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Olá amigos e amigas!
Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.

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Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.

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Ontem fechei a mochila, tudo pronto para partir!! Tem uma leva de equipamento que pegarei lá em Mendoza daqui algumas semanas. Abraço!!

 

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Fala amigos mochileiros!!
Já percorri 3150 km, saindo de SP, passando por Foz do Iguaçu, Rosário e Mendoza. Amanha parto para a subida do Aconcágua. Fiz um vídeo mostrando um pouco do meu equipamento para compartilhar com vocês! Abraço e acompanhem minha posição pelo SPOT no meu face.

 

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Em 04/01/2018 em 14:30, willgittens disse:

Compartilhar conhecimento é sempre bom.

Com seu conhecimento vou aprimorar este estilo de vida que estou entrando agora !!!

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    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões
    • Por Viviana Ciclobeijaflorismo
      Uau... sempre gostei de ler e escrever mas 'em todos estes anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece' rsrs olho para a tela em branco mas as palavras não saem. Várias foram as vezes em que esta cena se repetiu nas últimas semanas e noto uma resistência interna em ordenar as palavras e externizá-las, permanecendo em silêncio degustando-as. Conheço bem essa resistência: é apego! Comumente remetemos o apego aos bens materiais mas quase sempre ignoramos que eles não passam de um símbolo. O real apego é sempre a ideia por trás do símbolo. Venho apegada à ideia da vida que vivi nos últimos dois anos e meio e soltar essa ideia é assumir que ela agora faz parte do passado. No entanto, o novo só vem quando soltamos o velho. E para isso se faz necessário ter coragem...
      As palavras que se seguem são um ato de coragem.
      CO.RA.GEM. substantivo feminino: 1.força ou energia moral diante do perigo; 2.sentimento de segurança para enfrentar situação de dificuldade moral; 3.atributo de quem tem determinação para realizar atividades que exigem firmeza. (Dicionário Michaelis)
      Ou, como uma irmã me ensinou um dia: do prefixo cor (coração) e do sufixo agem (do verbo agir): coragem é agir com o coração. E foi totalmente seguindo o meu coração que ao completar 26 anos em janeiro de 2015 escolhi ir viver as coisas nas quais acreditava. Contexto: na época uma angústia muito forte me acompanhava no dia a dia de faculdade, trabalho e nas pequenas efemeridades que caracterizam o cotidiano. No fundo, a angústia podia ser descrita como um sentimento de não pertencimento e até mesmo uma profunda incompreensão generalizada, não entendia o sentido de fazer as coisas que fazia pois enxergava uma sociedade doente e me apoiava em discursos de liberdade contra um "sistema opressor". No meu aniversário de 26 anos cansei de falar (lê-se: pregar) no facebook sobre as coisas nas quais acreditava e resolvi ir viver as coisas nas quais acreditava.
      Foi num ato repentino da mais profunda coragem num misto com a mais profunda inconsequência que parti. Com cinquenta e cinco reais no bolso, uma tampa de caixa de pizza escrito 'Alto Paraíso' e uma mochila extremamente pesada contendo 75% de inutilidades, fui para a BR. A única experiência que tinha era de ter pego carona com uma amiga até a cidade vizinha (interior de São Paulo, coisa de 100km de distância) poucas semanas antes, mas desde então sabia que se havia conseguido uma carona, conseguiria quantas precisasse. Afinal, muitos podem passar mas só preciso que 1 pare! E foi com essa confiança que, acompanhada de outra amiga que nunca havia viajado de carona, fui rumo a Chapada dos Veadeiros. Não olhei no Google, não tinha mapa, referências ou distâncias. Tudo o que sabia era que queria chegar na tal da Chapada e que pediria carona para isso.
      Há pouco tempo ouvi a seguinte frase sobre cair na estrada: "não tem como se preparar para isso". Essa é a mais pura verdade, e esse foi o primeiro grande aprendizado.
      Também é verdade que um único dia de BR te ensina muito mais do que toda a literatura que possa já ter lido, sobre todos os assuntos. Aprendi sobre política vendo a histórica desigualdade social na vida fora dos grandes centros urbanos e fora dos telejornais; aprendi sobre geografia percorrendo as estradas que cortam as paisagens entre serras e planaltos; aprendi sobre língua portuguesa e sobre licença poética nas placas pintadas à mão oferecendo os mais diversos trabalhos Brasil adentro; aprendi sobre matemática com os preços dos postos de combustível e suas lojas de [in]conveniência; aprendi sobre a biologia do corpo que, como um camelo, cobre distâncias incríveis sem uma única gota d'água; aprendi sobre a química da arte de cada estado em misturar água quente, pó de café e açúcar de maneira tão única (e gratuita!); e, sobretudo, aprendi a física envolvida no equilibrar de uma mochila nas costas de forma que ela (como um motor de Kombi que vem atrás) ainda assim te impulsione para frente. Sempre para frente.
