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Bolivia > Peru > Chile > Bolivia - 31 dias - Mai/Jun 2010


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  • Colaboradores

*** atualizado em 01/05/2012 - todos posts reunidos aqui no primeiro para facilitar a todos ***

 

Olá moçada !

 

Depois de usar o fórum do Mochileiros como fonte principal de pesquisa e comprovar que as melhores dicas vieram daqui, inicio hoje o meu relato da inesquecível viagem de 31 dias com minha namorada por Bolívia, Peru e Chile que rolou agora entre 13/Mai e 12/Jun de 2010.

 

Estou anexando a este post a planilha de custos que inclui transporte entre cidades, passeios principais e estadia. Os gastos com compras, comida e afins não fui anotando de forma detalhada, como outras pessoas aqui do fórum já tiveram a incrível paciência para fazer, então não incluí. De qualquer modo ao longo do resumo básico do desenrolar dos dias posso dar uma idéia do custo médio de certas coisas como refeições e táxi nos diferentes locais.

 

Por não ter muito tempo/habilidade para descrever os eventos de modo detalhado, vou adotar o esquema mais simples de passar impressões/dicas dos lugares e colocar uns vídeos/fotos pra quem quiser clicar, evitando os spoilers no meio do texto, hahaha :lol:

 

O roteiro em linhas gerais foi:

 

Rio

[bolivia]

Santa Cruz de la Sierra (com escalas em SP e Campo Grande)

La Paz

Copacabana - Isla del Sol

[Peru]

Puno

Cusco

Arequipa

Tacna

[Chile]

Arica

San Pedro de Atacama

[bolivia]

Uyuni

Potosi

Sucre

Santa Cruz de la Sierra

Rio (novamente escalas em CG e SP)

 

Planilha_Custos_Bol_Per_Chi_2010.xls

 

20100622225229.jpg

 

Dicas gerais [25/06]:

 

Dicas gerais que eu for lembrando vou editando aqui e acrescentando:

 

- todas acomodações na planilha foram matrimoniais (cama de casal) ou doble (duas camas de solteiro) que tem preços iguais normalmente. O preço está dividido por 2, para ter a noção no final de quanto cada um gastou individualmente. A única exceção foi o Pirwa de Aguas Calientes que era quarto e banheiro compartilhados, apesar de ser o mesmo preço que o de Cusco.

 

- Não precisa de passaporte, mas não pode esquecer a vacina de febre amarela ! Toma em algum posto de saúde e leva o comprovante na Anvisa em algum aeroporto pra trocar pelo certificado internacional.

 

- Antes de viajar ligue para o número em seu cartão de crédito/débito e cadastre a viagem pois de outra forma pode ser realizado o bloqueio por motivo de segurança.

 

- Na Bolivia/Peru tem inúmeros caixas eletrônicos onde se pode sacar com cartões Visa ou MasterCard, além de escolher Bolivianos/Soles ou Dólares. O câmbio de sua conta direto para moeda local é pior do que sacar em dólar e realizar o câmbio nas várias casas existentes para tal, portanto prefira a segunda opção. No Chile tivemos problemas para sacar com Visa e os caixas só tem opção de sacar em Peso, nada de dólar.

 

- Compre uma doleira, seguro morreu de velho, e faça o mínimo de saques possível. Há uma taxa para tal de $2,50 ou pouco mais dependendo do lugar e do caixa utilizado.

 

- Para converter de cabeça para Reais fazíamos o seguinte (considerando a cotação na época):

 

Bolivianos: Um Real era igual a b. 3,75. Portanto dividíamos tudo por 4 sabendo que na verdade era um pouquinho mais caro. Ex.: Almoço = b.10 = 10/4 = R$ 2,50 (na verdade custava R$ 2,66)

 

Soles: Um real era igual a S.1,8. Então dividíamos tudo por 2 sabendo que era um pouco mais. Ex.: Almoço = S.10 = 10/2 = R$ 5 (na verdade custava R$ 5,55)

 

Pesos Chilenos: $ 1 = S. 530 = R$ 1,88, logo R$ 1 ~ S.288. Cada um fazia de um jeito: divide por 250 sabendo que é um pouco mais barato ou multiplica por 4 e divide por 1000 sabendo que é mais barato um cadin tb. Ex.: Almoço = S.4000 = 4000/250 = R$ 16 (na verdade é R$ 13,88). Ou assim: S.4000 x 4 = 16.000 => 16.000 / 1000 = R$ 16.

 

- Tem lan house pra todo lado e custa no máximo R$ 1,00 ~ R$ 2,00 por hora.

 

- Tem muitas lojas com cabines telefônicas pra ligar pro Brasil. As mais baratas custam b.0,80 o minuto, ou seja, uns R$ 0,25 centavos. Alguns lugares foi difícil achar esse preço, então sugiro a compra de créditos pra Skype que sai muito barato também.

 

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[t1]Dia 1 - Rio - Santa Cruz[/t1]

 

As férias começariam no dia 14, uma sexta, então a passagem foi comprada pra 19:30 de uma quinta-feira. Jamais faça isso a menos que tenha a certeza de conseguir sair do trabalho cedo...Saí umas 15h, corri pra Niterói pra arrumar o que precisava e saímos umas 17:30 rumo ao Galeão... 1h de tensão absoluta, divagações sobre a diferença de tarifa a ser paga e a multa do no show... Motorista do taxi ajudando muito, falando sobre como o trânsito na ponte Rio-Niterói é caótico e na Linha Vermelha pior ainda...

 

Bingo ! Tinha em escala em SP então podia chegar 19h, tamos com folga :-) hahaha ::mmm: OK, as férias começam hoje, ufa !

 

Transporte: Avião da GOL por R$ 440, ida e volta Rio-Santa Cruz de la Sierra. Se comprar com antecedência e botar um tempo considerável no destino esses voos tão saindo bem em conta. Não achei nenhuma tarifa da Lan, Pluna, TAM, etc. que compensasse.

 

Bagulhada:

Levei pouca coisa, na confiança de que acharia o restante em La Paz. Deu certo.

 

> Mochila cargueira de 55+10 com mochila de ataque acoplada.

> 1 tênis

> 1 jeans

> 1 casaco

> 7 camisas

> 1 câmera

> Kit higiene básico

> Boné, óculos, protetor solar

> Papel com dicas de hotel e compras do pessoal do Mochileiros e xerox do que interessava do guia Lonely Planet

 

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[t1]Dia 2 - Santa Cruz e La Paz[/t1]

 

O voo chega 1:30 horário boliviano (1h a menos que Brasília). Ainda no Rio, reservamos um vôo pelo site da Boliviana de Aviacion < http://boa.bo/ > de Santa Cruz pra La Paz mas eles não tem pagamento online ainda... ::putz:: Disseram por email que podíamos pagar na hora lá no aeroporto e assim foi. Dormimos nas cadeiras do aeroporto (Dica: o segundo andar é mais confortável) e 7:30 partimos em direção a La Paz.

 

Mais ou menos 08:30 já estávamos por lá. Do aeroporto ligamos pra alguns hostals anotados, o Torino tava mais barato pro quarto matrimonial com banheiro privado então demos uma voltinha mas acabando indo pra lá mesmo. Demos uma volta pela cidade, almoçamos nosso primeiro "set menu" (sopa + prato principal + sobremesa) por b.10. Bife bem macio, visto que era batido vigorosamente em um banquinho. Pratos sendo lavados na bacia com água preta e na saída o cozinheiro descansava sentado no banquinho, aquele, do bife.

 

As compras foram feitas basicamente nas galerias da Calle Sagarnaga e na Calle Illampu. Muita coisa barata, mas há de se ter um olho atento pra falsificações. Tem uma ladeira infinita, que cruza a Illampu, onde é possível achar muito tênis barato também.

 

Reservamos logo cedo o passeio pro Chacaltaya/Valle de la Luna pro dia seguinte na própria agência do Torino por b.50 + b.30 das entradas. Conforme o que vimos e depois lendo aqui no fórum, sempre tem rolado dificuldade em formar os grupos pra que o passeio aconteça. Sendo assim é provavelmente uma boa idéia manifestar o interesse logo em alguma agência pois elas se juntam.

 

Transporte: A BOA nos surpreendeu positivamente. Bem organizadinha e o vôo foi tranquilíssimo. Recomendo. Desde o princípio tínhamos planejado fazer Santa Cruz - La Paz de avião e todo resto de busão até chegar em Sucre, onde pegaríamos um vôo pra Santa Cruz, pra voltar ao Brasil. Esses dois trechos são muito longos e cansativos de ônibus, sendo que de avião não passam de 40min.

> Taxi - o taxista nos cobrou b.15 pra levar do aeroporto até o centro de La Paz, parou em 3 hostals e foi com a gente na recepção pra ver cada um. ::cool:::'>

 

Alimentação: Café da manhã em La Paz sai por uns b.8 ou b.10. Um almoço dá pra achar entre b.10 e b.15.

 

Compras:

> Calça dupla impermeável - Loja sem nome na Illampu, perto do cruzamento com a Sagarnaga - b.300 - muito boa e tem muita variedade.

> Casaco Fleece Polartec - Tatoo na Calle Illampu - b.514 - Tem várias opções mais baratas, mas experimentei vários e esse dava banho nos outros. A loja da Tatoo é excelente, tem todo tipo de material.

> Luva - tem em todo lugar - b.10

 

Estadia: O Torino parece um hotel antigo. Estava mais barato que outros e o quarto era tranquilo, com banheiro privado e tv. Fica próximo a Plaza Murillo. Vantagem é ficar num lugar sossegado, mas não deserto. Desvantagem é não ter um ambiente mais agradável como outros hostals que passamos.

 

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[t1]Dia 3 - La Paz - Chacaltaya e Valle de la Luna[/t1]

 

Conforme combinado a van passa pra resgatar a gente umas 8h e carregar pro Valle de la Luna e depois pro Chacaltaya. Valioso método cebola de se vestir em camadas porque no Valle fazia um calor danado e no Chaca um vento congelante ::Cold:: !

 

Na van 1 peruano que achava que a língua local era espanhol, mas não esperava encontrar um casal de brasileiros do Rio, dois camaradas de Sergipe e dois portugueses que moravam no Brasil, hahahaha

 

O caminho vale pra conhecer um pouco do entorno da cidade, ver onde o Evo mora e o visual do Valle é muito bacana. Se caminha pelo meio das formações e toca pro Chacaltaya porque o tempo estava piorando lá no alto e se nevar muito complica pra van, já que o caminho é meio estreito.

 

Foto - Valle de la Luna

upload/galeria/fotos/20100624011844.jpg

 

Uma parada estratégica pra comprar algo pra comer e subimos até os 5300m de altura. Até então não tinha sentido os efeitos da altitude, mas a subida de 10 degraus saltitando me deixou tonto de quase cair no chão... Livia, minha namorada, bem mais esperta e que já tinha experimentado as tonturas/enjoo no dia anterior, subiu caminhando calmamente...

 

O Chaca é um centro de pesquisas físicas com várias câmaras de captura de neutrinos e tem a opção de subir mais uns 100m morro acima caminhando pra contemplar a vista.

 

Foto - Chacaltaya

upload/galeria/fotos/20100624012455.jpg

 

Curte um tempo lá e volta pra La Paz umas 15h. Demos uma volta pela cidade, investigamos sobre o Downhill um pouco mais a fundo e fechamos com a Madness. Acho que foi nesse dia que rolou uma pizza no excelente restaurante do Torino.

 

Alimentação: Mesmo do anterior, b.10 pelo café, almoço foi uns sandubas e frutas que compramos e pizza gigante+sucos no Torino saiu por b.40.

 

Dicas:

- VITAL tênis impermeável e se possível com solado anti-deslizante - eu não consegui comprar minha bota no dia anterior, então tive que colocar saco plástico dentro do tênis. Não é o melhor método...

- Ir com várias camadas de roupa, pra poder tirar no Valle e colocar no Chaca. Estava com camisa, casaco de fleece, casaco corta-vento e a calça impermeável. Fiquei tranquilinho...

- Óculos escuros - neve reflete muito

- Carregar a câmera direito no dia anterior - não só câmeras mas todo equipamento eletrônico tem em sua especificação as condições ideais de operação. Dependendo do modelo de bateria da sua ela pode sofrer com o frio e oscilar a carga loucamente.

 

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[t1]Dia 4 - La Paz - Downhill[/t1]

 

Em resumo: simplesmente fantástico e imperdível !

