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PRIMEIRO MOCHILÃO! UK-2017 (INGLATERRA E ESCÓCIA - 21 DIAS - JUNHO)


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DIA 8 – 11/06/2017 – DOMINGO

Nesse dia meu plano era visitar a cidade de Cambridge. Meu trem sairia as 09:00, então pra não correr o risco de perder, acordei as 07h, só me arrumei e já segui para a estação de trem. Esse trem sairia da estação de Liverpool Street, que é um pouquinho mais longe, então o metrô até lá levaria mais tempo.

Uma coisa que ninguém quase nunca fala nesses relatos é: como viajar cansa! Gente, sério, pelo menos em Londres que é uma cidade plana e que passa a impressão de que tudo fica perto, você acaba andando muito mais do que sequer imagina ser capaz! E como anda olhando pros lados e tirando fotos e observando a arquitetura e a paisagem, você nem percebe o quanto tá andando... até a hora que para e senta e suas pernas quase desmontam!

Eu estava sem preparamento físico nenhum pra essa viagem, saí de uma vida totalmente sedentária para caminhar quilômetros e quilômetros por dia. Meu corpo aguentou, mas gente, a canseira era grande de vez em quando viu... por mais lindo que tudo é, tem horas que dá vontade de chamar um táxi e ficar bem aconchegado no banquinho enquanto ele te leva pra algum lugar haha

Mas enfim, cheguei na estação, a passagem dessa viagem já tinha vindo no meu e-mail, então não precisava trocar nas máquinas. Cheguei um pouco mais cedo, então aguardei aparecer no telão de qual plataforma meu trem sairia e segui pra lá assim que foi anunciado. Nesse trem para Cambridge não haviam reservas de assentos, então só procurei por um que fosse virado para a direção da viagem e me ajeitei (os trens tem bancos virados pra ambos os lados porque eles viajam pra ambos os lados – coisa que eu não sabia porque hey, nunca andei de trem na vida, mas sim, eles não precisam “dar a volta”, e como me dá náusea andar de costas pra direção da viagem, tive a preocupação de sempre quando possível reservar assentos virados pra direção que o trem estivesse indo - que não necessariamente era pra “frente”).

Não sei o que estava acontecendo naquele dia, mas era um domingo no final do semestre e o trem estava basicamente ocupado por pessoas orientais com roupas sociais (tipo aqueles uniformes de escolas particulares onde os adolescentes usam terno e gravata pra aula?). Não sei se era alguma visita de alguma escola chinesa, japonesa ou coreana para a universidade, mas eles estavam conversando em uma dessas línguas entre si. Achei tão primeiro mundo isso haha

Fiquei ouvindo música no meu lugar até chegar lá, de Londres a Cambridge o trem levou cerca de uma hora.

Havia dado uma olhada no mapa da cidade antes da viagem e sabia que a estação de trem ficava um pouco afastado do centro de Cambridge, onde ficam as universidades e as capelas. Como eu não havia tomado café da manhã e estava com um pouco de fome (eram umas 10h), parei em um Café Nero logo em frente da estação e pedi uma limonada suíça, um croissant de manteiga e um de chocolate, deu £ 6.50+-. Tava maravilhoso! Esses croissant do Nero são divinos e eu comi várias outras vezes. Sentei em um dos banquinhos do lado de fora pra comer e depois segui em direção ao centro.

Esse foi um dos momentos em que eu queria pedir um táxi e só ficar sentadinha enquanto ele me levava até lá. O caminho até lá não tem nada de especial, é só uma rua/avenida normal, e, junta o cansaço das pernas, a vontade de ter ficado dormindo mais um pouco, a falta de coisas lindas nesse trecho em particular... nossa, deu um desânimo haha Por isso que falo, viajar sozinho é maravilhoso, mas nesse momento em particular, se tivesse tido alguém junto pra ir conversando, parece que teria chegado mais rápido. Mas enfim, pequeno momento depressivo superado haha fui chegando mais perto do centro e começaram as construções mais antigas e bonitonas.

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Chegando na Market Square, percebi que havia uma feira acontecendo, como era domingo de manhã imagino que seja a feira recorrente da cidade e não algo que estava acontecendo por uma ocasião especial, ou algo do tipo. Haviam barracas de comidas, souvenirs, roupas, bordados, bijuteria, prata celta (ou é o que eles dizem haha), livros, discos, enfim, de tudo!

Passei também por algumas das lojas que estavam abertas na rua da praça, e entrei pela primeira vez numa papelaria inglesa. Gente, só quem me conhece pra entender minha obsessão com artigos de papelaria hahahaha Quando entrei naquela WHSmith meu coração bateu mais rápido ❤️ Que lindo lá dentro! Só quem tem esse amor por papel me entende nessas horas hahaha Comprei um caderno de tamanho médio com três divisórias por £ 3.90 e um estojo com 20 canetas da Stabilo por £ 7.99 numa promoção *--*

Sai de lá e fui em direção a King’s College.

Por orientação da Adriana, daqui do Mochileiros mesmo, pesquisei antes quais College’s estariam abertas a visitação, porque em época de provas elas fecham para os turistas.

Acabou que todas que me interessavam estavam fechadas haha

Assim que você entra na King’s Parade já existem dezenas de estudantes oferecendo o passeio de Punting, então caso não tenha pesquisado ou reservado anteriormente, pode comprar lá na hora. Eu já havia reservado o meu pelo site do Visit Cambridge porque saia a £ 15, enquanto os passeios lá na hora geralmente saem a £ 20 ou £ 25, dependendo da temporada e da disponibilidade naquele dia.

Eu tinha anotado alguns lugares para visitar, lugares que pelas minhas pesquisas estariam abertos, a Great St. Mary’s Church, King’s College Chapel, The Round Church e o Museu Fitzwillian.

Li que o que vale muito a pena na Great St. Mary’s é a vista, mas que a igreja em si não é imperdível, então como não estava a fim de subir muitos degraus, acabei não visitando, só passei na frente.

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Para visitar a capela da King’s College é necessário comprar o ingresso, £ 9, ele é vendido tanto na loja da universidade, na King’s Parade, quanto na entrada da capela em si, que é por trás, meio escondida.

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Por eu ser a louca da pesquisa, me surpreendeu como eu havia ignorado a Capela de King’s College durante todo o planejamento dessa viagem... eu realmente não sabia nada dela! Aliás, mentira, eu sabia que a King’s College havia sido fundada pelo Rei Henry VI. Mas só. E, gente, como ela é linda!

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Eu não fazia ideia.

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Nessa hora a bateria da minha câmera estava acabando, o que me deixou muito puta porque ela parecia estar escolhendo os dias mais legais pra me deixar na mão.

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A capela é tão enorme e comprida que você fica até meio perdido de pra onde olhar. Tirar fotos lá dentro então é um pesadelo, porque você quer pegar o chão, as paredes, os vitrais e o teto tudo na mesma foto hahahaha

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Ela é linda, e dentro dela também existem aquelas pequenas capelas individuais, todas muito bonitas!

Existe um pequeno passeio dentro da capela também, você entra por uma porta lateral e tem uns painéis e alguns objetos em exposição, tudo relacionado a fundação e construção da Capela.

Fiquei um tempo sentada lá, só olhando tudo e tirando fotos. A bateria da câmera acabou aí.

Quando sai de lá eram perto das 14h, decidi já ir a caminho do passeio de Punting – não sabia quanto tempo levava o passeio, imaginei que cerca de 30 minutos (foram 40~45 minutos) – então abri o aplicativo de mapas do meu celular e joguei o nome da empresa pra ver onde ficava exatamente. Assim como a maioria das empresas que fazem Punting, as barracas ficam na beira do Rio Cam. A que eu havia reservado, naturalmente, era a mais afastada no mapa haha

Segui pra lá olhando sempre no mapa, não podia me dar ao luxo de me perder em Cambridge, afinal, não tinha tanto tempo assim na cidade. No meio do caminho, ao virar uma esquina, dei de cara com a igreja redonda! Nem acreditei na minha sorte, porque achei que não ia dar tempo de visitar ela.

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Achei ela pequena e charmosa de fora, e, assim que entrei, um senhor sentado numa mesinha já me recepcionou muito bem. Não lembro com exatidão quanto custou o ingresso, mas foi algo na faixa de £ 3.50~£ 4.50, e ele ainda me perguntou se eu era estudante no Brasil, porque se fosse o caso, eu teria direito a desconto no valor da entrada. Pensei comigo mesma pela milésima vez “que diferença!”, por aqui ninguém não só não oferece, como nem sequer se importa em te lembrar que você pode ter direito a um desconto ou meia-entrada.

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A igreja por dentro também é bem pequena e pra muita gente talvez não chegue a interessar, mas eu achei muito fofa, e adorei como eles se esforçaram pra tornar aquele ambiente um pouco mais do que ele é, dar um apelo a mais. Ela é uma das únicas igrejas redondas que remanescem na Inglaterra, sobreviventes do tempo, e anteriores as construções das igrejas em formato de cruz.

Existem vários painéis que fazem o círculo da construção original contando sobre a fundação e construção da cidade de Cambridge desde os celtas. Também há exibição de um documentário, que agora não lembro o tema exato, mas era relacionado a cidade, em um lado da igreja.

Em um dos painéis informava que existia tour guiado em certos horários, pelo que vi tinha um terminando no momento que cheguei, mas não é extremamente necessário para a construção - deve ser interessante para saber mais sobre a cidade.

Como eu tentei realmente ler todos os painéis, devo ter levado uns 30~40 minutos por lá, mas a visita em si dá pra fazer em 10 minutos.

Quando sai de lá já eram mais de 15h. Finalmente fui em direção ao Rio Cam e a Margareth’s Punting Company.

Quando encontrei o point deles perto do rio, só entreguei meu e-mail com a confirmação da compra e ela já me encaixou no próximo passeio, que sairia as 16h.

Aqui foi uma das maiores raivas da minha câmera na viagem! Ela me largou em momentos de necessidade duas vezes importantes, aqui foi uma delas. Só consegui tirar fotos e filmar o passeio com meu celular, que então começou a anunciar que estava de saco cheio, digo, armazenamento cheio!

O passeio é lindo. Incrível. Foi uma das melhores experiências de toda a viagem. Meus companheiros de viagem foram um grupo de amigos da Colômbia e uma família chinesa que mora na Inglaterra. A filha do casal chinês era uma graça, ela que manteve o nosso guia/motorista sempre falando e ocupado.

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Que passeio mais gostoso! Ele vai realmente contando histórias sobre a arquitetura dos prédios, a vida universitária, a própria história das universidades... é demais :D Passeio que eu mais recomendo da viagem toda! Na ida a Cambridge poderia não ter acontecido mais nada, que só de fazer esse passeio já teria valido a pena!

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Por ser domingo, achei que a cidade não estaria tão cheia... como estava enganada! Ela estava lotada de turistas! E mais de uma vez ouvi o “brasileiro” sendo falado nas ruas.

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Quando terminou o passeio de Punting eram quase 17h, meu trem sairia as 17h29, então comecei a caminhar de volta pra Market’s Square e de lá para a estação de trem.

No meu ritmo – e nessa hora eu já estava bem cansada – eu levaria uns 20 minutos da praça central até a estação, e da estação de Punting até a praça central mais uns 10 minutos, então decidi que não ia tentar correr pra pegar o trem não... se perdesse, perdeu, em seguida teria outro de qualquer forma.

Realmente não corri, fui andando tranquila, parei pra comprar um sorvete (que por sinal era vendido em barraquinhas em cada esquina da cidade), duas bolas saíram £ 4.00+-. Quando cheguei na estação era 17:36.

Comprei uma nova passagem de volta pra Londres, +-£ 17, e segui meu caminho feliz da vida.

Além do café da manhã e do sorvete, não havia comido mais nada durante o dia, e estava com uma ânsia por comida de verdade... que vou te contar! Estava com vontade de experimentar comida indiana já fazia algum tempo, então decidi que hoje seria o dia. Meu gasto com alimentação estava bem abaixo do esperado então ia me dar ao luxo de comer num restaurante de verdade.

Assim que cheguei no hostel troquei meu tênis por uma sapatilha, troquei minha parka gigante por um casaco preto menos esportivo e joguei no google “best indian restaurants in London”. Várias opções apareceram, dentre essas eu vi quais eram mais acessíveis no TripAdvisor e acabei me decidindo pelo Massala Zone. Vi que o restaurante fechava aos domingos as 22h, como ainda eram 20h imaginei que daria tempo, e lá me fui.

Depois descobri que havia mais de um Massala Zone em Londres – eu fui no que fica próximo a Carnaby Street.

Decidi que iria de ônibus, porque uma das linhas que passava na Finchley Road (rua debaixo do hostel) ia direto para Oxford Circus, e de lá seria fácil terminar de chegar a pé até o restaurante. Foi o que fiz. Fora do horário de pico os ônibus são rapidinhos pra chegar onde precisam. Aaah, detalhe! A bateria do meu celular havia acabado em Cambridge, por causa das fotos e vídeos do passeio de Punting, então eu sai do hostel só com a minha câmera (cuja bateria eu carreguei durante a viagem de trem – vários trens tem entradas de usb e energia então dá pra aproveitar pra carregar os eletrônicos enquanto viaja!).

Cheguei no ponto onde ia descer e peguei o mapa, onde já tinha marcado a localização do restaurante e só segui reto, certa do que eu estava fazendo.

Pensei que tinha alguma coisa estranha porque tudo parecia muito residencial, mas ok, era uma região da cidade que eu não havia explorado ainda então vamos lá.

Ok. Depois de andar por uns 15 minutos e chegar exatamente onde meu mapa estava riscado, percebi que alguma coisa estava definitivamente errada. Parei numa esquina, olhei pra todos os lados, e fui na direção da rua que parecia ter mais movimento de carros.

Quando cheguei lá tentei reconhecer os prédios, as placas com os nomes das ruas, qualquer coisa! Nada.

Finalmente, quando passei na frente de um prédio bem bonito, cheio de carros na frente (acho que era uma casa do governo ou algum baile muito chique, pela pompa do lugar), vi uma fileira de carros pretos parados. Táxis! Terminei de caminhar só até a próxima esquina, continuei sem reconhecer nada. Desisti. Voltei até a fileira de táxis e andei pela primeira vez num black cab.

Ele me levou até a porta do restaurante, não lembro quando custou a corrida, mas foi cerca de £ 7. Descobri então o meu erro. Eu havia feito o caminho certinho, na direção errada hahaha

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Quando cheguei no restaurante nem sei que horas eram, mas já devia passar das 21h. O restaurante não estava lotado, então assim que dei meu nome, já me sentaram numa mesa para duas pessoas, ao lado das janelas.

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Nunca tinha comido comida indiana na vida, então estava ansiosa para provar. Quando recebi o menu tive minha primeira decepção: eles não tinham Chicken Tikka Massala. Enquanto pesquisava sobre restaurantes e assistia vídeos de viagem no youtube, encontrei várias referências a esse prato indiano, que era dito ser um pouco mais suave, e uma boa escolha pra quem está experimentando pela primeira vez e quer pegar leve na pimenta. O segundo prato que tinha ouvido falar era o Butter Chicken. Como não quis ser muito aventureira – até porque sou alérgica a bastante coisa – decidi ir por ele mesmo.