      A BR é uma exigente professora muito dinâmica, com metodologia autodidata e tudo conta como matéria dada. E é justamente este nível de exigência da entrega total ao momento que nos permite absorver todo o seu conteúdo tão eficazmente. Afinal, não dá para estar na BR pensando no boleto que vai vencer ou na ração do gato. A BR te exige por inteiro. Mas essa exigência não é a toa, pois a todo aquele que se entregar plenamente, nada faltará. Nem a carona impossível do último raio de sol do dia, nem o alimento ora como cortesia, ora como oferta da natureza, nem o cantinho maroto para montar a barraca ou o banho, seja num rio, cachoeira ou nos oito minutos mais deliciosos de sua vida num chuveiro de posto de gasolina. Nada faltará! Esse foi o segundo grande aprendizado. 
      Portanto, é um fato que a BR supre a todas as necessidades daquele que se entrega à ela, mas isso não quer dizer que nossas necessidades serão atendidas como gostaríamos ou quando gostaríamos, mas certamente sempre que realmente precisarmos. Aceitar essa falta de controle sobre as situações e ainda assim confiar que nada nos faltará é um desafio proporcional à magnitude do milagre de ser atendido. Porque a verdade é que nós não controlamos absolutamente nada. Abrir mão da ilusão de controle foi o terceiro grande aprendizado.
      Depois de aprender que não há como se preparar para isso, que são necessárias confiança e entrega e de ter aberto mão da ilusão de controle, algumas virtudes certamente já se apresentam desenvolvidas das quais destaco duas: a paciência e a gratidão. Estas duas virtudes são os maiores presentes que a BR me deu. A paciência de esperar o dia in-tei-ro por aquela carona naquela estrada de terra que não passa nem vento ou naquele trecho urbano em que milhares passam mas não param por medo. A gratidão de receber o dia chuvoso como se recebe o ensolarado, de ser grata pelo jejum assim como se agradece  o banquete de coração ofertado.
      Tendo desenvolvido a duras penas a paciência e a gratidão, aprendi que a verdade é que tudo está em nossas mãos. Com paciência e gratidão criamos o que quisermos. Esse foi o quarto grande aprendizado. Esse é um dos mais belos paradoxos humanos: não temos o controle de nada  e criamos tudo o que quisermos. As palavras nem ao menos tangenciam os processos dessas compreensões e permanecem assim no campo das inefabilidades. Mas afirmo: é real. No entanto, não acredite em mim. Duvide e tenha sua própria experiência.
      Além dos impulsos de buscar viver as coisas nas quais acreditava, também ansiava por ser maior do que meus medos. No angustiante período que antecedeu a partida, já havia compreendido que a crença em nossos medos é o que nos limita. Na época, havia feito uma lista com todos os meus medos dos mais esdrúxulos aos nunca antes pronunciados. Levei algo próximo de três meses para terminá-la, e esta lista finalizada lembrava em muito um pergaminho dado comprimento. Em seguida os analisei. Considerei medos-meus aqueles que havia tido uma experiência direta, real e empírica e considerei medos-não-meus aqueles adquiridos por indução social e inconscientemente reproduzidos. Fiz isso pois compreendia que poderia lidar com os meus medos e os demais devia apenas soltá-los, afinal não eram meus e gastava muita energia com eles...
      E de todo o pergaminho, a lista se reduziu a poucos ítens contados nos dedos das mãos. Esses eram os que me interessavam vencer, os demais , como disse, abandonei. Simples assim. Junte a angústia existencial gerada por uma sociedade de consumo com a vontade de vencer os medos limitantes e algumas sessões de 'into the wild' e você tem uma pessoa disposta a rasgar documentos, dinheiro, diplomas, desapegar-se de bens materiais e referências psicoemocionais, além de cometer um "socialcídio" nas redes sociais. Toda a viagem à Chapada dos Veadeiros durou entorno de duas semanas e, ao retornar, abri mão de todos os ítens acima citados. Quando voltei para a estrada possuía apenas o meu corpo, meus conhecimentos e uma mochila com algumas roupas e alguns poucos apegos que ainda permaneciam.
      Queria ver o mundo como ele era sem referências. Queria ver como eu era sem referências. Compreendia que o dinheiro era uma forma de energia mas não era a única e me propus a viver da troca de conhecimentos e da força braçal, bem como do voluntariado. Mas num bom e honesto português o que me motivou foi querer ver se o mundo era mesmo como o Datena falava que era, rsrsrs É com alegria e gratidão que posso afirmar que ele possui uma visão muito limitada (e triste) do que é o mundo...
