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Lucélia Canassa

Para entender Cabo Polonio

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Poxa, eu já estou com meu roteiro pra viagem ao Uruguai praticamente pronto, mas agora quero ir a Cabo Polonio. Já tô mal porque não vai dar tempo :(

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@Lucélia Canassa interessante a experiencia de voces! nao provei esse bolinho de alga, mas comi muito biscoito de goiabada, que comprava diretamente na casa do camarada que fazia, com material proveniente do brasil heheh saía de manhã e de tarde da "fornalha". era perfeito (bom, bonito e barato!) pro café da manhã e o lanche da tarde

realmente, não é um lugar mto barato, ainda mais pra quem viaja com grana mais curta, o que foi meu caso. compensei levando toda a comida necessária para os 3 dias em que fiquei por lá. comprando nesse mercadinho que vce falou, já valeria a pena. no meu caso, comprei em montevideo, entao saiu ainda mais em conta!

sobre o avistamento de animais, em agosto é possível ver baleias enormes bem próximas à costa, uma experiência interessante!

parabens pelo relato!

 

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Em 12/02/2018 em 21:06, Rafaela Vi disse:

Poxa, eu já estou com meu roteiro pra viagem ao Uruguai praticamente pronto, mas agora quero ir a Cabo Polonio. Já tô mal porque não vai dar tempo :(

Ah, tive essa sensação tb. Mas n tem jeito, né, tem q escolher alguns lugares e dar prioridade. Essa viagem durou 10 dias, e saímos de carro de Londrina-PR. Hj só faria de novo se tivéssemos mais dias, pq foram mtos na estrada. Se precisar de alguma dica, estou à disposição. Boa viagem :)

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1 hora atrás, Lucélia Canassa disse:

Ah, tive essa sensação tb. Mas n tem jeito, né, tem q escolher alguns lugares e dar prioridade. Essa viagem durou 10 dias, e saímos de carro de Londrina-PR. Hj só faria de novo se tivéssemos mais dias, pq foram mtos na estrada. Se precisar de alguma dica, estou à disposição. Boa viagem :)

Parabéns pelo relato...vou passar 10 dias argentino e uruguai e acabei incluindo dois dias cabo, 2 dias montevidéu ,1 sacramento e 5 buenos.

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    • Por Anderson Paz
      Principais cidades visitadas: Montevidéu, Piriápolis, Punta del Este, Jose Ignacio, La Paloma, La Pedrera, Cabo Polônio, Valizas, Águas Dulces, Chuy e Colonia del Sacramento
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília – Montevidéu: Avenida 18 de Julio, Praça Independência e rambla
      Dia 2) Montevidéu: Bodega Bouza, Mercado Agrícola, Palácio Legislativo e mirante da Torre Antel
      Dia 3) Montevidéu: Parque Prado, Jardim Botânico, Iglesia de las Carmelitas, Santuario Nacional del Corazón de Jesús (Iglesia del Cerrito), Cidade Velha, Teatro Solís, Parque Rodó e Pocitos
      Dia 4) Piriápolis: caminhada da Praia de Piriápolis até a Praia San Francisco
      Dia 5) Punta Negra e Punta del Este: caminhada na Rambla Gral. Artigas, farol e igreja Nuestra Señora de la Candelaria
      Dia 6) Praia Brava, Casapueblo e Praia Portezuelo
      Dia 7) La Barra, Jose Ignacio e La Paloma
      Dia 8 ) La Paloma: Bahía grande, Bahía Chica, Balconada, El Cabito e Solari
      Dia 9) La Pedrera, Barra de Valizas (Cerro de la Buena Vista), passeio no Monte de Ombués e Águas Dulces
      Dia 10) Cabo Polonio e Punta del Diablo
      Dia 11) Parque Nacional de Santa Teresa
      Dia 12) Compras no Chuy e deslocamento até Colonia del Sacramento
      Dia 13) Colonia del Sacramento e deslocamento até Montevideo
      Dia 14) Retorno a Brasília

      Informações básicas sobre o relato
      - Relato de uma viagem feita em família, totalmente fora de temporada, em um período ainda de bastante sol e de pouca gente nos lugares.
      - Nos deslocamos de ônibus entre Montevidéu, Piriápolis e Punta del Este. No último dia em Punta alugamos um carro que usamos até o final da viagem.
      - No relato você encontrará algumas avaliações de restaurantes, mas não espere referências de restaurantes de alta qualidade, com comidas caras.
      - No final do relato, encontrará a relação de locais onde nos hospedamos.
      Povo
      - Os uruguaios são muito simpáticos e educados de forma geral, exceto com argentino...hehehe Fomos bem atendidos e recebidos em todos os lugares. 
      Câmbio
      - Trocar dinheiro no aeroporto na chegada é uma cilada. Troque ali só o que for estritamente necessário para o transporte do aeroporto até o hotel. Cotação no aeroporto: R$1 = aprox.. 6,90 pesos.
      - Mesmo no domingo, há uma casa de câmbio aberta durante o dia na Avenida 18 de Julio, entre a Praça Cagancha (a que tem uma escultura no meio da 18 de Julio) e a Rua Paraguay. Cotação: R$1 = 8,30.
      - Melhor cotação em Montevidéu: casas de câmbio na Avenida 18 Julio entre rua Julio Herrera y Obes e a Plaza Independencia ou na casa de câmbio próximo à Praça Cagancha. Muitas delas tinham o mesmo valor. Cotação: R$1 = 8,75.
      - Em Punta del Este encontramos na Av. Gorlero algumas casas de câmbio com a mesma cotação de Montevidéu.
      - Se no final da viagem, sobrar pesos uruguaios, deixe para trocá-lo no aeroporto, onde a cotação é a melhor para o câmbio reverso.
      Preços
      - O Uruguai de forma geral tem fama de ser bastante caro, porém isso é bem relativo. Em relação ao preço de hospedagem, se você não faz questão de hotéis sofisticados, você conseguirá sempre encontrar boas hospedagens por valores mais acessíveis do que os praticados no Brasil. Pelo menos isso foi o que verificamos durante o período de baixa temporada.
      - Em relação à comida, os preços no mercado realmente são bastante elevados (ex. 1 kg de banana a mais de R$ 10,00). Os preços de lanches simples na rua, em lanchonetes ou em padarias também costumam ser altos. Entretanto é possível comer bons pratos - especialmente os à base de peixe ou massas - em bons restaurantes pagando valores menores do que os de muitos restaurantes razoáveis do Brasil.
      - Em relação à bebida, o preço da cerveja é muito alto. Nesse caso não tem muito para onde correr. Em supermercados, o preço do litrão da Patrícia ficava geralmente em torno de 90 pesos (R$ 10 aprox.). Já em restaurantes, era raro encontrar por menos de 170 pesos (aprox. R$ 19). Em compensação, os vinhos são bem baratos. Em relação à água mineral, os preços também costumam ser bastante caros, mas dizem que a água de torneira do Uruguai em geral é potável (nós bebemos muito dela, mas só depois de esterilizar com uma SteriPen).
      - Em relação a transporte coletivo, os preços são mais ou menos equivalentes aos do Brasil.
      Compras e pagamentos
      - Na maior parte dos restaurantes há isenção de cobrança do imposto IVA para compras feitas em cartão de crédito. A redução na conta geralmente é de 18%, podendo ir a 22% ou ainda ser maior em alguns lugares se usar cartões Santader ou American Express (foram os que vi). Vale a pena optar pelo pagamento com cartão de crédito mesmo com o IOF que incide na operação.
      - Se for estender a sua viagem até Punta del Diablo/Parque Nacional de Santa Teresa, vale a pena ir à fronteira (Chuy) para comprar bebidas alcoólicas e talvez alguns cosméticos, calçados e roupas. Compramos bebidas absurdamente baratas lá e muitas das quais, como o Absinto 89%, impossíveis de achar por aqui.
      Comidas e serviço em restaurantes
      - Em muitos restaurantes se cobra uma taxa de cubierto, que é referente a pãozinhos de entrada acompanhados de um molho ou pasta do restaurante ou às vezes só de ketchup, mostarda ou maionese industrializada, além dos talheres e guardanapos (!!!). Geralmente eles informam no cardápio o valor da taxa ou colocam em placas na frente do estabelecimento que ali ela não é cobrada. É uma cobrança cultural abusiva, que também é praticada na Argentina. Se não quiser pagar, pergunte ao garçom se a taxa é cobrada antes de se sentar.
      - Além do cubierto, costuma-se cobrar 10% de serviço à parte (opcional).
      - Na maior parte dos restaurantes que fomos, além das opções com carne vermelha e frango. havia opções mais econômicas a base de peixe ou de massas artesanais.
      - Há Chivito em todos os lugares...para mim o Chivito é uma espécie de um grande X-tudo gourmet.
      - Experimente o licuado! Delicoso sucão de fruta grosso (smoothie);
      - Bolueños de algas é a melhor coisa que você poderá comer no Uruguai!!! =D
      - Sorvetes: os da El Faro (sorveterias em Atlántida, Piriápolis e Punta del Este) e da Chelato (no Mercado Agrícola) são deliciosos...os da Freddo também são, mas esses são argentinos e não uruguaios...experimente sempre um de doce de leite para ter um patamar de qualidade; no McDonalds tem uma opção deliciosa de topping com doce de leite da Lapataia, que pode ir em cima de um sorvete de doce de leite (normal de ruim para mim que nem os outros deles);
      - Alfajores: há de vários tipos em tudo que é mercadinho e padaria. Experimentamos os seguintes: 
      1) Lapataia – não gostei...gosto de biscoito de maisena muito em destaque e pouco gosto do chocolate e do doce de leite; 
      2) Portezuelo – também não gostei...gosto meio insosso de leite em pó;
      3) de las Sierras de Minas – também não gostei muito...acho que a descrição é a mesma do Lapataia;
      4) Ricard (de menta) – não curti...bem forte o gosto de menta e a cobertura de chocolate é bem sem graça; 
      5) Punta Ballena – exprimentamos quatro tipos diferentes (tradicional, triple, negro, branco), todos muito bons, com destaque para o negro;
      6) Nativo Premium – excelente...bastante recheado e com cobertura de chocolate deliciosa; 
      7) Marley - alfajores bajoneros (comprado em Punta del Diablo) – muito bom...acho que foi o meu favorito junto com o Nativo...chocolate marcante e doce de leite muito gostoso.

      1º ao 3º DIA) MONTEVIDÉU
      Dia 1)
      Chegamos em Montevidéu perto de 14h no domingo, dia 19/03. Do aeroporto para o Centro pegamos um ônibus da empresa Copsa, por 58 pesos por pessoa. Essa é a opção de transporte mais barata saindo do aeroporto com destino ao Centro e Ciudad Vieja. É um ônibus simples, de linha regular, sem espaço específico para guardar bagagem. Como era domingo e talvez um pouco por conta do horário, o ônibus estava vazio e foi bem tranquilo de carregar as bagagens no corredor. As outras opções de transporte da COT e da Cutcsa custam a partir de 174 pesos por pessoa. Dá para obter informações sobre as linhas de ônibus no centro de informações ao turista do aeroporto.
      O trajeto de ônibus até o centro levou uns 50 min.
      Deixamos as malas no hotel, que era próximo à Plaza Ing. Juan Pedro Fabini, e depois caminhamos pela Avenida 18 de Julio até a Praça Indepencia. A praça abriga em seu centro uma estátua de José Gervasio Artigas, sob a qual há um mausoléu, e tem em suas adjacências o Palácio Salvo (prédio que já foi o mais alto da América do Sul), a Porta da Cidadela (portal do período colonial onde se inicia a rua de pedestres Sarandí), a Torre Executiva (sede atual do governo), o Teatro Solís e alguns prédios modernos. A praça é um dos grandes destaques de Montevidéu. 
      Retornamos pela Avenida 18 de Julio até a a Intendencia (Prefeitura), passando pela agradável Plaza ing. Juan Pedro Fabini, pela bela Plaza Cagancha e pela Fonte dos Cadeados. 





      Depois paramos para almoçar-jantar no Bar Hispano, que ficava praticamente de frente ao nosso hotel. Pelas avaliações do Trip Advisor deveria ser um local econômico e com boa comida, mas infelizmente os pratos não eram tão baratos (370 pesos o menu) e foi onde descobrimos uma coisa triste na nossa viagem: a cerveja no Uruguai é bastante cara. Pedi um peixe assado e minha mãe e meu irmão pediram um menu com entrecotê. O peixe estava muito bom, já minha mãe e meu irmão não puderam dizer das entradas do menu e da carne, que estava bem insossa.
      Depois da refeição, descemos para a Rambla do Barrio Sur para curtir o final da tarde. Nessa época estava escurecendo depois das 19h. Uma coisa que nos chamou atenção era o tanto de gente que ficava ali nas ramblas lendo, mexendo no celuar, conversando em grupos ou simplesmente fazendo nada acompanhada sempre de um chimarrão uruguaio. 
      Ao anoitecer voltamos para o hotel e assistimos um filme, tomando vinho Tannat comprado em um mercado no meio do caminho.
      Dia 2)
      Fomos de Uber até a vinícola Bodega Bouza para fazer a visita guiada de 10h30 (corrida do Uber: 410 pesos). A visita pode ser reservada pelo site ou pode ser agendada na hora (foi o que fizemos). Dura aproximadamente uma hora e é de graça, recomendando-se apenas a compra de uma garrafa de vinho. 
      Fomos guiados por uma ótima guia que falava português muito bem. Ao longo da visita são apresentados pomares de uva e todo o processo de extração do suco e da fabricação do vinho. A visita se encerra em uma coleção de carros antigos.
      Após o passeio, há opção de fazer uma degustação de vinhos no restaurante (1200 pesos) e de almoçar no restaurante, que dizem que é um dos melhores de Montevidéu. Os preços e os horários de visita são encontrados no site da Bodega.
      Gostamos bastante do passeio e certamente recomendamos.




       
      Depois da experiência na Bodega pegamos outro Uber até o Mercado Agrícola, onde iríamos almoçar. Corrida do Uber: 400 pesos.  
      O Mercado Agrícola é um antigo mercado, que foi reformado e reinaugurado em 2013. Tem duas ou três frutarias, lojas de eletrônico, de roupa, de material de construção, muitas lojas de produtos naturais, duas sorveterias, uma cervejaria local e alguns restaurantes.
      No almoço, optamos pelos seguintes restaurantes com respectivos pratos solicitados: a) FrescoMar: cazuela de pescado (290 pesos) - peixe ao molho, gostoso, mas com sabor muito forte e enjoativo depois de um tempo; b) Chekere Restobar: costillas de cerdo (290 pesos) - costela de porco com um arroz com feijão preto – a carne estava mto boa, mas o arroz estava um pouco oleoso; c) Cocoricó: pollo a milanesa (240 pesos sem refrigerante) - frango à milanesa -  estava bom, mas era um prato bem simples. 
      Depois de almoçar, tomamos sorvete na Chelatto...deliciosos, conforme já apontei no começo do relato.