 

Aos fatos:

A Madness tem dois escritórios, um na Calle 16 de Julio e outro na Sagarnaga. O pacote foi b.600 e incluía:

 

- café da manhã

- material de segurança: capacete, luvas, calça e jaqueta

- bicicleta com suspensão dupla

- água a vontade, frutas, uma coca-cola, umas empanadas e almoço no fim do passeio

- banho quente e piscina no fim

- cd com fotos e vídeos

- 1 camisa com o desenho da estrada nas costas "I survived the Death Road" ::otemo::

 

Livia ainda tinha certas dúvidas sobre se ia se meter nessa ou não, e as únicas empresas que inspiraram confiança foram: Madness, Gravity e Pro Downhill. O preço depende da bike escolhida, ia de b.400 a b.600. Resolvemos pela segurança e um pouco mais de conforto. As outras duas empresas eram mais caras, b.720 e a Pro não lembro. O contrato a ser assinado isenta a empresa de toda e qualquer responsabilidade, em caso de queda de qq tipo, problemas e afins...

 

Éramos 6, junto a um casal de mineiros de BH e outro de australianos. Tomamos café na lanchonete do lado da loja (incluso) e fomos experimentar os equipamentos. Tudo selecionado, entra na van com as bikes em cima vai pra La Cumbre, onde começa o passeio.

Rola um briefing pra entender como vai ser, umas voltinhas pra acostumar com a bike e partiu pra estrada. O começo é um asfalto muito bom e o trânsito é muito sossegado. Passam alguns carros mas sempre razoavelmente longe. Alguns buzinam mas o lance é ficar perto da faixa do acostamento e ir descendo. No caso da Madness a cada 8 pessoas vai um guia, como éramos 6 foi o guia Juan liderando a tropa e o Octávio pilotando a van atrás do último.

 

O ritmo é sossegado e ditado pelo guia mas alguns trechos fizemos mais devagar e ninguém chiou em momento algum, super tranquilo. Como são várias paradas ao longo do caminho pra tirar foto, descansar e beber uma água não tem como se perder de ninguém.

 

Tem um pedágio não incluso no meio que custa uns b.25 e um tanto depois se abandona o asfalto/frio e começa a terra/calor. Nessa parte que a estrada fica estreita, mas basta descer mais perto do barranco que do precipício e não abusar da velocidade que dá pra ir numa boa. O visual é espetacular e muda absurdamente do início ao fim. O passeio dura umas 5h e lá embaixo o clima é quente, rolou um banho, piscina e almoço. O retorno é dentro da van e demora umas 3h pois a estrada que demorou 13 anos pra ficar "pronta" é cascalho puro e sobe maior neblina no fim da tarde, dobrando o tempo necessário pra voltar pra La Paz...

 

Foto 1 - Inicio da descida

upload/galeria/fotos/20100624021009.jpg

 

Foto 2 - A estrada da morte

upload/galeria/fotos/20100624021037.jpg

 

Video - Downhill

 

Dicas:

- novamente roupas que dê pra ir tirando - comecei de camisa, casaco corta vento e duas calças. Terminei de bermuda e camisa.

- suspensão dupla é o que há ! Na parte do asfalto vc se critica pq gastou mais do q precisava... Na parte de terra/cascalho vai achar q saiu barato ! hahaha

- levar as coisas pra tomar banho no fim

- não tem nenhum trecho amedrontador, basta ir descendo numa boa

 

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[t1]Dia 5 - La Paz > Copacabana[/t1]

 

Esse dia demos dois moles... Eu tinha pesquisado antes de viajar e achava que o onibus pra Copa era no fim do dia, mas era 14h, quebrava o dia no meio. O outro mole foi resolvermos não ir em Tiwanaku pois de acordo com algumas pessoas não era tão legal, ou era muito parecido com coisas que veríamos mais a frente, etc, etc... Parecido porque é uma cultura precursora dos Incas, ou seja, seria ótimo ir e ver onde as coisas supostamente começaram. ::putz::

 

Enfim, esse ônibus 14h é o turístico que foi amplamente recomendado, apesar de outras conduções públicas saírem até as 18h para Copa. Deixamos comprado na própria agência do Torino e fomos dar uma volta e fechar as compras que tínhamos pesquisado no primeiro dia mas não tínhamos levado.

 

Chegamos em cima da hora e zarpamos pra Copa. Uns 30min depois o motorista para e fica uns 15min gritando "Copacabana" até que uma chola, sua filhota e um rapaz completam os assentos vazios (supostamente o onibus era expresso). Mais uns 30min e a gente descobre que estávamos carregando um monte de botijão de gás junto com as mochilas e que o motorista tinha que fazer um delivery pra donzela que o aguardava na estrada. 3h depois, um visual espetacular durante o caminho e um mar de casca de amendoim largado no banco pela chola/filhota, chegamos em Copa, e logo no desembarque aquela multidão oferencendo hostal. Já tinha ouvido falar de um daqueles, o preço era bom e iam levar de táxi até lá de graça. Partimos então pro Olas del Titicaca, pertinho do porto e que custou b.40 pelo quarto, b.20 pra cada um. Recomendo, limpo e agradável.

 

Pôr-do-sol no Titicaca, vida mansa, banho quente, passeio pela cidade, a primeira de muitas trutas e deixamos pra pagar no dia seguinte o barco pra Isla numa agência próxima ao hostal, onde investigamos o esquema que eles oferecem de empacotar Bus pra Puno + Passeio das Ilhas Uros + Bus pra Cusco, tudo num dia só, por b.190 (preço mais barato que achamos, já com choro...). Esse pacote seria pro dia 7, ou seja, ainda dormiríamos na Isla no dia 6.

 

 

Foto 1 - Por do sol no Titicaca

upload/galeria/fotos/20100625000704.jpg

 

Transporte: Onibus turístico = b.30 + b.2 do "Direito de uso do terminal" . Uma taxa que tem em todo lugar, seja terminal de onibus ou aeroporto. O valor varia.

 

Alimentação: Café não estava incluso no hostal, mas era b.10 por pessoa. Almoço tem monte de opção por b.10, b.15, etc. Mais uma truta !

 

Compras:

> Bota timberland - Mesma loja da calça, próxima ao cruzamento da Sagarnaga com a Illampu - b.680 - a que eu queria não tinha meu tamanho na previamente mencionada ladeira dos calçados e TODAS lojas usam o mesmo fornecedor, pois todos saíam da loja e iam em algum lugar verificar se tinha o tamanho e voltavam dizendo que não. No caso da Timberland existem duas características básicas: Gore-tex e Waterproof. O primeiro é uma camada que bloqueia entrada de água porém permite que o suor saia. A segunda só não deixa entrar água.

> Bota Timberland 2 + travesseiro pra viagem + capa de chuva - Sampaia Outdoor na Illampu - b.780 (preço inicial era b.900, barganhe tudo em todos lugares ! é assim mesmo !)- tem muita coisa nessa loja, vale uma visita

> Um gorro de alpaca, luva, meia, lenços, presentinhos pros parentes, etc - Calle de Las Brujas - b.100

> Segunda Pele - galeria na Sagarnaga em frente ao hostal Maya - b.70

> Mochila de ataque North Face - loja da North Face na Illampu - b.280

> Casaco fleece North Face - loja no começo da Illampu - b.280

> Calça que vira bermuda - loja na subida da Calle Santa Cruz - b.280 - excelente esse tipo de calça. Leve porém corta o vento legal. Sai de manhã cedo como calça, tira do joelho pra baixo no calor do dia e anoiteceu vupt de volta. Versátil !

 

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[t1]Dia 6 - Isla del Sol[/t1]

 

Acorda pra pegar o barco 9h, mas antes passamos na agencia Olas del Titicaca (mesmo nome que o hotel) e compramos o ticket pra Isla (mesmo preço em todo lugar, b.20). Decidimos também comprar o pacote que eles ofereciam, com onibus pra Puno 14h no dia seguinte, passeio das Ilhas Uros com guia, todo translado e onibus pra Cusco, tudo por b.190. Na verdade montamos uma estratégia, dizendo que precisávamos sacar metade da grana em Puno e que pagaríamos pro guia. Aceitaram, então nós só acabamos pagando a outra metade com o ticket pra Cusco em mãos. Foi uma desconfiança exagerada pois o processo foi bem tranquilo, mas enfim...

 

O barco leva umas 2h, dá uma parada no Sul da Ilha e segue pro Norte. A caminhada a ser feita na ilha pode ser realizada em ambos sentidos, e os barcos de volta pra Copacabana retornam 15:30. Sendo assim, quem vai voltar no mesmo dia pra Copa tem de 11h até 15:30 pra atravessar a ilha e não ficar preso. Já tínhamos decidido dormir por lá e escolhemos fazer Norte > Sul. A caminhada é cheia de morros não muito agudos, porém sentimos a altitude e foi bem cansativo, levamos umas 4h mas com calma, afinal não tinha pressa por causa de barco... O visual é excelente, o lago é gigante e chega a parecer um mar em algumas direções.

 

Há de se pagar mais uns b.15 de pedágio na ilha e chegando no Sul tem várias casas de moradores com quartos pra alugar e hostals. É barato, com quartos matrimoniais com banheiro privado por uns b.80. Acabamos ficando em um com banheiro compartilhado por b.40, ou seja b.20 pra cada, sem café. (isso depois de um rolo com um quarto lá que não tinha água e a moça queria ir encher a caixa d'agua subindo uma escada e despejando uns galoes de agua, mó tenso de ela cair resolvemos ir pra outro lugar !)

 

Descendo a escadaria pro porto do Sul tem vários mercadinhos e restaurantes. Por-do-sol, noite estrelada, quarto com 3 janelas com vistão pro lago, e mais uma truta, haha ::cool:::'>

 

Foto 1 - Parte Norte

upload/galeria/fotos/20100625230757.jpg

 

Foto 2 - Parte Sul - Vista do Hostal

upload/galeria/fotos/20100625230846.jpg

 

Video - Início da trilha na Isla del Sol

 

Transporte: Só os b.20 do barco. Preço é igual em todo lugar, não adianta procurar...

 

Alimentação: Café por b.10 no proprio hotel e o almoço-janta na isla saiu por b.15

 

Dicas:

- água, chocolate, barra de cereal e protetor solar

- tênis confortáveis

- rolo de papel higiênico sempre na mochila pq nem o hostal tinha, aff...

 

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[t1]Dia 7 - Isla > Copa > Puno > Cusco[/t1]

 

Começa a clarear umas 6h, mas o sol só consegue ultrapassar as cordilheiras 7h. Lá pelas 5:30 já estávamos sentados aguardando o evento e vendo o pessoal da ilha passando com as ovelhas, llamas e burros pra lá e pra cá.

 

As agências em Copa disseram que o barco não pararia no Sul e parou. Também disseram que o primeiro barco pra voltar era 10h, mas na ilha disseram que tinha outro 8:30 e tinha mesmo, então pergunte tudo 2x... Lanchonete do porto tava fechada ainda, então pra não subir tudo de novo até a última lanchonete que vimos (uma escadaria danada) fui perguntar num hostal se davam café pra não-hóspede. Toparam e cobraram b.5 :lol:

 

2h até Copa, passeamos pela cidade, resgatamos as mochilas cargueiras no hostal (fomos pra Isla só com as de ataque) rangamos e 14h partimos pra Puno. Faz o procedimento de fronteira e toca o bonde. Lá pagamos a outra parte do pacote, pegamos as passagens, deixamos as cargueiras no estande da empresa de bus e entramos numa van que levou ao porto e partimos pras Ilhas Uros. Lugar bem estranho e um pouco moldado pro turismo, mas foi interessante mesmo assim. Mais ainda pois tinha uma menina francesa que falava espanhol perfeito, era antropóloga e estudava as culturas andinas, então soube retrucar toda baboseira dos guias 8)

 

Volta pra Puno umas 19h (cidade feia pacas...) e fomos comer e internetar um pouco até a hora do busão leito pra Cusco 22h. O ônibus era bom, da viação Power e o motorista também.

 

Foto - Islas Uros

upload/galeria/fotos/20100625233633.jpg

 

Dicas:

- quando se entra em Bolivia/Peru/Chile e acredito que em qualquer outro país vizinho, você recebe um papel a ser preenchido com seus dados e fica com um canhoto. Este deve ser entregue ao sair do país. Guarde-o em local seguro para não ter que pagar multa.

