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isa ramirez

Guia em português no Marrocos

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A todos os mochileiros que queiram viajar para Marrocos e necessitem de tours, podem consultar a página de facebook, "Marhaba, let's travel to Morocco" aí vão encontrar muitas dicas e também vamos preparar pequenas escapadelas a Marraquexe, ou outro destino à vossa escolha! 

A próxima escapadela é já em Março! 

Fica aqui o link da página de facebook. Façam like e partilhei junto dos vossos amigos amantes de viagens!!!! 

https://www.facebook.com/Marhaba-Lets-go-to-Morocco-169675343639997/

 

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    • Por Mary Rocha
      Chegar no aeroporto em Marrakesh já foi uma experiência em si. Fomos recebidos com uma temperatura de 37 graus, aquele tipo de calor seco que sugere que você não faça movimentos muito bruscos para não começar a suar logo de cara e que contenha a respiração que fica um pouco mais ofegante, como se de repente  seu canal de respiração reduzisse em 1 centímetro. Quando se vive num país bem mais frio (que é o meu caso que moro na Nova Zelândia), este contraste de temperatura é impactante nos primeiros minutos. O táxi estava esperando por nós para nos levar ao nosso Riad, tipo de acomodação comum que parece um mini palácio no interior da medina, parte antiga de Marrocos. O lugar era lindo e muito bem decorado. Os táxis geralmente não têm permissão para entrar nas medinas, pois não há espaço suficiente nos becos para que os carros passem, então a recepcionista, uma jovem muçulmana marroquina, nos levou a pé, dando-nos a oportunidade de experimentar imediatamente as ruas estreitas, transportando você para o filme de Aladdin. A atmosfera é fora deste mundo e você sente que há cada esquina há um tesouro escondido. Chegando ao nosso alojamento, nos ofereceram biscoitos caseiros e chá de hortelã - a recepcionista disse que era uma tradição quando recebiam hóspedes em suas casas.
      Marrakesh é uma cidade movimentada, cosmopolita e barulhenta, com sua praça central sendo o ponto principal para negros africanos que vendem óculos de sol, artes e camisetas coloridas; homens oferecendo seus macacos com fraldas para tirar fotos; Árabes tocando flautas para cobras; carruagens de cavalos, bateristas, restaurantes, tendas de sucos, vendedores de chapéus de palha, vendedores de souveniers, tudo o que imaginar! Além disso, ao caminhar, de vez em quando você ouvia alguém sussurrando e oferecendo “Haxixe?”. Marroquinos são animados e estão sempre prontos para fazer piadas e negociar.
      Nosso tour contratado chamado surf e turf, incluía o deserto do Saara e surf na costa oeste e começou no dia seguinte, onde fomos pegos de Marrakech bem cedo e nos juntamos numa van com 13 outros viajantes, uma salada mista de nacionalidades: Canadá, Itália, Portugal, Espanha, Japão e nós (alemão e brasileiro). Seguimos para Ouarzazate, porta de entrada para o extremo sul, cruzando as montanhas do Alto Atlas. No caminho paramos para visitar o famoso Kasbah– a palavra Kasbahsignifica descrever a parte antiga de uma cidade – em Ait Benhaddou, classificada pela Unesco como patrimônio mundial, local para filmagem de grandes filmes como Games of Thrones, Múmia e o Gladiador. Aqui nós tivemos tempo para caminhar com o guia por aldeias pequenas com casas construídas com palha e lama que pareciam ter sido levantadas da sujeira. As montanhas do High Atlas há muito tempo abrigam algumas das aldeias mais remotas do norte da África e foi muito comum ver os Berbers, locais viajando em mulas para trocar mercadorias. Muitos dos mercadores ainda utilizam técnicas antigas em suas vendas.
      Continuamos em direção à nossa pousada viajando pelo oásis de Skoura, onde numerosos Kasbahs antigos se encontram entre as palmeiras, uma paisagem espetacular. A temperatura a noite foi bem mais agradável do que Marrakesh, o que nos deu a oportunidade de dormir melhor do que na noite anterior. Eu estava animada para o dia seguinte: o deserto do Saara esteve nos meus sonhos há muitos anos.
      De manhã cedo partimos para a pequena cidade chamada Merzouga, localizada no pé do Saara. Enquanto viajávamos pela estrada deserta cercada por montanhas áridas, planaltos, areia e planícies cobertas de cascalho, observava o painel do carro enquanto a leitura térmica subia lentamente. No momento em que chegamos ao hotel às 18:00, a temperatura estava em 45 graus! Nosso motorista, apesar de muito simpático, não falava muito sobre o próximos passos, então eu não sabia exatamente o que estava nos esperando. O grupo foi dividido em diferentes pontos ao longo da vila e o casal canadense e nós tivemos tempo para rapidamente mergulhar na piscina por 5 minutos, juntar escova de dentes e roupas extras para seguir para o nosso passeio de camelo sob o pôr do sol.
      Fui percebendo ao longo das duas horas de passeio de camelo que este não era tão confortável, então decidi caminhar nas dunas juntamente com o Berber local e naquele momento me senti uma pessoa abençoada por experimentar tudo aquilo. À noite, jantamos em nosso acampamento no deserto com os moradores locais tocando tambores e outros instrumentos e na manhã seguinte voltamos com os camelos, ainda escuro, iluminados apenas pela lua e pelas estrelas. Foi uma experiência mágica e surreal.
      Pegamos nossas mochilas e embarcamos em nosso ônibus, desta vez com um grupo menor, já que muitos de nossos colegas de viagem seguiriam para outras partes do Marrocos e nós partimos para uma longa viagem até Agadir, na costa oeste de Marrocos, para passar os últimos três dias relaxando, surfando e tendo uma verdadeira imersão no estilo de vida marroquino. Nossa acomodação no hostel foi numa surf house em que café da manhã, almoço e jantar foram preparados por marroquinos e tivemos a oportunidade de conhecer surfistas de muitos locais.
      Eu viajei para muitos países e poucos deles me deram esse sentimento de amor à primeira vista, desde o início até o fim. E o Marrocos é definitivamente um deles. A única coisa que posso dizer para finalizar é "Shukran (obrigada) Marrocos" pela excelente hospitalidade!
      Mary Rocha - Fundadora da NZEGA (www.nzega.com) 
      Escritora do livro Big Blue - Saiba mais sobre o livro
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por FlavioToc
      Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia.  Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim.
      O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens.
      Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking).
      A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos.
      Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística.
      Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro.
      Visão geral sobre turismo no Marrocos
       
