Ir para conteúdo

PRIMEIRO MOCHILÃO! UK-2017 (INGLATERRA E ESCÓCIA - 21 DIAS - JUNHO)


Posts Recomendados

  • Membros
Em 07/02/2018 em 13:32, madnessville disse:

@amandaplima Vi no tópico do roteiro que você fez uma planilha para o planejamento da viagem, se não for pedir muito, pode mandar no meu e-mail por favor ([email protected])? Queria uma base para formular um planejamento, também quero viajar pela 1x em meados de 2019!! 

Adorei as fotos!! Meu sonho conhecer o reino unido..

 

Oie!

Desculpa a demora... enviei sim, deve tá no e-mail! :) 

Muita sorte, espero que sua viagem dê super certo... o Reino Unido é lindo demaaaais! 

Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros

Desculpe a demora!

DIA 5 – 08/06/2017 – QUINTA FEIRA

Hoje o único compromisso marcado que eu tinha era a visita aos estúdios do Harry Potter, em Leavesden.

Enquanto estava reservando as atrações, vi que as visitas ao estúdio esgotavam rápido, mas na primeira vez que entrei ainda não haviam aberto pras datas que eu queria. Quando entrei de novo, já tava quase tudo esgotado! O único dia e horários que eu conseguiria comprar eram na segunda ou na quinta ás 18:00.

Entrei nas informações e vi que na quinta o estúdio ficava aberto até as 22h, então comprei para esse dia. A parte boa foi que consegui ter praticamente o dia todo para fazer outras coisas, porque só precisaria chegar lá com cerca de 20 minutos de antecedência.

Então, quando sai do hostel naquele dia, decidi que iria conhecer um parque. Como o Hyde Park e o Kensigton Gardens meio que se encontram e eu conheceria os dois em um dia (ou pelo menos um pedaço), decidi ir pra lá.

Vale dizer: nesses dias que eu não informo sobre café da manhã é porque eu tomava só um copo de leite com café no hostel e comia alguma fruta, então não custava nada (eram coisas que eu tinha comprado no mercado do outro dia ainda).

Fui de metrô até a estação Hyde Park Corner e de lá já entrei no parque.

Como fui no fim da primavera, a maioria das flores estavam no pico ou já começando a murchar, mas já deu uma cor no parque, que é bem verde. As áreas para caminhada, pra andar de bicicleta, pra simplesmente sentar e fazer um pique-nique ou tirar um cochilo são ótimas!

_DSC0891.thumb.JPG.dd557aa9d5fa977671d64ce65623d25f.JPG

_DSC0893.thumb.JPG.fa97ad16fd799d9e75140145f0869760.JPG

_DSC0904.thumb.JPG.61e2c8fbea0726c3e2b177fb2619a146.JPG

_DSC0908.thumb.JPG.f48cf342324f4d234c684ec4b8098ca7.JPG

_DSC0933.thumb.JPG.9446174e9bdd62e2395f9308676fa3af.JPG

 

E o parque é cheio de animaizinhos de asas gente! Tem patos, cisnes, gansos, corvos, pombos... e eles caminham entre as pessoas de boa. Só não tenha ideias de comer qualquer alimento perto deles se não tiver intenção de compartilhar, se não vai acabar perdendo uma mão hahaha

_DSC0946.thumb.JPG.a31e5e87b2091080c4c621fba0055c89.JPG

_DSC0956.thumb.JPG.c229fd3b66f993d1894324be80ae8203.JPG

O parque é todo bonitinho, e realmente vale a pena se perder por lá, pra deixar a correria da cidade de lado um pouco. Eu fiz uma rota mais curta, porque o parque é gigantesco, então só fui margeando o Serpentine até a ponte, atravessei, e dali fui até o Albert Memorial.

_DSC0964.thumb.JPG.1a81f3a7a008d7b824a2917c34dfcae3.JPG

_DSC0988.thumb.JPG.b40501585983e7745397b2e0c8c9ea4a.JPG

_DSC1059.thumb.JPG.9d9baa66aeff2024f26b9b34eb9beec6.JPG

De lá eu segui por trás dele e fui procurar a estátua do Peter Pan, que meu companheiro de voo italiano havia me indicado. Procurei durante um tempão – junto com o memorial da princesa Diana –, quando encontrei já estava quase desistindo... ô trenzinho escondido.

_DSC0001.thumb.JPG.13f6c6bae3462a0e4efed4c0635a529c.JPG

Sentei num banco por ali e comi minhas frutinhas, tinha levado meu potinho com morangos e ameixas, e tinha uma Pringles na mochila também, então esse foi meu almoço.

_DSC1085.thumb.JPG.d38e3d90092c5ee55f60c3877c6d10b8.JPG

Nessa hora já tinha desistido do memorial a princesa Diana... de verdade, parecia que em cada placa que aparecia eles indicavam uma direção diferente... desisti! Hahaha

Segui então para o Kensington Gardens, e fui andando até o palácio. Logo em frente tem um lago redondo, que se chama Round Pond, e tinha vários patinhos e cisnes por lá também, então sentei por ali um tempo e fiquei comendo uns M&M’s (a sobremesa). Sério, fui a Sra. Saudável nessa viagem, como podem ver! :D

_DSC0032.thumb.JPG.f3d72ae9c9846d85a71c9361e58907f4.JPG

_DSC0052.thumb.JPG.02636ecae69a93f497ce01c205a18e76.JPG

Quando olhei no relógio, vi que já eram mais de 13h, e eu ainda queria ir até o Museu de História Natural, então terminei a volta no lago, passei em frente ao palácio e segui para a saída do parque.

Calculei mal a distância do Palácio ao Museu, e, além de ser mais longe do que eu tinha imaginado, já estava cansada de andar a manhã inteira no parque, então caminhei o que pareceu um bom tempinho até chegar lá - mas provavelmente não foi tanto assim, já eram quase 14h quando cheguei.

Ao entrar no museu sua bolsa passa por uma revista e depois você já pode curtir o passeio. Como ia fazer uma visita bem superficial, acabei não me informando sobre aqueles mapinhas, só fui acompanhando as placas.

_DSC0074.thumb.JPG.26c617a81ff8403e17cce1273c48865d.JPG

Como meu ingresso pro tour era só para as 18h e eu planejava chegar lá uns 15 minutos antes, precisava pegar um trem que saísse de Londres no máximo 17:10, porque de Euston a Watford Junction (estação de trem mais próxima dos estúdios) leva 20 minutos e o ônibus que te leva da estação até os estúdios leva uns 10, então, pelos meus cálculos, teria cerca de duas horas para explorar o museu e depois já deveria ir me mexendo para chegar em Euston. Sim, se mais alguém acha que meu cálculo exato até o último minuto não ia dar certo... só continue acompanhando.

Assim como a maioria dos seres viventes, na minha falta de tempo, segui direto para a sessão dos dinossauros xD

_DSC0078.thumb.JPG.ab7c8b522b567cd7a55fce9ece4e0d1e.JPG

No caminho fui vendo outras exposições, a que mais gostei foi uma muito interessante sobre animais extintos.