      Nesse período de viagens de carona que se sucedeu com trocas e voluntariado, regado à paciência e gratidão, aprendi que quanto mais a gente se doa mais a gente recebe. Esse foi o quinto grande aprendizado. Também foi um período em que muitos valores morais e crenças caíram por terra. Descobri, como diria um professor que tive, que sou o extrato-do-pó-do-peido-da-pulga no universo! Rsrs
      E viajei, e viajei e viajei. Curiosamente, curtos foram os momentos em que viajei sozinha. Já viajei em dupla, em trio, com criança e em quarteto. Viajar bem acompanhada é delicioso! Comunhão, cumplicidade, respeito, reciprocidade, apoio e alguém que olhe sua mochila para ir ao banheiro! Rsrsrs No entanto, só quem já viajou mal acompanhado sabe o valor de se andar só. Uma vez li em algum lugar que a solidão só pode ser realmente sentida em meio a outras pessoas. Hoje compreendo isso. E foi ao escolher  passar a viajar exclusivamente sozinha que compreendi a diferença entre solitude e solidão. A solitude é sobre estar só e não sentir solidão. A solidão é sobre estar acompanhado e se sentir só. Esse foi o sexto grande aprendizado.
      E ao aprender a apreciar a minha companhia e a ouvir tudo o que o silêncio tinha para me falar, a vida de caronas passou a ser incompatível com minhas novas necessidades introspectivas pois bem sabemos que o pegar caronas implica em conversar e interagir (além de responder várias vezes no dia as mesmas perguntas clássicas "de onde você é?", "para onde você está indo?", "você não tem medo?", "o que sua família acha disso?", Etc rsrsrs). As trocas me garantiam apenas o mínimo ao mesmo tempo em que recebia muitas doações, e foi quando passei a me sentir sustentada ao invés de me sustentar. Essa nunca foi a proposta. Concluí que estava na hora de ser autossuficiente, decidi investir em artesanatos e passar a viajar de bicicleta para ter mais independência.
      Viajar de bicicleta é outro universo...!
      Viajando de carona o mundo já é solícito, mas de bicicleta ele é escancarado! Minha bicicleta (Kali- A Negra) é dessas padrão, sem marca, aro 26 e 21 marchas onde os maiores investimentos que fiz foi instalar bar ends de deiz real, um selim mais largo e o bagageiro no qual amarrei dois baldes como alforges, com uma garrafa pet de paralama. Junte a cara de pau de uma bicicleta dessas circulando por aí como se fosse uma Specialized, o fato de eu ser mulher e estar viajando sozinha e você terá a trinca de ouro das portas abertas na sociedade.
       Tenho plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e de como é nascer mulher em meio a isso, mas nunca havia experienciado isso de forma tão latente pois não se admiravam por ser uma pessoa viajando de bicicleta, mas por ser uma mulher sozinha, o que claramente indica a noção do inconsciente coletivo de que o mundo é sim um lugar hostil para mulheres, já que a mesma admiração não é comum aos homens viajantes solos. Também sinto que a hiperbólica solicitude que a bicicleta proporciona vem do próprio símbolo de liberdade atrelado à ela, afinal todos temos alguma memória afetiva de infância relacionada à sensação de liberdade com alguma bicicleta.
      Uma metáfora não-tão-metáfora-assim que a bicicleta me ensinou nos primeiros 10 minutos de viagem foi que não importa o peso que se carrega, mas sim como o equilibramos...
      E pedalei, e pedalei, e pedalei. Tomei chuva, me queimei no sol, atolei na lama, empurrei serra acima e senti a "mão de Deus no guidão" ladeira abaixo a 56km/h. Fui abordada diversas vezes pela própria curiosidade das pessoas, fui recebida e convidada à hospedagens e banquetes, ganhei dinheiro e presentes, orações, abraços cheios de ternura e querer bem e, por mais delicioso que tudo isso seja, estava looonge da intenção inicial de passar despercebida... Ao mesmo tempo isso ajudou com a venda de artesanatos (mandalas de papel com beija-flores, logo, Ciclobeijaflorismo) e pude experienciar o sucesso na autossuficiência plena  com dinheiro suficiente para me hospedar em campings e realizar os desejos mais supérfluos de meu ego. É nesse ápice entre a plena autossuficiência profissional e a crescente necessidade de introspecção e silêncio não compatíveis com a imprevisível vida na BR que, com a Graça Divina, tive o maior dos aprendizados. Tudo o que fizera até então era em busca da liberdade, de acordo com os conceitos que possuía de liberdade. No entanto, em dado momento pude compreender que sempre fui livre. E pela primeira vez compreendi o que Renato Russo quis dizer quando afirmou que 'disciplina é liberdade'.
      Todos somos livres, sempre fomos e sempre seremos. Inclusive para nos prendermos ao que desejarmos. Esse foi o sétimo e maior aprendizado de todos nesses dois anos e meio de vida nômade.
       