Existia a opção de pegar o prato com um acompanhamento “puro”, ou ele num combo com vários outros acompanhamentos. Escolhi a segunda opção. Para beber pedi um suco de laranja (não bebo álcool).

Assim que experimentei já senti a pimenta... gente, o negócio é forte mesmo! Haha

Enquanto comia, pedi um copo de água da torneira pro garçom, pra ajudar a amainar a pimenta. Ele me trouxe logo uma jarra haha Também acabei pedindo outro suco. Ao fim, a conta, com gorjeta, deu £ 25.03 . Não dei conta de comer tudo, e o pior é que nem foi pela pimenta, porque era só tomar água que ajudava. Meu problema foi o curry. Tudo que veio no prato parecia ter curry e o sabor começou a me deixar de estômago embrulhado. O frango era saboroso, e tudo era bem temperado. Mas em tudo tinha curry.

Valeu a pena por ser uma experiência gastronômica nova, e o restaurante é super bem avaliado e todo mundo que estava lá parecia estar adorando tudo! Então, pra quem gosta, eu recomendo o restaurante sim, porque a comida estava boa (dentro do que eu consegui comer haha), o serviço foi ótimo e o ambiente também era bem gostoso, mais familiar, não tão baladeiro ou exclusivo. Gostei muito e me senti super a vontade, mesmo estando sozinha! :D

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Finalmente quando sai do restaurante já era quase 23h. Fiquei com dó dos funcionários, porque nas mesas ao meu redor as pessoas ainda estavam comendo e conversando animadas, sem a menor cara de que iriam embora tão cedo.

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Quando cheguei no hostel estava realmente acabada. Tomei um belo de um banho, me enfiei debaixo das cobertas na cama e fiquei assistindo Gilmore Girls na Netflix até quase uma da manhã hahaha Não tinha nada planejado pro dia seguinte, exceto a visita ao Sky Garden no fim da tarde e planejava acordar na hora que Deus quisesse, sem despertador nem nada disturbando meu soninho.

GASTOS:

Alimentação £ 35.53 (Café Nero + Sorvete + Massala Zone)

Atrações £ 28.50 (Kings College Chapel + passeio de Punting + Round Church)

Transporte £ 37.00 (passagem de trem + passagem do trem que eu perdi + taxi)

Souvenirs!

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DIA 9 - 12/06/2017 – SEGUNDA FEIRA

Não lembro a hora que acordei, nem a hora que sai do hostel, só sei que foi meio tarde e que eu tomei um copo de leite com café e parti rumo a National Gallery.

Como já disse, visitei ela meio por cima no meu segundo dia em Londres, mas como minha câmera ficou sem bateria, eu decidi que voltaria novamente. Fui direto pra lá, e dessa vez fiz a visita certinho. Passei no balcão de informações, peguei o mapa (£ 1) e iniciei minha visita. A entrada é gratuita.

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Que lugar incrível! Esse foi meu museu preferido... não entendo quase nada de arte, mas não deixo de apreciar por esse motivo. Fico perdida no meio daquelas pinturas lindas, tanto dos “quase-anônimos” quanto dos grandes mestres.

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As pinturas são maravilhosas.

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O prédio em si é lindo de viver.

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Vale muito muito muito a pena visitar.

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Eu quase me dou ao luxo de dizer que passei por todas as salas (exceto as de exibições temporárias), e não devo ter ficado mais de 2h30 lá dentro, então mesmo se estiver com pouco tempo, ou não seja tãaao interessado em arte, dá pra perder uma meia hora por lá pra ver, pelo menos, os clássicos :) 

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Quando sai de lá estava com fome, então procurei qual Shake Shack ficava mais próximo, porque né, quando você acha algo que gosta no meio de um mar de coisas que não gosta... O mais fácil de chegar era o que ficava no Soho, então peguei o metrô ali em Charing Cross (na frente do museu) e desci na estação de Piccadilly Circus, terminei de chegar a pé. Lá eles têm um segundo andar, onde só tem mesas, então fiz meu pedido, peguei meu lanche e sentei numa mesinha na janela. Quando olhei pro lado nem acreditei no que vi... M&M’s World! :D Já sabia meu destino depois que terminasse de comer haha

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Geeeente, que loja mais incrível! Você nem precisa gostar de M&M pra ir naquela loja... Se não me engano tinha um andar pra cima, num mezanino, o térreo, na altura da rua, e dois andares pra baixo. A loja é imensa, tem de tudo o que você imaginar relacionado a M&M e todas as cores do doce que você quiser, seja de chocolate ou de amendoim.

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Não ia comprar nada, porque tudo é bem caro e eu tinha comprado um pacote grande de M&M no mercado no outro dia por tipo £ 1.50. Maaaas, é claro que eu vi a caneca mais linda da face da Terra e ela necessitava ser minha, dai ferrou. Custou um pedaço do fígado, mas valeu cada centavo ❤️ £ 12.95 essa belezura (e, depois que fiz as contas, não achei tão cara, primeiro porque ela é enorme, segundo, vai tentar comprar uma dessas aqui pra ver se paga menos de 50, 60 reais... então achei que foi um gasto ok!).

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Também tinha que levar um pouco de M&M da própria loja né, então peguei um copo, que tinha preço fixo de £ 6.95 e você enchia com o quanto quisesse – se a tampa dele fechasse, tava valendo! Tinham também saquinhos, que daí eram cobrados por peso, não lembro quanto era, mas não era pouca coisa, e a maioria das pessoas tavam pegando com ele. Eu acho que elas pensaram que era £ 6.95 só o copo, e mais o peso dos doces depois – mas era £ 6.95 o copo cheio!

Tinham umas mantas muuuuuuuuuuuuuuuuito fofas. As mantas mais macias que já senti na minha vida. Mas eram mais de £ 30 cada uma :/  Quando passei no caixa me ofereceram uma mantinha mais sem vergonha por £ 3.00 hahaha Peguei né, por £ 3! Hoje ela fica no canto do sofá em casa... é nossa manta do cochilo haha

Sai de lá que nem uma doida, porque meu horário no Sky Garden era 16h15 e nisso já eram 15h50. A estação de metrô mais próxima de onde eu estava era Covent Garden, e segui pra lá na correria. Queria ter parado na Lego Store – fica em frente ao M&M’s World – mas não deu tempo :/ Mas acredito que Deus sabe o que faz hahaha não teria dado certo minha pessoa numa loja de lego, ia querer trazer um jogo para cada um dos meus priminhos, e eu tenho MUITOS priminhos! Haha (MENTIRA, ia querer trazer pra mim mesmo!!!)

Me confundi no metrô, e, ao invés de pegar o metrô que ia para a estação Monument – que é do lado do Sky Garden – desci em Bank, que também é próxima, mas não tanto. Eu cheguei na estação de Bank já eram 16h15. Tive que parar até meu celular voltar a ter sinal pra olhar no mapa e não seguir na direção errada novamente. Quando ele voltou, consegui chegar com facilidade no prédio.

O esquema de segurança pra visitar o Sky Garden foi o mais cheio dos paranauê que eu vi na viagem toda. Quase tão rígida quanto as dos aeroportos. Detector de metais, máquinas de scanner e raio-x – pra você e seus pertences.

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Cheguei um pouco atrasada mas ninguém nem falou nada, porque como, em tese, você tem uma hora lá dentro com o seu ingresso, chegando dentro desse espaço não vejo porque não te deixariam entrar. Lá em cima ninguém fica conferindo ingresso também não. Talvez no pico do verão se lotar demais aconteça, mas nesse dia fiquei até a hora que quis e ninguém falou nada.

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O Sky Garden é reservado pela internet, no site próprio deles, e as datas abrem geralmente com um mês de antecedência. É gratuito, e, posso falar? Achei que valeu muito mais a pena do que se eu tivesse pagado as absurdas quase £40 que custa pra subir no Shard, porque esse prédio do Sky Garden fica EM FRENTE ao Shard, então além de tudo, você tem ele na vista! :D

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Tem um bar, ou talvez sejam dois, lá em cima. Fiquei com a dúvida: se você fizer uma reserva pro bar, você consegue subir mesmo sem ingresso? Ou o bar só está lá pra quem está fazendo o passeio? Enfim. Também tem um restaurante, mas esse fica meio que pairando em cima do jardim, achei estranho haha

Estava me sentindo cosmopolita, então pedi um drinque.

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Mentira, era limonada - £ 3.50 haha Me sentei em uma das mesinhas que ficam bem de frente com o mirante.

Que vista, que lugar, que beleza!

Fiquei lá um tempãaao mesmo... por um momento pensei até em esperar o pôr do sol, mas estávamos numa época do ano em que isso acontecia muito tarde, então acabei indo embora umas 19h.

Sai de lá e fui andando até a estação de metrô Monument, que foi nomeada em referência ao Monumento ao Grande Incêndio de Londres, de 1666. O construíram no marco zero, onde na época ficava a padaria que iniciou o fogo. Pra quem gosta, a BBC fez uma série contando a história, se chama The Great Fire. Durante o dia o monumento funciona como um mirante, não sei quanto custa, mas parece que tem um elevador que vai até o topo.

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Quando sai de lá fiz a pior burrada de toda a viagem. Mas assim, A PIOR BURRADA. Metade da família tinha pedido coisas, e eu ia deixar pra comprar no último dia em Londres por motivo de: não ter que carregar mala e não acabar usando meu dinheiro de emergência antes do fim da viagem. Acabou que eu tive uma margem maior pra gastos supérfluos, então decidi passar na Primark comprar algumas coisas antes de ir pra Escócia (até porque eu realmente precisava de um casaco a prova de vento, minha parka era quentinha, mas como lá ventava muito e ela era de lã, não tava resolvendo muita coisa pra ventania).

Então lá fui eu. Não vou dar detalhes das minhas compras (pra quem quiser saber mais sobre preços e variedades manda uma mensagem privada que eu respondo, mas aqui não acho que seja necessário), o que importa é que: comprei bastante coisa e também comprei uma mala G daquelas duras, de quatro rodinhas, pra carregar as compras. Meu gasto total na Primark nesse dia foi £ 211.00.

Sim, comprei coisa pra caraleo.

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Só no caminho da loja até o hostel, passando por duas estações de metrô e algumas escadarias... ó, o arrependimento chegou tão rápido! Mas a caca já estava feita, não ia voltar na loja e devolver tudo agora (até porque sai da loja quase na hora de fechar, as 22h).

Enfim. Cheguei no hostel as 22h20 mais ou menos, e as luzes do meu quarto já estavam apagadas, sendo que eu ainda precisava rearrumar minhas malas pra ir embora no dia seguinte pra Edimburgo.

Ah é, não comentei ainda das minhas colegas de quarto: 90% eram orientais. Não sei se é uma coisa cultural, mas elas iam dormir super cedo e já iam apagando as luzes do quarto ¬¬  Em todos os outros dias eu fazia minhas coisas no escuro mesmo, mas nesse dia me recusei. Pelamor né, nem era tão tarde assim, e todas as outras garotas não japonesas/coreanas/chinesas estavam andando pelo quarto fazendo coisas ainda.

Acendi a luz mesmo. Falei “sorry, but I have to pack, I’m leaving in the morning” e acendi mesmo. Tentei não fazer muito barulho e fazer o mais rápido que deu. Em meia hora arrumei tudo dentro das duas malas – só deixei minha roupa que ia usar na manhã seguinte pra fora.

Meu trem para York sairia no outro dia as 09:30. Eu iria passar o dia por lá e seguir para Edimburgo no fim da tarde.

Ó... se apenas eu soubesse o que me aguardava! hahaha

 

GASTOS

Alimentação £ 12.95 (Shake Shack)

Souvenirs!

 

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  • Gostei! 3
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  • Colaboradores

Maravilha de relato, Amanda.
Agora que eu fiquei bastante curiosa pra saber o que te aguardava no dia seguinte, faz favor de não sumir de novo, viu?! 🤨

E, olha, viagem sem perrengue não tem graça. Na hora dá desespero, raiva mas depois a gente acaba rindo com as "cabeçadas" e tendo boas histórias para contar. 

Menina, já sofri convertendo o euro em Portugal, pelo jeito vou entrar em coma se ficar convertendo a libra. Sei que vale, mas que país caro! Estou com a viagem quase toda planejada, mas o clima está me desestimulando, especialmente porque pretendo visitar as Highlands escocesas. Só vejo foto cinza... 😰

[]'s,
Camila

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  • 10 meses depois...
  • Colaboradores

Amanda, que relato divertido e super detalhado!

Vi que temos muitas coisas em comum, além de demorar pra escrever o relato, hahahahauah, mas vc tá ganhando neste quesito! Se vc não voltar aqui eu vou te achar aqui em Londrina e vc vai me contar ao vivo! kkkkk

Te mandei uma MP.

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    • Por claudio_aomundoealem
      Olá mochileiros,
       
      essa é a terceira viagem que descrevo aqui no mochileiros e da qual muito me orgulho - seja por ter ido à minha paixão (Londres) quanto ao planejamento da viagem; afinal a estruturei desde agosto para realizá-la no fim do ano (Haja pesquisa!).
      O resultado de tanto trabalho segue condensado em milhares de palavras. Espero que ajude (e incentive) a potenciais viajantes a conhecer estas capitais mundiais.
       
      Londres e Paris – Parte 2 – Itália e Inglaterra
       
      Dia 18/12 (1)
       
      Enfim, chegou o dia tão esperado desde a compra da passagem aérea em agosto. Com as malas arrumadas na semana anterior, bastava guardar os objetos que só podiam ser armazenados no último dia, como celular, carregador... O voo estava previsto para às 23:00, ou seja, teria de chegar ao Aeroporto de Guarulhos às 20:00 – tarefa relativamente simples, pela proximidade do local que estava somada ao horário. Mas ocorreu o inverso: caiu aquela chuva quando ia chamar o motorista de aplicativo e, por causa da tempestade, o trânsito na rodovia piorou. Serve de lição: mesmo na cidade onde reside, imprevistos podem ocorrer – se a companhia aérea determina chegar com três horas de antecedência, se programe para chegar em uma hora antes disso.
       
      Chegamos ao aeroporto depois das 20:00 e fizemos o check-in em um dos totens da companhia aérea. Todavia, enquanto o portão de embarque seria no Terminal 2, mandaram-nos despachar as malas no Terminal 3. No terminal internacional, havia uma enorme fila para despachar as malas (para me tranquilizar, percebi que alguns passageiros que estavam ainda atrás de nós também iam para Milão – ou seja, se eu estivesse atrasado, não seria o único).
       
      Vozes no alto-falante proclamavam: “última chamada para Nova York. Dirija-se ao guichê para despachar as malas”, “última chamada para Amsterdã”, “embarque para Nova York encerrado” – e nada de Milão.
       
      Após uma hora, uma voz desconhecida disparou a frase sombria “embarque para Milão encerrado”. Nós e outros passageiros ainda mais atrasados fomos questionar os funcionários, que permitiram o despacho das malas (além de que não fizeram o aviso de última chamada e ainda estava em tempo).
       
