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PRIMEIRO MOCHILÃO! UK-2017 (INGLATERRA E ESCÓCIA - 21 DIAS - JUNHO)


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Olá gente!  :D

 

Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver!  ::otemo:: Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! ::lol3::  Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto!

Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou.

Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! ::lol3:::D

 

PASSAGEM AÉREA

Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema).

A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano.

Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem.

Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né  ::hein:

Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco!

Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos  xD ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo.

Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem.

O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando.

O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... ::dãã2::

Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos!  ^_^ Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado).

Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... ::mmm: Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito.

Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa  :-D

 

HOSPEDAGEM

Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido.

Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes.

Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo!

Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares.

Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage!

 

Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h).

Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador.

Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha

 

Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo :S Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho 9_9 Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte.

Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador.

Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.<  Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus!

 

Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer ::lol3::, mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão :x 

Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles.

Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street.

 

TRANSPORTE

Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz.

Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses.

Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno.

Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline).

Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha

O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo!

A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail.

Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha

Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs

No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60.

 

ATRAÇÕES

Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha

Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge.

Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo.

Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55.

No total, gastei com entradas £ 237.00.

 

ALIMENTAÇÃO

Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa...

Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo.

Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha

Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade).

Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo:

- Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90.
- Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90.
- Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20
- Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90
- Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00.
- Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20.
- Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!)
- Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD).
- Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50.
- Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20.

Enfim, dá pra ter uma ideia!

Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante :D

Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha

Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! 

Até logo! :D

ADENDO EM VERMELHO GRITANTE:

Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! ::lol3:: 

Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai!

03/jun - Saída Londrina
04/jun - Chegada Londres
05/jun - Londres
06/jun - Londres
07/jun - Londres
08/jun - Londres
09/jun - Londres
10/jun - Londres
11/jun - Londres
12/jun - Londres
13/jun - Londres - York - Edimburgo
14/jun - Edimburgo
15/jun - Edimburgo
16/jun - Edimburgo
17/jun - Edimburgo
18/jun - Edimburgo - Oban
19/jun - Oban
20/jun - Oban
21/jun - Oban
22/jun - Oban - Londres
23/jun - Londres
24/jun - Saída Londres
25/jun - Chegada Londrina

Prontinho! Agora sim!
 

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(As fotos tão ficando meio estranhas quando eu carrego elas pro site... não sei se é porque são muito pesadas, estão ficando meio borradas :/ )

DIA 2 – 05/06/2017 – SEGUNDA FEIRA

Meu plano para esse dia era visitar o bairro de Westminster: ver a parte externa do Parlamento, a Abadia de Westminster, andar até a National Gallery e o Buckingham Palace. Sairia do hostel e iria até o bairro de metrô e por lá faria tudo andando. E foi o que eu fiz.

Como era meu primeiro dia, não tinha planejado tanta coisa para ele e queria dormir todo o necessário pra não ficar de jet lag depois, então nem coloquei o celular para despertar. Acordei naturalmente, vulgo por causa do barulho das minhas companheiras de quarto, as 10:00. Só me arrumei e já sai.

Não tomei café no hostel, primeiro porque não estava com fome, segundo que não tenho hábito de comer de manhã e terceiro que estava com o estomago meio nauseado ainda.

Peguei a linha Jubilee direto até Westminster.

Já na saída do metrô, você sobe a escadinha e já dá de cara com a linda, a única, a fofa... Elizabeth Tower! <3 Ou, mais – erroneamente – conhecida, como Big Ben! :D

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O tempo estava meio estranho, com um chuvisco que começava e parava, bem fininho, então não chegava a incomodar, mas, ao mesmo tempo, molhava os meus óculos e a lente da câmera, o que atrapalhava um pouco.

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Ali eu andei sem rumo, ia e voltava, tentava achar um ângulo legal pra tirar as fotos, atravessei a ponte, cheguei até a London Eye e voltei – pretendia ir naquele dia, mas como o tempo tava feio acabei deixando quieto.

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Devo ter ficado uma hora por ali, observando a cidade, o rio, tirando fotos, enfim. Por ali é tudo lindo... muita gente se decepciona com o tamanho da Torre, mas gente, é proporcional ao tamanho do parlamento. Acho que essas pessoas devem ir esperando uma Torre Eiffel da vida, porque de verdade, ela é linda e é do tamanho certo <3

Perto do meio dia, segui pra a Abadia de Westminster, eu já tinha comprado o ingresso online, pelo site da Visit Britain e tinha custado £ 20.00. Esse ingresso era válido por um ano da data da compra. Hora que eu cheguei na praça que tem em frente a Abadia, o Big Ben tocou para anunciar as 12 horas. Aaaah, nem querditei! Que lindeza ouvir esse sino histórico bater doze vezes!

Quando cheguei na área externa da Abadia – onde fica o lugar de comprar ingressos e a entrada – a fila estava bem grande, mas, assim como ouvi várias pessoas dizendo, fiquei “positivamente surpresa” com o tamanho da fila, porque achei que estaria maior por já ser junho.

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Perguntei para uma funcionária onde eu ia para trocar meu e-mail da compra pelo ticket, e ela disse que era na entrada da própria Abadia, então já fui para fila de acesso ao passeio mesmo.

Demorou menos de 5 minutos para eu entrar, a fila andava super rapidinho. Assim que você entra já tem uma mesa onde ficam os funcionários fazendo a troca dos bilhetes eletrônicos pelo ingresso. Troquei o meu, peguei o áudio guia, que é incluído no valor, e comecei o passeio.

Dentro da Abadia de Westminster não é permitido tirar fotos, então todas as maravilhas que eu vi lá dentro – do que eu chamo agora de Cemitério Mais Foda do Mundo – ficaram só na memória.

Logo na entrada já tem umas estátuas enormes, gigantescas, maciças... que te fazem perceber como a gente é pequeno haha O teto dela é muito alto e lindo. Aliás, toda a arquitetura dela é linda! Lembro de ter ficado de boca aberta a cada esquina que eu virava dentro da igreja – porque sim, ela é tão enorme que tem esquinas! :o

Conforme você vai avançando, o áudio guia vai te contando toda a história da Igreja, desde a sua fundação por Edward, o Confessor lá em 1050, a consagração daquele solo em 1065, a reconstrução da Abadia em maiores proporções por Henry III e seu filho Edward I (que inclusive foi nomeado em homenagem ao rei fundador da abadia, que foi canonizado em 1161), a história de todos os que lá estão enterrados (Henry VII, vencedor da Guerra das Rosas, Elizabeth de York, sua esposa e filha do rei Edward IV e mãe de Henry VIII, Elizabeth I, Mary, Rainha dos Escoceses e seu filho James VI da Escócia e I da Inglaterra, os próprios Edward, o Confessor, Henrique III e Edward I, entre vários outros).

Pra quem é historimaníaco igual eu, e se perguntar porque Edward I foi o primeiro, sendo que Edward, o Confessor veio antes dele, a resposta é que Edward, o Confessor foi um rei saxão, enquanto Edward I foi um rei inglês, e todos os nomes que vieram antes da conquista de William I (Guilherme I, em português), em 1066, foram desconsiderados para efeito de nomenclatura futura. #NERDEEI :D

Tem tantos túmulos lá dentro que é mais um cemitério que uma igreja, é um mausoléu real. O último rei a ser enterrado lá foi em 1760, desde então a maioria dos monarcas foi enterrado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Pra quem lembra do casamento de William e Kate, que foi em Westminster, o tapete vermelho estendido para a entrada da noiva só chegou até o altar, que fica bem embaixo do centro da “cruz” (considerando o formato da Igreja, que foi construída em formato de cruz). Dali pra trás é onde fica a parte história mais antiga, e mais importante, na minha opinião. Pra trás do altar é onde se localizam todos os túmulos reais, as capelas construídas pelos reis e vários memoriais erguidos em homenagem as famílias nobres mais importantes da história inglesa.

Nesse altar também é onde são realizadas as coroações. Todos os reis ingleses desde a conquista em 1066 foram coroados na Abadia de Westminster, e, desde 1308, se usa a cadeira/trono construído por Edward I, para abrigar a Pedra do Destino (Stone of Destiny) – roubada dos escoceses – que ficou em posse dos ingleses de 1308 até 1996, quando a Rainha Elizabeth II autorizou o retorno da Pedra para a Escócia (mas a pedra será trazida para seu lugar na cadeira em futuras coroações). Hoje a pedra está em exposição, junto com as joias da coroa escocesa, no Castelo de Edimburgo. A cadeira da coroação também está em exposição, na própria Abadia de Westminster, atrás de um vidro a prova de balas de muitos centímetros de largura, a uma distância de uns 5 metros haha

Enfim, a Abadia é enorme, tem muita coisa pra ver dentro dela, mas, por incrível que pareça, não leva tanto tempo pra se ver tudo. Como eu disse, pelo horário que entrei, devia ser mais ou menos 12:30, e quando sai, depois de ter andado pra caramba e achar que tinha gasto a tarde toda, eram 15:00. E, acreditem, eu sou bem devagar nesses passeios, andava com calma, ia observando tudo, ouvia todos os áudios pelos quais eu passava – alguns duas vezes, porque percebia que tinha ouvido no lugar errado... ::mmm:

É um passeio que super vale a pena, mesmo pra quem não é doido por história. A própria arquitetura e ambience do lugar é incrível, e pra qualquer turista que não seja tão devagar quanto eu, o passeio não deve levar mais de duas horas xD.

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Quando sai da Abadia, fiquei um tempo sentada na praça que fica em frente, pra tirar umas fotos, aproveitar o sol que apareceu e dar uma descansada nas pernas... a gente fica distraído com tudo ao redor e não percebe a quanto tempo está em pé.

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Depois segui a avenida Whitehall até a Trafalgar Square, fui tirando fotos pelo caminho, vendo várias estátuas e monumentos que ficam na avenida, percebendo como as pessoas estavam todas andando do lado de dentro de umas divisões de segurança que existem no meio da calçada. Em nenhum momento me senti insegura em Londres, mas não deixava de ser cuidadosa, assim como os próprios londrinos.

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Quando comecei a ver a Trafalgar Square, percebi que provavelmente ia demorar por lá, porque pretendia entrar na National Gallery, então deveria comer primeiro embora não tivesse com fome... Fiz o que todo mundo diz pra não fazer hahaha Passei na frente de um pub da rede Wetherspoon, bem ali na Parliament Street mesmo, The Lord Moon of the Mall, e como achei o preço do menu que estava na porta ‘aceitável’ pra localização, foi ali mesmo que eu parei.

Um hambúrguer duplo com fritas e duas limonadas saíram £ 11.00.

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Estava bom? Beeem mais ou menos. Sustentou? Só dei conta de comer metade, o restante ficou no prato. Só comi todas as batatas. Caiu como uma pedra, e decidi que não ia mais comer por comer, se não estivesse com fome.

Quando cheguei na frente da National Gallery... a bateria da minha câmera acabou ¬¬

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Fiquei tão puta, porque a bateria tava cheia, de repente caiu para dois e para um, e então ficou vermelha piscando e desligou! Então me restou meu celular, que tem uma câmera decente mas não é nenhum iPhone 6s Plus ou Samsung Galaxy S200 haha

A National Gallery fechava ás 18h, então aproveitei para entrar e mergulhar em um pouco de cultura. No momento que eu entrei naquele prédio lindo sem minha câmera funcionando, eu já sabia que retornaria, então acabei fazendo um passeio mais superficial... Só entrei e fui andando, sem saber muito onde ficava o quê. Ao acaso, acabei achando a peça que, eu acho, é uma das mais famosa da coleção deles, Madonna nas Rochas, de Da Vinci. É realmente linda, e, o que eu mais gostei nesse museu é que a iluminação ajuda muito a valorizar a obra... Achei o museu inteiro encantador e se tornou meu museu preferido de Londres! :x

Vou entrar em mais detalhes sobre ele quando chegar na minha segunda visita, que tenho mais fotos para ilustrar e fiz o passeio mais direitinho rs

Sai da Galeria quando anunciaram nos altos falantes que eles fechariam em 10 minutos, então fui mais uma da boiada indo em direção a saída. A visão assim que você sai, de cima da Trafalgar Square é linda <3

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(se as fotos da câmera tão saindo embaçadas, as do celular então tão parecendo que foram tiradas debaixo d'água)

Achei um canto nas escadarias que não estava muito cheio e fiquei por ali, observando e absorvendo aquele lugar.

Depois decidi seguir com meu planejamento, apesar de já estar cansada, e ir andando até o Buckingham Palace pela avenida The Mall. Ela é bem bonita, uma avenida larga com árvores do começo até o fim em ambos os lados – do lado de baixo temos o St. James Park, e do lado de cima alguns prédios oficiais e a Clarence House, morada do Príncipe Charles – e, ao fim, o famosíssimo Buckingham Palace, morada da rainha da coisa toda!

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Cheguei no palácio, estava bem vazio ao redor, tinha começado a chuviscar e tava um vento geladíssimo (eu, desacostumada e esquecida, não passei protetor labial, no dia seguinte meus lábios tavam sangrando de tão rachados!), tirei umas fotos, andei em volta do monumento a Rainha Vitória, cheguei até os portões do palácio, observei toda aquela opulência. Então a chuva apertou, daí decidi que era suficiente por um dia... já deviam ser umas 19h30.

Segui por uma rua lateral do palácio, no mapa ela está identificada só como A3214, queria encontrar uma estação de metrô ou ponto de ônibus. Andei mais um pouco e finalmente encontrei um ponto, li as linhas que passavam ali e não lembro exatamente pra onde elas iam, mas se não me engano tinha uma linha que ia até Westminster, e de lá eu podia pegar o metrô direto pra minha estação. Parei uns 3 ônibus e todos eles estavam “recolhendo” e indo para a Victoria Coach Station, que eu imagino ser o equivalente ao Terminal Central deles.

Finalmente desisti de ficar parando ônibus ali e terminei de andar até a esquina, no que eu olhei pro lado esquerdo na Victoria Street... ali estava a Victoria Station ¬¬ Quem não conhece o lugar onde está passa por essas! Haha Nessa hora a bateria do meu celular já tinha acabado, então não consegui usar o GPS pra me localizar.

Como essa estação é enorme! E muito linda também... fui até as plataformas de metrô, peguei uma linha que baldeasse na Jubilee e fui pro hostel.

Quando cheguei, ainda estava estufada do lanche, então só tomei água e comi o chocolate que havia comprado no dia anterior.

Depois disso, banho e cama.