      O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas.
      É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português.
      Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo.
      Você vai ouvir muito as palavras:
      -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour.
      -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc.
      -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro.
      -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis.
      -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate.
      -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs.
      -Djellaba - é o traje típico masculino.
      -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas.
      -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade.
      Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos.
      -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros.
      -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes.
      Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema.  Todos tinham nota acima de 8 na época.
      Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores.
      Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos.
      Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/
      A culinária
       
      Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são:
      -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor.
      -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome.
      -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio.
      -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata.
      -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat.
      -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito.
      -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos.
      -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui.
      -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan.
      Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade.
      Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa.
      Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição.
      Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada.
      Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas.
      Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas.
       
       
      Como é dirigir no Marrocos
      Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos.
      Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km.
      Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com
      que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países.
      Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos.  As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
      As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca.
      A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos.
      Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo.
      SAINDO DE CASABLANCA
       
      Total: 2000 km
       
      1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca
       
      Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem.
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete.
      2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h
       
      - Mausoléu de Mohammed V
      - Torre Hassan
      - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes.
      - Jardim Andaluz
      - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos.
      - Palácio Real. Não pode tirar fotos.
                  Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois)
      Pernoite em Rabat – Riad Meftaha
       
       
       
      3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen
       
      – 250 km – 3:35 h
       
      Chefchaouen é imperdível!  Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha.
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas.
      Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo.
       
       
      4º Dia 08/3- Chefchaouen
       
      -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se.
      -Castelo central
      -Mesquita com minarete octogonal
      -Lavanderia pública Rass Elma
      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra
       
       
      5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis
       
       165 km– Méknes Total: 200 km –
       
      Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min.
       
       
      Volubilis
       
      - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar.
       
