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leandr0d0rock

Mochilão sem roteiro e com pouco dinheiro.. Bolívia..

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Que maneiro, cara! :D Eu tô pensando em fazer a mesma coisa, meter o loco e viajar pra Bolivia no final do ano sem data pra voltar. Compartilho dos mesmos comentários que meus amigos fazem o porquê da Bolívia hahah 

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Em 17/01/2018 em 01:02, leandr0d0rock disse:

Salve, salve galera do mochileiros...

Quero dizer que antes de começar esse relato, foram várias leituras de relatos aqui no mochileiros... Relatos que me motivaram tanto a ir para esse mochilão, quanto para relatar as minhas experiências vividas em território boliviano...
 Pra inicio de conversa, eu leio relatos desde 2014... quando me despertou a vontade imensa de viajar pela América do Sul.. Inicialmente pretendia fazer o roteiro clássico (Chile, Peru e Bolívia)... Mas.. a grana sempre curta.. me impediam de dar passos mais largos.. Mas em 2017 fui demitido do meu emprego.. e decidi ir pra onde eu conseguisse ir... Sou professor de História e Geografia.. logo estar em qualquer um dos países citados me faria imensamente feliz...
 Em outubro de 2017 comprei passagem só de ida para Santa Cruz de la Sierra.. Até pensei em comprar a passagem de volta... mas... "meti o loco".. conversei comigo mesmo (sempre faço isso.. tipo louco na rua)... e pensei: VOU PRA ONDE O DINHEIRO DER!!! E quando a grana acabar eu volto... Mas em Novembro.. acabei decidindo que iria pra Bolívia somente.. E que os pontos mais altos da trip ficariam por conta de La paz, Uyuni e Sucre... E o meu principal objetivo era entender (ou pelo menos tentar) o cotidiano do boliviano nos relevos altiplanos... Sua história, sua cultura, sua culinária, folclores, etc...
Bem... Aqueles comentários dos amigos aconteceram é claro... tipo: O que vc vai fazer na Bolívia? Tem alguma coisa boa la? ahhh e sem contar naqueles comentários do tipo: Mano.. lá é pobre.. é isso.. é aquilo...Mas o pai aqui não deu a mínima.. Digo mais.. Sou de São Paulo.. Acho que não há cidade no mundo mais desigual.. e com mais bandido por metro².. rsrsrs.. então qualquer golpe pelo mundão a fora a gente sobrevive... kkkk..
E Chega o grande dia.. a ida..Comprei passagem só de ida pela Latam: São Paulo x Santa Cruz de la Sierra (Com conexão de mais de 12h em Lima.. custou R$499,00)..

1° dia - 28/12

Sai de SP dia 28/12 rumo a Santa Cruz de la Sierra
Decolamos as 8h e cheguei em Lima as 10h (no fuso horário peruano.. -3h)

Chegando em Lima.. decidi sair pra dar um rolê, pois o meu vôo para Santa Cruz seria só 00h30... Então cambiei uns 200 reais e parti para terras peruanas...
Ahh vale lembrar que meu idioma nesse mochilão foi o popular "portunhol"... Dar uma estudada ajuda.. e o google tradutor foi super utilizado na Bolívia.. Pq no Peru?! kkkkk.. O esperto aqui não ativou o Roaming e nem comprei chip internacional... logo nem wi-fi eu tinha... Achei que seria possível comprar um chip no Peru sem Burocracias... mas...sai a caça de uma lan house.. kkkk.. acredite, em Lima pelo menos, todas as praças que passei tinha Wi-fi.. logo todo mundo usava o celular.. me fu....
Fui para Miraflores.. um bairro bem turistão.. ajuda pra quem fala portunhol.. os peruanos foram muito gentis em tentar me entender... hahaha.. A frase mais falada foi: "Habla despacio por favor"? hahaha.. sé loco...  O taxi do aeroporto até lá me custou 100 soles.. 50 na ida e 50 na volta com o mesmo taxista.. Gente boa...manja de portunhol.. de política, futebol e de Peru...