GASTOS:

Tickets £ 20.00 (Abadia de Westsminter)

Alimentação £ 11.00 (Pub ‘The Lord Moon of the Mall’)

 

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  • 2 semanas depois...
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Em 30/12/2017 em 01:31, amandaplima disse:

 

Assim que abria a pasta, eu tinha colocado preso atrás da “capa” a minha carta do trabalho, declarando meu vínculo com a Prefeitura e dando a data das minhas férias. Ele perguntou se aquilo era minha carta de “dispensa” pras férias. Disse que sim. Ele daí comentou tipo “ah, você trabalha na prefeitura na sua cidade?”, eu respondi que sim, que trabalhava na Autarquia da Saúde, numa Unidade de Pronto Atendimento.

 

Essa carta que você levou, era escrita em inglês mesmo? Também trabalho em órgão público e vou pra Londres pela 1x, como não tira o visto antes, queria levar alguma coisa do trabalho pra dar uma garantida na imigração, mas não sei se no meu trabalho me forneceriam isso em inglês...

 

 

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  • 3 semanas depois...
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@amandaplima Vi no tópico do roteiro que você fez uma planilha para o planejamento da viagem, se não for pedir muito, pode mandar no meu e-mail por favor ([email protected])? Queria uma base para formular um planejamento, também quero viajar pela 1x em meados de 2019!! 

Adorei as fotos!! Meu sonho conhecer o reino unido..

 

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  • 4 semanas depois...
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Em 23/01/2018 em 00:43, Jaqueline CR disse:

 

Oi Jaqueline!

Desculpa a demora, andei na correria com o trabalho, cobrindo as férias dos outros haha e não tava conseguindo entrar! 

Então, eu conversei com a minha chefe na minha unidade mesmo, a coordenadora do pronto atendimento onde eu trabalho, e ela mesmo que assinou. Eu mesma elaborei a carta e ela só conferiu e assinou depois. Foi em papel timbrado da prefeitura mesmo, com a assinatura e carimbo dela embaixo. Procurei na internet modelos dessa carta e terminei juntando em uma bem simples, só dizendo que eu era funcionária, minha data de admissão, minha lotação, meu período de férias e que eu não estava sendo demitida nem nada. Bem simples mesmo, umas 5 linhas. O rapaz da imigração leu e só confirmou o que estava escrita, perguntou se era minha "carta de férias". Eu disse que sim e ele foi olhando as outras coisas na pasta. Bem tranquilo :) 

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    • Por camilandarilha
      Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui  espero que gostem!
      Capítulo 1: Preparação e França
      Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento)
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      Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. 
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      Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?)
      A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô 🤷‍♀️ quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! 
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    • Por claudio_aomundoealem
      Olá mochileiros,
       
      essa é a terceira viagem que descrevo aqui no mochileiros e da qual muito me orgulho - seja por ter ido à minha paixão (Londres) quanto ao planejamento da viagem; afinal a estruturei desde agosto para realizá-la no fim do ano (Haja pesquisa!).
      O resultado de tanto trabalho segue condensado em milhares de palavras. Espero que ajude (e incentive) a potenciais viajantes a conhecer estas capitais mundiais.
       
      Londres e Paris – Parte 2 – Itália e Inglaterra
       
      Dia 18/12 (1)
       
      Enfim, chegou o dia tão esperado desde a compra da passagem aérea em agosto. Com as malas arrumadas na semana anterior, bastava guardar os objetos que só podiam ser armazenados no último dia, como celular, carregador... O voo estava previsto para às 23:00, ou seja, teria de chegar ao Aeroporto de Guarulhos às 20:00 – tarefa relativamente simples, pela proximidade do local que estava somada ao horário. Mas ocorreu o inverso: caiu aquela chuva quando ia chamar o motorista de aplicativo e, por causa da tempestade, o trânsito na rodovia piorou. Serve de lição: mesmo na cidade onde reside, imprevistos podem ocorrer – se a companhia aérea determina chegar com três horas de antecedência, se programe para chegar em uma hora antes disso.
       
      Chegamos ao aeroporto depois das 20:00 e fizemos o check-in em um dos totens da companhia aérea. Todavia, enquanto o portão de embarque seria no Terminal 2, mandaram-nos despachar as malas no Terminal 3. No terminal internacional, havia uma enorme fila para despachar as malas (para me tranquilizar, percebi que alguns passageiros que estavam ainda atrás de nós também iam para Milão – ou seja, se eu estivesse atrasado, não seria o único).
       
      Vozes no alto-falante proclamavam: “última chamada para Nova York. Dirija-se ao guichê para despachar as malas”, “última chamada para Amsterdã”, “embarque para Nova York encerrado” – e nada de Milão.
       
      Após uma hora, uma voz desconhecida disparou a frase sombria “embarque para Milão encerrado”. Nós e outros passageiros ainda mais atrasados fomos questionar os funcionários, que permitiram o despacho das malas (além de que não fizeram o aviso de última chamada e ainda estava em tempo).
       
      Com as malas despachadas, entramos com o bilhete na área de imigração internacional – e uma fila ainda maior apareceu. No fim das contas, conseguimos embarcar na aeronave junto com outros atrasados no horário teórico de partida do avião – e ver de um dos vidros do corredor de ligação interna do Terminal 3 ao 2 que a área de imigração internacional do Terminal 2 estava vazia. Bastava simplesmente que nos enviasse para esse outro setor de imigração – para evitar tal sufoco, reitero: chegue uma hora antes.
       
      RESUMO
       
      NÃO ESTRAGUE sua viagem a ponto de perder o voo – é aquela hora vital que pode destruir todos os sonhos de turismo.
       
      Não se ILUDA com o tempo no aeroporto realizado em viagens anteriores – o aeroporto pode estar lotado e o tempo dos trâmites de imigração, multiplicado.
       
      Dia 19/12 (2)
       
      Devo parabenizar a precisão do serviço meteorológico que informou ao piloto do avião ainda em São Paulo. Como noticiado pelo comandante, a chegada ao Aeroporto de Malpensa-Milano foi recebida sob uma leve queda de neve (sonho de todo brasileiro carente de frio). Distintivamente à viagem do ano anterior, estava muito mais tranquilo quantos aos trâmites pela imigração dos aeroportos na União Europeia. Bastou mostrar os passaportes para receber o carimbo – nada de carta Schengen, hospedagens reservadas e/ou mínimo de dinheiro.
       
      Para viagens que têm destinos com temperaturas opostas às cidades de origem – como sair da abafada primavera paulista para um céu escurecido pela neve – é importante levar roupas na bolsa/mochila para trocar no aeroporto antes de se aventurar pelo destino (ou colocar um casaco mais pesado ainda na aeronave, caso descubra que o avião não usará o finger).
       
      Do Aeroporto de Malpensa para Milão, existem diversas formas de transporte: o táxi, que é muito caro; o trem expresso (Malpensa Express), a um custo à época de € 13; e os ônibus (shuttle), de 8 a 10 euros. No entanto, o nosso caso seria direcionado a outra cidade, Busto Arsizio. Para chegar a esta cidade, bastava pegar o trem regional, a um custo de € 4.
       
      O detalhe que fica nessa primeira viagem ferroviária na Itália é que não passei por nenhuma catraca em todo o trajeto. Não recebi comprovante de pagamento quando comprei na bilheteria, não havia catraca na plataforma do aeroporto, nem na saída da estação em Busto Arsizio. Era necessário convalidar o bilhete em pequenas máquinas que ficam em todas estações de trem na Itália (a necessidade de convalidar o bilhete não ocorre só na Itália – vale para vários países europeus). Basta inserir o bilhete de trem adquirido na máquina e essa registra o momento do ato (convalida), indicando o período pelo qual a viagem é válida. Por sorte, não tivemos a desagradável abordagem pelo fiscal da companhia ferroviária.
       
      Depois de deixar as malas no quarto, partimos para a noite milanesa. Nada mais justo experimentar o aperitivo milanês: pede-se uma bebida junto com os aperitivos – só que, tratando-se da comida italiana, os aperitivos serviam perfeitamente para jantar. Para esta experiência, o custo ficou em 10 euros.
       
      A neve que caía no aeroporto foi modificada por uma mistura de água e neve em Milão, o que dificultava um pouco andar pelas ruas geladas e molhadas da cidade italiana. Próximo da estação Milano Cadorna fica a Basilica di Sant´Ambrogrio, uma igreja milenar com registros da época romana.
       
      RESUMO
       
      O trâmite de imigração PODE ser bem tranquilo.
       
      LEMBRE-SE de ver qual é a temperatura prevista no momento de chegada ao destino.
       
      SAIR do aeroporto é fácil. O problema está no preço e tempo para cada forma de transporte – e ver na última hora pode ser bem mais complicado.
       
      Nas ferrovias italianas (e na Europa) lembre de CONVALIDAR seu bilhete.
       
      VIVA a noite em Milão: experimente os aperitivos milaneses.
       
      Dia 20/12 (3)
       
      Nas primeiras horas em solo europeu, é fundamental ir ao mercado comprar alimentos para economizar com as refeições. A despeito de ser um ato aparentemente simples, a dificuldade representada por outro idioma (italiano) e a necessidade de calcular os preços (não somente de euros para real, mas entre os próprios produtos em euro – a diferença de preços chega a ser surpreendente) tornam a ação bem mais demorada do que a feita no Brasil. Para tornar o ato mais eficiente, o uso de celular e/ou papel e caneta para tradução e comparação de preços pode ser interessante.
       
      Estávamos hospedados em Busto Arsizio, mas pegaríamos em Milão o ônibus para Londres à noite – e o que fazer com as malas? Seria inviável retornar para Busto Arsizio somente para buscá-las. Por um erro de planejamento, não tinha estudado antes os depósitos de bagagem disponíveis em Milão para poder comparar os preços e utilizamos o da estação Milano Centrale, a um custo de € 7 por 7 horas.
       
      Com as malas guardadas na estação, realizamos nosso passeio de um dia por Milão. Para quem tem somente essas horas na cidade, o passeio obrigatório é o Duomo de Milano, uma gigantesca catedral gótica. Muitos sobem no seu telhado, no qual fica mais fácil observar a arquitetura e as inúmeras estátuas que compõem a estrutura da catedral e permite uma ampla visão da cidade. Diferentemente de outras igrejas de Milão, o acesso a seu interior é pago.
       
      Além do Duomo, foi possível conhecer ainda a Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos shoppings da Itália; a Via Monte Napoleone, uma das ruas que compõe o quadrilátero da moda, composta por várias grifes internacionais; o Bosco Verticale, conjunto de torres residenciais “verdes”.
       
      Depois de retirarmos as malas, embarcamos no metrô rumo à estação Lampugnano, que possui uma rodoviária anexa de onde partem os ônibus para outros países e regiões. Apesar de Milão ser uma grande e importante cidade, a rodoviária estava longe da qualidade apresentada pela Rodoviária paulistana Tietê – era apenas uma cobertura aberta, onde os passageiros nas plataformas aguardavam no frio a chegada dos ônibus.
       
      Depois de um atraso de uma hora, o ônibus chegou. O motorista pede documento de identificação (passaporte) e um comprovante da passagem, com o QRcode (pode ser tanto no celular quanto impresso, mas é melhor ter a versão impressa: possibilita conferir informações rapidamente e auxilia caso ocorra algum problema, como falha da leitura do QRcode no celular). Diferentemente de viagens brasileiras, cada passageiro coloca – e retira – sua mala no bagageiro do ônibus e escolhe livremente seus lugares.
       
      RESUMO
       
      Ao chegar ao destino, vá ao SUPERMERCADO.
       
      ENTENDER o que está escrito nos produtos pode ser complicado. Baixe um tradutor para uso off-line.
       
      As malas podem representar um custo a mais considerável. Se puder, pesquise antes por DEPÓSITO DE BAGAGEM caso tenha de usar.
       
      Em Milão, VISITE o Duomo de Milano, a Galleria Vittorio Emanuele II, o Bosco Verticale, a Via Monte Napoleone entre outros.
       
      Nem tudo é perfeito: os ônibus em países desenvolvidos podem ATRASAR.
       
      Para EMBARCAR no ônibus, basta seu passaporte e o QRcode – e coloque você mesmo sua mala dentro do veículo.
       
      Dia 21/12 (4)
       
      Os ônibus realizam com frequência constante paradas com duração de 15 minutos, o que torna desnecessária a preocupação de eventual necessidade de ir ao banheiro.
       
      Finalmente, um pouco depois do meio-dia, o ônibus chegava na estação Gallieni, em Paris, para conexão de menos de 2 horas com a outra linha que levaria a Londres (apesar do atraso de uma hora em Milão, o motorista conseguiu recuperar o tempo). Diferentemente das paradas realizadas pelo ônibus, o banheiro na estação é pago, e o preço dos produtos (água e comida) nas lanchonetes é caro. Então, mesmo que não “sinta necessidade”, melhor ir ao banheiro das paradas e traga comida comprada em mercados. Quanto ao consumo de água, não há necessidade de comprar – toda água disponível nas torneiras da Europa é potável, com exceção de alguns países da Europa Oriental.
       
      Diversamente ao primeiro ônibus em Milão, este chegou no horário e iniciamos a segunda parte da viagem. Seguiu em direção ao norte francês até Calais, onde começava ainda na França o trâmite de imigração para as ilhas britânicas.
       
      Ainda no ônibus, entregaram-nos um pequeno pedaço de papel para preenchimento de informações exigidas pelos oficiais britânicos (se os dados que forneci estavam de acordo com o determinado pela lei britânica, nunca saberei).
       
      Depois de passar pelo guichê dos oficiais franceses, que deram o carimbo de “saída” no passaporte – pela lei, estava em território internacional, mas fisicamente na França – chegamos ao posto dos oficiais britânicos. Como esse “caminho” dos ônibus é comumente utilizado por imigrantes ilegais, esperávamos uma entrevista mais “longa” em comparação a dos aeroportos. Apresentamo-nos juntos ao oficial que pediu as informações básicas: hospedagem, tempo de permanência, além de requisitar os papeis com os dados do voo de retorno. Respondemos que íamos passar o Natal em Londres e que alugamos um apartamento, além de mostrar os papeis do voo. Foi o suficiente. Em posse de nossos passaportes, carimbou a entrada, junto do visto de permissão de permanência no Reino Unido por até 180 dias.
       
      De volta ao ônibus depois do nosso sucesso na obtenção do visto, este ainda não saiu: outros passageiros não tiveram o mesmo desempenho – um inclusive foi retirado do ônibus por policiais mesmo tendo recebido o visto. Após esperar meia hora, o motorista virou a chave do veículo e partiu. Mas, em menos de dez minutos, parou o veículo novamente. Porém não se tratava de embaraço alfandegário.
       