_DSC0082.thumb.JPG.048b4a06eda628f514c2a62c71e6aefd.JPG

Também passei pela parte de animais marinhos (tão grandes que nem cabem direito na foto).

_DSC0127.thumb.JPG.8786ce70038c665844c68306a8913a9a.JPG

Enfim, o museu é muito grande, eu não vi nem 15% do que tinha em exposição, tanto pela minha lerdeza quanto pela minha falta de tempo.

_DSC0092.thumb.JPG.658ece1f9d71934e6c983dae832b7c4f.JPG

Acredito que deve ser um museu especialmente legal de visitar em família, ainda mais se tiver crianças junto, mas mesmo sozinho dá pra aproveitar sim.

_DSC0105.thumb.JPG.87e579a8107c1d48dfbf4bf3098ac021.JPG

Quando deu 16:10, decidi já começar a me mexer pra ir embora, mas acabou que saí por um lugar diferente de onde entrei e não tinha a menor ideia de como chegar na estação de metro dali. Pedi informação pra um guarda na porta do museu, pelas direções dele eu teria que andar bastante pra chegar lá e nessa hora já estava muito cansada. Mas enfim, fui na direção que ele indicou.

Já tinha andado dois quarteirões enormes quando vi um ponto de ônibus. Parei pra olhar o painel informativo e vi que aquela linha passaria pela estação de Hyde Park Corner. Olhei pra quadra da frente, onde, de acordo com o guarda, deveria estar a estação de metrô e não vi nenhuma placa indicativa. Eu estava cansada. Então todos esses fatores influenciaram minha escolha de esperar por aquele ônibus.

Ó, como eu estava errada! Aquela não havia sido uma boa escolha...

Em primeiro lugar, no painel dizia que havia um ônibus a cada 12~15 minutos, ou seja, mesmo que tivesse acabado de passar um, ainda sim o próximo não demoraria muito pra passar.

Demorou. 17 minutos.

Ok, tuuuudo certo. Peguei o ônibus, e eram só 5 pontos até Hyde Park Corner.

Nessa hora já passava das 16:30, então as pessoas que saem do trabalho, bom, já estavam saindo do trabalho. O trânsito estava infernal e o ônibus andava poucos metros a cada abertura de semáforo. Aquilo foi me dando um negócio ruim.

Sei que, ao fim e ao cabo, o ônibus FINALMENTE chegou na estação de Hyde Park Corner ás 17:10. SIM, AS 17:10. Nessa hora eu queria morrer.

Não existem registros fotográficos desse momento de desespero, porque... né.

Desci a escada pra estação do metrô igual uma doida, fui londrina pela primeira vez e ao chegar nas escadas rolantes, eu era uma das pessoas descendo pelo lado esquerdo.

Como já passava das 17h, o metrô estava bufando de gente. Mesmo correndo que nem uma doida, não consegui subir no primeiro metrô que passou. No segundo eu consegui entrar, e dai, ao descer na estação de Euston, fui desesperadamente procurando pelas placas que indicavam onde ficava a estação de trem.

Gente, quando cheguei lá pensei “fudeu”. Era muito grande, com dezenas de telões! Eu já estava atrasada, não sabia onde ver a informação, ainda nem tinha comprado os tickets e já eram 17:23!

Sim, gravei até os minutos, porque quando se trata de pegar um trem, todos os minutos contam!

Corri pras máquinas, comprei o ticket (ida e volta £ 17.90), pedi ajuda para um funcionário sobre onde ficava a plataforma de onde aquele trem partiria, porque não consegui me localizar nos telões – provavelmente por nervoso.

Tinha um trem partindo naquele minuto, não ia dar tempo, e o próximo partiria as 17:34.

Foi nesse que eu subi, nesse momento tudo na minha mente se embaralhava e eu já pensava nas mil desculpas trágicas que inventaria pra moça da bilheteria me deixar entrar.

Chegando na estação de Watford Junction, que é bem pequena, foi fácil encontrar o ponto onde o ônibus que vai para o estúdio parava - é bem em frente e tem um painel enorme, não dá pra errar nem tentando. Tinha me esquecido que faltava essa perna da viagem.

Eram 18h00 no momento que cheguei no ponto, o ônibus chegou as 18:06 e saiu dali as 18:12. Você tem que comprar uma passagem de ida e volta aqui também, custa £ 2.50 e você paga direto para o motorista.

Sabe quando chega aquele momento em que você está tão nervosa que varia entre momentos de “MEU DEUS DO CÉU, COMO ISSO FOI ACONTECER?” e “ah, quer saber? Foda-se”... Então, foi assim que eu fiquei durante todo o tempo que levou pro ônibus chegar lá, inclusive enquanto eles passavam um filmezinho com o Jason Isaacs falando sobre o tour – que eu nem consegui prestar atenção.

Durante esse vídeo a única parte que chamou minha atenção foi quando falaram que quem quisesse podia trocar o e-mail pelo ticket nas máquinas automáticas, não precisava ser na bilheteria. Eu achei ótimo, porque pensei “AHÁ! A máquina vai me dar o ticket mesmo eu estando atrasada!” – o que na verdade não fazia sentido, porque não dá pra convencer uma máquina se ela decidir que você perdeu seu horário.

Quando o ônibus parou eu fui a primeira a descer, sai andando muito rapidamente em direção as máquinas, já estava com o e-mail da compra na mão. Cliquei nos botõezinhos e passei o código de barras que vinha no e-mail e... ELE ACEITOU! :D A máquina então liberou meu ingresso e lá, amigos e amigas, constava os seguintes dizeres:

“Entrada entre 18:00 e 18:30”.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH MULEQUE! Olhei no relógio e eram... 18:28!!!

Ainda faltava um obstáculo! Então, voei pra porta de entrada, entreguei meu ticket, o rapaz passou no leitor e “Seja bem vinda!”.

Ah meu Deus, nessa hora eu queria chorar. Nem acreditei. Estava tão aliviada que senti minhas costas perdendo 20 kg de tensão. Nunca. senti. tanto. alívio. na. minha. vida.

Finalmente respirei fundo, e fui usar o banheiro hahahahaha

Não tinha conseguido usar o banheiro desde que saí do hostel de manhã! Estava muuuuuuuuuuuuuito apertada. No parque os banheiros ficam em lugares específicos, e eu ia ter que andar demais pra chegar em um. No museu eu cheguei a ir ver, mas nos dois banheiros que encontrei tinham filas enormes de criancinhas em passeios da escola. E, depois, bom, depois usar o banheiro era o último pensamento na minha cabeça.

Assim que você chega no salão de entrada do estúdio tem uma Starbucks do lado esquerdo, banheiros a frente e a gift shop fica do lado direito. A entrada do tour também fica logo em frente.