      Em seguida fomos ao Palácio Legislativo (bem pertinho do Mercado) para fazer a visita guiada em seu interior. O Palácio por fora é monumental, mas é em seu interior que está grande parte da sua beleza, que é de deixar o queixo caído! A visita pode ser feita com guia que fala português, dura um pouco mais de 1 hora e as saídas ocorrem às 10h30 ou às 15h, de segunda a sexta-feira, sendo recomendado chegar um pouquinho antes para garantir vaga no grupo. Custo por pessoa: 90 pesos ou 3 dólares.





      Depois da visita, caminhamos algumas quadras até a Torre Antel, torre de telecomunicações situada próximo do porto de Montevidéu de onde se tem uma vista panorâmica incrível da cidade. As visitas são gratuitas e no site constava que ocorriam 2ª, 4ª e 6ª feira às 15h30, 16h, 16h30 e 17h e 3ª e 5ª às 10h30, 11h, 11h30 e 12h. Chegamos umas 16h40 e logo conseguimos subir. Pudemos ficar lá até quase 17h. No fim, achamos que não havia de fato um controle dos horários e que as subidas até o mirante aconteciam de acordo com a demanda. 



       
      Em seguida retornamos de ônibus ao hotel. Custo da passagem de ônibus dentro de Montevidéu: 33 pesos por pessoa.
      Dia 3) 
      Acordamos cedo para ir ao Parque do Prado, Jardim Botânico e Rosedal, localizados em um mesmo complexo no Prado, bairro com algumas casas enormes e bem bonitas, mais ao norte de Montevidéu. Acho que é um passeio que vale a pena apenas se tiver com tempo sobrando. O Parque do Prado não tem nada de mais; o Rosedal é simples, mas deve ser bonito na primavera; e o Jardim Botânico é legal, mas é bem simples mesmo em comparação com alguns parques urbanos brasileiros. Fizemos o deslocamento até lá em um ônibus da linha 427 que pegamos na rua Paraguay, no sentido do Prado. 


       
      Próximo ao Parque do Prado, ainda visitamos a Iglesia de las (los) Carmelitas, uma bela igreja de estilo gótica, construída em 1929. Estava fechada, mas por sorte, enquanto estávamos tirando fotos na frente, um casal saiu da igreja acompanhado por uma funcionária da secretaria paroquial e nós pudemos entrar para conhecê-la por dentro. Talvez seja só questão de bater na porta ou tocar a campainha para abrirem a porta. 



       
      Depois fomos até um McDonald’s, próximo ao Jardim Botânico, na Av. Joaquín Suarez, para pegar wi-fi e solicitar um Uber para ir ao Santuario del Cerrito de la Victoria (ou Santuario Nacional del Sagrado Corazón de Jesús). Avistamos essa grande igreja do mirante da Torre Antel no dia anterior e ficamos curiosos em conhecê-la. Custo do Uber: 110 pesos
      O Santuario é realmente imponente por fora. Por dentro tem uma arquitetura moderna com cúpulas altas. Vale a pena conhecer! 
       


       
      Depois de algumas fotos na igreja, fomos andando até a Av. Gral. San Martín onde pegamos um ônibus à Ciudad Vieja (linha 396). Acabamos contrariando o motorista do Uber que havia nos falado que a região não era muito tranquila, mas como não identificamos nenhum risco, resolvemos fazer a caminhada até a parada e no fim foi tudo super tranquilo. 
      Na Ciudad Vieja almoçamos no El Peregrino, um dos restaurantes do Mercado del Puerto. Escolhemos o restaurante basicamente pelo preço e porque gostamos do ambiente. Solicitamos uma parillada sem míudos (1290 pesos; com miúdos seria 1190). Para quem não sabe a parrillada tradicional é o churrasco uruguaio/argentino com frango, carne vermelha, morcela (linguiça de sangue), rins e intestino assados. A comida era muito farta e dava para quatro pessoas comerem bem. Meu irmão e minha mãe que têm o hábito de comer carne vermelha e frango, gostaram muito.
      > Uma dica se você não quiser usar cartão de crédito na viagem, mesmo com os descontos de 18% em restaurantes referentes à isenção de IVA, é levar notas de reais ao Mercado. Muitos lugares aceitam com uma cotação bem mais generosa do que a das casas de câmbio.
       

       
      Depois do almoço, percorremos a Ciudad Vieja passando pelo imponente Banco República, Iglesia San Francisco de Assis (infelizmente em reforma), Praça Zabala e depois seguimos pela rua de pedestres Sarandí até a grande e bonita Catedral Metropolitana.



       
      Por último fomos ao Teatro Solís, onde fizemos a visita guiada. A visita dura aproximadamente 40 min, com opção de guia em português, e vale muito a pena para conhecer a história do Teatro e os seus ambientes interiores majestosos. Custo (por pessoa): 60 pesos. Visitas 3ª e 5ª feira, 16h; 4ª, 6ª e domingo, 11h, 12h ou 16h; e sábado 11h, 12h, 13h ou 16h. 


      Depois da visita pegamos um Uber até o Parque Rodó. Custo do Uber: 132 pesos. 
      O Parque possui algumas esculturas interessantes, um lago artificial e muitos ambientes sombreados agradáveis, mas infelizmente estava todo em obras e não estava com boa aparência. Acho que vale a pena conhece-lo apenas se estiver de bobeira, sem nada para fazer.


       
      Depois fomos andando até a praia de Pocitos para curtir o final da tarde. Caminhada de pouco mais de 2 km. Pocitos, guardada as devidas proporções, me lembrou um pouquinho Copacabana com seus prédios de arquitetura modernista e com a sua calçada em que muitas pessoas praticavam esporte. Na extremidade da praia se encontra o disputado letreiro escrito “Montevideo”. 


      Para fechar esse dia cansativo, pegamos um ônibus até o nosso hotel onde relaxamos, tomando uma cervejinha.
      Percepção geral de Montevidéu: a cidade, mesmo sendo a mais populosa do Uruguai é bastante tranquila, mesmo à noite, e agradável. Um ponto negativo apenas para a sujeira em muitas ruas. Dá para ir praticamente a todos os lugares usando transporte público, basta ter cara de pau e perguntar aos moradores sem medo de se enrolar no portuñol.
      4º DIA) MONTEVIDÉU – PIRIÁPOLIS
      Depois do café da manhã, fomos até o Terminal de Tres Cruzes de Uber (138 pesos) e pegamos o primeiro ônibus da empresa COT com destino a Piriápolis. Custo por pessoa: 200 pesos + taxa de embarque de 13 pesos
      Depois de 1h45 de viagem, chegamos ao terminal de Piriápolis, onde pegamos um táxi até o nosso hotel, Gran Colonial Riviera, no finalzinho da praia de Piriápolis (custo: 110 pesos). Deixamos as malas no hotel e fomos caminhar pela Rambla de los Ingleses. 
      Acabou que na empolgação andamos até o início da Playa San Francisco (aprox. 2,5 km). Fizemos o caminho apreciando as praias rochosas, impróprias para banho de forma geral, e as belas casas de veraneio ao longo da rambla. 
      No caminho, infelizmente descobrimos que uma das atrações da cidade, a subida em teleférico até o alto do Cerro San Antonio, estava fechada, assim como quase todos os restaurantes. 



       
      No retorno pela rambla, paramos para almoçar no Kiosko El Pescador, um quiosque simples, próximo a outros quiosques de pescadores. Pedimos arroz com polvo (310 pesos) e Brotola al Presidente (peixe pescado nas profundezas do mar uruguaio coberto por mariscos e molho de tomate – 395 pesos). Os pratos não eram fartos e a comida era gostosas, mas nada de excepcional. 
       

       
      Depois seguimos pela rambla até a Praia de Piriápolis. Lá olhamos algumas coisas nas lojinhas que estavam abertas e paramos para tomar um sorvetinho na sorveteria El Faro, que tem sorvetes deliciosos. Vale pedir algum de doce de leite, como em qualquer sorveteria do Uruguai.
      Após os sorvetes voltamos ao hotel.
      5º DIA) PUNTA NEGRA – PUNTA DEL ESTE
      Acordamos cedo, tomamos café e pegamos um táxi para Punta Negra. O custo da viagem ficou em absurdos 380 pesos. Há opção de ônibus até lá, mas não conseguimos informações no hotel e nem na internet. =(
      Punta Negra é um local bastante tranquilo, ainda com poucas casas e pouquíssimos restaurantes. A praia tem uma faixa de areia relativamente estreita e é bastante inclinada em diversos trechos. Foi onde dei o meu primeiro mergulho no mar na viagem. Achava que a água estaria congelante, mas não era tão fria assim. Na verdade, na maioria das praias do Uruguai que conhecemos a água era menos fria do que a de algumas praias do Rio de Janeiro e de Florianópolis. O maior problema é o vento...sim, venta muito em todos as praias.
       



       
      Depois de curtir um pouco a praia, resolvemos voltar para Piriápolis. Paramos em uma casinha de salva-vidas, por volta de 12h20, para saber sobre ônibus públicos e enquanto o pessoal buscava informações e tentava nos ajudar, eis que vemos o ônibus passando na rua. Azar! Hehehe 
      Tivemos que voltar de táxi e pagar novamente aquele valor absurdo na viagem.
      Pegamos as malas no hotel e fomos ao terminal para pegar um ônibus rumo ao nosso próximo destino: Punta del Este. Acabamos pegamos outro ônibus da COT. Custo por pessoa: 116 + 10 pesos de direito de embarque.
      Percepção geral de Piriápolis (incluindo Punta Negra): a cidade é tipicamente de veraneio. Nesse período em que fomos a maior parte das coisas estavam fechadas. Particularmente eu não curti muito a cidade...talvez a expectativa criada tenha sido um pouco alta, especialmente em relação a Punta Negra.
      Depois de 50 min de viagem, chegamos em Punta del Este ainda no meio da tarde. Descemos com as malas até o hotel, deixamo-las lá e saímos para dar uma volta pela cidade. Primeiro fomos á área portuária, de onde vimos a Playa Mansa. Depois seguimos até a agradável praça que tem a Iglesia Candelaria – igrejinha azul bastante simpática – e o Farol. De lá descemos à Playa de los Ingleses e seguimos andando pela rambla até a Playa El Elmir, antes da qual há uma imagem da Virgen Candelaria. Depois de toda essa caminhada agradável, voltamos ao hotel.
       



       
      À noite saímos para jantar, comemorar o aniversário da minha mãe e assistir ao jogo Brasil (4) x Uruguai (1). Muitos restaurantes de Punta estavam fechados. Acabamos optando jantar no restaurante Miró Restô-bar, onde comemos uma boa Picada de mar (1300 pesos + 60 pesos por pessoa de cubierto). A Picada era uma grande e variada porção de frutos do mar e peixe. Estava muito boa, tirando o anel de lula que estava meio mole. Vale dizer também que a entrada (cubierto) era bem fuleira.
      6º DIA) PUNTA DEL ESTE, CASAPUEBLO E PRAIA PORTEZUELO
      Tomamos café da manhã no hotel e depois fomos à Playa Brava, com direito a parada (obrigatória) para tirar fotos na escultura Los Dedos. Curtimos a manhã ali na Praia Brava, que, apesar do nome,  proporciona um bom e tranquilo banho de mar.
       


       
      Depois fomos ao Terminal de Punta para pegar um ônibus com destino a Casapueblo. Pegamos um ônibus da COT às 13h30. Havia opção também de ônibus da Copsa às 14h. Ambos custam 68 pesos. São ônibus que depois seguem viagem a Piriápolis. Tentei obter informações sobre a linha 20, que vi citada em relatos na internet, e não souberam me informar nada no Terminal. 
      Os ônibus da COT e da Copsa assim como os da linha 20 param na parada na Ruta 10, perto do Mirante de Punta Ballena, de onde se tem uma bela vista da praia de Portozuelo. Creio que quem está vindo de Montevidéu ou de Piriápolis para Punta del Este possa também descer nesse local. 
      Desse ponto até a Casapueblo dá 30 min de caminhada em um ritmo tranquilo.
      Chegamos à Casapueblo muito cedo para quem gostaria de assistir o pôr do sol lá. Decidimos então tentar ir caminhando até a praia de Portozuelo. Descobrimos que por ali não seria possível e que teríamos que voltar todo o caminho, mas acabou que por sorte conseguimos uma carona com um casal brasileiro-uruguaio que nos levou até a praia, mesmo desviando completamente do caminho deles...todo o meu amor por pessoas aleatórias que cruzam nossos caminhos em viagens para nos salvar!
      A praia de Portozuelo é uma praia bem agradável. Se você estiver com tempo livre, vale a pena ir nela para dar uma relaxada. Depois de curtir a praia, retornamos por um caminho pela extremidade da praia, onde há uma rampa seguida por uma escada que desemboca numa rua já relativamente próximo da parada de ônibus onde descemos inicialmente. 
       

       
      Se quiser ir à praia antes de ir à Casapueblo, o caminho é o seguinte: siga a rua em frente ao condomínio próximo à parada de ônibus, no sentido contrário ao da pista que vai a Casapueblo; vire depois na rua próximo à casa La Blanca e siga até a casa Le Roc...o caminho é ali a sua direita (ou à esquerda da Le Roc), passando entre essa casa e a casa vizinha.
      Acabou que assim que iniciamos a nossa caminhada à Casapueblo, no mesmo percurso que já havíamos feito, passou um micro-ônibus, que nos levou até próximo da casa. Custo do ônibus por pessoa: 33 pesos.
      A Casapueblo é realmente uma construção com uma arquitetura única e criativa elaborada pelo artista Carlos Paes Vilarró ao longo de mais de 35 anos. Abriga obras do artista, matérias jornalísticas e vídeo sobre a sua trajetória e ainda tem um espaço dedicado ao seu filho, um dos sobreviventes do famoso acidente aéreo com o time de rugby nos Andes. Eu particularmente achei o museu bem desorganizado e ruim de informações. Custo da entrada: 240 pesos.
      No final da tarde, há o “espetáculo do pôr do sol”. Os terraços da casa ficam lotados de pessoas afoitas para tirar fotos e registrar o belíssimo pôr do sol no horizonte ao som de uma poesia recitada pelo Vilarró sobre um fundo musical. Eu só não achei mais brega que o saxofonista com o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré, mas sim o pôr do sol ali é realmente bonito demais!
       