      À frente do ônibus, gigantescas plataformas denotavam o início do Eurotúnel. Após ter a liberação de acesso pelo funcionário da ferrovia, o motorista manobrou para a plataforma indicada e inseriu o veículo no imenso trem que percorre por baixo do Canal da Mancha.
       
      Com a entrada de outros veículos, o vagão foi lacrado e o trem iniciou o percurso. Nesse trajeto os passageiros têm permissão de descer do ônibus e andar pelo trem. Apesar do caminho ser por baixo do mar, nada demonstrava que está embaixo dele, a mais de 100 km/h.
       
      O vagão foi aberto com a parada do trem indicando o fim do Eurotúnel, em Folkestone. O motorista manobrou e rapidamente caiu na estrada, regulada sob a curiosa mão inglesa. No primeiro posto de combustível da estrada, o ônibus fez uma parada, onde alguns passageiros desceram e retiraram suas malas (e meu receio de “pegarem” a mala errada...) – fiquei com a impressão de que alguns europeus vão ao terminal inglês no Canal da Mancha e utilizam o transporte de ônibus para a Europa Continental para economizar.
       
      Em seguida, o motorista retornou a marcha rumo à capital inglesa. De largas rodovias, o cenário do percurso modificou para estradas menores, mais apertadas, de caráter urbano... Até visualizar numa avenida a placa da TransportForLondon, prova inequívoca de que tínhamos chegado à Grande Londres. Como cruzamos a cidade desde os subúrbios até o centro, esse trecho, de certa forma, foi o equivalente a um city tour.
       
      As casas da exclusiva arquitetura britânica foram trocadas por lojas de comércio e alguns prédios, mas ainda não aparecera nenhum ponto famoso reconhecível – até chegar próximo ao rio Tâmisa e, como fã do personagem James Bond, reconhecer instantaneamente o prédio do MI6 ao lado da Vauxhall Bridge.
       
      Em poucos minutos, o ônibus chegou na rodoviária que atende Londres (Victoria Coach). Diferentemente do que seria possível imaginar para um país desenvolvido, a rodoviária não é integrada à estação homônima de trem e metrô.
       
      Na estação Victoria, pagamos a caução do cartão OysterCard (£ 5) e o valor do metrô avulso até Candem Town, que fica na zona 2 (£ 2,40). À época, bastava ficar mais de dois dias em Londres para receber a caução do cartão de volta – agora só é possível receber depois de um ano. Como era também uma estação de trem, poderia já ter comprado o travelcard para iniciar o uso no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      Não se preocupe muito com a NECESSIDADE de ir ao banheiro – o ônibus faz frequentes paradas.
       
      TRAGA comida comprada nos supermercados – o preço dos alimentos nas paradas realizadas pelo ônibus é bem alto.
       
      A ENTREVISTA para acessar o Reino Unido começa ainda na França. Basta responder diretamente o que o oficial da imigração perguntar – e tenha os papeis relacionados à viagem junto consigo.
       
      Os ônibus são uma forma mais barata (e demorada) de utilizar o EUROTÚNEL.
       
      RECONHEÇA o prédio de MI6, constante nos filmes de James Bond.
       
      Dia 22/12 (5)
       
      Nesse dia ocorreu um erro: acordamos mais tarde do que devia, o que pode afetar todo o planejamento previsto para o dia.
       
      Fomos à estação de trem Euston comprar o Travelcard em papel para uso do transporte público ilimitado por uma semana e que permitiria participar da promoção 2FOR1. A atendente da estação perguntou qual seria o tempo de uso (1 semana) e as zonas abrangidas (1 e 2). Ela requisitou as fotos 5x7 para colar no documento – na verdade, as 3x4 do Brasil servem. Como as fotos 5x7 são caras na Europa e ainda mais caras na Inglaterra, lembre-se de trazer do Brasil – e pediu que assinássemos o travelcard. Recebemos um tipo de “carteirinha” com nossa foto e um papel em formato de cartão que deve ser inserido nas catracas das estações de metrô e somente mostrado aos motoristas dos ônibus vermelhos.
       
      Em posse do Travelcard e dos vouchers da promoção 2FOR1 desembarcamos na estação Tower Hill, para irmos na Tower of London. Só que a cidade possuiu atrações uma ao lado da outra e, antes de irmos à Tower of London, conhecemos a icônica Tower Bridge. Porém é mais importante executar o passeio principal do dia e, conforme o tempo disponível, conhecer as demais atrações.
       
      Tendo encontrado a bilheteria da Tower of London, era o momento de testar os vouchers da 2FOR1 e descobrir se era somente uma promoção “para inglês ver”. O funcionário ficou com os vouchers e viu nossos travelcards – e a “mágica” aconteceu: recebemos o segundo ingresso gratuitamente.
       
      A Tower of London, com esse nome, parece indicar somente uma torre – mas é muito mais do que isso. É um fascinante complexo com mais de 900 anos, que serviu de residência real, depósito de armas, casa da moeda e atualmente, além de importante atração turística, serve como cofre das joias da Coroa Britânica. Tal qual alguns museus em Londres, possui algumas seções interativas, o que permite ao visitante se integrar ainda mais com a história – e, consequentemente, a visita demanda ainda mais tempo do que podia ser previsto. Considero um símbolo de Londres e um sacrilégio não a visitar – é uma atração a qual voltarei.
       
      Com o horário de visita a Tower of London e de outros museus exaurido, buscamos conhecer alguns dos locais abertos da cidade. Decidimos ir à área abrangida pela Oxford e Regent Streets e desembarcamos na estação de metrô Oxford Circus – ou seria o Brás? O Natal estava à vista, em 3 dias, e uma quantidade imensurável de consumidores compartilhava cada metro quadrado do local, uma das regiões de comércio popular mais famosa de Londres (para brasileiros, infelizmente, os preços não eram tão populares quanto gostaríamos).
       
      A despeito da dificuldade de deslocamento típica de zonas de comércio popular, avançamos pela Regent Street até Piccadilly Circus, praça consagrada por seus painéis curvos e pela estátua de Eros.
       
      Depois de encontrar uma lanchonete para refeição, já que os restaurantes ao redor são extremamente caros, chegamos a Leicester Square, outra memorável praça londrina (e de preços também “memoráveis”). Nela ficam algumas lojas famosas, como a do Lego e da M&M´s.
       
      No caminho para a estação de metrô Charing Cross, chegamos a outra praça que acredito ser ainda mais célebre: Trafalgar Square, que celebra a vitória da Marinha Real Britânica contra as forças napoleônicas durante a batalha homônima de 1805. Nela ficam as Coluna de Nelson (homenagem ao destacado Almirante Nelson, que participou da Batalha de Trafalgar) e National Gallery, que seria um dos lugares visitados no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      DICA UNIVERSAL: acorde cedo para aproveitar o máximo que puder da viagem.
       
      UTILIZE o Travelcard em papel de 1 semana para pagar menos nas atrações.
       
      Entre no que considero como passeio OBRIGATÓRIO em Londres: a Tower of London.
       
      ADMIRE a ponte vitoriana Tower Bridge.
       
      VÁ para a região do “Brás” de Londres: Oxford e Regent Streets.
       
      Inevitavelmente, em algum momento da viagem, PASSARÁ pela Trafalgar Square.
       
      Dia 23/12 (6)
       
      Mais habituados com Londres, desembarcamos na estação Westminster para acessar a Churchill War Rooms, um museu em homenagem ao ex-primeiro ministro inglês Sir Winston Churchil. No museu é apresentado um pouco da vida e história do estadista, como suas obras literárias (ganhou o Prêmio Nobel de Literatura). Contudo, a ênfase é aplicada sobre as ações mais importantes realizadas pelo político: as salas do atual museu serviram como gabinete de guerra para liderar o Reino Unido junto aos demais países nas vitórias dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, até 1945. Os ambientes representam fielmente o período da guerra, com bonecos representando oficiais no esforço de vitória, mapas dos anos 40, escritório,  a sala de trabalho das secretárias do ex-ministro, o quarto de Churchill, cozinha, além de curiosidades e objetos relacionados à guerra, como a Enigma ­­– uma máquina eletromecânica de criptografia, cujo código foi quebrado sob liderança do matemático Alan Turing.
       
      Para quem tem curiosidade, o filme O Destino de Uma Nação indica de forma satisfatória o gabinete de guerra que foi transformado em museu. Após a visita ao local, é perceptível compreender a admiração dos britânicos pelo seu ex-primeiro ministro – que, decerto, ganhou mais admiradores após o passeio.
       
      Depois de conhecer Churchill War Rooms, fomos ao National Gallery, um museu de arte fundado em 1824 que abriga pinturas de artistas europeus do século XIII ao XX, com quadros de Cézanne, Manet, Goya, entre outros. Curiosamente, um dos quadros que nos impressionou – An Experiment on a Bird in the Air Pump (1768) – era justamente a pintura que aparecia atrás de James Bond em Skyfall.
       
      Todavia, a visita ao National Gallery tinha de ser rápida, já que era um outro museu o foco do dia (ademais, é o principal museu da cidade): The British Museum. Conseguiram colocar artefatos de TODAS as culturas que já existiram: macedônios, fenícios, sumérios, babilônios, árabes, africanos, índios, egípcios, gregos, romanos, americanos, africanos, asiáticos, chineses, mongóis, indianos... (com a ressalva que somente um pequena fração das peças do museus ficam em exposição).
       
      Na área egípcia, os turistas se aglomeram ao redor da Pedra de Roseta, artefato que permitiu a tradução dos hieróglifos do Egito Antigo para os idiomas vigentes, por meio da “ponte” representada na pedra em grego antigo. Como é de se esperar, várias múmias ficam expostas nas alas. Contudo, mesmo chamando pelo Imhotep, nenhuma respondeu – era impossível não lembrar do filme O Retorno da Múmia (2001).
       
      Na seção grega, não um, dois ou três... mas incontáveis vasos gregos lotavam a sala e, a despeito de ter mais de dois mil anos, vários estavam intactos, como se o curador do museu tivesse comprado os objetos na Oxford Street. Em outra ala, enormes colunas gregas chocavam os visitantes por seu tamanho e, possivelmente, se perguntavam como colocaram – e trouxeram da Grécia – tais colunas no museu.
       
      Para ver todo o museu (e caso goste de objetos históricos) um dia é necessário. O museu fecha às 17:00, contudo isso não quer dizer que pode ficar dentro do complexo até as 16:59. Vinte minutos antes eles já iniciam o processo de “evacuação”.
       
      Com as atrações fechadas, resta visitar os lugares abertos. Um dos escolhidos foi o Monument, uma torre de pedra criada em homenagem ao Grande Incêndio de Londres de 1666. Outro local foi rever o edifício do MI6 (só não contávamos com um guindaste que atrapalhava as fotos...) e caminhar pelas vias Millbank e Whitehall até acessar um pub próximo à Trafalgar Square. No entanto, o local não agradou e voltamos ao apartamento, mas não antes de comprar um prato típico britânico: fish and chips. A ressalva que fica para esse prato (e para outros alimentos) é que custou £ 6,50 em Candem Town, contra £ 13 na área mais central (e turística) de Londres.
       
      RESUMO
       
      VISITE as Churchill War Rooms.
       
      CONHEÇA alguns museus de Londres: National Gallery e The British Museum.
       
      CONSUMA uns dos típicos pratos londrinos: fish and chips.
       
      Dia 24/12 (7)
       
      Era o primeiro dia com limitações de atrações devido ao feriado Natal e as opções de passeios eram menores, devendo ser previamente pensadas. Ainda no começo da manhã, desembarcamos na estação St John´s Wood até chegar à Abbey Road, rua que foi o cenário do consagrado álbum homônimo de The Beatles. A frequência de turistas-fotógrafos que aparecem no local é relativamente alta, o que permite o registro do seu momento Paul McCartney, apesar de ser uma rua comum – os carros continuam passando por lá, demandando mais tempo para as fotos/videos.
       
      A próxima atração do dia foi a troca de guarda em frente ao Buckingham Palace. Apesar de ser famoso, é dispensável – achei demorado e cansativo, sem contar com os alertas da polícia acerca dos batedores de carteira (os pickpockets). Pelo menos, o passeio seguinte não era longe: a Queen´s Gallery, numa entrada lateral do Buckingham Palace. Sendo dentro do palácio, imaginava que seria possível visitar algumas salas ricamente decoradas, tal qual o Palácio Real de Madrid e curtir a exposição. Infelizmente, eram só algumas simples salas com exposição de objetos de arte pertencentes à Coroa Britânica (como toda as exposições de artes na Europa, é interessante, mas existem outros lugares com mais obras e baratos).
       
      Posteriormente, caminhamos ao longo de The Mall, a via de asfalto vermelho que sempre aparece nos filmes e noticiários, e conecta o Buckingham Palace à Trafalgar Square.
       
      A ideia seguinte era conhecer a St. Paul Cathedral, contudo nós e mais alguns turistas fomos avisados que já estava fechado para visita, apesar de ter verificado com antecedência que estava ainda no horário válido para acesso. Como não adianta discutir, fomos à Milennium Bridge, uma ponte exclusiva a pedestres que conecta a catedral ao Tate Modern.
       
      Outra atração que estava realmente aberta era Bond in Motion (London Film Museum Covent Garden), um museu acerca de James Bond. Para chegar ao local, utilizamos os tais ônibus vermelhos da cidade, que permite aquela visão um pouco mais “de cima” das ruas, e achei meio lento – definitivamente os trilhos são a melhor opção para Londres. No museu encontram-se os carros, objetos, roupas e materiais dos filmes, especialmente do último, Spectre (2015) – para quem curte os filmes do agente especial britânico é um passeio que poderá valer a pena.
       
      Findo o passeio pelo mundo de 007, só restava pelo resto do dia conhecer mais ruas e lugares da capital britânica. Andando mais próximo ao Rio Tâmisa, encontramos o enorme edifício The Shard, à Tower Bridge, sob a especial iluminação noturna e, mais afastado, a estátua de Sherlock Holmes próximo da estação Baker Street.
       
      RESUMO
       
      FAÇA pessoalmente sua própria versão da capa do álbum Abbey Road, dos The Beatles.
       
      ENCARE junto com milhares de turistas uma posição privilegiada no Buckingham Palace.
       
      Com um pouco mais de sorte, VÁ para St. Paul Cathedral e caminhe pela Milennium Bridge.
       