- Puno > Cusco na viação Power - saímos 22h e chegamos 6:30 - foi ótima a viagem

- Em Copa só tem um lugar pra sacar dinheiro e o câmbio não é muito bom, mas é melhor que na rodoviária de Puno, então trocamos o mínimo e deixamos pra fazer o resto em Cusco

 

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[t1]Dia 8 - Cusco[/t1]

 

Chegamos em Cusco umas 6:30 da matina e catamos um taxi por s.5 na rodoviária pra Plaza de Armas. Lá demos a sorte de visitar a catedral de graça, pois fica aberta sem cobrar entrada só de 6h até 8h, ou algo por aí... Como muita gente aqui do site ficou no tal Pirwa e elogiou nós fomos dar uma olhada no da Calle Carmen Alto (são 4 Pirwas com diferentes estilos em lugares distintos) e gostamos muito. Fomos dar uma volta pela cidade e comprar os tickets do trem pra Aguas Calientes. Preferi não comprar antes pois não tinha certeza que dia íamos chegar em Cusco e como eu tinha visto antes que era tranquilo comprar pra daqui a 2, 3 dias e eu tinha programado 5 dias por lá, não haveria problema.

 

Dito e feito, fomos na loja da Peru Rail e compramos ida e volta no trem BackPacker que é o mais barato ($30 pra ir e $30 pra voltar) pra sábado 18:40 de Ollantaytambo (era uma quinta-feira) e o retorno pra Cusco no Domingo 21:30.

 

Com isso garantido, fomos ver os preços e horários dos ônibus pra Arequipa, no intuito de viajar durante a noite por ser uma viagem um pouco longa. Pegamos pela Cial, pro dia seguinte ao retorno de Machu Picchu, 'as 22h com previsão de chegada 'as 6h. Foi s.45 pra cada um.

 

A cidade é muito bacana, andamos por todo canto, vimos várias igrejas, lojas, etc e pesquisamos preços pros passeios do City Tour e Valle Sagrado. Fiquei com muita vontade de fazer também um de bike que passava por Moray, mas aí podia faltar dias mais pra adiante na viagem e achei melhor não. Fechamos com a Puma's Trek que foi indicada aqui no site. Pra visitar os sitios desses dois passeios tem que comprar um Boleto Turístico que custa s.70 pra estudante e s.130 normal (o site sobre ele é http://www.boletoturisticocusco.com/). Tem o endereço no site, fica na Av. El Sol, pertin da Plaza, numa galeria. Nessa avenida tem muitos restaurantes mais pro final, lojas de fotografia pra gravar dvd e tals, e um milhão de lojas de câmbio que oferecem taxas melhores que na Plaza.

 

Aproveitamos e fomos comprar o ingresso pra Machu Picchu que é num casarão perto da Plaza, não lembro o endereço mas só perguntar que te informam em qq lugar lá, todos sabem... Foi s.60.

 

Foto 1 - Plaza de Armas de Cusco

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Acomodação: Pirwa na Carmen Alto. O preço era s.60 pelo quarto matrimonial com banheiro privado, internet, wi-fi, café da manhã, sala com tv, cozinha liberada, um jardim interno e um quarto com clarabóia muito agradável. Pechinchamos, saiu por s.50. Excelente, recomendo.

 

Rango: Café tava incluso, mas custa uns s.8 a s.10 por aí. Os almoços gastamos entre s.10 e s.15 no típico menu executivo com entrada+sopa+prato principa+sobremesa. A Calle de Peatones perto da Plaza tem muita opção.

 

Passeios:

- City Tour na Puma's Trek que fica no Portal Comercio, 129 - s.10

- Valle Sagrado na mesma empresa - s.23

- Passagens da Peru Rail - $62 ida e volta

- Entrada Machu Picchu pra estudante - s.60

 

Dicas:

- A carteira de estudante vai economizar bastante, mas é vital que tenha data de validade

- O Boleto vale a pena, dá acesso a muitos lugares, mas não a todos. Alguns cobram separado mas são poucos. E os que cobram separado é baratin...

- Dedique uns 4 ou 5 dias pra Cusco, é um lugar muito agradável e com bastante coisa pra fazer :-)

 

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[t1]Dia 9 - Cusco[/t1]

 

Agendamos o City Tour pra esse dia apesar de já saber pelo pessoal aqui que era meio corrido, mas como custava apenas s.10, o preço de condução para ir a cada um dos lugares por conta própria não valeria a pena. O tour começa com dois lugares que é possível ir a pé: a Catedral na Plaza e o sítio de Qoricancha. Estes dois são extremamente corridos e não há tempo para ver tudo, além da quantidade de gente absurda em espaço pequeno. Os sítios seguintes (Sacsayhuamán, Qenqo e Tambomachay) são mais longe e apesar de não ter muito tempo foram melhor aproveitados...

 

O tour começa 13:30~14h e termina 18:30~19h. Achei que valeu...

 

Foto - Qoricancha

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Dicas:

- Visite a Catedral de graça no período entre 6h e 8h da manhã e vá em Qoricancha por conta própria e fique de ouvido alerta pra aproveitar as explicações dos guias que estiverem por lá. O resto do tour vale a pena pelo City Tour oficial.

 

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[t1]Dia 10 - Cusco - Vale Sagrado - Rumo a Macchu Picchu[/t1]

 

Hoje era o dia de iniciar a jornada pra MP. Descobrimos que havia um Pirwa em Aguas Calientes também, pedimos pro pessoal do hostal reservar uma noite pra gente lá de hoje para amanhã, e deixamos reservado mais uma noite no de Cusco mesmo, para o dia seguinte quando voltássemos de MP. Deixamos nossas mochilas grandes num guarda-trecos do hostal e carregamos só as de ataque.

 

O passeio do Vale Sagrado sai da Plaza lá pelas 8:30 da manhã, passa por Pisac, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero. O passeio é excelente, e diferente do City Tour temos tempo de aproveitar direito cada lugar. A parada para almoço depende do que foi combinado na compra do pacote, nem todos almoçam no mesmo lugar. Nós fomos em um buffet por s.20 muito ruim e com uma das cozinhas mais sujas da história, apesar de ficar numa casa bacana com um jardim e tal...

 

Foto - Ollantaytambo

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Terminamos o passeio em Ollantaytambo umas 16:30, nos despedimos do onibus e ficamos passeando até a hora do trem. A estação é bem perto do sítio de Ollanta...

 

O trem da Peru Rail (http://www.perurail.com)tem as opções de saída de Cusco (Poroy) ou Ollantaytambo (mais barato pois é um trecho menor), sendo que devido 'as chuvas o trecho até Piscacucho não está sendo feito de trem, mas de van. A pessoa se dirige até a estação de origem para qual comprou e de lá pega uma van oficial da Peru Rail até a estação de Piscacucho.

 

Compramos o trem das 18:40, e umas 18:20 comecaram a embarcar as pessoas nas vans pra levar até Piscacucho. Abaixo tem o mapa pra poder entender um pouco melhor. O trem a partir de Piscacucho sairia apenas 19:40 e não é mto longe, então estava tranquilo... Chegamos lá umas 18:40 e ficamos aguardando na área de embarque, onde ofereciam um chá de coca cortesia.

 

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1h e pouco depois chegamos em Aguas Calientes, onde o pessoal do Pirwa nos aguardava com uma plaquinha com os nomes. Tudo é pertinho, então fomos a pé mesmo. O hostal é arrumado, pegamos um quarto compartilhado com duas francesas e banheiro compartilhado e foi tranquilo... Trocamos uma idéia com as simpáticas meninas da recepção sobre como chegar a MP no dia seguinte, e fomos dormir pois teríamos que acordar 3:30 da matina.

 

Dicas:

- Verificar as opções de almoço no passeio do Vale Sagrado

- Se for passar 1 dia só em Aguas Calientes carregue só a mochila de ataque, é suficiente

- AC se resume a um rio, e lojas/restaurantes/hostals ao longo basicamente de uma margem. Mesmo que vá chegar tarde não é difícil percorrer os lugares em busca de acomodação. Mas por ser bastante visitado talvez seja uma boa idéia reservar algum lugar pra não perder tempo...

 

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[t1]Dia 11 - Machu Picchu[/t1]

 

Tomamos café umas 3:45 e partimos 4h pra Machu Picchu. Os portões abrem 6h, mas na fila de entrada já começam a distribuir as senhas para subir o morro que pode ser visto ao fundo da foto tradicional de MP, chamado Huayna Picchu. Por motivo de preservação apenas 400 pessoas podem subir por dia, então há de se chegar bem cedo pra conseguir o bilhete.

 

Ao sair do hostal basta ir seguindo o rio até chegar a uma ponte onde verificam o seu ticket de entrada em Machu Picchu e onde começa a estradinha dos carros e escadaria dos pedestres. Ainda lá no começo, perto do hostal, ficava a fila dos ônibus. O primeiro sai 5:30 e já havia uma fila suficiente para enche-lo e para encher o segundo ônibus também (isso era 4h da manhã). As francesas sairam do hostal quando estávamos tomando café, umas 3:40, e estavam no meio da fila do primeiro onibus, então acredito que chegar 3:45 ali é suficiente pra conseguir estar no primeiro. Por curiosidade perguntamos quanto custava pro guarda, que informou que era quanto achássemos justo pagar, que ele colocava a gente no comecin da fila... ::grr:: Informei ao cretino que preferia ir andando e fomos embora.

 

Este horário está incrivelmente escuro e mesmo com uma lua cheia que parecia um farol não era suficiente pra facilitar nosso trabalho. Tivemos que ir na aba de outras pessoas que estavam com lanterna. A subida é muito cansativa, com degraus bem altos. Chegamos lá umas 5:45 e entrei na fila do portão principal. Um rapaz passou dando o ticket pro Huayna Picchu e perguntando se queríamos subir 'as 7h ou 'as 10h. Em cada horário 200 pessoas podem subir. Escolhemos o das 10h pra poder descansar e curtir o nascer do sol em MP numa boa.

 

'As 6h o portão abre. Aproveite as poucas pessoas pois quando começam a chegar os ônibus vira um formigueiro... O lugar é espetacular e qualquer foto que se tenha visto antes não dá 1% da sensação de estar lá pessoalmente vendo aquelas montanhas gigantes em volta que escondem o lugar e aos poucos ver o sol subindo e iluminando as ruínas.

 

Pode-se caminhar livremente e eu achei que não é necessário contratar um guia, pois basta sentar em qualquer lugar pra vir um grupin com algum guia explicando tudo 8) 10h fomos pro portão do Huayna e mais 1h de escadaria pra cima chegamos ao topo. O caminho quase todo tem cabos de aço que servem como corrimão pra ajudar na empreitada. Pra descer tem uma parte da escadaria que é bem íngrime e não tem a corda, mas é só ter mínimo de cuidado que vai numa boa.

 

Não se pode comer lá dentro de MP, mas antes da roleta na entrada tem um restaurante com mesas e banheiro. É permitido sair e regressar ao parque a qualquer momento, bastando apresentar o ticket.

 

Na volta resolvemos pagar os $7 (esse era o preço então...) do onibus pra retornar a Aguas Calientes. Almoçamos num dos restaurantes que ficam colados ao trilho do trem, com vista pro rio e fomos relaxar nas águas termais (s.10 por pessoa, sem toalha inclusa, mas dá pra alugar por s.2 nas barraquinhas próximas). Achei a água muito quente (mais de 40 graus fácil...) e o vento do lado de fora muito frio, então nem ficamos muito tempo. Mas foi agradável depois de tanta andança...

 

Tomamos umas Cusqueñas com pizza de noite e partimos pra pegar o trem de volta 21:40. O trem vai até Piscacucho, a van leva até Ollantaytambo e na porta da estação já tem várias vans e táxis esperando pra levar pra Cusco. O melhor preço que conseguimos foi s.15 por pessoa numa van. Umas 2h depois chegamos em Cusco na Plaza, e pra não dar sopa (já era 1:30 da matina) pegamos um taxi por s.3 até o hostal.

 

Foto 1 - Machu Picchu e o caminho desde o rio até sua entrada - o ziguezague é o caminho dos carros, a escadaria corta este caminho pelo meio

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Foto 2 - Machu Picchu

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Video - Chegada em MP

 

Dicas:

- Confirme no hostal se rola o café no meio da madrugada

- Apesar de ser uma noite só, é um lugar bem concorrido. Acho que vale reservar hostal.