      Com as malas despachadas, entramos com o bilhete na área de imigração internacional – e uma fila ainda maior apareceu. No fim das contas, conseguimos embarcar na aeronave junto com outros atrasados no horário teórico de partida do avião – e ver de um dos vidros do corredor de ligação interna do Terminal 3 ao 2 que a área de imigração internacional do Terminal 2 estava vazia. Bastava simplesmente que nos enviasse para esse outro setor de imigração – para evitar tal sufoco, reitero: chegue uma hora antes.
       
      RESUMO
       
      NÃO ESTRAGUE sua viagem a ponto de perder o voo – é aquela hora vital que pode destruir todos os sonhos de turismo.
       
      Não se ILUDA com o tempo no aeroporto realizado em viagens anteriores – o aeroporto pode estar lotado e o tempo dos trâmites de imigração, multiplicado.
       
      Dia 19/12 (2)
       
      Devo parabenizar a precisão do serviço meteorológico que informou ao piloto do avião ainda em São Paulo. Como noticiado pelo comandante, a chegada ao Aeroporto de Malpensa-Milano foi recebida sob uma leve queda de neve (sonho de todo brasileiro carente de frio). Distintivamente à viagem do ano anterior, estava muito mais tranquilo quantos aos trâmites pela imigração dos aeroportos na União Europeia. Bastou mostrar os passaportes para receber o carimbo – nada de carta Schengen, hospedagens reservadas e/ou mínimo de dinheiro.
       
      Para viagens que têm destinos com temperaturas opostas às cidades de origem – como sair da abafada primavera paulista para um céu escurecido pela neve – é importante levar roupas na bolsa/mochila para trocar no aeroporto antes de se aventurar pelo destino (ou colocar um casaco mais pesado ainda na aeronave, caso descubra que o avião não usará o finger).
       
      Do Aeroporto de Malpensa para Milão, existem diversas formas de transporte: o táxi, que é muito caro; o trem expresso (Malpensa Express), a um custo à época de € 13; e os ônibus (shuttle), de 8 a 10 euros. No entanto, o nosso caso seria direcionado a outra cidade, Busto Arsizio. Para chegar a esta cidade, bastava pegar o trem regional, a um custo de € 4.
       
      O detalhe que fica nessa primeira viagem ferroviária na Itália é que não passei por nenhuma catraca em todo o trajeto. Não recebi comprovante de pagamento quando comprei na bilheteria, não havia catraca na plataforma do aeroporto, nem na saída da estação em Busto Arsizio. Era necessário convalidar o bilhete em pequenas máquinas que ficam em todas estações de trem na Itália (a necessidade de convalidar o bilhete não ocorre só na Itália – vale para vários países europeus). Basta inserir o bilhete de trem adquirido na máquina e essa registra o momento do ato (convalida), indicando o período pelo qual a viagem é válida. Por sorte, não tivemos a desagradável abordagem pelo fiscal da companhia ferroviária.
       
      Depois de deixar as malas no quarto, partimos para a noite milanesa. Nada mais justo experimentar o aperitivo milanês: pede-se uma bebida junto com os aperitivos – só que, tratando-se da comida italiana, os aperitivos serviam perfeitamente para jantar. Para esta experiência, o custo ficou em 10 euros.
       
      A neve que caía no aeroporto foi modificada por uma mistura de água e neve em Milão, o que dificultava um pouco andar pelas ruas geladas e molhadas da cidade italiana. Próximo da estação Milano Cadorna fica a Basilica di Sant´Ambrogrio, uma igreja milenar com registros da época romana.
       
      RESUMO
       
      O trâmite de imigração PODE ser bem tranquilo.
       
      LEMBRE-SE de ver qual é a temperatura prevista no momento de chegada ao destino.
       
      SAIR do aeroporto é fácil. O problema está no preço e tempo para cada forma de transporte – e ver na última hora pode ser bem mais complicado.
       
      Nas ferrovias italianas (e na Europa) lembre de CONVALIDAR seu bilhete.
       
      VIVA a noite em Milão: experimente os aperitivos milaneses.
       
      Dia 20/12 (3)
       
      Nas primeiras horas em solo europeu, é fundamental ir ao mercado comprar alimentos para economizar com as refeições. A despeito de ser um ato aparentemente simples, a dificuldade representada por outro idioma (italiano) e a necessidade de calcular os preços (não somente de euros para real, mas entre os próprios produtos em euro – a diferença de preços chega a ser surpreendente) tornam a ação bem mais demorada do que a feita no Brasil. Para tornar o ato mais eficiente, o uso de celular e/ou papel e caneta para tradução e comparação de preços pode ser interessante.
       
      Estávamos hospedados em Busto Arsizio, mas pegaríamos em Milão o ônibus para Londres à noite – e o que fazer com as malas? Seria inviável retornar para Busto Arsizio somente para buscá-las. Por um erro de planejamento, não tinha estudado antes os depósitos de bagagem disponíveis em Milão para poder comparar os preços e utilizamos o da estação Milano Centrale, a um custo de € 7 por 7 horas.
       
      Com as malas guardadas na estação, realizamos nosso passeio de um dia por Milão. Para quem tem somente essas horas na cidade, o passeio obrigatório é o Duomo de Milano, uma gigantesca catedral gótica. Muitos sobem no seu telhado, no qual fica mais fácil observar a arquitetura e as inúmeras estátuas que compõem a estrutura da catedral e permite uma ampla visão da cidade. Diferentemente de outras igrejas de Milão, o acesso a seu interior é pago.
       
      Além do Duomo, foi possível conhecer ainda a Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos shoppings da Itália; a Via Monte Napoleone, uma das ruas que compõe o quadrilátero da moda, composta por várias grifes internacionais; o Bosco Verticale, conjunto de torres residenciais “verdes”.
       
      Depois de retirarmos as malas, embarcamos no metrô rumo à estação Lampugnano, que possui uma rodoviária anexa de onde partem os ônibus para outros países e regiões. Apesar de Milão ser uma grande e importante cidade, a rodoviária estava longe da qualidade apresentada pela Rodoviária paulistana Tietê – era apenas uma cobertura aberta, onde os passageiros nas plataformas aguardavam no frio a chegada dos ônibus.
       
      Depois de um atraso de uma hora, o ônibus chegou. O motorista pede documento de identificação (passaporte) e um comprovante da passagem, com o QRcode (pode ser tanto no celular quanto impresso, mas é melhor ter a versão impressa: possibilita conferir informações rapidamente e auxilia caso ocorra algum problema, como falha da leitura do QRcode no celular). Diferentemente de viagens brasileiras, cada passageiro coloca – e retira – sua mala no bagageiro do ônibus e escolhe livremente seus lugares.
       
      RESUMO
       
      Ao chegar ao destino, vá ao SUPERMERCADO.
       
      ENTENDER o que está escrito nos produtos pode ser complicado. Baixe um tradutor para uso off-line.
       
      As malas podem representar um custo a mais considerável. Se puder, pesquise antes por DEPÓSITO DE BAGAGEM caso tenha de usar.
       
      Em Milão, VISITE o Duomo de Milano, a Galleria Vittorio Emanuele II, o Bosco Verticale, a Via Monte Napoleone entre outros.
       
      Nem tudo é perfeito: os ônibus em países desenvolvidos podem ATRASAR.
       
      Para EMBARCAR no ônibus, basta seu passaporte e o QRcode – e coloque você mesmo sua mala dentro do veículo.
       
      Dia 21/12 (4)
       
      Os ônibus realizam com frequência constante paradas com duração de 15 minutos, o que torna desnecessária a preocupação de eventual necessidade de ir ao banheiro.
       
      Finalmente, um pouco depois do meio-dia, o ônibus chegava na estação Gallieni, em Paris, para conexão de menos de 2 horas com a outra linha que levaria a Londres (apesar do atraso de uma hora em Milão, o motorista conseguiu recuperar o tempo). Diferentemente das paradas realizadas pelo ônibus, o banheiro na estação é pago, e o preço dos produtos (água e comida) nas lanchonetes é caro. Então, mesmo que não “sinta necessidade”, melhor ir ao banheiro das paradas e traga comida comprada em mercados. Quanto ao consumo de água, não há necessidade de comprar – toda água disponível nas torneiras da Europa é potável, com exceção de alguns países da Europa Oriental.
       
      Diversamente ao primeiro ônibus em Milão, este chegou no horário e iniciamos a segunda parte da viagem. Seguiu em direção ao norte francês até Calais, onde começava ainda na França o trâmite de imigração para as ilhas britânicas.
       
      Ainda no ônibus, entregaram-nos um pequeno pedaço de papel para preenchimento de informações exigidas pelos oficiais britânicos (se os dados que forneci estavam de acordo com o determinado pela lei britânica, nunca saberei).
       
      Depois de passar pelo guichê dos oficiais franceses, que deram o carimbo de “saída” no passaporte – pela lei, estava em território internacional, mas fisicamente na França – chegamos ao posto dos oficiais britânicos. Como esse “caminho” dos ônibus é comumente utilizado por imigrantes ilegais, esperávamos uma entrevista mais “longa” em comparação a dos aeroportos. Apresentamo-nos juntos ao oficial que pediu as informações básicas: hospedagem, tempo de permanência, além de requisitar os papeis com os dados do voo de retorno. Respondemos que íamos passar o Natal em Londres e que alugamos um apartamento, além de mostrar os papeis do voo. Foi o suficiente. Em posse de nossos passaportes, carimbou a entrada, junto do visto de permissão de permanência no Reino Unido por até 180 dias.
       
      De volta ao ônibus depois do nosso sucesso na obtenção do visto, este ainda não saiu: outros passageiros não tiveram o mesmo desempenho – um inclusive foi retirado do ônibus por policiais mesmo tendo recebido o visto. Após esperar meia hora, o motorista virou a chave do veículo e partiu. Mas, em menos de dez minutos, parou o veículo novamente. Porém não se tratava de embaraço alfandegário.
       
      À frente do ônibus, gigantescas plataformas denotavam o início do Eurotúnel. Após ter a liberação de acesso pelo funcionário da ferrovia, o motorista manobrou para a plataforma indicada e inseriu o veículo no imenso trem que percorre por baixo do Canal da Mancha.
       
      Com a entrada de outros veículos, o vagão foi lacrado e o trem iniciou o percurso. Nesse trajeto os passageiros têm permissão de descer do ônibus e andar pelo trem. Apesar do caminho ser por baixo do mar, nada demonstrava que está embaixo dele, a mais de 100 km/h.
       
      O vagão foi aberto com a parada do trem indicando o fim do Eurotúnel, em Folkestone. O motorista manobrou e rapidamente caiu na estrada, regulada sob a curiosa mão inglesa. No primeiro posto de combustível da estrada, o ônibus fez uma parada, onde alguns passageiros desceram e retiraram suas malas (e meu receio de “pegarem” a mala errada...) – fiquei com a impressão de que alguns europeus vão ao terminal inglês no Canal da Mancha e utilizam o transporte de ônibus para a Europa Continental para economizar.
       
      Em seguida, o motorista retornou a marcha rumo à capital inglesa. De largas rodovias, o cenário do percurso modificou para estradas menores, mais apertadas, de caráter urbano... Até visualizar numa avenida a placa da TransportForLondon, prova inequívoca de que tínhamos chegado à Grande Londres. Como cruzamos a cidade desde os subúrbios até o centro, esse trecho, de certa forma, foi o equivalente a um city tour.
       
      As casas da exclusiva arquitetura britânica foram trocadas por lojas de comércio e alguns prédios, mas ainda não aparecera nenhum ponto famoso reconhecível – até chegar próximo ao rio Tâmisa e, como fã do personagem James Bond, reconhecer instantaneamente o prédio do MI6 ao lado da Vauxhall Bridge.
       
      Em poucos minutos, o ônibus chegou na rodoviária que atende Londres (Victoria Coach). Diferentemente do que seria possível imaginar para um país desenvolvido, a rodoviária não é integrada à estação homônima de trem e metrô.
       
      Na estação Victoria, pagamos a caução do cartão OysterCard (£ 5) e o valor do metrô avulso até Candem Town, que fica na zona 2 (£ 2,40). À época, bastava ficar mais de dois dias em Londres para receber a caução do cartão de volta – agora só é possível receber depois de um ano. Como era também uma estação de trem, poderia já ter comprado o travelcard para iniciar o uso no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      Não se preocupe muito com a NECESSIDADE de ir ao banheiro – o ônibus faz frequentes paradas.
       
      TRAGA comida comprada nos supermercados – o preço dos alimentos nas paradas realizadas pelo ônibus é bem alto.
       
      A ENTREVISTA para acessar o Reino Unido começa ainda na França. Basta responder diretamente o que o oficial da imigração perguntar – e tenha os papeis relacionados à viagem junto consigo.
       
      Os ônibus são uma forma mais barata (e demorada) de utilizar o EUROTÚNEL.
       
      RECONHEÇA o prédio de MI6, constante nos filmes de James Bond.
       
      Dia 22/12 (5)
       
      Nesse dia ocorreu um erro: acordamos mais tarde do que devia, o que pode afetar todo o planejamento previsto para o dia.
       
      Fomos à estação de trem Euston comprar o Travelcard em papel para uso do transporte público ilimitado por uma semana e que permitiria participar da promoção 2FOR1. A atendente da estação perguntou qual seria o tempo de uso (1 semana) e as zonas abrangidas (1 e 2). Ela requisitou as fotos 5x7 para colar no documento – na verdade, as 3x4 do Brasil servem. Como as fotos 5x7 são caras na Europa e ainda mais caras na Inglaterra, lembre-se de trazer do Brasil – e pediu que assinássemos o travelcard. Recebemos um tipo de “carteirinha” com nossa foto e um papel em formato de cartão que deve ser inserido nas catracas das estações de metrô e somente mostrado aos motoristas dos ônibus vermelhos.
       
      Em posse do Travelcard e dos vouchers da promoção 2FOR1 desembarcamos na estação Tower Hill, para irmos na Tower of London. Só que a cidade possuiu atrações uma ao lado da outra e, antes de irmos à Tower of London, conhecemos a icônica Tower Bridge. Porém é mais importante executar o passeio principal do dia e, conforme o tempo disponível, conhecer as demais atrações.
       
      Tendo encontrado a bilheteria da Tower of London, era o momento de testar os vouchers da 2FOR1 e descobrir se era somente uma promoção “para inglês ver”. O funcionário ficou com os vouchers e viu nossos travelcards – e a “mágica” aconteceu: recebemos o segundo ingresso gratuitamente.
       
      A Tower of London, com esse nome, parece indicar somente uma torre – mas é muito mais do que isso. É um fascinante complexo com mais de 900 anos, que serviu de residência real, depósito de armas, casa da moeda e atualmente, além de importante atração turística, serve como cofre das joias da Coroa Britânica. Tal qual alguns museus em Londres, possui algumas seções interativas, o que permite ao visitante se integrar ainda mais com a história – e, consequentemente, a visita demanda ainda mais tempo do que podia ser previsto. Considero um símbolo de Londres e um sacrilégio não a visitar – é uma atração a qual voltarei.
       
      Com o horário de visita a Tower of London e de outros museus exaurido, buscamos conhecer alguns dos locais abertos da cidade. Decidimos ir à área abrangida pela Oxford e Regent Streets e desembarcamos na estação de metrô Oxford Circus – ou seria o Brás? O Natal estava à vista, em 3 dias, e uma quantidade imensurável de consumidores compartilhava cada metro quadrado do local, uma das regiões de comércio popular mais famosa de Londres (para brasileiros, infelizmente, os preços não eram tão populares quanto gostaríamos).
       