      Faz aproximadamente quatro meses que parei de viajar e isso se deu por uma série de fatores, compreensões e necessidades do momento. Tudo o que materialmente ainda possuo é a bicicleta e os baldes alforges (tá, e documentos. Tenho todos novamente, rsrsrs), no entanto a bagagem que estes dois anos e meio me gerou eu ainda mal consigo mensurar (e nem tenho tal pretensão!). A proposta do momento é encerrar pendências diversas que a impulsividade de outrora deixou e, tendo renovado inclusive a CNH, dar início ao projeto da casa própria sobre rodas, afinal sou uma jovem senhora de quase 30 anos que busca alguns confortos que viver de mochila não oferece, rsrs. No entanto, como ou quando isso acontecerá não me pertence mas sei que assim como a estrada me chamou uma vez, quando houver de retornar não será diferente. Coração cigano só bate na poeira da estrada!
      E o que ficou disso tudo?
      O brilho dos primeiros raios de sol pela manhã refletidos na superfície de um rio; 
      O aroma da primeira chuva que cai e toca a terra encerrando a seca. Uma verdadeira oração silenciosa de alívio e gratidão onde não se ouve nada além das gotas;
      A suculência da fruta madura saboreada direto do pé;
      O farfalhar das folhas com o vento no dossel;
      O toque da pele em cada rosto que se toca em um abraço ou das mãos que se apertam. E os sorrisos! Ah, os sorrisos... As donas Marias e os seus Zés... 
       
