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ILHABELA: CACHOEIRA DOS TRÊS TOMBOS E DO VELOSO


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Veja como foi nosso segundo dia em Ilhabela! Muita trilha, mosquitos e alguns arranhões até chegar tanto na Cachoeira dos três tombos quanto na cachoeira do Veloso e um gran finale: almoço no DPNY Ilhabela!

Espero que gostem, qualquer dúvida me respondam aqui que eu tiro e se gostarem, não se esqueçam de se inscrever no canal pq tem muita coisa boa por lá kkkk 

 

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    • Por StanlleySantos
      "O ano de 2020 tirou a vida de muita gente. De tantas outras levou um ano inteiro. Sem reembolso. Irei atrás desse reembolso"
      ~ pensamentos de um mochileiro júnior frustrado no final de suas férias, março de 2021
       
      Pois bem, o objetivo deste relato é expor uma visita à "ilha da magia", com duração de 8 dias. para quem não conhece, Florianópolis é a capital do grande estado de Santa Catarina, uma herança da colonização litorânea portuguesa e presença açoriana, além de imigrantes de vários lugares da Europa. Nos dias atuais é considerada um paraíso do ecoturismo e uma capital do surfe, além de um nicho cultural transmitido pelos moradores mais antigos. Falarei das praias, mas tentarei focar mais no que dá para fazer longe das mesmas. E teleze! Como tem coisa pra fazer!
       
      "MAS PERAÍ, VIAJANDO EM PLENA PANDEMIA, SEU GENOCIDA, FASCISTA, TAXISTA...[INSIRA OFENSA FREQUENTEMENTE USADA AQUI] ??????"
      Calma que não é bem assim, caro(a) leitor(a). Bem, essa pequena viagem é fruto de 2 cancelamentos, sendo um mochilão em Minas Gerais organizado em 2019 (antes dessa coisa toda ocorrer), que foi perdido em 2020 e convertido em um mochilão, de fato, por SC que deveria ter ocorrido nesse mês de março de 2021 (pessoa inocente que achava que o país estaria mais tranquilo em relação à pandemia). Ameaça de lockdown geral no Estado, mais uma viagem que duraria 20 dias cancelada. A passagem teria que ser usada em 2021 ou a perderia. E não havia mais espaço no ano para isso.
      Em virtude das circunstâncias do meu emprego, acabei sendo imunizado no início do ano. Já tinha contraído a doença há uns meses atrás, e, com esta proteção adicional, e um perfil de viajante que procura evitar aglomerações ao extremo (leia-se anti-social  ), veio a certeza de que não iria dar trabalho ao já comprometido sistema público catarinense. Reuni coragem e resolvi usar a passagem para andar por uma semana na ilha. Claro, isso não me impediu de obedecer as recomendações sanitárias e respeitar o próximo, fazendo uso das máscaras, álcool gel, etc. Mas no final das contas minha maior medida de prevenção foi o isolamento in natura (vc vai entender). Sei que fiz o necessário para evitar quaisquer problemas e a viagem correu perfeitamente bem em virtude disso, sem febre ou espirros na fuça dos outros. Consciência limpa, com ou sem julgamento alheio. E deixo claro que só fiz esta viagem por já estar devidamente imunizado. Esclarecido? Ok, vamos lá.
       
      A época escolhida foi os dias 22-29 de março, início do outono na região, fora da alta temporada. As águas marinhas ainda estavam na temperatura ideal, e lindas de se ver (azul numa hora, esverdeado em outra, aí já viu). O clima deu uma colaborada, pois ia de nublado a sol forte durante o dia, caindo a chuva somente no início da noite. Primeiro mandamento de quem quer conhecer bem a ilha: NÃO.VÁ.EM.ALTA.TEMPORADA.NUNCA.JAMAIS!!!! Primeiro: obviamente as coisas encarecem e a hospedagem fica concorridíssima. Segundo: a ilha não dá conta de tanta gente no mesmo lugar. Para você ter uma ideia, formam-se filas quilométricas de carros parados nas ruas e avenidas, devido a pouca quantidade de rotas alternativas (sabe aquelas matérias do datena cobrindo o caos no Tietê de fim de tarde? Pois é). Não convenci? pera lá:

      Essa é a avenida das rendeiras, uma das  principais da lagoa da conceição, e o principal acesso para o lado leste da ilha. É uma avenida estreita demais, dada a sua importância, e às vezes em dias de semana formam-se filas de carros. Imagina isso na temporada? 
       

      Essa é uma cachoeira no sul da ilha num final de semana, isso com o "medo" da pandemia (que pandemia?). Imagina na temporada
       
      Chegando na cidade no dia 22/03, como não conhecia patavinas do lugar, achei que uma voltinha inicial no Centro e arredores seria uma boa prévia. Já adiantaria lembranças e iria adquirir informações sobre a locomoção na ilha. Em virtude da pandemia, a maior parte dos museus ou estava fechada, ou funcionado em horários muito restritos, o que desmotivou, nesse primeiro momento, um roteiro mais "cult". Confesso que queria ter conhecido o Museu do Lixo da comcap, ou o Museu Estação do Mar, que abordam a relação do homem com o meio ambiente. Fica para a próxima.
      O centro de Floripa é bem pequeno, então vc consegue explorar o comércio local em uma manhã, sem problemas. Fui atrás das lembrancinhas e de um café no mercadão municipal, e depois fiquei circulando pelas ruas. Tem magazine, tem véio da havan, lojinha de 4,99, enfim, opções para vários gostos. Ah sim, o centro é um bairro mais marginalizado, como em qualquer capital, então cuidado redobrado ao andar por aí.

      Le mercadão. Dessa vez sem espaço para jogar moedinhas como no mercadão de POA
       
      Na mesma área tem a famosa praça XV de novembro. Anote essa referência pois tem muitos lugares para visitação nesse entorno. A figueira centenária por si só já é uma maravilha da natureza, e nem cem máquinas humanas poderiam recriar a história e o simbolismo deste ser. Os galhos são tão frondosos que foi necessária a instalação de barras para estabilizar a grande árvore. Sabe o que é uma árvore estar aí desde o início do Brasil-república?
       
      Majestosa

      Le catedral metropolitana, bastante visitada também
       
      Ainda na região do centro, passei pela beira mar norte, com uma vista da ponte Hercílio Luz, o grande cartão-postal urbano da cidade. Tem um museu histórico de armas embaixo dela, que aparentemente estava aberto, mas como precisava passar na decathlon local para comprar uma coisa ou duas, passei batido dessa vez .

      O orgulho manezinho
      Ainda numa breve andada pelo beira mar, encontro o obrigatório point para fotos e uma curiosa escultura. O cão Harry, que era uma figura conhecida, supostamente é a primeira escultura brasileira em homenagem a um cão (ou a todos, se formos pelo contexto dos cães de rua). Achei simplesmente o máximo 

      Para quem quer declarar seu amor à cidade, tem um desses no mirante da lagoa da conceição, também

       
      Compras feitas, iria para minha base secreta. Segunda dica: fora da temporada, o transporte coletivo de Floripa funciona MUITO BEM. Estava só, então carro alugado estava fora de cogitação. Mas você tendo o aplicativo local em mãos (floripa no ponto, embora o moovit tbm ajude), fica bem fácil e barato se deslocar pelos diversos pontos da ilha. Basta ter timing e disposição. Floripa tem alguns terminais de integração que facilitam bastante o deslocamento (sempre um prefixo TI + a inicial da região de referência, por exemplo, TICEN - Terminal do Centro; TILAG - Terminal da Lagoa da Conceição, e assim por diante). Caso quiser poupar no transporte, decore os terminais, suas localizações, e veja as melhores rotas no app. Claro, no momento da pandemia, havia redução de ônibus, com ênfase nos finais de semana, mas deu tudo certo, a meu ver. Outra opção é alugar bicicleta (o ciclismo é bastante forte na ilha).
       Fui para a Lagoa da Conceição, uma recomendação geral, e faço coro a tal dica, pois o bairro é bonito, é tranquilo, e é "central", ou seja, dá para pegar as 4 direções da ilha a partir dali. Acertei o checkin e fui tratar de descansar, pois os próximos dias seriam bem agitados.
       
      No dia 23 (aniversário de 348 anos da cidade, diga-se de passagem 🎂 ), saí cedo para realizar a primeira atividade na ilha. Queria algo afastado do povo (por motivos óbvios), e diferente de praia, então vamos de trilha! A ilha possui várias, 90% delas bem conservadas e acessíveis, rendendo aqui uma estrela de bom menino para a gestão das mesmas 👏👏👏👏👏 
      O hostel onde fiquei hospedado fica próximo da Trilha da Costa da Lagoa, uma das mais populares (e longas também, 7,5km em sua extensão completa). Uma trilha que "arrudeia" a lagoa propriamente dita, alternado entre caminhadas na mata, subidas em pedras, ruínas históricas, mirantes do lago, e pequenas vilas de moradores, Um charme.

      partiu??




      A única aglomeração que quero é a de árvores. O único sintoma que desejo é euforia. E a única infecção que almejo é a de boas vibes
       
      A trilha tem uma dificuldade baixa, a meu ver, o único porém dela é a distância, como já informado, e isso pode ser contornado pegando barcos em certos portos da trilha (como disse, existem vilas e comunidades ao longo dela, então fica fácil retornar). Por ser exatamente "feriado" de aniversário, não sabia como seria o funcionamento dos barcos, então acabei fazendo a ida e volta a pé mesmo (aproximadamente 15km).
      Perto do fim da trilha há uma bela recompensa, a Cachoeira da Costa da Lagoa. Por ser de manhã, num dia de semana, não havia ninguém além do caseiro local. Aquela lindeza e suas águas claras e geladas seriam só para mim =D

      Eeeeeee maravilha =D

      gatilho?

      mago d'água lvl 1
      Fiquei bastante feliz por ter aquele "isolamento" ao ar livre, por um tempo. Somente lá para meio-dia que começou a aparecer gente, o que dá a entender que Deus ajuda quem cedo começa a caminhar  Creio que nos finais de semana isso lote, pela facilidade do acesso, o que é mais um motivo para você visitar lugares como esse nos dias de semana, e fora da temporada. Hidratado e fresco (no bom sentido ), fiz a trilha de volta, encontrando algumas famílias no caminho. Sortudos são por terem lugares assim para fortalecerem seus laços familiares.
      Depois do almoço, resolvi que iria conhecer a primeira praia, a Praia da Joaquina. Ela fica relativamente próxima da Lagoa da Conceição, embora aparentemente não tenha uma linha de ônibus que te deixa lá (ao menos era isso que o app dizia). Então fui de Uber (meu único uso em toda a viagem), e voltei a pé ao anoitecer. Essa praia é bem famosa para a prática de surfe, e tem uma história mórbida sobre seu nome. Banho tomado, andei um pouco nas famosas Dunas da Joaquina, que é vista de longe em vários mirantes da ilha, e é onde se faz sandboard (um snowboard sem neve, tá ligado?). Eu, com experiência ZERO disso, resolvi colocar meu corpinho jovem de 31 anos à prova e aluguei uma prancha. Caí algumas vezes, em outras comi areia, e em raras ocasiões conseguia me manter em pé. Quase quebro o toba de tanto cair. valeu a pena? Valeu, claro. =]

      Dunas e praia da Joaquina


      Vai lá, ow Tony Hawk desnutrido, vai se achando o fodão do sandboard, vai

      "Se a coluna ficar dormente não liga não que daqui a uns dias volta ao normal"
      Depois de passar vergonha na areia, começou a chover, e precisava voltar para o hostel. Estava bem feliz (e quebrado) com o tanto de coisa que vi e fiz em um único dia. Mal imaginava que era apenas um aquecimento para o que estava por vir...
      O dia 24 (quarta) foi dedicado à famosa Trilha da Lagoinha do Leste. Junto com a costa da lagoa com certeza é a mais popular pelo seu fabuloso e conhecido mirante. Torcendo para ter a trilha somente para mim, madruguei no TILAG, rumo ao Sul da Ilha. Pessoalmente achei massa as trilhas começarem do nada em alguma rua aleatória de um bairro, fico imaginando os moradores acordando com o som de passos dos trilheiros.
      O clima foi perfeito nesse dia, pois o céu ficou aberto, deixando a trilha e o oceano lindos aos olhos do visitante.