      A despeito da dificuldade de deslocamento típica de zonas de comércio popular, avançamos pela Regent Street até Piccadilly Circus, praça consagrada por seus painéis curvos e pela estátua de Eros.
       
      Depois de encontrar uma lanchonete para refeição, já que os restaurantes ao redor são extremamente caros, chegamos a Leicester Square, outra memorável praça londrina (e de preços também “memoráveis”). Nela ficam algumas lojas famosas, como a do Lego e da M&M´s.
       
      No caminho para a estação de metrô Charing Cross, chegamos a outra praça que acredito ser ainda mais célebre: Trafalgar Square, que celebra a vitória da Marinha Real Britânica contra as forças napoleônicas durante a batalha homônima de 1805. Nela ficam as Coluna de Nelson (homenagem ao destacado Almirante Nelson, que participou da Batalha de Trafalgar) e National Gallery, que seria um dos lugares visitados no dia seguinte.
       
      RESUMO
       
      DICA UNIVERSAL: acorde cedo para aproveitar o máximo que puder da viagem.
       
      UTILIZE o Travelcard em papel de 1 semana para pagar menos nas atrações.
       
      Entre no que considero como passeio OBRIGATÓRIO em Londres: a Tower of London.
       
      ADMIRE a ponte vitoriana Tower Bridge.
       
      VÁ para a região do “Brás” de Londres: Oxford e Regent Streets.
       
      Inevitavelmente, em algum momento da viagem, PASSARÁ pela Trafalgar Square.
       
      Dia 23/12 (6)
       
      Mais habituados com Londres, desembarcamos na estação Westminster para acessar a Churchill War Rooms, um museu em homenagem ao ex-primeiro ministro inglês Sir Winston Churchil. No museu é apresentado um pouco da vida e história do estadista, como suas obras literárias (ganhou o Prêmio Nobel de Literatura). Contudo, a ênfase é aplicada sobre as ações mais importantes realizadas pelo político: as salas do atual museu serviram como gabinete de guerra para liderar o Reino Unido junto aos demais países nas vitórias dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, até 1945. Os ambientes representam fielmente o período da guerra, com bonecos representando oficiais no esforço de vitória, mapas dos anos 40, escritório,  a sala de trabalho das secretárias do ex-ministro, o quarto de Churchill, cozinha, além de curiosidades e objetos relacionados à guerra, como a Enigma ­­– uma máquina eletromecânica de criptografia, cujo código foi quebrado sob liderança do matemático Alan Turing.
       
      Para quem tem curiosidade, o filme O Destino de Uma Nação indica de forma satisfatória o gabinete de guerra que foi transformado em museu. Após a visita ao local, é perceptível compreender a admiração dos britânicos pelo seu ex-primeiro ministro – que, decerto, ganhou mais admiradores após o passeio.
       
      Depois de conhecer Churchill War Rooms, fomos ao National Gallery, um museu de arte fundado em 1824 que abriga pinturas de artistas europeus do século XIII ao XX, com quadros de Cézanne, Manet, Goya, entre outros. Curiosamente, um dos quadros que nos impressionou – An Experiment on a Bird in the Air Pump (1768) – era justamente a pintura que aparecia atrás de James Bond em Skyfall.
       
      Todavia, a visita ao National Gallery tinha de ser rápida, já que era um outro museu o foco do dia (ademais, é o principal museu da cidade): The British Museum. Conseguiram colocar artefatos de TODAS as culturas que já existiram: macedônios, fenícios, sumérios, babilônios, árabes, africanos, índios, egípcios, gregos, romanos, americanos, africanos, asiáticos, chineses, mongóis, indianos... (com a ressalva que somente um pequena fração das peças do museus ficam em exposição).
       
      Na área egípcia, os turistas se aglomeram ao redor da Pedra de Roseta, artefato que permitiu a tradução dos hieróglifos do Egito Antigo para os idiomas vigentes, por meio da “ponte” representada na pedra em grego antigo. Como é de se esperar, várias múmias ficam expostas nas alas. Contudo, mesmo chamando pelo Imhotep, nenhuma respondeu – era impossível não lembrar do filme O Retorno da Múmia (2001).
       
      Na seção grega, não um, dois ou três... mas incontáveis vasos gregos lotavam a sala e, a despeito de ter mais de dois mil anos, vários estavam intactos, como se o curador do museu tivesse comprado os objetos na Oxford Street. Em outra ala, enormes colunas gregas chocavam os visitantes por seu tamanho e, possivelmente, se perguntavam como colocaram – e trouxeram da Grécia – tais colunas no museu.
       
      Para ver todo o museu (e caso goste de objetos históricos) um dia é necessário. O museu fecha às 17:00, contudo isso não quer dizer que pode ficar dentro do complexo até as 16:59. Vinte minutos antes eles já iniciam o processo de “evacuação”.
       
      Com as atrações fechadas, resta visitar os lugares abertos. Um dos escolhidos foi o Monument, uma torre de pedra criada em homenagem ao Grande Incêndio de Londres de 1666. Outro local foi rever o edifício do MI6 (só não contávamos com um guindaste que atrapalhava as fotos...) e caminhar pelas vias Millbank e Whitehall até acessar um pub próximo à Trafalgar Square. No entanto, o local não agradou e voltamos ao apartamento, mas não antes de comprar um prato típico britânico: fish and chips. A ressalva que fica para esse prato (e para outros alimentos) é que custou £ 6,50 em Candem Town, contra £ 13 na área mais central (e turística) de Londres.
       
      RESUMO
       
      VISITE as Churchill War Rooms.
       
      CONHEÇA alguns museus de Londres: National Gallery e The British Museum.
       
      CONSUMA uns dos típicos pratos londrinos: fish and chips.
       
      Dia 24/12 (7)
       
      Era o primeiro dia com limitações de atrações devido ao feriado Natal e as opções de passeios eram menores, devendo ser previamente pensadas. Ainda no começo da manhã, desembarcamos na estação St John´s Wood até chegar à Abbey Road, rua que foi o cenário do consagrado álbum homônimo de The Beatles. A frequência de turistas-fotógrafos que aparecem no local é relativamente alta, o que permite o registro do seu momento Paul McCartney, apesar de ser uma rua comum – os carros continuam passando por lá, demandando mais tempo para as fotos/videos.
       
      A próxima atração do dia foi a troca de guarda em frente ao Buckingham Palace. Apesar de ser famoso, é dispensável – achei demorado e cansativo, sem contar com os alertas da polícia acerca dos batedores de carteira (os pickpockets). Pelo menos, o passeio seguinte não era longe: a Queen´s Gallery, numa entrada lateral do Buckingham Palace. Sendo dentro do palácio, imaginava que seria possível visitar algumas salas ricamente decoradas, tal qual o Palácio Real de Madrid e curtir a exposição. Infelizmente, eram só algumas simples salas com exposição de objetos de arte pertencentes à Coroa Britânica (como toda as exposições de artes na Europa, é interessante, mas existem outros lugares com mais obras e baratos).
       
      Posteriormente, caminhamos ao longo de The Mall, a via de asfalto vermelho que sempre aparece nos filmes e noticiários, e conecta o Buckingham Palace à Trafalgar Square.
       
      A ideia seguinte era conhecer a St. Paul Cathedral, contudo nós e mais alguns turistas fomos avisados que já estava fechado para visita, apesar de ter verificado com antecedência que estava ainda no horário válido para acesso. Como não adianta discutir, fomos à Milennium Bridge, uma ponte exclusiva a pedestres que conecta a catedral ao Tate Modern.
       
      Outra atração que estava realmente aberta era Bond in Motion (London Film Museum Covent Garden), um museu acerca de James Bond. Para chegar ao local, utilizamos os tais ônibus vermelhos da cidade, que permite aquela visão um pouco mais “de cima” das ruas, e achei meio lento – definitivamente os trilhos são a melhor opção para Londres. No museu encontram-se os carros, objetos, roupas e materiais dos filmes, especialmente do último, Spectre (2015) – para quem curte os filmes do agente especial britânico é um passeio que poderá valer a pena.
       
      Findo o passeio pelo mundo de 007, só restava pelo resto do dia conhecer mais ruas e lugares da capital britânica. Andando mais próximo ao Rio Tâmisa, encontramos o enorme edifício The Shard, à Tower Bridge, sob a especial iluminação noturna e, mais afastado, a estátua de Sherlock Holmes próximo da estação Baker Street.
       
      RESUMO
       
      FAÇA pessoalmente sua própria versão da capa do álbum Abbey Road, dos The Beatles.
       
      ENCARE junto com milhares de turistas uma posição privilegiada no Buckingham Palace.
       
      Com um pouco mais de sorte, VÁ para St. Paul Cathedral e caminhe pela Milennium Bridge.
       
      Dia 25/12 (8)
       
      Merry Christmas! O Natal chegou. Mas, diferente dos britânicos, não pretendia passar o feriado no apartamento. Afinal, estava em Londres e cada segundo em libras esterlinas tinha que ser aproveitado. Todavia, esse dia era o mais difícil da parte do planejamento, pois as atrações estariam fechadas, até o transporte público. Seria o caso de conhecer os lugares abertos da cidade, com o cuidado de minimizar o uso das pernas.
       
      Como um referencial, utilizei os cenários londrinos da série Sherlock, da BBC. A primeira parada foi a frente da casa do Sherlock Holmes, a 221B que fica na... N Gower Street, próximo à estação Euston (os produtores escolheram essa rua pela proximidade da Baker Street, que é uma rua movimentada, e pela conveniência de gravação).
       
      Seguimos pela Woburn Pl, onde encontramos algumas lojas abertas, apesar do feriado (provavelmente seus lojistas não comemoram o Natal) até chegar a High Holborn, que delimita parte da City of London (Londres e a City não se confundem: a City é a cidade original, enquanto os outros lugares, como Westminster, são cidades que foram unidas na atual Londres). Na City, ficam a Central Criminal Court, cenário de julgamento de James Moriarty. Bem próximo, o St. Bartholomew´s Hospital, onde Sherlock faz suas pesquisas auxiliado por Molly e... (melhor assistir à série).
       
      Apesar de citar apenas alguns cenários, cada casa, cada prédio merece uma contemplação. Ao longo das vias da cidade, cruza-se por edificações seculares que provam o porquê de Londres É Londres.
       
      Após chegar ao ponto mais “oriental” do dia – a área ao redor da estação Bank, depois de ver outros turistas que abusavam das pernas no feriado, realizamos um percurso às margens do Rio Tâmisa, ora mais próximo do rio, ora mais afastado. Nessa maratona, foi possível encontrar mais estátuas da Rainha Victoria e perceber a admiração dos britânicos pela antiga monarca – desde estátuas em frente ao Buckingham Palace, na Blackfriars Bridge, a nome de linha e estação de metrô.
       
      Na área da estação Embankment, atravessamos o rio pela Golden Jubilee Bridge até os Julibee Gardens, que também são cenários da série Sherlock e um dos lugares mais visitados de Londres, onde fica a roda gigante London Eye (e também vários “espertinhos” tentando dar golpe em turistas).
       
      A próxima ponte era a Westminster Bridge, onde o helicóptero abatido por James Bond caiu em Spectre (2015). O local é uma paisagem perfeita para fotos e vídeos da própria ponte e dos Palace of Westminster e Big Ben (o problema é que estes ainda estão em reforma...). Do parlamento avançamos até o Buckingham Palace, agora sem que aquele movimento insano de turistas como no dia anterior, o que permitiu apreciar os detalhes da praça e da área externa do palácio.
       
      Pela Constitution Hill, chegamos ao Hyde Park, que, surpreendentemente estava aberto no dia. O parque, um dos maiores de Londres, é famoso pelo Kensington Palace e os esquilos que acompanham os transeuntes, em busca de comida.
       
      Durante o descanso no parque, a noite chegou, junto ao cansaço, imperando o regresso ao apartamento. Caminhando ao redor do parque, chegamos ao Marble Arch e seguimos pela Oxford Street, que seria o foco do dia seguinte. As ruas do comércio popular estavam vazias, bem diferente do enxame de pessoas visto no dia 22, e as lojas fechadas preparavam-se para as liquidações que iniciariam em alguns pares de horas.
       
      Todo esse trajeto totalizou mais de 20 quilômetros – unicamente a pé. Existe a possibilidade de embarcar nos ônibus Hop On Hop Off, que funcionam no feriado de Natal. Contudo, como nessa viagem a maioria das atrações seria conhecida nos seis dias restantes de passeio, escolhemos nossas pernas – não adianta se iludir: para conhecer o Velho Continente, tem de andar... (e muito).
       
      RESUMO
       
      APROVEITE o Natal em Londres para conhecer uma cidade muito mais tranquila.
       
      VISITE os cenários da série Sherlock, da BBC.
       
      CRUZE as inúmeras pontes sobre o Rio Tâmisa.
       
      Dia 26/12 (9)
       
      Boxing Day! O terceiro dia de limitações das atrações é um feriado típico dos britânicos. Nesse dia os lojistas derrubam os preços dos produtos que não venderam até o Natal. E, mesmo com a necessidade de acessar a Oxford Street, a restrição de transporte público ainda continuava – o regresso é feito gradualmente, começando pela periferia até chegar ao centro. Por conta disso (e do horário das aberturas das lojas), era necessário acordar mais cedo do que o de costume, como se fosse um “dia de trabalho”.
       
      Entrementes, chegamos a tempo na mais famosa loja de roupa barata das ilhas britânicas – e europeia: Primark. Tal qual a versão da Gran Via, em Madrid, os produtos estavam com preços muito satisfatórios, alimentados pela característica de liquidação do dia – produtos com remarcação na hora, blusas de 8 por 3 libras, camisetas por 1 libra. Para quem tiver a oportunidade de passar esse dia em Londres (e com a mala adequada), vale muito a pena.
       
      Depois de vasculhar cada conta da loja, fomos em outras na Oxford Street, mas nestas os preços não chegavam próximo ao encontrado na primeira – fora da dificuldade de caber na mala. Ainda assim, os camelôs que vendem na calçada possuem bons preços, como um moletom com o desenho de Londres, mais barato do que em outras lojas inclusive afastadas do centro da cidade.
       
      A ideia à tarde era visitar a St. Paul Cathedral, que, segundo o site da igreja, retomaria seus passeios no dia. No entanto, o cansaço no grupo decorrente do dia anterior foi implacável e descansamos por um breve período no apartamento. Nesse ínterim, percebemos o patriotismo dos britânicos: a quantidade de filmes com atores do Reino Unido era absurda (coincidência ou não, assistimos ao 007 Skyfall, com James Bond realizando uma perseguição nas ruas de... Londres!).
       
      Posteriormente, voltamos ao centro de Londres, para se encantar novamente com as ruas da cidade e encontrar eventualmente mais algumas pechinchas do dia.
       
      RESUMO
       
      APROVEITE as ofertas do Boxing Day.
       
      Dia 27/12 (10)
       
      Com o retorno das atividades turísticas, fomos até à estação King´s Cross St. Pancras visitar a plataforma 9  do Harry Potter. Apesar de ser denominada como uma única estação, são duas estações de trem concebidas separadamente – King´s Cross e St. Pancras (a que aparece em Harry Potter e a Câmara Secreta é a St. Pancras). Apesar de o último livro do bruxo já ter sido lançado a doze anos, ainda tinha fila para tirar foto para "embarcar" na plataforma.
       
