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Jackson Lincoln Lopes

Itália + Paris: 16 dias – Janeiro de 2018 com muitas fotos e custos.

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É verdade que Roma se fala várias línguas, mas no resto do pais sobretudo Napoli,apenas italiano? 

Esse ingresso de 56 euros no Vaticano dá direito a visitar o que?

Como é esse Roma Pass?Comprando pela net não tem que ser roubado no IOF?

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@D FABIANO

1 - Não fui a Napoles, Fabiano. Sempre ouvi que o sul é menos desenvolvido e tal e que se fala menos inglês. Mas, acredito que comércio (lojas importantes. Importantes, não apenas caras), atrações e estações ferroviarias falam inglês sim.

2 - Esse ingresso do Vaticano de € 28 por pessoa deu direito a ter prioridade na entrada e áudio guia.

3 - RomaPass tem 48 horas ( € 28,50) e 72 horas ( € 38,50).

Optamos pelo de 72 horas já que ele te oferece 72 horas de transporte público "gratuito" por 3 dias e mais 2 atrações inclusas, no caso as nossas foram o Coliseu e o Castelo Sant'Angelo. Só de ingressos cada um gastaria € 28. Não perdemos nenhum minuto em nenhuma das duas atrações. Além disso, o RomaPass te dá desconto para entrar em todos os museus de Roma. Eu acredito que vale e valeu muito a pena para nós. Já vi pessoas dizendo que não vale a pena. Penso que vai de cada um.

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Quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Milano! Quanto sei elegante?

Conforme no final do relato de Roma, fomos a Trevi, tiramos fotos e voltamos para o hotel em torno das 08h00 da manhã. Ficamos uma hora lá no café, porque nosso trem seria apenas as 12h20. Fomos para o quarto, arrumamos as coisas e check-out feito, fomos a Termini.


Fizemos varias trocas de metros na estação Termini nestes três dias, no entanto, não fomos nenhuma vez para a área dos trens. Então fomos um pouco mais cedo. Chegamos na estação próximo das 10h00 e ficamos esperando, esperando, esperando...esperando mais. Detalhe, no chão. Percebi que na Itália nas grandes cidade não tem bancos nas estações, acho que justamente para diminuir o fluxo de pessoa. É muito fácil pegar os trens na Itália. Foi minha primeira experiência. Iria de Roma a Milão, no entanto, o trem que pegaria seria de Nápoles a Torino. Então, importante olhar o número do trem, não o destino final. No telão, não dizia que meu trem iria para Milano e sim Torino. Binários são as plataformas, como eles as chamam lá. Termini tem se não me engano 24 binários e 5 portões para entrar. No telão também aparece em qual portão você tem que entrar. Geralmente eles dividem tipo: Portão A (binário 1 a 5), Portão B (binário 6 a 10)...

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Milano Centrale: painel com o horário dos trens.


Os trens de viagens distantes costumam ser bem cheios e também os usuários levam muitas malas. Estávamos com três malas. As duas de “mão” colocamos sobre nossa cabeça no “bagageiro”, mas a grandona colocamos em um lugar especifico no fundo do nosso vagão. A toda hora passa avisos na TV do trem para cuidar da sua bagagem que eles não se responsabilizam por roubos. Então, fique de olho e seja esperto: entre rápido no trem para encontrar lugar com espaço para colocar bagagens grandes. Teve gente que entrou e não encontrou lugar, ficou pelo meio do corredor mesmo. Ai quando passava o serviço de bordo, era um transtorno.

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Estação Milano Centrale.

 

Como disse na introdução deste tópico, os trens não atrasam. Um ou outro que aparecia no painel alguns poucos minutos de atrasos de 5 ou 10, no máximo. A viagem de trem foi fantástica. Nada a reclamar. De Roma a Milano paramos em Firenze e Bologna para descer e subir gente. O trem saiu exatamente as 12h20 como estava no bilhete (como compramos pela internet não foi preciso covalidar as passagens, caso comprasse lá na hora, mesmo no guichê oficial da Trenitalia, seria preciso).
As 15h40 chegamos a Milano Centrale, esta com certeza a estação de trem mais bonita que vi em toda a Itália. Em Roma estava um friozinho gostoso. Um frio como se faz em Ponta Grossa/PR (cidade na qual moro e trabalho) durante o inverno. Em Milano, a história era outra. O frio era outro! Próximo das 16h estava 5º C, não tinha sol.

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Estação Milano Centrale.

Nosso hotel seria o Íbis Milano Centro. Os recepcionistas falam francês, inglês, alemão, espanhol, chinês e italiano, claro! O português? Sem chance, mas mistura-se italiano com inglês com espanhol e tudo se resolve. Da Milano Centrale até este Íbis, são mais ou menos 12 minutos de caminhada com malas. Descansamos um pouco e logo saímos. Percebi que ali na região central existem muitos “tran” (bondinho) que circulam junto com os carros nas ruas.

 

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O belo Duomo di Milano.

 

Como Milano não tem muitos pontos turísticos fomos direto ao Duomo, assim conheceríamos as ruas da cidade e a principal atração da cidade. Os milaneses são realmente o povo mais elegante da Itália. As pessoas se vestem muito bem. O frio estava pegando. No caminho vimos um acidente entre um bondinho e um carro que faz transfer para um hotel. Passamos por um parque e por avenidas com grandes lojas. Chegando próximo ao Duomo tinha muito movimento nas ruas, mas nada comparada a Roma.