_DSC0138.thumb.JPG.81f0b811274d30c8302bbce1012f59ff.JPG

_DSC0141.thumb.JPG.06f94e091f3f7eebce0ba03ce9120add.JPG

_DSC0145.thumb.JPG.ad54231aa19ba44fa2b2dca6369efda6.JPG

Quando saí do banheiro ouvi eles anunciando o último tour do dia, que começava as 18:30. Eles avisam no próprio site que o tempo médio de duração é de três horas. Eu queria ter conseguido chegar as 18h porque me conheço, e se outras pessoas fazem em 3h, eu faria em 4h com facilidade, mas enfim, não deu!

Primeiro você entra em uma sala onde são passadas algumas informações, antes do início do tour propriamente dito, e foi onde eu fiquei sabendo que o último ônibus de volta pra estação de Watford Junction partia dali ás 21:40, ou seja, ia ter que sair do estúdio umas 21:30 ¬¬ Não curti.

Depois disso já começa o passeio, eles passam um filmezinho de introdução e depois você já fica livre para explorar por conta própria.

_DSC0153.thumb.JPG.b780f754d19f2aa377441ee00343f899.JPG

_DSC0213.thumb.JPG.edae3f52f413e20812aadf26bdb41288.JPG

Não vou entrar em detalhes, é uma coisa mais específica então, de modo beeem geral: existem os cenários montados, da forma como ficaram depois dos últimos filmes, atividades interativas, exposições com maquetes e desenhos e toda a parte artística e criativa dos filmes também. A parte mais legal foi o Expresso de Hogwarts <3 Sim, ele é de verdade e você entra nele!!! Depois tem um lugar onde você pode comprar uma cerveja amanteigada com a caneca de souvenir (£ 6.95) e dar uma descansada. Minha opinião: a cerveja é ruim pra caramba, mas você precisa tomar pra comprovar por si próprio ::lol3:: 

_DSC0232.thumb.JPG.91aff516d073d23284e84e52ca322003.JPG

_DSC0243.thumb.JPG.aa5ea55c96bd68cc65b49dce3707f24f.JPG

_DSC0259.thumb.JPG.af060b14dfd2014d6d232d0f639a3a75.JPG

_DSC0301.thumb.JPG.d44f8e47eddaa1b85101b2d5e288923e.JPG

_DSC0358.thumb.JPG.8fd53b718e0f9c8154b311c0c5f9f975.JPG

A parte mais mágica, pra mim, que encheu os olhos de lágrimas, foi o Beco Diagonal. Com trilha sonora e tudo.

_DSC0466.thumb.JPG.4ea66252264a9f396d2127b55330d7d5.JPG

A última parte do passeio é na sala onde fica a maquete de Hogwarts que era usada para as filmagens áereas, e é muito linda e perfeita! *_* Também tem trilha sonora, é de encher uns baldes viu... só quem cresceu com Harry Potter pra entender a emoção de estar nesse lugar <3  É como se sua carta de Hogwarts tivesse, finalmente, chegado.

_DSC0476.thumb.JPG.e0b9ab5897e1b4ebb5492076b0fa6703.JPG

No fim do passeio você sai dentro da loja do estúdio, e mano, dá pra fazer um estrago lá viu. Tem de tudo! As varinhas de todos os personagens, roupas, acessórios, canecas, jogos de cama, toalha de banho etc etc etc. Muita coisa mesmo! Como eu já sabia que tudo era muito caro, decidi que não compraria nada lá, ia procurar em alguma loja estilo Primark ou em Camden Town por camisetas mais baratas. A única coisa que não deu pra não comprar foi uma caixinha de Feijõezinhos de Todos os Sabores e dois Sapos de Chocolate, um pra mim e um pro meu irmão. Custou um rim e uma córnea, mas não tinha como não comprar haha

WP_20170608_048.thumb.jpg.6e3943d09197dc1a36af60dd215158bb.jpg

WP_20170608_055.thumb.jpg.afcbe78764b093449c4ae454a21b661e.jpg

Fiquei meio puta por causa da situação do ônibus sair as 21:40, porque isso me fez correr no final do tour e mal tive tempo de ver muita coisa da loja. Não faz o mínimo sentido o último ônibus sair as 21:40 se o estúdio só fecha as 22h, mas enfim, decidi que não ia me atrasar pra mais nada nesse dia, então fui pro ponto as 21:30 rs

WP_20170608_056.thumb.jpg.ac9e9b9ec823703b36922b7c4b2d21ec.jpg

Voltando pra Watford Junction, tinha um trem saindo em dois minutos, então só deu um monte de gente – vários fantasiados de bruxos, por sinal – cheios de sacolas correndo que nem doidos pela estação de trem hahaha

A volta foi de boa, tudo que podia ter dado errado naquele dia já tinha dado hahaha Em Euston, peguei o metrô pro hostel e cheguei lá quase 22h30. Depois disso ainda fui tomar banho e comer. Não lembro bem o que comi, mas acho que deve ter sido Pringles de novo. Sim, minha alimentação nessa viagem foi exemplar (y). Ainda liguei pra casa pelo Skype. Fui dormir tarde, já era quase 1h.

 

GASTOS

Ingressos £ 39.00 (Harry Potter Tour)

Transporte £ 20.40 (passagem de trem + ônibus)

Souvenirs £ 40.75 (2 canecas de cerveja amanteigada + 2 sapos de chocolate + 1 feijãozinho)

 

 

 

  • Gostei! 3
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • 1 mês depois...
  • 3 meses depois...
  • Membros

Amanda, eu EXIJO o restante deste relatório! kkkkkkkkkkkk

Seu relato tem sido uma biblia para mim, pois eu estou planejando viajar para Inglaterra e Escócia no ano que vem. Seus posts são tão completos, que parece que já fui e voltei! kkkkkkk Amando aqui! 😍

Por favor, não abandone este projeto de nos contar suas peripécias por aqui!

  • Gostei! 2
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • 3 semanas depois...
  • 2 meses depois...
  • Membros

gente divina do céu!!!

não recebi as notificações de comentários do post e realmente desandei da vida porque tava estudando pra concurso, mas agora tô de volta!!! prometo que agora no feriadão vou tentar postar o restante! o pior é que tá tudo escrito só não tive tempo de postar mesmo... essa semana SEM FALTA eu posto!!! 

muito obrigada pelo carinho e pelos comentários!!! 😘😘

  • Gostei! 4
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros

DIA 6 – 09/06/2017 – SEXTA-FEIRA

Nesse dia meu plano era visitar o British Museum. Já tinha me conhecido como turista o suficiente nesse momento pra fazer qualquer plano além desse hahaha meu único outro objetivo era conhecer Covent Garden no fim do dia, mas esse não tinha hora pra fechar, então de boa.

Acordei cedo com o corpo meio dolorido – provavelmente porque andei muito mais do que tinha planejado no parque no dia anterior – então voltei a dormir mais um pouco. Também não podia esquecer que eu tava de férias né. Quando saí do hostel já eram 11h.