      Segundo partiu??

      Pausa pro H2O. Tem algumas fontes no caminho que aparentam ser confiáveis
      Essa trilha é fácil, até porque as escadas de toras de madeira e pedras estão bem colocadas para ajudar o trilheiro. Apesar de ser meio "nutella", o resultado ficou muito bonito. Se não me engano leva aproximadamente 1 hora para fazer ela.

      A praia estava com poucas pessoas, a maioria surfistas de plantão. E assim que cheguei, lá estava o morro da coroa convidando mais um visitante. Essa é a parte "gostosa" do passeio. A trilha clássica para chegar ao topo do morro é feita pela praia, fazendo uma escalaminhada até o final. É um pouco difícil, e mesmo perigosa para quem não for acostumado(a) com essa intensidade. Precisei parar algumas vezes para pegar um ar e me hidratar. Mas o visual vai ficando cada vez mais lindo.

      Olhando assim vc não dá nada pra subida, ne?

      Bora que nem cheguei na metade ainda

      Pausa para contemplação. Calliandra, uma das minhas flores favoritas.
      O esforço é grande, mas o resultado sem dúvidas vale a pena! Lá de cima você pode seguir por outras trilhas para acessar alguns pontos da encosta do Pântano do Sul, mas que requerem cuidado redobrado e paciência (pois como não são trilhas oficiais, por vezes são difíceis de acompanhar em virtude da mata fechada). Mas o negócio mesmo é a pedra do surfista, provavelmente o ponto mais googleado da ilha. Para interessados, o local também é plano o suficiente para o camping. Lamentei por não ter levado minha barraquinha nessa trip.

      Mas sim, chapada dos veadeiros isso agora???

      Por mim a viagem podia acabar amanhã, esse momento já valeu por si só
      Após as fotos e um tempinho para contemplação (sozinho por um bom tempo), um merecido mergulho no mar para recarregar as energias. Na praia existem algumas banquinhas que vendem o básico, a um preço meio exorbitante. Mas ponto turístico é isso ne?
      Depois do nado, pensei em fazer a trilha para o Dedo de Deus (que é outro ponto com um visual muito massa), mas a fome, o sol e a água acabando estavam acendendo o sinal amarelo. Fica para a próxima. Retornei à cidade, comprei algumas besteiras para comer/beber, e fiquei um tempo na praia do Pântano do Sul. Ah, da Lagoinha do Leste tem uma trilha que te leva até a Praia do Matadeiro, essa já mais colada com a cidade. Mas a trilha é longa (2-3 horas), e pelo mesmo motivo pelo qual não fiz o Dedo de Deus, acabei não fazendo ela nessa viagem.
      Antes de voltar para o hostel, no fim do dia, fiz um desvio. Ao invés de seguir para a lagoa, peguei um ônibus que entra no Campeche (um bairro com uma praia e ilha de mesmo nome, bem famosos, aliás), pois queria encerrar o dia com uma visão privilegiada. Então tratei de subir o Morro do Lampião. Não tem exatamente uma trilha, e sim um "ramal" de argila, pedras e cascalho, que vc sobe por uns 15, 20 minutos. A vista é sensacional, te dando um 180 graus que vai da Joaquina (norte) até morro das pedras (sul), com a Ilha do Campeche quase que na sua frente. Pela facilidade do acesso, e por ser dentro da área urbana, confesso que bateu receio de assalto, mas como me disseram em mais de uma ocasião que Floripa é mais de boa em termos de segurança pública, coloquei minha vontade de viver e aproveitar em frente dos receios.

      Le início

      aos poucos a obra de arte vai se revelando, só continuar a subir...

      Show

      Le Campeche.
      Com o anoitecer nesse mirante, o dia estava fechado. As pernas iriam me xingar a partir do dia seguinte sob a forma de pontadas de dor, mas, nada que desmotivasse o tio aqui.
      No dia 25, o destino acabou sendo uma das praias mais isoladas da ilha, Naufragados, no extremo-sul, com um acesso demorado por uma única estrada e aparentemente feito por uma única linha de ônibus. Notei que curiosamente do lado oeste da ilha as praias não são tão badaladas (até por estarem mais em contato com as cidades, as ondas serem mais fracas, e os locais serem usados mais para a pesca do que para o banho em si). 
      A trilha de naufragados é de nível fácil, bastante aberta, com fontes de água, perfeita para levar a família



      Seria um guardião que me testaria para saber se sou digno da passagem?
      A trilha termina em uma comunidade que se divide entre os moradores pesqueiros locais e alguns moradores alternativos (uma coisa que notei é que tem muita gente roots, hippie na ilha, assim como o consumo de maconha é bem pesado, mas o pessoal de lá é mais de boa, não são como traficantes ou viciados de outros lugares), sendo que há alguns locais para o camping (pago), mas nada que te impeça de levantar acampamento em outros lugares da praia. Aproveitei para catar conchinhas (é, não tive infância), curtir o dia, e explorar o lugar.


      Como eu tenho raiva da raça humana e sua porquisse

      Ahh, bem melhor
      Além da praia em si há umas trilhas que te levam para 3 canhões de treinamento e defesa da época da segunda guerra, no topo de uma pequena colina, e uma trilha (esta meio mal conservada) para um farol da União/forças armadas, que supostamente te dá uma visão privilegiada de algumas ilhas pequenas (incluindo a ilha da fortaleza), e do continente, mas que na ocasião estava fechado com cadeado e avisos de proibição. Como não queria correr o risco de cruzar com milico de passagem e tretar, não quis invadir o farol (MST não curtiu isso). Mas os canhões compensaram a visita, um espaço aberto muito legal para um piquenique e contemplação.

      me amarro em artefatos históricos. Bélicos então, nem se fala

      Mete bala nesse invasor fi duma égua, pau na moleira!!!!
      Esse dia foi dedicado única e exclusivamente a naufragados. A trilha é gostosa de se fazer, a praia é bem isolada, tem curiosidades para serem vistas, posso dizer que já é uma das minhas praias favoritas. O que me incomodou bastante foi a presença de lixo de alguns sem noção. Diz que não há coleta de lixo naquelas partes, o que complica um pouco. Se fosse morador organizaria um mutirão ocasional.
       

      Adianta? Adianta nada, só um milico dando cacetada no joelho de cabra que sujasse a trilha mesmo 

      O famoso peixe-porco da ilha, bastante consumido ali. Para deixar claro, esse carinha foi solto logo em seguida.
      O legal de estar fazendo todos esses passeios era a independência total. Sem agências, sem gente burocratizando os locais. Só vc e até onde as suas pernas e sua determinação levam. Estava curtindo muito cada dia ali. E queria aumentar o nível mais uma vez.
      O dia 26 era dia de "Sextou" com "S" de subida, e era o que iria fazer. Depois de um pouco de estudo no mapa de Floripa, fiquei bastante interessado na Trilha da pedra da Boa Vista. Essa trilha fica na Barra da Lagoa, no leste da ilha, bairro famoso por suas piscinas naturais. O bom é que partindo da lagoa da conceição é um dos lugares mais fáceis de se chegar de ônibus.
      A barra é bastante usada para pesca, deu para ver a rotina de alguns moradores locais.

      Amanhecer nos molhes da barra (não o gaúcho)

      A prainha da barra, diz que tem um sítio arqueológico na área, inclusive com uma pegada de dinossauro

      Essa trilha com certeza é uma das mais fáceis da ilha. Mais nutella que isso só sendo carregado, rs. Alguns minutos e eu já estava na área das pedras e piscinas. 

      Aparentemente tem que esperar a maré dar uma baixada para curtir melhor

      Aquecimento
      O legal das piscinas, a meu ver, não era nem o banho em si, mas a riqueza de vida marinha nos mínimos detalhes. Acho que passei mais tempo observando a vida local do que na água, de fato.

      caranguejos, mestres do stealth
      Depois do breve banho, tratei de comprar uns lanchinhos e procurar a entrada da trilha (meio escondida mas bem sinalizada, diga-se de passagem). A trilha tem uma dificuldade moderada (chegando ao difícil para quem é cheio das frescuras). Muita subida, inclusive em pedras, com poucas oportunidades de se esconder do sol forte. Muito mato fechado também, o que sugere que não é bom fazer trilha noturna, em virtude das cobras. Mas é uma atividade, no mínimo, prazerosa e revigorante. O legal é que em uma boa parte da trilha tem sinal, então dá pra fazer uma ligação, ou mandar fotos pro insta lá do alto e matar a galera de inveja.


      Até aqui ainda é de bobs

      Tá melhorando, tá melhorando =D

      Que visão espetacular, essa foi a melhor fritada que levei do sol neste ano

      Chegando lá em cima, o visual é surreal. Você tem um 360 daquele ponto da ilha, com a cidade de um lado e a imensidão azul do outro. É uma sensação muito boa poder estar no topo daquelas grandes elevações que vc fica observando lááá da rua. 

      Essa parte em especial é muito boa para descansar ou fazer um piquenique com uma visão digna de aplausos.
      no fundo tem lagoa, praia mole, galheta e gravatá. Queria muito ter um drone nessas horas.
      Após um tempo para descanso, lanches de trilha e reflexões diversas, era hora de descer. Da pedra da Boa Vista você pode voltar para a cidade, ou fazer um desvio para a Praia da Galheta, famosa por, digamos, ser uma praia de nudismo oficial. Como o nudismo é opcional, tinha mais gente com roupa do que sem, salvo por alguns vovôs sem vergonha, alguns homossexuais, e umas moças de topless. Bom, já que estava aqui, então pq não ter uma conquista desbloqueada e uma história a mais para contar pros futuros filhos? Roupas jogadas, aproveitei para tomar um banho de mar do jeito que vim ao mundo =]  Por motivos óbvios (sedução em massa, claro), não posso postar fotos. Vão e descubram!
      Após essa atividade, retornei à cidade para comprar lanches para a tarde, e como ainda estava cedo, fui conhecer outro lugar. Perto da Lagoa da Conceição existe a Trilha e Praia do Gravatá, então estava decidido. A trilha principal é pequena e fácil, embora tenha desvios para outras trilhas, que não pude explorar. Inclusive acredito que dê para chegar no topo de um morro que tem na área, dando uma vista privilegiada da Lagoa da Conceição. Descubro na próxima viagem.


      Aqui é um ponto de saída de parapente ou asa-delta, com uma vista privilegiada de Pedra Mole e Galheta. E pensar
      que há umas horinhas atrás estava no topo daquele morro do fundo

      A praia é pequena e de ondas tranquilas, acredito que ela seja bem "familiar" por isso (vi crianças e cachorros na água de boa, coisa que não tinha visto nas demais), e parece que tem muita coisa para ver nessa região. Uma pena que um temporal estava chegando na ilha, me obrigado a ir embora mais cedo (e o temporal no final das contas ficou isolado na região sul! ).
      Com o sábado chegou o temido final de semana , afinal, com esses dias de sol era óbvio que o povo iria para os banhos, com ou sem pandemia. Escolhendo a dedo no google maps, resolvi conhecer a Praia e Cachoeira da Solidão, no sul da ilha (do lado do Pântano do Sul, onde vc faz a trilha da Lagoinha do Leste). Antes eu soubesse que solidão seria a última coisa que sentiria ali! 
      A cachoeira é de fácil acesso, seguindo uma trilha atrás de um pequeno conjunto de casas de bando de burguês safado gente mais privilegiada, não só a água é linda como o poço é bastante fundo para o mergulho, inclusive tem uma gruta atrás da cachoeira que mesmo eu, corajoso que só, não quis desbravar (bem claustrofóbica mesmo). Infelizmente já tinham algumas pessoas no local (aquele bem egoísta ), e só iria piorar dali para frente (sabe aquela aglomeração no início do relato? Pois é), então as fotos não saíram tão boas. Mas o lugar vale a visita (nos dias de semana, claro).