 

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Galeria Vittorio Emanuelle II

 

Antes do Duomo, avistamos o quadrilátero história da Galeria Vittorio Emanuelle. Entramos e só olhamos, claro. Qualquer coisa ali era próximo dos 2 mil euros. Bolsas da Louis Vuitton, camisetas caríssimas da Ferrari, Prada, enfim. Tinha alguns restaurantes ali com preços acessíveis, nada de assustador. Poderíamos ter comido ali mesmo, mas queríamos ver o Duomo e fomos na piazza del Duomo. Ficamos ali alguns minutos admirando o belo monumento. Jantamos com vista da lateral do Duomo em uma das muitas calçadas cobertas por ali, como se fosse uma galeria. Há muito o que comer neste canto de Milão, quase tudo massa, lógico.

 

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Jantinha: Pasta!

Encontramos um Carrefour Express por perto para comprar água. Uma coisa que esqueci de falar sobre Roma. Em nenhuma fonte bebemos água das bicas. Em Milano também não e em canto nenhum. Eu sinceramente senti um gosto ruim das fontes. Bebemos água das garrafas normal. Comprávamos no mercado todos os dias água de 1,5 ou 2 litros. Custava em média de trinta a sessenta centavos.

 

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Modernidade em Milano.

 

Como fomos a pé, voltamos? A pé também. Fomos conhecendo a cidade mesmo. Quanto mais andávamos pela Itália, mais no sentíamos seguros. Não encontrávamos pessoas de cara feia pedindo ou querendo seguir. A sensação de segurança era incrível. Não tinha hora. Observamos policiais em todos os cantos e sempre perto dos monumentos históricos o exército estava presente.

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Ainda no clima de Natal!

 

Ah, vale um ressalva que nesta hospedagem que tive no Íbis em Milano, eu utilizei 6000 pontos Accor Hotels Le Club. Então, consegui 120 euros de desconto. A cada 2 mil pontos, você consegue 40 euros em desconto.

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Loja da Ferraro no quadrilátero histórico de MIlano.

€213,00 Hotel Delle Province – Dinheiro.
€79,80 – Trenitalia: Roma à Milão – Comprado no Brasil.
€133,20* – Hotel Íbis Milano Centro – Comprado no Brasil (*Pontos Accor Hotels)
€34,00 – Jantar – Dinheiro.
€3,50 – Carrefour Express – Dinheiro.
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Total: €463,50

 

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Sexta-feira, 05 de janeiro de 2018.

Torino, che freddo!

Dia de acordar cedo em Milano. Depois de saborear o ótimo café da manhã do hotel Íbis Milano Centro e encontrar vários brasileiros neste local, fomos rapidinho a Milano Centrale, pois nosso trem era para Torino às 07h40. Chegamos com apenas 10 minutos de antecipação na Milano Centrale, mesmo sendo grande, não é a loucura que é Roma Termini. Lembra que disse que apenas uma vez o trem atrasou em nossa viagem? Pois bem, foi nesse trajeto Milano/Torino. O trem saiu as 07h55. Este trem faria a mesma rota da nossa viagem. Já estava lá no binário parado. Não entendi o porque da demora. Mas enfim, fomos. A viagem até Torino tem duração de 1h50. Como o trem atrasou, no meio do caminho o maquinista ganhou um pouco de tempo acelerando mais o trem. Chegamos apenas 5 minuto atrasados e paramos na estação Porta Sussa, segunda estação de trem mais importante de Torino. A maior e mais importante é a estação Porta Nuova.

 

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Chiesa di Santa Cristina e San Carlo Borromeo

 

Se em Milano estava frio, em Torino estava bem pior. Com certeza o lugar mais frio de toda nossa viagem pela Europa. Chegamos lá com 3º C e a noite fomos embora com praticamente zero graus, mas a sensação termina era de menos, pois estava impossível ficar sem gorro na rua. Nos lugares internos, estava tranquilo.

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Frio pra caramba em Torino.

 

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Na Itália ainda existem muitos postos da Esso. No Brasil todos viraram Shell/Cosan.

 

Tínhamos nossa agenda cheia em Torino, infelizmente não pudemos conhecer quase nada da cidade. Vi pela internet vários lugares legais para se visitar. Mas ficar fora (na rua) também seria difícil com tanto frio. Nosso primeiro destino seria o Allianz Stadium, bem ao norte da cidade. Ainda na estação Porta Sussa, compramos o bilhete integrado para turista de 24 horas por cinco euros. Podíamos andar de metro, ônibus e tran. Realmente achei bom o preço de transporte tanto em Milano quanto em Torino. E usamos esse bilhete heim! A primeira vez que usamos foi lá na estação mesmo onde passa o metro e fomos até a estação Masaua. De lá, entramos na circular 72 que nos deixou uma esquina antes do grandioso estádio da Juventus. Tivemos que dar a volta em torno de todo o estádio para entrar. Já era mais ou menos 10 da manhã. Perdemos um pouco de tempo esperando o ônibus e para fazer o tour no estádio, que seria as 12h00. Antes do tour, visitamos o museu da vecchia signora. Para quem ama muito futebol como eu, foi super legal. O estádio que vejo todo domingo na ESPN e Fox Sports, lá estava eu. Dentro dele.

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O moderno e belo Allianz Stadium

 

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Inevitável não mostrar esse escudo aos italianos né!

 

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The Champiooonnnsssss!

 

O tour poderia ser todo inglês, mas falei para o guia que eu compreendi ao italiano melhor (e é verdade mesmo). O tour também demorou pra caramba, foi uma hora exata. Passamos por vestiários, sala de imprensa, fisioterapia, camarotes Vips, e claro o campo (não podendo pisar na grama).

Quando saímos do estádio, caia uma fraca garoa que ajudava a congelar mais ainda. Por sorte eu estava com um meião de futebol (desses de jogar mesmo) e uma meia sobre ele, como faço quando jogo. Minhas pernas estavam bem aquecidas. Saímos do estádio e logo pegamos a mesma circular 72 para a estação Massaua. Entramos no metro novamente e fomos ao centro comer.

