Existem várias cabaninhas, em ambos os lados do salão central onde ocorrem as refeições. Tudo suspenso, no lago. Após o almoço, calçamos os sapatos emborrachados que estavam à disposição e pegamos outro barco menor e seguimos em direção a uma caverna. Paramos na beira do rio, descemos do barco e seguimos mata a dentro. Passando por brejos (obrigado, sapados emborrachados), pulando troncos de arvore caídos no chão, atravessando cursos d’água pelo caminho. Em um destes cursos d’água, era preciso andar na ponta dos pés, e mesmo assim a água batia no pescoço, isso se a pessoa não pisasse em algum um lugar mais fundo, nesse caso ela afundava toda sobre a água – não é preciso dizer que passei por essa experiência, não é mesmo? Sorte que estava com a capa que havia comprado para o celular. Chegamos na entrada da caverna. O guia foi na frente, e os demais o seguiram. Ele estava com uma lanterna para iluminar o caminho, pois a visibilidade lá dentro era zero. No início sentimos o chão molhado, mas nem demos muita bola. Porém, a água foi aumentando, e logo estava batendo nos joelhos. Peguei o celular e liguei a lanterna. Afinal, não corria o risco de molhá-lo. Percebendo que as mulheres que estavam atrás de mim, estavam com bastante dificuldade, deixei que passassem na frente. Assim, poderia iluminar também o caminho delas. O nível da água foi só subindo, logo estava nos nossos pescoços novamente. Em um dos pontos havia uma elevação, que deveria ser subida com o auxílio de uma corda. A correnteza nesse ponto era maior. Depois disso o nível da água diminuiu um pouco, logo chegamos no final da caverna. E para a minha surpresa, havia uma cachoeira dentro da caverna. Isso mesmo, uma cachoeira descendo da rocha na caverna, com visibilidade zero. Achei aquilo sensacional. Saindo da caverna, pegamos o barco, voltamos para o ponto de apoio, devolvemos os sapatos, pegamos nossos pertences e aguardamos o barco que nos levaria de volta para à terra. Assim que o barco partiu para dentro do lago, me senti completamente realizado por estar naquele lugar, e ter tido a chance de passar por aquela experiência. Até hoje minha vontade é de eternizar esse momento, e fazer uma tatuagem de uma foto que tirei no barco, na volta do passeio. Ao chegar no hostel, comprei o ticket conjunto para Koh Phangnan, tomei banho e fui para o quarto. Não tinha chegado nenhum novo hóspede. Logo as inglesas chegaram e fomos compartilhar os passeios do dia. Elas também tinham achado o passeio delas fora de sério. Após horas de conversa, e graças ao formato bastante favorável do quarto, eu e uma delas tivemos um momento de intimidade para coroar o final da minha estadia nesse lugar fantástico.

R$ 15,00 – Capa Celular Água

R$ 30,00 – Entrada Lago

R$ 65,00 – Van para Koh Phangnan

R$10,00 - Janta

 

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11/02/2017 - Koh Phan Ngan – O ticket conjunto que havia comprado, cobria todo o trajeto até Koh PhanNgan. Como a ilha ficava na costa oeste, a viagem foi longa. Quando cheguei o tempo estava fechado, e logo quando saí da balsa começou a chover. Por não achar outra opção, morri em um moto-taxi que queria me cobrar o olho da cara para deixar no hostel. Depois de chorar muito, ele abaixou o preço em 100 baths, mesmo assim ficou bem caro. Chegando no hostel, que com certeza era um local improvisado, fui tomar um banho. Não tenho dúvidas quanto ao caráter provisório do hostel, pois parecia um imóvel comercial que estava desocupado e o dono resolveu transforma-lo em hostel, devido à alta demanda na época da Full Moon Party. Eu tinha uma reserva em outro hostel, do lado da praia onde aconteceria a festa. Mas ela só começava no dia seguinte. Foi a única reserva de hotel que eu fiz no Brasil, pois já sabia que nessa data estaria na cidade para a festa. Terminado o banho, aconteceu o primeiro perrengue nessa ilha. A porta estava emperrada, e não destrancava nem a custo de reza. Como o Wi-Fi do lugar era um lixo, nenhum hóspede ficava no quarto. Só tinha um cara por lá. Mas como o banheiro ficava à parte, demorou uns 3 minutos até conseguir me ouvir chamando. Chegando lá, pedi para que ele falasse com o cara da recepção e trouxesse alguma ferramenta ou algo do tipo, para que eu tentasse abrir a porta (que era de PVC – dá pra imaginar o nível do lugar por aí né... kkkk)  O funcionário da recepção entrou no banheiro ao lado e me entregou uma chave de fenda por cima. Tirei a fechadura da porta e consegui sair do bendito banheiro. Saindo de lá, fui agradecer o cara que me escutou e foi lá chamar o cara da recepção. Para minha surpresa, ele era brasileiro. Também estava viajando sozinho, acabamos nos tornando brothers. Já estava começando a entardecer, fomos andar pela cidade e ver como era a praia que no dia seguinte seria palco da festa mais maluca do país. Depois de andar um pouco, recebi a maldita mensagem de falta de créditos, e tive que recarregara o celular novamente. Aproveitamos que já estávamos no mercado para comprar bebidas. A ilha já estava completamente em clima de pré-festa. Por todo lado, turistas bebendo e dançando. A grande maioria dos turistas era de pessoas jovens, com menos de 30 anos. Além dos bares à beira mar, o centrinho ficava repleto de pontos de música, onde o pessoal se reunia e fazia sua própria festa. Os hostels também promoviam festas, e seus hospedes se aglomeravam nas portas. Andando pelos bares da orla, o brasileiro comentou que quando esteve em Phi Phi havia um comercio muito peculiar, de “ervas medicinais”, que ele havia adquirido e trago consigo. Em uma área da praia logo após os bares, nos juntamos a um pessoal que também estava curtindo aquela brisa do mar, para experimentar aquela especiaria. Realmente foi uma experiência muito agradável, tornou o restante da noite em algo do caralho. Andando pelo centro, encontramos um hostel que estava promovendo uma festa com tema latino. Com certeza aquele momento nunca irá sair da minha mente. A rua estava entupida de gente, todas as pessoas muito animadas, dançando bebendo e curtindo a vida. Provavelmente havia mais de 500 pessoas na festa que ocorria na rua em frente a porta do hostel. Ficamos ali curtindo aquela vibe por cerca de uma hora e depois fomos à procura do supermercado mais próximo comprar mais bebida (que ficava bem mais barato do que nos bares). Voltamos a andar pelas ruas da cidade, quando nos demos conta de que não lembrávamos mais onde ficava aquele lugar. Nessa hora olhamos um para o outro e pensamos na mesma coisa... por que diabos fomos sair daquele lugar?! Depois de andar bastante, encontramos a balada latina de rua e ficamos até tarde, depois voltamos andando para o hostel. A noite foi foda, mas precisava descansar para o dia seguinte... a tão falada Full Moon Party.