- Se tiver lanterna leve !

- Tênis confortável e mochila leve mas com água e comida, porque em MP é um roubo os preços (água de 500ml por s.8, ou sejaa explorar o lugar que é bem grande.

 

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[t1]Dia 12 - Cusco > Arequipa[/t1]

 

Dia de relaxar das andanças do dia anterior. Andamos pela cidade entrando onde parecia poder entrar, feirinhas de livro, artesanato, deitamos no banco da Plaza pra curtir um sol, backup de fotos, etc... De noite achamos um bar na Santa Catalina Ancha que tinha sinuca, totó, etc e ficamos lá até hora de ir no hostal buscar as mochilas que tínhamos deixado de novo no quartin dos bagulhos (fizemos o checkout 12h) e partimos pra rodoviária.

 

Lá não tinha ninguém no estande onde compramos, mas a moça do estande ao lado falou pra irmos na empresa Cial que o irmão da moça do nosso estava lá. Chegando lá, nossos nomes estavam inclusos e ficamos encucados de estar sendo jogados pra outra empresa mas era tudo a mesma e acaba que o ônibus era melhor do que esperávamos: tinha jantar, poltrona muito larga e confortável, comissário de bordo, banheiro, cobertor, etc...

 

Foto - Plaza de Armas

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Video - Plaza de Armas

 

Dicas:

- Cial, ônibus semi-leito por s.45, mas era praticamente leito, muito confortável, recomendo. São 8h~9h até Arequipa, vale o investimento.

- Tomar um café em alguma das lanchonetes que ficam no segundo andar dos prédios da Plaza pra ver o por do sol, muito agradável.

 

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[t1]Dia 13 - Arequipa[/t1]

 

Arequipa é um lugar bem agradável. No terminal de ônibus pegamos um panfletos de hostal e a própria moça das informações ligou pra uns dois pra perguntar o preço. O Hostal Santa Catalina iria cobrar s.40 pelo quarto matrimonial com baño privado então fomos lá dar uma checada (taxi por s.10). Próximo da Plaza e arrumadin e com internet incluída, tava bom pra uma noite só, afinal o plano era fazer o passeio do Colca nos dois dias seguintes e partir pra Tacna. Demos uma volta pela cidade, compramos um monte de frutas pra experimentar em um armazém, almoçamos num restaurante com terraço numa travessa perto da Plaza (típico menu por s.15) e depois de perguntar em umas 10 lojas pelo tour do Colca, fomos com a ... (vou procurar aqui a nota fiscal, não consigo lembrar o nome) que cobrou s.60.

 

De tarde fomos visitar o museu da múmia Juanita e achei irado ! Começa com um vídeo de 20min sobre a descoberta da múmia e como ela foi parar lá. O tour guiado (custa s.10 a entrada e não inclui a gorjeta pro guia, demos mais s.10 pq ela foi excelente !) passa por várias salas com objetos da época dos Incas e dos sacrifícios feitos pra apaziguar a ira dos deuses. Roupas, oferendas, comida, etc, até chegar ao templo da Juanita que é impressionante ! Um cubículo mantido em baixíssima temperatura com a múmia perfeitamente conservada, o rosto, as mãos, incrível !

 

Tem um mirante bacana perto da cidade, dá pra ir de táxi por s.5 e tem bastante restaurante de noite. Como o hostal não tinha café incluso compramos várias coisas no mercado que fica na Plaza (pão, manteiga, biscoito) e deu tudo s.4 !

 

Foto - Plaza de Armas

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Foto - Mapa do Centro de Arequipa com as principais atrações

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Dicas:

- A Plaza de Armas de noite é espetacular

- Museu da Juanita é imperdível

- Alpaca é muito saboroso

 

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[t1]Dia 14 - Arequipa - Colca[/t1]

 

A van busca 8h no hostal e parte de Arequipa em direção a Chivay, o abrigo da primeira noite. No mapa abaixo é possível ter idéia do trajeto. Nesse caminho paramos pra ver vicuñas, alpacas, llamas, viscachas, etc. e vamos tendo uma aula sobre o lugar, seus vulcões, etc.

 

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O rango já em Chivay foi s.20 por um bom buffet com comidas típicas. Muito bom o rocoto relleno (pimentão recheado) mas o ceviche decepcionou (fruto do mar preparado no ácido do limão).

 

Saímos pra dar uma volta pela beirada do Canyon, por umas pontes absurdamente altas, um visual muito bacana e depois fomos 'as águas termais (s.10 sem toalha, cujo aluguel custa mais s.3). São várias piscinas, incluso uma em ambiente fechado, com temperaturas muito agradáveis. De noite fomos a um restaurante onde uma divertida apresentação de música e dança é feita.

 

Dicas:

- Faz frio e venta muito - vá preparado !

- Deixamos as mochilas cargueiras no hostal Santa Catalina e novamente saímos só com as de ataque, foi tranquilo

- Água !

 

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[t1]Dia 15 - Arequipa - Colca II[/t1]

 

Dia de ver os condores ! Acordamos 5h, tomamos café e partimos. Paramos em alguns lugares pra observar alguns lances da agricultura praticada pelos Incas cujos modelos são seguidos até hoje e para ver um cemitério na parede de pedra. A chamada Cruz del Condor fica na beira do Canyon e há vários ninhos de condores nas encostas. Estes aproveitam as correntes quentes e ficam planando... Uns 30min de absolutamente nada, até que os bichos resolveram perder a vergonha, e voar em bando sobre nós ! 5 se desprenderam, abriram suas asas e começaram a dar voltas ! Incrível a envergadura e a total ausência de necessidade de bater as asas para subir ou descer, ficam simplesmente surfando !

 

Todos no local nos disseram que é muito raro ver 5 juntos, que em dias de sorte se vê 2 ou 3. Nesse momento pra alvoroço geral, 2 condores pousaram em uma pedra a 10m da Cruz del Condor e ali ficaram por mais de hora, olhando curiosos.

 

Saímos pra uma caminhada pela beira do Canyon admirados com a profundidade (além de 3800m, mais que o dobro do Grand Canyon nos EUA). Fechamos o passeio, paramos em um restaurante pra almoçar (s.20 e não tinha outra opção) e voltamos pra Arequipa. Catamos as mochilas no Hostal e rumo ao terminal de bus. Já tínhamos pesquisado os preços e fomos de Civa para Tacna. O ônibus saía 21:30 então tivemos algum tempin ainda pra enrolar por lá...

 

Foto - Canyon Colca

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Video - Voo dos Condores

 

Dicas:

- Paciência, não é todo dia que os condores estão animados

 

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[t1]Dia 16 - Entrada no Chile - Arica[/t1]

 

Chegamos em Tacna 4h da manhã. São dois terminais, a chegada de Arequipa é em um e as saídas pra Arica no outro. Tomamos um chocolate vagarosamente achando que só havia condução a partir das 5h como todos tinham nos informado em Arequipa e fomos ao terminal do lado 5h. O primeiro ônibus saía 5:30 realmente, mas os táxis estavam lá a noite toda. E pra atravessar fronteira, quanto menos pessoa junto melhor, afinal há de se esperar que todos completem os processos necessários. Fui abordado por um taxista falando que era s.20 a passagem. Fui perguntar nos guichês. Um ofereceu por s.20 e outro por s.18. Voltei a falar com um taxista, ele resolveu que fazia por s.15 e isso já era o absurdo do barato. Dei uma olhada lá fora e tinha um quadro de giz escrito que a passagem era s.13. De posse dessa informação ainda dei mais uma espremida mas de 13 não melhorou, hahaha O ônibus é s.10.

 

Partimos umas 5:30 com um casal de americanos e uma peruana. Chegamos na aduana do lado do Peru umas 6:30, então ainda teríamos de esperar 30min pra que abrisse (não funciona direto, abre apenas 'as 7h). Bom, então não faria diferença sair mais cedo do terminal... O que eu não contava é que as aberturas não são sincronizadas entre Peru e Chile, a do Chile também abre 7h, mas o fuso lá tem 1h a menos ! Ou seja: 30min pra do Peru abrir e mais 1h pra do Chile abrir... Passado isso, chegamos rapidin em Arica e nos deixam no terminal de bus. Compramos a passagem pra San Pedro pela Tur Bus (12.800 pesos) pro dia seguinte 22h (todas só tem esse horário) e fomos pro centro de táxi coletivo (450 pesos cada um). Duas ruas concentram boa parte dos Hostals: Av. General Velasquez e Av. Rafael Sotomayor. Ficamos na segunda e demos uma vasculhada nos hostals. Tudo caro (acima de 30.000), até que achamos um por 10.000 pesos. Como eu só tinha trocado um pouco de dinheiro no terminal pra pagar as passagens (casa de cambio de rodoviária nunca é o top) deixei a Livia no hostal e fui procurar algum lugar, pois estavam exigindo que pagássemos adiantado.

 

Roda, roda, tentei sacar uns dólares, não achava caixa que tivesse e muito menos que não me desse a fabulosa mensagem: Saldo Insuficiente. Acabei exterminando todos Soles que tinham sobrado ali e alguns Reais. O suficiente pra pagar e depois procurar com calma. Chegando no hostal, minha namorada com a mesma percepção que eu: cidade muito esquisita, hostal com ambiente ruim...bah ! Resolvemos desistir e trocar a passagem praquele dia mesmo. Fomos conversar com a dona do hostal, afinal enquanto eu fui trocar o dindin minha namorada ficou 30min no quarto. Praticamente xingando a gente, a dona exigiu que pagássemos o total da diária e não queria nem saber. Ofereci de pagar metade e nem assim...Bate-boca danado resolvemos ficar, dormir um pouco, tomar um banho, mas ir embora naquele dia mesmo... Trocamos a passagem sem custo no terminal e fomos dar uma volta pela cidade.

 

De fato, nem meu cartão nem o dela funcionavam ! Ambos acusando Saldo Insuficiente ! Todos os caixas faziam parte de uma rede chamada RedBanc. Até que encontramos um Santander e lá consegui sacar o limite diário. Receoso de que em San Pedro não conseguiríamos sacar fomos atendidos por um gerente do Santander depois do horário do banco, que veio abrir a porta pra tentar nos ajudar, nota 10 ! Não conseguiu muito, pois nem a Visa, nem a RedBanc, nem ninguém sabia dizer qual era o problema... Resolvemos encarar e partir pra San Pedro assim mesmo ! Partiu !

 

Dicas:

- Tacna > Arica = taxi, mais rápido e apenas s.3 mais caro (s.10 x s.13) em relação ao busun

- Já li algumas pessoas dizendo que gostaram de Arica...eu achei que não vale nem um pouco a pena...

- Hostal Sul America na Sotomayor jamais ! Por mais que não fosse possível pagarmos apenas uma parte da diária o tratamento foi absurdamente grosseiro. Não tem café, a cozinha disseram que podia usar e depois que era só pra fazer um café e a "internet inclusa" são 15min por dia !!! Absurdo...

- Na Paseo 21 de Mayo ficam muitas lojas, inclusive uma galeria com muitas casas de câmbio

- Tur Bus foi indicada aqui e eu indico também, muito bom o ônibus semi-leito, com travesseiro e cobertor

 

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[t1]Dia 17 - San Pedro de Atacama[/t1]

 

As paradas pra atender 'a aduana do Chile são um saco (sim há duas paradas na madruga, mesmo já tendo passado pela fronteira entre Tacna e Arica) e por incrível que pareça o ônibus quebrou... Em menos de 10min passou outro da Tur Bus que estava indo pra Calama e fomos todos transferidos. Não era tão confortável mas tranquilo também... Chegamos lá por volta de 7:30 e iam nos colocar em outro busun pra San Pedro 'as 9:30. Enquanto isso fui no centro tentar sacar uma grana e nada, continuava sem funcionar... Nisso o drama acabou sendo compartilhado com os outros passageiros e pra nossa sorte 2 eram funcionários da pousada Incahuasi, que pegou a gente de van na rodovíaria de San Pedro e nos deixou abusar do telefone pra eu poder perturbar o pessoal do Real, da Visa, etc. Minha sorte foi que levei um cartão Master de reserva, mas que não tinha conseguido habilitar pra internacional antes de viajar. Consegui habilitar, fomos ao centro (tem só uns 2 caixas automáticos em San Pedro, de bancos chilenos) e consegui sacar ! Festa na rua, pulamos, teremos dinheiro tranquilo agora pros passeios em SP e pro Salar de Uyuni !!! Uma pena que nessa eu me distraí, demorei a puxar meu cartão de volta e este foi solenemente devorado pela máquina que nunca mais o devolveu... ::putz:: Bom, agora não tem chance pra erro, pq é o dinheiro em mãos e mais só quando chegar na Bolívia, quer dizer, espero...