      Dia 25/12 (8)
       
      Merry Christmas! O Natal chegou. Mas, diferente dos britânicos, não pretendia passar o feriado no apartamento. Afinal, estava em Londres e cada segundo em libras esterlinas tinha que ser aproveitado. Todavia, esse dia era o mais difícil da parte do planejamento, pois as atrações estariam fechadas, até o transporte público. Seria o caso de conhecer os lugares abertos da cidade, com o cuidado de minimizar o uso das pernas.
       
      Como um referencial, utilizei os cenários londrinos da série Sherlock, da BBC. A primeira parada foi a frente da casa do Sherlock Holmes, a 221B que fica na... N Gower Street, próximo à estação Euston (os produtores escolheram essa rua pela proximidade da Baker Street, que é uma rua movimentada, e pela conveniência de gravação).
       
      Seguimos pela Woburn Pl, onde encontramos algumas lojas abertas, apesar do feriado (provavelmente seus lojistas não comemoram o Natal) até chegar a High Holborn, que delimita parte da City of London (Londres e a City não se confundem: a City é a cidade original, enquanto os outros lugares, como Westminster, são cidades que foram unidas na atual Londres). Na City, ficam a Central Criminal Court, cenário de julgamento de James Moriarty. Bem próximo, o St. Bartholomew´s Hospital, onde Sherlock faz suas pesquisas auxiliado por Molly e... (melhor assistir à série).
       
      Apesar de citar apenas alguns cenários, cada casa, cada prédio merece uma contemplação. Ao longo das vias da cidade, cruza-se por edificações seculares que provam o porquê de Londres É Londres.
       
      Após chegar ao ponto mais “oriental” do dia – a área ao redor da estação Bank, depois de ver outros turistas que abusavam das pernas no feriado, realizamos um percurso às margens do Rio Tâmisa, ora mais próximo do rio, ora mais afastado. Nessa maratona, foi possível encontrar mais estátuas da Rainha Victoria e perceber a admiração dos britânicos pela antiga monarca – desde estátuas em frente ao Buckingham Palace, na Blackfriars Bridge, a nome de linha e estação de metrô.
       
      Na área da estação Embankment, atravessamos o rio pela Golden Jubilee Bridge até os Julibee Gardens, que também são cenários da série Sherlock e um dos lugares mais visitados de Londres, onde fica a roda gigante London Eye (e também vários “espertinhos” tentando dar golpe em turistas).
       
      A próxima ponte era a Westminster Bridge, onde o helicóptero abatido por James Bond caiu em Spectre (2015). O local é uma paisagem perfeita para fotos e vídeos da própria ponte e dos Palace of Westminster e Big Ben (o problema é que estes ainda estão em reforma...). Do parlamento avançamos até o Buckingham Palace, agora sem que aquele movimento insano de turistas como no dia anterior, o que permitiu apreciar os detalhes da praça e da área externa do palácio.
       
      Pela Constitution Hill, chegamos ao Hyde Park, que, surpreendentemente estava aberto no dia. O parque, um dos maiores de Londres, é famoso pelo Kensington Palace e os esquilos que acompanham os transeuntes, em busca de comida.
       
      Durante o descanso no parque, a noite chegou, junto ao cansaço, imperando o regresso ao apartamento. Caminhando ao redor do parque, chegamos ao Marble Arch e seguimos pela Oxford Street, que seria o foco do dia seguinte. As ruas do comércio popular estavam vazias, bem diferente do enxame de pessoas visto no dia 22, e as lojas fechadas preparavam-se para as liquidações que iniciariam em alguns pares de horas.
       
      Todo esse trajeto totalizou mais de 20 quilômetros – unicamente a pé. Existe a possibilidade de embarcar nos ônibus Hop On Hop Off, que funcionam no feriado de Natal. Contudo, como nessa viagem a maioria das atrações seria conhecida nos seis dias restantes de passeio, escolhemos nossas pernas – não adianta se iludir: para conhecer o Velho Continente, tem de andar... (e muito).
       
      RESUMO
       
      APROVEITE o Natal em Londres para conhecer uma cidade muito mais tranquila.
       
      VISITE os cenários da série Sherlock, da BBC.
       
      CRUZE as inúmeras pontes sobre o Rio Tâmisa.
       
      Dia 26/12 (9)
       
      Boxing Day! O terceiro dia de limitações das atrações é um feriado típico dos britânicos. Nesse dia os lojistas derrubam os preços dos produtos que não venderam até o Natal. E, mesmo com a necessidade de acessar a Oxford Street, a restrição de transporte público ainda continuava – o regresso é feito gradualmente, começando pela periferia até chegar ao centro. Por conta disso (e do horário das aberturas das lojas), era necessário acordar mais cedo do que o de costume, como se fosse um “dia de trabalho”.
       
      Entrementes, chegamos a tempo na mais famosa loja de roupa barata das ilhas britânicas – e europeia: Primark. Tal qual a versão da Gran Via, em Madrid, os produtos estavam com preços muito satisfatórios, alimentados pela característica de liquidação do dia – produtos com remarcação na hora, blusas de 8 por 3 libras, camisetas por 1 libra. Para quem tiver a oportunidade de passar esse dia em Londres (e com a mala adequada), vale muito a pena.
       
      Depois de vasculhar cada conta da loja, fomos em outras na Oxford Street, mas nestas os preços não chegavam próximo ao encontrado na primeira – fora da dificuldade de caber na mala. Ainda assim, os camelôs que vendem na calçada possuem bons preços, como um moletom com o desenho de Londres, mais barato do que em outras lojas inclusive afastadas do centro da cidade.
       
      A ideia à tarde era visitar a St. Paul Cathedral, que, segundo o site da igreja, retomaria seus passeios no dia. No entanto, o cansaço no grupo decorrente do dia anterior foi implacável e descansamos por um breve período no apartamento. Nesse ínterim, percebemos o patriotismo dos britânicos: a quantidade de filmes com atores do Reino Unido era absurda (coincidência ou não, assistimos ao 007 Skyfall, com James Bond realizando uma perseguição nas ruas de... Londres!).
       
      Posteriormente, voltamos ao centro de Londres, para se encantar novamente com as ruas da cidade e encontrar eventualmente mais algumas pechinchas do dia.
       
      RESUMO
       
      APROVEITE as ofertas do Boxing Day.
       
      Dia 27/12 (10)
       
      Com o retorno das atividades turísticas, fomos até à estação King´s Cross St. Pancras visitar a plataforma 9  do Harry Potter. Apesar de ser denominada como uma única estação, são duas estações de trem concebidas separadamente – King´s Cross e St. Pancras (a que aparece em Harry Potter e a Câmara Secreta é a St. Pancras). Apesar de o último livro do bruxo já ter sido lançado a doze anos, ainda tinha fila para tirar foto para "embarcar" na plataforma.
       
      Dos filmes do Harry Potter, fomos ao cenário de outra produção da sétima arte: Um Lugar Chamado Notting Hill. Desembarcamos na estação Notting Hill Gate e caminhamos pela Portobello Road, com sua sempre constante feira de rua (existem produtos interessantes, mas se deve tomar cuidado com eventuais produtos falsos).
       
      Fora de Notting Hill, entramos no ônibus vermelho para conhecer o Kensington Palace, que foi o principal palácio da realeza até a rainha Victoria mudar para o Buckingham Palace. Neste palácio ainda vivem (ou viviam) alguns membros da família real, como o Duque e a Duquesa de Sussex (Príncipe Harry e Meghan Markle). No palácio, os funcionários contam a história do local e, principalmente da Rainha Victoria e do príncipe Albert – como o forte temperamento da jovem rainha, de expulsar sua mãe após a morte do rei. Nas salas, objetos pertencentes à antiga monarca ficam em exposição, como suas bonecas, quadros, pinturas, joias e coroa que não ficam na Tower of London.
       
      Além da Rainha Victoria, existe uma ala dedicada a outra personalidade real querida pelos britânicos: a Princesa Diana, com uma exposição da breve vida da Lady Dy e de seus célebres vestidos.
       
      Fora do palácio, fomos à Westminster Abbey. Só que nos enganamos com a entrada junto com outros turistas e achamos que já estaria fechada, mas era um portão errado. No fim, resolvemos ir ao Natural History Museum. Apesar de ser um passeio à primeira vista para crianças, o museu também diverte adultos. Ficam à vista rocha da Lua, representação de milhares (e gigantescas) espécies, como a Baleia Azul, e outros tantos extintos, como dinossauros e outros não tão antigos assim, como o Pássaro Dodô. Para os brasileiros que não têm a menor ideia de como é enfrentar um terremoto, um simulador do museu representando a fúria da Terra num supermercado de Kyoto consegue gerar uma noção.
       
      Tal qual a Tower of London e British Museum, os funcionários “convidavam” os visitantes a se retirarem do recinto. Para a última noite completa em Londres, visitamos na Regent Street a Hamley´s – famosa loja de brinquedos que divertem crianças (e muitos adultos – o problema é que nada mais cabia na mala...). E a sempre presente caminhadas pelas ruas da cidade, como em Whitehall.
       
      RESUMO
       
      CONHEÇA alguns dos cenários de filmes em Londres, como do Harry Potter e Um Lugar Chamado Notting Hill.
       
      Já que não dá para entrar no Buckingham Palace no inverno, VISITE o outro palácio real: Kensington Palace.
       
      Outro museu a ser CONHECIDO na cidade: Natural History Museum.
       
      Dia 28/12 (11)
       
      Como tudo na vida, alguma hora acaba – o último dia nas ilhas britânicas chegara. Era o ato chato de arrumar as malas e a missão impossível de fazer as compras caberem nelas (contudo, creio que fosse melhor fazer na noite anterior à saída).
       
      Infelizmente, não era possível deixar as malas no apartamento; ou seja, tal qual em Milão seria necessário encontrar um depósito de bagagem, com a diferença de ter algum conhecimento do preço pelo pago na Itália. Existem alguns sites que oferecem esse serviço, mas como não estávamos acostumados – fora que em alguns o preço continuava caro – preferimos o modo tradicional.
       
      Fomos até a estação Victoria e vimos preços muito acima do que fora pago em Milão. Somente com o choque percebemos que estávamos na estação Victoria de trem e metrô e não na rodoviária (coach) Victoria. O serviço da rodoviária se mostrou muito mais conveniente: os preços eram bem menores, o prazo de aluguel e o tamanho da mala mais flexíveis.
       
      Com as malas guardadas, fomos à Westminster Abbey e, desta vez, na porta – e fila – certa. Aliás, foi o único local de Londres que tinha fila gigante (pode ser pela data, 28/12; dia da semana – sexta-feira; o horário em qual chegamos; e/ou é uma atração superdisputada). Na abadia encontramos o lugar onde está enterrado o cavaleiro que o papa enterrou (quem acompanha Robert Langdon entenderá...), além de outras poderosas personalidades históricas britânicas, o local onde é feita a coroação da monarquia britânica e a cadeira em que o recém rei/rainha recebe a coroa, com quase um milênio.
       
      Findo o passeio pela abadia, era o momento de se preparar para a viagem à Paris. Fomos à estação do metrô receber a caução de £ 5 do Oystercard de volta e ao mercado para comprar algum alimento para comer na viagem.
       
      Após retirar as malas, aguardamos na rodoviária a chegada do ônibus. Desta vez, muito diferente da experiência em Milão, essa rodoviária aproxima-se mais com o que conhecemos da rodoviária Tietê, com painéis eletrônicos indicando a linha do ônibus à respectiva plataforma, bancos para descanso, lanchonetes e lugares cobertos.
       
      Desta vez, o ônibus chegou no horário e, semelhante ao primeiro trajeto, o motorista fez uma simples conferência do bilhete e passaporte, cabendo a cada um guardar sua respectiva mala. Era o fim da minha primeira estadia em London.
       
      Depois de um pouco mais de uma hora de percurso, o ônibus chegou em Folkestone para os trâmites de imigração. Os agentes britânicos entraram no ônibus e passaram os chips dos passaportes num leitor; já os franceses foram mais “tradicionais”, com a fila indiana para se apresentar aos agentes de imigração.
       
      Todavia, o trâmite de imigração foi bem mais rápido do que o da viagem da semana anterior (afinal, seria um tanto difícil imaginar um imigrante ilegal querer sair do Reino Unido rumo à Europa Continental). O ônibus partiu rumo ao Canal da Mancha, mas, ao invés de descer para as plataformas do trem, estava subindo... até parar em uma das vagas dentro da balsa. Só que esta balsa era muito diferente das que atendem a travessia Santos-Guarujá; estava mais para um cruzeiro: restaurante, cassino, área de descanso, free-shop.
       
      A balsa saiu do cais britânico ao lado de centenas de gaivotas, num cenário parecido ao visto no filme Indiana Jones e A Última Cruzada, apesar da limitação de visão devido à fraca luminosidade noturna. O trem é inegavelmente mais rápido (menos de uma hora) do que a balsa (2 horas), mas para quem está a turismo a balsa pode tornar a viagem mais divertida – e seguramente bem mais econômica. Durante o trajeto, basta encostar num dos vários bancos da balsa, já que não é permitido ficar dentro do ônibus enquanto a embarcação navega pelo Mar do Norte.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      A rodoviária (coach) Victoria possui depósito de bagagem com preço INFERIOR a de estações de trem.
       
      VISITE a Westminster Abbey, a principal igreja de Londres.
       
      O trajeto Londres-Paris pode ser feito de maneira ANTIGA: via balsa.
       
      Londres e Paris – Parte 3 – França e Suíça
       
      Dia 29/12 (12)
       
      Já em território francês, o ônibus fez uma parada no Aeroporto Charles de Gaulle e chegou em Paris, na rodoviária Gallieni que, diferente de sua equivalente londrina, é integrada ao metrô da cidade. Depois de comprar os bilhetes de metrô (na época, os t+10; agora existem opções melhores) e ver alguns usuários pulando a catraca, embarcamos na rede de trilhos até a cidade de Montreuil.
       
      Como chegamos mais cedo do que o combinado para entrar na casa alugada (e para escapar do frio), decidimos tomar um chocolate quente – só não contávamos que ninguém entenderia chocolate, apesar da grafia em francês ser chocolat. Após muito esforço, conseguimos obter o produto – e perceber que a influência do inglês nos outros países fica limitada às áreas turísticas.
       
      Depois de deixar as malas na casa, fomos à primeira atração da cidade, a Basilique du Sacré-Coeur, na área mais elevada de Paris. Já tinha pesquisado ainda no Brasil acerca dos golpistas que amarram pequenas fitas no braço e, para evitar de sermos importunados, subimos até a basílica com as mãos dentro do bolso.
       