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Miraflores é lindo!!! Mas estava sem comunicação com a família... e andando pelas ruas de lima encontro um desse:

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Sim.. Um orelhão... kkkk e mais 2 soles de moeda.. liguei pra minha mãe... e disse: to vivo.. o avião não caiu... hahaha e to ligando de um orelhão... hilário...  Andei pra caraleo... mais não fiquei cansado... fiquei tão anestesiado com Lima.. que nem tirei fotos.. o que os meus olhos registraram ta aqui e ninguém me tira... Tirar fotos é bacana e tal.. mas nada substitui sua presença no espaço que vc quer estar..  e como um gordo que sou.. foto da comida eu tirei.. hahaha.. 

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Foram 12 soles por essa belezura de macarrão com pollo e papas.. hahaha acompanhado de meio litro de chicha super gelada!!

Depois do rango.. dei mais umas voltas.. e já deu 18h.. horário marcado com o Taxista.. Não curto andar a noite em lugares que não conheço.. por segurança..
Ahh me falaram que o trânsito em Lima era caótico... hahahaha... eu fico pensando que nome se dá ao trânsito de São Paulo??? Mas é tipo Marginal tietê sentido ZL às 17h... é ruim.. mas dá pra tolerar.. eu acabei dormindo...
Voltei para o Aeroporto, fiz o check in e dormi lindo num mezanino... foram umas 3 horinhas de sono gostoso...

2° dia 
A conexão acabou e 00h30 decolamos para Santa Cruz de la Sierra..
Manos.... nunca fiquei com c... na mão em um vôo como nesse dia.. pqp.. foi turbulência do começo ao fim... só de lembrar me da agonia.. chuva.. Foram 3h de tortura.. e no pouso aquela derrapada.. o avião saiu até de lado... ufaa cheguei...
As 4h30, horário da Bolívia... Pequei a mochila e bora pra imigração... foram 30 minutos... jogo rápido.. Fui com Rg novinho...passei na Aduana.. suave.. sem caô... 5h10 estava na rua... 
Não sabia pra onde ir... tinha uns soles no bolso e uns 200 reais.. cambiei no aeroporto.. deu uns 500 bols..
Tomei um mate de coca.. e esperei clarear...tava chovendo.. e eu tava sedento a uma cama macia e a um banho.. E tava decidido... ia dormir em Santa Cruz..

Umas 6h30 peguei um taxi por 60 bols até a plaza 24 de Sethembier..  E ainda chovendo fui no Resindecial Ikandire na Calle sucre, do lado da praça... quarto privado com "baño" compartilhado por 55 bols.. com desayuno... deixei minha mochila lá.. e fui dar um role.. tirar umas fotos.. ver o que tinha de bom por lá....

Depois do descanso e algumas voltas por Santa Cruz, foi possível perceber como os crucenhos ocupam os espaços públicos da cidade, as praças estão sempre lotadas no final de tarde. Achei bacana e registrei o momento..

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Essa foi a primeira impressão que tive de Santa Cruz...  E mandei um até logo para Santa Cruz, pois passei por lá na volta... No outro dia parti para La Paz, onde eu teria as melhores e as piores experiências da viagem...

Comprei a passagem para La Paz pela Transcopacabana por 220 bols - bus cama.. Achei caro... mas.. não achei mais barato por bus cama.. lembrando que seriam quase 20h de viagem... 

 

 

 

 

Muito bom!

Pensar que todas as praças nem quase todo pais da america do sul tem wifi .. e o brasil nem banco pra sentar tem ... uhauhauhah

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Opa cara, blz? fiz Bolívia Chile Peru ano passado e de longe a Bolívia foi ponto alto da trip.... Entrei via Corumbá pelo trem da morte... Uyuni é sensacional e La Paz muito loka.... Acompanhando....