Já eram 14h30 quando almoçamos. Almocinho simples e fraco, pedaço de pizza. Não podíamos perder tempo. As 18h40 nossa passagem de retorno a Milano estava em mãos, não podíamos perder. Entramos no metro e fomos até o Museo dell’automobile di Torino. Realmente seria um tiro no escuro. Tinha visto pela internet sobre o museu e vi que tinham carros de Fórmula 1. Isso me interessava. O que eu não sabia, é que minha mulher e eu estávamos a beira de entrar em um dos museus mais legais de toda a viagem.

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Algumas das Ferraris no museu do automóvel de Torino, mas tinha muito mais F1...

 

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...como esta Lotus do Ayrton Senna da inesquecível primeira vitória dele em 1985.

 

O museu é interativo, tem carros de todas as épocas e de todos os tipos. A visita não é guiada. Você pode ficar o tempo que desejar lá dentro. Todas as salas são contextualizadas com época e fatos, não se tem apenas o carro lá parado. Estava morrendo de medo da Niceia não gostar, mas ela adorou.

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Palazzo Madama.

 

O museu fica na última (ou seria primeira?) estação de metro, Lingotto. Mais ou menos uns 8 minutos da estação Porta Nuova. O metro de Torino é novinho, curto e pequeno. Não é como esses metros de São Paulo, Rio, Roma, Paris que cabem varias pessoas. São pequenas, poucos vagões e cabe poucas pessoas sentadas. Eles são estreitos. Você não vê os trilhos, pois tem uma espécie de portas que te impedem de ter acesos aos trilhos. As portas desta estrutura abrem e chega o metro para você entrar nele. Bem seguro. Sem chance de suicídio por ali.

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Torino também estava no clima de Natal. Árvores bem legais na Itália.

 

Descemos na estação Porta Nuova as 17h. Ainda não tínhamos visto nada de atração da cidade. Eu iria no museu egípcio e tiraria o museu do automóvel, ainda bem que não fiz isso. Pois eu amo carros e corridas. De frente a estação Porta Nuova, fica a principal rua de Torino, a Via Roma. Todas as lojas famosas da Itália e do mundo tem nesta rua. O mais legal dessa rua é que as calçadas são todas cobertas, pois é como se estivesse andando embaixo de prédios.

Fomos até a principal estação de Torino, mas só passamos na frente e tiramos algumas fotos: Mole Antonelliana, onde fica o museu nacional do cinema italiano. Voltamos pela Via Giuseppe Verdi (também toda coberta) pois aquele chuvisqueiro continuava. Por sorte, todas essas calçadas eram cobertas.

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Mole Antonelliana: cartão postal de Torino.

Chegamos a um monumento histórico: Armeria reale, um museu com muitas armas, mas não entramos. Só na frente. Não tínhamos tempo. Queria ir ao Duomo di Torino também (ou cattedrale metropolitana di San Giovanni Battista), que não é tão espetacular como em Milano e Firenze, mas faltou tempo. Era tão pertinho dali, mas não fomos. Uma pena.

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Armeria reale - Torino.

 

Na volta pela Via Roma vimos uma loucura em todas as lojas. Tinha começado o Saldi em Torino naquele inicio de noite. Já eram 18h. vimos uma Zara lotada de gente. E a Niceia quis entrar. Estávamos a uns cinco minutos a pé da estação de trem. Combinei com ela de 18h20 estar no caixa da Zara, pois tinha muita, mas muita gente mesmo. Uma doidera. Consegui umas camiseta bem baratas por 7 euros. Realmente roupa vale muito a pena na Itália.

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Via Roma (sentido centro histórico/estação Puorta Nuova).

 

Fomos a estação e como tínhamos comido pouco, comprei alguns cornetos no McDonalds da estação. O trem saiu rigorosamente as 18h40. Em nosso vagão, só nos dois. Depois os funcionários (um casal) da Trenitalia chegou e sentou perto de nós. Não conversamos, estava com medo de ser muito fraco em meu fraco italiano.

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Stazione Torino Porta Nuova

 

Chegamos em Milano as 20h30 e as 21h00 já estávamos no hotel tomando banho. Ainda tínhamos que jantar, pois o almoço foi fraco e comi alguns salgadinhos San marco (muito bom, melhor que Elma chips).

Aquela garoinha chata de Torino também nos acompanhava em Milano. Quase 22h e nós andando pelo bairro do hotel em busca de um restaurante. Muita coisa chinesa e tailandesa mas queríamos um típico italiano nesta noite. Depois de andar uns 15 minutos e já estarmos indo em direção ao hotel, encontramos um restaurante tipicamente italiano chamado de One Way della speranza.

Atendimento maravilhoso! Preço normal da Itália! Som na altura ideal. Comida espetacular. Escrever esse relato está me dando mais fome do que saudade de viagem, aliás, saudade da comida italiana. É tudo de bom. Como comemos bem nessa viagem. Tinha lido muita coisa a respeito que no norte da Itália sobretudo em Milano, as comidas seriam mais caras, sinceramente achei o mesmo preço que em Roma. Em Torino, o pouco que vimos, idem.

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Menu do restaurante.

 

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Jantar maravilhoso: gnocchi di pomodoro + patate frite + risoto gamberetti.

 

Chegamos um pouco tarde no hotel, quase meia noite. Estávamos em um ritmo alucinante dormindo pouco todos os dias para aproveitar. Sem sono fomos no hall do hotel na internet, pois a internet nos hotéis italianos achei bem fraca. Voltamos para o quarto quase uma da manhã. Não tínhamos compromisso na parte da manhã, apenas visitar o Duomo, mas nada de horário marcado. Então, iríamos acordar mais tarde um pouco. Um pouco.