       
      Esse foi meu relato de dois anos e meio de viagens conhecendo um pedacinho de cada uma das cinco regiões do Brasil, de carona, a pé e de bike com muito pouco ou nenhum dinheiro vivendo a base de trocas e voluntariado, posteriormente com a venda de artesanatos. Este relato não envolve descrição de lugares, roteiros, valores, dicas ou distâncias. Aliás, quando me perguntam sobre a maior distância que já percorri digo que foi entre querer viajar e colocar a mochila nas costas. Esta certamente foi a maior distância. Este relato apenas compartilha outros aspectos de um mochilão. E embora eu tenha dito que este é o meu relato, estou ciente de que também é ou pode ser o seu, afinal, Eu Sou o Outro Você.
       
      Dedico a todas e todos que abraçaram e abraçam o desconhecido, escolhendo ir além dos próprios medos. Agradeço a todos e todas que compartilham seus relatos de viagem. Agradeço a todas e todos que compartilham. Agradeço.
       
       Trilha sonora da escrita:
      *Quinteto Armorial - do Romance ao galope (1974)
      *Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto
       
      PRABHU AAP JAGO
    • Por Johnhonorato0
      Fala pessoal, tudo certo? Estou em busca de  parceiro ou parceira para fazer um michilão "sem rumo", porém planejado. Sou do Rio de Janeiro, estou no Piauí faz 20 dias, estou muito animado para dar um pulo no Uruguai e dar uma volta pelo nosso Brasil a dentro. 
       
      Vamos trocar uma ideia, sem pré-julgamentos. 
       
      Vou deixar meus contatos aqui,
       
      Whatsapp: 22 99789-2318
      LinkedIn: John Honorato
      Couchsurfing: John Honorato
      Instagram: Johnhonorato0
      Email: [email protected]
       
      Espero por ti! Data e demais informações, a gente decide juntos!
       
       
    • Por Leandro Freire
      Prefácio.
      Segue meu relato desta viagem incrível que finalmente consegui realizar com minha Esposa Josi e nossos dois filhos, Ana Clara 9, Vitor Hugo 12, em Janeiro de 2019.
      Já vou avisando que sou um pouco detalhista demais, acabo me empolgando e escrevendo muito. Então se você não tem paciência, paciência, OK ? 
      Infelizmente eu fui anotando algumas informações, como gastos, nomes de alguns lugares onde comemos ou dormimos, tudo em um aplicativo de notas do celular, e por alguma cagada minha, acabei apagando o arquivo, portanto algumas dessas informações serão baseados nas minhas lembranças que, vou confessar, já não está mais aquelas coisas...
      Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu passava de bicicleta por uma Rodovia que cruzava a cidade, e vi um cara parado no semáforo com roupas de Couro, uma moto grande com vários adesivos colados de bandeira dos países vizinhos, cheio de malas na garupa, bandeirinha do Brasil balançando ao vento atrás,  etc.
      A Moto estava toda suja, do tipo que rodou o mundo. Ele tirou o capacete por uns segundos talvez pelo calor que fazia no dia, e percebi que era um senhor já de idade, com barba fina e longa, cabelos compridos atrás mas careca em cima.
      Ele percebeu que eu o olhava com curiosidade e então acenou me comprimentando com a cabeça e com um Joinha. Eu retribuí o cumprimento, o semáforo abriu, ele seguiu seu rumo, eu o meu, e esqueci.
      Algumas semanas depois, assistindo TV tarde da noite, o cara tava lá dando entrevista no antigo programa Jô 11 e Meia. Eu quase caí do sofá. Caraca, conhecia ele, aquela barba fina e esticada,  até me cumprimentou, era meu amigo. E foi aí que conheci sua história.
      Ele se chamava Miragaia Renê Angelino. Um advogado que morava em São Paulo e que já tinha feito viagens incríveis de Moto. Procurem no youtube que tem várias entrevistas dele. Nessa entrevista ele havia recém lançado um Livro chamado ‘Minha Moto eu e a América’ onde ele contava sua viagem por 45.000 KM rodados em 90 dias pela América do Sul com uma moto. E eu ali, nem piscava. Minha cabeça anos 90 pensava que essas coisas mirabolantes só existiam na Europa.