R$ 7,20 – Café

R$ 30,00 – Moto-taxi

R$ 50,00 – Hostel (1 diária)

R$ 20,00 – Crédito celular

R$ 7,00 - Almoço

R$ 20,00 – Bebidas

 

 

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    • Por rodrigovix
      Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
      Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
      Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
      Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
      Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
      Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
      Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
      Capítulo 7: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
      Capítulo 8: Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
      Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
      Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
      Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
      Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
      Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
      Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
      Capítulo 15:
      (continua...)
      Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?
      Então segue lá no instagram @queridopassaporte
      Faaala, meu povo!
      Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.
      Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.
      Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 
       
      Agradecimentos
      Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:
      Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha
      Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.
      Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 
      E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.
      Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.
       
      A viagem
      Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!
       
      O Roteiro
       

      O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.
      Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).
      O roteiro ficou assim:
      11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
      12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
      13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
      14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)
      Indonésia (Bali)
      15/10/17: Uluwatu
      16/10/17: Ubud
      17/10/17: Ubud
      18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
      19/10/17: Nusa Penida
      20/10/17: Nusa Penida
      21/10/17: Nusa Penida
      22/10/17: Nusa Penida x Kuta
      23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)
      Singapura
      24/10/17: Singapura
      25/10/17: Singapura
      26/10/17: Singapura
      27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)
      Tailândia
      28/10/17: Bangkok
      29/10/17: Bangkok
      30/10/17: Bangkok
      31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
      01/11/17: Chiang Mai
      02/11/17: Chiang Mai
      03/11/17: Chiang Mai
      04/11/17: Chiang Mai
      05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
      06/11/17: Railay Beach
      07/11/17: Railay Beach
      08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
      09/11/17: Koh Phi Phi
      10/11/17: Koh Phi Phi
      11/11/17: Koh Phi Phi
      12/11/17: Koh Phi Phi
      13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
      14/11/17: Bangkok
      15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)
       
      Quando ir?
      Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).
      Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.
      Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.
      Indonésia (Bali)

      De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.
       
      Singapura

      Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.
       
      Tailândia

      Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.
       
      O que levar?
      O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.
      Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

       
      Equipamentos
      Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.
      De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).
      Câmera Nikon Dx D5300
      Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
      Lente Nikkor 35mm f/1.8
      Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
      Tripé 60-170cm
      GoPro HERO5 Black
      GoPro Dome 6’’
      Spray repelente de água
      Bastão GoPro 3 Way
      Bastão Flutuador GoPro
      Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
      Maleta de acessórios GoPro
      Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
      Adaptador de tomadas
      Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha
       
      Precisa de visto?
      Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 
      Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.
      Indonésia
      O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.
      Singapura
      Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.
      Tailândia
      Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.
      Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.
       
      Documentos
      Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:
      Cartões de embarque:
      Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.
      Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
      Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).
      Certificado do Seguro Viagem:
      Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.
      Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
      É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
      Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.
      Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
      Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.
       
      Como levar o dinheiro?
      Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.
      Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.
       
      Finalizando...
      Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.
      Então, até breve!
       
      Próximo capítulo: Do sonho até lá.
    • Por arielbrothers
      Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana.
      Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas
      De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil.
      Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados.
      SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016)
       
      Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre.
        Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai.
      Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco.
      Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia).
        Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos.
        Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...).
      Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia.
      No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo  arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town.



      Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town.
      Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!).



      Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz
      Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda.
      Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem.
        China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo.
      Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho.
      Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
       
    • Por Lele Rech
      Oi pessoal!! 
      Vou fazer aqui meu relato de 20 dias na Tailândia 🤗🤗 
      Estou fazendo esse "diário" durante a viagem… pois se deixo pro final acabo não fazendo…
       
      Vim sozinha e organizei tudo por conta…
       
      Nao sei se vou conseguir anexar fotos aqui mas estou postando tudo no instagram @aleleviajando 
       
      Sobre os gastos, não sou uma pessoa faz as contas da viagem direitinho, mas vou tentar ir relatando mais ou menos o quanto gastei 😊
       
      Data: Saída do Brasil 12/02, retorno programado para 03/03! Na Tailândia efetivamente terei 17 dias inteiros! 
       
      Passagem: peguei uma promoção pela air china por 690 dólares uns 2 meses antes da viagem… pesquisei pela Skyscanner e comprei diteto no site deles...10 dias antes da viagem minha passagem foi cancelada em função do corona vírus! 😫😫😫 pensei em desistir de tudo pois achei q seria impossível encontrar uma nova passagem… mas encontrei de última hora na Etihad por R$ 4,200 … pesquisei pela skyscanner e comprei pela submarino viagens ( que estava vendendo por menos que a própria empresa aerea) 🤷… foi bem mais cara que a da Air China, mas ainda considerei "sorte" por ter sido comprada em cima da hora! 
       
      Seguro Viagem: faço sempre naquele site "segurospromo" usando cupom de desconto das blogueiras! Gastei 189 reais pros meus 20 dias !
       
      Dinheiro: importante levar dólares ou euros! Difícil trocar reais aqui! Dei esse azar também que na semana anterior a viagem o dólares deu uma disparada… chegou a 4,56… trouxe comigo 700 dólares e cartão de crédito! 
       
      Mala: vim só com uma mochila de 34 litros! Fui bem econômica na bagagem… biquinis, vestidos, shorts e blusas… uma calça comprida e uma jaqueta que vim usando no voo... de calçado só uma havaiana, uma sandália dessas de trilha ( pra mim substitui o tenis), e uma Melissa mais bonitinha... Uma saia longa e umas camisetas com manga pois vou precisar para os templos! Trouxe liquidos em frasquinhos!! Minha mochila ficou com 8 kg! Como sou meio compradeira talvez na volta eu comprei mais uma mochila e despache a maior! 
       
      Roteiro: Bom… Tailândia e proximidades tem muuuuuita coisa… com certeza merece uns 3 meses de viagem! Como eu gosto de ficar bastante tempo em cada lugar e fazer as coisas bem com calma resolvi fazer só Tailândia e focar mais em Bangkok e nas praias! Vou deixar o norte da Tailândia pra uma próxima… acabei deixando o meu roteiro mais ou menos pronto antes de ir com alguns dias livres pra decidir aqui! Conheci vaarios gringos aqui que deixar pra reservar tudo de ultima hora… não sabem pra onde vão no dia seguinte… eu já prefiro sair do Brasil com as coisas mais ou menos planejadas! Fiz as reservas de hoteis/hostel pelo booking.com… acabei fazendo uma pelo hostel world e me arrependi… booking por enquanto não me deu problemas! 
       