Gastos do dia:

€10,00 – Metro de Torino – Dinheiro.
€38,80 – Trenitalia: Milano/Torino/Milano – Comprado no Brasil.
€8,50 – Almoço – Dinheiro.
€44,00 – Juventus Stadio e Museo – Dinheiro.
€24,00 – Museo dell’automobile – Dinheiro.
€5,00 – McDonald’s – Dinheiro.
€33,50 – Jantar – Dinheiro.
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Total: €163,80

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Sábado, 06 de janeiro de 2018.

Giorno del gioco! Milan sempre per te!


Acordamos um pouco mais tarde, primeiro dia da viagem, afinal nos outros oito dias anteriores estávamos acordando cedo. Não acordamos muito tarde. Próximo das oito da manhã. Depois do café saímos em direção do Duomo. Naquele primeiro dia apenas passamos na frente a noite, hoje, era dia se subir até o topo dele. Na Itália sempre as informações e vendas de ingressos ficam próximo das atrações, nunca dentro delas ou em barraquinhas.

 

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No teto do Duomo.

 

Compramos o ingresso que daria direito para subir no topo/telhado/teto, como preferirem. Estava meio úmido, todo cuidado era pouco, por mais que fosse seguro, era melhor ir com calma e cuidado. Em Roma vimos um chinês se contorcendo de dor após torcer o pé no fórum romano (eu vi ele caindo) e no Vaticano uma senhora caiu naquelas famosas escadas em espirais e foi atendida por três médicos. Para nossa viagem continuar tranquila, fomos com calma. Ficamos mais ou menos uma hora ali em cima. Havia inclusive grupo de brasileiros com guia em português. Até escutei um pouquinho das informações.

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Detalhes da arquitetura gótica do Duomo.

 

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Detalhes da imagem no topo do Duomo. Como disse antes, alguns monumentos sempre em obras.

 

Milano com certeza foi a cidade da Itália que mais encontramos brasileiros. Tem uma visão panorâmica da cidade muito bacana lá no teto da catedral, o tempo estava nublado e tinha um pouco de nevoa, então não era possível ver locais tão distantes.

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Vista para o lado residencial de Milano.

Ah, nesse dia optamos por comprar o bilhete de transporte urbano como em Torino, valido por 24 horas, podendo usar circular, tran e metro. Diferente de todos os metros da Itália, de Santiago, de Paris, de São Paulo e do Rio (locais que já usei o metro), em Milano você precisa ter o ticket do metro para sair das catracas, ou seja, se você não guardar o bilhetinho, você terá problemas para sair das estações. Para nós não era problema, pois estávamos com o bilhete de 24 horas, então não iríamos jogá-lo fora mesmo. Vi muita gente utilizando o bilhete normal de um metro apenas e jogando o ticket no chão após sair da estação. Lá também tem gente sem educação, em menor quantidade, claro. Mas tem.

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Piazza San Siro nas proximidades do estádio.

 

Como nós fizemos o café da manhã lá pelas 9 da manhã, não almoçamos. Ficamos vendo algumas lojas ali perto da piazza del Duomo e la pelo meio dia fomos ao San Siro assistir o jogo do Milan.

Tentei comprar o ingresso pela internet de todas as formas, pois poderia escolher o lugar e economizar 10 euros comprando antecipadamente. Não sei o que acontecia que o cartão não passava. Liguei no Santander (ainda no Brasil) e não resolvia meu problema. Dizia que a data de validade do cartão estava incorreta, mas comprei ingressos para o Louvre e para a Torre Eiffel pela internet no mesmo cartão, com a mesma validade. Não sei o que houve, se era o site ou o que. Enfim, comprei na bilheteria do estádio, ou melhor. Quase.

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Todo feliz por pensar que entraria no estádio San Siro.

 

Chegamos no estádio exatamente às 12h45, um pouco mais de duas horas antes de começar a partida do Milan contra o Crotone válida pela 20ª rodada do campeonato italiano. Olhei o estádio por fora, lindo, maravilhoso, comprei um cachecol do Milan e as 13h abriram os portões para dar inicio a entrada dos torcedores. Fomos a bilheteria. Até chegar na bilheteria inúmeros cambistas queriam vender ingressos. Claro que não comprei né (na Argentina um ano antes comprei de cambista e deu tudo certo, mas jurei a mim mesmo que não faria mais isso). Na bilheteria pedi dois ingressos, escolhi o lugar e tal. Quando “Il tuo documento per favore, il passaporto”. Cara, gelei na hora. Disse “senza passaporto”, por sorte estava com minha identidade do Brasil (expedida em 1997, quando a foto era preta e branca e tinha muito cabelo, mas com cara de criança) ele foi a um superior dele e com muita conversa viu que éramos turistas, ok, liberaram. Respirei aliviado. Mas ai veio o problema. A Niceia não estava nem com a identidade dela. Resultado? Não podemos comprar. A Niceia perguntou se eu queria ver o jogo e ela ficaria la fora. Eu disse lógico que não né. Já tinha desistido do jogo, quando olhei no relógio era 13h10. Falei, vamos tentar ir buscar os passaportes no hotel. Se chegarmos até as 14h no hotel, da tempo de voltar, pois a bilheteria fechava as 15h (horário do apito inicial). Por sorte tem uma linha (roxa) novinha de metro na porta do estádio (na realidade uma esquina antes, uns 300 metros). Eram 15 estações de metro até nosso hotel. Saímos da estação San Siro linha roxa e fomos até a linha vermelha na estação Porta Venezia. Além de andar mais 6 minutos no hotel e gastar mais 5 minutos lá dentro. Saímos do hotel com os passaportes em mãos às 14h50. Falei, vai dar tempo de sobra. Mas vamos nos manter em ritmo acelerado. Pensa em uma loucura chegando no estádio de metro. A estação nova, é como em Torino, o metro é pequeno. Parecia que era de graça de tanta gente que tinha. Estava tipo em horário de pico em SP. Mas o metro lá é quase a metade do tamanho. Uma mão eu ficava na carteira e a outra no celular. Nem tinha onde segurar.