      Me disseram que é bem fundo o poço, com grutas submersas. Como a água é clara, um óculos, uma lanterna de mergulho e uma GoPro devem valer bastante a pena aqui. Para meu azar não tinha nenhum dos 3. 

      Sorriso forçado de "ahhh que maravilha que tem uma pessoa no fundo da foto"
      Bom, aí começou a aglomeração master de gente, e como o espaço não é muito grande, era mais que justo ceder meu lugar para alguém e ir embora. Passei um tempo na praia propriamente dita, e aproveitei para brincar de ser criança novamente.

      A parte legal dessa brincadeira é que eu estava numa parte protegida por pedras, e com minhas coisas em cima de uma pedra grande. Logo depois dessa foto veio a água, NÃO SEI DE ONDE CARALHOS QUE NÃO TINHA DADO ÁGUA NAQUELA PARTE ATÉ O MOMENTO, levando tudo pela frente, inclusive meu corpo de sereio  minha mochila e smart quase viram oferenda (dei um cagaço enorme pelo meu aparelho estar funcionando até agora só com uma oxidação na entrada USB). Eu não sei se foi um PUTA azar, ou se Iemanjá ficou pistola comigo por apropriação cultural. Do meu estado Iara não fica com essas paradas não, viu?
      Logo depois desse incidente, tive que tirar areia de tudo o que tinha levado banho, e ir embora, pois o buzu tinha um horário mais limitado. Nessa região tem uma trilha (saquinho) que não sei pq diabos não fiz, ao invés de levar água na praia. Mas sem crise.
      O domingo veio, penúltimo dia da minha estadia no paraíso, e tinha ficado interessado numa trilha no Parque Municipal da Lagoa do Peri, um local de preservação enorme e bonito, diga-se de passagem. Na verdade não iria fazer trilha no parque propriamente dito (que também vale a pena), mas sim a Trilha da Gurita, que fica dentro das dependências do parque. Inclusive a entrada é bem escondida, próxima do projeto Lontra. 


      Essa trilha tem uma dificuldade moderada por 2 bons motivos: a distância (+ de 3km, o que levou 1 hora e meia por minha pessoa), e as várias modalidades de chão (de caminho firme dos pôneis sorridentes a subidas em raízes e pedras do tamanho de carros, e a parte mais escrota que são os pequenos lamaçais, é bom que você não tenha ciúmes de seu calçado limpinho ao fazer essa trilha, aviso dado).

      Tralalala oi passarinho oi planta oi céu azul tralalalalala....

      ...GODDAMMIT, EU LAVEI ESTA CARALHA DE TÊNIS ONTEM MESMO!!!!! 

      Um momento para exercitar a solitude e ter um bom papo consigo mesmo...
      A trilha termina numa cachu que na verdade é um conjunto de pequenas quedas d'água e piscinas naturais para o banho, a água estava meio turva (diferente dos outros lugares que visitei), mas o caseiro local disse que era resultado da chuva da noite anterior. Em todo o caso, uma belíssima paisagem. Tinha que aproveitar, pois logo receberia mais visitas.

      Vocês de Floripa são uns sortudos oh, mantenham esta obra limpa e preservada, por favor

      Valeu a pena. Cada segundo. Cada bendito segundo.

      Depois da cachu grande vc sobe um pouquinho que tem uma área mais "Vip", com uma queda legalzinha, acho ideal para casais que queiram um pouco de intimidade, se vc me entende ( ͡° ͜ʖ ͡°)
      Logo depois começou a chegar gente, aparentemente tem uma galera que faz SUP e caiaque de outros pontos do lago até a parte da cachoeira, cortando toda a trilha. Eis uma atividade que queria ter tido tempo para fazer, adoro fazer caiaque nos igarapés amazônicos. Também fica para a próxima. Banho tomado, tinha reparado que dali havia uma segunda trilha que dava para um tal de "Sertão do Ribeirão". Como estava cedo, então, pq não? Além do mais, nesse dia não tinha dado tempo de comprar nada para lanchar, então talvez houvesse algum mercadinho na tal estrada que o google maps dizia que levaria.

       
      Saí numa área de estradinha de terra e várias fazendas , realmente um sertão da ilha. Não havia mercadinho algum por ali, algumas fazendinhas vendiam produtos-base (ovos, leite, mel), e como não tinha aparato para transformar essas coisas em uma refeição, começou a dar a desanimada de fazer agora 5km de trilhas até voltar para a cidade. Mas eis que encontro o Sítio e Café Hortêncio, que salvou minha barriguinha da miséria com seus lanches caseiros. Um sítio muito bonito com hospedagem, visita guiada nas áreas dos bichos (uma coisa mais família com criança), e o café colonial propriamente dito. O pastel de queijo recém fabricado e goiabada caseira era uma coisa divina  O outro pastel de pernil de porco completou minhas necessidades terrenas do momento  Fui muito bem atendido, então faço questão de recomendar uma visita aqui se você passear pela região. Aliás, o Sertão do Ribeirão é uma atração por si só, pois possui mirantes, alguns alambiques e sítios para visitação.

      Só o filtro de barro já ganhou minha simpatia, isso vai de encontro com minha infância...

      Quando é feito com amor são outros 500

      Pooo, vcs são muito show, voltarei a visitá-los no futuro
       
      Antes de ir embora, passei numa última cachoeira da região, aparentemente era a Cachoeira da Carabina, bem fácil de achar. Assim como gurita, possui várias quedinhas e piscinas para o banho. Essa em particular tem muita área perigosa, então não acho um lugar muito bom para crianças (pedras escorregadias e tal).



      Tinham umas oferendas ali num cantinho, acredito que é algo da cultura dos locais
      Bom, mais um banho tomado, e tudo mais, mas o horário já estava dando, um tempo de chuva suspeito estava formando, e tinha a questão dos ônibus, por ser domingo, então precisava ir embora. Mas a preguiça de voltar pela trilha bateu forte, MUITO forte  então o que um turista que nunca pisou naquele lugar no meio do "nada" (apenas força de expressão, tinha achado um local muito interessante na ilha) poderia fazer? Seguir a estrada, ora!
      Então liguei o player do smart, comecei a cantar as músicas sozinho na estrada, e ver onde a mesma iria dar. Às vezes os melhores momentos da vida estão nas decisões mais sem noção e na certeza da incerteza à frente.

      Mais partiu??? Partiu

      Ahlá a lagoa do Peri no fundo

      Mas donde carajos estoy, google maps???
      Essa estrada iria me deixar em 2 lugares: no bairro dos açores, próximo de onde a onda tinha me trollado no dia anterior, ou na armação do pântano do Sul, não muito longe da trilha da lagoinha do leste. Foi uma andada de 1 hora (achei que duraria mais, uma pena), até chegar na parada e esperar minha limusine com chofer me deixar no Hostel.
      A segunda-feira (29) foi meu último dia na ilha, mas resolvi dar uma descansada no corpo e ver se iria levar mais algumas coisas para casa, no centro. Fora que, coincidentemente nesse dia, choveu de manhã e de tarde, então de qualquer forma não faria nada. Sendo assim, o relato acaba por aqui, garotada =]
      Como de praxe em meus relatos, algumas informações adicionais:
      Gastos: para uma semana na ilha combinei que levaria exatos 1000 reais, apesar de que me conhecendo (economista, vulgo pata de vaca como minha mãe me chama), não usaria tudo. No final das contas, com os gastos essenciais foram usados aproximadamente R$ 500,00 (transporte, comida para cozinhar no hostel, restaurante, compra de lanches para trilha, essas coisas). De hospedagem dei uma sorte do hostel ter dado uma promoção muito boa para o período que fui, e não está incluso nessa conta (141 reais para 8 diárias no booking). Acredito que por ser período de pandemia, e ter ido fora da temporada ajudou bastante nos valores.
      Transporte: como dito, achei muito bom o serviço de coletivo da ilha, uma boa frota de ônibus em boas condições, e geralmente pontuais, fora os pulos em múltiplos terminais que te permitem gastar pouco para visitar todos os lugares da ilha. Uber é uma opção, mas pelo que me falaram, e pela demora que tive em conseguir um, não tem tanto motorista como em outras capitais brasileiras, então às vezes poder ser que vc fique na mão. Na alta temporada, em algumas praias afastadas existe o transporte de barcos, de volta para a cidade, o que é uma mão na roda. Outra opção (que eu acabei não usando mas recomendo) é o aluguel diário de bicicletas, mas tenha em mente que a ilha não é tão pequena assim, e que pode ser mais jogo ir de bus ou carro sem se cansar previamente antes de fazer uma trilha. Mas vale a pena, dado o respeito dos motoristas pelos ciclistas e a boa infraestrutura para os mesmos.
      Hospedagem: bom, não me considero um expert nesse quesito, mas vi opções para todos os gostos, desde hotéis de frente para o mar a campings 0800 em algumas atrações. Pessoalmente penso que uma hospedagem nas proximidades do centro ou da lagoa sejam boas opções em termos logísticos.
      Lugares para conhecer: eis aqui um ponto interessante. TODA A ILHA tem lugares para conhecer. Eu passei uma semana andando sem parar de um lugar para outro e posso dizer que só desbravei uma boa parte do Sul da ilha. Não quis ir ao norte por simplesmente não dispor de tempo para isso  e para lá tem lugares conhecidos como o Jurerê, a vila de Santo Antônio de Lisboa, Canasvieiras, Ingleses..... Isso fora o que não explorei no centro e no sul. E isso eu falo de conhecer a pé. Tem os passeios de barco, tem as atividades mais radicais como vôo de parapente, asa-delta, lancha, caiaque, etc. tem passeio para certas ilhas. Tem as trilhas não oficiais que levam a lugares mais exclusivos e belos. Tem a zona rural e o Sertão. Tem as visitas a museus, institutos naturais e afins. Nossa, eu nem tenho ideia de quanto tempo disponível uma pessoa precisaria para "zerar" Floripa. 
      Melhor época: eu já disse e repeti qual a época a ser evitada, certo? No mais, penso que por questões lógicas, evite o Inverno (que compreende o meio do ano) e vá para a serra catarinense beber chocolatinho quente. Dizem que no inverno dá surfista na ilha, pelas águas estarem mais "bravas", mas aí é confirmar com algum conhecido (caso vc praticar a atividade ne?)
      Mais alguma coisa? Leve bastante água, lanches, protetor solar e roupas que te protejam do sol, no caso das trilhas, ir de calça/legging ao invés de short (como o teimoso aqui foi) vai te poupar de canelas queimadas, picadas, mordidas, etc. 
       

       
      Então é isso amigos, quando essa pandemia se acalmar, ou quando geral estiver vacinado, organizem um roteiro bacana na ilha da magia.
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Vim aqui mais uma vez compartilhar um pouco das nossas andanças pelo Brasil. Dessa vez um destino mais perto de casa, Capitólio/MG, há cerca de 280Km de BH.
       
      Ficamos de 25 a 28 de fevereiro. O local estava simplesmente abarrotado de gente! A cidade não comporta essa quantidade de pessoas e nem mesmo as principais atrações!
       