Eu tinha planos de comprar uma segunda mala, no fim da viagem, porque a minha tinha vindo no limite de espaço, então não caberia nada que eu comprasse. Tinha pesquisado e vi que na Primark vendia malas com bons preços, então fui pra lá antes de começar meu dia turístico. Desci na estação Tottenham Court Road e fui na Primark Oxford Street East.

_DSC0511.thumb.JPG.6cffcb423d59f023f37d169cc3894ebf.JPG

Gente do céu. O que é aquele lugar.

_DSC0519.thumb.JPG.f3cef9aee1d57316cc1229bfaa85f467.JPG

Primeiro que aquela nem é a maior loja deles ali, mas já era mega enorme, com quatro andares e tinha de tudo para todos os gostos! E, realmente, muita coisa muito barato!

_DSC0520.thumb.JPG.720dca21f68969107fdcf2af234860ce.JPG

Foi difícil passar incólume, ainda mais porque demorei eras pra achar onde ficavam as malas, e andei por todos os setores haha Mas venci! Saí de lá sabendo que iria precisar comprar uma mala maior do que a minha, e não uma igual, como era meu plano, porque né haha

_DSC0525.thumb.JPG.a166f98dad238bb61c3b75b6e5c44345.JPG

Quando voltei pra rua decidi que faria pelo menos uma refeição no horário certo nessa viagem haha e várias pessoas já tinham me falado a respeito do bendito Shake Shack, então, quando sai da Primark e comecei a andar em direção ao Museu, acabei passando na frente de um e pensei “É HOJE!”.

Nossa gente, que alimento maravilhoso que era aquele! HAHAHA Tava comendo tão mal até então, e minha única experiência com hambúrguer tinha sido o McDonalds-blergh e o hambúrguer do pub que também não tava aquelas coisas, então fiquei tão feliz por encontrar alguma coisa que eu gostei ❤️

7.1.thumb.jpg.07a630e922a34da4956131da35e4052a.jpg

Não era muito barato, um hambúrguer, uma porção da famosa batata frita com queijo e uma limonada saíram por £ 12.25. Era o valor de um almoço num pub, basicamente.

Agora a melhor parte dessa experiência foi a atendente... gente, melhor pessoa da vida me atendeu lá! Hahahaha Na minha segunda visita a esse estabelecimento descobri que o nome dela é Amanda, daí ficou explicado o porquê dela ser tão incrível obviamente xD Mas ela é um doce, eu tava meio perdida porque, obviamente, nunca tinha ido lá, e quando você passa pelo caixa eles te dão aquele controle que vibra e apita quando seu pedido está pronto, mas eu não sabia onde retirar o pedido e nem onde sentar, porque o lugar tava cheio. Ela me viu parada olhando pros lados que nem barata tonta, então fui perguntar onde eu retirava o pedido e ela, muito desinibida, pegou o controle da minha mão e disse “não se preocupa com isso querida, onde vai sentar?”, como a única mesa vazia era uma enorme, ela limpou uma mesa de dois lugares que um rapaz tinha acabado de sair e me acomodou lá. Então me perguntou se eu queria ketchup e maionese, e, quando meu controle apitou, ela pegou meu pedido pra mim, passou pela mesinha onde ficam todos os “acessórios” do lanche e já trouxe direto na minha mesa ❤️ Ela conversou um pouco comigo, enquanto zanzeava pelo lugar limpando as mesas, atendendo outras pessoas e tal. Muuuito gente boa!

Quando sai dali estava estufada depois de fazer uma refeição completa pela primeira vez em 7 dias. Segui meu mapa caminhando e então cheguei no Museu Britânico.

_DSC0533.thumb.JPG.8563e03c890b71f0051a6905aabe9f49.JPG

Aqui foi onde enfrentei a maior fila de toda a viagem. Mesmo sendo gratuito e não tendo bilheteria nem nada. A segurança aqui foi a mais minuciosa, o que fazia a fila andar um pouco mais devagar. Deve ter demorado uns 15 minutos no total.

Uma vez dentro do museu decidi que ia fazer o negócio do jeito certo. Fui até aquela parte central, do teto bonito, e lá aluguei um áudio guia por £ 6. Também peguei um mapa do museu por ali. A entrada é gratuita.

_DSC0557.thumb.JPG.e7df3dd844d1bbf7312258f43c47ba59.JPG

Como o museu é bem enorme, decidi primeiro ver as coisas que mais me interessavam e depois, de acordo com o tempo, visitar o resto. As sextas-feiras o museu fica aberto até as 20h, então já tinha planejado visitar nesse dia pra poder ficar ad eternum lá dentro, sem nenhuma preocupação de horário :D

Comecei pelas alas do Egito e Grécia e Roma Antigas.

_DSC0577.thumb.JPG.a1bfba4509230cbdc1264ce08e27a130.JPG

_DSC0583.thumb.JPG.fbd003ae21046e1f9413ce21a79a997e.JPG

_DSC0586.thumb.JPG.4f1b182d2c4179cd0fb466b6aa0f4a79.JPG

Depois fui para a área da Europa, Oriente Médio, Ásia, Américas e por último visitei a ala Africana. O museu é separado por alas tanto de épocas quando de locais, então fica mais fácil ir direto no que quer ver ou simplesmente seguir o roteiro andando por tudo.

_DSC0648.thumb.JPG.b4754a6f6efb7e5ca58cf2b0f6ed5372.JPG

_DSC0664.thumb.JPG.47998eeca62ac08f17da3028da1fc7dc.JPG

_DSC0676.thumb.JPG.01fefe03f6195676a82190934518248c.JPG

_DSC0697.thumb.JPG.861a9b98b29fd645f5dffaecd822219e.JPG

_DSC0771.thumb.JPG.6fbc8a4b51079b6fcd0448ec398dd0af.JPG

_DSC0780.thumb.JPG.e464b05191a25eab3c53a05d74217614.JPG

_DSC0785.thumb.JPG.173bc163ba0b02da6dbc3159e2ea7c3f.JPG

Ninguém me tira da cabeça que esses dois são Voldemort e o Michael Sheen!

_DSC0826.thumb.JPG.e23a94bc7e5587cf3cba7fe19f174a60.JPG

_DSC0846.thumb.JPG.5dfa35f795eebb43208b3e4de958c046.JPG

Acho que andei pelo museu todo. Se vi tudo... não. Até porque tem certas coisas que são bem específicas, e deve interessar mais a quem já tiver algum conhecimento a respeito, então você acaba olhando de longe e é isso aí.

Outras coisas são bem interessantes pra qualquer pessoa, eu acho. Como a Ala Egípcia e as partes do Parthenon.

Algumas coisas que me interessaram bastante foi a sala com o que restou do Mausoléu de Halicarnasso (uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo), as peças de xadrez de Lewis, as múmias, a sala com os relógios, e, incrivelmente, porque eu não achei que gostaria tanto disso, a sala com as cerâmicas chinesas... achei uma graça! J

Dentro do museu só comprei um suco de laranja, que foi bem caro, £ 3.

Quando saí do museu já eram mais de 19h, então, apesar de cansada, decidi seguir com meu planejamento e fui até o Covent Garden.