      Dos filmes do Harry Potter, fomos ao cenário de outra produção da sétima arte: Um Lugar Chamado Notting Hill. Desembarcamos na estação Notting Hill Gate e caminhamos pela Portobello Road, com sua sempre constante feira de rua (existem produtos interessantes, mas se deve tomar cuidado com eventuais produtos falsos).
       
      Fora de Notting Hill, entramos no ônibus vermelho para conhecer o Kensington Palace, que foi o principal palácio da realeza até a rainha Victoria mudar para o Buckingham Palace. Neste palácio ainda vivem (ou viviam) alguns membros da família real, como o Duque e a Duquesa de Sussex (Príncipe Harry e Meghan Markle). No palácio, os funcionários contam a história do local e, principalmente da Rainha Victoria e do príncipe Albert – como o forte temperamento da jovem rainha, de expulsar sua mãe após a morte do rei. Nas salas, objetos pertencentes à antiga monarca ficam em exposição, como suas bonecas, quadros, pinturas, joias e coroa que não ficam na Tower of London.
       
      Além da Rainha Victoria, existe uma ala dedicada a outra personalidade real querida pelos britânicos: a Princesa Diana, com uma exposição da breve vida da Lady Dy e de seus célebres vestidos.
       
      Fora do palácio, fomos à Westminster Abbey. Só que nos enganamos com a entrada junto com outros turistas e achamos que já estaria fechada, mas era um portão errado. No fim, resolvemos ir ao Natural History Museum. Apesar de ser um passeio à primeira vista para crianças, o museu também diverte adultos. Ficam à vista rocha da Lua, representação de milhares (e gigantescas) espécies, como a Baleia Azul, e outros tantos extintos, como dinossauros e outros não tão antigos assim, como o Pássaro Dodô. Para os brasileiros que não têm a menor ideia de como é enfrentar um terremoto, um simulador do museu representando a fúria da Terra num supermercado de Kyoto consegue gerar uma noção.
       
      Tal qual a Tower of London e British Museum, os funcionários “convidavam” os visitantes a se retirarem do recinto. Para a última noite completa em Londres, visitamos na Regent Street a Hamley´s – famosa loja de brinquedos que divertem crianças (e muitos adultos – o problema é que nada mais cabia na mala...). E a sempre presente caminhadas pelas ruas da cidade, como em Whitehall.
       
      RESUMO
       
      CONHEÇA alguns dos cenários de filmes em Londres, como do Harry Potter e Um Lugar Chamado Notting Hill.
       
      Já que não dá para entrar no Buckingham Palace no inverno, VISITE o outro palácio real: Kensington Palace.
       
      Outro museu a ser CONHECIDO na cidade: Natural History Museum.
       
      Dia 28/12 (11)
       
      Como tudo na vida, alguma hora acaba – o último dia nas ilhas britânicas chegara. Era o ato chato de arrumar as malas e a missão impossível de fazer as compras caberem nelas (contudo, creio que fosse melhor fazer na noite anterior à saída).
       
      Infelizmente, não era possível deixar as malas no apartamento; ou seja, tal qual em Milão seria necessário encontrar um depósito de bagagem, com a diferença de ter algum conhecimento do preço pelo pago na Itália. Existem alguns sites que oferecem esse serviço, mas como não estávamos acostumados – fora que em alguns o preço continuava caro – preferimos o modo tradicional.
       
      Fomos até a estação Victoria e vimos preços muito acima do que fora pago em Milão. Somente com o choque percebemos que estávamos na estação Victoria de trem e metrô e não na rodoviária (coach) Victoria. O serviço da rodoviária se mostrou muito mais conveniente: os preços eram bem menores, o prazo de aluguel e o tamanho da mala mais flexíveis.
       
      Com as malas guardadas, fomos à Westminster Abbey e, desta vez, na porta – e fila – certa. Aliás, foi o único local de Londres que tinha fila gigante (pode ser pela data, 28/12; dia da semana – sexta-feira; o horário em qual chegamos; e/ou é uma atração superdisputada). Na abadia encontramos o lugar onde está enterrado o cavaleiro que o papa enterrou (quem acompanha Robert Langdon entenderá...), além de outras poderosas personalidades históricas britânicas, o local onde é feita a coroação da monarquia britânica e a cadeira em que o recém rei/rainha recebe a coroa, com quase um milênio.
       
      Findo o passeio pela abadia, era o momento de se preparar para a viagem à Paris. Fomos à estação do metrô receber a caução de £ 5 do Oystercard de volta e ao mercado para comprar algum alimento para comer na viagem.
       
      Após retirar as malas, aguardamos na rodoviária a chegada do ônibus. Desta vez, muito diferente da experiência em Milão, essa rodoviária aproxima-se mais com o que conhecemos da rodoviária Tietê, com painéis eletrônicos indicando a linha do ônibus à respectiva plataforma, bancos para descanso, lanchonetes e lugares cobertos.
       
      Desta vez, o ônibus chegou no horário e, semelhante ao primeiro trajeto, o motorista fez uma simples conferência do bilhete e passaporte, cabendo a cada um guardar sua respectiva mala. Era o fim da minha primeira estadia em London.
       
      Depois de um pouco mais de uma hora de percurso, o ônibus chegou em Folkestone para os trâmites de imigração. Os agentes britânicos entraram no ônibus e passaram os chips dos passaportes num leitor; já os franceses foram mais “tradicionais”, com a fila indiana para se apresentar aos agentes de imigração.
       
      Todavia, o trâmite de imigração foi bem mais rápido do que o da viagem da semana anterior (afinal, seria um tanto difícil imaginar um imigrante ilegal querer sair do Reino Unido rumo à Europa Continental). O ônibus partiu rumo ao Canal da Mancha, mas, ao invés de descer para as plataformas do trem, estava subindo... até parar em uma das vagas dentro da balsa. Só que esta balsa era muito diferente das que atendem a travessia Santos-Guarujá; estava mais para um cruzeiro: restaurante, cassino, área de descanso, free-shop.
       
      A balsa saiu do cais britânico ao lado de centenas de gaivotas, num cenário parecido ao visto no filme Indiana Jones e A Última Cruzada, apesar da limitação de visão devido à fraca luminosidade noturna. O trem é inegavelmente mais rápido (menos de uma hora) do que a balsa (2 horas), mas para quem está a turismo a balsa pode tornar a viagem mais divertida – e seguramente bem mais econômica. Durante o trajeto, basta encostar num dos vários bancos da balsa, já que não é permitido ficar dentro do ônibus enquanto a embarcação navega pelo Mar do Norte.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      A rodoviária (coach) Victoria possui depósito de bagagem com preço INFERIOR a de estações de trem.
       
      VISITE a Westminster Abbey, a principal igreja de Londres.
       
      O trajeto Londres-Paris pode ser feito de maneira ANTIGA: via balsa.
       
      Londres e Paris – Parte 3 – França e Suíça
       
      Dia 29/12 (12)
       
      Já em território francês, o ônibus fez uma parada no Aeroporto Charles de Gaulle e chegou em Paris, na rodoviária Gallieni que, diferente de sua equivalente londrina, é integrada ao metrô da cidade. Depois de comprar os bilhetes de metrô (na época, os t+10; agora existem opções melhores) e ver alguns usuários pulando a catraca, embarcamos na rede de trilhos até a cidade de Montreuil.
       
      Como chegamos mais cedo do que o combinado para entrar na casa alugada (e para escapar do frio), decidimos tomar um chocolate quente – só não contávamos que ninguém entenderia chocolate, apesar da grafia em francês ser chocolat. Após muito esforço, conseguimos obter o produto – e perceber que a influência do inglês nos outros países fica limitada às áreas turísticas.
       
      Depois de deixar as malas na casa, fomos à primeira atração da cidade, a Basilique du Sacré-Coeur, na área mais elevada de Paris. Já tinha pesquisado ainda no Brasil acerca dos golpistas que amarram pequenas fitas no braço e, para evitar de sermos importunados, subimos até a basílica com as mãos dentro do bolso.
       
      Diferente do que pode ser imaginado para umas das cidades mais visitadas do mundo, o acesso à área interna da basílica é gratuito – porém, é uma visita rápida. Para quem quiser pagar, há a opção de subir nela e ter uma ampla visão de Paris. Mas não é a única: a Tour Eiffel ou a Cathédrale Notre-Dame também oferecem uma visão “aérea” da cidade.
       
      O roteiro por Paris estava mais flexível, em comparação a Londres. O escolhido no dia foi se perder pelas ruas do bairro de Montmartre e chegar ao próximo ponto turístico do bairro: Le Mur des Je T´aime (o Muro do Amor – o muro em si não é uma novidade espetacular, mas sintetiza o romantismo da capital francesa e perceber a quantidade absurda da casais que percorrem as ruas parisienses).
       
      O ato de se “perder” em ruas desconhecidas força aos “perdidos” reforçar a atenção e visualizar detalhes que fogem quando imersos na rotina. Nesse ato, ao olhar para direita, vi no fim da subida de uma rua umas pás de moinho de vento que não me eram estranhas. Ao chegar no fim dela, descobrimos que se tratava do consagrado cabaré Moulin Rouge.
       
      Em direção ao Rio Sena, percorremos o Boulevard Haussmann (em homenagem ao prefeito do departamento do Sena que reconstruiu Paris durante o século XIX no formato atual) até às Galeries Lafayette Haussmann. Nas galerias é possível, a partir de seu terraço, ter uma visão ampla da cidade e, ainda, gratuita.
       
      Nessas andanças por Paris, entramos em alguns mercados – e caríssimos, muito mais do que em Londres. É fundamental se hospedar fora da cidade e ir aos supermercados na periferia, que apresentam um maior leque de produtos e preços mais “favoráveis”.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      Fora de áreas turísticas, pode ser mais DIFÍCIL se comunicar em inglês.
       
      VISITE a Basilique du Sacré-Coeur e Le Mur des Je T´aime.
       
      CAMINHE pelo Boulevard Haussmann.
       
      Dia 30/12 (13)
       
      Esse dia foi programado para ir ao Château de Versailles. Na verdade, não deveria – era um domingo, um dos piores dias da semana para tal passeio. No entanto, por questões pessoais só poderia ser nesse dia.
       
      Como no primeiro dia em Londres, saímos mais tarde da casa do que deveríamos e, consequentemente, essa demora cobrou seu preço – às 11 da manhã ainda estávamos em Paris, próximo da Tour Eiffel.
       
      Depois de descer na estação Gare du Versailles Chateau Rive Gauche, seguimos o fluxo de pessoas pela avenida até o palácio e o erro de sair tarde ficar às nossas vistas: era fila para entrar, fila para o banheiro, fila para pedir informações, fila para comprar ingresso, fila para tudo! Compramos o ingresso ao palácio e aos Domínios de Maria Antonieta, e Versailles nos contemplou com um benefício: recebemos um ingresso com hora marcada, que o sistema gera aleatoriamente para alguns (sortudos) visitantes.
       
      Como a hora marcada para entrar no palácio, fomos conhecer seus jardins – e já entender a razão do rei Luis XIV ser o símbolo máximo do absolutismo: o jardim era absurdamente grande, até onde a vista alcança e impecável (de tão grande oferecem aluguel de carros de golfe para conhecê-los). Posteriormente, com a reserva horária, adentramos o palácio e percebemos que a ostentação do rei sol estava muito além dos jardins. Em um vídeo sobre a história e construção do Château foi mostrado que criavam alas do tamanho de casa para qualquer ato banal, como sala de fumo, sala de reunião, sala de espera 1, sala de espera 2, teatro... até o momento de queda decorrente da Revolução Francesa de 1789. Quadros que cobriam toda a parede da sala que, por sua vez, tinham tamanho de casas, vários bustos de nobres franceses ornamentam o palácio, com ênfase, é claro, de Luis XIV e um nível riqueza que tornaria a Operação Lava Jato insignificante.
       
      Depois de passar um pouco mais de 2 horas dentro do palácio (e descobrir que a fila da qual escapamos com a hora marcada passava de 3 horas) fomos aos Domínios de Maria Antonieta. O local tem muita beleza, luxo e tudo o que é característico da época, mas após ver a suntuosidade de Château, estes ficam meio “simples”.
       
      Como a noite chegando, era o fim do passeio pelo Château de Versailles. Seria um fato comum o retorno para a casa, exceto por termos ido em direção à estação errada (Gare de Versailles Rive Droite) ao invés daquela que tínhamos chegado (Gare du Versailles Chateau Rive Gauche), mesmo possuindo o mapa online no celular. Ou seja, estude sempre bem o caminho, especialmente antes de ir ao local e evite uns bons minutos de andar à toa...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PROGRAME-SE para chegar cedo ao Château de Versailles – este fica fora de Paris, e, de quebra, evitar loooooongas filas.
       
      IMAGINE um enorme palácio e seus jardins e qudruplique – o Château de Versailles é ainda maior.
       
      Dia 31/12 (14) 
       
      Fim de ano, era sabido que o dia seria pela metade – afinal, era dia de horário reduzido de expediente e saberia como os parisienses e outros europeus passam o Ano Novo. Decidimos ir numa atração que não estava no guia de bolso, mas tinha encontrado em pesquisa na web: o Château de Vincennes. Bem mais simples (e vazio) do que a versão de Versailles, tinha sua graça como mais um palácio europeu que viria a conhecer – mas é surpreendente como o turismo de massa foca nas mesmas atrações; o palácio tem estação de trem e metrô literalmente na frente, no limite da cidade de Paris e, mesmo assim, é pouco visitado (se quiser fugir do sufoco de filas, é uma boa opção).
       
      Depois de obter os ingressos com uma atendente brasileira (tem brasileiro em todo lugar), conhecemos o Château e a capela vinculada. É o mais importante forte-real francês em estilo medieval ainda existente e serviu de prisão para personalidades famosas, como o Marquês de Sade.
       
      De Vincennes, fomos para o Hôtel des Invalides, onde está enterrado Napoleão Bonaparte, mas receei que não seria possível conhecê-lo integralmente por causa do horário e desistimos. Bem próximo dali fica o Champs de Mars, onde foi erguida a Tour Eiffel (apesar de ser apenas uma torre, trata-se da Torre, que povoa o imaginário de milhões de pessoas pelo mundo... e de outras tantas que já a conheceram e apreciam sua beleza).
       
      Atravessamos o Rio Sena e chegamos na Avenue des Champs-Élysées, que seria um dos lugares de concentração do Ano Novo. Aos poucos, europeus e turistas chegavam ao local para a passagem do ano e, enquanto isso, lojistas protegiam suas lojas já fechadas com tapumes. No regresso para a hospedagem, o transporte público estava com catracas liberadas – talvez para incentivar os habitantes a curtir o ano novo nas ruas, apesar do frio.
       