      Dica 1: Procure ir fora de feriados, porque realmente fica tudo muito confuso!
      Dica 2: a maioria das atrações fica à beira da MG-050. Devido à quantidade de pessoas muito gente estaciona o carro no acostamento da estrada. Não faça isso! A PM multou todo mundo que fez isso todos os dias do feriado! Ande mais na estrada até achar um espaço fora para parar. Não existem estacionamentos.
      Dica 3: Acredito que a maior dificuldade da maioria das pessoas nesse destino é conseguir hospedagem. Capitólio é uma cidade com cerca de 9000 mil habitantes. Não existem muitos hotéis ou pousadas. Com 2 meses de antecedência nós procuramos hospedagem e já não tinha nenhuma mais! E quando perguntava preço todos oferendo pacotes por no mínimo 1500 reais para o carnaval para 2 pessoas! Vi hotel simples cobrando 4000 mil reais!
      Dica 4: Por esses motivos que muita gente fica hospedado nas cidades ao redor, principalmente Passos (76Km de capitólio e 45Km do Mirante do Canyon) ou Piumhi ( 22Km de Capitólio e 47Km do Mirante do Canyon). Mesmo nesses lugares esgota rápido. Vi gente que ficou hospedado em cidades a 180km de Capitólio. Passos, por ser uma cidade maior, há mais opções de hotéis e de restaurantes para sair à noite. Piumhi (onde ficamos hospedados), só tem lanchonetes e bares simples (vale a pena a Batata Roast do Bar do Juarez!).
      Dica 5 (Dica de Ouro): Em dezembro, quando começamos a olhar hospedagem para o feriado, estávamos quase desistindo devido aos problemas citados acima quando, olhando pelo AirBnB, encontramos esse achado maravilhoso: o APTO da Selvita em Piumhi (https://www.airbnb.com.br/rooms/11481970). Eu não acreditei quando vi, um quarto em um apto incrível, simples e aconchegante, com vaga no carnaval e pelo preço de 49 reais a diária!!!! Fechei na hora! Gastamos com hospedagem no carnaval somente 192 reais! Indico muito o apto dela, é grande, confortável, tem tudo que necessita para uma hospedagem confortável e simples. Ao lado tem uma padaria com paes e bolos deliciosos.
      Dica 6: De BH a Capitólio a estrada é boa, apesar de não ser duplicada. São 4 pedágios de 5,50 cada, sendo o último entre Piumhi e Capitólio (ficar atento a isso).
      Dica 7: Reserve o passeio de barco com antecedência! Nós esquecemos e quase não conseguimos fazer o passeio por conta disso. Conseguimos um encaixe de última hora.
      Dica 8: dá para se locomover entre todas as atrações com carro normal. Não caiam na bobagem que o meu vizinho de apto fez (pagou 200 reais por um translado até paraíso perdido). Dá para fazer tranquilo de carro comum, a estrada de terra é boa.
      Dica 9: infelizmente o clima não ajudou muito. Chegamos debaixo de chuva e nos dois primeiros dias ficou nublado o tempo inteiro, com algumas pancadas de chuva ao longo do dia. Somente no último dia que realmente fez sol o dia inteiro. Eu e minha esposa já estamos acostumados, todo vez que viajamos para lugares com cachoeira chove, é incrível, rs. Isso já aconteceu umas 4 vezes já! Rs. O ideal é ir em época de seca (maio a outubro segundo os locais).
       
      Chega de dicas, vamos ao relato sucinto dia a dia:
       
      Dia 1 (Trilha do Sol, Mirante do Canyon):
       
      Chegamos em Piumhi às 07:40 da manhã, deixamos as malas e ficamos esperando para a chuva acabar e o tempo firmar um pouco. Seguimos então para a trilha do sol (R$35,00 por pessoa). Entrada pelo Km 304 da MG-050, anda 1 km de estrada de terra até a recepção). Dos lugares pagos foi o que mais gostamos, a trilha é muito bonita e o lugar chamado No Limite é incrível. Também visita-se a cachoeira do Grito e o Poço Dourado.
      De lá fomos almoçar no famoso restaurante do Turvo (lotadíssimo, ficamos uns 30 minutos esperando mesa) e pedimos o prato da casa: traíra recheada. A porção de 1 pessoa serve 2 tranquilamente (esses restaurantes são espertos, fazem a porção de 1 pessoa render 2 e metem a faca no preço, dá a sensação de que você saiu na vantagem ao não pedir prato para 2 pessoas) R$96,00 o prato. Não gostamos muito do prato, mas acho que isso é questão de gosto mesmo.
      Do restaurante fomos até o famoso Mirante do Canyon (por enquanto é gratuito, mas o proprietário já está cercando e em breve vai começar a cobrar). Fica no Km 312 da MG-050. Que lugar fantástico! De lá que saem as famosas fotos que vemos pela internet e é muito mais incrível pessoalmente. Só tomem cuidado pois não tem nenhum tipo de proteção e uma queda dali é morte certa!
      De lá fomos ao centrinho de Capitólio e demos uma passada na praia artificial (que é um lago com uma orla bacana, mas é fedido, rs). Lá tem uma feirinha de artesanato.
      Pegamos a estradinha de terra até o Morro do Chapéu, que é um lugar com vista muito bacana da cidade e região. Infelizmente, devido à chuva, não conseguimos passar de um trecho, o carro patinou muito. Outros carros também tentaram e não conseguiram. Locais falaram que em época de seca dá pra ir tranquilo. Fica para a próxima.
      À noite em Piumhi fomos ao Bar do Juarez que tem uma batata Roast muito boa (32,00 reais e serve duas pessoas). A de carne de sol é uma delícia!
       
      Dia 2 (Paraíso Perdido, Usina de Furnas):
       
      Paraíso perdido é a atração mais distante do centro de Capitólio mas há placas indicado o caminho. Fica em torno do Km 320 da MG-050. Da saída da estrada são 4,5km de estrada de terra, tranquilo para ser fazer.
      Confesso que era o local com mais expectativa, pelas fotos e relatos de outros viajantes, mas me decepcionei. Não sei se o tempo não estava legal no dia e uma parte do acesso tava fechada pelo risco de chuvas. Não achei lá essas coisas não.
      Cobram 40,00 por pessoa pela entrada.
      Outra coisa, sempre falaram que era passeio de um dia inteiro mas não gastamos mais do que 2 horas lá, então dá pra encaixar outro lugar no mesmo dia.
      Lá tem restaurante (38,00 reais o kilo).
      De lá fomos até a Usina de Furnas, que tem um mirante muito bacana, e fizemos algumas fotos. Comparado a Itaipu Furnas é uma microusina, rsrs.
      Voltando a Piumhi passamos no Condomínio Escarpas do Lago em Capitólio somente para ver como os ricos vivem e do que se alimentam, rsrs.
      À noite em Piumhi comemos um hamburgao numa lanchonete e dormimos exaustos.
       
      Dia 3: (Cachoeira Diquadinha, Cachoeira do Filó e Passeio de Lancha)
       
      O dia mais legal! Não sei se é porque são locais gratuitos, mas essas duas cachoeiras são muito boas e divertidas para se brincar!
      A Diquadinha fica exatamente no outro lado da MG-050 na altura do Mirante do Canyon. Basta atravessar a estrada para chegar lá. O legal é ir subindo pelas suas quedas até chegar num escorregador de pedra delicioso! Muito divertido.
      Tem uma outra parte muito legal, onde o poço é mais profundo e dá para pular de uma corda estrategicamente colocada, heheh.
      Nesse dia finalmente o sol saiu um pouco e deu para curtir mais. A cachoeira estava lotada! Muita gente fazendo churrasco e tomando cerveja no local, deixando latinhas espalhadas no ambiente.
      Comemos uns espetinhos numa barraquinha em frente e migramos para a nossa cachoeira preferida de Capitólio, a Cachoeira do Filó (Km 319 da MG -050, gratuita). É uma cachoeira com um poço enorme e fundo, então utilizamos o macarrão que compramos para nadar com tranquilidade.
      É uma cachoeira muito gostosa, perfeita para nadar e melhor ainda por ser gratuita. Tinha uns caras malucos pulando de cima dela, mas não arrisquei não. Ficamos lá um tempão curtindo tranquilamente.
      De lá voltamos ao restaurante do turvo (Km-306) de onde saem as lanchas para os passeios. O nosso estava marcado para às 16:00hs. O passeio em si é muito bacana, vale a pena fazer de lancha (70,00 por pessoa) pois para em mais locais. Uma pena que esse horário já não tinha mais sol, mas a água da represa estava morninha.
      Ele pára no Canyon (desce para banho), Vale dos Tucanos (também desce para banho) e na Lagoa Azul (paga 30,00 reais se quiser subir à cachoeira, mas na hora que fomos lá estava fechada) e no Cascatinha (somente fotos).
      Vale muito a pena o passeio, principalmente nos locais que dá pra nadar!
      Voltamos para casa e à noite, em Piumhi, fomos ao Bar do Peixe, que tem uma porção de isca de peixe muito boa!
       
      Dia 4: (Novamente Diquadinha, Filó e volta pra casa)
       
      Originalmente esse dia estava reservado para um passeio pela Serra da Canastra. Porém, devido ao período de chuvas, o acesso para carros comuns estava impossibilitado, então teríamos que contratar um passeio com carro 4x4. Como é uma região que para conhecer bem é preciso uns 3 dias, deixamos para outra oportunidade.
      Resolvemos então voltar nos locais que gostamos mais (e que não paga, rs) para curtir e aproveitar o último dia do feriadão.
      Como suspeitávamos, justamente no último dia vez um baita sol, pelo menos aproveitamos um pouco!
      Voltamos para casa tranquilos e felizes por ter conhecido mais um lugar especial do nosso Brasil.
       
      Alguns gastos:
      Gasolina - R$315,00
      Pedagíos - R$77,00
      Hospedagem - R$192,00
      Trilha do Sol - R$70,00 (2 pessoas)
      Paraíso Perdido - R$80,00 (2 pessoas)
      Passeio de Lancha - R$140,00 ( 2 pessoas)
      Padaria - R$16,50
      Restaurante do Turvo - R$102,00
      Bar do Juarez (Piumhi) 45,00
      Bar do Peixe (Piumhi) 61,00
      Cachorro Quente - R$10,00
      Caldo de Cana - R$5,00
      Espetinho - R$5,00
       
      Considerações Finais:
      1- A infraestrutura turística do local ainda está sendo construída. Faltam estacionamentos, faltam restaurantes e principalmente faltam mais opções de pousadas, hotéis e hostels.
      2- Na segunda feira de carnaval muitos restaurantes fechados!
      3- Segundo um comerciante local em breve nenhum local terá mais acesso gratuito (já há planejamento para cobrança de entrada no Mirante do Canyon).
      4- Eu particularmente acho os valores das entradas muito caros, 35-40 reais em média. Tá certo que existe um custo para a infraestrutura do local, mas isso também precisa ser melhorado. Na trilha do sol, por exemplo, não existe vestiário e o banheiro é minúsculo e sujo! Queríamos trocar de roupa após a trilha e tivemos que fazer isso dentro do carro.
      5- A estrada não é duplicada e o fluxo de caminhões é intenso. Não adianta querer correr e se arriscar em ultrapassagens proibidas. Tem que ter paciência.
      6 – É um destino incrível, de uma natureza exuberante e que vale a pena todo o perrengue para visitar!!
       
      Um abraço a todos e qualquer dúvida é só perguntar nos comentários!