       
      Para voltar tentamos pegar umas caronas, mas não conseguimos. Acabou que andamos até a parada e pegamos, às 19h30 aproximadamente, a linha 20 na parada do lado oposto da que descemos. Custou 43 pesos por pessoa e deu uma grande volta por dentro de Maldonado. Os ônibus das empresas Copsa e COT vão praticamente direto.
      À noite comemos na Bigote Food Truck. Local bem legal com opções de pizza, sanduíches, hamburguers, cerveja artesanal e umas coisinhas doces. Carinho, como quase tudo em Punta. Minha mãe e meu irmão comeram um chivito meio gourmetizado (350 pesos) e eu comi uma deliciosa hamburgesa vegetariana (280 pesos).
      7º DIA) PUNTA DEL ESTE – JOSÉ IGNACIO – LA PALOMA
      Alugamos um carro pela manhã na Punta Car, em frente ao Terminal de ônibus. Das locadoras com possibilidade de devolução do carro em Colonia del Sacramento ou Montevidéu, essa foi a mais barata que achamos. Valor do aluguel Gol (carro mais barato disponível): 36 pesos para 6 dias ou 29 pesos para 7 dias + 40 dólares para entrega no aeroporto + 10 dólares para condutor extra.
      Saímos no carro rumo ao nosso destino inicial: José Ignácio. Passamos pela ponte diferentona Leonel Viera, entre La Barra e Punta, e depois passamos por dentro de La barra, com direito a uma parada na agradável Playa Montoya. 
       


       
      La Barra tem várias lojinhas de artesanato, barzinhos e restaurantes. Tem muito mais cara de cidade de praia do que Punta. Segundo o menino que estava pegando carona com a gente, fica bastante lotada durante o verão, sendo bem difícil de trafegar de carro por ali.
      Percepção geral de Punta del Este: a cidade é bem diversa. Tem uns cantinhos com um clima de cidade pequena praiana e outros com cara de cidade grande elitizada. A Playa Brava até que é boa de tomar banho e me surpreendeu positivamente. Voltaria em outra época para curtir pelo menos um dia em La Barra. Por fim, de forma geral as coisas são bastante caras na cidade.
      Depois de 33 km de estrada, chegamos em José Ignácio. O destino é um balneário cheio de casas de arquitetura moderna e com umas das praias mais bonitas que conhecemos em todo o litoral uruguaio, a Playa Brava, com especial destaque para o farol que dá um charme a mais à praia.
       





       
      Depois de passar a tarde em José Ignácio, pegamos novamente a Ruta 10 com destino a La Paloma. No caminho dois destaques especiais: Laguna Garzon, bela lagoa onde havia muitas pessoas fazendo kite surfing, embelezando ainda mais a paisagem, e uma ponte em formato circular sobre a Laguna. Impossível não fazer paradas para tirar fotos. 


      Após essa ponte há um trecho de estrada de chão até chegar a Ruta 9. Há uma outra opção de caminho que pega a Ruta 9 anteriormente. É um pouco mais rápida e evita a passagem pela estrada de chão. Não recomendo já que se perde a paisagem da Laguna Garzon e a ponte circular.
      Depois de 85 km de estrada, chegamos a La Paloma: uma cidade praiana bem tranquila com uma ocupação meio espraiada e boas opções de restaurantes, concentrados especialmente na Av. Nicolás Solari.  
      Fomos direto à nossa hospedagem e depois saímos para jantar. Escolhemos para a refeição o restaurante Pio Nonno, onde recebemos o melhor prato de entrada da viagem, com pães caseiros e uma pasta de grão de bico deliciosa, tudo sem cobrança de cubierto. Escolhemos pratos com peixe (preço médio de 380 pesos). Acabou que não registrei quais eram os pratos, mas garanto que estavam todos deliciosos.

      8º DIA) LA PALOMA
      Depois de tomar café da manhã na hospedagem, seguimos para a Baia Chica e Baia Grande: duas praias abrigadas, de água parada. Acabei não curtindo muito esse lado de La Paloma. 

      Depois seguimos ao farol, de onde tivemos uma bela vista das praias e da cidade. Atenção: o farol fecha de 12h às 15h. Valor: 25 pesos. 



      Em seguida fomos a Playa la Balconada, que é a que fica mais próximo ao farol. A praia é muito agradável e bonita, mas achei meio ruim para banho, já que afunda bem rápido. 

      Depois de umas cervejinhas e de um almoço-lanche na praia, seguimos para a praia El Cabito (acesso ao estacionamento se dá na rua que tem placa do hotel Portobelo). Essa praia é uma piscina de água represada por rochas. Uma boa opção para quem não sabe nadar ou gosta de água parada. 

      Após algumas fotos na El Cabito, demos uma passadinha na praia los Botes, para tirar algumas fotos, e seguimos para a praia Solari para curtir o final da tarde. Esta praia é uma continuidade da praia Anaconda, possui uma larga faixa de areia e é melhor para tomar banho do que la Balconada.


      À noite jantamos na pizzaria El Sargo. Os valores das pizzas giram em torno de 170-200 pesos. A pizza é basicamente a massa com molho de tomate e mais dois ou, se muito, três ingredientes. A maior parte das pizzas encontradas no Uruguai são simples como essa. Uma pizza no restaurante serve bem uma pessoa com fome e é gostosinha, especialmente por conta do bom molho, mas nada de excepcional.
      9º DIA) LA PALOMA – LA PEDRERA – VALIZAS – ÁGUAS DULCES
      Saímos cedo com destino final em Águas Dulces. Demos uma desviada no caminho para conhecer La Pedrera: uma cidadezinha bem legal com uma rua central com várias opções de restaurantes e bares e um clima gostoso de cidade praiana. Infelizmente por conta do horário e também por ser período de baixa temporada estava quase tudo fechado na cidade.
      Demos uma paradinha na Playa del Barco para tomar um banho e tirar umas fotos. Gostei bastante dessa praia que tem esse nome devido a um barco encalhado em suas areias. Dica: procure tomar banho não muito próximo do barco, onde a correnteza é mais forte.


      Depois demos uma passadinha pela rambla próxima à Playa Desplayado e seguimos viagem com aquela vontade de voltar á cidade com tempo para curti-la. 
      Seguimos na Ruta 10 tendo como o nosso próximo destino o ponto de saída para o passeio pelo Monte de Ombués, localizado km 267 da Ruta 10 logo após uma ponte – Agência Monte Grande, a única existente ali. No local o responsável pelo passeio, senhor Marcos, nos informou que era necessário formar um grupo de 6 pessoas ou fechar o barco pelo valor de 3000 pesos para nós três. Achamos caro e preferimos deixar para voltar mais tarde, às 15h, horário que segundo ele poderia ter mais gente interessada no passeio.
      Fomos então para Valizas, uma vilazinha bem simples, com casas rústicas e poucos restaurantes, que estavam fechados. Não sei se recomendaria ficar na vila, mas com certeza absoluta recomendo o que nós fizemos por lá.

      Estacionamos o carro em um estacionamento próximo à praia e fomos conhece-la. A praia tem uma larga faixa de areia que se estende até perder de vista em seu lado esquerdo. Do lado direito há uma bela lagoa formada pelo rio Arroyo Valizas, seguida por dunas que margeiam a praia. Olhando adiante sobre as dunas, avista-se algumas rochas que despontam na areia. Acabamos decidindo ir até uma dessas rochas que se situava no ponto mais elevado das dunas. Uma caminhadinha cansativa de uns 40 min, 1 hora, mas que foi bastante recompensadora. 


      Dessas rochas elevadas se tem uma visão fantástica do Arroyo Valizas, do povoado de Valizas, da Laguna de Castillos, de Cabo Polonio e das ilhas de rocha no mar. Acabamos descobrindo posteriormente que esse ponto se chama Cerro de la Buena Vista.



      Depois dessa grata surpresa, voltamos ao carro e seguimos novamente ao local de onde sairia o passeio pelo Monte de Ombués. Dessa vez, para a nossa sorte, havia mais uma turista canadense e um americano que também queriam fazer o passeio...por sinal essa era a terceira tentativa deles de fazer esse passeio com outras pessoas. Acho que demos sorte! hehehe
      O passeio parte dali em um catamarã pelo Arroyo Valizas, passando por umas casinhas de pescadores, e segue por uns 20 min até o Rincón de los Olivera, propriedade do nosso guia Marcos, situada já próximo à Laguna de Castillos. Ao longo dessa rota de catamarã, aprendemos como funciona a atividade de pesca de camarão na região e conhecemos os nomes de algumas espécies de aves que avistamos. 
      Partindo do Rincón de los Olivera seguimos por uma caminhada de mais de 1h de duração, passando por várias árvores conhecidas popularmente como "ombus" aqui no Brasil. Essas árvores são espécies arbustivas muito interessantes devido ao seu padrão de crescimento bem peculiar. Seus troncos e galhos são esponjosos e formados por sucessivas camadas de placas dérmicas que se destacam facilmente quando a planta é atacada por algum patógeno e com isso a planta forma padrões bem interessantes.
      Depois desse passeio pela propriedade, atravessamos o rio para conhecer uma reserva natural protegida pelo Governo. A reserva consiste em uma floresta mais densa do que a encontrada no Rincón com ombus, butiás e outras espécies botânicas.
      Depois de uma volta pela reserva, é chegada a hora de retornar ao nosso ponto de partida para o passeio. 
      Considerei o passeio bem bacana. O guia Marcos tem uma paixão muito grande pela conservação do local e conduz os turistas com grande prazer. Acho só que o passeio poderia ser um pouco mais curto e talvez com alguma coisinha extra a mais...tipo placas informativas ou quem sabe um agradinho a mais ao visitante, como um suco de butiá ou alguma outra coisa da região.

      Em seguida dirigimos até Águas Dulces, cidade que seria a nossa base para pernoite. 
      A cidade é bem agradável e tranquila. Tem uma feirinha de artesanato que deve ser bastante animada no período de alta temporada. Na rua principal há algumas opções de bares e restaurantes, que em sua maioria estavam fechados.

      À noite jantamos no restaurante Wahieke. Comemos gramajo (batata fritas com mariscos – 280 pesos), sorrentinos recheados com siri (310 pesos) e um prato de merluza com cogumelos e alcaparras (360 pesos). O gramajo estava bom, mas é muito enjoativo; o de siri estava bem gostoso, mas veio em pouca quantidade; e a merluza que estava boa. De forma geral a nossa avaliação foi positiva, mas se você for lá, é melhor ir sem expectativas em excesso.
       
      10º DIA) ÁGUAS DULCES – CABO POLONIO – PUNTA DEL DIABLO
      Depois do nosso café da manhã no hotel, fomos à praia de Águas Dulces. A praia é ocupada meio desordenadamente por algumas casas  que avançam muito sobre a areia. Eu particularmente não a curti.

      Depois da praia seguimos para Cabo Polônio, povoado situado em um parque nacional, cujo acesso se dá no km 264 da Ruta 10. O acesso ao parque só é permitido em veículos (jardineiras) autorizados com saída a cada hora e meia (9h30, 10h30...). Já o retorno tem saídas do povoado a cada hora (14h, 15h...). Valores: estacionamento – 190 pesos a diária e transporte ida/volta – 218 pesos por pessoa.

      O transporte leva aproximadamente 25 min até o destino. Cabo Polônio é um charmoso povoado com várias opções de hostels, restaurantes charmosos, casinhas em estilo mediterrâneo e outras com meio “hippie”, aliás este é um adjetivo que se encaixa para o clima de Cabo Polônio como um todo, sem desmerecer o lugar. 

      Quando se pesquisa sobre Cabo Polonio frequentemente se encontra nos relatos adjetivos superlativos como “paradisíaco”, “maravilhoso”, “inesquecível”.  Do meu ponto de vista é um lugar realmente muito interessante, mas meio superestimado. Digo isso porque as praias ali não são das mais bonitas, mas reconheço que o lugar tem um clima muito agradável. Passar uma noite ali em algum hostel, especialmente na época de alta temporada, deve ser garantia de boas amizades e de muita diversão.
      No nosso passeio, primeiro fomos ao farol, próximo do qual se avista alguns leões e lobos marinhos. Dependendo da época é possível também avistar baleias e outros mamíferos aquáticos se você tiver sorte.

      Depois seguimos para a Playa Sur, que é a mais próxima das casas brancas e é melhor a para banho em Cabo Polonio. 

      Depois de comer algumas coisinhas e relaxar um pouco na Playa Sur, seguimos por dentro do vilarejo até a Playa Calavera, a qual tem algumas embarcações na areia, restaurantes e hostels próximos. Dela muitas pessoas seguem numa caminhada de 8 km até o Cerro de la Buena Vista ou até Valizas. Particularmente eu não curti muito essa praia.

      Depois de um tempo na Playa Sur, resolvemos pegar o transporte de volta à entrada do Parque e seguir, um pouco mais cedo do que prevíamos a princípio, até o nosso próximo destino: Punta del Diablo.
      Punta del Diablo se inicia como uma série de casas e mercados ao longo de uma rodovia, a qual mais adiante desemboca no centro da cidade, onde há uma boa concentração de bares e restaurantes.
      Almoçamos, já meio tarde, no restaurante Cont., situado próximo à Playa de los Pescadores. Na refeição pedimos uma  Tabla del Mar (720 pesos) e um prato do dia, que neste dia era um peixe assado (250 pesos). A tabla é um misto de camarões, peixe e mexilhões empanados mais os deliciosíssimos boñuelos de alga. Como já falei no início do relato, boñuelos é uma das melhores coisas que você pode experimentar no Uruguai. O restante estava com um empanado meio grosso, que acaba roubando o gosto de tudo. O peixe do prato do dia estava satisfatório.

       
      Depois do almoço, paramos em uma barraquinha ali na rua da Playa de los Pescadores para tomar um licuado, bebida uruguaia que foi sugerida pelo garçom brasileiro que nos atendeu no restaurante. A bebida é um sucão grosso (ou smoothie) delicioso feito com frutas naturais. Valor: 100 pesos.
      Depois fomos para a nossa hospedagem. No caminho compramos uns pães artesanais de um casal que os estava vendendo em uma Kombi (ou seria um carro normal? Não lembro agora hehehe). Muito gostosos! 
      11º DIA) PUNTA DEL DIABLO – PARQUE NACIONAL DE SANTA TERESA
      Depois do café da manhã seguimos para o Parque Nacional de Santa Teresa, que fica a poucos quilômetros de Punta del Diablo. Infelizmente tivemos um pouco de azar e pegamos um tempo meio fechado pancadas de chuva neste que foi o melhor destino de toda a viagem!
      Acessamos o parque pela sua primeira entrada e fomos primeiramente ao Mirador Mangrullo (dispensável já que a vista lá não é muito boa). Depois seguimos até a Playa Grande, a qual tem uma faixa de areia bem larga. Do meu ponto de vista é a menos charmosa de todo o Parque. 

      Depois seguimos para a zona do Parque que reúne o Invernáculo, com várias espécies de plantas de todos os continetes; o Sombráculo, com plantas subtropicais e um aquário; e o Rosedal, jardim com aproximadamente 300 espécies de rosas. Por ali há também um acesso para um mirante de aves que fica próximo a um lago, que vale a pena ser conhecido devido à sua bela paisagem.

      Em seguida, fomos a Playa del Barco, praia lindíssima, com bastante vegetação no entorno, mas infelizmente chegamos nela embaixo de chuva forte. Depois seguimos para a Playa Achirras. Recomendo entrar nela pelo acesso logo depois da Playa del Barco. Bela praia, mais curtinha que as outras. 