      Bom… agora vamos à viagem… no próximo post! 
    • Por mrlaalm
      Relato Tailândia e Filipinas (16 dias) 
       E-mail para dúvidas: [email protected] 
      Ou no instagram: @mrlaalm / @luizion__ 
       
      Olá!  
      Do dia 20/12/19 a 05/01/20, eu e meu noivo fizemos uma viagem pela Tailândia e Filipinas. 
      Antes de detalhar, vou resumir em tópicos algumas informações que julgo importantes de início: 
       
      GASTOS 
      A maioria vou passar em dólar e moeda local (THB e Peso Filipino), exceto as passagens principais de ida e volta (saindo de SP), essas passarei em real.  
      Nosso estilo de viagem não é low cost, mas também não temos luxo. Então já adianto que pode ser uma viagem mais barata ou muito mais cara do que fizemos. Outra coisa é que gostamos de fazer passeios com mais calma, tirando dias ou períodos de descanso. Mesmo que isso nos custe abrir mão de alguns locais, preferimos ver menos e aproveitar onde estamos. 
      Total gasto para 2 pessoas (contando com lembrancinhas e demais gastos que não serão relevantes para todo mundo): 
      US$ 2050,00 (hospedagem, alimentação , transportes, passeios, presentes, lavanderia, gorjetas...) 
      R$ 9000,00 (SP-BANGKOK / MANILA-SP) com bagagem e taxas 
      R$ 631,70 (JOINVILLE / SP) ida e volta com 1 bagagem despachada 
      R$ 342,00 (seguro viagem pela AssistMed) 
      US$ 1126 (passagens internas) itinerário e empresas serão detalhados 
      Aproximadamente R$ 11.600 por adulto (contando dólar a 4,20) 
       
      Trocamos dólares no Brasil, pois a maioria dos estabelecimentos nos dois destinos não aceitam cartão. Pegamos a alta da moeda, nossa média foi R$4,34. 
      As passagens para transitar pelo Sudeste Asiático compramos no site 12goasia.com pelo cartão de crédito. 
       
      DOCUMENTAÇÃO  
      Além do passaporte, brasileiros precisam apenas do Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela (lembrar de tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem).  Emitimos na hora num posto de saúde de nossa cidade, mas tem como imprimi-lo pelo site. Mais informações sobre: http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia 
      É a única exigida, mas é bom estar com tudo em dia e ter conhecimento que nas Filipinas há muitos casos de sarampo também. 
       
      OUTRAS DICAS 
      Leve um bom repelente contra mosquitos da malária, febre amarela/dengue... Compramos o Exposis Extreme gastando uns 50 reais. Usamos todos os dias nos horários mais críticos e ainda sobrou 1/3. 
      Levamos remédios básicos para estômago, intestino, rinite...não há dificuldades em compra-los, mas se precisar com certa urgência ou se está mais acostumado com algum específico, é melhor já te-lo. Se usar algum remédio controlado, tem algumas regras quanto a tradução de receita e armazenamento. É bom pesquisar sobre. 
      A comida na Tailândia é MUITO apimentada. Então uma boa palavra para se aprender é MAI PHED. Ainda terá pimenta hehe, mas beeem menos. 
      Muito importante ter a sapatilha de mergulho! Quase todas as praias tem muitas pedras. As agências dos passeios oferecem o aluguel, mas se tiver que pagar todo dia não compensa, é melhor comprar.  
      Outra coisa que vai precisar é de uma dry bag para levar tuas coisas nos passeios de praia. Dependendo da hora do dia ou da velocidade do barco, molha bastante. Além de que, na maior parte das vezes, o barco ancora bem antes da areia e você tem que nadar ou andar com água na cintura até chegar na praia. Compramos duas la e pagamos algo em torno de US$10 a US$15 cada. 
      Em todos os lugares que ficamos na Tailândia tinha 7Eleven. É uma rede de mercados onde você encontra muitas opções de comida, bebida, produtos de higiene e beleza. É uma ótima opção pra comprar snacks ou até mesmo pra uma refeição mais econômica e rápida. 
      Enquanto estávamos na Tailandia, 3 dias antes de embarcar para Manila, o segundo tufão de dezembro se formou no mar de lá. Isso é bastante comum ali, então o melhor jeito de se informar sobre é acompanhando a meteorologia oficial pelo site http://www.pagasa.dost.gov.ph  
       
      VOO DE IDA 
      Embarcamos em Guarulhos a 1 da manhã do dia 20/12 pela Ethiopian Airlines. Foram 11h até Addis Ababa com conexão de pouco mais de 3h lá, e depois mais 8h de voo para Bangkok. Na Etiópia a diferença de fuso para o Brasil são de +6h e na Tailândia +10h. Portanto, chegamos dia 21/12 as 13:30 horário de Bangkok. 
      Durante o planejamento lemos comentários ruins sobre o Aeroporto de Addis Ababa, mas sinceramente, achei um aeroporto comum, bem sinalizado com placas e limpo. A comida lá é cara por ter só 1 grande restaurante. Mas se você está afim de gastar no Dutyfree, lá é o lugar rs. Diferença bem grande de preço se comparado com demais aeroportos que passamos. 
       
       DIA 1 (21/12) – Bangkok 
      Hospedagem: Chingcha Hotel - US$ 99,40 por 3 noites 
       
      Pouco antes da descida, é entregue no avião o Arrival Card para preencher com dados pessoais, renda anual, motivo da viagem, etc. Ele é frente e verso e deve ser entregue junto com seu passaporte na Imigração. Antes disso, ao chegar no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, você precisa seguir as placas até o Health Control. Pegue um formulário no balcão, preencha frente e verso (aqui é importante ter sua própria caneta) e entre na fila. Aqui serão conferidos passaporte, certificado de vacinação e esse formulário. 
      Só depois você segue para a Imigração. Lá precisa entregar seu passaporte e aquele Arrival Card preenchido no avião. Há uma lateral destacável desse cartão que eles devolverão a você. Guarde-o porque quando sair da Tailândia precisa entrega-lo. A perda do mesmo tem multa. 
      Para ajudar no preenchimento, deem uma lida nesse blog: https://www.eduardo-monica.com/new-blog/aeroporto-bangkok-imigracao 
      Aqui os detalhes estão bem explicados! 
      Na área de desembarque há um grande painel onde você pode procurar seu voo e descobrir em qual esteira retirar sua bagagem despachada. Saímos do desembarque e descemos 2 andares para trocar dinheiro na SuperRich, onde tinha a melhor cotação (US$1 = 30 baht). Depois só voltamos 1 andar para comprar o chip. Escolhemos a AIS com 9GB de internet + 100baht para ligações por US$10. Eles configuram tudo pra você já sair usando.  
      Como nosso hotel ficava próximo a Khao San Road, pegamos  o ShuttleBus S1 a US$2 por pessoa. Você tem acesso à ele saindo do aeroporto pelo mesmo andar das casas de câmbio. Fica junto com taxis e demais ônibus/vans.  
      No terraço do hotel funciona um bar a noite (de manhã o café é servido lá também). Como já era final do dia e estávamos muitos cansados, só subimos para jantar e tomar uma cerveja por US$15,60 
       
       
       
      DIA 2 (22/12) – Bangkok 
      De manhã fomos ao Grand Palace. Compramos o ticket na hora mesmo, mas você pode comprar antecipadamente pelo site. Pagamos 1000 baht (US$33) e, apesar de MUITO cheio, não ficamos nem 5 minutos na fila. Não é uma atração baratinha, mas te dá direito aos templos, uma exibição teatral e acesso a um museu interno. Reserve no mínimo 2:30 para a visitação só dos templos, pois o local é grande. 