      Depois de nos prepararmos para a passagem de ano, sem levar carteira, e documentos e dinheiro na pochete, embarcamos no metrô e escolhemos a Champs-Élysées comemorar (ou seria a Tour Eiffel). As estações da avenida estavam fechadas, sendo necessário desembarcar nas mais afastadas e entrar na avenida após uma revista policial (semelhante a de carnaval, que fica aquela impressão que o agente fez uma “revista” mínima). Escolhemos um ponto no meio da avenida com visão sobre o Arc de Triomphe, onde seria projetada a contagem regressiva. O ano novo chegou e estávamos comemorando, abraçando um ao outro – e percebemos que os demais nada faziam, simplesmente iam embora, só foram ver a contagem regressiva da avenida e a queima dos fogos – até que um mendigo percebeu nossa felicidade e foi se “enturmar” conosco.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE o Château de Vincennes, uma versão menor de palácio, nos limites de Paris.
       
      PERCA horas no Champs de Mars para admirar a atração mais visitada no mundo: Tour Eiffel.
       
      CAMINHE pela Avenue des Champs-Élysées.
       
      Dia 01/01/2019 (15)
       
      Depois do mendigo se despedir da gente, seguimos a multidão para voltar para a casa. Fomos em direção ao Rio Sena pela Avenue Montaigne por onde as pessoas caminhavam – e se avolumavam. Excesso de pessoas nas calçadas e motoristas furiosos por não conseguirem sair do lugar por causa do trânsito parado na madrugada parisiense – parecia a região da Avenida Paulista ou do Ibirapuera no Natal.
       
      Numa das estações de metrô mais próxima da avenida, a fila de acesso à plataforma avança para além da catraca (claramente não seria eficiente tentar embarcar nesta estação). Na busca de outras estações de metrô mais afastadas do epicentro humano, caminhamos ao largo da iluminadíssima Tour Eiffel, com seu brilho registrando os primeiros minutos de 2019 da Cidade Luz. Ao mesmo tempo, ficava o receio de encontrar o sistema de trilhos fechado, já que o de Paris não funciona 24 horas.
       
      Felizmente, conseguimos entrar em uma estação e embarcar em um dos carros do metrô, cuja linha passa por onde estava o enxame de pessoas. Seria bem irônico se a linha que pegamos fosse denominada de Linha 3 Vermelha do metrô de Paris – a diferença era mínima, como as vozes em francês ao invés do português: passageiros que não conseguiam embarcar (e algumas expressões que deviam ser palavrões em francês), trem parado por vários minutos sem explicação da central, amassado a ponto de não conseguir abaixar o braço. Mas tirando o momento Sé de Paris, o metrô seguiu viagem e conseguimos chegar na casa.
       
      Evidentemente, o dia não seria para acordar cedo, já que parte dele foi gasto na madrugada – e nem precisaria, já que as atrações estariam fechadas. Seria mais um caso para andar a pé para conhecer a cidade, com a vantagem de ter o transporte público em comparação com o Natal em Londres.
       
      Com o resto do dia, chegamos à Place de la Bastille, local do antigo forte de onde ocorreu o fato histórico A Tomada de Bastilha, marco da Revolução Francesa e do início da Idade Contemporânea. Indo rumo a oeste, seguimos pela Rue de Rivoli até o Hôtel de Ville (a prefeitura de Paris), alternando entre igrejas e prédios históricos pelo caminho.
       
      Do Hôtel de Ville ficam à vista os fundos da Cathédrale Notre-Dame de Paris, que seria conhecida em outro dia (e antes do terrível incêndio de abril de 2019). Indo pelo Rio Sena, cada ponte tem suas particularidades, desde a exuberância da Pont Alexandre III, que foi presente do czar para a França, até pontes mais simples, como a Pont Neuf.
       
      Mas os pontos turísticos da Cidade Luz ainda não tinham acabado: Place Vendôme, Place de la Concorde, Opera (Palais Garnier), Jardin des Tuileries, L´église de La Madeleine, Palais Royal e Jardin du Palais Royal, Petit e Grand Palais eram só mais outros lugares que conhecemos no dia. Paris tem muitos museus, mas a própria cidade é pura arte – e, nesse caso, não precisa comprar ingresso.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      CAMINHE (muito) para Paris – é o melhor jeito de conhecer a cidade e suas artes.
       
      Dia 02/01 (16)
       
      Esse foi o dia reservado para conhecer o Musée du Louvre. Como é sabido, é praticamente impossível conhecê-lo em somente um dia. Todavia, em consulta ao site oficial, descobri que na quarta-feira o museu trabalha em horário estendido, o que possibilitava um aproveitamento melhor da visita e uma imersão mais profunda na cultura que o museu oferece.
       
      Descemos na estação Palais Royal Musée du Louvre e apesar de ter visto vídeos na internet de filas insanas para entrar no museu, não tinha fila (pelo menos não na parte de cima; tinha de ver na entrada subterrânea do museu).
       
      Assim como ao redor da Tour Eiffel, existem camelôs vendendo bugigangas na praça próxima à consagrada pirâmide de vidro. Tínhamos visto um chaveiro caído no chão próximo à entrada do Carrousel du Louvre, pertencente provavelmente ao ambulante que vendia em pé. No entanto, como a fama de golpistas de Paris é tão grande quanto à fama da própria cidade, refletimos se não podia ser mais uma nova modalidade de golpe, como de ir ao encontro do vendedor e ele te forçar a levar o que você não quer ou algo pior – fazer turismo tem o efeito benéfico de bem-estar, o que diminui a qualidade de julgamento de atos pelos turistas – e é exatamente esse ponto pelos quais os golpistas se aproveitam.
       
      Entramos no Carrousel du Louvre e, para nossa surpresa, as filas absurdas de Versailles ficaram no Château – o trâmite entre comprar os ingressos, passar pelo detector de metais e a entrada definitiva não chegou a meia hora, com um detalhe que quase me passou despercebido: o mapa de museu tinha de ser retirado antes da entrada definitiva.
       
      Entramos no museu e logo aparecem placas indicativas para o caminho para Monalisa, o que considero um erro. Afinal, Musée du Louvre é muito mais do que um lugar para exposição da obra-prima de Leonardo da Vinci – existem infinitas obras belíssimas e objetos antigos fantásticos, além de salas reais com todo o luxo e esplendor correspondente, já que o museu foi um palácio real antes da mudança da Corte para Versailles. Para ver Monalisa sem aglomeração e sem pressa, basta procurá-la na última hora de funcionamento do museu.
       
      Além da obra-prima de Leonardo, existem muitos outros quadros de vários mestres renascentistas, objetos e pinturas da época do Império de Napoleão Bonaparte, esculturas, como a Vênus de Milo, objetos da época do domínio romano, artefatos egípcios (e mais uma vez Imhotep não me respondeu), relíquias árabes, artefatos africanos, pinturas do Brasil colonial, até o subterrâneo do Louvre. E, claro, ver os quadros que foram as pistas para Robert Langdon em O Código da Vinci.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      ESCOLHA o dia durante o qual o Musée du Louvre tem horário expandido – o museu é realmente muito grande.
       
      NÃO FOQUE somente nas atrações mais famosas – o enxame de pessoas pode estragar um pouco o passeio.
       
      Dia 03/01 (17)
       
      Descemos nesse dia na estação de metrô Cité, a única estação de metrô da pequena ilha fluvial do Sena (Île de la Cité) e de onde Paris foi fundada – e, como local extremamente turístico, na saída da estação um fiscal verificava se os passageiros tinham pago os bilhetes de transporte. A ideia era ir à Cathédrale Notre-Dame de Paris, mas em vez disso fomos ao Conciergerie, antigo castelo usado pelos reis franceses na Alta Idade Média. De estrutura mais simples em comparação aos outros conhecidos, foi o lugar que Maria Antonieta aguardou até ser guilhotinada na Revolução Francesa, saindo da suntuosidade de Versailles para o pequeno quarto gelado do Conciergerie.
       
      O bilhete de ingresso ao Conciergerie permite o acesso combinado à Sainte Chapelle, uma capela gótica do século XIII com ruínas medievais e relíquias da Terra Sagrada. Fora da capela, ainda na pequena ilha, fomos à Cathédrale Notre-Dame, mas os ingressos para reserva de horário do dia tinham acabado.
       
      Em direção à parte sul de Paris, chegamos ao Panthéon, local onde estão enterrados célebres franceses ou personagens importantes para a história da França, como Rousseau, Voltaire e Victor Hugo. Dentro do prédio histórico, erguido sob ordem de Luis XV em 1756, fica o famoso Pêndulo de Foucault, experimento que “tornou visível” o eixo de rotação da Terra.
       
      Em seguida, caminhamos pela margem sul do Rio Sena, passando por pontes já conhecidas e outras novas, como a Pont des Arts, com seus eternos cadeados e conhecer outros prédios históricos, como a da Assemblée Nationale. Cruzando o rio, chegamos novamente ao Avenue des Champs-Élysées e caminhamos até o fim de sua extensão, no Arc de Triomphe, que foi uma encomenda de Napoleão Bonaparte em homenagem às vitorias francesas nas guerras, com esculturas em sua estrutura exaltando o então Império Francês. Atualmente, nela existe uma “tumba” para o soldado desconhecido – uma homenagem aos milhões de mortos nas guerras mundiais. A quem interessar, é possível subir no arco e observar uma dúzia de avenidas que caem diretamente na rotunda (rotatória) em que fica o monumento, num verdadeiro “pesadelo” para motoristas.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VISITE algumas das atrações na Île de la Cité: o Conciergerie e Sainte Chapelle.
       
      Mais ao sul, CONHEÇA o Panthéon.
       
      VOLTE para Avenue des Champs-Élysées e descubra o Arc de Triomphe.
       
      Dia 04/01 (18)
       
      Tendo em vista o fiasco para acessar a Cathédrale Notre-Dame de Paris no dia anterior, fomos mais cedo para garantir o acesso. Em posse do bilhete com a reserva do horário, fomos ao Le Jardin du Luxembourg, o mais famoso parque do centro de Paris, próximo de Sorbonne. Na frente do lago do parque o Senado Francês delibera suas ações dentro do Palais du Luxembourg.
       
      Voltamos à catedral conhecer sua parte interna que, assim como Basilique du Sacré-Coeur, era de entrada gratuita – mal sabíamos que iríamos conhecer partes da igreja que seriam destruídas em três meses. Até então, a área interna da igreja era um tanto lotada e meio escura, mas não importava – era a famosíssima Notre Dame, a de Paris, a de Victor Hugo. Uma linha do tempo mostrava o histórico de sua construção, a quase mil anos e expansão, como a inserção dos vitrais.
       
      O acesso para subir em suas torres era pela lateral da catedral, por meio de longas escadas, com controle de fluxo de visitantes. Na primeira “parada”, era possível ter uma boa visão de Paris e dos fundos da catedral – era inevitável lembrar do filme O Corcunda de Notre Dame e do Quasímodo. Dentro de uma das torres havia uma pequena apresentação da obra de Victor Hugo e um “quasímodo” vigiando a subida pelos turistas. O tempo de visita no topo da torre era por somente 5 minutos, muito pouco para o que gostaríamos, mas suficiente para ter uma ampla e maravilhosa visão da Cidade Luz (que inveja do Quasímodo...).
       
      Fora da catedral, encontramos ainda na praça outra atração para visitar: a Crypte Archéologique de I´île de la Cité. São mostrados os tesouros arqueológicos e a formação de Paris, desde antes da ocupação pelos romanos pelos nativos parisii até os tempos atuais. No museu ficam expostos moedas, construções antigas e vídeos interativos, com a apresentação da ocupação de Paris até então restrita somente à Île de la Cité, a formação de ponte para uma das margens do Rio Sena até o “transbordamento” da cidade pelas margens do rio que não parou mais.
       
      Para as mulheres de plantão, do lado sul do Rio Sena fica a CityPharma, farmácia de produtos baratos infestada de brasileiras. E, ao sudeste de Paris, uma Primark acessível de metrô, pela estação Créteil – Préfecture.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PASSEIE pelo Le Jardin du Luxembourg.
       
      Quando a reconstrução após o incêndio de 2019 acabar, VISITE a Cathédrale Notre-Dame de Paris e Crypte Archéologique de I´île de la Cité.
       
      Dia 05/01 (19)
       
      O dia da estadia final em Paris chegara. Arrumamos as malas que, desta vez, podiam ficar na casa, sem custo adicional. O passeio escolhido para a data foram as Les Catacombes de Paris. Surpreendentemente, a fila de acesso às catacumbas estava enorme, talvez por excesso de visitantes e/ou por ser de acesso controlado. Para quem tem pouco tempo na cidade, pode ser mais interessante conhecer outras atrações.
       
      Finalmente conseguimos chegar na bilheteria e vi que tinha um combo junto com a cripta arqueológica que tínhamos ido no dia anterior – ou seja, podia ter comprado os dois juntos e economizado alguns euros.
       
      O passeio, por óbvio, começava por “baixo” – descemos por vários degraus até o subterrâneo, no qual se apresentavam longos corredores escuros mal iluminados, até chegar em “cavernas”, um pouco mais largas, lotadas de caveiras, minunciosamente e cirurgicamente encaixadas. Em certos pontos, as caveiras juntam com os ossos formam uma “bonita” ornamentação (mas é um local que não ficaria sozinho de jeito nenhum).
       
      Com o fim das catacumbas, voltamos ao nível de rua e, com isso, o fim dos passeios por Paris. Caminhamos pelo bairro de Montparnasse e nos guiamos até chegar à Tour Eiffel, facilmente vista entre os edifícios de Paris, para uma última admiração do ícone parisiense.
       
      Com a hora da nossa partida de Paris se aproximando, cruzamos o Rio Sena para embarcar no metrô na Champs-Élysées; contudo, era mais uma noite a qual os coletes amarelos estavam nas ruas (a sorte que eles ainda não tinham estragado algumas atrações; nas semanas seguintes picharam o Arc de Triomphe). Os acessos na avenida estavam fechados e tivemos que embarcar no metrô na Place de La Concorde. É mais um caso que comprova a necessidade de chegar com antecedência aos lugares com hora marcada, sob risco de tomar um grande prejuízo e dor de cabeça, além de estragar parte da viagem.
       
      Juntos com as malas, agora etiquetadas com pequenos pedaços de papel cedidos pela companhia, embarcamos no ônibus na rodoviária Bercy. O destino seguinte, quem diria, seria a Suíça, país que os próprios europeus acham caro visitar.
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      PREPARE-SE para ficar em outra longa fila e entre em Les Catacombes de Paris.
       
      VISITE o bairro de Montparnasse.
       
      PODEM EXISTIR alguns coletes amarelos atrapalhando seu retorno para a hospedagem.
       
      Dia 06/01 (20)
       
      O ônibus chegou em Genebra um pouco antes do horário previsto. Apesar de ser a Suíça, a rodoviária não estava aberta. Aliás, era bem diferente das rodoviárias conhecidas em Milão, Londres ou Paris. Era um pequeno espaço aberto para os ônibus estacionarem na área central e a “rodoviária” era uma casinha do tamanho de uma sala.
       
      A cidade, proporcional à rodoviária, é pequena, mas muito poderosa – é sede da ONU (Palácio das Nações) e de diversos órgãos, como a OMC, e caríssima.
       
      Um dos pontos mais famosos de Genebra é o Jet d´Eau, uma grande fonte que lança a água do lago a uma altura de 140 metros. A limpeza do lago é realmente impressionante – conseguia ver seu fundo de forma clara e limpa (conheço algumas piscinas mais sujas).
       