      Diferente do que pode ser imaginado para umas das cidades mais visitadas do mundo, o acesso à área interna da basílica é gratuito – porém, é uma visita rápida. Para quem quiser pagar, há a opção de subir nela e ter uma ampla visão de Paris. Mas não é a única: a Tour Eiffel ou a Cathédrale Notre-Dame também oferecem uma visão “aérea” da cidade.
       
      O roteiro por Paris estava mais flexível, em comparação a Londres. O escolhido no dia foi se perder pelas ruas do bairro de Montmartre e chegar ao próximo ponto turístico do bairro: Le Mur des Je T´aime (o Muro do Amor – o muro em si não é uma novidade espetacular, mas sintetiza o romantismo da capital francesa e perceber a quantidade absurda da casais que percorrem as ruas parisienses).
       
      O ato de se “perder” em ruas desconhecidas força aos “perdidos” reforçar a atenção e visualizar detalhes que fogem quando imersos na rotina. Nesse ato, ao olhar para direita, vi no fim da subida de uma rua umas pás de moinho de vento que não me eram estranhas. Ao chegar no fim dela, descobrimos que se tratava do consagrado cabaré Moulin Rouge.
       
      Em direção ao Rio Sena, percorremos o Boulevard Haussmann (em homenagem ao prefeito do departamento do Sena que reconstruiu Paris durante o século XIX no formato atual) até às Galeries Lafayette Haussmann. Nas galerias é possível, a partir de seu terraço, ter uma visão ampla da cidade e, ainda, gratuita.
       
      Nessas andanças por Paris, entramos em alguns mercados – e caríssimos, muito mais do que em Londres. É fundamental se hospedar fora da cidade e ir aos supermercados na periferia, que apresentam um maior leque de produtos e preços mais “favoráveis”.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      Fora de áreas turísticas, pode ser mais DIFÍCIL se comunicar em inglês.
       
      VISITE a Basilique du Sacré-Coeur e Le Mur des Je T´aime.
       
      CAMINHE pelo Boulevard Haussmann.
       
      Dia 30/12 (13)
       
      Esse dia foi programado para ir ao Château de Versailles. Na verdade, não deveria – era um domingo, um dos piores dias da semana para tal passeio. No entanto, por questões pessoais só poderia ser nesse dia.
       
      Como no primeiro dia em Londres, saímos mais tarde da casa do que deveríamos e, consequentemente, essa demora cobrou seu preço – às 11 da manhã ainda estávamos em Paris, próximo da Tour Eiffel.
       
      Depois de descer na estação Gare du Versailles Chateau Rive Gauche, seguimos o fluxo de pessoas pela avenida até o palácio e o erro de sair tarde ficar às nossas vistas: era fila para entrar, fila para o banheiro, fila para pedir informações, fila para comprar ingresso, fila para tudo! Compramos o ingresso ao palácio e aos Domínios de Maria Antonieta, e Versailles nos contemplou com um benefício: recebemos um ingresso com hora marcada, que o sistema gera aleatoriamente para alguns (sortudos) visitantes.
       
      Como a hora marcada para entrar no palácio, fomos conhecer seus jardins – e já entender a razão do rei Luis XIV ser o símbolo máximo do absolutismo: o jardim era absurdamente grande, até onde a vista alcança e impecável (de tão grande oferecem aluguel de carros de golfe para conhecê-los). Posteriormente, com a reserva horária, adentramos o palácio e percebemos que a ostentação do rei sol estava muito além dos jardins. Em um vídeo sobre a história e construção do Château foi mostrado que criavam alas do tamanho de casa para qualquer ato banal, como sala de fumo, sala de reunião, sala de espera 1, sala de espera 2, teatro... até o momento de queda decorrente da Revolução Francesa de 1789. Quadros que cobriam toda a parede da sala que, por sua vez, tinham tamanho de casas, vários bustos de nobres franceses ornamentam o palácio, com ênfase, é claro, de Luis XIV e um nível riqueza que tornaria a Operação Lava Jato insignificante.
       
      Depois de passar um pouco mais de 2 horas dentro do palácio (e descobrir que a fila da qual escapamos com a hora marcada passava de 3 horas) fomos aos Domínios de Maria Antonieta. O local tem muita beleza, luxo e tudo o que é característico da época, mas após ver a suntuosidade de Château, estes ficam meio “simples”.
       
      Como a noite chegando, era o fim do passeio pelo Château de Versailles. Seria um fato comum o retorno para a casa, exceto por termos ido em direção à estação errada (Gare de Versailles Rive Droite) ao invés daquela que tínhamos chegado (Gare du Versailles Chateau Rive Gauche), mesmo possuindo o mapa online no celular. Ou seja, estude sempre bem o caminho, especialmente antes de ir ao local e evite uns bons minutos de andar à toa...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PROGRAME-SE para chegar cedo ao Château de Versailles – este fica fora de Paris, e, de quebra, evitar loooooongas filas.
       
      IMAGINE um enorme palácio e seus jardins e qudruplique – o Château de Versailles é ainda maior.
       
      Dia 31/12 (14) 
       
      Fim de ano, era sabido que o dia seria pela metade – afinal, era dia de horário reduzido de expediente e saberia como os parisienses e outros europeus passam o Ano Novo. Decidimos ir numa atração que não estava no guia de bolso, mas tinha encontrado em pesquisa na web: o Château de Vincennes. Bem mais simples (e vazio) do que a versão de Versailles, tinha sua graça como mais um palácio europeu que viria a conhecer – mas é surpreendente como o turismo de massa foca nas mesmas atrações; o palácio tem estação de trem e metrô literalmente na frente, no limite da cidade de Paris e, mesmo assim, é pouco visitado (se quiser fugir do sufoco de filas, é uma boa opção).
       
      Depois de obter os ingressos com uma atendente brasileira (tem brasileiro em todo lugar), conhecemos o Château e a capela vinculada. É o mais importante forte-real francês em estilo medieval ainda existente e serviu de prisão para personalidades famosas, como o Marquês de Sade.
       
      De Vincennes, fomos para o Hôtel des Invalides, onde está enterrado Napoleão Bonaparte, mas receei que não seria possível conhecê-lo integralmente por causa do horário e desistimos. Bem próximo dali fica o Champs de Mars, onde foi erguida a Tour Eiffel (apesar de ser apenas uma torre, trata-se da Torre, que povoa o imaginário de milhões de pessoas pelo mundo... e de outras tantas que já a conheceram e apreciam sua beleza).
       
      Atravessamos o Rio Sena e chegamos na Avenue des Champs-Élysées, que seria um dos lugares de concentração do Ano Novo. Aos poucos, europeus e turistas chegavam ao local para a passagem do ano e, enquanto isso, lojistas protegiam suas lojas já fechadas com tapumes. No regresso para a hospedagem, o transporte público estava com catracas liberadas – talvez para incentivar os habitantes a curtir o ano novo nas ruas, apesar do frio.
       
      Depois de nos prepararmos para a passagem de ano, sem levar carteira, e documentos e dinheiro na pochete, embarcamos no metrô e escolhemos a Champs-Élysées comemorar (ou seria a Tour Eiffel). As estações da avenida estavam fechadas, sendo necessário desembarcar nas mais afastadas e entrar na avenida após uma revista policial (semelhante a de carnaval, que fica aquela impressão que o agente fez uma “revista” mínima). Escolhemos um ponto no meio da avenida com visão sobre o Arc de Triomphe, onde seria projetada a contagem regressiva. O ano novo chegou e estávamos comemorando, abraçando um ao outro – e percebemos que os demais nada faziam, simplesmente iam embora, só foram ver a contagem regressiva da avenida e a queima dos fogos – até que um mendigo percebeu nossa felicidade e foi se “enturmar” conosco.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE o Château de Vincennes, uma versão menor de palácio, nos limites de Paris.
       
      PERCA horas no Champs de Mars para admirar a atração mais visitada no mundo: Tour Eiffel.
       
      CAMINHE pela Avenue des Champs-Élysées.
       
      Dia 01/01/2019 (15)
       
      Depois do mendigo se despedir da gente, seguimos a multidão para voltar para a casa. Fomos em direção ao Rio Sena pela Avenue Montaigne por onde as pessoas caminhavam – e se avolumavam. Excesso de pessoas nas calçadas e motoristas furiosos por não conseguirem sair do lugar por causa do trânsito parado na madrugada parisiense – parecia a região da Avenida Paulista ou do Ibirapuera no Natal.
       
      Numa das estações de metrô mais próxima da avenida, a fila de acesso à plataforma avança para além da catraca (claramente não seria eficiente tentar embarcar nesta estação). Na busca de outras estações de metrô mais afastadas do epicentro humano, caminhamos ao largo da iluminadíssima Tour Eiffel, com seu brilho registrando os primeiros minutos de 2019 da Cidade Luz. Ao mesmo tempo, ficava o receio de encontrar o sistema de trilhos fechado, já que o de Paris não funciona 24 horas.
       
      Felizmente, conseguimos entrar em uma estação e embarcar em um dos carros do metrô, cuja linha passa por onde estava o enxame de pessoas. Seria bem irônico se a linha que pegamos fosse denominada de Linha 3 Vermelha do metrô de Paris – a diferença era mínima, como as vozes em francês ao invés do português: passageiros que não conseguiam embarcar (e algumas expressões que deviam ser palavrões em francês), trem parado por vários minutos sem explicação da central, amassado a ponto de não conseguir abaixar o braço. Mas tirando o momento Sé de Paris, o metrô seguiu viagem e conseguimos chegar na casa.
       
      Evidentemente, o dia não seria para acordar cedo, já que parte dele foi gasto na madrugada – e nem precisaria, já que as atrações estariam fechadas. Seria mais um caso para andar a pé para conhecer a cidade, com a vantagem de ter o transporte público em comparação com o Natal em Londres.
       
      Com o resto do dia, chegamos à Place de la Bastille, local do antigo forte de onde ocorreu o fato histórico A Tomada de Bastilha, marco da Revolução Francesa e do início da Idade Contemporânea. Indo rumo a oeste, seguimos pela Rue de Rivoli até o Hôtel de Ville (a prefeitura de Paris), alternando entre igrejas e prédios históricos pelo caminho.
       
      Do Hôtel de Ville ficam à vista os fundos da Cathédrale Notre-Dame de Paris, que seria conhecida em outro dia (e antes do terrível incêndio de abril de 2019). Indo pelo Rio Sena, cada ponte tem suas particularidades, desde a exuberância da Pont Alexandre III, que foi presente do czar para a França, até pontes mais simples, como a Pont Neuf.
       
      Mas os pontos turísticos da Cidade Luz ainda não tinham acabado: Place Vendôme, Place de la Concorde, Opera (Palais Garnier), Jardin des Tuileries, L´église de La Madeleine, Palais Royal e Jardin du Palais Royal, Petit e Grand Palais eram só mais outros lugares que conhecemos no dia. Paris tem muitos museus, mas a própria cidade é pura arte – e, nesse caso, não precisa comprar ingresso.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      CAMINHE (muito) para Paris – é o melhor jeito de conhecer a cidade e suas artes.
       
      Dia 02/01 (16)
       
      Esse foi o dia reservado para conhecer o Musée du Louvre. Como é sabido, é praticamente impossível conhecê-lo em somente um dia. Todavia, em consulta ao site oficial, descobri que na quarta-feira o museu trabalha em horário estendido, o que possibilitava um aproveitamento melhor da visita e uma imersão mais profunda na cultura que o museu oferece.
       
      Descemos na estação Palais Royal Musée du Louvre e apesar de ter visto vídeos na internet de filas insanas para entrar no museu, não tinha fila (pelo menos não na parte de cima; tinha de ver na entrada subterrânea do museu).
       
      Assim como ao redor da Tour Eiffel, existem camelôs vendendo bugigangas na praça próxima à consagrada pirâmide de vidro. Tínhamos visto um chaveiro caído no chão próximo à entrada do Carrousel du Louvre, pertencente provavelmente ao ambulante que vendia em pé. No entanto, como a fama de golpistas de Paris é tão grande quanto à fama da própria cidade, refletimos se não podia ser mais uma nova modalidade de golpe, como de ir ao encontro do vendedor e ele te forçar a levar o que você não quer ou algo pior – fazer turismo tem o efeito benéfico de bem-estar, o que diminui a qualidade de julgamento de atos pelos turistas – e é exatamente esse ponto pelos quais os golpistas se aproveitam.
       
      Entramos no Carrousel du Louvre e, para nossa surpresa, as filas absurdas de Versailles ficaram no Château – o trâmite entre comprar os ingressos, passar pelo detector de metais e a entrada definitiva não chegou a meia hora, com um detalhe que quase me passou despercebido: o mapa de museu tinha de ser retirado antes da entrada definitiva.
       
      Entramos no museu e logo aparecem placas indicativas para o caminho para Monalisa, o que considero um erro. Afinal, Musée du Louvre é muito mais do que um lugar para exposição da obra-prima de Leonardo da Vinci – existem infinitas obras belíssimas e objetos antigos fantásticos, além de salas reais com todo o luxo e esplendor correspondente, já que o museu foi um palácio real antes da mudança da Corte para Versailles. Para ver Monalisa sem aglomeração e sem pressa, basta procurá-la na última hora de funcionamento do museu.
       
      Além da obra-prima de Leonardo, existem muitos outros quadros de vários mestres renascentistas, objetos e pinturas da época do Império de Napoleão Bonaparte, esculturas, como a Vênus de Milo, objetos da época do domínio romano, artefatos egípcios (e mais uma vez Imhotep não me respondeu), relíquias árabes, artefatos africanos, pinturas do Brasil colonial, até o subterrâneo do Louvre. E, claro, ver os quadros que foram as pistas para Robert Langdon em O Código da Vinci.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      ESCOLHA o dia durante o qual o Musée du Louvre tem horário expandido – o museu é realmente muito grande.
       
      NÃO FOQUE somente nas atrações mais famosas – o enxame de pessoas pode estragar um pouco o passeio.
       
      Dia 03/01 (17)
       
      Descemos nesse dia na estação de metrô Cité, a única estação de metrô da pequena ilha fluvial do Sena (Île de la Cité) e de onde Paris foi fundada – e, como local extremamente turístico, na saída da estação um fiscal verificava se os passageiros tinham pago os bilhetes de transporte. A ideia era ir à Cathédrale Notre-Dame de Paris, mas em vez disso fomos ao Conciergerie, antigo castelo usado pelos reis franceses na Alta Idade Média. De estrutura mais simples em comparação aos outros conhecidos, foi o lugar que Maria Antonieta aguardou até ser guilhotinada na Revolução Francesa, saindo da suntuosidade de Versailles para o pequeno quarto gelado do Conciergerie.
       