Chegamos as 14h40 na bilheteria, compramos o ingresso finalmente com o passaporte.  O chuvisqueiro apertava. Não podemos entrar com pau de selfie e nem água. Tivemos que jogar no lixo. Entramos, era enorme para achar nossos assentos. No que sentamos o jogo começou.

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Estádio San Siro, em Milano: AC Milan 1 x 0 Crotone.

O jogo não foi dos melhores, o time do Milan está péssimo este ano, mesmo contratando Bonucci, Biglia, Kalinic, Borini. O ex zagueiro da Juventus fez o único gol da partida – Bonucci 1x0 no fraco Crotone. Deveria ter mais ou menos umas 40 mil pessoas no estádio.
Atrás de nós, havia uma família de brasileiros de Minas Gerais. Conversamos um pouco, o rapaz que estava lá também era louco por futebol.

Saímos exatamente quando deu 45minutos do segundo tempo, para evitar a massa saindo do estádio. Pegamos o tran pela primeira vez em Milano. E nos deixou no centro, próximo da estação Montenapoleone. Resolvemos entrar no metro ali e descer na Porta Venezia. Estávamos com fome né, afinal, não almoçamos. Encontramos um restaurant da Renzo e Lucia, pizzeria forno a legna. Foi ali mesmo que pedi uma pizza chamada Italia e a Niceia uma lasanha bolonhesa. Pedimos vinho, batata frita e água.

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Como não amar essas massas italianas?

 

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Scusami, il conto per favore!

 

Demos umas voltas no comércio ali perto da corso Venezia e olhamos umas lojas. Passamos em um mercadinho e fizemos a comprinha de água e salgadinhos.

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Próximo a alguma estação de Metro.

 

Chegamos mais cedo ao hotel e desmaiamos, o cansaço começava a aparecer, por um lado foi bom ter um dia mais curto, nem por isso deixou de ser intenso.

Gastos do dia:

€9,00 – Metro – Dinheiro.
€80,00 – Milan x Crotone – Dinheiro.
€35,00 – Jantar – Dinheiro
€5,00 – Mercado – Dinheiro.

Total: €129,00

 

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@Lulusilveira Obrigado!!! Jajá coloco mais uma parte do relato! Semana que vem é minha última semana de férias. Se eu não fizer isso logo, não consigo terminar. E tudo está tão vivo em minha mente que lembro de tudo. Foi tudo maravilhoso. Você vai amar a Itália. Não tem como não gostar daquele lugar. Juro que me da vontade de largar tudo e ir pra lá. Mas pelo que conversei com alguns brasileiros na Itália e pelo que vi nas ruas, não está fácil a questão de empregos.

Eu vi apenas um lugar dizendo que havia vagas de trabalho. Um restaurante em Venezia.

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    • Por Mari D'Angelo
      No dia 14 de Julho, a França comemora o dia da queda da Bastilha, quando se iniciou a revolução francesa que deu fim a monarquia.
       
      A festa nacional francesa começa na verdade no dia 13 de julho, com o tradicional baile dos bombeiros em algumas das casernas de Paris, dizem ser algo bem animado e que geralmente rola até um strip-tease dos heróis nacionais rs, mas acabamos não indo conhecer.
       

       
      No dia 14 acordamos bem cedo (ou pelo menos era o que pensávamos) para assistir ao desfile militar, mas quando chegamos, a Champs-Élysées já estava completamente lotada! (Ao meu ver, mais de turistas que de franceses). Procuramos em vão um lugar onde pudéssemos enxergar alguma coisa mas depois de alguns minutos sem ver mais do que cabeças e máquinas fotográficas desistimos e sentamos num gramado para esperar a apresentação dos aviões (que era o que eu mais queria ver). Foi até interessante, primeiro passaram diversos tipos de aviões da força aérea, em seguida os helicópteros e os paraquedistas, e por fim algo como a “esquadrilha da fumaça” francesa, eu esperava várias acrobacias colorindo o céu de azul, vermelho e branco, mas passaram apenas uns poucos aviões soltando as três cores da bandeira em linha reta e nada mais. Saí um pouco decepcionada por não ter visto grande coisa, mas de qualquer forma, achei legal ter participado deste momento, da série “coisas pra fazer uma vez na vida”.
       

       
      Como estava tudo muito lotado, decidimos voltar a pé para casa, ainda acompanhamos um pouco a dispersão dos soldados e seguimos nosso caminho às margens do Sena. Depois de comer alguma coisa e recuperar o sono perdido, chegou a hora da segunda (e mais esperada) comemoração do dia, os fogos de artifício na Torre Eiffel.
       
      O início seria só a noite mas chegamos com muitas horas de antecedência, e mesmo assim, novamente, já estava lotado! Optamos por ficar no final do Champ de Mars, no tablado da instalação “Mur pour la paix” (um monumento em aço, madeira e vidro com a palavra “paz” escrita em diversos idiomas) era bem longe, mas achei que tivemos uma visão perfeita! A espera trouxe uma recompensa impagável, acompanhamos o sol se pondo lentamente ao lado da Torre, um daqueles momentos em que a gente agradece ao universo por fazer parte deste mundo.
       