 

San Pedro é uma cidade pequenina, com ruas de terra, e tudo meio careiro pra quem ainda está com os preços bolivianos e peruanos em mente. No entanto, não difere tanto dos preços encontrados pelo Brasil. Um almoço por lá era uns 4000 pesos, ou seja, uns R$ 15. Preço normal pra quem mora no Rio...

 

Acabamos ficando na Incahuasi mesmo, pois além do pessoal ser super atencioso e prestativo, a pousada era bem limpa, quarto bom, café incluido e bicicletas incluídas também. De tarde chamaram a gente pra ir no passeio do Valle de la Luna, de Marte, ver por-do-sol e ir numas cavernas de sal. Um pouco mais caro que no centro (8000 pesos vs 5000 no centro) mas era um grupo de 6 pessoas só, achamos que valeria a pena e assim foi. Lugares espetaculares e as cavernas de sal de noite, com lanternas, nenhuma empresa em SP faz, foi excelente.

 

Foto - San Pedro de Atacama

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Foto - Lista de Hoteis/Hostais, preços e facilidades

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Video - Por do Sol no Atacama

 

Dicas:

- Pousada Incahuasi - 20000 pesos pelo quarto matrimonial ou duplo, café, bikes, cozinha liberada, banheiro compartilhado - Calle El Carmen, 132. Desvantagem que não fica no centro de SP, mas são 10min andando ou 2min de bike.

- Nos Valles tem dunas de areia. Há locais no centro que alugam sandboard.

- Muito quente de dia e bem frio de noite.

- Os caixas em Bolivia, Peru ou Chile comem seu cartão e te devolvem só no fim da transação, depois de te dar o dinheiro, o recibo e de vc informar que não quer fazer outra transação. Seja atento, não esqueça ele lá muito tempo senão vupt...

 

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[t1]Dia 18 - San Pedro II[/t1]

 

Domingão pra relaxar e dar umas voltas sem compromisso... Café com calma, pegamos as bikes e fomos dar uma volta. Andamos pela cidade e fomos em direção 'a Pukara de Quitor, uma fortaleza na encosta de um morro. O caminho a partir da parte da cidade onde fica o hostal é um pouco ondulado demais, cansativo. Mas para regressar usamos o caminho que vai dar no centro de San Pedro e esse é bem mais nivelado e tranquilo. Caso queira subir na Pukara e curtir a vista há de pagar acho que 3000 pesos. Não subimos, preferimos continuar pedalando. Há outros lugares possíveis de ir de bike, que é o transporte mais comum por lá. Caso seu hostal não tenha dá pra alugar em algumas lojas no centro, por meio-dia, ou dia inteiro.

 

De tarde contratamos o tour astronômico que começa 19h e é sensacional ! Um francês muito gente boa foi morar no Chile e montou um observatório com diversos telescópios, que são usados sendo controlados remotamente, por pesquisadores do mundo inteiro. O céu no Atacama é incrivelmente limpo, visto que as luzes são distantes e raramente há alguma nuvem no céu, portanto extremamente propício pra essas práticas. Há explicações sobre as constelações, planetas, estrelas, etc, tudo com muito bom humor. 15000 pesos muito bem gastos !

 

Contratamos também pela Atacama Connection o tour dos Geysers do El Tatio pro dia seguinte, por 15000 pesos. Pesquisamos o tour pro Salar, mas não fechamos com ninguém nesse dia.

 

Foto da lua tirada com minha câmera encostada no visor do telescópio

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Dicas:

- Procure hostal com bike inclusa ou pesquise logo preço de aluguel, muito prático pedalar por lá.

- Tour astronômico = vital ! Acho que foi o passeio mais legal em San Pedro

- Geysers pela Atacama Connection = 15000, foi o mais barato. Além deste preço, há de pagar mais 2000 na entrada do parque.

- Comida em geral é barato, fizemos rango todos dias com 1/3 da grana se coméssemos fora.

 

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[t1]Dia 19 - San Pedro III[/t1]

 

Acorda 4h da manhã que a van da Atacama busca 4:30 no hostal. Frio danado e lá onde ficam os Geysers mais frio ainda ! Chegamos umas 5:30 e fazia -12... Duas meias, duas calças, segunda-pele, camisa, casaco fleece, casaco corta vento, gorro, cachecol e luvas. Tava tranquilo, menos nos pés e mãos, mas enfim... O lugar é bem bacana, e os geysers esta hora estão a todo vapor (trocadilho infame...) !

 

O guia 220V alternando entre inglês e espanhol sabia tudo sobre as formações geológicas das montanhas, dos geysers, de tudo, ou pelo menos enganou muito bem falando com convicção ! Café da manhã incluso e de lá vamos passando em algumas lagoas e em um povoado ali perto. Volta pra San Pedro umas 14h, de bermuda, camisa e com calor...

 

Tiramos o resto do dia pra passear pelo centro e fechamos o tour de Uyuni com a Estrella del Sur. No dia anterior os preços oferecidos foram:

 

Tierra Mistica - 60.000

Estrella del Sur - 65.000

Colque - 50.000

Cordillera Tour - 65.000

 

Um casal brasileiro que encontramos, tinha dito que pagou 55.000 na Estrella e que foi tudo bem. Não conseguimos pechinchar pra esse valor no dia anterior, mas nesse dia o dono tava lá, e como faltavam 2 pra completar o jeep do dia seguinte ele fez por 55. A Colque várias pessoas falaram que tiveram problemas e na rua, saindo da Estrella, encontramos um carioca que tinha acabado de chegar e reclamou pacas da comida e carro da Colque...

 

Foto - Geysers El Tatio

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Foto - Flyer da Atacama Connection com todos passeios e preços

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Video - Geysers

 

Dicas:

- Muito frio nos Geysers - capriche nas roupas, mas depois esquenta muito !

- Tem um museu na Calle Le Paige em San Pedro, e muitas lojinhas com tudo que tem direito na Caracoles. O centro de informação turística fica na pracinha por ali.

- Há também o tour das Lagunas Altiplanicas, Laguna Ceja, Salar de Atacama, entre outros. No entanto muitos desses são parecidos com o que se vê no começo do passeio do Salar de Uyuni, que no primeiro dia é puro Parque Nacional da Bolivia. Juntando isso ao problema da grana resolvemos ir logo pro passeio do Salar, mas com tempo e grana é bacana fazer todos passeios possíveis !

 

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[t1]Dia 20 - Parque Nacional Bolivia - Rumo ao Salar ![/t1]

 

Enfim o tão aguardado início do tour pro Salar. 7:30 a van nos coleta pra levar até a fronteira com a Bolívia onde iremos troca-la pelo jeep 4x4 que faz o serviço sujo por todo Parque Nacional e pelo Salar. De cara percebemos algo estranho: no dia anterior vi na lista q seriam 2 ingleses e 2 irlandeses. Na van tinha um eslovaco e uma holandesa...Ah tudo bem, vai saber né... 5min depois, peraí... Tem uma placa escrito Cordillera na frente ! Sim, fomos coletados pela van errada... Toca lá pro centro de SP, encontra a van da Estrella, trocamos e agora sim !

 

Enquanto a aduana do Chile é opressora, na da Bolivia o guarda quase esquece de carimbar o passaporte enquanto fala do Ronaldo e da Copa do Mundo, hahahaha Café da manhã alto nível, com iogurte, cereal, pão, suco, leite, chocolate, etc...

 

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Conforme o roteiro, passamos pelas Lagunas Verde e Blanca, cenários espetaculares contrastando com o marrom do restante do cenário. Depois demos uma parada na piscina termal pros corajosos que resolverem encarar o vento antes/depois de curtir a água quente. Passamos pelos Geysers que dessa vez pareciam calda fervente (mais tarde em Potosi encontraríamos um cara de Malta que caiu ali dentro e queimou os dois pés feio...). Deserto de Dali com umas pedras muito estranhas devido 'a erosão causada pelo vento foi muito interessante também.

 

Umas 14h chegamos no abrigo pra almoçar e lá pelas 16h partiríamos pra Laguna Colorada que é bem próximo. Achamos uma meia dúzia de flamingos perdidos, mais um visual bacana e voltamos lá pro abrigo pra não precisar encarar a friaca noturna no vento. Lanchinho teve rosquinha e bebidas quentes e umas 19:30 a janta com sopa e prato principal.

 

O abrigo é simples, um corredor comprido com cozinha, uns quartos e banheiro (sem ducha). Todos ficamos em um quarto com 7 camas. Tem cobertor que não acaba mais, no entanto colocar muitos sufoca devido ao peso, então resolvemos alugar um saco de dormir conforme o cara da Estrella falou que poderíamos. Nessa hora nosso guia Alberto diz que o cara se confundiu e que ali não tem não... Um tempo depois ele foi em algum lugar tentar descolar e trouxe falando um preço mais alto do que tinha sido combinado com o dono da Estrella. Convencemos de pagar o combinado.

 

19h ligaram o gerador pra poder acender as luzes e fomos informados que esse tinha umas 2, 3h de vida só... Assim foi, lá pelas 21:30 puft, breu total ! Acendemos uma vela e ficamos de prosa até cansar e ir pra cama. Dormi com meia, calça, camisa, casaco, gorro, saco de dormir e cobertor em cima e fiquei muito tranquilo. Tava frio lá dentro mas nem sombra do que fazia do lado de fora...

 

 

Dicas:

- eu tinha lido relatos de empresas que pecavam na economia na comida, mas não foi o caso da Estrella. Comemos bem todos os dias. De qualquer modo leve uns biscoitos, barra de cereal, chocolate, frutas e muita água (levamos um galão de 5l)

- Confirme o lance dos sacos de dormir. Além da gente, as inglesas tinham combinado que o saco estaria incluso no preço e o guia tentou cobrar novamente.

- Levar vela ou lanterna, hahaha

- Economizar bem na bateria da câmera pois não tem como carregar nesse primeiro dia

- Pelo motivo de reduzir o peso das cobertas na hora de dormir, achei muito boa idéia o saco de dormir. Custou b.30 o aluguel.

 

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[t1]Dia 21 - Parque Nacional da Bolivia - Parte II[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100709011058.jpg 336 244 Legenda da Foto]Os sobreviventes da gélida noite no abrigo desfrutam de um belo nascer do sol na Laguna Colorada, tomam café e partem em direção ao Salar uma vez mais. Nesse dias conhecemos a famosa Árvore de Pedra (como raios aquilo ainda fica de pé ?!), várias lagoas espetaculares (que nessa época estavam completamente congeladas, e nós que nunca tínhamos visto ficamos fascinados, enquanto os irlandeses/ingleses estavam cansados de ver, hahaha) e chegamos a um mirante para o Vulcão Ollague.

 

Pequena pausa para o rango, meditações sobre as pedras, e nos vamos para o Salar de Chiguana, cruzado por uma linha férrea que não transporta mais passageiros, mas que usam pra carga de minerais/sal.

 

Chegamos em Villa Martin, na beirada do Salar, pra pernoitar. Hostal simples, mas dessa vez podemos escolher o tipo de quarto e tem banho por b.5. A plaquinha dizia que a ducha era caliente, mas deu mto certo não...

 

Cidade pequenina, gurizada jogando bola na pracinha, dois pequenos mercadinhos e baixou o sol, começou a fazer um friozin, mas nem comparação com o dia anterior. Lanche/janta foram agradáveis e o papo rendeu até o momento em que uma vez mais as luzes foram apagadas (a vela foi perdida em alguma Laguna...) e todos partiram mais cedo pra cama, afinal no dia seguinte íamos levantar 4:30 pra estar no Salar ao amanhecer.[/picturethis]

 

Dicas:

- Investigue o esquema do banho com sua empresa escolhida, hehehe

- Casaco corta vento é bastante importante...Venta muito !