      O bilhete de ingresso ao Conciergerie permite o acesso combinado à Sainte Chapelle, uma capela gótica do século XIII com ruínas medievais e relíquias da Terra Sagrada. Fora da capela, ainda na pequena ilha, fomos à Cathédrale Notre-Dame, mas os ingressos para reserva de horário do dia tinham acabado.
       
      Em direção à parte sul de Paris, chegamos ao Panthéon, local onde estão enterrados célebres franceses ou personagens importantes para a história da França, como Rousseau, Voltaire e Victor Hugo. Dentro do prédio histórico, erguido sob ordem de Luis XV em 1756, fica o famoso Pêndulo de Foucault, experimento que “tornou visível” o eixo de rotação da Terra.
       
      Em seguida, caminhamos pela margem sul do Rio Sena, passando por pontes já conhecidas e outras novas, como a Pont des Arts, com seus eternos cadeados e conhecer outros prédios históricos, como a da Assemblée Nationale. Cruzando o rio, chegamos novamente ao Avenue des Champs-Élysées e caminhamos até o fim de sua extensão, no Arc de Triomphe, que foi uma encomenda de Napoleão Bonaparte em homenagem às vitorias francesas nas guerras, com esculturas em sua estrutura exaltando o então Império Francês. Atualmente, nela existe uma “tumba” para o soldado desconhecido – uma homenagem aos milhões de mortos nas guerras mundiais. A quem interessar, é possível subir no arco e observar uma dúzia de avenidas que caem diretamente na rotunda (rotatória) em que fica o monumento, num verdadeiro “pesadelo” para motoristas.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE algumas das atrações na Île de la Cité: o Conciergerie e Sainte Chapelle.
       
      Mais ao sul, CONHEÇA o Panthéon.
       
      VOLTE para Avenue des Champs-Élysées e descubra o Arc de Triomphe.
       
      Dia 04/01 (18)
       
      Tendo em vista o fiasco para acessar a Cathédrale Notre-Dame de Paris no dia anterior, fomos mais cedo para garantir o acesso. Em posse do bilhete com a reserva do horário, fomos ao Le Jardin du Luxembourg, o mais famoso parque do centro de Paris, próximo de Sorbonne. Na frente do lago do parque o Senado Francês delibera suas ações dentro do Palais du Luxembourg.
       
      Voltamos à catedral conhecer sua parte interna que, assim como Basilique du Sacré-Coeur, era de entrada gratuita – mal sabíamos que iríamos conhecer partes da igreja que seriam destruídas em três meses. Até então, a área interna da igreja era um tanto lotada e meio escura, mas não importava – era a famosíssima Notre Dame, a de Paris, a de Victor Hugo. Uma linha do tempo mostrava o histórico de sua construção, a quase mil anos e expansão, como a inserção dos vitrais.
       
      O acesso para subir em suas torres era pela lateral da catedral, por meio de longas escadas, com controle de fluxo de visitantes. Na primeira “parada”, era possível ter uma boa visão de Paris e dos fundos da catedral – era inevitável lembrar do filme O Corcunda de Notre Dame e do Quasímodo. Dentro de uma das torres havia uma pequena apresentação da obra de Victor Hugo e um “quasímodo” vigiando a subida pelos turistas. O tempo de visita no topo da torre era por somente 5 minutos, muito pouco para o que gostaríamos, mas suficiente para ter uma ampla e maravilhosa visão da Cidade Luz (que inveja do Quasímodo...).
       
      Fora da catedral, encontramos ainda na praça outra atração para visitar: a Crypte Archéologique de I´île de la Cité. São mostrados os tesouros arqueológicos e a formação de Paris, desde antes da ocupação pelos romanos pelos nativos parisii até os tempos atuais. No museu ficam expostos moedas, construções antigas e vídeos interativos, com a apresentação da ocupação de Paris até então restrita somente à Île de la Cité, a formação de ponte para uma das margens do Rio Sena até o “transbordamento” da cidade pelas margens do rio que não parou mais.
       
      Para as mulheres de plantão, do lado sul do Rio Sena fica a CityPharma, farmácia de produtos baratos infestada de brasileiras. E, ao sudeste de Paris, uma Primark acessível de metrô, pela estação Créteil – Préfecture.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PASSEIE pelo Le Jardin du Luxembourg.
       
      Quando a reconstrução após o incêndio de 2019 acabar, VISITE a Cathédrale Notre-Dame de Paris e Crypte Archéologique de I´île de la Cité.
       
      Dia 05/01 (19)
       
      O dia da estadia final em Paris chegara. Arrumamos as malas que, desta vez, podiam ficar na casa, sem custo adicional. O passeio escolhido para a data foram as Les Catacombes de Paris. Surpreendentemente, a fila de acesso às catacumbas estava enorme, talvez por excesso de visitantes e/ou por ser de acesso controlado. Para quem tem pouco tempo na cidade, pode ser mais interessante conhecer outras atrações.
       
      Finalmente conseguimos chegar na bilheteria e vi que tinha um combo junto com a cripta arqueológica que tínhamos ido no dia anterior – ou seja, podia ter comprado os dois juntos e economizado alguns euros.
       
      O passeio, por óbvio, começava por “baixo” – descemos por vários degraus até o subterrâneo, no qual se apresentavam longos corredores escuros mal iluminados, até chegar em “cavernas”, um pouco mais largas, lotadas de caveiras, minunciosamente e cirurgicamente encaixadas. Em certos pontos, as caveiras juntam com os ossos formam uma “bonita” ornamentação (mas é um local que não ficaria sozinho de jeito nenhum).
       
      Com o fim das catacumbas, voltamos ao nível de rua e, com isso, o fim dos passeios por Paris. Caminhamos pelo bairro de Montparnasse e nos guiamos até chegar à Tour Eiffel, facilmente vista entre os edifícios de Paris, para uma última admiração do ícone parisiense.
       
      Com a hora da nossa partida de Paris se aproximando, cruzamos o Rio Sena para embarcar no metrô na Champs-Élysées; contudo, era mais uma noite a qual os coletes amarelos estavam nas ruas (a sorte que eles ainda não tinham estragado algumas atrações; nas semanas seguintes picharam o Arc de Triomphe). Os acessos na avenida estavam fechados e tivemos que embarcar no metrô na Place de La Concorde. É mais um caso que comprova a necessidade de chegar com antecedência aos lugares com hora marcada, sob risco de tomar um grande prejuízo e dor de cabeça, além de estragar parte da viagem.
       
      Juntos com as malas, agora etiquetadas com pequenos pedaços de papel cedidos pela companhia, embarcamos no ônibus na rodoviária Bercy. O destino seguinte, quem diria, seria a Suíça, país que os próprios europeus acham caro visitar.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PREPARE-SE para ficar em outra longa fila e entre em Les Catacombes de Paris.
       
      VISITE o bairro de Montparnasse.
       
      PODEM EXISTIR alguns coletes amarelos atrapalhando seu retorno para a hospedagem.
       
      Dia 06/01 (20)
       
      O ônibus chegou em Genebra um pouco antes do horário previsto. Apesar de ser a Suíça, a rodoviária não estava aberta. Aliás, era bem diferente das rodoviárias conhecidas em Milão, Londres ou Paris. Era um pequeno espaço aberto para os ônibus estacionarem na área central e a “rodoviária” era uma casinha do tamanho de uma sala.
       
      A cidade, proporcional à rodoviária, é pequena, mas muito poderosa – é sede da ONU (Palácio das Nações) e de diversos órgãos, como a OMC, e caríssima.
       
      Um dos pontos mais famosos de Genebra é o Jet d´Eau, uma grande fonte que lança a água do lago a uma altura de 140 metros. A limpeza do lago é realmente impressionante – conseguia ver seu fundo de forma clara e limpa (conheço algumas piscinas mais sujas).
       
      Um passeio pelas ruas de Genebra mostra que o lugar é realmente para poucos: lojas que trabalham com barras de ouro, roupas sendo vendidas a sete, vinte mil reais, relógios em exposição a mais de meio milhão de reais. Felizmente, a cidade não é composta somente por miliardários, e existem produtos por “somente” algumas unidades de reais – mas não adianta se iludir: as maiores “pechinchas” suíças ainda são mais caras do que seus equivalentes europeus e brasileiros.
       
      Por sorte, estávamos na cidade no primeiro domingo do mês, quando é permitida a entrada gratuita em alguns museus – considero que o uso de entrada gratuita valha mais a pena para atrações que não tenham forte fluxo de turistas. Uma das opções escolhidas foi o museu Maison Tavel.
       
      O museu Maison Tavel fica na parte oriental do lago, na área antiga da cidade, acessível facilmente a pé. Apesar da gratuidade da entrada, o local estava com baixo fluxo de visitantes, o que se mostrou conveniente: ao perguntar sobre um dos quadros do museu, o funcionário não só respondeu à pergunta como explicou sobre muitos assuntos referente à Suíça e Genebra, inclusive acerca da Guarda Suíça do Vaticano.
       
      No fim da noite, dirigimo-nos em frente ao Palácio das Nações da ONU – o pequeno “detalhe” foram as luzes terem se apagado justamente quando chegamos ao lado do portão. Já que a falta de luz impossibilitou fotos do local, caminhamos para outra propriedade das Nações Unidas, como a OMC.
       
      Ao andar pelas pequenas avenidas de Genebra, passamos por uma área de mata que serviria como uma luva para as Pegadinhas do Silvio Santos. Não se vê uma viva alma à noite, o que no Brasil deixaria qualquer um apavorado com medo de assalto. Mas ali era a Suíça...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      SUÍÇA (e Genebra) é realmente de outro mundo – e cara...
       
      VISITE o museu Maison Tavel.
       
      CAMINHE tranquilamente pela pequena cidade – apesar de vazia, é bem tranquila.
       
      Dia 07/01 (21) e 08/01 (22)
       
      Era o dia final na Europa e o voo estava previsto para depois das 14 horas. Era o caso de chegar no aeroporto perto do meio-dia, ou seja, tinha uma manhã sossegada. Infelizmente não havia tempo hábil para passear pela cidade ou ir a um museu e voltar ao apartamento e depois ao aeroporto. O que fizemos? Fomos com as malas a pé ao aeroporto – parece uma ideia maluca, mas a cidade é plana e o aeroporto é como Congonhas, inserida na cidade. Com malas de rodas adequadas, deu para conhecer um pouco mais de Genebra, apesar da distância de um pouco mais de 4 km.
       
      No aeroporto de Genebra, ia realizar a operação da devolução do imposto (Tax Free) decorrente da compra realizada em Londres. No entanto, a fila em Genebra estava muito grande e decidi tentar no aeroporto de Frankfurt.
       
      Como qualquer aeroporto internacional que se preza, tem a área de Free Shop, mas, sendo suíça, era muito cara (na verdade, percebi que essas lojas de aeroportos são caras, com exceção de alguns produtos). O voo de Genebra à Frankfurt era semelhante ao de São Paulo para Rio de Janeiro, em torno de uma hora, com a diferença que aquele sobrevoa a região dos alpes, um maravilhoso espetáculo: da pequena janela da aeronave observamos montanhas e vales repletos de neve, totalmente brancos.
       
      No aeroporto de Frankfurt, nova tentativa de receber a devolução do imposto e, mais uma vez, encontrei uma funcionária brasileira, que me indicou que tinha de receber a aprovação do setor alfandegário, ao qual nos dirigimos. Pelo que entendemos do funcionário alemão, como tinha saído do espaço da União Europeia, deveria ter recebido o carimbo quando passei pelo Canal da Mancha ou na Suíça. Mas para tudo se tem um jeito e ele permitiu que recebesse o imposto parcial. Apesar deste ser um caso pessoal de sucesso, é importante registrar que pode acontecer intempéries que, no final, impossibilita de receber o imposto – mas não só para isso. Ao planejar e executar uma viagem, considero que seja mais importante focar nas ações que possua o controle, como pesquisa de hospedagem, transporte e deixar eventuais benefícios, como o tax free e citycards em segundo plano.
       
      Embarcamos no nosso voo, se despedindo do frio de 4ºC rumo aos 34ºC. No avião, tinha o clássico O Diabo Veste Prada – assistir ao filme com as imagens de Paris, que agora conhecia, é muito mais emocionante e parece que fica mais próximo da gente (Comecei a entender de o porquê da Emily ser louca para ir à Paris...).
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VERIFIQUE onde fica o aeroporto para encontrar a melhor forma de deslocamento até o aeródromo.
       
      NÃO CONSIDERE o benefício do Tax Free como direito garantido – pode ser que não consiga receber o reembolso.
       
      ENCANTE-SE com os alpes totalmente brancos.
       
      O fato de ser free shop não quer dizer que seja sempre mais BARATO.
       
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá Mochileiros
      aqui segue o texto do planejamento da minha viagem preferida, ao longo de vários meses - e, claro, valeu muito a pena.
      Londres e Paris – Parte 1 – O Planejamento
       
      Com a descoberta de que viajar para o exterior não é caro como imaginara, tampouco impossível (e muito mais divertido do que qualquer sonho já realizado), fiz o óbvio: planejei a próxima viagem.
       
      Fica aquele impulso inicial de querer conhecer toda a Europa; mas, apesar desta caber numa tela do computador por meio de programas como o Google Maps, continua sendo um continente – Então, quais cidades que deveriam ser conhecidas?
       
      É feito um esboço de uma lista de cidades a serem desbravadas: Viena, Berlim, Roma, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Paris, Praga... Mas a realidade aparece: não há tempo hábil de conhecê-las em uma única viagem. Logo, o esboço encolhe, diminui, encolhe...
       
      Enfim, a lista final está pronta: as escolhidas foram Londres e Paris. Nota-se que escolher os destinos de uma viagem é importante, mas não difícil. Porém representa o início da árdua e prazerosa tarefa de planejar a viagem.
       
      Com o foco da viagem definido, entra em ação o segundo passo: o transporte. Por limitações específicas, a janela temporal acessível para nós seria de realizar a viagem entre a terceira quinzena de dezembro e voltando na segunda semana de janeiro. Contrariando algumas recomendações de que o melhor é procurar voos próximos aos destinos, procurei de forma mais “ampla” – e considero que valeu a pena. Por quê?
       