       
      Meknes
       
                  Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos.
      - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura.
      - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;
      - Bab El Mansour
      - Medersa Bou Inania
      - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia.
      - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. 
       
       
      Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano.
      6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km
       
                  Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos.
      - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina
      - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa)
      - Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      - Bairro judeu Fez Mellah
      - Santuário de Moulay Idriss I
      - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá.
      - Medina
      - Jardin Jnan Sbil
      - Palacio Glaoui
      - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena.
      - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine
      - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade
      - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros
      -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina
      -Dar-el-Makhzen (Palácio Real)
      Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina.
                  Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo.
                  No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião.
                  Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo.
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível.
       
       
       
      7º Dia 11/3 – Fez
       
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan
       
       
       
      8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km
       
                  Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima.  Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas.
      -Estação de esqui.
      -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic.
      -Nascentes de água
      -Parque das Cascatas de Vitel
      -Termas Naturais de Ras El Ma
      Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras.
       
       
      9º Dia 13/3 – Ifrane
       
      Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa
       
       
       
      10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h
       
                  Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho.
      O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad.  Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento.
       
       
      Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda
       
      11º Dia 15/3– Merzouga
       
      -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos:
      -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas.
                  À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga.
      Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam.
       
      12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km
       
                  Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis.
      -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto.
      -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura.
      -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros.
       
      Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km.
      -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas.
      Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh
       
       
      13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate
       
                  Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos.
      - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati.
                  Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes.
       Em Ouarzazate:
      - Kasbah Tifoultoute
      - Kasbah Taourirt
      - Kasbah des Cigognes
      - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate.
      - Museu do Cinema
      - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem.
      - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos.
      - Bairro típico de Taourirt
      - Bairro típico de Tassoumaat,
      - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras.
      -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit.  Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades.
       
       
      Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita)
      14º Dia 18/3 – Ouarzazate
       
      Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita
      15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km
       
      O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza.
                  Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro).
      É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk.
      Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo.
      - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui.
                  E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina.
      - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m.
      - Tumbas Saadianas
      - Palácio Real
      - Palácio Bahia que é lindo
      - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes
      - Medersa Ben Youssef
      - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura)
      - Museu de Marrakech
      - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef
      - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus.
      - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas)
      - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada.
      - Muralha da Medina.  Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat.
      - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos).
      - Maison de la Photographie
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
      16º Dia 20/3 – Marrakech
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
      17º Dia 21/3 –
       
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam
       
       
       
      18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h
       
                  Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante  no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier.
                  Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel.
                  Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou.
       
       
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA.
       
      19º Dia 23/3 – Casablanca
       
      Entregar o carro no aeroporto.
      Retorno – Partida 12:20h
       
       
      Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos:
       
      https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0
      Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados:
       
      -Almoço e jantar –   630
      -Lanches -                 112
      -Hotéis/riads -           876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons)
      Atrações -                    50
      Aluguel do Carro -     265 (para todo o período)
      Diesel -                      183
       
      Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/
      pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos.
       
      Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático.
       
      Sim = Oui
      Não = Non
      Obrigado = Merci
      Salut = Oi / Tchau
      Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta)
      Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro)
      Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde)
      Boa noite = Bonne Nuit
      Adeus = Au revoir
      Palavras em árabe
       
      Saudações:
      -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm
      -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia
      aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam
      -Salam = Oi! – cumprimento informal
      - Shukran = Obrigado
      -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha
       
                  Foram nossas experiências mais incríveis:
      -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas
      -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara
      -Ir até o acampamento de dromedário
      -Percorrer a gigantesca medina de Fez
      -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul
      -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech
      -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis  como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares
      -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos
      -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil.
      -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.



































    • Por panda
      Gostaria de compartilhar com vocês minha viagem para Marrocos, muito embora ela tenha sido mais por motivos pessoais do que turísticos.
       
      A moeda do Marrocos é o Dirham marroquino. A maioria dos estabelecimentos também aceita euros, mas não cartão de crédito.
      1 euro = 11 dirham.
       
      Casablanca
      Casablanca é a maior cidade de Marrocos.
       