      Atenção para um “golpe” bem comum e que tentaram conosco. Algumas pessoas te abordam nas ruas ao redor do Grand Palace dizendo que o mesmo está fechado, que é melhor você pegar um tuk tuk e ir até outro templo, etc. Assim ganham uma grana com a corrida ou com a venda de algum produto no caminho. A questão é que o Grand Palace fecha em pouquíssimos dias no ano (talvez uns 3), e você pode se informar no calendário oficial deles no site. Mesmo sabendo que essas pessoas não te farão mal, é uma enganação e é importante estar atento para não perder tempo e dinheiro indo em lugares que não queria ou não tinha planejado. 
      No quarteirão seguinte ao nosso hotel, tinha um restaurante de esquina muito frequentado por locais: Kope Hya Tai Kee. E foi lá que almoçamos para experimentar pratos mais tradicionais. 

      Você faz o pedido, pagamento e também a retirada dos pratos no balcão. Na mesa eles só te servem o Menu. Nossos pratos com bebida deu 318 baht (US$10,60) 
      Final do dia fomos conhecer a famosa Khao San Road! E que loucura é aquela rua; uma mistura de cheiros, barulhos, pessoas...muito legal! Não estávamos com muita fome, então só sentamos num dos barzinhos com mesa na calçada, tomamos duas cervejas e comemos uma porção de bruschettas com espinafre, queijo e um molho agridoce. Depois experimentamos escorpião, larva e grilo. Tudo deu US$18. 
       
       
      DIA 3 (23/12) – Ayutthaya  
      Quando chegamos no hotel, fechamos com uma agência que eles recomendavam o passeio até Ayutthaya (capital do antigo Reino de Sião). O tour custou para nós 1500 baht (US$50), saindo as 7h e voltando as 15h (1hora o trajeto de van). Incluía a visitação dos principais templos, com guia em inglês e almoço. 




      Existe a possibilidade de fazer por conta, pegar um trem, se hospedar lá, fazer o trajeto de bicicleta, enfim, muitas opções. O que importa é conhecer o lugar! Vale muito a pena e é algo essencial no roteiro. 
       
      DIA 4 (24/12) – Ao Nang 
      Passagens Bangkok – Krabi pela Thai Lion Air: 1995,00 baht ou US$66,50 (aproximadamente). Com 1 bagagem despachada  
      Hospedagem: Rooms Republic Hotel – US$ 127 por 3 noites 
      Tour 7 islands com empresa Lucky (encaminhado pela Franci do blogvoa): 2600 baht (US$ 86,60) - incluso transfer, taxas ambientais, frutas, água, jantar, snorkel e colete salva-vidas. As taxas variam de 200 a 400 baht por pessoa (tabelado). 
      Como nosso voo era muito cedo para Krabi, pegamos ainda de madrugada um GRAB do hotel em Bangkok até o Aeroporto Don Mueang. O trajeto levou uns 35 minutos (sem trânsito) e custou 355 baht. Foi o único momento que usamos o app de transporte, porque fizemos tudo a pé na cidade, mas é bom já ir com ele instalado no celular caso precise.  
      Ao chegar em Krabi, logo que sai do desembarque tem opções de shuttle para várias regiões.  Como nos hospedamos em Ao Nang, pegamos uma van coletiva que custou US$10 para os dois. Eles organizam as saídas por hotel, então te deixam na porta.  
      Como chegamos muito cedo, ainda não tinham um quarto livre. Mas pudemos deixar nossas bagagens lá e sair pra tomar um café da manhã no S&D Restaurant. Tínhamos o tour 7 Islands agendado para o mesmo dia. Esse agendamento foi feito com a Franci do @blogvoa. Ela é brasileira e oferece passeios coletivos e privados, além de serviços como transfer aeroporto/hotel. Ela tem uma parceria com o PhiphiBrazuca, outra empresa de brasileiros, mas que atende quem se hospeda em Phi Phi. No caso dos passeios saindo de Ao Nang, você faz com pessoas de diversas nacionalidades, o que eu acho até mais interessante. Fechamos dois passeios com ela, mas direcionados à duas empresas diferentes. 
      Para esse dia, a empresa Lucky foi nos buscar no hotel e levar até o pier de onde saía o longtail. De início houve bastante confusão, tinha mais gente do que o possível. Nosso longtail tinha 26 pessoas! Conclusão: mal saía do lugar, o motor tinha fumaça demais deixando todos meio preocupados. É uma prática até comum num lugar TÃO turístico, mas já adianto que depende exclusivamente da empresa. Vimos vários longtails em nossas paradas com menos gente, com o número correto de pessoas. No decorrer do passeio (la pela terceira parada), redistribuíram algumas pessoas com outro barco e ficou melhor (e mais seguro).  
      Sobre o passeio: vale muito a pena, pois para em lugares lindos! É das 14h as 20h e as paradas são: 
      Poda Island 
      Chicken island 
      Tup 
      Mor 
      Ma 
      Phra Nang 
      Ponto para nado com plânctons (a noite) 


       

       
      DIA 5 (25/12) – Railay Beach
      O dia anterior foi bastante cansativo, então tivemos uma programação mais light. Após o café da manhã pegamos um longtail para Railay Beach. Você pode adquirir o ticket de ida e volta na Cooperativa de Serviços e Barcos (mapa). Custou 400 baht para nós dois e o último horário pra volta é 17h. Porém, há quem fique até mais tarde pra ver o por do sol de lá, mas pra isso é melhor já deixar combinado com algum barqueiro (custa um pouco mais, só não sei informar o quanto). 

        
      A praia é mesmo linda! Bastante sombra natural e, pela manhã, fica melhor de nadar (e de observar) pois ao meio-dia a maré é baixa, ficando com muitas pedras a mostra e mudando bastante o cenário. O centrinho é muito legal, com muitas opções de bares, restaurantes e lojas. Se tivéssemos mais tempo disponível pra viagem, teríamos nos hospedado pelo menos 1 noite por lá.  

      Almoçamos no Flame Tree Restaurant pad thai e cerveja, custando 480 baht (US$16). 
       A noite, já de volta às proximidades do hotel, jantamos no King Kitchen. É um restaurante que serve tanto comida tailandesa quanto indiana. Existem cardápios separados. Ficamos na thai food mesmo e, nossos pratos com cerveja deram 390 baht (US$13). A cerveja que tomávamos era a Chang. Experimentamos a Leo também, mas não curtimos muito. Para os brasileiros é importante saber que não tomará cerveja trincando de gelada como aqui, rs.  
       
       
      DIA 6 (26/12) – Ao Nang 
      Passeio Phi Phi Islands com empresa Nang An (encaminhado pela Franci): 3600 baht (US$120) - incluso transfer, taxas ambientais, frutas, água, jantar, snorkel e colete salva-vidas. 
       
      Para realizar esse passeio saindo de Ao Nang, é preciso ser de speedboat por causa da distância. A empresa foi nos buscar no hotel e nos levou até um pier deles mesmo. Foi o passeio mais organizado e lindo que fizemos! Durou um pouco mais de 6 horas e as paradas foram: 
      Maya Bay (ainda está fechada e a informação que tivemos lá é que permanecerá assim pelo menos nos próximos 2 anos). 
      Loh Samah Bay 
      Pileh Lagoon (paramos para nadar) 
      Monkey Bay (não descemos do barco. Não entendi se a empresa não compactuava com o contato direto com os macacos, ou se recentemente foi proibido descer) 
      Viking Cave 
      Phi Phi Don (parada para almoço)
      Bamboo Island (1 hora) 
      Não recomendamos fazer esses passeios (principalmente em grupo) no dia que você tem um deslocamento para outra cidade em seguida, porque sempre há atrasos. 