      Para procurar passagem aérea mais barata, eu pesquiso pelo Google Flights. E, em vez de inserir somente o destino (Londres) ou mesmo o país (Inglaterra), procuro por Europa. Isso possibilita comparar diversos voos, incluindo no próprio país/cidade de destino.
       
      Nas primeiras pesquisas, tinha encontrado passagem barata por Barcelona, mas o dólar começou a subir (nem perto do desastre de 2020) e essa “pechincha” não aparecia mais. Claro que tinha consciência de que voos no final do ano são mais caros, já que é alta temporada (só que mais caro não implica automaticamente em ser absurdo).
       
      Em agosto, tive uma grata surpresa.
       
      Um voo de ida e volta por Milão, na Itália, com mala despachada inclusa por 2600 reais em alta temporada (CONSEGUI!). Não podia acreditar que tinha achado. Era um sonho! Mas não era para acreditar mesmo: quando ia finalizar a compra da passagem, falava que não estava mais disponível.
       
      Mas, ao longo dos dias seguintes, esse alerta de preço permanecia. Intrigado, resolvi entrar no site da companhia aérea e, ao invés de verificar o preço de ida e volta, analisei cada trecho: o trecho de ida estava em 1250 reais, condizente com apresentado pelo alerta de voos. Todavia, o trecho de volta estava muito mais caro, mais de 2500 reais.
       
      Comecei a simular com a ida travada em Milão e retorno por diversas cidades europeias. Surpreendentemente, o voo mais barato encontrado foi por Genebra, na Suíça, com conexão em Frankfurt (até hoje não entendo como umas das cidades mais caras do mundo – Genebra – pode ter o voo mais barato).
       
      Enfim, consegui em agosto comprar passagem para Europa a preço razoável (R$ 3100) para o final de ano, em alta temporada, com mala despachada inclusa (não creio que seja bom comprar com mais antecedência – vide a implicação do covid-19).
       
      Outros voos que eram mais próximos do foco da viagem estavam na faixa superior a 4 mil reais. Mesmo com o custo do deslocamento das cidades dos voos (Milão e Genebra) para as duas capitais, o valor final ficou menor do que os preços dos voos mais “convenientes”. Então, valeu a pena embarcar em voos para cidades mais distantes, mesmo que isso implique em mais viagens por dentro da Europa (além do óbvio: a passeio, não existe “tempo ruim” no Velho Continente).
       
      Como o voo não seria direto para as capitais, era preciso analisar os meios de transporte para o deslocamento até elas. Entrementes, era preciso definir os dias em que ficaríamos em Londres e Paris, bem como em Genebra e Milão.
       
      Tanto Milão quanto Genebra, considerei ficar um dia em cada cidade: além de ser locais que até então não conhecia, tem sempre o risco de acontecer imprevisto – o que aconteceu: o voo para Milão saiu com atraso do Brasil. No caso de Genebra, tinha risco de, por exemplo, pegar tempestade de neve que fechasse o acesso para chegar na Suíça – difícil, mas não impossível.
       
      Decidimos por permanência de uma semana em cada capital, com o Natal em Londres e Ano Novo em Paris. No deslocamento de Milão para Londres, existiam diversas modalidades de transporte: o aéreo, por trens e por ônibus. O uso de carro seria extremamente inviável: além de ser caro devolver em local diverso ao que retirou, parte do trajeto teria custo altíssimo para o veículo (como atravessar o Mar do Norte pelo Canal da Mancha ou pagar o pedágio para cruzar os alpes italianos e franceses).
       
      A primeira modalidade que salta aos olhos, é claro, são os aviões, especialmente as famosas companhias low-cost europeias. Entretanto, tendo mala despachada (e até com mala de mão, a depender do peso e tamanho), as empresas low-cost não são tão "low" assim. Mesmo assim aparecia alguns preços competitivos.
       
      Nas pesquisas de voos, os que tinham preço mais competitivo (mesmo com mala) eram aqueles que chegariam em Londres às 22:00 do dia seguinte ou partiria de Milão de madrugada. Ora, chegar no aeroporto é totalmente diferente de chegar na cidade: do voo às 22:00, chegaria no centro de Londres depois das 23:00 (os aeroportos que atendem Londres são longe da cidade) – com isso afetaria a disposição para o turismo no dia seguinte. Com relação ao voo de madrugada, teria que pegar um transporte privado até o aeroporto (caríssimo, por sinal – um táxi chega a cobrar mais de € 90 até o aeroporto de Milano-Malpensa) ou pegar o transporte público no dia anterior e dormir no aeroporto. Evidentemente, existiam voos em horários (e aeroportos) “melhores”, mas eram mais caros – alguns, bem mais.
       
      De trem, o trecho seria segmentado. Teria de comprar dois trechos: o primeiro de Milão a Paris e o segundo, de Paris a Londres. Mas não seria uma boa ideia. O primeiro trecho até possui preços interessantes, de € 40. No entanto, os horários são bem limitados e o que tinha menor preço saía às 6 da manhã de Milão, chegando em Paris só a tarde. O segundo trecho é realizado pelo famoso Eurostar, que percorre o Eurotúnel embaixo do Canal da Mancha em um trajeto de pouco mais de 2 horas – e é caro, muito caro: começa em € 49 avançando para mais de € 100.
       
      Os ônibus, por sua vez, existem em vários horários. O trajeto demora quase 22 horas, com uma “conexão” nas Rodoviárias Gallieni ou Bercy, em Paris. No entanto, como estão disponíveis vários horários, é possível escolher o que inicia o percurso à noite. Nesse caso, o ônibus chega em Paris mais cedo do que o trem e ainda economiza uma diária de hospedagem, já que se dorme no ônibus. A conexão em Paris demora menos de 2 horas, tempo suficiente para contornar eventual atraso do ônibus do primeiro trajeto.
       
      O escolhido foi o ônibus: ao invés de tirar uma soneca no aeroporto, melhor dormir no ônibus. Sem se preocupar com o horário de partida do avião ou do trem de madrugada, bastava chegar na rodoviária e aguardar a chegada do ônibus às 22:00. Em vez de pagar uma diária de hospedagem, o dinheiro serviu para “subsidiar” a passagem de ônibus, além de que ele deixa no centro das cidades, só precisando do bilhete de metrô (curiosidade: o trecho de Milão a Londres custou € 78, mais barato do que o táxi do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão).
       
      Evidentemente que o ônibus não é mais rápido do que o avião, nem é tão confortável quanto o trem. Mas a praticidade de não se preocupar com horários ruins e a economia gerada tanto pelo preço da passagem com o “subsídio” de hospedagem tornavam-no preferido.
       
      Como dito, o trem do Eurostar pode ser muito caro – ao passo que, com o ônibus, ocorre justamente o inverso: no nosso caso, pagamos € 28 para realizar a viagem durante a noite, sendo que tinha visto no mesmo mês para outros dias por € 15. E, caso escolhesse o trem, mais uma diária de hospedagem teria que ser desembolsada.
       
      O último trecho, de Paris para Genebra, também foi feito por ônibus. O preço da passagem de ônibus, nesse caso, não estava distante do preço da passagem de trem. Só que, com o ônibus, ainda economizamos com a hospedagem na Suíça...
       
      Resolvida a questão de deslocamento entre as cidades, é o momento de procurar hospedagem. Como íamos ficar uma semana em cada capital, escolhemos o aluguel de quartos, que oferecem descontos para tal período e tem a conveniência de poder preparar sua comida – assim, dá para ficar bem alimentado e se esquivar dos caríssimos restaurantes de áreas turísticas.
       
      Todavia, ressalto que a hospedagem tem de ser pensada junto com o transporte urbano – além da conveniência de ter transporte perto, mas de seu custo. Diferentemente do Brasil, a tarifação do transporte público é por zonas – em teoria, quanto maior e mais longe do centro o deslocamento, mais caro ele fica. Então, tem de ser analisado como duas “forças antagônicas”: a primeira, da hospedagem, quanto mais próxima do centro turístico/financeiro, mais caro fica; a segunda, de transporte, quanto mais longe do centro, mais caro fica. E como conciliar essas duas “forças”? Infelizmente não existe uma resposta padrão: cada pessoa tem sua preferência na ponderação dessas “forças”.
       
      Ainda, ratifico alguns pontos que até podem fugir ao senso comum: Londres, de longe, é a cidade que tem um dos transportes públicos mais caros (a ponto de um tênis custar o equivalente a 2,1 bilhetes de metrô avulsos). Entretanto, apesar dessa característica, o “combo” de hospedagem na zona 5 para quatro pessoas é mais barato do que o “combo” equivalente em Paris ou Milão para estadia de 1 semana. Outro ponto de destaque é a preferência de se hospedar no centro destas cidades. Ora, se no Brasil não moro no centro, por que vou me hospedar no centro destas cidades (que podem ser bem mais caras)? Melhor usar esse dinheiro para melhorar minha residência. Com base nessa percepção, encontramos na França uma casa perto do metrô e fora da cidade de Paris – ela ficava na cidade de Mountreuil (mas é preciso verificar antes se o local de hospedagem na periferia não é perigoso, por exemplo).
       
      No nosso caso específico de Londres, tinha um detalhe importante: nos dias 24, 25 e 26 de dezembro vários lugares estão fechados, incluindo o transporte público durante o Natal. À vista disso, não adiantava ficar muito longe da cidade, já que não haveria transporte até o centro, com exceção do uso das pernas. Por outro lado, as hospedagens na área central são proporcionalmente caras. Como solucionar? Em uma tela do computador, procurei no site Transport for London o mapa que mostrava a rede de trilhos por zona tarifária. Em outra tela, buscava hospedagens próximas ao metrô e no limite da zona tarifária 1 e 2. Como esse trabalho, consegui encontrar hospedagem mais barata em Candem Town e que permitiria conhecer Londres no Natal.
       
      Em Genebra, a questão era embolada. Cogitava ficar em Annemasse, cidade francesa lindeira à Genebra, pois os preços das hospedagens na cidade eram muito inferiores à versão dos suíços. Seria ficar na França, pegar o trem ou ônibus para Genebra e voltar. Mas consegui encontrar um apartamento bem mais barato do que os demais quartos no centro de Genebra e, assim, considerando que a cidade é pequena, não precisando de transporte, que ficaríamos somente por um dia e que provavelmente nada consumiríamos, como ir ao mercado, ficou mais vantagem ficar na Suíça.
       
      Tendo solucionado os transportes e as hospedagens, era a fase de realizar a pesquisa de passeios e atrações, um dos melhores momentos do planejamento de viagem.
       
      Por conveniência, prefiro um guia na forma “clássica”, em formato de livro de bolso, mas não deixo de procurar na internet. Apesar de, na prática, estar tudo registrado num livro, não é tão simples assim – especialmente para quem quer ter uma experiência melhorada e econômica. Como Londres foi a capital do maior império que já existiu, é de se esperar que não dê para conhecer todas as atrações em uma semana. Dessarte, é preciso fazer um roteiro que, pessoalmente, estabeleço da seguinte forma: atração; valor do ingresso; dia e horário de funcionamento. Como a semana que iríamos teria os 3 dias de funcionamento parcial, o desenvolvimento de tal roteiro é ainda mais essencial, sob o risco de ficar mofando na hospedagem e se privar de uma experiência enriquecedora de novas culturas. O mesmo trabalho foi realizado em Paris, contudo foi mais simples – na verdade, Paris é um marco nas artes, mas não tão grande quanto a gente imagina: compare o tamanho da Linha 4 do metrô de São Paulo com uma reta cortando a capital francesa de leste a oeste e tire suas conclusões... (Mas não é por isso que a cidade deixa de ser extremamente densa em cultura e beleza, muito pelo contrário).
       
      Durante a pesquisa sobre as atrações de Londres, li sobre uma promoção das ferrovias britânicas: o 2FOR1 que atende a várias grandes cidades no Reino Unido, incluindo Londres. Essa promoção, que é diferente do LondonPass, consiste em receber o segundo ingresso gratuitamente desde que ambos tenham o bilhete de trem adequado. Com essa “mágica”, pagávamos quase metade do valor original das atrações e usufruíamos de transporte público ilimitado (a economia dessa promoção é tão grande que esta merece um tópico exclusivo de análise). Com isso, Londres, mais bela do que nunca, não me pareceu cara como já ouvi...
       
      Para quem já percebeu no mapa, Londres está mais próximo do Polo Norte do que Vancouver, no Canadá. Não obstante, seu clima é muito mais “quente” do que seria razoável supor, decorrente da Corrente do Golfo que influencia a Europa Ocidental. Por conta disso, as temperaturas mínimas que já atingiram a cidade de São Paulo não diferem muito da média destas cidades. Um bom casaco, luva comum, cachecol e bota são suficientes para esta viagem (só ficou a expectativa de pegar alguma nevasca na Suíça...).
       
      RESUMO
       
      EUROPA é um continente: não adianta querer conhecer vários lugares de uma vez só.
       
      PESQUISAR por passagem aérea pode demorar semanas – mas vale a pena.
       
      VERIFIQUE por passagens aéreas separadas e/ou multidestinos – pode trazer uma grata surpresa.
       
      DEFINA o número de dias de estadia em cada cidade.
       
      RESERVE 1 (um) dia de estadia nas cidades de origem e destino do voo – pode ocorrer imprevistos.
       
      O DESLOCAMENTO entre países da Europa pode ser de carro, trem, avião, ônibus e barco – o ônibus é a opção mais barata.
       
      O preço de voo com MALA DESPACHADA pode ser muito mais caro.
       
      Ônibus e trem noturno: pode economizar uma diária de HOSPEDAGEM.
       
      Ao procurar hospedagem combine junto com os passes de TRANSPORTE.
       
      SUÍÇA é cara [ponto].
       
      PESQUISA de passeios e atrações deve ser feita previamente, para combinar melhor desempenho E economia.
       
      PROCURE por promoções de passeios, como o 2for1 do Reino Unido.
       