      Hospedagem
      Fiquei hospedado na casa de parentes, localizada no bairro de Ain-Diab, bem próximo ao mar e longe do centro da cidade.
       
      Transporte
      O transporte público não funciona bem, com exceção do Casablanca Tramway (bastante limitado, mas pode lhe levar para a praia ou para a estação de trens).
      As pessoas se deslocam mais de táxi do que de ônibus (segundo alguns relatos que ouvi, o uber é mais caro do que o táxi).
      Existem dois tipos de táxi: 
      Grand Taxis (brancos) - Possuem rotas definidas (levam do ponto A ao B).
      Petit Taxis (vermelhos) - Funcionam como um táxi normal.
      O detalhe interessante é que o táxi é compartilhado. Ou seja, ele pega vários passageiros pelo caminho (exceto se você quiser pagar por todas as vagas).
       
      Aeroporto
      O Aeroporto Mohammed V fica a + ou - 30 km do centro da cidade. É bastante moderno e seguro (só viajantes podem entrar nele). Possui apenas 2 terminais que ficam no mesmo prédio (desembarques no térreo e embarques no primeiro piso).
      Além do raio-x e de algumas entrevistas e revistas pessoais, você precisa entregar uma espécie de ficha especificando local de hospedagem, profissão, motivo da viagem, etc, tanto na chegada como na saída de Marrocos.
      Importante: brasileiros precisam mostrar o conteúdo de suas malas na chegada.
       
      Pontos turísticos
      - Mesquita Hassan II
      É a terceira maior mesquita do mundo e a única que pode ser visitada por não-muçulmanos em Marrocos.
      Comporta, aproximadamente, 25.000 pessoas.
      Visitas são guiadas e ocorrem às 09h, 10h, 11h e 14h (na sexta-feira os horários são diferenciados).
      O valor do ingresso é 120DH.
      Por mais 10DH você pode visitar o museu da mesquita (não vale a pena, só se você tiver tempo sobrando ou gostar de molduras).
       
      - Morocco Mall
      É o maior shopping center da África.
      Tem um aquário gigante e vista para o mar na praça de alimentação.
      Para entrar, você precisa passar por detectores de metal.
       
      - Catedral Notre Dame de Lourdes
      É a maior igreja católica em Casablanca.
      Vale a visita mesmo se você não for religioso.
       
      - Catedral do Sagrado Coração de Casablanca (Catedral Branca)
      Apesar do nome, deixou de ser igreja em 1956 e hoje é um centro cultural.
      Bonita por fora, mas infelizmente fechada para reformas.
       
      - Quartier Habous
      Bairro bonito e organizado em Casablanca.
      Além da arquitetura que se destaca, você também pode visitar o Mercado de Habous (para comprar azeitonas, frutas, roupas típicas e tecidos).
       
      - Velha Medina
      Lá você pode encontrar roupas, joias, peças de metal, louça, madeira e itens de couro.
       
      - La Corniche
      É a praia mais badalada de Casablanca e que possui os melhores restaurantes.
       
      Rabat
      É a capital do Marrocos.
      Apenas passei o dia na cidade. Foi o bastante para visitar os principais pontos turísticos.
      Pontos turísticos
      - Mausoléu de Mohammed V
      É onde está sepultado o pai e o avô do atual rei de Marrocos.
      Destaca-se pelo luxo e é protegido pela guarda real.
       
      - Torre Hassan
      É uma mesquita não terminada, ou melhor, é uma torre. Fica no mesmo sítio do mausoléu.
       
      - Kasbah dos Oudaias.
      É uma antiga e bonita fortaleza à beira-mar com corredores estreitos.
       
      - Jardim Andaluz
      É um jardim que fica no caminho para a Kasbah.
       
      Marrakech
      É a cidade mais conhecida do Marrocos e não é à toa: respira e transpira turismo.
      Porém, se eu tivesse que defini-la em uma única frase: nada é de graça em Marrakech.
      Uma simples pergunta, uma foto qualquer, uma visita a uma casa marroquina, tudo tem um preço.
       
      Hospedagem
      Fiquei hospedado no Riad Akka.
      Paguei 65 euros a diária, mas valeu a pena. 
      Localizado dentro da Medina, é seguro, confortável, bonito e limpo.
      Fica ao lado do Palácio da Bahia e a 800 metros da Praça Jemaa El Fna.
       