       
      Não comentei antes mas, por todos os lugares que passamos conseguimos lavar roupas em lavanderias. Todas elas tinham a opção de pegar no dia seguinte ou express (mesmo dia). Não pedíamos para passar (custo adicional), então o valor da lavagem/secagem variava entre 40 e 70 baht/kg. Nos hoteis é um pouco mais, algo em torno de 100 baht. 
      Estávamos bastante enjoados da comida e até das opções salgadas da 7Eleven, ai fomos procurar um lanche, uma massa...as opções em Ao Nang para comida italiana, por exemplo, são muito caras. Mas fast food lá também é! Gastamos neste dia US$20 em dois combos do Burger King.
        
      DIA 7 (27/12) – Phuket 
      Transfer particular de Ao Nang p/ Phuket: 2700 baht (US$90 – pela empresa KrabiShuttle) 
      Visita ao Santuário de Elefantes: 5000 baht (US$166 – Elephant Jungle Sanctuary) – doação, transfer e almoço inclusos. 
      Hospedagem: Baan Sailom Hotel – 2935 baht ou US$97 por 1 noite 
       
      Esse foi o dia que mais gastamos, de fato. Queríamos muito ir nesse santuário de elefantes por ser um dos primeiros no país (é o mesmo que muitos vão em Chang Mai). Como só teríamos a tarde do dia 27 antes de ir para Filipinas e os ferrys saindo de Ao Nang não chegariam a tempo, decidimos contratar um transfer particular até nosso hotel que ficava na praia de Karon. Fizemos isso pelo próprio site da empresa https://krabishuttle.com 
      Saímos 6:30 de Ao Nang e fizemos a viagem de 3h. O hotel já tinha quarto disponível, então conseguimos dar entrada. Como o transfer para o santuário seria entre 11:30 e 12h, apenas comemos um croissant com chá gelado (cada) no Doi Chaang Coffee. Custou US$11. 
      O trajeto até o santuário (contando com o tempo de pegar as demais pessoas) durou uns 40 minutos. Ao chegar, nos reunimos para receber explicações sobre a história do lugar, do compromisso deles para com os elefantes, como funciona o dia-a-dia e quais eram as regras sobre como, onde e a frequência que poderíamos tocar nos animais. Acho que isso durou cerca de 1 hora. A primeira atividade foi alimenta-los com melancia e bananas, mas antes, é preciso lavar as mãos para não ter resíduos de protetor solar, senão eles não comem por causa do cheiro. Obs: levamos a GoPro para registros nossos, mas eles tem um fotógrafo que publica no facebook deles as fotos do dia. 


       
      aí fomos para a lama com eles! As vezes um cansava no meio do caminho e resolvia ficar deitado por lá mesmo haha mas depois podíamos lava-los com água limpa (e nos limpar também). Mesmo depois dessa etapa, fomos tomar uma ducha, então é bom levar sua toalha e uma troca de roupa (além da de banho). Eles nos mostraram o trabalho que fazem com as fibras expelidas nas fezes dos elefantes; elas são tratadas e prensadas a ponto de virarem papel. E há lojas que compram deles envelopes feitos lá mesmo! Final do dia, todo mundo com fome, e enquanto nossa comida não ficava pronta, tivemos uma breve aula de culinária: ensinaram a fazer a papaya salad e o pad thai!  

       Nossa interação com eles foi rápida, menos demorada do que as demais atividades e conversas sobre o local. Por um lado achei isso muito interessante, pois ao longo do dia, não interferimos tanto na rotina deles (existem dois horários de visitação). Afinal, o objetivo ali não é estressar o elefante. Achei que valeu muito a pena. Nossa curiosidade sobre esses animais com os quais não temos muito contato é natural, mas ela tem que ser suprida de forma saudável. Há uma forte conscientização ali sobre não fazer passeios de montaria ou que você veja que o animal claramente foi treinado para fazer determinada coisa. Para que isso aconteça eles apanham e sofrem muito!  
      Voltamos a tempo de ver o pôr-do-sol em Karon Beach. A praia é muito bonita, com muitas opções de bares, restaurantes e lojinhas em volta.  


       
      Nossa janta foi 1 burger, 1 Chang 600ml e 1 porção de batata fritas por US$11 no Paradise The Espresso Bar. Ali há opções para todos os gostos e bolsos, mas mais uma vez estávamos enjoados de thai food e cansados demais para procurar outras opções. 
       
      DIA 8 (28/12) – em trânsito  
      Passagens Phuket – Bangkok pela Bangkok Airways: US$ 95,20. 
      Taxi para aeroporto de Phuket: 900 baht (US$30). OBS: é muito longe! Conseguimos o taxi do hotel pelo mesmo valor do GRAB. 
      Passagens Bangkok – Manila (Filipinas) pela AirAsia: 10.860 baht (US$362) 
       
      Nosso voo para Phuket era as 14h, então pudemos dormir bem, arrumar tudo no dia e aproveitar o café da manhã do hotel. O trajeto para o aeroporto é longo: levamos 1h de taxi. Há um ônibus publico que faz o trajeto, porém, ele leva de 2 a 2:15h. Então se for pegá-lo é bom se planejar com antecedência. Esse voo chegava pelo aeroporto Suvarnabhumi em Bangkok, mas o que pegaríamos para Manila saía do Don Mueang. O transporte entre aeroportos é gratuito, você só precisa ir à saída 3 (a mesma onde ficam os taxis e vans), apresentar sua passagem no guichê de nome ShuttleBus e eles já te colocam no ônibus. Ele sai a cada meia hora, e o trajeto leva 1h (dependendo do trânsito pode levar mais). 
      Fomos para Manila as 21:30 e a viagem tem duração de 3:30h. O Aeroporto de Manila possui 4 terminais. Nós desembarcamos no 3 e precisávamos ir até o 4 para o voo de El Nido. Mas antes: trocar dinheiro, comprar chip de dados, etc. Tudo estava funcionando no terminal quando chegamos, apenas os bancos estavam fechados (caixas eletrônicos funcionam normalmente). A cotação que conseguimos era US$1 = 50,30 pesos. Como tínhamos informação de que nas cidades a cotação era mais baixa, e como no aeroporto de El Nido não tem casa de câmbio, resolvemos trocar grande quantidade (o que planejávamos para os próximos dias) lá mesmo. E depois vimos que foi a melhor coisa que fizemos (falarei mais na parte de Coron). 
      O chip compramos da empresa smart philippines e pagamos US$10. A internet era ruinzinha, meio lenta e tinham pontos das cidades que não pegava (diferente do que foi na Tailândia). Tem a empresa Globe também, não sei se ela é melhor ou se o problema é geral. 
      Voltando ao transfer entre terminais, ele é feito gratuitamente também, porém, de madrugada não há. Ele volta a funcionar as 6h e vai até 23h ou meia-noite, não me recordo. Os terminais não são tão perto e não há ligação direta entre eles, por isso precisamos pegar um taxi. Essa alternativa é cara para um percurso de 10 minutos: 640 pesos (US$12,70). O terminal 4 é só de voos domésticos e por isso bem menor. 
       