 

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[t1]Dia 22 - Salar de Uyuni !!![/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100709013430.jpg 362 242 Legenda da Foto]Um dos medos de algo que se espera muito é que não seja tudo que achava... OK, não é o caso ::otemo:: O Salar (mesmo sem água fazendo efeito espelho) é alucinante !Tudo começa a ficar meio distante e alucinógeno: os hexágonos de sal em diferentes distâncias do carro passam voando em velocidades diferentes por causa do referencial, parecem vários redemoinhos, e as montanhas ao fundo ficam espelhadas no céu, então se vê quase tudo dobrado, muito louco !

A saída do hostal foi umas 5h, e vai 1h até a Isla Incahuasi na meiuca do Salar pra vermos o sol subir... Espetáculo ! Descemos rodeando as caverninhas e os cactus milenares, tomamos um café da manhã bombado com panquecas, geléia, chá, iogurte, cereal, etc. e partimos pro Hotel de Sal.

A construção é bem interessante e em volta a imensidão branca era impressionante. Muitas fotos depois partimos pra conhecer o lugar de onde extraem o sal, milhares de montinhos secando ao sol. Logo ali pertin tem um povoado com um campin de futebol, escola, umas lojinhas, e um restaurante onde supostamente íamos almoçar. No entanto era 11:15 ainda e seguimos em frente. O guia não podia parar em outro lugar pra comermos depois (o rango tava incluso no pacote e tinha que ser ali), aí ficamos de ver o q fazer lá na loja da Estrella em Uyuni (que estava fechada, era feriado...pfff, ficou por isso msm).

 

Partimos para o cemitério de trens em Uyuni. Triste a saída do salar, não somente pela beleza anterior, mas por causa do contraste causado com o lixão a céu aberto que é o entorno de Uyuni. 100% dos arbustos cheios de sacolas penduradas, levadas pelo vento, embalagens, etc. O cemitério também não me agradou muito, mas é interessante.

 

Nosso cozinheiro/guia/motorista Alberto deixou cada um onde queríamos, compramos a passagem pra Potosi 19h pela Trans Emperador e ficamos dando umas voltas pela cidade, internet, comida, etc...[/picturethis]

 

 

Dicas:

- Checar almoço desse terceiro dia com a empresa

- Alberto da Estrella del Sur foi fera. Pilotava bem, era meio caladão mas quando perguntado respondia com propriedade e foi o um dos poucos motoristas que não tomou umas cervejas na parada do 3 dia.

- Confirme o horário de chegada no Salar da empresa contratada. Não sei onde os outros viram o nascer do sol, mas estava só nosso grupo na Isla nesse momento. Depois que descemos chegou mais uns 10 jeeps atrasados...

- IMPORTANTE: vai pro Salar ? Favor levar uma bandeira brasileira digna ! Tem vários mastros ao lado do hotel de sal e a do Brasil tá rasgada, quase caindo depenada...Tem uma da Romênia 20x maior e intacta !! tsc tsc... Contribua lá ! hahaha

 

Transporte:

- Trans Emperador - b.30 - são 5~6h até Potosí. A viagem foi bem exótica, desligaram a luz branca interna do busão e ligaram uma...vermelha ! Virou um inferninho, e botaram Piratas do Caribe no dvd. Uma parada estratégica para banheiro (não tinha no ônibus), vi o guri dando cobertor pras gringas loirinhas, mas não quis me dar um, logo depois se arrependeu e distribuiu pra galera... Chegamos 1:30 em Potosi já com a reserva feita no Koala Den, ligamos pra reservar quando estávamos em Uyuni.

 

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[t1]Dia 23 - Potosi[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100709024020.JPG 365 274 Legenda da Foto]O Koala Den foi bem indicado e correspondeu 'as expectativas. Quarto excelente com uma ducha quente que não era vista há diaaaas, café da manhã bom, vários computadores com internet, wi-fi, sala de tv com um duzilhão de dvds e um pessoal bacana. Saímos pra fazer coisas básicas de manhã como sacar dinheiro (os cartões voltaram a funcionar, tinha zica no Chile mesmo...), câmbio, ligar pra casa, backup de fotos, lavanderia, etc. Fácil achar lugar pra todas essas coisas por lá, é ladeira pra todo canto, com muitas lojas de tudo e preços bolivianos (sempre agradáveis).

Os 4000m de altitude não são sopa... E fazia um frio constante, de querer fugir de ruas com sombra pra ver se o sol ajudava... Demos uma investigada nos passeios disponíveis, nada muito além do passeio das minas de prata e alguns pontos turísticos no centro, como igrejas e um par de museus. Fomos na tal Casa da Moeda, que seria mais interessante não fosse o tour apressado e o guia marrentinho... O lugar é bem grande e existem 4 tipos de tour, um pra ver as pinturas dos artistas potosinos, um pra moedas apenas, etc. No entanto apenas o tour mesclado e ligeiro estava sendo feito de acordo com o guia pois era "mais rápido". Notei...Como tem coisas valiosas os guardas acompanham a visita e vão te empurrando pra próxima sala pra poder trancar a que passou.

De noite juntamos uma moçada, reencontramos nossa amiga inglesa do passeio do Salar e ficamos vendo filme no hostal... Vida mansa...[/picturethis]

 

Dicas:

- Não encontrei lugar muito barato em Potosi para telefonemas internacionais. O jeito foi apelar pro Skype.

- Pra câmbio tem uma galeria com umas 10 lojas atrás do Mercado Municipal.

- Lavanderia foi b.3 por quilo e entregou no mesmo dia de noite. Deixamos lá por volta de 10h da manhã.

- Altitude e muita ladeira, prepare-se...

- Koala Den - Calle Junin, 56 - b.150 o quarto matrimonial com banheiro privado e todas mordomias previamente citadas - excelente !

- A Casa da Moeda cobra b.20 pela entrada e + b.20 se quiser o direito de fotografar (ganha um crachá especial que fica pendurado no pescoço) ou + b.40 se quiser filmar. Achei um roubo e nem fotografar quis...

 

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[t1]Dia 24 - Potosi e suas minas[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100709031030.jpg 274 365 Legenda da Foto]Mal sabia eu o que nos aguardava no dia de hoje... Pela manhã fomos no convento Sto. Antônio que tem umas catacumbas e uma vista bacana do telhado. As outras igrejas todas tem horários estranhos, tem que se informar no próprio lugar pois nem no hostal sabiam direito. Fechamos o tour da mina pra parte da tarde (tem nos dois turnos) e 1:30 estávamos lá pra partida. Inicialmente a idéia é entrar no busun, passar no mercado, compra alguns presentinhos pros mineiros, bota a roupa de proteção, conhece um pouco do processo de separação da prata dos detritos, entra na mina, caminha lá dentro por 1h, 1h e 1/2 conhecendo um pouco do que é a vida do pessoal ali e pronto.

 

Mas não esse dia ! Ahhh que sorte ! Depois de tudo pago, prestes a subir no ônibus começaram a contar pra gente que 4 sábados seguidos ali no meio do ano, rola uma festa de sacrifício. O Tio, figura diabólica que os mineiros adoram, e a Pachamama, Mãe Terra, tem sede de sangue, e pra evitar que eles tomem sangue de mineiro, os caras promovem um churrascão de llama pra oferecer o sangue do bicho.

 

Trocamos as roupas, compramos umas folhas de coca, um alcool 96% (sim, isso mesmo que voce leu...) e um pouco de dinamite boliviana pra fazer uma festinha. Passamos no lugar da separação da prata, mas não tinha ninguém trabalhando, tava geral no churrascão. De qualquer modo deu pra ter uma idéia do sistema de flutuação da prata utilizado. Muito rudimentar, muita prata vai pro lixo ali com certeza e os detritos vão pra onde ?! Pro rio da cidade, claro...

 

Toca pra mina e a visão foi meio assustadora. Lá pra 12h, e a galera do tour da manhã presenciou, os mineiros saltam em cima da llama e matam o bicho. Daí deixam a parte interna num carrinho, a pele/pêlo em outro e a cabeça ornamentada em outro. Recolhem o sangue e jogam nas paredes das casas pra dar sorte, alguns até pintam o rosto... O carrinho com a carne vai alimentando a churrasqueira bem na frente da mina, com o intuito de provocar uma fumaceira insuportável e impedir que qq mineiro trabalhe, pois traria má sorte. O sistema que empurra ar pros níveis inferiores da mina também é desligado, então fica impraticável ficar muito tempo. Entramos por uns 15 sufocantes minutos só no primeiro nível, conhecemos o Tio, figura bem capeta com monte de folhas de coca e comida pendurados como oferenda e caímos fora.

 

Um dos mineiros-guias pegou nossa dinamite e armou lá pra gente ver como que eles fazem. Deu prum camarada correr com ela pra longe e a explosão foi bem forte, tremendo muito o chão onde estávamos (uns 70m de onde foi deixada).

 

Tamo lá trocando uma idéia, vem um mineiro com uma Paceña de 2l trocando passo, mandando a gente derramar um golinho pra Mãe Terra, e que a vida ali é sacrificada, morre pelo menos 1 mineiro por mês, e tal. Pessoal cansou, resolveu partir, e o cara veio junto...e sentou na cadeira do motorista !!! Nosso piloto tava encachaçado pacas... Chia daqui, chia de lá, votação pra quem quer ir embora ou quer ficar mais pra levar uma carninha pra casa, resolveram levar a gente beeem devagarzin até onde trocamos de roupa. Dali até o centro catamos um busun público mesmo pra não dar sopa pro azar ! Que maluquice...[/picturethis]

 

 

Dicas:

- Tour das Minas custa entre b.60 e b.100 aproximadamente. Essa empresa foi a Koala Tours. Todos recomendam muito, vai ver foi do dia, daquele motorista louco... Fui reclamar na loja, me devolveram 30%...

- A mina no começo tem trechos de 1,3m de altura apenas, tem q passar agachado, mas depois fica mais confortável em relação a espaço no primeiro nível. Os níveis inferiores são muito apertados (eu só olhei, mas quem desceu achou assustador). A descrição mais usada por todos com quem conversamos foi "um passeio que não faria de novo, mas é interessante como experiência ter feito". A todo momento nos perguntavam se estávamos bem e um guia ia no fim da fila pro caso de alguém passar mal ou desesperar e querer sair dali...

- os mineiros só não trabalham no Domingo e nesses 4 sábados por ano de festa. De resto sempre há atividade nas minas.

 

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[t1]Dia 25 - Adeus Potosi[/t1]

 

De manhã café, backup de fotos, papo no hostal e tiramos as mochilas do quarto pra fazer checkout e ir pra Sucre após o almoço. Fomos rangar num restaurante absurdamente demorado mas muito saboroso perto da Plaza, descendo pela Ayacucho, na esquina com a Bustillos. Tínhamos jantado lá no dia anterior também uma excelente pizza. Uma pena que no fim do almoço percebi o desastre...

 

::vapapu:: Furtaram minha mochila de ataque... ::grr::

 

O garçom ficava indo e voltando da cozinha, e numa dessas horas que ele estava lá dentro, 3 caras entraram, 2 ficaram na porta e 1 passou por nós, foi até a porta da cozinha, perguntou algo, perguntou pra nós algo estranho e incompreensivel, resmungou e foi embora... Nessa distração, um dois dois caras deve ter se esticado atrás de mim muito sorrateiramente e catou a mochila, que estava entre minha cadeira e a parede, sendo que atrás de mim não tinha ninguém e ainda tinha uma cadeira pra atrapalhar...

 

Adeus: câmera, óculos, passaporte, casaco corta vento, luva, gorro... Era Domingo, então Policia Turistica que fica na Plaza estava fechada... A convencional aberta, queria cobrar b.20 pra registrar a queixa e só poderia emitir um boletim de ocorrência no dia seguinte... Liguei pro telefone de emergência do Consulado e me informaram que no Consulado em Santa Cruz podiam me dar um certificado pra que eu voltasse ao Brasil normalmente... Íamos pra lá mesmo, eu não aguentava mais a cidade que deu tanta zica, bah, partimos pra Sucre...

 

Dicas:

- Nas situações mais tranquilas como a minha, restaurante vazio, é possível se lascar... Me preocupei de viajar do lado do bagageiro em todos ônibus e de sempre viajar com a mochila de ataque entre as pernas, mas nesse dia não fiz nada demais... Sendo assim, bote a perna da cadeira pra prender, ou use os ganchos dela, sei lá...

- Pra ir pra Sucre pode pegar um onibus no terminal por b.17 ou pagar um taxi por b.40 + ou -. São só 3h de viagem, fomos pela Real e foi tranquilo.