      Por último fomos a Playa de la Moza. Essa é a que tem mais infraestrutura nas proximidades, com restaurante, grande estacionamento e área de camping. Alguns a consideram a melhor e mais bonita do Parque. Difícil de dizer. Talvez eu fique entre ela e a Playa del Barco.

      Depois de um tempinho passando muito frio na Playa de la Moza e sem coragem alguma para entrar na água, seguimos para a Fortaleza do Parque Nacional. A Fortaleza é um grande forte construído em 1762, que teve um papel chave nas lutas entre espanhóis e portugueses pelo domínio da região. Após o seu abandono no século XVIII, a Fortaleza foi recuperada nos anos trinta. Seu acesso fica a apenas 500 metros da Rodovia 9, logo após a entrada do Parque. (informações retiradas de http://www.uruguai.org/atrativos-de-santa-teresa).
      A Fortaleza fica aberta das 10h às 18h diariamente (melhor confirmar durante sua viagem) e entrada custa 40 pesos por pessoa. Nos seus aposentos há exposições ilustrando as atividades que eram executadas em seus interiores. Ao longo do passeio há placas com informações sobre a sua história, sobre os conflitos entre uruguaios e portugueses e sobre a organização das tropas. Também há uma exposição de maquetes de várias fortalezas que existiram no Uruguai. Infelizmente toda a parte expositiva é meio fraquinha e as informações expostas deixam muito a desejar.





       
      Depois de conhecer a Fortaleza, fomos conhecer a Laguna Negra, que fica fora do Parque Nacional e a qual se tem acesso por uma estrada de chão do lado oposto da Ruta 9 ao sair do Parque. A laguna é imensa. Fomos até o final da estrada de chão que a ladeia. Nesse ponto há um pequeno estacionamento e uma área arborizada, onde aparentemente muitas pessoas acampam. Acho que é dispensável conhecer a laguna, a não ser que você esteja de bobeira e queira acampar em sua beira.
       
      Depois  retornamos para Punta Del Diablo e almoçamos no restaurante Convey Mirjo próximo a Playa de los Pescadores. Minha mãe e meu irmão pediram carne napolitana (espécie de bife a parmegiana - 760 pesos para duas pessoas) e eu fui de peixe com alcaparras (450 pesos). Os dois pratos estavam muito gostosos.
      Depois do almoço fomos à Playa del Rivero, curtir mais um friozinho na praia. Hehehe

      Na volta, compramos uns churros numa carrocinha que fica no estacionamento perto da praia e seguimos para a nossa hospedagem. Havia vários recheios de churros diferentes (abóbora, pêssego, morango, queijo, abóbora etc, além do tradicional doce de leite) – 50 pesos. Pegamos um de abóbora, que estava bem gostoso e outro de abacaxi, que estava meio sem graça. 

      12º DIA) PUNTA DEL DIABLO – CHUY – COLONIA DEL SACRAMENTO
      Saímos de manhã com destino ao Chuy, divisa do Brasil com o Uruguai. O Chuy é uma área livre de impostos onde é possível comprar por preços bem acessíveis bebidas (algumas não encontradas no Brasil), chocolates e alguns produtos como azeite, mostarda e conservas em geral. Falaram que seria bom para eletrônicos e roupas também, mas não achamos isso. Acabou que só compramos alfajores, bebidas e uns tipos diferentes de mostarda. 
      Depois das compras, abastecemos o carro em um posto do lado brasileiro, onde a gasolina é muito mais barata do que em qualquer lugar do Uruguai, e seguimos rumo a Colonia del Sacramento em uma viagem de mais de 6h de duração. 
      Rota escolhida: pegamos rota 9 até o seu fim onde encontra a rota 8; seguimos por esta até encontrar a rota 12; seguimos por esta até o seu fim onde encontra a rota 1; e depois seguimos por esta até Colonia.
      No caminho pagamos 5 pedágios a 80 pesos cada um.
      Chegando em Colonia, deixamos as coisas no hotel e saímos para jantar. Escolhemos a pizzaria La Mia Pizza. Ótimas pizzas com preços entre 135 e 165 pesos...bem em conta para os patamares uruguaios. A pizza é servida em tábua e não segue os nossos padrões de tamanho. Duas foram suficientes para ficarmos satisfeitos.
      13º DIA) COLONIA DEL SACRAMENTO – MONTEVIDÉU
      Dia de dar uma volta por Colonia del Sacramento e curtir as suas ruas charmosas com construções históricas portuguesas. Colonia é tão pequeninha que dispensa roteiro. Dá para fazer tudo em menos de 5h tranquilamente. Então pode ser um destino bom para um bate-volta de Montevideu ou de Buenos Aires.
      Não deixe de passar no farol (acho dispensável subir nele), na praça principal e no portão da cidade. 

      Ao longo do passeio pelas ruazinhas de Colonia, fomos também em três museus: Português, Municipal e Índígena. Há um passaporte único que dá acesso a esses e outros muesus a um custo de 50 pesos. O Português tem manequins e acervo do período colonial; o Municipal tem muitas informações de campanhas militares, da vida colônia com um razoável acervo histórico e uma parte dedicada a paleontologia e arqueologia...muitas informações mal organizadas em um prédio só...e o Indígena tem várias cerâmicas, utensílios e ferramentas de culturas indígenas que habitaram Colonia. As informações aqui também são meio mal dispostas e consistem basicamente em grandes artigos científicos e matérias jornalísticas coladas nas paredes. Resumindo: só vá aos museus se realmente estiver com tempo de sobra.
      Durante a nossa caminhada, fizemos um pit stop na cervejaria West Food, que fica numa esquina bem charmosa da Calle de la Playa. A cervejaria tinha uns combos de empanada com cerveja baratos, mas como estávamos ainda cheios do café da manhã, tomamos só umas cervejas artesanais uruguaias. 
      Tomamos a IPA Atómica da Cabesas Bier, a Porter da Chela Brando e a Dubbel da Volcánica.  Achei a Dubbel razoável, gostei bastante da Chela Brandon Porter e achei boa a IPA Atómica.

      Depois de caminharmos pelas ruazinhas pitorescas do Centro Histórico, resolvemos voltar para próximo do hotel e almoçar no El Palácio, que havia sido recomendado pela recepcionista do hotel. Não recomendo de jeito nenhum. A atendente do restaurante era bastante simpática, mas a comida demorou uma eternidade para chegar. Pedi um menu (450 pesos) com risoto de lula como prato principal e uma maionese de entrada. A maionese estava mais ou menos e o prato principal estava muito ruim...era basicamente um com arroz normal com umas rodelas de lula por cima e muito molho de tomate; minha mãe pediu uma carne milanesa, que estava OK (tbm não é difícil de errar carne empanada); e meu irmão pediu um peixe assado (320 pesos sem incluir o arroz ou batata), que estava meio oleoso. A única coisa que realmente valeu foi o chajá de sobremesa...uma deliciosa torta com doce de leite, pêssego em calda e merengue.
      Depois do almoço, pegamos as coisas no hotel e saímos de carro com destino a Montevidéu. Antes de pegar a estrada, demos uma passadinha na Plaza de los Toros...um antigo estádio de tourada, um pouco afastado do Centro e ao lado de um museu ferroviário...acho que não é imperdível, mas vale como uma curiosidade no roteiro, se você estiver de carro.

      Depois de aproximadamente 2h30 de viagem, chegamos em Montevidéu já à noite. Compramos lanches em um mercado e dormimos bem pouquinho, já que a gente tinha que estar no aeroporto às 4h15.
      14º DIA) MONTEVIDÉU - BRASÍLIA
      Fim da nossa viagem! =(
      HOSPEDAGENS
      Montevidéu: Hotel Casablanca - San José 1039 – os funcionários e donos do hotel são muito simpáticos e atenciosos; o quarto tem geladeira e é simples, sem muitos luxos; há uma área de uso comum que pode ser usada a qualquer momento e onde tem café e chá à vontade; no geral tem um bom custo x benefício
      Piriápolis: Gran Colonial Riviera - Piria 790 – ficamos em quarto no andar superior, um pouquinho apertado e as camas não eram muito confortáveis; não tinha cortinas decentes para bloquear o sol na manhã; a wifi não funcionava no quarto; o café da manhã em compensação é muito bom, com uma boa diversidade de coisas.
      Punta del Este: Hotel Peninsula - Gorlero 761 – ótima localização; quarto agradável com camas confortáveis; na área externa tem uma grande piscina que estava vazia; o café da manhã é servido no café na parte inferior do hotel e é muito bom – saladas de frutas, medialunas doces e salgadas deliciosas, pães, suco e café.
      La Paloma: Serena del Lago – rua Botavara – simplesmente a melhor hospedagem da viagem; cama confortável, geladeira e fogão; na frente dos quartos há uma banheira com hidromassagem e na área externa tem uma piscina aquecida deliciosa; o único problema é a grande distância do centro.
      Aguas Dulces: Terrazas de Aguas Dulces - Calle De los Piratas S/N – hospedagem bem simples com uma cama e um beliche, fogão de duas bocas e geladeira; o café da manhã é basicamente algumas medialunas, chá e café.
      Punta del Diablo: Roots - Bulevar Santa Teresa Parada 3 – chalé de dois andares com o quarto na parte superior; a hospedagem é bem simples; tem geladeira, um fogãozinho de duas bocas e as camas ficam no chão; o carro pode ficar estacionado na frente do chalé; achei um pouco sujo; vale só se realmente quiser economizar.
      Colonia del Sacramento: Hotel Rivera - Rivera 131 – hotel muito bom; bom café da manhã, cama confortável e quarto espaçoso; só é um pouquinho afastado do centro histórico
      Montevidéu (último dia): Hotel Klee - San Jose 1303, Centro – ficamos apenas algumas horas nesse hotel e não podemos fazer uma avaliação mais ampla, mas gostamos do quarto; escolhemo-lo somente porque tinha garagem
      TOP 10 DA NOSSA VIAGEM
      1º) Parque Nacional de Santa Teresa
      2º) Palácio Legislativo de Montevidéu (visita guiada)
      3º) Cerro de la Buena Vista em Valizas
      4º) Playa Brava - Jose Ignacio
      5º) Cabo Polonio
      6º) Colonia del Sacramento
      7º) La Pedrera
      8º) Teatro Solís (visita guiada)
      9º) La Paloma (com Playa La Balconada)
      10º) Casapueblo
       
       
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do nosso mochilão batizado de Trinca de Áries pelo litoral do Uruguai.
       
      1º Dia: Partida - 26/12/17 - 19h30min - São Paulo x Porto Alegre - Empresa de Ônibus Penha - R$226,65
          Partimos de São Paulo Capital do Terminal Rodoviário do Tietê às 19h30min do dia 26 de Dezembro de 2017 em direção ao sul do país para cruzarmos a fronteira do Brasil com Uruguay. Depois de uma chegada conturbada ao terminal do Tietê conseguimos embarcar sendo os últimos a entrar no ônibus com um pequeno atraso rs. A viagem seguiu tranquila com paradas de 3 em 3 horas de 25 a 30 minutos. Chegamos em Porto Alegre às 16h00. 
       
      2º Dia: 27/12/2017 - 23h00 - Porto Alegre x Chui - Empresa de Ônibus Planalto - R$145,45 - Guarda volumes R$8,00 - Banho R$15,00 
          Chegando na capital gaúcha na Estação Rodoviária Central fomos logo comprar as passagens com a empresa Planalto para o Chui. Passagens compradas encontramos um guarda volumes no terminal para guardar nossas mochilas por R$8,00 pois iriamos embarcar somente às 23h00 para o Chui. Decidimos andar um pouco pelos arredores da rodoviária, andamos por algumas praças visitamos o Mercado Público e logo fomos procurar as margens daquele imenso rio que cortava a cidade toda. E encontramos!     


      Depois de andar um bocado pela cidade, comer e tomar a cerveja Polar famosa no sul, fomos para as margens das águas do rio Guaíba e encontramos um dos mais belos por do sol do mochilão, ficamos algumas horas contemplando aquele momento.
       

       
           Após esse espetáculo da natureza gaúcha retornamos para o terminal rodoviário para pegar as mochilas no guarda volumes e tomar um belo e merecido banho que encontramos no terminal rodoviário custando R$15,00 Reais por 8 minutos de banho quente. E acreditem, o tempo dá e ainda sobra rs! Banho tomado, celulares recarregados, barriga cheia é pé na areia, fomos para a plataforma de embarque aguardar o ônibus do nosso próximo destino, o Chui. 
       
      3º Dia: 28/12/2017 - 9h30min - Chui x Punta Del Diablo - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol - $97,00 Pesos - Câmbio 8.30 - Taxi $150 Pesos - Camping $140 Pesos - Glamping $160 Pesos 
          Desembarcamos no Chui por volta das 7h00 da manhã, a cidade ainda estava acordando e não havia muitas pessoas pelas ruas. Fomos a procura das passagens para Punta del Diablo com a empresa Rutas del Sol, mas antes teríamos que atravessar a fronteira rs. Andamos algumas quadras e chegamos nas avenidas Uruguay e Brasil sendo ali a fronteira Brasil e Uruguai onde atravessamos caminhando. Pronto agora estamos no Chuy com Y mesmo ahuahuah.  Encontramos o guichê da Rutas del Sol e compramos nossas passagens por $97,00 Pesos para às 9h30min horário do Uruguai, pois não existe horário de verão como no Brasil, basta atravessar a fronteira que o horário altera, então lembre-se disso. Tomamos um ótimo café da manhã em um hotel restaurante chamado Nuevo Hotel Plaza localizado na Rua Arachanes, na mesma praça que se embarca pra Punta del Diablo. Pagamos R$20,00 Reais e comemos e bebemos à vontade depois fumamos nosso primeiro baseado em terras legalizadas ahahaha e o próximo passo seria fazer o cambio da moeda local, encontramos varias casas de cambio por ali mesmo nos arredores. Conseguimos uma cotação de 8.30 e trocamos R$250,00 Reais pois os próximos destinos não teriam casas de cambio. Embarcamos atrasados novamente, mas dessa vez pela confusão de horário que fizemos devido o horário de verão no Brasil e no Uruguay não ter. 
           Saindo do Chuy após uns 20 minutos o ônibus irá fazer uma parada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy) que é responsável pela fiscalização e imigração de fronteira. Como a empresa de ônibus é uruguaia o motorista irá gritar "imigracion" mas se não houver ninguém para firmar a entrada no pais ou seja os turistas, o ônibus seguira em frente. Foi exatamente o que aconteceu com o nosso ônibus, como ninguém quis firmar a entrada no país o motorista seguiu viagem sem ninguém ao menos precisar descer do ônibus. A dica é: exija sempre sua entrada no país que estiver indo na América do sul, nós não fizemos isso como todos no ônibus e pagamos por isso na volta, mas contarei essa situação mais a frente. 
         