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fico fazendo a conversão dos relatos, bolivia, colombia, peru, ate mesmo uruguai .. ta show de bola..... vou p argentina, lá ta osso de caro man

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9 horas atrás, tiagofas disse:

Opa cara, blz? fiz Bolívia Chile Peru ano passado e de longe a Bolívia foi ponto alto da trip.... Entrei via Corumbá pelo trem da morte... Uyuni é sensacional e La Paz muito loka.... Acompanhando....

vou fazer uruguai, colonia sacramento e buenos.. proximo sera o seu trip cara, creio que seja melhor trip da america fato, e mais barata comparando uruguai e buenos

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Sim... fiz buenos Aires e sacramento em 2015.... Argentina tava bem cara e com macri hj dizem estar pior... E sacramento como eh soh turismo tbm eh bem cara. .. Bolívia e Peru são bem baratos... Já o Atacama eh caríssimo assim como todo Chile ... tô planejando Colômbia no meio do ano e pro ano que vem quero ir pra Cuba  

Abraços 

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3° dia - La Paz

Antes de começar, algumas considerações:
* Foram umas 20h de viagem.
* Eu achei caro, mas o bus era muito confortável (o melhor da trip)
* E La Paz era o meu principal desejo na Bolívia... A galera curte Uyuni e tal.. mas os aspectos culturais me chamam mais atenção do que os naturais.. E La Paz tem tudo isso e muito mais..
* Ahh e to demorando pra relatar pq a vida ta corrida... rsrs

Sai de Santa Cruz pensando: "Vou dormir a viagem toda".. hahaaha.. dormi e acordei umas 30 vezes e sempre parecia estar no mesmo lugar. A estrada de Santa Cruz para La  Paz é muito boa em 70% da viagem. E justamente nessa parte dormi bem.. Durante a noite, após pegar aquela confiança no piloto, apaguei.. Detalhe: Só eu de estrangeiro no Bus... Vi um cara com a camisa do santos... Até cheguei e cumprimentei, tipo, "eai santista"? hahaha.. o cara me deixou no vácuo.. kkk.. Depois eu vi que ele era boliviano...

Nas paradas... tudo muito caro (para os padrões bolivianos é claro), mas como a grana era curta, logo eu já achei absurdo os preços... Comprei 5L de água em Santa Cruz.. Como tomo bastante.. foi toda.. biscoitos e salgadinhos são fundamentais... hahaha..

O bus da transcopacabana (bus cama) é mega confortável.. tem uma tela pra ver filmes e séries... como meu fone estava na mala despachada.. tive que alugar um fone.. Alugar??? Sim... Como o meu portunhol é apurado.. o rapaz que ofereceu o serviço falou tão rápido que eu nem entendi do que se tratava.. só vi os fones na mão dele... e pensei: é esse mesmo. Acredite, paguei 10 bols.. achando que tinha comprado... hahahhahah.. no final da viagem ele passou recolhendo e eu fiquei com cara de c...

Antes de chegar.. num tédio danado.. abri a cortina e me deparei com as paisagens abaixo:

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Particularmente eu acho muito louco.. hahaha geógrafo é foda... 

Mais umas horinhas de viagem.. e pela janela começo a visualizar a loucura de El Alto.. literalmente falta ar.. rsrrs

 

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Loucura o relevo do lugar... inicialmente.. parece uma quebrada... pra quem é de SP ou RJ.. Mas são casas enormes sem acabamento.. Para pagar menos impostos.. acho válido, pensando em governos que sempre exploram com impostos.. a melhor forma de ter "reembolso".. rsrsrs

Cheguei...

Maaaaannooooo do céu... cadê o ar pra respirar... vale lembrar que:
1° Sou gordo
2° Sedentário
3° Fumante
Haahaha já estaria cansado em SP.. imagina a 3600 m de altitude... Sensação horrível... com 2 malas pesadas... sai do bus... fui no posto de informações turísticas do terminal de buses... cheguei no dia 31/12... a hora que abri a boca.. a mocinha me disse: es brasileño?? e eu com o sorriso no rosto respondi: si hermana... rsrrss ela falou bem da Bahia.. rsrsr foi o que eu entendi.. kkkk falam muito rápido.. mas são super simpáticos... Como nem sabia que estaria lá no dia 31/12.. rsrsrs.. não sabia onde ia ficar... um taxista encostou e disse tem um hotel perto da calle das brujas.. por 70 bols... eu disse.. é muito caro...tava sem bateria... sem ar... com fome.. precisando de banho... fui... 
* taxi 15 bols.