      Um passeio pelas ruas de Genebra mostra que o lugar é realmente para poucos: lojas que trabalham com barras de ouro, roupas sendo vendidas a sete, vinte mil reais, relógios em exposição a mais de meio milhão de reais. Felizmente, a cidade não é composta somente por miliardários, e existem produtos por “somente” algumas unidades de reais – mas não adianta se iludir: as maiores “pechinchas” suíças ainda são mais caras do que seus equivalentes europeus e brasileiros.
       
      Por sorte, estávamos na cidade no primeiro domingo do mês, quando é permitida a entrada gratuita em alguns museus – considero que o uso de entrada gratuita valha mais a pena para atrações que não tenham forte fluxo de turistas. Uma das opções escolhidas foi o museu Maison Tavel.
       
      O museu Maison Tavel fica na parte oriental do lago, na área antiga da cidade, acessível facilmente a pé. Apesar da gratuidade da entrada, o local estava com baixo fluxo de visitantes, o que se mostrou conveniente: ao perguntar sobre um dos quadros do museu, o funcionário não só respondeu à pergunta como explicou sobre muitos assuntos referente à Suíça e Genebra, inclusive acerca da Guarda Suíça do Vaticano.
       
      No fim da noite, dirigimo-nos em frente ao Palácio das Nações da ONU – o pequeno “detalhe” foram as luzes terem se apagado justamente quando chegamos ao lado do portão. Já que a falta de luz impossibilitou fotos do local, caminhamos para outra propriedade das Nações Unidas, como a OMC.
       
      Ao andar pelas pequenas avenidas de Genebra, passamos por uma área de mata que serviria como uma luva para as Pegadinhas do Silvio Santos. Não se vê uma viva alma à noite, o que no Brasil deixaria qualquer um apavorado com medo de assalto. Mas ali era a Suíça...
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      SUÍÇA (e Genebra) é realmente de outro mundo – e cara...
       
      VISITE o museu Maison Tavel.
       
      CAMINHE tranquilamente pela pequena cidade – apesar de vazia, é bem tranquila.
       
      Dia 07/01 (21) e 08/01 (22)
       
      Era o dia final na Europa e o voo estava previsto para depois das 14 horas. Era o caso de chegar no aeroporto perto do meio-dia, ou seja, tinha uma manhã sossegada. Infelizmente não havia tempo hábil para passear pela cidade ou ir a um museu e voltar ao apartamento e depois ao aeroporto. O que fizemos? Fomos com as malas a pé ao aeroporto – parece uma ideia maluca, mas a cidade é plana e o aeroporto é como Congonhas, inserida na cidade. Com malas de rodas adequadas, deu para conhecer um pouco mais de Genebra, apesar da distância de um pouco mais de 4 km.
       
      No aeroporto de Genebra, ia realizar a operação da devolução do imposto (Tax Free) decorrente da compra realizada em Londres. No entanto, a fila em Genebra estava muito grande e decidi tentar no aeroporto de Frankfurt.
       
      Como qualquer aeroporto internacional que se preza, tem a área de Free Shop, mas, sendo suíça, era muito cara (na verdade, percebi que essas lojas de aeroportos são caras, com exceção de alguns produtos). O voo de Genebra à Frankfurt era semelhante ao de São Paulo para Rio de Janeiro, em torno de uma hora, com a diferença que aquele sobrevoa a região dos alpes, um maravilhoso espetáculo: da pequena janela da aeronave observamos montanhas e vales repletos de neve, totalmente brancos.
       
      No aeroporto de Frankfurt, nova tentativa de receber a devolução do imposto e, mais uma vez, encontrei uma funcionária brasileira, que me indicou que tinha de receber a aprovação do setor alfandegário, ao qual nos dirigimos. Pelo que entendemos do funcionário alemão, como tinha saído do espaço da União Europeia, deveria ter recebido o carimbo quando passei pelo Canal da Mancha ou na Suíça. Mas para tudo se tem um jeito e ele permitiu que recebesse o imposto parcial. Apesar deste ser um caso pessoal de sucesso, é importante registrar que pode acontecer intempéries que, no final, impossibilita de receber o imposto – mas não só para isso. Ao planejar e executar uma viagem, considero que seja mais importante focar nas ações que possua o controle, como pesquisa de hospedagem, transporte e deixar eventuais benefícios, como o tax free e citycards em segundo plano.
       
      Embarcamos no nosso voo, se despedindo do frio de 4ºC rumo aos 34ºC. No avião, tinha o clássico O Diabo Veste Prada – assistir ao filme com as imagens de Paris, que agora conhecia, é muito mais emocionante e parece que fica mais próximo da gente (Comecei a entender de o porquê da Emily ser louca para ir à Paris...).
       
      RESUMO/INÍCIO
       
      VERIFIQUE onde fica o aeroporto para encontrar a melhor forma de deslocamento até o aeródromo.
       
      NÃO CONSIDERE o benefício do Tax Free como direito garantido – pode ser que não consiga receber o reembolso.
       
      ENCANTE-SE com os alpes totalmente brancos.
       
      O fato de ser free shop não quer dizer que seja sempre mais BARATO.
       
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá Mochileiros
      aqui segue o texto do planejamento da minha viagem preferida, ao longo de vários meses - e, claro, valeu muito a pena.
      Londres e Paris – Parte 1 – O Planejamento
       
      Com a descoberta de que viajar para o exterior não é caro como imaginara, tampouco impossível (e muito mais divertido do que qualquer sonho já realizado), fiz o óbvio: planejei a próxima viagem.
       
      Fica aquele impulso inicial de querer conhecer toda a Europa; mas, apesar desta caber numa tela do computador por meio de programas como o Google Maps, continua sendo um continente – Então, quais cidades que deveriam ser conhecidas?
       
      É feito um esboço de uma lista de cidades a serem desbravadas: Viena, Berlim, Roma, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Paris, Praga... Mas a realidade aparece: não há tempo hábil de conhecê-las em uma única viagem. Logo, o esboço encolhe, diminui, encolhe...
       
      Enfim, a lista final está pronta: as escolhidas foram Londres e Paris. Nota-se que escolher os destinos de uma viagem é importante, mas não difícil. Porém representa o início da árdua e prazerosa tarefa de planejar a viagem.
       
      Com o foco da viagem definido, entra em ação o segundo passo: o transporte. Por limitações específicas, a janela temporal acessível para nós seria de realizar a viagem entre a terceira quinzena de dezembro e voltando na segunda semana de janeiro. Contrariando algumas recomendações de que o melhor é procurar voos próximos aos destinos, procurei de forma mais “ampla” – e considero que valeu a pena. Por quê?
       
      Para procurar passagem aérea mais barata, eu pesquiso pelo Google Flights. E, em vez de inserir somente o destino (Londres) ou mesmo o país (Inglaterra), procuro por Europa. Isso possibilita comparar diversos voos, incluindo no próprio país/cidade de destino.
       
      Nas primeiras pesquisas, tinha encontrado passagem barata por Barcelona, mas o dólar começou a subir (nem perto do desastre de 2020) e essa “pechincha” não aparecia mais. Claro que tinha consciência de que voos no final do ano são mais caros, já que é alta temporada (só que mais caro não implica automaticamente em ser absurdo).
       
      Em agosto, tive uma grata surpresa.
       
      Um voo de ida e volta por Milão, na Itália, com mala despachada inclusa por 2600 reais em alta temporada (CONSEGUI!). Não podia acreditar que tinha achado. Era um sonho! Mas não era para acreditar mesmo: quando ia finalizar a compra da passagem, falava que não estava mais disponível.
       
      Mas, ao longo dos dias seguintes, esse alerta de preço permanecia. Intrigado, resolvi entrar no site da companhia aérea e, ao invés de verificar o preço de ida e volta, analisei cada trecho: o trecho de ida estava em 1250 reais, condizente com apresentado pelo alerta de voos. Todavia, o trecho de volta estava muito mais caro, mais de 2500 reais.
       
      Comecei a simular com a ida travada em Milão e retorno por diversas cidades europeias. Surpreendentemente, o voo mais barato encontrado foi por Genebra, na Suíça, com conexão em Frankfurt (até hoje não entendo como umas das cidades mais caras do mundo – Genebra – pode ter o voo mais barato).
       
      Enfim, consegui em agosto comprar passagem para Europa a preço razoável (R$ 3100) para o final de ano, em alta temporada, com mala despachada inclusa (não creio que seja bom comprar com mais antecedência – vide a implicação do covid-19).
       
      Outros voos que eram mais próximos do foco da viagem estavam na faixa superior a 4 mil reais. Mesmo com o custo do deslocamento das cidades dos voos (Milão e Genebra) para as duas capitais, o valor final ficou menor do que os preços dos voos mais “convenientes”. Então, valeu a pena embarcar em voos para cidades mais distantes, mesmo que isso implique em mais viagens por dentro da Europa (além do óbvio: a passeio, não existe “tempo ruim” no Velho Continente).
       
      Como o voo não seria direto para as capitais, era preciso analisar os meios de transporte para o deslocamento até elas. Entrementes, era preciso definir os dias em que ficaríamos em Londres e Paris, bem como em Genebra e Milão.
       
      Tanto Milão quanto Genebra, considerei ficar um dia em cada cidade: além de ser locais que até então não conhecia, tem sempre o risco de acontecer imprevisto – o que aconteceu: o voo para Milão saiu com atraso do Brasil. No caso de Genebra, tinha risco de, por exemplo, pegar tempestade de neve que fechasse o acesso para chegar na Suíça – difícil, mas não impossível.
       
      Decidimos por permanência de uma semana em cada capital, com o Natal em Londres e Ano Novo em Paris. No deslocamento de Milão para Londres, existiam diversas modalidades de transporte: o aéreo, por trens e por ônibus. O uso de carro seria extremamente inviável: além de ser caro devolver em local diverso ao que retirou, parte do trajeto teria custo altíssimo para o veículo (como atravessar o Mar do Norte pelo Canal da Mancha ou pagar o pedágio para cruzar os alpes italianos e franceses).
       
      A primeira modalidade que salta aos olhos, é claro, são os aviões, especialmente as famosas companhias low-cost europeias. Entretanto, tendo mala despachada (e até com mala de mão, a depender do peso e tamanho), as empresas low-cost não são tão "low" assim. Mesmo assim aparecia alguns preços competitivos.
       
      Nas pesquisas de voos, os que tinham preço mais competitivo (mesmo com mala) eram aqueles que chegariam em Londres às 22:00 do dia seguinte ou partiria de Milão de madrugada. Ora, chegar no aeroporto é totalmente diferente de chegar na cidade: do voo às 22:00, chegaria no centro de Londres depois das 23:00 (os aeroportos que atendem Londres são longe da cidade) – com isso afetaria a disposição para o turismo no dia seguinte. Com relação ao voo de madrugada, teria que pegar um transporte privado até o aeroporto (caríssimo, por sinal – um táxi chega a cobrar mais de € 90 até o aeroporto de Milano-Malpensa) ou pegar o transporte público no dia anterior e dormir no aeroporto. Evidentemente, existiam voos em horários (e aeroportos) “melhores”, mas eram mais caros – alguns, bem mais.
       
      De trem, o trecho seria segmentado. Teria de comprar dois trechos: o primeiro de Milão a Paris e o segundo, de Paris a Londres. Mas não seria uma boa ideia. O primeiro trecho até possui preços interessantes, de € 40. No entanto, os horários são bem limitados e o que tinha menor preço saía às 6 da manhã de Milão, chegando em Paris só a tarde. O segundo trecho é realizado pelo famoso Eurostar, que percorre o Eurotúnel embaixo do Canal da Mancha em um trajeto de pouco mais de 2 horas – e é caro, muito caro: começa em € 49 avançando para mais de € 100.
       
      Os ônibus, por sua vez, existem em vários horários. O trajeto demora quase 22 horas, com uma “conexão” nas Rodoviárias Gallieni ou Bercy, em Paris. No entanto, como estão disponíveis vários horários, é possível escolher o que inicia o percurso à noite. Nesse caso, o ônibus chega em Paris mais cedo do que o trem e ainda economiza uma diária de hospedagem, já que se dorme no ônibus. A conexão em Paris demora menos de 2 horas, tempo suficiente para contornar eventual atraso do ônibus do primeiro trajeto.
       
      O escolhido foi o ônibus: ao invés de tirar uma soneca no aeroporto, melhor dormir no ônibus. Sem se preocupar com o horário de partida do avião ou do trem de madrugada, bastava chegar na rodoviária e aguardar a chegada do ônibus às 22:00. Em vez de pagar uma diária de hospedagem, o dinheiro serviu para “subsidiar” a passagem de ônibus, além de que ele deixa no centro das cidades, só precisando do bilhete de metrô (curiosidade: o trecho de Milão a Londres custou € 78, mais barato do que o táxi do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão).
       
      Evidentemente que o ônibus não é mais rápido do que o avião, nem é tão confortável quanto o trem. Mas a praticidade de não se preocupar com horários ruins e a economia gerada tanto pelo preço da passagem com o “subsídio” de hospedagem tornavam-no preferido.
       
      Como dito, o trem do Eurostar pode ser muito caro – ao passo que, com o ônibus, ocorre justamente o inverso: no nosso caso, pagamos € 28 para realizar a viagem durante a noite, sendo que tinha visto no mesmo mês para outros dias por € 15. E, caso escolhesse o trem, mais uma diária de hospedagem teria que ser desembolsada.
       
      O último trecho, de Paris para Genebra, também foi feito por ônibus. O preço da passagem de ônibus, nesse caso, não estava distante do preço da passagem de trem. Só que, com o ônibus, ainda economizamos com a hospedagem na Suíça...
       
      Resolvida a questão de deslocamento entre as cidades, é o momento de procurar hospedagem. Como íamos ficar uma semana em cada capital, escolhemos o aluguel de quartos, que oferecem descontos para tal período e tem a conveniência de poder preparar sua comida – assim, dá para ficar bem alimentado e se esquivar dos caríssimos restaurantes de áreas turísticas.
       
      Todavia, ressalto que a hospedagem tem de ser pensada junto com o transporte urbano – além da conveniência de ter transporte perto, mas de seu custo. Diferentemente do Brasil, a tarifação do transporte público é por zonas – em teoria, quanto maior e mais longe do centro o deslocamento, mais caro ele fica. Então, tem de ser analisado como duas “forças antagônicas”: a primeira, da hospedagem, quanto mais próxima do centro turístico/financeiro, mais caro fica; a segunda, de transporte, quanto mais longe do centro, mais caro fica. E como conciliar essas duas “forças”? Infelizmente não existe uma resposta padrão: cada pessoa tem sua preferência na ponderação dessas “forças”.
       
      Ainda, ratifico alguns pontos que até podem fugir ao senso comum: Londres, de longe, é a cidade que tem um dos transportes públicos mais caros (a ponto de um tênis custar o equivalente a 2,1 bilhetes de metrô avulsos). Entretanto, apesar dessa característica, o “combo” de hospedagem na zona 5 para quatro pessoas é mais barato do que o “combo” equivalente em Paris ou Milão para estadia de 1 semana. Outro ponto de destaque é a preferência de se hospedar no centro destas cidades. Ora, se no Brasil não moro no centro, por que vou me hospedar no centro destas cidades (que podem ser bem mais caras)? Melhor usar esse dinheiro para melhorar minha residência. Com base nessa percepção, encontramos na França uma casa perto do metrô e fora da cidade de Paris – ela ficava na cidade de Mountreuil (mas é preciso verificar antes se o local de hospedagem na periferia não é perigoso, por exemplo).
       