_DSC0868.thumb.JPG.0e5c34d695daf71f2906e38dfc64d2a8.JPG

Achei o lugar muito lindo! Eu acho que teria sido mais legal visitar acompanhado de alguém, porque daí você poderia sentar em uma das mesinhas, pedir alguma coisa pra lambiscar em um dos restaurantes e só ficar ouvindo os artistas cantando ao vivo por lá. Sozinha não deu graça de fazer isso haha

_DSC0873.thumb.JPG.9184597be6dd71c3814ea2ddea41c59b.JPG

Comprei dois macarons na Ladureé (£ 3.70) e sentei numa calçada, do lado da St. Paul’s Church, e comi enquanto via o movimento. Tem alguns restaurantes com espaço no terraço do prédio, então pra quem quiser ir lá para jantar deve compensar reservar antes e pegar uma dessas mesas, com a vista exclusiva lá de cima.

_DSC0890.thumb.JPG.eb7cc1fdda276d158f7be6b7d69b3591.JPG

Não fiquei tanto tempo lá, devo ter andando cerca de 1h.

De lá fui pro hostel e me recolhi mais cedo, nos dois dias seguintes iria fazer daytrips e queria dormir bem, pra não correr o risco de perder a hora e o trem por falta de sono!

 

GASTOS

Alimentação £ 18.95 (Shake Shack + Suco de Laranja + Macarons).

Áudio guia £ 6.00.

 

  • Gostei! 4
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Membros

DIA 7 – 10/06/2017 – SÁBADO

Bom, nesse ponto vocês devem estar pensando “a viagem dela foi tranquila o suficiente, nenhum grande perrengue ou grande aventura aconteceu, que bom que deu tudo certo”. Oh dear, oh dear, oh dear.

Hoje começam uma série de eventos dos quais eu chamo carinhosamente de “o trem me perdeu” HAHAHAHAHAHA

Meu dia começou ok o suficiente. Meu trem saindo de Paddington para Bath estava marcado para as 08:30, então acordei as 07h, me arrumei, arrumei minha mochila com as coisas que ia precisar no dia (câmera, meu GorillaPod, um pacote de Pringles, garrafa de água e chocolate) e parti rumo à estação lá pelas 07:50.

Comprei a passagem pelo site da Trainline, e paguei £ 29.00 pela ida e volta.

Não havia recolhido meus tickets nas máquinas ainda, por motivos de: esqueci (e também não havia passado por nenhuma estação de trem, exceto o dia do Harry Potter, que foi daquele jeito).

Meu caminho no metrô seria Swiss Cottage-Baker Street e Baker Street-Paddington. Não me perguntem o que deu errado, porque eu não sei. A estação de Baker Street é enorme, então dentro dela eu realmente andei bastante, mas mesmo assim não explica o que aconteceu haha

Cheguei na estação de metrô de Paddington, subi até a estação de trem, e, novamente, me assustei com o tamanho do lugar, mas, como já estava em cima da hora e eu já havia meio que aprendido como funcionavam as estações, fui direto nas máquinas para retirar meu ticket.

Tive que aguardar na fila até liberar uma máquina, mas daí foi rapidinho, é só digitar o código que vem no e-mail e inserir seu cartão de crédito que ele já libera as passagens.

Peguei elas, eram 08:26. Eu nem pensei que perderia o trem, porque dá pra correr pra qualquer lugar lá dentro nesse tempo. Então voltei pra frente dos telões, encontrei o trem que ia pra Bath – que por sinal já era o próximo a partir – e então, onde deveria estar escrito “Bath – 08:30 – Plataform X  (número da plataforma)” estava escrito “Bath – 08:30 – Plataform (sem número nenhum)”.

Quando ainda não foi anunciada em qual plataforma algum trem vai embarcar, ela fica desse jeito, só aparecendo o destino final e o horário que vai partir, mas a partir do momento em que a plataforma é anunciada, geralmente uns 15~20 minutos antes do horário de partida, o número da plataforma aparece. No meu caso, é claro, não apareceu.

Eu fiquei tão “WTF?” que demorei a perguntar pra algum guarda, ele também foi olhar na plataforma – como se eu não tivesse acabado de fazer isso -  e quando viu que estava daquele jeito, e foi perguntar pelo rádio, já tinha dado 08:30 e não dava mais tempo de pegar. Engraçado que em todas as estações que eu passei, se eu perguntasse de onde o trem de tal horário para tal lugar estivesse partindo, o funcionário sempre tinha na ponta da língua, exceto o bendito para quem eu perguntei nesse dia.

Mas decidi que isso não arruinaria meu dia, voltei, como o cão arrependido, pras máquinas de tickets de novo e fui ver quanto sairia uma passagem só de ida pra Bath naquele momento. Estava £ 32.90, então comprei.

É aquela coisa, se eu estivesse no Brasil ou se isso tivesse acontecido mais pro fim da viagem, quando eu estivesse me sentindo mais confiante com esse negócio de andar de trem, eu provavelmente teria ido até a administração brigar e pedir pelo ticket de graça, porque a falha foi deles, mas eu fiquei tão surpresa com o que aconteceu que nem pensei nisso na hora. Estava mais preocupada em pegar o próximo trem pra não acabar perdendo meu dia em Bath.

Minha nova passagem era pro trem que sairia as 09h, então aguardei pouco tempo até ser anunciada a plataforma, e já segui pra lá. ESSE EU NÃO PERDERIA!

IMG-20170610-WA0001.thumb.jpg.5d4ad8bf3670672b2979a285416bf1b3.jpg

A viagem foi super tranquila, esse trem não era direto, mas só tinha duas paradas logo saindo de Londres, depois era direto até Bath. O caminho é bem bonito, embora o trem passe bem rápido na maior parte do tempo. Mesmo assim deu pra conhecer um pouco da paisagem dos condados de Berkshire e Wiltshire. Já fui entrando no clima Austen ❤️

IMG-20170610-WA0002.thumb.jpg.3a28bc3c4c673f5d64286f8e054be682.jpg

O trem chegou as 10h30, e, saindo da estação, a direção é basicamente em frente haha Já havia olhado diversas vezes no google maps, então já conhecia o caminho.

Como tinha saído sem tomar café e estava com um pouco de fome, parei em um PRET A MANGER (restaurante/lanchonete) no caminho da estação até o centro histórico. Tinha uma rua muito bonitinha, cheia de lojas, parecia um outlet ao ar livre! Nada a ver com a ideia que eu tinha da cidade, mas mesmo assim era lindo ❤️

_DSC0314.thumb.JPG.53fc8b35a2f8f38c4585694be839be97.JPG

Comprei um sanduíche e um suco de laranja, deu £ 4.50, e tava uma delícia!

WP_20170610_006.thumb.jpg.a0c4b5f0f1dc7dd7c22f47f1a139acaf.jpg

Quando se olha a cidade no mapa, tudo já parece perto, mas, lá... é mais perto ainda! Senti que não tinha andado nada e PUF! Olhei pro lado e lá estavam as Termas Romanas, virei uma esquina e pronto, Abadia de Bath! A parte histórica e turística da cidade é toda juntinha, uma graça!