 

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[t1]Dia 26 - Sucre[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100713203856.jpg 360 270 Legenda da Foto]Fomos para o Hostal Charcas na noite anterior, na Calle Ravelo, pois o Dolce Vita que tinham nos recomendado estava cheio. O Hostal é sem graça e o chuveiro não é muito bom. Mas é limpo e a cama boa. O DV tinha vaga pra daqui a 2 dias, fui lá ver, achei muito melhor e reservei.

Sucre é uma cidade branca, bem organizada e com um ambiente muito agradável. Fomos ao Museu de Arte Indígena, muito interessante, com roupas e costumes, no entanto um pouco longo... Curtimos o mercadão municipal, com milhões de frutas diferentes, sucos, sopas loucas, etc. Fomos pesquisar alguma coisa legal pra fazer no dia seguinte e achamos o casal de irlandeses do passeio do Salar na Joy Ride tours. Pegamos uma cavalgada pro e partimos pro excelente bar do Joy Ride logo ao lado. Sei lá quantas canecas de Sureña de 2,5l, tacos, aperitivos, etc, deu b.60 pra cada um... (R$ 18, hahaha ::otemo:: )

 

Obs.: Liguei de novo pro Consulado pra confirmar, disseram que não adiantava eu fazer queixa do que ocorreu em Potosi. Bastava ir no Consulado em Santa Cruz pra pegar o papel mesmo...[/picturethis]

 

Mapa de Sucre

upload/galeria/fotos/20100713205133.jpg

 

Dicas:

- Hostal Charcas, Calle Ravelo - b.140 o matrimonial com baño privado sem desayuno. Dê preferência ao Dolce Vita (http://www.ladolcevita-sucre.com/), na Calle Urcullo, 342.

- Comprar frutas no Mercado é a boa

- Calle Nicolas Ortiz tem uma dúzia de pubs, bares, etc. O Joy Ride é disparado o mais bacana e é barato.

 

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[t1]Dia 27 - Cavalgada de aniversário[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100713205932.jpg 360 270 Legenda da Foto]O esquema da cavalgada era encontrar no Joy 9h, nos entregam um kit com sanduíche, água, chocolate, biscoito, etc, emprestam um capacete (pedem que deixe b.200 que te devolvem depois quando entrega o capacete) e nos leval ao ponto onde ficam os cavalos. Eu era o único que nunca tinha andado a cavalo, então tava meio encucado mas o guia foi bem atencioso e todo mundo foi dando os bizús... O visual é excelente e vamos todos enfileirados, com o guia liderando e explicando sobre as comunidades ao longo do caminho e a região. Paramos pra rangar, ganho um Parabéns pra Você em português (escrito na toalha da mesa do bar do dia anterior) com sotaque irlandês/inglês/americano/boliviano e seguimos viagem :lol:

Alguns trechos resolviam acelerar, e até hoje não aprendi como fazer pra não quicar na sela, mas com o tempo peguei um jeitin de minimizar um pouco... Os trechos mais apertados são meio tensos, pois a ribanceira é íngrime e em cima do cavalo você não tem tempo de fazer nada se o bicho escorregar, mas foi mansinho e chegamos na casa de uma senhora amiga do guia, que nos recebeu com pão, música e chicha, uma bebida feita de milho com um pouco de álcool (bem ruim, haha). Fui tirado pra dançar, as americanas no passeio começaram a trocar uma idéia em quechua com a senhora :o e voltamos de ônibus pro centro, onde tem um drink grátis no Joy Ride incluso. 19h eles tem uma sessao cinematográfica, que nesse dia era "O Mineiro do Diabo", sobre as minas de Potosi, muito interessante. Assistimos e depois cama, távamos mortos...[/picturethis]

 

Passeios do Joy Ride

upload/galeria/fotos/20100713211442.jpg

 

Dicas:

- Tem outras empresas com tours, mas os gringos preferiam ir por ali que tinha sido indicado e tals. Preferíamos ir com eles então topamos sem procurar. Mais acima tem o flyer com todos passeios , deve ter parecido ou igual em outras operadoras. O Tour 2 de Biking deve ser espetacular, com downhill, 30% de uphill e 40min de caminhada culminando num Canyon com uma piscina de água transparente, incrível. A cavalgada foi b.270 e lembro que o Tour 2 era b.250.

 

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[t1]Dia 28 - Sucre e seus dinossauros[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100713212310.jpg 360 270 Legenda da Foto]Na noite anterior pegamos as mochilas no Charcas e fomos pro Dolce Vita, outro papo ! Comandado por um francês e uma suiça muito simpáticos, o lugar tem sala de estar com tv e dvds, cozinha liberada, um quarto gigante e colorido, chuveiro show e terraço pra pegar sol. Tomamos café na maior moleza, assistimos uma manifestação contra o partido do Evo por tentar destituir o prefeito de Sucre, com direito a pedradas e fogos de artifício na prefeitura, encontramos a moçada do Uyuni novamente e pegamos o Dino Carro que sai da Plaza em horários definidos em direção ao Parque Cretáceo. O lugar tem réplicas de dinossauros em tamanho real, um tour guiado que explica um pouco da história do lugar e em geral e a atração principal é o paredão de pedra onde uma empresa de cimento que ia derrubando pra pegar o material descobriu milhares de pegadas de dinossauros. Com o movimento das placas o que era chão foi elevado e agora fica vertical, é bem bacana o lugar !

Voltando fizemos um rango no hostal, relaxada e fomos pro Mirador La Recoleta no alto da Calle Dalence encontrar a gurizada e assistir o pôr do sol. Descendo encontramos um carnaval fora de época que era uma choppada fantasiada ao ar livre da moçada da faculdade de contabilidade, nos juntamos ao bloco um tempo e depois partimos pro pub Amsterdam, na Calle Bolivar. Despedida, gringos pra La Paz, pobres brasileiros que só tem 1 mês de férias, pra Santa Cruz > Brasil...[/picturethis]

 

Dicas:

- Dolce Vita, Calle Urcullo, 342 - b.120 pelo matrimonial gigante, baño privado, tv, dvd e cozinha. Café não incluso, mas com o Mercado ao lado é até melhor :P

- Passeio do Parque Cretáceo sai da Plaza 9:30, 12h e 14:30 e é pago diretamente no carrinho. São b.30 por pessoa.

- Tem muitas festas na cidade por ter muitos universitário, procure saber o que está rolando na época que for...

- Ônibus pra Santa Cruz = b.80 e 15h de viagem, sendo metade de terra e solavancos. Avião pra Santa Cruz pela TAM (Transporte Aereo Militar) = b.300 e 30min de viagem !!! Resolvi investir mais R$ 50,00 e voar... As lojas que vendem os tickets não cobram porcentagem além do valor da passagem, então pegamos numa da Calle Calvo, imprimiram os e-tickets pra gente e pronto. Dia seguinte 'as 10:50.

 

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[t1]Dia 29 - Santa Cruz - Bolívia ou Brasil ?![/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100713215651.jpg 419 286 Legenda da Foto]Sucre > Santa Cruz em 30min, facinho pela TAM, avião menorzin mas tranquilo e direito a um lanche :) Aeroporto de Sucre é engraçado de tão pequeno, e mais hilário ainda foi a pesagem da bagagem naquelas balanças de feira, hahahaha

Apesar dos hostals mais baratos ficarem perto da rodoviária, essa não fica pertin do centro, e os pontos turísticos do dia ficavam no completo oposto, então preferimos ficar perto da Plaza no Residencial Bolivar na Calle Bolivar. Muito agradável, jardim interno, tv, café da manhã buffet...

Santa Cruz não parece Bolívia, parece Brasil ! Tem muitos carros pessoais, prédios altos, lojas de eletrônicos, quase nenhuma chola carregando criança pendurada nas costas, etc...

Liguei pro Consulado novamente, e dessa vez me disseram que eu tinha que ir na Interpol, registrar queixa e depois ir lá pra pegar o papel. Cheguei na Interpol, os caras tiram 3h de almoço, entre 12h e 15h, e acredite, o Consulado fecha 15h... Fui lá de qualquer modo, e a informação mudou novamente: agora eu tinha que registrar o caso na Interpol e tinha que conseguir que me mandassem todos meus docs escaneados pra tirar outro passaporte. Indaguei novamente, pois só queria ir embora pro Brasil ! Aí resolveram que era só Interpol e passar lá pra pegar o tal papel...ok... Esse rolo todo porque apesar de não precisar de passaporte pra transitar nesses países, eu perdi também o papel de entrada na Bolívia, que tem uma guia que você entrega no momento que sai do país.

Voltamos então na Interpol, já tinha uma fila que ao abrir o portão virou correria lá pra dentro... 50min, só 1 pessoa foi atendida...Fui chamado e atendido por uma donzela ouvindo música com fone, folheando revista de bijuteria, falando espanhol corrido e pra dentro e que não conseguia compreender minha situação apesar de eu explicar 4x... Pediu xerox de um papel, mas não tinha ali, tinha q dar a volta no quarteirão pra tirar numa lojinha e voltar...Além disso tive que pagar b.30 e o registro só ficava pronto no dia seguinte...pffff

 

Comemos num restaurante louco de pollo, voltamos pro centro, tem uma galeria de arte bem exótica por ali, muitos restaurantes e lojas de esporte...[/picturethis]

 

Dicas:

- Residencial Bolivar, Calle Bolivar perto da Plaza - b.180 (meio caro...) - matrimonial, baño privado, café muito bom

- Consulado = confusão total...sempre anote quem te falou e o que...

- Carregue seu passaporte e o papel de ingresso no país sempre na doleira...Fui inventar de botar na mochila de ataque pra não amassar e deu nisso...

 

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[t1]Dia 30/31 - Adeus Santa Cruz e volta ao Brasil :-)[/t1]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100713221902.jpg 394 296 Legenda da Foto]Fizemos checkout, deixamos as mochilas no hostal e partimos cedo pra Interpol pra buscar o doc, foi rapidin e bora pro Consulado. E não sei pq me surpreendo, uma nova versão !!! Agora o registro da Interpol não valia nada, pois o papel que tinham falado pra pegar que liberaria minha volta sem problemas ao Brasil só pode ser emitido se o cidadão perder todos seus documentos ! Eu teria que pagar uma multa por ter perdido o papel e não tinha jeito... Me irritei, falei que podia rasgar a carteira de identidade se ajudasse, tinha que pagar pra registrar ocorrência, pagar multa por perder papel, isso pq fui roubado ! bah... ::grr::

 

A guria foi lá dentro falar com o Vice-cônsul e voltou com OUTRA versão ! Ok, agora eu não precisava levar papel algum pois a identidade seria suficiente, e o registro da Interpol me livraria da multa... Partimos e fomos pro Zoológico de busão pra relaxar... O lugar é bem grande, foi divertido, apesar de não ser tão bem cuidado tem vários pumas e um aviário bacana que pode passar dentro.

 

Enfim, voltamos pra Plaza, achamos um restaurante bacana com jardim interno pra almoçar, assisti França x Uruguai (a Copa começou ::otemo::), internet, fomos num Pub Irlandês e voltamos ao hostal pra buscar as coisas. O funcionário falou que não tinha problema voltarmos até 1h da manhã pra buscar, pois nosso voo pro Brasil era 4:40 da manhã, então tínhamos um bom tempo pra enrolar. Então voltamos pra Plaza, achamos um restaurante com música muito boa ao vivo, depois catamos as mochilas e fomos pro aeroporto.

 

A taxa de uso do aeroporto pra voos internacionais é de fabulosos $25 !!! ::essa:: Sorte que eu tinha contado a grana direitin pra não sobrar muitos Bols, pois o câmbio no Brasil devia ser péssimo...Tem uma casa de câmbio no aeroporto em que a moça dorme lá dentro, então se precisar no desespero dá pra trocar, e tem caixas eletrônicos também, então tem como sacar...

 

Chamada do voo, hora de encarar a polícia e ver no q ia dar... O cara do check-in quis me cobrar uma taxa de 50% dizendo que senão o dinheiro sairia do bolso dele, pois ele tem que anexar o papel ao meu ticket, dei pra ele uma xerox do papel da Interpol, muita conversa e segue a vida. Na hora da polícia encucaram de novo, expliquei tudo novamente, distribuí mais um par de xerox do papel da Interpol, todo mundo anexou na papelada lá de cada um, ficaram felizes e pronto, aff...passei ileso ::mmm:

 

A partir daí sem problemas, só preenchimento de papelada padrão nos aeroportos e passei em todos apresentando só a identidade sem problemas. Um chá de cadeira providencial em Guarulhos (a Gol deixa lá de manhã cedin e a conexão pro Rio é só 14:30 !!!) que permitiu que eu assistisse Argentina x Nigéria no restaurante japonês ao preço de um mero café com biscoito de avião e uma tarde excepcional sobre a Baía pra fechar.