       
      Quando já escurecia (no verão isso significa que já é mais de 22h), as luzes da Torre começaram a se acender e o hino nacional marcou o começo da apresentação. Os franceses cantavam “A Marselhesa” com verdadeira emoção, muitos chorando, foi um momento bastante emocionante até para nós que somos brasileiros.
       

       
      A queima de fogos foi incrível, um verdadeiro show com o tema “Liberté, Egalité, Fraternité”. A narração da história combinada com músicas francesas, música eletrônica, Nirvana e até Beatles e sincronizada com a iluminação na Torre ficou perfeita! E no fim uma grande surpresa, no ano em que a França, depois de muita discussão, finalmente aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo (nossa, como ouvimos falar do Mariage pour tous!), a Torre ficou inteira colorida homenageando esse avanço!
       

       
      Na hora de ir embora, nem cogitamos o metrô, também não encontramos uma Velib (sistema de locação de bikes) disponível então fomos caminhando por uma boa parte até achar uma bicicleta para terminar o trajeto.
       
      Foi uma das coisas mais lindas que já vi, valeu cada segundo esperando e cada passo dado pra chegar até lá.
       
      Texto original, mais fotos e um vídeo da queima de fogos aqui: http://www.queroirla.com.br/um-14-de-julho-em-paris/
    • Por Mari D'Angelo
      Sou muito suspeita para falar de Monet, sua arte sempre encantou minha avó, da qual herdei o gosto pelo artista. Nunca vou esquecer de quando ela me levou ao MASP, em uma exposição dedicada ao pintor francês. As obras ficaram guardadas na minha memória, e na minha estante, guardo com paixão o livro que ela me comprou nesta ocasião, Linéia no Jardim de Monet. Por esse motivo o lugar era ponto obrigatório de visita quando fui conhecer Paris, tão importante quanto a Torre Eiffel. Me apaixonei tanto que depois disso ainda fui mais duas vezes, podendo admirar o lugar na primavera, no verão e no outono!
       

       
      Ainda jovem, Oscar-Claude Monet foi para Paris para estudar arte (meio a contra-gosto da família) onde conheceu Camille, futuramente sua esposa e musa inspiradora em diversos quadros. Algum tempo depois, os dois alugaram uma casa para passar o verão com Alice, uma amiga que tinha sido abandonada pelo marido Ernest (também amigo e comprador de Monet) com 5 filhos e grávida de mais um. Depois que o segundo filho de Camille e Monet nasceu, ela morreu de tuberculose, deixando o marido devastado. Quando se recuperou, Monet voltou a pintar e decidiu arrumar uma nova casa para viver com Alice e as 8 crianças. Se apaixonou imediatamente pela casa cor-de-rosa, para onde se mudaram. Depois da morte de Ernest, Alice e Monet se casaram e permaneceram juntos até a morte da esposa. Ele faleceu com 86 anos, após uma nova onda de enorme tristeza pela perda da segunda esposa e graves problemas de catarata, que quase o cegaram (nessa época ele só usava cores fortes em seus quadros e as pinceladas eram mais intensas).
       
      A cidade onde fica a casa e os jardins, chama-se Giverny, fica na charmosa região da Alta-Normandia, há aproximadamente 1 hora de Paris. Aconselho fazer a visita de trem, mas já fui de carro alugado também e tem suas vantagens, como conhecer melhor a cidadezinha de Vernon, essa da foto.
       

       
      Para ir de trem, basta comprar o bilhete no site da SNCF (Recomendo comprar pela internet -ou antecipadamente pelas máquinas no metrô- para garantir o horário e não perder tempo na estação). Você deve procurar por Paris-Vernon, pois o trem não chega até Giverny. Chegando em Vernon há diversos ônibus parados próximo à estação, que levam até o destino final (é só seguir o fluxo, a enorme maioria estará indo para lá também, já que Vernon não é uma cidade com grandes atrativos), você compra o bilhete direto com o motorista. Normalmente os horários dos trens são casados com os do ônibus, na ida, mas na volta preste bastante atenção aos horários de saída (eles dão um folheto), todas as vezes tivemos que pega-lo quase 1h antes do horário do trem para não correr o risco de atrasar, pois o seguinte demorava bastante. Outra opção é ir de bicicleta, que você pode alugar em Vernon.
       
      Descendo do ônibus, novamente siga o fluxo, a casa fica à poucos minutos do estacionamento. Para “despistar” um pouco o grupo de pessoas que fará a visita ao mesmo tempo, entre em uma pequena trilhazinha ainda perto do estacionamento, para ver o busto de Monet, o lugar é super agradável, cercado de árvores e próximo à um riachinho.
       

       
      Chegando na casa pode ser que haja uma grande fila, especialmente se for verão! Então não faça como eu e compre o ingresso antecipadamente no site da Fondation Monet! Existe a opção de comprar junto o ingresso para o Museu dos Impressionistas, que fica bem próximo de lá, eu fui e não recomendo, achei o acervo bem pequeno. Acho que é muito mais rico nesse sentido visitar o Musée d’Orsay (onde se encontram diversas obras de Monet) ou o Musée de l’Orangerie (que tem duas salas com as enormes pinturas panorâmicas do artista), ambos em Paris.
       
      Agora vem a melhor parte! Apesar de dar vontade de entrar imediatamente na casinha toda cor-de-rosa e verde (suspiros), aconselho ver os jardins primeiro, com sorte estarão um pouco menos lotados. Além disso é bem mais interessante ver alguns quadros depois de ter visto tudo aquilo ao vivo.
       