_DSC0906.thumb.JPG.94034c3bb51e5691185653a8276dfea9.JPG

A Pultney Bridge também fica bem próximo, é só ir na direção do rio por trás da Abadia, e pronto, olhou pra esquerda e lá está a ponte. Lindeza demais gente ❤️

Quando cheguei na praça onde fica a entrada das Termas Romanas e da Abadia de Bath, vi que as Termas tinham fila e a Abadia não, então, obviamente, pensei “vou na Abadia primeiro”. Mas quando cheguei na entrada, tinham dois senhores muito simpáticos informando que a Abadia só abriria para visitas naquele dia das 16:15 as 17:30. Tava explicado.

_DSC0928.thumb.JPG.292579688f559d2130196a0dc6fcb949.JPG

Aqui percebo que menti haha, a maior fila que enfrentei não foi no Museu Britânico, foi aqui! Entrei na fila das Termas Romanas cerca de 11h e estava bem grande. Demorou uns bons 20 minutos até entrar, e quando entrei percebi que lá dentro a fila continuava até a bilheteria, onde fiquei mais uns 10 minutos. O ingresso custou £ 15.00, com áudio guia incluído.

Quando você sai da bilheteria, já entra naquela parte de cima das termas.

_DSC0940.thumb.JPG.96e578e64d6ce2db45117662f5c621de.JPG

Eu sempre achei esse passeio interessante, mas, ao mesmo tempo, meio sem graça, porque na minha cabeça era só aquela parte das piscinas e é isso aí, e, gente... é tão mais que isso! O lugar é enorme, tem muita coisa pra dentro do prédio e até subterrâneo que você fica de boca aberta em pensar que tudo aquilo foi construído a 2 mil anos!

_DSC0971.thumb.JPG.43de9526840797a82887e416648ec084.JPG

O lugar é muito interessante e vale demais a visita.

_DSC1037.thumb.JPG.de6234bc82917336c61dc185d90d231c.JPG

Liguei pra casa uma vez depois do passeio e disse “nossa, você conseguia cheirar a antigueza do lugar”, minha mãe tirava sarro “você quer dizer séculos de mofo?” hahahaha

_DSC1015.thumb.JPG.41d98b872cc37a9d7926eb935e4287b3.JPG

E é tipo isso, o lugar é muito antigo, e em alguns lugares específicos onde é bem úmido o cheiro de mofo é realmente bem forte. Eu tenho rinite e sou bem alérgica, mas graças a Deus não tive nenhuma reação feia.

_DSC0028.thumb.JPG.0a19974941603e51853433d9828c3cc3.JPG

Tinham me dito que a Europa na primavera é o terror dos alérgicos, mas eu realmente não tive nenhuma reação. Espirrei um total de 2 vezes a viagem toda. Sim, foi tão pouco que cheguei a contar hahaha Não, mas é que quando eu espirrava eu ficava esperando pra ver se ia começar uma crise de espirros eternos ou era só uma coisa de momento mesmo!

Dentro do museu – porque é praticamente um museu sobre a vida romana na Inglaterra – existem várias esculturas, maquetes, vídeos exemplificativos, painéis de informações... É um passeio bem completo e você sai de lá sendo capaz de entender como funcionava toda aquela estrutura e sua importância pra vida romana naquele tempo.

_DSC1028.thumb.JPG.8b5a7245a4e07abf9a5effb4bcc9be36.JPG

Demorei bastante lá dentro, e dessa vez não intencionalmente, é que tem muita coisa pra ver! Quando achei que tinha acabado, a gente saiu na parte debaixo, bem onde fica aquela piscina principal. Lá é onde o passeio termina, depois só tem uma gift shop no caminho pra saída. O negócio é tão antigo que você tem que caminhar com cuidado perto da borda da “piscina” porque as pedras ali são as originais e algumas chegam a estar meio soltas... tem que prestar atenção pra não tropeçar por ali.

_DSC1050.thumb.JPG.2fc798ca216252f8f81e372d300693fc.JPG

_DSC0024.thumb.JPG.93ea90cdb1de3ec31e2545c74525fc9a.JPG

Como havia chegado um pouco mais tarde na cidade, fiquei com medo de não dar tempo de fazer tudo o que eu queria – embora a cidade seja realmente pequena e eu não precisava ter me preocupado – assim que sai dos Banhos já comecei a subir em direção ao Circus e ao Royal Crescent.

Assim que virei na primeira esquina passei na frente de uma Boots e uma Superdrug (ambas farmácias, e, aparentemente, uma não vive sem a outra porque pqp, em todos lugares elas estavam lá, lado a lado!), também tinha uma Primark em frente a Boots e, logo em seguida, a loja onde eu descobri como a vida pode ser boa: Poundland!

Gente, pirei ein. Duas garrafas de 600ml de refrigerante por £ 1, barra de Toblerone grande por £ 1, três Kinder Bueno por £ 1, dois sorvetes estilo Magnum £ 1, sério, mil coisas. Nem lembro o que comprei, mas sei que foi um monte de coisa desnecessária haha Paguei o equivalente a £ 11 de produtos e ainda tive £ 1 de desconto por ter comprado menos de 15 unidades hahaha

Também na rua a caminho do Royal Crescent, passei em frente ao Jane Austen Centre ❤️ É muito fofinho! Eu sabia que ele existia mas eu achei que fosse só uma loja temática de Jane Austen, mas na verdade é um museu que usa ela como tema para retratar a vida de uma casa na época da Regência. Tem um ingresso que custa algumas libras (não sei quantas porque não entrei), e a loja que é aberta para qualquer pessoa. Só fui nela.

InstagramCapture_cb56e6c1-4aad-4b09-8647-1bd86a47a1c0.thumb.jpg.168aa18bbd93d3d6b0d210de8a6f62e4.jpg

Tem camisetas, moletons, canecas, livros, chaveiros, cartões e mais várias coisas relacionadas aos livros. Comprei um cartão postal de Persuasão, que vem com ilustrações de algumas cenas do livro e é lindo ❤️ Tinham de todos os livros e eles são em tamanho maior do que um cartão normal, custa £ 1 cada. Por algum motivo que não sei explicar decidi que não compraria um de cada ¬¬ Hoje me arrependo MUITO. Comprei também uma plaquinha de madeira com uma cordinha de pendurar (£10). Ela é pequena e vai ficar uma graça assim que eu conseguir arrumar um espaço no meu quarto haha Nela vem escrita a frase mais reconhecível de Austen, eu creio, que é a primeira frase de Orgulho e Preconceito, “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de uma boa fortuna, deve estar à procura de esposa”, em inglês, obviamente. Em 1800 era “aaaaaaaaaw”, hoje em dia a gente lê isso e é “ah tá” hahahahaha Mas não deixa de ser um clássico! ❤️

Terminei de subir a Gay Street, até chegar no The Circus, a construção é bem bonita, pena que nas fotos não pega o círculo completo.