      DIA 9 (29/12) – El Nido 
      Passagens Manila – El Nido pela AirSwift: 12.332,00 pesos (a compra só pode ser feita diretamente pelo site da companhia) 
      Hospedagem: Rosanna’s Pension – 10.677 pesos por 3 noites (pagos 1 semana antes no cartão de crédito; política do hotel) 
       
      Bom, nosso voo para El Nido saiu na hora prevista, as 5:15, com duração de 1:20h. A aeronave é bem pequena, não há serviço de bordo, mas foi um voo confortável. O aeroporto de El Nido é bem simples e pequeno. As malas são entregues pessoalmente (não há esteira) e também não há casa de câmbio. Muitos hotéis disponibilizam o serviço de transfer, mas nós preferimos ir de triciclo, o que nos custou 300 pesos (US$6). Eles ficam parados lá na frente e tinha um rapaz organizando uma pequena fila. 
      Como era muito cedo e não tinha quarto vago, apenas deixamos as malas no hotel e fomos tomar café da manhã no Giovanz. Pedimos café, suco, pork silog (arroz, carne de porco em cubos e ovo frito) e omelete de legumes com torradas. Tudo saiu por 515 pesos (US$10,25). Fomos caminhar, conhecer as lojinhas, restaurantes e pesquisar preço dos tours. É tudo tabelado na verdade. Em El Nido você paga 200 pesos de taxa ambiental no primeiro passeio que fizer e não precisa pagar mais enquanto estiver lá. É só guardar o papel e apresentar nos tours dos outros dias.  
      Fechamos o tour A pela agência Emma’s para fazer no dia seguinte (30/12 – falarei mais sobre o tour em seguida). Voltamos para dar entrada no hotel e tiramos esse dia pra descansar. A partir das 17h muitos lugares tem o happy hour (50% de desconto nos drinks ou dois do mesmo). Escolhemos sentar na área externa do Sava, que tem uma vista bem legal da praia. Tomamos 4 drinks (pagando 2) e 1 cerveja por 900 pesos (US$17,90).  
       

       Para jantar preferimos sair dali e procurar algo no caminho do hotel. Confesso que não anotei o nome do lugar que paramos e nem o achei no google maps, mas era um lugar pequeno, só com dois balcões pra sentar e você faz/retira seu pedido no caixa. Perto do SAVA. Há um vidro na cozinha onde você consegue acompanhar o preparo. Comemos 1 burger, 1 burrito e um refrigerante por 300 pesos (US$6). Valeu muito a pena, tava tudo uma delícia.Pra quem gosta de cerveja, tem o The Pub. Eles servem artesanais feitas lá mesmo e tem um cardápio de lanches e porções. O lugar é bem legal e cada IPA saiu por 185 pesos (US$ 3,50). 

       
      DIA 10 (30/12) – El Nido 
      Tour A: 3.170 pesos (com taxa de 200/cada inclusa).  
       Tomamos café da manhã no hotel e fomos até a agência. De lá eles te levam até o ponto de encontro na praia, onde estará a equipe e os demais turistas. Por isso pedem para chegar uns 15 minutos antes da saída (que geralmente marcam para as 9h em passeios em grupo). Para encontrar o barco você tem que entrar na água, então já esteja com a roupa de banho e a drybag para não molhar o que for importante (água na cintura, geralmente). Os pontos de parada foram: 
      Big Lagoon 
      Small Lagoon 
      Secret Lagoon 
      7 commandos beach 
       
      Importante dizer que, apesar dos preços serem tabelados, pode haver pequena variação entre uma agência e outra devido as paradas. Por exemplo, pode ter uma praia ou ilha que eles trocam por outra que pode ser mais interessante (isso nos aconteceu no tour C e em Coron também).  


      Na Big Lagoon alugamos um caiaque por 250 pesos (US$5), mas você também pode ir nadando, se preferir.  
      Ao chegar na Secret Lagoon você vai nadando até a passagem pela rocha. A passagem em si é rasa, mas tem fila! Do outro lado você anda até uma praia, que eu acho que vale bem mais a pena do que ficar na fila, pois lá dentro não é muito bonito e a água é meio estranha. Já tínhamos lido isso antes, mesmo assim fomos rs. Mas também deu tempo de irmos até a praia. 


       
      Na 7 Commandos beach há banheiro, venda de bebidas, local para jogar basquete e vôlei, além de muita sombra feita pelos coqueiros. O mar lá é bem gostoso para nadar. 

       
      Ao voltar para El Nido, escolhemos jantar na Altrové. Já tínhamos ouvido falar de lá (tem em Coron também) e ficamos curiosos. Sempre tem fila! Principalmente após as 18h que é quando o pessoal que fez tour o dia todo começa a sair para comer. Mas a fila é bem rápida, ficamos esperando uns 10 minutos só. A especialidade é culinária italiana, e a pizza, apesar de ser individual, é bem grande. Naquele dia optamos por dividir uma de pepperoni. Pizza, suco, refrigerante e uma San Miguel beer saíram por 600 pesos (US$11,90).  
       
      DIA 11 (31/12) – El Nido 
      Tour C: 2800 pesos (US$ 55,60) 
      Fechamos o tour C também na agência Emma’s. Mesmo esquema e horário de saída do dia anterior. As paradas foram: 
      Helicopter Island 
      Hidden beach 
      Talisay beach 
      Snorkeling spot (pertinho de Talisay) 
      Secret beach 
       A Helicopter foi a primeira. A praia tem muitas pedras tanto na areia quanto na água. É um lugar que você aproveita mais para sentar e observar do que para nadar, mesmo assim há um ponto legal para snorkeling.

      Para esse passeio nosso grupo foi menor, o que tornou a experiência muito legal! Pelo o que soubemos, Talisay beach não é uma parada muito comum nesse tour, e é maravilhosa!! Quando chegamos na praia estávamos só nós e pudemos ficar mais tempo nela. 





       
      Em Hidden beach o barco também para um pouco mais longe, por isso tem que ir nadando até a praia. Conforme fica raso, torna-se difícil caminhar por causa das pedras e corais. Aqui a melhor alternativa é ir de colete pra garantir que consegue boiar, senão fica fácil machucar as pernas.  