                                                         
       
           Chegamos por volta das 11h00 em Punta del Diablo, o dia estava nublado um pouco fechado porém ainda assim não tirou a magia do lugar. Logo que desembarcamos fomos em uma barraquinha que tinha uma simpática senhora que vendia tortas de algas, compramos algumas pegamos um táxi pagamos $150 Pesos e fomos direto para o camping FLOR DE PEZ. Um pouco afastado do centrinho e do mar de Punta del Diablo o camping fica na Rua Nº1 e é muito aconchegante, limpo, com wifi, com opção de glamping $160 Pesos o dia e camping $140 Pesos o dia, com ótimos banheiros e chuveiro quente. 
        


                         Acampamento montado fomos conhecer as praias de Punta del Diablo. Descendo a rua do camping com uma caminhada de 10 minutinhos e chegamos a Playa del Rivero. De fácil acesso, praia movimentada, embora estivesse um pouco vazia este dia devido ao tempo nublado, mas logo surgiu um sol lindo e a praia lotou de turistas. Compramos os famosos bolinhos de algas que são vendidos nas praias mesmo. Eles lembram um bolinho de arroz ou um tempurá rs, mas são muito bons, recomendo que comprem os da praia e não direto dos quiosques, pois os da praia são mais baratos, pagamos $100 Pesos por umas 15 unidades e são muito bons. Ficamos perambulando pelos arredores e fomos conhecer o mercado das Pulgas no centrinho da cidade, mais a noite a vida noturna da cidade é bem movimentada. Existem diversos bares, barracas de artesanato, comidas, lojinhas e diversos artistas. Comemos o famoso Chivito com fritas por $300 Pesos e brindamos nosso primeira praia em terras uruguaias com a deliciosa cerveja Patricia pagando em torno de $100 Pesos. Voltamos para o camping para um bom e merecido descanso. ZZZzzzzZzzZzzz...

                          
           Energias recarregadas bora conhecer outros lugares, fomos para Playa de los Pescadores e logo a frente o Monumento do General Artigas e vimos de longe a Playa de la Viuda que fica um pouco afastada. No Monumento do General Artigas conhecemos um casal de Blumenau que estavam indo para o nosso próximo destino, Valizas. Eles gentilmente ofereceram uma carona para nós, o que poupou o valor do transporte, combinamos de encontrar umas 16h30min. Fizemos nossas mochilas, erguemos acampamento, despedimos da galera do camping e fomos nos encontrar com casal de Blumenau para seguirmos para Valizas.  
        
       
      5º Dia: 29/12/2017 - 17h10min - Punta Del Diablo x Valizas - Carona R$0,00 - Camping $350 Pesos - Cuia, bombicha e garrafa térmica $118 Pesos 
           Chegamos em menos de 1h em Valizas e fomos direto ao camping LUCKY VALIZAS para tentar encontrar vagas. Encontramos um Eco camping todo estruturado, com muitos animais, ótimos banheiros com água quente, boa cozinha, ótima área de camping, quartos compartilhados, suítes e localizado a algumas quadras da praia. Fechamos 3 dias por $1050 Pesos pois iriamos precisar de três dias para conhecer Valizas e fazer a travessia para Cabo Polônio para passarmos a virada de ano. 



          Montamos nossas barracas novamente e saímos para conhecer as praias de Valizas. Caminhas uns 10 minutos com o sol ainda alto no céu e encontramos uma praia com uma faixa de areia extensa, com as dunas em direção a Cabo Polônio separadas por um estreito rio que quando a maré esta baixa pode se atravessar com a água nos joelhos. Decidimos ficar o resto da tarde na praia e fomos presenteados com um belo por do sol.    

              

            Ficamos muito felizes com o camping que escolhemos, parecia q estávamos em uma fazendinha com vários animais ao nosso arredor rs, a energia do lugar era muito boa, fomos muito bem recepcionados neste belíssimo Eco camping. Quando a noite caiu fomos ao centrinho de Valizas, com algumas opções de restaurantes, bares, diversos tipos de artesanato e muitos artistas pelas ruas. Em uma rua encontramos varias apresentações feitas na rua livre pra todo mundo ver. Uma pena que chegamos bem no finalzinho das apresentações mas já dava pra notar que ali seria o nosso lugar! Entramos em uma loja das famosas cuias para se tomar chá que os Uruguaios tanto gostam. Compramos a cuia com a bomba mais a garrafa térmica por $118 Pesos, só faltava o chá que nos mercados locais achamos facilmente. 
                 
       
                                                 
           Acordamos no sétimo dia um pouco mais cedo pois iríamos fazer o ponto mais alto do nosso mochilão, a travessia pelas dunas e pelo mar de Valizas até Cabo Polônio. Levamos 2 mochilas com algumas cobertas, blusas de frio, lanternas, água e algo para comer. Optamos dessa forma para poupar peso durante o trekking de 4 horas. 
       
      7º Dia: 31/12/2017 - 16h00min - Valizas x Cabo Polônio - Trekking 4hs - Travessia barco $50 Pesos - Chivito $200 Pesos - Cerveja Patricia $140 Pesos - Farol $25 Pesos 
            Saímos do camping por volta das 15h00, fizemos uma boa alimentação antes, passamos bastante protetor e nos dirigimos a travessia de barco pois o mar este dia estava muito alto para atravessar a pé com as mochilas, pagamos o valor de $50 Pesos por pessoa e em 5 minutos estávamos do outro lado. A caminhada começa pelo lado direito seguindo o rio e alguns metros a  frente começamos a andar nas dunas a esquerda, um nativo nos indicou desta forma pois o caminho seria menor.
                                                    
           Andamos umas 2 horas e chegamos a um mirante que tem uma vista fantástica de Valizas e de todo caminho q iriamos percorrer até Cabo Polônio. Decidimos sair das dunas e caminhar pelo mar pois a terra era mais firme e não cansava tanto. O caminho pelo mar era incrível, caminhamos vendo um por do sol sensacional e já enxergando o farol de Cabo Polônio em nossa frente. Encontramos também alguns animais mortos pelo caminho, na maioria filhotes de lobos marinhos que provavelmente se separaram de seus pais e não conseguiram encontra los mais, triste porém é a natureza! Chegamos no farol por volta das 19h00 e fomos direto para colônia de lobos marinhos que existe atrás do farol. Foi lindo ver tantos lobos marinhos juntos, gritando, brigando e procurando um espaço nas pedras, ficamos emocionados e realizados por tudo aquilo que estávamos vendo. Assim que a noite veio fomos para o centrinho de Cabo Polônio, afinal de contas era o último dia do ano e tínhamos que encontrar algum local pra comer, passar a virada e dormir.  
            
         
       
       

       


       
                                                                                                                                                                                                                                                 
           Encontramos um ótimo local que servia chivito por R$200 Pesos e cerveja Patrícia por R$140 Pesos. Energias recarregadas ficamos perambulando pelas ruazinhas de Polônio onde se encontra diversos bares, restaurantes e lojinhas com maravilhosos artesanatos. Passamos a virada por ali mesmo com aquele céu lindo cheio de estrelas, assistimos diversas queima de fogos iluminando aquela pequena vila e nos mostrando um pouquinho do que iríamos ver quando o sol nascer, pois Cabo Polônio não existe energia elétrica. Após toda festividade de ano novo nos dirigimos para praia e encontramos uma cabana de salva vidas onde nos abrigamos da fina chuva que se iniciou na madrugada. Acabamos dormindo por ali mesmo. 
           O sol nasceu  pela primeira vez em 2018 nos mostrando a verdadeira magia daquele lugar, nos deparamos com uma bela praia com um céu muito azul e um belo farol que estava fechado pelo feriado mas tinha um valor de $25 Pesos. Andamos por toda a vila e fomos novamente para a colônia de lobos marinhos atrás do farol. Uma imagem quase que de Discovery Channel hahaha. Ficamos horas contemplando aquela fantástica paisagem.

        
        
          
           A volta para valizas foi um pouco cansativa, saimos por volta das 14h00 e fomos somente pelo mar fazendo o percurso mais longo mas muito bonito também. Paramos poucas vezes para tomarmos água e fotografar pois teríamos que chegar a tempo de conseguir transporte para o nosso próximo destino, Montevidéu. 
       
         
       
           Chegamos no camping e tivemos a infelicidade de encontrar nossas roupas ensopadas dentro da barraca pois na noite da virada ocorreu um temporal no camping molhando quase todas as barracas que estavam por la. Tivemos que retirar toda roupa e colocar para secar no camping antes de partirmos. Roupas secas, mochilas prontas, levantamos acampamento e nos despedimos mais uma vez e lá fomos nós para o nosso próximo e ultimo destino, a capital do Uruguai Montevidéu.  
       
      8º Dia: 01/01/2018 - 18h00min - Valizas x Montevidéu - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $601,00 Pesos - Hostel $600 Pesos - Taxi $180 Pesos - Cerveja Patricia $104 Pesos - MSC - Museu da Maconha $200 Pesos - Ceda $100 Pesos - Maconha $200 Pesos a grama - Hamburguesas $200 Pesos - Câmbio 8.10
           Conseguimos um ônibus em Valizas por $601 Pesos e somente lembro de sentar na minha poltrona fechar os olhos e abrir em Montevidéu pois o cansaço da travessia de 22km de ida e volta entre Valizas a Cabo Polônio naquela hora deu sinais de que iria nos derrubar. Já no Terminal Rodoviário Tres Cruces por volta das 23h00 decidimos pegar um táxi por $180 Pesos para irmos direto para o Hostel que um amigo tinha indicado, seguimos direto para o Bo! Hostel que fica na rua Canelones, 784 atrás do Teatro Solís. Fizemos o check-in pagamos $600 Pesos na diária com café da manhã incluso. A galera do hostel nos recebeu muito bem, o lugar é limpo, com quartos para casais e compartilhados, banheiros limpos, com ótimo wifi, salão de jogos, um lindo terraço, ótima cozinha e uma galera muito legal que nos deixou bem à vontade. 
       
           
        
              

                Andamos quase toda capital a pé e com transporte público que é bem barato, conhecemos o Teatro Solís, a Plaza Independencia, o Mercado del Puerto, caminhamos alguns quilômetros pelas maravilhosas Ramblas onde fomos presenteados por paisagens que são de encher os olhos de lágrimas. O por do sol visto da Rambla é sensacional e emocionante. Foram momentos únicos de contemplação que fazem você refletir sobre diversas coisas na sua vida. Chegando nos dias finais do nosso mochilão, um de nós como previsto iria partir para São Paulo no dia seguinte. Saímos do hostel a tarde e fomos acompanhar nossa amiga e parceira de mochilão até o terminal Tres Cruces para retornar a São Paulo. Aproveitando que estávamos no terminal novamente fizemos o cambio por ali mesmo, vale a pena dar uma pesquisada em algumas casas de câmbio que tem do lado de fora do terminal também pois você pode encontrar melhores taxas de câmbios. Tarefas cumpridas, fomos atrás da famosa maconha do Uruguay e encontramos pelo valor de $200 Pesos a grama valendo muito a pena pois é de alta qualidade e pura, já a ceda achamos um pouco cara, um pacote de ceda compramos por de $100 pesos, em torno de R$15,00 Reais.     

        
        
        
        

        
           


            No dia seguinte fomos ao Museu da Maconha de Montevidéu - MCM que fica na rua Durazno, 1784. O museu conta toda história da maconha no mundo desde o começo até os dias de hoje e conta também o processo de legalização no Uruguay. Pagamos $200 Pesos para entrar e ficamos um bom tempo la com os funcionários já que fomos os últimos a entrar no museu.
            A vida noturna em Montevidéu rola diversos bares e pubs, encontramos um que se chama Rock es la Cultura localizado na rua Sorlano, 952. O Pub é totalmente voltado para o rock com fotos de bandas por toda parte, televisões passando clipes e shows e um palco para bandas se apresentarem, o que não aconteceu aquele dia. Tomamos um ótimo vinho, ouvimos uma boa música e comemos uma pizza bastante saborosa e retornamos ao hostel.
          Compramos diversas tipo de alimentos em free shops que ficam espalhados pela cidade, um deles chamado Devotos Express encontramos ótimos preços para alimentos, bebidas, alfajores, doces de leite entre outras coisas, vale muito a pena comprar nestes lugares. Comemos também as famosas Hamburguesas por $200 Pesos pedindo pelo telefone no próprio hostel e ainda vem com várias batatas fritas e bem rápido a entrega, uma ótima e barata opção pra matar a fome. 
       
        
        
         
       
           No penúltimo dia em Montevidéu fui até ao terminal garantir as passagens para São Paulo. La no guichê descobri que quando entramos no país deveríamos ter firmado a entrada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy), sendo assim não conseguiríamos pegar um ônibus direto para São Paulo pois na ADUANA na volta iriam solicitar a entrada e como não tínhamos firmado seria cobrado uma multa de $2.800 Pesos. Por causa desta falta de informação decidi pegar um ônibus de Montevidéu para o Chuy e fazer a rota que eu fiz para entrar no país sendo aconselhado pela atendente da empresa de ônibus pois seria a melhor forma de voltar ao Brasil sem ter que pagar a multa. Então quando passarem pela Aduana lembrem se de solicitar a entrada no país pois na voltar se não estiver com a entrada será cobrado multa. 
           Acordamos arrumamos nossas mochilas, fizemos o check-out no Bo! Hostel e fomos para o terminal de táxi para nos despedirmos, pois iríamos para lugares diferentes. Eu tinha que seguir para o Chuy e minha companheira de mochilão junto com seu novo companheiro alemão iriam para Santa Tereza. Nos despedimos e eles embarcaram primeiro, uma hora depois foi a minha vez de embarcar. Hasta luego Uruguay! 

        
           
      13º Dia: 06/01/2018 - 14h30min - Montevidéu x Chuy - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $701,00 Pesos - Hostel R$50 Reais - Churri R$8,00 - Cerveja Glacial R$5,00 
           Chegando no Chuy por volta das 19h30min recebi a informação que não havia mais passagens para São Paulo e nem para Porto Alegre para aquele dia, então comprei uma passagem para Pelotas-RS para o outro dia de manhã para não ter que ficar muito tempo no Chuy. Conheci um colombiano na mesma situação que a minha mas que iria ficar em Florianópolis, nos unimos para procurar um hostel barato para passar a noite até o embarque de manhã. Conseguimos depois de algumas tentativas encontrar um hostel barato, fomos orientados a procurar pelo Poseidon Hostel que fica na rua Chile, 1131 no lado do Brasil. Fomos recepcionados pela dona do local com muita simpatia e cordialidade. Fizemos o check-in por R$50,00 Reais para passarmos a noite em um quarto compartilhado. Tomamos um bom banho e fomos ao lado Uruguaio comer alguma coisa pois estávamos mortos de fome. Encontramos um Senhor que vendia churri, um tipo de sanduiche rercheado com linguiça, vinagrete e com um pouco de pimenta tostado em um tipo de churrasqueira, pedi um churri por R$8,00 Reais e uma cerveja Glacial latão por R$5,00 Reais.