       
      A visita começa pelo imenso jardim multicolorido, são diversas fileiras de flores de todos os tipos, cheiros e cores. Quando visitei o jardim em outubro, o caminho principal ficou tomado por um magnífico rio de flores. Segundo ouvimos de um guia, esse fenômeno só acontece por pouquíssimos meses do ano, que sorte!
       

       
      Seguindo as placas para etang des nynpheas, você passará por um túnel que atravessa a estrada e chega ao tão esperado lago das ninféias e ao ponto mais alto do passeio todo, a Ponte Japonesa! É realmente indescritível a sensação de estar naquele lugar, é como estar dentro de uma pintura de Monet. Exatamente ali ele pintou inúmeros quadros, em diferentes estações do ano e em horários variados para captar a luz de todas as formas possíveis. Para completar o cenário, fica ancorado próximo à ponte um barquinho, que também se vê em muitos de seus quadros. É impossível não ficar hipnotizado por aquele conjunto tão harmônico.
       

       

       
      Voltando à casa, chegou a hora de conhecer o cantinho encantado desse mestre do impressionismo! O lugar é muito aconchegante, tipo casa de vó! O que achei mais interessante foi a escolha monocromática na sala e na cozinha. A primeira é toda amarela, desde a parede, até os móveis e utensílios, a segunda toda azul, com panelas e objetos em cobre. A ideia de ter um cômodo inteiro de uma cor só parece um pouco estranha, mas a execução ficou realmente incrível. Além disso há o estúdio, (remontado fielmente de acordo com uma foto da época, exposta na sala) onde estão expostas algumas reproduções de quadros do artista, como eu disse, é muito interessante ver aquilo tudo depois de ter conhecido o jardim.
       

       
      No andar superior é possível entrar em alguns quartos, aqui o que me encantou foi a vista da janela, devia ser simplesmente divino acordar e olhar para aquela imensidão de flores (mais suspiros…)
       
      Por ser uma casa antiga, alguns detalhes são muito interessantes, como o banheiro e a pequena sala de costura. Monet tinha verdadeira paixão pela arte japonesa, por isso as paredes de sua casa são recheadas de gravuras nesse estilo. Infelizmente é proibido fotografar o interior da casa (senão acho que passaria horas lá dentro!), mas aqui algumas imagens tiradas do site oficial para ilustrar essa casinha tão acolhedora!
       
      O atelier onde Monet trabalhava é hoje a irresistível lojinha de souvenirs, e olha só o que encontrei lá, o tal livro que minha avó tinha me dado! =)
       
      Vale a pena dar uma voltinha na pequenina cidade de Giverny, onde a rua principal leva o nome de Monet, claro. O charme está por toda a parte, nos caros restaurantes e cafés, nas pousadinhas, nos ateliers de diversos artistas e nas ruas, todas floridas. Atrás da Igreja de Giverny, localiza-se o cemitério onde Monet está enterrado.
       

       
      Esse certamente é um dos meus lugares preferidos no mundo, espero ainda poder voltar lá mais algumas vezes na vida!
       
      Informações práticas:
       
      Site oficial: http://www.fondation-monet.com
       
      Valores: Adulto 9,50€ | Crianças -12 e estudantes 5€ | Crianças -7 anos não pagam
       
      Horários: Aberto todos os dias de 1º de abril à 1º de novembro, das 9:30 às 18:00 (última admissão 17:30)
       
      *Informações para o ano de 2014
       
       
      Relato original e (muito) mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/jardins-de-monet-um-sonho-realizado/
    • Por Mari D'Angelo
      A Itália é um lugar fantástico, cheio de arte, história, cultura e beleza. Há muito o que ver e fazer, mas como tínhamos apenas 11 dias, o roteiro teve que ser um pouco resumido. Fizemos a viagem em 2012, por isso alguns valores podem estar desatualizados. Rodamos todas as cidades de trem usando a Trenitalia. Foram 4 dias em Roma, 3 dias Florença (com 1 dia dedicado a Pisa), 2 dias em Veneza e 2 dias em Milão.
       
      Hoje faria algumas coisas diferente e principalmente me planejaria melhor em relação à datas e reservas, mas acho que esse roteiro é uma boa base para conseguir conhecer o básico da bota!
       
      Dia 1 – Roma
       
      Aqui a chegada foi de avião, então para ir do aeroporto para o centro usamos o ônibus de transfer da Terravision (€ 6,00/pessoa) que para na estação de trem Roma Termini. Como o hotel era um pouco afastado, pegamos um taxi até lá. Já era um pouco tarde e depois de uma tentativa frustrada de ir até a Fontana di Trevi, comemos algo perto do hotel mesmo e descansamos para o dia seguinte. O transporte em Roma é um pouco caótico então recomendo se hospedar relativamente perto dos pontos a visitar. Usamos metrô e ônibus e no centro fizemos muita coisa a pé.
       
      Dia 2 – Roma
       
      – Monumento a Vittorio Emanuele II (A imponente construção é uma homenagem ao primeiro rei da Itália após sua unificação, vale ver o prédio por dentro, é tão lindo quanto por fora. Visite também a igreja que fica do lado direito do monumento, é maravilhosa por dentro!)
       
      – Coliseu (Na verdade o ingresso é um combo para o Coliseu, o Palatino e o Foro Romano. Pegamos alguma fila para entrar no primeiro, imagino que começando pelos outros dois a fila da compra pode ser eliminada. Pagamos € 12,00/pessoa na época)
       
      – Foro Romano (O enorme local abriga as ruínas do que já foi o ponto de encontro de nobres romanos, é realmente muito grande e fica mais interessante se tiver um guia ilustrado para entender o que está vendo)
       
      – Museu de cera (Sinceramente, é interessante, mas dispensável. Acho que se perder pelas ruas da cidade vale mais a pena)
       
      – Fontana di Trevi (Esse lugar é uma das coisas mais lindas que já vi! Conheça de dia e de noite e tome cuidado com os golpes!
       