    • Por Tadeu Pereira
      Trilha Saco das Bananas ou Trilha das 10 Praias Desertas - Caraguatatuba x Ubatuba - SP 
      Praias: Praia da Tabatinga, Praia da Figueira, Praia da Ponta Aguda, Praia da Lagoa, Praia do Simão, Praia Saco das Bananas, Praia da Raposa, Praia da Caçandoquinha, Quilombo Caçandoca, Praia do Pulso, Praia da Maranduba e Praia do Sape.
      Dificuldade: Moderado
      Distância: 28 km
      Salve salve mochileiros!
           Segue o relato desta trilha fantástica situada entre Caraguatatuba e Ubatuba no litoral Norte de São Paulo, iniciada na Praia da Tabatinga a aproximadamente 20 Km da cidade de Caraguatatuba e finalizada na praia do Sape. A trilha é de nível médio com subidas e descidas mostrando belas paisagens e diversas praias. A maioria das praias são quase que desertas com pontos de água potável.  
      Partida - 17/11/20 - Ida 7:30am - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$45,00 - Caraguatatuba x  Praia da Tabatinga -> Ônibus R$4,65
           Partimos do bairro do Butantã em São Paulo capital onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sair às 7:30am. Saímos no horário marcado e fomos em 4 pessoas no carro. A viagem foi tranquila, segura, todos de máscaras pela pandemia e com duração de duas horas e meia até chegarmos ao Terminal Rodoviário de Caraguatatuba onde pegamos um ônibus do transporte público com sentido a cidade de Ubatuba. Depois de aproximadamente 35 minutos descemos no último ponto da praia da Tabatinga próximo ao Mercado Prime onde fica o início da trilha pela rua à direita do mercado. Compramos mais alguns mantimentos e água e iniciamos por volta das 11:00am a Trilha do Saco das Bananas ou Trilha das 10 praias desertas.   
       
           A trilha teve início na rua ao lado direito do Supermercado Prime pela Rua Onze onde seguimos por ruas com um terreno muito acidentado com muitos buracos e lama até chegar na entrada para a Praia da Figueira. Resolvemos não entrar nesta praia pois o tempo não estava ajudando muito e então seguimos em frente. Alguns metros a frente chegamos no Mirante da Praia da Ponta Aguda de onde se tem uma bela vista da Praia da Figueira e da Praia da Ponta Aguda.
         
                                                 (Entrada Praia da Figueira)                                                        (Estrada)
       

      (Mirante da Praia Ponta Aguda) - (Praia da Figueira)

      (Praia da Figueira)

      (Praia da Figueira)
           Passando o mirante a trilha começa a adentrar a mata mais fechada passando por diversos pontos d'água. Andamos por mais ou menos mais 1 hora e chegamos em um casarão abandonado com várias bananeiras ao redor. Não sei a história desta casa mas parecia ser bem antiga. Neste ponta a trilha se divide em duas, para a esquerda se segue a trilha para a Praia do Simão, e para a direita se chega na Praia da Ponta Aguda. Descemos uns 15 minutos de trilha passando por um descampado até chegar na Praia da Ponta Aguda. 
       

       (Praia da Ponta Aguda) 

       (Praia da Ponta Aguda) 
            Ficamos pouco tempo na Praia da Ponta Aguda pois estávamos correndo contra o tempo que a todo momento mostrava que podia desabar com muita chuva. Retornamos pela mesma trilha que chegamos na praia e continuamos a trilha seguindo as placas rumo a Praia da Lagoa. 
       

          (Praia da Lagoa) 
           A Praia da Lagoa que faz jus ao nome contém uma lagoa que desagua no mar situada do lado esquerdo da praia. Retornamos pela mesma trilha e seguimos as placas para a Praia do Simão que a princípio iríamos pernoitar e seguir no dia seguinte.  
       
           Apesar da placa de proibido resolvemos seguir em frente e caminhamos por mais ou menos umas 2 horas neste trecho. A trilha estava muito molhada pela chuvas do dia anterior tornando o trecho escorregadio e muito difícil de render a caminhada. O tempo até que estava colaborado pois só tínhamos pego chuviscos durante o caminho, até que chegando próximo da Praia do Simão o tempo simplesmente resolveu dizer qual seria o nosso destino pelos próximos 3 dias ahahauhauhauha. 
       
           Começando com um chuva bem fina, toda aquela água que estava acumulada durante o dia resolveu cair bem na hora que estávamos chegando na Praia do Simão ahuahuah e não parou mais. Depois de vários escorregões e tombos passando por alguns trechos que sem chuva até seriam fáceis, mas com toda aquela água caindo do céu com a trilha encharcada e muito escorregadia ficaram bem complicadas. E depois de algumas horas chegamos na Praia do Simão ou Praia Brava do Frade.

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)


      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
           Segundo moradores a Praia Brava do Frade possui este nome pois a um tempo atrás morou um frade na praia por muitos anos, razão do nome original. A praia é bastante procurada também por surfistas que buscam tranquilidade em uma praia deserta longe da badalação, mas neste dia não tinha ninguém na praia. 
           Chegamos e já montamos acampamento no meio das inúmeras árvores pensando em obter alguma sombra pra caso no dia seguinte o sol desse as caras ahuahuah. A praia tem mais ou menos 1 km de extensão com mar de águas agitadas, areia clara, praia de tombo, aparentemente com muitas correntes de retorno. Também ficamos próximos ao um ponto de água potável que fica no meio da praia formando uma pequena lagoa que com a forte chuva virou uma grande cachoeira que corria até o mar. A pernoite estava garantida, mas a chuva não parou mais aquela noite e nem no outro dia. Choveu forte, com trovoadas e muito vento o tempo todo.

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
       
       

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Acampamento)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
       
      (Bica d'água)
           Acordar em uma praia deserta certamente é um desejo de muitas pessoas, mas acordar com a praia deserta e com muita chuva também foi uma experiência muito boa com sentimento de frustração e agradecimento. Ficamos por três dias nesta praia por causa da chuva, as barracas viraram nossos lares naquele paraíso por alguns dias ahuahua. A chuva não deu trégua no segundo dia, choveu por várias horas de manhã até o meio da tarde. Tivemos que esperar por horas pra sair da barraca pra poder conhecer aquele paraíso, mas quando a chuva deu uma trégua nós saímos para desbravar e conhecer a praia. 

            Do lado direito andando pela praia existe um paredão de pedra que dependendo do volume d'água é um bom ponto para um banho de cachoeira, mas neste dia apesar de toda a chuva estava com volume baixo.  
       
      (Cachoeira)
            A chuva começou novamente e retornamos para o camping e por ali ficamos. Fizemos toda nossa comida dentro da barraca. Uso o modelo QuickHiker 2 Quechua que tem duas portas e dois grandes avanços possibilitando usar o fogareiro sem nenhum problema. Choveu o resto do dia e toda a noite. 

       
            Dormimos cedo com muita água ainda caindo, e por volta das 4:30am da madrugada a chuva resolveu finalmente parar. Resolvi sai da barraca assim que amanhecesse para ir ao banheiro e me deparei com um nascer do sol sensacional saindo lá longe no horizonte do mar. E depois de tanta chuva tive uma sensação de euforia, alegria, minhas energias se renovaram e todo aquele cenário de frustração por causa de toda aquela chuva mudou imediatamente ao ver os primeiros raios de sol naquele dia ahuahua, foi muito emocionante. Bom Diaaaaaaaaaaa!


       




      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
           Com toda aquela animação já preparei um belo café da manhã e comecei a desmontar acampamento para seguir em frente pois além de toda aquela chuva que estava caindo antes, o mar também estava um pouco revolto e impossibilitou a travessia pela praia para poder continuar a trilha. E naquela manhã tudo isso estava ao nosso favor para poder continuar a travessia, então tomamos um café reforçado, desmontamos todo acampamento e seguimos para o lado esquerdo no final da praia onde fica a continuação da trilha. 

           No final da praia havia um acampamento fixo montado com barracas, panelas, talheres, pia, agua encanada hauahuahua. Depois de todo o perrengue que passamos com a chuva, aquele acampamento iria ser muito útil pra nós. Mas como não tivemos muito tempo de desbravar a praia, só encontramos esse acampamento quando estava saindo do Simão. Um morador local que encontramos na trilha nos disse que são de surfistas que se juntam e passam alguns dias neste local.  

       
           A continuação da trilha fica atrás deste acampamento. Neste trecho existe uma subida até chegar em um mirante que se vê toda Praia do Simão. E é neste trecho da trilha que se faz jus ao nome Saco das Bananas. Caminha-se por diversas plantações de bananas revelando belas paisagem. 


      (Mirante - Praia do Simão ou Brava do Frade)

             A caminhada neste trecho foi um pouco cansativa pois existem algumas subidas e descidas que desgastam um pouco por causa do peso da mochila. Caminhamos por uma hora e meia mais ou menos até chegarmos nas ruinas de uma escola abandonada, a Escola do Saco das Bananas construída em 1973 que atendia por volta de 25 crianças fechando em 1993 por falta de alunos. Ao lado esquerdo da escola segue a trilha para praia da Raposa e para o lado direito fica a trilha que chega na próxima praia da travessia, a Praia do Saco das Bananas. 

      (Escola E. P. G. Saco das Bananas)

           Seguindo a trilha da escola até a Praia do Saco das Bananas começamos a perceber o quanto ela é histórica com a frequente presença da Comunidade Quilombola existentes em algumas ruinas da época da escravidão. Levaram 10 minutos de descida até a praia e chegando encontramos um casarão de frente para o mar, que provavelmente seria dos donos de toda aquela plantação de bananas, encontramos uma praia pequena de aproximadamente 55 metros de largura, areias amareladas, águas cristalinas, com algumas pedras enterradas nas areias e cercada pela Mata Atlântica.

      (Praia Saco das Bananas)

      (Praia Saco das Bananas)

            Na Praia Saco das Bananas encontramos com alguns moradores que nos informaram que a praia era como um porto para os barcos levarem os produtos que os moradores cultivavam e que na sua maioria eram e é até hoje as bananas. Chegamos bem na hora que eles tinham colhido vários cachos. Nos contaram também que a trilha Saco das Bananas em alguns trechos, foram estradas construídas de pedra com intuito de facilitar o transporte de mercadorias cultivadas no roçado como: cana, mandioca, banana e outras especiarias. A praia guarda muitas histórias e muitos mistérios de sofrimento do período escravocrata e ainda sofrem até hoje com a especulação imobiliária. 

      (Praia Saco das Bananas)
           Ficamos por uma hora nesta praia contemplando e logo seguimos para a próxima praia que seria a Praia da Raposa. Retornamos até a escola e na bifurcação da trilha principal fomos para a esquerda. Neste trecho existem algumas subidas de tirar o fôlego, mas que nos proporcionaram vistas fantásticas das praias. 
       




       



           Caminhamos por uma hora e meia neste trecho até que chegarmos na entrada da Praia da Raposa, mas por causa do tempo ruim decidimos seguir em frente e não passar por esta praia. A entrada pra praia fica em uma trilha pequena onde existe uma corda para ajudar na descida ingrime. A entrada é bem pequena e fica à direita pra quem vem da Praia Saco das Bananas. Caminhamos mais alguns minutos e chegamos na Praia de Caçandoquinha. 

      (Praia da Caçandoquinha)

      (Praia da Caçandoquinha)
       
      (Rio de água doce)
           Chegando na Praia da Caçandoquinha se vê um casarão de fazenda do período escravagista mas que, por ser privada, não é aberta ao público. É uma praia de mar calmo, areias claras, muitos borrachudos, do lado direito da praia existe um riacho de água doce e contém algumas árvores centenárias propiciando ótimas sombras para ficar a beira mar. Hoje a Caçandoquinha guarda uma história de riqueza branca e sofrimento escravo, amenizado com o reconhecimento e regularização do Primeiro Reduto Quilombola do litoral norte do Estado de São Paulo.
        