      A Europa Ocidental não é tão FRIA como a gente imagina.
    • Por Brunomsilveira
      Olá pessoal, me chamo Bruno e sempre leio os relatos do Mochileiros.com, acho muito útil para tirar ideias e plajenar os roteiros de minhas viagens.
      Hoje resolvi postar um roteiro excelente que fiz com minha mulher pela Escócia e compartilhar algumas dicas com vocês.
      Moro em Londres então a nossa saída foi daqui com destino a Edinburgh e Highlands.
      Realizamos o percurso:
      - Edinburgh – Stirling – Glencoe - Fort William – Inverness - Fort Augustus – Pitlochry - Saint Andrews  

      O melhor período para visitar a Escócia é no verão, variação entre sol e nuvens e um clima ameno, ideal para passear sem necessidade de vestir casacos para não morrer de frio.
      VIAGEM
      Ida de trem para Edinburgh com saída pela king’s Cross Station: 5h de viagem £50 o trecho (recomendo comprar com antecedencia, pois os preços alteram rapidamente).
      Retorno de avião, 1h20. Voos aqui na Europa são bem baratos, gastamos £25 o trecho por pessoa.
      CHEGADA EM EDINBURGH.
      A chegada de trem é pela estação Edinburgh Waverley, bem no centro de Edinburgh. Se for de avião basta pegar o Trams do aeroporto que em 30 minutos você chega na estação, percorrendo todo o centro da cidade e já iniciando com um bom passeio.
      Edinburgh é uma cidade antiga, muito charmosa e cheia de história. Como não é muito grande acredito que dois dias são suficientes para conhecer os melhores pontos turísticos.
      PRIMEIRO DIA.
      Após a nossa chegada na estação fomos diretamente para o hotel deixar as mochilas e já iniciamos o nosso passeio na sequência.
      Iniciamos o nosso tour pela Old Town onde passamos praticamente a tarde toda até a noite. Uma boa subida até lá (prepare os joelhos) para andar sob as ruas de pedra históricas dessa parte da cidade onde verá uma arquitetura impressionante, prédios antigos, igrejas, muito comércio para desfrutar, uma destilaria (The Scotch Whisky Experience - que estava fechada devido ao Covid), e claro, o principal ponto turístico que se encontra no topo: O Castelo de Edinburgh. Devido ao Covid o número de visitantes estava reduzido e não havíamos realizado reserva, mas conseguimos para o final da viagem onde encerraríamos em Edinburgh (https://www.historicenvironment.scot/visit-a-place/places/edinburgh-castle/prices-and-opening-times/ - link para reserva, £15.50 por pessoa).

      Decemos então a High Street com sentido ao Palace of Holyroodhouse, no caminho paramos para almoçar no Gordon Tratorria (excelente comida Italiana, um pouco caro mas recomendamos).
      No caminho, entramos em várias vielas históricas, uma delas a Tweeddale Court que ficou famosa pela série Outlander.

      Chegando ao palácio, tiramos algumas fotos e fomos em sentido ao Holyrood Park (não entramos pois é necessário agendar um tour em torno de £12). Um belo parque para um caminhada com uma linda paisagem da montanha - se quiserem se aventurar, poderão subir ao Arthur´s Seat e ter uma bela vista completa da cidade (não conseguimos pois choveu no momento em que chegamos ao parque – Dica, estamos falando de Escócia, sempre carreguem um guarda chuva consigo no passeio).
      Encerramos nosso primeiro dia em um PUB no centro.
      SEGUNDO DIA
      Acordamos cedo pois havíamos reservado um carro para iniciarmos nossa trip pelas Highlands.
      (DICA: não sei se é um requisito de todas as locadoras, mas a que utilizamos exigia um cartão de crédito com comprovante de residência no Reino Unido, caso contrário terá que pagar pelo seguro separamente, em torno de 30% a mais).
      [LEMBRETE, no Reino Unido a direção é na direita, você estranha um pouco, mas logo se acostuma, fique somente atento nas rotatórias].
      Saímos de Edinburgh pela M9 com sentido a Stirling, cuja principal atração é o Castelo de Stirling. Não entramos no castelo, optamos somente em tirar umas fotos pois o local é muito bonito, há uma excelente vista da cidade e, embora nem todos apreciem, há um cemitério muito bonito que vale também algumas fotos.
      Saimos de Stirling com destino a Glencoe, passando pelo Loch Lomond e pela bela cidade de Callander. Uma paisagem maravilhosa para você desfrutar, uma mistura de lagos e montanhas, locais e mirantes exuberantes para tirar várias fotos e curtir as paisagens. Recomendamos uma parada na The Cabin, para tomar um café e apreciar a vista do lago. Como estávamos no verão, havia muita gente se banhando nas águas do lago a 18 graus, nós não nos aventuramos!

      Glencoe também é uma cidade bem bonita que vale a pena uma parada para fotos e uma bela admirada no Loch Leve. Por ali, almoçamos no Glencoe Gathering. 
      Seguindo rumo, fomos em sentido de Fort William, uma cidade um pouco maior com mais estrutura, muito famosa na Escócia, parada obrigatória. Nela, você pode optar por um Cruise pelo Loch Eil ou uma ida ao Old Castle of Inverlochy.
      Dali desviamos rumo oeste pela A830 para Glenfinnan, 25min de Fort William. Recomendamos fortemente a ida até lá, pois além da paisagem vislumbrante, o local ficou marcado pelo Glenfinnan Viaduct, local que contém os trilhos por onde passou o Expresso de Hogwarts no filme Harry Potter.

      De lá, retornamos a Fort William e seguimos pela A82 rumo a Inverness, e nosso tão desejado destino principal: conhecer o famoso Loch Ness (Lago Ness) onde vive o monstro mais famoso da história!
      O caminho até Inverness é de tirar o folego, belíssimas paisagem entre montanhas, campos floridos, muitas fazendas com ovelhas e o famoso boi escocês, e é claro, uma bela visão a sua direita do Lago Ness.

      Na ponta do lago de onde saem vários passeios, está Fort Augustus, um local muito charmoso com alguns restaurantes e pubs, lojas e uma bela vista do Lago.

      Na metade do caminho a Inverness está o Urquhart Castle, vale a pena a parada para umas fotos ou visita ao local (necessário reservar antes e ficar atento pois fecha as 19h, no caso como realizamos uma trip longa de carro chegamos tarde então resolvemos somente tirar umas fotos e seguir viagem).
      Próximo dali está o Loch Ness Centre & Exhibition, onde você pode parar para um café e aproveitar para ver as opções de passeio.
      Finalmente, chegamos a cidade de Inverness. Uma cidade maior com uma boa estrutura. Reservamos o hotel (Glen Mhor Hotel & Apartments) em frente ao rio com restaurantes bem aconhegantes ao lado do hotel e do outro lado do rio.

      TERCEIRO DIA
      O principal atrativo da cidade é o Castelo de Inverness. Fechado devido ao Covid, apenas passamos para tirar umas fotos e admirar a cidade do topo.

      Tiramos a manhã para fazer um passeio pela cidade, bem maior com infraestrutura e até aeroporto, passamos pelo centro principal e almoçamos por lá. A tarde, fomos até o Ness Islands, um parque pequeno, porém bem aconhegante com muita beleza e tranquilidade para um descanso pós almoço. Dali fomos ao Botanic Gardens, muito próximo dar pra ir apé, e o melhor: gratuito.  

      A tarde, descemos de carro para Fort Augustus, para fazermos o cruise pelo Lago Ness (há diferentes tipos de passeios, de 1 a 2h que saem de Fort Augustus ou Inverness, recomendo pesquisar o local que preferem sair para planejarem a viagem, pois o lago é muito extenso e leva cerca de 50 minutos para chegar a Fort Augustus de Inverness). Outra coisa, procurem chegar com antecedência para conseguirem um lugar na parte superior do barco, pois é em ordem de chegada.

      Como o passeio terminou por volta das 17h, resolvemos ficar por ali, tomar uma cerveja e apreciar o local. Reservamos o hotel ‘The Inch Hotel’, super aconchegante com bar e uma vista bonita do lago.
      A noite, jantamos no Bothy Restaurant & Bar. Dica, a cozinha fica aberta até as 20h, então sugiro chegar mais cedo.
      QUARTO DIA
      No quarto dia, tomamos rumo pela A86 com destino ao Cairngorms National Park (como estávamos com os dias contados apenas passamos pela região, mas no parque existem várias trilhas e passeios para fazer). Mais paisagens vislumbrantes, uma mistura de florestas com planícies e alguns lagos.

      Paramos na Dalwhinnie Distillery, uma bela loja de Whiskeys com tour pela destilaria caso desejarem. Como estava dirigindo, apenas apreciamos a loja e seguimos rumo a cidade de Pitlochry. Muito pequena e charmosa, paramos para um almoço na ‘The Coach House’. Recomendamos um passeio pelo rio para descansar e apreciar a vista.
      De Pitlochry seguimos para Saint Andrews pela A9. Banhada pelo mar e muito famosa pelos inúmeros clubs e campos de Golf, Saint Andrews nos pareceu muito simpática, em algumas horas de caminhada pela costa você consegue visitar os principais pontos turísticos que são: o Castelo, a Catedral e a  Swilken Bridge.
      Daqui, seguimos novamente para Edinburgh onde encerraríamos nossa viagem.
      QUINTO DIA
      No último dia, tiramos a manhã para fazermos um tour pelo Castelo de Edinburgh (£15.50 por pessoa, + £3 pelo tour guiado, recomendamos comprar somente um fone e dividir com seu paceiro). Berço da história escocesa, ficamos em torno de 2 horas no Castelo desfrutando das          suas histórias e da bela vista de toda Edinburgh.
      A tarde passeamos pelo outro lado da Old Town pela Grassmarket, contornando todo o castelo. Por fim, demos uma volta pelo comércio da New Town, onde recomendamos uma caminhada pela Princess St para admirar a vista do castelo e da catedral. Bem agitada, nessa parte da cidade você pode aproveitar um passeio noturno pelos bares e pubs.
       

      ESPERO QUE APROVEITEM!!!!!
    • Por Felipe Marques Santana
      Venho aqui compartilhar o meu mochilinha de 27 dias pela Europa. Essa foi a 1ª experiência no continente. Com certeza, voltarei muitas outras vezes.
      Bom, iniciarei pelo planejamento.
      Comprei passagens de ida e volta por Bruxelas, pois tenho uma amiga que mora numa cidadezinha não muito longe de lá: Boortmeerbeek.
      Comprei com muita antecedência, no mês de maio, mas consegui um bom negócio: 2400 reais pela cia Air Europa. Os voos tinham escala em Madri, pois não há, por nenhuma cia, voos diretos até Bruxelas.
      No mês de setembro reservei os hostels em Paris, Amsterdã, Berlim e Londres. E comecei a pensar como faria os trechos internos. Bom, na maioria dos casos utilizei o trem, todos tíquetes comprados com 3 meses de antecedência para pagar um menor valor. Os trechos Bruxelas>Paris e Paris>Amsterdã foram realizados com o Thalys. No primeiro paguei 22 euros e no segundo 29 euros. Já de Amsterdã a Berlim, preferi fazer aéreo, pois o trem demorava 6 horas e além de tudo o preço não era atraente. Acabei comprando a passagem pela Easyjet (60 euros, com direito a despachar uma mala); no trecho Berlim>Londres comprei pela Easyjet também, com o mesmo preço e as mesmas condições. Em Londres queria fazer um bate-volta a alguma cidade do interior, e acabei escolhendo Cambridge pelo preço das passagens de trem (12 libras ida e volta!). Para finalizar, fiz o trecho Londres>Bruxelas de Eurostar, uma facadinha: 60 euros! =(
      Tíquetes de atrações, só comprei 2 de forma antecipada: visita à casa da Anne Frank em Amsterdã (10 euros) e London Eye (24 libras).
      Com tudo certo, só restava viajar!
      E numa data inusitada: 31 de dezembro! Como não ligo muito para Ano Novo, decidi ir nessa data: um dos motivos para as passagens estarem baratas! hehehe
      Fiz o voo de São Paulo a Madri em uma saída de emergência, pois o atendente ao ver a minha altura (1,91m), ficou com pena de mim! O voo foi ótimo! =) A aeronave era um pouco antiga, mas não foi um problema. A comida servida era muito boa! E tinha água e refrigerante no fundo da aeronave à vontade, era só pedir. Uma vez em Madri, esperei cerca de 3h pela conexão, nada que atrapalhasse, mas o aeroporto estava com as lojas fechadas e meio vazio. O segundo voo também foi em aeronave antiga, mas foi tão tranquilo quanto ao outro. Ao chegar em Bruxelas, andei, andei, andei, andei até chegar à área onde estavam as esteiras, peguei a minha mala (ufa, ela chegou!) e esperei a minha amiga chegar para me buscar.
      A casa dela não era muito distante do aeroporto, em cerca de 40 minutos, já estava lá, local que ficaria 4 dias no início da viagem e mais 1 no final.
      Nesse primeiro dia, praticamente descansei, almocei e depois à noite fui até Bruxelas encontrar uma amiga que estava lá por coincidência! =) Para ir até lá, fui de trem. Na Bélgica os trens regionais funcionam bem e quase sem atrasos. As compras podem ser realizadas pelo site da Belgium Rail, ou em máquinas nas estações. As máquinas aceitam cartão e moedas, esqueçam dinheiro!
      Passagem de ida e volta comprada, era só embarcar. De Boortmeerbeek até Bruxelas era mais ou menos 1 hora, com uma troca de trem em Mechelen, uma cidade maior e com mais conexões. Há trens muito antigos, mas também há aqueles modernos, porém vários deles são pichados na parte externa, achei estranho Bom, chegando na estação Brussels Centraal/Bruxelles Central (tudo em Bruxelas é bilingue, inclusive o nomes das cidades!) fui até a Grand Place/Grote Markt de lá, que é um espetáculo à parte. Ainda estava rolando a feira de Natal, além de a cada hora um lindo show de luzes. Quando cheguei encontrei a praça assim:

      Linda, não? É o lugar mais bonito de Bruxelas, sem dúvida! =)
      Encontrando a minha amiga, fomos até ao Bar Little Delirium (não fomos ao grande, por ser muito lotado). Lá pudemos provar vários tipos de cerveja belga (as melhores da viagem) por preços razoáveis. Também aproveitei a ocasião para provar uma daquelas delícias culinárias belgas: o waffle. Esse tinha nutella e morangos! Muita vida! hehehe
      Depois de mais um rolê pela cidade, me despedi dela, pois era tarde e tinha que pegar o trem até Mechelen (ou Malines, em francês), onde a minha amiga e o seu noivo me esperavam, pois não haveria mais trens para Boortmeerbeek. =(
      Eles aproveitaram para me mostrar, de carro, como era a cidade. O lugar mais interessante é a Catedral Metropolitana, que possuía na idade média, uma das torres mais altas da Europa, pois a cidade era um entreposto comercial importante.

      Bom, escrevi bastante. No próximo post continuo o relato. (Obs: pode ser que demore um pouco, tanto pelos detalhes, quanto falta de tempo mesmo! hehehe)
      Até a próxima!

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