      No nosso caso específico de Londres, tinha um detalhe importante: nos dias 24, 25 e 26 de dezembro vários lugares estão fechados, incluindo o transporte público durante o Natal. À vista disso, não adiantava ficar muito longe da cidade, já que não haveria transporte até o centro, com exceção do uso das pernas. Por outro lado, as hospedagens na área central são proporcionalmente caras. Como solucionar? Em uma tela do computador, procurei no site Transport for London o mapa que mostrava a rede de trilhos por zona tarifária. Em outra tela, buscava hospedagens próximas ao metrô e no limite da zona tarifária 1 e 2. Como esse trabalho, consegui encontrar hospedagem mais barata em Candem Town e que permitiria conhecer Londres no Natal.
       
      Em Genebra, a questão era embolada. Cogitava ficar em Annemasse, cidade francesa lindeira à Genebra, pois os preços das hospedagens na cidade eram muito inferiores à versão dos suíços. Seria ficar na França, pegar o trem ou ônibus para Genebra e voltar. Mas consegui encontrar um apartamento bem mais barato do que os demais quartos no centro de Genebra e, assim, considerando que a cidade é pequena, não precisando de transporte, que ficaríamos somente por um dia e que provavelmente nada consumiríamos, como ir ao mercado, ficou mais vantagem ficar na Suíça.
       
      Tendo solucionado os transportes e as hospedagens, era a fase de realizar a pesquisa de passeios e atrações, um dos melhores momentos do planejamento de viagem.
       
      Por conveniência, prefiro um guia na forma “clássica”, em formato de livro de bolso, mas não deixo de procurar na internet. Apesar de, na prática, estar tudo registrado num livro, não é tão simples assim – especialmente para quem quer ter uma experiência melhorada e econômica. Como Londres foi a capital do maior império que já existiu, é de se esperar que não dê para conhecer todas as atrações em uma semana. Dessarte, é preciso fazer um roteiro que, pessoalmente, estabeleço da seguinte forma: atração; valor do ingresso; dia e horário de funcionamento. Como a semana que iríamos teria os 3 dias de funcionamento parcial, o desenvolvimento de tal roteiro é ainda mais essencial, sob o risco de ficar mofando na hospedagem e se privar de uma experiência enriquecedora de novas culturas. O mesmo trabalho foi realizado em Paris, contudo foi mais simples – na verdade, Paris é um marco nas artes, mas não tão grande quanto a gente imagina: compare o tamanho da Linha 4 do metrô de São Paulo com uma reta cortando a capital francesa de leste a oeste e tire suas conclusões... (Mas não é por isso que a cidade deixa de ser extremamente densa em cultura e beleza, muito pelo contrário).
       
      Durante a pesquisa sobre as atrações de Londres, li sobre uma promoção das ferrovias britânicas: o 2FOR1 que atende a várias grandes cidades no Reino Unido, incluindo Londres. Essa promoção, que é diferente do LondonPass, consiste em receber o segundo ingresso gratuitamente desde que ambos tenham o bilhete de trem adequado. Com essa “mágica”, pagávamos quase metade do valor original das atrações e usufruíamos de transporte público ilimitado (a economia dessa promoção é tão grande que esta merece um tópico exclusivo de análise). Com isso, Londres, mais bela do que nunca, não me pareceu cara como já ouvi...
       
      Para quem já percebeu no mapa, Londres está mais próximo do Polo Norte do que Vancouver, no Canadá. Não obstante, seu clima é muito mais “quente” do que seria razoável supor, decorrente da Corrente do Golfo que influencia a Europa Ocidental. Por conta disso, as temperaturas mínimas que já atingiram a cidade de São Paulo não diferem muito da média destas cidades. Um bom casaco, luva comum, cachecol e bota são suficientes para esta viagem (só ficou a expectativa de pegar alguma nevasca na Suíça...).
       
      RESUMO
       
      EUROPA é um continente: não adianta querer conhecer vários lugares de uma vez só.
       
      PESQUISAR por passagem aérea pode demorar semanas – mas vale a pena.
       
      VERIFIQUE por passagens aéreas separadas e/ou multidestinos – pode trazer uma grata surpresa.
       
      DEFINA o número de dias de estadia em cada cidade.
       
      RESERVE 1 (um) dia de estadia nas cidades de origem e destino do voo – pode ocorrer imprevistos.
       
      O DESLOCAMENTO entre países da Europa pode ser de carro, trem, avião, ônibus e barco – o ônibus é a opção mais barata.
       
      O preço de voo com MALA DESPACHADA pode ser muito mais caro.
       
      Ônibus e trem noturno: pode economizar uma diária de HOSPEDAGEM.
       
      Ao procurar hospedagem combine junto com os passes de TRANSPORTE.
       
      SUÍÇA é cara [ponto].
       
      PESQUISA de passeios e atrações deve ser feita previamente, para combinar melhor desempenho E economia.
       
      PROCURE por promoções de passeios, como o 2for1 do Reino Unido.
       
      A Europa Ocidental não é tão FRIA como a gente imagina.
    • Por Brunomsilveira
      Olá pessoal, me chamo Bruno e sempre leio os relatos do Mochileiros.com, acho muito útil para tirar ideias e plajenar os roteiros de minhas viagens.
      Hoje resolvi postar um roteiro excelente que fiz com minha mulher pela Escócia e compartilhar algumas dicas com vocês.
      Moro em Londres então a nossa saída foi daqui com destino a Edinburgh e Highlands.
      Realizamos o percurso:
      - Edinburgh – Stirling – Glencoe - Fort William – Inverness - Fort Augustus – Pitlochry - Saint Andrews  

      O melhor período para visitar a Escócia é no verão, variação entre sol e nuvens e um clima ameno, ideal para passear sem necessidade de vestir casacos para não morrer de frio.
      VIAGEM
      Ida de trem para Edinburgh com saída pela king’s Cross Station: 5h de viagem £50 o trecho (recomendo comprar com antecedencia, pois os preços alteram rapidamente).
      Retorno de avião, 1h20. Voos aqui na Europa são bem baratos, gastamos £25 o trecho por pessoa.
      CHEGADA EM EDINBURGH.
      A chegada de trem é pela estação Edinburgh Waverley, bem no centro de Edinburgh. Se for de avião basta pegar o Trams do aeroporto que em 30 minutos você chega na estação, percorrendo todo o centro da cidade e já iniciando com um bom passeio.
      Edinburgh é uma cidade antiga, muito charmosa e cheia de história. Como não é muito grande acredito que dois dias são suficientes para conhecer os melhores pontos turísticos.
      PRIMEIRO DIA.
      Após a nossa chegada na estação fomos diretamente para o hotel deixar as mochilas e já iniciamos o nosso passeio na sequência.
      Iniciamos o nosso tour pela Old Town onde passamos praticamente a tarde toda até a noite. Uma boa subida até lá (prepare os joelhos) para andar sob as ruas de pedra históricas dessa parte da cidade onde verá uma arquitetura impressionante, prédios antigos, igrejas, muito comércio para desfrutar, uma destilaria (The Scotch Whisky Experience - que estava fechada devido ao Covid), e claro, o principal ponto turístico que se encontra no topo: O Castelo de Edinburgh. Devido ao Covid o número de visitantes estava reduzido e não havíamos realizado reserva, mas conseguimos para o final da viagem onde encerraríamos em Edinburgh (https://www.historicenvironment.scot/visit-a-place/places/edinburgh-castle/prices-and-opening-times/ - link para reserva, £15.50 por pessoa).

      Decemos então a High Street com sentido ao Palace of Holyroodhouse, no caminho paramos para almoçar no Gordon Tratorria (excelente comida Italiana, um pouco caro mas recomendamos).
      No caminho, entramos em várias vielas históricas, uma delas a Tweeddale Court que ficou famosa pela série Outlander.

      Chegando ao palácio, tiramos algumas fotos e fomos em sentido ao Holyrood Park (não entramos pois é necessário agendar um tour em torno de £12). Um belo parque para um caminhada com uma linda paisagem da montanha - se quiserem se aventurar, poderão subir ao Arthur´s Seat e ter uma bela vista completa da cidade (não conseguimos pois choveu no momento em que chegamos ao parque – Dica, estamos falando de Escócia, sempre carreguem um guarda chuva consigo no passeio).
      Encerramos nosso primeiro dia em um PUB no centro.
      SEGUNDO DIA
      Acordamos cedo pois havíamos reservado um carro para iniciarmos nossa trip pelas Highlands.
      (DICA: não sei se é um requisito de todas as locadoras, mas a que utilizamos exigia um cartão de crédito com comprovante de residência no Reino Unido, caso contrário terá que pagar pelo seguro separamente, em torno de 30% a mais).
      [LEMBRETE, no Reino Unido a direção é na direita, você estranha um pouco, mas logo se acostuma, fique somente atento nas rotatórias].
      Saímos de Edinburgh pela M9 com sentido a Stirling, cuja principal atração é o Castelo de Stirling. Não entramos no castelo, optamos somente em tirar umas fotos pois o local é muito bonito, há uma excelente vista da cidade e, embora nem todos apreciem, há um cemitério muito bonito que vale também algumas fotos.
      Saimos de Stirling com destino a Glencoe, passando pelo Loch Lomond e pela bela cidade de Callander. Uma paisagem maravilhosa para você desfrutar, uma mistura de lagos e montanhas, locais e mirantes exuberantes para tirar várias fotos e curtir as paisagens. Recomendamos uma parada na The Cabin, para tomar um café e apreciar a vista do lago. Como estávamos no verão, havia muita gente se banhando nas águas do lago a 18 graus, nós não nos aventuramos!

      Glencoe também é uma cidade bem bonita que vale a pena uma parada para fotos e uma bela admirada no Loch Leve. Por ali, almoçamos no Glencoe Gathering. 
      Seguindo rumo, fomos em sentido de Fort William, uma cidade um pouco maior com mais estrutura, muito famosa na Escócia, parada obrigatória. Nela, você pode optar por um Cruise pelo Loch Eil ou uma ida ao Old Castle of Inverlochy.
      Dali desviamos rumo oeste pela A830 para Glenfinnan, 25min de Fort William. Recomendamos fortemente a ida até lá, pois além da paisagem vislumbrante, o local ficou marcado pelo Glenfinnan Viaduct, local que contém os trilhos por onde passou o Expresso de Hogwarts no filme Harry Potter.

      De lá, retornamos a Fort William e seguimos pela A82 rumo a Inverness, e nosso tão desejado destino principal: conhecer o famoso Loch Ness (Lago Ness) onde vive o monstro mais famoso da história!
      O caminho até Inverness é de tirar o folego, belíssimas paisagem entre montanhas, campos floridos, muitas fazendas com ovelhas e o famoso boi escocês, e é claro, uma bela visão a sua direita do Lago Ness.

      Na ponta do lago de onde saem vários passeios, está Fort Augustus, um local muito charmoso com alguns restaurantes e pubs, lojas e uma bela vista do Lago.

      Na metade do caminho a Inverness está o Urquhart Castle, vale a pena a parada para umas fotos ou visita ao local (necessário reservar antes e ficar atento pois fecha as 19h, no caso como realizamos uma trip longa de carro chegamos tarde então resolvemos somente tirar umas fotos e seguir viagem).
      Próximo dali está o Loch Ness Centre & Exhibition, onde você pode parar para um café e aproveitar para ver as opções de passeio.
      Finalmente, chegamos a cidade de Inverness. Uma cidade maior com uma boa estrutura. Reservamos o hotel (Glen Mhor Hotel & Apartments) em frente ao rio com restaurantes bem aconhegantes ao lado do hotel e do outro lado do rio.

      TERCEIRO DIA
      O principal atrativo da cidade é o Castelo de Inverness. Fechado devido ao Covid, apenas passamos para tirar umas fotos e admirar a cidade do topo.

      Tiramos a manhã para fazer um passeio pela cidade, bem maior com infraestrutura e até aeroporto, passamos pelo centro principal e almoçamos por lá. A tarde, fomos até o Ness Islands, um parque pequeno, porém bem aconhegante com muita beleza e tranquilidade para um descanso pós almoço. Dali fomos ao Botanic Gardens, muito próximo dar pra ir apé, e o melhor: gratuito.  

      A tarde, descemos de carro para Fort Augustus, para fazermos o cruise pelo Lago Ness (há diferentes tipos de passeios, de 1 a 2h que saem de Fort Augustus ou Inverness, recomendo pesquisar o local que preferem sair para planejarem a viagem, pois o lago é muito extenso e leva cerca de 50 minutos para chegar a Fort Augustus de Inverness). Outra coisa, procurem chegar com antecedência para conseguirem um lugar na parte superior do barco, pois é em ordem de chegada.

      Como o passeio terminou por volta das 17h, resolvemos ficar por ali, tomar uma cerveja e apreciar o local. Reservamos o hotel ‘The Inch Hotel’, super aconchegante com bar e uma vista bonita do lago.
      A noite, jantamos no Bothy Restaurant & Bar. Dica, a cozinha fica aberta até as 20h, então sugiro chegar mais cedo.
      QUARTO DIA
      No quarto dia, tomamos rumo pela A86 com destino ao Cairngorms National Park (como estávamos com os dias contados apenas passamos pela região, mas no parque existem várias trilhas e passeios para fazer). Mais paisagens vislumbrantes, uma mistura de florestas com planícies e alguns lagos.

      Paramos na Dalwhinnie Distillery, uma bela loja de Whiskeys com tour pela destilaria caso desejarem. Como estava dirigindo, apenas apreciamos a loja e seguimos rumo a cidade de Pitlochry. Muito pequena e charmosa, paramos para um almoço na ‘The Coach House’. Recomendamos um passeio pelo rio para descansar e apreciar a vista.
      De Pitlochry seguimos para Saint Andrews pela A9. Banhada pelo mar e muito famosa pelos inúmeros clubs e campos de Golf, Saint Andrews nos pareceu muito simpática, em algumas horas de caminhada pela costa você consegue visitar os principais pontos turísticos que são: o Castelo, a Catedral e a  Swilken Bridge.
      Daqui, seguimos novamente para Edinburgh onde encerraríamos nossa viagem.
      QUINTO DIA
      No último dia, tiramos a manhã para fazermos um tour pelo Castelo de Edinburgh (£15.50 por pessoa, + £3 pelo tour guiado, recomendamos comprar somente um fone e dividir com seu paceiro). Berço da história escocesa, ficamos em torno de 2 horas no Castelo desfrutando das          suas histórias e da bela vista de toda Edinburgh.
      A tarde passeamos pelo outro lado da Old Town pela Grassmarket, contornando todo o castelo. Por fim, demos uma volta pelo comércio da New Town, onde recomendamos uma caminhada pela Princess St para admirar a vista do castelo e da catedral. Bem agitada, nessa parte da cidade você pode aproveitar um passeio noturno pelos bares e pubs.
       

      ESPERO QUE APROVEITEM!!!!!
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