       
      Me empolguei tanto com a entrevista que comprei o livro do meu novo amigo que me cumprimentou no semáforo e que era escritor e aventureiro..
      Eu, que até então estava acostumado a ler apenas Agatha Christie ou Os Sertões (mentira, só Agatha Cristie), fiquei tão fascinado com o livro que quando terminei de ler, disse pra mim mesmo ‘One Day I will do something similar´.
      Na verdaade, na verdaaade, eu disse ‘One Day, farei algo parecido’, pois só One Day que sabia falar em Inglês. O resto falei em Português mesmo. Aliás não sei falar inglês até hoje, usei o Google Tradutor na frase acima. 🙈
      Só que essa vontade de ganhar o mundo, na época soava mais ou menos como aquela vontade do garoto que sai do cinema querendo ser o Batman, ou da menina querendo virar a Cinderela... Soavam como coisas inalcançáveis.
      Quem nasceu na mesma época que eu, (façam as contas, não vou falar a década, ok?) sabe que as facilidades de hoje, com essa infinidade de informações, tecnologias, GPS e nichos de pessoas que compartilham os mesmos gostos, hobbies e principalmente valiosas informações e experiências, praticamente não existiam.
      Então tudo parecia ser algo distante ou até impossível, e a minha realidade era a de um garoto sem dinheiro, sem o Canal Discovery, sem informações, e que não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo. Eu só tinha uma Bicicleta velha que ganhei de um tio, que só funcionava o freio traseiro e ainda tinha uma solda horrorosa no meio do quadro.
      Então, entre os estudos e espinhas, o tempo foi passando e aquele livro se perdeu no fundo do guarda-roupa.
      As responsabilidades, boletos, namoro, boletos, noivado, contas, casamento, móveis, faturas, filhos, carnês... vão chegando e tomando conta da sua vida. Alguns deles em proporções cavalares inclusive.
      De repente, eu tava chegando nos 40renta.
      Vira e meche, eu reencontrava o livro, pensava na vida, guardava o livro, e vida que segue.
      As vezes me pegava pensando: “Meu Deus, to aqui preocupado com o vencimento dos boletos, mas quem tá vencendo é minha vida, e vida não dá pra prorrogar, parceiro”.   E quem entra na casa dos ´enta´ , não sai mais... Quarenta,  cinquenta ...
      Quero deixar um parêntese aqui, antes que alguém tenha a impressão que eu não estava feliz com minha vida atual, ou infeliz com meu casamento, filhos etc... Muito pelo contrário, Sou eternamente grato a Deus pela família maravilhosa que tenho. Mas faltava pra mim, aquela cerejinha do bolo. Aquela conquista de fazer algo diferente.
      Um dia procurando qualquer coisa no guarda-roupas, achei o tal livro de novo. Fiquei olhando pra ele, pensando, remoendo... e então veio o estalo, decidi. Finalmente firmei um Contrato comigo mesmo, vamos conhecer San Pedro do Atacama. Isso foi a mais de 3 anos atrás.
      Hoje tenho 42 anos, Moramos em Maringá, interior do Paraná e temos um Renault Logan 1.0 ano 2012, batizado carinhosamente pelas crianças de BARTOLOMEU. É nosso pau pra toda obra, escola, trabalho, mercado, passeio, etc. Comprei ele já bastante rodado no final de Dezembro de 2017, mas estava bem conservado. 15 dias depois, Janeiro de 2018, já saímos para uma viagem com ele, e fomos conhecer o Uruguai.
      A ideia na época já era ir para o Deserto do Atacama, pois eu já tinha assinado aquele contrato comigo mesmo, só que adiamos porque uns amigos iam para o Uruguai de carro, já tinham tudo certo, roteiro etc,  e eu não me achava ainda tão maduro o suficiente para encarar as cordilheiras, e então resolvemos ir juntos para o Uruguai. País lindo, maravilhoso e tudo mais. Nossa primeira viagem longa de Carro.