Cheguei no hotel uma puta escadaria.. mano, eu não conseguia dar dois passos sem sentir meu coração saindo pela boca.. rsrsrs.. mas não era 70bol.. era 90... falei na cara dele.. nem fudendo... rsrsrs
Perguntei prum gringo, na rua, onde ficava calle sagarnaga... sei lá de onde ele era.. mas me entendeu e falava português melhor que eu... hahaha... Eu nunca botei fé na altitude.. manos.. o bagulho é foda... dava 2 ou 3 passos e parava.. respirava 10 minutos...rsrss eu andei uns 500 metros em meia hora... pqp..  cheguei na rua por cima.. era um morro bruto... parei no Hostal Maya inn.. luxo por 70 bols.. hahaha detalhe:

* Hostal Maya inn
* Habitação privada com tv acabo, banho e ducha compartilhado.
* Desayuno
* E o mais importante de tudo... ELEVADOR!!! Esse detalhe foi fundamental

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Tomei um banho e sai pra me aclimatar... tava louco pra tomar cerveja, mas não conseguia nem comer...tava dificil respirar.. Estava próximo da Praça São Francisco.. e pra variar a praça a noite estava linda.

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Decoração de Natal..  e Praça sempre cheia...

La Paz é como toda cidade grande.. tem gente de todo lugar da Bolívia.. Mochileiro pra caramba de todas as partes do mundo... E tem que ficar ligeiro...  "Vagabundo" tem em todo lugar.. Quem é de SP ta ligado... é um olho no gato e outro no peixe... vi vários vacilando e sendo furtado... virada de ano... passei sóbrio.. e com muita falta de ar... Quando começou a esvaziar a praça fui pro hostal... pra não vacilar, pois, dava dois passos e parava.. rsrsrs

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muito bom o relato cara... 

Passamos no Ambulatório Medicina do Viajante no Emílio Ribas (muito bom e de graça, só agendar pelo site... recebemos orientações e tomamos vacina da febre amarela com certificado) e o médico nos receitou um remédio para altitude. Não me lembro o nome , mas era um diurético... Agora faz todo sentido hahahaha... Tinha que tomar de 8 em 8 horas um dia antes de chegar em altitudes elevadas.. começamos no trem da morte e a cada meia hora batia vontade de urinar... Também acionamos seguro viagem, só que em San Pedro do Atacama ele não cobria... fizemos por conta e solicitamos reembolso (inclusive da medicação).. O que sentimos do soroche foi um pouco de tontura nos dois primeiros dias e formigamento nas mãos e pés... além de comer bem menos que o normal... mas só nos primeiros dias.... 

http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/

tbm fiz geografia, mas não atuo na área.... 

 

 

abração

 

 

 

 

 

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    • Por Deisok
      Olá pessoal!
      Estou fechando um planejamento de viagem para Bolívia e Peru, iniciando no dia 30/04/2019, chegando na Bolívia por Santa Cruz de La Sierra e retornando para o Brasil a partir de Lima.
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      Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana.
      Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito.
      Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz
      Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? 
      Agradeço aos comentários
    • Por Heraclito Frederico
      12 dias de viagem pela Bolívia
      Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre.
       
      Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias.
       
      Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”.
       
      A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade.
       
      Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá.
       
      Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente.
       
      Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido.
      Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos.
       
      O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar.
       
      Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos.
       
      De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos.
       
      Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar.
       
      No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz.
       
      Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”.
       
      Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um.
       
      Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata.
       
      Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”.
       
      A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha).
       
      A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim).
      Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar.
       
      Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che.
      O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania.
       
      Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola.
       
      Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel.
       
      Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa.
       
      Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che.
       
      Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares.
       
      Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba.
      Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba.
       
      As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam.
       
      Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele.
       
      Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada.
       
      Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta).
       
      No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês.
       
      No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar.
       
      Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções.
       
      De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama.
       
      No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar.
       
      Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele.
       
      Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música.
       
      A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas.
       
      Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi.
      De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia.
       
      Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer.
       
      Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso.
       
      De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos.
       
      No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde.
       
      Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
    • Por elaine.sena
      Olá!
      Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia!
      Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo.
      Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê !
      Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade.
      No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz.
      Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88.
      Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar!
      Valores para 2 pessoas
      Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00
      Passagens Santa Cruz - La Paz:
      Bs 260,00
      Passagens Sucre - Santa Cruz:
      Bs 800,00
      Táxi para terminal
      Bs 15,00
       
      Dica
      SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!


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