 

FIM ::otemo::[/picturethis]

 

Dicas:

- Não perca seu papel de entrada no país...hahahaha

- O Zoo é legal, custa b.10.

- Andar de ônibus é tranquilo é muito barato. Santa Cruz tem uns anéis que envolvem a cidade, é meio estranho mas nada que um mapa não resolva pra entender onde está.

- O Pub Irlandês da Plaza é meio caro mas bacana, ficamos horas lá por uma Coca, hehe O outro restaurante com música é na esquina da Sucre com a René Moreno, num dos cantos da Plaza.

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As férias começariam no dia 14, uma sexta, então a passagem foi comprada pra 19:30 de uma quinta-feira. Jamais faça isso a menos que tenha a certeza de conseguir sair do trabalho cedo...Saí umas 15h, corri pra Niterói pra arrumar o que precisava e saímos umas 17:30 rumo ao Galeão... 1h de tensão absoluta, divagações sobre a diferença de tarifa a ser paga e a multa do no show... Motorista do taxi ajudando muito, falando sobre como o trânsito na ponte Rio-Niterói é caótico e na Linha Vermelha pior ainda...

 

Bingo ! Tinha em escala em SP então podia chegar 19h, tamos com folga :-) hahaha ::mmm: OK, as férias começam hoje, ufa !

 

Transporte: Avião da GOL por R$ 440, ida e volta Rio-Santa Cruz de la Sierra. Se comprar com antecedência e botar um tempo considerável no destino esses voos tão saindo bem em conta. Não achei nenhuma tarifa da Lan, Pluna, TAM, etc. que compensasse.

 

Bagulhada:

Levei pouca coisa, na confiança de que acharia o restante em La Paz. Deu certo.

 

> Mochila cargueira de 55+10 com mochila de ataque acoplada.

> 1 tênis

> 1 jeans

> 1 casaco

> 7 camisas

> 1 câmera

> Kit higiene básico

> Boné, óculos, protetor solar

> Papel com dicas de hotel e compras do pessoal do Mochileiros e xerox do que interessava do guia Lonely Planet

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O voo chega 1:30 horário boliviano (1h a menos que Brasília). Ainda no Rio, reservamos um vôo pelo site da Boliviana de Aviacion < http://boa.bo/ > de Santa Cruz pra La Paz mas eles não tem pagamento online ainda... ::putz:: Disseram por email que podíamos pagar na hora lá no aeroporto e assim foi. Dormimos nas cadeiras do aeroporto (Dica: o segundo andar é mais confortável) e 7:30 partimos em direção a La Paz.

 

Mais ou menos 08:30 já estávamos por lá. Do aeroporto ligamos pra alguns hostals anotados, o Torino tava mais barato pro quarto matrimonial com banheiro privado então demos uma voltinha mas acabando indo pra lá mesmo. Demos uma volta pela cidade, almoçamos nosso primeiro "set menu" (sopa + prato principal + sobremesa) por b.10. Bife bem macio, visto que era batido vigorosamente em um banquinho. Pratos sendo lavados na bacia com água preta e na saída o cozinheiro descansava sentado no banquinho, aquele, do bife.

 

As compras foram feitas basicamente nas galerias da Calle Sagarnaga e na Calle Illampu. Muita coisa barata, mas há de se ter um olho atento pra falsificações. Tem uma ladeira infinita, que cruza a Illampu, onde é possível achar muito tênis barato também.

 

Reservamos logo cedo o passeio pro Chacaltaya/Valle de la Luna pro dia seguinte na própria agência do Torino por b.50 + b.30 das entradas. Conforme o que vimos e depois lendo aqui no fórum, sempre tem rolado dificuldade em formar os grupos pra que o passeio aconteça. Sendo assim é provavelmente uma boa idéia manifestar o interesse logo em alguma agência pois elas se juntam.

 

Transporte: A BOA nos surpreendeu positivamente. Bem organizadinha e o vôo foi tranquilíssimo. Recomendo. Desde o princípio tínhamos planejado fazer Santa Cruz - La Paz de avião e todo resto de busão até chegar em Sucre, onde pegaríamos um vôo pra Santa Cruz, pra voltar ao Brasil. Esses dois trechos são muito longos e cansativos de ônibus, sendo que de avião não passam de 40min.

> Taxi - o taxista nos cobrou b.15 pra levar do aeroporto até o centro de La Paz, parou em 3 hostals e foi com a gente na recepção pra ver cada um. ::cool:::'>

 

Alimentação: Café da manhã em La Paz sai por uns b.8 ou b.10. Um almoço dá pra achar entre b.10 e b.15.

 

Compras:

> Calça dupla impermeável - Loja sem nome na Illampu, perto do cruzamento com a Sagarnaga - b.300 - muito boa e tem muita variedade.

> Casaco Fleece Polartec - Tatoo na Calle Illampu - b.514 - Tem várias opções mais baratas, mas experimentei vários e esse dava banho nos outros. A loja da Tatoo é excelente, tem todo tipo de material.

> Luva - tem em todo lugar - b.10

 

Estadia: O Torino parece um hotel antigo. Estava mais barato que outros e o quarto era tranquilo, com banheiro privado e tv. Fica próximo a Plaza Murillo. Vantagem é ficar num lugar sossegado, mas não deserto. Desvantagem é não ter um ambiente mais agradável como outros hostals que passamos.

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Fala parceiro...Tud certinho

 

 

Tava lendo seu relato, e só fiquei triste porque vc ainda não acabou heheheh...Digo isso porque estou indo agora no dia 11/07 com minha namorada fazer o mesmo roteiro que o seu, intão suas informações seriam as mais recentes e importantes que eu teria até o momento já que vc tambem levou a sua namorada. Pretendo fazer as mesmas coisas, ir a lá paz comprar roupas, e o restante pelo que vi tambem bem parecido.

 

Espero que de tempo para vc escrever o resto da viajem, assim terei informações importante para minha viajem.

 

Fico ancioso pelo resto de seu relato...

 

Se vc tiver escrito em blog ou em outro lugar me passa o link que dou uma olhada.

 

Grande abraço

 

 

Rafa Schissel

 

[email protected]

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Conforme combinado a van passa pra resgatar a gente umas 8h e carregar pro Valle de la Luna e depois pro Chacaltaya. Valioso método cebola de se vestir em camadas porque no Valle fazia um calor danado e no Chaca um vento congelante ::Cold:: !

 

Na van 1 peruano que achava que a língua local era espanhol, mas não esperava encontrar um casal de brasileiros do Rio, dois camaradas de Sergipe e dois portugueses que moravam no Brasil, hahahaha

 

O caminho vale pra conhecer um pouco do entorno da cidade, ver onde o Evo mora e o visual do Valle é muito bacana. Se caminha pelo meio das formações e toca pro Chacaltaya porque o tempo estava piorando lá no alto e se nevar muito complica pra van, já que o caminho é meio estreito.

 

Foto - Valle de la Luna

upload/galeria/fotos/20100624011844.jpg

 

Uma parada estratégica pra comprar algo pra comer e subimos até os 5300m de altura. Até então não tinha sentido os efeitos da altitude, mas a subida de 10 degraus saltitando me deixou tonto de quase cair no chão... Livia, minha namorada, bem mais esperta e que já tinha experimentado as tonturas/enjoo no dia anterior, subiu caminhando calmamente...

 

O Chaca é um centro de pesquisas físicas com várias câmaras de captura de neutrinos e tem a opção de subir mais uns 100m morro acima caminhando pra contemplar a vista.

 

Foto - Chacaltaya

upload/galeria/fotos/20100624012455.jpg

 

Curte um tempo lá e volta pra La Paz umas 15h. Demos uma volta pela cidade, investigamos sobre o Downhill um pouco mais a fundo e fechamos com a Madness. Acho que foi nesse dia que rolou uma pizza no excelente restaurante do Torino.

 

Alimentação: Mesmo do anterior, b.10 pelo café, almoço foi uns sandubas e frutas que compramos e pizza gigante+sucos no Torino saiu por b.40.

 

Dicas:

- VITAL tênis impermeável e se possível com solado anti-deslizante - eu não consegui comprar minha bota no dia anterior, então tive que colocar saco plástico dentro do tênis. Não é o melhor método...

- Ir com várias camadas de roupa, pra poder tirar no Valle e colocar no Chaca. Estava com camisa, casaco de fleece, casaco corta-vento e a calça impermeável. Fiquei tranquilinho...

- Óculos escuros - neve reflete muito

- Carregar a câmera direito no dia anterior - não só câmeras mas todo equipamento eletrônico tem em sua especificação as condições ideais de operação. Dependendo do modelo de bateria da sua ela pode sofrer com o frio e oscilar a carga loucamente.

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Em resumo: simplesmente fantástico e imperdível !

 

Aos fatos:

A Madness tem dois escritórios, um na Calle 16 de Julio e outro na Sagarnaga. O pacote foi b.600 e incluía:

 

- café da manhã

- material de segurança: capacete, luvas, calça e jaqueta

- bicicleta com suspensão dupla

- água a vontade, frutas, uma coca-cola, umas empanadas e almoço no fim do passeio

- banho quente e piscina no fim

- cd com fotos e vídeos

- 1 camisa com o desenho da estrada nas costas "I survived the Death Road" ::otemo::

 

Livia ainda tinha certas dúvidas sobre se ia se meter nessa ou não, e as únicas empresas que inspiraram confiança foram: Madness, Gravity e Pro Downhill. O preço depende da bike escolhida, ia de b.400 a b.600. Resolvemos pela segurança e um pouco mais de conforto. As outras duas empresas eram mais caras, b.720 e a Pro não lembro. O contrato a ser assinado isenta a empresa de toda e qualquer responsabilidade, em caso de queda de qq tipo, problemas e afins...

 

Éramos 6, junto a um casal de mineiros de BH e outro de australianos. Tomamos café na lanchonete do lado da loja (incluso) e fomos experimentar os equipamentos. Tudo selecionado, entra na van com as bikes em cima vai pra La Cumbre, onde começa o passeio.

Rola um briefing pra entender como vai ser, umas voltinhas pra acostumar com a bike e partiu pra estrada. O começo é um asfalto muito bom e o trânsito é muito sossegado. Passam alguns carros mas sempre razoavelmente longe. Alguns buzinam mas o lance é ficar perto da faixa do acostamento e ir descendo. No caso da Madness a cada 8 pessoas vai um guia, como éramos 6 foi o guia Juan liderando a tropa e o Octávio pilotando a van atrás do último.

 

O ritmo é sossegado e ditado pelo guia mas alguns trechos fizemos mais devagar e ninguém chiou em momento algum, super tranquilo. Como são várias paradas ao longo do caminho pra tirar foto, descansar e beber uma água não tem como se perder de ninguém.

 

Tem um pedágio não incluso no meio que custa uns b.25 e um tanto depois se abandona o asfalto/frio e começa a terra/calor. Nessa parte que a estrada fica estreita, mas basta descer mais perto do barranco que do precipício e não abusar da velocidade que dá pra ir numa boa. O visual é espetacular e muda absurdamente do início ao fim. O passeio dura umas 5h e lá embaixo o clima é quente, rolou um banho, piscina e almoço. O retorno é dentro da van e demora umas 3h pois a estrada que demorou 13 anos pra ficar "pronta" é cascalho puro e sobe maior neblina no fim da tarde, dobrando o tempo necessário pra voltar pra La Paz...

 

Foto 1 - Inicio da descida

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Foto 2 - A estrada da morte

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Video - Downhill

 

Dicas:

- novamente roupas que dê pra ir tirando - comecei de camisa, casaco corta vento e duas calças. Terminei de bermuda e camisa.

- suspensão dupla é o que há ! Na parte do asfalto vc se critica pq gastou mais do q precisava... Na parte de terra/cascalho vai achar q saiu barato ! hahaha

- levar as coisas pra tomar banho no fim

- não tem nenhum trecho amedrontador, basta ir descendo numa boa

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