      Na verdade o meu contrato já almejava o Atacama ainda em Janeiro de 2017, um ano antes do Uruguai, mas uns amigos iam para o Rio de Janeiro de carro e mudamos os planos, resolvemos ir juntos também.
      Já viram que sou muito influenciável né?! Preciso trabalhar mais isso. 🙈
      Mas o Rio de Janeiro é outra História, o Uruguai também e já estou me desviando muito do assunto. Foco Leandro, foco...
      No fundo, a gente camuflava a insegurança de ir pro Atacama sozinhos trocando de planos aos 45 do segundo tempo. Não que as viagens com os amigos eram menos interessante. Foram igualmente ótimas. Mas não era aquela conquista que eu queria, sabe? Atacama soava como algo épico, sei lá.
      Eu tinha um certo receio de atravessar as Cordilheiras e chegar ao Atacama com o Bartolomeu. É um carro baixo, pesado e com motor de carro popular.
      Ainda mais pelos seus Cento e tantos mil KM que ele já tinha na bagagem. Ele já tava ficando banguela. E as subidas que encontraríamos nas cordilheiras talvez precisasse de um carro mais jovem, bombadão.
      Vez ou outra eu lia alguns relatos de uns malucos que fizeram viagens parecidas com carro baixo, mas quase sempre são carros menores, mais leves, mais novos ou com motores mais potentes. O Bartolo era o contrário de tudo isso.
      Outro detalhe que me fazia esquentar a cuca é que eu estaria com filhos e tudo fica mais complicado caso dê algum problema na estrada, ou talvez alguém passe mau com alguma comida diferente, ou com a Altitude.
      Já pensou dar algum problema no Carro num lugar deserto, num país pouco conhecido e ainda com crianças? Não rola.
      Mas também, se eu fosse esperar o Momento Ideal, ter dinheiro suficiente para poder ir de avião, com o preço que pagaria nas passagens ida e volta, depois contratar agências de Viagens para os passeios, tudo multiplicado por 4? Não to podendo.
      Outra opção seria então esperar conseguir dinheiro para comprar um Veículo maior, mais novo, mais potente, quem sabe até algum com tração 4x4 né?
      Só que essas opções acima me fariam entrar numa hibernação do tipo ‘A Espera de Um Milagre’. E vocês com certeza conhecem muitas pessoas que vivem assim, esperando o Momento Certo para dar o primeiro passo.
      Só pra ilustrar melhor, minha mãe que também mora em Maringá, tem 64 anos e um sonho de vida, conhecer Foz do Iguaçu. Só que ela ainda não foi porque as condições ideais que ela imagina que precisa, ainda não surgiram. E são só 400KM daqui até lá.
      Então Leandro, toma Jeito. 
      Depois que voltamos do Uruguai, eu já tava deitando em viagens internacionais. Experiente e tudo. Então um dia olhei pro Bartolo, olhei pra Josi, fechei os olhos, estufei o peito, e falei:
      - Atacama 2019?
      - Bora!
      - Fechô!
      E então os preparativos começaram.
      Dai em diante minha vida meio que virou de cabeça.
      Agora eu só pensava nisso. Bitolado o tempo todo.
      Pesquisas e mais pesquisas, muitos cálculos de quanto preciso de dinheiro, quantos dias, rotas, curiosidades sobre os lugares que iriamos passar, vídeos no youtube etc etc etc...
      Se eu ouvia um Bom dia, eu já tava respondendo Buenos Dias.
      A vantagem de fazer uma viagem como esta viagem de carro, é que além de ficar bem mais barato, eu não ficaria preso à somente San Pedro de Atacama, pois teria todo o trajeto até chegar lá, e vi que tem lugares incríveis pelo caminho que valem a pena conhecer. E dá-lhe Google..
      Seguro Carta verde, Cambão, Salinas Grandes, Mau de Altitude, Laguna Miscanti, Pesos Argentinos, Seguro Soapex, Cartão de Crédito Internacional, Costa de Lipan, Filhos, Kit de Primeiros Socorros, roupas, folha de Coca, Seguro viagem, Humahuaca, Protetor Solar, Paso Jama... Meu Deus, era uma infinidade de informações pra assimilar e organizar.