      Dia 3 – Roma
       
      – Vaticano (Acabamos não conseguindo entrar, a fila estava de mais de 5 horas pois no dia seguinte seria feriado -atente a isso no seu roteiro pois nos dias de feriado quase tudo fecha-)
       
      – Piazza del Popolo (Acabamos andando um pouco sem rumo depois de desistir do Vaticano, a praça é bonita, mas dispensável se estiver sem tempo)
       
      – Piazza di Spagna (A praça é linda, se for na primavera verá a escadaria toda florida. Só prepare-se para a multidão)
       
      – Panteão (Antes de virar um local sacro para o cristianismo, era um templo de deuses greco-romano pagãos)
       
      – Igreja São Luis dos Franceses (Conserva algumas obras de Caravaggio)
       
      – Piazza Navona (Tem uma fonte central maravilhosa!)
       
      – Bocca della Veritá (Tem que colocar a mãozinha lá dentro né?!)
       
      – Trastevere (Simpático bairro, agradável para um almoço no fim da tarde)
       
      Dia 4 – Roma
       
      – Castel Sant’Angelo (Queríamos entrar mas como era feriado, estava fechado, acho que deve valer a visita)
       
      – Basílica de Santa Maria Maggiore (Seu interior é uma obra de arte!)
       
      Dia 5 – Florença
       
      Da Roma Termini pegamos o trem para Florença, a cidade é pequena então dá pra fazer tudo a pé. Ficamos no Hostel Plus Florence, um dos melhores que já conhecemos, recomendo! Dá pra chegar a pé da estação (embora seja um pouco cansativo com malas).
       
      – Igreja Santa Maria del Fiore (Cartão postal da cidade, o interior da sua cúpula é fantástico! Além disso, subindo no topo da igreja tem-se uma vista verdadeiramente panorâmica)
       
      – Galeria Degli Uffizi (Boticelli e outras obras incríveis!)
       
      Dia 6 – Pisa / Firenze
       
      De manhã cedo pegamos o trem para Pisa, achei um pouco bagunçado, especialmente na volta, mas perguntando e seguindo o fluxo dá pra se encontrar.
       
      – Pisa (Não há muito o que fazer, mas vale ver a famosa torre ao vivo, uma manhã é suficiente)
       
      – Igreja Santa Maria Novella
       
      – Museu dell’Opera del Duomo (Destaque para Pietá e algumas obras de Donatello)
       
      – Ponte Vecchio (Apesar de não ter me encantado muito por sua beleza, a história interessante)
       
      Dia 7 – Firenze
       
      – Galleria dell’Accademia (Davi de Michelangelo é o grande destaque)
       
      – Basilica di Santa Croce (Onde está enterrado Michelangelo, Galileu Galilei, entre outros)
       
      Dia 8 – Veneza
       
      De manhã cedo pegamos o trem para Veneza, aqui e aqui estão os post contando em detalhes nossos dias por lá. Se tiver um dia a mais no roteiro adicione as ilhas de Murano ou Burano.
       
      – Basílica di San Marco (Visite-a por dentro para ver os lindos tetos em mosaico de ouro)
       
      – Ponte do Rialto (Cartão postal da cidade)
       
      – Palazzo Ducale
       
      Dia 9 – Veneza
       
      - Museu de história natural (Interessante, mas se não for um grande fã do assunto não vale muito a pena)
       
      – Museu Peggy Guggenheim (Maravilhoso!!!)
       
      - Igreja Santa Maria della Salute
       
      Dia 10 – Milão
       
      Vou ser bem sincera, não gostei muito de Milão. Na verdade, acho que achei um pouco parecida com São Paulo, mais urbana do que o “padrão” velho continente. Mas claro que tem lá seus encantos, começando pela estação de trem, que é linda!
       
      – Galeria Vittorio Emanuele (O lugar é maravilhoso do chão ao teto, abriga lojas de luxo e um Mc Donalds onde é possível tomar um café da manhã barato)
       
      – Catedral de Milão ou Duomo (Linda! Vale a pena subir, não pela vista, mas para observar a arquitetura de perto. Ah, esse é um dos muitos lugares na Itália onde há restrições com roupas curtas)
       
      – Castelo Sforzesco (o gostoso aqui é entrar pelo castelo, passar pelo parque e terminar no Arco della Pace. Aqui também tem golpes, fique atento)
       
      Dia 11 – Milão
       
      Este dia basicamente sobrou, tínhamos reservado um dia para ir ao Lago di Como e acabamos cancelando por achar que seria pouco tempo em Milão, me arrependo muito, não faça isso! Visitamos o museu do Castelo Sforzesco que reune obras de diferentes séculos e encontramos uma exposição de design gratuita para completar. Queríamos ter visto “A Última ceia”, mas não conseguimos pois é necessário agendar antecipadamente e é super concorrido! O site para comprar pela internet é este.
       
      É claro que o roteiro tem só os pontos chave de cada lugar, não deixe de se perder pelas ruazinhas, experimente o delicioso canoli, tome muito gelato (o de nutela e chocolate com laranja foram os meus preferidos), prepare-se para comer uma pizza inteira sozinho e pode confiar no vinho da casa!
       
      ps. Terminando este texto percebi que agora que estou começando meus estudos em História da arte, preciso voltar e rever tudo isso com outros olhos!
       
      Veja o relato completo com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/italia-de-trem-roteiro-de-11-dias/


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