      (Praia da Caçandoquinha)
           Ficamos um tempo nesta praia para descanso e aproveitamos para fazer um lanche embaixo das sombras de umas das grandes árvores centenárias que têm de frente para o mar. Ao contrario da sua vizinha, Caçandoca, esta praia é muito tranquila, não existe nenhuma estrutura para o turismo, não se chega de carro, e é pouco frequentada. Do lado esquerdo da praia existe uma trilha que leva ao Quilombo Caçandoca, nosso próximo destino. 
           Caminhando por uns 10 minutos já se chega no costão onde existe uma corda para a descida até a Praia da Caçandoca. A praia é fantástica, um paraíso quase que intocado sem construções e com uma enorme história.  De areias claras, mar calmo o lugar tem um deslumbrante vista da baía do Mar Virado, Maranduba e algumas ilhas. Esta praia por ter acesso de carros pelo km77,5 da rodovia Rio-Santos já tem um pouco mais de estrutura como alguns campings e alguns quiosques a beira mar, mas tudo bem simples.
            A região do Quilombo Caçandoca tem muita história, faz parte de uma área legalizada como pertencente aos Quilombolas remanescentes das comunidades da época do período de escravidão contando com 890 hectares.  O Quilombo Caçandoca é o mais antigo do litoral norte de São Paulo e encontra - se em um dos lugares mais belos do Brasil. A escravidão só teve um "fim" em 1888 através da Lei Áurea, mas muito tempo antes os negro já lutavam por sua liberdade. A história como a dos remanescente de Quilombos, como a da antiga Fazenda Caçandoca, mostra que a luta foi árdua, mas foi vencida, e esta parte da história é passada de pai para filho, netos e bisnetos, mantendo sempre acesa a memória da Comunidade Quilombola. 
       
      (Praia da Caçandoca)
       
           Assim que chegamos já fomos atrás de um camping pois o tempo estava fechando novamente mostrando que iria chover novamente. Sentamos no Quiosque Pastel da Vó e conversando com alguns locais, nos recomendaram o Camping do Jango que fica do outra lado da praia no canto esquerdo. Fomos até lá e fechamos por R$25,00 Reais pra cada por uma noite com banho quente. Montamos a barraca e retornamos para o quiosque Pastel da Vó para curtir o resto do dia com sol enquanto tinha.
       
         (Quiosque Pastel da Vó)
           Retornamos ao camping onde tomamos um bom banho quente, fizemos um rango reforçado e dormimos pois a chuva não deu trégua no começo da noite. No dia seguinte o sol prevaleceu no céu o dia todo, o que nos proporcionou ver o quanto aquele lugar é maravilhoso mostrando belas paisagens. Decidimos ficar mais um dia e seguir para próxima praia somente no dia seguinte.
       
      (Camping do Jango)

      (Igreja)

      (Praia da Caçandoca)

      (Praia da Caçandoca)

           (Praia da Caçandoca)

           Passamos quase que o dia todo no Quiosque Pastel da Vó, pois além do tratamento maravilhoso, a cerveja tava muito gelada e ainda nos deram o valioso repelente que os locais usam para parar os borrachudos. Uma mistura de óleo de cozinha com vinagre de álcool. A mistura funcionou e lambuzamos o corpo. Bye bye Borrachudos! huahauhau 

       (Praia da Caçandoca)

       
           Foi o dia mais quente da travessia com uma temperatura de quase 30 graus. Almoçamos pela praia mesmo, comemos porções e pasteis da Vó e tomando uma merecida gelada. Até que os preços estavam de boa, nada abusivo. Retornamos ao camping por volta das 19:00pm horas, fizemos mais um rango reforçado e descansamos para poder seguir bem cedinho para as próximas praias. 

      (Praia Quilombo Caçandoca)
                  Desmontamos acampamento por volta das 6:00am horas da manhã com um nascer do sol sensacional que fomos presenteados naquela linda manhã de Domingo.

      (Praia Quilombo Caçandoca)
           Tomamos um café da manhã reforçado, contemplamos por mais alguns minutos aquele momento e aquele lindo lugar e logo seguimos para a próxima praia, a Praia do Pulso. A trilha fica no canto esquerda da praia da Caçandoca muito próximo do camping que ficamos. .

           Caminhamos por uns 15 minutos até que chegamos em uma guarita com um guarda que nos informou como passar pela Praia do Pulso. A praia de acesso restrito tem na sua maioria acesso por condôminos. Descemos mais alguns minutos e chegamos em uma praia com um extenso gramado comunitário, areias fofas amarelas, enormes árvores proporcionando uma grande sombra em dias ensolarados, mar calmo de águas claras, porém o que chamou mais atenção foram as enormes casas chegando quase que nas areias da praia.  Não existe nenhuma estrutura para turismo, ambulantes, quiosques.

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)
           Comtemplamos por alguns minutos e seguimos até o canto esquerdo da praia onde fica a continuação da trilha. Neste trecho a trilha foi um pouco cansativa pois o sol estava bastante quente e as subidas deste trecho nos castigaram bastante. Durante a trilha vimos diversos mirantes com vistas espetaculares passando pelos fundos das casas até chegarmos aos fundos da famosa Igreja de Nossa Senhor de Fátima ou também conhecido como o Castelo dos Arautos. Uma fantástica construção de 9 mil m² parecido com castelos medievais com obras de Aleijadinho e com uma vista fantástica da Ilha do Pontal, Ilha e Praia de Maranduba e ao longe uma parte da Trilha das Sete Praias.

      (Praia do Pulso)
       


           Após passar pelo Castelo dos Arautos caminhamos por uma estrada chamada Estrada da Caçandoca até a rodovia BR101 Rio-Santos, onde seguimos por alguns quilômetros até a praia de Maranduba.

           Procuramos logo por um camping e encontramos o Camping Toa Toa que fica entre as Praias de Maranduba e Praia do Sapé. Fechamos por R$35,00 Reais e ficamos por uma noite. O Camping Toa Toa é bastante estruturado com banheiros amplos, com chuveiro quente, uma grande área gramada com vários pontos de energia, churrasqueiras, cozinha comunitária e com entrada tanto para praia quanto para rodovia Rio-Santos BR101. Montamos acampamento e saímos logo para procurar algum lugar pra almoçar e depois conhecer o local.   


      (Praia do Sapé - Ilha do Pontal)
           A Praia de Maranduba e do Sape são praias mais voltadas para banho, crianças, família. Tem uma ampla estrutura comercial e turística como quiosques, pousadas, hotéis, mercados e restaurantes. Como estávamos passando por praias quase que desertas sem ninguém a alguns dias já, esta praia foi meio que um choque pois estávamos voltando para a cidade.

      (Camping Toa Toa)

      (Praia de Maranduba)
           Desmontamos acampamento e mais uma vez o sol nos presenteou com mais um lindo nascer. Mochila feita e café tomado fomos para a rodovia Rio-Santo aguardar o ônibus para retornar a Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos até prgar o ônibus sentido Caraguatatuba por R$4,65 e em 40 minutos chegamos na rodoviária. Almoçamos em um restaurante ali próximo do terminal e fechamos com um BlablaCar pra algumas horas depois por R$48,00 Reais de Caraguatatuba até São Paulo. E assim acaba mais uma trip e eu só tenho a agradecer! 
      GRATIDÃO  
      Retorno - 23/11/20 - Volta 9:00am  - Maranduba x Caraguatatuba -> Ônibus R$4,65- Caraguatatuba x São Paulo ->BlablaCar R$40,00
       
       
       
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    • Por rafael.celeste
      **Esse relato ainda está em construção **
       
      A ideia inicial era fazer uma viagem apenas para o Jalapão. Após ver a diferença dos preços dos voos para Brasília e Palmas e também ver os atrativos das Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, decidimos ir por Brasília.
      Inicialmente iríamos em três pessoas, mas uma pessoa teve um imprevisto e fomos apenas eu e um amigo.
      Não queríamos contratar guias, então baixei os mapas do Tocantins e de Goiás no app Wikiloc, além de salvar várias trilhas das atrações que queríamos conhecer.
      Chegamos dia 20/11/20 em Brasília.
       
      O CARRO
      90% do material sobre o Jalapão que há na internet diz que um 4x4 é imprescindível para viajar pelo Jalapão. Acontece que alugar um 4x4 é caro e difícil, pois muitas locadoras não tem esse tipo de veículo. Li que na época das chuvas as estradas ficam melhores pois a areia fica mais compacta. Sendo assim, decidimos arriscar e ir com um SUV 4x2. Pegamos uma Duster automática e ela foi excelente. Para enfrentar a areia, é mais importante que o carro seja alto do que potente ou 4x4. Se as rodas não tocarem o chão, nada disso importa.
      O aluguel do carro foi na Unidas, mas feito através do serviço de concierge do mastercard (valeu, nubank). Conseguiram o melhor preço de todos e fechamos com eles. Dito isso, recomendo cautela com a Unidas. A reserva com eles parece não servir de nada. Cheguei na locadora e não havia nenhum SUV disponível, mesmo eu tendo feito a reserva com mais de um mês de antecedência. Chegaram a me oferecer um Uno. E eu não era o único nessa situação. Claramente um descaso.
      Depois de horas de espera, algum cliente devolveu a Duster que pegamos e pudemos seguir viagem.
       
      De forma resumida, o roteiro foi o seguinte: 

      Roteiro executado
       

      Trajeto de carro

       
      Dia 1: Brasília - Alto Paraíso de Goiás
      Perdemos tempo em Brasília esperando o carro da Unidas. Almoçamos no Coco Bambu do Park Shopping: camarão para duas pessoas por 50 reais. Comida excelente e bem servida, foi nosso jantar também.
      Pegando o carro, passamos num supermercado pra comprar água e algumas comidas. Depois fomos para Alto Paraíso, estrada boa até lá.
      Ficamos na pousada Espaço Naves Lunazen. Lugar bonito e bom café da manhã, mas o quarto estava um pouco sujo. Pode ser porque há muito tempo não recebiam hóspedes.
      Em Alto Paraíso curtimos o ambiente da Área 51.
      Gastos
      Aluguel do carro            R$990,00
      Pousada Espaço Naves Lunazen    R$230,00
      Almoço no Coco Bambu        R$85,27
          Supermercado             R$102,85
          Uber p/ o shopping:             R$30,00
          Área 51                R$19,90   
       
      Dia 2: Alto Paraíso de Goiás - Aurora do Tocantins
      O planejamento era fazer a trilha do Mirante da Janela e o Vale da Lua, depois seguir para Aurora.
       

      Cachoeira do Abismo

      Mirante da Janela
      Gastamos menos de 3h para ir e voltar na trilha do Mirante, que ainda tem uma cachoeira menor no meio do caminho. A queda d'água das cachoeiras era impressionante. Almoçamos no Restaurante Sabor do Cerrado e nesse momento pegamos chuva. Fomos até o Vale da Lua, mas não nos deixaram entrar por conta de ter chovido. O plano B foi seguir pra Aurora mas parando no Poço Encantado no meio do caminho. Lá pode-se tomar banho e a queda d'água era considerável. Seguimos pra Aurora, novamente em boa estrada.
       

      Poço Encantado
      Em Aurora eu havia reservado um quarto na Pousada 21 (falei com a Fernanda pelo WhatsApp). Na cidade de Aurora só vimos igrejas e um mercadinho abertos, nenhuma opção para jantar. A pousada fica perto do Rio Azuis e por sorte também tem um restaurante com o mesmo nome. Chegamos lá por volta das 21h e comemos muito bem. Por lá, não tínhamos sinal de celular e o wifi funcionava só às vezes. A pousada era simples mas boa.
          Gastos
      Pousada 21                R$160,00
          Almoço                 R$17,50
          Entrada no Poço Encantado         R$60,00
          Combustível                R$65,00
          Jantar no Restaurante 21        R$45,00
         
         
       
      Dia 3: Aurora do Tocantins - Dianópolis
      Pela manhã visitamos o Rio Azuis. Mesmo com a chuva durante a noite, a água estava cristalina. Da pousada até o rio são menos de 5 min a pé. Vale a pena chegar bem cedo, pois o lugar lota. O ponto ideal para banho fica dentro do Restaurante e Pousada Recanto dos Azuis. 
       