      Transporte
      Se você se hospedar dentro da Medina, você não vai precisar usar táxis, exceto para chegar/partir do aeroporto/estação de trem ou para visitar alguns poucos pontos turísticos que vou destacar abaixo.
      Atenção: Estabeleça o preço antes da corrida ou exija que o taxímetro seja ligado, senão a chance de você ser enganado é de 100%.
       
      Pontos turísticos
      - Palácio da Bahia
      Palácio maravilhoso onde foram gravados cenas do filme Lawrence da Arábia, dentre outros.
      O ingresso custa 80DH.
       
      - Palácio El Badi
      Na verdade, são as ruínas que sobraram do palácio. Algumas pessoas adoram, outras acham horrível. Eu gostei bastante, especialmente pela história.
      o ingresso custa 80DH.
       
      - Praça Jemaa El Fna
      É onde tudo acontece.
      Durante o dia, você encontra vendedores de frutas, especiarias ou qualquer coisa que você queira comprar, além de encantadores de cobras, macacos para fotos, músicos, mulheres que fazem hena.
      Mas é durante a noite que a mágica acontece: luzes e sons por todas as partes, barracas de comidas típicas espalhadas pela praça inteira e mais turistas do que você pode imaginar.
      Vale a pena jantar ou beber algo nos restaurantes que ficam em algum lugar alto ao redor da praça. De cima o show parece maior ainda.
      Nas redondezas da praça você encontrará a maior parte dos souks que vendem de tudo, desde roupas até perfumes ou peças de metal.
       
      - Bairro Judeu
      Vale a visita pelo contexto histórico e fica no caminho para o Palácio El Badi.
       
      - Bab Agnou
      É um antigo portal da Medina que ainda resiste ao tempo. 2 minutos para olhar o portal e mais 1 minuto para tirar uma foto.
       
      - Mesquita Koutoubia
      Esta mesquita destaca-se na cidade de Marrakech. Próxima à praça Jeema, infelizmente não pode ser visitada por não-muçulmanos.
       
      - Tumbas Saadianas
      Embora não pareça interessante, é um lugar muito bonito.
      O ingresso custa 80DH.
       
      - Museu de Marrakech
      A arquitetura do local é fascinante.
      O ingresso custa 80DH.
      Dentro do museu há um senhor que escreve seu nome em árabe (ou de quem você quiser) em cartões postais. Lindo trabalho. Custa 20DH.
       
      - Jardim Secreto
      É um lugar bonito, mas que deve se destacar mais na primavera. Vale a visita pela calma, paz e silêncio (e pelo wi-fi grátis, pra quem se interessar).
      O ingresso custa 80DH.
      Se você quiser visitar a torre tem que pagar mais 30DH (não vale muito a pena).
       
      - Museu do Perfume
      O museu em si não é muito interessante, porém você pode ter uma aula sobre perfumes e fazer um especialmente pra você (com os ingredientes que você escolher).
      O ingresso custa 40DH. Para fazer um perfume seu (e pela aula), você terá que desembolsar 400DH.
       
      - Jardim Majorelle, Museu Berbere e Museu Yves Saint Laurent
      Para visitar estes locais você vai precisar usar táxis ou tuk tuks ou charretes, pois eles ficam localizados na parte nova da cidade, fora da Medina.
      O ingresso conjunto para os 3 locais custa 180DH.
      O Jardim é muito bonito e colorido. Yves Saint Laurent morou dentro do jardim por anos e lá foram espalhadas suas cinzas.
      O Museu Berbere destaca roupas e joias típicas de várias partes do Marrocos. Vale muito a pena, mas fotos não podem ser tiradas.
      O Museu Yves Saint Laurent conta a história do estilista por meio de fotos em ordem cronológica e de um filme de uns 10 minutos. Lá você também pode ver as peças de roupa que ele criou (manequins vestidos com as roupas).
      Infelizmente fotos não podem ser tiradas.
       