_DSC0069.thumb.JPG.0e29165282f036d530fb378f3ed53867.JPG

_DSC0147.thumb.JPG.c451bc4b14890ba445740cc678bf0086.JPG

Você segue pela rua a esquerda e já está no Royal Crescent, que é mais lindo ainda!

A cidade toda é encantadora, tanto a parte mais velha, na qual a maioria das construções são de 1700’s, quanto a parte mais nova, perto da estação de trem, que também é muito gracinha!

_DSC0125.thumb.JPG.cba5b578ea6a68b7462d441fd5ca7f38.JPG

Em Royal Crescent tem uma área verde estilo parque que fica bem em frente das casas, haviam várias pessoas por lá curtindo a tarde de sábado.

_DSC0093.thumb.JPG.a3088d13ff2eb8b13966af41efcb11bb.JPG

Nesse momento já eram quase 16h e eu decidi ir ver a Pultney Bridge antes de visitar a Abadia, porque quando saísse dela já deveria ir para a estação de trem, porque aquela minha passagem já comprada de volta (e que eu perdi a ida) era 17:40.

Passei em frente ao Jane Austen Centre novamente e perguntei para o senhor que fica vestido a caráter lá na frente o caminho mais rápido para a Pultney Bridge. Ele mais ou menos me indicou e eu também já tinha uma ideia, então rapidinho cheguei lá.

_DSC0177.thumb.JPG.26c04d77af712c02a9bed71a6996d31d.JPG

Se tivesse mais tempo, teria dado a volta pra ver ela de ambos os lados, mas só por ali a vista já é linda!

A ponte é muito bonita e é uma das únicas quatro pontes no mundo a ter lojas em cima dos dois lados (assim como a Ponte Vecchio, em Florença).

_DSC0189.thumb.JPG.9655809ec611e790ae29c35634af64e0.JPG

Existe algum tipo de passeio que passa pelo rio Avon, que corta Bath, mas não cheguei a pesquisar, só vi alguns botes no trecho mais próximo das escadas d’água, bem próximos da ponte mesmo.

Depois fui para a Abadia, entrei quando eram 16:10, eles haviam aberto um pouco antes e não tinha quase nenhuma fila. É uma daquelas coisas... quem pega aqueles tours que visitam várias cidades no mesmo dia, acabam perdendo a oportunidade de visitar alguns lugares caso isso aconteça (de abrir só no fim da tarde ou no começo da manhã), porque pode acontecer de o horário de funcionamento variar em lugares que não são apenas pontos turísticos, mas prédios em funcionamento com uma comunidade que se utiliza dos serviços.

_DSC0197.thumb.JPG.faf21dbca0946396ce735301252f3b21.JPG

Haveria um passeio guiado até as torres da Abadia umas 17h, mas eu não quis fazer, só visitei a Abadia mesmo, que era gratuita. Eles sugerem uma doação no valor de £ 4, mas na entrada ninguém ficou mendigando a doação não. Entrei, disse que queria visitar só a Abadia, ela me deu o ingresso e foi isso aí. O valor do passeio até as torres é de £ 6, e é obrigatório a compra do ingresso na bilheteria no dia do passeio.

Ela é linda por dentro, muito alta e grande, os arcos no teto são lindos e os vitrais mais ainda.

_DSC0192.thumb.JPG.b62cc6952c6e648e96bdf5052f17d114.JPG

Existem algumas capelinhas anexas a grande nave, as quais você acessa por portas nas paredes laterais, elas são mais simples mas ainda sim bem charmosas.

_DSC0243.thumb.JPG.abd2e80d80360836ecf69d422c38dc93.JPG

Entrei, sentei um pouco e fiquei observei o teto, depois comecei a fazer o círculo dentro da igreja em si. Devo ter ficado uma meia hora lá dentro passeando. Dá pra ficar mais se for muito ligado em arquitetura, mas para leigos, quem só olha e acha bonito, uns 30~40 minutos é suficiente para explorar a Abadia toda.

_DSC0258.thumb.JPG.54069e73e91915ce94caca5321cd5b28.JPG

_DSC0225.thumb.JPG.299ef2c89b3707f23ada4d1f6197b305.JPG

Quando estava indo para a saída, vi uma daquelas estruturas de ferro onde queimam as velas acesas pelos visitantes. Fiz uma doação de £ 2 e acendi uma também.

_DSC0302.thumb.JPG.89165c7eaffbdd4292a648bf3a819bde.JPG

Sai da Abadia, tirei mais umas fotos da praça e da igreja e fui caminhando sem pressa, observando a cidade no caminho para a estação de trem. Chegando lá ainda faltavam uns 15 minutos pro trem, então utilizei o banheiro e depois fui na Starbucks que tinha na estação, comprei um Frapuccino de chocolate tamanho médio, £ 3.25 (nada na Starbucks é barato).

_DSC0332.thumb.JPG.ccf512deef8bdc831c95461ac03d1d9a.JPG

Vale ressaltar uma coisa, que era uma dúvida cruel que eu tinha antes de viajar... todos os banheiros que precisei usar na rua – fossem restaurantes, estações de trem, aeroportos etc – tinham limpeza impecável! E todos tinham papel também haha

Só em um lugar que eu tive que usar, antes de embarcar no ônibus noturno que me levou de Glasgow a Londres, tive que pagar pelo benefício. Não lembro exatamente, mas não era barato! Foi tipo £ 1.50 para usar o banheiro da rodoviária de Glasgow, e chegando na estação de ônibus de Victoria também precisava pagar, então segurei e só utilizei no hostel, quando entrei. Achei sacanagem isso, porque em todos os outros lugares era gratuito... não entendi, mas enfim.

Quando o trem chegou, só procurei meu assento e fui embora de volta pra Londres, tomando meu Frapuccino e comendo algumas das porcarias que tinha comprado na Poundland (um salgado tipo Cebolitos e Pop Tarts!).

Já cansei de falar, minha alimentação nessa viagem foi longe de exemplar, mas juntou a comida de gosto (tempero) estranho e minha falta de apetite mesmo... deu nisso haha

_DSC0337.thumb.JPG.8dfe31651cd711e54c11e32a825bb816.JPG

Foi cerca de 1h40m no trem de volta, e ao descer na estação de Paddington vi o primeiro quiosque do Burguer King que vi na viagem toda. Detesto McDonald’s, mas adoro um BK! Então pedi um Whoper (só o lanche) pra viagem (£ 4.90), e fui direto pro hostel, o combo sairia £6.90.

Tomei banho, jantei e liguei pra casa. Fui dormir um pouco mais cedo também, acho que eram umas 22h30. No outro dia iria para Cambridge e decidi acordar ainda mais cedo, pra não correr o risco de perder mais um trem haha

Não sei se cheguei a comentar, mas o sinal do meu 4G da Vodafone não pegava muito bem no meu quarto, porque ele ficava num nível abaixo da rua, mas o sinal do wifi do hostel funcionava super bem. E foi o único lugar onde eu consegui assistir Netflix antes de dormir haha Em nenhum dos outros hostels o wifi aguentava carregar os vídeos!