       

      Rio Azuis
      A ideia era conhecer a Praia do Pequizeiro em Aurora. Apesar de ter o caminho salvo no wikiloc, disseram que era necessário um guia para que a estrada até lá fosse liberada, por ficar numa propriedade privada. O local também não tem nenhuma infra estrutura. Acabamos indo pra Praia do Puçá, onde havia almoço e quiosques. O lugar é bem agradável, mas acredito que a Praia do Pequizeiro seja mais bonita.

       

      Praia do Puçá
      Ainda passamos pelas cachoeiras do Escorrega do Betim.  Boa parada no caminho pra Dianópolis, com alguma estrutura de comidas e bebidas, além das cachoeiras.

      Escorrega do Betim
      Finalmente seguimos pra Dianópolis. Estradas boas até lá. Ficamos no Mosaico Hotel, que foi ok. De lá dá pra ir a pé até o restaurante La Boca, que tem muitas opções no cardápio e boa comida.
          Gastos
          Moisaco Hotel             R$135,00
          Entrada no Recanto dos Azuis    R$30,00
          Combustível                 R$239,00   
          Entrada no Escorrega do Betim     R$30,00
          Restaurante La Boca            R$62,00   
         

       
      Dia 4: Dianópolis a Mateiros
      Acordamos e fomos para Lagoa da Serra. Cerca de 30 minutos, em boa estrada de asfalto,  separa Dianópolis de Rio da Conceição, cidade mais próxima da Lagoa da Serra. A ideia inicial era dormir em Rio da Conceição, mas não achei acomodação lá pela internet. É uma cidade bem pequena. A estrada pra Lagoa da Serra é de terra, com alguns trechos de areia. Com cuidado, qualquer carro passa. Na Lagoa da Serra é possível acampar, além de ter aluguel de stand up paddle. Vendem bebidas, mas não há comidas.
      Gostamos muito da Lagoa.
       

       

      Lagoa da Serra

       
      Voltamos à Dianópolis e almoçamos no Restaurante Bom Sabor. Self service por quilo com churrasco, muito bom.
      Depois do almoço, calibrei os pneus para 22 libras e seguimos rumo a Mateiros. Os primeiros 60 km de estrada são asfaltados. Nos últimos metros de asfalto, depois de uma fazenda, pegamos uma estrada de terra pra conhecer a Fortaleza dos Guardiões. Seguimos esse tracklog, mas é uma estrada sem grandes dificuldades. Dá pra enxergar o trajeto pela vista de satélite do Google Maps também. Na prática, chega-se à beira dos paredões de pedra que possuem essas 'torres' de pedra que são visíveis até da Lagoa da Serra. Estávamos com um pouco de pressa pra não pegar estrada com chuva ou a noite e não fomos até o fim da trilha, mas foi uma visita interessante. 

      Fortaleza dos Guardiões
      Voltamos pra estrada até Mateiros, agora sem asfalto. A estrada segue por uma via larga, de terra, com algumas poças d'água bem grandes. Os únicos veículos vistos eram os das fazendas de soja por ali. Passamos pela Vila Panambi (esse trecho da estrada é na Bahia), onde há a última mecânica antes do Jalapão e algumas pessoas deixam pra calibrar os pneus ali. Pouco depois a estrada piora. Longos trechos de areia, mas que pareciam ter sido recentemente melhorados por escavadeiras.
      O ponto de acesso à estrada pra Mateiros é bem importante e lá fizemos um grande erro. De repente havia uma cerca atravessando a estrada. Tentei um desvio pela esquerda, encontramos a cerca de novo. Pela direita conseguimos contornar a cerca e vimos até uma placa pra Mateiros. Tudo certo, seguimos em frente.
      Eu já havia lido que a estrada de acesso à Mateiros era péssima. Horrível. Os piores adjetivos possíveis. Chegamos então ao acesso da TO-247, que era o caminho que o Google Maps e os trajetos do wikiloc indicavam. Não havia placa e mais parecia o caminho da água da chuva. A estrada de terra onde estávamos era larga e plana. O Google mandava, a 'estrada' estava lá, entrei por aquele caminho. Claramente nenhum carro havia passado por ali nos últimos dias. O mato tomava conta da estrada e havia o risco real de uma das rodas ficar presa nos buracos da estrada. Era tão ruim quanto disseram e por isso parecia infelizmente ser o caminho certo. Conseguimos sair dali e chegar até Mateiros. Conversando com o pessoal de Mateiros, soubemos que ninguém passa por ali mais e nunca devíamos ter pego aquele acesso à TO-247. Era só ter continuado na estrada ‘boa’ onde estávamos.

      Trajeto no acesso à Mateiros. Fiz o caminho verde, o caminho bom é o azul
      Em Mateiros ficamos na Pousada Mãe e Filhas e jantamos espetinhos no animado MPA Tavares.
      A cidade é bem simples. 
      Gastos
      Pousada Mãe e Filhas            R$150,00
      Entrada + Stand up na Lagoa da Serra    R$50,00
      Almoço no Restaurante Bom Sabor        R$52,00
      Combustível                    R$260,65
      Espetinhos no MPA Tavares            R$61,00


       
      Dia 5: Mateiros
      Na pousada comentei da minha intenção de almoçar no Fervedouro do Rio do Sono e fomos alertados que precisaríamos reservar o almoço. A moça da pousada entrou em contato e fez a reserva pra nós.
      O primeiro fervedouro do dia foi o do Ceiça. Visitação em grupos de 6 pessoas, 20 min por grupo. Se não houver mais gente, esses 20 min se tornam tempo livre. Isso é padrão nos fervedouros, só muda o número de pessoas por vez, de acordo com o tamanho do fervedouro.
      O fervedouro é bonito, dá pra ver bem a água 'fervendo' e permite boa flutuação. Gostei bastante. Vale a pena chegar cedo pra fugir das agências de turismo, que chegam com bastante gente e acabam fazendo o tempo de espera ser grande. Vimos até uma agência chegar e desistir da visita, pois teriam que esperar demais pra que todos tomassem visitassem o lugar.

      Fervedouro do Ceiça
      Seguimos pra Cachoeira do Formiga. Lugar maravilhoso e por ser maior, não é tão ruim se houver bastante gente por lá.
      Depois fomos pro Fervedouro do Rio do Sono, onde tivemos o almoço com comida à vontade que reservamos. Comida boa, wifi e depois que as agências foram embora, o fervedouro vazio pra nós.

      Cachoeira do Prata
      Ali perto, na mesma estrada, seguimos pro Fervedouro do Buriti. Pra mim o mais bonito que visitamos. Água azul e muitos peixinhos na água. Se você 'desmanchar' um buriti, os peixinhos se aproximam pra comer. Boa estratégia pra eles pararem de dar mordidinhas no seu pé também.

       

      Fervedouro do Buriti

      Peixes comendo buriti
      De lá, seguimos pras dunas. Passamos novamente por Mateiros e a estrada tinha MUITAS costelas de vaca. São as ondinhas que ficam na estrada. Parecem inofensivas mas incomodam bastante.

       

      Dunas do Jalapão
      Por tudo que havíamos lido, não entraríamos no trecho de areia do acesso às dunas por não ter um carro 4x4. Estávamos preparados pra fazer essa parte a pé ou pegar uma carona. Acabaram nos deixando entrar de carro, disseram que a areia estava compactada e a Duster era alta o suficiente.
      As dunas ficam na área do Parque Estadual do Jalapão e não há cobrança para visitação. Entretanto, estão com a obrigação de ser acompanhado por um guia para entrar. Eles ficam na entrada esperando os turistas e cobram 150 reais por grupo. Achei caríssimo mas tivemos que pagar. Lá dentro, o guia pouco faz. Há um curto trajeto de carro e outro trajeto curtíssimo a pé. Sua maior função é cuidar para que os turistas não invadam uma parte das dunas que pode desmoronar.
      Na janta, pedimos um delivery do Malibu Burguer. Bom hambúrguer.
          Gastos
          Pousada Mãe e Filhas             R$150,00
          Entrada no Fervedouro do Ceiça        R$40,00
      Entrada na Cachoeira do Formiga        R$50,00
      Entrada no Fervedouro do Rio do Sono    R$40,00
      Almoço no Fervedouro do Rio do Sono    R$88,00
      Entrada no Fervedouro do Buriti        R$40,00   
      Guia pras Dunas                R$150,00
      Malibu Burguer                R$41,00
       
             
       
      Dia 6: Mateiros a São Félix do Tocantins
      Antes de sair de Mateiros, passamos na loja Sempre Viva, onde compramos lembranças de boa qualidade. Seguimos para o Fervedouro Encontro das Águas. A estrada de acesso possui alguns pontos de areia alta, acho que pode ser uma dificuldade pra veículos mais baixos. Como havia gente no fervedouro quando chegamos, aproveitamos o tempo de espera pra dar um mergulho no encontro dos rios ali perto, que é o que dá nome ao fervedouro. O Encontro das Águas é o fervedouro com mais flutuação entre os que visitamos, com águas bem rasas e cristalinas, mas não tem muito o visual da água ‘fervendo’.

      O Encontro das Águas

      Fervedouro do Encontro das Águas
      Em seguida fomos para o Fervedouro do Buritizinho. O acesso é bem fácil, fica a cerca de 300 metros da estrada que liga Mateiros a São Félix. O fervedouro é muito bonito, mas por ser mais profundo, não dá pra sentir muito a flutuação. Junto com o Fervedouro do Buriti, é um dos mais azuis que fomos. Além do fervedouro há um rio onde pode-se mergulhar e usar um balanço pra pular na água. Dali fomos a pé até o Restaurante e Camping Rota 110, que oferece almoço sem reserva, além de ter uma boa estrutura de camping, com redes, banheiros, uma pequena vendinha e wifi.

      Fervedouro do Buritizinho
      Depois seguimos para São Félix, que é ainda menor do que Mateiros. Ficamos na Pousada Encantos do Jalapão. Boa pousada, mas em São Félix acho que vale a pena procurar ficar na Pousada Bela Vista, pelo diferencial de ter o fervedouro dentro dela.
      Durante a noite não encontramos muitas opções para comer, mas o espetinho na praça nos satisfez.
          Gastos
          Pousada Encantos do Jalapão        R$180,00
      Combustível                    R$115,00
          Entrada no Fervedouro do Buritizinho    R$40,00
          Almoço no Restaurante Rota 110        R$95,00
          Espetinhos                    R$34,50

       
      DIA 7 - São Félix do Tocantins - Ponte Alta do Tocantins
       
      De manhã fomos aos fervedouros Bela Vista e Alecrim. São os maiores que visitamos. O do Bela Vista conta com uma torre ao lado do fervedouro, que permite tirar fotos do alto. Não sei se foi pelo tempo nublado, mas não achei nenhum dos dois fervedouros muito bonitos, apesar de grandes.