      Fui alimentando um Check-List de tudo que precisaria providenciar. Entre tantos itens para me preocupar teve um que eu não abriria mão, um Pneu estepe Extra. Pois seriam centenas de quilômetros sem estrutura nas cordilheiras, sem posto de gasolina, sem civilização. Seria só nós, o vovô Bartolo e Deus. E já dizia o ditado: Quem tem dois tem Um. Quem tem um não tem Nenhum...
      -Preciso de um estepe extra!
      Mas eu também iria fazer a troca dos pneus atuais. Eles estavam menos de meia vida, e para uso na cidade ou viagens curtas até daria. Mas para o Deserto com certeza seria arriscado.
      Fiz um orçamento e os 4 pneus passavam dos Mil Reais. Era o preço. Pneus bons não são baratos.
      Dai, fui pesquisar no OLX para comprar um estepe Extra, poderia ser usado sem problemas. Dai que encontrei um anúncio de um Cara que estavam vendendo 4 pneus novos com rodas e tudo. O valor era metade do preço que eu iria pagar só nos pneus em uma loja. E Vinha com as Rodas já. Que LUCK hein Leandro. Já resolvia 2 Problemas, ficava com 4 Pneus Novos e usava um dos que já tinha como Estepe Extra.
       Lá dizia que as medidas da furação das rodas que vinham era 4x100. Até então eu nem sabia o que significava isso, só sabia que alguns carros usam rodas com 4 parafusos, outros com 5 e assim por diante. Pesquisei então as medidas das rodas do meu carro e eram exatamente 4x100 também. Que sorte de novo, hein Leandro. Liguei pro cara, e em menos de 1 hora eu já tava com as rodas e pneus novos em casa.
      Coloquei um pneu no porta-malas para ver o espaço que ocupava. Minha esposa não gostou nem um pouco, pois um pneu extra ocupava um espaço enorme. Mas fazer o que ? A nossa segurança falava mais alto. Então, com o bico deste tamanho, ela desistiu de levar o guarda-roupa todo.
      Fui até um borracheiro, e pedi que ele passasse os pneus novos para as rodas que ja estavam no carro, e consequentemente os pneus velhos nas rodas que vieram pois elas eram de Ferro e mais feias.  
      Uma outra coisa que eu queria muito, mas tava naquela indecisão, era de atravessar as Cordilheiras por um Caminho e Voltar por outro. A opção mais Curta, Sensata, econômica e Segura seria ir e voltar pelo Paso Jama, pois a pista é toda pavimentada desde a Argentina até o Chile e Relativamente mais movimentada. Outra opção seria o Paso Sico, que dizem ter paisagens incríveis, mas a pista não tem pavimentação em um longo trecho na parte da Argentina, e bem mais deserta. Bem mais arriscado com certeza.
      Mas descidi sim ir por uma via e voltar por outra. Meio Loucura com as crianças eu sei. Mas eu tinha 1 Estepe extra, né?
      Desculpe, mas percebi que esse prefácio já tá grande demais, eu falo demais, e vocês já estão tendo paciência demais. Então sem mais delongas... vou pular pro dia da partida.
      >>FF>>
      Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Domingo.
      .........
    • Por YagoBarros
      Então , final de maio partirei em um mochilão roots por todo sul do litoral brasileiro , rumo ao uruguai. Não tenho data pra voltar , pretendo passar pelo menos 1 mês viajando , então vou parando nos lugares mais bonitos sem pressa.
      Eventualmente , me hospedarei em hostels sem problema, mas na maioria do tempo dormirei na minha barraca mesmo.
      Quero começar a trip em Palhoça SC , mas aceito qualquer dica e mudança de roteiro que acrescente.
      Quem quiser fazer companhia está convidado haha, qualquer coisa só mandar msg.


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