        

        
           Acordamos por volta de 7h00 e fomos para o terminal de ônibus para embarcar para Pelotas, no caminho vimos que duas argentinas que estavam no mesmo hostel que nós iriam para Pelotas e depois para Florianópolis também como o colombiano. Bastou um pouco de conversa e estávamos todos unidos para o mesmo destino, Pelotas. 
       
      14º Dia: 07/01/2018 - 9h00 - Chuy x Pelotas - Empresa de Ônibus Expresso Embaixador R$61,00 Reais
           Desembarcamos em Pelotas por volta das 13h00, como meu próximo destino era Curitiba e o horário que consegui passagem era para 18h30min ficamos aguardando debaixo de uma bela árvore na rodoviária jogando conversa fora até dar nosso horário. 
       
      14º Dia: 07/01/2018 - 18h30min - Pelotas x Curitiba - Empresa de Ônibus Penha R$226,46 Reais
           Saímos de Pelotas as 18h30min e no meio do trajeto por volta das 05h00 de uma manhã com muita chuva em Florianópolis me despedi dos três amigos que desembarcariam na ilha da magia. Até Curitiba ainda restavam algumas longas horas.
       
      15º Dia: 09/01/2018 - 14h00 - Curitiba x São Paulo - Empresa de Ônibus Cometa R$118,00 Reais
           Por volta de 13h00 desembarquei em Curitiba e fui direto ao guichê da Viação Cometa garantir minha passagem o mais rápido possível para São Paulo. Consegui para às 14h00 do mesmo dia. Comi alguma coisa no terminal rodoviário e embarquei para o destino final do mochilão chegando por volta das 21h30min do dia 9 de Janeiro de 2018 onde se encerra meu primeiro mochilão pelo Uruguay. 
       
      Gastos totais: R$1.662,56
       
       
      Muchas Gracias!

       
       
    • Por mcm
      Conseguimos promoção de milhas para o Uruguai para passar os 4 dias de Natal. Já visitamos o pais outras vezes, passamos um réveillon por lá. De modo que dessa vez a ideia era explorar novas regiões, sair do trio MVD-Punta-Colônia. A escolha foi percorrer o litoral uruguaio, trajeto a que os gaúchos viajantes devem estar até acostumados. Não era nosso foco curtir praia (sol, mar, etc.), era mais conhecer os lugares e curtir a vibe local. Seria também uma viagem muito rodoviária, quicando de lugar em lugar. A ideia dessa vez era alugar carro e percorrer o litoral. Disparar até Punta del Diablo e vir descendo de volta.
      Em princípio a ideia era não reservar acomodação e deixar rolar. Depois vi que isso seria má ideia, visto que é alta temporada. Risco de ter de ficar fazendo turismo hoteleiro (percorrendo pousadas e hotéis) e pagar mais caro. Optei por reservar antecipadamente, mas fiz isso somente a um mês da viagem. Foi difícil, e relativamente caro, acabamos pagando entre 50 e 65 USD pelas diárias.
      Nossa ida era na 6ª de noite, via São Paulo. Conexão era curta. De modo que, não de todo inesperado, o voo atrasou e fomos convidados a remarcar nosso voo. Fomos lá remarcar. Felizmente havia um direto saindo no dia seguinte de manhã. Havia somente duas pessoas na nossa frente, mas ainda assim levou mais de uma hora para resolver. Dentre outros motivos, porque pessoas furavam a fila -- e eram prontamente atendidas. Enfim, depois de algum stress, resolvido. (e o voo para Montevidéu atrasou mais do que o do Rio para São Paulo, ou seja, haveria tempo – mas sei que não se trabalha dessa forma)
      Chegamos no fim da manhã em Montevidéu, pegamos o carro e partimos. Pegamos algum trânsito, mas fomos numa boa. Pegamos sol, chuva, neblina e tudo o mais. E chegamos ao nosso primeiro destino, já no meio da tarde, a Fortaleza de Santa Teresa. Muito bacana, bem cuidada, bonita e organizada. Curtimos um tempo por lá. 
      A Fortaleza fica pertinho de Punta del Diablo, nosso destino seguinte e ponto de parada. Dias antes conseguimos reservar uma pousada bem no centro (havíamos reservado uma anterior um pouco afastada – a mudança foi ótima!), e com alguma vista do mar. Delícia de lugar. Largamos as coisas e fomos curtir a vibe dessa outra Punta.
      O centrinho de Punta del Diablo é mais roots, é de rua de terra, pousadinhas e lojinhas, pescadores e peixarias, bares e restaurantes. Tem farol, tem pedras, areia e mar. Curtimos o clima relax do local. Compramos um vinho para curtir o entardecer na nossa varandinha com vista para o mar. O sol cai e o frio vem. Ao menos naquele dia. Tive de usar casaco pra sair e andar de noite, o vento era bem frio. Em pleno dezembro antes do Natal. E a lua estava cheia.
      Passeamos, jantamos, bebemos, curtimos, e fomos dormir. Tinha gente nas ruas, mas não muita. Talvez o frio espantasse, talvez a temporada. Talvez seja assim mesmo (são Puntas diferentes!). Gostamos. 
       
      Domingo acordamos com uma ressaquinha das misturas da noite anterior, acabamos saindo um pouco mais tarde que o previsto. Talvez fôssemos no Parque que tem logo ao lado, mas decidimos partir direto para conhecer Cabo Polônio. Fazia um dia de céu estalando de azul.
      Consta que as jardineiras que transportam as pessoas do estacionamento até Cabo Polônio saem a cada hora e meia. Mas era verão e alta temporada, estavam saindo em série. Chegamos em cima da hora, mas houve tempo tranquilo. A jardineira saiu cheia, e logo já vinha outra. O estacionamento estava cheio também.
      Cabo Polônio tem também uma vibe diferente. Um pouco na linha de Punta del Diablo, mas com o  diferencial de ser mais isolado. Só se anda a pé, na terra ou na areia. As construções são esparsas, uma aqui, outra ali. No centrinho elas estão mais próximas. Tudo muito roots.
      Curtimos o farol, e a caminhada até lá já é muito visual. Depois andamos pelas praias. Primeiro para um lado, o mais pobrezinho, ou o mais hippie. Fomos pela praia, voltamos por dentro, desviando dos charcos, poças e tudo o mais. E curtindo as casinhas que encontrávamos aqui e acolá. Imaginando como deve ser viver ali, ainda que algumas sejam pousadas e outras pareçam destinadas a temporadas.
       
      De volta ao centro, fomos conhecer o lado mais rico de Cabo, a outra praia (a rigor é a praia por onde passa a jardineira no trajeto de ida/volta). Foi a água mais clarinha que vimos na viagem, piscininha mesmo. Subindo pelo morro, fomos explorar os visuais dos penhascos e, de quebra, as casas – também esparsas, mas muito mais abastada que as do outro lado. Ali é região da elite local. Salvo engano, é a que chamam de Praia do Sul.
      Em ambas as praias vimos lobos marinhos mortos na areia. De tamanhos (e idades) diversos. Presumo que seja comum, li isso em outros relatos. 
      De resto ficamos de relax, rodando para cá e para lá. Até pausarmos no Lo de Dany para comer alguma coisa (buñuelos de algas!) antes de partir de volta.
      Preços de dezembro de 2018:
      - Estacionamento: 190 URU
      - Transporte: 230 URU
      - Farol: 30 URU
      De volta ao estacionamento, seguimos nossa viagem ao sul. Paramos em La Pedrera, outro lugar bem legal. Paramos na Playa del barco e ficamos rodando a pé um pouco pela área. Belos visuais dos penhascos, galera curtindo praia, e aquele dia espetacular de sol e céu azul. Outro destino relativamente pacato, mas que certamente aumenta sua população nos meses de verão.
      E seguimos para nossa parada final, onde pernoitaríamos, La Paloma. Largamos as coisas na pousada e fomos curtir a pé. Lá tinha farol, então lá fomos curtir mais um! O dia ajudava qualquer visual.
      No mais, ficamos passeando pela praia curtindo as casas litorâneas. Fomos andando até La Balconada, onde apreciamos um espetacular pôr do sol.
      La Paloma pareceu um lugar também bem pacato (isso sempre em comparação com lugares mais conhecidos do Uruguai, como as badaladas Punta e Montevidéu), com praias amplas, um farol e uma larga avenida central, onde jantamos muito bem.
       
      Na 2ª feira, véspera de Natal, ainda fomos conhecer uma praia que eu havia mapeado em La Paloma. Galera chegando cedo na praia. Vimos uma menina chegando sozinha de bicicleta, deixando na areia junto com as coisas dela, e partindo para o mar. Coisas simples, ou que deveria ser simples, mas que não vemos nas praias do Rio de Janeiro (por motivos óbvios).
      Seguimos então em direção à ponte redonda, ou ponte circular, também chamada Puente Laguna Garzon. Para chegar lá, pegamos um razoável trecho de terra no litoral com raras casas. Uruguai é tão pequeno, e ainda tem muito espaço. A ponte estava novinha, quase ninguém por lá. Paramos num clube de kyte que fica logo abaixo para fotografar – mas as fotos bacanas mesmo são do alto.
      E seguimos para José Ignácio, reduto já próximo de Punta del Este. Paramos o carro numa rua interna e ficamos um longo tempo andando por lá. Vendo casas, vendo visuais, galera na praia (tava cheia!), as praias, etc. O lugar é bacana. Vimos muitas, mas MUITAS placas de carros da Argentina. Salvo enganos, eram maioria. Lá tinha farol também, mas estava fechado por ser dia 24. Lá é praticamente uma península, de modo que circularmos ‘externa e internamente” pelas ruas. Curtimos bastante. 
       
      Seguimos viagem para Punta. A ideia era ir no Museu do Mar. Chegamos lá e estava fechado. Vimos que naquele dia fechava às 15hs, excepcionalmente. Eram 15:07! Pena. Quanto mais perto de Punta chegávamos, mais gente e carros havia. Um razoável contraste com a outra Punta do começo da viagem, a do Diablo.
      No caminho nos deparamos com a sorveteria argentina Volta, em Manantiales. Demos meia volta e paramos para re-saborear aquele doce de leite sublime deles, que nos é parada obrigatória em Buenos Aires.
      Chegamos em Punta e largamos o carro no hotel. O que eu mais gostei de Punta, da única vez em que estivéramos lá, é a Península. É mais calma, acho mais bonita, e sobretudo é mais baixa. Melhor dizendo, as construções são mais baixas, não tem os espigões característicos da região. Mas não achamos hotéis a tarifas aceitáveis lá dentro, de modo que ficamos a perto de lá. Uma breve caminhada e lá estávamos passeando pela área. Passamos a tarde quase toda andando por lá.
      E fomos lá curtir o pôr do sol em Punta Ballena. Esperava por um trânsito intenso, mas nada. Talvez por ser véspera de Natal, havia pouca gente. Achamos um espaço – dessa vez não entramos no Casapueblo – e ficamos admirando e contemplando a beleza da natureza. E pensar que da outra vez tínhamos ido de bicicleta desde Punta!
       
      Na volta tentamos uma churrascaria tradicional – El Palenque – para nossa janta, mas estava fechada. Assim como vários outros restaurantes na véspera de Natal. Paramos numa rua com algumas opções abertas em Punta, já na península, e tivemos nossa “ceia”. Os preços em são caros de doer! Fizemos nossa janta de natal (não memorável) e fomos curtir um vinho com queijo que compramos no mercado para nossa ceia ‘oficial’ de Natal. Mas acabamos dormindo antes da meia noite, ahahahaha.
      Terça feira, dia 25, acordei cedo e fui fazer uma caminhada pela península. Mesmo bem cedo pela manhã, e do dia 25!, havia gente nos dedos para tirar fotos. Fui praticamente margeando a península a pé, em ritmo acelerado. Vi ainda um resto de night de Natal rolando ainda de manhã, vi grupos e pessoas esparsas alcoolizadas, e vi pessoas acordando cedo para passear com o cachorrinho, ou ir para a praia. Vida que segue!
      De volta ao hotel, tomamos café e partimos. Rodamos por Punta Colorada, com belos visuais (e as dunas invadindo a estrada!), depois Piriápolis. Subimo o Cerro San Antonio de carro, o teleférico não funciona há anos. Belo visual lá do alto, sobretudo com mais um belo dia de céu azul. Curtimos um tempo por lá.
       
      Tentamos conhecer dois castelos que eu havia listado, ainda que com mínima esperança de estarem abertos. Castillo de Francisco Piria e Castillo Pittamiglio. De fato, os dois estavam fechados. Admiramos a fachada, ao menos. Bem bacana, de ambos.
      Ainda passamos em La Aguila, que era um ponto que, no nosso roteiro original, curtiríamos logo na chegada (nossa primeira noite seria em Atlantida, não tivéssemos nossa ida cancelada pela Gol). La Aguila é uma construção um tanto exótica, de frente para o mar. Atrai a galera, é bacana. A praia fica lá embaixo, mas não atrai muito. Foi nossa última parada, partimos então direto para o aeroporto para nosso voo de volta no meio da tarde.
       
      E assim foi mais um feriado desbravando novos cantos pelo mundo!
       