       
      Nossa última parada foi na Secret Beach. Novamente você tem que ir nadando, mas aqui ao invés de ir direto pra areia, você vai até um buraco que existe na própria rocha e passa nadando por ele. Só lá dentro é possível ficar num lugar raso. Como no horário que fomos o mar já estava bastante agitado e mais difícil de nadar, optamos por não levar nada, nem a GoPro. Por isso não há fotos dela, mas garantimos que vale muito a pena!  
      Na volta tivemos um pequeno perrengue: um hélice do motor do barco quebrou! Ficamos parados um bom tempo até fazerem uma gambiarra rs. Andamos um pouco e logo parou novamente, até que da segunda vez deu certo e conseguimos chegar numa boa. 
       Por ser réveillon, muitos restaurantes iriam fechar mais cedo e outro fariam festas da virada (ai você pagava também um valor a mais). Como nosso quarto do hotel tinha sacada direto pra praia onde teria a queima de fogos, preferimos apenas garantir a janta e ver de lá mesmo. Fomos novamente no Altrové rs. Dessa vez pedimos 1 pizza, 1 fettuccine de camarão, taça de vinho, refrigerante e 1 cerveja; tudo por 1000 pesos.  
      Obs.: não há pagamento de 10% pelo atendimento, então a gorjeta (ou tips) fica por conta do cliente. Nas Filipinas procurávamos sempre deixar 100 pesos. Inclusive nos passeios.  
      Depois dos fogos já fomos dormir pois as 6h sairia nosso ferry boat. 
       
      DIA 12 (01/01) – Coron 
      Ferry boat para Coron pela empresa Montenegro: 3520 pesos (US$70) pagos pelo cartão de crédito no site da 12goasia + taxa de 20 pesos por pessoa paga no embarque. 
      Hospedagem: Aquilah Homestay – 10.160 pesos (US$202) por 4 noites. O café da manhã é pago a parte e por dia (reserva um dia antes), 150 pesos por pessoa.  
       Para ir ao pier, pegamos um triciclo por 50 pesos. Ao chegar lá você tem que trocar teu voucher pelo ticket (tem uma fila pra isso na área externa). Depois você entra na fila para pagar a taxa de embarque e receber um comprovante. Após isso nossas malas foram deixadas numa parede para que um cão farejasse. Só assim você entrega o que pretende despachar. Mochilas pequenas pode ir contigo (o espaço entre sua poltrona e a da frente é bom). No voucher e no e-mail de confirmação vem o aviso de que dentro do ferry é bem gelado. Então o ideal é levar uma coberta ou já ir de calça e casaco, pois são 4h de viagem. 
      Ao chegar em Coron tem vários triciclos disponíveis, então já pegamos um até nosso hotel (por 100 pesos ou US$2). A hospedagem foi perfeita desde o início: a família nos recebeu muito bem, o hotel é todo novo, limpo, tranquilo e confortável. Já aproveitamos o momento do check-in para darmos uma olhada nos tours que eles indicavam (tinham panfletos de algumas agências com as quais eles mesmos combinavam). Tínhamos visto que até 5000 pesos por um tour privado era aceitável (baseado em outros relatos). Fechamos o Ultimate por esse valor, mas para o dia seguinte, então falarei mais sobre ele depois. 
      Escolhemos tomar um café da manhã mais reforçado que valesse pelo almoço, então fomos no Tea and Shake. O lugar tem poucas mesas, você faz o pedido no balcão e já paga por lá mesmo; depois eles te servem na mesa. Importante dizer que no 1º dia do ano muitas coisas estavam fechadas lá, mas você encontrava alguns mercados e cafés abertos; à noite a cidade ganhou um pouco mais de vida. Pedimos 2 American breakfast por 400 pesos (US$8). Voltamos ao hotel para descansar durante a tarde já que não dormimos muito na noite passada. 
      A noite saímos pra dar uma volta e jantar no Blue Moon. Os pratos lá são individuais, mas beeem servidos. Pedimos um fish and chips, um burger, Mai Tai (drink) e 2 cervejas. Tudo por 1100 pesos.  
       
      DIA 13 (02/01) – Coron 
      Tour Ultimate  – PRIVADO: 5000 pesos (US$99,40) – transfer, taxas, almoço, snorkel, água e frutas inclusos. 
       O transfer que veio nos buscar era uma van com outras pessoas que fariam outros tour da mesma agência (desculpem, eu não anotei o nome dela). Nos levaram as 8h até o pier e nos indicaram qual seria nosso barco. Em Coron você não vai pela água como em El Nido, mas sim passando barco por barco (sempre tem alguém pra te ajudar). Além do guia, foram mais 3 rapazes para cozinhar, navegar e auxiliar nas atividades.  
      As paradas foram: 
      kayangan lake 
      Twin lagoon 
      Green lagoon 
      Coral garden 
      Cyc beach 
      Siete pecados (para snorkeling) 
       
      Primeira parada foi no Coral Garden, que é um ponto no mar para snorkeling. É mais fundo e os corais são enormes, é muito lindo! O guia mergulhou conosco e nos acompanhou. Em seguida, fizemos mais uma parada (não muito longe dali) para outro snorkeling lindo, em Siete Pecados. A visibilidade ali foi melhor ainda e com muita diversidade de corais e peixes.  



      Em seguida ficamos um tempo na Cyc beach. É uma praia de areia bem branca, com muita sombra natural. Alguns barcos param ali para preparar o almoço, mas tinha pouca gente. Aliás, todos as paradas foram muito tranquilas, demoramos pra sair de Coron (depois das 9:30) e acho que foi uma boa tática.  
      Nosso almoço foi na Green Lagoon. Pra mim, o lugar mais lindo! Comemos com calma, descansamos um pouco e nadamos.  


      De lá entramos na Twin Lagoon. O lugar é muito lindo, mas mesmo de colete eu fiquei com um pouco de medo hehe, talvez por não curtir muito águas tão profundas. Mas aproveitamos o lugar, vale a pena por ser maravilhoso, mesmo já tendo mais gente que as demais paradas. 
      Nos despedimos do passeio na Kayangan Lake. Depois de um tempo subindo, tem uma entrada à esquerda para o mirante. Vale muito a pena parar ali para admirar e tirar fotos. Na ida só tinha mais um casal ali, mas quando voltamos do lago tinha uma baita fila para a foto! 
      Depois você volta para a escadaria de onde veio e continua o caminho, agora descendo para de fato ver e nadar no lago Kayangan. Tem uma passarela de madeira por onde pode andar, ou sentar parar observar. Para entrar é obrigatório o uso do colete salva-vidas (tem várias placas já na entrada, para você não correr o risco de chegar lá sem o seu e não poder entrar). Tem alguns peixinhos lá, o que mais vimos foi o peixe-agulha; e o lugar é maravilhoso! 



      A noite, quando retornamos à Coron, saímos para jantar no Rosa’s Cantina. É um restaurante de comida mexicana e tem happy hour a partir das 17h (metade do preço nos drinks e em algumas cervejas). Pedimos tacos e quesadillas (são pratos separados, mas o tanto de comida que veio daria para 3 pessoas, tranquilamente), um drink e uma cerveja. A conta deu 1380 pesos (US$ 27,50).  
      Nessa noite precisávamos trocar mais um pouco de dinheiro para garantir os outros dias que tínhamos pela frente com tour, alimentação, etc. Achamos 3 casas de cambio, todas na rua do Blue Moon (onde jantamos na primeira noite), mas somente 1 tinha dinheiro. Fizemos bem em trocar quase tudo o que planejamos no aeroporto, porque se precisássemos de mais dinheiro em El Nido ou em Coron , ficaríamos na mão ou pegaríamos uma cotação ruim. Eu não me recordo o nome do lugar, na verdade era uma pequena venda com placa de EXCHANGE MONEY na frente (lá é assim, você faz cambio em mercados, farmácias e hoteis com o aviso). Para cada dólar conseguimos 48 pesos, lembrando que no aeroporto pegamos por 50,30.   
       