      Fervedouro Bela Vista

      Fervedouro do Alecrim
      Saindo do Alecrim, fomos almoçar em São Félix. Chegamos 12:05 no Restaurante e Petisco Bom Sabor, que disse que já não servia mais almoço naquele dia, só funcionou até meio dia. Nos recomendou ir ao Restaurante Dunas, que já estava guardando as panelas quando chegamos. A dona, simpática, nos serviu almoço mesmo assim. 35 reais por pessoa, comida caseira e boa conversa. Ela nos explicou que entre 12h e 14h a cidade toda fecha porque as pessoas dormem depois do almoço. De lá seguimos viagem pra Ponte Alta.
      Resolvemos pegar a Estrada da Taboca pra chegar até Ponte Alta. É uma espécie de atalho, mas sem sinalização e em condições não muito boas (pegamos alguns trechos com areia bem alta, por sorte eram descida no sentido em que fomos). Seguimos o caminho no wikiloc, passando pelo Restaurante da Dona Irani, onde conhecemos o Dindim, um veado filhote que vive por lá. Dona Irani serve almoço, vende bebidas e tem wifi (!). 

      Dindim
      A próxima parada foi no Cânion Sussuapara. Não achei nada imperdível, eu não desviaria meu roteiro pra passar por ali.
      Ao meu ver, o ideal seria dormir em Pindorama do Tocantins nesse dia, mas Pindorama é uma cidade bem pequena e não consegui encontrar acomodação por lá.

       

      Cânion Sussuapara
       
      Ponte Alta é uma cidade bem maior que Mateiros e São Félix, com maior oferta de comércio e restaurantes. Recomendo o Restaurante Tamboril. Ficamos na Pousada Bicudo, com boa estrutura e bom café da manhã.
          Gastos
          Pousada Bicudo            R$160,00
          Entrada no Fervedouro Bela Vista    R$50,00   
          Entrada no Fervedouro do Alecrim    R$40,00
          Almoço no Restaurante Dunas    R$90,00
          Entrada no Cânion Sussuapara    R$40,00
          Jantar no Restaurante Tamboril    R$48,00
         
       
      Dia 8: Ponte Alta
       
      De manhã, fomos pra Lagoa do Japonês. Há asfalto apenas entre Ponte Alta e Pindorama. O acesso pra Lagoa do Japonês tem uma parte de ‘serra’ bem ruim e que exige cuidado, mas qualquer carro passa. Na Lagoa do Japonês eu recomendo o aluguel de sapatilhas de mergulho por dois motivos: as pedras da lagoa são bem pontiagudas e há muitos peixinhos que ficam beliscando a pele do seu pé o tempo todo. O aluguel é logo na entrada e 10 reais é um preço ok pra evitar esses dois incômodos (pelos quais eu passei). Servem almoço por preços razoáveis lá também. No meio do caminho existem alguns restaurantes e almoçamos no Restaurante da Dona Minervina, por recomendação de amigos que fizemos no caminho.

       

      Lagoa do Japonês
      Na volta para Ponte Alta, pegamos a entrada pra Pedra Furada. O tempo nublado não deixou que pegássemos o por do sol na Pedra Furada, tornando a visita por lá bem rápida. Pagamos pelo roteiro ‘completo’, que inclui a visitação no topo de um morro chamado de Talhado das Araras. O Talhado fica há uns 2 ou 3 quilômetros do estacionamento da Pedra e o dono da propriedade vai como guia. Não é algo imperdível mas foi uma boa forma de preencher a tarde que estava livre. Acredito que gastamos mais de 1 hora no Talhado. Retornamos pra Ponte Alta, comi um pastel e visitei uma boa loja de capim dourado no centro.

      Pedra Furada

      Talhado das Araras
          Gastos   
          Pousada Bicudo                        R$160,00
          Combustível                             R$137,00
          Entrada na Lagoa do Japonês                R$60,00
          Almoço no Restaurante da Dona Minervina            R$70,00
          Entrada na Pedra Furada e no Talhado das Araras        R$60,00
       
         
       
      Dia 9: Ponte Alta a Alto Paraíso
      O planejamento do dia era acordar cedo pra passar no Arco do Sol e no Cânion Encantado, seguindo pra Chapada dos Veadeiros depois. Na Pedra Furada fomos informados da necessidade de guia pra conhecer o Cânion Encantado. Checamos no site deles e parece ser esse o caso. Teríamos que encontrar um guia em Ponte Alta que tivesse meio de locomoção próprio, pois não retornaríamos pra cidade depois da visita. Pela logística e pelo custo (e por achar que a obrigatoriedade do guia era desnecessária), optamos por não passar no Cânion Encantado, apesar de ser um lugar que eu queria conhecer. 
      Dessa forma, seguimos caminho pra Chapada dos Veadeiros passando por Chapada da Natividade e Conceição do Tocantins. Não escapamos de pegar alguns quilômetros de estrada de terra depois de Pindorama, mas depois disso as estradas eram boas. Almoçamos na Churrascaria Ribeiro e tivemos uma viagem tranquila até Alto Paraíso.
      Dessa vez, ficamos no Hostel Catavento. Boa recepção e quarto limpo. Jantamos um risoto no excelente Zu's Bistrô.
      Gastos   
          Hostel Catavento                    R$162,00
          Combustível                         R$221,00
          Almoço na Churrascaria Ribeiro            R$50,00
          Janta no Zu’s Bistrô                    R$93,00


       
      Dia 10: Alto Paraíso
      Com o tempo aberto, fomos pro Vale da Lua. Incrível. Imperdível. Tem uma prainha no final onde você pode passar um bom tempo se quiser. Era um dos pontos que eu mais queria conhecer e foi além das expectativas.

       

      Vale da Lua
      Em São Jorge almoçamos no Restaurante Buritis. Tem cardápio a la carte mas o diferencial é o macarrão no estilo Spoleto, montado por um simpático cozinheiro. Por 23,90 você pode até repetir. Nos demoramos no almoço e isso atrapalhou o planejamento da tarde. A maioria das cachoeiras não permite acesso depois das 15h. Acabamos na Cachoeira dos Cristais, que eu achei pouco interessante. 
      Em Alto Paraíso comemos na Vendinha 1961, bom ambiente e boa comida.
          Gastos
          Hostel Catavento            R$162,00
          Entrada no Vale da Lua        R$40,00
          Almoço no Restaurante Buritis    R$56,00
          Combustível                R$80,00
          Entrada na Cachoeira dos Cristais    R$40,00
          Janta na Vendinha 1961        R$59,10

       
      Dia 11: Alto Paraíso a Brasília
      De manhã fomos até a Catarata dos Couros. Seguimos um trajeto no Wikiloc mas dá pra seguir só pelo Google Maps. São alguns quilômetros em estrada de terra até chegar no estacionamento, depois uma trilha de cerca de 4km. Antes de chegar nas quedas principais, há a Cachoeira da Muralha. Recomendo fazer a trilha até o mirante final e só depois parar pra tirar fotos. Conforme você avança na trilha, vai pegando vistas cada vez melhores. Depois de chegar até o final, você pode escolher melhor onde parar. Pra chegar ao mirante, segui esse tracklog.

      Cachoeira da Muralha

       

       

      As várias (e enormes) quedas da Catarata dos Couros
       
      A Catarata dos Couros superou muito as minhas expectativas. As quedas são enormes e nessa época do ano o volume de água era bem impressionante.
      As pessoas costumam pular das pedras, mas como eu não sabia o local exato onde isso é feito, não me arrisquei.
      O estacionamento da Cachoeira não cobra nada, mas pedem uma contribuição. Na chegada, você pode pedir pra reservar o almoço num restaurante ali perto. Vendem sucos e refrigerantes também. Deixamos pra comer em algum restaurante na estrada mas só encontramos um lugar que vendia pastel muitos quilômetros a frente.
      Saindo da Catarata dos Couros, seguimos pra Brasília. 
      Dormimos na casa de amigos, limpamos e devolvemos o carro.
      Fim de viagem.
       
          Gastos
       
          Bebidas e contribuição no estacionamento da Catarata dos Couros    R$20,00
          Almoço na estrada                                R$21,00
          Limpeza do carro                                R$45,00
          Combustível                                    R$153,77   
         
         
       
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
       
      ROTEIRO
      O trajeto foi desenhado pra evitar a estrada entre Ponte Alta e Mateiros, pois li em vários relatos que era o pior trecho do Jalapão. De fato, pra quem eu perguntei sobre essa estrada por lá, disseram que estava bem ruim e que eu teria dificuldade pra passar lá de Duster. Também disseram que é mais fácil passar no sentido de Ponte Alta a Mateiros, pois pega mais descidas.
      Na Chapada dos Veadeiros, dormimos sempre em Alto Paraíso, mas acredito que seria melhor dormir em São Jorge. É uma vila simpática e fica mais perto da maioria das atrações da Chapada. 
      Vou deixar aqui a foto de um mapa com as principais atrações da região. Achei bem útil.


       
      FERVOUROS DO JALAPÃO
      No total visitamos 7 fervedouros. Acho que foi um exagero, os últimos fervedouros já não encantavam mais. Eu diria que visitar três fervedouros é suficiente. O do Ceiça é bonito e tem boa flutuação, o do Buriti é lindo e o do Encontro das Águas é o que tem mais flutuação entre todos. 
      Os fervedouros de São Félix são os maiores do Jalapão, mas não achei tão bonitos nem imperdíveis.
       
      ESTRADAS
      Foram muito boas fora do Jalapão. Lá dentro, muita areia,  costela de vaca e trepidação no carro. 
      Tivemos muita sorte com as condições das estradas. Choveu alguns dias antes de irmos e enquanto estávamos lá, o tempo ficou aberto. Uma chuva poderia complicar bastante o trajeto de Dianópolis até Mateiros, deixando a estrada bem lisa. Em relação à areia, os piores trechos foram no acesso às dunas, ao Fervedouro do Encontro das Águas, à Pedra Furada e na Estrada da Taboca. Em nenhum momento o carro chegou perto de atolar, mas era um pouco mais difícil manter o controle e eu tentei nunca perder o embalo nesses momentos. Deixava o carro numa marcha mais baixa pra manter o giro do motor sempre alto, também. 
       
      NECESSIDADE DE CARRO 4X4
      Como dito, não tive problemas em enfrentar o Jalapão num 4x2, mas faço ressalvas pra quem pensa em fazer o mesmo. Tive que adequar o roteiro e contar com o bom tempo, mesmo em época de chuvas. Lá dentro, só via carros maiores circulando, como L200 e Hilux. A Duster foi o modelo ideal por ser um carro alto e o câmbio automático foi bem conveniente. Voltando do Talhado das Araras ouvimos um cara dizendo que não quis arriscar passar por aquele trecho com um Renegade, por ser mais baixo. Então acredito que a Duster seja preferível em relação ao Renegade e também aos outros SUVs disponíveis nas locadoras.
      Acho melhor ir com carro alugado do que usar o carro próprio. As ondulações na estrada são realmente muitas e podem acabar causando algum dano mais sério no seu carro. Melhor alugar e ir mais tranquilo.
       
      GASTOS
      Anotei em cada dia todos os gastos que tivemos, só não incluí as lembranças que compramos. Todos os gastos são para duas pessoas. De fato no Jalapão só aceitam dinheiro na grande maioria dos lugares. 
      Os almoços dentro do Jalapão foram todos por pessoa, com comida à vontade. O preço por pessoa varia entre R$35 e R$40.
      A divisão dos gastos ficou assim:
      Acomodação
      R$ 1.649,00
      Combustível
      R$ 1.271,42
      Alimentação
      R$ 1.211,12
      Carro
      R$ 1.035,00
      Atrações
      R$ 860,00
      Uber
      R$ 30,00
      Total
      R$ 6.056,54
       
      Um preço final de cerca de R$3000,00 por pessoa, por uma viagem de 12 dias. Dá pra gastar menos economizando na alimentação, hospedagem e colocando mais pessoas no carro. 



       
       

       


    • Por Samu-kao
      Oi, estou pensando em fazer minha primeira trilha sozinha em algum lugar do rio de janeiro, que curiosamente será a primeira trilha da minha vida. Quais equipamentos ( só o absolutamente necessário) que tem de levar e quais são os cuidados.
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