    • Por Breno Maia
      Olá a todos do site! Então galera, sou totalmente inexperiente em viajar sozinho e estou planejando minha primeira viagem passar uns 10 no Uruguai, lugar q tanto me fascina. Porém, por ser um país bem pequeno, pergunto: 10 dias é tempo suficiente ou mais q o necessário? Pretendo em Dezembro passar por Punta del Diablo, Cabo Polonio, Punta del Este, Montevideu e Colônia do Sacramento. Queria muito mesmo tb dar uma passada em Buenos Aires, mas se for pra ficar uns 2 corridos e ainda deixar de aproveitar melhor o Uruguai, acho melhor adiar minha passagem na Argentina. O que vocês recomendam pra esse viajante de primeira viagem?
    • Por ferpaisrael
      Fala mochileiros, como vão?? 
      Então galera, vim aqui para mostrar pra vocês como foi nossa primeira aventura como mochileiros... caronas, perrengues e tudo mais.
      Enquanto planejávamos nosso mochilão, buscamos relatos acerca de viajar de carona, como dicas e dificuldades, porém não encontramos muita coisa aqui no site. Então esse post é direcionado principalmente a pessoas que tem o interesse ou curiosidade de viajar de carona, por isso não vou focar muito nos lugares que conhecemos, mas sim no nosso dia-a-dia pedindo carona e como foi essa aventura. Os lugares que conhecemos tem bastante coisa aqui no site e o TripAdvisor salva todo mundo.
      Quando começamos a planejar o mochilão buscamos três principais coisas: a distância que iriamos percorrer diariamente, o lugar que passaríamos a noite e o custo envolvido. Nossos planos eram de certa forma ousados, pelo fato de nenhum dos dois já ter saído do país, nenhum dos dois saber falar espanhol e mesmo assim já nos jogamos em um mochilão de 5.000 quilômetros assim pedindo carona... nunca fui chamado de louco tantas vezes rsrsrs
      No final do post vou fazer um tópico com dicas valiosas na hora de pegar a estrada e pedir carona.
      Tempo esperado de viagem: 30 dias (leia e descubra o porque da nossa volta antecipada)
      Dinheiro: R$2.000 por pessoa
      Principais cidades percorridas: Lages, Porto Alegre, Cabo Polônio, Punta del Este, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu.
      Nosso roteiro:
      Urubici - Lages
      Lages - Pelotas
      Pelotas - Fortaleza Santa Teresa
      Fortaleza Santa Teresa - Cabo Polonio
      Cabo Polonio - Punta del Este
      Punta del Este - Montevidéu
      Montevidéu - Buenos Aires
      Buenos Aires - Rosário
      Rosário - Cordoba
      Cordoba - Foz do Iguaçu
      Foz do Iguaçu - Ciudad del Este
      Ciudad del Este - Urubici
      19/12/2017 – Lages
      Saímos de Urubici rumo a Lages de carona com um amigo no final da tarde, nossa intenção era ir para Porto Alegre no ônibus das 23:30 para viajar a noite e ganhar tempo para pedir carona no outro dia, porém chegamos na rodoviária e já demos de cara com o primeiro perrengue, NÃO TINHA MAIS VAGA NO ÔNIBUS. Esse ônibus era indispensável, pois faríamos cerca de 500km e nosso roteiro estava com tempo programado. Acabamos passando a noite na casa de um amigo que mora em Lages e conseguimos uma carona pelo Blablacar para Caxias do Sul no outro dia as 7:00h.
      20/12/2017 – Pelotas
      Caxias não estava no nosso trajeto, porém era a única carona para o Rio Grande do Sul naquele dia, nos obrigamos a ir assim mesmo. Pegamos nossa carona até Caxias do Sul logo cedo, dormimos praticamente a viagem toda, pois em Lages na noite anterior nós saímos para beber e fomos dormir tarde. O cara nos deixou próximo a um shopping que era na rota para Porto Alegre, sacamos dinheiro e fomos para a estrada pedir carona. Caminhamos um pouco até um lugar onde havia um pequeno acostamento e começamos a pedir carona.
      1ª CARONA – 4 minutos depois
      Empresário super gente boa de Caxias do Sul que também já viajou de carona viu que nós estávamos em um lugar muito ruim e resolveu nos dar uma carona até um trecho mais para frente, até saiu da sua rota original para nos deixar em um ligar bom. Ficamos em um trevo próximo a cidade de Carlos Barbosa e começamos novamente a pedir carona. O tempo ameaçava chover.
      2ª CARONA – 9 minutos depois
      Viajamos com um mineiro muito calmo e sangue bom que trabalhava com detonação de rochas, nos deu várias dicas sobre Porto Alegre, também saiu da sua rota para nos deixar em um lugar seguro, pois disse que o lugar onde a gente queria ficar era muito perigoso. Nos levou para Gravataí até um ponto de ônibus. Pegamos um ônibus metropolitano e paramos no centro de Porto Alegre. Uma das dicas desse mineiro era não passar a noite dentro da região metropolitana de Porto Alegre, pois a criminalidade na região está muito alta. Com isso acabamos decidindo pegar um ônibus até Pelotas, que era um trecho bom e o custo não era muito alto (cerca de R$60,00 por pessoa). Entramos no ônibus as 18h e ainda não tínhamos lugar para ficar em Pelotas, então começamos a mandar mensagens no couchsurfing e a segunda pessoa já nos aceitou. Arrumamos uma mãe pela estrada, Dona Marli, mulher super gente fina que nos acolheu com muito carinho. Fizemos uma janta e ficamos jogando conversa fora até tarde. Fomos dormir.
      21/12/2017 – Fortaleza Santa Teresa
      Acordamos bem cedo e já fomos para a estrada começar a pedir carona. Ficamos em um posto cerca de 15 minutos pedindo carona, mas sem sucesso. Logo em frente havia uma rótula onde o fluxo de carros era bem maior, resolvemos ir para lá.
      3º CARONA – 17 minutos depois (15 no posto + 2 na rótula)
      Carona com um representante da Petrobrás que passava por essa estrada quase todos os dias. Demos sorte, pois havia 2 pessoas um pouco a frente também pedindo carona. Ele nos deixou em um trevo próximo a cidade de Rio Grande, caminhamos até a saída que ia em direção ao Chuí, paramos em uma sombra e já começamos a pedir carona.
      4ª CARONA – 12 minutos depois
      Viajamos com um senhor gaúcho que transportava fertilizante e ia até uma parte do trecho onde queríamos chegar. O caminhão andava a 60 km/h, foi uma viagem que exigiu paciência, mas não tem problema, o que importa é progredir no roteiro. Ficamos em um posto de beira de estrada no meio do nada, devia estar uns 35 graus, fomos para a BR pedir carona. Ficamos um tempo pedindo carona, porém demorava uma eternidade para passar algum carro ou caminhão, então voltamos ao posto e tentamos outra forma de carona, abordando pessoalmente as pessoas que paravam ali.
      5ª CARONA – 35 minutos depois
      Era um caminhoneiro de Blumenau que tinha família em Ibirama (cidade onde estudamos), mundo pequeno esse em! Conversamos a viagem toda e ele nos deixou em um posto policial desativado em Santa Vitória do Palmar, ficamos ali por um tempo mas não conseguimos nada. Caminhamos uns 800 metros até um trevo mais para a frente e voltamos a pedir carona.
      6ª CARONA – 10 minutos depois
      Carona com um homem que estava indo ao Chuy comprar peça para seu carro que estava quebrado em Santa Vitória. O carro que ele estava usando para ir buscar a peça era um gol 89 caindo aos pedaços que ele havia conseguido emprestado. Dessa vez deu medo, mas nossa meta era chegar no Chuy, então não temos escolha. Chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai, primeira meta atingida. Mandamos um sinal de vida para a família e já começamos a pedir carona novamente. Ficamos um tempo na divisa pedindo carona, porém não tivemos sucesso. Um casal que passava por ali disse que seria mais fácil conseguir se nós estivéssemos para frente da Aduana, local onde é feita a imigração. Então caminhamos cerca de 1km até lá (o sol estava insuportável), fizemos nossos papéis e fomos em direção a saída da Aduana.
      7ª CARONA – zero minutos depois
      Nem precisamos pedir e um Uruguaio parou em nosso lado oferecendo carona. Perguntamos até aonde ele iria, e por sorte ele estava indo para a Fortaleza Santa Teresa, mesmo local onde também iríamos acampar. Essa até então foi a carona de ouro. Chegamos na fortaleza e fomos arrumar um lugar para armar a barraca. Após estarmos com o acampamento montado saímos para conhecer o lugar, caminhamos até a praia e ficamos lá por um bom tempo jogando conversa fora. Voltamos ao acampamento, organizamos tudo e fomos procurar um lugar para comer e beber algo. Já era noite e não fazíamos ideia de onde tinha algum bar por lá, até que encontramos duas argentinas que foram muito queridas e nos levaram até o bar (que por sinal era bastante longe). Chegamos lá e comemos uma pizza de tamanho médio, cerca de R$25,00 e tomamos uma Heineken 1L por R$21,00. Preparem-se, Uruguai é um país extremamente caro para brasileiros. Voltamos ao acampamento e fomos dormir.
      22/12/2017 – Cabo Polônio
      Acordamos não muito cedo nesse dia, arrumamos nossas coisas com bastante calma e depois fomos para a praça dos mochileiros tirar algumas fotos. Feito isso, caminhamos até a saída da fortaleza (essa caminhada foi tensa, muito longa) e quando chegamos até o asfalto para pedir carona demos de cara com aquelas duas argentinas que nos ajudaram a achar o bar na noite anterior pedindo carona também, ferrou, concorrência. Ficamos um pouco a frente delas onde tinha um ponto de ônibus (sombra, amém) porém não tivemos sucesso por um bom tempo, assim como elas. Deu um tempinho e elas conseguiram carona, então agora era a nossa vez. Fomos para onde elas estavam e continuamos pedindo, mas o dia não tava sendo muito bom pra nós. Ficamos mais um tempo ali e resolvemos caminhar para mudar de lugar. Nós estávamos no meio do nada, não sabíamos o que tinha a frente, mas novos ares trazem novas oportunidades. Enquanto caminhávamos em direção ao nada, uma camionete com 3 mulheres que tinham ido até o Chuy fazer compras pararam.
      8ª CARONA – 2 horas e meia depois
      As mulheres estavam indo até um acampamento 10 km para frente de onde estávamos e nos deixaram novamente na beira do asfalto. Faltavam 3 km para chegar até Punta del Diablo, resolvemos caminhar essa distância, pois carona nesse trecho estava quase impossível. Com certeza foi a caminhada mais desgastante e longa que fizemos em toda a viagem, mas fomos guerreiros e chegamos até o trevo de acesso a Punta del Diablo. Paramos em uma venda, compramos água e algumas frutas e descansamos um pouco, lá tinha wifi. Nosso destino do dia seria Valizas, onde iríamos acampar e fazer um bate – volta até Cabo Polônio. Na estrada principal para Valizas já havia dois rapazes pedindo carona também (concorrência novamente). Nossa ideia era esperar eles conseguirem e depois ir para o lugar deles, porém também não estavam conseguindo e resolvemos ficar em uma das estradas que davam acesso ao trevo. Pedimos carona cerca de uma hora até o primeiro carro parar, ficamos extremamente felizes, mas ao perguntar para onde iriam, responderam que estavam indo para o Chuy, detalhe, nossas coisas já estavam todas no carro. Mas tudo bem, voltamos ao lugar de origem. Estava arrumando as coisas que havia tirado da mochila para poder entrar no outro carro enquanto minha amiga pedia carona.
      9ª CARONA – 1 hora e meia depois
      Dois uruguaios malucos (Sebas e Russo) que iam para Cabo Polônio nos deram carona, fomos tão apertados no carro que mal dava para se mexer, pois eles carregavam muitas coisas também. Ao conversar com eles durante o caminho, nos recomendaram ficar em Cabo Polônio, que era muito melhor que Valizas. Conseguiram uma casa para ficarmos por 300 pesos (cerca de R$38,00) pois em Cabo Polônio não pode acampar. Aceitamos a dica e resolvemos ir para lá então. Os dois eram donos de um bar em Cabo Polônio e passavam todos os verões lá, conheciam todo mundo. Cabo Polônio é uma reserva ambiental e o único acesso ao vilarejo é com caminhão 4x4, pagamos cerca R$14,00 para chegar até la. Nossos planos eram ficar apenas um dia e no outro seguir para Punta del Este, porém nos apaixonamos pelo lugar e acabamos ficando 4 dias. Tivemos que cancelar nosso hostel em Punta e pagamos 30 dólares por isso. Prejuízo, mas tudo bem.
      PS: Não recomendo Cabo Polônio para pessoas que são contra a cultura da maconha, pois o lugar é bastante hippie e todos fumam.
      26/12/2018 – Punta del Este
      Para irmos a Punta del Este acordamos muito cedo para pegarmos o primeiro 4x4 de volta para a Puerta del Polônio, mas dessa vez decidimos ir de ônibus para Punta del Este pelo fato de termos apenas 1 dia para conhecer Punta, e se dependêssemos de carona talvez a gente chegasse muito tarde na cidade e nem pudesse conhecer os principais lugares pelo menos. Pegamos um ônibus até San Carlos e outro até Punta del Este, custou no máximo R$50,00 (não lembro exatamente). Reservamos o hostel no caminho para Punta, escolhemos o Hostel del Barcito, mas não recomendo muito, os banheiros não eram muito limpos e o café da manhã é super fraco. Turistamos o dia todo e a noite fomos para uma balada, e o detalhe, fomos de carona na caçamba de uma saveiro para essa festa rsrsrs a noite foi doida.
      27/12/2018 – Montevidéu
      Acordamos não muito cedo, tomamos um café bem tranquilos e saímos para trocar dinheiro já com todas as mochilas. Depois de feito o que tinha para fazer, fomos até um ponto de ônibus para pegar um para fora da cidade. Conseguimos um que nos deixou numa distância bem boa e que saiu barata, uns R$10,00. Mais uma vez estávamos em um trevo no meio do nada pedindo carona, e o sol infernal nos acompanhando novamente. Paramos em um ponto de ônibus para aproveitar a sombra enquanto pedimos carona. Mas não tivemos sucesso nesse lugar, então resolvemos caminhar até um viaduto que unia mais duas estradas, cerca de 600m para frente de onde estávamos. Algum tempo depois passou um carro com 3 rapazes olhando muito para nós e pararam o carro, porém pararam muito longe, e por se tratar de um trevo, pensamos que poderiam ter parado para entrar em uma das vias. NÃO ERA, estavam esperando a gente, porém como não nos mexemos eles arrancaram e seguiram viagem. DROGA, perdemos nossa carona. Mas não tem problema, continuamos na batalha.
      10ª CARONA – mais de uma hora depois
      Um senhor que amava o Brasil nos deu carona, o cara era meio maluco, mas salvou nossas vidas. Nos mostrou todos os seus filhos, todos os amigos do Brasil (me fez até conversar com um deles), até o cachorro que ele ia comprar para usar de cão de guarda em sua oficina ele mostrou, e o mais engraçado, fazia tudo isso dirigindo e mexendo no celular. Loucura. Esse senhor nos deixou bem na entrada de Montevidéu, pegamos apenas um ônibus e chegamos em nosso hostel. Isso já era final do dia. Estávamos exaustos, arrumamos nossas coisas no hostel, tomamos banho e saímos para dar apenas uma caminhada pelo bairro. Fomos dormir.
      28/12/2017 – Montevidéu
      Caminhamos por todo o centro antigo de Motevidéu, pela rambla (um tipo de beira-mar, mas para quem conhece cidades tipo Florianópolis ou Balneário Camboriu não vai se surpreender) e depois fomos ao Mercado Agrícola. A cidade é bonita, mas não me encantou como as outras. Aqui no site tem bastante coisa falando sobre, e no TripAdvisor também, então não comentarei a respeito dos pontos turísticos aqui.