       - Souks de Marrakech
      Souks (mercados) são os locais em que você pode comprar desde echarpes/lenços/vestidos até itens de couro, metal, perfumes, especiarias ou recordações da cidade.
      São muitos, mas a maioria está próximo da Praça Jeema, como salientei acima.
      Não existe preço tabelado para nada nos souks, exceto comida.
      O vendedor sempre lhe dará um preço absurdo por aquilo que você quiser comprar. A partir daí começa a negociação: você oferece menos, ele pede mais.
      Minha dica é: tente pagar 30% do valor pedido inicialmente. Na pior das hipóteses, nunca pague mais do que 50%. Estabeleça seu preço e vá embora se ele não concordar (ele te buscará no corredor, não se preocupe). De qualquer forma, você sempre sairá pensando que pagou demais, mas não deixe este pensamento estragar sua viagem.
      Procure não demostrar interesse por algo que você não pensa em comprar e/ou não dê atenção aos vendedores, senão eles vão lhe incomodar para você "só dar uma olhada" ou "conferir as promoções". Alguns até lhe seguem, lhe seguram pelo braço, gritam, é bastante chato e constrangedor.
      Marrakech é o lugar para você ser mal educado: nem responda "bom-dia" aos vendedores (ou responda em francês para que eles não saibam de onde você é e siga em frente sem olhar pra trás).
       
      Dicas específicas para Marrakech
      Como salientei acima, tudo gira em torno de dinheiro em Marrakech.
      Se você parecer perdido, um bom samaritano surgirá do nada para ajudá-lo e depois pedirá um valor absurdo pela ajuda. Por isso, indico que você tenha um celular com internet ou um bom mapa consigo e, se precisar de ajuda, peça aos policiais ou a outros turistas.
      Se você tirar fotos das cobras ou dos macacos sem estabelecer um preço antes, os donos pedirão um valor absurdo pelas fotos.
      Se você precisar trocar dinheiro (câmbio), recomendo o do Hotel Ali.
      É seguro comer pratos quentes nas barracas da Praça Jeema à noite. Entregue-se...mas confira bem a conta no final (na verdade, confira o troco SEMPRE, em qualquer situação).
       
      Guias em Marrakech
      Cuidado com guias baratos em Marrakech. Na melhor das hipóteses, eles são apenas motoristas que mal falam qualquer língua além do árabe e só atuam como taxistas e não guiais (lhe deixam nos locais com prazo para voltar ao carro).
      Eu contratei um guia e valeu a pena cada centavo.
      Paguei caro pois estava sozinho, mas o preço é negociável sempre (quanto mais gente, melhor).
      Fiquei 3 noites e 4 dias em Marrakech, mas contratei ele por 2 dias (das 09h às 13h, embora ele tenha ficado comigo até às 14h.)
       Paguei 1400DH.
      Ele é espetacular e me dava dicas até de preços das coisas.
      Se alguém tiver interesse, o nome dele é Najib Khelfi. Ele fala árabe, francês e inglês e entende italiano também.
      Telefone: +212 6 63 09 17 64 (ele responde ao whatsapp).
      E-mail: [email protected]
      Também recomendo o Riad Marhbabikoum. Ele é considerado um dos melhores da cidade. Entrei em contato com o dono Khalil e ele me disse que não tinha vagas, mas que conseguiria pra mim em outro local, e assim o fez. 
      É uma pessoa confiável em Marrakech para qualquer indicação. O telefone dele é +212 6 61 34 81 14.
      Minha viagem para Marrakech foi planejada em cima da hora, então acabei pagando preços mais salgados do que eu esperava com hospedagem e guia, mas valeu MUITO a pena mesmo assim.
      Não se assuste! Apesar de tudo que narrei de ruim, a cidade é maravilhosa.
      Sem dúvidas, a viagem mais incrível da minha vida.
      Eu não sei se posso postar links/endereços aqui, mas meu instagram é carlosrigoni, caso alguém queira ver minhas fotos.
       
       
       
       
       
    • Por chendailem.sousa
      Oi pessoal, 
      estou planejando ir para Marrocos e Egito em abril de 2019. 
      A ideia é passar 15 dias entre os dois países. Quanto vocês gastaram em média?
      E enfrentaram algum tipo de difuldade com violência?


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