 

GASTOS DO DIA

Atrações £ 17.00 (Termas Romanas + doação na Abadia de Bath)

Transporte £ 61.00 (£ 29.00 das passagens pré adquiridas + £ 32.00 da passagem comprada na hora)

Alimentação £ 22.90 (Pret + Poundland + Starbucks + Burguer King)

Souvenirs! Comprei cartões postais, as coisinhas na loja da Jane Austen e marca páginas da Abadia. Tudo deve ter dado umas £ 20.00.

  • Gostei! 3
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emojis são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por Lincoln Melo
      ESCÓCIA
       
      Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio.
      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Salão, decorada com itens medievais.
      - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
      Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

    • Por Lincoln Melo
      ESCÓCIA
       
      Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio.
      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Salão, decorada com itens medievais.
      - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
      Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

    • Por Lincoln Melo
      ESCÓCIA
       
      Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio.
      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Salão, decorada com itens medievais.
      - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
      Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

      Falkland
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Quando você está viajando pela Inglaterra, há diversas vilas bonitas ao longo do caminho que são facilmente perdidas se você estiver viajando de trem. Recomendo alugar um carro e viajar para pelo menos 4 ou 5 lugares em 2 dias. Eles não estão tão longe um do outro e você vai gastar uma fortuna em passagens de trem se for fazer tantas paradas.
      Você deve esperar para ver a costa sul da Inglaterra com estradas sinuosas e claras, lá se costuma ver ovelhas e vacas, um amplo espaço aberto de vales verdes e áreas com bosques e florestas. Imagine-se voltando ao século 14 para caçar veados e morando em uma pequena casa camponesa de madeira, a floresta ainda seria a mesma.
      Dicas sobre a Costa Sul da Inglaterra:
      Se você estiver saindo de Londres, uma passagem de trem para um adulto solteiro para uma área na Costa Sul sozinha pode custar cerca de £ 28 – £ 37 libras para uma hora de viagem no dia, então certifique-se de comprar suas passagens com antecedência e economize (passagens compradas com antecedência costumam ser mais baratas).
      Outra dica, certifique-se de não passar mais de 1 hora em cada área!
      Sem mais delongas, aqui estão 7 áreas da costa sul que você deve visitar quando for a Inglaterra:
      Rye Camber Sands Hastings Pevensey  Eastbourne East Dean Brighton  
      Continue lendo em: 7 Vilas Imperdíveis na Costa Sul da Inglaterra – Reino Unido
    • Por camilandarilha
      Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui  espero que gostem!
      Capítulo 1: Preparação e França
      Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento)
       Tinha pouquíssimo tempo e pouquíssimo dinheiro (somente R$1000 guardados) pois planejava passar o ano novo em Paris (já que as passagens no inverno são mais baratas). Vendi praticamente TUDO o que eu tinha, roupas, livros, e vendia comida na rua (principalmente bolo vegano)! Contava a história de que estava indo realizar meu sonho de mochilar, e muitas pessoas me davam dinheiro sem nem pegar a fatia, para que eu vendesse para outra pessoa. Lembro-me de um dia em que ofereci o bolo para dois senhores em um restaurante chique: Um me deu uma nota de R$50 e outro, de R$20. Quase engasguei de surpresa hahaha 😅 depois de vender muito bolo, pastel e etc, consegui juntar R$2500, que somando com o que eu tinha guardado, foi o preço da passagem de ida e volta! Poderia ter pago bem mais barato se tivesse comprado com mais antecedência, então essa é a primeira dica: Se você for fazer na loucura que nem eu, presta atenção nas promoções e procure as datas mais baratas (usei o Skyscanner para isso) mas se você tem mais tempo, compre com antecedência, pois isso pode te fazer economizar uma boa grana! 
      Outra dica: se você vai vender na rua para juntar grana e viajar, não seja seletivo. Eu era um pouco mais tímida, e só oferecia para pessoas que não estavam em grandes grupos e ainda era seletiva, escolhia na rua para quem ia oferecer. OFEREÇA PRA GERAL! HAHA Sério!
      Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. 
      Cheguei em Paris e nem podia acreditar que estava ali. Eu nunca nem havia saído do nordeste! Estava fazendo 7 graus, e eu estava com um agasalho de inverno. Porém quando eu digo inverno, é inverno nordestino, ou seja, não servia para quase nada  me lasquei de frio, então outra dica: Não seja mão-de-vaca como eu fui na hora de investir em roupa de inverno. Porquê meu pensamento foi "São menos de três meses de frio, eu vou sobreviver". NÃO PENSEM ASSIM, PELO AMOR DA BICICLETINHA! 
      Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?)
      A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô 🤷‍♀️ quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! 
      Duas vezes pedi informação sobre como comprar um ticket de metrô pois estava toda enrolada, nas duas vezes, as pessoas tentaram me explicar, mas resolveram pagar pra mim. Gentileza que você não espera!
      Fiquei na casa de duas pessoas do Couchsurfing. Me senti muito desconfortável na casa do meu primeiro host, era um francês que morava sozinho e era uma pessoa inconveniente, mas no da segunda, foi ótimo ❤️ uma paquistanesa super gente fina, que morava com o namorado francês e tinha um gatinho, o Pablito. Eles foram ótimos! A paquistanesa falava seis idiomas, incluindo português (se eu não soubesse que ela era do Paquistão, diria que era paulista pelo sotaque!)
      Maas, na noite de ano novo, acabei dormindo no hostel onde a minha amiga do Peru estava se hospedando. O metrô estava fechado (eram 3h da manhã) e eu teria que esperar até às 7h. Tinha uma cama vazia no quarto que ela estava: Ela parou um pouco, pensou e disse baixinho: "Fica aí até às 7h, antes de checarem os quartos para limpeza"! Dei um cochilo, às 7h acordei e meti o pé. Passei pela recepção sem olhar para trás, mas a pessoa que estava na recepção nem disse nada. Provavelmente é difícil saber quem é hóspede ou não em uma época tão festiva. 
      Voltei para a casa do meu host com o c* na mão, pois quando cheguei na estação da zona que ele mora, eram 8h da manhã e ainda estava escuro - e não tinha ninguém na rua. Porém em um determinado momento passei por uma menina que estava andando e mexendo no celular tranquilamente e fiquei um pouco mais tranquila. A pessoa só faria isso em um lugar minimamente seguro, não é?  Mas ainda fiquei em alerta até chegar na casa do meu host. 
       
      Depois da França, peguei um voo para a Croácia (que estava incluso naqueles R$3500). Cheguei em Zagreb e peguei uma van até Rijeka, a cidade onde ficaria por 45 dias (acabei ficando 50 dias). 
       
       
       








      20190102_161214.mp4 20190103_132615.mp4

×
×
  • Criar Novo...