      29/12/2017 – Buenos Aires
      Preparem-se, esse dia vai ser longo rsrsrs
      Acordamos cedo para tomar café no hostel e logo já fomos pegar o ônibus para fora da cidade. Dessa vez pegamos um até um pouco mais longe, Vila Maria se não me engano. Como sempre, ficamos no meio do nada. Encontramos uma venda, pedimos para usar o banheiro e se nos davam um pedaço de papelão para escrever nosso próximo destino: Colônia del Sacramento. Nossa ideia inicial era chegar o quanto antes em Colônia para podermos visitar a cidade e a noite pegar o barco para Buenos Aires. Porém nossos planos não deram muito certo, acabamos demorando um pouco para conseguir a primeira carona. Era com certeza o dia mais calor que já havíamos enfrentado, então caminhamos um pouco pela estada até encontrar uma sombra. Revezamos um pouco, cada um ficava um tempo pedindo carona enquanto o outro ficava na sombra. Em um momento eu tive que ir “ao banheiro” e deixei minha amiga sozinha pedindo carona, foi nesse espaço de tempo que um caminhão resolveu parar para dar carona, quando eu vi isso saí correndo do meio do mato em direção ao caminhão, e adivinhem?!?! O caminhão arrancou ao me ver. De duas, uma: ou ficou com medo de ser um assalto, ou interessava ao caminhoneiro apenas a presença feminina em seu caminhão. Mas tudo bem, continuamos na luta. Em um momento eu resolvi ir para sombra com minha amiga e ficar um pouco ali, nisso aponta um caminhão e eu falo, “nem vou pedir carona para mais um caminhoneiro, esses pelo tipo não são carona aqui”, porém minha amiga insistiu que eu fosse para estrada e levantasse a plaquinha.
      11ª CARONA – inúmeros minutos depois
      Graças a Deus eu ouvi minha amiga e fui para a estrada, um caminhoneiro muito querido resolveu nos ajudar. Carregava madeira para uma fábrica de papel. Falamos para ele que estava difícil conseguir carona e ele nos explicou que as empresas proíbem os motoristas de dar carona, pelo fato de que se houver algum acidente, não poderíamos estar dentro do caminhão, e quem responderia por isso era o próprio caminhoneiro. O mesmo nos deixou em um trevo a uns 70 km de Colônia del Secramento. Fomos caminhando alguns metros em direção ao ponto de ônibus e minha amiga resolveu levantar a plaquinha enquanto caminhávamos.
      12ª CARONA- 1 minuto depois
      Era um senhor, com um carro japonês super compacto que ia para Colônia e resolveu nos dar uma carona. Muito simpático, porém não conversava muito. Ele nos deixou exatamente na frente do local onde é feita a compra das passagens do barco para Buenos Aires, muito bom. Era umas 16:30h quando chegamos lá, minha amiga não estava bem, provavelmente todo aquele sol a deixou fraca. Então por isso acabamos não saindo para conhecer Colônia e compramos a passagem para Buenos Aires o quanto antes. Fizemos a travessia com a empresa Colônia Express, custou R$90,00, muito mais barato e rápido que as outras empresas que fazem a travessia com a Buquebus e a Seacat. Durou cerca de 1h e 15min e chagamos no final do dia em Buenos Aires. Tínhamos um lugar para dormir fora de Buenos Aires e só teríamos que pegar um ônibus para chegar la. Porém nos demos conta de uma coisa muito importante que complicou bastante nossa vida: não tínhamos NEM UM PESO ARGENTINO na carteira, e como já era tarde não havia nenhuma casa de câmbio aberta. Fomos em um mercado para ver se trocavam dinheiro, porém não nos ajudaram. Nosso principal problema era que em Buenos Aires os ônibus funcionam com o cartão SUBE, e não aceitam dinheiro de forma alguma. Tentamos falar com outras pessoas para eles pagarem para a gente, porém como não tínhamos pesos argentinos para pagar dar de volta, ninguém aceitou. Entramos em um ônibus rápido meio que para tentar andar um pouco sem pagar, porém, o motorista nos mandou descer cerca de 3 quadras para frente. Havia uma casa lotérica próximo de onde descemos e resolvemos ir lá tentar trocar dinheiro. O cara que trabalhava lá era MUITO, mas quando eu digo MUITO, é porque ele era MUITO gente boa rsrsrs vocês vão entender o porquê. Explicamos nossa situação para ele, que não tínhamos nem cartão SUBE nem pesos argentinos, e que precisávamos trocar dinheiro. Ele nos explicou que na lotérica não fazem câmbio, porém como nossa vida dependia disso, ele nos ajudou e trocou 20 reais. Deu 125 pesos. Porém ainda não tínhamos o cartão para andar de ônibus, então o cara da lotérica deixou um cliente lá esperando e nos acompanhou até o lugar onde vendiam o carão SUBE, mas...... NÃO TINHAM O CARTÃO, apenas para a outra semana. FUDEU. Mas a cordialidade do cara não parou por aí, ele nos deu seu cartão, isso mesmo, NOS DEU seu cartão para que pudéssemos andar por lá e ainda recarregou ele para nós. O cartão dele custava 50 pesos e ainda pode ser usado mesmo sem créditos, ou seja, caso acabasse nosso limite, poderíamos usar mais 25 pesos no “crédito”.  Com certeza esse cara foi um anjo. Vamos lá, parte do nosso problema foi resolvido. Ao nos informarmos qual ônibus pegar, descobrimos que onde iríamos ficar era bastante perigoso e longe, muito longe. Levamos quase 1 hora de ônibus para chegar lá, já era quase 22h. Ao descer do ônibus e pegar o celular para procurar a casa, um homem nos aborda rapidamente perguntando se precisávamos de ajudar para nos localizar, porque onde estávamos era muito perigoso, então ele colocou o endereço no seu celular e nos levou exatamente até aonde iríamos ficar. Outro anjo, pois estávamos indo para o lado errado e não tínhamos internet. Chegamos na casa na menina, comprei uma coca bem gelada, conversamos um pouco e fomos dormir.
      30/12/2017 – Buenos Aires
      Acordamos e fomos para a rua procurar um ônibus que nos levasse até o bairro Palermo, onde tínhamos nosso hostel reservado. Perguntamos a algumas pessoas e finalmente achamos um que ia para onde queríamos. Havia um casal la esperando outro ônibus e conversamos bastante, até que o ônibus deles chegou e a mulher embarcou, o homem não. Ele veio e continuou nos acompanhando no ponto porque disse que o lugar era muito perigoso (mais um) e ficou conversando com a gente até nosso ônibus chegar. Nossa estadia em Buenos Aires apesar de curta, já nos mostrava a cordialidade da população. Chegamos ao centro, procuramos onde trocar dinheiro, porém não tínhamos mais reais para trocar e tivemos que achar um banco que aceitasse a bandeira no nosso cartão. Sacamos 2.500 pesos e pagamos 191 de taxa (cerca de R$30,00) e a cotação no banco foi de 4,7 pesos por real, ou seja, NOS FERRAMOS nesse câmbio. Fomos ao hostel, arrumamos tudo e saímos tomar uma cerveja. Nesse dia teria a noche de los tragos no hostel, quando voltamos do rolê fomos para onde tava rolando as bebidas. A noite foi longa, ficamos bebendo e conversando com o pessoal do hostel até 6 da manhã. Eram pessoas da Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Brasil, valeu a pena.
      Ficamos até dia 02/01/2018 em Buenos Aires, mas como falei anteriormente, não vou focar no que fizemos nas cidades, mas sim nas caronas.
      02/01/2018 – Rosário
      Nosso mochilão só tinha um roteiro até Buenos Aires, dali para frente, decidiríamos para onde ir a partir do dinheiro que nos restou e das dicas que pediríamos as pessoas. Tínhamos duas opões: Chile ou Salta, no norte da Argentina, acabamos decidindo ir para Salta, porque para o Chile a distância seria um pouco maior e ao conversar com alguns viajantes, nos falaram que está tudo MUITO caro lá, então tiramos do nosso caminho. Acordamos cedo um Buenos Aires e saímos em direção a rodoviária. Caminhamos um bom trecho até chegar lá e descobrimos que os horários dos ônibus para fora da cidade iam demorar muito e atrasaria demais a gente. Então caminhamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus que nos levaria até outra estação que teria ônibus em outros horários. Porém ao chegarmos la, descobrimos que tinha um metro que nos levaria até um ótimo lugar, bastante afastado da cidade, rodamos 60km por R$5,00, muito bom. Chegamos de trem até Zárate e de lá pegamos um ônibus circular até a estrada, paramos em um pedágio. Lá começamos a pedir carona em direção a Rosário.
      13ª CARONA – 5 minutos depois
      Caminhoneiro gente boa, tomamos vários mates com ele durante a viagem e conversamos bastante. Ele nos deixou a uns 80 km de Rosário em um trevo, caminhamos uns 800m até a estrada principal e começamos a pedir carona novamente. Não estava muito fácil, os carros passavam em alta velocidade por onde estávamos, o que acabou complicando bastante, mas fé que dá certo.
      14ª CARONA – não sei quanto tempo depois, mas demorou
      Era um homem que viajava a trabalho pela região e estava indo para Rosário, deu boa. Nos deixou no centro, próximo a casa do couchsufing onde iríamos passar dois dias. Caminhamos até a casa do nosso couch, arrumamos tudo e saímos para jantar e tomar um chope a note. Fomos dormir.
      Passamos mais um dia em Rosário, cidade muito agradável, muitos parques e famílias fazendo piquenique por todos os lados. Vale a visita.
      04/01/2018 – Córdoba
      Aqui começa um dia bastante difícil. Acordamos cedo e fomos para o centro em busca de um ônibus para a saída da cidade, mas acabamos pegando um tipo de táxi intermunicipal por um preço bom e nos deixou 60km de rosário. Ficamos em um posto, comemos algo, usamos o wifi e voltamos a estrada para pedir carona. Coloquei uma música no celular porque sabia que seria um dia difícil e esperamos.
      15ª CARONA – muitos minutos depois
      Era um senhor em uma carreta caindo aos pedaços e carregava fertilizante. O caminhão não importa, queremos mesmo é rodar. Porém talvez não tenha sido uma boa escolha. Levamos 4 horas para percorrer cerca de 200km, foi uma carona tensa. E para piorar, ao estarmos chegando no local onde o caminhoneiro nos deixaria, comecei a procurar meu celular e adivinhem: NÃO ACHEI. Eu tinha usado ele dentro do caminhão, então tinha que estar ali, porém eu e o caminhoneiro reviramos o caminhão de ponta cabeça, mas não achamos. Coisa sinistra. Tudo bem, bola pra frente e sem celular. Entramos no posto, tomamos uma água e voltamos para a estrada.
      16ª CARONA – 5 minutos depois
      O caminhoneiro iria até próximo a Córdoba e nos deu uma carona. Ele carregava uma colheitadeira monstruosa e também andava bastante devagar. Durante o trecho, o homem recebeu uma ligação: era seu patrão dizendo que vendeu a máquina. FERROU, ele teve que nos deixar no meio do caminho pois teria que fazer outra rota. Ficamos em uma cidade no meio do nada, de 8 mil habitantes, parecia uma cidade deserta. O calor era infernal, não tinha nenhum vento e não tínhamos água. Fomos até a rodoviária, esperamos uma hora e pegamos um ônibus para Córdoba, carona ali seria impossível. Chegamos em Córdoba e não tínhamos onde ficar, sabíamos que isso ia acontecer e já estávamos preparados para passar a noite na rodoviária. Foi uma noite longa e cansativa. Eu dormir 30 min, minha amiga não dormiu.
      05/01/2018 – Córdoba
      Saímos cedo da rodoviária e fomos para o hostel que tínhamos reservado para aquele dia. Caminhamos muito, muito mesmo. Chegamos no hostel umas 9 horas, porém o check-in era apenas as 12:30, pedimos para entrar e ficamos no sofá, dormi em 5 minutos que cheguei a roncar rsrsrs até que minha amiga me acorda falando que tínhamos um problema, ela havia se confundido nas datas e fez a reserva para a noite do dia 04, aquela que passamos na rodoviária. Ela não gostou do hostel que estávamos, então conversamos com o dono e o mesmo não nos cobrou nada por ter feito essa reserva errada. UFA!  Como ela não tinha gostado, acabamos encontrando outro no booking e fomos caminhando, longe pra [email protected]#$&%. Chegamos lá, tomamos banho, dormimos um pouco e saímos caminhar pela cidade. Voltamos ao hostel, comemos e fomos dormir. Estávamos destruídos.
      06/01/2018 – Córdoba
      O dia começou com minha amiga perguntando até que hora queríamos dormir, era 8:30, falei para dormirmos até as 9:30. Dormimos, e um tempo depois ela acordou novamente e falou comigo:
      “Ferpa, tais com meu celular? “
      “Não, usei ele ontem e deixei na tua cama”
      CARALHO, CADÊ O CELULAR DA MINHA AMIGA
      Pois não é que o filho da mãe que estava no mesmo quarto que a gente (era a única pessoa no quarto) roubou o celular dela enquanto dormia?!?! Ferrou, ferrou e ferrou.
      Eu já tinha perdido meu celular, agora era ela sem celular também. Para quem viaja de carona, é impossível andar sem um GPS. Ou seja, nossa viagem se encerrou mais cedo, não tinha como continuar viajando de carona assim. DROGA. Tentamos resolver tudo com nossa família, saímos do hostel e fomos para a rodoviária. Pegamos dois ônibus para chegar em Puerto Iguazu, custou R$450,00 por pessoa e durou 22 horas.
      07/01/2018 – Foz do Iguaçu
      Chegamos em Foz do Iguaçu no final do dia e não tinha mais como irmos ao Paraguai. Temos um amigo que mora la e ia nos receber em sua casa, porém não tínhamos como ir naquele dia. Então tá, mais uma noite na rodoviária. Porém dessa vez a barra foi pesada, a rodoviária fechada as 23:30, ou seja, tivemos que passar a noite na rua. Estavamos com um argentino que conhecemos na rodoviária e depois apareceu mais um irlandês por la. Agora vem a parte foda da noite, esse irlandês foi dormir em um banco um pouco afastado de onde estávamos e pediu para nós o acordarmos as 4:00h da manhã. No relógio da rodoviária mostrava 3:57h, eu estava pronto para ir acordá-lo, até que um moleque de bike passa e rouba a mala do irlandês, olha que loucura. O coitado tinha tudo naquela mala, TUDO MESMO... roupas, celular, PASSAPORTE, documentos e MIL EUROS. Pra ele a noite foi pior que a nossa. Fomos para Ciudad del Este e ficamos por lá 3 dias fazendo compras.
      10/01/2018 – Lages
      Pegamos um ônibus de volta para lages e assim encerra antecipadamente nosso mochilão.
       
      AGORA VOU DEIXAR ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR DE CARONA
      1 - Andem sempre bem arrumados, vários pessoas que nos deram carona falaram que a roupa conta bastante
      2 - Usem sempre uma placa para indicar o lugar onde querem ir
      3 - Procurem sempre vias movimentadas 
      4 - Trevos são os melhores lugares para conseguir carona
      5 - Sombra é a melhor saída para pedir carona, por algumas podem demorar horas
      6 - Mudar de lugar quando não conseguem carona é uma boa ideia, sempre que fizemos isso ajudou bastante
      7 - No Brasil é mais fácil do que vocês imaginam andar de carona
      8 - Mulheres, não andem com roupas atraentes na hora de pedir carona
      9 - Protetor solar é seu melhor amigo na hora de pedir carona
      10 - Se forem fazer viagem de curta duração, levem sempre em reais todo seu dinheiro, a cotação é muito melhor do que se for sacar no banco.
       
      Espero que vocês gostem dessa aventura que fizemos, boa noite a todos. 
       


































       














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