      DIA 14 (03/01) – Coron 
      Tour D (em grupo): 3400 pesos (US$67,60) – transfer, taxas, almoço, snorkel, água e frutas inclusos. Fechamos no hotel pela agência Calamian. 
       Antes de fechar, percebemos ao ver os panfletos que o tour D muda de empresa para empresa. Como a Malcapuya beach é a principal parada e é longe da cidade, eles compensam com mais 2 paradas em ilhas próximas. Nós escolhemos o seguinte itinerário: 
      Bulog dos Island 
      Banana island 
      Malcapuya beach 
       
      A primeira praia foi a Bulog dos island. Ela tem um “mirante” que é em cima de uma rocha, onde você sobe uma escadinha e tem uma vista linda, com algumas redes para deitar. Também tem uma segunda parte da praia que vale a pena visitar se quiser fazer snorkeling. E também porque é um lado mais sossegado. De toda forma, o tour D não me pareceu muito procurado, pois todas as nossas paradas estavam tranquilas. E vale muito a pena, pois as 3 praias que vimos são uma mais linda que a outra!  



       
      O segundo local foi já para nosso almoço, Banana island (ficamos entre 1 e 2 horas em cada praia). Essa acho que foi uma das praias mais “good vibes” que ficamos: cheia de coqueiros com rede, só tinha o pessoal do nosso barco, um cachorro bem lindo que era do dono do quiosque e AQUELE mar. Todo mundo aproveitou para tirar um cochilo ali hehe 


       
      E a última parada foi na famosa Malcapuya beach. Ali já tinha mais gente, mas como a praia é bem extensa, não fica a sensação de cheia. Tínhamos lido que é uma das praias mais lindas de Coron. Eu sinceramente não consegui, até agora, classificar alguma como tal. É uma decisão difícil haha. O mar ali tinha mais ondas do que as demais praias, mas não com aquela arrebentação; ainda assim era um mar tranquilo pra curtir. 

       

      De volta para Coron, fomos conhecer o Altrové de lá hahah sim, o lugar é bom. Mas lugar bom é o que não falta para comer em Coron, eu garanto. Pizza, fettuccine, vinho e cerveja: 1200 pesos (US$ 24).  De sobremesa comemos um gelato cada no Pedro’s: 2 sabores por 160 pesos. 

       
      DIA 15 (04/01) – Coron 
       Esse foi nosso último dia inteiro lá e, como sabíamos que a volta ao Brasil seria trash, resolvemos não fazer nenhum tour. Fomos andar melhor pela cidade, comprar lembrancinhas e descansar no hotel (a média da temperatura naqueles dias estava em 35 graus).  
      Como tomamos café da manhã mais tarde, só “almoçamos” um gelato hehe. Andamos bastante, compramos o que queríamos e voltamos ao hotel. 
       Saimos de novo no final do dia. Tomamos um drink cada no Coco bar. Nossa ideia era jantar por lá, mas quando pedimos o menu fomos informados que “talvez tivesse comida mais tardel”. Vai entender hehe. Uma pena, porque o lugar era bem legal, aconchegante e tocava reggae. Pagamos os 560 pesos (US$11,20) e saímos. Na esquina daquela mesma rua tem o Get Real. Um lugar bem legal também com muitas opções de comida: burgers, comida filipina, mexicana, porções... pedimos um trio de mini burger (vinham 3), uma margarita de tamarindo, cerveja e porção de nachos com chilli. Tudo por 1000 pesos (US$ 20).  
       
      DIA 16 (05/01) 
      Passagens Coron – Manila pela Cebu Pacific: 225 euros (compramos também no cartão pelo site da 12goasia, mas por algum motivo foi a única cobrada em euro). 
      A despedida
      Como nosso voo era as 14:40 e sabíamos que o aeroporto não era muito perto, pedimos um transfer em nosso hotel (agendamos na noite anterior). Saiu por 300 pesos (US$6) e uma van foi nos buscar. Tinham outras pessoas junto, de outros hoteis. Saímos 12:15 e deu tempo tranquilo, até porque nosso voo atrasou em 1 hora.  
      O aeroporto é bem pequeno, não tem muito o que explicar e nem como se perder. Tem 2 lugares dentro do embarque com opções de comida e bebida. Comemos 2 burgers, um refri e chocolate por 550 pesos (US$11).  
       A vista é linda la de cima, é um lugar que você curte até o fim mesmo. 

       
      Dessa vez chegamos no aeroporto de Manila num horário que tinha transfer gratuito entre os terminais. Depois que desembarcamos e pegamos nossa bagagem, nos dirigimos a uma salinha com a placa TERMINAL TRANSFER. Lá você apresenta sua passagem, fala o terminal que precisa ir e aguarda. Esperamos uns 45 minutos (mas pode levar até 1hora ou um pouco mais). Vieram nos chamar quando o ônibus chegou e nos acompanharam até ele lá fora: mas já adianto que é um loucura! Hehe encontramos o ônibus literalmente no meio de uma avenida, entre os carros. Nossa sorte era que só tínhamos mochilas nas costas. Mesmo os terminais não sendo muito distantes, há muito trânsito na cidade. Ainda mais final do dia. Então o mesmo trajeto que o taxi levou 10 minutos de madrugada, aqui levamos pelo menos meia hora. Por isso veja bem se tem todo esse tempo até seu próximo voo, pois nem estou contabilizando aqui o tempão que ficamos na fila do check-in e despache seguinte. O aeroporto lá costuma ser bem cheio sempre, principalmente os terminais internacionais. Se estiver com o tempo apertado, melhor opção ainda é o taxi. 
       
       Nosso voo estava marcado para 20:55 e além da conexão na Etiópia, tivemos uma escala de 1hora em Hong Kong.  
       Chegamos na Etiópia de manhã e com fome, pois não conseguimos comer no horário que foi servida a comida do avião. Agora lembram que no início do relato eu disse que só tem 1 restaurante (dividido em 2 ambientes, por isso parece dois, mas é o mesmo) e ele é caro? Pois bem, nesse dia descobrimos o QUÃO CARO. Vou resumir: 1 American breakfast com suco + um omelete com torradas e suco = 35 DÓLARES sim! Em nossa conversão pagamos cerca de 150 reais num fucking café da manhã. Podíamos ter comprado chocolate no duty free pra economizar? Sim, mas estávamos famintos e não vimos outra saída por lá, tínhamos uma longa jornada com comida de avião que já estava nos enjoando
       
      É isso! Obrigada pela paciência de quem leu até o fim, espero ter ajudado em algo. Seja pelo o que fizemos ou pelo o que poderíamos ter feito diferente. Uma coisa é certa: valeu a pena cada segundo e temos muita vontade em voltar! 
      Dúvidas, podem nos procurar pelos contatos que deixei no início. Ou pelos comentários aqui também! 
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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